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Diário da República, 1.ª série — N.º 65 — 31 de março de 2017 1692-(5)
Pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 84-B/2016,
de 29 de dezembro, foi autorizada a prorrogação, até 31
de março de 2017, da execução do contrato de aquisição
de bens e serviços para a gestão, manutenção e operação
do centro de conferência de faturas de medicamentos, de
meios complementares de diagnóstico e terapêutica e de
outras áreas de prescrição complementares a utentes do
SNS e o reescalonamento da despesa, incluindo o ano de
2017, autorizada pela Resolução do Conselho de Ministros
n.º 6/2013, de 22 de janeiro.
O centro de conferência de faturas tem-se revelado um
importante instrumento de gestão dos pagamentos e com-
bate aos incumprimentos contratuais, bem como um meio
imprescindível de fornecimento e gestão de informação
para o SNS, pelo que importa assegurar a continuidade do
seu funcionamento até à finalização do procedimento pré-
-contratual decorrente da referida Resolução do Conselho
de Ministros n.º 18/2016, de 23 de março.
Tendo presente o interesse público subjacente à manu-
tenção da execução do contrato até à finalização daquele
procedimento e verificando-se a impossibilidade de o
mesmo ficar concluído até 31 de março de 2017, torna-se
necessário prorrogar a vigência do contrato, até 31 julho
de 2017.
Assim:
Nos termos da alínea e) do n.º 1 do artigo 17.º e do
n.º 1 do artigo 22.º do Decreto-Lei n.º 197/99, de 8 de
junho, repristinados pela Resolução da Assembleia da
República n.º 86/2011, de 11 de abril, da alínea a) do n.º 1
do artigo 6.º da Lei n.º 8/2012, de 21 de fevereiro, do
n.º 1 do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 197/2012, de 21 de
junho, do artigo 109.º do Código dos Contratos Públicos,
aprovado pelo Decreto-Lei n.º 18/2008, de 29 de janeiro,
e da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho
de Ministros resolve:
1 — Autorizar a prorrogação, até 31 julho de 2017, da
execução do contrato de aquisição de bens e serviços para
a gestão, manutenção e operação do centro de conferência
de faturas de medicamentos, de meios complementares de
diagnóstico e terapêutica e de outras áreas de prescrição
complementares a utentes do Serviço Nacional de Saúde
(SNS), cuja despesa foi autorizada pela Resolução do Con-
selho de Ministros n.º 6/2013, de 22 de janeiro.
2 — Determinar que o montante máximo da despesa
com a contratação de serviços de gestão e manutenção do
centro de conferência de faturas do SNS mantém o valor
de € 23 100 000,00, a que acresce o IVA à taxa legal, nos
termos fixados na Resolução do Conselho de Ministros
n.º 6/2013, de 22 de janeiro.
3 — Determinar que a despesa a efetuar em 2017,
mediante a utilização do saldo apurado em relação à des-
pesa efetiva realizada nos anos de 2014, 2015 e 2016, não
pode exceder, € 1 790 000,00, à qual acresce o IVA à taxa
legal em vigor.
4 — Delegar no conselho diretivo da Administração
Central do Sistema de Saúde, I. P., a competência para a
prática de todos os atos a realizar no âmbito da presente
resolução.
5 — Determinar que a presente resolução produz efeitos
na data da sua aprovação.
Presidência do Conselho de Ministros, 30 de março
de 2017. — O Primeiro-Ministro, António Luís Santos
da Costa.
Resolução do Conselho de Ministros n.º 48-D/2017
Pensar a educação e a cultura como eixos de gover-
nação pressupõe a assunção da leitura como prioridade
política, tomando esta competência como básica para o
acesso plural ao conhecimento e ao enriquecimento cultu-
ral — indispensáveis ao exercício de uma cidadania ativa
e ao desenvolvimento económico e social do país. Neste
âmbito, o domínio alargado da competência da leitura é
perspetivado como condição fundamental para a constru-
ção e consolidação de uma sociedade livre, com coesão
social, acesso democrático à informação, ao conhecimento,
e à criação e fruição culturais.
O Plano Nacional de Leitura, lançado em 2006, por
iniciativa do XVII Governo Constitucional, constitui uma
resposta institucional à preocupação com os níveis de lite-
racia da população em geral e, em particular, dos jovens.
Ao longo dos últimos 10 anos, o Plano Nacional de Leitura
(PNL) concretizou um conjunto de estratégias destinadas
a desenvolver as competências nos domínios da leitura e
da escrita, bem como a alargar e a aprofundar os hábitos
de leitura da sociedade portuguesa, designadamente da
população escolar.
Nesta primeira década, a intervenção do PNL decorreu
em duas fases de cinco anos, com um programa nuclear
de continuidade — a promoção da leitura em ambiente
escolar, nomeadamente através da leitura orientada em sala
de aula — e uma multiplicidade de projetos dirigidos aos
contextos da escola e da família, às comunidades locais e
à população em geral.
Sabendo que a análise dos indicadores relativos à li-
teracia e às práticas de leitura em Portugal tem revelado
uma evolução sustentada, é, ainda assim, amplamente
reconhecida a necessidade de um maior investimento numa
política pública de leitura. Neste sentido, a ampliação e o
reforço do PNL, aprofundando a articulação entre a edu-
cação, a cultura, a ciência e a tecnologia, enquanto eixos
transversais da intervenção na esfera pública, é a expressão
do empenho do XXI Governo Constitucional numa estra-
tégia nacional de elevação dos níveis de literacia, visando
qualificar a população portuguesa e prepará-la para as
exigências da sociedade do século XXI.
Prosseguindo a estratégia de qualificação da população,
ganha especial relevo a construção de ambientes propícios
à valorização do saber, que a literacia potencia, na me-
dida em que os níveis de qualificação dos adultos estão
associados ao sucesso escolar dos mais novos — para os
quais os hábitos continuados de leitura representam uma
vantagem no desempenho cognitivo e na aprendizagem,
mobilizando a experiência cultural.
É neste quadro, igualmente sustentado pela necessidade
de aprofundamento de uma dinâmica interministerial para
a qual não foram criadas condições nos últimos anos, que
se considera fundamental reinvestir neste programa, pro-
curando que o PNL abranja diferentes destinatários, de
vários sectores da sociedade e de todas as faixas etárias,
bem como contemple as diversas áreas do conhecimento.
Uma política de promoção da leitura a prosseguir nesta
nova etapa tem, por conseguinte, de acentuar as linhas
de força orientadoras e os programas estruturantes que
marcaram o PNL entre 2006 e 2016, ao mesmo tempo que
projeta, tendo por horizonte a próxima década, uma aposta
em novas vertentes, contribuindo para a qualificação, a
inovação e a competitividade da sociedade portuguesa.
1692-(6) Diário da República, 1.ª série — N.º 65 — 31 de março de 2017
Importa, para tal, robustecer a política do livro, da leitura
e das bibliotecas, com o objetivo de favorecer os hábitos
de leitura em toda a comunidade, reforçando-os no con-
texto educativo e formativo, com vista à aprendizagem
ao longo da vida. Para cumprir este objetivo, esta nova
etapa do PNL para 2017-2027 (PNL 2027) deve apoiar
e fomentar programas especialmente vocacionados para
favorecer a integração social através da leitura, em dife-
rentes suportes; a formação dos diferentes segmentos da
população — crianças, jovens e adultos; a inclusão de
pessoas com necessidades específicas; o desenvolvimento
articulado de uma cultura científica, literária e artística; e,
ainda, o acesso ao saber e à cultura com recurso às tecno-
logias de informação e comunicação.
No âmbito das suas atribuições, e no cumprimento do
Programa do Governo, compete às áreas das autarquias
locais, da cultura, da ciência, tecnologia e ensino supe-
rior e da educação, o desenvolvimento de uma política
integrada de promoção da leitura e da escrita e das múlti-
plas literacias, nomeadamente, a cultural, a científica e a
digital. Para este fim, concorrem diretamente o Programa
de Promoção da Leitura, a Rede de Centros de Ciência
Viva, a Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, a Rede de
Bibliotecas Escolares e as bibliotecas das instituições do
ensino superior.
O PNL 2027, assente numa imagem positiva já conso-
lidada, no capital de conhecimento produzido e na experiên-
cia acumulada, beneficiará, nesta fase, dos princípios da
Ciência Aberta, estando criadas condições para a retoma
de uma prática de produção e disseminação de estudos
científicos sobre a leitura, o que permitirá apoiar com in-
formação científica as decisões políticas e, ainda, assegurar
a monitorização e avaliação do próprio programa.
A consecução da missão do PNL 2027 está consignada
a uma comissão de cariz interministerial das áreas das
autarquias locais, da cultura, da ciência, tecnologia e en-
sino superior e da educação, liderada por um comissário,
a ser coadjuvado por um subcomissário, e apoiada por
um conselho científico de especialistas. Os membros da
comissão provenientes dos quatro departamentos governa-
mentais diretamente envolvidos asseguram a prossecução
e concretização dos objetivos do PNL em cada um dos
sectores, e têm, desta forma, a missão de garantir a arti-
culação e convergência entre a missão do plano e as suas
atividades próprias, evitando contradições e redundâncias
e contribuindo para a sua plena execução.
O PNL 2027 convoca como parceiros centrais as es-
colas, as bibliotecas, as instituições do ensino superior,
os centros de formação, de reconhecimento, validação e
qualificação, as unidades de investigação, as instituições
de cultura, ciência e tecnologia e as autarquias locais. Com
vista ao envolvimento mais vasto da sociedade, pretende-
-se igualmente prosseguir a colaboração com um leque
alargado de intervenientes, designadamente, associações,
serviços educativos, mediadores de leitura, voluntários,
escritores, ilustradores, criadores, investigadores, editores,
livreiros, entre outros que se disponibilizem a participar
em ações ou a promover iniciativas. O PNL 2027 visa,
ainda, a consolidação de uma política de parcerias, com
contributo de mecenas e patrocinadores, bem como de
outras entidades ligadas à cultura, à ciência, tecnologia e
ensino superior e à educação, considerada fundamental
para a criação de um ambiente social favorável à valo-
rização do livro, da leitura e da experiência cultural e
científica.
Assim:
Nos termos da alínea g) do artigo 199.º da Constituição,
o Conselho de Ministros resolve:
1 — Promover o Plano Nacional de Leitura 2017-2027
(PNL 2027), no horizonte da próxima década, estabele-
cendo uma aposta na consolidação das ações concretizadas
nos primeiros 10 anos do plano e em novas vertentes a
desenvolver até 2027, através de um reforço da articulação
entre as áreas das autarquias locais, da cultura, da ciência,
tecnologia e ensino superior e da educação.
2 — Aprovar as seguintes linhas orientadoras para o
PNL 2027:
a) Criar um vasto compromisso social em torno da pro-
moção da leitura como prioridade política, tendo em vista
o desenvolvimento da literacia e o reforço dos hábitos de
leitura na população;
b) Lançar programas dirigidos a crianças, jovens e adul-
tos, que visem promover o desenvolvimento de literacias
múltiplas, designadamente, a da leitura e escrita, a digital,
da informação visual, científica e tecnológica, por forma
a preparar a população portuguesa para as exigências da
sociedade do século XXI;
c) Reforçar e diversificar a intervenção dirigida ao de-
senvolvimento de competências de crianças e jovens em
contexto escolar e da população adulta em percurso de
qualificação;
d) Dinamizar uma nova vertente de intervenção fo-
cada na população jovem adulta e adulta, em particular,
nos segmentos da população que adquiriu de forma ténue
competências leitoras ou que, por motivos diversos, não
as adquiriu ao longo da vida;
e) Implementar um conjunto de ações de reforço das
competências de leitura e escrita dirigidas à inclusão das
pessoas com necessidades específicas;
f) Promover as relações entre a leitura, a literatura, as
artes, as ciências e a tecnologia e fomentar a cultura cien-
tífica, tecnológica e artística, em colaboração com insti-
tuições de ciência e de cultura;
g) Incentivar a produção e a disseminação de conteú-
dos e de estudos académicos sobre a leitura e a escrita;
h) Promover projetos de formação de professores, media-
dores de leitura, agentes culturais e outros intervenientes;
i) Reforçar a ligação à sociedade e às comunidades
locais, designadamente através da mobilização dos meios
literários e científicos e dos órgãos da comunicação social,
para a participação em projetos de promoção da leitura e
da escrita;
j) Promover o estabelecimento de novas parcerias e
a realização de ações concertadas, com o apoio de en-
tidades públicas e privadas, nacionais e internacionais;
k) Promover conteúdos inclusivos, interculturais e livres
de estereótipos, que estimulem o pensamento crítico e a
cidadania ativa;
l) Reforçar a articulação entre a Rede Nacional de Bi-
bliotecas Públicas, a Rede de Bibliotecas Escolares e as
bibliotecas das instituições de ensino superior.
3 — Constituir uma comissão interministerial deno-
minada Comissão Interministerial do PNL 2027, pelo seu
período de vigência, competindo-lhe:
a) Planificar as atividades do PNL 2027 e programar as
ações necessárias à sua concretização, bem como os planos
de atividades e os relatórios de execução anuais;
Diário da República, 1.ª série — N.º 65 — 31 de março de 2017 1692-(7)
b) Promover ações para a captação de novas instituições
a envolver no desenvolvimento do PNL 2027;
c)Assegurar a articulação com os membros do Governo
responsáveis pelas áreas das autarquias locais, da cultura,
da ciência, tecnologia e do ensino superior e da educação,
bem como com os organismos ou instituições sob a sua
hierarquia, superintendência ou tutela;
d) Garantir a articulação com várias entidades, designa-
damente as autarquias locais, as organizações profissionais
e as instituições nas áreas da cultura, da ciência, tecnologia
e do ensino superior, da educação, da justiça, da economia,
da saúde e do trabalho, solidariedade e segurança social,
entre outros que contribuam para o desenvolvimento do
PNL 2027;
e) Assegurar a articulação com a Rádio Televisão Por-
tuguesa, S. A. (RTP), enquanto componente essencial da
identidade cultural e social do país, valorizando a sua di-
mensão educativa e cultural, no cumprimento do contrato
de concessão de serviço público de rádio e televisão, de
forma a promover os objetivos constantes do PNL 2027,
na medida em que estes se enquadrem no princípio da
autonomia editorial da sua programação;
f) Acompanhar as atividades desenvolvidas pelas en-
tidades e organismos que concorrem para a prossecução
dos objetivos constantes do PNL 2027.
4 — Especificar que a comissão interministerial reúne
ordinariamente pelo menos uma vez em cada trimestre, e
sempre que convocada pelo respetivo presidente, por ini-
ciativa própria ou a pedido de qualquer dos seus membros.
5 — Estabelecer que a comissão interministerial tem a
seguinte composição:
a) O comissário, que preside;
b) O subcomissário, que coadjuva o comissário e o
substitui nas suas faltas e impedimentos;
c) Um elemento designado pelo membro do Governo
responsável pela área das autarquias locais, que assegura
a articulação com os organismos ou instituições sob a sua
hierarquia, superintendência ou tutela;
d) Um elemento designado pelo membro do Governo
responsável pela área da cultura, que assegura a articulação
com os organismos ou instituições sob a sua hierarquia,
superintendência ou tutela;
e) Um elemento designado pelo membro do Governo
responsável pela área da ciência, tecnologia e ensino supe-
rior, que assegura a articulação com os organismos ou ins-
tituições sob a sua hierarquia, superintendência ou tutela;
f) O coordenador da Rede de Bibliotecas Escolares.
6 — Estabelecer que os elementos da comissão intermi-
nisterial a que se referem as alíneas c), d), e) e f) do número
anterior não auferem qualquer acréscimo remuneratório ou
abono pelo exercício dessas funções.
7 — Prever que a comissão interministerial funciona na
dependência do membro do Governo responsável pela área
da educação, em articulação com os membros do Governo
a que se referem as alíneas c), d) e e) do n.º 5, todos com
a faculdade de delegação.
8 — Determinar que o comissário e o subcomissário
são designados por despacho dos membros do Governo
referidos no número anterior.
9 — Determinar que os mandatos do comissário e do
subcomissário têm a duração de três anos, renováveis du-
rante a execução do PNL 2027, nos mesmos termos do
número anterior.
10 — Determinar que o comissário e o subcomissário
têm estatuto remuneratório equiparado, respetivamente,
a dirigente superior de 1.º grau e a dirigente superior de
2.º grau, sendo essas remunerações suportadas, respeti-
vamente, pela Direção-Geral da Educação e pela Direção-
-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas.
11 — Determinar que o comissário é responsável pela
gestão operacional do PNL 2027, competindo-lhe, nomea-
damente:
a) Submeter à aprovação dos membros do Governo a
que se refere o n.º 7 o plano estratégico do PNL 2027 e os
planos anuais e plurianuais de atividades, bem como os
respetivos relatórios de execução;
b) Monitorizar regularmente a execução dos programas
e das medidas constantes do PNL 2027 e garantir o cum-
primento dos respetivos prazos;
c) Celebrar protocolos com entidades públicas ou pri-
vadas, tendo em vista, designadamente a obtenção de par-
cerias, mecenato e patrocínios;
d) Solicitar aos departamentos governamentais, serviços
e organismos envolvidos toda a colaboração e informa-
ção necessária à prossecução dos objetivos do PNL 2027;
e) Convocar e presidir às reuniões da comissão inter-
ministerial.
12 — Determinar que, no processo de coordenação, exe-
cução, monitorização e avaliação do PNL 2027, mediante
proposta do comissário, pode ser solicitada a colaboração
e o apoio a outros serviços e organismos do Estado, em
particular, à Rede de Bibliotecas Escolares, a quem com-
pete prestar toda a colaboração, apoio e informação que
lhes for solicitado para a realização das diversas atividades
previstas e a realizar.
13 — Prever que a comissão interministerial é apoiada
por uma equipa composta por um número máximo de
seis elementos, os quais exercem funções em regime de
mobilidade, nos termos da lei.
14 — Determinarqueacomissãointerministerialéapoiada
por um Conselho Científico composto por um número
máximo de 10 elementos, designados por despacho dos
membros do Governo referidos no n.º 7, de entre indivi-
dualidades de reconhecido mérito.
15 — Estabelecer que o Conselho Científico é presidido
por um Conselheiro, nomeado entre os elementos que o
constituem.
16 — Especificar que o Conselho Científico é um órgão
colegial com funções de natureza consultiva, ao qual com-
pete apoiar a comissão interministerial, designadamente
no que diz respeito às linhas de orientação estratégica
do PNL 2027, bem como a projetos de investigação e de
avaliação.
17 — Estabelecer que o Conselho Científico reúne,
ordinariamente, uma vez em cada semestre e sempre que
convocado pelo respetivo presidente, por iniciativa própria
ou a pedido de qualquer dos seus membros.
18 — Determinar que, pelo exercício de funções no
Conselho Científico não são devidos acréscimos remune-
ratórios, sem prejuízo do direito ao pagamento de despesas
com as deslocações decorrentes das funções exercidas, nos
termos previstos para a generalidade dos trabalhadores
que exercem funções públicas, o qual será assegurado, em
partes iguais, pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos
e das Bibliotecas, pela Direção-Geral do Ensino Superior
e pela Direção-Geral da Educação.
1692-(8) Diário da República, 1.ª série — N.º 65 — 31 de março de 2017
19 — Prever a existência de uma Comissão de Honra
composta por individualidades que tenham contribuído
significativamente com apoios ou serviços para a pro-
moção da leitura, a designar pelos membros do Governo
referidos no n.º 7.
20 — Estabelecer que o plano estratégico do PNL 2027
e o plano de atividades para 2017 devem ser apresentados
aos membros do Governo das áreas das autarquias locais,
da cultura, da ciência, tecnologia e ensino superior e da
educação, no prazo de 45 dias após a entrada em vigor da
presente resolução.
21 — Estabelecer que o apoio logístico e administrativo
ao PNL 2027 é prestado pela Direção-Geral da Educação.
22 — Revogar a Resolução do Conselho de Ministros
n.º 86/2006, de 12 de julho, alterada pela Resolução do
Conselho de Ministros n.º 33/2009, de 30 de dezembro.
23 — Estabelecer que a presente resolução produz efei-
tos a partir da data da sua aprovação.
Presidência do Conselho de Ministros, 30 de março
de 2017. — O Primeiro-Ministro, António Luís Santos
da Costa.
I SÉRIE
Depósito legal n.º 8814/85 ISSN 0870-9963
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  • 1. Diário da República, 1.ª série — N.º 65 — 31 de março de 2017 1692-(5) Pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 84-B/2016, de 29 de dezembro, foi autorizada a prorrogação, até 31 de março de 2017, da execução do contrato de aquisição de bens e serviços para a gestão, manutenção e operação do centro de conferência de faturas de medicamentos, de meios complementares de diagnóstico e terapêutica e de outras áreas de prescrição complementares a utentes do SNS e o reescalonamento da despesa, incluindo o ano de 2017, autorizada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 6/2013, de 22 de janeiro. O centro de conferência de faturas tem-se revelado um importante instrumento de gestão dos pagamentos e com- bate aos incumprimentos contratuais, bem como um meio imprescindível de fornecimento e gestão de informação para o SNS, pelo que importa assegurar a continuidade do seu funcionamento até à finalização do procedimento pré- -contratual decorrente da referida Resolução do Conselho de Ministros n.º 18/2016, de 23 de março. Tendo presente o interesse público subjacente à manu- tenção da execução do contrato até à finalização daquele procedimento e verificando-se a impossibilidade de o mesmo ficar concluído até 31 de março de 2017, torna-se necessário prorrogar a vigência do contrato, até 31 julho de 2017. Assim: Nos termos da alínea e) do n.º 1 do artigo 17.º e do n.º 1 do artigo 22.º do Decreto-Lei n.º 197/99, de 8 de junho, repristinados pela Resolução da Assembleia da República n.º 86/2011, de 11 de abril, da alínea a) do n.º 1 do artigo 6.º da Lei n.º 8/2012, de 21 de fevereiro, do n.º 1 do artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 197/2012, de 21 de junho, do artigo 109.º do Código dos Contratos Públicos, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 18/2008, de 29 de janeiro, e da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve: 1 — Autorizar a prorrogação, até 31 julho de 2017, da execução do contrato de aquisição de bens e serviços para a gestão, manutenção e operação do centro de conferência de faturas de medicamentos, de meios complementares de diagnóstico e terapêutica e de outras áreas de prescrição complementares a utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), cuja despesa foi autorizada pela Resolução do Con- selho de Ministros n.º 6/2013, de 22 de janeiro. 2 — Determinar que o montante máximo da despesa com a contratação de serviços de gestão e manutenção do centro de conferência de faturas do SNS mantém o valor de € 23 100 000,00, a que acresce o IVA à taxa legal, nos termos fixados na Resolução do Conselho de Ministros n.º 6/2013, de 22 de janeiro. 3 — Determinar que a despesa a efetuar em 2017, mediante a utilização do saldo apurado em relação à des- pesa efetiva realizada nos anos de 2014, 2015 e 2016, não pode exceder, € 1 790 000,00, à qual acresce o IVA à taxa legal em vigor. 4 — Delegar no conselho diretivo da Administração Central do Sistema de Saúde, I. P., a competência para a prática de todos os atos a realizar no âmbito da presente resolução. 5 — Determinar que a presente resolução produz efeitos na data da sua aprovação. Presidência do Conselho de Ministros, 30 de março de 2017. — O Primeiro-Ministro, António Luís Santos da Costa. Resolução do Conselho de Ministros n.º 48-D/2017 Pensar a educação e a cultura como eixos de gover- nação pressupõe a assunção da leitura como prioridade política, tomando esta competência como básica para o acesso plural ao conhecimento e ao enriquecimento cultu- ral — indispensáveis ao exercício de uma cidadania ativa e ao desenvolvimento económico e social do país. Neste âmbito, o domínio alargado da competência da leitura é perspetivado como condição fundamental para a constru- ção e consolidação de uma sociedade livre, com coesão social, acesso democrático à informação, ao conhecimento, e à criação e fruição culturais. O Plano Nacional de Leitura, lançado em 2006, por iniciativa do XVII Governo Constitucional, constitui uma resposta institucional à preocupação com os níveis de lite- racia da população em geral e, em particular, dos jovens. Ao longo dos últimos 10 anos, o Plano Nacional de Leitura (PNL) concretizou um conjunto de estratégias destinadas a desenvolver as competências nos domínios da leitura e da escrita, bem como a alargar e a aprofundar os hábitos de leitura da sociedade portuguesa, designadamente da população escolar. Nesta primeira década, a intervenção do PNL decorreu em duas fases de cinco anos, com um programa nuclear de continuidade — a promoção da leitura em ambiente escolar, nomeadamente através da leitura orientada em sala de aula — e uma multiplicidade de projetos dirigidos aos contextos da escola e da família, às comunidades locais e à população em geral. Sabendo que a análise dos indicadores relativos à li- teracia e às práticas de leitura em Portugal tem revelado uma evolução sustentada, é, ainda assim, amplamente reconhecida a necessidade de um maior investimento numa política pública de leitura. Neste sentido, a ampliação e o reforço do PNL, aprofundando a articulação entre a edu- cação, a cultura, a ciência e a tecnologia, enquanto eixos transversais da intervenção na esfera pública, é a expressão do empenho do XXI Governo Constitucional numa estra- tégia nacional de elevação dos níveis de literacia, visando qualificar a população portuguesa e prepará-la para as exigências da sociedade do século XXI. Prosseguindo a estratégia de qualificação da população, ganha especial relevo a construção de ambientes propícios à valorização do saber, que a literacia potencia, na me- dida em que os níveis de qualificação dos adultos estão associados ao sucesso escolar dos mais novos — para os quais os hábitos continuados de leitura representam uma vantagem no desempenho cognitivo e na aprendizagem, mobilizando a experiência cultural. É neste quadro, igualmente sustentado pela necessidade de aprofundamento de uma dinâmica interministerial para a qual não foram criadas condições nos últimos anos, que se considera fundamental reinvestir neste programa, pro- curando que o PNL abranja diferentes destinatários, de vários sectores da sociedade e de todas as faixas etárias, bem como contemple as diversas áreas do conhecimento. Uma política de promoção da leitura a prosseguir nesta nova etapa tem, por conseguinte, de acentuar as linhas de força orientadoras e os programas estruturantes que marcaram o PNL entre 2006 e 2016, ao mesmo tempo que projeta, tendo por horizonte a próxima década, uma aposta em novas vertentes, contribuindo para a qualificação, a inovação e a competitividade da sociedade portuguesa.
  • 2. 1692-(6) Diário da República, 1.ª série — N.º 65 — 31 de março de 2017 Importa, para tal, robustecer a política do livro, da leitura e das bibliotecas, com o objetivo de favorecer os hábitos de leitura em toda a comunidade, reforçando-os no con- texto educativo e formativo, com vista à aprendizagem ao longo da vida. Para cumprir este objetivo, esta nova etapa do PNL para 2017-2027 (PNL 2027) deve apoiar e fomentar programas especialmente vocacionados para favorecer a integração social através da leitura, em dife- rentes suportes; a formação dos diferentes segmentos da população — crianças, jovens e adultos; a inclusão de pessoas com necessidades específicas; o desenvolvimento articulado de uma cultura científica, literária e artística; e, ainda, o acesso ao saber e à cultura com recurso às tecno- logias de informação e comunicação. No âmbito das suas atribuições, e no cumprimento do Programa do Governo, compete às áreas das autarquias locais, da cultura, da ciência, tecnologia e ensino supe- rior e da educação, o desenvolvimento de uma política integrada de promoção da leitura e da escrita e das múlti- plas literacias, nomeadamente, a cultural, a científica e a digital. Para este fim, concorrem diretamente o Programa de Promoção da Leitura, a Rede de Centros de Ciência Viva, a Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, a Rede de Bibliotecas Escolares e as bibliotecas das instituições do ensino superior. O PNL 2027, assente numa imagem positiva já conso- lidada, no capital de conhecimento produzido e na experiên- cia acumulada, beneficiará, nesta fase, dos princípios da Ciência Aberta, estando criadas condições para a retoma de uma prática de produção e disseminação de estudos científicos sobre a leitura, o que permitirá apoiar com in- formação científica as decisões políticas e, ainda, assegurar a monitorização e avaliação do próprio programa. A consecução da missão do PNL 2027 está consignada a uma comissão de cariz interministerial das áreas das autarquias locais, da cultura, da ciência, tecnologia e en- sino superior e da educação, liderada por um comissário, a ser coadjuvado por um subcomissário, e apoiada por um conselho científico de especialistas. Os membros da comissão provenientes dos quatro departamentos governa- mentais diretamente envolvidos asseguram a prossecução e concretização dos objetivos do PNL em cada um dos sectores, e têm, desta forma, a missão de garantir a arti- culação e convergência entre a missão do plano e as suas atividades próprias, evitando contradições e redundâncias e contribuindo para a sua plena execução. O PNL 2027 convoca como parceiros centrais as es- colas, as bibliotecas, as instituições do ensino superior, os centros de formação, de reconhecimento, validação e qualificação, as unidades de investigação, as instituições de cultura, ciência e tecnologia e as autarquias locais. Com vista ao envolvimento mais vasto da sociedade, pretende- -se igualmente prosseguir a colaboração com um leque alargado de intervenientes, designadamente, associações, serviços educativos, mediadores de leitura, voluntários, escritores, ilustradores, criadores, investigadores, editores, livreiros, entre outros que se disponibilizem a participar em ações ou a promover iniciativas. O PNL 2027 visa, ainda, a consolidação de uma política de parcerias, com contributo de mecenas e patrocinadores, bem como de outras entidades ligadas à cultura, à ciência, tecnologia e ensino superior e à educação, considerada fundamental para a criação de um ambiente social favorável à valo- rização do livro, da leitura e da experiência cultural e científica. Assim: Nos termos da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve: 1 — Promover o Plano Nacional de Leitura 2017-2027 (PNL 2027), no horizonte da próxima década, estabele- cendo uma aposta na consolidação das ações concretizadas nos primeiros 10 anos do plano e em novas vertentes a desenvolver até 2027, através de um reforço da articulação entre as áreas das autarquias locais, da cultura, da ciência, tecnologia e ensino superior e da educação. 2 — Aprovar as seguintes linhas orientadoras para o PNL 2027: a) Criar um vasto compromisso social em torno da pro- moção da leitura como prioridade política, tendo em vista o desenvolvimento da literacia e o reforço dos hábitos de leitura na população; b) Lançar programas dirigidos a crianças, jovens e adul- tos, que visem promover o desenvolvimento de literacias múltiplas, designadamente, a da leitura e escrita, a digital, da informação visual, científica e tecnológica, por forma a preparar a população portuguesa para as exigências da sociedade do século XXI; c) Reforçar e diversificar a intervenção dirigida ao de- senvolvimento de competências de crianças e jovens em contexto escolar e da população adulta em percurso de qualificação; d) Dinamizar uma nova vertente de intervenção fo- cada na população jovem adulta e adulta, em particular, nos segmentos da população que adquiriu de forma ténue competências leitoras ou que, por motivos diversos, não as adquiriu ao longo da vida; e) Implementar um conjunto de ações de reforço das competências de leitura e escrita dirigidas à inclusão das pessoas com necessidades específicas; f) Promover as relações entre a leitura, a literatura, as artes, as ciências e a tecnologia e fomentar a cultura cien- tífica, tecnológica e artística, em colaboração com insti- tuições de ciência e de cultura; g) Incentivar a produção e a disseminação de conteú- dos e de estudos académicos sobre a leitura e a escrita; h) Promover projetos de formação de professores, media- dores de leitura, agentes culturais e outros intervenientes; i) Reforçar a ligação à sociedade e às comunidades locais, designadamente através da mobilização dos meios literários e científicos e dos órgãos da comunicação social, para a participação em projetos de promoção da leitura e da escrita; j) Promover o estabelecimento de novas parcerias e a realização de ações concertadas, com o apoio de en- tidades públicas e privadas, nacionais e internacionais; k) Promover conteúdos inclusivos, interculturais e livres de estereótipos, que estimulem o pensamento crítico e a cidadania ativa; l) Reforçar a articulação entre a Rede Nacional de Bi- bliotecas Públicas, a Rede de Bibliotecas Escolares e as bibliotecas das instituições de ensino superior. 3 — Constituir uma comissão interministerial deno- minada Comissão Interministerial do PNL 2027, pelo seu período de vigência, competindo-lhe: a) Planificar as atividades do PNL 2027 e programar as ações necessárias à sua concretização, bem como os planos de atividades e os relatórios de execução anuais;
  • 3. Diário da República, 1.ª série — N.º 65 — 31 de março de 2017 1692-(7) b) Promover ações para a captação de novas instituições a envolver no desenvolvimento do PNL 2027; c)Assegurar a articulação com os membros do Governo responsáveis pelas áreas das autarquias locais, da cultura, da ciência, tecnologia e do ensino superior e da educação, bem como com os organismos ou instituições sob a sua hierarquia, superintendência ou tutela; d) Garantir a articulação com várias entidades, designa- damente as autarquias locais, as organizações profissionais e as instituições nas áreas da cultura, da ciência, tecnologia e do ensino superior, da educação, da justiça, da economia, da saúde e do trabalho, solidariedade e segurança social, entre outros que contribuam para o desenvolvimento do PNL 2027; e) Assegurar a articulação com a Rádio Televisão Por- tuguesa, S. A. (RTP), enquanto componente essencial da identidade cultural e social do país, valorizando a sua di- mensão educativa e cultural, no cumprimento do contrato de concessão de serviço público de rádio e televisão, de forma a promover os objetivos constantes do PNL 2027, na medida em que estes se enquadrem no princípio da autonomia editorial da sua programação; f) Acompanhar as atividades desenvolvidas pelas en- tidades e organismos que concorrem para a prossecução dos objetivos constantes do PNL 2027. 4 — Especificar que a comissão interministerial reúne ordinariamente pelo menos uma vez em cada trimestre, e sempre que convocada pelo respetivo presidente, por ini- ciativa própria ou a pedido de qualquer dos seus membros. 5 — Estabelecer que a comissão interministerial tem a seguinte composição: a) O comissário, que preside; b) O subcomissário, que coadjuva o comissário e o substitui nas suas faltas e impedimentos; c) Um elemento designado pelo membro do Governo responsável pela área das autarquias locais, que assegura a articulação com os organismos ou instituições sob a sua hierarquia, superintendência ou tutela; d) Um elemento designado pelo membro do Governo responsável pela área da cultura, que assegura a articulação com os organismos ou instituições sob a sua hierarquia, superintendência ou tutela; e) Um elemento designado pelo membro do Governo responsável pela área da ciência, tecnologia e ensino supe- rior, que assegura a articulação com os organismos ou ins- tituições sob a sua hierarquia, superintendência ou tutela; f) O coordenador da Rede de Bibliotecas Escolares. 6 — Estabelecer que os elementos da comissão intermi- nisterial a que se referem as alíneas c), d), e) e f) do número anterior não auferem qualquer acréscimo remuneratório ou abono pelo exercício dessas funções. 7 — Prever que a comissão interministerial funciona na dependência do membro do Governo responsável pela área da educação, em articulação com os membros do Governo a que se referem as alíneas c), d) e e) do n.º 5, todos com a faculdade de delegação. 8 — Determinar que o comissário e o subcomissário são designados por despacho dos membros do Governo referidos no número anterior. 9 — Determinar que os mandatos do comissário e do subcomissário têm a duração de três anos, renováveis du- rante a execução do PNL 2027, nos mesmos termos do número anterior. 10 — Determinar que o comissário e o subcomissário têm estatuto remuneratório equiparado, respetivamente, a dirigente superior de 1.º grau e a dirigente superior de 2.º grau, sendo essas remunerações suportadas, respeti- vamente, pela Direção-Geral da Educação e pela Direção- -Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas. 11 — Determinar que o comissário é responsável pela gestão operacional do PNL 2027, competindo-lhe, nomea- damente: a) Submeter à aprovação dos membros do Governo a que se refere o n.º 7 o plano estratégico do PNL 2027 e os planos anuais e plurianuais de atividades, bem como os respetivos relatórios de execução; b) Monitorizar regularmente a execução dos programas e das medidas constantes do PNL 2027 e garantir o cum- primento dos respetivos prazos; c) Celebrar protocolos com entidades públicas ou pri- vadas, tendo em vista, designadamente a obtenção de par- cerias, mecenato e patrocínios; d) Solicitar aos departamentos governamentais, serviços e organismos envolvidos toda a colaboração e informa- ção necessária à prossecução dos objetivos do PNL 2027; e) Convocar e presidir às reuniões da comissão inter- ministerial. 12 — Determinar que, no processo de coordenação, exe- cução, monitorização e avaliação do PNL 2027, mediante proposta do comissário, pode ser solicitada a colaboração e o apoio a outros serviços e organismos do Estado, em particular, à Rede de Bibliotecas Escolares, a quem com- pete prestar toda a colaboração, apoio e informação que lhes for solicitado para a realização das diversas atividades previstas e a realizar. 13 — Prever que a comissão interministerial é apoiada por uma equipa composta por um número máximo de seis elementos, os quais exercem funções em regime de mobilidade, nos termos da lei. 14 — Determinarqueacomissãointerministerialéapoiada por um Conselho Científico composto por um número máximo de 10 elementos, designados por despacho dos membros do Governo referidos no n.º 7, de entre indivi- dualidades de reconhecido mérito. 15 — Estabelecer que o Conselho Científico é presidido por um Conselheiro, nomeado entre os elementos que o constituem. 16 — Especificar que o Conselho Científico é um órgão colegial com funções de natureza consultiva, ao qual com- pete apoiar a comissão interministerial, designadamente no que diz respeito às linhas de orientação estratégica do PNL 2027, bem como a projetos de investigação e de avaliação. 17 — Estabelecer que o Conselho Científico reúne, ordinariamente, uma vez em cada semestre e sempre que convocado pelo respetivo presidente, por iniciativa própria ou a pedido de qualquer dos seus membros. 18 — Determinar que, pelo exercício de funções no Conselho Científico não são devidos acréscimos remune- ratórios, sem prejuízo do direito ao pagamento de despesas com as deslocações decorrentes das funções exercidas, nos termos previstos para a generalidade dos trabalhadores que exercem funções públicas, o qual será assegurado, em partes iguais, pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, pela Direção-Geral do Ensino Superior e pela Direção-Geral da Educação.
  • 4. 1692-(8) Diário da República, 1.ª série — N.º 65 — 31 de março de 2017 19 — Prever a existência de uma Comissão de Honra composta por individualidades que tenham contribuído significativamente com apoios ou serviços para a pro- moção da leitura, a designar pelos membros do Governo referidos no n.º 7. 20 — Estabelecer que o plano estratégico do PNL 2027 e o plano de atividades para 2017 devem ser apresentados aos membros do Governo das áreas das autarquias locais, da cultura, da ciência, tecnologia e ensino superior e da educação, no prazo de 45 dias após a entrada em vigor da presente resolução. 21 — Estabelecer que o apoio logístico e administrativo ao PNL 2027 é prestado pela Direção-Geral da Educação. 22 — Revogar a Resolução do Conselho de Ministros n.º 86/2006, de 12 de julho, alterada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 33/2009, de 30 de dezembro. 23 — Estabelecer que a presente resolução produz efei- tos a partir da data da sua aprovação. Presidência do Conselho de Ministros, 30 de março de 2017. — O Primeiro-Ministro, António Luís Santos da Costa. I SÉRIE Depósito legal n.º 8814/85 ISSN 0870-9963 Diário da República Eletrónico: Endereço Internet: http://dre.pt Contactos: Correio eletrónico: dre@incm.pt Tel.: 21 781 0870 Fax: 21 394 5750