Curso mediadores de leitura na biodiversidade _ UFRGS O preconceito como forma de exclusão
Autoras:  Cristiane Duarte  Lisiane Inchauspi Lisiane Posqui Miriam Martins
PÚBLICO-ALVO Crianças em fase de transição da infância para adolescência.
TEMA GERADOR Preconceito Racial
Objetivo  Conscientizar alunos do ensino fundamental, séries finais , sobre a importância de respeitar as diferenças existentes na sala de aula.
Uma escritora  contemporânea CRISTIANE SOBRAL Nasceu no Rio de Janeiro, em 1974, e reside em Brasília desde 1990.  Como escritora, possui poemas e contos publicada na Antologia  Cadernos Negros , edições 23, 24, e 25. Graduada como atriz habilitada em Interpretação Teatral pela Universidade de Brasília, sendo a primeira negra a ganhar o título acadêmico.
PETARDO   Escrevi aquela estória escura sim. Soltei meu grito crioulo sem medo pra você saber: Faço questão de ser negra nessa cidade descolorida, doa a quem doer. Faço questão de empinar meu cabelo cheio de poder. Encresparei sempre, em meio a esta noite embriagada de trejeitos brancos e fúteis.   Escrevi aquele conto negro bem sóbria, para você perceber de uma vez por todas que entre a minha pele e o papel que embrulha os seus cadernos, não há comparação parda cabível, há um oceano, o mesmo mar cemitério que abriga os meus antepassados assassinados, por essa mesma escravidão que ainda nos oprime.   Escrevi Escrevo Escreverei Com letras garrafais vermelho-vivo, pra você lembrar que jorrou muito sangue.       (Poema extraído da obra O NEGRO EM VERSOS, organização e apresentação de Luis Carlos dos Santos, Maria Galas e Ulisses Tavares. São Paulo: Moderna, 2005 Antologia da Poesia Negra Brasileira
Castro Alves – O poeta dos escravos  No período em que viveu (1847-1871), ainda existia a escravidão no Brasil. O jovem baiano, simpático e gentil, apesar de possuir gosto sofisticado para roupas e de levar uma vida relativamente confortável, foi capaz de compreender as dificuldades dos negros escravizados.
A canção do africano - Castro Alves  Lá na úmida senzala, Sentado na estreita sala, Junto ao braseiro, no chão, Entoa o escravo o seu canto, E ao cantar correm-lhe em pranto Saudades do seu torrão ... De um lado, uma negra escrava Os olhos no filho crava, Que tem no colo a embalar... E à meia voz lá responde Ao canto, e o filhinho esconde, Talvez pra não o escutar! "Minha terra é lá bem longe, Das bandas de onde o sol vem; Esta terra é mais bonita, Mas à outra eu quero bem!
"0 sol faz lá tudo em fogo, Faz em brasa toda a areia; Ninguém sabe como é belo Ver de tarde a papa-ceia! "Aquelas terras tão grandes, Tão compridas como o mar, Com suas poucas palmeiras Dão vontade de pensar ... "Lá todos vivem felizes, Todos dançam no terreiro; A gente lá não se vende Como aqui, só por dinheiro".
O escravo calou a fala, Porque na úmida sala O fogo estava a apagar; E a escrava acabou seu canto, Pra não acordar com o pranto O seu filhinho a sonhar! ............................ O escravo então foi deitar-se, Pois tinha de levantar-se Bem antes do sol nascer, E se tardasse, coitado, Teria de ser surrado, Pois bastava escravo ser. E a cativa desgraçada Deita seu filho, calada, E põe-se triste a beijá-lo, Talvez temendo que o dono Não viesse, em meio do sono, De seus braços arrancá-lo!
Sandra de Sá e sua africanidade  Sandra de Sá é uma das grandes cantoras brasileiras, todos que ouvem bem sabem: o timbre grave e caloroso, a potência e o "swing", a personalidade feita de ternura e malandragem, a identificam…Sandra, sem trair sua origem e trajetória, seu estilo e seu público, sua raça e seus sonhos, interpretando canções novas e antigas
Música _ Olhos coloridos _ Sandra de Sá Os meus olhos coloridos Me fazem refletir Eu estou sempre na minha E não posso mais fugir Meu cabelo enrolado Todos querem imitar Eles estão baratinados Também querem enrolar Você ri da minha roupa Você ri do meu cabelo Você ri da minha pele Você ri do meu sorriso A verdade é que você,  Tem sangue crioulo Tem cabelo duro Sarará crioulo Sarará crioulo, sarará crioulo
Monteiro Lobato _ Mostrando a realidade através  da literatura. Monteiro Lobato, natural de Taubaté (SP), nasceu em 18/04/1882. É uma das figuras excepcionais das letras brasileiras. Jornalista, contista, criador de deliciosas histórias para crianças, suscitador de problemas, ensaísta e homem de ação, encheu com seu nome um largo período da vida nacional
Conto : Negrinha _ Monteiro Lobato  Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta? Não; fusca, mulatinha escura, de cabelos ruços e olhos assustados. Nascera na senzala, de mãe escrava, e seus primeiros anos vivera-os pelos cantos escuros da cozinha, sobre velha esteira e trapos imundos. Sempre escondida, que a patroa não gostava de crianças. Excelente senhora, a patroa. Gorda, rica, dona do mundo, amimada dos padres, com lugar certo na igreja e camarote de luxo reservado no céu. Entaladas as banhas no trono (uma cadeira de balanço na sala de jantar), ali bordava, recebia as amigas e o vigário, dando audiências, discutindo o tempo. Uma virtuosa senhora em suma — “dama de grandes virtudes apostólicas, esteio da religião e da moral”, dizia o reverendo. [...] Disponível em : http://www.bancodeescola.com/negrinha.htm
 
 
 
 
“  Eu tenho um sonho...de que um dia viverão numa nação onde eles não serão julgados pela cor da sua pele mas pela essência do seu caráter.“ Martin Luther King

Praticas leitoras

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    Curso mediadores deleitura na biodiversidade _ UFRGS O preconceito como forma de exclusão
  • 2.
    Autoras: CristianeDuarte Lisiane Inchauspi Lisiane Posqui Miriam Martins
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    PÚBLICO-ALVO Crianças emfase de transição da infância para adolescência.
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    Objetivo Conscientizaralunos do ensino fundamental, séries finais , sobre a importância de respeitar as diferenças existentes na sala de aula.
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    Uma escritora contemporânea CRISTIANE SOBRAL Nasceu no Rio de Janeiro, em 1974, e reside em Brasília desde 1990.  Como escritora, possui poemas e contos publicada na Antologia Cadernos Negros , edições 23, 24, e 25. Graduada como atriz habilitada em Interpretação Teatral pela Universidade de Brasília, sendo a primeira negra a ganhar o título acadêmico.
  • 7.
    PETARDO   Escreviaquela estória escura sim. Soltei meu grito crioulo sem medo pra você saber: Faço questão de ser negra nessa cidade descolorida, doa a quem doer. Faço questão de empinar meu cabelo cheio de poder. Encresparei sempre, em meio a esta noite embriagada de trejeitos brancos e fúteis.   Escrevi aquele conto negro bem sóbria, para você perceber de uma vez por todas que entre a minha pele e o papel que embrulha os seus cadernos, não há comparação parda cabível, há um oceano, o mesmo mar cemitério que abriga os meus antepassados assassinados, por essa mesma escravidão que ainda nos oprime.   Escrevi Escrevo Escreverei Com letras garrafais vermelho-vivo, pra você lembrar que jorrou muito sangue.       (Poema extraído da obra O NEGRO EM VERSOS, organização e apresentação de Luis Carlos dos Santos, Maria Galas e Ulisses Tavares. São Paulo: Moderna, 2005 Antologia da Poesia Negra Brasileira
  • 8.
    Castro Alves –O poeta dos escravos No período em que viveu (1847-1871), ainda existia a escravidão no Brasil. O jovem baiano, simpático e gentil, apesar de possuir gosto sofisticado para roupas e de levar uma vida relativamente confortável, foi capaz de compreender as dificuldades dos negros escravizados.
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    A canção doafricano - Castro Alves Lá na úmida senzala, Sentado na estreita sala, Junto ao braseiro, no chão, Entoa o escravo o seu canto, E ao cantar correm-lhe em pranto Saudades do seu torrão ... De um lado, uma negra escrava Os olhos no filho crava, Que tem no colo a embalar... E à meia voz lá responde Ao canto, e o filhinho esconde, Talvez pra não o escutar! "Minha terra é lá bem longe, Das bandas de onde o sol vem; Esta terra é mais bonita, Mas à outra eu quero bem!
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    "0 sol fazlá tudo em fogo, Faz em brasa toda a areia; Ninguém sabe como é belo Ver de tarde a papa-ceia! "Aquelas terras tão grandes, Tão compridas como o mar, Com suas poucas palmeiras Dão vontade de pensar ... "Lá todos vivem felizes, Todos dançam no terreiro; A gente lá não se vende Como aqui, só por dinheiro".
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    O escravo caloua fala, Porque na úmida sala O fogo estava a apagar; E a escrava acabou seu canto, Pra não acordar com o pranto O seu filhinho a sonhar! ............................ O escravo então foi deitar-se, Pois tinha de levantar-se Bem antes do sol nascer, E se tardasse, coitado, Teria de ser surrado, Pois bastava escravo ser. E a cativa desgraçada Deita seu filho, calada, E põe-se triste a beijá-lo, Talvez temendo que o dono Não viesse, em meio do sono, De seus braços arrancá-lo!
  • 12.
    Sandra de Sáe sua africanidade Sandra de Sá é uma das grandes cantoras brasileiras, todos que ouvem bem sabem: o timbre grave e caloroso, a potência e o "swing", a personalidade feita de ternura e malandragem, a identificam…Sandra, sem trair sua origem e trajetória, seu estilo e seu público, sua raça e seus sonhos, interpretando canções novas e antigas
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    Música _ Olhoscoloridos _ Sandra de Sá Os meus olhos coloridos Me fazem refletir Eu estou sempre na minha E não posso mais fugir Meu cabelo enrolado Todos querem imitar Eles estão baratinados Também querem enrolar Você ri da minha roupa Você ri do meu cabelo Você ri da minha pele Você ri do meu sorriso A verdade é que você, Tem sangue crioulo Tem cabelo duro Sarará crioulo Sarará crioulo, sarará crioulo
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    Monteiro Lobato _Mostrando a realidade através da literatura. Monteiro Lobato, natural de Taubaté (SP), nasceu em 18/04/1882. É uma das figuras excepcionais das letras brasileiras. Jornalista, contista, criador de deliciosas histórias para crianças, suscitador de problemas, ensaísta e homem de ação, encheu com seu nome um largo período da vida nacional
  • 15.
    Conto : Negrinha_ Monteiro Lobato Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta? Não; fusca, mulatinha escura, de cabelos ruços e olhos assustados. Nascera na senzala, de mãe escrava, e seus primeiros anos vivera-os pelos cantos escuros da cozinha, sobre velha esteira e trapos imundos. Sempre escondida, que a patroa não gostava de crianças. Excelente senhora, a patroa. Gorda, rica, dona do mundo, amimada dos padres, com lugar certo na igreja e camarote de luxo reservado no céu. Entaladas as banhas no trono (uma cadeira de balanço na sala de jantar), ali bordava, recebia as amigas e o vigário, dando audiências, discutindo o tempo. Uma virtuosa senhora em suma — “dama de grandes virtudes apostólicas, esteio da religião e da moral”, dizia o reverendo. [...] Disponível em : http://www.bancodeescola.com/negrinha.htm
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  • 18.
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  • 20.
    “ Eutenho um sonho...de que um dia viverão numa nação onde eles não serão julgados pela cor da sua pele mas pela essência do seu caráter.“ Martin Luther King