DEUS
• Razão primáriade todas as coisas.
• Origem de tudo.
• Causa elementar pelos seus efeitos mesmo quando não se
vê.
3.
NATUREZA DIVINA
Não édado ao homem conhecer a natureza íntima de Deus, faltam-nos
competência para tal, precisamos ainda evoluir muito.
Mas nos é permitido conhecer seus atributos, visto que sem conhecer seus
atributos, é impossível compreender sua obra de Criação.
Livro dos espíritos
Livro primeiro
Cap IV- DEUS
Pergunta 10- O homem pode comp0reender a natureza íntima de Deus?
- Não. Falta-lhe, para tanto um sentido.
4.
ATRIBUTOS DE DEUS.
1-Inteligência Suprema e Soberana:
Abrange o infinito.
2- Eterno:
Não tem começo e não ter a fim.
3- Imutável :
Caso fosse sujeito a mudanças, as leis que regem o mundo não
teriam estabilidade. É o mesmo desde sempre.
4- Imaterial :
sua natureza difere de tudo que denominamos matéria, de outra
forma seria mutável seria sujeito as transformações da matéria.
Não tem forma perceptível pelos nossos sentidos.
Representar Deus com imagem forma é rebaixar o ser supremo as
mesquinhas proporções da humanidades as paixões humanas daí
conceber um Deus colérico, ciumento, parcial.
5.
5- Onipotente:
Poder supremo,se assim não fosse seria possível conceber um ser
mais poderoso e este seria então Deus.
6- Soberanamente Justo e Bom:
Sabedoria providencial das leis divinas se revela nas menores
coisas, assim como nas maiores, e essa sabedoria não permite que
se duvide da justiça ou da sua bondade.
Não existe mais ou menos soberano, não possuindo nenhuma de
tais qualidades no grau máximo, todas as coisas seriam submetidas
a seu capricho.
A soberana bondade implica na soberana justiça, pois se ele age
com injustamente ou com parcialidade numa só circunstância, ou
em relação a uma só de suas criaturas, não seria soberanamente
justo e nem soberanamente bom.
*Pluralidade das existências/ lei de causa e efeito.
6.
7- Infinitamente Perfeito
Éimpossível conceber Deus sem o infinito das perfeições, sem o
que ele não seria Deus, pois sempre se poderia conceber um ente
que possuísse aquilo que lhe faltasse.
Para que alguém ser não pudesse leu para passar, é necessário que
ele seja infinito em tudo.
Os atributos de Deus sendo infinito não são suscetíveis a aumento
ou diminuição, se retirássemos a menor parcela de um só de seus
atributos, já não teríamos Deus.
A unidade de Deus é a consequência do infinito absoluto de suas
perfeições. Não poderia existir um outro Deus, senão com a
condição de ser igualmente infinito em todas as coisas, pois se
houvesse entre eles a mais ligeira diferença um seria inferior ao
outro, subordinado a seu poder e não seria Deus.
7.
A ignorância doprincípio das perfeições de Deus é que engrenou o
politeísmo (crença em vários deuses), os povos primitivos atribuíam
divindade a todo o poder que lhes parecia estar acima da
humanidade.
Em resumo Deus não pode ser Deus se não com a condição de não
ser ultrapassado em nada por outro ente, pois então o verdadeiro
Deus seria aquele que ultrapassasse em qualquer assunto, mesmo
que minimamente.
Para que tal não se dê, é preciso que ele seja infinito em todas as
coisas. Tal também o critério infalível de todas as doutrinas religiosas,
para julgá-las, o homem tem o padrão rigorosamente exato dos
atributos de Deus.
Toda teoria, todo princípio, todo dogma, toda crença e toda prática
que esteja em contradição com um só destes atributos, que tenda
não só anulados, mas enfraquecê-los não pode estar com a verdade.
8.
PROVIDÊNCIA DIVINA
Solicitude deDeus para com todas as suas criaturas.
Deus está em toda parte, tudo vê, tudo preside, mesmo as menores coisas: é nisto
que consiste sua ação providencial.
Em seu estado atual de inferioridade os homens não podem compreender o Deus
infinito senão com enorme dificuldade, pois que eles mesmos são restritos
ilimitados, portanto o consideram restrito ilimitado como ele.
Supomos um fluido bastante sutil para penetrar todos os corpos, este fluido, sendo
não inteligente, age mecanicamente, seguindo unicamente as leis materiais.
Mas se supusermos que este fluido seja dotado de inteligência de faculdades
perceptivas e sensitivas, agirá não mais cegamente, mas com discernimento, com
vontade e liberdade, ele verá ouvirá e sem tirar.
9.
Fluido universal conduzo pensamento de Deus, por isso ele está em todos os
lugares, pois tudo está mergulhado no fluido cósmico universal, logo Deus está em
todo lugar.
A natureza inteira está imersa no fluido Divino, estamos assim constantemente na
presença da divindade e não há sequer uma de nossas ações que possamos
subtrair a sua consideração, nosso pensamento está incessante contato com seu
pensamento, e é com razão que se diz que Deus jaz nas mais profundas dobras do
nosso coração.
“Estamos nele como ele está em nós”, segundo a palavra do Cristo.
10.
Providência divina nãoé Deus atender as minhas vontades, é ele prover o que é
melhor para eu espírito em desenvolvimento e evolução.
Providência divina nos dá recursos para ajudar um ao outro.
Exemplo: Uma família com oito irmãos e uma mãe super protetora, que não os
permite aprender nada, pois ela faz tudo por eles, não os deixa lidar com seus
desafios, deste modo esses filhos não crescem integralmente.
Deus é um pai amoroso, porém nos deixa aprender e lidar com nossos desafios,
através do nosso livre arbítrio. Ele não nos abandona a própria sorte, ele nos dá o
material pedagógico necessário para que possamos desenvolver esse aprendizado,
nos ajudando uns aos outros, pois em meio as nossas dificuldades ele sempre
coloca alguém em nosso caminho capaz de nos auxiliar.
A Ajuda é algo pontual e transitório em um momento, somos necessitado de
auxílio em outro estamos na posição e condição de ajudar alguém. Deste modo
vamos nos desenvolvendo e evoluindo enquanto espíritos.
11.
VISÃO DE DEUS
Jáque Deus está em toda parte, por que não o vemos ?
Essa é fácil de ser respondida. Nossos órgãos materiais têm
percepções limitadas que os tornam impróprios a visão de certas
coisas, mesmo materiais.
É assim que certos fluidos escapam totalmente a nossa visão e a
nossos instrumentos de análise e mesmo assim não duvidamos de
sua existência.
As coisas de essência espiritual não podem ser percebidas por
órgãos materiais, não é se não pela visão espiritual que podemos
ver os espíritos e as coisas do mundo e imaterial, unicamente, pois
nossa alma pode ter a percepção de Deus.
Sabemos que a visão de Deus não é privilégio se não das almas
mais purificadas e também que ao deixar o envoltório terrestre,
poucas possuem o grau de desmaterialização necessário para isso.
12.
Deus sendo essênciadivina por excelência, não pode ser
percebido e todo o seu esplendor, se não pelos espíritos que
hajam alcançado o mais elevado grau de desmaterialização,
é por isso que mu8itos após na morte não o veem.
Porém, a medida que se depurem, têm dele uma intuição
mais nítida, se eles não o veem, já o compreendem melhor,
a luz é menos difusa.
Sob qual aparência Deus se apresenta aos que se hajam
tornado dignos de tal favor?
Isso é algo que a linguagem humana se revela impotente
para descrever, para nós não existe nenhum ponto de
comparação que nos possa dar dele uma ideia, nossa
inteligência é muito limitada para compreender.