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FACULDADE POLIS DAS ARTES
CRISTINA AKEMI MUNEHISA
PALAVRAS DA IMAGEM – A ESCRITA DA PINTURA
Embu das Artes
2015
2
FACULDADE POLIS DAS ARTES
CRISTINA AKEMI MUNEHISA
PALAVRAS DA IMAGEM – A ESCRITA DA PINTURA
Embu das Artes
2015
Trabalho final apresentado à disciplina
“Palavras da imagem – a escrita da pintura”
como exigência parcial para a obtenção do
curso de Pós (CURSO)– Turma “E-43”, sob
a supervisão do Professor (a) Ms Jane
Nogueira dos Santos. Pólo: São Bernardo do
Campo!
3
Sumário
1. Introdução.........................................................................................................4
2. Desenvolvimento...............................................................................................5
3. Conclusão.........................................................................................................9
4. Referências Bibliográficas................................................................................10
4
Introdução
A cultura do indivíduo e da sociedade é composta de inúmeras referências,
porém, sem dúvida, após a universalização da televisão e da internet, a cada dia
as informações imagéticas se tornam mais contundentes no processo de
construção do repertório cultural, inclusive modificando a relação que as crianças
tem com a imagem atualmente, já que o bombardeio de informações interfere
conceitualmente na assimilação do mundo, esta que certamente define o tipo de
ser humano que se tornará. No entanto, a produção visual difundida pelos meios
de comunicação citados acima, em sua maioria seguem, tem uma pauta
claramente comercial, ou seja, não tem a pretensão cabal de construir
conhecimento, muito embora possa esse ser um efeito colateral, o objetivo é
vender produtos ou estilos de vida. O presente trabalho busca elucidar quais as
consequências disso para a sociedade, no objetivo também de apresentar meios
efetivos da união entre a realidade cultural da criança e as práticas pedagógicas
em arte-educação, na contramão da alienação. Com base nas teorias de Paulo
Freire que tanto estudou o vínculo entre o ser e o saber, é possível vislumbrar
caminhos para um novo tipo de educação, que muito discutido em teoria, ainda
pouco se pratica na atualidade. Na busca de uma perspectiva mais libertária é
importante se desvencilhar das amarrar sociais e permitir-se tentativas inovadoras
e práticas que possam ser consideradas marginais, mas estão na vanguarda da
educação, já há muito tempo.
5
Desenvolvimento
O mundo contemporâneo tem como característica fundamental o
dinamismo conceitual, informativo, executivo. Todo esse movimento significa que
não mais as comunidades permanecem estáticas apenas na tradição oral, que
perdura de geração em geração, pelo contrário, o que antes era a composição
total de seu referencial de cultura, hoje é agregado, quando ainda sobrevive, a um
montante de conhecimento globalizado e acessível transformando muito
rapidamente as constituições culturais do sujeito.
Esse processo se intensificou principalmente com os avanços tecnológicos
dos meios de comunicação, a televisão que fundamentalmente tem como mote a
criação de uma concepção visual para atingir a massa e a internet que acelera e
universaliza o processamento das informações.
Em relação aos conceitos relacionados à imagem, segundo Sardelich,
(2006) a expressão “leitura de imagens” convenciona-se no final dos anos 70,
justamente pela expansão das mídias audiovisuais.
Na medida em que a imagem passa a ser
compreendida como signo que incorpora diversos
códigos, sua leitura requer o conhecimento e a
compreensão desses códigos. Essa ideia de “ensinar
a ver e ler” os dados visuais inspirou-se no trabalho
de Rudolf Arnheim, Art and visual perception, de
1957, que procura identificar as categorias visuais
básicas mediante as quais a percepção deduz
estruturas e o produtor de imagens elabora suas
configurações...
...Nesse modelo o espectador desvela nas imagens
esquemas básicos utilizando várias categorias até
descobrir a configuração que, por si mesma, possui
qualidades expressivas. (SARDELICH, 2006, p. 453)
6
Essa é uma proposta de leitura de imagens racional, expressiva, perceptiva
e comunicativa, aquela que coloca o produtor artístico como um formador de
opinião, capaz e parcialmente responsável pela educação dos indivíduos, moral,
intelectual e cognitiva, enquanto produtores de cultura.
Quando se ouve falar em Paulo Freire, grande pensador da educação, é
muito comum que ele venha associado à um dito método de alfabetização de
jovens e adultos, o que em partes tende a diminuir seu trabalho e a importância
dele para a pedagogia brasileira. Justamente por isso é que cabe aqui uma
análise sobre suas tantas teorias, dentre elas as explicitadas nos livros “A
importância do ato de ler” e “Educação como prática da liberdade”, por conta da
relação que seus escritos tem com a interpretação que o sujeito faz do mundo
determinada pelo repertório que construiu ao longo do tempo e que é fruto de sua
relação com o meio e suas exposições à cultura. Isto é, a natureza dessa relação
é que vai definir o tipo de indivíduo que se é, para o bem ou para o mal.
As teorias Freireanas estão intimamente ligadas à tendência formalista de
leitura de imagens, pois tratam-se ambas de empoderar o artista a um
compromisso social, porém libertário.
O que importa realmente, ao ajudar-se o homem é
ajudá-lo a ajudar-se. (E aos povos também). É fazê-
lo agente de sua própria recuperação. É, repitamos,
pô-lo numa postura conscientemente crítica diante de
seus problemas. (FREIRE, 1967, p.63)
Sob este aspecto da liberdade e da responsabilidade do artista é preciso que o
educador esteja disposto não só a inserir o educando nessa perspectiva do olhar crítico,
interpretativo, perspicaz, como voltar-se à possibilidade de com a arte empoderar seus
alunos enquanto produtores de sua própria mensagem e consequentemente de sua
própria manifestação cultural.
Na tentativa de promover esses ideais foi elaborada uma atividade interessante
que podem ser uma visão sobre o ensino da arte, não inovadora, pois já se vislumbram
algumas práticas parecidas, mas ainda um pouco marginal, pois dificilmente é
reconhecida como produtiva e pertinente.
7
“Meu quarto”
1ª etapa (sensibilização): cada educando traz de sua casa uma foto de seu
quarto para que haja uma socialização e uma explanação sobre os pontos
importantes, positivos e negativos, o desejo de promover alguma mudança, enfim
detalhes relevantes.
2ª etapa (comparação): apresenta-se ao grupo a obra “Quarto em Arles” de
Van Gogh, e promove-se uma discussão sobre as semelhanças e diferenças,
trazendo à tona informações histórias relativas a obra e a biografia do autor e
interpretações que podem aparecer subliminarmente.
3ª etapa (teoria): dando continuidade ao estudo sobre o autor e sua escola
de pintura busca-se o conhecimento e a sensibilização para outras obras do
pintor, tendo em vista as técnicas utilizadas por ele, principalmente no tocante a
representar sentimento, algo extremamente presente no impressionismo.
4ª etapa (produção): sugerir aos educandos que com base nas técnicas
estudadas produzam uma pintura de seus quartos, tentando destacar sensações
pela maneira de pintar e cores utilizadas, tal como Van Gogh.
Essa atividade pode ter um desdobramento bastante importante com
autorretratos também deveras pessoal e íntimo. Pode-se inclusive inserir outros
pintores famosos que produziram autorretratos, como Frida Kahlo. Outra
possibilidade é utilizar essa mesma estratégia para retratar um lugar ou momento
histórico, fazendo a transposição para a realidade do educando e produzindo as
modificações necessárias.
8
Conclusão
A reflexão e a pesquisa realizada para esse trabalho foi de suma
importância para a evolução e o desenvolvimento de novas estratégias, expostas
na atividade que foi elaborada por último.
Esse processo deve ser a rotina de todo educador, refletir sobre o que fez,
faz e fará da sua prática é o que move o crescimento profissional e pessoal para
alguém que se propõe a ajudar outros indivíduos a crescer.
Creio que a atividade atende ao propósito libertário e responsável das
teorias estudadas e ao propósito presente na LDB 9394/96 e nos
PCN’s de um ensino contextualizado e produtivo socialmente, desenvolvendo o
educando crítico, perceptivo, expressivo e ativo intelectualmente. Primeiro pelo
fato de partir de uma vivência bem pessoal, depois por exigir uma transposição e
uma comparação de sua realidade com a realidade de alguém tão distante em
tempo e lugar histórico, e por fim de sugerir que todo esse processo de
conhecimento fosse registrado, novamente em algo bastante pessoal.
Nas escolas, ao que parece, e é o que se ouve dos professores, é que
esses trabalhos demandam mais tempo e mais esforços do que alguns estão
disposto a gastar, inclusive financeiros, nem todas as escolas podem por exemplo
dispor de telas e tintas para pintura. Mas há pouco interesse em se adaptar
também, porque essa mesma atividade não pode ser feita com desenhos? Em
todo caso o que se observa é mesmo uma questão de força de vontade e de
trabalho, mas enquanto houver gente disposta, a caravana não para.
9
Referências bibliográficas
SARDELISH, Maria Emilia. Leitura de imagens, cultura visual e prática
educativa. Cadernos de Pesquisa, v.36, n. 128, p.451-472. 2006.
BRASIL, Ministério da secretaria de educação básica. Parâmetros curriculares
nacionais - arte . Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica:
Brasília (DF), 1997 v.l; il.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir. 27ª Ed. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 1987.
FREIRE, Roberto. Soma – uma terapia anarquista vol I - A alma é o corpo. Rio
de Janeiro: Editora Guanabara
NANNI, Dionísia. O ensino da dança na estrutura/expansão da consciência
corporal e da auto-estima do educando. Fitness & Performance, v. 04, n. 01.
Rio de Janeiro, 2005.
BRASIL, Senado Federal. Lei de diretrizes e bases da educação nacional: nº
9394/96. Brasília, 1996.
FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Editora
Paz e Terra, 1967.
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler – em três artigos que se
completam. São Paulo: Cortez Editora, 1921.
9
Referências bibliográficas
SARDELISH, Maria Emilia. Leitura de imagens, cultura visual e prática
educativa. Cadernos de Pesquisa, v.36, n. 128, p.451-472. 2006.
BRASIL, Ministério da secretaria de educação básica. Parâmetros curriculares
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Brasília (DF), 1997 v.l; il.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir. 27ª Ed. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 1987.
FREIRE, Roberto. Soma – uma terapia anarquista vol I - A alma é o corpo. Rio
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NANNI, Dionísia. O ensino da dança na estrutura/expansão da consciência
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Rio de Janeiro, 2005.
BRASIL, Senado Federal. Lei de diretrizes e bases da educação nacional: nº
9394/96. Brasília, 1996.
FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Editora
Paz e Terra, 1967.
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completam. São Paulo: Cortez Editora, 1921.

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  • 2. 2 FACULDADE POLIS DAS ARTES CRISTINA AKEMI MUNEHISA PALAVRAS DA IMAGEM – A ESCRITA DA PINTURA Embu das Artes 2015 Trabalho final apresentado à disciplina “Palavras da imagem – a escrita da pintura” como exigência parcial para a obtenção do curso de Pós (CURSO)– Turma “E-43”, sob a supervisão do Professor (a) Ms Jane Nogueira dos Santos. Pólo: São Bernardo do Campo!
  • 3. 3 Sumário 1. Introdução.........................................................................................................4 2. Desenvolvimento...............................................................................................5 3. Conclusão.........................................................................................................9 4. Referências Bibliográficas................................................................................10
  • 4. 4 Introdução A cultura do indivíduo e da sociedade é composta de inúmeras referências, porém, sem dúvida, após a universalização da televisão e da internet, a cada dia as informações imagéticas se tornam mais contundentes no processo de construção do repertório cultural, inclusive modificando a relação que as crianças tem com a imagem atualmente, já que o bombardeio de informações interfere conceitualmente na assimilação do mundo, esta que certamente define o tipo de ser humano que se tornará. No entanto, a produção visual difundida pelos meios de comunicação citados acima, em sua maioria seguem, tem uma pauta claramente comercial, ou seja, não tem a pretensão cabal de construir conhecimento, muito embora possa esse ser um efeito colateral, o objetivo é vender produtos ou estilos de vida. O presente trabalho busca elucidar quais as consequências disso para a sociedade, no objetivo também de apresentar meios efetivos da união entre a realidade cultural da criança e as práticas pedagógicas em arte-educação, na contramão da alienação. Com base nas teorias de Paulo Freire que tanto estudou o vínculo entre o ser e o saber, é possível vislumbrar caminhos para um novo tipo de educação, que muito discutido em teoria, ainda pouco se pratica na atualidade. Na busca de uma perspectiva mais libertária é importante se desvencilhar das amarrar sociais e permitir-se tentativas inovadoras e práticas que possam ser consideradas marginais, mas estão na vanguarda da educação, já há muito tempo.
  • 5. 5 Desenvolvimento O mundo contemporâneo tem como característica fundamental o dinamismo conceitual, informativo, executivo. Todo esse movimento significa que não mais as comunidades permanecem estáticas apenas na tradição oral, que perdura de geração em geração, pelo contrário, o que antes era a composição total de seu referencial de cultura, hoje é agregado, quando ainda sobrevive, a um montante de conhecimento globalizado e acessível transformando muito rapidamente as constituições culturais do sujeito. Esse processo se intensificou principalmente com os avanços tecnológicos dos meios de comunicação, a televisão que fundamentalmente tem como mote a criação de uma concepção visual para atingir a massa e a internet que acelera e universaliza o processamento das informações. Em relação aos conceitos relacionados à imagem, segundo Sardelich, (2006) a expressão “leitura de imagens” convenciona-se no final dos anos 70, justamente pela expansão das mídias audiovisuais. Na medida em que a imagem passa a ser compreendida como signo que incorpora diversos códigos, sua leitura requer o conhecimento e a compreensão desses códigos. Essa ideia de “ensinar a ver e ler” os dados visuais inspirou-se no trabalho de Rudolf Arnheim, Art and visual perception, de 1957, que procura identificar as categorias visuais básicas mediante as quais a percepção deduz estruturas e o produtor de imagens elabora suas configurações... ...Nesse modelo o espectador desvela nas imagens esquemas básicos utilizando várias categorias até descobrir a configuração que, por si mesma, possui qualidades expressivas. (SARDELICH, 2006, p. 453)
  • 6. 6 Essa é uma proposta de leitura de imagens racional, expressiva, perceptiva e comunicativa, aquela que coloca o produtor artístico como um formador de opinião, capaz e parcialmente responsável pela educação dos indivíduos, moral, intelectual e cognitiva, enquanto produtores de cultura. Quando se ouve falar em Paulo Freire, grande pensador da educação, é muito comum que ele venha associado à um dito método de alfabetização de jovens e adultos, o que em partes tende a diminuir seu trabalho e a importância dele para a pedagogia brasileira. Justamente por isso é que cabe aqui uma análise sobre suas tantas teorias, dentre elas as explicitadas nos livros “A importância do ato de ler” e “Educação como prática da liberdade”, por conta da relação que seus escritos tem com a interpretação que o sujeito faz do mundo determinada pelo repertório que construiu ao longo do tempo e que é fruto de sua relação com o meio e suas exposições à cultura. Isto é, a natureza dessa relação é que vai definir o tipo de indivíduo que se é, para o bem ou para o mal. As teorias Freireanas estão intimamente ligadas à tendência formalista de leitura de imagens, pois tratam-se ambas de empoderar o artista a um compromisso social, porém libertário. O que importa realmente, ao ajudar-se o homem é ajudá-lo a ajudar-se. (E aos povos também). É fazê- lo agente de sua própria recuperação. É, repitamos, pô-lo numa postura conscientemente crítica diante de seus problemas. (FREIRE, 1967, p.63) Sob este aspecto da liberdade e da responsabilidade do artista é preciso que o educador esteja disposto não só a inserir o educando nessa perspectiva do olhar crítico, interpretativo, perspicaz, como voltar-se à possibilidade de com a arte empoderar seus alunos enquanto produtores de sua própria mensagem e consequentemente de sua própria manifestação cultural. Na tentativa de promover esses ideais foi elaborada uma atividade interessante que podem ser uma visão sobre o ensino da arte, não inovadora, pois já se vislumbram algumas práticas parecidas, mas ainda um pouco marginal, pois dificilmente é reconhecida como produtiva e pertinente.
  • 7. 7 “Meu quarto” 1ª etapa (sensibilização): cada educando traz de sua casa uma foto de seu quarto para que haja uma socialização e uma explanação sobre os pontos importantes, positivos e negativos, o desejo de promover alguma mudança, enfim detalhes relevantes. 2ª etapa (comparação): apresenta-se ao grupo a obra “Quarto em Arles” de Van Gogh, e promove-se uma discussão sobre as semelhanças e diferenças, trazendo à tona informações histórias relativas a obra e a biografia do autor e interpretações que podem aparecer subliminarmente. 3ª etapa (teoria): dando continuidade ao estudo sobre o autor e sua escola de pintura busca-se o conhecimento e a sensibilização para outras obras do pintor, tendo em vista as técnicas utilizadas por ele, principalmente no tocante a representar sentimento, algo extremamente presente no impressionismo. 4ª etapa (produção): sugerir aos educandos que com base nas técnicas estudadas produzam uma pintura de seus quartos, tentando destacar sensações pela maneira de pintar e cores utilizadas, tal como Van Gogh. Essa atividade pode ter um desdobramento bastante importante com autorretratos também deveras pessoal e íntimo. Pode-se inclusive inserir outros pintores famosos que produziram autorretratos, como Frida Kahlo. Outra possibilidade é utilizar essa mesma estratégia para retratar um lugar ou momento histórico, fazendo a transposição para a realidade do educando e produzindo as modificações necessárias.
  • 8. 8 Conclusão A reflexão e a pesquisa realizada para esse trabalho foi de suma importância para a evolução e o desenvolvimento de novas estratégias, expostas na atividade que foi elaborada por último. Esse processo deve ser a rotina de todo educador, refletir sobre o que fez, faz e fará da sua prática é o que move o crescimento profissional e pessoal para alguém que se propõe a ajudar outros indivíduos a crescer. Creio que a atividade atende ao propósito libertário e responsável das teorias estudadas e ao propósito presente na LDB 9394/96 e nos PCN’s de um ensino contextualizado e produtivo socialmente, desenvolvendo o educando crítico, perceptivo, expressivo e ativo intelectualmente. Primeiro pelo fato de partir de uma vivência bem pessoal, depois por exigir uma transposição e uma comparação de sua realidade com a realidade de alguém tão distante em tempo e lugar histórico, e por fim de sugerir que todo esse processo de conhecimento fosse registrado, novamente em algo bastante pessoal. Nas escolas, ao que parece, e é o que se ouve dos professores, é que esses trabalhos demandam mais tempo e mais esforços do que alguns estão disposto a gastar, inclusive financeiros, nem todas as escolas podem por exemplo dispor de telas e tintas para pintura. Mas há pouco interesse em se adaptar também, porque essa mesma atividade não pode ser feita com desenhos? Em todo caso o que se observa é mesmo uma questão de força de vontade e de trabalho, mas enquanto houver gente disposta, a caravana não para.
  • 9. 9 Referências bibliográficas SARDELISH, Maria Emilia. Leitura de imagens, cultura visual e prática educativa. Cadernos de Pesquisa, v.36, n. 128, p.451-472. 2006. BRASIL, Ministério da secretaria de educação básica. Parâmetros curriculares nacionais - arte . Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica: Brasília (DF), 1997 v.l; il. FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir. 27ª Ed. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 1987. FREIRE, Roberto. Soma – uma terapia anarquista vol I - A alma é o corpo. Rio de Janeiro: Editora Guanabara NANNI, Dionísia. O ensino da dança na estrutura/expansão da consciência corporal e da auto-estima do educando. Fitness & Performance, v. 04, n. 01. Rio de Janeiro, 2005. BRASIL, Senado Federal. Lei de diretrizes e bases da educação nacional: nº 9394/96. Brasília, 1996. FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1967. FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler – em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez Editora, 1921.
  • 10. 9 Referências bibliográficas SARDELISH, Maria Emilia. Leitura de imagens, cultura visual e prática educativa. Cadernos de Pesquisa, v.36, n. 128, p.451-472. 2006. BRASIL, Ministério da secretaria de educação básica. Parâmetros curriculares nacionais - arte . Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica: Brasília (DF), 1997 v.l; il. FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir. 27ª Ed. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 1987. FREIRE, Roberto. Soma – uma terapia anarquista vol I - A alma é o corpo. Rio de Janeiro: Editora Guanabara NANNI, Dionísia. O ensino da dança na estrutura/expansão da consciência corporal e da auto-estima do educando. Fitness & Performance, v. 04, n. 01. Rio de Janeiro, 2005. BRASIL, Senado Federal. Lei de diretrizes e bases da educação nacional: nº 9394/96. Brasília, 1996. FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1967. FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler – em três artigos que se completam. São Paulo: Cortez Editora, 1921.