Elementos estruturais 
Acções 
Tipos de estruturas
Estrutura resistente de 
uma construção é a parte 
da dita que ao longo do 
tempo de vida da obra, 
resiste com eficiência às 
solicitações actuantes, 
satisfazendo as condições 
de segurança e de 
conservação exigidas para 
a construção.
 Período durante o qual se prevê que uma estrutura ou parte 
da mesma poderá ser utilizada para os efeitos a que se 
destina, com a manutenção prevista mas sem necessidade de 
grandes reparações 
 
Valor indicativo do 
Tempo de vida útil 
De projecto (anos) 
Exemplos 
50 Estruturas de edifícios e outras 
estruturas correntes 
100 Estruturas de edifícios monumentais, 
pontes e outras estruturas de 
engenharia civil
 Os elementos estruturais comuns à maioria das estruturas de edifícios são : 
Lajes, Vigas , Pilares , Fundações e Paredes Resistentes. 
 Cada um tem a sua forma e função resistente na estrutura.
 Laje : 
Elemento estrutural cuja altura é consideravelmente inferior às 
outras duas dimensões. 
As lajes suportam directamente cargas perpendiculares ao seu 
plano; designadamente as do peso das pessoas, dos 
equipamentos e das paredes divisórias. 
Nos casos correntes, as lajes apoiam-se sobre vigas que, por 
sua vez, assentam sobre pilares.
 Viga : 
 Elemento estrutural linear; isto é, que tem uma dimensão, o 
comprimento, bastante superior às outras, a largura e a 
altura. 
 Sobre ela assentam as paredes e lajes. 
 As cargas transmitidas à viga são encaminhadas para os 
pilares.
 Pilar : 
 Recebe as cargas transmitidas pelos diferentes elementos da 
construção que sobre ele apoiam; 
 Transmite-as, a outros elementos da estrutura (muros e/ou 
paredes, por exemplo), ou directamente ao terreno em que a 
construção assenta através das fundações
 Fundações : 
 Constituem a parte da estrutura responsável pela transmissão 
ao terreno de todas as forças que actuam sobre a mesma. 
 As fundações mais correntes são com sapatas 
 As sapatas são maciços destinados a transmitir ao terreno a 
carga recebida de um pilar e são usualmente em betão 
armado.
 Paredes resistentes : 
 Elementos resistentes verticais constituídos por um ou mais 
troços cuja secção transversal tem uma das dimensões 
substancialmente superior à outra.
SAPATAS
Estrutura pórtico – pilar/viga 
Estrutura mista – pórticos e paredes 
Estrutura laminar – paredes 
(caso particular : estruturas em túnel)
 As cargas verticais são transmitidas pelas 
lajes às vigas e destas aos pilares e paredes; 
que por sua vez assentam em sapatas que as 
transmitem ao solo de fundação.
 De acordo com o Regulamento de Segurança e Acções para Estruturas de 
Edifícios e Pontes (RSA), temos : 
 Solicitações permanentes 
 Solicitações variáveis 
 Solicitações acidentais
Solicitações permanentes: 
são as que actuam de forma ininterrupta ou tão 
frequentemente que, para efeitos práticos, se podem admitir 
como permanentes. São os casos do peso próprio das 
estruturas resistentes, o dos materiais de revestimento, de 
compartimentação e de equipamentos fixos dos edifícios, de 
acções indirectas causadas por assentamentos diferenciais 
dos apoios, impulsos de terras, nível freático, etc.
Solicitações variáveis: 
englobam as sobrecargas de utilização em pavimentos e 
coberturas, como o peso de pessoas e veículos, e as relativas 
à acção do vento e da neve habitual, das variações de 
temperatura, e dos sismos.
 Solicitações acidentais excepcionais : 
 a acção de impacto de veículos, explosões, ventos 
excepcionais, etc.
qt = 91,73 kN/m 
q1 = 51,73 kN/m 
qo = 40 kN/m 
resultante = 5928 kN 
100 
90 
80 
70 
60 
50 
40 
30 
20 
10 
0 
Vento 
(velocidades) 
25 30 35 40 45 50 55 
Altura (m) 
Velocidade (m/s) 
100 
90 
80 
70 
60 
50 
40 
30 
20 
10 
0 
Pressões aplicadas 
30 80 130 
Altura (m) 
Pressões aplicadas (kN/m) 
Velocidades do vento 
Diagrama de cargas 
Pressões aplicadas
Sismo de magnitude 7,3 sentido no Haiti
As várias solicitações actuantes sobre os elementos de uma 
estrutura criam neles esforços de compressão, tracção e corte 
transversal ou cisalhamento. 
Quando, nalguma secção de um elemento, for ultrapassada a 
capacidade resistente do material, ocorre a rotura da peça. 
Os vários materiais comportam-se de diferentes maneiras às 
solicitações.
 Betão: resistência à tracção é muito pequena (sendo mesmo 
considerada nula em termos regulamentares), cerca de 10% 
da resistência que apresenta à compressão. 
 Aço ambas as resistências são elevadas. 
 Conjugando as características destes elementos foram 
criadas peças estruturais mistas de betão e aço, designadas 
habitualmente por estruturas de betão armado.
 ANÁLISE MATRICIAL DE ESTRUTURAS. Segadães Tavares, LNEC, Lisboa, 1973. 
 STRUCTURAL SAFETY. Ferry Borges e Mário Castanhede, LNEC, Lisboa, 1971. 
 STRUCTURAL ANALYSIS. A. Ghali, A.M. Nevill, Chapman and Hall, London, 1978. 
 MATRIX STRUCTURAL, ANALYSIS. Lewis P. Felton, Richard B. Nelson, Wilei, 1996. 
 APONTAMENTOS SOBRE ANÁLISE ELÁSTICA LINEAR DE LAJE. Luís Castro e Victor 
Leitão, IST, Lisboa, 2001. 
 ANÁLISE ELÁSTICA DE ESTRUTURAS, J.A. Teixeira de Freitas, IST, Lisboa, 1987. 
 MODELAÇÃO DE LAJES COM ELEMENTOS DE GRELHA, Luís de Castro, IST, Lisboa, 
2002. 
 RSAEEP – REGULAMENTO DE SEGURANÇA E ACÇÕES EM ESTRUTURAS DE EDIFÍCIOS 
E PONTES, Lisboa, 1983 
 REAE – REGULAMENTO DE ESTRUTURAS DE AÇO PARA EDIFÍCIOS 
 REBAP – REGULAMENTO DE BETÃO ARMADO E PRÉ-ESFORÇADO
Classifique as seguintes peças estruturais : 
A) B) 
C) D) 
Pontuação 
A) – 3,5 Valores 
B) – 3,5 Valores 
C) – 3,5 Valores 
D) - 3,5 Valores
equipamentos fixos dos edifícios 
acção do vento e da neve 
explosões 
peso próprio das estruturas 
resistentes 
o peso de pessoas e veículos 
sismos 
Solicitações permanentes 
Solicitações variáveis 
1 Valor 
Solicitações acidentais 
Pontuação - 1 Valor por cada correspondência correcta

Ok projecto de edifícios

  • 1.
    Elementos estruturais Acções Tipos de estruturas
  • 2.
    Estrutura resistente de uma construção é a parte da dita que ao longo do tempo de vida da obra, resiste com eficiência às solicitações actuantes, satisfazendo as condições de segurança e de conservação exigidas para a construção.
  • 3.
     Período duranteo qual se prevê que uma estrutura ou parte da mesma poderá ser utilizada para os efeitos a que se destina, com a manutenção prevista mas sem necessidade de grandes reparações  Valor indicativo do Tempo de vida útil De projecto (anos) Exemplos 50 Estruturas de edifícios e outras estruturas correntes 100 Estruturas de edifícios monumentais, pontes e outras estruturas de engenharia civil
  • 4.
     Os elementosestruturais comuns à maioria das estruturas de edifícios são : Lajes, Vigas , Pilares , Fundações e Paredes Resistentes.  Cada um tem a sua forma e função resistente na estrutura.
  • 5.
     Laje : Elemento estrutural cuja altura é consideravelmente inferior às outras duas dimensões. As lajes suportam directamente cargas perpendiculares ao seu plano; designadamente as do peso das pessoas, dos equipamentos e das paredes divisórias. Nos casos correntes, as lajes apoiam-se sobre vigas que, por sua vez, assentam sobre pilares.
  • 6.
     Viga :  Elemento estrutural linear; isto é, que tem uma dimensão, o comprimento, bastante superior às outras, a largura e a altura.  Sobre ela assentam as paredes e lajes.  As cargas transmitidas à viga são encaminhadas para os pilares.
  • 7.
     Pilar :  Recebe as cargas transmitidas pelos diferentes elementos da construção que sobre ele apoiam;  Transmite-as, a outros elementos da estrutura (muros e/ou paredes, por exemplo), ou directamente ao terreno em que a construção assenta através das fundações
  • 8.
     Fundações :  Constituem a parte da estrutura responsável pela transmissão ao terreno de todas as forças que actuam sobre a mesma.  As fundações mais correntes são com sapatas  As sapatas são maciços destinados a transmitir ao terreno a carga recebida de um pilar e são usualmente em betão armado.
  • 9.
     Paredes resistentes:  Elementos resistentes verticais constituídos por um ou mais troços cuja secção transversal tem uma das dimensões substancialmente superior à outra.
  • 10.
  • 15.
    Estrutura pórtico –pilar/viga Estrutura mista – pórticos e paredes Estrutura laminar – paredes (caso particular : estruturas em túnel)
  • 16.
     As cargasverticais são transmitidas pelas lajes às vigas e destas aos pilares e paredes; que por sua vez assentam em sapatas que as transmitem ao solo de fundação.
  • 17.
     De acordocom o Regulamento de Segurança e Acções para Estruturas de Edifícios e Pontes (RSA), temos :  Solicitações permanentes  Solicitações variáveis  Solicitações acidentais
  • 18.
    Solicitações permanentes: sãoas que actuam de forma ininterrupta ou tão frequentemente que, para efeitos práticos, se podem admitir como permanentes. São os casos do peso próprio das estruturas resistentes, o dos materiais de revestimento, de compartimentação e de equipamentos fixos dos edifícios, de acções indirectas causadas por assentamentos diferenciais dos apoios, impulsos de terras, nível freático, etc.
  • 19.
    Solicitações variáveis: englobamas sobrecargas de utilização em pavimentos e coberturas, como o peso de pessoas e veículos, e as relativas à acção do vento e da neve habitual, das variações de temperatura, e dos sismos.
  • 20.
     Solicitações acidentaisexcepcionais :  a acção de impacto de veículos, explosões, ventos excepcionais, etc.
  • 21.
    qt = 91,73kN/m q1 = 51,73 kN/m qo = 40 kN/m resultante = 5928 kN 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Vento (velocidades) 25 30 35 40 45 50 55 Altura (m) Velocidade (m/s) 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 Pressões aplicadas 30 80 130 Altura (m) Pressões aplicadas (kN/m) Velocidades do vento Diagrama de cargas Pressões aplicadas
  • 22.
    Sismo de magnitude7,3 sentido no Haiti
  • 23.
    As várias solicitaçõesactuantes sobre os elementos de uma estrutura criam neles esforços de compressão, tracção e corte transversal ou cisalhamento. Quando, nalguma secção de um elemento, for ultrapassada a capacidade resistente do material, ocorre a rotura da peça. Os vários materiais comportam-se de diferentes maneiras às solicitações.
  • 24.
     Betão: resistênciaà tracção é muito pequena (sendo mesmo considerada nula em termos regulamentares), cerca de 10% da resistência que apresenta à compressão.  Aço ambas as resistências são elevadas.  Conjugando as características destes elementos foram criadas peças estruturais mistas de betão e aço, designadas habitualmente por estruturas de betão armado.
  • 26.
     ANÁLISE MATRICIALDE ESTRUTURAS. Segadães Tavares, LNEC, Lisboa, 1973.  STRUCTURAL SAFETY. Ferry Borges e Mário Castanhede, LNEC, Lisboa, 1971.  STRUCTURAL ANALYSIS. A. Ghali, A.M. Nevill, Chapman and Hall, London, 1978.  MATRIX STRUCTURAL, ANALYSIS. Lewis P. Felton, Richard B. Nelson, Wilei, 1996.  APONTAMENTOS SOBRE ANÁLISE ELÁSTICA LINEAR DE LAJE. Luís Castro e Victor Leitão, IST, Lisboa, 2001.  ANÁLISE ELÁSTICA DE ESTRUTURAS, J.A. Teixeira de Freitas, IST, Lisboa, 1987.  MODELAÇÃO DE LAJES COM ELEMENTOS DE GRELHA, Luís de Castro, IST, Lisboa, 2002.  RSAEEP – REGULAMENTO DE SEGURANÇA E ACÇÕES EM ESTRUTURAS DE EDIFÍCIOS E PONTES, Lisboa, 1983  REAE – REGULAMENTO DE ESTRUTURAS DE AÇO PARA EDIFÍCIOS  REBAP – REGULAMENTO DE BETÃO ARMADO E PRÉ-ESFORÇADO
  • 27.
    Classifique as seguintespeças estruturais : A) B) C) D) Pontuação A) – 3,5 Valores B) – 3,5 Valores C) – 3,5 Valores D) - 3,5 Valores
  • 28.
    equipamentos fixos dosedifícios acção do vento e da neve explosões peso próprio das estruturas resistentes o peso de pessoas e veículos sismos Solicitações permanentes Solicitações variáveis 1 Valor Solicitações acidentais Pontuação - 1 Valor por cada correspondência correcta