Manejo das ViasAéreas,
Ventilação de Resgate e Uso do
DEA
Prof. Ms. Arthur Custódio Pereira
Especialista
Artthurgba17@gmail.com
2.
QUEM EU SOU?
FormaçãoAcadêmica
Mestre em Modelos e Decisão em Saúde – UFPB (Estatística, Saúde Pública e
Geoprocessamento)
Pós-Graduação em:
• Cardiologia e Hemodinâmica
• Auditoria em Serviços de Saúde
• Enfermagem Oncológica
Especialista em Enfermagem Psiquiátrica e Saúde Mental
Experiência Profissional
Enfermeiro – SAMU (Urgência, Emergência, COVID-19)
Enfermeiro – Clínica Médica e Reabilitação (Dependência química, transtornos mentais)
Experiência em Ensino e Pesquisa
Projetos de pesquisa – UFPB (PICs, Geoprocessamento em Saúde)
Docente: Pós-graduação e nível de ensino técnico
Instrutor de ensino especializado
Monitorias e Extensão Enfermeiro
COREN-PB 688.204
3.
Objetivos
• Apresentar oSuporte Básico de Vida (SBV) e o Suporte Avançado de Vida
(SAV) e suas peculiaridades.
• Manejo adequado das vias aéreas
• Uso do DEA
Parada Cardiorrespiratória (PCR)
•Inconsciência;
• Ausência de respiração ou gasping agônico;
• Ausência de pulso central;
Cessação súbita de batimentos
cardíacos e movimentos respiratórios.
Modalidades de Parada Cardíaca
Fibrilação Ventricular
Taquicardia Ventricular
sem pulso
Assistolia
Atividade Elétrica sem
Pulso
CAUSAS
Organizado como os 5 H’s e os 5 T’s! Eles são:
1. Hipovolemia;
2. Hipóxia;
3. Hidrogênio (acidose);
4. Hipo e Hipercalemia;
5. Hipotermia;
6. Tensão (pneumotórax);
7. Tamponamento cardíaco;
8. Toxinas;
9. Trombose pulmonar (TEP);
10. Trombose coronária (IAM).
10.
Ressuscitação
Cardiopulmonar (RCP)
Conjunto deprocedimentos
realizados pós PCR objetivando
manter artificialmente a
circulação de sangue arterial
ao cérebro e outros órgãos
vitais até a ocorrência do
retorno da circulação
espontânea (RCE).
11.
Ações iniciais
Checarresponsividade
Acionar o serviço de emergência/chamar ajuda
Pulso + Respiração
Iniciar RCP + Compressões Cardíacas
Abertura das Vias Aéreas
Ventilação
DEA
Responde?
Respirando?
Gasping?
12.
Introdução
• A ventilaçãode resgate é realizada quando o paciente não respira espontaneamente
após a desobstrução das vias respiratórias e nenhum dispositivo respiratório está
disponível.
• As técnicas de ventilação de resgate incluem boca-máscara ou boca-barreira. Para
realizar a ventilação de resgate, feche-se o nariz da vítima com os dedos e sela os
lábios ao redor da boca. Sopre-se suavemente por cerca de 1 segundo, observando o
levantamento do tórax.
• O ritmo de ventilação de resgate deve ser de 8 a 10 insuflações por minuto.
13.
ABERTURA DAS
VIAS AÉREAS
Inclinaçãoda cabeça e
elevação do queixo
Elevação do ângulo da
mandíbula (TRAUMA)
RECOMENDAÇÕES
Para Socorristas = Realizar manobra de Elevação do ângulo da mandíbula (TRAUMA).
Caso não conseguir, deve-se realizar as manobras de inclinação da cabeça e elevação do
queixo.
Para leigos = Suspeita de trauma, indica-se a imobilização manual da coluna cervical
14.
VENTILAÇÃO DE
RESGATE EVIAS
AÉREAS
Vítima que não respira
ou respira de forma
anormal (somente
gasping), porém
apresenta pulso.
VENTILAÇÃO DE
RESGATE EVIAS
AÉREAS
Vítima que não respira
ou respira de forma
anormal (somente
gasping), porém
apresenta pulso.
17.
VENTILAÇÃO DE
RESGATE EVIAS
AÉREAS
Vítima que não respira
ou respira de forma
anormal (somente
gasping), porém
apresenta pulso.
18.
VENTILAÇÃO DE
RESGATE EVIAS
AÉREAS
Vítima que não respira
ou respira de forma
anormal (somente
gasping), porém
apresenta pulso.
19.
REALIZAÇÃO DA
VENTILAÇÃO
Vítima quenão respira
ou respira de forma
anormal (somente
gasping), porém
apresenta pulso.
• RELAÇÃO 30 X 2
• 1 SEGUNDO CADA VENTILAÇÃO
• DURAÇÃO MÁXIMA DE 10 SEC.
• EVIDÊNCIAS DE CONTAMINAÇÃO COM A VENTILAÇÃO BOCA-A-
BOCA SÃO MÍNIMAS, MAS É INDICADO QUE UTILIZE
MECANISMOS DE BARREIRA
VENTILAÇÃO DE
RESGATE EVIAS
AÉREAS
Vítima que não respira
ou respira de forma
anormal (somente
gasping), porém
apresenta pulso.
27.
Suporte
Básico de
Vida
1 VENTILAÇÃOA CADA 5 A 6 SEC.
PULSO DEVE SER CHECADO A CAD A2
MIN.
OBS – CUIDADO !
• (HIPERVENTILAÇÃO) – PRESSÃO
INTRATÓRACICA
• HIPERINSUFLAÇÃO GÁSTRICA -
BRONCOASPIRAÇÃO
USO DO DESFIBRILADOREXTERNO
AUTOMÁTICO (DEA)
Desfibrilador bifásico Desfibrilador monofásico
Fonte: Google imagens
O Desfibrilador Externo Automático (DEA) é um dispositivo
eletrônico portátil que analisa o ritmo cardíaco de uma pessoa
e, se necessário, administra um choque elétrico para
restabelecer um ritmo normal. Ele é utilizado principalmente
em casos de parada cardiorrespiratória causados por ritmos
cardíacos letais, como fibrilação ventricular (FV) e taquicardia
ventricular sem pulso (TVSP).
Principais Características do DEA:
✅ Automatizado → Analisa o ritmo cardíaco e indica se o
choque é necessário.
✅ Seguro e fácil de usar → Emite comandos visuais e
sonoros para orientar o socorrista.
✅ Essencial na Reanimação Cardiopulmonar (RCP) →
Aumenta significativamente as chances de sobrevivência
quando usado precocemente.
✅ Pode ser usado por leigos treinados → Presente em
locais públicos como aeroportos, shoppings e academias.
Como Funciona o DEA?
1 ️
1️⃣Ligar o aparelho e seguir as instruções de voz.
2️⃣Fixar os eletrodos adesivos no peito da vítima.
3 ️
3️⃣Aguardar a análise do ritmo cardíaco (realizada
automaticamente pelo aparelho).
4️⃣Se necessário, aplicar o choque → O DEA só libera
choque se detectar um ritmo chocável.
5 ️
5️⃣Continuar a RCP até o retorno da circulação
espontânea ou chegada do serviço médico.
.
• A desfibrilaçãoprecoce é o tratamento para PCR em
FV/TV sem pulso
• Protocolo 1 choque x 3 choques
• Na ausência de desfibriladores bifásicos, é aceitável o
uso de desfibriladores monofásicos.
• Usar a carga de energia máxima do aparelho
(monofásico 360 J, bifásico 120 a 200 J, conforme
fabricante).
A desfibrilação consiste na aplicação de corrente elétrica de
alta energia para reversão de arritmias cardíacas geradas
pelo mecanismo de reentrada.
USO DO DESFIBRILADOR EXTERNO
AUTOMÁTICO (DEA)
36.
• A desfibrilaçãoprecoce é o tratamento para PCR em FV/TV sem pulso
• Protocolo 1 choque x 3 choques
• Na ausência de desfibriladores bifásicos, é aceitável o uso de desfibriladores
monofásicos.
• Usar a carga de energia máxima do aparelho (monofásico 360 J, bifásico 120
a 200 J, conforme fabricante).
A desfibrilação consiste na aplicação de corrente elétrica de
alta energia para reversão de arritmias cardíacas geradas
pelo mecanismo de reentrada.
USO DO DESFIBRILADOR EXTERNO
AUTOMÁTICO (DEA)
37.
• Desfibrilação inicialpediátrica: 2 a 4J/kg, cargas subsequentes : 4 a 10J/kg
• Energia fixa e intensificada
• Posição dos eletrodos:
anterolateral,
anteroposterior
anterior-esquerdo infraescapular,
anterior-direita infraescapular
Fonte: Google imagens
USO DO DESFIBRILADOR EXTERNO
AUTOMÁTICO (DEA)
Terapia Medicamentosa
DoseEV/IO Epinefrina: 1mg a cada 3 a 5 min
Dose EV/IO Vasopressina: 40 unidades podem substituir a primeira ou a segunda dose de
epinefrina
Dose EV/IO Amiodarona: 1ª dose: bolus 300mg 2ª dose: 150mg
Na ausência de Amiodarona deve ser administrada lidocaína (1,0 a 1,5mg/kg IV, dose máxima
3mg/kg).
Dose EV/IO Bicarbonato de sódio: 1mEq/kg.
ATENÇÃO! A atropina não é recomendada para uso
de rotina no tratamento de AESP/assístole e foi retirada
do algoritmo de SAVC para PCR.
40.
Cuidados organizados pósPCR
1. Otimizar a função cardiopulmonar e a perfusão de órgãos vitais após o RCP
2. Transportar/transferir para um hospital apropriado ou UTI com completo
sistema de tratamento pós-PCR
3. Identificar e tratar Síndromes Coronarianas Agudas e outras causas reversíveis
4. Controlar a temperatura para otimizar a recuperação neurológica
5. Prever, tratar e prevenir a disfunção múltipla de órgãos. Isto inclui evitar
ventilação excessiva e hiperóxia (ajustar FiO2 conforme SatO2).
41.
REFERÊNCIAS
1. ACADEMIA DENEUROLOGIA BRASILEIRA. Protocolo para manejo das cefaleias. 2018. Disponível aqui. Acesso em 23 de Março
de 2023.
2. Martins, HS, Brandão, RA, Velasco, IT. Emergências Clínicas – Abordagem Prática – USP. Manole, 12ª edição, 2018;
3. Oliveira, CQ, Souza, CMM, Moura, CGG. Yellowbook: Fluxos e condutas da medicina interna. SANAR, 1ª ed, 2017.
4. SECRETARIA DA SAÚDE. Atendimento ao paciente com trauma. 2018. Disponível aqui. Acesso em 23 de Março de 2023.
5. BRASIL. Portaria n.2048, de 05 de novembro de 2002. Dispõe sobre o regulamento técnico dos sistemas estaduais de urgência
e emergência. Disponível em: http://dtr2001.saude.gov.br/sas/PORTARIAS/Port2002/Gm/GM-2048.htm
6. 4. BRASIL. Portaria n.2994, de 13 de dezembro de 2011. Aprova a Linha de Cuidado do Infarto Agudo do Miocárdio e o
Protocolo de Síndromes Coronarianas Agudas, cria e altera procedimentos na Tabela de Procedimentos, Medicamentos,
Órteses, Próteses e Materiais Especiais do SUS. Disponível em:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt2994_15_12_2011.html
7. American Heart Association. Guidelines for Cardiopulmonary Ressuscitation and Emergency Cardiovascular Care (ECC) – Part
12: Cardiac Arrest in Special Situations. Suplement to Circulation 2010;122;S829-S861.
8. American Heart Association. Destaques das Diretrizes da American Heart Association 2010 para RCP e ACE. Currents in
Emergency Cardiovascular Care. Oct 2010.
9. American Heart Association. Guidelines for Cardiopulmonary Ressuscitation and Emergency Cardiovascular Care (ECC) – CPR
Part 5 – Adult Basic Life Support. Suplement to Circulation.2010;122:S685-S694.
10. American Heart Association. Guidelines for Cardiopulmonary Ressuscitation and Emergency Cardiovascular Care (ECC) – CPR
Part 8 – Adult Advanced Cardiovascular Life Support. Suplement to Circulation.2010;122:S729-S744.