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RENASCIMENTO
UFCD 4326 – Património Artístico e Cultural
Trabalho realizado por:
Daniela Soriano
INTRODUÇÃO
Este trabalho surge no âmbito da UFCD 4326 – Património Artístico e Cultural, a pedido da
formadora Patrícia Garcia que nos propôs que fizéssemos um trabalho sobre o Renascimento.
Neste trabalho irei abordar os diferentes aspetos do Renascimento como o seu contexto
histórico como onde surgiu, em que época, as suas fazes, como era a civilização na altura e ainda
falar sobre a arte renascentista como a pintura, escultura, arquitetura e ainda resumidamente a
literatura.
RENASCIMENTO
O Renascimento foi um movimento caracterizado por mudança a nível cultural,
econômico, político, social, religioso, artístico, filosófico e cientifico que surgiu na Itália do século
XIV mas só se solidificou no século XV prolongando-se até o século XVII por toda a Europa.
Este foi um período em que a Europa recupera-se da crise do sec. XIV (Crise económica,
guerra, Peste Negra, etc.). Existiu um grande aumento populacional assim como a produção, o
conhecimento com a cultura grega e latina e as descobertas, ou seja, há um renascimento
económico e intelectual.
.
RENASCIMENTO
Designa-se de
renascimento, visto que, foi inspirado
nos valores da Antiguidade Clássica
em que passa-se a dar mais valor ao
Homem e à Natureza ( ideal
humanista , antropocentrista e
naturalista).
Foi uma época marcada
pelas transições da maneira do
homem pensar assim como a
transição do feudalismo para o
capitalismo.
DIFERENÇA
Feudalismo
• Existiu na Europa durante a Idade Média, entre os séculos V e
XVI
• Trabalho servil
• Principal Setor económico: Agricultura
• Trocas de mercadorias. Pouco uso de moedas.
• Trabalhador preso à terra, devendo obrigações ao senhor
feudal.
• Poder econômico concentrado nos senhores feudais.
• Sistema artesanal na produção de mercadorias.
• Sociedade com pouca mobilidade social.
• Baixo desenvolvimento de tecnologias.
• Predomínio do sistema de subsistência.
Capitalismo
• Surgiu na Europa durante o séc. XV, ainda presente na economia .
• Trabalho assalariado
• Principal Setor económico: Comércio, finanças e industria
• Utilização de moedas, pouca troca de mercadorias
• Trabalhador livre para escolher.
• Poder econômico na burguesia comercial, financeira e industrial.
• Sistema de produção com uso de maquinaria.
• Sociedade com maior Mobilidade social
• Grandes desenvolvimento de tecnologias.
• Predomínio do sistema visando o lucro, acúmulo de capital e
enriquecimento.
COMO SURGIU?
O Renascimento surgiu na Itália, onde teve maior expressão, mais
especificamente da região italiana Toscana cujos principais centros são as
cidades de Florença e Siena.
Não foi mero acaso que foi em Itália que surgiu este movimento. Esta
reunia as condições necessárias, era um meio urbano, tinha um grande poder
económico, tinha uma burguesia empreendedora (com bastantes posses), as
cidades eram autónomas, possuíam escolas e universidades, um pais com
bastante história (ruinas romanas, ruinas gregas na Cecília e sul) e acolheu
refugiados constatinoploes que possuíam grandes conhecimento da cultura
grega e romana.
COMO SURGIU?
Foi em Itália que
descobriu o papel e a imprensa
(papel oriundo da china e
impressa descoberta por
Gutenber)
A burguesia e papa
italiano apoiavam os artista
desta época dando-lhes bolsas
de estudo e encomendado
obras de arte.
RENASCIMENTO
O renascimento foi caracterizado por 3 fazes
distintas, essas fases estão profundamente relacionadas com o
renascimento artístico e cultural que começou mais
precisamente na cidade de Florença.
Ainda que elas apresentem características comuns,
como por exemplo: o humanismo e a inspiração na arte
clássica, diferem-se em alguns aspetos.
3 FASES DO RENASCIMENTO
• Trecento (século XIV)
• Quatroccento (século XV)
• Cinquecento (século XVI)
TRECENO
A primeira fase do renascimento, designa-se de
treceno uma vez que foi desenvolvido a partir de 1300 em Florença,
Itália.
Caracteriza-se pelo momento de transição entre a
Idade Média e a Idade Moderna em que se nota o surgir de
questões humanistas, além das inspirações clássicas.
Além disso, na pintura a tridimensionalidade marca
essa rutura com o estilo anterior: o estilo gótico. Os artistas mais
dignos dessa fase foram: Giotto (Pintor), e os escritores Dante
Alighieri, Francesco Petrarca e Giovanni Bocaccio.
QUATROCENO
A segunda fase do renascimento foi
desenvolvido durante os anos de 1400, dando origem ao
seu nome.
Esta assinala o auge do renascimento artístico e
cultural na Itália onde cada vez mais, outros países
europeus começam a aderir ao movimento e portanto este
período pode ser também designado como de Alta
Renascença. É uma fase de consolidação das
artes, com a divulgação de diversas obras e artistas, dos
quais se destacam Leonardo da Vinci, Sandro Botticelli,
Filippo Brunelleschi e Massacio.
QUATROCENO
Foi aprofundamento dos aspetos que envolvem o
humanismo renascentista como a busca da beleza e perfeição das
formas, inspirados na cultura greco-romana que distinta esta fase.
Ainda que os temas explorados estejam relacionados a
religião, muitos artistas desta fase utilizaram a mitologia e outros
temas pagãos.
Os mecenas, ricos (reis, príncipes, condes, duques,
bispos, nobres e burgueses) que financiavam as artes, foram
fundamentais para o desenvolvimento da arte.
CINQUECENO
O terceiro e ultimo período renascentista desenvolveu-se durante os
anos de 1500.
Nesta fase, os artistas começam a afastar-se dos temas religiosos e assim,
notamos a mistura dos temas religiosos e ateus nas obras.
Nesta época, o estilo renascentista se solidifica em diversas partes do
continente europeu como: Portugal, Espanha, França e Alemanha.
Destacam-se os artistas Rafael Sanzio e Michelangelo e na literatura
Erasmo de Roterdã e Nicolau Maquiavel.
Também foi nesta fase que o movimento renascentista começa a entrar
em decadência e já começam a surgir obras no estilo maneirista e barroco.
CARATERÍSTICAS DO
RENASCIMENTO
Os renascentistas rejeitavam os valores feudais e consideraram o período
medieval como a "Idade das Trevas", e como tal a época obscura seria eliminada por
um "renascimento cultural". Assim, opunham-se ao teocentrismo, ao misticismo, ao
geocentrismo e ao coletivismo.
O traço marcante do Renascimento era o racionalismo. Baseado na
convicção de que tudo se podia explicar pela razão e pela observação da natureza,
tentava-se compreender o universo de forma calculada e matemática.
O elemento central foi o humanismo, no sentido de valorizar o ser
humano, considerado a obra mais perfeita de Cristo.
Aqui surge o antropocentrismo renascentista, ou seja, a ideia do homem
como centro das preocupações intelectuais e artísticas.
CARATERÍSTICAS DO
RENASCIMENTO
Outras características do movimento
renascentista foram o naturalismo, o hedonismo e o
neoplatonismo.
O naturalismo introduzia a volta à
natureza.
O hedonismo defendia o prazer individual
como o único bem possível.
O neoplatonismo defendia uma elevação
espiritual, uma aproximação com Deus através de
uma interiorização em privação de qualquer busca
material.
CONCEITOS DO RENASCIMENTO
• Racionalismo
• Experimentalismo
• Individualismo
• Antropocentrismo
• Humanismo
• Cientificismo
• Universalismo
• Antiguidade Clássica
RACIONALISMO
Defender a razão humana.
Essa corrente filosófica foi importante para
desenvolver diversos aspetos do pensamento
renascentista. Com ele, o empirismo ou a valorização da
experiência, foram essenciais para a mudança de
mentalidade no período do renascimento.
O racionalismo está intimamente relacionado
com a expansão científica de forma que busca uma
explicação para as situações, fundamentada na ciência. Em
outras palavras, a razão é o único caminho para se chegar
ao conhecimento.
EXPERIMENTALISMO
Os renascentistas estavam
convictos de que a razão era o único
caminho para se chegar ao
conhecimento, e que tudo podia ser
explicado pela razão e pela ciência,
isto implicava um estímulo ou
provocação com o intuito de
conseguir uma resposta, aliás, sem a
iniciativa que leva à experiência não
tinham sido tão vastos os territórios
descobertos.
INDIVIDUALISMO
Representou uma das importantes características
do renascimento associados ao movimento humanista.
O homem é colocado em posição central e passa a
ser orientado, não somente pela igreja, mas também por
suas emoções. Assim, ele torna-se em um ser crítico e
responsável pelas suas ações no mundo.
ANTROPOCENTRISMO
Ao oposto do pensamento teocêntrico
medieval, onde Deus estava no centro do mundo,
surge o antropocentrismo em que homem como
centro do mundo.
Este conceito surge para salvar diversos
aspetos do ser humano. A inteligência humana foi
ampliada com as diversas descobertas científicas da
época.
Aqui o homem passa a ter uma posição
centralizada de destaque.
CIENTIFICISMO
Numa época de agitação, o conceito do
cientificismo foi de muita importância para mudar
a mentalidade do homem e trazer à tona
questões sobre o conhecimento do mundo.
Destacam-se as descobertas científicas
realizadas por Nicolau Copérnico, Galileu Galilei,
Johannes Kepler, Andreas Vesalius, Francis Bacon,
René Descartes, Leonardo da Vinci e Isaac
Newton.
UNIVERSALISMO
Foi desenvolvido sobretudo na educação
renascentista ampliada pelo desenvolvimento do conhecimento
humano em diversas áreas.
O homem renascentista procura ser um "polímata",
ou seja, aquele que não se especializa em uma área especifica,
mas sim o que detêm um grande conhecimento em diversas
matérias.
O maior exemplo de figura polímata do
renascimento foi sem dúvida, Leonardo da Vinci. Pode salientar-
se que no período renascentista, houve uma expansão de
escolas, faculdades e universidades, bem como a inclusão de
disciplinas relacionadas às humanidades (línguas, literatura,
filosofia, entre outras.)
ANTIGUIDADE CLÁSSICA
A retoma dos valores clássicos foi essencial
para o estudo dos humanistas. Um dos fatos
que facilitou muito o estudo dos clássicos foi a
invenção da imprensa, uma vez que a rapidez em
reproduzir das obras auxiliou na divulgação dos
conhecimentos.
Segundo os estudiosos da época, a filosofia
e as artes desenvolvidas durante a Grécia e a Roma
antiga usufruíam de um grande valor estético e
cultural, em contra partida da Idade da Média.
HUMANISMO
O humanismo surgiu na Itália em meados do século XIV,
foi um movimento de glorificação do homem e da natureza
humana, ou seja, o homem sendo a obra mais perfeita do Criador,
era capaz de compreender, modificar e até dominar a natureza.
O pensamento humanista provocou uma reorganização
no ensino das universidades, com a introdução de disciplinas como
poesia, história e filosofia.
Os humanistas buscavam interpretar o cristianismo,
utilizando textos de autores da Antiguidade, como Platão, foi o
estudo dos mesmo que despertou o prazer pela pesquisa histórica
e pelo conhecimento das línguas clássicas como o latim e o grego.
HUMANISMO
A partir do século XIV, ao mesmo
tempo que os renascentistas se dedicavam ao
estudo das línguas clássicas, diferentes dialetos
davam origem às línguas nacionais.
O humanismo tornou-se exemplo para
muitos pensadores nos séculos seguintes,
inclusive para os iluministas do século XVIII.
RENASCIMENTO
CIENTÍFICO
O Renascimento foi assinalado por
importantes descobertas científicas, notadamente
nos campos da astronomia, da física, da medicina,
da matemática e da geografia.
Foi Nicolau Copérnico, que negou a teoria
geocêntrica defendida pela Igreja, ao afirmar que "a
terra não é o centro do universo, mas simplesmente
um planeta que gira em torno do Sol" - teoria
heliocêntrica.
RENASCIMENTO
CIENTÍFICO
Galileu Galilei descobriu os anéis de
Saturno, as manchas solares, os satélites de
Júpiter. Sendo obrigado a negar as suas
ideias/descobertas publicamente por ser
perseguido e ameaçado pela Igreja.
Na medicina desenvolveram-se
conhecimentos sobre a circulação
sanguínea, métodos de cauterização e
princípios gerais de anatomia.
ARTE RENASCENTISTA
RENASCIMENTO ARTÍSTICO
Arte do renascimento expressou as preocupações que
surgiram na época, com o desenvolvimento comercial e urbano, e a
dignidade, a racionalidade e a individualidade do homem eram seus
principais temas.
As primeiras manifestações da nova arte surgiram com
Giotto di Bondoni, as suas obras representavam figuras humanas com
grande naturalismo, inclusive Cristo e os Santos.
Neste época acreditavam que a arte era mesmo tempo uma
representação espiritual, religiosa e simbólica.
No terceiro período, o
Cinquecento, Roma passou a ser
o principal centro da arte
renascentista.
Os “Mecenas”, nobres,
burgueses, papas e bispos
italianos, incentivavam o
embelezamento das cidades,
através do patrocínio das artes
em geral.
RENASCIMENTO
ARTÍSTICO
RENASCIMENTO LITERÁRIO
Entre os séculos XII e XVI a Europa foi invadida
por subgéneros poéticos, de carácter popular, que
derivavam de muitas formas de poesia lírica greco-romana.
A poesia continuava com a sua base narrativa, em poemas
longos ou curtos.
Os géneros mais cultivados foram: o lírico, de
temática amorosa ou bucólica; e o épico, seguindo os
obras de Homero(Ilíada e Odisseia) e Virgílio (Eneida).
Era também utilizado citações mitológicas e da
historia antiga que refletiam-se até ao romantismo.
ESCRITORES RENASCENTISTA
• Dante Alighieri (Italiano) - "Divina Comédia"
• Nicolau Maquiavel (Italiano) - "O Príncipe
• Francesco Petrarca (Italiano), o "pai do humanismo e da
literatura italiana” – Petrarca
• Giovanni Boccaccio (Italiano) - Decameron
• William Shakespeare (Inglês), considerado um dos maiores
dramaturgos de todos os tempos - "Romeu e Julieta",
"Macbeth", "A Megera Domada", "Otelo"
• Miguel de Cervantes (espanhol) - "Dom Quixote"
PINTURA RENASCENTISTA
As obras dos artistas retratavam a beleza, a harmonia e
o movimento do corpo humano, em perfeitas construções
anatômicas.
Funda um espirito forjado de ideais novos e forças
criadoras, desenvolve –se em cidades italianas como Roma,
Nápoles, Mântua, Ferrara, Urbino. Florença e Veneza.
As raízes baseiam-se na antiguidade clássica,
recuperando a estética da cultura greco-romana.
O desenho passa a ser tratado como uma
representação naturalista ou idealizada dos elementos do Universo.
CARACTERÍSTICAS
• Naturalismo - Representação do nu, e valorização da beleza natural do homem
• Realismo - Os artistas representavam a realidade tal como observavam, tentando ser o mais
realistas possíveis
• Uso do Claro/Escuro – pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra o que reforçava a ideia
de volume nos corpos
• Surge artistas com estilo pessoas, diferente dos já existentes, visto que, o período é marcado pelo
ideal de liberdade e individualismo
• Novos Suportes como a tela e o cavalete
TÉCNICAS
• “Sfumato” – consistiu num efeito de gradação de cores
sem contornos, onde os efeitos de luz e sombra dão a
ilusão de distancia da figura/objeto central da tela, foi uma
técnica inventada pelo Leonardo da Vinci.
• Composição geométrica em pirâmide - as figuras
representadas nas pinturas formavam, quase sempre, um
triângulo que por sua vez transmitem um maior equilíbrio.
AS DUAS GRANDES INOVAÇÕES
Perspetiva
Descobriram uma forma de
representar o espaço e situar figuras, ou seja,
reproduziam as suas obras dando a ideia de
espaços reais numa superfície plana,
concedendo a noção de profundidade e de
volume, auxiliados pelo jogo de cores.
Tinta a óleo
Possibilitou a pintura sobre tela com
uma maior qualidade, dando realce à realidade
com uma maior variação de cores frias e
quentes. O manejo da luz permitem criar
distâncias e volumes que parecem ser copiados
da realidade.
TEMAS UTILIZADOS
• Retratos
• Representação do nu
• Temas da mitologia Clássica e Religiosos
• Representação da Natureza
PINTORES RENASCENTISTA
• Masaccio
• Sandro Botticelli
• Paolo Uccello
• Andrea Mantegna
• Fra Angelico
• Leonardo da Vinci
• Rafael Sanzio
• Ticiano
ARQUITETURA
A arquitetura renascentista foi influenciada pelo
pensamento racional e a renovação formal foi exatamente
fundamentada nessa nova visão do mundo.
A base da formulação arquitetónica foi, tal como na antiga
Roma, a geometria e a matemática, que eram a revelação da ordem
de Deus no universo (a influência da igreja não foi neutralizada nesta
radical mudança).
Esta nova arquitetura foi igualmente marcada pelo retirar
do excessivo (criando um movimento contrário ao gótico), pela
perfeição através da simplicidade e pela busca da perfeição divina.
Estas características revelam-se no uso da luz branca inalterada vinda
do exterior e no uso do quadrado e do círculo como elementos
geométricos mais importantes.
O desenvolvimento de uma obra arquitetónica também
evoluiu consideravelmente. Os trabalhos iniciavam-se sempre no
desenho (considerado fundamental no processo criativo).
CARACTERÍSTICAS
• Retomada dos modelos clássicos
• Visão humanista e racionalista
• Uso da matemática e da geometria
• Busca da perfeição e da beleza
• Preocupação com a proporção
• Formas equilibradas e harmoniosas
• Burca da simetria e da ordem
• Estilo formal e individual
• Temas religiosos, mitológicos e da natureza
• Uso dos arcos, abóbodas, cúpulas e colunas
• Predomínio das linhas horizontais
CARACTERÍSTICAS ARQUITETÓNICAS
• Arcos e Abóbadas – Semicirculares, de caráter romano;
• Planos – Eram idealizados levando em consideração a simetria, conseguida graças às semelhanças
das partes que ficavam de cada lado das linhas centrais axiais;
• Interiores – Com recessos quadrangulares e abobadas cruzadas com uma cúpula central.
• Naves – Divididas em pequenos recessos, que dão a impressão de maior espaço.
• Torres – Raras, ás vezes única e quando existentes são simétricas. A cúpula e o aspeto externo
predominaram
• Janelas – Em geral tem as linhas clássicas e eram pequenas devido ao clima da Itália;
CARACTERÍSTICAS ARQUITETÓNICAS
• Telhados – Com pequeno declive, devido à influência clássica, ou arredondados
• Aberturas – Arcada de arcos semicirculares, especialmente nas construções civis
• Portas e Janelas – Colocadas em simetria umas acima das outras
• Paredes Externas – O tratamento varia em cada país, algumas eram lisas com tratamento
especial, ás vezes há balaustrados, outras eram altas. Sua construção era de alvenaria de pedra ou
então de tijolo, em cursos regulares.
• Ponto de Fuga – caracterizado pela preocupação do equilíbrio geométrico, com uma rigorosa
simétia na distribuição dos volumes. Procura pela uma ordem Matemática
EXEMPLOS
ARQUITETOS RENASCENTISTAS
• Filippo Brunelleschi
• Donato Bramante
• Michelangelo
• Rafael Sanzio
• Leonardo da Vinci
• Leon Battista Alberti
• Andrea Palladio
• Giulio Romano
ESCULTURA
RENASCENTISTA
A escultura renascentistas tem como
principal fundamento a recuperação pela grandeza e a
distinção alcançada na Antiguidade Clássica.
Existiram escavações arqueológicas neste
período, em romã onde surgiram muitas obras primas
de estatuaria greco-romana, tornando-se assim fonte
de inspiração para os escultores existentes na época.
A escultura refletiu perspetiva, dando enfase
à importância do homem e as suas atividades.
ESCULTURA
RENASCENTISTA
Os escultores foram influenciados
pela a herança clássica, o humanismo e
individualismo. Interessaram-se pelo Homem
“medida de todas as coisas” e representam-
no com fidelidade visual nos aspetos físicos e
anatómicos (Proporções, músculos, etc.) e
nas suas capacidades expressivas como
gestos, sentimentos, movimentos etc.
ESCULTURA RENASCENTISTA
A escultura deixa de ser um mero elemento
decorativo aliado
à arquitetura e passa a ser de vulto redondo, foi nesta época
que surgem novos objetivos e tipologias para a mesma
como passa a ser utilizada como monumento individual e
com caracter simbólico ou alegórico.
A esculturas são expostas em praças, jardins ou
edifícios públicos e privados.
CARACTERÍSTICAS
• Representação do nu
• Posição do Compasso ou do Contrapasso
• Vestes reduzidas
• Profundidade e Perspetiva
• Representar o Homem tal como é
• Harmonia/ Equilíbrio geométrico
• Realismo
• Expressividade
• Monumentalismo
ESCULTURA RENASCENTISTA
Uma das principais características é a
Figura Humana, que nesta época, passa a ter
um grande interesse artístico e passa a ter mais
rigor anatómico e na expressão fisionómica; o
equilíbrio e a racionalidade que são
demonstradas pelo interesse pela composição
geométrica ( preferencialmente a piramidal) na
suas esculturas.
TÉCNICAS
• Relevo, que passa ganhar maior relevo pela a aplicação da
tridimensionalidade na composição.
• Cinzelação
• Modelagem
• Fundição
MATERIAIS UTILIZADOS
Mármore
1
Pedra
2
Bronze
3
Madeira
4
Terracota
5
TIPOS DE ESCULTURAS
• Nu
• Retrato
• Vulto Redondo
• Estatuas equestres
• (simbolizavam a importância e o
poder)
TEMAS
• Mitologicos
• Biblicos ou Sagrados
• Naturalismo
• Estatuária antiga
ESCULTORES RENASCIMENTOS
• Donatello
• Lorenzo Ghiberti
• Bernardo Rossellino
• Andrea dei Verrochio
• Miguel Ângelo
O RENASCIMENTO EM PORTUGAL
O renascimento em Portugal tem uma chegada tardia, nasceu
da mistura do estilo gótico com as novas inovas inovações do séc. XV,
aparece como forma decorativa associada à arquitetura na ultima fase do
gótico.
A grande contribuição portuguesa para o renascimento foram
os Descobrimentos que alarga o conhecimento – descoberta de
continentes , ilhas, oceanos , novas plantas , novos animais, novos rios e
também o conhecimento cientifico – matemática , medicina ,geografia ,
cosmografia e cartografia
A arte renascentista teve pouca expressão em Portugal, sendo o
Estilo Manuelino o que predominava na época.
ARQUITETURA
Em Portugal introduziu
características tais como:
• elementos clássicos como colunas dóricas e jónicas em estruturas já
existentes
• Simplificação das nervuras das abóbadas de cruzaria
• Utilização de abóbadas de berço e de coberturas planas de madeira
• Substituição de contrafortes por pilastras laterais
• Delimitação das naves por arcadas redondas, assentes em colunas toscanas
• Multiplicação dos frontões, das colunas e capiteis clássicos
• Expansão do modelo de igreja-salão
• Utilização da planta centralizada
ARQUITETOS EM PORTUGAL
• João de Castilho
• Diogo de Torralva
ESCULTURA
Foi mais praticada por escultores
estrangeiros ou escultores portugueses
que estavam no estrangeiro.
Foi demostrada através de escultores
como:
• Nicolau de Chanterenne
• João Ruão
• Filipe Hodart
• Diogo Pires (português)
PINTURA
Beneficiou das riquezas do reino e do patrocínio do régio. Troca de conhecimentos, ideias, técnicas,
etc., com pintores flamengos contribuiu para uma renovação pitoresca e introduziu novos modelos
plásticos.
Os centros de produção mais inovadores foram Lisboa, Porto e Évora e mais tradicionais foram
Coimbra e Viseu.
Destacou-se pintores como:
• Francisco Henriques
• Jorge Afonso
• Gregório Lopes
• Vasco Fernandes ou Grão Vasco
• Cristovão Figueiredo
PINTURA
Destacou-se pintores como:
• Francisco Henriques
• Jorge Afonso
• Gregório Lopes
• Vasco Fernandes ou Grão Vasco
• Cristovão Figueiredo
LITERATURA
Luís de Camões: teve
destaque na literatura renascentista
em Portugal, sendo autor do grande
poema épico "Os Lusíadas".
CONCLUSÃO
Com este trabalho pode-se concluir que o
renascimento foi um movimento cultural,
económico, filosófico, artístico, etc., com um grande
impacto na época em que decorreu. Evoluiu a
maneira de pensar e ser do homem medieval para o
homem moderno.
Foi uma época muito gratificante para a
ciência e para o conhecimento do mundo para o
Homem, e Portugal teve um papel importante para
tais acontecimentos com os descobrimentos, apesar
de não ter tido muita manifestação artistica.

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Renascimento

  • 1. RENASCIMENTO UFCD 4326 – Património Artístico e Cultural Trabalho realizado por: Daniela Soriano
  • 2. INTRODUÇÃO Este trabalho surge no âmbito da UFCD 4326 – Património Artístico e Cultural, a pedido da formadora Patrícia Garcia que nos propôs que fizéssemos um trabalho sobre o Renascimento. Neste trabalho irei abordar os diferentes aspetos do Renascimento como o seu contexto histórico como onde surgiu, em que época, as suas fazes, como era a civilização na altura e ainda falar sobre a arte renascentista como a pintura, escultura, arquitetura e ainda resumidamente a literatura.
  • 3. RENASCIMENTO O Renascimento foi um movimento caracterizado por mudança a nível cultural, econômico, político, social, religioso, artístico, filosófico e cientifico que surgiu na Itália do século XIV mas só se solidificou no século XV prolongando-se até o século XVII por toda a Europa. Este foi um período em que a Europa recupera-se da crise do sec. XIV (Crise económica, guerra, Peste Negra, etc.). Existiu um grande aumento populacional assim como a produção, o conhecimento com a cultura grega e latina e as descobertas, ou seja, há um renascimento económico e intelectual. .
  • 4. RENASCIMENTO Designa-se de renascimento, visto que, foi inspirado nos valores da Antiguidade Clássica em que passa-se a dar mais valor ao Homem e à Natureza ( ideal humanista , antropocentrista e naturalista). Foi uma época marcada pelas transições da maneira do homem pensar assim como a transição do feudalismo para o capitalismo.
  • 5. DIFERENÇA Feudalismo • Existiu na Europa durante a Idade Média, entre os séculos V e XVI • Trabalho servil • Principal Setor económico: Agricultura • Trocas de mercadorias. Pouco uso de moedas. • Trabalhador preso à terra, devendo obrigações ao senhor feudal. • Poder econômico concentrado nos senhores feudais. • Sistema artesanal na produção de mercadorias. • Sociedade com pouca mobilidade social. • Baixo desenvolvimento de tecnologias. • Predomínio do sistema de subsistência. Capitalismo • Surgiu na Europa durante o séc. XV, ainda presente na economia . • Trabalho assalariado • Principal Setor económico: Comércio, finanças e industria • Utilização de moedas, pouca troca de mercadorias • Trabalhador livre para escolher. • Poder econômico na burguesia comercial, financeira e industrial. • Sistema de produção com uso de maquinaria. • Sociedade com maior Mobilidade social • Grandes desenvolvimento de tecnologias. • Predomínio do sistema visando o lucro, acúmulo de capital e enriquecimento.
  • 6. COMO SURGIU? O Renascimento surgiu na Itália, onde teve maior expressão, mais especificamente da região italiana Toscana cujos principais centros são as cidades de Florença e Siena. Não foi mero acaso que foi em Itália que surgiu este movimento. Esta reunia as condições necessárias, era um meio urbano, tinha um grande poder económico, tinha uma burguesia empreendedora (com bastantes posses), as cidades eram autónomas, possuíam escolas e universidades, um pais com bastante história (ruinas romanas, ruinas gregas na Cecília e sul) e acolheu refugiados constatinoploes que possuíam grandes conhecimento da cultura grega e romana.
  • 7. COMO SURGIU? Foi em Itália que descobriu o papel e a imprensa (papel oriundo da china e impressa descoberta por Gutenber) A burguesia e papa italiano apoiavam os artista desta época dando-lhes bolsas de estudo e encomendado obras de arte.
  • 8. RENASCIMENTO O renascimento foi caracterizado por 3 fazes distintas, essas fases estão profundamente relacionadas com o renascimento artístico e cultural que começou mais precisamente na cidade de Florença. Ainda que elas apresentem características comuns, como por exemplo: o humanismo e a inspiração na arte clássica, diferem-se em alguns aspetos.
  • 9. 3 FASES DO RENASCIMENTO • Trecento (século XIV) • Quatroccento (século XV) • Cinquecento (século XVI)
  • 10. TRECENO A primeira fase do renascimento, designa-se de treceno uma vez que foi desenvolvido a partir de 1300 em Florença, Itália. Caracteriza-se pelo momento de transição entre a Idade Média e a Idade Moderna em que se nota o surgir de questões humanistas, além das inspirações clássicas. Além disso, na pintura a tridimensionalidade marca essa rutura com o estilo anterior: o estilo gótico. Os artistas mais dignos dessa fase foram: Giotto (Pintor), e os escritores Dante Alighieri, Francesco Petrarca e Giovanni Bocaccio.
  • 11. QUATROCENO A segunda fase do renascimento foi desenvolvido durante os anos de 1400, dando origem ao seu nome. Esta assinala o auge do renascimento artístico e cultural na Itália onde cada vez mais, outros países europeus começam a aderir ao movimento e portanto este período pode ser também designado como de Alta Renascença. É uma fase de consolidação das artes, com a divulgação de diversas obras e artistas, dos quais se destacam Leonardo da Vinci, Sandro Botticelli, Filippo Brunelleschi e Massacio.
  • 12. QUATROCENO Foi aprofundamento dos aspetos que envolvem o humanismo renascentista como a busca da beleza e perfeição das formas, inspirados na cultura greco-romana que distinta esta fase. Ainda que os temas explorados estejam relacionados a religião, muitos artistas desta fase utilizaram a mitologia e outros temas pagãos. Os mecenas, ricos (reis, príncipes, condes, duques, bispos, nobres e burgueses) que financiavam as artes, foram fundamentais para o desenvolvimento da arte.
  • 13. CINQUECENO O terceiro e ultimo período renascentista desenvolveu-se durante os anos de 1500. Nesta fase, os artistas começam a afastar-se dos temas religiosos e assim, notamos a mistura dos temas religiosos e ateus nas obras. Nesta época, o estilo renascentista se solidifica em diversas partes do continente europeu como: Portugal, Espanha, França e Alemanha. Destacam-se os artistas Rafael Sanzio e Michelangelo e na literatura Erasmo de Roterdã e Nicolau Maquiavel. Também foi nesta fase que o movimento renascentista começa a entrar em decadência e já começam a surgir obras no estilo maneirista e barroco.
  • 14. CARATERÍSTICAS DO RENASCIMENTO Os renascentistas rejeitavam os valores feudais e consideraram o período medieval como a "Idade das Trevas", e como tal a época obscura seria eliminada por um "renascimento cultural". Assim, opunham-se ao teocentrismo, ao misticismo, ao geocentrismo e ao coletivismo. O traço marcante do Renascimento era o racionalismo. Baseado na convicção de que tudo se podia explicar pela razão e pela observação da natureza, tentava-se compreender o universo de forma calculada e matemática. O elemento central foi o humanismo, no sentido de valorizar o ser humano, considerado a obra mais perfeita de Cristo. Aqui surge o antropocentrismo renascentista, ou seja, a ideia do homem como centro das preocupações intelectuais e artísticas.
  • 15. CARATERÍSTICAS DO RENASCIMENTO Outras características do movimento renascentista foram o naturalismo, o hedonismo e o neoplatonismo. O naturalismo introduzia a volta à natureza. O hedonismo defendia o prazer individual como o único bem possível. O neoplatonismo defendia uma elevação espiritual, uma aproximação com Deus através de uma interiorização em privação de qualquer busca material.
  • 16. CONCEITOS DO RENASCIMENTO • Racionalismo • Experimentalismo • Individualismo • Antropocentrismo • Humanismo • Cientificismo • Universalismo • Antiguidade Clássica
  • 17. RACIONALISMO Defender a razão humana. Essa corrente filosófica foi importante para desenvolver diversos aspetos do pensamento renascentista. Com ele, o empirismo ou a valorização da experiência, foram essenciais para a mudança de mentalidade no período do renascimento. O racionalismo está intimamente relacionado com a expansão científica de forma que busca uma explicação para as situações, fundamentada na ciência. Em outras palavras, a razão é o único caminho para se chegar ao conhecimento.
  • 18. EXPERIMENTALISMO Os renascentistas estavam convictos de que a razão era o único caminho para se chegar ao conhecimento, e que tudo podia ser explicado pela razão e pela ciência, isto implicava um estímulo ou provocação com o intuito de conseguir uma resposta, aliás, sem a iniciativa que leva à experiência não tinham sido tão vastos os territórios descobertos.
  • 19. INDIVIDUALISMO Representou uma das importantes características do renascimento associados ao movimento humanista. O homem é colocado em posição central e passa a ser orientado, não somente pela igreja, mas também por suas emoções. Assim, ele torna-se em um ser crítico e responsável pelas suas ações no mundo.
  • 20. ANTROPOCENTRISMO Ao oposto do pensamento teocêntrico medieval, onde Deus estava no centro do mundo, surge o antropocentrismo em que homem como centro do mundo. Este conceito surge para salvar diversos aspetos do ser humano. A inteligência humana foi ampliada com as diversas descobertas científicas da época. Aqui o homem passa a ter uma posição centralizada de destaque.
  • 21. CIENTIFICISMO Numa época de agitação, o conceito do cientificismo foi de muita importância para mudar a mentalidade do homem e trazer à tona questões sobre o conhecimento do mundo. Destacam-se as descobertas científicas realizadas por Nicolau Copérnico, Galileu Galilei, Johannes Kepler, Andreas Vesalius, Francis Bacon, René Descartes, Leonardo da Vinci e Isaac Newton.
  • 22. UNIVERSALISMO Foi desenvolvido sobretudo na educação renascentista ampliada pelo desenvolvimento do conhecimento humano em diversas áreas. O homem renascentista procura ser um "polímata", ou seja, aquele que não se especializa em uma área especifica, mas sim o que detêm um grande conhecimento em diversas matérias. O maior exemplo de figura polímata do renascimento foi sem dúvida, Leonardo da Vinci. Pode salientar- se que no período renascentista, houve uma expansão de escolas, faculdades e universidades, bem como a inclusão de disciplinas relacionadas às humanidades (línguas, literatura, filosofia, entre outras.)
  • 23. ANTIGUIDADE CLÁSSICA A retoma dos valores clássicos foi essencial para o estudo dos humanistas. Um dos fatos que facilitou muito o estudo dos clássicos foi a invenção da imprensa, uma vez que a rapidez em reproduzir das obras auxiliou na divulgação dos conhecimentos. Segundo os estudiosos da época, a filosofia e as artes desenvolvidas durante a Grécia e a Roma antiga usufruíam de um grande valor estético e cultural, em contra partida da Idade da Média.
  • 24. HUMANISMO O humanismo surgiu na Itália em meados do século XIV, foi um movimento de glorificação do homem e da natureza humana, ou seja, o homem sendo a obra mais perfeita do Criador, era capaz de compreender, modificar e até dominar a natureza. O pensamento humanista provocou uma reorganização no ensino das universidades, com a introdução de disciplinas como poesia, história e filosofia. Os humanistas buscavam interpretar o cristianismo, utilizando textos de autores da Antiguidade, como Platão, foi o estudo dos mesmo que despertou o prazer pela pesquisa histórica e pelo conhecimento das línguas clássicas como o latim e o grego.
  • 25. HUMANISMO A partir do século XIV, ao mesmo tempo que os renascentistas se dedicavam ao estudo das línguas clássicas, diferentes dialetos davam origem às línguas nacionais. O humanismo tornou-se exemplo para muitos pensadores nos séculos seguintes, inclusive para os iluministas do século XVIII.
  • 26. RENASCIMENTO CIENTÍFICO O Renascimento foi assinalado por importantes descobertas científicas, notadamente nos campos da astronomia, da física, da medicina, da matemática e da geografia. Foi Nicolau Copérnico, que negou a teoria geocêntrica defendida pela Igreja, ao afirmar que "a terra não é o centro do universo, mas simplesmente um planeta que gira em torno do Sol" - teoria heliocêntrica.
  • 27. RENASCIMENTO CIENTÍFICO Galileu Galilei descobriu os anéis de Saturno, as manchas solares, os satélites de Júpiter. Sendo obrigado a negar as suas ideias/descobertas publicamente por ser perseguido e ameaçado pela Igreja. Na medicina desenvolveram-se conhecimentos sobre a circulação sanguínea, métodos de cauterização e princípios gerais de anatomia.
  • 29. RENASCIMENTO ARTÍSTICO Arte do renascimento expressou as preocupações que surgiram na época, com o desenvolvimento comercial e urbano, e a dignidade, a racionalidade e a individualidade do homem eram seus principais temas. As primeiras manifestações da nova arte surgiram com Giotto di Bondoni, as suas obras representavam figuras humanas com grande naturalismo, inclusive Cristo e os Santos. Neste época acreditavam que a arte era mesmo tempo uma representação espiritual, religiosa e simbólica.
  • 30. No terceiro período, o Cinquecento, Roma passou a ser o principal centro da arte renascentista. Os “Mecenas”, nobres, burgueses, papas e bispos italianos, incentivavam o embelezamento das cidades, através do patrocínio das artes em geral. RENASCIMENTO ARTÍSTICO
  • 31. RENASCIMENTO LITERÁRIO Entre os séculos XII e XVI a Europa foi invadida por subgéneros poéticos, de carácter popular, que derivavam de muitas formas de poesia lírica greco-romana. A poesia continuava com a sua base narrativa, em poemas longos ou curtos. Os géneros mais cultivados foram: o lírico, de temática amorosa ou bucólica; e o épico, seguindo os obras de Homero(Ilíada e Odisseia) e Virgílio (Eneida). Era também utilizado citações mitológicas e da historia antiga que refletiam-se até ao romantismo.
  • 32. ESCRITORES RENASCENTISTA • Dante Alighieri (Italiano) - "Divina Comédia" • Nicolau Maquiavel (Italiano) - "O Príncipe • Francesco Petrarca (Italiano), o "pai do humanismo e da literatura italiana” – Petrarca • Giovanni Boccaccio (Italiano) - Decameron • William Shakespeare (Inglês), considerado um dos maiores dramaturgos de todos os tempos - "Romeu e Julieta", "Macbeth", "A Megera Domada", "Otelo" • Miguel de Cervantes (espanhol) - "Dom Quixote"
  • 33. PINTURA RENASCENTISTA As obras dos artistas retratavam a beleza, a harmonia e o movimento do corpo humano, em perfeitas construções anatômicas. Funda um espirito forjado de ideais novos e forças criadoras, desenvolve –se em cidades italianas como Roma, Nápoles, Mântua, Ferrara, Urbino. Florença e Veneza. As raízes baseiam-se na antiguidade clássica, recuperando a estética da cultura greco-romana. O desenho passa a ser tratado como uma representação naturalista ou idealizada dos elementos do Universo.
  • 34. CARACTERÍSTICAS • Naturalismo - Representação do nu, e valorização da beleza natural do homem • Realismo - Os artistas representavam a realidade tal como observavam, tentando ser o mais realistas possíveis • Uso do Claro/Escuro – pintar algumas áreas iluminadas e outras na sombra o que reforçava a ideia de volume nos corpos • Surge artistas com estilo pessoas, diferente dos já existentes, visto que, o período é marcado pelo ideal de liberdade e individualismo • Novos Suportes como a tela e o cavalete
  • 35. TÉCNICAS • “Sfumato” – consistiu num efeito de gradação de cores sem contornos, onde os efeitos de luz e sombra dão a ilusão de distancia da figura/objeto central da tela, foi uma técnica inventada pelo Leonardo da Vinci. • Composição geométrica em pirâmide - as figuras representadas nas pinturas formavam, quase sempre, um triângulo que por sua vez transmitem um maior equilíbrio.
  • 36. AS DUAS GRANDES INOVAÇÕES Perspetiva Descobriram uma forma de representar o espaço e situar figuras, ou seja, reproduziam as suas obras dando a ideia de espaços reais numa superfície plana, concedendo a noção de profundidade e de volume, auxiliados pelo jogo de cores. Tinta a óleo Possibilitou a pintura sobre tela com uma maior qualidade, dando realce à realidade com uma maior variação de cores frias e quentes. O manejo da luz permitem criar distâncias e volumes que parecem ser copiados da realidade.
  • 37. TEMAS UTILIZADOS • Retratos • Representação do nu • Temas da mitologia Clássica e Religiosos • Representação da Natureza
  • 38. PINTORES RENASCENTISTA • Masaccio • Sandro Botticelli • Paolo Uccello • Andrea Mantegna • Fra Angelico • Leonardo da Vinci • Rafael Sanzio • Ticiano
  • 39. ARQUITETURA A arquitetura renascentista foi influenciada pelo pensamento racional e a renovação formal foi exatamente fundamentada nessa nova visão do mundo. A base da formulação arquitetónica foi, tal como na antiga Roma, a geometria e a matemática, que eram a revelação da ordem de Deus no universo (a influência da igreja não foi neutralizada nesta radical mudança). Esta nova arquitetura foi igualmente marcada pelo retirar do excessivo (criando um movimento contrário ao gótico), pela perfeição através da simplicidade e pela busca da perfeição divina. Estas características revelam-se no uso da luz branca inalterada vinda do exterior e no uso do quadrado e do círculo como elementos geométricos mais importantes. O desenvolvimento de uma obra arquitetónica também evoluiu consideravelmente. Os trabalhos iniciavam-se sempre no desenho (considerado fundamental no processo criativo).
  • 40. CARACTERÍSTICAS • Retomada dos modelos clássicos • Visão humanista e racionalista • Uso da matemática e da geometria • Busca da perfeição e da beleza • Preocupação com a proporção • Formas equilibradas e harmoniosas • Burca da simetria e da ordem • Estilo formal e individual • Temas religiosos, mitológicos e da natureza • Uso dos arcos, abóbodas, cúpulas e colunas • Predomínio das linhas horizontais
  • 41. CARACTERÍSTICAS ARQUITETÓNICAS • Arcos e Abóbadas – Semicirculares, de caráter romano; • Planos – Eram idealizados levando em consideração a simetria, conseguida graças às semelhanças das partes que ficavam de cada lado das linhas centrais axiais; • Interiores – Com recessos quadrangulares e abobadas cruzadas com uma cúpula central. • Naves – Divididas em pequenos recessos, que dão a impressão de maior espaço. • Torres – Raras, ás vezes única e quando existentes são simétricas. A cúpula e o aspeto externo predominaram • Janelas – Em geral tem as linhas clássicas e eram pequenas devido ao clima da Itália;
  • 42. CARACTERÍSTICAS ARQUITETÓNICAS • Telhados – Com pequeno declive, devido à influência clássica, ou arredondados • Aberturas – Arcada de arcos semicirculares, especialmente nas construções civis • Portas e Janelas – Colocadas em simetria umas acima das outras • Paredes Externas – O tratamento varia em cada país, algumas eram lisas com tratamento especial, ás vezes há balaustrados, outras eram altas. Sua construção era de alvenaria de pedra ou então de tijolo, em cursos regulares. • Ponto de Fuga – caracterizado pela preocupação do equilíbrio geométrico, com uma rigorosa simétia na distribuição dos volumes. Procura pela uma ordem Matemática
  • 44. ARQUITETOS RENASCENTISTAS • Filippo Brunelleschi • Donato Bramante • Michelangelo • Rafael Sanzio • Leonardo da Vinci • Leon Battista Alberti • Andrea Palladio • Giulio Romano
  • 45. ESCULTURA RENASCENTISTA A escultura renascentistas tem como principal fundamento a recuperação pela grandeza e a distinção alcançada na Antiguidade Clássica. Existiram escavações arqueológicas neste período, em romã onde surgiram muitas obras primas de estatuaria greco-romana, tornando-se assim fonte de inspiração para os escultores existentes na época. A escultura refletiu perspetiva, dando enfase à importância do homem e as suas atividades.
  • 46. ESCULTURA RENASCENTISTA Os escultores foram influenciados pela a herança clássica, o humanismo e individualismo. Interessaram-se pelo Homem “medida de todas as coisas” e representam- no com fidelidade visual nos aspetos físicos e anatómicos (Proporções, músculos, etc.) e nas suas capacidades expressivas como gestos, sentimentos, movimentos etc.
  • 47. ESCULTURA RENASCENTISTA A escultura deixa de ser um mero elemento decorativo aliado à arquitetura e passa a ser de vulto redondo, foi nesta época que surgem novos objetivos e tipologias para a mesma como passa a ser utilizada como monumento individual e com caracter simbólico ou alegórico. A esculturas são expostas em praças, jardins ou edifícios públicos e privados.
  • 48. CARACTERÍSTICAS • Representação do nu • Posição do Compasso ou do Contrapasso • Vestes reduzidas • Profundidade e Perspetiva • Representar o Homem tal como é • Harmonia/ Equilíbrio geométrico • Realismo • Expressividade • Monumentalismo
  • 49. ESCULTURA RENASCENTISTA Uma das principais características é a Figura Humana, que nesta época, passa a ter um grande interesse artístico e passa a ter mais rigor anatómico e na expressão fisionómica; o equilíbrio e a racionalidade que são demonstradas pelo interesse pela composição geométrica ( preferencialmente a piramidal) na suas esculturas.
  • 50. TÉCNICAS • Relevo, que passa ganhar maior relevo pela a aplicação da tridimensionalidade na composição. • Cinzelação • Modelagem • Fundição
  • 52. TIPOS DE ESCULTURAS • Nu • Retrato • Vulto Redondo • Estatuas equestres • (simbolizavam a importância e o poder)
  • 53. TEMAS • Mitologicos • Biblicos ou Sagrados • Naturalismo • Estatuária antiga
  • 54. ESCULTORES RENASCIMENTOS • Donatello • Lorenzo Ghiberti • Bernardo Rossellino • Andrea dei Verrochio • Miguel Ângelo
  • 55. O RENASCIMENTO EM PORTUGAL O renascimento em Portugal tem uma chegada tardia, nasceu da mistura do estilo gótico com as novas inovas inovações do séc. XV, aparece como forma decorativa associada à arquitetura na ultima fase do gótico. A grande contribuição portuguesa para o renascimento foram os Descobrimentos que alarga o conhecimento – descoberta de continentes , ilhas, oceanos , novas plantas , novos animais, novos rios e também o conhecimento cientifico – matemática , medicina ,geografia , cosmografia e cartografia A arte renascentista teve pouca expressão em Portugal, sendo o Estilo Manuelino o que predominava na época.
  • 56. ARQUITETURA Em Portugal introduziu características tais como: • elementos clássicos como colunas dóricas e jónicas em estruturas já existentes • Simplificação das nervuras das abóbadas de cruzaria • Utilização de abóbadas de berço e de coberturas planas de madeira • Substituição de contrafortes por pilastras laterais • Delimitação das naves por arcadas redondas, assentes em colunas toscanas • Multiplicação dos frontões, das colunas e capiteis clássicos • Expansão do modelo de igreja-salão • Utilização da planta centralizada
  • 57. ARQUITETOS EM PORTUGAL • João de Castilho • Diogo de Torralva
  • 58. ESCULTURA Foi mais praticada por escultores estrangeiros ou escultores portugueses que estavam no estrangeiro. Foi demostrada através de escultores como: • Nicolau de Chanterenne • João Ruão • Filipe Hodart • Diogo Pires (português)
  • 59. PINTURA Beneficiou das riquezas do reino e do patrocínio do régio. Troca de conhecimentos, ideias, técnicas, etc., com pintores flamengos contribuiu para uma renovação pitoresca e introduziu novos modelos plásticos. Os centros de produção mais inovadores foram Lisboa, Porto e Évora e mais tradicionais foram Coimbra e Viseu. Destacou-se pintores como: • Francisco Henriques • Jorge Afonso • Gregório Lopes • Vasco Fernandes ou Grão Vasco • Cristovão Figueiredo
  • 60. PINTURA Destacou-se pintores como: • Francisco Henriques • Jorge Afonso • Gregório Lopes • Vasco Fernandes ou Grão Vasco • Cristovão Figueiredo
  • 61. LITERATURA Luís de Camões: teve destaque na literatura renascentista em Portugal, sendo autor do grande poema épico "Os Lusíadas".
  • 62. CONCLUSÃO Com este trabalho pode-se concluir que o renascimento foi um movimento cultural, económico, filosófico, artístico, etc., com um grande impacto na época em que decorreu. Evoluiu a maneira de pensar e ser do homem medieval para o homem moderno. Foi uma época muito gratificante para a ciência e para o conhecimento do mundo para o Homem, e Portugal teve um papel importante para tais acontecimentos com os descobrimentos, apesar de não ter tido muita manifestação artistica.