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O Papel da APS na Organização das Redes de Atenção à Saúde_Eugenio Vilaça

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O Papel da APS na Organização das Redes de Atenção à Saúde_Eugenio Vilaça

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3º ENCONTRO ESTADUAL DE SAÚDE
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O PAPEL DA APS NA ORGANIZAÇÃO
DAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE


          EUGÊNIO VILAÇA MENDES
AS INTERPRETAÇÕES DA APS NA
  PRÁTICA SOCIAL



• A APS COMO ATENÇÃO PRIMÁRIA SELETIVA
• A APS COMO NÍVEL PRIMÁRIO DO SISTEMA DE ATENÇÃO À
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• A APS COMO UMA ESTRATÉGIA DE ORGANIZAÇÃO DO
  SISTEMA DE ATENÇÃO À SAÚDE



  FONTES:
  Unger JP, Killingsworth JR. Selective primary health care: a critical view of methods and results. Social Sciences
  and Medicine.22:1001-1013, 1986
  Organización Panamericana de la Salud. La renovación de atención primaria de salud en las Américas.
  Documento de posición de la Organización Panamericana de la Salud/Organización Mundial de la Salud.
  Washington, Organización Panamericana de la Salud, 2007
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• ATRIBUTOS
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Fonte: Starfield B. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília,
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OS PAPÉIS DA APS NAS REDES DE
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  Fonte: Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da
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    Fonte: Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da
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  • 1. 3º ENCONTRO ESTADUAL DE SAÚDE BELO HORIZONTE, 26 DE FEVEREIRO DE 2013 O PAPEL DA APS NA ORGANIZAÇÃO DAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE EUGÊNIO VILAÇA MENDES
  • 2. AS INTERPRETAÇÕES DA APS NA PRÁTICA SOCIAL • A APS COMO ATENÇÃO PRIMÁRIA SELETIVA • A APS COMO NÍVEL PRIMÁRIO DO SISTEMA DE ATENÇÃO À SAÚDE • A APS COMO UMA ESTRATÉGIA DE ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA DE ATENÇÃO À SAÚDE FONTES: Unger JP, Killingsworth JR. Selective primary health care: a critical view of methods and results. Social Sciences and Medicine.22:1001-1013, 1986 Organización Panamericana de la Salud. La renovación de atención primaria de salud en las Américas. Documento de posición de la Organización Panamericana de la Salud/Organización Mundial de la Salud. Washington, Organización Panamericana de la Salud, 2007
  • 3. O QUE É ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE? • ATRIBUTOS PRIMEIRO CONTACTO LONGITUDINALIDADE INTEGRALIDADE COORDENAÇÃO ORIENTAÇÃO FAMILIAR ORIENTAÇÃO COMUNITÁRIA COMPETÊNCIA CULTURAL Fonte: Starfield B. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília, UNESCO/Ministério da Saúde, 2002
  • 4. OS PAPÉIS DA APS NAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE • O ESTABELECIMENTO E A MANUTENÇÃO DA BASE POPULACIONAL DAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE: CADASTRAR E VINCULAR, ÀS EQUIPES DA APS, AS PESSOAS E FAMÍLIAS RESIDENTES NO TERRITÓRIO DE ABRANGÊNCIA PROMOVER A MUDANÇA DA GESTÃO DA OFERTA PARA A GESTÃO DE BASE POPULACIONAL • A RESOLUTIVIDADE: SOLUCIONAR 85% DAS DEMANDAS QUE SE APRESENTAM NA APS • A COORDENAÇÃO DAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE: ELABORAR E EXECUTAR O PLANEJAMENTO E O MONITORAMENTO DE BASE POPULACIONAL PARA TODA A REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE OPERAR INSTRUMENTOS DE COORDENAÇÃO EFETIVOS PARA GARANTIR A ORGANIZAÇÃO RACIONAL DOS FLUXOS DE PESSOAS, PRODUTOS E INFORMAÇÕES AO LONGO DA REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE OPERAR DIRETAMENTE A REGULAÇÃO DOS EVENTOS ELETIVOS Fonte: Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012
  • 5. A POPULAÇÃO DAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE • O QUE NÃO É: A POPULAÇÃO IBGE O SOMATÓRIO DE INDIVÍDUOS QUE DEMANDAM O SUS • O QUE É: A POPULAÇÃO EFETIVAMENTE CADASTRADA NA APS E QUE VIVE NUM TERRITÓRIO DELIMITADO Fonte: Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012.
  • 6. O CADASTRAMENTO E A VINCULAÇÃO DA POPULAÇÃO NA APS • O PROCESSO DE TERRITORIALIZAÇÃO • O CADASTRAMENTO DAS FAMÍLIAS • A CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS FAMILIARES • A VINCULAÇÃO DA POPULAÇÃO ÀS EQUIPES DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE • A IDENTIFICAÇÃO DAS SUBPOPULAÇÕES COM FATORES DE RISCO • A IDENTIFICAÇÃO DAS SUBPOPULAÇÕES COM CONDIÇÕES DE SAÚDE ESTABELECIDAS POR ESTRATOS DE RISCOS Fonte: Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012
  • 7. OS MODELOS DE GESTÃO EM SAÚDE NA APS • A GESTÃO DA OFERTA: DIAGNÓSTICO ORIENTADO PELA CAPACIDADE INSTALADA E POR UMA VISÃO INDISCRIMINADA DA DEMANDA E SOLUÇÕES COM FOCO NO INCREMENTO ESTRUTURAL DA OFERTA E NO ACESSO PRONTO AOS CUIDADOS DE FORMA NÃO PROGRAMADA • A GESTÃO DE BASE POPULACIONAL: DIAGNÓSTICO ORIENTADO PELAS NECESSIDADES DA POPULAÇÃO ADSCRITA À APS E SOLUÇÕES COM FOCO NAS RESPOSTAS ÀS DEMANDAS DIFERENCIADAS DA POPULAÇÃO E DAS SUBPOPULAÇÕES DE RISCO E NO ACESSO PRONTO AOS CUIDADOS DE FORMA PROGRAMADA E NÃO PROGRAMADA Fonte: Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012.
  • 8. OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DO SUS NA PERCEPÇÃO DA POPULAÇÃO Fonte: IPEA. Sistema de indicadores de percepção social, Saúde. Brasília, IPEA, 2011
  • 9. AS SOLUÇÕES PARA A APS NO SUS NA PERCEPÇÃO DA POPULAÇÃO Fonte: IPEA. Sistema de indicadores de percepção social, Saúde. Brasília, IPEA, 2011
  • 10. OS PROBLEMAS E AS SOLUÇÕES DA APS NA PERSPECTIVA DA GESTÃO DA OFERTA (POPULAÇÃO,MÍDIA E GESTORES) • OS PROBLEMAS • AS SOLUÇÕES • TEMPOS DE ESPERA LONGOS E • DIMINUIR O TEMPO DE ESPERA FILAS E ACABAR COM AS FILAS • CARÊNCIA DE MÉDICOS • CONTRATAR MAIS MÉDICOS • NÚMERO INSUFICIENTE DE • CONSTRUIR MAIS UNIDADES DE UNIDADES DE SAÚDE PRONTO ATENDIMENTO (UPAs) Fonte: Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012.
  • 11. OS RESULTADOS DA GESTÃO DA OFERTA NA APS:A FALÊNCIA DO SISTEMA CENTRADO NA CONSULTA MÉDICA DE CURTA DURAÇÃO • 50% DAS PESSOAS DEIXARAM AS CONSULTAS SEM COMPREENDER O QUE OS MÉDICOS LHES DISSERAM • 50% DAS PESSOAS COMPREENDERAM EQUIVOCADAMENTE AS ORIENTAÇÕES RECEBIDAS DOS MÉDICOS • 50% DAS PESSOAS NÃO FORAM CAPAZES DE ENTENDER AS PRESCRIÇÕES DE MEDICAMENTOS • O MÉDICO INTERROMPE O PACIENTE 23 SEGUNDOS DEPOIS O INÍCIO DE SUA FALA • 60 A 65% DOS PORTADORES DE DIABETES, HIPERTENSÃO E COLESTEROL ELEVADO NÃO ESTÃO CONTROLADOS • A RAZÃO DESTA CRISE ESTÁ EM TRANSPLANTAR A LÓGICA DA CLÍNICA DAS CONDIÇÕES AGUDAS PARA AS CONDIÇÕES CRÔNICAS Fontes: Rother DL & Hall JÁ.. Studies odf doctor-patient interaction. Annu. Rev. Public Health. 10: 163-180, 1989 Marvel MK. Et al. Soliciting the patient´s agenda: have we improved? JAMA. 281: 283-287, 1999 Schillinger D et al. Closing the loop: physician communication with diabetic patients who have low health literacy. Arch. Intern. Med. 163: 83-90, 2003 Schillinger D. et al. Preventing medication errors in ambulatory care: the importance of estgablishing regimen concordance. In: Agency for Health Care Research and Quality. Advances in patient safety: from research to implementation. Rockville, Agency for Health Care Research and Quality, 2005. Roumie CL et al. Improving blood pressure control through provider education, provider alerts, and patient education. Ann. Intern. Med. 145: 165-175, 2006 Bodenheimer T & Grumbach K. Improving primery care: strategies and tools for a better practice. New York, Lange Medical Books, 2007
  • 12. A FALÊNCIA DO SISTEMA CENTRADO NA CONSULTA MÉDICA DE CURTA DURAÇÃO NA APS • ESTIMOU-SE QUE UM MÉDICO DE APS COM UM PAINEL DE 2.500 PESSOAS, GASTARIA POR DIA: 7,4 HORAS PARA OS CUIDADOS PREVENTIVOS 10,6 HORAS PARA OS CUIDADOS DAS CONDIÇÕES CRÔNICAS • A “TIRANIA DO URGENTE” EM QUE A ATENÇÃO NÃO PROGRAMADA AOS EVENTOS AGUDOS SOBREPÕE-SE À ATENÇÃO PROGRAMADA ÀS CONDIÇÕES CRÔNICAS • CADA PLANO DE CUIDADO DEMANDARIA 6,9 MINUTOS • OS MÉDICOS DISPENDERAM APENAS 1,3 MINUTOS EM ORIENTAÇÕES A PESSOAS COM DIABETES QUANDO SERIAM NECESSÁRIOS 9 MINUTOS PARA ESSA ATIVIDADE • 42% DOS MÉDICOS DA APS MANIFESTARAM NÃO DISPOR DE TEMPO SUFICIENTE PARA ATENDER BEM ÀS PESSOAS Fontes:Yarnall KSH et al. Primary care: is there enough time for prevention? Am. J. Public Health.93: 635-541, 2003 Ostbye T et al. Is there time for management of patients with chronic diseases in primary care? Ann.Fa.Med. 3: 209-214, 2005 Bodenheimer T. A 63 year old man with multiple cardiovascular risk factors and poor adherence to treatment plans. JAMA. 298: 2048-2055, 2007 Wagner EH et al. Organizing care for patients with chronic illness. Milbank Q. 74: 511-544, 1996 Center for Studying Health System Change. Physician Survey. 2008 Waitzkin H. Doctor-patient communication: clinial implications of social scientific research. JAMA. 252: 2441-2446, 1984
  • 13. A MUDANÇA DE ENFOQUE PARA A GESTÃO DE BASE POPULACIONAL NA APS • ANÁLISE DO PROBLEMA FEITA A PARTIR DAS DIFERENTES FORMAS DE DEMANDA NA APS E SEUS GRAUS DE PREVISIBILIDADE • PROPOSIÇÃO DE SOLUÇÕES PELA ESTRUTURAÇÃO DE RESPOSTAS SOCIAIS PELO LADO DA OFERTA, EM CONFORMIDADE COM AS DEMANDAS DIFERENCIADAS DA POPULAÇÃO E SUBPOPULAÇÕES E COM O GRAU DE PREVISIBILIDADE DESSAS DEMANDAS Fonte: Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012.
  • 14. A INCOERÊNCIA ENTRE AS ESTRUTURAS DA DEMANDA E DA OFERTA NA APS • ESTRUTURA DA DEMANDA • ESTRUTURA DA OFERTA • CONDIÇÕES AGUDAS • CONDIÇÕES CRÔNICAS AGUDIZADAS • CONSULTAS MÉDICAS • CONDIÇÕES CRÔNICAS • CONSULTAS DE ENFERMAGEM ESTABILIZADAS • TRABALHOS EM GRUPOS • CONDIÇÕES CRÔNICAS DE TIPO • VISITAS DOMICILIARES ILLNESSES • DISPENSAÇÃO DE • PROCEDIMENTOS PREVENTIVOS MEDICAMENTOS • CUIDADOS PALIATIVOS • SOLICITAÇÃO/COLETA DE • DEMANDAS ADMINISTRATIVAS EXAMES COMPLEMENTARES • DEMANDAS DE USUÁRIOS FREQUENTES FONTE: Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012.
  • 15. A AMPLIAÇÃO DA ESTRUTURA DA OFERTA EM COERÊNCIA COM O ESTRUTURA DA DEMANDA NA APS • ESTRUTURA DA DEMANDA • ESTRUTURA DA OFERTA • CONSULTAS MÉDICAS • CONSULTAS DE ENFERMAGEM • GRUPOS OPERATIVOS • CONDIÇÕES AGUDAS • VISITAS DOMICILIARES • CONDIÇÕES CRÔNICAS AGUDIZADAS • CONDIÇÕES CRÔNICAS • DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS ESTABILIZADAS • SOLICITAÇÃO/COLETA DE EXAMES • CONDIÇÕES CRÔNICAS DE TIPO COMPLEMENTARES ILLNESSES • ATENDIMENTOS COMPARTILHADOS A • PROCEDIMENTOS PREVENTIVOS GRUPOS • CUIDADOS PALIATIVOS • ATENDIMENTOS CONJUNTOS DE • DEMANDAS ADMINISTRATIVAS ESPECIALISTAS E GENERALISTAS • DEMANDAS DE USUÁRIOS • ATENDIMENTOS CONTÍNUOS FREQUENTES • ATENDIMENTOS À DISTÂNCIA • ATENDIMENTOS POR PARES • APOIO AO AUTOCUIDADO • GESTÃO DE CASOS • ACESSO A SEGUNDA OPINIÃO • ACESSO A SERVIÇOS COMUNITÁRIOS FONTE: Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012.
  • 16. AS MUDANÇAS NA APS EM FUNÇÃO DO ADENSAMENTO DA ESTRUTURA DE OFERTA • MUDANÇAS NA ESTRUTURA A AMPLIAÇÃO DA EQUIPE DA APS A NOVA CONCEPÇÃO DE ESTRUTURA FÍSICA • MUDANÇAS NOS PROCESSOS A INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS EFETIVAS NO MANEJO DAS CONDIÇÕES AGUDAS E DAS CONDIÇÕES CRÔNICAS AGUDIZADAS A INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS EFETIVAS NO MANEJO DAS CONDIÇÕES CRÔNICAS ESTABILIZADAS A INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS EFETIVAS NO MANEJO DOS ILLNESSES A INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS EFETIVAS NOS CUIDADOS PREVENTIVOS A INCORPORAÇÃO DE TECNOLOGIAS EFETIVAS NO MANEJO DOS CUIDADOS PALIATIVOS FONTE: Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012.
  • 17. A ESTRUTURA DA DEMANDA E AS FORMAS DE ATENÇÃO NA APS • NATUREZA DA DEMANDA • NATUREZA DA ATENÇÃO • CONDIÇÕES AGUDAS • NÃO PROGRAMADA • CONDIÇÕES CRÔNICAS AGUDIZADAS • NÃO PROGRAMADA • CONDIÇÕES CRÕNICAS • PROGRAMADA ESTABILIZADAS • PROGRAMADA • CONDIÇÕES CRÔNICAS TIPO • PROGRAMADA ILLNESSES • PROGRAMADA • PROCEDIMENTOS PREVENTIVOS • PARCIALMENTE • CUIDADOS PALIATIVOS PROGRAMADA • DEMANDAS ADMINISTRATIVAS • PROGRAMADA • USUÁRIOS FREQUENTES • PROGRAMADA FONTE: Mendes EV. O cuidado das condições crônicas na atenção primária à saúde: o imperativo da consolidação da estratégia da saúde da família. Brasília, Organização Pan-Americana da Saúde, 2012.
  • 18. A IMPORTÂNCIA DA ESTABILIZAÇÃO DAS CONDIÇÕES CRÔNICAS NA APS • MÉTODO: APLICAÇÃO DE RECOMENDAÇÕES DE LINHAS-GUIA BASEADAS EM EVIDÊNCIAS A UM PAINEL DE 2.500 PESSOAS ATENDIDAS NA APS POR 10 CONDIÇÕES CRÔNICAS MAIS COMUNS, COM DISTRIBUIÇÃO IDADE SEXO E PREVALÊNCIAS SIMILARES, ESTIMANDO-SE O TEMPO MÍNIMO PARA A ATENÇÃO DE QUALIDADE A ESSAS PESSOAS • RESULTADOS: ATENÇÃO ÀS 10 CONDIÇÕES EM SITUAÇÃO DE ESTABILIDADE: 828 HORAS POR ANO OU 3,5 HORAS POR DIA ATENDIMENTO ÀS 10 CONDIÇÕES EM SITUAÇÃO DE INSTABILIDADE: 2.484 HORAS POR ANO OU 10,6 HORAS POR DIA • CONCLUSÃO: MAIS CONSULTA MÉDICA NÃO SIGNIFICA MAIS RESULTADOS EM SAÚDE ATENDEÇÃO GERA ATENDEÇÃO Fonte: Ostbye T et al. Is there time for management of patients with chronic diseases in primary care? Ann. Fam. Med. 3: 209-214, 2005
  • 19. OS MECANISMOS TEÓRICOS DE COORDENAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES • MECANISMOS DE NORMALIZAÇÃO NORMALIZAÇÃO DE HABILIDADES NORMALIZAÇÃO DE PROCESSOS DE TRABALHO NORMALIZAÇÃO DE RESULTADOS • MECANISMOS DE ADAPTAÇÃO MÚTUA SUPERVISÃO DIRETA COMUNICAÇÃO INFORMAL DISPOSITIVOS DE ENLAÇAMENTO SISTEMA DE INFORMAÇÃO VERTICAL Fonte: Mintzberg H. Criando organizações eficazes: estruturas com cinco configurações. São Paulo, Ed. Atlas, 2ª ed., 2003
  • 20. OS MECANISMOS DE NORMALIZAÇÃO NA COORDENAÇÃO ASSISTENCIAL DAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE PELA APS • NORMALIZAÇÃO DE HABILIDADES SISTEMA DE EDUCAÇÃO PERMANENTE • NORMALIZAÇÃO DOS PROCESSOS DE TRABALHO LINHAS-GUIA BASEADAS EM EVIDÊNCIA PLANEJAMENTO DE BASE POPULACIONAL FEITO NA APS PARA OS PONTOS DE ATENÇÃO SECUNDÁRIOS E TERCIÁRIOS, PARA OS SISTEMAS DE APOIO E PARA OS SISTEMAS LOGÍSITICOS • NORMALIZAÇÃO DOS RESULTADOS MONITORAMENTO DOS INDICADORES DE DESEMPENHO DA APS Fonte: Mendes EV. A governança do SUS. Belo Horizonte, mimeo, 2013.
  • 21. OS MECANISMOS DE ADAPTAÇÃO MÚTUA NA COORDENAÇÃO ASSISTENCIAL DAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE PELA APS • SUPERVISÃO DIRETA GESTOR DE REDE TEMÁTICA • COMUNICAÇÃO INFORMAL CORREIO ELETRÔNICO TELEFONE INTERNET • DISPOSITIVOS DE ENLAÇAMENTO GRUPOS DE TRABALHOS MULTIDISCIPLINARES INFOVIA DE CENTRAL DE REGULAÇÃO GESTOR DE CASO COMITÊS DE GESTÃO GRUPOS DE MATRICIAMENTO • SISTEMA DE INFORMAÇÃO VERTICAL PRONTUÁRIO ELETRÔNICO INTEGRADO APS/PONTOS DE ATENÇÃO SECUNDÁRIOS E TERCIÁRIOS/SISTEMAS DE APOIO/ SISTEMAS LOGÍSTICOS/SISTEMA DE GOVERNANÇA SISTEMA DE REFERÊNCIA E CONTRARREFERÊNCIA INTEGRADO Fonte: Mendes EV. A governança das redes de atenção à saúde no SUS. Belo Horizonte, mimeo, 2013
  • 22. Disponível para download gratuito em: http://apsredes.org
  • 23. A MUDANÇA DA APS Transformação e regulação do sistema de RELATÓRIO ANUAL DA atenção à saúde, buscando o acesso universal e a proteção social em saúde ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE Atenção à saúde para toda a comunidade 2008 Resposta às necessidades e expectativas das pessoas em relação a um conjunto amplo de riscos e doenças Promoção de comportamentos e estilos de vida saudáveis e mitigação dos danos sociais e ambientais sobre a saúde Equipes de saúde facilitando o acesso e o uso apropriado de tecnologias e medicamentos Participação institucionalizada da sociedade civil no diálogo político e nos mecanismos de accountability Sistemas pluralísticos de atenção à saúde operando num contexto globalizado Crescimento dos recursos da saúde rumo à cobertura universal Solidariedade global e aprendizagem conjunta APS como coordenadora de uma resposta ampla em todos os níveis de atenção APS não é tão barata e requer investimentos consideráveis, mas gera maior valor para o dinheiro investido que Fonte:Organización Mundial de la Salud. La atención primaria de todas as outras alternativas salud: más necessária que nunca. Ginebra, OMS, 2008.