SlideShare uma empresa Scribd logo
1
NBR ISO 14011 - DIRETRIZES PARA AUDITORIA AMBIENTAL - PROCEDIMENTOS DE
AUDITORIA - AUDITORIA DE SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL
Sumário
1. Objetivo e campo de aplicação................................................................................................2
2. Referências normativas...........................................................................................................2
3. Definições ................................................................................................................................2
3.1. sistema de gestão ambiental ..........................................................................................2
3.2. auditoria do sistema de gestão ambiental.......................................................................2
3.3. critérios de auditoria dos sistema de gestão ambiental..................................................3
4. Objetivos, funções e responsabilidades da auditoria do sistema de gestão ambiental ..........3
4.1. Objetivos da auditoria .....................................................................................................3
4.2. Funções, responsabilidades e atividades .......................................................................3
4.2.1. Auditor-líder..........................................................................................................3
4.2.2. Auditor...................................................................................................................4
4.2.3. Equipe de auditoria ..............................................................................................4
4.2.4. Cliente....................................................................................................................4
4.2.5. Auditado................................................................................................................5
5. Auditoria...................................................................................................................................5
5.1. Início da auditoria............................................................................................................5
5.1.1. Escopo da auditoria .............................................................................................5
5.1.2. Análise crítica preliminar da documentação .....................................................5
5.2. Preparação da auditoria..................................................................................................5
5.2.1. Plano de auditoria ................................................................................................5
5.2.2. Atribuições da equipe de auditoria.....................................................................6
5.2.3. Documentos de trabalho .....................................................................................6
5.3. Execução da auditoria.....................................................................................................6
5.3.1. Reunião de abertura.............................................................................................6
5.3.2. Coleta de evidências da auditoria ......................................................................7
5.3.3. Constatações de auditoria ..................................................................................7
5.3.4. Reunião de encerramento ...................................................................................7
5.4. Relatórios de auditoria e retenção de documentos.........................................................8
5.4.1. Preparação do relatório de auditoria..................................................................8
5.4.2. Conteúdo do relatório de auditoria ....................................................................8
5.4.3. Distribuição do relatório de auditoria ................................................................8
5.4.4. Retenção de documentos....................................................................................9
6. Encerramento da auditoria ......................................................................................................9
Prefácio
A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o Fórum Nacional de Normalização. As
Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (CB) e dos
Organismos de Normalização Setorial (ONS), são elaborados por Comissões de Estudo (CE),
formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte, produtores,
consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).
Os projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos CB e ONS, circulam para Votação
Nacional entre os associados da ABNT e demais interessados.
Esta Norma foi elaborada pelo GT-02 - Auditoria de Sistemas de Gestão Ambiental, formado por
especialistas brasileiros representantes dos setores envolvidos, do CSM - 16 - Gestão Ambiental.
O anexo A desta Norma é informativo.
2
Introdução
Toda organização, qualquer que seja o seu tipo pode ter necessidade de demonstrar sua
responsabilidade ambiental. O conceito de sistema de gestão ambiental (SGA), e a prática
associada de auditoria ambiental têm avançado como uma forma de satisfazer a esta necessidade.
Estes sistemas destinam-se a ajudar uma organização a estabelecer e continuar a atender suas
políticas, objetivos, normas e outros requisitos ambientais.
Esta norma estabelece procedimentos para a condução de auditorias de SGA. Ela é aplicável a
todos os tipos e portes de organizações que operam um SGA.
1. Objetivo e campo de aplicação
Esta norma estabelece procedimentos que permitem planejar e executar uma auditoria de um SGA,
a fim de determinar sua conformidade com os critérios de auditoria de SGA.
2. Referências normativas
As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem
prescrições para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta
publicação. Como toda norma está sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos
com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas
citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.
NBR ISO 14001: 1996, Sistemas de gestão ambiental - Especificação e diretrizes para uso.
NBR ISO 14010: 1996, Diretrizes para auditoria ambiental - Princípios gerais.
NBR ISO 14012: 1996, Diretrizes para auditoria ambiental - Critérios de qualificação para auditores
ambientais.
3. Definições
Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as definições constantes nas NBR ISO 14010 e NBR ISO
14001, além das seguintes.
Nota - Os termos e definições no campo de gestão ambiental são dados na ISO 14050.
3.1. sistema de gestão ambiental
a parte do sistema de gestão global que inclui estrutura organizacional, atividades de planejamento,
responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos para desenvolver, implementar,
atingir, analisar criticamente e manter a política ambiental [NBR ISO 14001:1996]
3.2. auditoria do sistema de gestão ambiental
processo sistemático e documentado de verificação, executado para obter e avaliar, de forma
objetiva, evidências de auditoria para determinar se o sistema de gestão ambiental de uma
3
organização está em conformidade com os critérios de auditoria do sistema de gestão ambiental, e
para comunicar os resultados deste processo ao cliente.
3.3. critérios de auditoria dos sistema de gestão ambiental
políticas, práticas, procedimentos ou requisitos, tais como os definidos na NBR ISO 14001 e, se
aplicável, quaisquer requisitos adicionais dos SGA, em relação aos quais o auditor compara as
evidências da auditoria, coletadas sobre o sistema de gestão ambiental da organização
4. Objetivos, funções e responsabilidades da auditoria do sistema de gestão ambiental
4.1. Objetivos da auditoria
É recomendado que uma auditoria de SGA tenha objetivos definidos, exemplos de objetivos típicos
são os seguintes:
a) determinar a conformidade do SGA do auditado em relação aos critérios de auditoria de SGA;
b) determinar se o SGA do auditado vem sendo adequadamente implementado e mantido;
c) identificar áreas de potencial melhoria no SGA do auditado;
d) avaliar a capacidade do processo interno de análise crítica pela administração para assegurar a
contínua adequação e eficácia do SGA;
e) avaliar o SGA de uma organização quando existir o desejo de estabelecer uma relação
contratuar como, por exemplo, com um potencial fornecedor u um parceiro de uma joint venture.
4.2. Funções, responsabilidades e atividades
4.2.1. Auditor-líder
O auditor-líder é responsável por assegurar a eficiência e eficaz condução e conclusão da auditoria,
de acordo com o escopo e o plano de auditoria aprovado pelo cliente.
Além disso, é recomendado que as responsabilidades e atividades do auditor-líder cubram
a) manter atendimentos com o cliente e o auditado, se apropriado, para determinar os critérios e o
escopo da auditoria;
b) obter informações fundamentais necessárias para atingir os objetivos da auditoria, tais como
detalhes das atividades, produtos e serviços do auditado, localidade, imediações e detalhes de
auditorias anteriores;
c) determinar se foram atendidos os requisitos para uma auditoria ambiental, como definido na
NBR ISO 14010;
d) formar a equipe de auditoria, levando em consideração potenciais conflitos de interesse e
submetendo sua composição à concordância do cliente;
e) conduzir as atividades da equipe de auditoria, de acordo com as diretrizes da NBR ISO 14010 e
desta Norma;
f) elaborar o plano de auditoria, consultando, conforme apropriado, o cliente, o auditado e os
membros da equipe de auditoria;
g) comunicar o plano final de auditoria à equipe de auditoria, ao auditado e ao cliente;
h) coordenar a preparação de documentos de trabalho e procedimentos detalhados e instruir a
equipe de auditoria;
i) buscar soluções para quaisquer problemas surgidos durante a auditoria;
4
j) reconhecer quando os objetivos da auditoria se tornem inatingíveis e relatar as razões ao cliente
e ao auditado;
k) representar a equipe de auditoria nas discussões com o auditado, antes, durante e depois da
auditoria;
l) notificar imediatamente o auditado acerca de constatações de não conformidades críticas;
m) relatar ao cliente os resultados da auditoria, de forma clara e conclusiva, dentro do prazo
acordado no plano de auditoria;
n) fazer recomendações para melhorias do SGA, caso acordado no escopo da auditoria.
4.2.2. Auditor
É recomendado que as atividades do auditor cubram
a) seguir instruções do auditor-líder, dando-lhe apoio;
b) planejar e executar a tarefa que lhe for incumbida com objetividade, eficácia e eficiência, dentro
do escopo da auditoria;
c)coletar e analisar evidências de auditoria, relevantes e suficientes, para definir as constatações de
auditoria, e chegar às conclusões de auditoria relativas ao SGA;
d) preparar documentos de trabalho, sob a orientação do auditor-líder;
e) documentar cada constatação de auditoria;
f) resguardar os documentos relativos à auditoria, devolvendo-os conforme requerido;
g) auxiliar na redação do relatório de auditoria.
4.2.3. Equipe de auditoria
É recomendado que o processo par selecionar os membros da equipe de auditoria assegure que a
equipe possua a experiência e especialização indispensáveis para a execução da auditoria.
É recomendado que se considerem
a) as qualidades conforme apresentadas, por exemplo, na NBR ISO 14012;
b) o tipo de organização, processos, atividades ou funções sendo auditadas;
c) o número de membros da equipe auditada, suas habilidades lingüísticas e especialização;
d) qualquer conflito de interesse potencial entre membros da equipe de auditoria e o auditado;
e) os requisitos de clientes e de organismos de certificação e de esclarecimento;
A equipe de auditoria pode também conter especialistas técnicos e auditores em treinamento,
aceitos pelo cliente auditado e auditor-líder.
4.2.4. Cliente
É recomendando ao cliente que as responsabilidades e atividades do cliente cubram
a) determinar a necessidade da auditoria;
b) contatar o auditado para obter sua total cooperação e iniciar o processo;
c) definir os objetivos da auditoria;
d) selecionar o auditor-líder ou a organização auditoria e, se apropriado, aprovar a composição da
equipe de auditoria;
e) prover autoridade e recursos apropriados para permitir a condução da auditoria;
f) manter entendimentos com o auditor-líder para determinar o escopo da auditoria;
g) aprovar os critérios de auditoria do SGA;
h) aprovar o plano de auditoria;
5
i) receber o relatório de auditoria e determinar sua distribuição.
4.2.5. Auditado
É recomendado que as responsabilidades do auditado cubram
a) informar aos funcionários os objetivos e o escopo da auditoria, conforme necessário;
b) prover à equipe de auditoria recursos necessários para assegurar um processo de auditoria
eficaz e eficiente;
c) designar pessoal responsável e competente para acompanhar os membros da equipe de
auditoria, atuando como guias e assegurando que os auditores estejam atentos aos aspectos de
saúde, segurança e outros requisitos apropriados;
d) prover acesso às instalações, ao pessoal e às informações e registros pertinentes, conforme
solicitado pelos auditores;
e) cooperar com a equipe de auditoria para permitir que os objetivos da auditoria sejam alcançados;
f) receber uma cópia do relatório de auditoria, a menos que tenha sido especificamente excluído
pelo cliente;
5. Auditoria
5.1. Início da auditoria
5.1.1. Escopo da auditoria
O escopo descreve a extensão e os limites da auditoria em termos de fatores, tais como a
localização física e as atividades da organização, bem como a forma como se inter-relacionam. O
escopo da auditoria é determinado pelo cliente e pelo auditor-líder. É recomendado que o auditado
normalmente seja consultado quando da determinação do escopo da auditoria. Qualquer
modificação subseqüente no escopo da auditoria requer um acordo entre o cliente e o auditor líder.
É recomendado que os recursos destinados à auditoria sejam suficientes para atender ao escopo
previsto.
5.1.2. Análise crítica preliminar da documentação
É recomendado que, no início do processo de auditoria, o auditor líder analise criticamente a
documentação da organização, tais como declaração da política ambiental, programas, registros ou
manuais, para atender aos requisitos de seu SGA. Ao fazer isto, é recomendado que sejam
utilizados todas as informações fundamentais sobre a organização do auditado. Caso a
documentação seja julgada inadequada à realização da auditoria, é recomendado que recursos
adicionais não sejam empregados até o recebimento de instruções suplementares do cliente.
5.2. Preparação da auditoria
5.2.1. Plano de auditoria
É recomendado que o plano de auditoria seja concebido de modo a ser flexível para permitir
mudanças de enfoque com base nas informações obtidas durante a auditoria e permitir o uso eficaz
dos recursos.
É recomendado que o plano inclua, se for o caso
6
a) objetivos e escopo da auditoria;
b) critério da auditoria;
c) identificação das unidades organizacionais e funcionais a serem auditadas;
d) identificação das funções e/ou indivíduos, dentro da organização do auditado, que têm
responsabilidades diretas significativas em relação ao SGA;
e) identificação daqueles elementos do SGA do auditado que são prioritários da auditoria;
f) procedimentos para auditar os elementos do SGA do auditado, segundo o tipo de organização;
g) idiomas a serem utilizados na auditoria e no relatório;
h) identificação dos documentos de referência;
i) época e duração previstas para as principais atividades da auditoria;
j) datas e locais onde a auditoria será executada;
k) identificação dos membros da equipe de auditoria;
l) programação de reuniões com a gerência do auditado;
m) requisitos de confidencialidade;
n) conteúdo e formato do relatório de auditoria e data prevista para sua emissão e distribuição;
o) requisitos de retenção de documentos;
É recomendado que o plano de auditoria seja comunicado ao cliente, aos auditores e ao auditado.
É recomendado que o cliente analise criticamente e aprove o plano.
Se o auditado estiver em desacordo quanto a quaisquer disposições no plano de auditoria, é
recomendado que suas objeções sejam comunicadas ao auditor-líder. É recomendado que elas
sejam solucionadas entre o cliente, o auditor-líder e o auditado, antes da execução da auditoria. É
recomendado que qualquer revisão do plano de auditoria seja acordada entre as partes envolvidas,
antes ou durante a execução da auditoria.
5.2.2. Atribuições da equipe de auditoria
Conforme apropriado, é recomendado que a cada membro da equipe de auditoria sejam atribuídos
elementos, funções ou atividades específicas do SGA a auditar, bem como ser instruído sobre o
procedimento de auditoria a ser seguido. É recomendado que estas atribuições sejam definidas
pelo auditor-líder, em entendimento com os membros da equipe de auditoria envolvidos. Durante a
auditoria, o auditor-líder pode fazer modificações nas atribuições dos auditores, para assegurar o
melhor atendimento aos objetivos da auditoria.
5.2.3. Documentos de trabalho
Os documentos de trabalho necessários para facilitar as investigações dos auditores podem incluir
a) formulários para documentar as evidências e constatações da auditoria;
b) procedimentos e listas de verificação utilizadas para avaliar os elementos do SGA;
c) atas de reuniões;
É recomendado que os documentos de trabalho sejam arquivados pelo menos até o encerramento
da auditoria; é recomendado que aqueles contendo informações confidenciais ou privativas sejam
resguardados adequadamente pelos membros da equipe de auditoria.
5.3. Execução da auditoria
5.3.1. Reunião de abertura
7
É recomendado que haja uma reunião de abertura com o propósito de
a) apresentar os membros da equipe de auditoria à gerência do auditado;
b) rever o escopo, objetivos e plano de auditoria e ratificar o calendário de auditoria;
c) apresentar um sumário dos métodos e procedimentos a serem usados para a condução da
auditoria;
d) estabelecer os canais formais de comunicação entre a equipe de auditoria;
e) confirmar a disponibilidade de instalações e recursos necessários para equipe de auditoria;
f) confirmar a data e a hora da reunião de encerramento;
g) promover a participação ativa do auditado;
h) rever os procedimentos pertinentes de emergência e segurança da instalação para a equipe de
auditoria.
5.3.2. Coleta de evidências da auditoria
É recomendado que as evidências sejam coletadas através de entrevistas, exame de documentos
e observação das atividades e das situações. É recomendado que indícios de não-conformidade,
em relação aos critérios de auditoria do SGA, sejam registrados.
É recomendado que as informações obtidas através de entrevistas sejam verificadas pela obtenção
de informações de suporte de fontes independentes, tais como observações, registros e resultados
existentes de mediações. É recomendado que as declarações não verificáveis sejam assim
identificadas.
É recomendado que a equipe de auditoria examine a base dos programas de amostragem
pertinentes e os procedimentos que assegurem a eficácia do controle da qualidade dos processos
de amostragem e de medição, utilizados pelo auditado como parte das atividades do seu SGA.
5.3.3. Constatações de auditoria
É recomendado que a equipe de auditoria analise criticamente todas as suas evidências de
auditoria, para determinar onde o SGA não atende aos critérios de auditoria do SGA. Em seguida, é
recomendado que a equipe de auditoria assegure se de que as constatações de não-conformidade
estejam documentadas de forma clara e concisa e comprovadas por evidências de auditoria.
É recomendado que as constatações de auditoria sejam analisadas criticamente com o gerente
responsável do auditado, visando obter o reconhecimento da base factual de todas as constatações
de não-conformidade.
NOTA - Se incluído no escopo acordado, detalhes de constatações de conformidade podem ser
também documentados, mas com o devido cuidado para evitar qualquer implicação de garantia
absoluta.
5.3.4. Reunião de encerramento
É recomendado que, ao término da fase de coleta de evidências de auditoria, os auditores reúnam-
se com a administração do auditado e com os responsáveis pelas funções auditadas. O principal
objetivo da reunião é apresentar as constatações da auditoria aos auditados, de maneira a
assegurar, por parte deles, uma compreensão clara e o reconhecimento da base factual das
constatações de auditoria.
É recomendado que quaisquer divergências sejam resolvidas, se possível, antes do auditor-líder
emitir o relatório. As decisões finais quanto à importância e à descrição das constatações da
8
auditoria, competem, em última instância, ao auditor-líder, embora o auditado ou o cliente possa
ainda discordar de tais constatações.
5.4. Relatórios de auditoria e retenção de documentos
5.4.1. Preparação do relatório de auditoria
É recomendado que o relatório de auditoria seja preparado sob a direção do auditor-líder, que é o
responsável por sua exatidão e completeza. É recomendado que os tópicos a serem abordados no
relatório sejam aqueles determinados no plano de auditoria. É recomendado que quaisquer
modificações desejadas no momento da preparação do relatório sejam objeto de acordo entre as
partes envolvidas.
5.4.2. Conteúdo do relatório de auditoria
É recomendado que o relatório de auditoria seja datado e assinado pelo auditor-líder. Convêm que
o relatório contenha as constatações da auditoria ou um resumo delas, fazendo referência às
evidências em que se apoiam. Dependendo de acordo entre o auditor-líder e o cliente, o relatório
pode incluir, também o seguinte:
a) identificação da organização auditada e do cliente;
b) objetivos, escopo e plano da auditoria acordados;
c) critérios acordados, incluindo uma lista de documentos de referência segundo os quais a
auditoria foi conduzida;
d) período coberto pela auditoria e a(s) data (s) em que a auditoria foi conduzida;
e) identificação dos representantes do auditado que participaram da auditoria;
f) identificação dos membros da equipe de auditoria;
g) declaração sobre a natureza confidencial do conteúdo;
h) lista de distribuição do relatório de auditoria;
i) sumário do processo de auditoria, incluindo quaisquer obstáculos encontrados;
j) conclusões da auditoria, tais como:
- conformidade do SGA, em relação aos critérios de auditoria do SGA;
- se o sistema está adequadamente implementado e mantido;
- se o processo interno de análise pela administração é capaz de assegurar a contínua
adequação e eficácia do SGA.
5.4.3. Distribuição do relatório de auditoria
É recomendado que o relatório de auditoria seja enviado ao cliente pelo auditor-líder. É
recomendado que a distribuição do relatório de auditoria seja determinada pelo cliente, de acordo
com o plano de auditoria. É recomendado que o auditado receba uma cópia do relatório, a menos
que seja especificamente excluído pelo cliente. Qualquer distribuição adicional do relatório, fora da
organização auditada, requer a permissão do auditado. Os relatórios de auditoria constituem
propriedade exclusiva do cliente, portando, é recomendado que seu caráter confidencial seja
respeitado e adequadamente resguardado pelos auditores e por todos os destinatários do relatório.
É recomendado que o relatório de auditoria seja emitido dentro do prazo acordado, em
conformidade com o plano de auditoria. Caso isso não seja possível, é recomendado que os
motivos do atraso sejam formalmente comunicados ao cliente e ao auditado, determinando-se uma
nova data de emissão.
9
5.4.4. Retenção de documentos
É recomendado que todos os documentos de trabalho, minutas e relatórios finais referentes à
auditoria sejam retidos, conforme acordo entre o cliente, o auditor-líder e o auditado e em
conformidade com quaisquer requisitos aplicáveis.
6. Encerramento da auditoria
A auditoria termina quanto todas as atividades definidas no plano de auditoria forem concluídas.
Anexo A
(informativo)
Bibliografia
[1] ISO 14050: -
1
, Environmental management - Terms and definitions
1
A ser publicada

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

11ª e 12ª Aula - Equipamentos Topograficos.pdf
11ª e 12ª Aula - Equipamentos Topograficos.pdf11ª e 12ª Aula - Equipamentos Topograficos.pdf
11ª e 12ª Aula - Equipamentos Topograficos.pdf
César Antônio da Silva
 
Auditoriasinternas
AuditoriasinternasAuditoriasinternas
Auditoriasinternas
Ana Sobrenome
 
Como Elaborar Um Relatório de Auditoria Interna
Como Elaborar Um Relatório de Auditoria InternaComo Elaborar Um Relatório de Auditoria Interna
Como Elaborar Um Relatório de Auditoria Interna
Marlon de Freitas
 
Aula 17 parte 4 bdi
Aula 17   parte 4 bdiAula 17   parte 4 bdi
Aula 17 parte 4 bdi
Felipe Petit
 
Nbr 9050 exemplificada acessibilidade-1
Nbr 9050 exemplificada   acessibilidade-1Nbr 9050 exemplificada   acessibilidade-1
Nbr 9050 exemplificada acessibilidade-1
Liz Mendes
 
Nbr 6492 representação de projetos de arquitetura
Nbr 6492   representação de projetos de arquiteturaNbr 6492   representação de projetos de arquitetura
Nbr 6492 representação de projetos de arquitetura
ejfelix
 
Nbr 12216 92 projeto de estação de tratamento de água para
Nbr 12216 92   projeto de estação de tratamento de água paraNbr 12216 92   projeto de estação de tratamento de água para
Nbr 12216 92 projeto de estação de tratamento de água para
Jacqueline Schultz
 
Exercicios altimetria
Exercicios altimetriaExercicios altimetria
Exercicios altimetria
Denny Santana
 
Exemplo de relatório de auditoria interna
Exemplo de relatório de auditoria internaExemplo de relatório de auditoria interna
Exemplo de relatório de auditoria interna
Hélio René Lopes da Rocha
 
Projeto arquitetônico
Projeto arquitetônicoProjeto arquitetônico
Projeto arquitetônico
rodrigo ramon
 
Planejamento urbano
Planejamento urbanoPlanejamento urbano
Planejamento urbano
Walquiria Dutra
 
Como fazer uma boa auditoria
Como fazer uma  boa auditoriaComo fazer uma  boa auditoria
Como fazer uma boa auditoria
Fabio Cristiano
 
Estatuto da cidade
Estatuto da cidadeEstatuto da cidade
Estatuto da cidade
Pablo Pessoa
 
Gestão da qualidade - ISO 9001:2015
Gestão da qualidade - ISO 9001:2015Gestão da qualidade - ISO 9001:2015
Gestão da qualidade - ISO 9001:2015
Alisson Sena, MBA
 
Aula unidade 3
Aula unidade 3Aula unidade 3
Aula unidade 3
UNAERP
 
Desenho técnico
Desenho técnicoDesenho técnico
Desenho técnico
rmpatron
 
Projeto arquitetônico
Projeto arquitetônicoProjeto arquitetônico
Projeto arquitetônico
Dieli Alves
 
Nbr 8419 nb 843 apresentacao de projetos de aterros sanitarios de residuos ...
Nbr 8419 nb 843   apresentacao de projetos de aterros sanitarios de residuos ...Nbr 8419 nb 843   apresentacao de projetos de aterros sanitarios de residuos ...
Nbr 8419 nb 843 apresentacao de projetos de aterros sanitarios de residuos ...
Universidade Federal da Bahia
 
Topografia aula01
Topografia aula01Topografia aula01
Topografia aula01
Cleide Soares
 
Relatório de levantamento topográfico planimétrico
Relatório de levantamento topográfico planimétricoRelatório de levantamento topográfico planimétrico
Relatório de levantamento topográfico planimétrico
luancaio_aguas
 

Mais procurados (20)

11ª e 12ª Aula - Equipamentos Topograficos.pdf
11ª e 12ª Aula - Equipamentos Topograficos.pdf11ª e 12ª Aula - Equipamentos Topograficos.pdf
11ª e 12ª Aula - Equipamentos Topograficos.pdf
 
Auditoriasinternas
AuditoriasinternasAuditoriasinternas
Auditoriasinternas
 
Como Elaborar Um Relatório de Auditoria Interna
Como Elaborar Um Relatório de Auditoria InternaComo Elaborar Um Relatório de Auditoria Interna
Como Elaborar Um Relatório de Auditoria Interna
 
Aula 17 parte 4 bdi
Aula 17   parte 4 bdiAula 17   parte 4 bdi
Aula 17 parte 4 bdi
 
Nbr 9050 exemplificada acessibilidade-1
Nbr 9050 exemplificada   acessibilidade-1Nbr 9050 exemplificada   acessibilidade-1
Nbr 9050 exemplificada acessibilidade-1
 
Nbr 6492 representação de projetos de arquitetura
Nbr 6492   representação de projetos de arquiteturaNbr 6492   representação de projetos de arquitetura
Nbr 6492 representação de projetos de arquitetura
 
Nbr 12216 92 projeto de estação de tratamento de água para
Nbr 12216 92   projeto de estação de tratamento de água paraNbr 12216 92   projeto de estação de tratamento de água para
Nbr 12216 92 projeto de estação de tratamento de água para
 
Exercicios altimetria
Exercicios altimetriaExercicios altimetria
Exercicios altimetria
 
Exemplo de relatório de auditoria interna
Exemplo de relatório de auditoria internaExemplo de relatório de auditoria interna
Exemplo de relatório de auditoria interna
 
Projeto arquitetônico
Projeto arquitetônicoProjeto arquitetônico
Projeto arquitetônico
 
Planejamento urbano
Planejamento urbanoPlanejamento urbano
Planejamento urbano
 
Como fazer uma boa auditoria
Como fazer uma  boa auditoriaComo fazer uma  boa auditoria
Como fazer uma boa auditoria
 
Estatuto da cidade
Estatuto da cidadeEstatuto da cidade
Estatuto da cidade
 
Gestão da qualidade - ISO 9001:2015
Gestão da qualidade - ISO 9001:2015Gestão da qualidade - ISO 9001:2015
Gestão da qualidade - ISO 9001:2015
 
Aula unidade 3
Aula unidade 3Aula unidade 3
Aula unidade 3
 
Desenho técnico
Desenho técnicoDesenho técnico
Desenho técnico
 
Projeto arquitetônico
Projeto arquitetônicoProjeto arquitetônico
Projeto arquitetônico
 
Nbr 8419 nb 843 apresentacao de projetos de aterros sanitarios de residuos ...
Nbr 8419 nb 843   apresentacao de projetos de aterros sanitarios de residuos ...Nbr 8419 nb 843   apresentacao de projetos de aterros sanitarios de residuos ...
Nbr 8419 nb 843 apresentacao de projetos de aterros sanitarios de residuos ...
 
Topografia aula01
Topografia aula01Topografia aula01
Topografia aula01
 
Relatório de levantamento topográfico planimétrico
Relatório de levantamento topográfico planimétricoRelatório de levantamento topográfico planimétrico
Relatório de levantamento topográfico planimétrico
 

Semelhante a Nbr 14011 2001 - auditoria ambiental procedimentos

Iso19011
Iso19011Iso19011
Iso19011
Iso19011Iso19011
Auditoria e Perícia ambiental
Auditoria e Perícia ambientalAuditoria e Perícia ambiental
Auditoria e Perícia ambiental
Jennefer Sousa
 
Iso 19011 em portugues
Iso 19011 em portuguesIso 19011 em portugues
Iso 19011 em portugues
Fátima Coimbra
 
Abnt iso9001
Abnt iso9001Abnt iso9001
Abnt iso9001
Giovani-Rosa
 
Iso 14001
Iso 14001Iso 14001
Iso 14001
beto1964
 
Iso14001
Iso14001Iso14001
Iso14001
anealves
 
Aula_Auditoria.pptx
Aula_Auditoria.pptxAula_Auditoria.pptx
Aula_Auditoria.pptx
JulianoCarvalho34
 
1.RequisitosISO 9001-ISO14001-OHSAS 18001.pdf
1.RequisitosISO 9001-ISO14001-OHSAS 18001.pdf1.RequisitosISO 9001-ISO14001-OHSAS 18001.pdf
1.RequisitosISO 9001-ISO14001-OHSAS 18001.pdf
CharlesPolizelli
 
Aula de Gestão ambiental: auditoria ambiental
Aula de Gestão ambiental: auditoria ambientalAula de Gestão ambiental: auditoria ambiental
Aula de Gestão ambiental: auditoria ambiental
Leonardo Maciel
 
Mba [uniesp] nbr 16002-2005 - sistema de gestão - responsabilidade social
Mba [uniesp]   nbr 16002-2005 - sistema de gestão - responsabilidade socialMba [uniesp]   nbr 16002-2005 - sistema de gestão - responsabilidade social
Mba [uniesp] nbr 16002-2005 - sistema de gestão - responsabilidade social
Rogério Sene
 
auditoriasinternas.pptx
auditoriasinternas.pptxauditoriasinternas.pptx
auditoriasinternas.pptx
ZE RIKI
 
Aula 04 SGQ ISO 9001:2015 – Seções 4 e 5
Aula 04 SGQ ISO 9001:2015 – Seções 4 e 5Aula 04 SGQ ISO 9001:2015 – Seções 4 e 5
Aula 04 SGQ ISO 9001:2015 – Seções 4 e 5
Claudio Bernardi Stringari
 
Auditoria amb
Auditoria ambAuditoria amb
Auditoria amb
UEMA
 
Nbr iso 19011-2012-diretrizes para auditoria de sistemas de gestao-lucas
Nbr iso 19011-2012-diretrizes para auditoria de sistemas de gestao-lucasNbr iso 19011-2012-diretrizes para auditoria de sistemas de gestao-lucas
Nbr iso 19011-2012-diretrizes para auditoria de sistemas de gestao-lucas
lucasrenato01
 
Slide 01 - Auditoria -1a. unid. (1).ppt
Slide 01 -  Auditoria -1a.  unid. (1).pptSlide 01 -  Auditoria -1a.  unid. (1).ppt
Slide 01 - Auditoria -1a. unid. (1).ppt
Zoraide6
 
Manual ufcd-1122-nocoes-e-normas-da-qualidade
Manual ufcd-1122-nocoes-e-normas-da-qualidadeManual ufcd-1122-nocoes-e-normas-da-qualidade
Manual ufcd-1122-nocoes-e-normas-da-qualidade
Cristina Fernandes
 
Iso 9001-
Iso 9001-Iso 9001-
Norma 2015
Norma 2015Norma 2015
Norma 2015
Divanil Macedo
 
Iso 14001 resenha
Iso 14001 resenhaIso 14001 resenha
Iso 14001 resenha
27carloseamc
 

Semelhante a Nbr 14011 2001 - auditoria ambiental procedimentos (20)

Iso19011
Iso19011Iso19011
Iso19011
 
Iso19011
Iso19011Iso19011
Iso19011
 
Auditoria e Perícia ambiental
Auditoria e Perícia ambientalAuditoria e Perícia ambiental
Auditoria e Perícia ambiental
 
Iso 19011 em portugues
Iso 19011 em portuguesIso 19011 em portugues
Iso 19011 em portugues
 
Abnt iso9001
Abnt iso9001Abnt iso9001
Abnt iso9001
 
Iso 14001
Iso 14001Iso 14001
Iso 14001
 
Iso14001
Iso14001Iso14001
Iso14001
 
Aula_Auditoria.pptx
Aula_Auditoria.pptxAula_Auditoria.pptx
Aula_Auditoria.pptx
 
1.RequisitosISO 9001-ISO14001-OHSAS 18001.pdf
1.RequisitosISO 9001-ISO14001-OHSAS 18001.pdf1.RequisitosISO 9001-ISO14001-OHSAS 18001.pdf
1.RequisitosISO 9001-ISO14001-OHSAS 18001.pdf
 
Aula de Gestão ambiental: auditoria ambiental
Aula de Gestão ambiental: auditoria ambientalAula de Gestão ambiental: auditoria ambiental
Aula de Gestão ambiental: auditoria ambiental
 
Mba [uniesp] nbr 16002-2005 - sistema de gestão - responsabilidade social
Mba [uniesp]   nbr 16002-2005 - sistema de gestão - responsabilidade socialMba [uniesp]   nbr 16002-2005 - sistema de gestão - responsabilidade social
Mba [uniesp] nbr 16002-2005 - sistema de gestão - responsabilidade social
 
auditoriasinternas.pptx
auditoriasinternas.pptxauditoriasinternas.pptx
auditoriasinternas.pptx
 
Aula 04 SGQ ISO 9001:2015 – Seções 4 e 5
Aula 04 SGQ ISO 9001:2015 – Seções 4 e 5Aula 04 SGQ ISO 9001:2015 – Seções 4 e 5
Aula 04 SGQ ISO 9001:2015 – Seções 4 e 5
 
Auditoria amb
Auditoria ambAuditoria amb
Auditoria amb
 
Nbr iso 19011-2012-diretrizes para auditoria de sistemas de gestao-lucas
Nbr iso 19011-2012-diretrizes para auditoria de sistemas de gestao-lucasNbr iso 19011-2012-diretrizes para auditoria de sistemas de gestao-lucas
Nbr iso 19011-2012-diretrizes para auditoria de sistemas de gestao-lucas
 
Slide 01 - Auditoria -1a. unid. (1).ppt
Slide 01 -  Auditoria -1a.  unid. (1).pptSlide 01 -  Auditoria -1a.  unid. (1).ppt
Slide 01 - Auditoria -1a. unid. (1).ppt
 
Manual ufcd-1122-nocoes-e-normas-da-qualidade
Manual ufcd-1122-nocoes-e-normas-da-qualidadeManual ufcd-1122-nocoes-e-normas-da-qualidade
Manual ufcd-1122-nocoes-e-normas-da-qualidade
 
Iso 9001-
Iso 9001-Iso 9001-
Iso 9001-
 
Norma 2015
Norma 2015Norma 2015
Norma 2015
 
Iso 14001 resenha
Iso 14001 resenhaIso 14001 resenha
Iso 14001 resenha
 

Último

Conferência Goiás I Estratégias de aquisição e fidelização de clientes e opor...
Conferência Goiás I Estratégias de aquisição e fidelização de clientes e opor...Conferência Goiás I Estratégias de aquisição e fidelização de clientes e opor...
Conferência Goiás I Estratégias de aquisição e fidelização de clientes e opor...
E-Commerce Brasil
 
Conferência Goiás I Prevenção à fraude em negócios B2B e B2C: boas práticas e...
Conferência Goiás I Prevenção à fraude em negócios B2B e B2C: boas práticas e...Conferência Goiás I Prevenção à fraude em negócios B2B e B2C: boas práticas e...
Conferência Goiás I Prevenção à fraude em negócios B2B e B2C: boas práticas e...
E-Commerce Brasil
 
APRESENTAÇÃO PTA NR 18 trabalho - R2.pptx
APRESENTAÇÃO PTA NR 18 trabalho - R2.pptxAPRESENTAÇÃO PTA NR 18 trabalho - R2.pptx
APRESENTAÇÃO PTA NR 18 trabalho - R2.pptx
thiago718348
 
Conferência Goiás I Uma experiência excelente começa quando ela ainda nem seq...
Conferência Goiás I Uma experiência excelente começa quando ela ainda nem seq...Conferência Goiás I Uma experiência excelente começa quando ela ainda nem seq...
Conferência Goiás I Uma experiência excelente começa quando ela ainda nem seq...
E-Commerce Brasil
 
Conferência Goiás I Como uma boa experiência na logística reversa pode impact...
Conferência Goiás I Como uma boa experiência na logística reversa pode impact...Conferência Goiás I Como uma boa experiência na logística reversa pode impact...
Conferência Goiás I Como uma boa experiência na logística reversa pode impact...
E-Commerce Brasil
 
MANUAL DO REVENDEDOR TEGG TELECOM - O 5G QUE PAGA VOCÊ
MANUAL DO REVENDEDOR TEGG TELECOM - O 5G QUE PAGA VOCÊMANUAL DO REVENDEDOR TEGG TELECOM - O 5G QUE PAGA VOCÊ
MANUAL DO REVENDEDOR TEGG TELECOM - O 5G QUE PAGA VOCÊ
EMERSON BRITO
 
Conferência Goiás I As tendências para logística em 2024 e o impacto positivo...
Conferência Goiás I As tendências para logística em 2024 e o impacto positivo...Conferência Goiás I As tendências para logística em 2024 e o impacto positivo...
Conferência Goiás I As tendências para logística em 2024 e o impacto positivo...
E-Commerce Brasil
 
Conferência Goiás I Perspectivas do Pix 2024: novidades e impactos no varejo ...
Conferência Goiás I Perspectivas do Pix 2024: novidades e impactos no varejo ...Conferência Goiás I Perspectivas do Pix 2024: novidades e impactos no varejo ...
Conferência Goiás I Perspectivas do Pix 2024: novidades e impactos no varejo ...
E-Commerce Brasil
 
Conferência Goiás I Fraudes no centro-oeste em 2023
Conferência Goiás I Fraudes no centro-oeste em 2023Conferência Goiás I Fraudes no centro-oeste em 2023
Conferência Goiás I Fraudes no centro-oeste em 2023
E-Commerce Brasil
 
Conferência Goiás I Conteúdo que vende: Estratégias para o aumento de convers...
Conferência Goiás I Conteúdo que vende: Estratégias para o aumento de convers...Conferência Goiás I Conteúdo que vende: Estratégias para o aumento de convers...
Conferência Goiás I Conteúdo que vende: Estratégias para o aumento de convers...
E-Commerce Brasil
 
Guia Definitivo do Feedback 2.0 como vc ter maturidade de relacionamento
Guia Definitivo do Feedback 2.0 como vc ter maturidade de relacionamentoGuia Definitivo do Feedback 2.0 como vc ter maturidade de relacionamento
Guia Definitivo do Feedback 2.0 como vc ter maturidade de relacionamento
Leonardo Espírito Santo
 
Conferência Goiás I Os impactos da digitalização do Atacarejo no Brasil.
Conferência Goiás I Os impactos da digitalização do Atacarejo no Brasil.Conferência Goiás I Os impactos da digitalização do Atacarejo no Brasil.
Conferência Goiás I Os impactos da digitalização do Atacarejo no Brasil.
E-Commerce Brasil
 
Conferência Goiás I E-commerce Inteligente: o papel crucial da maturidade dig...
Conferência Goiás I E-commerce Inteligente: o papel crucial da maturidade dig...Conferência Goiás I E-commerce Inteligente: o papel crucial da maturidade dig...
Conferência Goiás I E-commerce Inteligente: o papel crucial da maturidade dig...
E-Commerce Brasil
 
Conferência Goiás I Moda e E-commerce: transformando a experiência do consumi...
Conferência Goiás I Moda e E-commerce: transformando a experiência do consumi...Conferência Goiás I Moda e E-commerce: transformando a experiência do consumi...
Conferência Goiás I Moda e E-commerce: transformando a experiência do consumi...
E-Commerce Brasil
 

Último (14)

Conferência Goiás I Estratégias de aquisição e fidelização de clientes e opor...
Conferência Goiás I Estratégias de aquisição e fidelização de clientes e opor...Conferência Goiás I Estratégias de aquisição e fidelização de clientes e opor...
Conferência Goiás I Estratégias de aquisição e fidelização de clientes e opor...
 
Conferência Goiás I Prevenção à fraude em negócios B2B e B2C: boas práticas e...
Conferência Goiás I Prevenção à fraude em negócios B2B e B2C: boas práticas e...Conferência Goiás I Prevenção à fraude em negócios B2B e B2C: boas práticas e...
Conferência Goiás I Prevenção à fraude em negócios B2B e B2C: boas práticas e...
 
APRESENTAÇÃO PTA NR 18 trabalho - R2.pptx
APRESENTAÇÃO PTA NR 18 trabalho - R2.pptxAPRESENTAÇÃO PTA NR 18 trabalho - R2.pptx
APRESENTAÇÃO PTA NR 18 trabalho - R2.pptx
 
Conferência Goiás I Uma experiência excelente começa quando ela ainda nem seq...
Conferência Goiás I Uma experiência excelente começa quando ela ainda nem seq...Conferência Goiás I Uma experiência excelente começa quando ela ainda nem seq...
Conferência Goiás I Uma experiência excelente começa quando ela ainda nem seq...
 
Conferência Goiás I Como uma boa experiência na logística reversa pode impact...
Conferência Goiás I Como uma boa experiência na logística reversa pode impact...Conferência Goiás I Como uma boa experiência na logística reversa pode impact...
Conferência Goiás I Como uma boa experiência na logística reversa pode impact...
 
MANUAL DO REVENDEDOR TEGG TELECOM - O 5G QUE PAGA VOCÊ
MANUAL DO REVENDEDOR TEGG TELECOM - O 5G QUE PAGA VOCÊMANUAL DO REVENDEDOR TEGG TELECOM - O 5G QUE PAGA VOCÊ
MANUAL DO REVENDEDOR TEGG TELECOM - O 5G QUE PAGA VOCÊ
 
Conferência Goiás I As tendências para logística em 2024 e o impacto positivo...
Conferência Goiás I As tendências para logística em 2024 e o impacto positivo...Conferência Goiás I As tendências para logística em 2024 e o impacto positivo...
Conferência Goiás I As tendências para logística em 2024 e o impacto positivo...
 
Conferência Goiás I Perspectivas do Pix 2024: novidades e impactos no varejo ...
Conferência Goiás I Perspectivas do Pix 2024: novidades e impactos no varejo ...Conferência Goiás I Perspectivas do Pix 2024: novidades e impactos no varejo ...
Conferência Goiás I Perspectivas do Pix 2024: novidades e impactos no varejo ...
 
Conferência Goiás I Fraudes no centro-oeste em 2023
Conferência Goiás I Fraudes no centro-oeste em 2023Conferência Goiás I Fraudes no centro-oeste em 2023
Conferência Goiás I Fraudes no centro-oeste em 2023
 
Conferência Goiás I Conteúdo que vende: Estratégias para o aumento de convers...
Conferência Goiás I Conteúdo que vende: Estratégias para o aumento de convers...Conferência Goiás I Conteúdo que vende: Estratégias para o aumento de convers...
Conferência Goiás I Conteúdo que vende: Estratégias para o aumento de convers...
 
Guia Definitivo do Feedback 2.0 como vc ter maturidade de relacionamento
Guia Definitivo do Feedback 2.0 como vc ter maturidade de relacionamentoGuia Definitivo do Feedback 2.0 como vc ter maturidade de relacionamento
Guia Definitivo do Feedback 2.0 como vc ter maturidade de relacionamento
 
Conferência Goiás I Os impactos da digitalização do Atacarejo no Brasil.
Conferência Goiás I Os impactos da digitalização do Atacarejo no Brasil.Conferência Goiás I Os impactos da digitalização do Atacarejo no Brasil.
Conferência Goiás I Os impactos da digitalização do Atacarejo no Brasil.
 
Conferência Goiás I E-commerce Inteligente: o papel crucial da maturidade dig...
Conferência Goiás I E-commerce Inteligente: o papel crucial da maturidade dig...Conferência Goiás I E-commerce Inteligente: o papel crucial da maturidade dig...
Conferência Goiás I E-commerce Inteligente: o papel crucial da maturidade dig...
 
Conferência Goiás I Moda e E-commerce: transformando a experiência do consumi...
Conferência Goiás I Moda e E-commerce: transformando a experiência do consumi...Conferência Goiás I Moda e E-commerce: transformando a experiência do consumi...
Conferência Goiás I Moda e E-commerce: transformando a experiência do consumi...
 

Nbr 14011 2001 - auditoria ambiental procedimentos

  • 1. 1 NBR ISO 14011 - DIRETRIZES PARA AUDITORIA AMBIENTAL - PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA - AUDITORIA DE SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL Sumário 1. Objetivo e campo de aplicação................................................................................................2 2. Referências normativas...........................................................................................................2 3. Definições ................................................................................................................................2 3.1. sistema de gestão ambiental ..........................................................................................2 3.2. auditoria do sistema de gestão ambiental.......................................................................2 3.3. critérios de auditoria dos sistema de gestão ambiental..................................................3 4. Objetivos, funções e responsabilidades da auditoria do sistema de gestão ambiental ..........3 4.1. Objetivos da auditoria .....................................................................................................3 4.2. Funções, responsabilidades e atividades .......................................................................3 4.2.1. Auditor-líder..........................................................................................................3 4.2.2. Auditor...................................................................................................................4 4.2.3. Equipe de auditoria ..............................................................................................4 4.2.4. Cliente....................................................................................................................4 4.2.5. Auditado................................................................................................................5 5. Auditoria...................................................................................................................................5 5.1. Início da auditoria............................................................................................................5 5.1.1. Escopo da auditoria .............................................................................................5 5.1.2. Análise crítica preliminar da documentação .....................................................5 5.2. Preparação da auditoria..................................................................................................5 5.2.1. Plano de auditoria ................................................................................................5 5.2.2. Atribuições da equipe de auditoria.....................................................................6 5.2.3. Documentos de trabalho .....................................................................................6 5.3. Execução da auditoria.....................................................................................................6 5.3.1. Reunião de abertura.............................................................................................6 5.3.2. Coleta de evidências da auditoria ......................................................................7 5.3.3. Constatações de auditoria ..................................................................................7 5.3.4. Reunião de encerramento ...................................................................................7 5.4. Relatórios de auditoria e retenção de documentos.........................................................8 5.4.1. Preparação do relatório de auditoria..................................................................8 5.4.2. Conteúdo do relatório de auditoria ....................................................................8 5.4.3. Distribuição do relatório de auditoria ................................................................8 5.4.4. Retenção de documentos....................................................................................9 6. Encerramento da auditoria ......................................................................................................9 Prefácio A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ONS), são elaborados por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte, produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros). Os projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos CB e ONS, circulam para Votação Nacional entre os associados da ABNT e demais interessados. Esta Norma foi elaborada pelo GT-02 - Auditoria de Sistemas de Gestão Ambiental, formado por especialistas brasileiros representantes dos setores envolvidos, do CSM - 16 - Gestão Ambiental. O anexo A desta Norma é informativo.
  • 2. 2 Introdução Toda organização, qualquer que seja o seu tipo pode ter necessidade de demonstrar sua responsabilidade ambiental. O conceito de sistema de gestão ambiental (SGA), e a prática associada de auditoria ambiental têm avançado como uma forma de satisfazer a esta necessidade. Estes sistemas destinam-se a ajudar uma organização a estabelecer e continuar a atender suas políticas, objetivos, normas e outros requisitos ambientais. Esta norma estabelece procedimentos para a condução de auditorias de SGA. Ela é aplicável a todos os tipos e portes de organizações que operam um SGA. 1. Objetivo e campo de aplicação Esta norma estabelece procedimentos que permitem planejar e executar uma auditoria de um SGA, a fim de determinar sua conformidade com os critérios de auditoria de SGA. 2. Referências normativas As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento. NBR ISO 14001: 1996, Sistemas de gestão ambiental - Especificação e diretrizes para uso. NBR ISO 14010: 1996, Diretrizes para auditoria ambiental - Princípios gerais. NBR ISO 14012: 1996, Diretrizes para auditoria ambiental - Critérios de qualificação para auditores ambientais. 3. Definições Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as definições constantes nas NBR ISO 14010 e NBR ISO 14001, além das seguintes. Nota - Os termos e definições no campo de gestão ambiental são dados na ISO 14050. 3.1. sistema de gestão ambiental a parte do sistema de gestão global que inclui estrutura organizacional, atividades de planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos para desenvolver, implementar, atingir, analisar criticamente e manter a política ambiental [NBR ISO 14001:1996] 3.2. auditoria do sistema de gestão ambiental processo sistemático e documentado de verificação, executado para obter e avaliar, de forma objetiva, evidências de auditoria para determinar se o sistema de gestão ambiental de uma
  • 3. 3 organização está em conformidade com os critérios de auditoria do sistema de gestão ambiental, e para comunicar os resultados deste processo ao cliente. 3.3. critérios de auditoria dos sistema de gestão ambiental políticas, práticas, procedimentos ou requisitos, tais como os definidos na NBR ISO 14001 e, se aplicável, quaisquer requisitos adicionais dos SGA, em relação aos quais o auditor compara as evidências da auditoria, coletadas sobre o sistema de gestão ambiental da organização 4. Objetivos, funções e responsabilidades da auditoria do sistema de gestão ambiental 4.1. Objetivos da auditoria É recomendado que uma auditoria de SGA tenha objetivos definidos, exemplos de objetivos típicos são os seguintes: a) determinar a conformidade do SGA do auditado em relação aos critérios de auditoria de SGA; b) determinar se o SGA do auditado vem sendo adequadamente implementado e mantido; c) identificar áreas de potencial melhoria no SGA do auditado; d) avaliar a capacidade do processo interno de análise crítica pela administração para assegurar a contínua adequação e eficácia do SGA; e) avaliar o SGA de uma organização quando existir o desejo de estabelecer uma relação contratuar como, por exemplo, com um potencial fornecedor u um parceiro de uma joint venture. 4.2. Funções, responsabilidades e atividades 4.2.1. Auditor-líder O auditor-líder é responsável por assegurar a eficiência e eficaz condução e conclusão da auditoria, de acordo com o escopo e o plano de auditoria aprovado pelo cliente. Além disso, é recomendado que as responsabilidades e atividades do auditor-líder cubram a) manter atendimentos com o cliente e o auditado, se apropriado, para determinar os critérios e o escopo da auditoria; b) obter informações fundamentais necessárias para atingir os objetivos da auditoria, tais como detalhes das atividades, produtos e serviços do auditado, localidade, imediações e detalhes de auditorias anteriores; c) determinar se foram atendidos os requisitos para uma auditoria ambiental, como definido na NBR ISO 14010; d) formar a equipe de auditoria, levando em consideração potenciais conflitos de interesse e submetendo sua composição à concordância do cliente; e) conduzir as atividades da equipe de auditoria, de acordo com as diretrizes da NBR ISO 14010 e desta Norma; f) elaborar o plano de auditoria, consultando, conforme apropriado, o cliente, o auditado e os membros da equipe de auditoria; g) comunicar o plano final de auditoria à equipe de auditoria, ao auditado e ao cliente; h) coordenar a preparação de documentos de trabalho e procedimentos detalhados e instruir a equipe de auditoria; i) buscar soluções para quaisquer problemas surgidos durante a auditoria;
  • 4. 4 j) reconhecer quando os objetivos da auditoria se tornem inatingíveis e relatar as razões ao cliente e ao auditado; k) representar a equipe de auditoria nas discussões com o auditado, antes, durante e depois da auditoria; l) notificar imediatamente o auditado acerca de constatações de não conformidades críticas; m) relatar ao cliente os resultados da auditoria, de forma clara e conclusiva, dentro do prazo acordado no plano de auditoria; n) fazer recomendações para melhorias do SGA, caso acordado no escopo da auditoria. 4.2.2. Auditor É recomendado que as atividades do auditor cubram a) seguir instruções do auditor-líder, dando-lhe apoio; b) planejar e executar a tarefa que lhe for incumbida com objetividade, eficácia e eficiência, dentro do escopo da auditoria; c)coletar e analisar evidências de auditoria, relevantes e suficientes, para definir as constatações de auditoria, e chegar às conclusões de auditoria relativas ao SGA; d) preparar documentos de trabalho, sob a orientação do auditor-líder; e) documentar cada constatação de auditoria; f) resguardar os documentos relativos à auditoria, devolvendo-os conforme requerido; g) auxiliar na redação do relatório de auditoria. 4.2.3. Equipe de auditoria É recomendado que o processo par selecionar os membros da equipe de auditoria assegure que a equipe possua a experiência e especialização indispensáveis para a execução da auditoria. É recomendado que se considerem a) as qualidades conforme apresentadas, por exemplo, na NBR ISO 14012; b) o tipo de organização, processos, atividades ou funções sendo auditadas; c) o número de membros da equipe auditada, suas habilidades lingüísticas e especialização; d) qualquer conflito de interesse potencial entre membros da equipe de auditoria e o auditado; e) os requisitos de clientes e de organismos de certificação e de esclarecimento; A equipe de auditoria pode também conter especialistas técnicos e auditores em treinamento, aceitos pelo cliente auditado e auditor-líder. 4.2.4. Cliente É recomendando ao cliente que as responsabilidades e atividades do cliente cubram a) determinar a necessidade da auditoria; b) contatar o auditado para obter sua total cooperação e iniciar o processo; c) definir os objetivos da auditoria; d) selecionar o auditor-líder ou a organização auditoria e, se apropriado, aprovar a composição da equipe de auditoria; e) prover autoridade e recursos apropriados para permitir a condução da auditoria; f) manter entendimentos com o auditor-líder para determinar o escopo da auditoria; g) aprovar os critérios de auditoria do SGA; h) aprovar o plano de auditoria;
  • 5. 5 i) receber o relatório de auditoria e determinar sua distribuição. 4.2.5. Auditado É recomendado que as responsabilidades do auditado cubram a) informar aos funcionários os objetivos e o escopo da auditoria, conforme necessário; b) prover à equipe de auditoria recursos necessários para assegurar um processo de auditoria eficaz e eficiente; c) designar pessoal responsável e competente para acompanhar os membros da equipe de auditoria, atuando como guias e assegurando que os auditores estejam atentos aos aspectos de saúde, segurança e outros requisitos apropriados; d) prover acesso às instalações, ao pessoal e às informações e registros pertinentes, conforme solicitado pelos auditores; e) cooperar com a equipe de auditoria para permitir que os objetivos da auditoria sejam alcançados; f) receber uma cópia do relatório de auditoria, a menos que tenha sido especificamente excluído pelo cliente; 5. Auditoria 5.1. Início da auditoria 5.1.1. Escopo da auditoria O escopo descreve a extensão e os limites da auditoria em termos de fatores, tais como a localização física e as atividades da organização, bem como a forma como se inter-relacionam. O escopo da auditoria é determinado pelo cliente e pelo auditor-líder. É recomendado que o auditado normalmente seja consultado quando da determinação do escopo da auditoria. Qualquer modificação subseqüente no escopo da auditoria requer um acordo entre o cliente e o auditor líder. É recomendado que os recursos destinados à auditoria sejam suficientes para atender ao escopo previsto. 5.1.2. Análise crítica preliminar da documentação É recomendado que, no início do processo de auditoria, o auditor líder analise criticamente a documentação da organização, tais como declaração da política ambiental, programas, registros ou manuais, para atender aos requisitos de seu SGA. Ao fazer isto, é recomendado que sejam utilizados todas as informações fundamentais sobre a organização do auditado. Caso a documentação seja julgada inadequada à realização da auditoria, é recomendado que recursos adicionais não sejam empregados até o recebimento de instruções suplementares do cliente. 5.2. Preparação da auditoria 5.2.1. Plano de auditoria É recomendado que o plano de auditoria seja concebido de modo a ser flexível para permitir mudanças de enfoque com base nas informações obtidas durante a auditoria e permitir o uso eficaz dos recursos. É recomendado que o plano inclua, se for o caso
  • 6. 6 a) objetivos e escopo da auditoria; b) critério da auditoria; c) identificação das unidades organizacionais e funcionais a serem auditadas; d) identificação das funções e/ou indivíduos, dentro da organização do auditado, que têm responsabilidades diretas significativas em relação ao SGA; e) identificação daqueles elementos do SGA do auditado que são prioritários da auditoria; f) procedimentos para auditar os elementos do SGA do auditado, segundo o tipo de organização; g) idiomas a serem utilizados na auditoria e no relatório; h) identificação dos documentos de referência; i) época e duração previstas para as principais atividades da auditoria; j) datas e locais onde a auditoria será executada; k) identificação dos membros da equipe de auditoria; l) programação de reuniões com a gerência do auditado; m) requisitos de confidencialidade; n) conteúdo e formato do relatório de auditoria e data prevista para sua emissão e distribuição; o) requisitos de retenção de documentos; É recomendado que o plano de auditoria seja comunicado ao cliente, aos auditores e ao auditado. É recomendado que o cliente analise criticamente e aprove o plano. Se o auditado estiver em desacordo quanto a quaisquer disposições no plano de auditoria, é recomendado que suas objeções sejam comunicadas ao auditor-líder. É recomendado que elas sejam solucionadas entre o cliente, o auditor-líder e o auditado, antes da execução da auditoria. É recomendado que qualquer revisão do plano de auditoria seja acordada entre as partes envolvidas, antes ou durante a execução da auditoria. 5.2.2. Atribuições da equipe de auditoria Conforme apropriado, é recomendado que a cada membro da equipe de auditoria sejam atribuídos elementos, funções ou atividades específicas do SGA a auditar, bem como ser instruído sobre o procedimento de auditoria a ser seguido. É recomendado que estas atribuições sejam definidas pelo auditor-líder, em entendimento com os membros da equipe de auditoria envolvidos. Durante a auditoria, o auditor-líder pode fazer modificações nas atribuições dos auditores, para assegurar o melhor atendimento aos objetivos da auditoria. 5.2.3. Documentos de trabalho Os documentos de trabalho necessários para facilitar as investigações dos auditores podem incluir a) formulários para documentar as evidências e constatações da auditoria; b) procedimentos e listas de verificação utilizadas para avaliar os elementos do SGA; c) atas de reuniões; É recomendado que os documentos de trabalho sejam arquivados pelo menos até o encerramento da auditoria; é recomendado que aqueles contendo informações confidenciais ou privativas sejam resguardados adequadamente pelos membros da equipe de auditoria. 5.3. Execução da auditoria 5.3.1. Reunião de abertura
  • 7. 7 É recomendado que haja uma reunião de abertura com o propósito de a) apresentar os membros da equipe de auditoria à gerência do auditado; b) rever o escopo, objetivos e plano de auditoria e ratificar o calendário de auditoria; c) apresentar um sumário dos métodos e procedimentos a serem usados para a condução da auditoria; d) estabelecer os canais formais de comunicação entre a equipe de auditoria; e) confirmar a disponibilidade de instalações e recursos necessários para equipe de auditoria; f) confirmar a data e a hora da reunião de encerramento; g) promover a participação ativa do auditado; h) rever os procedimentos pertinentes de emergência e segurança da instalação para a equipe de auditoria. 5.3.2. Coleta de evidências da auditoria É recomendado que as evidências sejam coletadas através de entrevistas, exame de documentos e observação das atividades e das situações. É recomendado que indícios de não-conformidade, em relação aos critérios de auditoria do SGA, sejam registrados. É recomendado que as informações obtidas através de entrevistas sejam verificadas pela obtenção de informações de suporte de fontes independentes, tais como observações, registros e resultados existentes de mediações. É recomendado que as declarações não verificáveis sejam assim identificadas. É recomendado que a equipe de auditoria examine a base dos programas de amostragem pertinentes e os procedimentos que assegurem a eficácia do controle da qualidade dos processos de amostragem e de medição, utilizados pelo auditado como parte das atividades do seu SGA. 5.3.3. Constatações de auditoria É recomendado que a equipe de auditoria analise criticamente todas as suas evidências de auditoria, para determinar onde o SGA não atende aos critérios de auditoria do SGA. Em seguida, é recomendado que a equipe de auditoria assegure se de que as constatações de não-conformidade estejam documentadas de forma clara e concisa e comprovadas por evidências de auditoria. É recomendado que as constatações de auditoria sejam analisadas criticamente com o gerente responsável do auditado, visando obter o reconhecimento da base factual de todas as constatações de não-conformidade. NOTA - Se incluído no escopo acordado, detalhes de constatações de conformidade podem ser também documentados, mas com o devido cuidado para evitar qualquer implicação de garantia absoluta. 5.3.4. Reunião de encerramento É recomendado que, ao término da fase de coleta de evidências de auditoria, os auditores reúnam- se com a administração do auditado e com os responsáveis pelas funções auditadas. O principal objetivo da reunião é apresentar as constatações da auditoria aos auditados, de maneira a assegurar, por parte deles, uma compreensão clara e o reconhecimento da base factual das constatações de auditoria. É recomendado que quaisquer divergências sejam resolvidas, se possível, antes do auditor-líder emitir o relatório. As decisões finais quanto à importância e à descrição das constatações da
  • 8. 8 auditoria, competem, em última instância, ao auditor-líder, embora o auditado ou o cliente possa ainda discordar de tais constatações. 5.4. Relatórios de auditoria e retenção de documentos 5.4.1. Preparação do relatório de auditoria É recomendado que o relatório de auditoria seja preparado sob a direção do auditor-líder, que é o responsável por sua exatidão e completeza. É recomendado que os tópicos a serem abordados no relatório sejam aqueles determinados no plano de auditoria. É recomendado que quaisquer modificações desejadas no momento da preparação do relatório sejam objeto de acordo entre as partes envolvidas. 5.4.2. Conteúdo do relatório de auditoria É recomendado que o relatório de auditoria seja datado e assinado pelo auditor-líder. Convêm que o relatório contenha as constatações da auditoria ou um resumo delas, fazendo referência às evidências em que se apoiam. Dependendo de acordo entre o auditor-líder e o cliente, o relatório pode incluir, também o seguinte: a) identificação da organização auditada e do cliente; b) objetivos, escopo e plano da auditoria acordados; c) critérios acordados, incluindo uma lista de documentos de referência segundo os quais a auditoria foi conduzida; d) período coberto pela auditoria e a(s) data (s) em que a auditoria foi conduzida; e) identificação dos representantes do auditado que participaram da auditoria; f) identificação dos membros da equipe de auditoria; g) declaração sobre a natureza confidencial do conteúdo; h) lista de distribuição do relatório de auditoria; i) sumário do processo de auditoria, incluindo quaisquer obstáculos encontrados; j) conclusões da auditoria, tais como: - conformidade do SGA, em relação aos critérios de auditoria do SGA; - se o sistema está adequadamente implementado e mantido; - se o processo interno de análise pela administração é capaz de assegurar a contínua adequação e eficácia do SGA. 5.4.3. Distribuição do relatório de auditoria É recomendado que o relatório de auditoria seja enviado ao cliente pelo auditor-líder. É recomendado que a distribuição do relatório de auditoria seja determinada pelo cliente, de acordo com o plano de auditoria. É recomendado que o auditado receba uma cópia do relatório, a menos que seja especificamente excluído pelo cliente. Qualquer distribuição adicional do relatório, fora da organização auditada, requer a permissão do auditado. Os relatórios de auditoria constituem propriedade exclusiva do cliente, portando, é recomendado que seu caráter confidencial seja respeitado e adequadamente resguardado pelos auditores e por todos os destinatários do relatório. É recomendado que o relatório de auditoria seja emitido dentro do prazo acordado, em conformidade com o plano de auditoria. Caso isso não seja possível, é recomendado que os motivos do atraso sejam formalmente comunicados ao cliente e ao auditado, determinando-se uma nova data de emissão.
  • 9. 9 5.4.4. Retenção de documentos É recomendado que todos os documentos de trabalho, minutas e relatórios finais referentes à auditoria sejam retidos, conforme acordo entre o cliente, o auditor-líder e o auditado e em conformidade com quaisquer requisitos aplicáveis. 6. Encerramento da auditoria A auditoria termina quanto todas as atividades definidas no plano de auditoria forem concluídas. Anexo A (informativo) Bibliografia [1] ISO 14050: - 1 , Environmental management - Terms and definitions 1 A ser publicada