05.06.2010

             Meio Ambiente dá sinais de alerta


Os avanços tecnológicos na medicina que permitem uma vida mais longa para homens e
mulheres, se deparam cada vez mais com problemas ligados ao meio ambiente e que parecem
estar longe de serem resolvidos ou amenizados.

O mundo se movimenta em busca de alternativas, mas o que se encontra é cada vez mais
devastação. Exemplo disto é a produção pesqueira que tem chegado ao limite em muitas
partes do mundo: cerca de 60% de toda a área pesqueira mundial está sendo esgotada.

A redução das florestas chegou a mais de 50% nos países em desenvolvimento, provocadas
pela expansão agrícola e urbana. A área florestal por pessoa no mundo está projetada a cair
dos atuais 0,56 hectares por pessoa para 0,38 hectares por pessoa até 2050.

As florestas representam os ecossistemas mais ricos do planeta, além dos oceanos. A redução
dos ecossistemas reduz a biodiversidade. Considerando os efeitos da poluição (dos solos, dos
rios e dos mares), a tendência mostra perdas ainda maiores.

A extinção acelerada de espécies vegetais e animais tem se apresentado como uma tendência
e afetará o futuro da humanidade. O relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio
Ambiente (PNUMA), sobre extinção das espécies estima que 12% das espécies de aves
conhecidas, 24% dos mamíferos e 34% dos peixes sejam extintos nos próximos 20 anos. As
mudanças na temperatura do globo, a poluição e, principalmente, a alteração e destruição dos
habitats são as causas diretas desta extinção. As alterações do meio ambiente estão
diretamente ligadas ao crescimento populacional humano.

Sem dúvida nenhuma, a natureza está dando um grande número de avisos, como o aumento
do CO2 atmosférico, o aumento da temperatura planetária, a grande perda da biodiversidade,
a aceleração do derretimento das geleiras e das calotas polares, a redução da camada de
ozônio, o aprofundamento do nível dos lençóis freáticos, a poluição dos rios.

O aumento dos desastres ambientais demonstra a gravidade da situação atual e exige ações
urgentes e profundas para alterar o atual rumo, que está levando a destruição das condições
de vida da própria espécie humana.

Estes dados comprovam ainda que a forma pela qual o ser humano está se apropriando dos
recursos naturais ultrapassou o limite da sustentabilidade, mas pela primeira vez o organismo
responsável por este fenômeno, o próprio homem, tem consciência das consequências de suas
atitudes.

O mundo precisa decidir como lidar com os alertas provocados pelo meio ambiente, os quais
requerem uma resposta firme e coesa de toda a Humanidade para salvar o Planeta. Para isso
será preciso mudar hábitos de consumo e acabar com desperdícios. Não podemos cometer
irresponsabilidades no presente que comprometerão o futuro dos nossos filhos e netos.
Mudanças de atitude de governos e da sociedade são essenciais para garantir o futuro do
Planeta.

* Gleisi Hoffmann é advogada e membro do Diretório Nacional do Partido dos
Trabalhadores

Meio Ambiente dá sinais de alerta

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    05.06.2010 Meio Ambiente dá sinais de alerta Os avanços tecnológicos na medicina que permitem uma vida mais longa para homens e mulheres, se deparam cada vez mais com problemas ligados ao meio ambiente e que parecem estar longe de serem resolvidos ou amenizados. O mundo se movimenta em busca de alternativas, mas o que se encontra é cada vez mais devastação. Exemplo disto é a produção pesqueira que tem chegado ao limite em muitas partes do mundo: cerca de 60% de toda a área pesqueira mundial está sendo esgotada. A redução das florestas chegou a mais de 50% nos países em desenvolvimento, provocadas pela expansão agrícola e urbana. A área florestal por pessoa no mundo está projetada a cair dos atuais 0,56 hectares por pessoa para 0,38 hectares por pessoa até 2050. As florestas representam os ecossistemas mais ricos do planeta, além dos oceanos. A redução dos ecossistemas reduz a biodiversidade. Considerando os efeitos da poluição (dos solos, dos rios e dos mares), a tendência mostra perdas ainda maiores. A extinção acelerada de espécies vegetais e animais tem se apresentado como uma tendência e afetará o futuro da humanidade. O relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), sobre extinção das espécies estima que 12% das espécies de aves conhecidas, 24% dos mamíferos e 34% dos peixes sejam extintos nos próximos 20 anos. As mudanças na temperatura do globo, a poluição e, principalmente, a alteração e destruição dos habitats são as causas diretas desta extinção. As alterações do meio ambiente estão diretamente ligadas ao crescimento populacional humano. Sem dúvida nenhuma, a natureza está dando um grande número de avisos, como o aumento do CO2 atmosférico, o aumento da temperatura planetária, a grande perda da biodiversidade, a aceleração do derretimento das geleiras e das calotas polares, a redução da camada de ozônio, o aprofundamento do nível dos lençóis freáticos, a poluição dos rios. O aumento dos desastres ambientais demonstra a gravidade da situação atual e exige ações urgentes e profundas para alterar o atual rumo, que está levando a destruição das condições de vida da própria espécie humana. Estes dados comprovam ainda que a forma pela qual o ser humano está se apropriando dos recursos naturais ultrapassou o limite da sustentabilidade, mas pela primeira vez o organismo responsável por este fenômeno, o próprio homem, tem consciência das consequências de suas atitudes. O mundo precisa decidir como lidar com os alertas provocados pelo meio ambiente, os quais requerem uma resposta firme e coesa de toda a Humanidade para salvar o Planeta. Para isso será preciso mudar hábitos de consumo e acabar com desperdícios. Não podemos cometer irresponsabilidades no presente que comprometerão o futuro dos nossos filhos e netos.
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    Mudanças de atitudede governos e da sociedade são essenciais para garantir o futuro do Planeta. * Gleisi Hoffmann é advogada e membro do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores