SlideShare uma empresa Scribd logo
D I S C I P L I N A : T E C N O L O G I A D E P R O D U T O S D E O R I G E M V E G E T A L
P R O F . D R A . A D R I A N A D A N T A S
ORIGEM, EVOLUÇÃO E
DOMESTICAÇÃO DAS PLANTAS
PORQUE ESTUDAR A ORIGEM E
DOMESTICAÇÃO DAS PLANTAS
• Para satisfazer a curiosidade intelectual;
• Para entender melhor a evolução e vê-la em ação;
• Para entender como a biodiversidade é transformada em recursos genéticos;
• Para entender a estrutura da diversidade genética observada em plantas cultivadas;
• Para identificar regiões geográficas onde se possa coletar e conservar in situ;
• Para identificar regiões geográfica que poderão ter novos cultivos;
• Para entender os limites do melhoramento genético e biotecnologia;
• Para entender melhor a ecologia histórica de Homo sapiens.
Origem, evolução e domesticação das plantas aula 2
Origem, evolução e domesticação das plantas aula 2
ERA CENOZÓICA (65 MI) - FRAGMENTAÇÃO DOS GRANDES
CONTINENTES ATÉ A CONFORMAÇÃO ATUAL
• Início do Mesozóico (245 mi -146
mi) formação de um
supercontinente (Pangea), que
• foi depois dividido em dois
grandes continentes: Laurásia ao
norte, Gonduana ao sul
• A América do Sul separou-se da
África, surgindo o Oceano
Atlântico Sul;
• A Austrália separou-se da
Antártica e a América do Norte
separou-se da Europa
Cadeias de montanhas formaram-se nessa
deriva continental e novos ecossistemas
foram formados e isolados dos
demais, permitindo a especialização de
espécies.
EVOLUÇÃO HUMANA
Origem: os fósseis mais antigos datam de 200.000 anos
atrás, na África
POR QUE PLANTAS CULTIVADAS
• Definições de cultivar (Aurélio): 1. Fertilizar (a terra) pelo
trabalho; 2. Dar condições para o nascimento e
desenvolvimento de planta; 3. Aplicar-se ou dedicar-se
a; 4. Procurar manter ou conservar; 5. Formar, educar ou
desenvolver pelo estudo, pelo exercício; 6. Exercer
agricultura; 7. Formar-se por educação, adquirir cultura.
• Ato de cultivar plantas requer energia e conhecimento
– é um ato consciente
• A energia e o conhecimento transforma o ambiente no
qual a planta cresce
• Modificação no ambiente favorece a produção de
uma planta cultivada
O QUE É DOMESTICAÇÃO?
• A planta pode ser cultivada sem ser domesticada, ex.
pau-Brasil
• Definição de domesticar (Arélio): 1. Tornar doméstico; 2.
amansar, domar.
• Domesticação é um processo que transforma algo
silvestre em algo familiar, próprio para o uso humano
• Harlan (1975:63) – introduz a palavra genética na
definição, com a implicação de que a domesticação é
um processo evolutivo que transforma o genótipo do
individuo ou população
• Darwin (1872) conceito de evolução com estudo de
domesticação de plantas e animais criados
• Domesticação é um processo evolucionário chamado
de co-evolução.
O QUE É CO-EVOLUÇÃO?
• Processo evolutivo em que estabelece de uma
relação simbiótica aumenta a adaptação de
ambas as partes (melhor adaptação ao meio >>>
maior sucesso reprodutivo) uma relação
mutualística
• Relações imbióticas iniciam-se a partir de um
predador x predado e com a evolução da relação
podem se tornar mutualística
DOMESTICAÇÃO DE PLANTAS E
PAISAGENS
• Domesticação de Plantas:
• Processo co-evolucionário, no qual, a seleção de fenótipos resulta na
mudança nos genótipos para torná-los mais úteis (aos humanos) e
adaptados à intervenção humana na paisagem.
• Seleção humana – Inconsciente ou direcionada (Darwin, 1882)
• Para que haja domesticação é necessário seleção e manejo para causar
reprodução diferencial e sobrevivência.
• Domesticação de paisagens:
• Processo cultural, no qual o conhecimento humano sobre as consequências
da manipulação ambiental são acumuladas e compreendidas ao longo do
tempo (Harris, 1989).
• Domesticação de plantas e de paisagens:
• Investimento humano contínuo em seleção e manipulação ambiental.
• Povos indígenas: praticavam prioritariamente domesticação de paisagens.
GEOGRAFIA E ECOLOGIA DAS ORIGENS DA
AGRICULTURA E DA DOMESTICAÇÃO DE PLANTAS
• Darwin (1868) :
• Plantas domesticadas diferem das ancestrais selvagens a partir das
mudanças resultantes da seleção (tamanho, forma) no processo de
domesticação.
• De Candole (1866):
• Plantas domesticadas muitas vezes diferem mais entre elas do que dos
seus ancestrais selvagens.
• Vavilov (1926):
• A região geográfica na qual a diversidade genética e maior, corresponde
à região de origem, especialmente se as raças selvagens das espécies
relevantes estão presentes também nesta região‟.
• Oito centros de origem: civilização x prática da agricultura
• Mais tarde tornou relativo este conceito e desenvolveu um
sistema de grupos ecológicos baseado em características como
fotoperíodo, resposta a temperaturas e doenças.
NIKOLAI IVANOVICH VAVILOV
(1887 – 1943)
• Botânico e Geneticista russo, mais conhecido por ter
identificado os centros de origem de plantas cultivadas.
• Vavilov organizou uma série de expedições
agronômicas-botânicas e coletou sementes nos mais
variados pontos do planeta e criou, em Leningrado
• (Hoje São Petersburgo) a maior coleção de sementes
do mundo para a época.
• Este banco de sementes foi heroicamente preservada
durante os 28 meses do cerco a Leningrado e alguns de
seus assistentes morreram de fome mas guardaram as
sementes.
• Em 1940 Vavilov foi preso e mandado para a Sibéria
como defensor de pseudociência burguesa (genética)
e morreu na prisão de subnutrição em 1943
VAVILOV
• Primeira contribuição: brilhante geneticista, hábil coletor e
planejador de mais de 50 expedições de coleta de RGVs em todos
os continentes a partir de 1920
• Primeiros bancos de germoplasma na Rússia
• Rápida modernização
• Segunda contribuição: teoria da analogia climática
• Para a seleção de espécies e variedades é preciso levar em conta
as condições climáticas de origem e , sempre que
possível, selecionar materiais de regiões com clima similares aos das
regiões que se quer adaptar e cultivar
NIKOLAI IVANOVICH VAVILOV
(1887 – 1943)
• Suas ideias deram origem aos
• CENTROS DE DIVERSIDADE
ORIGEM DAS PLANTAS
• Definição origen (Aurélio): 1. Princípio, começo, procedência;
2. Naturalidade, nascimento; 3. Pátria; 4.
Ascendência, progênie; 5. Princípio ou causa.
• Incluem três fatores:
• Geografia, genética e Processo
• Geografia:
• identifica o ambiente em que a planta originalmente ocorreu
quando os humanos a encontraram e oferece informação ecológica
sobre o simbiose também;
• Genética:
• ajuda a decifrar as mudanças de fenótipo que interessam aos
humanos ou à adaptação ecológica;
• A origem da agricultura e da domesticação interessa porque
ajuda a entender a ecologia histórica de nossa espécie.
A ORIGEM DAS PLANTAS CULTIVADAS
• Publicou o livro.
• identificou os centros de origem
das plantas cultivadas:
• Sudoeste da Ásia -
côco, arroz, cana de açucar;
China – Repolho e
• Brassicáceas, soja;
• India –
pepino, berinjela, pigeonpea
• Turquia-Iran -
Trigo, cevada, aveia, figo;
• Mediterrâneo -
amêndoas, oliveira;
• Mexico/América Central-
milho, cacau, mamão, abacate;
• Andes/Brazil/Paraguai –
pimentas, batata, moranguinho,
abacaxi, maracujá
CENTRO DE ORIGEM X CENTRO DE
DIVERSIDADE
• Crítica: Faltam informações para determinar a origem real ou
primeira “Mapa do tesouro” para a conservação genética
• Terceira contribuição: Habilidade em traduzir e relacionar
conhecimento científico sobre RGVs em uso
econômico, adaptação e resistência à pragas e moléstias.
• Importância dos parentes selvagens
• A partir de Vavilov, European Soc. Research Plant Breeding
(EUCARPIA)
• Quatro Bancos de Germoplasma para a Europa
• Noroeste: Inst. of Crop Science and Seed Res. – Alemanha
• Central e Leste – Leningrado
• Sul e Mediterrâneo – Bari – Itália
• Escandinávia – Suécia
MODELOS DE ORIGEM DA
AGRICULTURA: HARLAN (1992)
• “abandonar o conceito de centros de origem, referindo-se a eles como
„regiões ecológicas‟”
• Convergência atual de quatro processos ecológicos-genéticos
evolucionários, que justificariam os padrões eco-geográficos de
variabilidade genética;
• 1 - Condições ecológicas do Plioceno (5 milhões a 1,8 milhão anos) ou
pleistoceno (1,8 milhão a 11.000 anos) direcionaram a seleção natural em
favor de poucas espécies selvagens com propriedades que
posteriormente confeririam sucesso na agricultura;
• 2 - Sistemas reprodutivos como auto-fecundação e reprodução
vegetativa oportunizaram a rápida geração de novos genótipos
superiores, permitindo a manutenção das características de interesse, o
que poderia não ocorrer com a hibridização com genótipos inferiores.
Assim, o sistema reprodutivo ajustou-se à condição agrícola;
• • Mesolítico ou neolítico.
MODELOS DE ORIGEM DA
AGRICULTURA: HARLAN (1992)
• 3 – Os tipos mais adaptados rapidamente se
espalharam para áreas geográficas com diferentes
ambientes;
• • Inicio e desenvolvimento da civilização e últimos
cinco séculos;
• 4 - Aumento na adaptação dentro de ambientes
específicos levou a uma maior diferenciação
genética entre as populações domesticadas;
• • Melhoramento moderno –final sec. 19 e sec. 20.
GRAUS DE MUDANÇAS EM UMA POPULAÇÃO
ALVO – PLANTAS
• 1 - SELVAGEM
• População natural cujos genótipos e fenótipos não foram modificados
pela intervenção humana
• 2 - INCIDENTALMENTE CO-EVOLUÍDA
• População que se adapta ao ambiente modificado pelo homem, porém
sem seleção humana; Plantas daninhas; Potencial para a domesticação
em caso de seleção e manejo
• 3 - DOMESTICAÇÃO INCIPIENTE
• População que foi modificada por intervencão e seleção humana, mas
cujo fenótipo ainda se encontra na magnitude da variação encontrada
na população selvagem para a característica submetida à seleção.
• 4 – SEMI-DOMESTICADA
• População modificada por intervenção e seleção humana;
• 5 – DOMESTICADA
• População de plantas cuja adaptabilidade ecológica foi reduzida ao
ponto em que ela só consegue sobreviver em ambientes criados pelo
homem, especialmente em ambientes cultivados.
FATORES PARA A DOMESTICAÇÃO
PLANTAS & ANIMAIS
• • Ancestrais selvagens comestíveis
• • Altas colheitas
• • Crescimento rápido e colheita fácil
• • Armazenamento
• • Sistema de acasalamento
• • Poucas mudanças a partir do ancestral selvagem
EIXOS CONTINENTAIS & DIFUSÃO
• Comprimento do dia é fator crucial para plantas;
• Comprimento do dia é determinado pela latitude;
• Difusão das culturas agrícolas é mais fácil é rápida
lateralmente;
• Eurasia está no eixo leste-oeste;
• Africa & America: eixo norte sul;
• Logo: Rapida difusão no eixo eurasiamediterrâneo.
HISTÓRICO DA AGRICULTURA
• Origens da domesticação ~ 15 mil anos
• seleção de sementes das melhores plantas;
cruzamentos espontâneos.
• Melhoramento e Genética ~ 150 anos
• Seleção de sementes das melhores plantas;
•cruzamentos dirigidos.
• Química na agricultura ~ 50 anos
• Agrotóxicos, fertilizantes, reguladores de
crescimento.
• Revolução verde ~ 40 anos
• melhoramento; químicos; sistemas de cultivos.
Origem, evolução e domesticação das plantas aula 2
NÚMERO DE ESPÉCIES CULTIVADAS
PARA A ALIMENTAÇÃO
A ORIGEM DAS CALORIAS
MACIEIRA
Origem, evolução e domesticação das plantas aula 2
Origem, evolução e domesticação das plantas aula 2
Origem, evolução e domesticação das plantas aula 2
A DIVERSIDADE DOS RECURSOS
GENÉTICOS VEGETAIS
• 250.000 espécies
• Cerca de 30.000 comestíveis.
• 7.000 têm sido cultivadas em algum momento.
• – 200 melhoradas
• 30 culturas alimentam o mundo e representam 95% das
calorias e proteinas.
• Trigo, arroz e milho representam 50%.
• Sorgo, milheto, batatinha, batata doce, soja, açúcar
(cana e beterraba) - 75% do consumo de energia.
• 90% dos alimentos no mundo inteiro derivam de 103
espécies.
DIVERSIDADE INTRA-ESPECÍFICA
• Oryza sativa - 100.000 variedades.
• Espécie selvagem de Brassica oleracea originou 6
olerícolas (Couve, Couve-flor, repolho, couve de
Bruxelas, brocoli, kohlrabi).
• VARIEDADES CULTIVADAS:
• VARIEDADES MODERNAS:
• Produtos do melhoramento genético formal, feito por
melhoristas, também chamadas de var. de altaresposta
ou produção.
• Elevada uniformidade e estabilidade genética (exceto
em híbridos F1 e var. sintéticas ou compostas).
LANDRACES OU VAR. CRIOULAS
• Produto de seleção feitas pelos agricultores de
forma contínua por várias gerações.
• Podem não ser geneticamente uniformes e contém
elevados níveis de diversidade genética, sendo
difíceis de definir ou distinguir inequivocamente
como uma variedade particular e sendo
reconhecidas por caracteres morfológicos.
• Diferem na sua adaptação a tipos de
solos, épocas de plantio, valor
nutritivo, ciclo, altura, época de colheita, etc.
• Por causa de sua diversidade genética devem ser
objeto de programas de conservação.
Origem, evolução e domesticação das plantas aula 2
Origem, evolução e domesticação das plantas aula 2
Origem, evolução e domesticação das plantas aula 2
Origem, evolução e domesticação das plantas aula 2
Origem, evolução e domesticação das plantas aula 2
Origem, evolução e domesticação das plantas aula 2
Origem, evolução e domesticação das plantas aula 2

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Preparação do Solo e Aplicação
Preparação do Solo e AplicaçãoPreparação do Solo e Aplicação
Preparação do Solo e Aplicação
Geagra UFG
 
Aula fisiologia vegetal
Aula fisiologia vegetalAula fisiologia vegetal
Aula fisiologia vegetal
BIOLOGIA Associação Pré-FEDERAL
 
Transpiracao vegetal
Transpiracao vegetal Transpiracao vegetal
Transpiracao vegetal
Alexandre Pusaudse
 
Aula de nutrição mineral
Aula de nutrição mineralAula de nutrição mineral
Aula de nutrição mineral
Bruno Rodrigues
 
Morfologia e fenologia do cafeeiro
Morfologia e fenologia do cafeeiroMorfologia e fenologia do cafeeiro
Morfologia e fenologia do cafeeiro
Matheus Majela
 
Aula 1 solos
Aula 1 solosAula 1 solos
Aula 1 solos
Giovanna Ortiz
 
Ecofisiologia de plantas forrageiras
Ecofisiologia de plantas forrageirasEcofisiologia de plantas forrageiras
Ecofisiologia de plantas forrageiras
Daniel Staciarini Corrêa
 
Semente e germinação
Semente e germinaçãoSemente e germinação
Semente e germinação
Marcos Albuquerque
 
Evolução das plantas
Evolução das plantasEvolução das plantas
Evolução das plantas
Jaqueline Sarges
 
Hormônios Vegetais
Hormônios VegetaisHormônios Vegetais
Hormônios Vegetais
Turma Olímpica
 
Desenvolvimento das plantas
Desenvolvimento das plantasDesenvolvimento das plantas
Desenvolvimento das plantas
Joseanny Pereira
 
ReproduçãO Nas Angiospermas (1)
ReproduçãO Nas Angiospermas (1)ReproduçãO Nas Angiospermas (1)
ReproduçãO Nas Angiospermas (1)
infoeducp2
 
Aula tecidos vegetais
Aula tecidos vegetaisAula tecidos vegetais
Aula tecidos vegetais
Ronaldo Professorr
 
Producao e comercializacao de frutas
Producao e comercializacao de frutasProducao e comercializacao de frutas
Producao e comercializacao de frutas
gustavo_ruffeil
 
Aula 2° Ano EM - O reino dos vegetais (Reino Plantae)
Aula 2° Ano EM - O reino dos vegetais (Reino Plantae)Aula 2° Ano EM - O reino dos vegetais (Reino Plantae)
Aula 2° Ano EM - O reino dos vegetais (Reino Plantae)
Ronaldo Santana
 
Relatorio final experimento germinação
Relatorio final  experimento germinaçãoRelatorio final  experimento germinação
Relatorio final experimento germinação
Evelyn Fernandes
 
Unidade 03 composição química e maturação das sementes
Unidade 03 composição química e maturação das sementesUnidade 03 composição química e maturação das sementes
Unidade 03 composição química e maturação das sementes
Bruno Rodrigues
 
Como a Planta de Arroz de Desenvolve
Como a Planta de Arroz de DesenvolveComo a Planta de Arroz de Desenvolve
Como a Planta de Arroz de Desenvolve
Geagra UFG
 
Biotecnologia
Biotecnologia Biotecnologia
Condução de Seiva Bio
Condução de Seiva Bio Condução de Seiva Bio
Condução de Seiva Bio
Laguat
 

Mais procurados (20)

Preparação do Solo e Aplicação
Preparação do Solo e AplicaçãoPreparação do Solo e Aplicação
Preparação do Solo e Aplicação
 
Aula fisiologia vegetal
Aula fisiologia vegetalAula fisiologia vegetal
Aula fisiologia vegetal
 
Transpiracao vegetal
Transpiracao vegetal Transpiracao vegetal
Transpiracao vegetal
 
Aula de nutrição mineral
Aula de nutrição mineralAula de nutrição mineral
Aula de nutrição mineral
 
Morfologia e fenologia do cafeeiro
Morfologia e fenologia do cafeeiroMorfologia e fenologia do cafeeiro
Morfologia e fenologia do cafeeiro
 
Aula 1 solos
Aula 1 solosAula 1 solos
Aula 1 solos
 
Ecofisiologia de plantas forrageiras
Ecofisiologia de plantas forrageirasEcofisiologia de plantas forrageiras
Ecofisiologia de plantas forrageiras
 
Semente e germinação
Semente e germinaçãoSemente e germinação
Semente e germinação
 
Evolução das plantas
Evolução das plantasEvolução das plantas
Evolução das plantas
 
Hormônios Vegetais
Hormônios VegetaisHormônios Vegetais
Hormônios Vegetais
 
Desenvolvimento das plantas
Desenvolvimento das plantasDesenvolvimento das plantas
Desenvolvimento das plantas
 
ReproduçãO Nas Angiospermas (1)
ReproduçãO Nas Angiospermas (1)ReproduçãO Nas Angiospermas (1)
ReproduçãO Nas Angiospermas (1)
 
Aula tecidos vegetais
Aula tecidos vegetaisAula tecidos vegetais
Aula tecidos vegetais
 
Producao e comercializacao de frutas
Producao e comercializacao de frutasProducao e comercializacao de frutas
Producao e comercializacao de frutas
 
Aula 2° Ano EM - O reino dos vegetais (Reino Plantae)
Aula 2° Ano EM - O reino dos vegetais (Reino Plantae)Aula 2° Ano EM - O reino dos vegetais (Reino Plantae)
Aula 2° Ano EM - O reino dos vegetais (Reino Plantae)
 
Relatorio final experimento germinação
Relatorio final  experimento germinaçãoRelatorio final  experimento germinação
Relatorio final experimento germinação
 
Unidade 03 composição química e maturação das sementes
Unidade 03 composição química e maturação das sementesUnidade 03 composição química e maturação das sementes
Unidade 03 composição química e maturação das sementes
 
Como a Planta de Arroz de Desenvolve
Como a Planta de Arroz de DesenvolveComo a Planta de Arroz de Desenvolve
Como a Planta de Arroz de Desenvolve
 
Biotecnologia
Biotecnologia Biotecnologia
Biotecnologia
 
Condução de Seiva Bio
Condução de Seiva Bio Condução de Seiva Bio
Condução de Seiva Bio
 

Semelhante a Origem, evolução e domesticação das plantas aula 2

Origem, evolução e domesticação das plantas
Origem, evolução e domesticação das plantasOrigem, evolução e domesticação das plantas
Origem, evolução e domesticação das plantas
UERGS
 
Aula de Manejo de Recursos Genéticos Parte 1
Aula de Manejo de Recursos Genéticos Parte 1Aula de Manejo de Recursos Genéticos Parte 1
Aula de Manejo de Recursos Genéticos Parte 1
Renato Ferraz de Arruda Veiga
 
Mesa 2 – conservação da biodiversidade renato2012
Mesa 2 – conservação da biodiversidade renato2012Mesa 2 – conservação da biodiversidade renato2012
Mesa 2 – conservação da biodiversidade renato2012
Renato Ferraz de Arruda Veiga
 
Guia do milho_cib
Guia do milho_cibGuia do milho_cib
Guia do milho_cib
Erivaldo Laurindo Gomes
 
Aula rec.gen.melhoramento de plantas2
Aula rec.gen.melhoramento de plantas2Aula rec.gen.melhoramento de plantas2
Aula rec.gen.melhoramento de plantas2
Renato Ferraz de Arruda Veiga
 
Unidade 01 importância das sementes para a agricultura
Unidade 01 importância das sementes para a agriculturaUnidade 01 importância das sementes para a agricultura
Unidade 01 importância das sementes para a agricultura
Bruno Rodrigues
 
Aula 1
Aula 1Aula 1
Aula 1
Aula 1Aula 1
Aula 1
Aula 1Aula 1
Semente historico e importância
Semente historico e importânciaSemente historico e importância
Semente historico e importância
Universidade Federal do Ceará - UFCE
 
Aula gestão RFGs 2020 no IAC
Aula gestão RFGs 2020 no IACAula gestão RFGs 2020 no IAC
Aula gestão RFGs 2020 no IAC
Renato Ferraz de Arruda Veiga
 
Importância dos recursos fitogenéticos.pptx
Importância dos recursos fitogenéticos.pptxImportância dos recursos fitogenéticos.pptx
Importância dos recursos fitogenéticos.pptx
Renato Ferraz de Arruda Veiga
 
AULA 02 ORIGEM DA AGRICULTURA.pptx
AULA 02 ORIGEM DA AGRICULTURA.pptxAULA 02 ORIGEM DA AGRICULTURA.pptx
AULA 02 ORIGEM DA AGRICULTURA.pptx
BebelSantos4
 
Mesa 2 conservação renato jundiaí2012
Mesa 2   conservação renato jundiaí2012Mesa 2   conservação renato jundiaí2012
Mesa 2 conservação renato jundiaí2012
Renato Ferraz de Arruda Veiga
 
Mesa 2 conservação renato jundiaí2012
Mesa 2   conservação renato jundiaí2012Mesa 2   conservação renato jundiaí2012
Mesa 2 conservação renato jundiaí2012
Renato Ferraz de Arruda Veiga
 
A agricultura entra em cena
A  agricultura entra em cenaA  agricultura entra em cena
A agricultura entra em cena
Hernane Freitas
 
Telecurso 2000 aula 44 eu preciso pescar para comer
Telecurso 2000 aula 44   eu preciso pescar para comerTelecurso 2000 aula 44   eu preciso pescar para comer
Telecurso 2000 aula 44 eu preciso pescar para comer
netoalvirubro
 
O Milho Crioulo
O Milho CriouloO Milho Crioulo
O Milho Crioulo
Emanuel Fraca
 
Valorização dos recursos fitogenéticos 2007
Valorização dos recursos fitogenéticos 2007Valorização dos recursos fitogenéticos 2007
Valorização dos recursos fitogenéticos 2007
Renato Ferraz de Arruda Veiga
 
Origens da agricultura: Revolução Agrícola Neolítica
Origens da agricultura: Revolução Agrícola NeolíticaOrigens da agricultura: Revolução Agrícola Neolítica
Origens da agricultura: Revolução Agrícola Neolítica
Josemar da Silva Alves Bonho
 

Semelhante a Origem, evolução e domesticação das plantas aula 2 (20)

Origem, evolução e domesticação das plantas
Origem, evolução e domesticação das plantasOrigem, evolução e domesticação das plantas
Origem, evolução e domesticação das plantas
 
Aula de Manejo de Recursos Genéticos Parte 1
Aula de Manejo de Recursos Genéticos Parte 1Aula de Manejo de Recursos Genéticos Parte 1
Aula de Manejo de Recursos Genéticos Parte 1
 
Mesa 2 – conservação da biodiversidade renato2012
Mesa 2 – conservação da biodiversidade renato2012Mesa 2 – conservação da biodiversidade renato2012
Mesa 2 – conservação da biodiversidade renato2012
 
Guia do milho_cib
Guia do milho_cibGuia do milho_cib
Guia do milho_cib
 
Aula rec.gen.melhoramento de plantas2
Aula rec.gen.melhoramento de plantas2Aula rec.gen.melhoramento de plantas2
Aula rec.gen.melhoramento de plantas2
 
Unidade 01 importância das sementes para a agricultura
Unidade 01 importância das sementes para a agriculturaUnidade 01 importância das sementes para a agricultura
Unidade 01 importância das sementes para a agricultura
 
Aula 1
Aula 1Aula 1
Aula 1
 
Aula 1
Aula 1Aula 1
Aula 1
 
Aula 1
Aula 1Aula 1
Aula 1
 
Semente historico e importância
Semente historico e importânciaSemente historico e importância
Semente historico e importância
 
Aula gestão RFGs 2020 no IAC
Aula gestão RFGs 2020 no IACAula gestão RFGs 2020 no IAC
Aula gestão RFGs 2020 no IAC
 
Importância dos recursos fitogenéticos.pptx
Importância dos recursos fitogenéticos.pptxImportância dos recursos fitogenéticos.pptx
Importância dos recursos fitogenéticos.pptx
 
AULA 02 ORIGEM DA AGRICULTURA.pptx
AULA 02 ORIGEM DA AGRICULTURA.pptxAULA 02 ORIGEM DA AGRICULTURA.pptx
AULA 02 ORIGEM DA AGRICULTURA.pptx
 
Mesa 2 conservação renato jundiaí2012
Mesa 2   conservação renato jundiaí2012Mesa 2   conservação renato jundiaí2012
Mesa 2 conservação renato jundiaí2012
 
Mesa 2 conservação renato jundiaí2012
Mesa 2   conservação renato jundiaí2012Mesa 2   conservação renato jundiaí2012
Mesa 2 conservação renato jundiaí2012
 
A agricultura entra em cena
A  agricultura entra em cenaA  agricultura entra em cena
A agricultura entra em cena
 
Telecurso 2000 aula 44 eu preciso pescar para comer
Telecurso 2000 aula 44   eu preciso pescar para comerTelecurso 2000 aula 44   eu preciso pescar para comer
Telecurso 2000 aula 44 eu preciso pescar para comer
 
O Milho Crioulo
O Milho CriouloO Milho Crioulo
O Milho Crioulo
 
Valorização dos recursos fitogenéticos 2007
Valorização dos recursos fitogenéticos 2007Valorização dos recursos fitogenéticos 2007
Valorização dos recursos fitogenéticos 2007
 
Origens da agricultura: Revolução Agrícola Neolítica
Origens da agricultura: Revolução Agrícola NeolíticaOrigens da agricultura: Revolução Agrícola Neolítica
Origens da agricultura: Revolução Agrícola Neolítica
 

Mais de UERGS

Aula 1 - Biodiversidade e os Recursos Genéticos [Salvo automaticamente].pptx
Aula 1 - Biodiversidade e os Recursos Genéticos [Salvo automaticamente].pptxAula 1 - Biodiversidade e os Recursos Genéticos [Salvo automaticamente].pptx
Aula 1 - Biodiversidade e os Recursos Genéticos [Salvo automaticamente].pptx
UERGS
 
Nutrigenômica e nutrigenética
Nutrigenômica e nutrigenéticaNutrigenômica e nutrigenética
Nutrigenômica e nutrigenética
UERGS
 
Introdução a genetica
Introdução a geneticaIntrodução a genetica
Introdução a genetica
UERGS
 
Princípios gerais da conservação de alimentos
Princípios gerais da conservação de alimentosPrincípios gerais da conservação de alimentos
Princípios gerais da conservação de alimentos
UERGS
 
Definição, classificação, composição e conservação aula 2
Definição, classificação, composição e conservação aula 2Definição, classificação, composição e conservação aula 2
Definição, classificação, composição e conservação aula 2
UERGS
 
Conservação por utilização de temperaturas
Conservação por utilização de temperaturasConservação por utilização de temperaturas
Conservação por utilização de temperaturas
UERGS
 
Conservação pelo uso do frio
Conservação pelo uso do frioConservação pelo uso do frio
Conservação pelo uso do frio
UERGS
 
Tópicos especiais biodiesel
Tópicos especiais   biodieselTópicos especiais   biodiesel
Tópicos especiais biodiesel
UERGS
 
Bioquimica de alimentos proteases
Bioquimica de alimentos   proteasesBioquimica de alimentos   proteases
Bioquimica de alimentos proteases
UERGS
 
Bioquimica da maturação das frutas
Bioquimica da maturação das frutasBioquimica da maturação das frutas
Bioquimica da maturação das frutas
UERGS
 
Controle do amadurecimento e senescência dos frutos
Controle do amadurecimento e senescência dos frutosControle do amadurecimento e senescência dos frutos
Controle do amadurecimento e senescência dos frutos
UERGS
 
Instrumentos óticos
Instrumentos óticosInstrumentos óticos
Instrumentos óticos
UERGS
 
Analise espectro eletromagnética
Analise espectro eletromagnéticaAnalise espectro eletromagnética
Analise espectro eletromagnética
UERGS
 
Bioquímica de alimentos - Carboidrases
Bioquímica de alimentos - CarboidrasesBioquímica de alimentos - Carboidrases
Bioquímica de alimentos - Carboidrases
UERGS
 
Enzimas
EnzimasEnzimas
Enzimas
UERGS
 
Recuperação de áreas degradadas
Recuperação de áreas degradadasRecuperação de áreas degradadas
Recuperação de áreas degradadas
UERGS
 
Segurança alimentar e ogms
Segurança alimentar e ogmsSegurança alimentar e ogms
Segurança alimentar e ogms
UERGS
 
Impacto ambiental, analise de riscos
Impacto ambiental, analise de riscosImpacto ambiental, analise de riscos
Impacto ambiental, analise de riscos
UERGS
 
Impacto ambiental dos resíduos agroindustriais
Impacto ambiental dos resíduos agroindustriaisImpacto ambiental dos resíduos agroindustriais
Impacto ambiental dos resíduos agroindustriais
UERGS
 
Resíduos agroindustriais
Resíduos agroindustriaisResíduos agroindustriais
Resíduos agroindustriais
UERGS
 

Mais de UERGS (20)

Aula 1 - Biodiversidade e os Recursos Genéticos [Salvo automaticamente].pptx
Aula 1 - Biodiversidade e os Recursos Genéticos [Salvo automaticamente].pptxAula 1 - Biodiversidade e os Recursos Genéticos [Salvo automaticamente].pptx
Aula 1 - Biodiversidade e os Recursos Genéticos [Salvo automaticamente].pptx
 
Nutrigenômica e nutrigenética
Nutrigenômica e nutrigenéticaNutrigenômica e nutrigenética
Nutrigenômica e nutrigenética
 
Introdução a genetica
Introdução a geneticaIntrodução a genetica
Introdução a genetica
 
Princípios gerais da conservação de alimentos
Princípios gerais da conservação de alimentosPrincípios gerais da conservação de alimentos
Princípios gerais da conservação de alimentos
 
Definição, classificação, composição e conservação aula 2
Definição, classificação, composição e conservação aula 2Definição, classificação, composição e conservação aula 2
Definição, classificação, composição e conservação aula 2
 
Conservação por utilização de temperaturas
Conservação por utilização de temperaturasConservação por utilização de temperaturas
Conservação por utilização de temperaturas
 
Conservação pelo uso do frio
Conservação pelo uso do frioConservação pelo uso do frio
Conservação pelo uso do frio
 
Tópicos especiais biodiesel
Tópicos especiais   biodieselTópicos especiais   biodiesel
Tópicos especiais biodiesel
 
Bioquimica de alimentos proteases
Bioquimica de alimentos   proteasesBioquimica de alimentos   proteases
Bioquimica de alimentos proteases
 
Bioquimica da maturação das frutas
Bioquimica da maturação das frutasBioquimica da maturação das frutas
Bioquimica da maturação das frutas
 
Controle do amadurecimento e senescência dos frutos
Controle do amadurecimento e senescência dos frutosControle do amadurecimento e senescência dos frutos
Controle do amadurecimento e senescência dos frutos
 
Instrumentos óticos
Instrumentos óticosInstrumentos óticos
Instrumentos óticos
 
Analise espectro eletromagnética
Analise espectro eletromagnéticaAnalise espectro eletromagnética
Analise espectro eletromagnética
 
Bioquímica de alimentos - Carboidrases
Bioquímica de alimentos - CarboidrasesBioquímica de alimentos - Carboidrases
Bioquímica de alimentos - Carboidrases
 
Enzimas
EnzimasEnzimas
Enzimas
 
Recuperação de áreas degradadas
Recuperação de áreas degradadasRecuperação de áreas degradadas
Recuperação de áreas degradadas
 
Segurança alimentar e ogms
Segurança alimentar e ogmsSegurança alimentar e ogms
Segurança alimentar e ogms
 
Impacto ambiental, analise de riscos
Impacto ambiental, analise de riscosImpacto ambiental, analise de riscos
Impacto ambiental, analise de riscos
 
Impacto ambiental dos resíduos agroindustriais
Impacto ambiental dos resíduos agroindustriaisImpacto ambiental dos resíduos agroindustriais
Impacto ambiental dos resíduos agroindustriais
 
Resíduos agroindustriais
Resíduos agroindustriaisResíduos agroindustriais
Resíduos agroindustriais
 

Origem, evolução e domesticação das plantas aula 2

  • 1. D I S C I P L I N A : T E C N O L O G I A D E P R O D U T O S D E O R I G E M V E G E T A L P R O F . D R A . A D R I A N A D A N T A S ORIGEM, EVOLUÇÃO E DOMESTICAÇÃO DAS PLANTAS
  • 2. PORQUE ESTUDAR A ORIGEM E DOMESTICAÇÃO DAS PLANTAS • Para satisfazer a curiosidade intelectual; • Para entender melhor a evolução e vê-la em ação; • Para entender como a biodiversidade é transformada em recursos genéticos; • Para entender a estrutura da diversidade genética observada em plantas cultivadas; • Para identificar regiões geográficas onde se possa coletar e conservar in situ; • Para identificar regiões geográfica que poderão ter novos cultivos; • Para entender os limites do melhoramento genético e biotecnologia; • Para entender melhor a ecologia histórica de Homo sapiens.
  • 5. ERA CENOZÓICA (65 MI) - FRAGMENTAÇÃO DOS GRANDES CONTINENTES ATÉ A CONFORMAÇÃO ATUAL • Início do Mesozóico (245 mi -146 mi) formação de um supercontinente (Pangea), que • foi depois dividido em dois grandes continentes: Laurásia ao norte, Gonduana ao sul • A América do Sul separou-se da África, surgindo o Oceano Atlântico Sul; • A Austrália separou-se da Antártica e a América do Norte separou-se da Europa Cadeias de montanhas formaram-se nessa deriva continental e novos ecossistemas foram formados e isolados dos demais, permitindo a especialização de espécies.
  • 6. EVOLUÇÃO HUMANA Origem: os fósseis mais antigos datam de 200.000 anos atrás, na África
  • 7. POR QUE PLANTAS CULTIVADAS • Definições de cultivar (Aurélio): 1. Fertilizar (a terra) pelo trabalho; 2. Dar condições para o nascimento e desenvolvimento de planta; 3. Aplicar-se ou dedicar-se a; 4. Procurar manter ou conservar; 5. Formar, educar ou desenvolver pelo estudo, pelo exercício; 6. Exercer agricultura; 7. Formar-se por educação, adquirir cultura. • Ato de cultivar plantas requer energia e conhecimento – é um ato consciente • A energia e o conhecimento transforma o ambiente no qual a planta cresce • Modificação no ambiente favorece a produção de uma planta cultivada
  • 8. O QUE É DOMESTICAÇÃO? • A planta pode ser cultivada sem ser domesticada, ex. pau-Brasil • Definição de domesticar (Arélio): 1. Tornar doméstico; 2. amansar, domar. • Domesticação é um processo que transforma algo silvestre em algo familiar, próprio para o uso humano • Harlan (1975:63) – introduz a palavra genética na definição, com a implicação de que a domesticação é um processo evolutivo que transforma o genótipo do individuo ou população • Darwin (1872) conceito de evolução com estudo de domesticação de plantas e animais criados • Domesticação é um processo evolucionário chamado de co-evolução.
  • 9. O QUE É CO-EVOLUÇÃO? • Processo evolutivo em que estabelece de uma relação simbiótica aumenta a adaptação de ambas as partes (melhor adaptação ao meio >>> maior sucesso reprodutivo) uma relação mutualística • Relações imbióticas iniciam-se a partir de um predador x predado e com a evolução da relação podem se tornar mutualística
  • 10. DOMESTICAÇÃO DE PLANTAS E PAISAGENS • Domesticação de Plantas: • Processo co-evolucionário, no qual, a seleção de fenótipos resulta na mudança nos genótipos para torná-los mais úteis (aos humanos) e adaptados à intervenção humana na paisagem. • Seleção humana – Inconsciente ou direcionada (Darwin, 1882) • Para que haja domesticação é necessário seleção e manejo para causar reprodução diferencial e sobrevivência. • Domesticação de paisagens: • Processo cultural, no qual o conhecimento humano sobre as consequências da manipulação ambiental são acumuladas e compreendidas ao longo do tempo (Harris, 1989). • Domesticação de plantas e de paisagens: • Investimento humano contínuo em seleção e manipulação ambiental. • Povos indígenas: praticavam prioritariamente domesticação de paisagens.
  • 11. GEOGRAFIA E ECOLOGIA DAS ORIGENS DA AGRICULTURA E DA DOMESTICAÇÃO DE PLANTAS • Darwin (1868) : • Plantas domesticadas diferem das ancestrais selvagens a partir das mudanças resultantes da seleção (tamanho, forma) no processo de domesticação. • De Candole (1866): • Plantas domesticadas muitas vezes diferem mais entre elas do que dos seus ancestrais selvagens. • Vavilov (1926): • A região geográfica na qual a diversidade genética e maior, corresponde à região de origem, especialmente se as raças selvagens das espécies relevantes estão presentes também nesta região‟. • Oito centros de origem: civilização x prática da agricultura • Mais tarde tornou relativo este conceito e desenvolveu um sistema de grupos ecológicos baseado em características como fotoperíodo, resposta a temperaturas e doenças.
  • 12. NIKOLAI IVANOVICH VAVILOV (1887 – 1943) • Botânico e Geneticista russo, mais conhecido por ter identificado os centros de origem de plantas cultivadas. • Vavilov organizou uma série de expedições agronômicas-botânicas e coletou sementes nos mais variados pontos do planeta e criou, em Leningrado • (Hoje São Petersburgo) a maior coleção de sementes do mundo para a época. • Este banco de sementes foi heroicamente preservada durante os 28 meses do cerco a Leningrado e alguns de seus assistentes morreram de fome mas guardaram as sementes. • Em 1940 Vavilov foi preso e mandado para a Sibéria como defensor de pseudociência burguesa (genética) e morreu na prisão de subnutrição em 1943
  • 13. VAVILOV • Primeira contribuição: brilhante geneticista, hábil coletor e planejador de mais de 50 expedições de coleta de RGVs em todos os continentes a partir de 1920 • Primeiros bancos de germoplasma na Rússia • Rápida modernização • Segunda contribuição: teoria da analogia climática • Para a seleção de espécies e variedades é preciso levar em conta as condições climáticas de origem e , sempre que possível, selecionar materiais de regiões com clima similares aos das regiões que se quer adaptar e cultivar
  • 14. NIKOLAI IVANOVICH VAVILOV (1887 – 1943) • Suas ideias deram origem aos • CENTROS DE DIVERSIDADE
  • 15. ORIGEM DAS PLANTAS • Definição origen (Aurélio): 1. Princípio, começo, procedência; 2. Naturalidade, nascimento; 3. Pátria; 4. Ascendência, progênie; 5. Princípio ou causa. • Incluem três fatores: • Geografia, genética e Processo • Geografia: • identifica o ambiente em que a planta originalmente ocorreu quando os humanos a encontraram e oferece informação ecológica sobre o simbiose também; • Genética: • ajuda a decifrar as mudanças de fenótipo que interessam aos humanos ou à adaptação ecológica; • A origem da agricultura e da domesticação interessa porque ajuda a entender a ecologia histórica de nossa espécie.
  • 16. A ORIGEM DAS PLANTAS CULTIVADAS • Publicou o livro. • identificou os centros de origem das plantas cultivadas: • Sudoeste da Ásia - côco, arroz, cana de açucar; China – Repolho e • Brassicáceas, soja; • India – pepino, berinjela, pigeonpea • Turquia-Iran - Trigo, cevada, aveia, figo; • Mediterrâneo - amêndoas, oliveira; • Mexico/América Central- milho, cacau, mamão, abacate; • Andes/Brazil/Paraguai – pimentas, batata, moranguinho, abacaxi, maracujá
  • 17. CENTRO DE ORIGEM X CENTRO DE DIVERSIDADE • Crítica: Faltam informações para determinar a origem real ou primeira “Mapa do tesouro” para a conservação genética • Terceira contribuição: Habilidade em traduzir e relacionar conhecimento científico sobre RGVs em uso econômico, adaptação e resistência à pragas e moléstias. • Importância dos parentes selvagens • A partir de Vavilov, European Soc. Research Plant Breeding (EUCARPIA) • Quatro Bancos de Germoplasma para a Europa • Noroeste: Inst. of Crop Science and Seed Res. – Alemanha • Central e Leste – Leningrado • Sul e Mediterrâneo – Bari – Itália • Escandinávia – Suécia
  • 18. MODELOS DE ORIGEM DA AGRICULTURA: HARLAN (1992) • “abandonar o conceito de centros de origem, referindo-se a eles como „regiões ecológicas‟” • Convergência atual de quatro processos ecológicos-genéticos evolucionários, que justificariam os padrões eco-geográficos de variabilidade genética; • 1 - Condições ecológicas do Plioceno (5 milhões a 1,8 milhão anos) ou pleistoceno (1,8 milhão a 11.000 anos) direcionaram a seleção natural em favor de poucas espécies selvagens com propriedades que posteriormente confeririam sucesso na agricultura; • 2 - Sistemas reprodutivos como auto-fecundação e reprodução vegetativa oportunizaram a rápida geração de novos genótipos superiores, permitindo a manutenção das características de interesse, o que poderia não ocorrer com a hibridização com genótipos inferiores. Assim, o sistema reprodutivo ajustou-se à condição agrícola; • • Mesolítico ou neolítico.
  • 19. MODELOS DE ORIGEM DA AGRICULTURA: HARLAN (1992) • 3 – Os tipos mais adaptados rapidamente se espalharam para áreas geográficas com diferentes ambientes; • • Inicio e desenvolvimento da civilização e últimos cinco séculos; • 4 - Aumento na adaptação dentro de ambientes específicos levou a uma maior diferenciação genética entre as populações domesticadas; • • Melhoramento moderno –final sec. 19 e sec. 20.
  • 20. GRAUS DE MUDANÇAS EM UMA POPULAÇÃO ALVO – PLANTAS • 1 - SELVAGEM • População natural cujos genótipos e fenótipos não foram modificados pela intervenção humana • 2 - INCIDENTALMENTE CO-EVOLUÍDA • População que se adapta ao ambiente modificado pelo homem, porém sem seleção humana; Plantas daninhas; Potencial para a domesticação em caso de seleção e manejo • 3 - DOMESTICAÇÃO INCIPIENTE • População que foi modificada por intervencão e seleção humana, mas cujo fenótipo ainda se encontra na magnitude da variação encontrada na população selvagem para a característica submetida à seleção. • 4 – SEMI-DOMESTICADA • População modificada por intervenção e seleção humana; • 5 – DOMESTICADA • População de plantas cuja adaptabilidade ecológica foi reduzida ao ponto em que ela só consegue sobreviver em ambientes criados pelo homem, especialmente em ambientes cultivados.
  • 21. FATORES PARA A DOMESTICAÇÃO PLANTAS & ANIMAIS • • Ancestrais selvagens comestíveis • • Altas colheitas • • Crescimento rápido e colheita fácil • • Armazenamento • • Sistema de acasalamento • • Poucas mudanças a partir do ancestral selvagem
  • 22. EIXOS CONTINENTAIS & DIFUSÃO • Comprimento do dia é fator crucial para plantas; • Comprimento do dia é determinado pela latitude; • Difusão das culturas agrícolas é mais fácil é rápida lateralmente; • Eurasia está no eixo leste-oeste; • Africa & America: eixo norte sul; • Logo: Rapida difusão no eixo eurasiamediterrâneo.
  • 23. HISTÓRICO DA AGRICULTURA • Origens da domesticação ~ 15 mil anos • seleção de sementes das melhores plantas; cruzamentos espontâneos. • Melhoramento e Genética ~ 150 anos • Seleção de sementes das melhores plantas; •cruzamentos dirigidos. • Química na agricultura ~ 50 anos • Agrotóxicos, fertilizantes, reguladores de crescimento. • Revolução verde ~ 40 anos • melhoramento; químicos; sistemas de cultivos.
  • 25. NÚMERO DE ESPÉCIES CULTIVADAS PARA A ALIMENTAÇÃO
  • 26. A ORIGEM DAS CALORIAS
  • 31. A DIVERSIDADE DOS RECURSOS GENÉTICOS VEGETAIS • 250.000 espécies • Cerca de 30.000 comestíveis. • 7.000 têm sido cultivadas em algum momento. • – 200 melhoradas • 30 culturas alimentam o mundo e representam 95% das calorias e proteinas. • Trigo, arroz e milho representam 50%. • Sorgo, milheto, batatinha, batata doce, soja, açúcar (cana e beterraba) - 75% do consumo de energia. • 90% dos alimentos no mundo inteiro derivam de 103 espécies.
  • 32. DIVERSIDADE INTRA-ESPECÍFICA • Oryza sativa - 100.000 variedades. • Espécie selvagem de Brassica oleracea originou 6 olerícolas (Couve, Couve-flor, repolho, couve de Bruxelas, brocoli, kohlrabi). • VARIEDADES CULTIVADAS: • VARIEDADES MODERNAS: • Produtos do melhoramento genético formal, feito por melhoristas, também chamadas de var. de altaresposta ou produção. • Elevada uniformidade e estabilidade genética (exceto em híbridos F1 e var. sintéticas ou compostas).
  • 33. LANDRACES OU VAR. CRIOULAS • Produto de seleção feitas pelos agricultores de forma contínua por várias gerações. • Podem não ser geneticamente uniformes e contém elevados níveis de diversidade genética, sendo difíceis de definir ou distinguir inequivocamente como uma variedade particular e sendo reconhecidas por caracteres morfológicos. • Diferem na sua adaptação a tipos de solos, épocas de plantio, valor nutritivo, ciclo, altura, época de colheita, etc. • Por causa de sua diversidade genética devem ser objeto de programas de conservação.