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IRACEMA Lenda do Ceará JOSÉ  DE ALENCAR
José de Alencar   (Mecejana, CE 1829 - RJ 1877) Patrono da Cadeira 23 da ABL -1847 volta ao Ceará:  cenário de  Iracema.
“ (...) Acabava de passar dois meses em minha terra natal. Tinha-me repassado das primeiras e tão fagueiras recordações da infância, ali nos mesmos sítios queridos onde nascera. (...) desenhavam-se a cada instante, na tela das reminiscências, as paisagens de meu pátrio Ceará. (...).”
-  1856  -  Cinco Minutos -  1857  -  O Guarani  e  A Viuvinha 1862  - Lucíola   1864  - Diva 1865-   Iracema   1871 - O tronco do ipê 1872 -  Sonhos d’ Ouro  e  Til -  1874 -  Ubirajara -  1875 -  Senhora e  O Sertanejo Obras:
Iracema  e o romance romântico Prefácio a  Sonhos d’Ouro “ A primitiva, que se pode chamar aborígene, são as lendas e mitos da terra selvagem e conquistada; são as tradições  que embalaram a infância do povo (...).  Iracema  pertence a essa literatura primitiva, cheia de santidade e enlevo.”  Literatura Indianista
O Indianismo antecedentes Carta de Caminha  (1500) Uraguai  – Basílio da Gama (1769) O Caramuru  – Santa Rita Durão (1781) Caminha e Durão: selvagem a ser catequizado e incorporado à civilização; X Basílio da Gama: dignidade e heroísmo.
Obras indianistas estrangeiras 1801 -   Atala  – Chateaubriand  1826 -  The last of the Mohicans  – James F. Cooper
Mito do Bom Selvagem Jean-Jacques Rousseau um dos mais importantes pensadores do séc. XVIII; 1754: “Discurso sobre as desigualdades entre os homens”; ‘ homem primitivo’: quanto mais afastado da civilização, mais próximo desse modelo; ‘ selvagem’ (índio).
A idealização do índio caracterização física: “ Iracema, a virgem dos lábios de mel (...). O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.” “ Quem cria, vê sempre uma Lindóia na criatura, embora as índias sejam pançudas e ramelentas.” ( Amar, Verbo Intransitivo  – Mário de Andrade)
caracterização psicológica: amor acima de tudo; transgressão das regras; amor x autoridade paterna; amor e morte; possível modelo: Teresa - de  Amor de Perdição,  Camilo Castelo Branco (1862)
Contradição Plano físico: traços indígenas Plano psicológico: modelo das heroínas  européias
Título Etimologia: - nota nº 2 do autor:  do guarani  ira , mel e  tembe , lábios Nome arbitrário: livre criação
Controvérsia sobre o título 1929: centenário de Alencar Na  Revista da ABL : Afrânio Peixoto – Iracema = anagrama de América Problemas: inquestionável (linguagem); impossibilidade de comprovação (intenção).
Subtítulo: ‘ Lenda do Ceará’ Fundação do Ceará “ (...) uma história, que me contaram nas lindas várzeas onde nasci, à calada da noite (...)” Sabor de lenda : “Além, muito além daquela serra que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.”
Problema Há mesmo essa lenda? Advertência em  Ubirajara: “ Este livro é irmão de Iracema.  Chamei-lhe de lenda como ao outro.”
Argumento Histórico 1603 – Pero Coelho funda  Nova Lisboa;  Fracasso: hostilidade dos índios. “ Na primeira expedição foi um moço de nome Martim Soares Moreno, que se ligou de amizade com Jacaúna, chefe dos índios do litoral e seu irmão Poti. Em 1608, por ordem de D. Diogo de Menezes, voltou a dar princípio à regular colonização daquela capitania”
“ Jacaúna, que habitava as margens do Acaracu, veio estabelecer-se com sua tribo nas proximidades do recente povoado, para o proteger contra os índios do interior e os franceses que infestavam a costa.” “ Este é o argumento histórico da lenda (...) para que não me censurem de infiel à verdade histórica.”
Argumento Histórico  X  Lenda Realidade Imaginação Procura dar credibilidade à  lenda
Espaço e Tempo Ceará começo do séc. XVII
Narrador terceira pessoa;  não é mero observador – intromissão no texto: juízos de valor; expressa-se, às vezes, na primeira pessoa. “ Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba”     
A Linguagem 1 – prosa poética Capítulo I “ Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba;  Verdes mares, que brilhais como líquida esmeralda aos raios do sol nascente, perlongando as alvas praias ensombradas de coqueiros;  Serenai, verdes mares, e alisai docemente a vaga impetuosa, para que o barco aventureiro manso resvale à flor das águas. (...)”
Ver-des-ma-res-bra- vi -os (6) De-mi-nha-ter-ra-na- tal  (7) On-de-can-taa-jan- da -ia (6) Nas-fron-des-da-car-na- ú -ba (7) Ver-des-ma-res-que-bri- lha -is (7) Co-mo-lí-qui-daes-me- ral -da (7) Aos-ra-ios-do-sol-nas- cen -te (7) Per-lon-gan-doas-al-vas- pra -ias (7) Em-som-bra-das-de-co- quei -ros (7)
2 –   Adjetivação e comparações abundantes “ Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.”
3 – A língua tupi “ O conhecimento da língua indígena é o melhor critério para a nacionalidade da literatura. Ele nos dá não só o verdadeiro estilo, como as imagens poéticas do selvagem, os modos de seu pensamento, as tendências de seu espírito, e até as menores particularidades de sua vida. É nessa fonte que deve beber o poeta brasileiro”
4 – Autocrítica de Alencar “ (...) noto algum excesso de comparações, repetição de certas imagens, desalinho no estilo dos últimos capítulos.”
Enredo 1. A partida (Martim, Japi e Moacir) “ Onde vai a afouta jangada, que deixa rápida a costa cearense, aberta ao fresco terral a grande vela?”
2. O encontro (Martim e Iracema) “ Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se. Diante dela  e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar, nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo. Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido. De primeiro ímpeto, a mão lesta caiu sobre a cruz da
espada; mas logo sorriu. O moço guerreiro aprendeu na religião de sua mãe, onde a mulher é símbolo de ternura e amor. Sofreu mais d’alma que da ferida. O sentimento que ele pôs nos olhos e no rosto, não o sei eu. Porém a virgem lançou de si o arco e a uiraçaba, e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara. A mão que rápida ferira, estancou mais rápida e compassiva o sangue que gotejava. Depois Iracema quebrou a flecha homicida; deu a haste ao desconhecido, guardando consigo a ponta farpada. O guerreiro falou:  –  Quebras comigo a flecha da paz?”
3. Martim, hóspede de Araquém Importante: tema da hospedagem; Regras rigorosas; Respeito absoluto a elas.
4. Relação amorosa Vestal – religiosidade; “ –  Estrangeiro, Iracema não pode ser tua serva. É ela que guarda o segredo da jurema e o mistério do sonho. Sua mão fabrica para o Pajé a bebida de Tupã.” Apaixona-se por Martim; Envolve e seduz o guerreiro branco.
5. Ciúme de Irapuã Apaixonado por Iracema; Ódio por Martim; Desejo de vingança;
Obrigado a respeitar a hospitalidade de Araquém. “ –  Nunca Iracema daria seu seio, que o espírito de Tupã habita só, ao guerreiro mais vil dos guerreiros tabajaras! Torpe é o morcego porque foge da luz e bebe o sangue da vítima adormecida!... –  Filha de Araquém, não assanha o jaguar! O nome de Irapuã voa mais longe que o goaná do lago, quando sente a chuva além das serras. Que o guerreiro branco venha, e o seio de Iracema se abra para o vencedor. –  O guerreiro branco é hóspede de Araquém. A paz o trouxe aos campos do Ipu, a paz o guarda. Quem ofender o estrangeiro ofende o Pajé. ”
6. Confrontos   Martim X Irapuã Aldeia tabajara: ambiente de revolta; Martim foge, ajudado por Caubi; Irapuã persegue e intercepta o fugitivo; Caubi intercede. Tabajaras X Pitiguaras Irapuã retira-se.
7. Guerra Tapuitingas + Irapuã  X  Pitiguaras; Jacaúna chama Poti e Martim; Martim parte para a guerra.
8. Abandono de Iracema “ (...) Poti refletiu:  —  As lágrimas da mulher amolecem o coração do guerreiro, como o orvalho da manhã amolece a terra.  —  Meu irmão é um grande sabedor. O esposo deve partir sem ver Iracema.  O cristão avançou, Poti mandou-lhe que esperasse: da aljava de setas que Iracema emplumara de penas vermelhas e pretas e suspendera aos ombros do esposo, tirou uma.  O chefe pitiguara vibrou o arco; a seta rápida atravessou um goiamum que discorria pelas margens do lago; só parou onde a pluma não a deixou mais entrar.
Fincou o guerreiro no chão a flecha, com a presa atravessada, e tornou para Coatiabo —  Podes partir. Iracema seguirá teu rasto; chegando aqui, verá tua seta, e obedecerá à tua vontade. Martim sorriu; e quebrando um ramo do maracujá, a flor da lembrança, (...) —  Ele manda que Iracema ande para trás, como o goiamum, e guarde sua lembrança, como o maracujá guarda sua flor todo o tempo até morrer.  A filha dos tabajaras retraiu os passos lentamente, sem volver o corpo, nem tirar os olhos da seta de seu esposo; depois tornou à cabana. Aí sentada à soleira, com a fronte nos joelhos esperou, até que o sono acalentou a dor em seu peito.”
9. Volta de Martim Nascimento de Moacir; Sofrimento e morte de Iracema; Martim enterra Iracema. “ –  Recebe o filho de teu sangue. Era tempo; meus seios ingratos já  não tinham  alimento  para dar-lhe!  Pousando a  criança nos braços paternos, a  desventu-
rada mãe desfaleceu (...) O esposo viu então como a dor tinha consumido seu belo corpo; mas a formosura ainda morava nela (...) –  Enterra o corpo de tua esposa ao pé do coqueiro que tu amavas. Quando o vento do mar soprar nas folhas, Iracema pensará que é a tua voz que fala entre seus cabelos. O doce lábio umedeceu para sempre; o último lampejo despediu-se dos olhos baços. Poti amparou  o  irmão  na  grande  dor.  Martim  sentiu
quanto um amigo verdadeiro é precioso na desventura (...)  O camucim que recebeu o corpo de Iracema, embebido de resinas odoríferas, foi enterrado ao pé do coqueiro, à borda do rio. Martim quebrou um ramo de murta, a folha da tristeza, e deitou-o no jazigo de sua esposa. A jandaia pousada no olho da palmeira repetia tristemente: –  Iracema!”
10. Canto da jandaia e nascimento do Ceará “ Desde então os guerreiros pitiguaras que passavam perto da cabana abandonada e ouviam ressoar a voz plangente da ave amiga, afastavam-se com a alma cheia de tristeza, do coqueiro onde cantava a jandaia. E foi assim que um dia veio a chamar-se Ceará o rio onde crescia o coqueiro, e os campos onde serpeja o rio.”
11. Quatro anos depois... Martim volta com o filho e um padre; Encontro com Poti; Conversão de Poti: batizado católico; Martim, Camarão e Albuquerque partem para o Mearim: expulsão do branco tapuia.
“ Poti foi o primeiro que ajoelhou aos pés do sagrado lenho; não sofria ele que nada mais o separasse de seu irmão branco. Deviam ter ambos um só Deus, como tinham um só coração. Ele recebeu com o batismo o nome do santo, cujo era o dia; e o do rei, a quem ia servir, e sobre os dois o seu, na língua dos novos irmãos. Sua fama cresceu e ainda hoje é o orgulho da terra, onde ele primeiro viu a luz. (...) Jacaúna veio habitar nos campos da Porangaba para estar  perto  de  seu  amigo  branco;  Camarão
erguera a a taba de seus guerreiros nas margens da Mecejana. Era sempre com emoção que o esposo de Iracema revia as plagas onde fora tão feliz, e as verdes folhas a cuja sombra dormia a formosa tabajara. Muitas vezes ia sentar-se naquelas doces areias, para cismar e acalentar no peito a agra saudade. A jandaia cantava ainda no olho do coqueiro; mas não repetia já o maviosos nome de Iracema. Tudo passa sobre a terra.”
Personagens Iracema   Filha de Araquém (pajé);  Virgem sagrada ; Forte, sedutora, mas submissa; Heroína trágica; Espírito harmonioso e romântico da floresta virgem americana.
Martim Guerreiro branco: colonizador europeu; Segundo autor: “procedente de Marte”; Amigo dos pitiguaras; Nome indígena: Coatiabo, "guerreiro pintado“ -  “Tinha nas faces o branco das areias, nos olhos o azul triste das águas e os cabelos da cor do sol.”
Moacir Filho de Iracema e Martim; Filho do sofrimento: de  moacy ,  dor e  ira ,  saído de;  Símbolo e metonímia: cearense;  brasileiro.
Poti Herói pitiguara; “ Irmão” de Martim; Personagem histórico. Caubi Irmão de Iracema; Não guardou rancor da irmã, indo visitá-la no exílio.
Irapuã Chefe dos tabajaras; Ciumento e corajoso; Apaixonado por Iracema; Seu nome significa "mel redondo". Jacaúna   Irmão de Poti e chefe dos pitiguaras;  Seu nome significa "jacarandá-preto".
Iracema: um tema permanente Literatura de cordel; Música popular (Chico Buarque, Eduardo Dusek); Cinema (Carlos Coimbra, Bodanski);
Iracema no imaginário nacional
Ecos de Iracema “ A Morte de Tapir”, Olavo Bilac. “ Pau-Brasil” e Antropofagia, Oswald de Andrade; Macunaíma , Mário de Andrade; Cobra Norato,  Raul Bopp; Martim Cererê , Cassiano Ricardo; Maíra , Darcy Ribeiro.
Iracema voou  Para a América  Leva roupa de lã  E anda lépida  Vê um filme de quando em vez  Não domina o idioma inglês  Lava chão numa casa de chá  Tem saído ao luar  Com um mímico  Ambiciona estudar  Canto lírico  Não dá mole pra polícia  Se puder, vai ficando por lá  Tem saudade do Ceará  Mas não muita  Uns dias, afoita  Me liga a cobrar:  –  É Iracema da América Iracema voou Chico Buarque,1998 .

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Iracema - José de Alencar

  • 1. IRACEMA Lenda do Ceará JOSÉ DE ALENCAR
  • 2. José de Alencar (Mecejana, CE 1829 - RJ 1877) Patrono da Cadeira 23 da ABL -1847 volta ao Ceará: cenário de Iracema.
  • 3. “ (...) Acabava de passar dois meses em minha terra natal. Tinha-me repassado das primeiras e tão fagueiras recordações da infância, ali nos mesmos sítios queridos onde nascera. (...) desenhavam-se a cada instante, na tela das reminiscências, as paisagens de meu pátrio Ceará. (...).”
  • 4. - 1856 - Cinco Minutos - 1857 - O Guarani e A Viuvinha 1862 - Lucíola 1864 - Diva 1865- Iracema 1871 - O tronco do ipê 1872 - Sonhos d’ Ouro e Til - 1874 - Ubirajara - 1875 - Senhora e O Sertanejo Obras:
  • 5. Iracema e o romance romântico Prefácio a Sonhos d’Ouro “ A primitiva, que se pode chamar aborígene, são as lendas e mitos da terra selvagem e conquistada; são as tradições que embalaram a infância do povo (...). Iracema pertence a essa literatura primitiva, cheia de santidade e enlevo.” Literatura Indianista
  • 6. O Indianismo antecedentes Carta de Caminha (1500) Uraguai – Basílio da Gama (1769) O Caramuru – Santa Rita Durão (1781) Caminha e Durão: selvagem a ser catequizado e incorporado à civilização; X Basílio da Gama: dignidade e heroísmo.
  • 7. Obras indianistas estrangeiras 1801 - Atala – Chateaubriand 1826 - The last of the Mohicans – James F. Cooper
  • 8. Mito do Bom Selvagem Jean-Jacques Rousseau um dos mais importantes pensadores do séc. XVIII; 1754: “Discurso sobre as desigualdades entre os homens”; ‘ homem primitivo’: quanto mais afastado da civilização, mais próximo desse modelo; ‘ selvagem’ (índio).
  • 9. A idealização do índio caracterização física: “ Iracema, a virgem dos lábios de mel (...). O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.” “ Quem cria, vê sempre uma Lindóia na criatura, embora as índias sejam pançudas e ramelentas.” ( Amar, Verbo Intransitivo – Mário de Andrade)
  • 10. caracterização psicológica: amor acima de tudo; transgressão das regras; amor x autoridade paterna; amor e morte; possível modelo: Teresa - de Amor de Perdição, Camilo Castelo Branco (1862)
  • 11. Contradição Plano físico: traços indígenas Plano psicológico: modelo das heroínas européias
  • 12. Título Etimologia: - nota nº 2 do autor: do guarani ira , mel e tembe , lábios Nome arbitrário: livre criação
  • 13. Controvérsia sobre o título 1929: centenário de Alencar Na Revista da ABL : Afrânio Peixoto – Iracema = anagrama de América Problemas: inquestionável (linguagem); impossibilidade de comprovação (intenção).
  • 14. Subtítulo: ‘ Lenda do Ceará’ Fundação do Ceará “ (...) uma história, que me contaram nas lindas várzeas onde nasci, à calada da noite (...)” Sabor de lenda : “Além, muito além daquela serra que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.”
  • 15. Problema Há mesmo essa lenda? Advertência em Ubirajara: “ Este livro é irmão de Iracema. Chamei-lhe de lenda como ao outro.”
  • 16. Argumento Histórico 1603 – Pero Coelho funda Nova Lisboa; Fracasso: hostilidade dos índios. “ Na primeira expedição foi um moço de nome Martim Soares Moreno, que se ligou de amizade com Jacaúna, chefe dos índios do litoral e seu irmão Poti. Em 1608, por ordem de D. Diogo de Menezes, voltou a dar princípio à regular colonização daquela capitania”
  • 17. “ Jacaúna, que habitava as margens do Acaracu, veio estabelecer-se com sua tribo nas proximidades do recente povoado, para o proteger contra os índios do interior e os franceses que infestavam a costa.” “ Este é o argumento histórico da lenda (...) para que não me censurem de infiel à verdade histórica.”
  • 18. Argumento Histórico X Lenda Realidade Imaginação Procura dar credibilidade à lenda
  • 19. Espaço e Tempo Ceará começo do séc. XVII
  • 20. Narrador terceira pessoa; não é mero observador – intromissão no texto: juízos de valor; expressa-se, às vezes, na primeira pessoa. “ Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba”    
  • 21. A Linguagem 1 – prosa poética Capítulo I “ Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba; Verdes mares, que brilhais como líquida esmeralda aos raios do sol nascente, perlongando as alvas praias ensombradas de coqueiros; Serenai, verdes mares, e alisai docemente a vaga impetuosa, para que o barco aventureiro manso resvale à flor das águas. (...)”
  • 22. Ver-des-ma-res-bra- vi -os (6) De-mi-nha-ter-ra-na- tal (7) On-de-can-taa-jan- da -ia (6) Nas-fron-des-da-car-na- ú -ba (7) Ver-des-ma-res-que-bri- lha -is (7) Co-mo-lí-qui-daes-me- ral -da (7) Aos-ra-ios-do-sol-nas- cen -te (7) Per-lon-gan-doas-al-vas- pra -ias (7) Em-som-bra-das-de-co- quei -ros (7)
  • 23. 2 – Adjetivação e comparações abundantes “ Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.”
  • 24. 3 – A língua tupi “ O conhecimento da língua indígena é o melhor critério para a nacionalidade da literatura. Ele nos dá não só o verdadeiro estilo, como as imagens poéticas do selvagem, os modos de seu pensamento, as tendências de seu espírito, e até as menores particularidades de sua vida. É nessa fonte que deve beber o poeta brasileiro”
  • 25. 4 – Autocrítica de Alencar “ (...) noto algum excesso de comparações, repetição de certas imagens, desalinho no estilo dos últimos capítulos.”
  • 26. Enredo 1. A partida (Martim, Japi e Moacir) “ Onde vai a afouta jangada, que deixa rápida a costa cearense, aberta ao fresco terral a grande vela?”
  • 27. 2. O encontro (Martim e Iracema) “ Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se. Diante dela e todo a contemplá-la, está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar, nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo. Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido. De primeiro ímpeto, a mão lesta caiu sobre a cruz da
  • 28. espada; mas logo sorriu. O moço guerreiro aprendeu na religião de sua mãe, onde a mulher é símbolo de ternura e amor. Sofreu mais d’alma que da ferida. O sentimento que ele pôs nos olhos e no rosto, não o sei eu. Porém a virgem lançou de si o arco e a uiraçaba, e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara. A mão que rápida ferira, estancou mais rápida e compassiva o sangue que gotejava. Depois Iracema quebrou a flecha homicida; deu a haste ao desconhecido, guardando consigo a ponta farpada. O guerreiro falou: – Quebras comigo a flecha da paz?”
  • 29. 3. Martim, hóspede de Araquém Importante: tema da hospedagem; Regras rigorosas; Respeito absoluto a elas.
  • 30. 4. Relação amorosa Vestal – religiosidade; “ – Estrangeiro, Iracema não pode ser tua serva. É ela que guarda o segredo da jurema e o mistério do sonho. Sua mão fabrica para o Pajé a bebida de Tupã.” Apaixona-se por Martim; Envolve e seduz o guerreiro branco.
  • 31. 5. Ciúme de Irapuã Apaixonado por Iracema; Ódio por Martim; Desejo de vingança;
  • 32. Obrigado a respeitar a hospitalidade de Araquém. “ – Nunca Iracema daria seu seio, que o espírito de Tupã habita só, ao guerreiro mais vil dos guerreiros tabajaras! Torpe é o morcego porque foge da luz e bebe o sangue da vítima adormecida!... – Filha de Araquém, não assanha o jaguar! O nome de Irapuã voa mais longe que o goaná do lago, quando sente a chuva além das serras. Que o guerreiro branco venha, e o seio de Iracema se abra para o vencedor. – O guerreiro branco é hóspede de Araquém. A paz o trouxe aos campos do Ipu, a paz o guarda. Quem ofender o estrangeiro ofende o Pajé. ”
  • 33. 6. Confrontos Martim X Irapuã Aldeia tabajara: ambiente de revolta; Martim foge, ajudado por Caubi; Irapuã persegue e intercepta o fugitivo; Caubi intercede. Tabajaras X Pitiguaras Irapuã retira-se.
  • 34. 7. Guerra Tapuitingas + Irapuã X Pitiguaras; Jacaúna chama Poti e Martim; Martim parte para a guerra.
  • 35. 8. Abandono de Iracema “ (...) Poti refletiu: — As lágrimas da mulher amolecem o coração do guerreiro, como o orvalho da manhã amolece a terra. — Meu irmão é um grande sabedor. O esposo deve partir sem ver Iracema. O cristão avançou, Poti mandou-lhe que esperasse: da aljava de setas que Iracema emplumara de penas vermelhas e pretas e suspendera aos ombros do esposo, tirou uma. O chefe pitiguara vibrou o arco; a seta rápida atravessou um goiamum que discorria pelas margens do lago; só parou onde a pluma não a deixou mais entrar.
  • 36. Fincou o guerreiro no chão a flecha, com a presa atravessada, e tornou para Coatiabo — Podes partir. Iracema seguirá teu rasto; chegando aqui, verá tua seta, e obedecerá à tua vontade. Martim sorriu; e quebrando um ramo do maracujá, a flor da lembrança, (...) — Ele manda que Iracema ande para trás, como o goiamum, e guarde sua lembrança, como o maracujá guarda sua flor todo o tempo até morrer. A filha dos tabajaras retraiu os passos lentamente, sem volver o corpo, nem tirar os olhos da seta de seu esposo; depois tornou à cabana. Aí sentada à soleira, com a fronte nos joelhos esperou, até que o sono acalentou a dor em seu peito.”
  • 37. 9. Volta de Martim Nascimento de Moacir; Sofrimento e morte de Iracema; Martim enterra Iracema. “ – Recebe o filho de teu sangue. Era tempo; meus seios ingratos já não tinham alimento para dar-lhe! Pousando a criança nos braços paternos, a desventu-
  • 38. rada mãe desfaleceu (...) O esposo viu então como a dor tinha consumido seu belo corpo; mas a formosura ainda morava nela (...) – Enterra o corpo de tua esposa ao pé do coqueiro que tu amavas. Quando o vento do mar soprar nas folhas, Iracema pensará que é a tua voz que fala entre seus cabelos. O doce lábio umedeceu para sempre; o último lampejo despediu-se dos olhos baços. Poti amparou o irmão na grande dor. Martim sentiu
  • 39. quanto um amigo verdadeiro é precioso na desventura (...) O camucim que recebeu o corpo de Iracema, embebido de resinas odoríferas, foi enterrado ao pé do coqueiro, à borda do rio. Martim quebrou um ramo de murta, a folha da tristeza, e deitou-o no jazigo de sua esposa. A jandaia pousada no olho da palmeira repetia tristemente: – Iracema!”
  • 40. 10. Canto da jandaia e nascimento do Ceará “ Desde então os guerreiros pitiguaras que passavam perto da cabana abandonada e ouviam ressoar a voz plangente da ave amiga, afastavam-se com a alma cheia de tristeza, do coqueiro onde cantava a jandaia. E foi assim que um dia veio a chamar-se Ceará o rio onde crescia o coqueiro, e os campos onde serpeja o rio.”
  • 41. 11. Quatro anos depois... Martim volta com o filho e um padre; Encontro com Poti; Conversão de Poti: batizado católico; Martim, Camarão e Albuquerque partem para o Mearim: expulsão do branco tapuia.
  • 42. “ Poti foi o primeiro que ajoelhou aos pés do sagrado lenho; não sofria ele que nada mais o separasse de seu irmão branco. Deviam ter ambos um só Deus, como tinham um só coração. Ele recebeu com o batismo o nome do santo, cujo era o dia; e o do rei, a quem ia servir, e sobre os dois o seu, na língua dos novos irmãos. Sua fama cresceu e ainda hoje é o orgulho da terra, onde ele primeiro viu a luz. (...) Jacaúna veio habitar nos campos da Porangaba para estar perto de seu amigo branco; Camarão
  • 43. erguera a a taba de seus guerreiros nas margens da Mecejana. Era sempre com emoção que o esposo de Iracema revia as plagas onde fora tão feliz, e as verdes folhas a cuja sombra dormia a formosa tabajara. Muitas vezes ia sentar-se naquelas doces areias, para cismar e acalentar no peito a agra saudade. A jandaia cantava ainda no olho do coqueiro; mas não repetia já o maviosos nome de Iracema. Tudo passa sobre a terra.”
  • 44. Personagens Iracema Filha de Araquém (pajé); Virgem sagrada ; Forte, sedutora, mas submissa; Heroína trágica; Espírito harmonioso e romântico da floresta virgem americana.
  • 45. Martim Guerreiro branco: colonizador europeu; Segundo autor: “procedente de Marte”; Amigo dos pitiguaras; Nome indígena: Coatiabo, "guerreiro pintado“ - “Tinha nas faces o branco das areias, nos olhos o azul triste das águas e os cabelos da cor do sol.”
  • 46. Moacir Filho de Iracema e Martim; Filho do sofrimento: de moacy , dor e ira , saído de; Símbolo e metonímia: cearense; brasileiro.
  • 47. Poti Herói pitiguara; “ Irmão” de Martim; Personagem histórico. Caubi Irmão de Iracema; Não guardou rancor da irmã, indo visitá-la no exílio.
  • 48. Irapuã Chefe dos tabajaras; Ciumento e corajoso; Apaixonado por Iracema; Seu nome significa "mel redondo". Jacaúna Irmão de Poti e chefe dos pitiguaras; Seu nome significa "jacarandá-preto".
  • 49. Iracema: um tema permanente Literatura de cordel; Música popular (Chico Buarque, Eduardo Dusek); Cinema (Carlos Coimbra, Bodanski);
  • 51. Ecos de Iracema “ A Morte de Tapir”, Olavo Bilac. “ Pau-Brasil” e Antropofagia, Oswald de Andrade; Macunaíma , Mário de Andrade; Cobra Norato, Raul Bopp; Martim Cererê , Cassiano Ricardo; Maíra , Darcy Ribeiro.
  • 52. Iracema voou Para a América Leva roupa de lã E anda lépida Vê um filme de quando em vez Não domina o idioma inglês Lava chão numa casa de chá Tem saído ao luar Com um mímico Ambiciona estudar Canto lírico Não dá mole pra polícia Se puder, vai ficando por lá Tem saudade do Ceará Mas não muita Uns dias, afoita Me liga a cobrar: – É Iracema da América Iracema voou Chico Buarque,1998 .