O Homem, Deus e o Universo
2 - O CONCEITO DE ABSOLUTO II
Ritmo Cósmico
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
Vimos que o Princípio Supremo deve ser uma
síntese perfeitamente harmoniosa de todos os
opostos possíveis e deve conter de forma integrada
todos os princípios, qualidades etc. que encontram
expressão e são a base do universo manifesto.
Examinemos agora, de maneira mais completa,
essas duas idéias:
 a perfeita neutralidade dos opostos
 a integração harmoniosa dos princípios e
estados
Escolheremos alguns casos de neutralização de
opostos e consideraremos algumas inferências de
importância fundamental.
O Homem, Deus e o Universo
IntroduçãoUma dessas inferências é que deve existir
eternamente um Ponto ideal no estado não
manifesto da Realidade, do qual partem todas
as manifestações.
A diferenciação primária da Realidade Una no
chamado Shiva-Shakti Tattva, dual e polar,
presume a existência de outro Tattva
funcionando através de um ponto ou centro,
assim como a elipse presume a existência da
esfera.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
A mesma suposição vale quando se considera a
série matemática dos números naturais:
0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10
Esses números são a representação de
realidades fundamentais da existência, cada um
deles correspondendo a um determinado nível
da realidade.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
0: representa o Absoluto
2: representa o Shiva-Shakti Tattva.
Entre o 0 e o 2 está o 1.
A Suprema Realidade não diferenciada ou o
Absoluto, que é um vazio, não pode conter um
determinado ponto, o que significaria
distorção e falta de uniformidade. Mas, sem
um centro eterno não pode haver
manifestação.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
Se tal centro existe, ele pode existir somente
se equilibrado por seu exato oposto que
mantenha o estado não diferenciado da
Realidade Suprema.
Esse oposto é o Espaço sem limites,
Mahâkâsha, a “veste” da Realidade Suprema.
O Espaço Supremo Eterno e o Ponto Supremo
Eterno são ambos reconhecidos no Ocultismo
e no Hinduísmo.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
Mahâkâsha ou “veste” da Realidade se
distingue de Cidâkâsha, o espaço mental que
vem a existir na manifestação e serve como
meio da Ideação Divina.
O Ponto Eterno, o centro em torno do qual
tem lugar a manifestação, é chamado
Mahâbindu. É este Ponto que, por sua
diferenciação primária em opostos polares,
produz os focos do dual Shiva Shakti Tattva e
contém em suas profundidades insondáveis os
centros mentais de todos os Logoi Solares e
Mônadas.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
O Ponto e o Espaço são aspectos opostos de
uma mesma coisa. A contração da esfera gera
o ponto e a expansão do ponto produz a
esfera que, no infinito, fica sem forma como
geralmente associamos ao espaço. Espaço e
ponto ideais são os limites de nossa
concepção de “extensão”.
Assim, o conceito de Absoluto esta associado
ao conceito de Ponto Supremo e Espaço
Supremo, opostos entre si e em equilíbrio
simultâneo na manifestação e na não-
manifestação.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
No Absoluto, o Ponto ou Centro Laya está
permanentemente presente e em torno dele o
universo manifesto se cristaliza nos planos
inferiores. Ele existe eterna e
simultaneamente com o Espaço Supremo e é o
veículo de Nirguna-Brahman, a Realidade que
vem entre o Absoluto e o Shiva-Shakti-Tattva e
que corresponde ao número 1 na série de
números mencionada acima.
Sendo o Absoluto um estado superintegrado,
deve ser de natureza puramente estática. Mas
como nosso universo dinâmico pode ter sua
fonte em tal Realidade estática?
O Homem, Deus e o Universo
IntroduçãoPara responder a isso, temos que nos
deter no aspecto dinâmico da Realidade
que é o complemento necessário do
aspecto estático da Realidade.
Esse aspecto é o Ritmo Cósmico.
O conceito de Ritmo Cósmico é expresso
na filosofia hindú pela Dança de Shiva.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
Como todos os fenômenos da natureza
adquirem um impulso inicial, passam
pelo zênite e declinam para depois
desaparecer ou reaparecer, deve haver
na Realidade Suprema um movimento
periódico e rítmico eterno, tomando
direções opostas em torno de um ponto
neutro, que explique a infindável
sucessão de shristi e pralaya e de outras
mudanças periódicas no reino da
manifestação.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
Deve haver uma força que move o universo de
Shristi para o Pralaya e vice-versa.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
A Realidade é então concebida como a
oscilação da consciência que,
alternadamente, se expande numa esfera
ilimitada e raio igual ao infinito e se
contrai num ponto ideal, passando assim
por todas as etapas intermediárias.
A idéia de Ritmo Cósmico reconcilia e
funde as concepções de Ponto
adimensional e do Espaço ilimitado num
conceito inteligível.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
Expanção e Contração Alternadas da Consciência
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
A alternância de “vestes” da Realidade
mostra a natureza dinâmica da
Realidade, que de fato não está em um
ou outro extremo, mas num equilíbrio
dinâmico dos dois ao mesmo tempo.
Há um movimento recorrente periódico
de Shristi para Pralaya e também um
movimento de Pralaya para Shristi,
havendo duas forças, uma centrífuga e
outra centrípeta em ação.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
O potencial zero do Centro Laya não pode, por
si mesmo, produzir um impulso positivo para a
manifestação. Mas como a Realidade é por si
mesma auto-suficiente, a força que produz as
mudanças de Shristi para Pralaya e vice-versa
estão na própria Realidade.
Em outras palavras, deve haver um
movimento periódico eterno que explique a
produção automática dessas mudanças
periódicas de Shristi e Pralaya e de outras
mudanças periódicas no reino da
Manifestação.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
Na figura abaixo não visualizamos a reversão
no reino do infinito. Mas tal reversão é óbvia
se o Ritmo Cósmico é um fato.
O que acontece do lado do Pralaya, não
podemos conceber, mas podemos intuir que
deve haver daquele “lado” toda uma série de
mudanças.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
A onda em retrocesso
na época do Pralaya
desça ao Não-
Manifesto. Atinge o
nadir e retorna mais
uma vez ao nível zero
com certo impulso, que
ocasiona uma ânsia de
Shristi. Tal movimento
é análogo ao
movimento de um
pêndulo.
O Homem, Deus e o Universo
IntroduçãoNesse caso substituímos a concepção
comum sobre Shristi e Pralaya, de um
universo vindo do nada e desaparecendo
no nada, sem qualquer causa, por outro
quadro que nos dá um vislumbre do
processo total, simples, harmonioso,
completo em si mesmo, eterno e em
harmonia com as leis científicas.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
Ao ritmo eterno do Não-Manifesto pode ser
atribuído um número de fenômenos
universais no reino do manifesto:
 A periodicidade que parece comum a todos
os fenômenos da natureza;
 Fases acompanhadas de aumento e
diminuição, fluxo e refluxo, em diversas
esferas do universo;
 Elevação e redução no nível de energia nos
sistemas manifestos e organismos menores.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
Filosoficamente é insatisfatória a visualização
da Realidade Suprema como só existindo no
Espaço ilimitado, Mahâkâsha, ou então num
ponto chamado Mahâbindu. A idéia de Ritmo
Cósmico reconcilia e funde as concepções de
Ponto adimensional e do Espaço ilimitado
num conceito inteligível e que está de acordo
com as idéias científicas modernas.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
Nesse conceito, a Realidade é concebida como
uma oscilação da consciência que,
alternadamente, se expande numa esfera
ilimitada e raio igual ao infinito e se contrai
num ponto ideal, passando assim por todos os
estágios intermediários.
Entre os dois estágios finais, todos os
intermediários são atingidos com rapidez
inconcebível e, portanto, estão contidos no
estado global. Todos os estados possíveis de
existência são assim fundidos num único
estado. Portanto, vemos a natureza dinâmica
do estado superintegrado da Realidade.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
O que faz o universo manifesto começar a se
contrair depois de exaurido o impulso para a
expansão? O que o faz vir a manifestar-se
após um período de Pralaya?
Uma indicação para essas perguntas está na
combinação da idéia de expansão e contração
na região positiva, acima do nível zero, com a
idéia de expansão e contração na região
negativa, abaixo do nível zero, fazendo assim
todo o ciclo do processo cósmico completo,
automático e análogo aos ciclos similares no
campo dos fenômenos naturais.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
Observando um pouco mais em detalhes o
ciclo completo, quando a onda de contração
atinge o limite do Ponto ideal, não inverte sua
direção e começa a expandir-se outra vez; ela
atravessa o Ponto e emerge no lado negativo
como onda de expansão. Ao atravessar o
Ponto, ela não apenas muda sua direção,
passando de onda de contração para onda de
expansão, mas também sofre em sua natureza
uma mudança que se assemelha a virar uma
luva do avesso, como se vê na figura a seguir.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
No ponto 0 a onda muda sua direção dentro de um setor de um círculo
mas o processo pode ser imaginado em termos de contração e
expansão numa esfera com o centro no ponto 0.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
Pode-se visualizar a reversão do movimento
no ponto 0, mas não sua reversão no reino do
infinito, quando depois de expandir-se ao
infinito, a frente de onda começa a se contrair
mais uma vez, tanto na região do Manifesto
quanto do Não-Manifesto. Que tal reversão
tem lugar é óbvio, se o Ritmo Cósmico é um
fato e se o processo cósmico, com sua
alternância de Shristi e Pralaya, é uma
atividade automática e eterna no Absoluto,
não necessitando de impulso inicial para
criação ou dissolução.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
O Universo Negativo
Se o Ritmo Cósmico está na base de todos os
movimentos e mudanças periódicos no cosmo,
o conjunto de todo o estado manifesto deve
ter sua contraparte negativa e um estado
manifesto negativo que equilibre o estado
manifesto positivo e mantenha o estado vazio
do Absoluto. Assim, podemos falar em tempo
negativo, em espaço negativo, massa negativa
etc.
Todos os fenômenos da natureza reforçam a
concepção do Ritmo Cósmico na Realidade
Suprema.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
O conceito de Ritmo Cósmico e sua adequação
ao conhecimento científico moderno fica mais
claro com a análise do diagrama abaixo.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
Nele mostra-se o reflexo repetido de ondas de
luz emitidas por um foco colocado no centro
de uma esfera de vidro. A superfície externa
da esfera é prateada e a superfície interna
serve como um espelho esférico, refletindo as
ondas de luz que seguem a direção dos raios
da esfera. Os raios avançam pelos raios da
esfera e quando atingem a superfície interna
reflexiva, são refletidos de volta pelo mesmo
caminho. Todos os raios refletidos passam
pelo centro da esfera e a frente de onda em
contração converte-se, outra vez, em frente de
onda em expansão.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
Todo o processo repete-se ad infinitum com a
velocidade da luz, desde que a forma da esfera
seja perfeita e perfeito o espelho.
A frente de onda emerge do centro
repetidamente e depois de refletida na parede
da esfera desaparece no centro. Esses dois
processos correspondem ao Shristi e Pralaya,
criação e dissolução. A única diferença é que
nesse caso a reversão nesse caso tem lugar na
superfície interna da esfera enquanto que no
caso do Ritmo Cósmico a reversão se passa na
região sombria do Não-Manifesto.
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
O Espaço Supremo, Mahâkâsha, é infinito e
sem fronteiras enquanto o universo manifesto
é um fenômeno relativamente limitado, ainda
que estupendo e infinito. Ele é chamado de
Brahmânda ou “ovo do criador”
O Homem, Deus e o Universo
Introdução
FIM

O Homem, Deus e o Universo - Cap II

  • 1.
    O Homem, Deuse o Universo 2 - O CONCEITO DE ABSOLUTO II Ritmo Cósmico
  • 2.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução Vimos que o Princípio Supremo deve ser uma síntese perfeitamente harmoniosa de todos os opostos possíveis e deve conter de forma integrada todos os princípios, qualidades etc. que encontram expressão e são a base do universo manifesto. Examinemos agora, de maneira mais completa, essas duas idéias:  a perfeita neutralidade dos opostos  a integração harmoniosa dos princípios e estados Escolheremos alguns casos de neutralização de opostos e consideraremos algumas inferências de importância fundamental.
  • 3.
    O Homem, Deuse o Universo IntroduçãoUma dessas inferências é que deve existir eternamente um Ponto ideal no estado não manifesto da Realidade, do qual partem todas as manifestações. A diferenciação primária da Realidade Una no chamado Shiva-Shakti Tattva, dual e polar, presume a existência de outro Tattva funcionando através de um ponto ou centro, assim como a elipse presume a existência da esfera.
  • 4.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução A mesma suposição vale quando se considera a série matemática dos números naturais: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 Esses números são a representação de realidades fundamentais da existência, cada um deles correspondendo a um determinado nível da realidade.
  • 5.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução 0: representa o Absoluto 2: representa o Shiva-Shakti Tattva. Entre o 0 e o 2 está o 1. A Suprema Realidade não diferenciada ou o Absoluto, que é um vazio, não pode conter um determinado ponto, o que significaria distorção e falta de uniformidade. Mas, sem um centro eterno não pode haver manifestação.
  • 6.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução Se tal centro existe, ele pode existir somente se equilibrado por seu exato oposto que mantenha o estado não diferenciado da Realidade Suprema. Esse oposto é o Espaço sem limites, Mahâkâsha, a “veste” da Realidade Suprema. O Espaço Supremo Eterno e o Ponto Supremo Eterno são ambos reconhecidos no Ocultismo e no Hinduísmo.
  • 7.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução Mahâkâsha ou “veste” da Realidade se distingue de Cidâkâsha, o espaço mental que vem a existir na manifestação e serve como meio da Ideação Divina. O Ponto Eterno, o centro em torno do qual tem lugar a manifestação, é chamado Mahâbindu. É este Ponto que, por sua diferenciação primária em opostos polares, produz os focos do dual Shiva Shakti Tattva e contém em suas profundidades insondáveis os centros mentais de todos os Logoi Solares e Mônadas.
  • 8.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução O Ponto e o Espaço são aspectos opostos de uma mesma coisa. A contração da esfera gera o ponto e a expansão do ponto produz a esfera que, no infinito, fica sem forma como geralmente associamos ao espaço. Espaço e ponto ideais são os limites de nossa concepção de “extensão”. Assim, o conceito de Absoluto esta associado ao conceito de Ponto Supremo e Espaço Supremo, opostos entre si e em equilíbrio simultâneo na manifestação e na não- manifestação.
  • 9.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução No Absoluto, o Ponto ou Centro Laya está permanentemente presente e em torno dele o universo manifesto se cristaliza nos planos inferiores. Ele existe eterna e simultaneamente com o Espaço Supremo e é o veículo de Nirguna-Brahman, a Realidade que vem entre o Absoluto e o Shiva-Shakti-Tattva e que corresponde ao número 1 na série de números mencionada acima. Sendo o Absoluto um estado superintegrado, deve ser de natureza puramente estática. Mas como nosso universo dinâmico pode ter sua fonte em tal Realidade estática?
  • 10.
    O Homem, Deuse o Universo IntroduçãoPara responder a isso, temos que nos deter no aspecto dinâmico da Realidade que é o complemento necessário do aspecto estático da Realidade. Esse aspecto é o Ritmo Cósmico. O conceito de Ritmo Cósmico é expresso na filosofia hindú pela Dança de Shiva.
  • 11.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução Como todos os fenômenos da natureza adquirem um impulso inicial, passam pelo zênite e declinam para depois desaparecer ou reaparecer, deve haver na Realidade Suprema um movimento periódico e rítmico eterno, tomando direções opostas em torno de um ponto neutro, que explique a infindável sucessão de shristi e pralaya e de outras mudanças periódicas no reino da manifestação.
  • 12.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução Deve haver uma força que move o universo de Shristi para o Pralaya e vice-versa.
  • 13.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução
  • 14.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução A Realidade é então concebida como a oscilação da consciência que, alternadamente, se expande numa esfera ilimitada e raio igual ao infinito e se contrai num ponto ideal, passando assim por todas as etapas intermediárias. A idéia de Ritmo Cósmico reconcilia e funde as concepções de Ponto adimensional e do Espaço ilimitado num conceito inteligível.
  • 15.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução Expanção e Contração Alternadas da Consciência
  • 16.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução A alternância de “vestes” da Realidade mostra a natureza dinâmica da Realidade, que de fato não está em um ou outro extremo, mas num equilíbrio dinâmico dos dois ao mesmo tempo. Há um movimento recorrente periódico de Shristi para Pralaya e também um movimento de Pralaya para Shristi, havendo duas forças, uma centrífuga e outra centrípeta em ação.
  • 17.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução O potencial zero do Centro Laya não pode, por si mesmo, produzir um impulso positivo para a manifestação. Mas como a Realidade é por si mesma auto-suficiente, a força que produz as mudanças de Shristi para Pralaya e vice-versa estão na própria Realidade. Em outras palavras, deve haver um movimento periódico eterno que explique a produção automática dessas mudanças periódicas de Shristi e Pralaya e de outras mudanças periódicas no reino da Manifestação.
  • 18.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução Na figura abaixo não visualizamos a reversão no reino do infinito. Mas tal reversão é óbvia se o Ritmo Cósmico é um fato. O que acontece do lado do Pralaya, não podemos conceber, mas podemos intuir que deve haver daquele “lado” toda uma série de mudanças.
  • 19.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução A onda em retrocesso na época do Pralaya desça ao Não- Manifesto. Atinge o nadir e retorna mais uma vez ao nível zero com certo impulso, que ocasiona uma ânsia de Shristi. Tal movimento é análogo ao movimento de um pêndulo.
  • 20.
    O Homem, Deuse o Universo IntroduçãoNesse caso substituímos a concepção comum sobre Shristi e Pralaya, de um universo vindo do nada e desaparecendo no nada, sem qualquer causa, por outro quadro que nos dá um vislumbre do processo total, simples, harmonioso, completo em si mesmo, eterno e em harmonia com as leis científicas.
  • 21.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução Ao ritmo eterno do Não-Manifesto pode ser atribuído um número de fenômenos universais no reino do manifesto:  A periodicidade que parece comum a todos os fenômenos da natureza;  Fases acompanhadas de aumento e diminuição, fluxo e refluxo, em diversas esferas do universo;  Elevação e redução no nível de energia nos sistemas manifestos e organismos menores.
  • 22.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução Filosoficamente é insatisfatória a visualização da Realidade Suprema como só existindo no Espaço ilimitado, Mahâkâsha, ou então num ponto chamado Mahâbindu. A idéia de Ritmo Cósmico reconcilia e funde as concepções de Ponto adimensional e do Espaço ilimitado num conceito inteligível e que está de acordo com as idéias científicas modernas.
  • 23.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução Nesse conceito, a Realidade é concebida como uma oscilação da consciência que, alternadamente, se expande numa esfera ilimitada e raio igual ao infinito e se contrai num ponto ideal, passando assim por todos os estágios intermediários. Entre os dois estágios finais, todos os intermediários são atingidos com rapidez inconcebível e, portanto, estão contidos no estado global. Todos os estados possíveis de existência são assim fundidos num único estado. Portanto, vemos a natureza dinâmica do estado superintegrado da Realidade.
  • 24.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução O que faz o universo manifesto começar a se contrair depois de exaurido o impulso para a expansão? O que o faz vir a manifestar-se após um período de Pralaya? Uma indicação para essas perguntas está na combinação da idéia de expansão e contração na região positiva, acima do nível zero, com a idéia de expansão e contração na região negativa, abaixo do nível zero, fazendo assim todo o ciclo do processo cósmico completo, automático e análogo aos ciclos similares no campo dos fenômenos naturais.
  • 25.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução Observando um pouco mais em detalhes o ciclo completo, quando a onda de contração atinge o limite do Ponto ideal, não inverte sua direção e começa a expandir-se outra vez; ela atravessa o Ponto e emerge no lado negativo como onda de expansão. Ao atravessar o Ponto, ela não apenas muda sua direção, passando de onda de contração para onda de expansão, mas também sofre em sua natureza uma mudança que se assemelha a virar uma luva do avesso, como se vê na figura a seguir.
  • 26.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução No ponto 0 a onda muda sua direção dentro de um setor de um círculo mas o processo pode ser imaginado em termos de contração e expansão numa esfera com o centro no ponto 0.
  • 27.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução Pode-se visualizar a reversão do movimento no ponto 0, mas não sua reversão no reino do infinito, quando depois de expandir-se ao infinito, a frente de onda começa a se contrair mais uma vez, tanto na região do Manifesto quanto do Não-Manifesto. Que tal reversão tem lugar é óbvio, se o Ritmo Cósmico é um fato e se o processo cósmico, com sua alternância de Shristi e Pralaya, é uma atividade automática e eterna no Absoluto, não necessitando de impulso inicial para criação ou dissolução.
  • 28.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução O Universo Negativo Se o Ritmo Cósmico está na base de todos os movimentos e mudanças periódicos no cosmo, o conjunto de todo o estado manifesto deve ter sua contraparte negativa e um estado manifesto negativo que equilibre o estado manifesto positivo e mantenha o estado vazio do Absoluto. Assim, podemos falar em tempo negativo, em espaço negativo, massa negativa etc. Todos os fenômenos da natureza reforçam a concepção do Ritmo Cósmico na Realidade Suprema.
  • 29.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução O conceito de Ritmo Cósmico e sua adequação ao conhecimento científico moderno fica mais claro com a análise do diagrama abaixo.
  • 30.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução Nele mostra-se o reflexo repetido de ondas de luz emitidas por um foco colocado no centro de uma esfera de vidro. A superfície externa da esfera é prateada e a superfície interna serve como um espelho esférico, refletindo as ondas de luz que seguem a direção dos raios da esfera. Os raios avançam pelos raios da esfera e quando atingem a superfície interna reflexiva, são refletidos de volta pelo mesmo caminho. Todos os raios refletidos passam pelo centro da esfera e a frente de onda em contração converte-se, outra vez, em frente de onda em expansão.
  • 31.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução Todo o processo repete-se ad infinitum com a velocidade da luz, desde que a forma da esfera seja perfeita e perfeito o espelho. A frente de onda emerge do centro repetidamente e depois de refletida na parede da esfera desaparece no centro. Esses dois processos correspondem ao Shristi e Pralaya, criação e dissolução. A única diferença é que nesse caso a reversão nesse caso tem lugar na superfície interna da esfera enquanto que no caso do Ritmo Cósmico a reversão se passa na região sombria do Não-Manifesto.
  • 32.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução O Espaço Supremo, Mahâkâsha, é infinito e sem fronteiras enquanto o universo manifesto é um fenômeno relativamente limitado, ainda que estupendo e infinito. Ele é chamado de Brahmânda ou “ovo do criador”
  • 33.
    O Homem, Deuse o Universo Introdução FIM