Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia – IFBA – Campus Seabra
Curso: Técnico integrado em Informática
Seminário de História 1ª unidade
Tema: Revolta da Vacina
Disciplina: História
Discentes: Ana Beatriz, Andria Martins, Anibal Andrade, Isabel Vitória e Venâncio Sá
Orientador: Henrique
Seabra, 2014
Revolta da Vacina
 Governo de Rodrigues Alves (1902-1906)
 Reforma urbana da cidade do Rio de Janeiro
1. Destruição de cortiços e favelas, ampliação
das avenidas, construção de novos prédios
inspirados em Paris
2. Expulsão de Comunidades pobres das regiões
centrais, inflação e alto custo de vida.
 O Rio de Janeiro era foco de epidemias e o
sanitarismo de Oswaldo Cruz decretou a
vacinação obrigatória.
Contexto Histórico
Com o Rio de Janeiro
modernizado, o próximo passo era
acabar com as doenças. O prefeito
combinou com Oswaldo Cruz o plano
de saneamento e a vacinação era
obrigatório.
Campanha de Vacinação
 A campanha de vacinação obrigatória é colocada em
prática em novembro de 1904.
 Para combater as epidemias de peste bubônica,
varíola e febre amarela, o governo estabeleceu a
vacinação obrigatória.
A Revolta
 Manifestação popular ocorrida na cidade do Rio de Janeiro ( então
capital do Brasil ) entre os dias 10 e 16 de novembro de 1904. Ocorreram
vários conflitos urbanos violentos entre populares e forças do governo
(policiais e militares).
 A revolta popular aumentava a cada dia, impulsionada também pela
crise econômica (desemprego, inflação e alto custo de vida) e a reforma
urbana que retirou a população pobre do centro da cidade, derrubando
vários cortiços e outros tipos de habitações mais simples.
Oswaldo Cruz Pereira Passos Rodrigues Alves
A revolta
 Com a situação incontrolável, o governo suspendeu a obrigatoriedade da
vacina e declarou estado de sítio. A rebelião só foi contida no dia 16 de
novembro, deixando dezenas de mortos e feridos. Centenas de
participantes do motim foram deportados para o Acre. Após reassumir o
controle da situação, o processo de vacinação foi reiniciado.
Bonde virado por populares
durante a Revolta da Vacina
• Há evidência inquestionável de que a organização Torre de Vigia, entidade
legal das Testemunhas de Jeová, condenava o uso de vacinas.
Apresentando-se a seus adeptos como a agência de Deus na Terra, ou a
única religião que Jeová usa para tornar sua vontade conhecida à
humanidade, os conceitos que são publicados em suas revistas têm força de
lei. Os membros dessa religião seguiam essa orientação e não tinham
nenhuma dúvida de que, como afirmou The Golden Agede 4 de fevereiro de
1931, a vacina era "uma violação direta do pacto eterno que Deus fez com
Noé após o dilúvio."
 Se para o poder público a epidemia de varíola era um sinal de atraso, à luz
da religiosidade, ela seria um castigo que funcionaria como purificação dos
males da comunidade. Em alguns casos, podia ser um chamado divino
para que a pessoa acometida do mal se tornasse um cavalo, filho de
Omolu (caso dos negros Bantus, por exemplo). Chalhoub descreve, em suas
palavras, ao longo do século XIX, um processo de acirramento da atuação
do poder público contra as práticas e concepções populares sobre
doença e cura.
Fins que se deram com ela
 Depois de decretado estado de sítio na cidade, foram contidas as
insurreições militares que tentavam tirar Rodrigues Alves do poder.O
Desfecho final para a população foi de várias mortes, muitas pessoas
feridas e centenas deportadas para o Acre na ilha das cobras.A
Questionada Lei da Vacina obrigatória foi revogada. A vida dos
participantes da revolta da vacina não seria mais a mesma, dentre os
presos que foram deportados para o acre muitos deles morreram de
varíola pois viviam em locais com péssima higiene e em condições
subumanas. os que ficaram assistiram a reforma urbana de Pereira Passos
derrubando cortiços e despejando pessoas de suas casas, tendo que se
refugiarem nos morros do entorno do Rio de Janeiro, ou nos locais mais
afastados. O centro da cidade não era mais local para a camada pobre,
a cidade após a reforma urbana ficou sendo um local de luxo e
refinamento onde apenas a burguesia poderia desfrutar.
Visão historiográfica
Para o historiador Sérgio Lamarão, da Universidade Federal Fluminense, "conduzida de
forma arbitrária, sem os necessários esclarecimentos à população, a campanha da
vacina obrigatória canalizou um crescente descontentamento popular. Deve ser
entendida como uma conseqüência do processo de modernização excludente
concentrado, no tempo e no espaço desencadeado pela reforma do prefeito Passos
e não, como foi considerada pelas autoridades, como uma reação explosiva da massa
ignorante ao progresso e às inovações".
Para Sevcenko, uma das principais causas da Revolta da Vacina está atrelada ao
projeto de renovação urbana no Rio de Janeiro, empreendida de forma violenta e
autoritária pelo governo de Rodrigues Alves, que, apoiado pelas elites do país,
queria alinhar o Brasil no quadro de progresso e modernidade europeus, o que
supostamente facilitaria a busca de investimentos estrangeiros. Para isso, era
necessário apresentar uma cidade aprazível, livre de doenças: “os defeitos da
capital afetam e perturbam todo o desenvolvimento nacional, a sua restauração no
conceito do mundo será o início de uma vida nova”, disse o presidente em maio de
1903.
Referências
 http://books.google.com.br/books?hl=pt. Acesso em 16 de Julho de
2014
 Revolta da Vacina http://www.infoescola.com/historia/revolta-da-
vacina/. Acesso em 16 de Julho de 2014
 Republica Velha http://slideplayer.com.br/slide/352461/. Acesso em
16 de Julho de 2014
 Revolta da Vacina
http://www.historiadobrasil.net/resumos/revolta_da_vacina.htm.
Acesso em 16 de Julho de 2014
 Revolta da Vacina
http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/revolta_da_vacina.htm
. Acesso em 16 de Julho de 2014

Revolta da vacina

  • 1.
    Instituto Federal deEducação, Ciência e Tecnologia da Bahia – IFBA – Campus Seabra Curso: Técnico integrado em Informática Seminário de História 1ª unidade Tema: Revolta da Vacina Disciplina: História Discentes: Ana Beatriz, Andria Martins, Anibal Andrade, Isabel Vitória e Venâncio Sá Orientador: Henrique Seabra, 2014
  • 2.
  • 4.
     Governo deRodrigues Alves (1902-1906)  Reforma urbana da cidade do Rio de Janeiro 1. Destruição de cortiços e favelas, ampliação das avenidas, construção de novos prédios inspirados em Paris 2. Expulsão de Comunidades pobres das regiões centrais, inflação e alto custo de vida.  O Rio de Janeiro era foco de epidemias e o sanitarismo de Oswaldo Cruz decretou a vacinação obrigatória. Contexto Histórico
  • 5.
    Com o Riode Janeiro modernizado, o próximo passo era acabar com as doenças. O prefeito combinou com Oswaldo Cruz o plano de saneamento e a vacinação era obrigatório.
  • 6.
    Campanha de Vacinação A campanha de vacinação obrigatória é colocada em prática em novembro de 1904.  Para combater as epidemias de peste bubônica, varíola e febre amarela, o governo estabeleceu a vacinação obrigatória.
  • 7.
    A Revolta  Manifestaçãopopular ocorrida na cidade do Rio de Janeiro ( então capital do Brasil ) entre os dias 10 e 16 de novembro de 1904. Ocorreram vários conflitos urbanos violentos entre populares e forças do governo (policiais e militares).  A revolta popular aumentava a cada dia, impulsionada também pela crise econômica (desemprego, inflação e alto custo de vida) e a reforma urbana que retirou a população pobre do centro da cidade, derrubando vários cortiços e outros tipos de habitações mais simples.
  • 8.
    Oswaldo Cruz PereiraPassos Rodrigues Alves
  • 9.
    A revolta  Coma situação incontrolável, o governo suspendeu a obrigatoriedade da vacina e declarou estado de sítio. A rebelião só foi contida no dia 16 de novembro, deixando dezenas de mortos e feridos. Centenas de participantes do motim foram deportados para o Acre. Após reassumir o controle da situação, o processo de vacinação foi reiniciado. Bonde virado por populares durante a Revolta da Vacina
  • 10.
    • Há evidênciainquestionável de que a organização Torre de Vigia, entidade legal das Testemunhas de Jeová, condenava o uso de vacinas. Apresentando-se a seus adeptos como a agência de Deus na Terra, ou a única religião que Jeová usa para tornar sua vontade conhecida à humanidade, os conceitos que são publicados em suas revistas têm força de lei. Os membros dessa religião seguiam essa orientação e não tinham nenhuma dúvida de que, como afirmou The Golden Agede 4 de fevereiro de 1931, a vacina era "uma violação direta do pacto eterno que Deus fez com Noé após o dilúvio."  Se para o poder público a epidemia de varíola era um sinal de atraso, à luz da religiosidade, ela seria um castigo que funcionaria como purificação dos males da comunidade. Em alguns casos, podia ser um chamado divino para que a pessoa acometida do mal se tornasse um cavalo, filho de Omolu (caso dos negros Bantus, por exemplo). Chalhoub descreve, em suas palavras, ao longo do século XIX, um processo de acirramento da atuação do poder público contra as práticas e concepções populares sobre doença e cura.
  • 12.
    Fins que sederam com ela  Depois de decretado estado de sítio na cidade, foram contidas as insurreições militares que tentavam tirar Rodrigues Alves do poder.O Desfecho final para a população foi de várias mortes, muitas pessoas feridas e centenas deportadas para o Acre na ilha das cobras.A Questionada Lei da Vacina obrigatória foi revogada. A vida dos participantes da revolta da vacina não seria mais a mesma, dentre os presos que foram deportados para o acre muitos deles morreram de varíola pois viviam em locais com péssima higiene e em condições subumanas. os que ficaram assistiram a reforma urbana de Pereira Passos derrubando cortiços e despejando pessoas de suas casas, tendo que se refugiarem nos morros do entorno do Rio de Janeiro, ou nos locais mais afastados. O centro da cidade não era mais local para a camada pobre, a cidade após a reforma urbana ficou sendo um local de luxo e refinamento onde apenas a burguesia poderia desfrutar.
  • 13.
    Visão historiográfica Para ohistoriador Sérgio Lamarão, da Universidade Federal Fluminense, "conduzida de forma arbitrária, sem os necessários esclarecimentos à população, a campanha da vacina obrigatória canalizou um crescente descontentamento popular. Deve ser entendida como uma conseqüência do processo de modernização excludente concentrado, no tempo e no espaço desencadeado pela reforma do prefeito Passos e não, como foi considerada pelas autoridades, como uma reação explosiva da massa ignorante ao progresso e às inovações". Para Sevcenko, uma das principais causas da Revolta da Vacina está atrelada ao projeto de renovação urbana no Rio de Janeiro, empreendida de forma violenta e autoritária pelo governo de Rodrigues Alves, que, apoiado pelas elites do país, queria alinhar o Brasil no quadro de progresso e modernidade europeus, o que supostamente facilitaria a busca de investimentos estrangeiros. Para isso, era necessário apresentar uma cidade aprazível, livre de doenças: “os defeitos da capital afetam e perturbam todo o desenvolvimento nacional, a sua restauração no conceito do mundo será o início de uma vida nova”, disse o presidente em maio de 1903.
  • 14.
    Referências  http://books.google.com.br/books?hl=pt. Acessoem 16 de Julho de 2014  Revolta da Vacina http://www.infoescola.com/historia/revolta-da- vacina/. Acesso em 16 de Julho de 2014  Republica Velha http://slideplayer.com.br/slide/352461/. Acesso em 16 de Julho de 2014  Revolta da Vacina http://www.historiadobrasil.net/resumos/revolta_da_vacina.htm. Acesso em 16 de Julho de 2014  Revolta da Vacina http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/revolta_da_vacina.htm . Acesso em 16 de Julho de 2014