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“Escola é...o lugar onde se faz amigos
não se trata só de prédios, salas, quadros,
programas, horários, conceitos...
Escola é, sobretudo, gente,
gente que trabalha, que estuda,
que se alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente,
O coordenador é gente, o professor é gente,
o aluno é gente, cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor
na medida em que cada um se comporte
como colega, amigo, irmão.
Nada de ‘ilha cercada de gente por todos os
lados’.
Nada de conviver com as pessoas
e depois descobrir que não tem amizade a
ninguém.
Nada de ser como o tijolo que forma a
parede, indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só estudar,
não é só trabalhar,
é também criar laços de amizade,
é criar ambiente de camaradagem,
é conviver, é se ‘amarrar nela’!
Ora , é lógico...numa escola
assim vai ser fácil estudar,
trabalhar, crescer, fazer amigos,
educar-se, ser feliz” (Paulo Freire).
Fonte: Disponível em:
<http://www.paulofreire.org/>.
(Acesso em: 31 mar. 2004).
Seja bem-vindo! Como você viu no Guia de disciplina, Didática Geral, é mais
uma das disciplinas que compõem os Cursos de Licenciaturas, na modalidade EAD.
Nesta parte, chamada Caderno de referência de conteúdo, você encontrará o
conteúdo das cinco unidades em que se divide a apresente disciplina.
Na disciplina de Didática Geral, você terá a oportunidade de:
• discutir, analisar e compreender o contexto histórico da didática e sua
conceituação;
• encaminhar o ato de planejar, bem como sua formalização em plano de ensino
e aula;
• compreender a importância da elaboração e concretização dos objetivos de
ensino;
• discutir e aprender a selecionar e a organizar os conteúdos de ensino para que
possam ser traduzidos claramente aos educandos;
• compreender a importância do ato avaliativo no processo ensino-
aprendizagem.
A didática configura-se como a área que tem como objetivo a compreensão da
prática pedagógica e a construção de maneiras de nela intervir, que favoreçam a formação
de educadores reflexivos, críticos e comprometidos com a educação para todos.
Não tenha receio!
Aceite o desafio!
Venha fazer parte desse
novo processo da construção
coletiva do saber!
CADERNODEREFERÊNCIA
DECONTEÚDO
APRESENTAÇÃO
Anotações
INTRODUÇÃOÀDISCIPLINA
AULA PRESENCIAL
Objetivos
•	 Interpretar o papel da disciplina Didática Geral no
contexto da formação de futuros educadores.
•	 Entender como será desenvolvida a disciplina Didática
Geral em EAD e nos momentos presenciais.
•	 Interagir com os alunos do curso e o professor/tutor.
Conteúdo
• Na primeira aula presencial, vamos nos conhecer,
apresentar a disciplina, seus objetivos, sua metodologia
e o processo de avaliação. Vamos construir nossa
ambientação e preparar os assuntos de nossas próximas
aulas.
Anotações
UNIDADE1
DIDÁTICA: VISÃO
HISTÓRICA,
CONCEITUAÇÃO
E OBJETO DE ESTUDO
Objetivos
•	 Focalizar o campo da Didática nas experiências históricas
da educação e da escolarização.
•	 Identificar os temas de interesse da Didática e seus
fundamentos.
•	 Interpretar as características do processo de ensino como
objeto de estudo da Didática.
Conteúdo
• A primeira temática a ser estudada refere-se ao histórico da
Didática, sua conceituação, objeto de estudo e discussões
a respeito de educação, escola, sala de aula, professor e
aluno.
CRC • • • © Didática Geral
6
Disciplina de Núcleo Comum
Claretiano – Batatais
UNIDADE 1
Introdução1
Na Unidade I, você vai saber como a Didática tem influenciado as experiências
históricas da educação e da escolarização. Você vai conhecer também os temas de
interesse da Didática e seus fundamentos e, também, porque a Didática se preocupa com
o processo de ensino.
Para iniciar nossa conversa, vamos fazer uma breve análise da história da
Didática. O estudo dessa trajetória vai ajudar você a entender as raízes e as novas
possibilidades dessa disciplina na formação do professor, como subsídios para sua prática
pedagógica.
Nossa viagem é um pouco longa...
origem da didática2
Para entender o que é didática, precisamos retornar à Grécia Antiga...
Quem foram os gregos?
Figura 1 - Registro da cultura grega. A cultura helênica
(grega) desenvolveu-se no período histórico que vai de 2000 a.C.
até 146 a.C. A influência dos gregos afetou e continua a afetar
toda a civilização ocidental. Deles herdamos a volorização do
pensamento, da arte, da cidadania, da liberdade e da harmonia
do corpo e da mente.
Desde pequena, as crianças gregas recebiam instrução:
aprendiam a ler e a escrever, brincavam e faziam exercícios
físicos, eram estimuladas a participar da vida cívica e cultural.
Figura 2 - “A Escola de Atenas”– detalhe do afresco de
Rafael, mostrando ao centro Platão e Aristóteles, cuja influência
foi marcante no Ocidente.
Veja o que Castro1
(1991, p. 16) afirma a respeito da Didática:
A inauguração de um campo de estudos com esse nome tem uma característica
que vai ser reencontrada na vida histórica da Didática: surge de uma crise e
constitui um marco revolucionário e doutrinário no campo da educação. Da
nova disciplina espera-se reformas da humanidade, já que deveria orientar
educadores e destes, por sua vez, dependeria a formação das novas gerações.
Justificava-se, assim, as muitas esperanças nela depositadas, acompanhadas,
infelizmente, de outras tantas frustrações.
ATENÇÃO!
Você já deve ter ouvido estas
frases:
A professora de Matemática
tem didática ao explicar uma
expressão numérica!
Aquele professor tem
didática!
INFORMAÇÃO:
A palavra Didática vem
do grego DIDAKTIKÉ e
significava a arte 		
de ensinar/instruir.
1Amélia Domingues de Castro
é doutora em Educação pela
Universidade de São Paulo.
Disciplina de Núcleo Comum
© Didática Geral • • • CRC
7Batatais – Claretiano
UNIDADE 1
Como surgiu a Didática?
As primeiras idéias a respeito da Didática surgiram em países da Europa Central.
Dois nomes se destacam como os mais importantes educadores dessa época: Ratíquio2
e Comênio3
.
Segundo Comênio, o método de ensino deve seguir alguns passos
importantes:
• ensinar tudo o que se deve saber;
• mostrar a aplicação prática de tudo o que é ensinado;
• explicar de maneira direta e clara;
• ensinar a verdadeira natureza das coisas, partindo de suas causas;
• explicar primeiro os princípios gerais;
• ensinar as coisas em seu devido tempo;
• persistir em um assunto até sua perfeita compreensão;
• dar a devida importância às diferenças que existem entre as coisas.
Comênio escreveu uma obra importantíssima e marcante para a história da
Didática: a Didática Magna4
que possuía um caráter revolucionário e pautava-se por
ideais ético-religiosos.
Neste documento, foi desenvolvido um método único para ensinar tudo a
todos. Comênio preocupava-se especialmente com o ato de ler e de escrever, começando
pela língua materna, em uma época em que predominava o latim. Esse ensino deveria
ser destinado a todos, sem a intervenção da Igreja Católica, que, a esta altura, já tinha
instalado seu projeto educacional para a educação de jovens e adultos, por intermédio
da Companhia de Jesus, com a obra Ratio atque Institutioni Studiorum (Método
Pedagógico dos Jesuítas).
Mas, qual a idéia de Didática para Comênio?
Um processo seguro e excelente de instituir, em todas as comunidades de
qualquer reino cristão, cidades, aldeias, escolas tais que toda a juventude
de um e de outro sexo, sem excetuar ninguém em parte alguma, possa ser
formada nos estudos, educada nos bons costumes, impregnada de piedade, e,
desta maneira, possa ser, nos anos da puberdade, instruída em tudo o que diz
respeito à vida presente e à futura, com economia de tempo e de fadiga, com
agrado e com solidez (COMÊNIO apud PIMENTA, 2002, p. 43).
Didática comeniana
Veja o princípio da Didática comeniana:
O fundamento dá-se na própria natureza. Perfeita, como criação divina, ela
fornece em seu processo evolutivo as bases para o ensino, no qual é preciso:
• partir do simples para o complexo;
• desenvolver cada etapa a seu tempo;
• partir da crença de que todo fruto amadurece, mas precisa de condições
adequadas.
INFORMAÇÃO:
Você sabia que a definição
da Didática constituiu a
primeira tentativa que se
conhece de agrupar os
conhecimentos pedagógicos?
2Ratíquio ou Wolfgang
Ratke nasceu no Holstein
(1571-1635).
3João Amós Comênio
(1582-1670) nasceu na
Moravia. Monge luterano, filósofo
e teólogo, é considerado um
dos primeiros pedagogos da
história. Em 1632, escreveu
Didática Magna, que serviu de
base às reformas educacionais
em diversos países da Europa.
Para saber mais sobre a vida
e obra deste autor visite o site
disponível em:
<http://www.
centrorefeducacional.com.
br/comenius.htm>. Acesso em:
abr. 2004.
4Tratado da arte universal de
ensinar tudo a todos. Comênio.
Didática Magna. Fundação
Gulbenkian. Coimbra, 1966.
CRC • • • © Didática Geral
8
Disciplina de Núcleo Comum
Claretiano – Batatais
UNIDADE 1
Sua verdade é demonstrada com exemplos paralelos das artes mecânicas:
criações do homem com base no funcionamento da natureza. O curso dos estudos é
distribuído por anos, meses, dias e horas; e, por fim, é indicado um caminho fácil e seguro
para pôr em prática essas coisas com bom resultado (COMÊNIO apud PIMENTA5
, 2002,
p. 43).
Segundo Castro (1991, p. 16), “tem-se notícias de experiências educacionais
realizadas conforme os princípios expostos, embora nem todas tivessem tido sucesso”.
Um pouco mais tarde, no século XVIII, aparece Rousseau6
, o autor da segunda
revolução da didática. Ele não colocou a didática em prática, nem organizou métodos. No
entanto, sua obra chamada Emílio tornou-se manifesto do novo pensamento pedagógico
e assim permanece até nossos dias. Nessa obra, Rousseau pretendeu provar que é bom
tudo o que sai das mãos do criador da Natureza e que tudo degenera nas mãos do homem.
Pregou que à criança deveria ser dada a possibilidade de um desenvolvimento livre e
espontâneo. O primeiro livro de leitura deveria ser Robinson Crusoé, considerado um
tratado de educação natural. A educação deveria ser a própria vida da criança. A obra de
Rousseau deu origem a um novo conceito de infância – ressaltando-a e transformando o
método de ensinar em um procedimento natural, que deveria ser exercido sem pressa.
A valorização da infância aguardou mais de um século para concretizar-se.
Podemos dizer que Comênio, ao seguir as pegadas da natureza, pensava em domar
as paixões das crianças, enquanto Rousseau partiu da idéia da bondade do homem,
corrompido pela sociedade (CASTRO, 1991).
No século seguinte, Herbart7
, desejando ser o criador da Pedagogia Científica,
defendeu a educação pela instrução, criando os passos formais da aprendizagem:
• clareza (na exposição);
• associação (dos conhecimentos novos com os anteriores);
• sistema;
• método.
Mais tarde, esses passos receberam nova divisão:
• preparação (da aula e da classe: motivação);
• apresentação;
• sistematização;
• aplicação (dos conhecimentos adquiridos).
Com essa didática, Herbart enfatizou o papel do professor no processo de
ensino.
Como você pôde constatar, Rousseau ressaltava a criança, o aluno, como o
sujeito que aprende; já Herbart, dava importância ao método, que pode ser interpretado
como uma retomada ao desejo de um método único elaborado por Comênio em sua
Didática Magna.
Com Rousseau, temos lançadas as bases da Escola Nova, que questiona o
método único e a valorização dos aspectos externos ao sujeito-aprendiz decorrentes de
Herbart. Pode-se traduzi-la como:
5Selma Garrido Pimenta.
Professora titular de Didática
na Faculdade de Educação da
Universidade de São Paulo.
Possui vários livros publicados:
O pedagogo na escola pública
(Loyola); O estágio na formação
de professores: unidade teoria e
prática? (Cortez).
6Jean-Jacques Rousseau
(1712-1778), filósofo e escritor.
Nasceu em Genebra, na Suíça,
e morreu na França. Nasceu
protestante, tornou-se católico e
depois retornou a sua religião de
origem.
7Johann Friedrich Herbart
(1776-1841), filósofo, teórico da
educação e psicólogo alemão.
Disciplina de Núcleo Comum
© Didática Geral • • • CRC
9Batatais – Claretiano
UNIDADE 1
Movimento que propôs alteração significativa nos métodos de ensinar baseados na
atividade do aprendiz. Formulado com base nas contribuições de Pestalozzi (1749-
1827), do alemão Kerschensteiner (1854-1932) e do francês Decroly (1871-1932),
autores europeus cujas idéias conviviam com a época em que a criança passava a
ser valorizada no bojo do desenvolvimento industrial e da expansão da escolaridade
pública, considerada esta como direito e, ao mesmo tempo, requisito para a formação
de mão de obra do nascente capitalismo. Esse movimento expande-se com as idéias
da médica italiana Maria Montessori (1870-1952) e do filósofo americano John
Dewey (1870-1952), que teve por discípulo Anísio Teixeira (1900-1972), principal
responsável pela formulação e expansão desse movimento no Brasil (PIMENTA, 2002,
p. 44, grifo nosso).
O movimento escolanovista muda o aspecto da Didática, enfatizando o aluno
como agente ativo da aprendizagem e valorizando os métodos que respeitassem
a natureza da criança, que a motivassem e a estimulassem a crescer.
No entanto, Saviani8
(1992) faz uma crítica à Escola Nova, ressaltando que
quanto mais se falou em democracia no interior da escola, menos ela esteve articulada
com a construção de uma ordem democrática. Segundo o autor, ao formular sistemas
de ensino, a burguesia colocou a escolarização como uma das condições para a
consolidação da ordem democrática.
Como era vista a Didática?
Infelizmente, a Didática era considerada como uma forma de exclusão social.
Por quê? Se os alunos aprendem ou não – embora sejam considerados os sujeitos do
processo - a responsabilidade não é dos professores, de sua didática, de seus métodos,
do que ensinam, das formas de avaliar e de como se relacionam com os alunos, nem das
escolas, da forma como estão organizadas e selecionam seus alunos. Ambos, escolas e
professores cumpriam seus papéis. Se os alunos não tinham capacidade para aprender, a
responsabilidade escapa à escola e aos professores.
Nesse contexto, no sentido de teoria do ensino, a Didática reduziu-se a métodos
e a procedimentos compreendidos como aplicação dos conhecimentos científicos e
traduzidos em técnicas de ensinar.
Já nos anos 60, com a informática, acentua-se o surgimento das técnicas e das
tecnologias, como o novo paradigma didático. Ou seja, o campo do didático se resumiria ao
desenvolvimento de novas técnicas de ensinar, e o ensino, à aplicação delas nas diversas
situações.
Uma nova conceituação de Didática aparece nesse cenário: a ela caberia fornecer
aos futuros professores os meios e os instrumentos eficientes para o desenvolvimento
e o controle do processo de ensinar, tento em vista a maior eficácia nos resultados
do ensino.
Nesse panorama de processo-produto, não cabe à Didática questionar os fins
do ensino, uma vez que já estão previamente definidos pela expectativa que a sociedade
(dominante) tem da escola: preparar para o mercado de trabalho – critério para a avaliação
do sistema escolar.
Essa didática instrumental infiltra fortemente os cursos de licenciatura e
passa a ser desejada pelos licenciados, ansiosos por encontrar uma saída
única – um método, uma técnica – capaz de ensinar a toda e qualquer
turma de estudantes, independente de suas condições sociais e pessoais
(PIMENTA, 2002, p. 47).
8Demerval Saviani é professor
titular do Departamento de
Filosofia e História da Educação
da Unicamp.
CRC • • • © Didática Geral
10
Disciplina de Núcleo Comum
Claretiano – Batatais
UNIDADE 1
Didática: objeto de estudo
A partir dos anos 80 e 90, o estudo da Didática tornou-se mais intenso; e
essa discussão nos permitirá compreender qual é seu objeto no contexto educacional: o
processo de ensino.
Em certos momentos da História, o ensino foi entendido como modelagem
ou armazenamento; em outros, como desenvolvimento ou desabrochamento. Assim,
novos modelos de interpretar o ensino desencadeiam novos nomes para denominá-lo,
como, por exemplo, direção da aprendizagem; conseqüentemente, vão surgindo novos
adjetivos para a disciplina que dele se ocupa: a Didática.
O objeto da Didática é o ensino, visto tanto como intenção de produzir
aprendizagem e sem delimitação da natureza do resultado possível, quanto desenvolvimento
da capacidade de aprender e compreender. Fica fácil entender que, para a Didática
ganhar qualidade, deve estender suas fronteiras rumo à Psicologia, Sociologia, Política e
Filosofia.
Vamos fazer algumas considerações a respeito da trajetória, conceituação e
objeto de estudo da Didática? Para isso, Castro (1991) pode auxiliar-nos com algumas
idéias.
O itinerário feito do século XVII até nossos dias indicou dois marcos no
desenvolvimento histórico da Didática:
• 1o
marco: O primeiro objeto de estudo foi o Método, que correspondia ao modo
de agir sobre o educando, mas que recuou quando o aprendiz apareceu
como sujeito do processo.
• 2o
marco: No século XIX, o método foi enfatizado, ressaltando as características
de ordem e seqüência no processo didático antes que a Escola Nova
recorresse à Psicologia da criança.
No entanto, a Didática está ainda impregnada da agitação da época e continua
sendo objeto de estudo de pesquisas e exploração.
Libâneo9
(1990) critica o conceito de ensino quando visto apenas como
a transmissão da matéria aos alunos, realização de exercícios repetitivos,
memorização de definições e fórmulas. Segundo o autor, devemos entender o
processo de ensino como:
O conjunto de atividades organizadas do professor e dos alunos, visando alcançar
determinados resultados (domínio de conhecimentos e desenvolvimento
da capacidades cognitivas), tendo como ponto de partida o nível atual de
conhecimentos, experiências e de desenvolvimento mental dos alunos
(Libâneo, 1990, p. 79).
A especificidade do trabalho do professor é combinar a atividade didática entre
ensino e aprendizagem, mediante o processo de ensino.
Para assegurar que o aluno aprenda, ou melhor, apreenda, o professor
precisa:
• ter claro os objetivos de ensino;
• saber explicar a matéria (tornar acessível ao aluno);
PARA VOCÊ REFLETIR:
Atualmente o foco da Didática
é o processo de ensino,
que revela uma intenção: a
de produzir aprendizagem;
ou seja, o ensino que implica
desenvolvimento, melhoria,
que não apenas se limita ao
avanço cognitivo intelectual,
mas também que envolva
igualmente a afetividade,
a ética, a sociabilidade, os
aspectos físicos e estéticos,
para o desenvolvimento
integral do ser humano.
Você concorda com esta
afirmação? Porque?
ATENÇÃO!
Registre suas reflexões no
Bloco de Anotações ou no
seu caderno de anotações,
pois elas serão úteis pra
elaboração do seu Trabalho
de Conclusão de Curso
(TCC).
Fonte: Foto gentilmente cedida por
Lúcia de Fátima Libâneo.
9José Carlos Libâneo.
Doutor em Filosofia e História
da Educação pela PUC/São
Paulo. Atualmente é docente
na Universidade Católica de
Goiás. Seus livros: Didática
(Cortez); Adeus professor, adeus
professora? Novas exigências
educacionais e profissão docente
(Cortez). Pesquisa e publica
artigos a respeito de Teoria da
Educação, Didática e organização
escolar.
Disciplina de Núcleo Comum
© Didática Geral • • • CRC
11Batatais – Claretiano
UNIDADE 1
• buscar conhecer o que os alunos já sabem sobre o assunto estudado;
• motivar o aluno para estudar a matéria nova, ou seja, é necessário que a
matéria tenha significado e utilidade para a vida diária dos educandos.
Como o professor pode garantir o desenvolvimento global dos alunos? Ao
organizar o processo de ensino, é preciso articular com clareza os seguintes elementos:
• objetivos;
• conteúdos;
• métodos e avaliação.
Estejamos atentos ao grande desafio do momento: “a superação de uma Didática
exclusivamente instrumental e a construção de uma Didática fundamental” (CANDAU10
,
1984, p. 21).
Referências bibliográficas3
CANDAU, V. M. Rumo a uma nova Didática. Petrópolis: Vozes, 1991.
CASTRO, A .D. de. A Trajetória histórica da Didática. In: Idéias. São Paulo: FDE, 1991.p.
15-25.
________. Ensinar a ensinar: didática para a escola fundamental e média. São Paulo:
Pioneira, 2001.
LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
________. A didática e as tendências pedagógicas. In: Idéias. São Paulo: FDE, 1991. p.
26-36.
PIMENTA, S. G. Docência no ensino superior. São Paulo: Cortez, 2002.
VALE, M. I. P. As questões fundamentais da Didática. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico,
1995.
SITES SUGERIDOS
Grandes Mestres da Educação.
Disponível em: <http://www.centrorefeducacional.com.br/mestres.
html>. Acesso em: 31 mar. 2004.
Disponível em: <http://novaescola.abril.com.br/index.htm?ed/166_out03/html/aquele>.
Acesso em: 31 mar. 04.
SUGESTÕES DE FILMES
• O Preço do Desafio
• Ao mestre com carinho
• Matilda
• Mentes Perigosas
• Nenhum a menos
• Sociedade dos poetas mortos
(10) Vera Maria Ferrão Candau.
Licenciada em Pedagogia.
Universidade Católica do Rio de
Janeiro. Doutora em Educação
pela Universidade Complutense.
Madrid . Espanha. Professora
da Pontifícia Universidade
Católica do Rio de Janeiro (PUC).
Disponível em <http://www.piie.
cl/seminario/candau.htm>. Acesso
em: 31 mar. 2004.
ATENÇÃO!
Você é sujeito de sua
aprendizagem! Participe
e interaja com seus
colegas de curso e
tutores. Alargue seus
conhecimentos mediante a
construção colaborativa do
conhecimento em ambiente
virtual.
ATENÇÃO!
Sugerimos a leitura dos
livros citados na bibliografia.
CRC • • • © Didática Geral
12
Disciplina de Núcleo Comum
Claretiano – Batatais
UNIDADE 1
E-referências4
6Jean-Jacques Rousseau. Disponível em: <http://www.centrorefeducacional.com.br/
rousseau.html>. Acesso em: 31 mar. 2004.
7Johann Friedrich Herbart. Disponível em: <http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/
per13.htm>. Acesso em: 31 mar. 2004.
8Demerval Saviani. Disponível em <http://www.literario.com.br/saviani.jpg>. Acesso
em: 1 abr. 2005.

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  • 1. “Escola é...o lugar onde se faz amigos não se trata só de prédios, salas, quadros, programas, horários, conceitos... Escola é, sobretudo, gente, gente que trabalha, que estuda, que se alegra, se conhece, se estima. O diretor é gente, O coordenador é gente, o professor é gente, o aluno é gente, cada funcionário é gente. E a escola será cada vez melhor na medida em que cada um se comporte como colega, amigo, irmão. Nada de ‘ilha cercada de gente por todos os lados’. Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir que não tem amizade a ninguém. Nada de ser como o tijolo que forma a parede, indiferente, frio, só. Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar, é também criar laços de amizade, é criar ambiente de camaradagem, é conviver, é se ‘amarrar nela’! Ora , é lógico...numa escola assim vai ser fácil estudar, trabalhar, crescer, fazer amigos, educar-se, ser feliz” (Paulo Freire). Fonte: Disponível em: <http://www.paulofreire.org/>. (Acesso em: 31 mar. 2004). Seja bem-vindo! Como você viu no Guia de disciplina, Didática Geral, é mais uma das disciplinas que compõem os Cursos de Licenciaturas, na modalidade EAD. Nesta parte, chamada Caderno de referência de conteúdo, você encontrará o conteúdo das cinco unidades em que se divide a apresente disciplina. Na disciplina de Didática Geral, você terá a oportunidade de: • discutir, analisar e compreender o contexto histórico da didática e sua conceituação; • encaminhar o ato de planejar, bem como sua formalização em plano de ensino e aula; • compreender a importância da elaboração e concretização dos objetivos de ensino; • discutir e aprender a selecionar e a organizar os conteúdos de ensino para que possam ser traduzidos claramente aos educandos; • compreender a importância do ato avaliativo no processo ensino- aprendizagem. A didática configura-se como a área que tem como objetivo a compreensão da prática pedagógica e a construção de maneiras de nela intervir, que favoreçam a formação de educadores reflexivos, críticos e comprometidos com a educação para todos. Não tenha receio! Aceite o desafio! Venha fazer parte desse novo processo da construção coletiva do saber! CADERNODEREFERÊNCIA DECONTEÚDO APRESENTAÇÃO
  • 3. INTRODUÇÃOÀDISCIPLINA AULA PRESENCIAL Objetivos • Interpretar o papel da disciplina Didática Geral no contexto da formação de futuros educadores. • Entender como será desenvolvida a disciplina Didática Geral em EAD e nos momentos presenciais. • Interagir com os alunos do curso e o professor/tutor. Conteúdo • Na primeira aula presencial, vamos nos conhecer, apresentar a disciplina, seus objetivos, sua metodologia e o processo de avaliação. Vamos construir nossa ambientação e preparar os assuntos de nossas próximas aulas.
  • 5. UNIDADE1 DIDÁTICA: VISÃO HISTÓRICA, CONCEITUAÇÃO E OBJETO DE ESTUDO Objetivos • Focalizar o campo da Didática nas experiências históricas da educação e da escolarização. • Identificar os temas de interesse da Didática e seus fundamentos. • Interpretar as características do processo de ensino como objeto de estudo da Didática. Conteúdo • A primeira temática a ser estudada refere-se ao histórico da Didática, sua conceituação, objeto de estudo e discussões a respeito de educação, escola, sala de aula, professor e aluno.
  • 6. CRC • • • © Didática Geral 6 Disciplina de Núcleo Comum Claretiano – Batatais UNIDADE 1 Introdução1 Na Unidade I, você vai saber como a Didática tem influenciado as experiências históricas da educação e da escolarização. Você vai conhecer também os temas de interesse da Didática e seus fundamentos e, também, porque a Didática se preocupa com o processo de ensino. Para iniciar nossa conversa, vamos fazer uma breve análise da história da Didática. O estudo dessa trajetória vai ajudar você a entender as raízes e as novas possibilidades dessa disciplina na formação do professor, como subsídios para sua prática pedagógica. Nossa viagem é um pouco longa... origem da didática2 Para entender o que é didática, precisamos retornar à Grécia Antiga... Quem foram os gregos? Figura 1 - Registro da cultura grega. A cultura helênica (grega) desenvolveu-se no período histórico que vai de 2000 a.C. até 146 a.C. A influência dos gregos afetou e continua a afetar toda a civilização ocidental. Deles herdamos a volorização do pensamento, da arte, da cidadania, da liberdade e da harmonia do corpo e da mente. Desde pequena, as crianças gregas recebiam instrução: aprendiam a ler e a escrever, brincavam e faziam exercícios físicos, eram estimuladas a participar da vida cívica e cultural. Figura 2 - “A Escola de Atenas”– detalhe do afresco de Rafael, mostrando ao centro Platão e Aristóteles, cuja influência foi marcante no Ocidente. Veja o que Castro1 (1991, p. 16) afirma a respeito da Didática: A inauguração de um campo de estudos com esse nome tem uma característica que vai ser reencontrada na vida histórica da Didática: surge de uma crise e constitui um marco revolucionário e doutrinário no campo da educação. Da nova disciplina espera-se reformas da humanidade, já que deveria orientar educadores e destes, por sua vez, dependeria a formação das novas gerações. Justificava-se, assim, as muitas esperanças nela depositadas, acompanhadas, infelizmente, de outras tantas frustrações. ATENÇÃO! Você já deve ter ouvido estas frases: A professora de Matemática tem didática ao explicar uma expressão numérica! Aquele professor tem didática! INFORMAÇÃO: A palavra Didática vem do grego DIDAKTIKÉ e significava a arte de ensinar/instruir. 1Amélia Domingues de Castro é doutora em Educação pela Universidade de São Paulo.
  • 7. Disciplina de Núcleo Comum © Didática Geral • • • CRC 7Batatais – Claretiano UNIDADE 1 Como surgiu a Didática? As primeiras idéias a respeito da Didática surgiram em países da Europa Central. Dois nomes se destacam como os mais importantes educadores dessa época: Ratíquio2 e Comênio3 . Segundo Comênio, o método de ensino deve seguir alguns passos importantes: • ensinar tudo o que se deve saber; • mostrar a aplicação prática de tudo o que é ensinado; • explicar de maneira direta e clara; • ensinar a verdadeira natureza das coisas, partindo de suas causas; • explicar primeiro os princípios gerais; • ensinar as coisas em seu devido tempo; • persistir em um assunto até sua perfeita compreensão; • dar a devida importância às diferenças que existem entre as coisas. Comênio escreveu uma obra importantíssima e marcante para a história da Didática: a Didática Magna4 que possuía um caráter revolucionário e pautava-se por ideais ético-religiosos. Neste documento, foi desenvolvido um método único para ensinar tudo a todos. Comênio preocupava-se especialmente com o ato de ler e de escrever, começando pela língua materna, em uma época em que predominava o latim. Esse ensino deveria ser destinado a todos, sem a intervenção da Igreja Católica, que, a esta altura, já tinha instalado seu projeto educacional para a educação de jovens e adultos, por intermédio da Companhia de Jesus, com a obra Ratio atque Institutioni Studiorum (Método Pedagógico dos Jesuítas). Mas, qual a idéia de Didática para Comênio? Um processo seguro e excelente de instituir, em todas as comunidades de qualquer reino cristão, cidades, aldeias, escolas tais que toda a juventude de um e de outro sexo, sem excetuar ninguém em parte alguma, possa ser formada nos estudos, educada nos bons costumes, impregnada de piedade, e, desta maneira, possa ser, nos anos da puberdade, instruída em tudo o que diz respeito à vida presente e à futura, com economia de tempo e de fadiga, com agrado e com solidez (COMÊNIO apud PIMENTA, 2002, p. 43). Didática comeniana Veja o princípio da Didática comeniana: O fundamento dá-se na própria natureza. Perfeita, como criação divina, ela fornece em seu processo evolutivo as bases para o ensino, no qual é preciso: • partir do simples para o complexo; • desenvolver cada etapa a seu tempo; • partir da crença de que todo fruto amadurece, mas precisa de condições adequadas. INFORMAÇÃO: Você sabia que a definição da Didática constituiu a primeira tentativa que se conhece de agrupar os conhecimentos pedagógicos? 2Ratíquio ou Wolfgang Ratke nasceu no Holstein (1571-1635). 3João Amós Comênio (1582-1670) nasceu na Moravia. Monge luterano, filósofo e teólogo, é considerado um dos primeiros pedagogos da história. Em 1632, escreveu Didática Magna, que serviu de base às reformas educacionais em diversos países da Europa. Para saber mais sobre a vida e obra deste autor visite o site disponível em: <http://www. centrorefeducacional.com. br/comenius.htm>. Acesso em: abr. 2004. 4Tratado da arte universal de ensinar tudo a todos. Comênio. Didática Magna. Fundação Gulbenkian. Coimbra, 1966.
  • 8. CRC • • • © Didática Geral 8 Disciplina de Núcleo Comum Claretiano – Batatais UNIDADE 1 Sua verdade é demonstrada com exemplos paralelos das artes mecânicas: criações do homem com base no funcionamento da natureza. O curso dos estudos é distribuído por anos, meses, dias e horas; e, por fim, é indicado um caminho fácil e seguro para pôr em prática essas coisas com bom resultado (COMÊNIO apud PIMENTA5 , 2002, p. 43). Segundo Castro (1991, p. 16), “tem-se notícias de experiências educacionais realizadas conforme os princípios expostos, embora nem todas tivessem tido sucesso”. Um pouco mais tarde, no século XVIII, aparece Rousseau6 , o autor da segunda revolução da didática. Ele não colocou a didática em prática, nem organizou métodos. No entanto, sua obra chamada Emílio tornou-se manifesto do novo pensamento pedagógico e assim permanece até nossos dias. Nessa obra, Rousseau pretendeu provar que é bom tudo o que sai das mãos do criador da Natureza e que tudo degenera nas mãos do homem. Pregou que à criança deveria ser dada a possibilidade de um desenvolvimento livre e espontâneo. O primeiro livro de leitura deveria ser Robinson Crusoé, considerado um tratado de educação natural. A educação deveria ser a própria vida da criança. A obra de Rousseau deu origem a um novo conceito de infância – ressaltando-a e transformando o método de ensinar em um procedimento natural, que deveria ser exercido sem pressa. A valorização da infância aguardou mais de um século para concretizar-se. Podemos dizer que Comênio, ao seguir as pegadas da natureza, pensava em domar as paixões das crianças, enquanto Rousseau partiu da idéia da bondade do homem, corrompido pela sociedade (CASTRO, 1991). No século seguinte, Herbart7 , desejando ser o criador da Pedagogia Científica, defendeu a educação pela instrução, criando os passos formais da aprendizagem: • clareza (na exposição); • associação (dos conhecimentos novos com os anteriores); • sistema; • método. Mais tarde, esses passos receberam nova divisão: • preparação (da aula e da classe: motivação); • apresentação; • sistematização; • aplicação (dos conhecimentos adquiridos). Com essa didática, Herbart enfatizou o papel do professor no processo de ensino. Como você pôde constatar, Rousseau ressaltava a criança, o aluno, como o sujeito que aprende; já Herbart, dava importância ao método, que pode ser interpretado como uma retomada ao desejo de um método único elaborado por Comênio em sua Didática Magna. Com Rousseau, temos lançadas as bases da Escola Nova, que questiona o método único e a valorização dos aspectos externos ao sujeito-aprendiz decorrentes de Herbart. Pode-se traduzi-la como: 5Selma Garrido Pimenta. Professora titular de Didática na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Possui vários livros publicados: O pedagogo na escola pública (Loyola); O estágio na formação de professores: unidade teoria e prática? (Cortez). 6Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), filósofo e escritor. Nasceu em Genebra, na Suíça, e morreu na França. Nasceu protestante, tornou-se católico e depois retornou a sua religião de origem. 7Johann Friedrich Herbart (1776-1841), filósofo, teórico da educação e psicólogo alemão.
  • 9. Disciplina de Núcleo Comum © Didática Geral • • • CRC 9Batatais – Claretiano UNIDADE 1 Movimento que propôs alteração significativa nos métodos de ensinar baseados na atividade do aprendiz. Formulado com base nas contribuições de Pestalozzi (1749- 1827), do alemão Kerschensteiner (1854-1932) e do francês Decroly (1871-1932), autores europeus cujas idéias conviviam com a época em que a criança passava a ser valorizada no bojo do desenvolvimento industrial e da expansão da escolaridade pública, considerada esta como direito e, ao mesmo tempo, requisito para a formação de mão de obra do nascente capitalismo. Esse movimento expande-se com as idéias da médica italiana Maria Montessori (1870-1952) e do filósofo americano John Dewey (1870-1952), que teve por discípulo Anísio Teixeira (1900-1972), principal responsável pela formulação e expansão desse movimento no Brasil (PIMENTA, 2002, p. 44, grifo nosso). O movimento escolanovista muda o aspecto da Didática, enfatizando o aluno como agente ativo da aprendizagem e valorizando os métodos que respeitassem a natureza da criança, que a motivassem e a estimulassem a crescer. No entanto, Saviani8 (1992) faz uma crítica à Escola Nova, ressaltando que quanto mais se falou em democracia no interior da escola, menos ela esteve articulada com a construção de uma ordem democrática. Segundo o autor, ao formular sistemas de ensino, a burguesia colocou a escolarização como uma das condições para a consolidação da ordem democrática. Como era vista a Didática? Infelizmente, a Didática era considerada como uma forma de exclusão social. Por quê? Se os alunos aprendem ou não – embora sejam considerados os sujeitos do processo - a responsabilidade não é dos professores, de sua didática, de seus métodos, do que ensinam, das formas de avaliar e de como se relacionam com os alunos, nem das escolas, da forma como estão organizadas e selecionam seus alunos. Ambos, escolas e professores cumpriam seus papéis. Se os alunos não tinham capacidade para aprender, a responsabilidade escapa à escola e aos professores. Nesse contexto, no sentido de teoria do ensino, a Didática reduziu-se a métodos e a procedimentos compreendidos como aplicação dos conhecimentos científicos e traduzidos em técnicas de ensinar. Já nos anos 60, com a informática, acentua-se o surgimento das técnicas e das tecnologias, como o novo paradigma didático. Ou seja, o campo do didático se resumiria ao desenvolvimento de novas técnicas de ensinar, e o ensino, à aplicação delas nas diversas situações. Uma nova conceituação de Didática aparece nesse cenário: a ela caberia fornecer aos futuros professores os meios e os instrumentos eficientes para o desenvolvimento e o controle do processo de ensinar, tento em vista a maior eficácia nos resultados do ensino. Nesse panorama de processo-produto, não cabe à Didática questionar os fins do ensino, uma vez que já estão previamente definidos pela expectativa que a sociedade (dominante) tem da escola: preparar para o mercado de trabalho – critério para a avaliação do sistema escolar. Essa didática instrumental infiltra fortemente os cursos de licenciatura e passa a ser desejada pelos licenciados, ansiosos por encontrar uma saída única – um método, uma técnica – capaz de ensinar a toda e qualquer turma de estudantes, independente de suas condições sociais e pessoais (PIMENTA, 2002, p. 47). 8Demerval Saviani é professor titular do Departamento de Filosofia e História da Educação da Unicamp.
  • 10. CRC • • • © Didática Geral 10 Disciplina de Núcleo Comum Claretiano – Batatais UNIDADE 1 Didática: objeto de estudo A partir dos anos 80 e 90, o estudo da Didática tornou-se mais intenso; e essa discussão nos permitirá compreender qual é seu objeto no contexto educacional: o processo de ensino. Em certos momentos da História, o ensino foi entendido como modelagem ou armazenamento; em outros, como desenvolvimento ou desabrochamento. Assim, novos modelos de interpretar o ensino desencadeiam novos nomes para denominá-lo, como, por exemplo, direção da aprendizagem; conseqüentemente, vão surgindo novos adjetivos para a disciplina que dele se ocupa: a Didática. O objeto da Didática é o ensino, visto tanto como intenção de produzir aprendizagem e sem delimitação da natureza do resultado possível, quanto desenvolvimento da capacidade de aprender e compreender. Fica fácil entender que, para a Didática ganhar qualidade, deve estender suas fronteiras rumo à Psicologia, Sociologia, Política e Filosofia. Vamos fazer algumas considerações a respeito da trajetória, conceituação e objeto de estudo da Didática? Para isso, Castro (1991) pode auxiliar-nos com algumas idéias. O itinerário feito do século XVII até nossos dias indicou dois marcos no desenvolvimento histórico da Didática: • 1o marco: O primeiro objeto de estudo foi o Método, que correspondia ao modo de agir sobre o educando, mas que recuou quando o aprendiz apareceu como sujeito do processo. • 2o marco: No século XIX, o método foi enfatizado, ressaltando as características de ordem e seqüência no processo didático antes que a Escola Nova recorresse à Psicologia da criança. No entanto, a Didática está ainda impregnada da agitação da época e continua sendo objeto de estudo de pesquisas e exploração. Libâneo9 (1990) critica o conceito de ensino quando visto apenas como a transmissão da matéria aos alunos, realização de exercícios repetitivos, memorização de definições e fórmulas. Segundo o autor, devemos entender o processo de ensino como: O conjunto de atividades organizadas do professor e dos alunos, visando alcançar determinados resultados (domínio de conhecimentos e desenvolvimento da capacidades cognitivas), tendo como ponto de partida o nível atual de conhecimentos, experiências e de desenvolvimento mental dos alunos (Libâneo, 1990, p. 79). A especificidade do trabalho do professor é combinar a atividade didática entre ensino e aprendizagem, mediante o processo de ensino. Para assegurar que o aluno aprenda, ou melhor, apreenda, o professor precisa: • ter claro os objetivos de ensino; • saber explicar a matéria (tornar acessível ao aluno); PARA VOCÊ REFLETIR: Atualmente o foco da Didática é o processo de ensino, que revela uma intenção: a de produzir aprendizagem; ou seja, o ensino que implica desenvolvimento, melhoria, que não apenas se limita ao avanço cognitivo intelectual, mas também que envolva igualmente a afetividade, a ética, a sociabilidade, os aspectos físicos e estéticos, para o desenvolvimento integral do ser humano. Você concorda com esta afirmação? Porque? ATENÇÃO! Registre suas reflexões no Bloco de Anotações ou no seu caderno de anotações, pois elas serão úteis pra elaboração do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Fonte: Foto gentilmente cedida por Lúcia de Fátima Libâneo. 9José Carlos Libâneo. Doutor em Filosofia e História da Educação pela PUC/São Paulo. Atualmente é docente na Universidade Católica de Goiás. Seus livros: Didática (Cortez); Adeus professor, adeus professora? Novas exigências educacionais e profissão docente (Cortez). Pesquisa e publica artigos a respeito de Teoria da Educação, Didática e organização escolar.
  • 11. Disciplina de Núcleo Comum © Didática Geral • • • CRC 11Batatais – Claretiano UNIDADE 1 • buscar conhecer o que os alunos já sabem sobre o assunto estudado; • motivar o aluno para estudar a matéria nova, ou seja, é necessário que a matéria tenha significado e utilidade para a vida diária dos educandos. Como o professor pode garantir o desenvolvimento global dos alunos? Ao organizar o processo de ensino, é preciso articular com clareza os seguintes elementos: • objetivos; • conteúdos; • métodos e avaliação. Estejamos atentos ao grande desafio do momento: “a superação de uma Didática exclusivamente instrumental e a construção de uma Didática fundamental” (CANDAU10 , 1984, p. 21). Referências bibliográficas3 CANDAU, V. M. Rumo a uma nova Didática. Petrópolis: Vozes, 1991. CASTRO, A .D. de. A Trajetória histórica da Didática. In: Idéias. São Paulo: FDE, 1991.p. 15-25. ________. Ensinar a ensinar: didática para a escola fundamental e média. São Paulo: Pioneira, 2001. LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 1994. ________. A didática e as tendências pedagógicas. In: Idéias. São Paulo: FDE, 1991. p. 26-36. PIMENTA, S. G. Docência no ensino superior. São Paulo: Cortez, 2002. VALE, M. I. P. As questões fundamentais da Didática. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1995. SITES SUGERIDOS Grandes Mestres da Educação. Disponível em: <http://www.centrorefeducacional.com.br/mestres. html>. Acesso em: 31 mar. 2004. Disponível em: <http://novaescola.abril.com.br/index.htm?ed/166_out03/html/aquele>. Acesso em: 31 mar. 04. SUGESTÕES DE FILMES • O Preço do Desafio • Ao mestre com carinho • Matilda • Mentes Perigosas • Nenhum a menos • Sociedade dos poetas mortos (10) Vera Maria Ferrão Candau. Licenciada em Pedagogia. Universidade Católica do Rio de Janeiro. Doutora em Educação pela Universidade Complutense. Madrid . Espanha. Professora da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC). Disponível em <http://www.piie. cl/seminario/candau.htm>. Acesso em: 31 mar. 2004. ATENÇÃO! Você é sujeito de sua aprendizagem! Participe e interaja com seus colegas de curso e tutores. Alargue seus conhecimentos mediante a construção colaborativa do conhecimento em ambiente virtual. ATENÇÃO! Sugerimos a leitura dos livros citados na bibliografia.
  • 12. CRC • • • © Didática Geral 12 Disciplina de Núcleo Comum Claretiano – Batatais UNIDADE 1 E-referências4 6Jean-Jacques Rousseau. Disponível em: <http://www.centrorefeducacional.com.br/ rousseau.html>. Acesso em: 31 mar. 2004. 7Johann Friedrich Herbart. Disponível em: <http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/ per13.htm>. Acesso em: 31 mar. 2004. 8Demerval Saviani. Disponível em <http://www.literario.com.br/saviani.jpg>. Acesso em: 1 abr. 2005.