CFAE Guarda-1
Português língua não materna (PLNM) - metodologias de aprendizagem
integradas de conteúdos linguísticos
Curso de Formação ▪ 12h
26-30 de novembro de 2019
Ana Sousa Martins
anissimamente@gmail.com
SESSÃO 1 – 3h: 26/11/2019
1. Programa do curso
Sessões teórico-práticas e de discussão
Parte I – Estado da questão
1. Explicitação terminológica: PLNM, PL2, PLE, PLH, PLA
2. Dados sobre a população PLNM
3. Perfis linguísticos
4. Enquadramento legal do PLNM
4.1. Área curricular: integração em grupo-turma vs. frequência de turma PLM
4.2. Diagnóstico
4.3. Ensino: orientações programáticas
4.4. Avaliação interna (intermédia e final)
4.5. Exames nacionais
5. Ensino de Língua Estrangeira noutros países
6. Projetos PLNM no terreno
7. Materiais de ensino PLNM disponíveis
Parte II -Aquisição e ensino
8. Principais teorias sobre aquisição de uma L2 (visão geral):
8.1. Hipótese da Gramática Universal (Chomsky)
8.2. Hipótese da Compreensão (Krashen)
8.3. Hipótese da Interação (Larsen-Freeman e Long)
8.4. Hipótese do Output (Swain)
8.5. Noções operativas: transfer, interlíngua, input compreensível; período de silêncio;
fossilização
9. Aquisição de vocabulário
10. O ensino da Gramática
11. Língua de escolarização
12. Leitura intensiva e extensiva numa L2 – benefícios
Parte III – Metodologias e materiais
13. Metodologias
13.1. Aula invertida (Flipped classroom)
13.2. Ação do professor
13.2.1. Conhecimentos linguísticos do professor
13.2.2. Papel do professor:
a) gramática; vocabulário; leitura; compreensão do oral
b) produção oral
14. Materiais online
14.1. Potencialidades do ensino mediado por computador na aceleração dos processos
de aquisição linguística (por input abundante e diversificado, oral e escrito).
14.2. Critérios de análise de recursos didáticos
15. Realização de trabalho individual
2. Avaliação
1. Participação (40%):
1.1. Exposição oral resultante da implementação de pequenas tarefas ao longo
das sessões.
2. Elaboração de trabalho individual (60%):
▪ Descrição e análise crítica de um material (“aula” ou ficha)
>> Dimensão mínima: 2 páginas Word, Times New Roman 12,
espaçamento 1,5.
3. Elaboração de Reflexão Crítica Individual.
► PRAZO para entrega de Trabalho Individual e Reflexão Crítica
Individual: 8/12
3. Website de referência:
Página Web institucional –DGE/ME
https://www.dge.mec.pt/portugues-lingua-nao-materna-plnm
Parte I – Estado da questão
1. Explicitação terminológica: PLNM, PL2, PLE, PLH, PLA, PFOL
Muitas siglas?...Há mais:
http://www.luisgoncalves.net/vocabulrio-especfico/vocabulario-de-
metodologia-de-linguas-estrangeiras-e-aquisicao-de-segunda-lingua
▪ PLNM: Português Língua Não Materna
Designação adotada para designar todas as ações desenvolvidas no
seio do ensino-aprendizagem de alunos em idade escolar falantes
nativos de outra língua que não o português, a frequentar escolas
portuguesas em território nacional (ensino público ou privado).
▪ PL2: Português Língua Segunda
Termo tradicional para designar o estudo do português por falantes
não nativos do português a aprender português em contexto de
imersão/ambiente social em que o português é língua de interação.
▪ PLE: Português Língua Estrangeira
Termo tradicional para designar o estudo do português por falantes
não nativos do português que estão a aprender português em contexto
de não imersão/ambiente social em que o português não é a língua de
interação.
▪ PLA: Português Língua Adicional
Termo recente/contemporâneo para designar PL2 (aprendizagem do PT
em contexto de imersão), adotado pelo International Bureau of
Education (IBE), da UNESCO. Este instituto defende a adoção deste
termo em detrimento de outros, como ‘segundas línguas’ ou ‘línguas
estrangeiras’, pelas seguintes razões:
"[os estudantes podem na verdade estar a aprender não uma segunda, mas
uma terceira ou quarta língua. 'Adicional' se aplica a todas, exceto, claro, à
primeira língua aprendida. Uma língua adicional, além disso, pode não ser
estrangeira , já que muitas pessoas no seu país podem falar essa língua
rotineiramente. O termo 'estrangeiro' pode, com efeito, sugerir estranho,
exótico ou, talvez, alheio - todas essas conotações indesejáveis. A nossa
escolha do termo 'adicional' sublinha o nosso entendimento de que línguas
adicionais não são necessariamente inferiores ou superiores, nem
substitutas para a primeira língua de um estudante. (ELLIOT et al, 2001, p.
61)"
ELLIOT, L.; JUDD, E. L.; TAN, L.; WALBERG, H. J. (2001) Teaching additional languages. Genebra: International
Academy of Education/International Bureau of Education. Disponível em:
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000125455
▪ PLH: Português Língua de Herança
Língua minoritária usada por falantes (imigrantes/descendentes de
imigrantes) que a aprenderam em casa desde crianças, mas que nunca foi
totalmente desenvolvida devido a input insuficiente advindo do
ambiente/contexto social (Língua de casa/Língua da família).
Em função do progressivo envolvimento que a criança/indivíduo vai tendo na
comunidade em que vive (entrada no sistema de ensino; alargamento de
ciclo de amigos nativos; entrada no mercado de trabalho), assim ele vai
ficando mais proficiente na língua falada oficialmente no país de
acolhimento e menos proficiente na língua de casa.
▪ PFOL: Português para falantes de outras línguas
Ensino do português destinado a adultos.
2. Dados sobre a população alunos PLNM em
território nacional
3. Perfis linguísticos
Para os professores poderem definir estratégias específicas para estes
alunos, precisam de conhecer:
▪ o seu percurso escolar;
▪ o seu perfil linguístico (recolher dados relativos à(s) língua(s) que o aluno fala
em casa, com os amigos e família, com os colegas);
▪ tempo de permanência em Portugal;
NOTAS IMPORTANTES:
● Os alunos africanos podem ou não ser alunos PLNM*
● Os alunos brasileiros nunca são alunos PLNM
Língua, dialeto, variedade… = determinação política
Língua: 6, 000 línguas no mundo
Mas como definir/delimitar uma língua?
▪ Critério: se há mútua compreensão, os falantes partilham a mesma língua.
> Dialeto: variação regional sem que seja posta em causa a mútua-
inteligibilidade
>> Mas…
• Dinamarquês, Norueguês e Sueco:
• mútua compreensão e duas línguas
• Sérvio e o Croata:
• mútua compreensão e duas línguas
• Dialetos chineses:
• sem compreensão mútua = a mesma língua
• Português europeu e português do Brasil nordestino:
• sem compreensão mútua = a mesma língua
• Pidgins: língua de contacto formada em consequência de contactos
comerciais (originalmente, com o colonizador).
• *Crioulo: quando o pidgin se torna a língua nativa de uma
comunidade.
• O crioulo e a língua-fonte (crioulos de base portuguesa): normalmente não
são mutuamente compreensíveis.
NOTAS IMPORTANTES:
● Os alunos que nasceram em Portugal, mas cuja família emigrou e fez
escolaridade (total ou parcial) no país de acolhimento: são alunos
PLNM.
● Alunos que nasceram em Portugal, nunca saíram do país, não
frequentaram o ensino pré-escolar e desconhecem completamente o
português à entrada do primeiro ciclo: são alunos PLNM.
3.1. Níveis de proficiência linguística:
• Iniciação (A1, A2);
• Intermédio (B1);
• Avançado (B2, C1).
3.1.1. Quadro Europeu de Referência para as Línguas
https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/ficheiros/quadro_europeu_comum_ref
erencial_0.pdf
3.2. Medidas Educativas:
▪ Alunos posicionados nos níveis de iniciação (A1/A2) ou intermédio
(B1):
> podem frequentar grupo-turma de PLNM (mínimo 10 alunos).
▪ Alunos posicionados nos níveis B2 e C1:
> beneficiam de apoio pedagógico específico no âmbito do
PLNM.
4. Enquadramento legal do PLNM
4.1. Área curricular vs. Disciplina
4.1.2. Integração em grupo-turma vs. frequência de turma PLM
● Os alunos frequentam a disciplina de PLNM, em substituição da disciplina de
Português, caso a escola reúna as condições para constituir turma de PLNM
(mínimo 10 alunos).
● Caso tal não seja possível, os alunos frequentam a disciplina de Português, mas
acompanham o currículo de PLNM dos níveis de proficiência linguística em que se
encontram (A1, A2 ou B1).
● Podem, adicionalmente, beneficiar de aulas de apoio de PLNM.
 Obstáculos previsíveis
► Elaboração de horário:
▪ Horário coincidente com o da disciplina de Português
▪ Possibilidade de dispensa de LE - art.º 13, da Portaria nº223-A/2018, de 3 de
Agosto:
https://dre.pt/pesquisa/-/search/115886163/details/maximized
4.2. Diagnóstico
1.º: Realização teste de diagnóstico de PLNM para aferir o seu
conhecimento da língua portuguesa.
2.º: Posicionamento num nível de proficiência linguística de PLNM.
Cf.: «início do ano letivo ou no momento em que o aluno iniciar
as atividades escolares;»
3.º Perfil sociolinguístico
• → Teste diagnóstico: do 3.º ao 6.º ano:
• https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/ficheiros/eb_teste_diagn
ostico_3_6anoseb.pdf
• → Teste diagnóstico: 3.º Ciclo e Secundário:
• https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/ficheiros/eb_teste_diagn
ostico_3cicloeb_secundario.pdf
4.3. Ensino: orientações programáticas
4.3.1. Documento orientador 2005
https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Basico/Documentos/plnmdoc_o
rientador.pdf
4.3.2. Orientações Programáticas Ensino Secundário, 2008:
https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/ficheiros/eb_orient_programat_
plnm_versaofinalabril08.pdf
«Este documento poderá ser utilizado no Ensino Básico, com as devidas
adaptações à faixa etária dos alunos, uma vez que se encontra organizado
por níveis de proficiência linguística e por áreas temáticas.»
in www.dge.mec.pt/portugues-lingua-nao-materna-plnm
4.3. Ensino: orientações programáticas
4.3.3. Proposta de Orientações Programáticas 2013
https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/EBasico/PLNM/2_proposta_de_orientacoes_programatic
as_plnm.pdf
4.3.4. Aprendizagens essenciais = referencial para a avaliação externa:
▪ Nível A1:
https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/Aprendizagens_Essenciais/PLNM/plnm_a1_ff.pdf
▪ Nível A2:
https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/Aprendizagens_Essenciais/PLNM/plnm_a2_ff.pdf
▪ Nível B1:
https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/Aprendizagens_Essenciais/PLNM/plnm_b1_ff.pdf
4.4. Avaliação intermédia e final
Critérios:
«b) A definição de critérios de avaliação específicos, após conhecimento dos
resultados do teste diagnóstico, para os alunos posicionados nos níveis de
iniciação ou intermédio, de forma a adaptar o projeto curricular de turma às
necessidades dos alunos;»
«os critérios de avaliação em PLNM são aprovados pelo conselho pedagógico
da unidade orgânica».
«A avaliação interna dos alunos de PLNM dos níveis de iniciação (A1/A2) ou
intermédio (B1) deverá realizar-se tendo por base os critérios específicos de
avaliação de PLNM aprovados em Conselho Pedagógico, bem como os planos
de acompanhamento pedagógico elaborados.»
 Solução previsível (adaptação dos critérios de LE)
4.4.1. Avaliação intermédia
« A aplicação de testes intermédios para avaliar continuadamente a
progressão dos alunos em língua portuguesa, nas competências de
compreensão oral, leitura, produção oral e produção escrita, tendo em
vista a transição de grupo de proficiência, a qual pode ocorrer em
qualquer momento do ano letivo»
 Obstáculo previsível (cf. exames nacionais)
4.4.2. Avaliação final
«Em casos excecionais e de acordo com decisão fundamentada do
conselho pedagógico a avaliação sumativa interna do 1.º período pode
assumir caráter descritivo.»
«A avaliação em PLNM dos alunos é da responsabilidade do professor
que acompanha o respetivo grupo de nível [grupo-turma] em
articulação sistemática com o docente de Português da turma.»
4.4.2. Avaliação final
« Os alunos que não estejam inseridos em turmas de nível de PLNM têm
avaliação interna de Português, da responsabilidade do professor desta
disciplina, com base nas estratégias individualizadas definidas e no
contexto da turma.»
NOTA IMPORTANTE:
Os alunos que obtiverem nível 3/10 transitam de nível de proficiência.
 Paradoxo previsível: adaptação de critérios vs. transição para B2 (currículo
nacional)
4.5. Provas de aferição:
Despacho Normativo 3-A/2019
https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/JNE/despacho_normativo_n.o3-
a_de_2019.pdf
Art. 10.º «1 — As provas de aferição, de aplicação universal e obrigatória,
destinam -se aos alunos do ensino básico, sendo aplicadas nos 2.º, 5.º e 8.º
anos de escolaridade.
2 — A decisão de não realização das provas de aferição compete ao diretor,
mediante parecer do conselho pedagógico fundamentado em razões de
carácter relevante, nomeadamente: (…)
b) Proficiência linguística, no caso dos alunos que frequentem a
disciplina de PLNM.»
4.6. Exames nacionais PLNM em substituição do de
PLM:
a) Quem pode realizar:
▪ Alunos que se encontrem inseridos nos níveis de proficiência
linguística de iniciação (A1/ A2) ou intermédio (B1).
NOTA:
não há exame de A1: os alunos de A1 fazem exame de A2.
▪ Alunos inseridos no nível avançado (B2/C1) realizam o exame final
nacional da disciplina de Português.
b) Quem está dispensado de realizar:
Alunos que chegam ao país/sistema de ensino no ano letivo
correspondente ao da realização do exame:
« 9 – Estão dispensados da realização das provas finais do 6.º e 9.º anos
os alunos que não tenham o português como língua materna e tenham
ingressado no sistema educativo português no ano letivo
correspondente ao da realização das provas finais de ciclo.»
c) Alunos do 12.º ano:
O exame PLNM serve para conclusão do ensino secundário e permite o
acesso ao ensino superior.
No entanto, no caso de o curso/estabelecimento de ensino superior
exigir o Português como prova de ingresso, o exame final nacional de
PLNM não serve para este efeito.
Solução: fazer exame PLM.
NOTA IMPORTANTE:
«8 – Sempre que os alunos transitem para o nível avançado (B2),
inclusivamente durante o ano letivo*, e se encontrem em ano de
realização de provas finais de 9.º ano e/ou do exame nacional do 12.º
ano, fazem a Prova Final de Língua Portuguesa ou o Exame Final
Nacional de Português.»
* cf. Teste intermédio
5. Ensino de Língua Estrangeira noutros países
5.1. Espanha:
Integração no nível de escolaridade:
tendo em conta a faixa etária
ou
a integração destes alunos um ano ou dois abaixo do ano
correspondente ao da sua idade (segundo a autonomia das escolas)
● Dependendo da Comunidade Autónoma onde se situa a escola, os
alunos recém-chegados passam a integrar o sistema de ensino regular
de forma progressiva, participando em programas de ensino
substitutivo ou complementar por períodos variáveis de tempo (um
trimestre, um semestre ou um ano letivo) e cujo fim exclusivo é o
ensino da língua de escolarização.
● Em algumas Comunidades, os alunos podem estar nestas aulas todo
o dia;
● Noutras Comunidades, os alunos saem das aulas de língua para
partilhar com os alunos nativos aulas de educação física ou expressão
plástica.
Professor de apoio itinerante:
 Para escolas com um reduzido número de alunos ELNM;
 Lecionação durante 3 meses;
 Depois: trabalho de consultoria/assessoria em relação aos
professores das disciplinas do currículo.
• Não existe um programa de ELNM para o contexto escolar (primário
ou secundário).
A maioria dos professores não tem formação em didática do
espanhol como língua segunda ou estrangeira.
5.2. Irlanda
• Em quase todas as escolas os alunos estrangeiros frequentam aulas de
apoio complementar (metade das escolas) ou substitutivo ( ¼ das escolas),
particularmente quando é possível dispor de um professor de apoio a
tempo inteiro.
• Este apoio configura-se à semelhança de um curso intensivo de inglês
língua estrangeira.
• Em regime substitutivo parcial o aluno pode ser retirado da disciplina de
inglês língua materna ou de outra disciplina (educação religiosa ou língua
estrangeira).
Professores: só um pequeno número tem experiência e qualificação
específica em ILNM
5.3. Reino Unido
● As orientações governamentais vão no sentido de se promover
fortemente o apoio informal, praticado com os alunos integrados na
turma.
Problema: os alunos estrangeiros são colocados em escolas de zonas
integradas em comunidades de imigrantes e, consequentemente, os
colegas destes alunos têm também uma proficiência linguística
limitada.
Muitos dos professores que trabalham com alunos estrangeiros
não têm qualificação académica específica.
5.4. EUA
● Programa específico destinado exclusivamente a alunos recém-
chegados: os alunos frequentam estes programas durante 1 a 2 anos,
após o que transitam para programas de ILS ou programas bilingues.
●O diagnóstico é feito através dos English Language Proficiency Tests –
ACCESS for ELLS – que avaliam conhecimentos linguísticos, mas
também o uso desses conhecimentos em várias áreas curriculares.
=> permite posicionar os alunos corretamente e, por conseguinte,
direcionar ações futuras mais eficazmente.
Cf. http://www.isbe.state.il.us/bilingual/htmls/access.htm (consultado a 17/02/2013)
● Formação de professores
 Os professores recebem formação especificamente orientada para
trabalhar a literacia em inglês de crianças e adolescentes.
 80% dos programas exige como critério de seleção de professores a
apresentação de graduação ou pós-graduação em ILS.
 Há ainda programas que valorizam o facto de o professor falar várias
línguas ou ter tido alguma experiência profissional de ordem
intercultural.
5.5. Canadá
PISA 2009*: disparidade de desempenho entre os estudantes
imigrantes e os estudantes nativos tende a ser nula.
Cf. Education at a Glance 2012 – Highlights, OCDE: http://www.oecd-ilibrary.org/sites/eag_highlights-2012-
en/05/07/index.html?contentType=/ns/Chapter,/ns/StatisticalPublication&itemId=/content/chapter/eag_highlights-
2012-35-en&containerItemId=/content/serial/2076264x&accessItemIds=&mimeType=text/html (consultado a
17/02/2013)
• PISA = Programme for International Student Assessment
Desde 2000 que a OCDE promove esta avaliação trianual dos conhecimentos
e das competências dos alunos de 15 anos de países e regiões de todo o
mundo, nos domínios da matemática, da leitura e das ciências.
Cf. http://pisa.ceied.ulusofona.pt/pt/bases-de-dados/
• Programas de ensino de inglês e francês de alta qualidade
• Bolsas de estudo
• Apoio extra-letivo
• Cursos intensivos para recém-chegados, com a duração de 6 meses a
um ano
• Depois: o aluno passa a receber apoio continuado a I/FLNM, quer no
ensino primário quer no ensino secundário.
Os professores recebem formação especializada, quer já durante
a sua formação inicial, quer durante o exercício da profissão.
5.6. Suécia
• Programa em regime substitutivo de ensino do sueco como língua de
interação e de escolarização (6 meses a 1 ano)
• Introdução ao sistema escolar sueco.
• Depois: os alunos passam a integrar o sistema educativo sueco, podendo
frequentar o sueco como língua não materna (SLNM), em substituição e
com a mesma carga letiva de SLM.
• O SLNM foi instituído como disciplina do ensino obrigatório a partir de
1995.
As diretrizes ministeriais são para que todos os professores de SLNM
tenham concluído especialização na área do ensino de língua
segunda.
5.7. Conclusão
Os resultados dos PISA (2003, 2009) sugerem uma menor disparidade
de desempenho escolar entre alunos estrangeiros e alunos nativos em
países onde há programas duradouros de ensino de língua:
com objetivos bem definidos;
diagnóstico rigoroso;
corpo docente estável e especializado.
6. Projetos PLNM no terreno
▪ Turma Bilingue – ILTEC: de 2008 a 2012
http://www.iltec.pt/pdf/turma%20pt_cv.pdf
▪ Português para Todos: https://www.acm.gov.pt/pt/-/programa-ppt-
portugues-para-todos
▪ Ciberescola da Língua Portuguesa/DGE: de 2011 até ao presente:
www.ciberescola.com
https://www.slideshare.net/anissimamente/ciberescola-apresenta-
182799402?ref=http://www.ciberescola.com/index.php?action=guioes
7. Materiais de ensino PLNM disponíveis (uma
breve seleção)
▪ Falas Português? Porto Editora https://www.escolavirtual.pt/Pagina-
Especial/falasportugues.htm
▪ Lidel PLNM: https://issuu.com/lidel/docs/catalogo_ple
▪ Cibercursos da Língua Portuguesa: www.cibercursoslp.com

Plnm seia-1

  • 1.
    CFAE Guarda-1 Português línguanão materna (PLNM) - metodologias de aprendizagem integradas de conteúdos linguísticos Curso de Formação ▪ 12h 26-30 de novembro de 2019 Ana Sousa Martins anissimamente@gmail.com
  • 2.
    SESSÃO 1 –3h: 26/11/2019 1. Programa do curso Sessões teórico-práticas e de discussão
  • 3.
    Parte I –Estado da questão 1. Explicitação terminológica: PLNM, PL2, PLE, PLH, PLA 2. Dados sobre a população PLNM 3. Perfis linguísticos 4. Enquadramento legal do PLNM 4.1. Área curricular: integração em grupo-turma vs. frequência de turma PLM 4.2. Diagnóstico 4.3. Ensino: orientações programáticas 4.4. Avaliação interna (intermédia e final) 4.5. Exames nacionais 5. Ensino de Língua Estrangeira noutros países 6. Projetos PLNM no terreno 7. Materiais de ensino PLNM disponíveis
  • 4.
    Parte II -Aquisiçãoe ensino 8. Principais teorias sobre aquisição de uma L2 (visão geral): 8.1. Hipótese da Gramática Universal (Chomsky) 8.2. Hipótese da Compreensão (Krashen) 8.3. Hipótese da Interação (Larsen-Freeman e Long) 8.4. Hipótese do Output (Swain) 8.5. Noções operativas: transfer, interlíngua, input compreensível; período de silêncio; fossilização 9. Aquisição de vocabulário 10. O ensino da Gramática 11. Língua de escolarização 12. Leitura intensiva e extensiva numa L2 – benefícios
  • 5.
    Parte III –Metodologias e materiais 13. Metodologias 13.1. Aula invertida (Flipped classroom) 13.2. Ação do professor 13.2.1. Conhecimentos linguísticos do professor 13.2.2. Papel do professor: a) gramática; vocabulário; leitura; compreensão do oral b) produção oral 14. Materiais online 14.1. Potencialidades do ensino mediado por computador na aceleração dos processos de aquisição linguística (por input abundante e diversificado, oral e escrito). 14.2. Critérios de análise de recursos didáticos 15. Realização de trabalho individual
  • 6.
    2. Avaliação 1. Participação(40%): 1.1. Exposição oral resultante da implementação de pequenas tarefas ao longo das sessões. 2. Elaboração de trabalho individual (60%): ▪ Descrição e análise crítica de um material (“aula” ou ficha) >> Dimensão mínima: 2 páginas Word, Times New Roman 12, espaçamento 1,5. 3. Elaboração de Reflexão Crítica Individual. ► PRAZO para entrega de Trabalho Individual e Reflexão Crítica Individual: 8/12
  • 7.
    3. Website dereferência: Página Web institucional –DGE/ME https://www.dge.mec.pt/portugues-lingua-nao-materna-plnm
  • 8.
    Parte I –Estado da questão 1. Explicitação terminológica: PLNM, PL2, PLE, PLH, PLA, PFOL Muitas siglas?...Há mais: http://www.luisgoncalves.net/vocabulrio-especfico/vocabulario-de- metodologia-de-linguas-estrangeiras-e-aquisicao-de-segunda-lingua
  • 9.
    ▪ PLNM: PortuguêsLíngua Não Materna Designação adotada para designar todas as ações desenvolvidas no seio do ensino-aprendizagem de alunos em idade escolar falantes nativos de outra língua que não o português, a frequentar escolas portuguesas em território nacional (ensino público ou privado). ▪ PL2: Português Língua Segunda Termo tradicional para designar o estudo do português por falantes não nativos do português a aprender português em contexto de imersão/ambiente social em que o português é língua de interação.
  • 10.
    ▪ PLE: PortuguêsLíngua Estrangeira Termo tradicional para designar o estudo do português por falantes não nativos do português que estão a aprender português em contexto de não imersão/ambiente social em que o português não é a língua de interação. ▪ PLA: Português Língua Adicional Termo recente/contemporâneo para designar PL2 (aprendizagem do PT em contexto de imersão), adotado pelo International Bureau of Education (IBE), da UNESCO. Este instituto defende a adoção deste termo em detrimento de outros, como ‘segundas línguas’ ou ‘línguas estrangeiras’, pelas seguintes razões:
  • 11.
    "[os estudantes podemna verdade estar a aprender não uma segunda, mas uma terceira ou quarta língua. 'Adicional' se aplica a todas, exceto, claro, à primeira língua aprendida. Uma língua adicional, além disso, pode não ser estrangeira , já que muitas pessoas no seu país podem falar essa língua rotineiramente. O termo 'estrangeiro' pode, com efeito, sugerir estranho, exótico ou, talvez, alheio - todas essas conotações indesejáveis. A nossa escolha do termo 'adicional' sublinha o nosso entendimento de que línguas adicionais não são necessariamente inferiores ou superiores, nem substitutas para a primeira língua de um estudante. (ELLIOT et al, 2001, p. 61)" ELLIOT, L.; JUDD, E. L.; TAN, L.; WALBERG, H. J. (2001) Teaching additional languages. Genebra: International Academy of Education/International Bureau of Education. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000125455
  • 12.
    ▪ PLH: PortuguêsLíngua de Herança Língua minoritária usada por falantes (imigrantes/descendentes de imigrantes) que a aprenderam em casa desde crianças, mas que nunca foi totalmente desenvolvida devido a input insuficiente advindo do ambiente/contexto social (Língua de casa/Língua da família). Em função do progressivo envolvimento que a criança/indivíduo vai tendo na comunidade em que vive (entrada no sistema de ensino; alargamento de ciclo de amigos nativos; entrada no mercado de trabalho), assim ele vai ficando mais proficiente na língua falada oficialmente no país de acolhimento e menos proficiente na língua de casa. ▪ PFOL: Português para falantes de outras línguas Ensino do português destinado a adultos.
  • 13.
    2. Dados sobrea população alunos PLNM em território nacional
  • 19.
    3. Perfis linguísticos Paraos professores poderem definir estratégias específicas para estes alunos, precisam de conhecer: ▪ o seu percurso escolar; ▪ o seu perfil linguístico (recolher dados relativos à(s) língua(s) que o aluno fala em casa, com os amigos e família, com os colegas); ▪ tempo de permanência em Portugal;
  • 20.
    NOTAS IMPORTANTES: ● Osalunos africanos podem ou não ser alunos PLNM* ● Os alunos brasileiros nunca são alunos PLNM Língua, dialeto, variedade… = determinação política Língua: 6, 000 línguas no mundo Mas como definir/delimitar uma língua? ▪ Critério: se há mútua compreensão, os falantes partilham a mesma língua. > Dialeto: variação regional sem que seja posta em causa a mútua- inteligibilidade
  • 21.
    >> Mas… • Dinamarquês,Norueguês e Sueco: • mútua compreensão e duas línguas • Sérvio e o Croata: • mútua compreensão e duas línguas • Dialetos chineses: • sem compreensão mútua = a mesma língua • Português europeu e português do Brasil nordestino: • sem compreensão mútua = a mesma língua
  • 22.
    • Pidgins: línguade contacto formada em consequência de contactos comerciais (originalmente, com o colonizador). • *Crioulo: quando o pidgin se torna a língua nativa de uma comunidade. • O crioulo e a língua-fonte (crioulos de base portuguesa): normalmente não são mutuamente compreensíveis.
  • 23.
    NOTAS IMPORTANTES: ● Osalunos que nasceram em Portugal, mas cuja família emigrou e fez escolaridade (total ou parcial) no país de acolhimento: são alunos PLNM. ● Alunos que nasceram em Portugal, nunca saíram do país, não frequentaram o ensino pré-escolar e desconhecem completamente o português à entrada do primeiro ciclo: são alunos PLNM.
  • 24.
    3.1. Níveis deproficiência linguística: • Iniciação (A1, A2); • Intermédio (B1); • Avançado (B2, C1). 3.1.1. Quadro Europeu de Referência para as Línguas https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/ficheiros/quadro_europeu_comum_ref erencial_0.pdf
  • 25.
    3.2. Medidas Educativas: ▪Alunos posicionados nos níveis de iniciação (A1/A2) ou intermédio (B1): > podem frequentar grupo-turma de PLNM (mínimo 10 alunos). ▪ Alunos posicionados nos níveis B2 e C1: > beneficiam de apoio pedagógico específico no âmbito do PLNM.
  • 26.
    4. Enquadramento legaldo PLNM 4.1. Área curricular vs. Disciplina 4.1.2. Integração em grupo-turma vs. frequência de turma PLM ● Os alunos frequentam a disciplina de PLNM, em substituição da disciplina de Português, caso a escola reúna as condições para constituir turma de PLNM (mínimo 10 alunos). ● Caso tal não seja possível, os alunos frequentam a disciplina de Português, mas acompanham o currículo de PLNM dos níveis de proficiência linguística em que se encontram (A1, A2 ou B1). ● Podem, adicionalmente, beneficiar de aulas de apoio de PLNM.  Obstáculos previsíveis
  • 27.
    ► Elaboração dehorário: ▪ Horário coincidente com o da disciplina de Português ▪ Possibilidade de dispensa de LE - art.º 13, da Portaria nº223-A/2018, de 3 de Agosto: https://dre.pt/pesquisa/-/search/115886163/details/maximized
  • 28.
    4.2. Diagnóstico 1.º: Realizaçãoteste de diagnóstico de PLNM para aferir o seu conhecimento da língua portuguesa. 2.º: Posicionamento num nível de proficiência linguística de PLNM. Cf.: «início do ano letivo ou no momento em que o aluno iniciar as atividades escolares;» 3.º Perfil sociolinguístico
  • 29.
    • → Testediagnóstico: do 3.º ao 6.º ano: • https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/ficheiros/eb_teste_diagn ostico_3_6anoseb.pdf • → Teste diagnóstico: 3.º Ciclo e Secundário: • https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/ficheiros/eb_teste_diagn ostico_3cicloeb_secundario.pdf
  • 30.
    4.3. Ensino: orientaçõesprogramáticas 4.3.1. Documento orientador 2005 https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Basico/Documentos/plnmdoc_o rientador.pdf 4.3.2. Orientações Programáticas Ensino Secundário, 2008: https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/ficheiros/eb_orient_programat_ plnm_versaofinalabril08.pdf «Este documento poderá ser utilizado no Ensino Básico, com as devidas adaptações à faixa etária dos alunos, uma vez que se encontra organizado por níveis de proficiência linguística e por áreas temáticas.» in www.dge.mec.pt/portugues-lingua-nao-materna-plnm
  • 31.
    4.3. Ensino: orientaçõesprogramáticas 4.3.3. Proposta de Orientações Programáticas 2013 https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/EBasico/PLNM/2_proposta_de_orientacoes_programatic as_plnm.pdf 4.3.4. Aprendizagens essenciais = referencial para a avaliação externa: ▪ Nível A1: https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/Aprendizagens_Essenciais/PLNM/plnm_a1_ff.pdf ▪ Nível A2: https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/Aprendizagens_Essenciais/PLNM/plnm_a2_ff.pdf ▪ Nível B1: https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/Aprendizagens_Essenciais/PLNM/plnm_b1_ff.pdf
  • 32.
    4.4. Avaliação intermédiae final Critérios: «b) A definição de critérios de avaliação específicos, após conhecimento dos resultados do teste diagnóstico, para os alunos posicionados nos níveis de iniciação ou intermédio, de forma a adaptar o projeto curricular de turma às necessidades dos alunos;» «os critérios de avaliação em PLNM são aprovados pelo conselho pedagógico da unidade orgânica». «A avaliação interna dos alunos de PLNM dos níveis de iniciação (A1/A2) ou intermédio (B1) deverá realizar-se tendo por base os critérios específicos de avaliação de PLNM aprovados em Conselho Pedagógico, bem como os planos de acompanhamento pedagógico elaborados.»  Solução previsível (adaptação dos critérios de LE)
  • 33.
    4.4.1. Avaliação intermédia «A aplicação de testes intermédios para avaliar continuadamente a progressão dos alunos em língua portuguesa, nas competências de compreensão oral, leitura, produção oral e produção escrita, tendo em vista a transição de grupo de proficiência, a qual pode ocorrer em qualquer momento do ano letivo»  Obstáculo previsível (cf. exames nacionais)
  • 34.
    4.4.2. Avaliação final «Emcasos excecionais e de acordo com decisão fundamentada do conselho pedagógico a avaliação sumativa interna do 1.º período pode assumir caráter descritivo.» «A avaliação em PLNM dos alunos é da responsabilidade do professor que acompanha o respetivo grupo de nível [grupo-turma] em articulação sistemática com o docente de Português da turma.»
  • 35.
    4.4.2. Avaliação final «Os alunos que não estejam inseridos em turmas de nível de PLNM têm avaliação interna de Português, da responsabilidade do professor desta disciplina, com base nas estratégias individualizadas definidas e no contexto da turma.» NOTA IMPORTANTE: Os alunos que obtiverem nível 3/10 transitam de nível de proficiência.  Paradoxo previsível: adaptação de critérios vs. transição para B2 (currículo nacional)
  • 36.
    4.5. Provas deaferição: Despacho Normativo 3-A/2019 https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/JNE/despacho_normativo_n.o3- a_de_2019.pdf Art. 10.º «1 — As provas de aferição, de aplicação universal e obrigatória, destinam -se aos alunos do ensino básico, sendo aplicadas nos 2.º, 5.º e 8.º anos de escolaridade. 2 — A decisão de não realização das provas de aferição compete ao diretor, mediante parecer do conselho pedagógico fundamentado em razões de carácter relevante, nomeadamente: (…) b) Proficiência linguística, no caso dos alunos que frequentem a disciplina de PLNM.»
  • 37.
    4.6. Exames nacionaisPLNM em substituição do de PLM: a) Quem pode realizar: ▪ Alunos que se encontrem inseridos nos níveis de proficiência linguística de iniciação (A1/ A2) ou intermédio (B1). NOTA: não há exame de A1: os alunos de A1 fazem exame de A2. ▪ Alunos inseridos no nível avançado (B2/C1) realizam o exame final nacional da disciplina de Português.
  • 38.
    b) Quem estádispensado de realizar: Alunos que chegam ao país/sistema de ensino no ano letivo correspondente ao da realização do exame: « 9 – Estão dispensados da realização das provas finais do 6.º e 9.º anos os alunos que não tenham o português como língua materna e tenham ingressado no sistema educativo português no ano letivo correspondente ao da realização das provas finais de ciclo.»
  • 39.
    c) Alunos do12.º ano: O exame PLNM serve para conclusão do ensino secundário e permite o acesso ao ensino superior. No entanto, no caso de o curso/estabelecimento de ensino superior exigir o Português como prova de ingresso, o exame final nacional de PLNM não serve para este efeito. Solução: fazer exame PLM.
  • 40.
    NOTA IMPORTANTE: «8 –Sempre que os alunos transitem para o nível avançado (B2), inclusivamente durante o ano letivo*, e se encontrem em ano de realização de provas finais de 9.º ano e/ou do exame nacional do 12.º ano, fazem a Prova Final de Língua Portuguesa ou o Exame Final Nacional de Português.» * cf. Teste intermédio
  • 41.
    5. Ensino deLíngua Estrangeira noutros países 5.1. Espanha: Integração no nível de escolaridade: tendo em conta a faixa etária ou a integração destes alunos um ano ou dois abaixo do ano correspondente ao da sua idade (segundo a autonomia das escolas)
  • 42.
    ● Dependendo daComunidade Autónoma onde se situa a escola, os alunos recém-chegados passam a integrar o sistema de ensino regular de forma progressiva, participando em programas de ensino substitutivo ou complementar por períodos variáveis de tempo (um trimestre, um semestre ou um ano letivo) e cujo fim exclusivo é o ensino da língua de escolarização. ● Em algumas Comunidades, os alunos podem estar nestas aulas todo o dia; ● Noutras Comunidades, os alunos saem das aulas de língua para partilhar com os alunos nativos aulas de educação física ou expressão plástica.
  • 43.
    Professor de apoioitinerante:  Para escolas com um reduzido número de alunos ELNM;  Lecionação durante 3 meses;  Depois: trabalho de consultoria/assessoria em relação aos professores das disciplinas do currículo.
  • 44.
    • Não existeum programa de ELNM para o contexto escolar (primário ou secundário). A maioria dos professores não tem formação em didática do espanhol como língua segunda ou estrangeira.
  • 45.
    5.2. Irlanda • Emquase todas as escolas os alunos estrangeiros frequentam aulas de apoio complementar (metade das escolas) ou substitutivo ( ¼ das escolas), particularmente quando é possível dispor de um professor de apoio a tempo inteiro. • Este apoio configura-se à semelhança de um curso intensivo de inglês língua estrangeira. • Em regime substitutivo parcial o aluno pode ser retirado da disciplina de inglês língua materna ou de outra disciplina (educação religiosa ou língua estrangeira). Professores: só um pequeno número tem experiência e qualificação específica em ILNM
  • 46.
    5.3. Reino Unido ●As orientações governamentais vão no sentido de se promover fortemente o apoio informal, praticado com os alunos integrados na turma. Problema: os alunos estrangeiros são colocados em escolas de zonas integradas em comunidades de imigrantes e, consequentemente, os colegas destes alunos têm também uma proficiência linguística limitada. Muitos dos professores que trabalham com alunos estrangeiros não têm qualificação académica específica.
  • 47.
    5.4. EUA ● Programaespecífico destinado exclusivamente a alunos recém- chegados: os alunos frequentam estes programas durante 1 a 2 anos, após o que transitam para programas de ILS ou programas bilingues. ●O diagnóstico é feito através dos English Language Proficiency Tests – ACCESS for ELLS – que avaliam conhecimentos linguísticos, mas também o uso desses conhecimentos em várias áreas curriculares. => permite posicionar os alunos corretamente e, por conseguinte, direcionar ações futuras mais eficazmente. Cf. http://www.isbe.state.il.us/bilingual/htmls/access.htm (consultado a 17/02/2013)
  • 48.
    ● Formação deprofessores  Os professores recebem formação especificamente orientada para trabalhar a literacia em inglês de crianças e adolescentes.  80% dos programas exige como critério de seleção de professores a apresentação de graduação ou pós-graduação em ILS.  Há ainda programas que valorizam o facto de o professor falar várias línguas ou ter tido alguma experiência profissional de ordem intercultural.
  • 49.
    5.5. Canadá PISA 2009*:disparidade de desempenho entre os estudantes imigrantes e os estudantes nativos tende a ser nula. Cf. Education at a Glance 2012 – Highlights, OCDE: http://www.oecd-ilibrary.org/sites/eag_highlights-2012- en/05/07/index.html?contentType=/ns/Chapter,/ns/StatisticalPublication&itemId=/content/chapter/eag_highlights- 2012-35-en&containerItemId=/content/serial/2076264x&accessItemIds=&mimeType=text/html (consultado a 17/02/2013) • PISA = Programme for International Student Assessment Desde 2000 que a OCDE promove esta avaliação trianual dos conhecimentos e das competências dos alunos de 15 anos de países e regiões de todo o mundo, nos domínios da matemática, da leitura e das ciências. Cf. http://pisa.ceied.ulusofona.pt/pt/bases-de-dados/
  • 50.
    • Programas deensino de inglês e francês de alta qualidade • Bolsas de estudo • Apoio extra-letivo • Cursos intensivos para recém-chegados, com a duração de 6 meses a um ano • Depois: o aluno passa a receber apoio continuado a I/FLNM, quer no ensino primário quer no ensino secundário. Os professores recebem formação especializada, quer já durante a sua formação inicial, quer durante o exercício da profissão.
  • 51.
    5.6. Suécia • Programaem regime substitutivo de ensino do sueco como língua de interação e de escolarização (6 meses a 1 ano) • Introdução ao sistema escolar sueco. • Depois: os alunos passam a integrar o sistema educativo sueco, podendo frequentar o sueco como língua não materna (SLNM), em substituição e com a mesma carga letiva de SLM. • O SLNM foi instituído como disciplina do ensino obrigatório a partir de 1995. As diretrizes ministeriais são para que todos os professores de SLNM tenham concluído especialização na área do ensino de língua segunda.
  • 52.
    5.7. Conclusão Os resultadosdos PISA (2003, 2009) sugerem uma menor disparidade de desempenho escolar entre alunos estrangeiros e alunos nativos em países onde há programas duradouros de ensino de língua: com objetivos bem definidos; diagnóstico rigoroso; corpo docente estável e especializado.
  • 53.
    6. Projetos PLNMno terreno ▪ Turma Bilingue – ILTEC: de 2008 a 2012 http://www.iltec.pt/pdf/turma%20pt_cv.pdf ▪ Português para Todos: https://www.acm.gov.pt/pt/-/programa-ppt- portugues-para-todos ▪ Ciberescola da Língua Portuguesa/DGE: de 2011 até ao presente: www.ciberescola.com https://www.slideshare.net/anissimamente/ciberescola-apresenta- 182799402?ref=http://www.ciberescola.com/index.php?action=guioes
  • 54.
    7. Materiais deensino PLNM disponíveis (uma breve seleção) ▪ Falas Português? Porto Editora https://www.escolavirtual.pt/Pagina- Especial/falasportugues.htm ▪ Lidel PLNM: https://issuu.com/lidel/docs/catalogo_ple ▪ Cibercursos da Língua Portuguesa: www.cibercursoslp.com