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PLANTAS MEDICINAIS PROFª. ÁRQUISA  ANTÔNIA DE SOUSA
INTRODUÇÃO O uso de plantas medicinais e fitoterápicos, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico, passou a ser oficialmente reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1978.
DEFINIÇÃO PLANTA MEDICINAL:   “todo e qualquer vegetal que possui, em um ou mais órgãos, substâncias que podem ser utilizadas com fins terapêuticos ou que sejam precursores de fármacos semi-sintéticos” (OMS, 1979).
HISTÓRICO As plantas medicinais foram os primeiros recursos terapêuticos utilizados para o cuidado da saúde dos seres humanos e de sua família (ALMEIDA, 2003). Pen T’ sao (A grande fitoterapia) 2800 a.C Papiro de Ebers 1.500 a.C Discórides (40-80 d.C.) Matéria Medica (Sobre as Formas de Curar), foi o primeiro manual do gênero. Muito detalhado o texto descrevia cerca de 600 espécies. (ELDIN & DUNFORTE, 2001)
Hipócrates (468-377 a.C). Tratamento com mais de 400 espécies. Idade Média, a fitoterapia, assim como toda a ciência, sofreu um processo de estagnação. Renascimento, com o aparecimento dos alquimistas e a descoberta das Américas com seus Xamãs indígenas, houve também o “renascimento” da fitoterapia e outras práticas científicas. Período Pós-revolução Industrial, com o início da indústria de síntese, a fitoterapia passa a ser relegada a um plano secundário.
PLANTAS MEDICINAIS  NO BRASIL No Brasil, desde da época do descobrimento, os colonizadores observavam e anotavam o uso freq ü ente de ervas pelos  Í ndios. O indígena não conhecia somente a localização do ouro ou onde poderia ser encontrado o pau-brasil, ele também era detentor de um saber que poderia significar a diferença entre a vida e a morte, em um biota completamente desconhecido para o europeu. (SOUZA, 1971).
No Brasil, o caminho das plantas medicinais empregadas na medicina popular e práticas médicas vigentes, foram construídos a partir das relações culturais que aqui se estabeleceram entre os grupos práticos formadores do país: os índios, os negros e os brancos (ARRUDA, 2001). De acordo com Matos & Lorenzi (2002) até o século XX, o Brasil foi considerado um país essencialmente rural onde as plantas eram amplamente utilizadas pela população.
DECLARAÇÃO DA ALMA-ATA: AVANÇOS Portaria do Ministério da Saúde de nº 971 de 03 de maio de 2006 que aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS) (BRASIL, 2006a). Essa política traz entre suas diretrizes para plantas medicinais e fitoterapia, a elaboração da Relação Nacional de plantas medicinais e fitoterápicos, bem como o provimento do acesso aos usuários do SUS. Ainda em 2006, o Decreto Federal de nº 5.813 de 22 de junho de 2006 instituiu a “Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos”, que incentiva as pesquisas e dá diretrizes para implantação de serviços em caráter nacional pelas Secretarias de Saúde dos Estados, Distrito Federal e dos Municípios (BRASIL, 2006b).
O ESTUDO DE PLANTAS COMO MEDICAMENTOS Para serem consideradas medicinais, dentro da ciência moderna, as plantas têm que apresentar substâncias de ação farmacológica, que ajam direta ou indiretamente como medicamento. Mas para ter esse reconhecimento é necessário que sua autenticidade, integridade e pureza sejam comprovadas, como enfatiza TOURINHO, 2000, P.36 APUD MACHADO 2009. Atualmente, existem diversos os estudos de plantas medicinais no Brasil, nesses estudos encontram-se equipes multidisciplinares formadas por diversos profissionais entre eles botânicos, biólogos, bioquímicos, farmacêuticos, médicos e enfermeiros.
UTILIZAÇÃO DE PLANTAS PELA POPULAÇÃO  A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que, atualmente, a prática do uso de plantas medicinais é tida como a principal opção terapêutica de aproximadamente 80% da população mundial.
PORQUE A POPULAÇÃO USA PLANTAS MEDICINAIS? Busca por remédios fitoterápicos Fatores sócio-econômicos:  pobreza Manutenção das tradições:  cultura Falência do sistema tradicional de saúde Mudança de paradigmas humanos:  consciência ecológica O desenvolvimento de uma farmacologia natural científica, ética e responsável.
A fitoterapia, além de resgatar a cultura tradicional do uso das plantas medicinais pela população, possibilita a ampliação do seu acesso, a prevenção de agravos e da promoção, manutenção e recuperação da saúde baseada em modelo de atenção humanizada e centrada na integralidade do indivíduo, contribuindo ao fortalecimento dos princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde –SUS.
Fitoterapia (do grego therapeia = tratamento e phyton = vegetal), é a utilização de plantas que possuem propriedades (princípios ativos) capazes de prevenir, curar ou auxiliar o tratamento de doenças.  Fitoterápicos: São medicamentos obtidos a partir de plantas medicinais. Eles são obtidos empregando-se exclusivamente derivados de droga vegetal (extrato, tintura, óleo, cera, exsudato, suco, e outros)(ANVISA, 2010).
FITOTERÁPICOS RECONHECIDOS  Espinheira-santa  ( Maytenus ilicifolia) – cápsula, comprimido, emulsão, solução e  tintura; Guaco  ( Mikania glomerata) – cápsula, solução oral, tintura e xarope; Alcachofra  ( Cynara scolymus) – cápsula, comprimido, drágea, solução oral e  tintura; Aroeira  ( Schinus terebenthifolius) – gel e óvulo; Cáscara-sagrada  ( Rhamnus purshiana) – cápsula e tintura; Garra-do-diabo  ( Harpagophytum procumbens) – cápsula; Isoflavona-de-soja  ( Glycine max) – cápsula e comprimido; Unha-de-gato  ( Uncaria tomentosa) – cápsula, comprimido e gel.
O ESTUDO DE PLANTAS COMO MEDICAMENTOS Atualmente, existem diversos os estudos de plantas medicinais no Brasil, nesses estudos encontram-se equipes multidisciplinares formadas por diversos profissionais entre eles botânicos, biólogos, bioquímicos, farmacêuticos, médicos e enfermeiros.
CONTEXTO NO BRASIL Plantas medicinais são consideradas pela população como “naturais” e isentas de efeitos colaterais. (Problemática) Os usuários das Unidades de Saúde não referem uso de chás ou outras formas de utilização de plantas medicinais para os profissionais, principalmente médicos, e os profissionais também não perguntam.
PRINCÍPIOS ATIVOS  Segundo Dantas (2007) os princípios ativos são as substâncias bioativas, isto é, que têm na planta ação medicinal, são elas as responsáveis pela ação terapêutica dos vegetais.
ALCALÓIDES: A ç ão calmante, sedativo, estimulante, analg é sico, anest é sico. MUCILAGENS: A ç ão cicatrizantes, antiinflamat ó rio, laxativo, expectorante e antiespasm ó dico. TANINOS:  Adstringentes, hemost á ticas, anti-s é pticas, tonificantes e antimicrobianas. Ingeridos em doses elevadas, os taninos podem impedir a absor ç ão de certos minerais como o c á lcio e o ferro.  ÓLEOS ESSENCIAIS:  Bactericida, antivir ó tico, cicatrizante, analg é sico, relaxante, expectorante, antiespasm ó dico. Os principais são timol (do tomilho), cineol (do eucalipto), limoneno (do limoeiro) e mentol (da laranja). MINERAIS:  A ç ão reconstituinte e oxidante RESINAS:  Purgante, anti-s é pticas urin á rias, antiespasm ó dicas, rubefacientes e anti-reum á ticas. São obtidas atrav é s da incisão do caule de diversas plantas (copa í ba, abeto, guaiaco, etc.)
TOXICIDADE Capacidade de uma substância química produzir um efeito nocivo quando interage com um organismo vivo. A toxicidade de uma substância depende da dose e/ou do sistema biológico de cada um. Arruda:Convulsões, transtornos nervosos. Anis-estrelado: Dose excessiva causa transtornos nervosos e renais, abortivo.
FORMAS FARMACÊUTICAS
FORMAS DE UTILIZAÇÃO Infusão ou chá; Decocção ou cozimento; Maceração; Alcoolatura; Tinturas; Garrafadas; Cataplasma; Lambedor ou xarope; Banho
FORMAS DE PREPARO E USO TISANAS — (em geral) — É o que se chama vulgarmente chá, líquido resultante da mistura da água com a planta que se pretende usar, quer essa mistura seja feita a quente ou a frio, por meio  de infusão, cozimento ou maceração  (DANTAS, 2007).
INFUSÃO OU CHÁ:  São preparações aquosas, normalmente a 5%, utilizadas especialmente com as partes tenras da planta, como folhas, flores e inflorescências, bem como para todas as partes de plantas medicinais ricas em componentes voláteis, aromas delicados e princípios ativos que se degradam pela ação combinada de água e do calor. As infusões são obtidas fervendo-se a água, quando esta estiver em estado de ebulição, põe-se sobre as plantas, tapa-se o recipiente e aguarda-se de 5 a 30 minutos. Em seguida, côa o infuso e o utiliza acordo com a posologia indicada para as plantas  (DANTAS, 2007).  INFUSÃO  — Parte da planta ............................................... 05 gr. Água quantidade suficiente para.....................100 ml Despejar água fervendo num recipiente com plantas. Tampar e deixar em infusão 5 a 30 minutos (flores, folhas, sementes, etc.). Em seguida coar, adoçar se preferir.
DECOCÇÃO OU COZIMENTO :  Essa preparação normalmente utilizada para ervas não aromáticas (que contém princípios estáveis ao calor) e para as drogas vegetais constituídas por sementes, raízes, cascas e outras partes de maior resistência à ação da água quente. Numa decocção, coloca-se à parte da planta na quantidade prescrita de água fervente. Cobre-se e deixa-se ferver em fogo baixo por 10 a 20 minutos. A seguir deve-se coar e espremer a erva com um pedaço de pano de ou coador  (DANTAS, 2007).  DECOCÇÃO  — (cozimento) — Cozimento de raízes, cascas, etc, de varias plantas que vai de 3 a 15 minutos. Mexer bem de seguida com uma colher. Use dentre um dia. Planta............100 grs. Água............. 1.000 ml.
MACERAÇÃO  — Consiste em deixar em repouso certas plantas num determinado líquido, durante horas ou dias, conforme a indicação. 50 a 200 gramas para 1 litro de líquido — água destilada, álcool (DANTAS, 2007).
MACERAÇÃO
GARRAFADA Formas medicamentosa caseira tendo como veículo  vinho ou cachaça  e partes de vegetais, cascas, frutos, folhas, raízes ou flores, secas ou verdes, os quais ficam em maceração de três a vários dias. Os raizeiros e curandeiros  têm por prática enterrar a mistura  (DANTAS, 2007).  As plantas devem ser picadas e moídas, colocadas em recipiente fechado, fresco e ao abrigo da luz. A proporção deve ser de 20g de erva para 100 ml de  cachaça, vinho tinto ou vodka . A extração deve ser realizada num período de 7 a 21 dias. O recipiente deve ser agitado uma a duas vezes ao dia para melhorar a extração. A dose diária é, em geral, em torno de 20 a 40 ml.
Plantas que são utilizadas em garrafada antiinflamatória: quixabeira, barbatimão, jucá, sucupira, gengibre, guaraná, favela, gergelim, catuaba, ubiratam, japecanga, cajueiro-roxo, ipê-roxo, embira, romã e aroeira.  Outra garrafada antiinflamatória: alcaçuz-da-praia, algodoeiro, ameixa, araticum, aroeira, barbatimão, barriguda, boldinho, bom-nome, capitãozinho, erva-doce, eucalipto, favela, fedegoso, jatobá, madre-cravo, orégano, quina-quina, quixabeira, romã, urtiga e velame.
GARRAFADA ANTIINFLAMATÓRIA (PRÓSTATA, OVÁRIO INFLAMADO, ÚTERO E RINS). Partes das Plantas : Casca de quixabeira, cajueiro-roxo, aroeira, ameixa, babatenô, favela,  jatobá; raiz de coco-catolé; fruto de romã (casca do fruto). Modo de preparar : Retire a metade do vinho, coloque as plantas 10-15 g de cada e complete para um 1 litro de vinho branco, macere durante 3 dias. Dose e posologia : Um cálice, duas vezes ao dia. Durante um mês. Solvente : Vinho Branco.  (DANTAS, 2007).
TINTURAS  - são preparações genéricas de ervas que se usam relações variadas de água e álcool. A maioria das tinturas feitas de plantas secas a 20%. Geralmente, usa-se 1 parte seca da erva, 2 partes de água e 2 partes de álcool  (DANTAS, 2007).
Coloque em um jarro ou recipiente de vidro e deixe em embebição (maceração), durante 72 horas, agitando ou mexendo diariamente. Depois deste tempo, retire a erva e coloque a tintura em um lugar limpo, como garrafas ou recipientes escuros e armazene a temperatura ambiente. Por exemplo: Casca de cumaru em pó....................200 grs. Álcool a 95°q.s.p.............................. 1.000 grs. Reduza o cumaru a pó, macere durante 10 dias; coe espremendo; filtre.  (DANTAS, 2007).
ALCOOLATURA  — São tinturas feitas com plantas frescas. Chernoviz (1920), considerado o papa da farmácia, define da seguinte maneira, “Dá-se o nome de álcool carregado, por maceração, dos princípios solúveis das plantas em estado de frescura.” Por exemplo: Folhas de hortelã............................1.000 grs. Álcool a 95°............................. 1.000 grs. Contunda o hortelã, macere durante 10 dias; coe espremendo; filtre.
As alcoolaturas são obtidas pela ação do álcool sobre drogas frescas que não podem sofrer processos de estabilização e secagem, pois perdem a sua atividade. Na alcoolatura, são empregadas partes iguais em peso de planta fresca e de álcool a um título elevado para evitar uma diluição elevada pela água liberada pela planta. O modo de preparação é muito simples, basta macerar por 8 dias a droga fresca rasurada em um recipiente fechado, com álcool, fazer uma expressão e logo após uma filtração.
XAROPES  — São preparados que resultam da dissolução do açúcar em líquidos apropriados, podendo ser preparados “a frio” ou “a quente”. Quando composto deve ser no percentual de 10%. A Preparação a frio faz-se através da dissolução do açúcar na água, com agitação constante ou intermitente.  A Preparação a quente efetua-se a uma temperatura de cerca de 70 a 80 graus, em banho-maria. Pode-se utilizar Mel, Açúcar branco, açúcar mascavado ou frutose.  O açúcar entra geralmente na proporção dos 850 g. para 400 g. de líquidos previamente filtrados (infusos, cozimentos, sucos frescos)  (DANTAS, 2007).    XAROPE SIMPLES  A. FÓRMULA  Açúcar...................................................... 850g  Água potável .....................................1000mL
Xarope composto : Tintura de hotelã da folha grande………………. 10 ml Xarope simples ……………………………….. 100ml. Modo de preparar: em um becker coloque 70 ml de xarope simples, adicione as alcoolaturas e as tinturas, complete o volume para 100 ml. Indicação: Tosse, catarro, gripe, como expectorante e antitussivo. Modo de tomar: Tomar um colher de sopa três vezes ao dia.
LAMBEDOR OU XAROPE CASEIRO   É uma preparação caseira, feita com rapadura, açúcar ou mel. Usa-se uma proporção de cerca de 15 gr. da planta para cada 100ml de xarope. Coloque a(s) planta(s) picada(s) e lavada(s) no mel ou na calda de açúcar e cozinhe em banho-maria ou temperatura branda, durante 10 minutos após a fervura, mexendo algumas vezes. Coe e coloque num vidro limpo com tampa e guarde em local fresco e ao abrigo da luz  (DANTAS, 2007).  . 
MODO DE PREPARAR: Quebre as rapaduras. Parta o máximo as cascas e raiz. Coloque para cozinhar as casca, raiz e rapadura. Deixe ferver até dissolver a rapadura completamente. Mexendo constantemente. leva mais ou menos uns 15 minutos. Enquanto isso, corte as folhas em pequenos pedaços. Depois de dissolvido a rapadura e passado os 15 minutos, retire do fogo o preparado e acrescente as folhas, mexa e abafe, antes de esfriar mexa várias vezes. Quando esfriar completamente, coe espremendo, até retirar completamente o xarope.
POSOLOGIA:  Tomar Três Colheres de Sopa ao Dia. MODO DE CONSERVAR. Conserve na geladeira, retirando o de consumir apenas para dois dias. CONTRA INDICAÇÃO: Diabéticos. Obs: Verificar plantas expectorantes para substituir quando necessário.
RÓTULO Todas as informações relativas a Forma e a fórmula.  deverá constar:  a) Nome do produto  b) Ingredientes. c) Indicação clínica  d) Contra indicação e) Dose e posologia f) Responsável g) Data.
BIBLIOGRAFIA ARAUJO, Melvina.  Das ervas medicinais a fitoterapia . São Paulo: Ateliê, 2002.   CAMARGO, M.T.L.A.  Plantas medicinais e de rituais afro-brasileiros II: estudo etnofarmacobotânico.  São Paulo: Ícone, 1998. 232 p.  CARRICONDE, C.  Introdução ao Uso de Fitoterápicos nas Patologias de APS .  Olinda: Centro Nordestino de Medicina Popular, 2002.   CARVALHO, J.S.T.  Fitoterápicos Antiinflamatórios: aspectos químicos, farmacológicos e aplicações terapêuticas.   Ribeirão Preto: Tecmedd, 2004   DANTAS, Ivan Coelho.  O raizeiro . Campina Grande: EDUEP, 2007. FERRO, DEGMAR.  Fitoterapia: Conceitos clínicos . São Paulo: Atheneu, 2008.   FITOTERAPIA:Disponível em:  http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area. cfm ? id_area =1336  acesso 16 de julho de 2009, às 21:20.   LOREZI, H.; FRANCISCO J. de Abreu M.  Plantas Medicinais no Brasil:Nativas e Exóticas cultivadas.  Nova odesso, São Paulo: Instituto plantarum, 2002.   MARTINS, E. R.; SANTOS R. H. S.  Plantas Medicimais: Uma Alternativa Terapêutica de Baixo Custo.  Viçosa, MG : UFV, Imprensa Universitária, 1995.26p.   MATOS, F. J. A .  Plantas da medicina popular do Nordeste.  Fortaleza: Edições UFC, 1999.    SIMOES, Claudia Maria Oliveira(Org.) et al.  Farmacognosia : da planta ao medicamento . 5. ed. Porto Alegre: Editora da UFSC, 2004.
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  • 1. PLANTAS MEDICINAIS PROFª. ÁRQUISA ANTÔNIA DE SOUSA
  • 2. INTRODUÇÃO O uso de plantas medicinais e fitoterápicos, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico, passou a ser oficialmente reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1978.
  • 3. DEFINIÇÃO PLANTA MEDICINAL: “todo e qualquer vegetal que possui, em um ou mais órgãos, substâncias que podem ser utilizadas com fins terapêuticos ou que sejam precursores de fármacos semi-sintéticos” (OMS, 1979).
  • 4. HISTÓRICO As plantas medicinais foram os primeiros recursos terapêuticos utilizados para o cuidado da saúde dos seres humanos e de sua família (ALMEIDA, 2003). Pen T’ sao (A grande fitoterapia) 2800 a.C Papiro de Ebers 1.500 a.C Discórides (40-80 d.C.) Matéria Medica (Sobre as Formas de Curar), foi o primeiro manual do gênero. Muito detalhado o texto descrevia cerca de 600 espécies. (ELDIN & DUNFORTE, 2001)
  • 5. Hipócrates (468-377 a.C). Tratamento com mais de 400 espécies. Idade Média, a fitoterapia, assim como toda a ciência, sofreu um processo de estagnação. Renascimento, com o aparecimento dos alquimistas e a descoberta das Américas com seus Xamãs indígenas, houve também o “renascimento” da fitoterapia e outras práticas científicas. Período Pós-revolução Industrial, com o início da indústria de síntese, a fitoterapia passa a ser relegada a um plano secundário.
  • 6. PLANTAS MEDICINAIS NO BRASIL No Brasil, desde da época do descobrimento, os colonizadores observavam e anotavam o uso freq ü ente de ervas pelos Í ndios. O indígena não conhecia somente a localização do ouro ou onde poderia ser encontrado o pau-brasil, ele também era detentor de um saber que poderia significar a diferença entre a vida e a morte, em um biota completamente desconhecido para o europeu. (SOUZA, 1971).
  • 7. No Brasil, o caminho das plantas medicinais empregadas na medicina popular e práticas médicas vigentes, foram construídos a partir das relações culturais que aqui se estabeleceram entre os grupos práticos formadores do país: os índios, os negros e os brancos (ARRUDA, 2001). De acordo com Matos & Lorenzi (2002) até o século XX, o Brasil foi considerado um país essencialmente rural onde as plantas eram amplamente utilizadas pela população.
  • 8. DECLARAÇÃO DA ALMA-ATA: AVANÇOS Portaria do Ministério da Saúde de nº 971 de 03 de maio de 2006 que aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS) (BRASIL, 2006a). Essa política traz entre suas diretrizes para plantas medicinais e fitoterapia, a elaboração da Relação Nacional de plantas medicinais e fitoterápicos, bem como o provimento do acesso aos usuários do SUS. Ainda em 2006, o Decreto Federal de nº 5.813 de 22 de junho de 2006 instituiu a “Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos”, que incentiva as pesquisas e dá diretrizes para implantação de serviços em caráter nacional pelas Secretarias de Saúde dos Estados, Distrito Federal e dos Municípios (BRASIL, 2006b).
  • 9. O ESTUDO DE PLANTAS COMO MEDICAMENTOS Para serem consideradas medicinais, dentro da ciência moderna, as plantas têm que apresentar substâncias de ação farmacológica, que ajam direta ou indiretamente como medicamento. Mas para ter esse reconhecimento é necessário que sua autenticidade, integridade e pureza sejam comprovadas, como enfatiza TOURINHO, 2000, P.36 APUD MACHADO 2009. Atualmente, existem diversos os estudos de plantas medicinais no Brasil, nesses estudos encontram-se equipes multidisciplinares formadas por diversos profissionais entre eles botânicos, biólogos, bioquímicos, farmacêuticos, médicos e enfermeiros.
  • 10. UTILIZAÇÃO DE PLANTAS PELA POPULAÇÃO A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que, atualmente, a prática do uso de plantas medicinais é tida como a principal opção terapêutica de aproximadamente 80% da população mundial.
  • 11. PORQUE A POPULAÇÃO USA PLANTAS MEDICINAIS? Busca por remédios fitoterápicos Fatores sócio-econômicos: pobreza Manutenção das tradições: cultura Falência do sistema tradicional de saúde Mudança de paradigmas humanos: consciência ecológica O desenvolvimento de uma farmacologia natural científica, ética e responsável.
  • 12. A fitoterapia, além de resgatar a cultura tradicional do uso das plantas medicinais pela população, possibilita a ampliação do seu acesso, a prevenção de agravos e da promoção, manutenção e recuperação da saúde baseada em modelo de atenção humanizada e centrada na integralidade do indivíduo, contribuindo ao fortalecimento dos princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde –SUS.
  • 13. Fitoterapia (do grego therapeia = tratamento e phyton = vegetal), é a utilização de plantas que possuem propriedades (princípios ativos) capazes de prevenir, curar ou auxiliar o tratamento de doenças. Fitoterápicos: São medicamentos obtidos a partir de plantas medicinais. Eles são obtidos empregando-se exclusivamente derivados de droga vegetal (extrato, tintura, óleo, cera, exsudato, suco, e outros)(ANVISA, 2010).
  • 14. FITOTERÁPICOS RECONHECIDOS Espinheira-santa ( Maytenus ilicifolia) – cápsula, comprimido, emulsão, solução e tintura; Guaco ( Mikania glomerata) – cápsula, solução oral, tintura e xarope; Alcachofra ( Cynara scolymus) – cápsula, comprimido, drágea, solução oral e tintura; Aroeira ( Schinus terebenthifolius) – gel e óvulo; Cáscara-sagrada ( Rhamnus purshiana) – cápsula e tintura; Garra-do-diabo ( Harpagophytum procumbens) – cápsula; Isoflavona-de-soja ( Glycine max) – cápsula e comprimido; Unha-de-gato ( Uncaria tomentosa) – cápsula, comprimido e gel.
  • 15. O ESTUDO DE PLANTAS COMO MEDICAMENTOS Atualmente, existem diversos os estudos de plantas medicinais no Brasil, nesses estudos encontram-se equipes multidisciplinares formadas por diversos profissionais entre eles botânicos, biólogos, bioquímicos, farmacêuticos, médicos e enfermeiros.
  • 16. CONTEXTO NO BRASIL Plantas medicinais são consideradas pela população como “naturais” e isentas de efeitos colaterais. (Problemática) Os usuários das Unidades de Saúde não referem uso de chás ou outras formas de utilização de plantas medicinais para os profissionais, principalmente médicos, e os profissionais também não perguntam.
  • 17. PRINCÍPIOS ATIVOS Segundo Dantas (2007) os princípios ativos são as substâncias bioativas, isto é, que têm na planta ação medicinal, são elas as responsáveis pela ação terapêutica dos vegetais.
  • 18. ALCALÓIDES: A ç ão calmante, sedativo, estimulante, analg é sico, anest é sico. MUCILAGENS: A ç ão cicatrizantes, antiinflamat ó rio, laxativo, expectorante e antiespasm ó dico. TANINOS: Adstringentes, hemost á ticas, anti-s é pticas, tonificantes e antimicrobianas. Ingeridos em doses elevadas, os taninos podem impedir a absor ç ão de certos minerais como o c á lcio e o ferro. ÓLEOS ESSENCIAIS: Bactericida, antivir ó tico, cicatrizante, analg é sico, relaxante, expectorante, antiespasm ó dico. Os principais são timol (do tomilho), cineol (do eucalipto), limoneno (do limoeiro) e mentol (da laranja). MINERAIS: A ç ão reconstituinte e oxidante RESINAS: Purgante, anti-s é pticas urin á rias, antiespasm ó dicas, rubefacientes e anti-reum á ticas. São obtidas atrav é s da incisão do caule de diversas plantas (copa í ba, abeto, guaiaco, etc.)
  • 19. TOXICIDADE Capacidade de uma substância química produzir um efeito nocivo quando interage com um organismo vivo. A toxicidade de uma substância depende da dose e/ou do sistema biológico de cada um. Arruda:Convulsões, transtornos nervosos. Anis-estrelado: Dose excessiva causa transtornos nervosos e renais, abortivo.
  • 21. FORMAS DE UTILIZAÇÃO Infusão ou chá; Decocção ou cozimento; Maceração; Alcoolatura; Tinturas; Garrafadas; Cataplasma; Lambedor ou xarope; Banho
  • 22. FORMAS DE PREPARO E USO TISANAS — (em geral) — É o que se chama vulgarmente chá, líquido resultante da mistura da água com a planta que se pretende usar, quer essa mistura seja feita a quente ou a frio, por meio de infusão, cozimento ou maceração (DANTAS, 2007).
  • 23. INFUSÃO OU CHÁ: São preparações aquosas, normalmente a 5%, utilizadas especialmente com as partes tenras da planta, como folhas, flores e inflorescências, bem como para todas as partes de plantas medicinais ricas em componentes voláteis, aromas delicados e princípios ativos que se degradam pela ação combinada de água e do calor. As infusões são obtidas fervendo-se a água, quando esta estiver em estado de ebulição, põe-se sobre as plantas, tapa-se o recipiente e aguarda-se de 5 a 30 minutos. Em seguida, côa o infuso e o utiliza acordo com a posologia indicada para as plantas (DANTAS, 2007). INFUSÃO — Parte da planta ............................................... 05 gr. Água quantidade suficiente para.....................100 ml Despejar água fervendo num recipiente com plantas. Tampar e deixar em infusão 5 a 30 minutos (flores, folhas, sementes, etc.). Em seguida coar, adoçar se preferir.
  • 24. DECOCÇÃO OU COZIMENTO : Essa preparação normalmente utilizada para ervas não aromáticas (que contém princípios estáveis ao calor) e para as drogas vegetais constituídas por sementes, raízes, cascas e outras partes de maior resistência à ação da água quente. Numa decocção, coloca-se à parte da planta na quantidade prescrita de água fervente. Cobre-se e deixa-se ferver em fogo baixo por 10 a 20 minutos. A seguir deve-se coar e espremer a erva com um pedaço de pano de ou coador (DANTAS, 2007). DECOCÇÃO — (cozimento) — Cozimento de raízes, cascas, etc, de varias plantas que vai de 3 a 15 minutos. Mexer bem de seguida com uma colher. Use dentre um dia. Planta............100 grs. Água............. 1.000 ml.
  • 25. MACERAÇÃO — Consiste em deixar em repouso certas plantas num determinado líquido, durante horas ou dias, conforme a indicação. 50 a 200 gramas para 1 litro de líquido — água destilada, álcool (DANTAS, 2007).
  • 27. GARRAFADA Formas medicamentosa caseira tendo como veículo vinho ou cachaça e partes de vegetais, cascas, frutos, folhas, raízes ou flores, secas ou verdes, os quais ficam em maceração de três a vários dias. Os raizeiros e curandeiros têm por prática enterrar a mistura (DANTAS, 2007). As plantas devem ser picadas e moídas, colocadas em recipiente fechado, fresco e ao abrigo da luz. A proporção deve ser de 20g de erva para 100 ml de cachaça, vinho tinto ou vodka . A extração deve ser realizada num período de 7 a 21 dias. O recipiente deve ser agitado uma a duas vezes ao dia para melhorar a extração. A dose diária é, em geral, em torno de 20 a 40 ml.
  • 28. Plantas que são utilizadas em garrafada antiinflamatória: quixabeira, barbatimão, jucá, sucupira, gengibre, guaraná, favela, gergelim, catuaba, ubiratam, japecanga, cajueiro-roxo, ipê-roxo, embira, romã e aroeira. Outra garrafada antiinflamatória: alcaçuz-da-praia, algodoeiro, ameixa, araticum, aroeira, barbatimão, barriguda, boldinho, bom-nome, capitãozinho, erva-doce, eucalipto, favela, fedegoso, jatobá, madre-cravo, orégano, quina-quina, quixabeira, romã, urtiga e velame.
  • 29. GARRAFADA ANTIINFLAMATÓRIA (PRÓSTATA, OVÁRIO INFLAMADO, ÚTERO E RINS). Partes das Plantas : Casca de quixabeira, cajueiro-roxo, aroeira, ameixa, babatenô, favela, jatobá; raiz de coco-catolé; fruto de romã (casca do fruto). Modo de preparar : Retire a metade do vinho, coloque as plantas 10-15 g de cada e complete para um 1 litro de vinho branco, macere durante 3 dias. Dose e posologia : Um cálice, duas vezes ao dia. Durante um mês. Solvente : Vinho Branco. (DANTAS, 2007).
  • 30. TINTURAS - são preparações genéricas de ervas que se usam relações variadas de água e álcool. A maioria das tinturas feitas de plantas secas a 20%. Geralmente, usa-se 1 parte seca da erva, 2 partes de água e 2 partes de álcool (DANTAS, 2007).
  • 31. Coloque em um jarro ou recipiente de vidro e deixe em embebição (maceração), durante 72 horas, agitando ou mexendo diariamente. Depois deste tempo, retire a erva e coloque a tintura em um lugar limpo, como garrafas ou recipientes escuros e armazene a temperatura ambiente. Por exemplo: Casca de cumaru em pó....................200 grs. Álcool a 95°q.s.p.............................. 1.000 grs. Reduza o cumaru a pó, macere durante 10 dias; coe espremendo; filtre. (DANTAS, 2007).
  • 32. ALCOOLATURA — São tinturas feitas com plantas frescas. Chernoviz (1920), considerado o papa da farmácia, define da seguinte maneira, “Dá-se o nome de álcool carregado, por maceração, dos princípios solúveis das plantas em estado de frescura.” Por exemplo: Folhas de hortelã............................1.000 grs. Álcool a 95°............................. 1.000 grs. Contunda o hortelã, macere durante 10 dias; coe espremendo; filtre.
  • 33. As alcoolaturas são obtidas pela ação do álcool sobre drogas frescas que não podem sofrer processos de estabilização e secagem, pois perdem a sua atividade. Na alcoolatura, são empregadas partes iguais em peso de planta fresca e de álcool a um título elevado para evitar uma diluição elevada pela água liberada pela planta. O modo de preparação é muito simples, basta macerar por 8 dias a droga fresca rasurada em um recipiente fechado, com álcool, fazer uma expressão e logo após uma filtração.
  • 34. XAROPES — São preparados que resultam da dissolução do açúcar em líquidos apropriados, podendo ser preparados “a frio” ou “a quente”. Quando composto deve ser no percentual de 10%. A Preparação a frio faz-se através da dissolução do açúcar na água, com agitação constante ou intermitente. A Preparação a quente efetua-se a uma temperatura de cerca de 70 a 80 graus, em banho-maria. Pode-se utilizar Mel, Açúcar branco, açúcar mascavado ou frutose. O açúcar entra geralmente na proporção dos 850 g. para 400 g. de líquidos previamente filtrados (infusos, cozimentos, sucos frescos) (DANTAS, 2007).   XAROPE SIMPLES A. FÓRMULA Açúcar...................................................... 850g Água potável .....................................1000mL
  • 35. Xarope composto : Tintura de hotelã da folha grande………………. 10 ml Xarope simples ……………………………….. 100ml. Modo de preparar: em um becker coloque 70 ml de xarope simples, adicione as alcoolaturas e as tinturas, complete o volume para 100 ml. Indicação: Tosse, catarro, gripe, como expectorante e antitussivo. Modo de tomar: Tomar um colher de sopa três vezes ao dia.
  • 36. LAMBEDOR OU XAROPE CASEIRO   É uma preparação caseira, feita com rapadura, açúcar ou mel. Usa-se uma proporção de cerca de 15 gr. da planta para cada 100ml de xarope. Coloque a(s) planta(s) picada(s) e lavada(s) no mel ou na calda de açúcar e cozinhe em banho-maria ou temperatura branda, durante 10 minutos após a fervura, mexendo algumas vezes. Coe e coloque num vidro limpo com tampa e guarde em local fresco e ao abrigo da luz (DANTAS, 2007). . 
  • 37. MODO DE PREPARAR: Quebre as rapaduras. Parta o máximo as cascas e raiz. Coloque para cozinhar as casca, raiz e rapadura. Deixe ferver até dissolver a rapadura completamente. Mexendo constantemente. leva mais ou menos uns 15 minutos. Enquanto isso, corte as folhas em pequenos pedaços. Depois de dissolvido a rapadura e passado os 15 minutos, retire do fogo o preparado e acrescente as folhas, mexa e abafe, antes de esfriar mexa várias vezes. Quando esfriar completamente, coe espremendo, até retirar completamente o xarope.
  • 38. POSOLOGIA: Tomar Três Colheres de Sopa ao Dia. MODO DE CONSERVAR. Conserve na geladeira, retirando o de consumir apenas para dois dias. CONTRA INDICAÇÃO: Diabéticos. Obs: Verificar plantas expectorantes para substituir quando necessário.
  • 39. RÓTULO Todas as informações relativas a Forma e a fórmula. deverá constar: a) Nome do produto b) Ingredientes. c) Indicação clínica d) Contra indicação e) Dose e posologia f) Responsável g) Data.
  • 40. BIBLIOGRAFIA ARAUJO, Melvina. Das ervas medicinais a fitoterapia . São Paulo: Ateliê, 2002.   CAMARGO, M.T.L.A. Plantas medicinais e de rituais afro-brasileiros II: estudo etnofarmacobotânico. São Paulo: Ícone, 1998. 232 p. CARRICONDE, C. Introdução ao Uso de Fitoterápicos nas Patologias de APS . Olinda: Centro Nordestino de Medicina Popular, 2002.   CARVALHO, J.S.T. Fitoterápicos Antiinflamatórios: aspectos químicos, farmacológicos e aplicações terapêuticas. Ribeirão Preto: Tecmedd, 2004   DANTAS, Ivan Coelho. O raizeiro . Campina Grande: EDUEP, 2007. FERRO, DEGMAR. Fitoterapia: Conceitos clínicos . São Paulo: Atheneu, 2008.   FITOTERAPIA:Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area. cfm ? id_area =1336 acesso 16 de julho de 2009, às 21:20.   LOREZI, H.; FRANCISCO J. de Abreu M. Plantas Medicinais no Brasil:Nativas e Exóticas cultivadas. Nova odesso, São Paulo: Instituto plantarum, 2002.   MARTINS, E. R.; SANTOS R. H. S. Plantas Medicimais: Uma Alternativa Terapêutica de Baixo Custo. Viçosa, MG : UFV, Imprensa Universitária, 1995.26p.   MATOS, F. J. A . Plantas da medicina popular do Nordeste. Fortaleza: Edições UFC, 1999.   SIMOES, Claudia Maria Oliveira(Org.) et al. Farmacognosia : da planta ao medicamento . 5. ed. Porto Alegre: Editora da UFSC, 2004.