CURSO DE ÓPTICA E OPTOMETRIA – EAD
UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL EDUCACIONAL
POLO UNIPE
AVALIAÇÃO PARA REABILITAÇÃO VISUAL
Josiane Soares de França
RGM: 24912620
João Pessoa
2022
JOSIANE SOARES DE FRANÇA
RGM: 24912620
OFTALMOSCOPIA
O QUE É?
COMO É REALIZADO?
E QUAIS AS ESTRUTURAS SÃO AVALIADAS?
PROF. VERGINA FAGUNDES
João Pessoa
2022
OFTALMOSCOPIA DIRETA
O QUE É OFTALMOSCOPIA?
Trata-se de um exame não invasivo, que fornece informações clínicas
importantes para a avaliação de pacientes com doenças sistêmicas e oculares.
A oftalmoscopia direta permite observar a superfície do olho com
magnificação de 15 vezes em um campo visão restrito a aproximadamente 10
a 15 graus, não sendo adequadro para avaliar a pereferia da retina. Durante o
exame o optometrista usa apenas um olho para observar, o que impossibilita
perceber a profundidade de uma eventual lesão.
COMO É REALIZADO?
Paciente posicionado um pouco abaixo do eixo visual do examinador olhando
para um ponto em visão de longe; Ambiente com iluminação reduzida; Com o
oftalmoscópio na mão direita examina-se o olho direito do paciente;
Utilizando a roda de lentes, de potencias que vão desde +40 dpt a –35 dpt são
estudadas estruturas como:
1. pálpebras e córnea (+40dpt),
2. câmara anterior (+20dpt),
3. íris e câmara anterior do cristalino (+12dpt),
4. corpo vítreo (+8, +6, +4dpt),
5. até a retina (+2,0 a –2,0dpt).
À medida que se reduza de forma gradual a potência positiva da lente, o foco
de observação se estende para traz e para dentro do olho.
Em cada uma das estruturas deve-se observar se estão transparentes e sem a
presença de anomalias.
DICAS:
Caso observe alguma opacidade, peça ao paciente que mova suavimente o
olho horizontal e verticalmente, para determinar o lugar de colocação da
opacidade.
1. Movimento a favor: implica dizer que a opacidade está antes do ponto
nodal (córnea, cápsula anterior do cristalino e/ou núcleo do cristalino.
2. Movimento contra: implica dizer que está depois do ponto nodal (cápsula
posterior do cristalino e/ou vítreo).
Uma inclinação de (+ ou – 30 graus temporalmente), se realiza para chegar
diretamente à cabeça do nervo óptico.
QUAIS AS ESTRUTURAS SÃO AVALIADAS?
O exame do fundo de olho por meio da oftalmoscopia direta faz parte do
exame físico de rotina e tem por finalidade inspecionar as seguintes estruturas
oculares:
PAPILA
ESCAVAÇÃO
ANEL
MACULA
FOVEOLA
FIXAÇÃO
RELAÇÃO A-V (VASOS)
COR
CRESCENTE
LAMINA CRIVOSA
ALTERAÇÕES DO FUNDO DO OLHO
Fundo de olho normal
FUNDO DE OLHO NORMAL
O exame com oftalmoscópio inicia com a observação do cristalino, que deve
ser transparente e apresentar o “reflexo vermelho” sem opacidades. A retina
apresenta cor vermelho-alaranjada, homogênea. Sua maior ou menor
pigmentação varia com a cor da pele do paciente. O disco óptico possui
coloração rósea, com bordas bem-definidas, podendo haver leve borramento
da borda nasal. A escavação fisiológica corresponde à área de penetração do
nervo óptico. Localiza-se na porção central do disco, sendo de cor branca
ou amarelo-pálida e de tamanho variável. Os vasos retinianos projetam-
se radialmente a partir do disco óptico, com a veia acompanhando a artéria na
maioria das vezes. A visualização direta permite diferenciá-los entre artérias e
veias. Lateralmente, no mesmo plano horizontal do disco óptico, identifica-
se a mácula de coloração rosa-pálida e com pequena área vermelho-
escura central (fóvea).
Raramente a mielinização das fibras ópticas estende-se além da lâmina
crivosa (na base da escavação fisiológica), apresentando-se como placas
claras emergindo da borda do disco óptico e estendendo-se por um ou dois
quadrantes da retina. Os vasos próximos ao disco podem não ser visualizados.
Essa é uma variação da normalidade, sem implicações clínicas.
RETINOPATIA DIABÉTICA
RETINOPATIA DIABÉTICA
A retinopatia diabética é uma complicação microvascular da doença, que
pode ser identificada na avaliação clínica de rotina por meio do exame de
fundo de olho. O grau de descontrole metabólico e o tempo de evolução da
doença são fatores importantes no desenvolvimento das complicações
oculares do diabete melito (DM). O DM é a principal causa de cegueira
adquirida em países desenvolvidos, podendo ser prevenido se identificado
precocemente. A retinopatia diabética é dividida em retinopatia diabética não
proliferativa (RDNP) e retinopatia diabética proliferativa (RDP), sendo a
última a de pior prognóstico com maior risco de dano ocular irreversível.
RDNP: presença de microaneurismas, hemorragias retinianas puntiformes,
hemorragias em chama de vela, exsudatos duros, exsudatos algodonosos,
edema retiniano e veias em rosário. É o primeiro estágio da retinopatia
diabética. Quanto mais graves as alterações, maior a chance de evolução para
RDP.
RDP: estágio avançado da retinopatia diabética caracteriza-se por
proliferação de neovasos retinianos. É um quadro de alto risco para o
desenvolvimento de complicações como hemorragia vítrea e descolamento de
retina, que podem comprometer irreversivelmente a acuidade visual.
EDEMA MACULAR CLINICAMENTE SIGNIFICATIVA
Figura 6: Paciente do sexo masculino, 54 anos, DM
há 20 anos, visão de contadedos a 3 metros. Retinografia do 1º exame mostra retinopatia diabética
proliferativa avançada, complicada com descolamento tracional da retina. Observa-se, na papila, rede de
fibroses bastante aderida. O prognóstico cirúrgico é reservado, apesar da região macular ainda estar
aplicada.
EDEMA MACULAR CLINICAMENTE SIGNIFICATIVA
O edema de mácula é classificado como clinicamente significativo quando
há: espessamento retiniano dentro de 500 micra da fóvea; exsudatos duros
dentro de 500 micra da fóvea, se associados a espessamento retiniano
adjacente; espessamento de retina maior do que 1 área do disco óptico, parte
do qual está dentro do diâmetro de 1 disco óptico da fóvea.
O edema macular é a principal causa da diminuição na acuidade visual da RD
não-proliferativa. Causado pela disfunção na barreira hematorretiniana, na
qual células endoteliais de microaneurismas, nos capilares e arteríolas,
tornam-se hiperpermeáveis, acarretando extravasamento do plasma. O
espessamento retiniano focal ou difuso normalmente está associado a
exsudatos duros. A cegueira está associada à fase avançada da RD,
representada pela RD proliferativa e suas manifestações: hemorragia pré-
retiniana ou vítrea, proliferação fibrovascular, descolamento tracional de
retina, neovasos de íris e glaucoma neovascular.
Alguns estudos revelam que muitos diabéticos são avaliados e tratados de
forma errônea e apenas 50% dos pacientes são encaminhados para realização
de exame oftalmológico em tempo adequado. Dessa forma, perde-se o melhor
momento para iniciar o tratamento dos pacientes, que precede a baixa de
visão ou outros sintomas visuais. Como a diminuição da visão é
frequentemente um sintoma tardio da RD, muitos pacientes permanecem sem
diagnóstico, mesmo quando a doença já está causando lesões retinianas
graves e irreversíveis. Assim, o paciente é encaminhado ou procura
tratamento apenas em fases avançadas da retinopatia. Observa-se que, para
prevenir a cegueira causada pela RD, é de fundamental importância o exame
cuidadoso da retina desses pacientes, mesmo que ainda não apresentem
sintomas visuais. Uma ação integrada entre o médico que oferece os primeiros
cuidados aos pacientes recém-diagnosticados e o oftalmologista torna-se
imperiosa, podendo reduzir a perda visual.
1. REFERÊNCIAS
https://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/5779/exame_de_
fundo_de_olho.htm
https://www.scielo.br/j/rbef/a/yPK4hwmSLKMpszdpHj6Qqxs/?lang
=pt#
https://penidoburnier.com.br/wp-
content/uploads/2015/05/Retinopatia-Diab%C3%A9tica.jpg
Manual prático de optometria( Grupo GEMO optometria
Jack J. Kanski
Brad Bowling
Oftalmologia Clinica uma abordagem Sistemática
5°, 6° e 7° edição
rno Nover Fundo de olho
5° edição
Myron Yanoff Jay S Duker
Oftalmologia 3° edição Theo Dorion
Manual de Exames do Fundo de Olho
Mark W. Leitman
Manual de Exames e Diagnóstico Ocular
7° edição Apostila IRV

Trabalho OFTALMOSCOPIA DIRETA.pdf

  • 1.
    CURSO DE ÓPTICAE OPTOMETRIA – EAD UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL EDUCACIONAL POLO UNIPE AVALIAÇÃO PARA REABILITAÇÃO VISUAL Josiane Soares de França RGM: 24912620 João Pessoa 2022
  • 2.
    JOSIANE SOARES DEFRANÇA RGM: 24912620 OFTALMOSCOPIA O QUE É? COMO É REALIZADO? E QUAIS AS ESTRUTURAS SÃO AVALIADAS? PROF. VERGINA FAGUNDES João Pessoa 2022
  • 3.
    OFTALMOSCOPIA DIRETA O QUEÉ OFTALMOSCOPIA? Trata-se de um exame não invasivo, que fornece informações clínicas importantes para a avaliação de pacientes com doenças sistêmicas e oculares. A oftalmoscopia direta permite observar a superfície do olho com magnificação de 15 vezes em um campo visão restrito a aproximadamente 10 a 15 graus, não sendo adequadro para avaliar a pereferia da retina. Durante o exame o optometrista usa apenas um olho para observar, o que impossibilita perceber a profundidade de uma eventual lesão. COMO É REALIZADO? Paciente posicionado um pouco abaixo do eixo visual do examinador olhando para um ponto em visão de longe; Ambiente com iluminação reduzida; Com o oftalmoscópio na mão direita examina-se o olho direito do paciente; Utilizando a roda de lentes, de potencias que vão desde +40 dpt a –35 dpt são estudadas estruturas como: 1. pálpebras e córnea (+40dpt), 2. câmara anterior (+20dpt), 3. íris e câmara anterior do cristalino (+12dpt), 4. corpo vítreo (+8, +6, +4dpt), 5. até a retina (+2,0 a –2,0dpt). À medida que se reduza de forma gradual a potência positiva da lente, o foco de observação se estende para traz e para dentro do olho. Em cada uma das estruturas deve-se observar se estão transparentes e sem a presença de anomalias. DICAS: Caso observe alguma opacidade, peça ao paciente que mova suavimente o olho horizontal e verticalmente, para determinar o lugar de colocação da opacidade. 1. Movimento a favor: implica dizer que a opacidade está antes do ponto nodal (córnea, cápsula anterior do cristalino e/ou núcleo do cristalino. 2. Movimento contra: implica dizer que está depois do ponto nodal (cápsula posterior do cristalino e/ou vítreo). Uma inclinação de (+ ou – 30 graus temporalmente), se realiza para chegar diretamente à cabeça do nervo óptico.
  • 4.
    QUAIS AS ESTRUTURASSÃO AVALIADAS? O exame do fundo de olho por meio da oftalmoscopia direta faz parte do exame físico de rotina e tem por finalidade inspecionar as seguintes estruturas oculares: PAPILA ESCAVAÇÃO ANEL MACULA FOVEOLA FIXAÇÃO RELAÇÃO A-V (VASOS) COR CRESCENTE LAMINA CRIVOSA ALTERAÇÕES DO FUNDO DO OLHO Fundo de olho normal FUNDO DE OLHO NORMAL
  • 5.
    O exame comoftalmoscópio inicia com a observação do cristalino, que deve ser transparente e apresentar o “reflexo vermelho” sem opacidades. A retina apresenta cor vermelho-alaranjada, homogênea. Sua maior ou menor pigmentação varia com a cor da pele do paciente. O disco óptico possui coloração rósea, com bordas bem-definidas, podendo haver leve borramento da borda nasal. A escavação fisiológica corresponde à área de penetração do nervo óptico. Localiza-se na porção central do disco, sendo de cor branca ou amarelo-pálida e de tamanho variável. Os vasos retinianos projetam- se radialmente a partir do disco óptico, com a veia acompanhando a artéria na maioria das vezes. A visualização direta permite diferenciá-los entre artérias e veias. Lateralmente, no mesmo plano horizontal do disco óptico, identifica- se a mácula de coloração rosa-pálida e com pequena área vermelho- escura central (fóvea). Raramente a mielinização das fibras ópticas estende-se além da lâmina crivosa (na base da escavação fisiológica), apresentando-se como placas claras emergindo da borda do disco óptico e estendendo-se por um ou dois quadrantes da retina. Os vasos próximos ao disco podem não ser visualizados. Essa é uma variação da normalidade, sem implicações clínicas. RETINOPATIA DIABÉTICA RETINOPATIA DIABÉTICA A retinopatia diabética é uma complicação microvascular da doença, que pode ser identificada na avaliação clínica de rotina por meio do exame de fundo de olho. O grau de descontrole metabólico e o tempo de evolução da doença são fatores importantes no desenvolvimento das complicações
  • 6.
    oculares do diabetemelito (DM). O DM é a principal causa de cegueira adquirida em países desenvolvidos, podendo ser prevenido se identificado precocemente. A retinopatia diabética é dividida em retinopatia diabética não proliferativa (RDNP) e retinopatia diabética proliferativa (RDP), sendo a última a de pior prognóstico com maior risco de dano ocular irreversível. RDNP: presença de microaneurismas, hemorragias retinianas puntiformes, hemorragias em chama de vela, exsudatos duros, exsudatos algodonosos, edema retiniano e veias em rosário. É o primeiro estágio da retinopatia diabética. Quanto mais graves as alterações, maior a chance de evolução para RDP. RDP: estágio avançado da retinopatia diabética caracteriza-se por proliferação de neovasos retinianos. É um quadro de alto risco para o desenvolvimento de complicações como hemorragia vítrea e descolamento de retina, que podem comprometer irreversivelmente a acuidade visual. EDEMA MACULAR CLINICAMENTE SIGNIFICATIVA Figura 6: Paciente do sexo masculino, 54 anos, DM há 20 anos, visão de contadedos a 3 metros. Retinografia do 1º exame mostra retinopatia diabética proliferativa avançada, complicada com descolamento tracional da retina. Observa-se, na papila, rede de fibroses bastante aderida. O prognóstico cirúrgico é reservado, apesar da região macular ainda estar aplicada. EDEMA MACULAR CLINICAMENTE SIGNIFICATIVA O edema de mácula é classificado como clinicamente significativo quando há: espessamento retiniano dentro de 500 micra da fóvea; exsudatos duros dentro de 500 micra da fóvea, se associados a espessamento retiniano adjacente; espessamento de retina maior do que 1 área do disco óptico, parte do qual está dentro do diâmetro de 1 disco óptico da fóvea.
  • 7.
    O edema macularé a principal causa da diminuição na acuidade visual da RD não-proliferativa. Causado pela disfunção na barreira hematorretiniana, na qual células endoteliais de microaneurismas, nos capilares e arteríolas, tornam-se hiperpermeáveis, acarretando extravasamento do plasma. O espessamento retiniano focal ou difuso normalmente está associado a exsudatos duros. A cegueira está associada à fase avançada da RD, representada pela RD proliferativa e suas manifestações: hemorragia pré- retiniana ou vítrea, proliferação fibrovascular, descolamento tracional de retina, neovasos de íris e glaucoma neovascular. Alguns estudos revelam que muitos diabéticos são avaliados e tratados de forma errônea e apenas 50% dos pacientes são encaminhados para realização de exame oftalmológico em tempo adequado. Dessa forma, perde-se o melhor momento para iniciar o tratamento dos pacientes, que precede a baixa de visão ou outros sintomas visuais. Como a diminuição da visão é frequentemente um sintoma tardio da RD, muitos pacientes permanecem sem diagnóstico, mesmo quando a doença já está causando lesões retinianas graves e irreversíveis. Assim, o paciente é encaminhado ou procura tratamento apenas em fases avançadas da retinopatia. Observa-se que, para prevenir a cegueira causada pela RD, é de fundamental importância o exame cuidadoso da retina desses pacientes, mesmo que ainda não apresentem sintomas visuais. Uma ação integrada entre o médico que oferece os primeiros cuidados aos pacientes recém-diagnosticados e o oftalmologista torna-se imperiosa, podendo reduzir a perda visual.
  • 8.
    1. REFERÊNCIAS https://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/5779/exame_de_ fundo_de_olho.htm https://www.scielo.br/j/rbef/a/yPK4hwmSLKMpszdpHj6Qqxs/?lang =pt# https://penidoburnier.com.br/wp- content/uploads/2015/05/Retinopatia-Diab%C3%A9tica.jpg Manual práticode optometria( Grupo GEMO optometria Jack J. Kanski Brad Bowling Oftalmologia Clinica uma abordagem Sistemática 5°, 6° e 7° edição rno Nover Fundo de olho 5° edição Myron Yanoff Jay S Duker Oftalmologia 3° edição Theo Dorion Manual de Exames do Fundo de Olho Mark W. Leitman Manual de Exames e Diagnóstico Ocular 7° edição Apostila IRV