O Governo de Washington Luís:
• Washington Luís Pereira de Sousa nasceu em
Macaé, no Rio de Janeiro, mas se considerava
um paulista, pois construiu boa parte de sua
carreira por lá. Último governante da
chamada República Velha, assumiu a
presidência em 15 de novembro de 1926, com
apoio dos cafeicultores que representavam
a política do “café-com-leite”.
• Em seu governo, Washington Luís tinha a
missão de ampliar a base de apoio do governo
federal e enfraquecer as resistências mineiras
a sua gestão. A nomeação de Getúlio Vargas,
então deputado federal gaúcho, para o
Ministério da Fazenda cumpria com esta
meta.
• Ficou conhecido na história política brasileira
como um presidente “moderno”, ao
incentivar o desenvolvimento de técnicas para
aperfeiçoar a burocracia administrativa e o
gerenciamento técnico-científico, além de
fomentar estudos científicos em
historiografia, museologia e ciências sociais.
• Ele rompeu com o “estado de sítio”
do governo de Artur Bernardes e trouxe
otimismo à nação, aproximando-se da
população ao andar nas ruas do Rio de
Janeiro. Apesar da aparente calma do início de
mandato, com o fim da Coluna Prestes e a
promessa de investir em estradas (“Governar,
pois, é fazer estradas“, disse ele certa vez)
• Washington Luís não deu anistia aos
refugiados políticos e promulgou a Lei
Celerada em 1927 para evitar greves de
operários, combater o espírito revolucionário
do comunismo e conter a oposição da
imprensa.
• O crescimento cada vez maior do setor 
industrial formou uma classe social de 
burgueses, que começaram a exigir políticas 
mais voltadas aos seus interesses econômicos. 
• Ao contrário dos cafeicultores, que tinham 
influência política para tornar o café um 
produto mais valorizado nacionalmente, os  
industriais queriam que o governo facilitasse o 
crédito bancário, aumentasse o preço de 
produtos importados para que a 
produtividade nacional dominasse o mercado 
e estabilizasse a política econômica do Brasil.
• Atendendo a essa nova elite empresarial, 
Washington Luís cria a caixa de Estabilização 
em 1926, para facilitar o empréstimo 
financeiro do exterior.
• Em 1929, a queda da Bolsa de Nova York 
desestabilizou o mercado internacional, 
principalmente nos Estados Unidos. Os 
cafeicultores viram seus lucros decaírem 
quando o café passou a ser desvalorizado por 
seus principais compradores: os europeus.
• Os empréstimos vindos do exterior também 
sofreram uma grande queda e o setor cafeeiro 
acabou entrando em atrito com o setor 
industrial, pois, enquanto um setor dependia 
de investimentos externos, o outro ficava 
mais fortalecido com a estabilização 
monetária. 
• O governo de Washington Luís testemunhou 
ainda a maior crise da história do capitalismo, 
a crise econômica de 1929, fruto da quebra da 
Bolsa de Nova Iorque, em 24 de outubro. No 
Brasil, ela derrubou a política de valorização 
do café, iniciada em 1906 com a assinatura do 
Convênio de Taubaté. 
• O café era o produto que respondia por 
grande parte das exportações brasileiras, e, 
quase imediatamente, seu preço despencou.  
A estabilidade do governo ficou ameaçada, já 
que o presidente não permite nova 
desvalorização da moeda para salvar os 
cafeicultores.
• Apesar da grave crise econômica, é a questão 
da sucessão presidencial que se torna 
problemática. No início de 1929, Washington 
Luís indica para sucedê-lo o presidente de São 
Paulo, Júlio Prestes. 
• Como a regra da “política do café com leite” 
era a alternância entre paulistas e mineiros (o 
atual presidente representava os paulistas), a 
escolha desagradou os políticos de Minas 
Gerais. 
• A atitude provocou a insatisfação do
presidente de Minas Gerais, Antônio Carlos
Ribeiro de Andrada, que esperava ser o
próximo presidente.
• Os políticos mineiros se aliaram aos do Rio
Grande do Sul e da Paraíba para formar a
Aliança Liberal, que recebeu o apoio dos
grupos de oposição dos outros estados, além
dos militares do movimento tenentista.
• Para as eleições de 1930, lançaram a
candidatura de Getúlio Vargas, gaúcho, que
tinha como vice o paraibano João Pessoa.
• Mas, como de costume, as eleições foram
fraudadas. Como já sabiam dessa manipulação
de resultados, Minas Gerais logo percebeu
que a vitória do candidato Júlio Prestes, da
chapa paulista, foi garantida devido às fraudes
eleitorais.
O governo de washington luís
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