DEUS E O INFINITO
A questão Deus sempre empolgou o homem na história do pensamento, tornando-se o centro natural de todo o processo de conhecimento.  É assim que O Livro dos Espíritos inicia-se o conceito de Deus. Tal tema é de suma importância, pois da compreensão clara da existência de Deus depende nossa apreensão da realidade, assim como a forma de pautar nossa existência. Que é Deus? (LE, perg. 1) Ao que respondem os Espíritos:  “ Deus é a Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas”
Vê-se assim que a Doutrina Espírita define Deus a partir do princípio da causalidade, segundo o qual Deus constitui o fundamento que torna possível o mundo e os seres.  A partir desse conceito, Deus deixa de ser tão somente uma questão de fé, para revelar-se de forma racional, na Inteligência que rege as formas da natureza. Ao buscar definir Deus, porém, é muito comum ao entendimento humano associá-lo à visão de algo que lhe permanece desconhecido, e portanto, à noção de infinito.  No entanto, esclarecem os Espíritos que Deus não é o infinito, pois, definir Deus como sendo o infinito, é tomar o atributo de uma coisa por ela mesma, definir uma coisa ainda não conhecida, por outra que também não o é (LE, perg.3).
A) NÃO HÁ EFEITO SEM CAUSA (LE, perg. 4) A Doutrina Espírita fundamenta a concepção de Deus a partir do axioma: Não há efeito inteligente sem causa inteligente, e à grandeza do efeito corresponde a grandeza da causa (LE, Prolegômenos).  O universo mostra-se organizado inteligentemente em todas as suas dimensões.  Seria absurdo supor que a inteligência da estrutura universal fosse resultado de um simples acaso.
B) UNIVERSALIDADE DO SENTIMENTO INTUITIVO DE DEUS Poder-se-ia pensar que o conceito de Deus fosse uma questão relativa à cultura dos homens, ou seja, o efeito da educação ou produto de idéias adquiridas.  No entanto, se o sentimento da existência de um ser supremo não fosse mais que o produto de um ensinamento, não será universal, nem existiria, como as noções científicas, senão entre os que tivessem podido receber esse ensinamento (LE, perg. 6).
C) A ORDEM DO UNIVERSO : A Inteligência de Deus revela-se como uma tendência à ordem e harmonia no universo material, e a uma tendência moralizante no universo espiritual.  A harmonia que regula as forças do Universo revela combinações e fins determinados, e por isso um poder inteligente.  Atribuir a formação primária ao acaso, seria uma falta de senso, porque o acaso é cego e não pode produzir efeitos inteligentes. Um acaso inteligente já não seria acaso (LE, perg.8).
PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS Pode-se encontrar a prova da existência de Deus num axioma que aplicamos as nossas ciências.  Não há efeito sem causa.  Procuremos a causa de tudo o que não e obra do homem e a nossa razão respondera.“ "A dedução que se pode tirar do sentimento instintivo, que todos os homens trazem em si, da existência de Deus e a de que Deus existe. E ainda uma conseqüência do principio - não ha efeito sem causa".
"O sentimento intimo que temos da existência de Deus não e fruto da educação nem resultado de idéias adquiridas. Se assim, fosse, os selvagens não teriam esse sentimento.“ "Não esta nas propriedades da matéria a causa primaria da formação das coisas. E sempre indispensável uma causa primaria.“ "A opinião dos que atribuem a formação primaria a uma combinação fortuita da matéria ao acaso, e absurda. 0 homem de bom-senso não pode considerar o acaso um ser inteligente, pois que o acaso e nada.“
"O que se revela, na causa primaria, uma inteligência suprema e superior a todas as inteligências, e que pela obra se conhece o autor.  A obra e o Universo. Basta procurar o autor. A incredulidade e gerada pelo orgulho.  O homem orgulhoso nada admite acima de si.“  Ha inteligência nas manifestações gerais do universo; o homem não pode criar o que cria a natureza. Então a causa mater. da natureza e uma inteligência superior a humanidade.
ATRIBUTOS DA DIVINDADE "O homem não pode compreender a natureza intima de Deus, pois que lhe falta para isso o sentido.“ A limitação da inteligência, a inferioridade de suas faculdades, suas imperfeições o impedem de conhecer a natureza intima de Deus. "Um dia o homem compreendera o mistério da divindade, quando não mais estiver o Espírito obscurecido pela matéria. Quando, pela sua perfeição, se houver aproximado de Deus,ele o vera e compreendera.“
"O homem poderá compreender a natureza intima de Deus e formar idéia de algumas de suas perfeições a proporção que se elevar acima da matéria. Então as entrevera pelo pensamento.“ A razão nos diz que Deus deve possuir em grau absoluto a perfeição de todos os seus atributos divinos. Esta acima de todas as coisas e isento de qualquer vicissitude. "Os atributos de Deus, sob o ponto de vista do homem, são:  Deus é: Eterno . Se tivesse tido principio, teria saído do nada, ou, então, também teria sido criado, por um ser anterior. E assim que remontamos ao infinito e a eternidade.
-  Imutável .  Se estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o Universo nenhuma estabilidade teriam. -  Imaterial.   A sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria. De outro modo, ele não seria imutável, porque estaria sujeito as transformações da matéria. -  Único . Se muitos Deuses houvesse, não haveria unidade de vistas, nem unidade de poder na ordenação do Universo. -  Onipotente.  Ele o e, porque e único. Se não dispusesse do soberano poder, algo haveria mais poderoso ou tão poderoso quanto ele, que então não teria feito todas as coisas.
-  soberanamente justo e bom .  A sabedoria providencial das leis divinas se revela, assim nas mais pequeninas coisas, como nas maiores, e essa sabedoria não permite se duvide nem da justiça nem da bondade de Deus.  Há coisas que estão acima da inteligência do homem mais inteligente, cuja a linguagem, restrita as idéias e sensações, não contem meios de exprimir.“
PANTEÍSMO Deus e um ser distinto e não resultante de todas forcas e de todas as inteligências, reunidas, do Universo.  Deus existe, disso não se pode duvidar. Se não existisse seria efeito e não causa.  Não devemos penetrar em labirintos donde dificilmente sairíamos.
A doutrina panteísta que admite ser todos os corpos da natureza, todos os seres, todos os globos do universo, parte da Divindade, reflete um propósito de que não podendo fazer Deus, o homem quer, ao menos, ser parte Dele. Revela-se a inteligência de Deus em suas obras, como a do pintor nos seus quadros.  E como o quadro não e o pintor que o concebeu e executou, assim as obras de Deus não são o próprio Deus.
O MAIOR MANDAMENTO Certa feita reuniram-se os fariseus, e um deles, doutor da lei, fez a Jesus a seguinte pergunta para prová-lo: Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Respondeu Jesus:  “ Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito”.  Este é o maior e primeiro mandamento.  E o segundo, semelhante a este é: ” Amarás teu próximo como a ti mesmo”. Nesses dois mandamentos se reúnem toda a lei e os profetas (MT 22:34-40 )
Quando Jesus exorta-nos a esse imperativo moral, ele propõe aos homens a vivência do amor, pois este consiste na expressão da natureza divina, assim como a natureza originária que caracteriza a alma humana.  O amor permanece, assim, como sendo a essência divina, ou seja, o liame que liga os homens entre si e com Deus.  Efetivamente, esse primeiro mandamento está necessariamente vinculado ao segundo, visto que não se pode amar a Deus sem amar aos homens, nem amar aos homens sem amar a Deus.
Toda busca do ser humano consiste em chegar a Deus, o qual converte-se em objeto de conhecimento e de adoração.  Amar a Deus é uma lei natural haja visto a universalidade do sentimento divino, inerente a todo ser humano.  Essa ligação, porém, dá-se em pensamento, em sentimento, através da prece, da adoração e da doação de si. O amor a Deus, porém, n ao se restringe a um determinado templo ou altar, mas antes consiste em uma vivência interior, que se dá na intimidade de cada indivíduo.  É assim que, certa feita, uma samaritana interpela Jesus: Nossos pais adoravam neste monte, mas vós dizeis que é em Jerusalém que se deve orar..
Ao que Jesus respondeu: Não adorareis o Pai neste monte, nem em Jerusalém. Vós adorais quem não conheceis, nós adoramos o que conhecemos (...) Mas, vem a hora, e já chegou, quando os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade (Jô 4:20-25). Adorar em espírito consiste em uma ligação interior com Deus a partir de uma consciência espiritualizada.  No entanto, a adoração sem conhecimento acaba por ser uma relação abstrata, algo misterioso e, portanto, não vivenciado plenamente.  A verdadeira adoração é aquela que busca a identificação com Deus em essência, pela consciência dessa essência divina em si mesmo – e no próximo.
“ Amar ao próximo como a si mesmo significa fazer aos outros o que quereríamos que nos fizessem” ,  eis a expressão mais completa da caridade, porque ela resume todos os deveres para com o próximo.  Não se pode ter, neste caso, guia mais seguro do que tomando como medida do que se deve fazer aos outros, o que se deseja para si mesmo (ESE-Cap. XI, item 4).  Com esta máxima, Jesus ensina-nos a virtual fusão dos seres entre si em um sentimento universal, induzindo os homens, assim, à superação do egoísmo, do personalismo, os maiores entraves ao progresso do Espírito.
Amar a Deus consiste em submeter-se às Suas leis, atendendo, ao mesmo tempo, ao imperativo da prática do bem sincero para com os semelhantes.
BIBLIOGRAFIA Livro dos Espíritos. Evangelho Segundo o Espiritismo

Primeiro Módulo - Aula 2 - Deus e o infinito

  • 1.
    DEUS E OINFINITO
  • 2.
    A questão Deussempre empolgou o homem na história do pensamento, tornando-se o centro natural de todo o processo de conhecimento. É assim que O Livro dos Espíritos inicia-se o conceito de Deus. Tal tema é de suma importância, pois da compreensão clara da existência de Deus depende nossa apreensão da realidade, assim como a forma de pautar nossa existência. Que é Deus? (LE, perg. 1) Ao que respondem os Espíritos: “ Deus é a Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas”
  • 3.
    Vê-se assim quea Doutrina Espírita define Deus a partir do princípio da causalidade, segundo o qual Deus constitui o fundamento que torna possível o mundo e os seres. A partir desse conceito, Deus deixa de ser tão somente uma questão de fé, para revelar-se de forma racional, na Inteligência que rege as formas da natureza. Ao buscar definir Deus, porém, é muito comum ao entendimento humano associá-lo à visão de algo que lhe permanece desconhecido, e portanto, à noção de infinito. No entanto, esclarecem os Espíritos que Deus não é o infinito, pois, definir Deus como sendo o infinito, é tomar o atributo de uma coisa por ela mesma, definir uma coisa ainda não conhecida, por outra que também não o é (LE, perg.3).
  • 4.
    A) NÃO HÁEFEITO SEM CAUSA (LE, perg. 4) A Doutrina Espírita fundamenta a concepção de Deus a partir do axioma: Não há efeito inteligente sem causa inteligente, e à grandeza do efeito corresponde a grandeza da causa (LE, Prolegômenos). O universo mostra-se organizado inteligentemente em todas as suas dimensões. Seria absurdo supor que a inteligência da estrutura universal fosse resultado de um simples acaso.
  • 5.
    B) UNIVERSALIDADE DOSENTIMENTO INTUITIVO DE DEUS Poder-se-ia pensar que o conceito de Deus fosse uma questão relativa à cultura dos homens, ou seja, o efeito da educação ou produto de idéias adquiridas. No entanto, se o sentimento da existência de um ser supremo não fosse mais que o produto de um ensinamento, não será universal, nem existiria, como as noções científicas, senão entre os que tivessem podido receber esse ensinamento (LE, perg. 6).
  • 6.
    C) A ORDEMDO UNIVERSO : A Inteligência de Deus revela-se como uma tendência à ordem e harmonia no universo material, e a uma tendência moralizante no universo espiritual. A harmonia que regula as forças do Universo revela combinações e fins determinados, e por isso um poder inteligente. Atribuir a formação primária ao acaso, seria uma falta de senso, porque o acaso é cego e não pode produzir efeitos inteligentes. Um acaso inteligente já não seria acaso (LE, perg.8).
  • 7.
    PROVAS DA EXISTÊNCIADE DEUS Pode-se encontrar a prova da existência de Deus num axioma que aplicamos as nossas ciências. Não há efeito sem causa. Procuremos a causa de tudo o que não e obra do homem e a nossa razão respondera.“ "A dedução que se pode tirar do sentimento instintivo, que todos os homens trazem em si, da existência de Deus e a de que Deus existe. E ainda uma conseqüência do principio - não ha efeito sem causa".
  • 8.
    "O sentimento intimoque temos da existência de Deus não e fruto da educação nem resultado de idéias adquiridas. Se assim, fosse, os selvagens não teriam esse sentimento.“ "Não esta nas propriedades da matéria a causa primaria da formação das coisas. E sempre indispensável uma causa primaria.“ "A opinião dos que atribuem a formação primaria a uma combinação fortuita da matéria ao acaso, e absurda. 0 homem de bom-senso não pode considerar o acaso um ser inteligente, pois que o acaso e nada.“
  • 9.
    "O que serevela, na causa primaria, uma inteligência suprema e superior a todas as inteligências, e que pela obra se conhece o autor. A obra e o Universo. Basta procurar o autor. A incredulidade e gerada pelo orgulho. O homem orgulhoso nada admite acima de si.“ Ha inteligência nas manifestações gerais do universo; o homem não pode criar o que cria a natureza. Então a causa mater. da natureza e uma inteligência superior a humanidade.
  • 10.
    ATRIBUTOS DA DIVINDADE"O homem não pode compreender a natureza intima de Deus, pois que lhe falta para isso o sentido.“ A limitação da inteligência, a inferioridade de suas faculdades, suas imperfeições o impedem de conhecer a natureza intima de Deus. "Um dia o homem compreendera o mistério da divindade, quando não mais estiver o Espírito obscurecido pela matéria. Quando, pela sua perfeição, se houver aproximado de Deus,ele o vera e compreendera.“
  • 11.
    "O homem poderácompreender a natureza intima de Deus e formar idéia de algumas de suas perfeições a proporção que se elevar acima da matéria. Então as entrevera pelo pensamento.“ A razão nos diz que Deus deve possuir em grau absoluto a perfeição de todos os seus atributos divinos. Esta acima de todas as coisas e isento de qualquer vicissitude. "Os atributos de Deus, sob o ponto de vista do homem, são: Deus é: Eterno . Se tivesse tido principio, teria saído do nada, ou, então, também teria sido criado, por um ser anterior. E assim que remontamos ao infinito e a eternidade.
  • 12.
    - Imutável. Se estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o Universo nenhuma estabilidade teriam. - Imaterial. A sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria. De outro modo, ele não seria imutável, porque estaria sujeito as transformações da matéria. - Único . Se muitos Deuses houvesse, não haveria unidade de vistas, nem unidade de poder na ordenação do Universo. - Onipotente. Ele o e, porque e único. Se não dispusesse do soberano poder, algo haveria mais poderoso ou tão poderoso quanto ele, que então não teria feito todas as coisas.
  • 13.
    - soberanamentejusto e bom . A sabedoria providencial das leis divinas se revela, assim nas mais pequeninas coisas, como nas maiores, e essa sabedoria não permite se duvide nem da justiça nem da bondade de Deus. Há coisas que estão acima da inteligência do homem mais inteligente, cuja a linguagem, restrita as idéias e sensações, não contem meios de exprimir.“
  • 14.
    PANTEÍSMO Deus eum ser distinto e não resultante de todas forcas e de todas as inteligências, reunidas, do Universo. Deus existe, disso não se pode duvidar. Se não existisse seria efeito e não causa. Não devemos penetrar em labirintos donde dificilmente sairíamos.
  • 15.
    A doutrina panteístaque admite ser todos os corpos da natureza, todos os seres, todos os globos do universo, parte da Divindade, reflete um propósito de que não podendo fazer Deus, o homem quer, ao menos, ser parte Dele. Revela-se a inteligência de Deus em suas obras, como a do pintor nos seus quadros. E como o quadro não e o pintor que o concebeu e executou, assim as obras de Deus não são o próprio Deus.
  • 16.
    O MAIOR MANDAMENTOCerta feita reuniram-se os fariseus, e um deles, doutor da lei, fez a Jesus a seguinte pergunta para prová-lo: Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Respondeu Jesus: “ Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito”. Este é o maior e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este é: ” Amarás teu próximo como a ti mesmo”. Nesses dois mandamentos se reúnem toda a lei e os profetas (MT 22:34-40 )
  • 17.
    Quando Jesus exorta-nosa esse imperativo moral, ele propõe aos homens a vivência do amor, pois este consiste na expressão da natureza divina, assim como a natureza originária que caracteriza a alma humana. O amor permanece, assim, como sendo a essência divina, ou seja, o liame que liga os homens entre si e com Deus. Efetivamente, esse primeiro mandamento está necessariamente vinculado ao segundo, visto que não se pode amar a Deus sem amar aos homens, nem amar aos homens sem amar a Deus.
  • 18.
    Toda busca doser humano consiste em chegar a Deus, o qual converte-se em objeto de conhecimento e de adoração. Amar a Deus é uma lei natural haja visto a universalidade do sentimento divino, inerente a todo ser humano. Essa ligação, porém, dá-se em pensamento, em sentimento, através da prece, da adoração e da doação de si. O amor a Deus, porém, n ao se restringe a um determinado templo ou altar, mas antes consiste em uma vivência interior, que se dá na intimidade de cada indivíduo. É assim que, certa feita, uma samaritana interpela Jesus: Nossos pais adoravam neste monte, mas vós dizeis que é em Jerusalém que se deve orar..
  • 19.
    Ao que Jesusrespondeu: Não adorareis o Pai neste monte, nem em Jerusalém. Vós adorais quem não conheceis, nós adoramos o que conhecemos (...) Mas, vem a hora, e já chegou, quando os verdadeiros adoradores hão de adorar o Pai em espírito e verdade (Jô 4:20-25). Adorar em espírito consiste em uma ligação interior com Deus a partir de uma consciência espiritualizada. No entanto, a adoração sem conhecimento acaba por ser uma relação abstrata, algo misterioso e, portanto, não vivenciado plenamente. A verdadeira adoração é aquela que busca a identificação com Deus em essência, pela consciência dessa essência divina em si mesmo – e no próximo.
  • 20.
    “ Amar aopróximo como a si mesmo significa fazer aos outros o que quereríamos que nos fizessem” , eis a expressão mais completa da caridade, porque ela resume todos os deveres para com o próximo. Não se pode ter, neste caso, guia mais seguro do que tomando como medida do que se deve fazer aos outros, o que se deseja para si mesmo (ESE-Cap. XI, item 4). Com esta máxima, Jesus ensina-nos a virtual fusão dos seres entre si em um sentimento universal, induzindo os homens, assim, à superação do egoísmo, do personalismo, os maiores entraves ao progresso do Espírito.
  • 21.
    Amar a Deusconsiste em submeter-se às Suas leis, atendendo, ao mesmo tempo, ao imperativo da prática do bem sincero para com os semelhantes.
  • 22.
    BIBLIOGRAFIA Livro dosEspíritos. Evangelho Segundo o Espiritismo