Acidente com
exposição a
material
biológico
prevenção e
conduta
Marcelo Vieira da Silva
Enfermeiro do Trabalho
Centro de Referência em Saúde do Trabalhador - CEREST
Sobral/Ceará
Setembro/2024
Objetivos do
momento
Introdução
Tipos de
exposição
Epidemiologia
Principais
medidas de
prevenção
Condutas após
o acidente
Acidente com exposição a material biológico
Todo caso de acidente de trabalho ocorrido
com quaisquer categorias profissionais, envolvendo
exposição direta ou indireta do trabalhador a
material biológico (orgânico) potencialmente
contaminado por patógenos (vírus, bactérias,
fungos, príons e protozoários), por meio de material
perfurocortante ou não.
NOTA INFORMATIVA Nº 94/2019-DSASTE/SVS/MS
Introdução
Acidente com exposição a material biológico 3
Epidemiologia
Segundo os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS),
em todo o mundo ocorre, anualmente, cerca de dois a três
milhões de casos de acidentes percutâneos com indivíduos
que atuam em profissões cujo risco é significativo na
contaminação por material biológico.
Acidente com exposição a material biológico 4
Epidemiologia
Acidente com exposição a material biológico
De acordo com os dados do Observatório Digital de
Saúde e Segurança do Trabalho, entre 2012 e
2021, foram registradas aproximadamente 6,2
milhões de Comunicações de Acidentes de
Trabalho (CAT) no Brasil, e 12% delas tiveram como
agente causador um material biológico. Só nos
acidentes com material biológico, cerca de 27% das
notificações corresponderam a atividades de
atendimento hospitalar. (Ornelas et al, 2024)
Risco
• Probabilidade ocorrência de um evento não desejado
(acidente de trabalho)
Ocupacional
• Relacionado aos procedimentos específicos da ocupação
Risco
Ocupacional
Acidente com exposição a material biológico
RISCO
ACIDENTE DE
TRABALHO
CONSEQUÊNCIAS
INCAPACIDADE
PARA O
TRABALHO
DANOS PESSOAIS
• Lesão corporal
• Perturbação funcional
• Doença
Acidente com exposição a material biológico
Tipos de exposição envolvendo material
biológico consideradas de risco:
 Exposições percutâneas: lesões provocadas por instrumentos perfurantes ou cortantes (ex.: agulhas,
lâminas de bisturi, vidrarias, etc.);
 Exposições de mucosas: ocorrência de respingos na face envolvendo olho, nariz ou boca; ou
exposição de mucosa genital;
 Exposição de pele não íntegra: contato com locais onde a pele apresenta dermatites ou feridas
abertas;
 Exposição de pele íntegra: Contato da pele sem solução de continuidade com sangue ou
outros líquidos orgânicos potencialmente infectantes;
 Arranhaduras e/ou mordeduras humanas: são consideradas de risco quando envolvem
a presença de sangue.
As exposições ocupacionais com material biológico
são definidas em:
• Potencialmente infectante para HBV, HCV e HIV: sangue,
líquido orgânico contendo sangue visível e líquidos orgânicos
potencialmente infectantes (sêmen, secreção vaginal, líquor
e líquido peritoneal, pleural, sinovial, pericárdico e
amniótico).
• Potencialmente não infectantes para HBV, HCV e HIV:
escarro, suor, lágrima, urina, vômitos, fezes, secreção nasal,
saliva, escarro, exceto se tiver presença de sangue.
Quanto à
potencialidad
e infectante
de fluídos
biológicos
Acidente com exposição a material biológico
O risco de infecção pós-exposição ocupacional é variável e
depende de diversos fatores como:
 Tipo de acidente;
 Condições clínicas do paciente fonte e do trabalhador;
 Gravidade da lesão;
 Presença e volume de sangue do paciente fonte;
 Conduta adequada pós-exposição;
 Tempo decorrido entre exposição e início da PEP (Profilaxia
pós-exposição)
Risco de infecção pós-exposição
ocupacional
Tipo de exposição versus Risco de
contaminação
Acidente com exposição a material biológico
Manuseio e
descarte
inadequado de
material
perfurocortante
Reencape de
agulhas
Administração de
medicamentos
(endovenoso,
intramuscular,
subcutâneo e
intradérmica)
Procedimento
cirúrgico,
odontológico e
laboratorial
Lavagem de
material (CME)
Ocorrência de acidente de trabalho com
exposição a material biológico
Acidente com exposição a material biológico
Descumprimento
de normas de
biossegurança
Lavanderia
hospitalar
Punção
venosa/arterial
para coleta de
sangue
Manuseio de
lixo
Ausência de
medicas de
proteção
individual e
coletiva
Ocorrência de acidente de trabalho com
exposição a material biológico
Acidente com exposição a material biológico
Fatores de risco para a ocorrência de
acidente de trabalho com exposição a
material biológico
 Desconhecimento de medidas de controle e de normas e procedimentos de higiene que minimizem a exposição aos
agentes, como lavagem frequente das mãos e utilização adequada de vestimentas de trabalho e de equipamentos de
proteção coletivas (EPC) e individuais (EPI).
 Ausência, ou utilização para fins diversos dos previstos, de lavatórios e pias exclusivas para higiene das mãos em locais
com risco de exposição a agentes biológicos, como os serviços de saúde (clínicas, hospitais, laboratórios etc.),
restaurantes, frigoríficos, abatedouros, entre outros.
 Desenvolvimento de atividades laborais pelos trabalhadores com feridas ou lesões, principalmente nos membros
superiores, em locais onde haja risco de exposição a acidentes com material biológico.
 Jornada de trabalho excessiva
 Sobrecarga de trabalho
 Condições precárias de trabalho.
 Falta de capacitação e treinamento para
desenvolvimento de atividades.
Principais medidas de prevenção de
exposição
a material biológico
Adotar cuidados
com a
biossegurança
Lavar as mãos
com água
corrente e sabão
Uso de EPI
(Equipamentos de
Proteção
Individual): uso de
máscaras, luvas,
avental, botas
Imunização para
Hepatite B ( 3
doses e realização
do Anti-HBs)
Acidente com exposição a material biológico
Me acidentei!
E agora?
Acidente com exposição a material biológico
Condutas após o acidente
1. Cuidados com a área exposta
2. Avaliação do acidente
3. Orientações e acolhimento do trabalhador acidentado
4. Avaliação do status sorológico da fonte
5. Avaliação do status sorológico do trabalhador
acidentado
6. Condutas ao acidente com exposição
 Lavar a área contaminada com água e sabão
 Não espremer a área atingida
 Não esfregar
 Procurar atendimento médico com Urgência (nas primeiras
duas horas após o acidente, até 72horas)
 Realizar teste para HIV Hepatite B e C (teste rápido)
 Realizar teste para HIV Hepatite B e C no paciente fonte
(quando conhecido) (teste rápido)
Medidas de Prevenção Pós
Exposição a Material Biológico
Acidente com exposição a material biológico
PACIENTE FONTE
CONHECIDA
INVESTIGAÇÃO NÃO
AUTORIZADA
MATERIAL DE ORIGEM
DESCONHECIDA
ENCERRAR
AVALIAÇÃO DO STATUS
SOROLÓGICO
Infectada
Seguimento do
Protocolo com o
acidentado.
Não infectada
Comprovado por exames
anteriores (30 dias)
• Solicitar consentimento para
a realização dos seguintes
exames: HBs Ag, Anti-HBc
IgM+IgG, Anti-HCV e Anti-HIV
(teste rápido sempre que
disponível)
Considerar o diagnóstico médico,
sintomas e histórico de risco para HIV,
HBC ou HCV;
Não testar agulhas
descartadas,
quanto aos
marcadores virais;
Consentiment
o de
seguimento
do protocolo
com o
acidentado
DESCONHECID
A
Rotina de Atendimento
ROTINA DE ATENDIMENTO
Não devem ser realizados
procedimentos que aumentem a área exposta, tais como cortes, injeções locais.
Não devem ser utilizadas
soluções irritantes (éter, glutaraldeído, hipoclorito de sódio).
Lavagem do local exposto
percutânea ou cutânea - com água e sabão;
mucosas - água ou solução salina fisiológica.
PROFISSIONAL ACIDENTADO
CUIDADOS COM A ÁREA
EXPOSTA
Não há evidência
de que o uso de anti-sépticos ou a expressão do local do ferimento
reduzam o risco de transmissão, entretanto o uso de anti-séptico não é contra-indicado.
Verificar realização de vacinação para HBV
Comprovação de imunidade através do ANTI -HBs
Mordeduras humanas
Considerar exposição de risco quando houver sangue.
Avaliar fonte e acidentado.
CUIDADOS COM A ÁREA
EXPOSTA
DETERMINAÇÃO DO RISCO DA EXPOSIÇÃO
Status Sorológico
Tipo De Exposição
Em mucosas
Respingos em olhos, nariz, boca, genitália.
Percutânea
Lesões provocadas por instrumentos perfurantes e/ou cortantes.
Em pele não íntegra
Contato com pele com dermatite, feridas abertas.
ROTINA DE ATENDIMENTO
PROFISSIONAL ACIDENTADO
CUIDADOS COM A ÁREA
EXPOSTA
Fluidos biológicos de risco ou potencialmente infectantes
Sangue, líquido orgânico c/ sangue visível
Materiais biológicos potencialmente não infectantes
Fezes, secreção nasal, escarro, suor, lágrima, urina e vômitos, exceto se tiverem sangue.
Tipo de Fluido
DETERMINAÇÃO DO RISCO DA EXPOSIÇÃO
Status Sorológico
Tipo De Exposição
ROTINA DE ATENDIMENTO PROFISSIONAL ACIDENTADO
CUIDADOS COM A ÁREA
EXPOSTA
DETERMINAÇÃO DO RISCO DA EXPOSIÇÃO
Maior volume de sangue.
Lesões profundas com material cortante, presença de sangue visível no
instrumento, acidentes com agulhas previamente utilizadas em veia ou
artéria, acidentes com agulha de grosso calibre, agulhas com lúmen.
Maior inoculação viral.
Paciente-fonte com HIV/AIDS avançada,
Infecção aguda com HIV,
Situações com viremia elevada
Quantidade de fluidos e tecidos
Tipo de Fluido
Status Sorológico
Tipo De Exposição
ROTINA DE ATENDIMENTO PROFISSIONAL ACIDENTADO
• Com relação ao risco do acidente;
• Possível uso de quimioprofilaxia;
• Consentimento para realização de exames sorológicos;
• Comprometer o acidentado com seu acompanhamento durante 6 meses;
• Prevenção da transmissão secundária;
• Suporte emocional devido stress pós acidente;
• Orientar o acidentado a relatar de imediato possíveis sintomas sugestivos de
soroconversão aguda:
• > Linfoadenopatia, > rash, > dor de garganta,
• > sintomas de gripe
CUIDADOS COM A ÁREA
EXPOSTA
DETERMINAÇÃO DO RISCO DA EXPOSIÇÃO
ANAMNESE
Quantidade de fluidos e tecidos
Tipo de Fluido
Status Sorológico
Tipo De Exposição
ROTINA DE ATENDIMENTO PROFISSIONAL ACIDENTADO
CUIDADOS COM A ÁREA
EXPOSTA
DETERMINAÇÃO DO RISCO DA EXPOSIÇÃO
ANAMNESE
Registro do
acidente (CAT)
Protocolo HBV
Protocolo HCV
Protocolo HIV
Notificação SINAN (Portaria GM/MS Nº 3.148/2024)
ROTINA DE ATENDIMENTO PROFISSIONAL ACIDENTADO
Realizar sorologia
no acidentado
ANTI-HIV,
ANTI-HCV,
ANTI-HBs,
ANTI-HBc IgM,
HBs Ag,
Encaminhamentos do Acidente de
Trabalho com Exposição a Material
Biológico
Testar HIV durante
janela imunológica
• momento zero
(ocorrência do
acidente);
• 30 dias;
• 90 dias;
Testar para
Hepatite C durante
janela imunológica
• momento zero
• 90 dias;
• 180 dias
Testar para
Hepatite B durante
janela imunológica
• momento zero
• 90 dias;
• 180 dias
ATENÇÃO! EVITAR
• Manter relações
sexuais sem o
uso de
preservativo;
• Engravidar;
• Amamentar;
• Doar sangue,
órgãos, sêmen
Mantenha os
exames em dia
Acidente com exposição a material biológico 25
Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos
e eventos de saúde pública, nos serviços de saúde públicos e
privados em todo o território nacional.
Portaria GM/MS Nº
3.148/2024
Doenças e Agravos de Notificação Compulsória
relacionados ao trabalho
POR QUE NOTIFICAR ?
INFORMAÇÃO – INTERVENÇÃO - PREVENÇÃO
Obrigado
“Uma prevenção a mais significa um
potencial acidente a menos.”

Acidente com exposição a material biológico.pptx

  • 1.
    Acidente com exposição a material biológico prevençãoe conduta Marcelo Vieira da Silva Enfermeiro do Trabalho Centro de Referência em Saúde do Trabalhador - CEREST Sobral/Ceará Setembro/2024
  • 2.
    Objetivos do momento Introdução Tipos de exposição Epidemiologia Principais medidasde prevenção Condutas após o acidente Acidente com exposição a material biológico
  • 3.
    Todo caso deacidente de trabalho ocorrido com quaisquer categorias profissionais, envolvendo exposição direta ou indireta do trabalhador a material biológico (orgânico) potencialmente contaminado por patógenos (vírus, bactérias, fungos, príons e protozoários), por meio de material perfurocortante ou não. NOTA INFORMATIVA Nº 94/2019-DSASTE/SVS/MS Introdução Acidente com exposição a material biológico 3
  • 4.
    Epidemiologia Segundo os dadosda Organização Mundial de Saúde (OMS), em todo o mundo ocorre, anualmente, cerca de dois a três milhões de casos de acidentes percutâneos com indivíduos que atuam em profissões cujo risco é significativo na contaminação por material biológico. Acidente com exposição a material biológico 4
  • 5.
    Epidemiologia Acidente com exposiçãoa material biológico De acordo com os dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, entre 2012 e 2021, foram registradas aproximadamente 6,2 milhões de Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT) no Brasil, e 12% delas tiveram como agente causador um material biológico. Só nos acidentes com material biológico, cerca de 27% das notificações corresponderam a atividades de atendimento hospitalar. (Ornelas et al, 2024)
  • 6.
    Risco • Probabilidade ocorrênciade um evento não desejado (acidente de trabalho) Ocupacional • Relacionado aos procedimentos específicos da ocupação Risco Ocupacional Acidente com exposição a material biológico RISCO ACIDENTE DE TRABALHO CONSEQUÊNCIAS INCAPACIDADE PARA O TRABALHO DANOS PESSOAIS • Lesão corporal • Perturbação funcional • Doença
  • 7.
    Acidente com exposiçãoa material biológico Tipos de exposição envolvendo material biológico consideradas de risco:  Exposições percutâneas: lesões provocadas por instrumentos perfurantes ou cortantes (ex.: agulhas, lâminas de bisturi, vidrarias, etc.);  Exposições de mucosas: ocorrência de respingos na face envolvendo olho, nariz ou boca; ou exposição de mucosa genital;  Exposição de pele não íntegra: contato com locais onde a pele apresenta dermatites ou feridas abertas;  Exposição de pele íntegra: Contato da pele sem solução de continuidade com sangue ou outros líquidos orgânicos potencialmente infectantes;  Arranhaduras e/ou mordeduras humanas: são consideradas de risco quando envolvem a presença de sangue.
  • 8.
    As exposições ocupacionaiscom material biológico são definidas em: • Potencialmente infectante para HBV, HCV e HIV: sangue, líquido orgânico contendo sangue visível e líquidos orgânicos potencialmente infectantes (sêmen, secreção vaginal, líquor e líquido peritoneal, pleural, sinovial, pericárdico e amniótico). • Potencialmente não infectantes para HBV, HCV e HIV: escarro, suor, lágrima, urina, vômitos, fezes, secreção nasal, saliva, escarro, exceto se tiver presença de sangue. Quanto à potencialidad e infectante de fluídos biológicos Acidente com exposição a material biológico
  • 9.
    O risco deinfecção pós-exposição ocupacional é variável e depende de diversos fatores como:  Tipo de acidente;  Condições clínicas do paciente fonte e do trabalhador;  Gravidade da lesão;  Presença e volume de sangue do paciente fonte;  Conduta adequada pós-exposição;  Tempo decorrido entre exposição e início da PEP (Profilaxia pós-exposição) Risco de infecção pós-exposição ocupacional
  • 10.
    Tipo de exposiçãoversus Risco de contaminação
  • 11.
    Acidente com exposiçãoa material biológico Manuseio e descarte inadequado de material perfurocortante Reencape de agulhas Administração de medicamentos (endovenoso, intramuscular, subcutâneo e intradérmica) Procedimento cirúrgico, odontológico e laboratorial Lavagem de material (CME) Ocorrência de acidente de trabalho com exposição a material biológico
  • 12.
    Acidente com exposiçãoa material biológico Descumprimento de normas de biossegurança Lavanderia hospitalar Punção venosa/arterial para coleta de sangue Manuseio de lixo Ausência de medicas de proteção individual e coletiva Ocorrência de acidente de trabalho com exposição a material biológico
  • 13.
    Acidente com exposiçãoa material biológico Fatores de risco para a ocorrência de acidente de trabalho com exposição a material biológico  Desconhecimento de medidas de controle e de normas e procedimentos de higiene que minimizem a exposição aos agentes, como lavagem frequente das mãos e utilização adequada de vestimentas de trabalho e de equipamentos de proteção coletivas (EPC) e individuais (EPI).  Ausência, ou utilização para fins diversos dos previstos, de lavatórios e pias exclusivas para higiene das mãos em locais com risco de exposição a agentes biológicos, como os serviços de saúde (clínicas, hospitais, laboratórios etc.), restaurantes, frigoríficos, abatedouros, entre outros.  Desenvolvimento de atividades laborais pelos trabalhadores com feridas ou lesões, principalmente nos membros superiores, em locais onde haja risco de exposição a acidentes com material biológico.  Jornada de trabalho excessiva  Sobrecarga de trabalho  Condições precárias de trabalho.  Falta de capacitação e treinamento para desenvolvimento de atividades.
  • 14.
    Principais medidas deprevenção de exposição a material biológico Adotar cuidados com a biossegurança Lavar as mãos com água corrente e sabão Uso de EPI (Equipamentos de Proteção Individual): uso de máscaras, luvas, avental, botas Imunização para Hepatite B ( 3 doses e realização do Anti-HBs)
  • 15.
    Acidente com exposiçãoa material biológico Me acidentei! E agora?
  • 16.
    Acidente com exposiçãoa material biológico Condutas após o acidente 1. Cuidados com a área exposta 2. Avaliação do acidente 3. Orientações e acolhimento do trabalhador acidentado 4. Avaliação do status sorológico da fonte 5. Avaliação do status sorológico do trabalhador acidentado 6. Condutas ao acidente com exposição
  • 17.
     Lavar aárea contaminada com água e sabão  Não espremer a área atingida  Não esfregar  Procurar atendimento médico com Urgência (nas primeiras duas horas após o acidente, até 72horas)  Realizar teste para HIV Hepatite B e C (teste rápido)  Realizar teste para HIV Hepatite B e C no paciente fonte (quando conhecido) (teste rápido) Medidas de Prevenção Pós Exposição a Material Biológico Acidente com exposição a material biológico
  • 18.
    PACIENTE FONTE CONHECIDA INVESTIGAÇÃO NÃO AUTORIZADA MATERIALDE ORIGEM DESCONHECIDA ENCERRAR AVALIAÇÃO DO STATUS SOROLÓGICO Infectada Seguimento do Protocolo com o acidentado. Não infectada Comprovado por exames anteriores (30 dias) • Solicitar consentimento para a realização dos seguintes exames: HBs Ag, Anti-HBc IgM+IgG, Anti-HCV e Anti-HIV (teste rápido sempre que disponível) Considerar o diagnóstico médico, sintomas e histórico de risco para HIV, HBC ou HCV; Não testar agulhas descartadas, quanto aos marcadores virais; Consentiment o de seguimento do protocolo com o acidentado DESCONHECID A Rotina de Atendimento
  • 19.
    ROTINA DE ATENDIMENTO Nãodevem ser realizados procedimentos que aumentem a área exposta, tais como cortes, injeções locais. Não devem ser utilizadas soluções irritantes (éter, glutaraldeído, hipoclorito de sódio). Lavagem do local exposto percutânea ou cutânea - com água e sabão; mucosas - água ou solução salina fisiológica. PROFISSIONAL ACIDENTADO CUIDADOS COM A ÁREA EXPOSTA Não há evidência de que o uso de anti-sépticos ou a expressão do local do ferimento reduzam o risco de transmissão, entretanto o uso de anti-séptico não é contra-indicado.
  • 20.
    Verificar realização devacinação para HBV Comprovação de imunidade através do ANTI -HBs Mordeduras humanas Considerar exposição de risco quando houver sangue. Avaliar fonte e acidentado. CUIDADOS COM A ÁREA EXPOSTA DETERMINAÇÃO DO RISCO DA EXPOSIÇÃO Status Sorológico Tipo De Exposição Em mucosas Respingos em olhos, nariz, boca, genitália. Percutânea Lesões provocadas por instrumentos perfurantes e/ou cortantes. Em pele não íntegra Contato com pele com dermatite, feridas abertas. ROTINA DE ATENDIMENTO PROFISSIONAL ACIDENTADO
  • 21.
    CUIDADOS COM AÁREA EXPOSTA Fluidos biológicos de risco ou potencialmente infectantes Sangue, líquido orgânico c/ sangue visível Materiais biológicos potencialmente não infectantes Fezes, secreção nasal, escarro, suor, lágrima, urina e vômitos, exceto se tiverem sangue. Tipo de Fluido DETERMINAÇÃO DO RISCO DA EXPOSIÇÃO Status Sorológico Tipo De Exposição ROTINA DE ATENDIMENTO PROFISSIONAL ACIDENTADO
  • 22.
    CUIDADOS COM AÁREA EXPOSTA DETERMINAÇÃO DO RISCO DA EXPOSIÇÃO Maior volume de sangue. Lesões profundas com material cortante, presença de sangue visível no instrumento, acidentes com agulhas previamente utilizadas em veia ou artéria, acidentes com agulha de grosso calibre, agulhas com lúmen. Maior inoculação viral. Paciente-fonte com HIV/AIDS avançada, Infecção aguda com HIV, Situações com viremia elevada Quantidade de fluidos e tecidos Tipo de Fluido Status Sorológico Tipo De Exposição ROTINA DE ATENDIMENTO PROFISSIONAL ACIDENTADO
  • 23.
    • Com relaçãoao risco do acidente; • Possível uso de quimioprofilaxia; • Consentimento para realização de exames sorológicos; • Comprometer o acidentado com seu acompanhamento durante 6 meses; • Prevenção da transmissão secundária; • Suporte emocional devido stress pós acidente; • Orientar o acidentado a relatar de imediato possíveis sintomas sugestivos de soroconversão aguda: • > Linfoadenopatia, > rash, > dor de garganta, • > sintomas de gripe CUIDADOS COM A ÁREA EXPOSTA DETERMINAÇÃO DO RISCO DA EXPOSIÇÃO ANAMNESE Quantidade de fluidos e tecidos Tipo de Fluido Status Sorológico Tipo De Exposição ROTINA DE ATENDIMENTO PROFISSIONAL ACIDENTADO
  • 24.
    CUIDADOS COM AÁREA EXPOSTA DETERMINAÇÃO DO RISCO DA EXPOSIÇÃO ANAMNESE Registro do acidente (CAT) Protocolo HBV Protocolo HCV Protocolo HIV Notificação SINAN (Portaria GM/MS Nº 3.148/2024) ROTINA DE ATENDIMENTO PROFISSIONAL ACIDENTADO Realizar sorologia no acidentado ANTI-HIV, ANTI-HCV, ANTI-HBs, ANTI-HBc IgM, HBs Ag,
  • 25.
    Encaminhamentos do Acidentede Trabalho com Exposição a Material Biológico Testar HIV durante janela imunológica • momento zero (ocorrência do acidente); • 30 dias; • 90 dias; Testar para Hepatite C durante janela imunológica • momento zero • 90 dias; • 180 dias Testar para Hepatite B durante janela imunológica • momento zero • 90 dias; • 180 dias ATENÇÃO! EVITAR • Manter relações sexuais sem o uso de preservativo; • Engravidar; • Amamentar; • Doar sangue, órgãos, sêmen Mantenha os exames em dia Acidente com exposição a material biológico 25
  • 26.
    Lista Nacional deNotificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde pública, nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional. Portaria GM/MS Nº 3.148/2024
  • 27.
    Doenças e Agravosde Notificação Compulsória relacionados ao trabalho POR QUE NOTIFICAR ? INFORMAÇÃO – INTERVENÇÃO - PREVENÇÃO
  • 28.
    Obrigado “Uma prevenção amais significa um potencial acidente a menos.”