Portugal está localizado na Península Ibérica, na Europa Ocidental. O território português inclui Portugal continental e as ilhas dos Açores e da Madeira. Portugal faz parte da União Europeia e de outras organizações internacionais. Sua localização geográfica influenciou suas características físicas e humanas ao longo da história.
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Agrupamento de Escolas Albufeira Poente
Escola Secundária de Albufeira
Ano Letivo 2015/2016
Departamento de Ciências Sociais e Humanas
Disciplina de Geografia A
Professor Alfredo Casquinha
11º Ano
2.
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A
posição
de
Europa e no
mundo
Portugalna
3.
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Rosa-dos-ventos
Pontos cardeais
N Norte; Setentrião; Setentrional; Boreal
E Este; Leste; Oriente; Nascente; Levante
S Sul; Meredião; Meridional; Austral
O/W Oeste; Ocidente; Poente; Ocaso
Pontos colaterais
NE Nordeste
SE Sudeste
SO Sudoeste
NO Noroeste
Pontos intermédios
NNE Nor-nordeste
ENE És-nordeste
ESE És-sudeste
SSE Sussudeste
SSO Sussudoeste
OSO Oés-sudoeste
ONO Oés-noroeste
Notas:
Escalas: Para uma região pequena – escala grande;
Para uma região grande – escala pequena.
Escala numérica Escala gráfica
1:50000
0 20Km
4.
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Noções
Latitude Distância em graus de um determinando ponto ao equador. Varia entre 0 e 90º
Longitude Distância em graus de um determinando ponto ao meridiano de Greenwich.
Varia entre 0 e 180º
Constituição do território português
Portugal continental
Portugal Insular (Arquipélago dos Açores e Arquipélago da Madeira).
Localização geográfica do território português
Localização relativa (rosa dos ventos)
Localização absoluta. (latitude e longitude)
A organização administrativa do território nacional.
18 Distritos e 2 Regiões autónomas (região autónoma da Madeira e dos Açores) que por sua
vez são subdivididos em conselhos e freguesias.
No entanto ainda se faz uma divisão do território para fins estatísticos:
NUT (Nomenclatura das Unidades Territoriais) - trata-se de uma divisão regional do país feita
após a entrada na EU.
A divisão do território português em NUT é feita tendo em conta as características físicas,
históricas e funcionais do território, constituindo a base de recolha, tratamento e análise de
dados estatísticos.
5.
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NUT III (novos de 2013)
NUT I
Portugal continental e ilhas
NUT II
Norte
Algarve
Alentejo
Área
Metropolitana
de Lisboa
Centro
Distritos
6.
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Regiões autónomas
Açores
Madeira
Existem ainda outras divisões do território nacional, por exemplo:
Regiões agrárias
Regiões turísticas
Distritos judiciais
Etc.
Ponta delgada
Pico
Horta
Angra do heroísmo
Grupo central
Grupo Oriental
Grupo Ocidental
Porto Santo
7.
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A influência da posição geográfica de Portugal nas características físicas.
Zona intertropical ou Zona Quente/Tórrida
Zona Temperada do Norte ou Sul
Zona Fria do Note ou Sul
Portugal
Portugal está na zona temperada no Norte com um clima temperado mediterrâneo.
Portugal sofre várias influências:
Atlântica
Mediterrânea
Africana
Continental
Dessas influências, resulta uma diversidade de características físicas (clima, vegetação natural,
relevo…) podendo levar a uma divisão de Portugal Continental em 3 regiões:
0º
23º
º
23º
º
66º 3’
66º 3’
Círculo Polar Ártico*
Círculo Polar Antártico****
Trópico de Câncer**
Trópico de Capricórnio***
Norte
Atlântico Norte
Transmontano
Sul
8.
Página | 8Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Influência da posição geográfica de Portugal nas características humanas
A posição de Portugal na Europa é periférica ou até mesmo ultraperiférica, tendo em conta os
arquipélagos da madeira e dos Açores.
Vantagens desta posição:
Espaço de charneira (no meio) entre a Europa a África e as Américas.
Centralidade no espaço atlântico
Porta de entrada na Europa – abertura ao mundo.
Inconvenientes desta posição:
Longe do centro da EU (dorsal)
Longe dos centros de decisão
Longe dos grandes mercados consumidores
Região europeia menos desenvolvida (faz parte do arco atlântico)
Parte de Portugal encontra-se na região sul da Europa (outra região europeia pouco
desenvolvida)
Fraca acessibilidade por via terrestre
Afastado faz principais vias de comunicação europeias e mundiais.
Nota: com o alargamento da EU a leste, Portugal fica numa posição ainda mais periférica.
Com a adesão a adesão de Portugal à UE vem
redefinir a sua posição geográfica. A esta escala,
Portugal é uma região periférica, ou até mesmo
ultraperiférica. Portugal continental está
incluído no designado Arco Atlântico, região
menos desenvolvida, do que o centro da UE
(região designado como Dorsal). A parte mais
meridional designa-se como Sul, a menos
desenvolvida da UE.
Espaço Lusófono
CPLP – Promoção da Língua Portuguesa
A CPLP pretende:
Consolidar a identidade cultural nacional e plurinacional dos países de língua
portuguesa
Incentivar a cooperação económica, social, cultural, jurídica e tecnocientífica
Promover e enriquecer a língua portuguesa
Melhor intercâmbio cultural e a difusão da criação intelectual e artística.
Aprofundar a concertação política diplomática em termos de relações internacionais.
9.
Página | 9Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Comunidades portuguesas Emigrantes instalados por todo o mundo. Difusão da cultura
portuguesa através da gastronomia, música, língua, etc…
PALOP (países africanos de língua oficial portuguesa) CPLP (Comunidade de países de língua portuguesa)
Moçambique Brasil
Angola Portugal
Guiné-Bissau Timor-Leste
São Tomé e Príncipe
Cabo Verde
Os espaços económicos em que Portugal se integra
UE (União Europeia) – desde 1986
Entrada de Portugal para a UE:
Portugal não entrou mais cedo porque estava num regime ditatorial;
Essa entrada trouxe vantagens:
Trocas comerciais;
Países vizinhos;
Portugal recebe dinheiro para igualar o seu desenvolvimento as resto dos países.
OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento económico) – desde 1948
Principais organizações mundiais em que Portugal participa: ONU; OCDE; OMC; NATO; PALOP;
EU.
10.
Página | 10Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
O processo de construção da união europeia
1939-45 – 2º Guerra Mundial
1948 – Plano de Marshall
Plano proposto pelos americanos para o auxílio económico à Europa na sua reconstrução.
Este plano deu origem à OECE (Organização Europeia de Cooperação Económica), tendo como
objetivo coordenar a ajuda dos EUA para acelerar a reconstrução e promover a cooperação
económica.
Nota: A OECE veio dar lugar a OCDE em 1961 passando a integrar também países fora da
Europa como o Canadá; a Nova Zelândia, a Austrália e o Japão, para além dos 30
europeus. A OCDE é conhecida pelo grupo dos Países Desenvolvidos e o seu principal
objetivo é a cooperação entre os países membros e a ajuda aos países mais pobres do
mundo.
1951 – Tratado de Paris
Para vencer as rivalidades entre a França e a Alemanha e ultrapassar problemas económicos,
foi criada a CECA (Comunidades Económica do Carvão e doo Aço). Para além destes países
aderiram também a Itália, a Bélgica, a Holanda e o Luxemburgo.
1957 – Tratado de Roma
Com este tratado é criada a CEE (Comunidade Económica Europeia) e a EURATOM
(Comunidade Europeia de Energia Atómica) pelos 6 países fundadores a CECA.
Nota: Em 1960 o Reino Unido que não integrou a CEE não quis “ficar sozinho” e em conjunto
com a Suécia, a Noruega, a Dinamarca, a Áustria, a Suíça e Portugal formam a EFTA
(Associação europeia de Comércio Livre.
1968 – União Aduaneira
São abolidas as taxas alfandegárias entre os estados da CEE.
1986 – Assinatura do ato económico europeu
Este tratado introduz grandes alterações aos tratados iniciais. Pretende reforçar a cooperação
entre os estados membros e criar um mercado.
11.
Página | 11Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
1992 – Tratado de Maastricht
Aspetos mais importantes:
As novas competências para a atuação da EU, tendo em vista a coesão económica e
social e a criação de um fundo de coesão – doação de dinheiro aos PED para se
autodesenvolverem.
Institucionalização da cidadania europeia definindo s direitos dos cidadãos.
Criação de uma união económica e monetária incluindo a moeda única o €
Início do processo para uma união política, com a criação de uma política externa de
segurança comum e o esforço da cooperação nos domínios da justiça e dos assuntos
internos.
A CEE muda a sua designação para EU
1997 - Tratado de Amesterdão
Aumenta a coesão interna para reforçar a posição da EU no mundo e preparar o próximo
alargamento
2001 – Tratado de Nice
Redefine a participação de cada estado-membro nas instituições comunitárias, face ao
alargamento da UE aos países de leste
2007 – Tratado de Lisboa
É criado o alto representante para os negócios estrangeiros e política de segurança
Surge o cargo de presidente da EU, eleito pelo conselho Europeu.
UE após Maastricht
Criação de um espaço
Económico Político Cultural
Criação de…
Mercado Interno Acordos comerciais com PD
Aproximação da EU como centro de Poder Mundial
Centros de Poder Mundial
UE – Japão – EUA
12.
Página | 12Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Acordo de Shengen
Assinado em junho 1985 pelos 5 países fundadores.
O espaço shengen consistia na eliminação dos controlos nas fronteiras internas e na criação de
controlos eficazes nas fronteiras externas da EU.
Os países que aderiram ao espaço Shengen foram:
Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Letónia, estónia e
lituânia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Itália, Luxemburgo, Malta, Holanda, Polónia,
Portugal, República Checa e Suécia.
Evolução da UE
Fases Ano Países que aderiram
Europa dos 6 1957 República Federal da Alemanha, Bélgica, França, Itália,
Luxemburgo e países baixos.
Europa dos 9 1973 Dinamarca, Reino Unido e Irlanda
Europa dos 10 1981 Grécia
Europa dos 12 1986 Portugal e Espanha
Europa dos 15 1995 Áustria, Finlândia e Suécia
Europa dos 25 2004 Chipre, Eslováquia Eslovénia, Estónia, Letónia, Hungria, Lituânia,
Malta, polónia e República Checa
Europa dos 27 2007 Roménia e Bulgária
Europa dos 28 2013 Croácia
Evolução da população portuguesa
1950 – Apresentava um número reduzido de habitantes, mas com uma população
jovem.
1950-1960 – Apresentou um crescimento significativo. Sendo que os valores negativos
de saldo migratória são atenuados pelos valores elevados de crescimento natural.
1960-1970 – A população sofreu uma quebra devida:
o Redução da taxa de crescimento natural;
o Intensificação da emigração ara a Europa;
Tudo isto provocou um crescimento efetivo negativo
1970-1981 – Verificou-se um aumento demográfico, consequência da redução da
emigração.
1981-1991 - A população portuguesa estagnou, devido à reduzida natalidade.
1991-2001 – Ligeiro aumento (ultrapassa os 10 milhões), As baixas taxas de
crescimento natural são compensadas pelo surto imigratório, provenientes e África e
dos países da Europa do leste.
2001-2004 – Aumento ligeiro da população
13.
Página | 13Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Fases do modelo de transição
Revolução
industrial
Fase 1
→ Própria das sociedades mais primitivas
→ A população estabiliza, com valores elevados de
natalidade e mortalidade
→ Valores de natalidade muito constantes
→ Valores de mortalidade muito irregulares
Fase 2
→ Característica de países com início de desenvolvimento
→ Manutenção dos valores elevados de natalidade
→ Declínio acentuado da mortalidade
→ Crescimento da população a um ritmo acelerado
Fase 3
→ Próprio de países em plena fase de desenvolvimento
→ Declínio acentuado na natalidade
→ Manutenção dos valores baixos de mortalidade
→ Estabilização do crescimento natural
Fase 4
→ Própria de países que iniciaram muito cedo este
processo de transição demográfica
→ Valores muito baixos de natalidade
→ Valores muito baixos de mortalidade
→ Estagnação ou redução da população
Principais variáveis demográficas que condicionam a evolução da população
Natalidade
Mortalidade
Emigração
Imigração
Diferentes ritmos de crescimento da população portuguesa
Fatores explicativos
1960-1970 – Decréscimo da população
o Guerra colonial
o Consequências da ditadura,
o Maior surto migratório,
o Apesar do crescimento natural ser positivo o saldo migratório foi muito
negativo,
o A TN teve uma redução devido à divulgação dos métodos e devido à entrada
da mulher no mercado de trabalho.
1970-1980 – Evolução significativa (positiva) da população.
o Diminuição da emigração, em resultado da crise económica
o Fim da guerra colonial
o Regresso dos emigrantes das ex-colónias, após o 25 de Baril de 1974.
o Regresso de muitos emigrantes
Crescimento natural
Saldo migratório
14.
Página | 14Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Evolução da população portuguesa
Natalidade
A taxa de natalidade de 1960 até a atualidade desceu significativamente.
Esta evolução deveu-se a:
Emancipação da mulher
Entrada da mulher para o mercado de trabalho
Acesso ao planeamento familiar
Generalização do controlo da natalidade
Mudança de mentalidades
Aumento do nível de instrução
Aumento da idade do casamento
Alargamento do período de escolaridade obrigatória
Diferenças regionais
Portugal apresenta contrastes a nível nacional. Por isso existem diferenças entre o
litoral e o interior entre o norte e o sul e as regiões autónomas e o continente.
Mortalidade
A taxa de mortalidade entre 1960 e 2004 não evidenciou alterações significativas tendo
atingido os 10,5‰ em 1991.
A descida da TM deveu-se a:
Melhoria dos hábitos alimentares
Melhoria dos cuidados de saúde e cuidados de higiene
Melhoria nas condições de trabalho (segurança no trabalho)
Porque se morre em Portugal?
Doenças do aparelho circulatório
Tumores malignos
Sinistralidade rodoviária
15.
Página | 15Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Taxa de mortalidade infantil
A TMI diminui drasticamente entre 1950 e 2004.
Isso deve-se:
Generalização de uma rede de assistência materno-infantil (acompanhamento das
grávidas)
Realização dos partos em hospitais
Generalização da vacina infantil
Melhoramentos nas condições de vida.
Contrastes
A TMI evidência contrastes entre o litoral e o interior e entre o norte e sul.
Crescimento natural
O crescimento natural diminui significativamente entre 1960 e 2004.
Numa primeira fase deveu-se à descida da taxa de natalidade. Como a taxa de mortalidade já
se encontrava baixa não influenciou muito esta descida.
Numa segunda fase, para além da taxa de natalidade observou-se uma ligeira subida na taxa
de mortalidade o que agravou a redução no crescimento natural.
A média do crescimento natural em Portugal é idêntica à média da UE, existindo países em
situações mais graves uma vez que apresentam um crescimento natural negativo, como a
Bulgária e a Hungria.
Estes valores devem-se ao envelhecimento da população.
Movimentos Migratórios
Durante muitos anos Portugal foi um país de Emigração, atingindo valores bastante altos na
década de 60. Os portugueses dirigiam-se sobretudo para a França e Alemanha, devido ao
facto de estes países necessitarem de mão de obra após a destruição provocada pela II Guerra
Mundial.
Na década de 70, registou-se uma inversão dos valores até ai registados. E Portugal deixa de
ser um país de emigração para ser um país de imigração. Esta tendência ficou a devera à queda
da ditadura em 1974.
Atualmente devido ao aumento do desemprego, regista-se um aumento do fluxo emigratório.
16.
Página | 16Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Estrutura etária da população
Estrutura etária Repartição dos indivíduos por idades e sexo.
Esta está dividida em 3 grupos:
Jovens ( ≤ 15 anos)
Adultos (15-64 anos)
Idosos (≥ 65 anos)
A análise da estrutura etária é importante para caracterizar a população, uma vez que reflete
variáveis demográficas como:
Natalidade
Fecundidade
Mortalidade
Mortalidade infantil
Movimentos migratórios
Tipos de pirâmide
Jovem/Crescente
Adulta/Transição
Idosa/Crescente
Rejuvenescente
Evolução da estrutura etária da população portuguesa
1960
População predominantemente jovem
Taxa de mortalidade infantil elevada
Esperança média de vida relativamente baixa
1981
Redução do número de jovens e por isso um ligeiro envelhecimento da população
Redução da natalidade e da mortalidade (alargamento da faixa da população adulta e idosa).
Traduz-se num aumento da esperança média de vida e portanto inicia-se um processo de
envelhecimento
1981-2001
Acentuou-se o processo de envelhecimento
Estreitamento da base (população jovem)
17.
Página | 17Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
2050
Prevê-se uma continuação do que já acontece, portanto um envelhecimento da população.
Setores de atividade predominantes
Redução da população no setor I à medida que o país se desenvolve e se mecaniza em
relação à agricultura;
Aumento da população ativa no setor II, como o decorrer do processo de
industrialização
Redução gradual da população ativa no setor II, devido ao desenvolvimento
tecnológico aplicado à indústria e ao crescimento do setor III
Aumento gradual da população ativa no setor III, à medida que o outros setores se vão
modernizando e incorporando mais serviços
Nível de instrução e qualificação profissional da população portuguesa
O nível de instrução da população mede-se pelo grau de analfabetismo.
Apesar das diminuições verificadas. Este problema ainda afeta 9% da população portuguesa.
Outra diferença importante ao nível de escolaridade da população portuguesa reside no género,
onde os valores de analfabetismo são superiores nas mulheres. No entanto com a escolaridade
obrigatória, a taxa de analfabetismo tende a diminuir ou mesmo a desaparecer.
Em suma, a população apresenta um baixo nível de escolaridade uma baixa qualificação
profissional. Isto traduz-se em consequência graves para a economia portuguesa.
Que problemas caracterizam a evolução da população portuguesa?
Envelhecimento
Declínio da fecundidade
Baixo nível educacional
Desemprego
ENVELHECIMENTO
Consequência do envelhecimento da população
O Aumento do índice de dependência dos idosos faz com que a população ativa tenha
cada vez mais encargos com a população idosa.
A diminuição da população ativa conduz a uma redução na produtividade no país
A diminuição do espirito de dinamização e inovação, que em geral são características
da população jovem
Aumento dos encargos sociais com a as reformas e com a assistência medica aos
idosos
Redução da natalidade, uma vez que estão a reduzir os escalões etários conde a
fecundidade é mais elevada.
18.
Página | 18Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
DECLÍNIO DA FECUNDIADE
Outro problema com que Portugal se depara é o declínio da fecundidade, que está associado à
redução da natalidade.
O problema é que Portugal não consegue assegurar a renovação das gerações, uma vez que
está abaixo do limite mínimo de 2,1 filhos por mulher, apresentando cerca de 1,5 filhos.
O declínio da fecundidade está sobretudo relacionado com a emancipação da mulher, que
passou a ter uma carreira profissional mais ativa, adiando ou até mesmo excluindo a
maternidade nos seus planos de vida.
BAIXO NÍVEL EDUCACIONAL
Portugal apresenta um baixo nível educacional que se encontra abaixo da média da U.E.
Este indicador reflete-se na taxa de alfabetismo que afetava cerca de 9% da população em
2001.
Quanto à escolarização da população ativa, um fator primordial para a produtividade, a
competitividade da economia e o desenvolvimento do país, o panorama é mau.
DESMEMPREGO
O desemprego afeta a qualidade de vida da população.
Portugal apresenta uma taxa de desemprego superior à média comunitária e tem vindo a
aumentar.
As baixas taxas de desempego escondem por vezes situações de precariedade, com reflexos na
qualidade de vida da população. São os casos do subemprego e do emprego temporário,
frequentes na economia portuguesa, que, quando não são uma opção dos trabalhadores,
geram situações de grande instabilidade.
A instabilidade do emprego deve-se a fatores como:
Baixa qualificação
Fraco investimento em I&D
Solucionar os problemas
Como incentivar a natalidade?
Políticas demográficas
Antinatalistas Natalistas
Predomina nos países menos desenvolvidos
Tenta reduzir a natalidade de um país
Utiliza medidas de sensibilização ou de
coação
Predomina nos países desenvolvidos
Tenta aumentar a natalidade de um país
Utiliza medidas de sensibilização e
incentivos económicos e fiscais
19.
Página | 19Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Portugal como país envelhecido que é, deveria adotar medidas que incentivassem a
natalidade.
Para rejuvenescer a população portuguesa, o governo deveria dotar medidas concretas, tais
como:
O criação de uma legislação de trabalho que proteja mais a mulher durante e pós a
gravidez
Criação de benefícios fiscais para as famílias com vários filhos
Aumento da duração da licença de parto para a mãe e para o pai
Melhoramento e a gratuitidade de todos os serviços de assistência materno-infantil
Como qualificar a mão de obra portuguesa?
1. Reduzir o abandono escolar
2. Valorização das pessoas pelas empresas e estado
Para alcançar estes objetivos, torna-se importante:
Aumentar o investimento na investigação
Aumentar a qualificação da população
o Mais novos
Prosseguir os estudos
Envergar por cursos superiores
o Mais velhos
Incentivos às novas oportunidades
As próprias empresas podem dar formação aos trabalhadores
Noções
População absoluta – Número de habitantes de um determinado país ou região,.
Densidade populacional – Número médio de habitantes de um determinado país ou região
por Km₂ DP=Pop. AbsolutaÁrea…Hab/km₂
Natalidade – Números de nascimentos num determinado país ou região por ano.
Mortalidade - Números de óbitos num determinado país ou região por ano.
Taxa de natalidade – Número de nascimento por cada 1000 habitantes, num determinado
tempo
TN=Nº de nascimentosPop.Total x 1000
Taxa de mortalidade - Número de óbitos por cada 1000 habitantes, num determinado tempo.
TM=Nº de óbitosPop.Total x 1000
20.
Página | 20Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Crescimento natural – Diferença entre os nascimentos e os óbitos.
CN ≥ 0 - crescimento positivo
CN ≤ 0 - crescimentos negativo
CN = 0 – crescimento nulo
Emigração – Saída de +pessoas de um país estrangeiro por motivos naturais, sociais,
económicos, político…
Imigração - Entrada de pessoas para um país estrangeiro de forma legal ou clandestina, mas
com fixação de residência.
Saldo migratório – Diferença entre Emigração e Imigração ( SM = E – I)
Crescimento efetivo – Soma do crescimento natural com saldo migratório
Taxa de crescimento natural – Variação populacional observada durante um determinado
período de tempo, normalmente um ano civil referido à população média desse período
(expressa por 100 ou 1000 habitantes)
TCN=Cres.natural+Saldo migratórioPo.Totalx 1000 ou 100
Taxa de mortalidade infantil – Número de crianças que morrem antes de atingirem o 1º ano
de vida por cada a1000 nascimentos.
TMI=Nº de crianças que morrem antes de atingirem o 1º ano de vidanatalidade x 1000
Taxa de fecundidade
TF=Nascimentos2aTotal de mulheres dos1549anos x 1000
Índice sintético de fecundidade – número médio de filhos que cada mulher tem na idade
fértil.
Índice de renovação de gerações – Número médio de filhos que cada mulher devia ter (2,1
filhos)
Esperança média de vida – Número médio de anos que o Homem vive num determinado país
ou região.
21.
Página | 21Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
A
distribuição
da
população
22.
Página | 22Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Distribuição da população
MUNDO (distribuição muito irregular)
Principais focos demográficos (zonas de maior concentração demográfica)
o Sul e Sudeste Asiático
o Europa central e ocidental
o Costa atlântica dos EUA
Vazios Humanos (zonas desabitadas ou onde a população é escassa)
1. Antártica; Gronelândia; Norte do Canadá; Norte da Rússia; Sibéria
2. Saara
3. Himalaias
4. Amazónia
EUROPA (distribuição irregulares)
Áreas de grande concentração
o Europa Central e Ocidental (Reino-Unido; Alemanha; Bélgica; França e
Holanda)
Fatores atrativos:
Naturais – Climas temperados e húmidos; Relevo geralmente plano e de baixa altitude e o
predomínio de solos férteis
Humanos – Agricultura próspera; Grande industrialização e desenvolvimento do setor d
comércio e dos serviços. O que tornou estes países ricos.
Áreas de pequena concentração
Norte da Europa (Península da Escandinávia)
Fatores repulsivos
Naturais – Clima frio, solos cobertos de neve em grande parte do ano a existência de áreas de
relevo mais acidentado.
Vazios Humanos Causas
1 Temperaturas muito baixas
2 Temperaturas muito altas
(secura)
3 Grandes Amplitudes
4 Vegetação muito densa
23.
Página | 23Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
PORTUGAL
Portugal também apresenta contrastes demográficos, a nível de distribuição da população.
Se dividirmos Portugal por NUT III, verificamos que:
Maior concentração da população na faixa litoral ocidental, entre o Minho e a
Península de Setúbal
Contraste entre o Litoral e o Interior
Saliência entre dois pólos de atracão: Lisboa e Porto constituindo assim a
bipolarização* da concentração da população.
Concentrações importantes em torno dos pólos do Porto (Cávado, Ave, Tâmega, entre
Douro e Vouga e Baixo Vouga) e de Lisboa (Península de Setúbal).
Em relação a Portugal Insular, verifica-se uma maior concentração na faixa litoral de ambos os
arquipélagos, salientando-se a Madeira com maior densidade populacional do que os Açores.
O território insular apresenta também alguns contrastes:
Maior densidade nalguns conselhos da ilha de S. Miguel em relação às restantes ilhas.
Grande densidade dos conselhos na parte sul/sueste da ilha em oposição à parte norte
e extremidade oeste.
Em redor dos conselhos de Lisboa e Porto existem regiões que acabam também (por relação
de proximidade) por se tornar atrativas. A este processo chamamos de urbanização, que se
estende para lá do limite daquelas cidades e abrange os seus subúrbios. Assim a concentração
da população em redor dos polos atrativos originou as áreas metropolitanas.
Assim a grande concentração de população em torno das duas metrópoles levou à constituição
das Áreas Metropolitanas*.
Noções
Bipolarização Designação dada à enorme força atrativa que as Áreas metropolitanas
exercem sobre a população e as atividades do país
Urbanização Processo de desenvolvimento das cidades que engloba o número de
habitantes, a superfície construída e o modo de vida
Áreas metropolitanas Unidade espacial que define um aglomerado, constituído por uma
metrópole e pelos seus subúrbios.
24.
Página | 24Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Fatores que influenciam a distribuição da população
Clima
O clima é um facto importante na distribuição da população. De entre os fatores naturais
destaca-se:
o Relevo – As planícies são mais atrativas à fixação da população ao invés das
áreas montanhosa.
o Clima – A maior disponibilidade de água e a ocorrência de calor ou frio, podem
influenciar a distribuição territorial da população. Temperaturas amenas
(litoral)
o Fertilidade dos solos - Fundamental na distribuição da população, uma vez que
influencia o rendimento agrícola e a produção de alimentos.
Movimentos migratórios
A evolução da população em Portugal, tem apresentado períodos de crescimento positivo
(dec.70) e também períodos de crescimento negativo (dec.60).
Contudo esta irregularidade na evolução da população não é comum em todo o território
nacional.
Podemos dizer que os concelhos com taxa de variação positiva, ou seja, com o saldo
migratório e fisiológico positivos, localizam-se em redor de Lisboa e Porto, Noroeste, Algarve e
em algumas regiões autónomas
Contrariamente, os concelhos com taxa de variação negativa, ou seja, resultantes de um saldo
migratório positivo e de um saldo fisiológico negativo, ou ambos negativos, localizam-se
sobretudo no interior.
Já desde o século XIX que se verificava uma maior preferência por Lisboa e Porto, seguidos de
Aveiro, Viena do Castelo, Braga, Coimbra, Leiria e Setúbal. Por sua vez, as regiões próximas da
fronteira com Espanha, e de um modo geral todo o Alentejo, forma-se esvaziando,
acentuando-se assim as grandes Assimetrias Regionais*
A litoralização da população resulta de dois processos migratórios:
Êxodo Rural* - população que abandona os campos e as aldeias, de economia agrícola,
do interior para se fixar nas cidades do litoral. Acentuas as assimetrias regionais.
Emigração – Intensificação da saída de população Jovem-Adulta para o estrangeiro
(Europa central e ocidental)
25.
Página | 25Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Noções
Consequências do Êxodo rural
Principais regiões de perdade população
Regiões do interior sul
Região auntónoma dos Açores
Região auntónoma da Madeira
Problemas das regiões interiores
Envelhecimento da população
Decrescimo da natalidade e d n+umero de jovens
Insuficiência da população ativa, nomeadamente a falta de mão de obra qualificada
Perda de importância da atividade agrícola, hoje praticada sobretudo por idosos,
acentuado o seu caráter de sbsistência
A degradação ambiental por abandono de muitas terras agrícolas e expansão das áreas
de matos e baldios, mais suscepiveos à ocorrência de incêndios
A fragilidade de tecido económico, com repercurssões no aumento da população
desempregada
A alteração da estrutura de procura de serviços coletivos sociais e culturais , devido à
mudanças demográfias, que se refelctem, diretamente na carência de sercços de apoio
á população idosa
A insuficiência de infraestruturas e de equipamentos (água, saneamento…)
Para se explicar o contaste geográfico entre litoral e interior, também é importante falar na
imigração. Esta beneficia sobretudo as áreas urbanas do litoral, em particular a área
metropolitana de Lisboa.
o 1º Surto migratório – ocorreu na segunda metade da década de 70 do século XX, com
o regresso dos ex-colonos africanos, na sequência da descolonização e também do
regresso de muitos emigrantes europeus.
o 2º Surto migratório – desenvolveu-se sobretudo a partir da década de 80 e estendesse
pela atualidade. Primeiro, é formado pelos contingentes de imigrantes dos PLAOP e,
mais recentemente a este vieram juntar-se emigrantes do Brasil e de algun países da
Europa de Leste.
Em conjunto, as populações emigrantes, na busca de melhores condições de vida, respondem
a uma oferta de emprego, que se encontra mais facilmente na Áreas metropolitana de Lisboa.
Nos últimos anos, tem-se vindo a verificar, também, uma maior dispersão geografia,
abrangendo alguns concelhos interiores, devido à escassez de mão-de-obra por falta de
população jovem.
Assimetrias regionais
Situação de desequilíbrio espacial num
território, a nível de qualidade de vida; de
riqueza económica; ect.
Êxodo Rural
Expressão que evoca a partida
em massa das populações rurais
para as cidades
26.
Página | 26Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
A densidade populacional* média de Portugal é de → 114 hab/km₂
Litoralização
CARACTERÍSTICAS DAS REGIÕES LITORAIS
Fatores Naturais
Clima
No litoral o clima é: Ameno; Mais húmido e ocorre mais
precipitação.
O facto de o clima ser Ameno e mais húmido → Solo Fértil →
Atividades Agropecuárias
Relevo
Quanto ao relevo Portugal apresenta um relevo pouco acidentado
Proximidade do mar
A proximidade com o mar e o relevo pouco acidentado provocam boas e mais acessibilidades
Fatores Humanos
Concentração das principais indústrias
Concentrado dos centros urbanos
Boas vias de comunicação e acessibilidades
Grande diversidade de equipamentos sociais
Grande concentração de mercados consumidores
Mão de obra especializada
Maior capacidade de atracão de investimentos
O litoral apresenta características para um melhor e mais elevado nível de vida, pois:
A população do litoral tem maiores rendimentos e mais acessos aos bens do que a população
do interior
Êxodo rural e emigração das regiões interiores
Despovoamento de interior
Envelhecimento da população - Diminuição da natalidade
Maior pobreza e atraso
LITORAL → Sobrepovoamento
Forte pressão sobre as infraestruturas e os recursos
Diminuição da qualidade de vida e degradação dos territórios
INTERIOR → Despovoamento
Litoralização
Grande concentração de
população e das atividades
económicas no litoral
Subaproveitamento dos
recursos
Densidade populacional
Intensidade do povoamento
expressa pela relação entre o nº
de habitantes e de uma área
territorial e a superfície desse
território.
Leva a
Provoca
↓
↓
27.
Página | 27Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
O que é necessário fazer? = SOLUÇÕES
É necessário planear os recursos humanos e naturais
Definir estratégias e modelos de desenvolvimento do território
Deve haver equilíbrio entre as atividades humanas, os recursos naturais e as
infraestruturas.
CARACTERÍSTICAS DAS REGIÕES INTERIORES
Fatores Naturais
Fatores repulsivos à fixação de população e das atividades económicas nas regiões interiores
Invernos rigorosos
Verãos quentes e secos
Grandes Amplitudes Térmicas
Solos pouco férteis
Humidade e precipitação fracas.
Em síntese, as disparidades regionais da distribuição da população resultam da convergência
de um conjunto de fatores:
Dinâmicas geográficas – refletem, por um lado, a evolução da natalidade, da
fecundidade e da EMV, e por ouro lado, os movimentos migratórios (êxodo ,
emigração, imigração)
Dinâmicas económicas – relacionadas com o padrão de distribuição, do
investimento público e privado, na indústria e nos serviços na faixa litoral.
Padrão de crescimento da urbanização, das áreas metropolitanas e das cidades
médias
Processo de litoralização
Áreas urbanas do litora
Regresso dos emigrantes
Regresso dos ex-colonos
Imigração
Pequenas cidades do interior
Áreas rurais
1º Surto
2º Surto
28.
Página | 28Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Consequências do crescimento populacional das áreas urbanas
Problemas em que ultrapassou o limite de carga humana
A expansão de espaços com excessos de construção de edifícios
A degradação de muitos bairros nas periferias e nos centros históricos das cidades
O aparecimento de estratos da população sem meios para obter uma habitação
condigna, levando à construção de bairros de barracas.
A insuficiência equipamentos escolares, de saúde e outros de apoio à população
A incapacidade de algumas infraestruturas responderem às necessidades da
população (saneamento básico; acessibilidade; etc…)
A insuficiência de espaços verdes e equipamentos de lazer
Aumento de riscos de inundação
Medidas para atenuar as assimetrias regionais
Incentivar a localização de novas empresas no interior, através de incentivos fiscais
ou da atribuição de subsídios.
Investimentos em infraestruturas de transportes que melhorem a acessibilidade
das regiões mais isoladas do interior
Construção das infraestruturas de captação e distribuição de água e de energia
Instalação de pólos universitários em cidades do interior para travar a saída de
jovens para estudar nas grandes cidades
Instalação de centros de formação profissional procurando aumentar o nível de
qualificação
Papel do ordenamento do território na resolução das assimetrias regionais
O ordenamento do território diz respeito às ações que o Estado leva a cabo com os objetivos
de melhorar a distribuição da população e as atividades económica. Possibilitando assim:
Melhor organização
Resposta às necessidades da população
Correta gestão dos recursos naturais
Proteção ambiental
O ordenamento do território envolve a elaboração prévia, de planos por equipas
multidisciplinares (economistas; geógrafos; ect).
Estes planos podem ser de:
Âmbito nacional, como os PNOT (Plano Nacional para a Política de Ordenamento do
Território)
Caráter regional, como mo PROTA (Plano Regional de Ordenamento do Território dos
Açores)
Âmbito municipal, como o PDM (Plano Diretor Municipal)
Planos de pormenor – planos elaborados para áreas específicas da cidade.
Capacidade de Carga Humana
O número limite de pessoas que
se podem fixar numa região sem
por em causa a sua
sustentabilidade
29.
Página | 29Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Recursos
subsolo
do
30.
Página | 30Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
RECURSOS
Recursos Naturais – Riquezas disponíveis na Terra que podem ser utilizadas em diversas
atividades humanas
Tendo em conta as características dos recursos naturais, este podem ser divididos em:
Geológicos ou do subsolo (minérios; rochas; água)
Climáticos
Hídricos
Biológicos
Os recursos naturais, também por ser classificados em:
Recursos renováveis ou Recursos não-renováveis, em função do tempo necessário
para serem repostos.
Recursos Renováveis
Recursos que se repõem continuamente na Natureza, por isso, não se esgotam: água; sol;
vento; calor interior da Terra…
Recursos não-renováveis
Recursos que não se repõem na Natureza à mesma velocidade com que são consumidos e por
isso podem-se esgotar: carvão; petróleo; gás natural…
Os recursos do subsolo podem ser classificados em:
Minerais Energéticos – Minerais que se destinam à produção de energia (petróleo; carvão; gás
natural; urânio)
Minerais Metálicos – Minerais formados por substâncias metálicas (ferro; zinco; ouro; prata;
estanho; cobre e tungsténio/volfrâmio)
Minerais não metálicos – Minerais cuja constituição é formada por substância não metálicas
(sal gema; quartzo; talco; caulino e feldspato)
Rochas industriais – rochas utilizadas na construção civil (calcário; granito; areias e argilas)
Rochas ornamentais – rochas utilizadas para fins decorativos ( mármore; granito e calcário)
Água
o Minerais – detêm propriedades terapêuticas
o Nascente – águas subterrâneas com propriedade, consideradas, próprias para beber
o Termal – águas subterrâneas cuja temperatura é superior a 20ºC
31.
Página | 31Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
PORTUGAL
Em Portugal há muitas jazidas (locais onde se verifica uma concentração de minérios
suscetíveis de serem explorados)
↓
A extração de recursos minerais é de grande tradição em Portugal
↓
Conheceu um crescimento acentuado na última década do século XX
↓
Mas continuou a ter uma reduzida importância na economia nacional (destaca-se apenas a
extração de rochas)
↓
A indústria extrativa contribui apenas com 1% do PIB
História da Terra
Pré-Câmbrico
o Período de formação da Terra
o Eclosão da vida
Era Primária / Paleozoico
o Desenvolvimento da vida
Era secundária / Mesozoico
o Era dos dinossauros
o Desaparecimento dos dinossauros no final desta era
Era Terciária / Cenozoico
o Era dos mamíferos
o Aparecimento dos 1º hominídeos (australopitecos)
Era quaternária / Atropozoico
o Desenvolvimento do homem
As unidades morfoestruturais de Portugal
Maciço Antigo – Formado na era paleozoica /era primária, constituindo cerca de 2/3 do
território nacional, correspondendo à parte Norte e a grande parte do Centro e do Alentejo.
Rochas locais: Granitos e Xistos
Orlas mesocenozoicas – Formadas durante o mesozoico e o cenozoico, correspondendo à
parte sul do Algarve e à faixa compreendida entre Aveiro e Lisboa
Rochas locais: calcários; arenitos e argilas
Bacias sedimentares do Tejo e do Sado – Datadas da era Cenozoica. Formaram-se a partir da
acumulação de sedimentos na Bacia do Tejo e do Sado que mais tarde emergiram
Rochas locais: Areias, arenitos; e argilas
32.
Página | 32Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Concluindo
Unidades morfoestruturais
Maciço Antigo Orlas mesocenozoicas Bacia do Tejo e do
Sado
Era em que foi
formado
Paleozoico Mesozoico e
Cenozoico
Cenozoico
Área do país
abrangida
Norte
Interior Centro
Alentejo
Litoral algarvio e
litoral centro (Aveiro a
Lisboa)
Bacias do Tejo e do
Sado
Rochas constituintes Granito; xisto;
quartzito;
Calcário; argilas;
arenítos
Areais; argilas; arenitos
Formas de relevo Norte/centro –
serras, vales e
planaltos
Alentejo - pene
planícies
Serras de cume
arredondado e
planícies
Planíceis
Minérios
predominantes
Feldspato;
quartzito;
tungsténio;
talco; cobre;
estanho
Caulino e sal-gema
Distribuição das principais explorações de rochas
O subsetor das pedreiras explora uma grande variedade de matérias-primas, Tendo em conta
o destino que é dado às rochas, este subsetor divide-se em dois grupos: extração de rochas
ornamentais e a extração de rochas industrias.
A distribuição de pedreiras pelo território é irregular e a sua localização faz-se de acordo com
os afloramentos rochosos de cada região. Os distritos de Leiria; Évora; Porto; Santarém são os
distritos que detêm maior número de pedreiras.
Tipos de Rochas
Tipos Formação Exemplos
Magmáticas ou eruptivas Resulta da solidificação do
magma
Plutónicas (intrusivas) –
Granito, diorito e gabro
Vulcânicas (extrusivas) –
basalto e pedra-pome
Sedimentares Resulta da acumulação de
sedimentos provenientes da
erosão de outras rochas
Arenitos, areias, argilas
(origina o xisto),
conglomerados e calcário
Metamórficas Resultam da alteração de
outras rochas, devido a altas
pressões e temperaturas
Ardósia, xisto (origina a
ardósia), quartzito, mármore
(resulta do calcário a altas
temperaturas.), gnaisse
Intrusivas – solidificam no interior da terra
Extrusivas – Solidificam no exterior da terra
33.
Página | 33Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Rochas ornamentais
Rochas ornamentais Local de extração Utilização
Calcário Maciço calcário estremenho
e Algarve Pavimentos
Calçadas
Revestimentos
Mobiliários
Granito Norte
Interior Centro
Mármore (metamórfica) Região de Estremoz
Borba de Vila Viçosa (distrito
de Évora com 90%) - Sul
Rochas Industriais
Rochas industriais Local de extração Utilização
Granito Norte
Interior Centro
Britas;
Alvenaria (construção de
pedras)
Calcário Maciço calcário estremenho
e Algarve - Orlas
Cimento; cal; cerâmica; e
agricultura
Areias – mais utilizada para
fins industriais
Bacia do Tejo e do Sado Construção civil e indústria
do vidro
Argilas Distritos do litoral - Orlas Cerâmica e cimento
34.
Página | 34Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Exploração de minérios em Portugal
Tipos Exemplos Utilização Principais minas
Minérios
Metálicos
Cobre Indústria elétrica Neves corvo –
Alentejo
Estanho Ligas metálicas e soldaduras Neves corvo –
Alentejo
Volfrâmio
Fabrico de aço extra duro e de
filamentos de lâmpadas elétricas
incandescentes
Panasqueira
Ferro Indústria siderúrgica e metalúrgica
e metalomecânica
Não há minas em
atividade
Ouro e prata
Joalharia Minas inativas, mas
há empresas
estrangeiras
interessadas
Minerais não
metálicos
Sal-gema
Indústria-química, agroalimentar e
rações
Matacão, carriço e
Campina de Cima
(orla meridional e
ocidental)
Quartzo e
feldspato
Indústria cerâmica e de vidro Região Norte e
Centro
Talco e
Caulino
Indústria cerâmica, de papel e de
tinta
Distrito de Bragança
Entre Viena e Aveiro
Minérios
energéticos
Carvão
Energia e indústria química Região centro
(urgeiriça) –
atualmente não é
explorado, pois a
qualidade do carvão
não é rentável
Urânio Produção de energia nuclear EM Portugal é de
fraca qualidade
Petróleo Total dependência do exterior, apesar de terem sido
realizadas algumas prospeções no nosso país
Distribuição de recursos hídricos
No subsetor das águas consideram-se:
Águas de nascente
Águas minerais
o Águas minerais naturais
o Águas minero-industriais
Portugal continental apresenta um subsolo com grande diversidade de águas de nascente e de
águas minerais, embora a sua distribuição seja irregular pelo território. Grande parte da
exploração encontra-se realizada no Norte e Centro, fato que se verifica devido às
características do maciço antigo.
Pela sua composição química, as águas minerais também são exploradas para o termalismo, o
que constitui um importante fator de desenvolvimento para as regiões, uma vez que as
estâncias termais funcionam como polos de dinamismo económico local.
35.
Página | 35Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
CLASSIFICAÇÃO DA ÁGUA SEGUNDO A TEMPERATURA DE SURGIMENTO
Designação Temperatura
Hipotermal ≤ 25ºC
Mesotermal 25ºC – 35ºC
Termal 35ºC – 45ºC
Hipertermal ≥ 45ºC
Papel do termalismo no desenvolvimento das regiões
O termalismo é visto, tradicionalmente, como uma atividade que tem como principal função o
tratamento de doenças.
Atualmente, esta atividade é também vista como potencializadora dos recursos termais das
regiões onde ocorre, visto que esta atividade foi alargada para o setor turístico
A estratégia de desenvolvimento das 4 vertentes (tratamento; prevenção; bem-estar e lazer)
procura captar mais quantidade de frequentadores, para além dos “termalistas clássicos”. Para
isso é necessário por em prática o chamado marketing termal. Portanto, é necessário:
Proporcionar um tipo de oferta turística diferente daquelas que podem ser oferecidas
por ouros tipos de turismo concorrentes, de forma a atrair determinados segmentos
do mercado às estâncias termais
Oferecer produtos e serviços de acordo com as estruturas existentes nas estâncias
termais e adequadas às características diferenciadoras de cada publico alvo
Implementar programas de divulgação e promoção das unidades termais nos
mercados nacional e internacional
Atuar sobre a vertente da formação profissional
Recursos Endógenos
A nível energético, Portugal apresenta uma grande dependência do exterior, por isso é
necessário aumentar a produção através de formas já existentes e desenvolver projetos de
modo a aproveitar os recursos abundantes no nosso território.
Recursos Endógenos
Recurso da região/ do local/ do
interior
Recursos Exógeno
Recurso de outra região/ país/ do
exterior
36.
Página | 36Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Noções
Energia primária Recursos energético que se encontra na Natureza (sol, vento, petróleo,
gás natural, etc.)
Energia Secundária Energia disponibilizada aos utilizadores (eletricidade, gás natural, gás
butano, etc.)
Energias alternativas ao subsolo
Energia Geotérmica – Energia aproveitada através da temperatura, elevada, da água
em todo o continente (insular, incluído). Esta é uma fonte rentável de captação de
energia porque a temperatura das águas no continente varia entre 20 – 40ºC não
excedendo os 80ºC sendo, não só utilizada para fins terapêuticos, mas também para
aquecimento doméstico, industrial, agrícola e de algumas infraestruturas. Contudo
está limitado a um número restrito de lugares (caudal geotérmico suficiente; baixa
salinidade; temperatura da água elevada).
Energia hídrica – Inclui eletricidade produzida pelas grandes centrais hidroelétrica
A implementação destes projetos enfrenta vários problemas:
o Custo elevado na construção de barragens;
o Clima, em épocas de clima seco, a quantidade de energia produzida diminui
o Impacto ambiental, não aprovado por nenhum ambientalista
Nos anos de precipitação mais abundante, produz-se 40% da energia elétrica e nos anos mais
secos, cerca de 20%
Cerca de 10 novas barragens irão ser construídas
Portugal é o país cm maior percentagem de energia elétrica produzida por via hídrica
Biomassa – O único exemplo de produção de energia elétrica a a partir de biomassa
(provém de matérias biodegradáveis, produtos e resíduos agrícolas, substâncias
florestais e industriais, resíduos industriais e urbanos), situa-se em Mortágua.
Visto que maior parte do território é coberto por floresta (38%) este tipo de captação
de energia torna-se fácil.
Biogás – Gás combustível composto por 60% de metano e 40% de dióxido de carbono.
Este gás é obtido pela degradação biológica dos resíduos orgânicos, produzidos a
partir de várias origens:
1ª – Aterros sanitários
2ª – Atividade agropecuária
3ª – ETARs
Provém dos efluentes (esgotos)
37.
Página | 37Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Vantagem
o Reduz a energia consumida no tratamento dos resíduos
Desvantagens
o A queima do metano tem um efeito nocivo na atmosfera
o Representa apenas 3% do consumo de energia nacional
Energia solar – Energia proveniente do sol, sendo aproveitada através das
componentes fotovoltaícas (conversão em energia elétrica) e térmica (conversão em
energia térmica).
Este tipo de energia detém a maior potencial no sul do país: Central de Serpa e Central
da Amareleja, sendo esta a maior dom Mundo.
Vantagens
o Baixa manutenção
o Provoca um impacto social positivo, uma vez que contribui para a criação de emprego
Energia eólica
Maior exploração nas áreas do litoral Norte e de maior altitude, devido às condições favoráveis
– vento
Obstáculos com que se depara:
Aspetos administrativos e burocráticos, necessários à implementação destes projetos
Difícil escoamento de energia
As áreas de maior potencial eólico situam-se em áreas de difícil acesso devido às fracas
redes de acessibilidades
Cruzamentos de interesses, sobretudo se estiverem em causa questões ambientais
↓
Provoca o aumento do custo dos projetos pondo em causa a viabilidade dos projetos
Energia das ondas
O seu aproveitamento depende de um conjunto de fatores existentes nas áreas costeiras que
permitem resolver facilmente os problemas de transporte e de energia para terra e de acesso
para a sua manutenção. Em Portugal, a costa ocidental e as ilhas dos açores têm condições
favoráveis para a localização de unidades de conversão.
Como entrave à instalação destas mesmas unidades, está a agressividade do meio, o que
explica o atraso tecnológico para o aproveitamento da energia das ondas
38.
Página | 38Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Razões explicativas entre a produção e o consumo de energia
Devido à ausência de exploração de recursos energéticos do subsolo, em Portugal faz-se
exclusivamente a partir de recursos renováveis que estão disponíveis no território continental
e insular.
Devido ao desenvolvimento do país, traduzido no crescimento dos diversos setores de
atividade económica dos diversos setores de atividade económica e na melhoria da qualidade
de vida da população, obriga a gastos de energia cada vez maiores, em que os gastos maiores
concentram-se nos locais de maior abundância de população e de atividades económicas.
Visto que a produção de energia é inferior à necessária para satisfazer a população é
necessário recorrer ao exterior, importando na maioria petróleo.
Eficiência Energética
Atividade que procura otimizar o uso de fontes de energia; fazer uma utilização racional da
energia; usar menos energia para fornecer a mesma quantidade de valor energético.
A eficiência energética engloba a implementação de estratégias e medidas para combater o
desperdício de energia ao longo do processo de produção, distribuição e utilização da energia
39.
Página | 39Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Radiação
Solar
40.
Página | 40Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Noções
Radiação solar Quantidade de energia de intensidade e natureza variáveis, emitida
pelo sol, que se propaga sob a forma de ondas eletromagnéticas, e da
qual só uma pequena parte é recebida pela superfície terrestre.
NOTA: Sem radiação solar, a temperatura média da Terra seria de -239ºC.
A radiação solar demora cerca de 8min a atingir a Terra.
Constante Solar Total de energia que atinge o limite superior da atmosfera, numa
superfície de 1cm₂, perpendicularmente aos raios solares e durante um
minuto. Exprime-se em caloria e tem um valor médio de 2cal/cm₂/min.
Radiação terrestre Radiação de grande comprimento de onda irradiada pela Terra
Radiação global Total de radiação do sol que atinge a superfície do globo (radiação
direta + radiação difusa)
Espectro solar Radiação solar que chega até nós sob a forma de ondas
eletromagnéticas com diferentes comprimentos de onda.
Atmosfera
Composição química
Azoto 78%
Oxigénio 21%
Argón 0,9%
CO₂ 0,03%
Outros 0,07 Ex: vapor de água
41.
Página | 41Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Estrutura da atmosfera
Troposfera
o Espessura – 11 a 12km
o A espessura é maior no equador (16-18km) e menor nos pólos (6-8km), isto
porque nos pólos, o frio comprime as partículas de ar e no equador as altas
temperaturas dilatam as mesmas, outro motivo é o movimento da Terra
o A temperatura diminui com a latitude: Cerca de 6,5ºC a cada 1km – Gradiente
térmico negativo)
o É nesta camada que ocorrem a maioria dos fenómenos
atmosféricos/meteorológicos
o O limite superior desta camada é a tropopausa.
Estratosfera
o Localização – 11 a 50km
o É nesta camada que se encontra o Ozono, absorvendo grande parte dos raios
Ultra Violeta, por isso a temperatura aumenta, logo o gradiente térmico e
positivo
o O limite superior desta camada é a estratopausa
Mesosfera
o Localização – 50 a 80km
o O gradiente térmico é negativo (inexistência de ozono e fraca existência de
gases)
o O limite superior desta camada é a mesopausa
Termosfera
o Localização – 60 a 600km
o O gradiente térmico é positivo
o A densidade do ar é baixa
o O limite superior desta camada é a termopausa
o Começa a ocorrer a ionosfera – as partículas sofrem a ionização, ou seja,
tornam-se partículas elétricas. Existem mais partículas no interior da ionosfera
em relação ao seu interior, sendo que esta camada é utilizada nas
comunicações
Exosfera
o Localização – 600 até ao limite da atmosfera
o Faz contacto com o espaço
42.
Página | 42Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Noções
Gradiente Térmico Vertical Variação da temperatura com a altitude
Funções da Atmosfera
Protege a Terra, apresentando-se com uma concha protetora
o Protege de meteoritos, isto porque, devido a atrito criado pelo ar, estes
encandeiam-se e reduzem-se a “pó”.
o Absorve/filtra grande parte da radiação solar
Controla a temperatura
o Não permite que uma parte significativa das radiações atinjam a superfície
terrestre
o Provoca o efeito de estufa
É fonte de vida
o Concentra na sua composição elementos fundamentais à vida, nomeadamente
o oxigénio.
A atmosfera – Balanço Térmico
O globo perde uma grande quantidade de energia equivalente à que recebe, mantendo assim
o equilíbrio térmico
Noções
Absorção Processo de transformação da energia luminosa em energia térmica
que ocorre quando a radiação incide num objeto e é absorvia
É feita principalmente, pelo vapor de água, CO₂ e Ozono
Reflexão Mudança de direção dos raios solares ao incidirem em qualquer corpo
Difusão Dispersão da radiação solar em todas as direções.
Uma parte perde-se para o espaço
Outra parte atinge a superfície terrestre (é a radiação difusa)
Radiação solar direta Radiação solar que atinge diretamente a superfície do globo.
Desde que o sol nasce até quando o sol se põe
Radiação solar difusa Radiação solar dispersa e difundida pela atmosfera pelas
nuvens, etc (radiação indireta recebida)
Molécul
a de ar
Raio solar
43.
Página | 43Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Albedo terrestre É a razão entre a quantidade de radiação refletida pela
superfície terrestre e a quantidade de radiação que nela incide
Energia refletida
Pelas nuvens 20%
Pela atmosfera 6% ALBEDO →
Pela superfície terrestre 4%
O albedo é maior nas superfícies cobertas de neve e menor nas florestas
Atmosfera
Absorvida pela atmosfera 16%
Absorvida pelas nuvens 3%
Refletida pela Terra 4%
Refletida pelas nuvens 20%
Refletida pela atmosfera 6%
Radiação solar 100%
Absorvida pela Terra 51%
Percentagem de energia solar refletida
em, relação à energia recebida
44.
Página | 44Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Efeito de Estufa
Fenómeno natural que regula a temperatura da Terra. É o das baixas camadas da atmosfera
a) A radiação solar atravessa a atmosfera. A maior parte da radiação é absorvida pela superfície
terrestre e aquece-a
b) Alguma da radiação solar é refletida pela Terra e pela a atmosfera de volta para ao espaço
c) Parte da radiação infravermelha (calor) é refletida pela superfície terrestre mas não regressa
ao espaço pois é refletida de novo e absorvida pela camada de gases de estufa que envolve o
planeta. O efeito é o aquecimento da superfície terrestre e da atmosfera.
Consequências do aumento do Efeito de Estufa
Aumento da temperatura que provocará:
Degelo, levando à subida do nível de oceanos, que tem por consequência a submersão de
vastas zonas costeiras, provocando a migração de pessoas, redução das áreas de cultivo, etc.
Modificação no regime de precipitação
Alteração na fauna e na flora
Consequências do aquecimento global para o território nacional
Ondas de calor
Períodos de seca
Chuvas intensas
Doenças transmitidas por insetos
Doenças relacionadas com a comida e água (aumento das salmonetas)
Aumento das alergias
Submersão de regiões costeiras devido à subida do nível da água.
Aquecimento das baixas camadas
da atmosfera, devido à interseção
feita pelos gases que compõem a
atmosfera, das radiações imitidas
pela Terra a
b
c
45.
Página | 45Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Efeito de estufa
Fatores de variação da Radiação Solar
A latitude e a forma arredondada da Terra
O movimento de rotação da Terra
O movimento de translação da Terra e a inclinação do eixo da Terra em relação ao
plano de órbita
Outras condições locais (nebulosidade; exposição geográfica; ect)
O lugar que recebe os raios solares com menor ângulo de incidência é o lugar C e com
maior é o lugar A.
O lugar que recebe os raios solares com menor inclinação é o lugar A e com maior é o
lugar C.
Os raios que chegam ao lugar C atravessam maior massa atmosférica sofrendo maiores
perdas por absorção e reflexão
Radiação solar
Radiação solar
Radiação terrestre
Radiação terrestre
Calor (contrarradiação)
Calor
(contrarradiação)
PN
PS
c
b
a
Equa.
A
B
C A forma arredondada da Terra vai
fazer com que a inclinação dos raios
solares e o ângulo de incidência
variem com a altitude. Assim os
lugares de menor latitude recebem
maior radiação solar. Nos pólos
aumentam as perdas por reflexão,
difusão e a quantidade de radiação
solar é menor devido amassa
atmosférica atravessada.
46.
Página | 46Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Noções
Ângulo de Incidência Ângulo que os raios solares fazem com o plano tangente à
superfície da Terra no lugar do observador
O menor ângulo de incidência corresponde à maior inclinação dos raios solares e à maior
massa atmosférica atravessada
O lugar mais aquecido é o lugar A. Apesar da área atingida ser maior em B do que em A, a
superfície A é mais aquecida
A variação da radiação solar e o movimento de rotação da Terra
Ao longo do dia, varia:
A inclinação/obliquidade dos raios solares
O ângulo de incidência
A massa atmosférica atravessada
A superfície aquecida
Quando o sol nasce a radiação solar é menor, pois:
A inclinação doa raios solares é maior
O ângulo de incidência é menor
A massa atmosférica atravessada é maior
A superfície atmosférica recetora é maior
Ao meio-dia a radiação solar é maior, pois
A inclinação doa raios solares é menor
O ângulo de incidência é maior
A massa atmosférica atravessada é menor
A superfície atmosférica recetora é menor
Massa atmosférica
atravessada
Massa atmosférica
atravessada
Superfície terrestre
Limite da atmosfera
A B
Ângulo de
incidência
Ângulo de
incidência
47.
Página | 47Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Ao pôr do sol a radiação solar é menor, pois
A inclinação doa raios solares é maior
O ângulo de incidência é menor
A massa atmosférica atravessada é maior
A superfície atmosférica recetora é maior
De noite – Não há radiação solar
A variação da radiação solar e o movimento de translação da Terra
O movimento de translação da Terra:
Dá origem às estações do ano
Determina a duração dos dias e das noites
Faz variar a inclinação dos raios solares
Equinócio de março e setembro
Em todos os lugares da Terra, os dias são iguais às noites
Solstício de junho Solstício de dezembro
PN
PS
Trop. Câncer Dia ≥ Noite
Trop. Crapicórnio Dia ≤ noite
Equa. Dia = noite
Trop. Câncer Dia ≤ Noite
Trop. Crapicórnio Dia ≥ noite
Equa. Dia = noite
PN
PS
48.
Página | 48Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Movimento de translação da Terra
Portugal, localizado entre os 32º e os 42 do hemisfério norte recebe maior quantidade de
energia solar no solstício de junho, quando se inicia o verão. Nesta época, os raios solares
atingem Portugal com menor inclinação e os dias têm maior duração, por isso a temperatura é
mais elevada.
No solstício de dezembro, quando se inicia o inverno o sol está a incidir no trópico de
Capricórnio pelo que, no território português, a inclinação dos raios solares é maior, a duração
do dia é menor e em consequência disso as temperaturas são mais baixas.
Nos Equinócios os dias têm a mesma duração das noites em todo o globo. Nesta altura, a
radiação solar incide na vertical sobre o equador. Em Portugal têm inicio as estações
intermédias (primavera e outono)
Noções
Isotérmicas Linhas que unem pontos de igual temperatura.
Amplitude Térmica Diurna Diferença entre a temperatura máxima e a temperatura
mínima do dia
Amplitude Térmica Anual Diferença entre a temperatura mais quente e a temperatura
mais baixa de um mês
Distribuição das temperaturas em Portugal Continental
No inverno É mais notório o contraste NE/SE, devido a:
o Latitude
o Altitude
o Nebulosidade
o Proximidade do mar ou continentalidade
o Disposição do relevo
No verão É mais notório o contraste litoral/interior
Contraste NW/SE da radiação solar e da insolação
Este contraste resulta de fatores, tais como:
o Latitude (menor latitude → maior insolação e radiação solar)
o Altitude (maior altitude → maior insolação e radiação solar)
o Nebulosidade (menor nebulosidade → menor maior insolação e radiação solar
o Proximidade do mar ou continentalidade (maior proximidade = maior
nebulosidade → menor radiação solar
o Disposição do relevo
49.
Página | 49Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Distribuição das temperaturas em todo o planeta
Os valores mais altos de radiação solar, não se registam no equador mas sim nos trópicos
devido à maior nebulosidade das regiões equatoriais que fazem diminui os valores de radiação
solar, comparativamente à regiões tropicais.
Distribuição da temperatura em Portugal
Em Portugal continental, durante o inverno desenhe-se um contraste NE/SW dm que o norte
interior é a região claramente mais fria. Por outro lado o Algarve em particular o barlavento,
regista as temperaturas mínimas mais elevadas.
No verão há um claro contraste Litoral/Interior, com o litoral claramente mais fresco e o
interior muito quente, em particular o interior trasmontano e o alentejano
Nas ilhas matem-se sempre um contraste interior/litoral, pois o vigor do relevo é o principal
fator para baixar as temperaturas mínimas no inverno e máximas no verão
Em Portugal continental, o contraste entre o litoral e o interior é
notório. A proximidade do mar parece ser preponderante, e a latitude
não se afirma como o fator fundamental. Mesmo o relevo tem pouco
impacto na amplitude térmica anual.
Inverno Verão
Barlavento
algarvio
Sotavento
algarvio
50.
Página | 50Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
No inverno é bem visível o contraste nordeste/sudoeste, com as
temperaturas a aumentar para sudoeste. O Nordeste transmontano é
a região mais fria.
Os fatores condicionantes da temperatura são:
- Latitude
- Continentalidade e proximidade do mar
No verão, o contraste é entre oeste/este, ou seja, litoral/interior.
O gradiente diminui com a continentalidade.
Os fatores condicionantes da temperatura são:
- continentalidade e proximidade do mar
- Relevo (as regiões montanhosas aquecem – falta de nebulosidade)
Porque é que os ventos que entram no Mondego na entram no Douro?
Pois existem serras concordantes à costa que impedem a passagem desses ventos
Que fatores influenciam a distribuição da temperatura
Latitude (norte-sul)
As temperaturas mais baixas a Norte, ficam a dever-se à inclinação aos raios solares, à
precipitação e à maior nebulosidade
Altitude
O relevo e a sua disposição
Encontram-se diferenças de temperatura entre as vertentes expostas a sul (vertentes
soalheiras) que recebem grande quantidade de radiação solar e vertentes viradas a norte
(vertentes umbrias) que podem estar longos períodos de tempo sem radiação solar direta.
As depressões são também normalmente mais quentes do que as áreas topograficamente
mais elevadas.
51.
Página | 51Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
As correntes marítimas
No hemisfério norte as correntes provenientes do norte são frias e do sul são quentes.
Nova York está à mesma latitude que Lisboa e o que explica as baixas temperaturas em NY e
mais altas em Lisboa são as correntes marítimas quentes.
A continentalidade
A continentalidade influencia a distribuição das temperaturas, principalmente no verão. O ar
marítimo que afeta o litoral tem a capacidade de amenizar o clima, tornando os Verãos mais
secos e os Invernos mais suaves. O oceano devido ter maior inércia térmica, é mais quente que
o continente durante o inverno e mais frio que o continente que o verão.
A energia solar
É renovável
É limpa, ou seja, não polui
É utilizada para:
Aquecimento (energia solar térmica) – através de painéis solares – sistemas térmicos
Produção de eletricidade (através de células/sistemas fotovoltaicas que convertem a
radiação solar em eletricidade) – sistemas fotovoltaicos
A energia solar térmica está completamente dependente da insolação utilizando apenas a
radiação solar direta.
Os sistemas fotovoltaicos para além da radiação solar direta também aproveitam a radiação
solar difusa
Portugal tem boas condições a nível de aproveitamento da radiação solar, sendo muito
elevada no interior sul. Contudo esse facto não tem sido aproveitado da melhor forma, o que
agrava a dependência energética pelo exterior.
A nível europeu Portugal apresenta uma insolação mais elevada do que muitos países
nórdicos, contudo apresenta um nível de produção elétrica muito inferior aos outros países
apesar de possuir recursos mais favoráveis.
Concluindo podemos dizer que a energia solar existe em Portugal em grande quantidade, além
disso é geradora de emprego Portugal possui equipamento tecnológico suficiente para obter
um grande aproveitamento desta fonte de energia. Por isso não há razões para que Portugal
não aposte na implementação d estações para a obtenção de energia solar.
52.
Página | 52Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Importância da insolação no turismo
O turismo em Portugal representa uma “fatia” grande no que diz respeito ao PIB e ao
emprego. Para esta realidade contribui a situação ambiental portuguesa, em particular o clima
e a insolação. Prova disso são os destinos dos turistas.
O ambiente mais escolhido pelos turistas situa-se no litoral (praias), sendo que os restantes se
podem considerar insignificantes à exceção das férias no campo. De qualquer forma os
ambientes escolhidos pelos turistas estão relacionados com a insolação.
A entrada de turistas mostra a importância da insolação em Portugal, a julgar pela quantidade
de turistas nos meses de verão. Havendo também uma afluência em abril devido à Páscoa.
Também no inverno a entrada de turistas é significante, nesta época Portugal, mais
propriamente o Algarve é procurado pela população mais idosa, que procuram calor durante a
estação fria.
Os principais turistas, são provenientes do Reino-Unido, Alemanha, Países-Baixos e Irlanda,
pois as condições de radiação solar são piores do que em Portugal, tornando-se este num
destino de férias.
Há um contraste a nível da insolação entre o sul (maiores níveos) e norte (com menores
níveis), para além de ter menores níveis de insolação, o norte possui um clima mais fresco e
ventosa, tornando-se num destino menos procurado pelos turistas.
Utilização da Energia Solar
De forma ativa
o Para aquecimento (energia térmica)
o Para a produção de eletricidade (eletricidade fotovoltaica)
De forma passiva
Aproveitamento da energia para aquecimento de edifícios e habitações, onde a construção
deve ser baseada na eficiência energética (permitam ganhos de energia solar e diminuição
de ganhos excessivos de calor no verão)
Isto é possível através da orientação dos edifícios (para sul) e do isolamento térmico dos
mesmos
Problemas na Produção de Energia
Grande investimento inicial
Grandes áreas para a sua instalação
Dificuldades no armazenamento e no transporte
Sobrepovoamento do litoral (grande consumidor de energia elétrica), em relação ao
interior sul (local onde há maior aproveitamento de radiação solar
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Recursos
hídricos
54.
Página | 54Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Recursos hídricos
A água é um bem precioso. É ela que possibilita a existência humana.
A água é essencial porque precisamos dela para beber, produzir eletricidade e regar os campos
agrícolas. Mas coloca-se uma questão: Será que teremos água suficiente (qualidade e
quantidade) para satisfazer as necessidades da população? Esta questão coloca-se pois apesar
do Planeta Terra ser, maioritariamente constituído por água, grande parte dela não é dirigida
para o nosso consumo.
Disponibilidade hídrica da Terra
Água na Terra Água doce
Curiosidade
Os recursos hídricos veem a escassear devido à poluição da água
Existe uma grande disparidade a nível de acesso a água potável
Ciclo da água – Sistema fechado
A água é um recurso renovável que se encontra em movimento, e pode ser encontrada em 3
estados físicos da matéria: Sólido (neves, gelos); Líquido (rios, lagos, oceanos e águas
subterrâneas) e Gasoso (vapor de água).
Tendo em conta que a maior parte da água existente (≈98%) se encontra nos oceanos, iniciamos
o ciclo no mesmo. Podemos então por começar por dizer que o responsável pelos início deste
ciclo é o sol, como estudámos este irradia calor aquecendo assim a água dos oceanos o que leva
à sua posterior evaporação para a atmosfera. É também de suma importância saber que o vapor
de água pode também chegar à atmosfera através do fenómeno de sublimação dos gelos e das
neves e/ou da evapotranspiração.
55.
Página | 55Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
O vapor de água vai para atmosfera e as massas de ar ao arrefecerem condensam. A
condensação é um fenómeno que se torna visível quando se dá a formação de nuvens. Estas
são formadas por água no estado líquido sob a forma de pequenas gotículas em suspensão. As
correntes de ar movem as nuvens ao longo do globo e, nesse movimento, as gotículas que
formam as nuvens colidem e crescem, quando se tornam suficientemente pesadas, caem sob a
forma de precipitação, no estado líquido (chuva) ou sólida (neve ou granizo). Ao precipitar sob
a forma sólida vai alimentar, entre outros, as calotes de gelo e os glaciares.
Grande parte da precipitação cai diretamente nos oceanos, reiniciando-se o ciclo hídrico.
Outra parte cai sobre os continentes, onde, por ação da gravidade vai escoar à superfície (água
de escorrência)
Parte dessa água é drenada pelos rios e levado até ao oceano;
A outra parte “alimenta” os lagos, e por infiltração, os lençóis de água.
Noções
Evaporação Passagem da água no estado líquido para o estado gasoso
Sublimação Passagem da água do estado sólido para o estão gasoso, sem passar
pelo estado líquido, ou vice-versa
Evapotranspiração Transpiração das plantas e de todos os seres vivos, que vai para a
atmosfera sob a forma gasosa
Condensação Passagem da água no estado gasoso para o estado líquido.
Precipitação Queda de gotículas de água provenientes das nuvens que colidem. Esta
pode sob a forma de chuva (estado líquido), neve ou granizo (estado
sólido).
Escorrência Água que escoa à superfície (escorrência superficial) ou no subsolo
(escorrência subterrânea)
Infiltração A água das chuvas é intercetada pelo solo e, por ação da gravidade,
desloca-se para o interior do solo as várias profundidades
Aquíferos Extensos canais de água subterrâneos resultantes da infiltração.
56.
Página | 56Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Humidade Atmosférica
Humidade absoluta Quantidade de vapor de água existente numa unidade de volume de
ar. Exprime-se em gr/m₃
Ponto de saturação Quantidade máxima de vapor de +agua que o ar pode conter a uma
determinada temperatura. Exprime-se em gr/m₃
Humidade relativa Relação entre a quantidade de vapor de existente num dado volume
de ar e a quantidade máxima de vapor de água que esse ar pode
conter. Exprime-se em %
Relação entre a humidade absoluta e o ponto de saturação - H.R=H.AP.S x 100
Exercício
Um dado volume de ar a uma certa temperatura possui:
H.A = 5 gr/m₃
P.S = 10 gr/m₃ H.R=510 x 100
H.R = ? H.R=0,5 x 100
H.R=50% →
Caso haja:
Aumento da Temperatura → o Ponto de Saturação aumenta → a Humidade Relativa diminui.
Diminuição da Temperatura → o Ponto de Saturação diminui → a Humidade Relativa aumenta,
ficando-se mais próximo da ocorrência de precipitação.
Noções
Higrómetros Medem a humidade absoluta e a humidade relativa
Termo-higrómetros Medem a temperatura e a humidade relativa
Condições
Dd atmosféricas
Variação da
Temperatura
Ponto de saturação Humidade relativa
Subida da temperatura Aumenta Diminui
Descida da temperatura Diminui Aumenta
Neste caso, o ar contém metade
do vapor de água que pode conter
57.
Página | 57Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
A circulação geral na atmosfera
A atmosfera da Terra exerce uma pressão à superfície (pressão atmosférica) que ´+e fruto da
força exercida pelo ar. Essa pressão não é sempre constante e varia com:
Altitude Quanto maior for a altitude, menor é a pressão em virtude da
menor espessura da atmosfera que está por cima e vice-versa.
Temperatura Quanto maior é a temperatura menor é a pressão e vice-versa.
Densidade do ar Quanto maior é a densidade maior é a pressão isto porque:
ar + denso → + partículas → + pesado → - altitude → + pressão
Espaço e Tempo Isto porque os fatores anteriormente descritos não se
observam de igual modo em todo o Planeta.
Pressão
Alta pressão ≥ 1013hPa
Pressão normal = 1013hPa →
Baixa pressão ≤ 1013hPa
Circulação em altitude; na Vertical
Circulação à superfície; na Horizontal
Traduz a pressão exercida pela
atmosfera num determinado ponto
da superfície.
D
Divergente Convergente
O ar ascende em espiral, mas
converge à superfície e diverge em
altitude
Durante a subida o ar torna-se
mais frio e húmido
Nas regiões afetadas por
depressões, como a pressão é
baixa no centro, o ar ascende e
arrefece, logo condensa mais
facilmente dando origem a nuvens
O ar desloca-se da pressão maior
para a menor
1015hPA
1020hPA
1025hPA
1015hPA
1010hPA
O ar é descendente em espiral e
diverge à superfície e converge em
altitude
Durante a descida o ar torna-se
quente e seco
Nas regiões afetadas por
anticiclones o céu estará limpo e
com fraca nebulosidade
Convergente Divergente
58.
Página | 58Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Distribuição em latitude dos centros de pressão
Portugal encontra-se entre as altas pressões subtropicais e as baixas pressões subpolares
1005hPA Centro de
baixas pressões
ou Depressão
Centro de altas
pressões ou
Anticiclone
Nota
A ascendência do ar ou a sua subsidência está relacionada com o Efeito de
Coriolis, que designa o desvio dos ventos consoante o hemisfério.
Portanto, os ventos deslocam-se das altas para as baixas pressões, sendo que no
hemisfério norte, o desvio dos ventos é para a direito e no hemisfério sul para a
esquerda (relacionado com o movimento da Terra).
O valor mais alto tem que
estar no meio e diminuir
para fora
O valor mais baixo tem
que estar no meio e
aumentar para fora
Equador
Tropico de Câncer
Tropico de Capricórnio
P.N
Circulo Polar Antártico
Circulo Polar Ártico
P.S
Baixas Pressões Subpolares
Altas Pressões Subtropicais
Baixas Pressões Equatoriais
Altas pressões polares
59.
Página | 59Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Origem dos anticiclones e das depressões barométricas
A existência destes centros poder ser de origem térmica ou de origem dinâmica.
As baixas pressões equatoriais têm origem térmica (altas temperaturas) e origem dinâmica
(ascensão do ar no encontro dos ventos alísios)
As altas pressões subtropicais são de origem dinâmica (o ar que foi obrigado a subir nas
regiões do equador, desce sobre os trópicos).
As baixas pressões subpolares são de origem dinâmica (a ascendência do ar resulta do
encontro entre os ventos de Oeste com os ventos de Leste)
As altas pressões polares são de origem térmica (resultam das baixas temperaturas)
Circulação geral da atmosfera: à superfície - ventos (1) e em altitude - células (2)
A intensa radiação solar nas regiões equatoriais aquece o ar, o que provoca a sua ascendência,
pois o ar aquecido é mais leve. O ar ao ascender arrefece e condensa, o que confere às regiões
equatoriais um cariz extremamente chuvoso. Esta zona designa-se por CIT (Convergência
Intertropical). O ar termina a sua ascendência na estratosfera e dirige-se para os polos
sofrendo um desvio para a direito devido ao Efeitos de Coriolis.
Aos, aproximadamente, 30ºN o ar inicia a sua subsidência, criando uma zona de altas pressões,
designada por zona de altas pressões subtropicais. Esta subsidência inibe a existência de
nuvens e por consequência de precipitação, é por esta razão a razão pela qual os grandes
desertos quentes se localizam nesta baixa (Deserto do Saara e do Calaári).
O ar subsidente ao atingir a superfície dirige-se:
CIT
Frente polar
2 1
60.
Página | 60Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Em direção ao equador (virando para oeste). Neste caso temos os ventos alísios
(grande regularidade em termos de velocidade e direção)
Em direção aos pólos (virando para este). O ar tropical vindo os anticiclones encontra o
ar frio polar vindo das depressões subpolares. O ar quente e o ar frio não se misturam,
por isso o ar frio desloca-se sob o ar quente, formando-se a frente polar (entre
40º→inverno e 60º→verão). O ar muito frio e muito denso das regiões polares dá
origem a altas pressões polares.
Massas de ar que afetam Portugal
O desigual aquecimento ao longo do ano dos dois hemisférios faz com que a circulação da
atmosfera se altere significativamente, conforme a época do ano.
No verão do hemisfério norte, os raios solares atingem o norte do equador com menor
obliquidade. Isto faz com que a CIT se situe mais a norte. A subida de CIT faz com que, por sua
vez, os anticiclones subtropicais se desloquem também mais para norte, assim como a frente
polar. Desta forma Portugal fica sob a influência do anticiclone dos Açores, responsável por
Verãos quentes e secos.
No inverno, o hemisfério norte recebe menos radiação solar, Em virtude disso, o ar arrefece, e
os anticiclones polares ganham intensidade e exercem a sua força sob as regiões meridionais
“empurrando” as perturbações da frente polar mais para sul. Ao mesmo tempo, a CIT desloca-
se para sul do equador. Nesta época, a frente polar exerce a sua influência sob o território
português, responsável por Invernos frescos e chuvosos.
As massas de ar – Porção de ar de grande dimensão com características de
temperatura, humidade e densidade homogéneas
Polar Marítima – fresco e chuvoso
Polar Continental – fresco e seco
Tropical Marítima – quente e
chuvoso
Tropical Continental – quente se
seco
61.
Página | 61Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Massas de ar que afetam Portugal
As massas de ar geram combinações diferentes de tipos de tempo que, em Portugal podem ser
muito contrastados entre o verão e o inverno e, mesmo entre Verãos e Invernos diferentes.
Assim no verão há um predomínio de massas de ar tropical marítimo, originárias do Atlântico
na área de influência do Anticiclone dos Açores. Esta massa de ar dá origem a um tipo de
tempo, cuja temperatura apesar de elevada é agradável.
Pelo contrário, as massas de ar tropical continental, oriundas do norte de África, geram
grandes ondas de calor no território nacional. As temperaturas sobem normalmente acima do
35ºC.
No inverno, e em especial no outono, as massas de ar tropical marítimo podem exercer a sua
influência, dando origem a um tempo mais quente e chuvoso.
As massas de ar polar marítimo, são mais típicas no inverno e estão na origem de um tempo
fresco e chuvoso, associado à passagem sucessiva de perturbações frontais. Igualmente
comuns são as massas de ar polar continental, que estão associadas a tipos de tempo muito
frio e seco. São a típicas situações anticiclónicas de inverno, com acentuado arrefecimento
noturno.
Frente polar e os tipos de tempo associados
Quando diferentes massas de ar se encontram, não se misturam pois têm densidades
diferentes. O ar quente é mais leve e menos denso do que o ar frio, portanto o ar frio tende a
ficar sob o ar quente, que ascende quando entra em contacto com o ar frio.
Quando duas massas de ar se encontram, criam-se áreas de contacto que se designam por
superfícies frontais. O ponto de contacto entre a superfície frontal e o solo designa-se por
frente. As frentes podem ser:
Quentes – O ar quente avança sobre o ar frio
Frias – O ar frio avança em cunha sob o ar quente, obrigando este a subir, por vezes,
de forma intensa.
Noções
Estado de tempo Situação meteorológica verificada num dado momento num
determinado lugar.
Estado de tempo = situação meteorológica = condições atmosféricas
Formação e evolução de uma perturbação frontal.
Formação
Ar frio polar
Ar quente tropical
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Página | 62Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Desenvolvimento
Oclusão
Oclusão
Corte vertical (ver
pagina seguinte)
63.
Página | 63Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Distribuição da precipitação em Portugal
Em Portugal continental, existe um contraste na distribuição da precipitação: norte/sul e
litoral/interior. A região mais chuvosa é o Noroeste, enquanto que as regiões interiores são as
regiões mais secas.
A noroeste do país é também visível uma vasta densidade de serras, que formam a barreira de
condensação. Nestes sistemas montanhosos, as vertentes ocidentais estão expostas às massas
de ar vindas do oceano, tornando-se estas nas vertentes mais chuvosas, enquanto que as
vertentes orientais estão mais abrigadas.
O norte é mais afetados pelas perturbações frontais, quanto que o sul é mais afetado por
anticiclones (fator latitude)
Outras razão de maior pluviosidade a norte está relacionado com o relevo mais acidentado,
comparativo com o sul (fator relevo)
Outro fator a ter em atenção está relacionado com a proximidade ou o afastamento do mar.
Nas ilhas, o principal fator na distribuição da precipitação está relacionado com o relevo, pois é
nas altitudes mais elevados do interior das ilhas e nas vertentes expostas aos fluxos
pluviométricos que registam elevados níveis de precipitação.
Tipos de precipitação em Portugal
Precipitação frontal
A chuva nas superfícies frontais resulta do contacto entre massas de ar de temperatura e
densidade diferentes: massa de ar polar, vindas do norte, e massa de ar subtropical, vinda do
sul, originárias dos anticiclones subtropicais.
O ar quente ao ascender sobre o ar frio arrefece e condensa dando origem, primeiramente, a
nuvens e depois à queda de chuva.
Precipitação orográfica
As precipitações orográficas formam-se quando uma massa de ar húmida encontra uma
barreira montanhosa e é obrigado a subir.
Ao subir, amassa de ar arrefece, e o vapor de água condensa, em particular na vertente mais
exposta ao fluxo. Na vertente oposta, acontece o contrário, ou seja, o ar subside, aquece e fica
mais seco.
Este processo está relacionado com o contraste litoral/interior
Nas ilhas este tipo de precipitação também é evidente.
Precipitação convectiva
O aquecimento, a que por vezes, o solo está sujeito faz aquecer o ar pela base. Este
aquecimento torna o ar instável e pode levar à sua ascendência.
64.
Página | 64Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
O ar ao subir, arrefece e o vapor de água condensa. Algumas precipitações convectivas podem
ser bastantes fortes e , por necessitarem do calor para se formarem são mais frequentes no
verão e no outono. Estes tipos de chuvas são mais frequentes no interior, longe da ação
moderadora do oceano.
Precipitação convergente
As precipitações convergentes resultam de uma descida da pressão à superfície terrestre,
originando a ascensão do ar, que assim arrefece e se aproxima do ponto de saturação,
aumentando a humidade relativa e consequente condensação e precipitação.
Esta chuva manifesta-se de forma intensa e é de curta duração (podem durar apenas 10
minutos). São típicas da região intertropical, nomeadamente equatorial, e de Verão no interior
dos continentes, devido às altas temperaturas.
Situações meteorológicas típicas em Portugal (ficha)
A irregularidade temporal e espacial da precipitação em Portugal.
Temporal
o Variação anual
Períodos mais chuvosos
Períodos mais secos
o Variação interanual
Anos muito chuvosos
Anos mais secos
Espacial
o Contrastes entre Norte/Sul
o Contraste entre Litoral/interior
Nota: No nosso país, regiões que necessitam de precipitação (água), quer para a agricultura
quer para outros fins, não a têm. Para agilizar tal situação têm sido tomadas medidas,
tais como:
Aproveitamento da água das chuvas através de barragens.
65.
Página | 65Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Recursos
hídricos
66.
Página | 66Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Clima de Portugal insular
Noções
Clima Sucessão habitual, num dado lugar , dos estados de tempo observados
durante um longo período de tempo (30 anos).
Elementos do clima Fenómenos atmosféricos que definem e caracterizam o clima
ex: Temperatura; vento; nebulosidade; pressão atmosférica
Fatores do clima Tudo aquilo que faz variar os elementos do clima
ex: Altitude; Latitude; proximidade ou afastamento do mar; exposição
das vertentes; correntes marítimas.
Gráfico termopluviométrico Gráfico que representa em simultâneo a variação da
temperatura e da precipitação ao longo do ano.
Mês seco Mês em que a precipitação é igual ou inferior ao
dobro da temperatura.
Temperatura média:
o Diurna
o Mensal
o Anual
Amplitude térmica
o Diurna
o Mensal
o Anual
Classificação do clima
QENTES
TEMPERADOS
Equatorial Tropical Desértico quente
Marítimo Mediterrâneo Continental
67.
Página | 67Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
FRIOS
Portugal tem um clima temperado mediterrâneo que vai perdendo as suas
características de um para norte e do litoral para o interior. Os contrastes climáticos que se
verificam no nosso país resultam da combinação de vários fatores, principalmente o relevo, a
latitude e a proximidade ou afastamento do mar.
O clima Açoriano e, em menor grau, o clima da Madeira têm características dos climas
temperados marítimos. A vertente sul da ilha da Madeira, por estar obrigada das massas de ar
húmidas vindas do Norte, é bastante mais seca, tendo a região do Funchal um clima
tipicamente mediterrâneo.
Os contrastes registados na distribuição da precipitação e da temperatura dão origem
aos seguintes climas:
Temperado mediterrâneo (sul e centro) - 1
Temperado mediterrâneo de influência marítima (norte litoral) - 2
Temperado mediterrâneo de influência continental (norte interior) - 3
Clima de montanha (áreas de maior altitude)
Temperado mediterrâneo (sul e centro)
Temperatura: Verãos quentes e Invernos amenos (Amplitude Térmica Anual Moderada) –
deve-se ao facto de receber os raios solares com maior ou menor obliquidade e ao facto
de se encontrar próximo ao Norte de África
Precipitação: Fraca – deve-se à proximidade dos anticiclones subtropicais
Fatores: Latitude e proximidade do mar.
Temperado mediterrâneo de influência marítima
Temperatura: Pequena Amplitude Térmica Anual (temperaturas amenas)
Precipitação: Abundante (concentrada no inverno e no outono)
Fatores: Latitude; disposição das vertentes e proximidade do mar
Temperado mediterrâneo de influência continental
Temperatura: Grande Amplitude Térmica – temperaturas baixas no Invernio e altas no
verão
Precipitação: Pouca precipitação, comparada com o temperado de influência marítima
Fatores: Relevo (disposição das vertentes); latitude; afastamento do mar
Clima de montanha
Temperatura: Grande diferença entre o verão e o inverno (Amplitude Térmica Grande)
Precipitação: Muito elevada
Fatores: Altitude – Existem serras que apesar de terem a mesma altitude, os níveis de
precipitação são diferentes (relacionado com a proximidade ou afastamento do mar)
Subpolares Polares
1
2 3
68.
Página | 68Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Balanço Hídrico Relação entre os ganhos e as perdas de água
Precipitação = Evapotranspiração + Infiltração + Escorrência
As disponibilidades hídricas de Portugal
Áreas mais húmidas – Norte litoral e áreas montanhosas
Áreas mais secas – Sul do Tejo
Os recursos hídricos
Águas superficiais – rios, lagos, lagoas, albufeiras
Águas subterrâneas – aquíferos e lençóis freáticos
Os rios
Rede hidrográfica Rios e seus afluentes e subafluentes
Bacia hidrográfica Áreas drenada por uma rede hidrográfica
Caudal Quantidade de água que passa numa dada secção do rio
(aumento da nascente para a foz)
Montante Nascente
Jusante Foz
Regime Variação do caudal
Perfil longitudinal União dos pontos do talvegue
Talvegue Pontos mais baixos de uma rio desde montante até jusante
Perfil transversal Forma do vale
Perfil de equilíbrio Perfil em que o declive diminuiu regularmente da nascente até
à foz
M M
J
J
69.
Página | 69Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Balanço Hídrico
Nos Superavit existe escoamento da água
Água cedida ao solo – Água que se infiltrou no solo e foi restituída durante
março – agosto.
Água restituída ao solo – Meses em que o solo esteve seco e agora recebe a água das
chuvas, recompondo-se.
Perfil longitudinal e transversal dos rios
Normalmente, os rios apresentam um maior declive de montante para jusante. A
representação gráfica do declive do leito do rio da nascente até à foz designa-se por perfil
longitudinal do rio.
Os rios modelam o seu perfil longitudinal através da erosão vertical exercida no fundo do leito.
Quanto maior for o declive maior será a velocidade do escoamento e por consequência maior
erosão. Por sua vez a quantidade de água relaciona-se com a precipitação
Uma maior capacidade erosiva vai desgastando o leito dos rios, arrancando materiais que
serão transportando até à foz.
O perfil longitudinal de um rio depende do nível da base (local onde se encontra a foz) que
pode ser o mar ou outro rio.
Se o nível da base descer, o rio entalha o seu leito;
Se o nível da base aumentar, o rio tem tendência a assorear o seu leito. Este processo
desenvolve-se de jusante para montante levando ao perfil de equilíbrio.
Superavit
hídrico
Défice
hídrico
Superavit
hídrico
Água
restituída ao
solo
Água cedida
ao solo
J F M A M J J A S O N D
70.
Página | 70Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Outro fator a ter em conta é o perfil transversal do rio, que nos
dá a forma do vale em determinadas secções do rio. A
montante, o vale tem a forma de “V”, é estreito e declivoso. À
medida que o escoamento aumenta, o vale vai alargando-se,
continuando a existir vertentes. Junto à foz (jusante), o vale
alarga-se significativamente e tem um fundo e plano. Aqui
pode mesmo ocorrer o fenómeno de meandrização
*Ação erosiva da água
Vale em V fechado
(garganta)
Vale em V
aberto/normal
Vale em caleira
aluvial
ou
Vale de fundo largo e
plano
C
Meandros
abandonados
→ A água ganha
velocidade
Aluviões – sedimentos
que acabam por ser
depositados no curso
inferior do rio
B
A
C
DESGASTE*
TRANSPORTE*
ACUMULAÇÃO*
→ Desagua por
vários canais
Curiosidade
Estuário – Desagua por
um só canal.
Contrariamente ao
delta
71.
Página | 71Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Fatores que influenciam o caudal do rio
Clima
Caso se registem elevados níveis de precipitação, a quantidade de água que vai circular na
rede hidrográfica será maior me vice-versa
Relevo
Caso a rede hidrográfica se encontre numa região montanhosa, o declive vai ser maior,
contribuindo assim para maior escorrência, logo o caudal será maior.
Caso a rede hidrográfica se encontra numa zona plana, isso irá contribuir para a infiltração,
reduzindo a quantidade de água que circulará na rede hidrográfica.
Cobertura vegetal
Caso a rede hidrográfica se encontre numa região de floresta densa, isso contribuirá para a a
infiltração e por sua vez o causal será menor
Caso a floresta seja menos densa, ocorrerá maior escorrência e, o caudal do rio será maior
A constituição pedológica e geológica
A rede hidrográfica pode estar, ou não, situada sob rochas/solo premiáveis ou impermeáveis;
Premiáveis: Infiltração – menor quantidade de água na rede hidrográfica
Impermiáveis: Escorrência – maior quantidade de água na rede hidrográfica
Ação do Homem
- Na construção de barragens, a água fica retida e, o homem, domina então a
quantidade de água que vai descarregar a partir da barragem para jusante.
- Desflorestação
- Impermeabilização dos solos (plásticos, alcatrão, etc).
O regime dos rios
Perenes (permanetes) – Mantém o caudal constante ao longo do ano, ou seja, escoa
água durante todo o ano - Caudal constante
Intermitentes (irregulares) – Variam sazonalmente (típico dos rios portugueses), ou
seja, só escoam água na estação húmida - Caudal elevado na estação húmida e baixa
na seca
Efémeros (torrenciais) – Ao longo do ano variam continuamente (relacionado com o
clima e/ou dimensão dos rios). Só tem escoamento quando ocorrem grandes chuvadas
O regime dos rios portugueses é irregular e com caráter torrencial:
Irregular – caudais elevados no inverno e baixo ou nulo no verão
Torrencial – Grande influência das fortes chuvadas
72.
Página | 72Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Construção de Barragens
VANTAGENS
Regularizar o regime dos rios
Produzir eletricidade
Reservar a água para a rega e abastecimento da população
Desenvolvimento de outras atividades turísticas
Criação de novas áreas de agricultura de regadio
DESVANTAGENS
Alto investimento inicial
Retenção de sedimentos transportados pelo rio
Alteração do ecossistema (fauna e flora)
Alterações no clima da região
Perda de campos agrícolas
Possibilidade de algumas populações serem obrigadas a deslocar-se
Possibilidade de agravamento de cheias - O objetivo das barragens é reter a água mas,
caso o total de enchimento da barragem coincidir com dias de precipitação elevada, a
água em excesso vai ter de ser descarregada, o que pode agravar o risco de inundação
nas áreas mais a jusante da barragem, sendo que isto está também relacionado com a
capacidade de armazenamento de água de cada barragem.
Noções
Convénios Acordos entre Portugal e Espanha em relação aos rios que cruzam
ambos os países
Ex: Deixar chegar parte da água a Portugal
Avisar Portugal em relação *as descargas das barragens, etc.
Nota: Apesar de existirem convénios (Convenção Luso-espanhola 1998) entre Portugal e
Espanha, continuam a existir vários problemas de ordens diferentes:
A poluição das águas, o que vem refletir-se em Portugal
Contrição de novas barragens e a realização de transvases
Agravamento de cheias por descargas das barragens espanholas
Redução dos caudais em tempo de seca
Transvases Desvio da água de um rio para outro ou irrigação.
Possibilita uma distribuição espacial da água
Leito de estiagem Zona ocupada por uma quantidade menor de água que acontece no
verão. No inverno ocorre o leito de inundação.
ou leito menor
73.
Página | 73Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Sentido do escoamento dos rios portugueses
Maioria NE - SW
Douro E - W
Sado S - N
Guadiana N - S
Maiores bacias hidrográficas de Portugal
Mondego
Sado
Vouga
Maiores bacias hidrográficas Luso-espanholas
Tejo
Douro
Guadiana
Lagoas e albufeiras
Tanto as lagoas como as albufeiras, são importantes reservatórios de água doce.
Em Portugal, as lagoas existentes são pequenas e de pouca profundidade.
As albufeiras (lagos que se formam pelo enchimento de uma barragem) constituem os
mais importantes reservatórios de água superficial em Portugal, isso associado a todas as
vantagens de uma barragem.
Águas subterrâneas
Granito e
xisto
Calcário
Calcário
Areias e
argilas
É na bacia do Tejo e do Sado e nalgumas eras das orlas
mesocenozóicas onde se registam maiores níveis de água no
subsolo. Isto devido ao facto de o tipo de rocha nestes locais
ser permeável (areias; argilas e calcário). Por sua vez, é no
maciço antigo, constituído por xisto e granito onde se verificam
menores níveis e água existente.
74.
Página | 74Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Noções
Aquíferos Reservatórios de água com grande capacidade de armazenamento,
resultante da infiltração das águas em áreas de rochas permeáveis.
Encontram-se a grandes profundidades (rochas impermeáveis.
Depende:
Características geológicas
Quantidade de precipitação
Lençóis freáticos Reservatórios de água, mas que se encontram a uma menor
profundidade (rochas permeáveis)
Produtividade aquífera Quantidade de água que é possível extrair continuamente em
condições normais, sem afetar a reserva e a qualidade de água
dos aquíferos.
Depende:
Precipitação ocorrida
Extração da água
Efeitos da maré nos aquíferos costeiros (maré alta – aquífero sobre e vice-versa)
Alteração do regime de escoamento de rios influentes (que recarregam os aquíferos)
Evapotranspiração, etc.
Os aquíferos em Portugal, podem ser de 3 tipos:
Aquífero poroso
Aquífero constituindo
essencialmente por areias
(Bacia do Tejo e do Sado)
Aquífero cársico
Aquífero que contém
cavidades originadas pela
dissolução da rocha calcária
Aquífero fraturado ou
fissurado
Aquífero relacionado com
fraturas na rocha granítica
↓
Orlas
↓
Maciço antigo
↓
Bacia do Tejo e do
Sado
75.
Página | 75Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
O maciço antigo, é constituído por rochas poucos permeáveis: xistos e granitos. A água só
consegue infiltrar-se onde as rochas estão fissuradas.
A Bacia do Tejo e do Sado possui o maior sistema de aquíferos da península ibérica.
É uma região especialmente rica em reservas de água subterrânea, porque nela convergem
água das regiões envolventes, mais elevadas, e porque possui vários aquíferos muito porosos.
As regiões das orlas, são também ricas e bastante exploradas. Na orla Meridional existem
situações de sobre-exploração dos aquíferos, em virtude das fracas precipitações e da pressão
turística que se exerce nesta região, particularmente no verão.
Na orla ocidental, os sistemas de aquíferos são também muito importantes e de elevada
produtividade. São regiões onde há grandes extensões de rocha calcária por vezes muito
carsificada, o que facilita a infiltração da água
Noções
Algar Abertura/fratura aproveitada para a entrada de água
Exsurgência Nascente de um rio que provém de um aquífero
Ressurgência Rio que, devido ao facto de solo ser calcário, disparasse à superfície e
surge, novamente, uns quilómetros á frente.
Poluição dos recursos hídricos
AGRICULTURA
Excessiva e incorreta utilização de
químicos
Sistemas de rega inadequados
Efluentes das pecuárias
INDÚSTRIA
Utilização da água em sistemas de
arrefecimento e lavagem
Efluentes contaminados por diversos
químicos e matéria-orgânica
DOMÉSTICO
Grande consumo de água
Esgotos (vírus e bactérias)
Gestão da água segundo o setor de atividade
AGRICULTURA
Utilização de técnicas de irrigação pouco
consumidoras de água
Seleção de culturas mais adequadas as
condições climáticas da diferentes regiões
Reutilização da água previamente sujeita a
tratamento
INDÚSTRIA
Utilização de técnicas mais eficientes e
menos consumidoras de água
Utilização da mesma água para fins
diferentes
Tratamento de águas residuais e sua
reutilização
DOMÉSTICOS/ EMPRESAS DE CPMÉRCIO/SERVIÇOS
Utilização de máquinas de lavar roupa e loiça
com doseador de carga
Criação de hábitos que evitem desperdícios e
gastos desnecessários
Reutilização da água tratada dos autoclismos em
regas.
76.
Página | 76Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Gestão dos recursos hídricos
1. Problemas que põe em risco as disponibilidades hídricas
ATIVIDADES AGROPECUÁRIAS Uso intensivo de pesticidas e adubos nas atividades
agrícolas; deposição de dejetos de animais resultantes
desta atividade.
RESÍDIOS INDUSTRIAIS Descarada de efluentes, resultantes desta atividade
EFLUENTES DOMÉSTICOS Deposição de lixos urbanos em aterros; construção
deficiente de fossas céticas.
SALINIZAÇÃO Resulta da exploração excessiva dos aquíferos
Faz sentir-se no litoral, sobretudo onde se regista
exploração/captação de água dos aquíferos (Algarve)
Nota: É muito dispendioso fazer a dessalinização
DESFLORESTAÇÃO Pode dever-se a incêndios florestais ou ao abate de
árvores para diversos fins (madeira; crescimento
urbano; construção de vidas de comunicação; ect)
Consequências
Aumento da escorrência e diminuição da infiltração
Aumento da erosão dos solos que compromete a recarga dos aquíferos
EUTROFIZAÇÃO Corresponde a uma descarga excessiva de
nutrientes/fertilizantes em lagos e rios, o que leva a
um crescimento exponencial de algas nas águas que
absorvem o oxigénio, o que pode provocar a extinção
das espécies aí existentes.
2. Problemas com o tratamento de águas residuais
Um dos problemas está relacionado com o desfasamento que existe entre as fossas céticas e o
saneamento, isto é, ainda há muitas águas residuais que não são levadas para as ETARs. O
outro problema está relacionado com as próprias ETARs, pois, teoricamente estas funcionam
bem mas, na prática denotam deficiência em alguns aspetos.
3. Problemas da distribuição e do consumo de água
EM Portugal, são visíveis disparidades ao nível do consumo e da distribuição da água
Ao nível da distribuição, existem desigualdades regionais, havendo regiões com falta de água
(sul e interior), isto porque as nascentes encontram-se principalmente a norte e nas orlas de
Portugal.
Existe também uma disparidade a nível do consumo, pois é o setor agrícola que regista
maiores níveis de consumo de água, seguido da indústria e depois do consumo doméstico
77.
Página | 77Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
4. Importância dos planos de ordenamento (POA e POBH)
Tanto o POA (Plano de Ordenamento das Albufeiras) como o POBH (Plano de Ordenamento
das Bacias Hidrográficas), têm particular importância na gestão dos recursos hídricos, por
forma a assegurar um melhor conhecimento e racionalização dos recursos hídricos.
POA Está concentrado nas barragens e nas respetivas albufeiras
POBH Gestão das águas internacionais;
Gestão dos efluentes
Planos intermunicipais Junção de municípios para obter recursos hídricos em
quantidade e qualidade
Outros planos
PNA (Plano Nacional da Água)
DQA (Diretiva-Quadro da Água)
5. Potencializar os recursos hídricos
Ao nível do consumo, será necessário implementar medidas para que a água seja
racionalizada, por forma a evitar desperdícios.
Será também necessário intensificar as fiscalizações ao funcionamento das ETARs
Proteger, tratar e reutilizar a água
Fazer o seu aproveitamento para novas utilidades
Outras medidas para preservar os recursos hídricos
Aplicação dos princípios do poluidor pagador e do utilizador pagador (pagamento das
taxas progressivas, segundo a poluição causada)
Regulamento e fiscalização de lançamento de efluentes poluidores nos cursos de água
e nos solos
Incentivos às empresas para a reconversão das tecnologias, tornando-as mais amigas
do ambiente
Racionalização do consumo nos setores domésticos, agrícolas e industriais
78.
Página | 78Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
BARRAGEM DO ALQUEVA
Para elém de todas as vantagens associadas a uma barragem. A barragem do alqueva tem
uma associação com a estação fotovoltáca da amareleja. Esta associação tem por objetivo
unir, ou seja, usar os mesmo meios, na distribuição da energia
Para além da associação, primeiramente referida, existe atmbém um parque éolico que está
também associado à barragem. A água passa n as turbinas para fazer girar e produzir
electrecidade mas depois, essa mesma água é bombeada para trás e, assim obter mais ganhos
de energia
A construção da barrage do Alqueva, baseou-se nas consequência positivas para as regiões
envolventes (dinamização da região). Isto porque, era uma região pobre e seca que praticava a
agricultura de equeiro.
A irregularida da precipitação em Portugal
Temporal
o Variação anual – Período mais/menos chuvoso
o Variação interanual – Anos muitos chuvoso/secos
Espacial
o Contrastes
Norte - Sul
Litoral – Interior
79.
Página | 79Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Recursos
marítimos
80.
Página | 80Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Recursos piscícolas
O peixe é o recurso marítimo mais explorado. Dando assim origem a variadas atividades, tais
como:
Pesca A atividade piscatória, apesar de se encontrar em decréscimo, continua a deter
uma importância bastante significativa nalgumas regiões do litoral português.
Aquicultura A aquicultura era já praticada pelos romanos e pelos gregos contudo, só a
partir da década de 60, a sua atividade foi generalizada, sobretudo nos países
mais desenvolvidos.
Esta atividade realiza-se, normalmente, em tanques de terra,
reaproveitamento muitas vezes dos tanques das antigas salinas (forma arcaica
de praticar a aquicultora). Esta pode ser praticada em regime intensivo*, semi-
intensivo* e extensivo*.
A nível nacional a aquicultura é maioritariamente praticada em água salgada, à
exceção da cultura da truta que é praticada em água doce.
Regime intensivo Tipo de regime que se constitui com a existência de um
tanque, onde há um controle rigorosa da ração dada.
Tipo de regime mais barato.
Regime semi-intensivo Tipo de regime, cuja alimentação pode ser tanto de origem
marítima como fornecida pelos aquicultores.
Tipo de regime mais dispendioso.
Regime extensivo Tipo de regime, onde os peixes estão cercados, e cuja sua
alimentação se baseia nos recursos fornecidos pelo mar.
Indústria Conserveira A indústria das conservas (sobretudo do atum e da sardinha)
foi das atividades mais rentáveis em Portugal. A 1ª fábrica de
conservas abriu em Setúbal em 1880.
Sal
A extração do sal, que em tempos se encontrava presente em tida a costa portuguesa,
apresenta-se hoje praticamente restrita ao Algarve, cuja produção no ano de 2002
representou 94% do total, sendo a restante repartida pela ria de Aveiro (3%), o estuário do
Mondego (1,6%) e o estuário do Sado (1,4%).
Algas
A exploração das algas, que tradicionalmente serviam de fertilizantes agrícolas, pode constituir
atualmente uma potencialidade enquanto matéria-prima para a indústria cosmética,
farmacêutica, bioquímica, gastronómica, etc.
Atividade turística
O turismo em Portugal encontra no litoral um dos seus locais privilegiados. As características
climáticas associadas à extensão e beleza da costa portuguesa são fatores atrativos para
grande parte dos turistas que escolhem Portugal como destino de férias.
Peixe enlatado,
congelado ou salgado
81.
Página | 81Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Recursos energéticos
o Energia das ondas
Até há pouco tempo era raramente utilizada; o projeto da ilha do Pico foi um bom exemplo,
mas já se encontra desativado. Atualmente já se estão a fazer novos projetos para a costa
portuguesa.
o Energia eólica
O vento é uma ótima fonte de energia primária para a produção de eletricidade, apresentando
baixos custos. Prevê-se que entre 2005 e 2010, esta fonte de energia se possa comparar à
energia produzida a partir de combustíveis fósseis.
As ventoinhas eólicas são colocadas juntas à linha da costa, não exclusivamente, devido a esta
ser uma zona ventosa.
Potencialidades do Litoral
O mar é uma importante via de comunicação, facilitando as torças comerciais;
O mar dá um caráter mais suave ao clima;
O mar atrai a população. A litoralização em Portugal testemunha a forte atração
que o mar exerce.
Tipos de costa
Portugal tem uma extensa linha de costa sujeita a uma importante ação marinha, que modela
os seus atuais contornos através de processos de erosão, transporte e acumulação. A ação do
mar sobre a linha de costa desencadeia uma modificação constante, originando paisagens
litorais variadas. Existem 2 tipos de costa:
Costa de Arriba Costa Alta; habitualmente escarpada – resulta da abrasão marinha
sobre as rochas de grande dureza e resistência (granitos, xistos,
calcários, etc).
Costa de Praia Costa baixa – resultante da acumulação de areias pelo mar,
transportadas ao longo da costa pela corrente de deriva litoral.
Nos arquipélagos da Madeira e dos Açores, dada a natureza vulcânica do seu relevo, a dureza
das respetivas rochas e o défice de elementos finos transportados pela ribeira, cerca de 98% é
de arriba.
A natureza das rochas é considerada o fator principal que determina o tipo de costa, mas
existem outros fatores que também influenciam as suas características, designadamente os
movimentos das águas do mar (as correntes marítimas; as marés; as ondas; etc), a diversidade
dos fundos oceânicos e a ação das águas fluviais junto à foz.
Costa Portuguesa
Como resultado de um longo processo de assoreamento das lagunas costeiras da foz do
rios e do transporte de areias ao longo do litoral pelas correntes de deriva, a linha da costa
portuguesas apresenta um traçado bastante retilíneo, com poucas saliências/reentrâncias, o
que torna os locais abrigados para a implementação de atividades portuárias
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Página | 82Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Norte de espinho
o Não há condições para a construção de portos marítimos
Espinho – Nazaré
o Alternância de costa alta e baixa, contudo com predominância de costa baixa e
arenosa
Nazaré - Rio Tejo
o Costa alta e rochosa
Lisboa - Sagres
o Costa alta e rochosa, intercalada por praias;
o Abriga importantes portos marítimos
Costa Algarvia
o Até à Quarteira, acosta é alta e rochosa com algumas reentrâncias. Da
Quarteira a Vila Real de Stº. António a costa é baixa e arenosa, com praias
extensas. O acidente mais importante é o Lido/Ria de Faro.
Ação do mar na linha da costa → Abrasão Marinha
Fatores condicionantes
Natureza das rochas
Rochas mais duras → menos erosão OU Rochas menos duras → mais erosão
Características do relevo da costa
Relevo acidentado → menos erosão OU Relevo plano → mais erosão
Intensidade do movimento das águas
Mar violente → mais erosão OU Mar brando → menos erosão
Movimentos orogénicos
Movimento de levantamento → mais erosão OU Movimento de abatimento → menos erosão
Oscilação do nível do mar
Subir → mais erosão OU Recuar → menos erosão
Ação dos rios junto à foz
Acumulação de sedimentos
Características dos fundos marítimos
Fundos irregulares → água mais movimentada → mais erosão
Fundos planos → água menos movimentada →menos erosão
Noções
Erosão Ataque na linha da costa
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Página | 83Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Ação do Homem (antrópica) sobre a linha da costa
Barragens
o Impede a passagem de sedimentos, o que, em condições normais seriam
transportados até ao mar
Extração de areias
Pressão urbanística
Destruição de dunas
Erosão marítima
Ação Mecânica Ação Química
Acidentes do Litoral
HAFF-DELTA DE AVEIRO
Fatores que condicionam a sua formação:
o Costa baixa e arenosa
o Corrente marítima (Norte-Sul)
o Ventos dominantes do quadrante Oeste
o Vários rios a desaguar na laguna
o Serra da Boa viagem a sul
O Haff resulta da acumulação de sedimentos depositados pela corrente do Golfo – origem
marítima. É também de origem fluvial, sendo os sedimentos transportados pelo rio Vouga,
Sétimo e Águeda, os quais formaram cordões litorais (Restingas*) paralelos à costa, impedindo
o contacto do rio com o mar e acelerando o assoreamento.
O assoreamento muito rápido e intenso acabou por aproximar as duas restingas.
*Conhecido também por cordão arenoso ou barra.
Ação Hidráulica
O movimento das ondas gera energia
(energia cinética – sendo esta tanto
maior quanto maior foi a agitação das
águas). A água das ondas ao embaterem
em obstáculos rochosos, vão entrar nas
pequenas fendas existentes,
comprimindo assim o ar que estava no
seu interior. Ao recuar, o ar expande-se,
provocando a desagregação de mais
fragmentos aumentos o tamanho
dessas cavidades e facilitando a
desagregação mecânicas
A água do mar
transporta uma grande
quantidade de
fragmentos de diversos
tamanhos que,
projetados durante o
movimento das ondas
contra as arribas,
provocam a sua erosão
Metralhagem
Reações químicas entre a
água e os materiais
rochosos
Faz abrandar a corrente,
conferindo à parte Norte a
acumulação de sedimentos.
84.
Página | 84Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Nota: É designado por Haff, devido aos seus “braços de areia” serem resultado do mar e
também do rio
RIA/LIDO DE FARO
Entre a Quarteira e o Cancelo existe outra forma resultante de um forte
assoreamento e de águas pouco profundas – Lido de Faro.
Os detritos que formam a costa de
Lido, em Faro, provêm
fundamentalmente da costa rochosa
de barlavento, ou sendo arrastados
numa corrente de sentido W-E, e
sobretudo, das areias que estão na
plataforma continental e que o mar
faz chegar até próximo da linha de
costa, formando então as ilhotas/restingas ideais para o desenvolvimento de espécies avícolas
e piscícolas.
Existe então um forte assoreamento devido à baixa profundidade que se faz sentir neste local.
Sendo assim, o mar perde força acabando por depositar os sedimentos neste local.
Nota: Ria – água que entra pela terra adentro, ocupando as zonas mais baixas
formando assim ilhotas arenosas.
Noções
Sapal Zona que pode ficar coberta ou não de água, consoante as marés.
Estuários do Tejo e do Sado
A importância dos estuário está influência nas marés, ou seja, até onde a água chega em maré
alta.
Os estuários do Tejo e do Sado constituem outra forma de ação conjugada dos rios e do mar. O
rio contacta com o mar num só canal e há então a acumulação de sedimentos junto às
margens. Estas zonas ficam cobertas na maré alta e descobertas na maré baixa.
O estuário do Sado encontra-se praticamente fechado devido à grande acumulação de
sedimentos transportados pela corrente deriva litoral e que constituem uma extensa restinga.
Neste caso é necessário recorrer ao desassoreamento.
Ribeiras sem influência
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Página | 85Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
TÔMBOLO DE PENICHE
Ilha que se liga ao continente pela acumulação de sedimentos vindos do mar.
Tem um cariz extremamente importante pois constitui um acidente do litoral
natural e significativo para a construção de portos marítimos.
As potencialidades destas zonas
As potencialidades do Haff-delta de Aveiro; da Ria/Lido de Faro; dos estuários do Tejo e do
Sado e do Tombolo de Peniche, são de ordem ambiental e económica.
Ordem ambiental
Constituem um paraíso para aves aquáticas (são locais de nidificação, repouso ou
hibernagem de variadíssimas espécies de aves).
São áreas de grande diversidade de ecossistemas
São áreas de atração turística
Ordem Económica
Permitem o desenvolvimento de atividades portuárias
Permitem o desenvolvimento de atividades ligadas à pesca; à piscicultura (cultura que
desenvolve apenas a criação de peixe); à aquicultura (cultura que para além da criação
de peixe, pratica a criação de outras culturas, como o marisco, as algas, etc.) e à
extração de sal.
Relação entre os Acidentes do Litoral e Portos marítimos
As características da costa portuguesa são pouco propícias à instalação de portos marítimos
com condições favoráveis à navegabilidade.
Falo então da profundidade e da agitação do mar e da deficiência em reentrâncias
Em relação à agitação do mar, isto faz com que os portos portugueses se localizem,
frequentemente, a sul dos acidentes do litoral, procurando contornar a adversidade desta
inconveniência.
Isto acontece porque o vento sopra de Norte, e como a formação das ondas é gerada pelo
vento, o lado Norte dos acidentes torna-se então mais agitado, preferindo o sul para a
construção de portos abrigados.
Nos estuários a localização dos portos encontra-se no próprio acidente.
Deste modo, como a costa portuguesa é praticamente retilínea é necessária a construção de
portos artificiais (paradões), dos quais a Povoa do Varzim constitui um exemplo.
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Página | 86Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Principais fatores que influenciam a riqueza piscatória
Temperatura da água – zonas onde há encontro de correntes quentes com correntes
frias, há maior abundância de peixe, pois a oxigenação da água é maior.
Luminosidade
Salinidade
Oxigénio da água
Em conclusão, dependem da profundidade e das correntes marítimas.
Todos estes fatores contribuem para uma maior ou menor abundância de plâncton.
Plataforma Continental
A dimensão dos oceanos não se faz acompanhar da abundância de recursos. Existe uma
grande concentração quer em quantidade quer em diversidade da fauna e da flora marinha em
áreas restritas, que se classificam biologicamente ricas e portanto atrativas para as atividades
marinhas. Insere-se aqui a plataforma continental.
A plataforma continental é a extensão da costa, onde as águas atingem no máximo 200m de
profundidade que rodeia os continentes. Na direção do mar a plataforma é limitada por uma
área de grande declive – Talude continental, que faz a transição para as planícies abissais.
A plataforma continental portuguesa é grande em comprimentos mas pequena em largura. O
seu declive é pouco acentuado e a sua largura é muito variável (oscila entre 30Km-60Km).
Nalguns casos é quase inexistente (Cabo de Santa Maria – 8Km), contudo noutros atinge o seu
máximo (Cabo da Toca – 70Km). Nas ilhas a plataforma é também bastante pequena, pois o
declive da plataforma é muito acentuado devido ao cariz vulcânico das ilhas.
A nível mundial, estas zonas representam apenas 10% da superfície dos oceanos, contudo 80%
das espécies piscícolas capturadas encontram-se nestes locais. Além disso, é também mais rica
em recursos do subsolo, como o petróleo. A riqueza piscícola da plataforma continental resulta
das suas características, que favorecem o desenvolvimento de várias espécies animais e
vegetais:
Tem pouca profundidade (facilitando a entrada de luz)
Abundância em oxigénio (devido à agitação das águas)
Baixo teor em sal (devido à água dos rios)
Água rica em nutrientes (desenvolvimento do plâncton devido à matéria
orgânica transportada pelos rios)
Correntes marítimas e a existência de recursos piscícolas
As correntes marítimas, que podem ser frias ou quentes, são um fator condicionante e
importante no desenvolvimento de espécies marinhas. A formação do plâncton dá-se nas
águas frias, tornando-as então mais ricas em peixe.
As zonas de contacto de correntes frias com correntes quentes, são aquelas onde a
concentração e diversidade de peixe são maiores, pois aqui, as águas tornam-se mais agitadas,
logo mais oxigenadas e o plâncton é abundante, bem como as oscilações de temperatura e
salinidade.
A costa portuguesa é influenciada pela corrente quente do Golfo, que vem do México e
encaminha-se para a Europa (sentido SW-NE), no entanto a norte de Portugal sofre um
inflecção devido aos ventos, afetando assim a nossa costa. Apesar de ser chamada de quente,
em Portugal é fria pois vem do Norte.
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Página | 87Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Efeito de Upwelling
Nos meses de verão a nortada – ventos fortes de norte – sopra junto ao litoral e afasta as
águas superficiais para o largo. Desenvolve-se então uma corrente de compensação, o
uwelling, que se desloca na vertical, trazendo à superfície as águas profundas, mais frias e mais
ricas em nutrientes, que desencadeiam, em pouco tempo, a abundância de espécies como a
sardinha e o carapau, favorecendo a atividade piscatória nesta época.
ZEE – Zona Económica Exclusiva
Com o aumento da atividade piscatória, a nível mundial, assim como o excesso de capturas,
muitos países começaram a querer delimitar as suas águas, para impedir a entrada livre de
barcos de outra nacionalidades.
Esta questão gerou conflitos, pois os países queriam apropriar-se de zonas marítimas cada vez
mais extensas. Então a partir de 1982, legitimou-se o afastamento até 200milhas da costa,
para plena exploração em profundidade e do subsolo. Surge assim a Zona Económica (ZEE),
para cada país, tendo em Portugal definido a sua em 1977.
Área Portugal detém umas das maiores ZEE’s do mundo devido aos arquipélagos.
Peixe Não é de grande riqueza piscatória. Logo a frita portuguesa vêsse obrigada a
operar fora da ZEE para satisfazer as necessidades da população
Noções
Águas Territoriais Faixa do litoral que vai até às 12 milhas (22Km).
Como se desenvolve a atividade piscatória?
Existem várias atividades económicas ligadas aos recursos marítimos, mas é a atividade
piscatória a mais importante, até porque os portugueses são dos maiores consumidores de
peixe a nível mundial.
No entanto a atividade piscatória tem um contributo reduzido para o PIB.
Atividades relacionadas com a pesca
As regiões de maior atividade piscatória.
A nível de descargas, o Algarve e Centro são as regiões de maiores descargas.
Segue-se Lisboa, depois os Açores e, por último a Madeira.
As diferenças nas descargas estão relacionadas com os tipos de pesca praticados e com as
condições das infraestruturas portuárias e das embarcações
Comércio
Indústria (conserva;
farinhas/rações; salga e congela)
Turismo
Construção naval
antes depois
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Página | 88Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Principais áreas de pesca
A principal área de pesca em Portugal é o Mar Territorial (zona até 12 milhas da costa). Aí
trabalha cerca de 80% do total de pescadores, apresentando 83% do valor de produção de
pesca nacional.
Como o espaço marítimo português não é muito favorável à atividade piscatória, os
pescadores têm de recorrer às águas internacionais e mesmo a ZEE de outros países. No
entanto têm sido estabelecidas normas cada vez mais rigorosas que dificultam o acesso as
estas áreas.
Com entrada de Portugal na UE e a obrigação de respeitar as normas comunitárias e a Políticas
Comum de Pescas, as dificuldades aumentarem e Portugal tem, atualmente, a frota mais
pequena entre os estados-membros. É cada vez mais difícil obter licenças para pescar fora da
ZEE.
No entanto os portugueses continuam atuar nalgumas áreas de pesca longínqua:
Noroeste Atlântico (NAFO) É umas das áreas de pesca mais ricas do mundo quer
me quantidade como em diversidade. É a áreas mais
atrativa para os portugueses, sobretudo a Terra Nova e
a Gronelândia. Recentemente, passou a haver mais
restrições no intuito de preservar as espécies
(diminuição das quotas de pesca ou mesmo a proibição
da atividade), levando a que Portugal importe
Bacalhau, que tradicionalmente pescaria.
Nordeste Atlântico Zona muito rica biologicamente, onde se encontram
espécies como o bacalhau e o cantarilho. Foi umas
importante zona de pesca longínqua para Portugal ,
contudo devido às restrições importas, o numero de
embarcações portuguesas nesta ares diminui
drasticamente.
Centro-Leste Atlântico Tem sido uma alternativa para a frota portuguesa uma
vez que os países do Norte Atlântico têm imposto cada
vez mais restrições.
Atlântico Sul e Índico Ocidental Áreas menos procuradas pelos portugueses, mas pode
vir a ser uma alternativa a médio prazo.
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Página | 89Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Tipos de pesca
Em Portugal praticam-se vários tipos de pesca consoante o tipo de embarcações e técnicas
utilizadas. As embarcações podem agrupar-se da seguinte forma:
Aquelas que se deslocam apenas nas águas nacionais e em redor – praticando a pesca
local e a pesca costeira
Aquelas que trabalham em águas internacionais e afastadas – que praticam a pesca de
largo e a pesca longínqua.
Tipos de embarcações
Embarcações Características
Embarcação de pesca local
Barcos de madeira; pequenos (-9m); trabalham junto à
costa (máx. 10milhas); utilização de técnicas artesanais
Embarcações de pesca costeira
Dimensão superior a 9m; Podem atuar fora da ZEE,
tendo já técnicas de conservação do pescado possuem
autonomia para permanecer no mar alguns dias;
utilização de técnicas mais modernas
Embarcações de pesca de largo
Barcos de grande dimensão; tonelagem superior a
100TAB; trabalham para além das 12milhas, em águas
internacionais; podem permanecer no mar 2-3 semanas;
prática da pesca industrial
Embarcação de pesca longínqua
Navios grandes e bem equipados; grande autonomia;
trabalham muito longe dos portos de origem; Utilização
de técnicas modernas (sondas, radares, etc.); possuem
meios eficazes de conservação de peixe; podem
permanecer vários meses no mar.
Tipos de Pesca
Arrasto
Cerco
Rede de deriva
Dimensão da frota
Em Portugal domina a pesca local, com recursos a técnicas tradicionais; com embarcações
pequenas e feitas de madeira, tendo uma TAB muito reduzida. No entanto, esta atividade tem
sido muito importante para as comunidades de pescadores que têm na pesca tradicional o
único modo se sobrevivência.
Até à entrada de Portugal para a UE, os incentivos a este tipo de pesca eram muito reduzidos
ou até mesmo nulos, o que contribuiu para a degradação da frota portuguesa, não havendo
qualquer renovação ou introdução de técnicas modernas.
Após 1986, houveram então incentivos à modernização da frota pesqueira, através do apoio
dos fundos estruturais, como a FEOGA, com a atribuição de subsídios que têm permitido a
aquisição de barcos mais modernos e de equipamentos de navegação, de deteção e de
captura. O governo português, através da IFADAP, tem financiado o setor. Como resultado, a
frota portuguesa, sofreu uma reconversão qualitativa e quantitativa na última década. Este
desenvolvimentos tecnológico – uma frota mais moderna e equipada com sistemas de deteção
de cardumes, com modernos aparelhos de captura e com sistemas de conservação e
transformação do pescado em alto mar – tem sido um fator fundamental para o aumento da
produtividade e da competitividade da pesca portuguesa.
90.
Página | 90Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Contudo a vizinha Espanha, coloca no mercado português peixe a preços mais baixos.
Apesar de todo o esforço, a frota portuguesa tem vindo a decrescer, devido à Política Comum
das Pescas que visa o redimensionamento da frota com vista a rentabilizar os recursos
disponíveis.
Política Comum das Pescas
Se não conseguirmos os acordos com os outros países, isso obriga-nos a uma intensificação da
pesca na costa portuguesa, o que empobrece ainda mais a quantidade de peixe existente.
80% do peixe pescado em Portugal, provém das águas nacionais. Contudo é necessário
importar pois somos um pais grande consumir de peixe.
Infraestruturas portuárias
As infraestruturas portuárias, entre as quais se destacam os portos e as lotas, também não
favorecem o desenvolvimento do setor das pesas. Pois de um modo geral são pequenos, não
conseguindo albergar grandes embarcações; São pobres em condições naturais (acidentes do
litoral) e estão mal apetrechados. Por consequência, registarão um valor reduzido de
descargas.
Apesar de as infraestruturas estarem mal apetrechadas e com muitas carências, tem sido feito
um investimento em termos de equipamento de apoio, com a modernização de lotas,
instalações de redes de conservação e refrigeração, gruas de descargas, etc.
No entanto há ainda muito para fazer, como por exemplo
Inspeções sanitárias de todas as lotas
Melhoria das acessibilidades de muitos portos
Construção de molhes de proteção
Ampliação de algumas docas
Ordem decrescente dos portos mais significativos
1. Leixões (Matosinhos)
2. Peniche
3. Olhão
4. Portimão
5. Sesimbra
1
2
3
4
5
Nazaré
Aveiro
Figueira da foz
Lisboa
Sines
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Página | 91Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Qualificação da mão de obra
Em Portugal, em 2004 havia ainda mais de 20 mil pescadores matriculados. Trata-se de uma
profissão que passa de geração para geração, mas que nos últimos anos com a crise de setor e
com as alterações da sociedade, a profissão deixou de ser atrativa para os jovens. No entanto
comparados os valores com os restantes estados-membros da UE Portugal detém valores
bastante elevados. O que se relaciona com o facto de a pesca em Portugal ter ainda um caráter
muito tradicional e pouco modernizado.
As baixas qualificações dos pescadores constitui também um entrava à modernização deste
setor.
Para tentar ultrapassar estas dificuldades, a UE, através da Política Comum de Pescas em
Portugal, tem apostado na formação profissional dos pescadores (pescador, marinheiro,
contramestre, etc.). a partir da 1986, foram criados, por todo o país, centros de formação do
“Forpescas”, apoiados pelo FSE.
Apesar do número de cursos ter aumentado, o número de formandos está a diminuir, por isso,
não está relacionado com a falta de cursos, mas sim com outros motivos, como a falta de
interesse da população jovem por esta atividade, as condições do trabalho nada aliciantes, a
instabilidade do setor, entre outros.
Problemas ambientais
A POLUIÇÃO DO MAR
A poluição dos mares tem origens muito diversas, mas os problemas originados pela
exploração, transporte, acidentes e limpeza de petroleiros
Todos os anos milhões de toneladas de crude passam pelos oceanos e, como Portugal,
nomeadamente a ZEE, está na rota da maioria dos petroleiros, a costa portuguesa é muito
vulnerável a esses acidentes, em particular às marés negras.
Além dos petroleiros, a costa portuguesa está sujeita aos «despejos» de indústrias, que enviam
os seus esgotos, não tratados, diretamente para o mar, com produtos muito poluentes
(químicos, plásticos …)
A poluição dos mares pode ser:
Química Com substâncias químicas nocivas às espécies
Física Com a alteração da temperatura da água (as centrais nucleares usam a
água para arrefecer os reatores, causando uma alteração da temperatura da água quando
direcionada para os rios.)
Destruição dos fundos marinhos etc. (Devido às redes de arrasto que
destroem os corais, etc.)
Biológica Com a introdução de vírus e bactérias.
As diferentes fontes de poluição
1º Efluentes domésticos (rurais e urbanos) 2º Tráfego de navios petroleiros
3º Acidentes com navios petroleiros 4º Poluição das águas dos rios
5º Emissões naturais (vulcões) 6º Efluentes industriais
7º Limpeza de tanques em alto mar
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Página | 92Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
A SOBRE EXPLORAÇÃO DOS RECURSOS
Outro problema ambiental grave reside no excesso de exploração dos recursos marinhos,
porque durante anos a atividade piscatória foi feita sem qualquer controlo.
A exploração desenfreada de espécies, põe em risco o equilíbrio do ecossistema. Com efeito,
os desequilíbrios atuais foram desencadeados por dois processos:
Rutura das cadeias alimentares;
Exploração excessiva dos recursos.
Surgem, assim, os problemas de espécies em vias de extinção. Quando se pesca apenas
espécies na idade adulta e com moderação, não se reduz substancialmente a quantidade
global de peixe, podendo inclusive favorecer o seu aumento
A sobre exploração de recursos é agravada com a utilização de determinadas técnicas, como a
pesca não seletiva*, tornando-se necessário controlar o uso de redes de malhagem apertada,
que contrariam as normas em vigor. São as capturas excessivas ou inadequadas que põem em
risco a capacidade de regeneração de certas espécies, a integridade do ecossistema marinho
como um todo e mesmo os rendimentos provenientes da atividade piscatória.
*Tipo de pesca onde é capturado tudo mas, como só pode chegar a terra x quantidade de
peixe, é necessário desperdiçar uma grane quantidade de peixe
Como fiscalizar as águas nacionais e da ZEE?
A ZEE portuguesa é a maior da Europa, o que constitui uma vantagem, embora traga
igualmente desvantagens, das quais se destaca, desde logo, a sua fiscalização.
Para a preservação e gestão dos recursos marinhos, é fundamental que Portugal disponha de
um sistema eficaz de vigia e controlo das atividades, não só da frota estrangeira, mas também
da portuguesa. No entanto, não é isso que acontece: a ZEE é insuficientemente patrulhada por
falta de meios técnicos e humanos, nomeadamente, a falta de embarcações rápidas, de meios
aéreos e informáticos e de técnicos especializados.
Estas carências levam a que, na maioria dos casos, não se consiga prevenir ou punir as
infrações efetuadas por navios portugueses e estrangeiros. De entre estas, destacam-se:
A captura de espécies não permitidas, devido ao seu peso e/ou dimensão e que pode
acelerar a sua extinção;
O tipo de pesca praticado e o uso inadequado da malhagem da redes;
O desrespeito pelas quotas* de pesca e TAB;
Desperdícios de espécies que são capturadas indevidamente e não comercializáveis;
A descarga de produtos poluentes, que vão desde a lavagem dos petroleiros até
produtos altamente tóxicos, como mercúrio e o chumbo;
A utilização do espaço da ZEE para transporte de substâncias proibidas ou para o
contrabando.
Se o controlo não for eficaz, as consequências serão graves para Portugal, designadamente:
O esgotamento dos recursos marinhos existentes nas águas portuguesas;
O aumento do tráfego clandestino não só de produtos proibidos (droga) como
também de outros que podem pôr em risco a segurança nacional (armas);
O aumento da poluição marítima e de catástrofes ambientais, como aquelas que
foram provocadas pelo prestige e pelo new world.
*Quantidade de peixe que pode ser pescada
**Tonelagem de Arqueação Bruta – Capacidade de pescado suportada por um navio
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Página | 93Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Pressão sobre as áreas costeiras
A progressiva degradação da costa portuguesa é sobretudo, pelo aumento da urbanização das
áreas costeiras e pelo turismo balnear desordenado que cresce em Portugal.
A pressão urbanística sobre litoral faz-se de múltiplas formas com graves problemas
ambientais, como:
A construção sobre arribas e dunas;
A destruição das dunas;
A sobre exploração dos aquíferos;
A produção excessiva de recursos e de efluentes urbanos;
A redução da biodiversidade, com a destruição da fauna e da flora locais.
Medidas de recuperação do litoral:
Consolidação das arribas;
Recuperação das dunas;
Demolição de certas construções;
Construção de exporões.
Atividades económicas a potencializar no espaço marítimo?
Aquicultura
Trata-se de uma atividade, com benefícios para o ambiente, uma vez que pode colaborar na
preservação de espécies piscícolas evitando a sobre exploração de recursos.
Esta atividade, em Portugal, tem uma importância ainda reduzida, encontrando-se em
expansão, uma vez que exige investimentos inicias bastante elevados.
Existem 3 tipos de aquicultura:
o Em regime intensivo
o Em regime Semiextensivo
o Em regime extensivo (menos poluente)
Importância da aquicultura:
o Evita a sobre exploração de espécies marinhas
o Revitaliza os stocks
o Gera emprego
o Permite o abastecimento do mercado
Nota Impactos ambientais desta atividade
o Antibióticos dados aos peixes, afetando a qualidade da água que depois é
lançado para o mar aquando a lavando dos tanques; E afetando a saúde do
homem através da ingestão deste peixe “contaminado”
o Farinhas/Rações – as rações dos peixes são feitas com os peixes que não são
vendidos na lota.
o Lavagem dos tanques, como já referi em parte.
o
Curiosidade: A água salobra é mais propícia à atividade da aquicultura.
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Página | 94Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
A indústria conserveira
A indústria de conservas foi uma das atividades mais rendíveis em Portugal. Contudo nas
últimas décadas, esta atividade entrou em recessão por falta de modernização neste setor. O
Estado tem feito um esforço para renovar e dinamizar as antigas fábricas de conservas, mas os
efeitos têm sido diminutos.
Atualmente, estão em expansão algumas atividades de conservação do pescado, como os
produtos congelados e os alimentos semicozinhados.
Extração de algas
A apanha de algas, outrora largamente utilizadas como adubo natural na agricultura, tem
vindo a perder a importância e as estatísticas referentes à apanha de algas para a utilização
industrial revelam valores pouco significativos e decrescentes.
A produção de sal
A direção-geral das pescas tem procurado incentivar a reativação desta atividade como uma
das formas de potencializar o espaço marítimo. Algumas das antigas salinas têm sido
recuperadas, até porque se tem assistido a uma valorização comercial de certos tipos de sal,
designadamente a flor de sal.
A exploração petrolífera
Foram feitas algumas sondagens e destas foram encontrados bons indícios de petróleo.
A atividade turística
A costa portuguesa tem inúmeras potencialidades para o turismo, que é um dos principais
recursos económicos de Portugal.
Atendendo às condições climáticas e à extensão da linha de costa, o turismo balnear é o mais
importante de Portugal, daí a excessiva pressão urbana e de construção que a atividade tem
exercido no litoral, É uma atividade que tem potencializado o espaço marítimo e que pode
ainda melhorar; no entanto, tem causado igualmente graves problemas ambientais.
É importante que esta atividade venha a desenvolver-se, mas de forma sustentada e criando
novos focos de interesse, como a exploração aquática, a observação de golfinhos e baleias,
que pode reduzir a forte sazonalidade turística, geradora de muitos problemas.
Um inconveniente desta atividade é o facto de ter um caráter sazonal
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Página | 95Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
O aproveitamento das energias renováveis
Quanto ao setor energético, o litoral apresenta grandes potencialidades, nomeadamente na
energia das marés, das ondas e na energia eólica, embora não tenham sido até hoje
aproveitadas.
o A energia das ondas – Num futuro próximo, a energia das ondas poderá
representar a maior fonte de energia renovável da terra. Este é o mais recente
desafio no que respeita a produção de eletricidade com energias renováveis.
Portugal vai ser o primeiro país a nível mundial a implementar uma plataforma
comercial de aproveitamento das ondas do mar para gerar energia.
o A energia eólica – O aproveitamento da energia eólica, tão abundante na costa
portuguesa, é reduzido, no entanto em franco desenvolvimento. Estão em
desenvolvimento projetos para um parque eólico em Vila nova de Cerveira,
prevendo-se numa fase posterior, a construção de aerogeradores completos.
A importância dos Planos de Ordenamento da Orla Costeira (P.O.O.C.)
A elevada pressão a que a costa portuguesa está sujeita tem dado origem a desequilíbrios
ambientais graves:
A destruição e degradação dos sistemas naturais, como as dunas;
A artificialização da linha de costa através da construção de pontões;
A deterioração e degradação da paisagem com o excesso de construção desordenada.
É necessária uma intervenção urgente, não só para parar com os “atentados ambientais”, mas
também para reordenar as áreas degradadas. Para isso existem os POOC (planos de
ordenamento da orla costeira), definidos em 1992, e que, em articulação com outros planos,
nomeadamente os PDM, procuram promover o ordenamento do território, tentando
revalorizar e requalificar as praias, consideradas estratégicas a nível ambiental e turístico.
A área de cada POOC engloba: as águas marítimas, costeiras e interiores, e os respetivos leitos
e margens.
Os POOC têm como ações prioritárias:
A identificação das áreas de maior vulnerabilidade e a defesa da costa;
Ordenamento, a valorização e a requalificação ambiental da orla costeira;
A defesa e a reabilitação dos sistemas dunares;
A recarga das praias;
A valorização das praias.
É fundamental preservar e proteger o espaço marítimo e a sua envolvente, daí a
importância da constituição de áreas protegidas junto ao litoral.
Âmbito dos POOC
Os POOC incidem diretamente sobre:
As águas marítimas costeiras e interiores, respetivos leitos e margens, com faixas de
proteção definidas no âmbito de cada plano;
A zona terrestre de proteção cuja largura máxima é de 500m, contados a prtir do
limite da margem das águas do mar
A faixa marítima de proteção que tem como limite máximo a batimétrica -30m
(profundidade).
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Página | 96Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
A rentabilização do litoral e dos recursos marinhos
A potencialização do espaço marítimo tem que passar pela implementação de um conjunto de
medidas que permitam uma exploração sustentada dos seus recursos, nomeadamente:
O incentivo e apoio à expansão da aquicultura*;
O incremento de atividades que permitam a obtenção de produtos com valor
comercial, por exemplo, a reativação das salinas e a extração da flor do sal;
A modernização e reativação da indústria de conservas, como a da sardinha e do atum;
A interligação das capturas efetuadas com essas indústrias de modo a fornecer-lhes a
matéria-prima;
O aumento da competitividade da indústria transformadora do pescado, como o peixe
congelado e os pratos semicozinhados, apostando na inovação e na qualidade;
O incentivo a investigação cientifica e à inventariação de recursos, como o apoio as
atividades piscatórias mais adequadas, evitando a extinção das espécies;
A proteção dos recursos, sobretudo dos que estão em perigo, racionalizando as
capturas;
A reconversão da frota de pesca, bem como das infraestruturas portuárias;
A valorização dos recursos humanos através da formação profissional dos pescadores,
assim como medidas de proteção social;
O reforço da vigilância e do controlo do espaço marítimo português (ZEE);
O incremento de atividades turísticas sustentadas, que não aumentem a
vulnerabilidade do litoral;
O aproveitamento das energias renováveis (energia do mar)
*Importância
Evita a sobre-exploração dos recursos marítimos
Revitalização do stock
Gera emprego
Permite o abastecimento do mercado
Imposição de quotas
Fiscalização das redes
Redução da frota
Sistemas sofisticados
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As
áreas
rurais
e
As
áreas
urbanas
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Página | 98Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Agricultura em Portugal
Em Portugal, a agricultura é uma atividade cuja contribuição para a criação de riqueza, por
exemplo, no Produto Interno Bruto e no Valor Acrescentado Bruto, tem vindo a decrescer.
Tendência esta que se mantém para os restantes estados membros, devendo-se
essencialmente aos desenvolvimento das atividade dos setores II e III, cuja participação
aumentou muito e tende a crescer, sobretudo o setor III.
No entanto, o setor agrícola mantém ainda algum peso:
Na criação de emprego;
Na ocupação do espaço e na preservação
da paisagem;
Constitui uma base económica em
algumas áreas rurais do país.
Regiões Agrárias Divisão territorial com
características agrícolas afins.
As características das 9 regiões agrárias (7 – continente;
2 – ilhas), refletem as condições naturais e a ocupação humana do
território
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Página | 99Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
Fatores condicionantes da agricultura
CLIMA
Coincidência do tempo quente com a estação seca e do tempo frio com a estação húmida.
Portanto falta humidade em períodos de temperaturas elevadas e vice-versa, dificultando o
desenvolvimento agrícola. Por esta razão os agricultores veem-se obrigados a recorrer à rega no
verão, o que se torna dispendioso. Outro fator é a irregularidade dos estados de tempo (Intra-
anual → entre os meses; Interanual → entre anos).
RECURSOS HÍDRICOS
A existência de recursos hídricos é fundamental ara a produção agrícola, pelo que se torna mais
fácil e abundante em áreas onde a precipitação é mais regular. Em áreas de menor precipitação,
é necessário recorrer a sistemas de rega artificial.
FERTILIDADE DOS SOLOS
A fertilidade do solo:
Natural (depende das características geológicas rocha - do
relevo e do clima);
Criada pelo homem (fertilização incorreta dos solos)
RELEVO
Em relevos planos, a fertilidade dos solos é geralmente maior, assim como a possibilidade de
modernização das explorações. Se o relevo for mais acidentado, a fertilidade dos solos torna-se
menor e há maior limitação no uso de tecnologia agrícola e no aproveitamento e organização
do espaço.
Formas de adaptação aos condicionalismos naturais
CLIMA
o Construção de estufas
o Recurso a sistemas de rega
ESCASSEZ DE RECURSOS HÍDRICOS
o Recurso a sistemas de rega
mais modernos
O passado histórico é um dos fatores que
permite compreender a atual ocupação dos
solos. Aspetos como a maior ou menor
densidade populacional e acontecimentos ou processos históricos refletem-se, ainda hoje, nas
estruturas fundiárias – dimensão e forma das propriedades rurais.
Influencia diretamente a produção,
tanto em quantidade como em
qualidade. Em Portugal,
predominam os solos de fertilidade
média ou baixa, o que condiciona
bastante a agricultura.
SOLOS POBRES
o Fertilização dos solos
o Recursos ao pousio
o Correção dos solos
o Escolha de espécies que melhor de
adaptam às características do solo
TERRENOS ACIDENTADOS
o Construção de socalcos
100.
Página | 100Hugo Miguel Medinas Carril nº 18 11º D
No Norte, a fragmentação foi favorecida por fatores como:
Relevo acidentado; abundância de água e fertilidade natural dos solos
Caráter anárquico do processo de reconquista e o parcelamento (divisão) de terras
pelo clero e pela nobreza
Elevada densidade populacional
Sucessivas partilhas de heranças beneficiando igualmente todos os filhos
No Sul, o predomínio de grandes propriedades está relacionado com:
Relevo mais ou menos plano (pene planícies); clima mais seco; maior fertilidade
natural dos solos.
Feição mais organizada da reconquista e da doação de vastos domínios ais nobres e às
ordens religiosas e militares.
OBJETIVO DA PRODUÇÃO
Quando a produção se destina ao auto consumo, as explorações são geralmente de pequena
dimensão e, muitas vezes, continuam a utilizar técnicas mais artesanais.
Se a produção se destinar ao mercado, as explorações tendem a ser de maior dimensão e mais
especializadas em determinados produtos, utilizando tecnologia moderna (máquinas, sistemas
de rega, estufas, etc.), o que contribui para uma maior produtividade do trabalho e do solo.
POLÍTICAS AGRÍCOLAS
As políticas agrícolas – orientações e medidas legislativas – quer nacionais quer comunitárias
(UE), são atualmente fatores de grande importâncias, uma vez que:
Influenciam as opções dos agricultores relativamente aos produtos cultivados (Não se
pode cultivar todo o tipo de produtos. Existem quotas para a quantidade e produtos
cultivados)
Regulamentam práticas agrícolas, como a utilização de produtos químicos;
Criam incentivos financeiros, apoiam a modernização das explorações, (São dados
subsídios que incentivam a cultivação de determinadas culturas7espécies. Exemplo: o
Milho está muito barato, portanto de não houvessem subsídios, os produtores
deixavam de produzir), etc.
Paisagens agrárias
Espaço rural Tudo o que está no meio rural;
Nesta desenvolvem-se atividades agrícolas, e também outras como:
o artesanato; o turismo, a produção de energias renováveis, etc.
No espaço rural destaca-se:
Espaço agrário O que está no espaço rural mas relacionado com a agricultura,
portanto, áreas ocupadas com a produção agrícola (animal e/ou
vegetal) – pastagens e florestas; habitações dos agricultores;
infraestruturas e equipamentos associados à atividade agrícola –
caminhos; canais de rega; estábulos; etc.