COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR -UNIFESP ACIDENTE OCUPACIONAL COM MATERIAL DE RISCO BIOLÓGICO
Transmissão de doenças nas instituições PAS PACIENTE Contato Direto  (pele, mucosa/ sangue, secreções) Contato Indireto  (mãos, instrumentos) Respiratório  (Gotículas e Aerossóis)
Exposição ao sangue Riscos e profilaxia pós exposição
Introdução Somente no início da década de 80, com o surgimento do HIV/aids, as medidas de prevenção e o acompanhamento dos trabalhadores expostos passaram a ser considerados . Rapparini, C. Programa Nacional de DST/AIDS,  2004 .
Agentes infecciosos Existem pelo menos 60 agentes etiológicos diferentes transmitidos por acidentes ocupacionais.   Tarantola A et al. Am J Infect Control 2003;31:357-63 . Os principais agentes envolvidos são: o vírus da imunodeficiência humana (HIV) e os vírus das hepatites tipo B (HBV) e C (HCV).  Beltrami EM. Clin Microl Rev 2000;13(3):385-406.
Casos documentados e suspeitos de aquisição de HIV por  PAS MMWR.  Centers for Disease Control and Prevention , 2001 *  Ann N. Do, MD . ICHE,2003 04 casos documentados no Brasil. Rapparini C..AJIC 2006 195 85 280 138 43 181 57 42 99 EUA (CDC) * Outros países Total Total Casos  Suspeitos Casos Documentados País
Profilaxia pós exposição As primeiras recomendações foram publicadas em 1982 pelo  Centers for Disease Control and Prevention  - CDC. Publicação atual (HBV, HCV e HIV) : 2001 Publicação específica para o HIV: 2005 MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2001. MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2005.
Profilaxia pós exposição O  Ministério da Saúde do Brasil, através do Programa DST/AIDS da Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo, publicou um Manual de Recomendações e Condutas Após a Exposição Ocupacional de Profissionais de Saúde, em 1999. MS - Coordenação Nacional de DST e AIDS  - 1999. Atualização em 2004. Rapparini, C. Programa Nacional de DST/AIDS,  2004 . Atualização em 2006 - pós exposição ao HIV. MS – Coordenação Nacional de DST e AIDS  -2006 .
Material biológico com risco de transmissão Sangue Fluido contendo sangue Líquidos de cavidades estéreis:  LCR, peritoneal, sinovial, amniótico MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2001.
Exposição ocupacional ao Vírus da  Imunodeficiência Humana (HIV)
Acidente pérfuro-cortante: 0,3% Exposição de mucosa: 0,09% Exposição de pele não íntegra: <0,09% Risco de aquisição de HIV MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2001 .
sangue visível na agulha agulha retirada diretamente de veia ou artéria lesão profunda paciente terminal ausência de profilaxia com AZT Cardo D et al. N Engl J Med 1997. Fatores de risco para aquisição de HIV
 
 
Início: mais rápido possível Ideal: primeiras 02 horas máximo 48 - 72 horas após o acidente Estudos em animais sugerem que a profilaxia não é eficaz quando iniciada 24 a 48 após a exposição Duração: 28 dias  MMWR, CDC, Recomendations and Reports, 50:1-42, 2001. Profilaxia pós exposição ao HIV
PROFILAXIA  ANTI-RETROVIRAL  APÓS EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL
Profilaxia anti-retroviral após exposição ocupacional ao HIV Rapparini, C. Programa Nacional de DST/AIDS,  2004 . MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2001.
Novas diretrizes – CDC 2005 Ampliação das opções de ARV como profilaxia; Falência da profilaxia – Resistência; Opinião de experts; Eventos Adversos e interação medicamentosa; Adesão à profilaxia; Seguimento do profissional;
 
Exposição ocupacional ao vírus da Hepatite B
Vírus da Hepatite B Período de incubação:  45 a 180 dias; Transmissão : via parenteral, sexual e vertical Evolução: Assintomático / Sintomático  forma crônica: cirrose hepática / hepatocarcinoma
Sangue  é a principal via  de transmissão (maior quantidade de partículas infectantes); HBV: capacidade de sobreviver à temperatura ambiente por até 1 semana (papel do ambiente). Risco ocupacional pós exposição  HBV
Pós acidente pérfuro-cortante: Fonte HBsAg e HBeAg +   : Hepatite clínica: 22 a 31% Evidência sorológica: 37 a 62% Fonte HBsAg +  HBeAg -  :   Hepatite clínica: 1 a 6% Evidência sorológica: 23 a 37% Risco Ocupacional Pós Exposição  HBV Rapparini, C. Programa Nacional de DST/AIDS,  2004 . MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2001.
Risco Ocupacional Pós Exposição  HBV Vacinação pré-exposição (admissão do funcionário): 90 a 95% de resposta vacinal Três doses (zero, um e seis meses) Ac protetores (anti-HBs) > 10 mUI/ml Não é recomendado reforço em imunocompetentes
PROFILAXIA HEPATITE B  APÓS EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL
 
Exposição Ocupacional ao vírus da Hepatite tipo C
Acidente pérfuro-cortante com fonte HCV   : 1,8% (0 a 7%); Raramente há transmissão por exposição de mucosas a fluido biológico; Não existe caso documentado contágio através de pele íntegra ou mesmo não íntegra; Sobrevivência ambiental:  ?  (desconhecida) Risco Ocupacional Pós Exposição  HBV Rapparini, C. Programa Nacional de DST/AIDS,  2004 . MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2001.
Profilaxia pós exposição HCV Até o momento não há nenhuma medida específica recomendada para redução do risco de transmissão após exposição ocupacional ao vírus da hepatite tipo C. Rapparini, C. Programa Nacional de DST/AIDS,  2004 . MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2001 .
Volume 345(20), 15 November 2001, pp 1452-1457  Treatment of Acute Hepatitis C with Interferon Alfa-2b [Original Articles] Jaeckel, Elmar; Cornberg, Markus; Wedemeyer, Heiner; Santantonio, Teresa;
                                                                                                                                                                              Obs: 44 pacientes:  9 UDIV,  14 exposições ocupacionais , 7 procedimentos cirúrgicos,  10 exposições sexuais e 4 indeterminadas
Exposição Ocupacional a Paciente-Fonte Desconhecida
Fonte desconhecida: Material encontrado no lixo, expurgo, roupa de cama. Avaliação criteriosa conforme a gravidade da exposição e a probabilidade de infecção. Geralmente, não está recomendada a quimioprofilaxia nestes casos, porém, os riscos devem ser avaliados individualmente. Exposição Ocupacional a Paciente-fonte Desconhecido Rapparini, C. Programa Nacional de DST/AIDS,  2004 . MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2001.
Acompanhamento pós exposição Sorologias  Colher no momento da exposição Até 6 meses Até 1 ano, qdo o paciente fonte tiver co-infecção HIV / HCV Se em uso de anti-retrovirais: Acompanhamento clínico e laboratorial
Acompanhamento pós exposição anti-HCV EIA/ELISA eventualmente anti-HCV EIA/ELISA anti-HCV ALT/TGP - anti-HCV EIA/ELISA ALT/TGP Acomp HCV - Vacinados susceptíveis: anti-HBs não vacinados: anti-HBs, anti-HBc total, HBsAg  - - - vacinados: anti-HBs não vacinados: anti-HBs, anti-HBc total, HBsAg  Acomp HBV anti-HIV EIA/ELISA eventualmente anti-HIV EIA/ELISA anti-HIV EIA/ELISA anti-HIV EIA/ELISA - anti-HIV EIA/ELISA Acomp HIV - - - - hemograma completo transaminases uréia e creatinina séricas glicemia Hemograma completo transaminases uréia e creatinina séricas glicemia Uso de QP expandida - - - - hemograma completo transaminases uréia e creatinina séricas Hemograma completo transaminases uréia e creatinina séricas Uso de QP básica 12 meses 6 meses 3 meses entre a 4ª e a 6ª semanas 2ª semana Momento  do acidente Situação clínica
Cuidados após o acidente Até 6 meses após o acidente   Usar preservativo  Evitar gravidez  Não doar sangue, plasma, órgãos, tecidos ou sêmen  Não há necessidade de mudar atividades
OUTRAS DOENÇAS DE TRANSMISSÃO OCUPACIONAL
Pacientes com  viremia , Wazieres B, Gil H, Vuitton DA, Dupond JL. Nosocomial transmission of dengue from a needlestick injury. Lancet 1998;351:498. parasitemia ,  Cannon N, Walker S, Dismukes W. Malaria acquired by accidental needle puncture. JAMA 1972;222:1425 . bacteremia   Casey J, Maayan S. The bacteriemic patient as a source of infection. N Engl J Med 1981;305:582-3. ou  fungemia   Glaser J, Garden A. Inoculation of cryptococcosis without transmission of the acquired immunodeficiency syndrome. N Engl J Med 1985;266 . podem transmitir um patógeno ao PAS durante um acidente ocupacional;
METODOLOGIA Revisão de literatura à partir de 1966; Foram identificados 60 patógenos diferentes: 26 vírus; 18 bactérias-rickétsias; 13 parasitas; 3 fungos.
 
 
Hendra vírus : Primeiramente isolada em humanos e cavalos em 1994 – Austrália; letalidade de 40-70%; Quadro semelhante à  influenza; Kyasanur vírus :  Febre hemorrágica - encefalite; Índia; Rift valley :  Febre hemorrágica transmitida por mosquito – África; Foamy vírus : Mais antigo retrovírus conhecido; prevalente em macacos; patogenicidade mínima, se existente; West Nile virus: Flavivirus transmitidos por anopheles ou aedes; pode infectar cavalos, cães, pássaros e outros mamíferos; Africa, Asia, Europa e América do Norte; Dç febril que pode evoluir com paralisia flácida e Guillain-Barre;
No Brasil... Transmissão do vírus Sabiá p/ funcionário de laboratório ; Coimbra T, Nassar E,  Burattini M , Madia de Souza T, Ferreira I, Rocco I, et al. New arenavirus isolated in Brazil. Lancet 1994; 343: 391-2.
Engenheira agrícola, 25 anos, residente SP, sem viagens prévias; Qclin : 12 dias de febre, cefaléia, mialgia, nausea, vómito, e fraqueza.  EX.Fís : sonolenta, desidratada e com hiperemia de orofaringe.  Exs lab : leucopenia e elevação de transaminases; Evolução : hematêmese, sangramento vaginal e petéquia conjuntival, convulsões tônico-clônicas, coma e morte em 3 dias; Dg : identificado um novo arenavírus, chamado Sabiá (área de residência da paciente). A fonte de identificação permaneceu desconhecida (roedor?); Obs: durante a investigação do vírus, um técnico de laboratório se contaminou (aerossol?) e desenvolveu quadro clínico semelhante, com sorologia positiva para o vírus em dois pares de amostras...
Ebola
Transmissão ocupacional de Ebola Já descrito no Reino Unido... Emond R, Evans B, Bowen E, Lloyd G. A case of Ebola virus infection. BMJ 1977;2:541-4 .
5/11/1976: pesquisador punciona acidentalmente o dedo,( sem sangramento visível ! ) com agulha com sg.de paciente com Ebola; 6 dias mais tarde torna-se doente; Dor abdominal+naúsea   febre 37,4º    mal-estar geral e piora da dor abdominal    isolamento respiratório    melhora geral em 2d. com surgimento de hiperemia orofaringe + exantema + linfonodos cervicais; 2dias depois    recrudescimento febre 40º    calafrios    deterioração na concentração e memória    diarréia e vómitos persistentes; Começou a melhorar após 4dias, com resolução completa após 10 semanas; Obs: das 24 enf.que cuidaram do paciente, 6 adoeceram com sintomas respiratórios ( ~  2dias);  4 de 5 médicos desenvolveram “gripe” com sintomas gastrintestinais...
 
Bactérias Maioria dos casos: lesão no local, com o desenvolvimento de lesão nodular. Ex:  Mycobacterium species, Neisseria gonorrhoeae, Treponema pallidum, or Streptococcus pyogenes ; Raras vezes, infecções locais se tornam extensas, com desenvolvimento de tenosinovites ou bacteremia;
Transmissão de bactéria Desenvolvimento de choque tóxico estreptocócico após RCP; Valenzuela T, Hooton T, Kaplan E, Schlievert P. Transmission of ‘‘toxic strep’’ syndrome from an infected child to a firefighter during CPR.Ann Emerg Med 1991;20:90-2.
Bombeiro durante reanimação cardio-respiratória de uma criança infectada c/  S.pyogenes... ...exposição a gotículas respiratórias;    desenvolvimento de uma infecção na mão direita;    hemocultura + líquor positivos p/  S.pyogenes  na criança falecida foram idênticos no tipo e na produção de exotoxinas aos colhidos da lesão da mão do bombeiro ;
 
Introdução  A maioria dos casos é por malária; Tarantola A, Rachline A, Konto C, Houze´ S, Sabah-Mondan C, Vrillon H, et al. Occupational Plasmodium falciparum malaria following accidental blood exposure: a case, published reports and considerations for post-exposure prophylaxis. Scand J Infect Dis 2005;37: 131-40. Na América Latina, 60 casos de aquisição ocupacional de Chagas já foram descritos; Herwaldt BL. Laboratory-acquired parasitic infections from accidental exposures. Clin Microbiol Rev 2001;14:659-88.
 
 
 
 
 
Patógenos transmitidos apenas por transfusão sanguínea, sem relatos de transmissões ocupacionais
 
 
no entanto...
 
Funcionária de laboratório, 29 anos; Acidente pérfuro-cortante com agulha 0,9x25mm no dedo(re-encape de agulha); Fonte: brasileiro, 32 anos, usuário de drogas, infectado com HTLV e HCV, admitido por TCE; Sorologia da funcionária torna-se positiva no seguimento após 18meses, nenhum outro fator de risco foi identificado; Testes sorológicos no marido, mãe e filha de 2anos foram negativos, e na filha de 6meses, fracamente positivo; Não foram realizados testes moleculares na func. e no fonte;
American Journal of Infection Control; 2008;  36; 228-229
Estudante medicina 19 anos; 2dias de febre e “rash”; Lesão perfurante em dedo 9 dias antes, ao coletar gasometria de paciente HIV+, internado por pneumocistose e CMV disseminado; Nenhum contato sexual, transfusão ou exposição a animais; IgM e PCR positivos para CMV

Risco Ocupacional Elcio 2008

  • 1.
    COMISSÃO DE CONTROLEDE INFECÇÃO HOSPITALAR -UNIFESP ACIDENTE OCUPACIONAL COM MATERIAL DE RISCO BIOLÓGICO
  • 2.
    Transmissão de doençasnas instituições PAS PACIENTE Contato Direto (pele, mucosa/ sangue, secreções) Contato Indireto (mãos, instrumentos) Respiratório (Gotículas e Aerossóis)
  • 3.
    Exposição ao sangueRiscos e profilaxia pós exposição
  • 4.
    Introdução Somente noinício da década de 80, com o surgimento do HIV/aids, as medidas de prevenção e o acompanhamento dos trabalhadores expostos passaram a ser considerados . Rapparini, C. Programa Nacional de DST/AIDS, 2004 .
  • 5.
    Agentes infecciosos Existempelo menos 60 agentes etiológicos diferentes transmitidos por acidentes ocupacionais. Tarantola A et al. Am J Infect Control 2003;31:357-63 . Os principais agentes envolvidos são: o vírus da imunodeficiência humana (HIV) e os vírus das hepatites tipo B (HBV) e C (HCV). Beltrami EM. Clin Microl Rev 2000;13(3):385-406.
  • 6.
    Casos documentados esuspeitos de aquisição de HIV por PAS MMWR. Centers for Disease Control and Prevention , 2001 * Ann N. Do, MD . ICHE,2003 04 casos documentados no Brasil. Rapparini C..AJIC 2006 195 85 280 138 43 181 57 42 99 EUA (CDC) * Outros países Total Total Casos Suspeitos Casos Documentados País
  • 7.
    Profilaxia pós exposiçãoAs primeiras recomendações foram publicadas em 1982 pelo Centers for Disease Control and Prevention - CDC. Publicação atual (HBV, HCV e HIV) : 2001 Publicação específica para o HIV: 2005 MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2001. MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2005.
  • 8.
    Profilaxia pós exposiçãoO Ministério da Saúde do Brasil, através do Programa DST/AIDS da Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo, publicou um Manual de Recomendações e Condutas Após a Exposição Ocupacional de Profissionais de Saúde, em 1999. MS - Coordenação Nacional de DST e AIDS - 1999. Atualização em 2004. Rapparini, C. Programa Nacional de DST/AIDS, 2004 . Atualização em 2006 - pós exposição ao HIV. MS – Coordenação Nacional de DST e AIDS -2006 .
  • 9.
    Material biológico comrisco de transmissão Sangue Fluido contendo sangue Líquidos de cavidades estéreis: LCR, peritoneal, sinovial, amniótico MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2001.
  • 10.
    Exposição ocupacional aoVírus da Imunodeficiência Humana (HIV)
  • 11.
    Acidente pérfuro-cortante: 0,3%Exposição de mucosa: 0,09% Exposição de pele não íntegra: <0,09% Risco de aquisição de HIV MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2001 .
  • 12.
    sangue visível naagulha agulha retirada diretamente de veia ou artéria lesão profunda paciente terminal ausência de profilaxia com AZT Cardo D et al. N Engl J Med 1997. Fatores de risco para aquisição de HIV
  • 13.
  • 14.
  • 15.
    Início: mais rápidopossível Ideal: primeiras 02 horas máximo 48 - 72 horas após o acidente Estudos em animais sugerem que a profilaxia não é eficaz quando iniciada 24 a 48 após a exposição Duração: 28 dias MMWR, CDC, Recomendations and Reports, 50:1-42, 2001. Profilaxia pós exposição ao HIV
  • 16.
    PROFILAXIA ANTI-RETROVIRAL APÓS EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL
  • 17.
    Profilaxia anti-retroviral apósexposição ocupacional ao HIV Rapparini, C. Programa Nacional de DST/AIDS, 2004 . MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2001.
  • 18.
    Novas diretrizes –CDC 2005 Ampliação das opções de ARV como profilaxia; Falência da profilaxia – Resistência; Opinião de experts; Eventos Adversos e interação medicamentosa; Adesão à profilaxia; Seguimento do profissional;
  • 19.
  • 20.
    Exposição ocupacional aovírus da Hepatite B
  • 21.
    Vírus da HepatiteB Período de incubação: 45 a 180 dias; Transmissão : via parenteral, sexual e vertical Evolução: Assintomático / Sintomático forma crônica: cirrose hepática / hepatocarcinoma
  • 22.
    Sangue éa principal via de transmissão (maior quantidade de partículas infectantes); HBV: capacidade de sobreviver à temperatura ambiente por até 1 semana (papel do ambiente). Risco ocupacional pós exposição HBV
  • 23.
    Pós acidente pérfuro-cortante:Fonte HBsAg e HBeAg + : Hepatite clínica: 22 a 31% Evidência sorológica: 37 a 62% Fonte HBsAg + HBeAg - : Hepatite clínica: 1 a 6% Evidência sorológica: 23 a 37% Risco Ocupacional Pós Exposição HBV Rapparini, C. Programa Nacional de DST/AIDS, 2004 . MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2001.
  • 24.
    Risco Ocupacional PósExposição HBV Vacinação pré-exposição (admissão do funcionário): 90 a 95% de resposta vacinal Três doses (zero, um e seis meses) Ac protetores (anti-HBs) > 10 mUI/ml Não é recomendado reforço em imunocompetentes
  • 25.
    PROFILAXIA HEPATITE B APÓS EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL
  • 26.
  • 27.
    Exposição Ocupacional aovírus da Hepatite tipo C
  • 28.
    Acidente pérfuro-cortante comfonte HCV  : 1,8% (0 a 7%); Raramente há transmissão por exposição de mucosas a fluido biológico; Não existe caso documentado contágio através de pele íntegra ou mesmo não íntegra; Sobrevivência ambiental: ? (desconhecida) Risco Ocupacional Pós Exposição HBV Rapparini, C. Programa Nacional de DST/AIDS, 2004 . MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2001.
  • 29.
    Profilaxia pós exposiçãoHCV Até o momento não há nenhuma medida específica recomendada para redução do risco de transmissão após exposição ocupacional ao vírus da hepatite tipo C. Rapparini, C. Programa Nacional de DST/AIDS, 2004 . MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2001 .
  • 30.
    Volume 345(20), 15 November2001, pp 1452-1457 Treatment of Acute Hepatitis C with Interferon Alfa-2b [Original Articles] Jaeckel, Elmar; Cornberg, Markus; Wedemeyer, Heiner; Santantonio, Teresa;
  • 31.
  • 32.
    Exposição Ocupacional aPaciente-Fonte Desconhecida
  • 33.
    Fonte desconhecida: Materialencontrado no lixo, expurgo, roupa de cama. Avaliação criteriosa conforme a gravidade da exposição e a probabilidade de infecção. Geralmente, não está recomendada a quimioprofilaxia nestes casos, porém, os riscos devem ser avaliados individualmente. Exposição Ocupacional a Paciente-fonte Desconhecido Rapparini, C. Programa Nacional de DST/AIDS, 2004 . MMWR. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2001.
  • 34.
    Acompanhamento pós exposiçãoSorologias Colher no momento da exposição Até 6 meses Até 1 ano, qdo o paciente fonte tiver co-infecção HIV / HCV Se em uso de anti-retrovirais: Acompanhamento clínico e laboratorial
  • 35.
    Acompanhamento pós exposiçãoanti-HCV EIA/ELISA eventualmente anti-HCV EIA/ELISA anti-HCV ALT/TGP - anti-HCV EIA/ELISA ALT/TGP Acomp HCV - Vacinados susceptíveis: anti-HBs não vacinados: anti-HBs, anti-HBc total, HBsAg - - - vacinados: anti-HBs não vacinados: anti-HBs, anti-HBc total, HBsAg Acomp HBV anti-HIV EIA/ELISA eventualmente anti-HIV EIA/ELISA anti-HIV EIA/ELISA anti-HIV EIA/ELISA - anti-HIV EIA/ELISA Acomp HIV - - - - hemograma completo transaminases uréia e creatinina séricas glicemia Hemograma completo transaminases uréia e creatinina séricas glicemia Uso de QP expandida - - - - hemograma completo transaminases uréia e creatinina séricas Hemograma completo transaminases uréia e creatinina séricas Uso de QP básica 12 meses 6 meses 3 meses entre a 4ª e a 6ª semanas 2ª semana Momento do acidente Situação clínica
  • 36.
    Cuidados após oacidente Até 6 meses após o acidente Usar preservativo Evitar gravidez Não doar sangue, plasma, órgãos, tecidos ou sêmen Não há necessidade de mudar atividades
  • 37.
    OUTRAS DOENÇAS DETRANSMISSÃO OCUPACIONAL
  • 38.
    Pacientes com viremia , Wazieres B, Gil H, Vuitton DA, Dupond JL. Nosocomial transmission of dengue from a needlestick injury. Lancet 1998;351:498. parasitemia , Cannon N, Walker S, Dismukes W. Malaria acquired by accidental needle puncture. JAMA 1972;222:1425 . bacteremia Casey J, Maayan S. The bacteriemic patient as a source of infection. N Engl J Med 1981;305:582-3. ou fungemia Glaser J, Garden A. Inoculation of cryptococcosis without transmission of the acquired immunodeficiency syndrome. N Engl J Med 1985;266 . podem transmitir um patógeno ao PAS durante um acidente ocupacional;
  • 39.
    METODOLOGIA Revisão deliteratura à partir de 1966; Foram identificados 60 patógenos diferentes: 26 vírus; 18 bactérias-rickétsias; 13 parasitas; 3 fungos.
  • 40.
  • 41.
  • 42.
    Hendra vírus :Primeiramente isolada em humanos e cavalos em 1994 – Austrália; letalidade de 40-70%; Quadro semelhante à influenza; Kyasanur vírus : Febre hemorrágica - encefalite; Índia; Rift valley : Febre hemorrágica transmitida por mosquito – África; Foamy vírus : Mais antigo retrovírus conhecido; prevalente em macacos; patogenicidade mínima, se existente; West Nile virus: Flavivirus transmitidos por anopheles ou aedes; pode infectar cavalos, cães, pássaros e outros mamíferos; Africa, Asia, Europa e América do Norte; Dç febril que pode evoluir com paralisia flácida e Guillain-Barre;
  • 43.
    No Brasil... Transmissãodo vírus Sabiá p/ funcionário de laboratório ; Coimbra T, Nassar E, Burattini M , Madia de Souza T, Ferreira I, Rocco I, et al. New arenavirus isolated in Brazil. Lancet 1994; 343: 391-2.
  • 44.
    Engenheira agrícola, 25anos, residente SP, sem viagens prévias; Qclin : 12 dias de febre, cefaléia, mialgia, nausea, vómito, e fraqueza. EX.Fís : sonolenta, desidratada e com hiperemia de orofaringe. Exs lab : leucopenia e elevação de transaminases; Evolução : hematêmese, sangramento vaginal e petéquia conjuntival, convulsões tônico-clônicas, coma e morte em 3 dias; Dg : identificado um novo arenavírus, chamado Sabiá (área de residência da paciente). A fonte de identificação permaneceu desconhecida (roedor?); Obs: durante a investigação do vírus, um técnico de laboratório se contaminou (aerossol?) e desenvolveu quadro clínico semelhante, com sorologia positiva para o vírus em dois pares de amostras...
  • 45.
  • 46.
    Transmissão ocupacional deEbola Já descrito no Reino Unido... Emond R, Evans B, Bowen E, Lloyd G. A case of Ebola virus infection. BMJ 1977;2:541-4 .
  • 47.
    5/11/1976: pesquisador puncionaacidentalmente o dedo,( sem sangramento visível ! ) com agulha com sg.de paciente com Ebola; 6 dias mais tarde torna-se doente; Dor abdominal+naúsea  febre 37,4º  mal-estar geral e piora da dor abdominal  isolamento respiratório  melhora geral em 2d. com surgimento de hiperemia orofaringe + exantema + linfonodos cervicais; 2dias depois  recrudescimento febre 40º  calafrios  deterioração na concentração e memória  diarréia e vómitos persistentes; Começou a melhorar após 4dias, com resolução completa após 10 semanas; Obs: das 24 enf.que cuidaram do paciente, 6 adoeceram com sintomas respiratórios ( ~ 2dias); 4 de 5 médicos desenvolveram “gripe” com sintomas gastrintestinais...
  • 48.
  • 49.
    Bactérias Maioria doscasos: lesão no local, com o desenvolvimento de lesão nodular. Ex: Mycobacterium species, Neisseria gonorrhoeae, Treponema pallidum, or Streptococcus pyogenes ; Raras vezes, infecções locais se tornam extensas, com desenvolvimento de tenosinovites ou bacteremia;
  • 50.
    Transmissão de bactériaDesenvolvimento de choque tóxico estreptocócico após RCP; Valenzuela T, Hooton T, Kaplan E, Schlievert P. Transmission of ‘‘toxic strep’’ syndrome from an infected child to a firefighter during CPR.Ann Emerg Med 1991;20:90-2.
  • 51.
    Bombeiro durante reanimaçãocardio-respiratória de uma criança infectada c/ S.pyogenes... ...exposição a gotículas respiratórias;  desenvolvimento de uma infecção na mão direita;  hemocultura + líquor positivos p/ S.pyogenes na criança falecida foram idênticos no tipo e na produção de exotoxinas aos colhidos da lesão da mão do bombeiro ;
  • 52.
  • 53.
    Introdução Amaioria dos casos é por malária; Tarantola A, Rachline A, Konto C, Houze´ S, Sabah-Mondan C, Vrillon H, et al. Occupational Plasmodium falciparum malaria following accidental blood exposure: a case, published reports and considerations for post-exposure prophylaxis. Scand J Infect Dis 2005;37: 131-40. Na América Latina, 60 casos de aquisição ocupacional de Chagas já foram descritos; Herwaldt BL. Laboratory-acquired parasitic infections from accidental exposures. Clin Microbiol Rev 2001;14:659-88.
  • 54.
  • 55.
  • 56.
  • 57.
  • 58.
  • 59.
    Patógenos transmitidos apenaspor transfusão sanguínea, sem relatos de transmissões ocupacionais
  • 60.
  • 61.
  • 62.
  • 63.
  • 64.
    Funcionária de laboratório,29 anos; Acidente pérfuro-cortante com agulha 0,9x25mm no dedo(re-encape de agulha); Fonte: brasileiro, 32 anos, usuário de drogas, infectado com HTLV e HCV, admitido por TCE; Sorologia da funcionária torna-se positiva no seguimento após 18meses, nenhum outro fator de risco foi identificado; Testes sorológicos no marido, mãe e filha de 2anos foram negativos, e na filha de 6meses, fracamente positivo; Não foram realizados testes moleculares na func. e no fonte;
  • 65.
    American Journal ofInfection Control; 2008; 36; 228-229
  • 66.
    Estudante medicina 19anos; 2dias de febre e “rash”; Lesão perfurante em dedo 9 dias antes, ao coletar gasometria de paciente HIV+, internado por pneumocistose e CMV disseminado; Nenhum contato sexual, transfusão ou exposição a animais; IgM e PCR positivos para CMV