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Introdução ao estudo de

 Os Lusíadas



   de Luís de Camões
Os Lusíadas


1.   O Autor: Luís Vaz de Camões
2.   A Obra: Breve Introdução à Epopeia
     da Língua Portuguesa
O Autor:
Luís Vaz de Camões
O Autor:
Luís Vaz de Camões
A biografia possível…
 A biografia de Luís Vaz de Camões levanta inúmeros
  problemas para os seus estudiosos. Até o ano e o
  local do seu nascimento são impossíveis de indicar
  com certeza…

 Com base em documentos (registos das armadas,
  carta de perdão, cartas de tença, etc.) e em memórias
  conservadas pelos primeiros biógrafos, podemos
  formar uma ideia geral do que foi a vida de Camões.
Luís Vaz de Camões
 Nasceu provavelmente em Lisboa no ano de 1524 ou
  1525 (Coimbra, Alenquer e Santarém são outras
  possibilidades). Filho de Simão Vaz de Camões e de
  Ana de Sá, acredita-se que pertencia à pequena
  nobreza.

 A vastíssima erudição documentada na sua obra
  levou os seus biógrafos a concluírem que terá
  frequentado estudos de nível superior em Coimbra.
Luís Vaz de Camões

 Conviveu com personagens importantes da Corte,
  tendo-se envolvido em amores e aventuras várias.
  Esteve preso várias vezes, devido a desordens.

 Entre 1549 e 1551, esteve em Ceuta, como soldado
  (foi aqui, em combate, que perdeu o olho direito).
Luís Vaz de Camões
 Regressando a Lisboa, continuou a movimentar-se nos
  meios palacianos. Manteve-se distante dos meios
  literários (por exemplo, o círculo em torno de Sá de
  Miranda).

 Devido a uma rixa travada no Rossio, foi obrigado,
  segundo consta da Carta de Perdão de D. João III, a
  “pagar 4000 réis para piedade e a ir servir o Rei à
  Índia”. (Sabe-se hoje, porém, que a viagem para as Índias
  não se deveu a uma imposição)
Luís Vaz de Camões
 Em 1553, Camões embarcou para a Índia, tendo sofrido
  uma grande tempestade no Cabo da Boa Esperança.

 Ficou em terras do Oriente durante mais de uma década,
  tendo estado no Malabar na China, em Macau… Prestou
  serviço militar e, posteriormente, desempenhou cargos
  administrativos.

 Algumas composições poéticas mostram que o poeta não
  foi feliz nas Índias; Goa foi, na verdade, uma decepção.
Luís Vaz de Camões
 Regressou a Portugal em 1567, depois de ter estado
  preso em Goa. No entanto, o capitão do navio que o
  levava deixou-o nas costas de Moçambique, onde
  ficou a viver da ajuda de amigos.

 O historiador Diogo do Couto, encontrando
  Camões em Moçambique, ajudou-o a embarcar para
  Lisboa. Em 1570, Camões está de novo em solo
  pátrio, trazendo consigo o manuscrito d’Os
  Lusíadas.
Luís Vaz de Camões
 No ano de 1571, obteve licença da Inquisição para publicar
  a obra, o que aconteceu no ano seguinte, em 1572. Meses
  antes, lera o poema a D. Sebastião.

 Em 28 de Junho de 1572, um alvará do Rei D. Sebastião
  concedeu ao poeta uma tença anual no valor de 15 mil
  réis.

 Morreu no dia 10 de Junho de 1580.
                                            Dia de Portugal
Luís Vaz de Camões
Luís de Camões foi enterrado no Convento de Sant’Ana. Um amigo,
D. Gonçalo Coutinho, inscreveu na lápide da sepultura que reservara
para o poeta:
“Aqui jaz Luís Vaz de Camões, príncipe dos poetas do
seu tempo. Viveu pobre e miseravelmente e assim
morreu.”




                                  Túmulo de Luís de Camões. Mosteiro dos
                                  Jerónimos (onde se supõe que estão os restos
                                  mortais do poeta desde 1880).
Luís Vaz de Camões
Luís Vaz de Camões

 Quando a história e a lenda dão as mãos…
Luís Vaz de Camões

 Quando a história e a lenda dão as mãos…

 …diz-se que Camões terá encontrado em Macau uma gruta onde
 se refugiou para escrever parte d’Os Lusíadas…
Luís Vaz de Camões

 Quando a história e a lenda dão as mãos…

 …diz-se que Camões terá encontrado em Macau uma gruta onde
 se refugiou para escrever parte d’Os Lusíadas…
  …diz-se que, quando regressou a Goa depois de ter estado em
  Macau, Camões naufragou e, a nado, conseguiu salvar o
  manuscrito d’Os Lusíadas…
Luís Vaz de Camões

 Quando a história e a lenda dão as mãos…

 …diz-se que Camões terá encontrado em Macau uma gruta onde
 se refugiou para escrever parte d’Os Lusíadas…
  …diz-se que, quando regressou a Goa depois de ter estado em
  Macau, Camões naufragou e, a nado, conseguiu salvar o
  manuscrito d’Os Lusíadas…

   …sobre o estado de penúria em que viveu os seus últimos dias,
  existe também a lenda das esmolas colhidas por Jau (Javanês),
  seu criado…
Luís Vaz de Camões

 Quando a história e a lenda dão as mãos…

 …diz-se que Camões terá encontrado em Macau uma gruta onde
 se refugiou para escrever parte d’Os Lusíadas…
  …diz-se que, quando regressou a Goa depois de ter estado em
  Macau, Camões naufragou e, a nado, conseguiu salvar o
  manuscrito d’Os Lusíadas…

   …sobre o estado de penúria em que viveu os seus últimos dias,
  existe também a lenda das esmolas colhidas por Jau (Javanês),
  seu criado…
Luís Vaz de Camões

 Quando a história e a lenda dão as mãos…

 …diz-se que Camões terá encontrado em Macau uma gruta onde
 se refugiou para escrever parte d’Os Lusíadas…
  …diz-se que, quando regressou a Goa depois de ter estado em
  Macau, Camões naufragou e, a nado, conseguiu salvar o
  manuscrito d’Os Lusíadas…

   …sobre o estado de penúria em que viveu os seus últimos dias,
  existe também a lenda das esmolas colhidas por Jau (Javanês),
  seu criado…
Luís Vaz de Camões
Luís Vaz de Camões
Luís Vaz de Camões




 Camões na Gruta de Macau
Pintura do século XIX, da autoria de
   Francisco Augusto de Metrass.
  Museu de Arte Contemporânea.
Luís Vaz de Camões




 Camões na Gruta de Macau
Pintura do século XIX, da autoria de
   Francisco Augusto de Metrass.
  Museu de Arte Contemporânea.
Luís Vaz de Camões




 Camões na Gruta de Macau              Gruta de Camões (Macau)
Pintura do século XIX, da autoria de
   Francisco Augusto de Metrass.
  Museu de Arte Contemporânea.
A Obra:




Breve Introdução à Epopeia
    da Língua Portuguesa
Os Lusíadas
                    A poesia e a vida…
 E Obra Poética

 Camões cultivou, além dos metros tradicionais, todos os géneros
  poéticos renascentistas, destacando-se o Soneto e a Canção.
  Também escreveu teatro: os autos Anfitriões, Filodemo e El-rei
  Seleuco.

 É possível considerar que Camões transformou em poesia parte da
  sua experiência de vida (como fazem, cada um aproveitando de
  modo diferente essa experiência, muitos poetas) mas essa
  consideração não deve transformar em autobiografia cada texto
  seu...
•     Quando Diogo do
Couto encontra Camões
em Moçambique, o poeta
está a compor uma
epopeia, e a trabalhar
numa obra que reúne
poesias sob o título
Parnaso (esta obra viria
a ser-lhe roubada).
• Foi, portanto, durante a
vida nas Índias que Luís
de Camões escreveu Os
Lusíadas.
A Epopeia
A Epopeia
Cantando espalharei por toda a parte…
A Epopeia
   Cantando espalharei por toda a parte…
C O   que é uma epopeia?
A Epopeia
   Cantando espalharei por toda a parte…
C O   que é uma epopeia?

  => é uma narrativa em verso, isto é, história que alguém conta e
   que tem a forma de um poema.
A Epopeia
   Cantando espalharei por toda a parte…
C O   que é uma epopeia?

  => é uma narrativa em verso, isto é, história que alguém conta e
   que tem a forma de um poema.

C De que falam as epopeias?
A Epopeia
   Cantando espalharei por toda a parte…
C O   que é uma epopeia?

  => é uma narrativa em verso, isto é, história que alguém conta e
   que tem a forma de um poema.

C De que falam as epopeias?

	

 As epopeias celebram os feitos grandiosos de heróis, sejam eles
    lendários ou personagens históricas.
A Epopeia
   Cantando espalharei por toda a parte…
C O   que é uma epopeia?

  => é uma narrativa em verso, isto é, história que alguém conta e
   que tem a forma de um poema.

C De que falam as epopeias?

	

 As epopeias celebram os feitos grandiosos de heróis, sejam eles
    lendários ou personagens históricas.
A Epopeia
    Cantando espalharei por toda a parte…
C O   que é uma epopeia?

  => é uma narrativa em verso, isto é, história que alguém conta e
   que tem a forma de um poema.

C De que falam as epopeias?

	

 As epopeias celebram os feitos grandiosos de heróis, sejam eles
    lendários ou personagens históricas.

  Aquiles – Ilíada (sec. IX-VII a.C.)
 Ulisses – Odisseia (sec. IX-VII a.C.)
     Eneias – Eneida (séc. I a.C.)
A Epopeia
    Cantando espalharei por toda a parte…
C O   que é uma epopeia?

  => é uma narrativa em verso, isto é, história que alguém conta e
   que tem a forma de um poema.

C De que falam as epopeias?

	

 As epopeias celebram os feitos grandiosos de heróis, sejam eles
    lendários ou personagens históricas.

  Aquiles – Ilíada (sec. IX-VII a.C.)
 Ulisses – Odisseia (sec. IX-VII a.C.)
     Eneias – Eneida (séc. I a.C.)
A Epopeia
    Cantando espalharei por toda a parte…
C O   que é uma epopeia?

  => é uma narrativa em verso, isto é, história que alguém conta e
   que tem a forma de um poema.

C De que falam as epopeias?

	

 As epopeias celebram os feitos grandiosos de heróis, sejam eles
    lendários ou personagens históricas.

  Aquiles – Ilíada (sec. IX-VII a.C.)    Vasco da Gama (e o povo
 Ulisses – Odisseia (sec. IX-VII a.C.)   Português) – Os Lusíadas (sec.
     Eneias – Eneida (séc. I a.C.)       XVI)
A Epopeia




     Aquiles e o seu amigo Pátrocolo
         (personagens da Ilíada)
(representação de um vaso grego do século VI A.C.)
A Epopeia




  Ulisses e as sereias.
(Episódio da Odisseia.)
 Pintura de Herbert Draper
A Epopeia



Eneias salvando o pai.
  (Um dos mais belos
  episódios da Eneida.)
  Pintura de António Manuel da Fonseca.
A Epopeia
São elementos da estrutura clássica da epopeia:

  a Proposição;


  a Invocação;


  a Dedicatória (elemento facultativo);


  a Narração (iniciada in medias res)
A Epopeia
São elementos da estrutura clássica da epopeia:

                                        Onde o poeta apresenta o assunto
  a Proposição;
                                                da sua epopeia.

  a Invocação;                               Onde o poeta pede o auxílio
                                              de entidades superiores.
  a Dedicatória (elemento facultativo);
                                               Onde o poeta dedica o
  a Narração (iniciada in medias res)            poema a alguém.


                             Quando os acontecimentos já decorrem,
                             sendo depois retomados por analepse.
Renascimento
E Falando em Renascimento…

	

 A epopeia de Luís de Camões é publicada em 1572…

	

 	

      	

   4 segunda metade do séc. XVI

               . A época do Renascimento e do Humanismo.

    	

	

             O que significa esta palavra na história da Humanidade?
Renascimento
 E O Renascimento é o nome dado a um período da História
 Ocidental (sécs. XV e XVI) caracterizado, essencialmente, por
 duas grandes mudanças relativamente ao mundo cultural da
 Idade Média:

	

4 O desejo de seguir os valores estéticos da Grécia e da Roma
 Antigas (a imitação dos clássicos);

	

 4 Feito à imagem e semelhança de Deus, o Homem torna-se
 a medida e a referência do Universo. (antropocentrismo)
Renascimento
    O Homem Vitruviano

     Esta ilustração de
     Leonardo Da Vinci é
     usada como referência
     estética de simetria e
     proporção no mundo
     todo.
Renascimento
                     A criação de Adão

Um fresco pintado
por Miguel Ângelo
 na Capela Sistina
 A ideia de que o
Homem pode estar
 à altura de Deus
Renascimento
   E Mas o Renascimento marca também uma nova forma
   de entender a construção do conhecimento:

4 O homem do Renascimento, o Humanista, valoriza a

                observação e a experimentação.

. É uma época em que se valoriza…

                  …um saber só de experiências feito…

à Escreverá Camões, no canto IV de Os Lusíadas, no episódio d’”O Velho do Restelo”.
Os Lusíadas
C O século XVI em Portugal

   E As viagens de descoberta de caminhos marítimos feitas pelos
  navegadores Portugueses, em especial a de Vasco da Gama,
  permitiam comparar os feitos dos heróis nacionais com a bravura
  de outros heróis, lendários ou não (aqueles que eram cantados nas
  epopeias da Antiguidade).

   E Existia um sentimento nacional de orgulho 4 era preciso fazer
  renascer a epopeia clássica para glorificar a realização dos
  Portugueses.

      Os Lusíadas foram o produto desta vontade…
Os Lusíadas

Camões, como renascentista, traz a epopeia para o
  século XVI, respeitando as formas instituídas para
  o género.
Copia a estrutura narrativa da Odisseia de Homero
 assim como os versos da Eneida, de Virgílio.
Os Lusíadas
Estrutura Externa:
O poema é constituído por:
- 10 cantos com um número variável de estrofes, no
  total 1102;
- Estrofes de 8 versos, ou seja, oitavas, com versos
  decassilábicos (10 sílabas métricas);
- Esquema rimático é abababcc (rima cruzada e
  emparelhada).
Os Lusíadas
Estrutura Interna:
A epopeia é constituída por:
- Proposição: o poeta expõe o tema que se propõe
  tratar - cantar os feitos heróicos dos portugueses;
  (C. I; est. 1-3)
- Invocação: o poeta pede inspiração para escrever
   o poema - invoca as Tágides (ninfas do Tejo); (C.I;
   est. 4-5)
Os Lusíadas
Estrutura Interna:
A epopeia é constituída por:
- Dedicatória: o poeta dedica o poema ao rei D.
  Sebastião; (C. I; est. 6-18)
- Narração: parte mais longa e importante, onde se
  tratam três planos:
  - História de Portugal;
  - Viagem de Vasco da Gama;
  - Mitologia.                 (C.I; est.19-C.X)
Os Lusíadas
 Pode ler-se na História da Literatura Portuguesa (de António
  José Saraiva e Óscar Lopes, 17.ª edição, Porto Editora, 1996):


    O tema geral escolhido por Camões para o seu poema
  foi toda a história de Portugal, como se vê pelo próprio
  título: Os Lusíadas. Esta palavra (neologismo inventado
  por André de Resende) designa os Portugueses, que a
  erudição humanística assim nobilitava como
  descendentes de Luso, filho ou companheiro de Baco.
  O próprio autor explicita o seu propósito, ao afirmar que
  canta «o peito ilustre lusitano».
                                     © 2008 - Prof.ª Elsa Maximiano

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Os lusiadas introdução

  • 1. Introdução ao estudo de Os Lusíadas de Luís de Camões
  • 2. Os Lusíadas 1. O Autor: Luís Vaz de Camões 2. A Obra: Breve Introdução à Epopeia da Língua Portuguesa
  • 3. O Autor: Luís Vaz de Camões
  • 4. O Autor: Luís Vaz de Camões
  • 5. A biografia possível…  A biografia de Luís Vaz de Camões levanta inúmeros problemas para os seus estudiosos. Até o ano e o local do seu nascimento são impossíveis de indicar com certeza…  Com base em documentos (registos das armadas, carta de perdão, cartas de tença, etc.) e em memórias conservadas pelos primeiros biógrafos, podemos formar uma ideia geral do que foi a vida de Camões.
  • 6. Luís Vaz de Camões  Nasceu provavelmente em Lisboa no ano de 1524 ou 1525 (Coimbra, Alenquer e Santarém são outras possibilidades). Filho de Simão Vaz de Camões e de Ana de Sá, acredita-se que pertencia à pequena nobreza.  A vastíssima erudição documentada na sua obra levou os seus biógrafos a concluírem que terá frequentado estudos de nível superior em Coimbra.
  • 7. Luís Vaz de Camões  Conviveu com personagens importantes da Corte, tendo-se envolvido em amores e aventuras várias. Esteve preso várias vezes, devido a desordens.  Entre 1549 e 1551, esteve em Ceuta, como soldado (foi aqui, em combate, que perdeu o olho direito).
  • 8. Luís Vaz de Camões  Regressando a Lisboa, continuou a movimentar-se nos meios palacianos. Manteve-se distante dos meios literários (por exemplo, o círculo em torno de Sá de Miranda).  Devido a uma rixa travada no Rossio, foi obrigado, segundo consta da Carta de Perdão de D. João III, a “pagar 4000 réis para piedade e a ir servir o Rei à Índia”. (Sabe-se hoje, porém, que a viagem para as Índias não se deveu a uma imposição)
  • 9. Luís Vaz de Camões  Em 1553, Camões embarcou para a Índia, tendo sofrido uma grande tempestade no Cabo da Boa Esperança.  Ficou em terras do Oriente durante mais de uma década, tendo estado no Malabar na China, em Macau… Prestou serviço militar e, posteriormente, desempenhou cargos administrativos.  Algumas composições poéticas mostram que o poeta não foi feliz nas Índias; Goa foi, na verdade, uma decepção.
  • 10. Luís Vaz de Camões  Regressou a Portugal em 1567, depois de ter estado preso em Goa. No entanto, o capitão do navio que o levava deixou-o nas costas de Moçambique, onde ficou a viver da ajuda de amigos.  O historiador Diogo do Couto, encontrando Camões em Moçambique, ajudou-o a embarcar para Lisboa. Em 1570, Camões está de novo em solo pátrio, trazendo consigo o manuscrito d’Os Lusíadas.
  • 11. Luís Vaz de Camões  No ano de 1571, obteve licença da Inquisição para publicar a obra, o que aconteceu no ano seguinte, em 1572. Meses antes, lera o poema a D. Sebastião.  Em 28 de Junho de 1572, um alvará do Rei D. Sebastião concedeu ao poeta uma tença anual no valor de 15 mil réis.  Morreu no dia 10 de Junho de 1580. Dia de Portugal
  • 12. Luís Vaz de Camões Luís de Camões foi enterrado no Convento de Sant’Ana. Um amigo, D. Gonçalo Coutinho, inscreveu na lápide da sepultura que reservara para o poeta: “Aqui jaz Luís Vaz de Camões, príncipe dos poetas do seu tempo. Viveu pobre e miseravelmente e assim morreu.” Túmulo de Luís de Camões. Mosteiro dos Jerónimos (onde se supõe que estão os restos mortais do poeta desde 1880).
  • 13. Luís Vaz de Camões
  • 14. Luís Vaz de Camões  Quando a história e a lenda dão as mãos…
  • 15. Luís Vaz de Camões  Quando a história e a lenda dão as mãos… …diz-se que Camões terá encontrado em Macau uma gruta onde se refugiou para escrever parte d’Os Lusíadas…
  • 16. Luís Vaz de Camões  Quando a história e a lenda dão as mãos… …diz-se que Camões terá encontrado em Macau uma gruta onde se refugiou para escrever parte d’Os Lusíadas… …diz-se que, quando regressou a Goa depois de ter estado em Macau, Camões naufragou e, a nado, conseguiu salvar o manuscrito d’Os Lusíadas…
  • 17. Luís Vaz de Camões  Quando a história e a lenda dão as mãos… …diz-se que Camões terá encontrado em Macau uma gruta onde se refugiou para escrever parte d’Os Lusíadas… …diz-se que, quando regressou a Goa depois de ter estado em Macau, Camões naufragou e, a nado, conseguiu salvar o manuscrito d’Os Lusíadas… …sobre o estado de penúria em que viveu os seus últimos dias, existe também a lenda das esmolas colhidas por Jau (Javanês), seu criado…
  • 18. Luís Vaz de Camões  Quando a história e a lenda dão as mãos… …diz-se que Camões terá encontrado em Macau uma gruta onde se refugiou para escrever parte d’Os Lusíadas… …diz-se que, quando regressou a Goa depois de ter estado em Macau, Camões naufragou e, a nado, conseguiu salvar o manuscrito d’Os Lusíadas… …sobre o estado de penúria em que viveu os seus últimos dias, existe também a lenda das esmolas colhidas por Jau (Javanês), seu criado…
  • 19. Luís Vaz de Camões  Quando a história e a lenda dão as mãos… …diz-se que Camões terá encontrado em Macau uma gruta onde se refugiou para escrever parte d’Os Lusíadas… …diz-se que, quando regressou a Goa depois de ter estado em Macau, Camões naufragou e, a nado, conseguiu salvar o manuscrito d’Os Lusíadas… …sobre o estado de penúria em que viveu os seus últimos dias, existe também a lenda das esmolas colhidas por Jau (Javanês), seu criado…
  • 20. Luís Vaz de Camões
  • 21. Luís Vaz de Camões
  • 22. Luís Vaz de Camões Camões na Gruta de Macau Pintura do século XIX, da autoria de Francisco Augusto de Metrass. Museu de Arte Contemporânea.
  • 23. Luís Vaz de Camões Camões na Gruta de Macau Pintura do século XIX, da autoria de Francisco Augusto de Metrass. Museu de Arte Contemporânea.
  • 24. Luís Vaz de Camões Camões na Gruta de Macau Gruta de Camões (Macau) Pintura do século XIX, da autoria de Francisco Augusto de Metrass. Museu de Arte Contemporânea.
  • 25. A Obra: Breve Introdução à Epopeia da Língua Portuguesa
  • 26. Os Lusíadas A poesia e a vida… E Obra Poética  Camões cultivou, além dos metros tradicionais, todos os géneros poéticos renascentistas, destacando-se o Soneto e a Canção. Também escreveu teatro: os autos Anfitriões, Filodemo e El-rei Seleuco.  É possível considerar que Camões transformou em poesia parte da sua experiência de vida (como fazem, cada um aproveitando de modo diferente essa experiência, muitos poetas) mas essa consideração não deve transformar em autobiografia cada texto seu...
  • 27. Quando Diogo do Couto encontra Camões em Moçambique, o poeta está a compor uma epopeia, e a trabalhar numa obra que reúne poesias sob o título Parnaso (esta obra viria a ser-lhe roubada). • Foi, portanto, durante a vida nas Índias que Luís de Camões escreveu Os Lusíadas.
  • 29. A Epopeia Cantando espalharei por toda a parte…
  • 30. A Epopeia Cantando espalharei por toda a parte… C O que é uma epopeia?
  • 31. A Epopeia Cantando espalharei por toda a parte… C O que é uma epopeia? => é uma narrativa em verso, isto é, história que alguém conta e que tem a forma de um poema.
  • 32. A Epopeia Cantando espalharei por toda a parte… C O que é uma epopeia? => é uma narrativa em verso, isto é, história que alguém conta e que tem a forma de um poema. C De que falam as epopeias?
  • 33. A Epopeia Cantando espalharei por toda a parte… C O que é uma epopeia? => é uma narrativa em verso, isto é, história que alguém conta e que tem a forma de um poema. C De que falam as epopeias? As epopeias celebram os feitos grandiosos de heróis, sejam eles lendários ou personagens históricas.
  • 34. A Epopeia Cantando espalharei por toda a parte… C O que é uma epopeia? => é uma narrativa em verso, isto é, história que alguém conta e que tem a forma de um poema. C De que falam as epopeias? As epopeias celebram os feitos grandiosos de heróis, sejam eles lendários ou personagens históricas.
  • 35. A Epopeia Cantando espalharei por toda a parte… C O que é uma epopeia? => é uma narrativa em verso, isto é, história que alguém conta e que tem a forma de um poema. C De que falam as epopeias? As epopeias celebram os feitos grandiosos de heróis, sejam eles lendários ou personagens históricas. Aquiles – Ilíada (sec. IX-VII a.C.) Ulisses – Odisseia (sec. IX-VII a.C.) Eneias – Eneida (séc. I a.C.)
  • 36. A Epopeia Cantando espalharei por toda a parte… C O que é uma epopeia? => é uma narrativa em verso, isto é, história que alguém conta e que tem a forma de um poema. C De que falam as epopeias? As epopeias celebram os feitos grandiosos de heróis, sejam eles lendários ou personagens históricas. Aquiles – Ilíada (sec. IX-VII a.C.) Ulisses – Odisseia (sec. IX-VII a.C.) Eneias – Eneida (séc. I a.C.)
  • 37. A Epopeia Cantando espalharei por toda a parte… C O que é uma epopeia? => é uma narrativa em verso, isto é, história que alguém conta e que tem a forma de um poema. C De que falam as epopeias? As epopeias celebram os feitos grandiosos de heróis, sejam eles lendários ou personagens históricas. Aquiles – Ilíada (sec. IX-VII a.C.) Vasco da Gama (e o povo Ulisses – Odisseia (sec. IX-VII a.C.) Português) – Os Lusíadas (sec. Eneias – Eneida (séc. I a.C.) XVI)
  • 38. A Epopeia Aquiles e o seu amigo Pátrocolo (personagens da Ilíada) (representação de um vaso grego do século VI A.C.)
  • 39. A Epopeia Ulisses e as sereias. (Episódio da Odisseia.) Pintura de Herbert Draper
  • 40. A Epopeia Eneias salvando o pai. (Um dos mais belos episódios da Eneida.) Pintura de António Manuel da Fonseca.
  • 41. A Epopeia São elementos da estrutura clássica da epopeia: a Proposição; a Invocação; a Dedicatória (elemento facultativo); a Narração (iniciada in medias res)
  • 42. A Epopeia São elementos da estrutura clássica da epopeia: Onde o poeta apresenta o assunto a Proposição; da sua epopeia. a Invocação; Onde o poeta pede o auxílio de entidades superiores. a Dedicatória (elemento facultativo); Onde o poeta dedica o a Narração (iniciada in medias res) poema a alguém. Quando os acontecimentos já decorrem, sendo depois retomados por analepse.
  • 43. Renascimento E Falando em Renascimento… A epopeia de Luís de Camões é publicada em 1572… 4 segunda metade do séc. XVI . A época do Renascimento e do Humanismo. O que significa esta palavra na história da Humanidade?
  • 44. Renascimento E O Renascimento é o nome dado a um período da História Ocidental (sécs. XV e XVI) caracterizado, essencialmente, por duas grandes mudanças relativamente ao mundo cultural da Idade Média: 4 O desejo de seguir os valores estéticos da Grécia e da Roma Antigas (a imitação dos clássicos); 4 Feito à imagem e semelhança de Deus, o Homem torna-se a medida e a referência do Universo. (antropocentrismo)
  • 45. Renascimento O Homem Vitruviano Esta ilustração de Leonardo Da Vinci é usada como referência estética de simetria e proporção no mundo todo.
  • 46. Renascimento A criação de Adão Um fresco pintado por Miguel Ângelo na Capela Sistina A ideia de que o Homem pode estar à altura de Deus
  • 47. Renascimento E Mas o Renascimento marca também uma nova forma de entender a construção do conhecimento: 4 O homem do Renascimento, o Humanista, valoriza a observação e a experimentação. . É uma época em que se valoriza… …um saber só de experiências feito… à Escreverá Camões, no canto IV de Os Lusíadas, no episódio d’”O Velho do Restelo”.
  • 48. Os Lusíadas C O século XVI em Portugal E As viagens de descoberta de caminhos marítimos feitas pelos navegadores Portugueses, em especial a de Vasco da Gama, permitiam comparar os feitos dos heróis nacionais com a bravura de outros heróis, lendários ou não (aqueles que eram cantados nas epopeias da Antiguidade). E Existia um sentimento nacional de orgulho 4 era preciso fazer renascer a epopeia clássica para glorificar a realização dos Portugueses. Os Lusíadas foram o produto desta vontade…
  • 49. Os Lusíadas Camões, como renascentista, traz a epopeia para o século XVI, respeitando as formas instituídas para o género. Copia a estrutura narrativa da Odisseia de Homero assim como os versos da Eneida, de Virgílio.
  • 50. Os Lusíadas Estrutura Externa: O poema é constituído por: - 10 cantos com um número variável de estrofes, no total 1102; - Estrofes de 8 versos, ou seja, oitavas, com versos decassilábicos (10 sílabas métricas); - Esquema rimático é abababcc (rima cruzada e emparelhada).
  • 51. Os Lusíadas Estrutura Interna: A epopeia é constituída por: - Proposição: o poeta expõe o tema que se propõe tratar - cantar os feitos heróicos dos portugueses; (C. I; est. 1-3) - Invocação: o poeta pede inspiração para escrever o poema - invoca as Tágides (ninfas do Tejo); (C.I; est. 4-5)
  • 52. Os Lusíadas Estrutura Interna: A epopeia é constituída por: - Dedicatória: o poeta dedica o poema ao rei D. Sebastião; (C. I; est. 6-18) - Narração: parte mais longa e importante, onde se tratam três planos: - História de Portugal; - Viagem de Vasco da Gama; - Mitologia. (C.I; est.19-C.X)
  • 53. Os Lusíadas  Pode ler-se na História da Literatura Portuguesa (de António José Saraiva e Óscar Lopes, 17.ª edição, Porto Editora, 1996): O tema geral escolhido por Camões para o seu poema foi toda a história de Portugal, como se vê pelo próprio título: Os Lusíadas. Esta palavra (neologismo inventado por André de Resende) designa os Portugueses, que a erudição humanística assim nobilitava como descendentes de Luso, filho ou companheiro de Baco. O próprio autor explicita o seu propósito, ao afirmar que canta «o peito ilustre lusitano». © 2008 - Prof.ª Elsa Maximiano