Sindicato dos
Trabalhadores em
Saude, Trabalho e
Previdência Social
no Estado do
Rio de Janeiro
09 / FEVEREIRO / 2015
Ex-INPS: maioria já recebeu ação do PCCS, mas governo volta a atrapalharPágina 2
FOTO:FERNANDOFRANÇA
Servidores federais lançam
campanha unificada para enfrentar
‘ajuste’ neoliberal de Dilma
Servidores federais lançam
campanha unificada para enfrentar
‘ajuste’ neoliberal de Dilma
Com representantes do funcionalis-
mo dos mais variados segmentos do ser-
viço público do país, plenária nacional
realizada em Brasília nos dias 31/01 e
1/02 aprovou calendário de mobilização
com lançamento da campanha no dia
25/02 e ato no Rio, dia 6/03. As ativi-
dades são parte da luta por reajuste,
incorporação de gratificações, concur-
so pelo RJU, anulação da reforma da
previdência e fim de todos os proces-
sos de privatização. Saúde federal e
Funasa também participam da campa-
nha unificada, que prevê indicativo de
greve em março, caso o governo insista
no corte de direitos — páginas 3, 5 e 7.
Funasa: ex-celetistas lutam
por carreira e tabela salarial
Página 7 Página 8
Mobilização tenta derrubar MPs de Dilma
que tiram direitos dos trabalhadores
Página 4
Saúde estadual: é hora de
retomar a luta por PCCS e
contra a privatização
Servidores da saúde federal durante protesto no Nerj, realizado em janeiro deste ano
Página 6
Vitória: após greveVitória: após greveVitória: após greveVitória: após greveVitória: após greve
histórica, ACS dehistórica, ACS dehistórica, ACS dehistórica, ACS dehistórica, ACS de
Nilópolis conquistamNilópolis conquistamNilópolis conquistamNilópolis conquistamNilópolis conquistam
piso salarialpiso salarialpiso salarialpiso salarialpiso salarial
2 9 / FEVEREIRO / 2015
InformativodoSindicatodos
TrabalhadoresemSaúde,Trabalhoe
PrevidênciaSocialnoEstadodoRJ
Edição sob a respondabilidade dos Diretores da Secretaria de Imprensa | Redação: André Pelliccione (MtbJP193001RJ), Hélcio Duarte
Filho (MtbJP16379RJ) e Olyntho Contente (MtbJP14173RJ) | Diagramação: Virginia Aôr (MtbJP18580RJ) | Fotografia: Fernando França,
Mayara Alves e Niko | Tiragem: 25 mil | Impressão: Monitor Mercantil | http://www.sindsprevrj.org.br | imprensa@sindsprevrj.org.br
Rua Joaquim Silva, 98-A, Lapa, RJ
 (21) 3478-8200 |fax: 3478-8233
Por Hélcio Duarte Filho
O presidente do Supremo Tribu-
nal Federal, Ricardo Lewandowski,
não sabe quando o colegiado do ór-
gão concluirá o julgamento da ação
sobre a data-base dos servidores
públicos federais. Mas disse a lide-
ranças sindicais que a matéria será
posta em pauta assim que o ministro
Dias Toffoli devolver o processo.
O julgamento está parado desde
Servidores cobram decisão do STF sobre data-base
outubro do ano passado, quando
Toffoli pediu vista para ‘analisar o
caso’, retirando-o de pauta com a vo-
tação 4 a 3 contra os servidores. O
ministro já havia sinalizado, em ses-
são anterior, ter posição favorável aos
trabalhadores. Mas uma semana an-
tes havia feito declarações contra o
direito de greve de servidores, o que
deixou dirigentes sindicais mais re-
ceosos. Foi a terceira vez que o Re-
curso Extraordinário número 565089
parou devido a pedidos de vista.
A ação pleiteia uma indeniza-
ção por conta do prejuízo causado
pelo desrespeito continuado do go-
verno à revisão anual dos salários,
prevista na Constituição Federal. O
STF já definiu que a decisão terá
repercussão geral, influenciando,
assim, em todas as ações sobre o
assunto que tramitam na Justiça.
Em recente audiência concedida
a dirigentes sindicais do funcionalis-
mo, Lewandowski disse que o caso é
controverso e que a posição dele e de
alguns ministros ainda estava sendo
sedimentada e poderia mudar. Ressal-
tou ainda que eventual decisão favo-
rável aos servidores gerará despesa,
o que pode ser considerado quebra
de autonomia entre poderes.
Além de Toffoli, faltam ainda os
votos do próprio Lewandowski e do
ministro Celso de Melo. Como o
STF está com dez e não onze mem-
bros, não se descarta empate no re-
sultado final. A presidente Dilma
Rousseff (PT) não indicou um subs-
tituto para a vaga do ex-ministro
Joaquim Barbosa, que se aposentou.
Com a interrupção, é possível ain-
da que esse novo ministro participe
do julgamento.
Direito à data-base
Com composição bem distinta
da atual, o STF decidiu favora-
velmente aos servidores em ação
julgada em 2001, quando apontou
a omissão do Executivo em não
cumprir a previsão constitucional
de reajustes anuais dos salários.
A sentença, no entanto, não se tra-
duziu em desdobramentos práti-
cos por parte dos governos
Fernando Henrique (PSDB), Lula
(PT) e Dilma Rousseff (PT), que
seguiram na ilegalidade e não
cumpriram o que estabelece a
Constituição Federal. O recurso
com pedido de indenização é a
tentativa de fazer aquela decisão
de fato valer.
FOTO:ANTONIOCRUZ|ABR
Mais de 3 mil recebem ação do PCCS,
mas governo volta a atrasar execução
Pagamento em ritmo acelerado atendeu maioria dos servidores do ex-INPS que estão no processo,
mas AGU volta a recorrer para tentar retardar execução; não há risco sobre mérito da ação
Passivo decorre de
conquista de greve
A ação se refere a passivo
iniciado em 1988, referente ao
PCCS conquistado na histórica
greve do ano anterior. Benefi-
cia mais de quatro mil servido-
res. A agilidade na execução do
processo, que poderia demorar
muito tempo, só foi possível
após o sindicato construir com
o TRT uma solução rápida para
o caso, por meio da liberação
de alvarás autorizando o paga-
mento. O recurso do governo é
justamente para que a execu-
ção deixe de ser por alvarás e
passe a ser feita por RPV (re-
quisições de pequeno valor). Não há risco para quem já rece-
beu. Os demais serão pagos através dos alvarás ou, na pior hi-
pótese, por RPV, a depender da decisão da Justiça sobre o caso.
O Jurídico do sindicato seguirá acompanhando o caso e traba-
lhando contra as manobras do governo para postergar o paga-
mento do que é devido. (HDF)
SERVIDORES DO INSS (EX-INPS)
A execução da ação movida
pelo Sindsprev/RJ referente a pas-
sivo do antigo PCCS (Plano de
Cargos, Carreiras e Salários) já
contemplou 3.283 servidores do
INSS oriundos do extinto INPS. O
pagamento ocorreu em ritmo ace-
lerado nos últimos meses de 2014,
mas foi interrompido na fase final
por um recurso da Advocacia-Ge-
ral da União acatado por um
desembargador do Tribunal Regi-
onal do Trabalho do Rio de Janei-
ro.
Com isso, pouco mais de 200
servidores ainda aguardam a de-
cisão final da Justiça sobre o re-
curso para receber o passivo, que
estava sendo pago por lotes libe-
rados pela Justiça – são situações
em que houve divergências de da-
dos no INSS, como CPF ou nome
de cônjuge.
Há ainda outros cerca de 600
casos nos quais os servidores re-
Agência do INSS: ação beneficia
servidores que vieram do INPS
presentados na ação já faleceram
e o pagamento terá que ser feito
após habilitação de sucessores e
herdeiros. (HDF)
Processo está parado
devido a pedido de
vista;
Presidente do
Supremo disse que
posições de ministros
ainda podem mudar
39 / FEVEREIRO / 2015
CAMPANHA SALARIAL 2015
Federais apostam em campanha conjunta para
enfrentar ‘ajuste’ neoliberal de Dilma
Servidores de todo o país traçam pauta e calendário de campanha salarial conjunta para defender data-base e
enfrentar governo; trabalhadores podem ir à greve juntos
Sindsprev-RJ: unir forças
Por Hélcio Duarte Filho,
enviado a Brasília
Mais um passo na construção da
unidade nacional da categoria para
enfrentar a política de congelamento
salarial e corte de direitos do gover-
no de Dilma Rousseff (PT). Assim
muitos servidores definiram o resul-
tado do encontro de dois dias que
reuniu, em Brasília, perto de 400 re-
presentantes do funcionalismo dos
mais variados segmentos dos servi-
ços públicos federais e de quase to-
dos os estados do país. O Sindsprev/
RJ participou e levou à reunião a
defesa da unidade e da greve
unificada para forçar o governo a re-
cuar e negociar.
A campanha salarial conjunta dos
federais em 2015 será lançada no dia
25 de fevereiro, com ato em Brasília
e manifestações nos estados. A data
é parte do calendário de mobilização
aprovado, por consenso, no encon-
tro, realizado nos dias 31 de janeiro
e 1º de fevereiro. Após debate em
plenário e nos grupos de trabalho, os
servidores aprovaram resolução que
já sinaliza a construção de uma gre-
ve nacional no primeiro semestre do
ano, caso o governo federal não re-
cue e não negocie um acordo com o
conjunto da categoria.
Desafios
Os trabalhadores têm pela frente
desafios como exigir respeito à data-
base, ignorada há anos por sucessi-
vos governos, a adoção de uma polí-
tica salarial permanente que reponha
as perdas causadas pela inflação, a
reposição das perdas e o arquiva-
mento ou revogação de projetos e
medidas provisórias que atacam di-
reitos trabalhistas e previdenciários.
Continuidade do seminário ocor-
rido em novembro do ano passado,
que iniciou o processo de retomada
da unidade, a reunião agregou mais
itens às reivindicações, combinando
demandas salariais e corporativas à
defesa do serviço público e de um
atendimento melhor à população. O
calendário de mobilizações prevê
desde o lançamento da campanha sa-
larial até três dias de protestos em
Brasília, de 7 a 9 de abril, nos quais
a proposta de iniciar greve por tem-
po indeterminado estará em pauta.
A luta para deter as privatizações
também foi pautada e o ato nacional
contra a Ebserh (Empresa Brasileira
de Serviços Hospitalares) e em de-
fesa do Sistema Único de Saúde pú-
blico e gratuito, marcado para 6 de
março no Rio, foi incorporado ao
calendário.
Repúdio
Os servidores aprovaram ainda
um manifesto, assinado pelas entida-
des sindicais nacionais do funciona-
lismo, que contesta as recentes me-
didas do governo Dilma que atacam
direitos previdenciários e trabalhis-
tas, vê na política traçada pelo Pla-
nalto a visível intenção de atacar os
serviços públicos e os trabalhado-
res em geral e reafirma a luta contra
as privatizações.
1- Reajuste linear de 27,3%.
2- Anulação da reforma da previdência;
3- Extinção do fator previdenciário;
4- Isonomia salarial e de todos os
benefícios entre os poderes;
5- Incorporação de todas as
gratificações produtivistas;
6- Fim da terceirização, que retira
direito dos trabalhadores. Repudiar
toda forma de terceirização,
precarização e privatização;
7- Concurso público pelo RJU;
8- Combate a toda forma de
privatização;
9- Pela aprovação da PEC 555, que
extingue a cobrança previdenciária
dos aposentados;
PAUTA GERAL DE REIVINDICAÇÕES
10- Pela aprovação do PL 4434,
que recompõe as perdas salariais;
11- Regulamentação da
jornada de trabalho para o
máximo de 30 horas para o
serviço público, sem redução
salarial;
12- PEC 170/2012 – aprovação de
aposentadoria integral por
invalidez;
13- Reafirmar paridade entre
ativos, aposentados e
pensionistas;
14- Liberação de dirigentes
sindicais com ônus para o estado,
sem prejuízo às carreiras;
15- Pela revogação do Funpresp
e da Ebserh.
Calendário
25/02: Ato de lançamento da
campanha salarial 2015 no
MPOG(Bloco K), com
concentração às 9h/ Dia
Nacional de luta com atos,
assembleias e paralisações nos
estados.
06/03: Ato nacional no Rio de
Janeiro e nos estados contra a
privatização do SUS e a
EBSERH/.
Março: Jornada de Luta nos
estados, com discussão sobre
indicativo de greve.
07, 08 e 09 de abril: Jornada
nacional de lutas, em Brasília,
com discussão sobre indicativo
de greve dos SPFs.
FOTO:MAYARAALVES
Servidores da saúde federal durante protesto por reajuste e contra privatização
Servidores da delegação do
Sindsprev/RJ avaliaram positivamen-
te os resultados do encontro do funci-
onalismo, em Brasília, e assinalaram
a necessidade da campanha e greve
conjuntas. “Conseguimos construir
uma boa pauta para pressionar o go-
verno contra a retirada de direitos e a
defesa do serviço público", disse
Christiane Gerado. "Foi um grande
avanço, agora é preciso fazer o traba-
lho nas bases", afirmou Shirley Coe-
lho. “Esse esforço tem que caminhar
para a construção de uma greve geral
do serviço público, não temos mais
como negociar com esse governo”, dis-
se Aline Mello. "Precisamos a médio
prazo de uma greve geral, [sem isso]
não vamos avançar muito, esse fórum
é o início de um grande movimento uni-
ficado", disse Maria Celina.
Para Sebastião Souza, o Tão, o
esforço da unidade é necessário para
enfrentar o governo, mas as centrais
que ajudaram a eleger o governo Dilma
– caso da CUT e CTB – precisam cum-
prir o papel que se espera de dirigen-
tes sindicais. “Não podem ser um en-
trave na mobilização, se fizerem isso
a base vai atropelar, como já está atro-
pelando”, disse. Preocupação exter-
nada por outros servidores. “Estamos
apontando para construção da unida-
de, quem não fizer isso será [irrespon-
sável]”, disse Pedro Lima, o Pedrinho.
"Faço parte do grupo que trabalhou
para a eleição da Dilma, mas isso pas-
sou, [entendemos] que o caminho que
ela está indo está errado e temos que
mostrar isso”, argumentou Celina.
4 9 / FEVEREIRO / 2015
Por André Pelliccione
Novo governo, novas políti-
cas, certo? Errado. Muito antes de
seu início, o governo de Luiz
Fernando Pezão (PMDB) já tinha
sinalizado que as nefastas políti-
cas aplicadas pelo antecessor
(Cabral Filho) na saúde seriam
continuadas e até aprofundadas.
Em entrevista ao jornal ‘O Glo-
bo’, concedida ao final de dezem-
bro, o novo secretário estadual de
saúde, Felipe Peixoto, disse que
manteria a gestão do hospital es-
tadual Azevedo Lima, em Niterói,
entregue a uma ‘organização so-
cial’ (O.S.) que administra aque-
la unidade desde março do ano
passado.
Na prática, Felipe Peixoto si-
nalizou que a presença das O.S. e
de outras formas disfarçadas de
privatização, como a Fundação de
Saúde do Rio, também serão con-
tinuadas em toda a rede estadual
de saúde, onde os servidores
estatutários que se negaram a ade-
rir a essas formas de gestão per-
deram suas respectivas lotações
nos hospitais da rede.
“Até o momento, o que estamos
vendo é ‘mais do mesmo’, a con-
tinuidade das políticas que, nos úl-
timos 8 anos, sucatearam por com-
pleto a saúde pública e fecharam
importantes unidades, como o
Iaserj e o Hospital Anchieta, dei-
xando milhares de pessoas sem
atendimento. Não é à toa que o
novo secretário ainda não retomou
a mesa de negociação da saúde es-
tadual”, afirmou Denise Nasci-
mento, da direção do Sindsprev/
RJ, em referência à mesa prevista
no acordo de greve de 2014 e que
se reuniu apenas em novembro,
sem qualquer avanço nas discus-
sões sobre Plano de Carreira, Car-
gos e Salários (PCCS), aposenta-
doria especial, adicional de qua-
lificação e regularização de parte
da Geeled, entre outros itens.
Na avaliação do Sindsprev/RJ,
SAÚDE ESTADUAL
Governo Pezão continua políticas de
Cabral na saúde estadual
Saída é retomar a mobilização e unificar lutas com saúdes municipal e federal
Ao lado e abaixo, servidores
da saúde estadual lotados no
Núcleo Central (rua México
128) durante a greve de 2014
que conquistou a incorporação
parcial da Geeled. Agora, é
continuar as mobilizações
para pressionar o governo
Pezão a cumprir o acordo de
greve que prevê a discussão e
implementação do Plano de
Carreira, Cargos e Salários
(PCCS).
além de organizar a mobilização
nos principais hospitais da rede e
no nível central (rua México 128),
a saúde estadual deve buscar a
unificação de suas lutas com as
saúdes municipal e federal, que
também enfrentam um processo de
privatização e sucateamento im-
posto pelos governos Paes
(PMDB) e Dilma (PT). “Guarda-
das algumas diferenças pontuais,
as saúdes municipal, estadual e
federal têm uma pauta comum, que
passa pela luta por direitos histó-
ricos, como jornada de trabalho,
concurso, contra a privatização e
o sucateamento. Por que então não
atuar juntas?”, pergunta Denise.
A greve da saúde estadual (Ní-
vel Central) realizada ano passa-
do conquistou a incorporação de
parte da Geeled e a incorporação
integral da gratificação ‘Encargos
SES’. Pelo acordo firmado ao fi-
nal da paralisação, o governo se
comprometeu a implementar o
PCCS até junho deste ano.
FOTO:FERNANDOFRANÇA
FOTO:FERNANDOFRANÇA
59 / FEVEREIRO / 2015
Por André Pelliccione
Para a saúde federal,
o ano de 2015 começou
acelerado. E como. Na
primeira quinzena de
janeiro, servidores,
militantes e dirigentes do
Sindspre/RJ foram pegos
de surpresa pelas notíci-
as de que o Ministério
da Saúde (MS) iria
‘estadualizar’ seis hos-
pitais federais do Rio
(Andaraí, Bonsucesso,
Cardoso Fontes,
Ipanema, Lagoa e
HFSE), medida que, se
implementada,
aprofundaria o já intenso
sucateamento dessas
unidades, cujas gestões
os governos federal e
estadual do Rio sonham
em privatizar, via
Ebserh, fundações e
‘organizações sociais’
(O.S.).
Embora o diretor do
Departamento de Gestão
Hospitalar (DGH) do
Nerj, José Carlos de
Moraes, tenha negado
que o Ministério da
Saúde (MS) vá transferir
os hospitais federais ao
governo do estado, isso
não significa que o
governo tenha efetiva-
mente desistido de fazê-
lo. Até porque, em outras
ocasiões, o Ministério já
descumpriu suas própri-
as promessas, como na
questão da Ebserh, que
continua atuando nos
hospitais federais, se-
gundo denúncia dos
servidores.
SAÚDE FEDERAL
Em luta contra privatização,
saúde federal participa da campanha
salarial unificada do funcionalismo
Mobilização continua na saúde federal
Devido à ameaça da estadualização,
os servidores da saúde federal chega-
ram a aprovar ‘estado de greve’ em suas
assembléias. Mesmo com o recuo do Mi-
nistério, a mobilização continua, uma
vez que a pauta de reivindicações vai
muito além da luta contra a estadua-
lização, incluindo itens como: reajuste
salarial, incorporação de gratificações,
concurso público pelo RJU, condições
dignas de trabalho, respeito ao direito
de organização nos locais de trabalho e
fim de todas as formas de privatização,
como Ebserh, fundações e ‘organiza-
ções sociais’ (O.S.).
Assim, é essencial que a mobilização
da saúde federal continue em todos os
hospitais e institutos federais, mantendo
não somente a luta contra a
estadualização, mas iniciando a campa-
nha salarial 2015, que este ano será
unificada com outras categorias do fun-
cionalismo público. Dias 31 de janeiro e
1º de fevereiro, em Brasília, aconteceu a
primeira grande plenária organizada pelo
Fórum das Entidades Sindicais Nacionais
dos Servidores Públicos Federais, do
qual participam 28 federações ou sindi-
catos e três centrais sindicais (CSP-
Conlutas, CUT e CTB), que definiu um
calendário geral de lutas e mobilizações
do qual a saúde federal vai participar —
leia na página 3.
No último dia 2/02, em
Brasília, o Sindsprev/RJ co-
brou, da Coordenadora Geral
de Gestão de Pessoas do Mi-
nistério da Saúde, Elisabeth
Matheus, a implementação
das reivindicações apresenta-
das ao Nerj, em Janeiro, pe-
los servidores dos hospitais fe-
derais do Rio. “O governo não
pode continuar em silêncio so-
bre as péssimas condições de
trabalho e de atendimento nos
hospitais federais. Exigimos
concurso público pelo RJU e
a radiografia da situação das
unidades de saúde e da saú-
de dos trabalhadores. Se con-
tinuarem nos enrolando, nos-
sa resposta vai ser greve”, afir-
mou Christiane Gerardo, da di-
reção do Sindsprev/RJ.
“A mobilização tem que
continuar e, a partir de agora,
tem de ser ampliada porque
estamos nos preparando para
a campanha salarial unificada
dos servidores federais. Pre-
cisamos de reajuste salarial
decente e condições dignas de
trabalho”,completouatambém
diretora do Sindicato Lucia
Pádua.
“OHospitaldeBonsucesso,
porexemplo,estáàderiva,com
o laboratório fechado e os pa-
cientes renais crônicos sem
atendimento. Pra piorar, a uni-
dade foi transformada numa
grande emergência. É o caos,
que também se repete em ou-
tras unidades”, afirmou o dire-
tordoSindsprev/RJJulioCesar
Tavares.
Acima, ato no Hospital Federal Cardoso Fontes, como parte das mobilizações
Sindsprev/RJ cobraSindsprev/RJ cobraSindsprev/RJ cobraSindsprev/RJ cobraSindsprev/RJ cobra
pauta apresentada aopauta apresentada aopauta apresentada aopauta apresentada aopauta apresentada ao
Ministério da SaúdeMinistério da SaúdeMinistério da SaúdeMinistério da SaúdeMinistério da SaúdeAo lado,
negociação do Nerj
com Sindsprev/RJ
FOTO:FERNANDOFRANÇA
FOTO:FERNANDOFRANÇA
6 9 / FEVEREIRO / 2015
Por André Pellicione
Em janeiro, os agentes comu-
nitários de saúde (ACS) de
Nilópolis começaram a receber o
salário de R$ 1.014,00, valor que
corresponde ao piso salarial na-
cional em vigor desde junho de
2014. O pagamento do piso em
Nilópolis foi conquistado com
uma histórica greve feita pelos
ACS em novembro e dezembro do
ano passado. Greve marcada por
atos públicos e mobilizações, in-
cluindo a ocupação da Prefeitura,
vencendo enfim a resistência do
prefeito Alessandro Calazans, que
inicialmente não admitia pagar o
novo piso aos ACS do município,
alegando ‘falta de recursos’ no or-
çamento.
O acordo feito com a prefeitu-
ra ao final da greve previu nego-
ciações para o pagamento dos
atrasados do piso, relativos ao
período de outubro a dezembro de
2014, e o compromisso da Prefei-
tura de que não haverá qualquer
retaliação aos grevistas ou descon-
Afiaserj promoveu
assembléia dia 22/01
para definir calendário
eleitoral da associação
A Associação de Servidores do
Iaserj iniciou, dia 22/01, o processo
eleitoral de seu próximo exercício
(2015-2018).Aassembleia aconteceu
na sede da Afiaserj (Av. Rio Branco,
251/1313, Cinelândia).
Sine-RJ está com
vales refeição e
alimentação atrasados
Até o fechamento desta edição,
os cerca de 380 servidores contrata-
dos do Sistema Nacional de Emprego
do Rio de Janeiro (Sine-RJ) estavam
com seus vales refeição e transporte
atrasados. Além do atraso nos bene-
fícios, os trabalhadores protestam con-
tra o fato de a repactuação salarial
prometida pelo governo do estado não
ter sido implementada.
Desde 2013, o Sine-RJ vem sen-
do administrado pelo IBAP-RJ (Insti-
tuto Brasileiro de Administração Pú-
blica e Apoio Universitário do Rio de
Janeiro).
NILÓPOLIS
Vitória: em janeiro, Nilópolis começou a pagar
piso de R$ 1.014,00 a todos os ACS
Sindsprev/RJ cria núcleo
sindical em Nilópolis
O Sindsprev/RJ informa que, em
janeiro, criou o núcleo sindical em
Nilópolis. A partir de agora, os ser-
vidores da saúde e previdência da
região terão um ponto de referên-
cia para suas mobilizações. O nú-
cleo fica na estradaAlberto Teixeira
da Cunha, nº 154, centro – Nilópolis.
to pelos dias de paralisação.
“O acordo foi uma vitória polí-
tica dos ACS, que mostraram ter
consciência de seus direitos. Foi a
força da greve que conquistou esse
acordo. Esse é o caminho”, avaliou
Lúcia Pádua, dirigente do
Sindsprev/RJ que participou das
negociações com a Prefeitura.
O piso salarial nacional de R$
1.014,00 foi aprovado pelo Con-
gresso Nacional e sancionado em
junho deste ano pela presidenta
Dilma, transformando-se na Lei nº
12.994 (lei do piso salarial). Em
Nilópolis, o pagamento do piso be-
neficia 367 ACS.
Por André Pelliccione
Em fevereiro, o prefeito de Du-
que de Caxias, Alexandre Cardo-
so, vai formalizar o reconhecimen-
to de processos seletivos de 323
agentes comunitários de saúde
(ACS) e 156 agentes de combate
a endemias (ACEs) que até feve-
reiro de 2006, época de promul-
REGIONAL BAIXADA I
PrefeituradeCaxiasreconheceprocessosseletivosdeACSeACEs
gação da Lei 11.350, já atuavam no
Programa Estratégia Saúde da Fa-
mília do município.
O reconhecimento de processos
seletivos é uma das etapas essen-
ciais da regularização funcional
dos ACS e ACEs.
Quanto aos ACS e ACEs que
não estavam em atividade na épo-
ca de promulgação da Lei, mas
que preenchem os demais requi-
sitos exigidos para a regulariza-
ção, o compromisso da Prefeitu-
ra é o de reconhecer processos
seletivos já realizados e promo-
ver novos processos onde não te-
nham ocorrido. Essa tem sido
a forma de regularização ado-
tada nos demais municípios
fluminenses.
Manifestações protestaram contra aumento absurdo das passagens de ônibus
ACS protestam durante a vitoriosa greve que conquistou o piso de R$ 1.014,00
Indignação, revolta e certe-
za de que a Prefeitura do Rio e
as empresas de ônibus estão
desrespeitando profundamente
os direitos da população cario-
ca marcaram três manifesta-
ções contra o aumento das
passagens, realizadas dias 5, 9
e 30/01, no centro da cidade.
Concentrados inicialmente na
Cinelândia, os manifestantes
saíram em passeata pela rua
Araújo Porto Alegre, Av. Pres.
Antonio Carlos e Av. Pres.
Vargas, dirigindo-se então à
Central do Brasil, onde encerra-
ram os atos com a exigência de
imediata suspensão do reajuste
(de cerca de 13,3%) no preço
das passagens de ônibus, que
passaram de R$ 3,00 para R$
3,40. Novos atos serão progra-
mados pelo Movimento Passe-
Livre (MPL).
Manifestações
exigem
revogação do
aumento das
passagens de
ônibus
FOTO:FERNANDOFRANÇA
FOTOS:FERNANDOFRANÇA
79 / FEVEREIRO / 2015
Por André Pelliccione
Participar ativamente da campa-
nha salarial unificada dos servido-
res públicos federais e retomar as
mobilizações para que o
enquadramento no Regime Jurídico
Único (RJU) seja aperfeiçoado, com
definição de carreira e tabela sala-
rial. Esses dois pontos são as priori-
dades dos servidores (ex-celetistas)
da Funasa, desde dezembro de 2014
vinculados ao Ministério da Saúde
(MS) sob regime estatutário.
As reivindicações foram apre-
sentadas na plenária nacional
unificada dos servidores públicos
federais, realizada dias 31/01 e 1/
02, em Brasília, quando as categori-
as do funcionalismo público aprova-
ram um plano de lutas e mobiliza-
ções por reajuste salarial, concurso,
condições de trabalho, incorporação
de gratificações e fim dos processos
de privatização.
Até o fechamento desta edição,
uma assembléia dos servidores da
Funasa estava prevista para feverei-
ro, no Sindsprev/RJ, com o objetivo
de dar seguimento ao plano de lutas.
FUNASA
Ex-celetistas da Funasa participam da
campanha salarial unificada dos servidores federais
Luta também é para que o enquadramento no RJU assegure tabela salarial e carreira
Reunião do Grupo de Trabalho (GT) da Funasa, que debate as principais demandas dos servidores
RJU é conquista histórica dos servidores
Formalizada no dia 3/12, a con-
quista do RJU para os ex-celetistas da
Funasa foi o resultado de muitos anos
de lutas e mobilizações, todas organi-
zadas com apoio (político e material)
do Sindsprev/RJ. Mobilizações que
atingiram o ápice no longo período da
demissão, entre 1999 e 2003, mas que
continuaram após a reintegração, com
a luta pelo enquadramento no Regi-
me Jurídico Único.
Conquistado o RJU, a luta agora
é pelo enquadramento na carreira da
seguridade. Até o momento, a posi-
ção do Ministério da Saúde (MS) é
de não enquadrar os ex-celetistas em
carreira alguma. Para o MS, isso se-
ria ‘necessário’ para evitar que, com
o enquadramento em uma carreira es-
pecífica do serviço público, os ex-
celetistas tenham que cumprir as exi-
gências impostas aos servidores para
a aposentadoria, como a de ter 15
anos de serviço público e 5 anos no
cargo. Argumento que não conven-
ceu o Sindsprev/RJ e os trabalha-
dores.
O Sindsprev-RJ reivindica que o
vínculo dos ex-celetistas com o ser-
viço público seja reconhecido como
iniciado em 1994, considerando o
período para fins de retroatividade
no reconhecimento de direitos.
Servidores do Hospital do Cân-
cer 3 (HC 3 – Inca), em Vila Isabel,
receberam com grande satisfação,
no início de janeiro, a notícia da
exoneração do diretor-geral da uni-
dade, PedroAurélio, repudiado des-
de que, durante a greve da saúde fe-
deral de 2014, desrespeitou o direi-
to de organização e manifestação
dos servidores do HC-3.
Em junho do ano passado, Pedro
Aurélio foi objeto de um verdadei-
ro escândalo quando, ao ocuparem
seu gabinete para protestar contra
Servidores do Inca 3 classificam de ‘vitória’
exoneração do diretor-geral Pedro Aurélio
INCA
exonerações arbitrárias feitas du-
rante a greve, servidores encontra-
ram um ‘minibar’ com cerca de 12
garrafas de whisky, vinhos e espu-
mantes. Algo no mínimo estranho
para um gestor público. Na referi-
da ocupação, os servidores também
encontraram frascos de Iodo 125,
radioativo, vencidos, sem licença
da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) para utilização
no Brasil.
As bebidas e o Iodo 125 foram
encontrados quando servidores fa-
ziam um inventário dos objetos do
gabinete do diretor-geral, a fim de
preservar os bens da União ali exis-
tentes e resguardar os próprios ser-
vidores do artifício de denúncias fu-
turas envolvendo aqueles bens. Na
época, o Sindsprev/RJ enviou rela-
tório do ocorrido a órgãos federais
de controle e parlamentares, reque-
rendo investigação que, até hoje,
não foi efetivamente concluída.
“Por tudo o que aconteceu de
ruim durante a gestão de Pedro Au-
rélio, todos nós, servidores do HC-
3, consideramos uma vitória a saí-
da dele do cargo de diretor-geral,
que sempre exerceu de forma auto-
ritária e desrespeitosa. A saída de
Pedro Aurélio mostrou que vale a
pena lutar contra o arbítrio e o
autoritarismo. Agora, é organizar-
mos a luta contra a estadualização
das unidades federais, em defesa
das 30h semanais e por eleições
diretas para as chefias do Inca.
Estamos de cabeça erguida”, ava-
liou a servidora Aline Mello.
Bebidas no gabinete de Pedro Aurélio
FOTO:COLABORAÇÃO
FOTO:NICO
9 / DEZEMBRO / 20148
Por Hélcio Duarte Filho
Trabalhadores do setor priva-
do e servidores públicos federais
são prejudicados com as novas re-
gras definidas pelo governo Dilma
Rousseff (PT) para benefícios da
Previdência Social. O direito à
pensão vitalícia por morte do côn-
juge deixa de ser assegurado a to-
dos, como era até a edição da me-
dida provisória, nos futuros bene-
fícios. Isso vale tanto no setor pri-
vado quanto nos serviços públicos
civis e pode, na pior hipótese, res-
tringir a pensão a apenas três anos
de vigência.
O tempo de duração do benefí-
cio passa a ser condicionado à ex-
pectativa de sobrevida do pensio-
nista – com base em uma tabela ela-
borada pelo governo. Assim, have-
rá casos nos quais a pensão durará
breves três anos, mesmo quando o
servidor contribuiu por longos 35
anos com o sistema previdenciário.
É o que ocorrerá, caso a medida
não seja derrubada, com
beneficiários com expectativa de
vida superior a 55 anos. A pensão
só permanece vitalícia para quem
tem expectativa de vida inferior a
35 anos, caso, hoje, de pessoas com
44 anos ou mais.
Outra mudança nas pensões que
atinge o servidor é a que estabele-
MOVIMENTO NACIONAL TENTA DERRUBAR MEDIDAS PROVISÓRIAS
Pensão por morte pode durar
só 3 anos com MP de Dilma
Governo edita medidas
que reduzem benefícios
previdenciários e
trabalhistas 2 meses após
Dilma se reeleger
prometendo não mexer
nesses direitos
“nem que a vaca tussa”
ce carência de 24 meses de com-
provação de casamento ou união
estável e de contribuições mensais
à previdência – salvo casos de
morte por acidente de trabalho,
doença profissional ou do trabalho.
Não havia carência nem para o
Regime Próprio dos Servidores
Públicos nem para o Regime Ge-
ral do INSS.
Seguro-desemprego:
menos acesso
As alterações foram aplicadas
pelo governo por meio da Medida
Provisória 664, publicada no dia
30 de dezembro do ano passado.
Vieram acompanhadas de outra
medida, a MP 665/2014, que difi-
culta o acesso dos trabalhadores
ao seguro-desemprego e ao abono
salarial – no caso do seguro, o pe-
ríodo mínimo de trabalho para re-
querer o benefício pula de seis
para 18 meses. Se estivesse em
vigor em 2014, mais de 60% dos
trabalhadores demitidos sem jus-
ta causa naquele ano ficariam sem
recebê-lo.
A previsão do Ministério da
Fazenda é economizar de imedia-
to R$ 18 bilhões no ano com o
conjunto das mudanças – dinheiro
que sairá do bolso dos trabalha-
dores e pensionistas. A duas me-
didas foram editadas cerca de dois
meses após a presidente Dilma ser
reeleita prometendo que, “nem que
a vaca tussa”, mexeria em direi-
tos dos trabalhadores. Mobiliza-
ção nacional, que reúne sindica-
tos, centrais e movimentos soci-
ais, tenta derrubar as duas medi-
das provisórias no Congresso Na-
cional. Embora em vigor, elas têm
que ser aprovadas até abril por
deputados e senadores para serem
convertidas em lei.
Medida provisória abre
portas para privatizar
Perícia Médica do INSS
Novas regras da Previdência para PENSÃO POR MORTE
CARÊNCIA:
Como era:
- Não havia carência nem para o
Regime Geral nem para o Regime
Próprio dos servidores.
- Não havia exigência de tempo mínimo
de casamento ou união estável.
Como fica:
- O segurado que faleceu deve ter no
mínimo 24 meses de contribuição
previdenciária.
- Será exigido tempo mínimo de
casamento ou união estável de 24
meses.
- As novas regras valem para
servidores e trabalhadores do setor
privado.
DURAÇÃO:
Como era:
- Pensão vitalícia para caso de morte de
cônjuges e companheiros com união estável.
Como fica:
– Deixa de ter como regra ser vitalícia para
cônjuges, em benefícios concedidos a partir de
março: vigência passa a variar de acordo com a
expectativa de sobrevida do pensionista
calculada pelo IBGE. Isso vale para servidores
e setor privado, com base na seguinte tabela:
1) com expectativa de sobrevida entre 35 e 45
anos, terá direito a receber por 15 anos;
2) sobrevida entre 40 e 45 anos, 12 anos;
3) sobrevida entre 45 e 50 anos, 9 anos;
4) sobrevida entre 50 e 55 anos, 6 anos; e
5) sobrevida superior a 55 anos, 3 anos.
A terceirização da Perícia
Médica do INSS também está
prevista na Medida Provisória
664/2014, que abre as portas
para privatização do serviço. A
MP permite ao INSS firmar con-
vênios com municípios, estados
e empresas privadas para reali-
zação das perícias, que deixam
de ser atribuição exclusiva do mé-
dico perito.
Algumas análises apontam
ainda para uma situação de con-
flito de interesse, na qual patrões
passariam a ter autorização do
INSS para realizar as perícias
em seus próprios empregados.
Estudo do Dieese (Departamen-
to Intersindical de Estudos e Es-
tatísticas Socioeconômicas) ob-
serva a gravidade da medida.
“Essa é uma questão extrema-
mente preocupante, porque sig-
nifica transferir a perícia para as
empresas, ou seja, na prática
privatizar a perícia”, diz trecho
da análise. Esta mudança já en-
trou em vigor a partir do dia 31
de dezembro de 2014, dia se-
guinte à publicação da MP.
A medida também muda as
regras do auxílio-doença, que
passa a ser pago apenas 30 dias
após o afastamento – não mais
15 – e tem seu valor reduzido,
com o teto sendo a média das
ultimas 12 contribuições. A mo-
dificação vale para concessões
futuras do benefício.
VALOR:
Como era:
- De 100% da
remuneração do
trabalhador segurado no INSS – essa alteração não vale
para os servidores públicos federais, já que esse
benefício é definido na Constituição Federal.
Como fica:
- Passa a ser de 50% do valor da aposentadoria ou a que
o segurado tivesse direito ou se aposentado por
invalidez fosse à data de seu falecimento. É ‘concedido’
um acréscimo de 10% no valor para cada dependente,
até o limite de cinco.
- No caso dos servidores, permanece a regra atual, com
benefício integral até o teto do Regime Geral (INSS),
atualmente de R$ 4.662,43; e 70% da parcela que
exceda ao teto do regime geral.
FOTO:ELZAFIUZA|ABR

Jornal do Sindsprev/RJ - Fev./2015

  • 1.
    Sindicato dos Trabalhadores em Saude,Trabalho e Previdência Social no Estado do Rio de Janeiro 09 / FEVEREIRO / 2015 Ex-INPS: maioria já recebeu ação do PCCS, mas governo volta a atrapalharPágina 2 FOTO:FERNANDOFRANÇA Servidores federais lançam campanha unificada para enfrentar ‘ajuste’ neoliberal de Dilma Servidores federais lançam campanha unificada para enfrentar ‘ajuste’ neoliberal de Dilma Com representantes do funcionalis- mo dos mais variados segmentos do ser- viço público do país, plenária nacional realizada em Brasília nos dias 31/01 e 1/02 aprovou calendário de mobilização com lançamento da campanha no dia 25/02 e ato no Rio, dia 6/03. As ativi- dades são parte da luta por reajuste, incorporação de gratificações, concur- so pelo RJU, anulação da reforma da previdência e fim de todos os proces- sos de privatização. Saúde federal e Funasa também participam da campa- nha unificada, que prevê indicativo de greve em março, caso o governo insista no corte de direitos — páginas 3, 5 e 7. Funasa: ex-celetistas lutam por carreira e tabela salarial Página 7 Página 8 Mobilização tenta derrubar MPs de Dilma que tiram direitos dos trabalhadores Página 4 Saúde estadual: é hora de retomar a luta por PCCS e contra a privatização Servidores da saúde federal durante protesto no Nerj, realizado em janeiro deste ano Página 6 Vitória: após greveVitória: após greveVitória: após greveVitória: após greveVitória: após greve histórica, ACS dehistórica, ACS dehistórica, ACS dehistórica, ACS dehistórica, ACS de Nilópolis conquistamNilópolis conquistamNilópolis conquistamNilópolis conquistamNilópolis conquistam piso salarialpiso salarialpiso salarialpiso salarialpiso salarial
  • 2.
    2 9 /FEVEREIRO / 2015 InformativodoSindicatodos TrabalhadoresemSaúde,Trabalhoe PrevidênciaSocialnoEstadodoRJ Edição sob a respondabilidade dos Diretores da Secretaria de Imprensa | Redação: André Pelliccione (MtbJP193001RJ), Hélcio Duarte Filho (MtbJP16379RJ) e Olyntho Contente (MtbJP14173RJ) | Diagramação: Virginia Aôr (MtbJP18580RJ) | Fotografia: Fernando França, Mayara Alves e Niko | Tiragem: 25 mil | Impressão: Monitor Mercantil | http://www.sindsprevrj.org.br | imprensa@sindsprevrj.org.br Rua Joaquim Silva, 98-A, Lapa, RJ  (21) 3478-8200 |fax: 3478-8233 Por Hélcio Duarte Filho O presidente do Supremo Tribu- nal Federal, Ricardo Lewandowski, não sabe quando o colegiado do ór- gão concluirá o julgamento da ação sobre a data-base dos servidores públicos federais. Mas disse a lide- ranças sindicais que a matéria será posta em pauta assim que o ministro Dias Toffoli devolver o processo. O julgamento está parado desde Servidores cobram decisão do STF sobre data-base outubro do ano passado, quando Toffoli pediu vista para ‘analisar o caso’, retirando-o de pauta com a vo- tação 4 a 3 contra os servidores. O ministro já havia sinalizado, em ses- são anterior, ter posição favorável aos trabalhadores. Mas uma semana an- tes havia feito declarações contra o direito de greve de servidores, o que deixou dirigentes sindicais mais re- ceosos. Foi a terceira vez que o Re- curso Extraordinário número 565089 parou devido a pedidos de vista. A ação pleiteia uma indeniza- ção por conta do prejuízo causado pelo desrespeito continuado do go- verno à revisão anual dos salários, prevista na Constituição Federal. O STF já definiu que a decisão terá repercussão geral, influenciando, assim, em todas as ações sobre o assunto que tramitam na Justiça. Em recente audiência concedida a dirigentes sindicais do funcionalis- mo, Lewandowski disse que o caso é controverso e que a posição dele e de alguns ministros ainda estava sendo sedimentada e poderia mudar. Ressal- tou ainda que eventual decisão favo- rável aos servidores gerará despesa, o que pode ser considerado quebra de autonomia entre poderes. Além de Toffoli, faltam ainda os votos do próprio Lewandowski e do ministro Celso de Melo. Como o STF está com dez e não onze mem- bros, não se descarta empate no re- sultado final. A presidente Dilma Rousseff (PT) não indicou um subs- tituto para a vaga do ex-ministro Joaquim Barbosa, que se aposentou. Com a interrupção, é possível ain- da que esse novo ministro participe do julgamento. Direito à data-base Com composição bem distinta da atual, o STF decidiu favora- velmente aos servidores em ação julgada em 2001, quando apontou a omissão do Executivo em não cumprir a previsão constitucional de reajustes anuais dos salários. A sentença, no entanto, não se tra- duziu em desdobramentos práti- cos por parte dos governos Fernando Henrique (PSDB), Lula (PT) e Dilma Rousseff (PT), que seguiram na ilegalidade e não cumpriram o que estabelece a Constituição Federal. O recurso com pedido de indenização é a tentativa de fazer aquela decisão de fato valer. FOTO:ANTONIOCRUZ|ABR Mais de 3 mil recebem ação do PCCS, mas governo volta a atrasar execução Pagamento em ritmo acelerado atendeu maioria dos servidores do ex-INPS que estão no processo, mas AGU volta a recorrer para tentar retardar execução; não há risco sobre mérito da ação Passivo decorre de conquista de greve A ação se refere a passivo iniciado em 1988, referente ao PCCS conquistado na histórica greve do ano anterior. Benefi- cia mais de quatro mil servido- res. A agilidade na execução do processo, que poderia demorar muito tempo, só foi possível após o sindicato construir com o TRT uma solução rápida para o caso, por meio da liberação de alvarás autorizando o paga- mento. O recurso do governo é justamente para que a execu- ção deixe de ser por alvarás e passe a ser feita por RPV (re- quisições de pequeno valor). Não há risco para quem já rece- beu. Os demais serão pagos através dos alvarás ou, na pior hi- pótese, por RPV, a depender da decisão da Justiça sobre o caso. O Jurídico do sindicato seguirá acompanhando o caso e traba- lhando contra as manobras do governo para postergar o paga- mento do que é devido. (HDF) SERVIDORES DO INSS (EX-INPS) A execução da ação movida pelo Sindsprev/RJ referente a pas- sivo do antigo PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários) já contemplou 3.283 servidores do INSS oriundos do extinto INPS. O pagamento ocorreu em ritmo ace- lerado nos últimos meses de 2014, mas foi interrompido na fase final por um recurso da Advocacia-Ge- ral da União acatado por um desembargador do Tribunal Regi- onal do Trabalho do Rio de Janei- ro. Com isso, pouco mais de 200 servidores ainda aguardam a de- cisão final da Justiça sobre o re- curso para receber o passivo, que estava sendo pago por lotes libe- rados pela Justiça – são situações em que houve divergências de da- dos no INSS, como CPF ou nome de cônjuge. Há ainda outros cerca de 600 casos nos quais os servidores re- Agência do INSS: ação beneficia servidores que vieram do INPS presentados na ação já faleceram e o pagamento terá que ser feito após habilitação de sucessores e herdeiros. (HDF) Processo está parado devido a pedido de vista; Presidente do Supremo disse que posições de ministros ainda podem mudar
  • 3.
    39 / FEVEREIRO/ 2015 CAMPANHA SALARIAL 2015 Federais apostam em campanha conjunta para enfrentar ‘ajuste’ neoliberal de Dilma Servidores de todo o país traçam pauta e calendário de campanha salarial conjunta para defender data-base e enfrentar governo; trabalhadores podem ir à greve juntos Sindsprev-RJ: unir forças Por Hélcio Duarte Filho, enviado a Brasília Mais um passo na construção da unidade nacional da categoria para enfrentar a política de congelamento salarial e corte de direitos do gover- no de Dilma Rousseff (PT). Assim muitos servidores definiram o resul- tado do encontro de dois dias que reuniu, em Brasília, perto de 400 re- presentantes do funcionalismo dos mais variados segmentos dos servi- ços públicos federais e de quase to- dos os estados do país. O Sindsprev/ RJ participou e levou à reunião a defesa da unidade e da greve unificada para forçar o governo a re- cuar e negociar. A campanha salarial conjunta dos federais em 2015 será lançada no dia 25 de fevereiro, com ato em Brasília e manifestações nos estados. A data é parte do calendário de mobilização aprovado, por consenso, no encon- tro, realizado nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro. Após debate em plenário e nos grupos de trabalho, os servidores aprovaram resolução que já sinaliza a construção de uma gre- ve nacional no primeiro semestre do ano, caso o governo federal não re- cue e não negocie um acordo com o conjunto da categoria. Desafios Os trabalhadores têm pela frente desafios como exigir respeito à data- base, ignorada há anos por sucessi- vos governos, a adoção de uma polí- tica salarial permanente que reponha as perdas causadas pela inflação, a reposição das perdas e o arquiva- mento ou revogação de projetos e medidas provisórias que atacam di- reitos trabalhistas e previdenciários. Continuidade do seminário ocor- rido em novembro do ano passado, que iniciou o processo de retomada da unidade, a reunião agregou mais itens às reivindicações, combinando demandas salariais e corporativas à defesa do serviço público e de um atendimento melhor à população. O calendário de mobilizações prevê desde o lançamento da campanha sa- larial até três dias de protestos em Brasília, de 7 a 9 de abril, nos quais a proposta de iniciar greve por tem- po indeterminado estará em pauta. A luta para deter as privatizações também foi pautada e o ato nacional contra a Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e em de- fesa do Sistema Único de Saúde pú- blico e gratuito, marcado para 6 de março no Rio, foi incorporado ao calendário. Repúdio Os servidores aprovaram ainda um manifesto, assinado pelas entida- des sindicais nacionais do funciona- lismo, que contesta as recentes me- didas do governo Dilma que atacam direitos previdenciários e trabalhis- tas, vê na política traçada pelo Pla- nalto a visível intenção de atacar os serviços públicos e os trabalhado- res em geral e reafirma a luta contra as privatizações. 1- Reajuste linear de 27,3%. 2- Anulação da reforma da previdência; 3- Extinção do fator previdenciário; 4- Isonomia salarial e de todos os benefícios entre os poderes; 5- Incorporação de todas as gratificações produtivistas; 6- Fim da terceirização, que retira direito dos trabalhadores. Repudiar toda forma de terceirização, precarização e privatização; 7- Concurso público pelo RJU; 8- Combate a toda forma de privatização; 9- Pela aprovação da PEC 555, que extingue a cobrança previdenciária dos aposentados; PAUTA GERAL DE REIVINDICAÇÕES 10- Pela aprovação do PL 4434, que recompõe as perdas salariais; 11- Regulamentação da jornada de trabalho para o máximo de 30 horas para o serviço público, sem redução salarial; 12- PEC 170/2012 – aprovação de aposentadoria integral por invalidez; 13- Reafirmar paridade entre ativos, aposentados e pensionistas; 14- Liberação de dirigentes sindicais com ônus para o estado, sem prejuízo às carreiras; 15- Pela revogação do Funpresp e da Ebserh. Calendário 25/02: Ato de lançamento da campanha salarial 2015 no MPOG(Bloco K), com concentração às 9h/ Dia Nacional de luta com atos, assembleias e paralisações nos estados. 06/03: Ato nacional no Rio de Janeiro e nos estados contra a privatização do SUS e a EBSERH/. Março: Jornada de Luta nos estados, com discussão sobre indicativo de greve. 07, 08 e 09 de abril: Jornada nacional de lutas, em Brasília, com discussão sobre indicativo de greve dos SPFs. FOTO:MAYARAALVES Servidores da saúde federal durante protesto por reajuste e contra privatização Servidores da delegação do Sindsprev/RJ avaliaram positivamen- te os resultados do encontro do funci- onalismo, em Brasília, e assinalaram a necessidade da campanha e greve conjuntas. “Conseguimos construir uma boa pauta para pressionar o go- verno contra a retirada de direitos e a defesa do serviço público", disse Christiane Gerado. "Foi um grande avanço, agora é preciso fazer o traba- lho nas bases", afirmou Shirley Coe- lho. “Esse esforço tem que caminhar para a construção de uma greve geral do serviço público, não temos mais como negociar com esse governo”, dis- se Aline Mello. "Precisamos a médio prazo de uma greve geral, [sem isso] não vamos avançar muito, esse fórum é o início de um grande movimento uni- ficado", disse Maria Celina. Para Sebastião Souza, o Tão, o esforço da unidade é necessário para enfrentar o governo, mas as centrais que ajudaram a eleger o governo Dilma – caso da CUT e CTB – precisam cum- prir o papel que se espera de dirigen- tes sindicais. “Não podem ser um en- trave na mobilização, se fizerem isso a base vai atropelar, como já está atro- pelando”, disse. Preocupação exter- nada por outros servidores. “Estamos apontando para construção da unida- de, quem não fizer isso será [irrespon- sável]”, disse Pedro Lima, o Pedrinho. "Faço parte do grupo que trabalhou para a eleição da Dilma, mas isso pas- sou, [entendemos] que o caminho que ela está indo está errado e temos que mostrar isso”, argumentou Celina.
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    4 9 /FEVEREIRO / 2015 Por André Pelliccione Novo governo, novas políti- cas, certo? Errado. Muito antes de seu início, o governo de Luiz Fernando Pezão (PMDB) já tinha sinalizado que as nefastas políti- cas aplicadas pelo antecessor (Cabral Filho) na saúde seriam continuadas e até aprofundadas. Em entrevista ao jornal ‘O Glo- bo’, concedida ao final de dezem- bro, o novo secretário estadual de saúde, Felipe Peixoto, disse que manteria a gestão do hospital es- tadual Azevedo Lima, em Niterói, entregue a uma ‘organização so- cial’ (O.S.) que administra aque- la unidade desde março do ano passado. Na prática, Felipe Peixoto si- nalizou que a presença das O.S. e de outras formas disfarçadas de privatização, como a Fundação de Saúde do Rio, também serão con- tinuadas em toda a rede estadual de saúde, onde os servidores estatutários que se negaram a ade- rir a essas formas de gestão per- deram suas respectivas lotações nos hospitais da rede. “Até o momento, o que estamos vendo é ‘mais do mesmo’, a con- tinuidade das políticas que, nos úl- timos 8 anos, sucatearam por com- pleto a saúde pública e fecharam importantes unidades, como o Iaserj e o Hospital Anchieta, dei- xando milhares de pessoas sem atendimento. Não é à toa que o novo secretário ainda não retomou a mesa de negociação da saúde es- tadual”, afirmou Denise Nasci- mento, da direção do Sindsprev/ RJ, em referência à mesa prevista no acordo de greve de 2014 e que se reuniu apenas em novembro, sem qualquer avanço nas discus- sões sobre Plano de Carreira, Car- gos e Salários (PCCS), aposenta- doria especial, adicional de qua- lificação e regularização de parte da Geeled, entre outros itens. Na avaliação do Sindsprev/RJ, SAÚDE ESTADUAL Governo Pezão continua políticas de Cabral na saúde estadual Saída é retomar a mobilização e unificar lutas com saúdes municipal e federal Ao lado e abaixo, servidores da saúde estadual lotados no Núcleo Central (rua México 128) durante a greve de 2014 que conquistou a incorporação parcial da Geeled. Agora, é continuar as mobilizações para pressionar o governo Pezão a cumprir o acordo de greve que prevê a discussão e implementação do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS). além de organizar a mobilização nos principais hospitais da rede e no nível central (rua México 128), a saúde estadual deve buscar a unificação de suas lutas com as saúdes municipal e federal, que também enfrentam um processo de privatização e sucateamento im- posto pelos governos Paes (PMDB) e Dilma (PT). “Guarda- das algumas diferenças pontuais, as saúdes municipal, estadual e federal têm uma pauta comum, que passa pela luta por direitos histó- ricos, como jornada de trabalho, concurso, contra a privatização e o sucateamento. Por que então não atuar juntas?”, pergunta Denise. A greve da saúde estadual (Ní- vel Central) realizada ano passa- do conquistou a incorporação de parte da Geeled e a incorporação integral da gratificação ‘Encargos SES’. Pelo acordo firmado ao fi- nal da paralisação, o governo se comprometeu a implementar o PCCS até junho deste ano. FOTO:FERNANDOFRANÇA FOTO:FERNANDOFRANÇA
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    59 / FEVEREIRO/ 2015 Por André Pelliccione Para a saúde federal, o ano de 2015 começou acelerado. E como. Na primeira quinzena de janeiro, servidores, militantes e dirigentes do Sindspre/RJ foram pegos de surpresa pelas notíci- as de que o Ministério da Saúde (MS) iria ‘estadualizar’ seis hos- pitais federais do Rio (Andaraí, Bonsucesso, Cardoso Fontes, Ipanema, Lagoa e HFSE), medida que, se implementada, aprofundaria o já intenso sucateamento dessas unidades, cujas gestões os governos federal e estadual do Rio sonham em privatizar, via Ebserh, fundações e ‘organizações sociais’ (O.S.). Embora o diretor do Departamento de Gestão Hospitalar (DGH) do Nerj, José Carlos de Moraes, tenha negado que o Ministério da Saúde (MS) vá transferir os hospitais federais ao governo do estado, isso não significa que o governo tenha efetiva- mente desistido de fazê- lo. Até porque, em outras ocasiões, o Ministério já descumpriu suas própri- as promessas, como na questão da Ebserh, que continua atuando nos hospitais federais, se- gundo denúncia dos servidores. SAÚDE FEDERAL Em luta contra privatização, saúde federal participa da campanha salarial unificada do funcionalismo Mobilização continua na saúde federal Devido à ameaça da estadualização, os servidores da saúde federal chega- ram a aprovar ‘estado de greve’ em suas assembléias. Mesmo com o recuo do Mi- nistério, a mobilização continua, uma vez que a pauta de reivindicações vai muito além da luta contra a estadua- lização, incluindo itens como: reajuste salarial, incorporação de gratificações, concurso público pelo RJU, condições dignas de trabalho, respeito ao direito de organização nos locais de trabalho e fim de todas as formas de privatização, como Ebserh, fundações e ‘organiza- ções sociais’ (O.S.). Assim, é essencial que a mobilização da saúde federal continue em todos os hospitais e institutos federais, mantendo não somente a luta contra a estadualização, mas iniciando a campa- nha salarial 2015, que este ano será unificada com outras categorias do fun- cionalismo público. Dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, em Brasília, aconteceu a primeira grande plenária organizada pelo Fórum das Entidades Sindicais Nacionais dos Servidores Públicos Federais, do qual participam 28 federações ou sindi- catos e três centrais sindicais (CSP- Conlutas, CUT e CTB), que definiu um calendário geral de lutas e mobilizações do qual a saúde federal vai participar — leia na página 3. No último dia 2/02, em Brasília, o Sindsprev/RJ co- brou, da Coordenadora Geral de Gestão de Pessoas do Mi- nistério da Saúde, Elisabeth Matheus, a implementação das reivindicações apresenta- das ao Nerj, em Janeiro, pe- los servidores dos hospitais fe- derais do Rio. “O governo não pode continuar em silêncio so- bre as péssimas condições de trabalho e de atendimento nos hospitais federais. Exigimos concurso público pelo RJU e a radiografia da situação das unidades de saúde e da saú- de dos trabalhadores. Se con- tinuarem nos enrolando, nos- sa resposta vai ser greve”, afir- mou Christiane Gerardo, da di- reção do Sindsprev/RJ. “A mobilização tem que continuar e, a partir de agora, tem de ser ampliada porque estamos nos preparando para a campanha salarial unificada dos servidores federais. Pre- cisamos de reajuste salarial decente e condições dignas de trabalho”,completouatambém diretora do Sindicato Lucia Pádua. “OHospitaldeBonsucesso, porexemplo,estáàderiva,com o laboratório fechado e os pa- cientes renais crônicos sem atendimento. Pra piorar, a uni- dade foi transformada numa grande emergência. É o caos, que também se repete em ou- tras unidades”, afirmou o dire- tordoSindsprev/RJJulioCesar Tavares. Acima, ato no Hospital Federal Cardoso Fontes, como parte das mobilizações Sindsprev/RJ cobraSindsprev/RJ cobraSindsprev/RJ cobraSindsprev/RJ cobraSindsprev/RJ cobra pauta apresentada aopauta apresentada aopauta apresentada aopauta apresentada aopauta apresentada ao Ministério da SaúdeMinistério da SaúdeMinistério da SaúdeMinistério da SaúdeMinistério da SaúdeAo lado, negociação do Nerj com Sindsprev/RJ FOTO:FERNANDOFRANÇA FOTO:FERNANDOFRANÇA
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    6 9 /FEVEREIRO / 2015 Por André Pellicione Em janeiro, os agentes comu- nitários de saúde (ACS) de Nilópolis começaram a receber o salário de R$ 1.014,00, valor que corresponde ao piso salarial na- cional em vigor desde junho de 2014. O pagamento do piso em Nilópolis foi conquistado com uma histórica greve feita pelos ACS em novembro e dezembro do ano passado. Greve marcada por atos públicos e mobilizações, in- cluindo a ocupação da Prefeitura, vencendo enfim a resistência do prefeito Alessandro Calazans, que inicialmente não admitia pagar o novo piso aos ACS do município, alegando ‘falta de recursos’ no or- çamento. O acordo feito com a prefeitu- ra ao final da greve previu nego- ciações para o pagamento dos atrasados do piso, relativos ao período de outubro a dezembro de 2014, e o compromisso da Prefei- tura de que não haverá qualquer retaliação aos grevistas ou descon- Afiaserj promoveu assembléia dia 22/01 para definir calendário eleitoral da associação A Associação de Servidores do Iaserj iniciou, dia 22/01, o processo eleitoral de seu próximo exercício (2015-2018).Aassembleia aconteceu na sede da Afiaserj (Av. Rio Branco, 251/1313, Cinelândia). Sine-RJ está com vales refeição e alimentação atrasados Até o fechamento desta edição, os cerca de 380 servidores contrata- dos do Sistema Nacional de Emprego do Rio de Janeiro (Sine-RJ) estavam com seus vales refeição e transporte atrasados. Além do atraso nos bene- fícios, os trabalhadores protestam con- tra o fato de a repactuação salarial prometida pelo governo do estado não ter sido implementada. Desde 2013, o Sine-RJ vem sen- do administrado pelo IBAP-RJ (Insti- tuto Brasileiro de Administração Pú- blica e Apoio Universitário do Rio de Janeiro). NILÓPOLIS Vitória: em janeiro, Nilópolis começou a pagar piso de R$ 1.014,00 a todos os ACS Sindsprev/RJ cria núcleo sindical em Nilópolis O Sindsprev/RJ informa que, em janeiro, criou o núcleo sindical em Nilópolis. A partir de agora, os ser- vidores da saúde e previdência da região terão um ponto de referên- cia para suas mobilizações. O nú- cleo fica na estradaAlberto Teixeira da Cunha, nº 154, centro – Nilópolis. to pelos dias de paralisação. “O acordo foi uma vitória polí- tica dos ACS, que mostraram ter consciência de seus direitos. Foi a força da greve que conquistou esse acordo. Esse é o caminho”, avaliou Lúcia Pádua, dirigente do Sindsprev/RJ que participou das negociações com a Prefeitura. O piso salarial nacional de R$ 1.014,00 foi aprovado pelo Con- gresso Nacional e sancionado em junho deste ano pela presidenta Dilma, transformando-se na Lei nº 12.994 (lei do piso salarial). Em Nilópolis, o pagamento do piso be- neficia 367 ACS. Por André Pelliccione Em fevereiro, o prefeito de Du- que de Caxias, Alexandre Cardo- so, vai formalizar o reconhecimen- to de processos seletivos de 323 agentes comunitários de saúde (ACS) e 156 agentes de combate a endemias (ACEs) que até feve- reiro de 2006, época de promul- REGIONAL BAIXADA I PrefeituradeCaxiasreconheceprocessosseletivosdeACSeACEs gação da Lei 11.350, já atuavam no Programa Estratégia Saúde da Fa- mília do município. O reconhecimento de processos seletivos é uma das etapas essen- ciais da regularização funcional dos ACS e ACEs. Quanto aos ACS e ACEs que não estavam em atividade na épo- ca de promulgação da Lei, mas que preenchem os demais requi- sitos exigidos para a regulariza- ção, o compromisso da Prefeitu- ra é o de reconhecer processos seletivos já realizados e promo- ver novos processos onde não te- nham ocorrido. Essa tem sido a forma de regularização ado- tada nos demais municípios fluminenses. Manifestações protestaram contra aumento absurdo das passagens de ônibus ACS protestam durante a vitoriosa greve que conquistou o piso de R$ 1.014,00 Indignação, revolta e certe- za de que a Prefeitura do Rio e as empresas de ônibus estão desrespeitando profundamente os direitos da população cario- ca marcaram três manifesta- ções contra o aumento das passagens, realizadas dias 5, 9 e 30/01, no centro da cidade. Concentrados inicialmente na Cinelândia, os manifestantes saíram em passeata pela rua Araújo Porto Alegre, Av. Pres. Antonio Carlos e Av. Pres. Vargas, dirigindo-se então à Central do Brasil, onde encerra- ram os atos com a exigência de imediata suspensão do reajuste (de cerca de 13,3%) no preço das passagens de ônibus, que passaram de R$ 3,00 para R$ 3,40. Novos atos serão progra- mados pelo Movimento Passe- Livre (MPL). Manifestações exigem revogação do aumento das passagens de ônibus FOTO:FERNANDOFRANÇA FOTOS:FERNANDOFRANÇA
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    79 / FEVEREIRO/ 2015 Por André Pelliccione Participar ativamente da campa- nha salarial unificada dos servido- res públicos federais e retomar as mobilizações para que o enquadramento no Regime Jurídico Único (RJU) seja aperfeiçoado, com definição de carreira e tabela sala- rial. Esses dois pontos são as priori- dades dos servidores (ex-celetistas) da Funasa, desde dezembro de 2014 vinculados ao Ministério da Saúde (MS) sob regime estatutário. As reivindicações foram apre- sentadas na plenária nacional unificada dos servidores públicos federais, realizada dias 31/01 e 1/ 02, em Brasília, quando as categori- as do funcionalismo público aprova- ram um plano de lutas e mobiliza- ções por reajuste salarial, concurso, condições de trabalho, incorporação de gratificações e fim dos processos de privatização. Até o fechamento desta edição, uma assembléia dos servidores da Funasa estava prevista para feverei- ro, no Sindsprev/RJ, com o objetivo de dar seguimento ao plano de lutas. FUNASA Ex-celetistas da Funasa participam da campanha salarial unificada dos servidores federais Luta também é para que o enquadramento no RJU assegure tabela salarial e carreira Reunião do Grupo de Trabalho (GT) da Funasa, que debate as principais demandas dos servidores RJU é conquista histórica dos servidores Formalizada no dia 3/12, a con- quista do RJU para os ex-celetistas da Funasa foi o resultado de muitos anos de lutas e mobilizações, todas organi- zadas com apoio (político e material) do Sindsprev/RJ. Mobilizações que atingiram o ápice no longo período da demissão, entre 1999 e 2003, mas que continuaram após a reintegração, com a luta pelo enquadramento no Regi- me Jurídico Único. Conquistado o RJU, a luta agora é pelo enquadramento na carreira da seguridade. Até o momento, a posi- ção do Ministério da Saúde (MS) é de não enquadrar os ex-celetistas em carreira alguma. Para o MS, isso se- ria ‘necessário’ para evitar que, com o enquadramento em uma carreira es- pecífica do serviço público, os ex- celetistas tenham que cumprir as exi- gências impostas aos servidores para a aposentadoria, como a de ter 15 anos de serviço público e 5 anos no cargo. Argumento que não conven- ceu o Sindsprev/RJ e os trabalha- dores. O Sindsprev-RJ reivindica que o vínculo dos ex-celetistas com o ser- viço público seja reconhecido como iniciado em 1994, considerando o período para fins de retroatividade no reconhecimento de direitos. Servidores do Hospital do Cân- cer 3 (HC 3 – Inca), em Vila Isabel, receberam com grande satisfação, no início de janeiro, a notícia da exoneração do diretor-geral da uni- dade, PedroAurélio, repudiado des- de que, durante a greve da saúde fe- deral de 2014, desrespeitou o direi- to de organização e manifestação dos servidores do HC-3. Em junho do ano passado, Pedro Aurélio foi objeto de um verdadei- ro escândalo quando, ao ocuparem seu gabinete para protestar contra Servidores do Inca 3 classificam de ‘vitória’ exoneração do diretor-geral Pedro Aurélio INCA exonerações arbitrárias feitas du- rante a greve, servidores encontra- ram um ‘minibar’ com cerca de 12 garrafas de whisky, vinhos e espu- mantes. Algo no mínimo estranho para um gestor público. Na referi- da ocupação, os servidores também encontraram frascos de Iodo 125, radioativo, vencidos, sem licença da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para utilização no Brasil. As bebidas e o Iodo 125 foram encontrados quando servidores fa- ziam um inventário dos objetos do gabinete do diretor-geral, a fim de preservar os bens da União ali exis- tentes e resguardar os próprios ser- vidores do artifício de denúncias fu- turas envolvendo aqueles bens. Na época, o Sindsprev/RJ enviou rela- tório do ocorrido a órgãos federais de controle e parlamentares, reque- rendo investigação que, até hoje, não foi efetivamente concluída. “Por tudo o que aconteceu de ruim durante a gestão de Pedro Au- rélio, todos nós, servidores do HC- 3, consideramos uma vitória a saí- da dele do cargo de diretor-geral, que sempre exerceu de forma auto- ritária e desrespeitosa. A saída de Pedro Aurélio mostrou que vale a pena lutar contra o arbítrio e o autoritarismo. Agora, é organizar- mos a luta contra a estadualização das unidades federais, em defesa das 30h semanais e por eleições diretas para as chefias do Inca. Estamos de cabeça erguida”, ava- liou a servidora Aline Mello. Bebidas no gabinete de Pedro Aurélio FOTO:COLABORAÇÃO FOTO:NICO
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    9 / DEZEMBRO/ 20148 Por Hélcio Duarte Filho Trabalhadores do setor priva- do e servidores públicos federais são prejudicados com as novas re- gras definidas pelo governo Dilma Rousseff (PT) para benefícios da Previdência Social. O direito à pensão vitalícia por morte do côn- juge deixa de ser assegurado a to- dos, como era até a edição da me- dida provisória, nos futuros bene- fícios. Isso vale tanto no setor pri- vado quanto nos serviços públicos civis e pode, na pior hipótese, res- tringir a pensão a apenas três anos de vigência. O tempo de duração do benefí- cio passa a ser condicionado à ex- pectativa de sobrevida do pensio- nista – com base em uma tabela ela- borada pelo governo. Assim, have- rá casos nos quais a pensão durará breves três anos, mesmo quando o servidor contribuiu por longos 35 anos com o sistema previdenciário. É o que ocorrerá, caso a medida não seja derrubada, com beneficiários com expectativa de vida superior a 55 anos. A pensão só permanece vitalícia para quem tem expectativa de vida inferior a 35 anos, caso, hoje, de pessoas com 44 anos ou mais. Outra mudança nas pensões que atinge o servidor é a que estabele- MOVIMENTO NACIONAL TENTA DERRUBAR MEDIDAS PROVISÓRIAS Pensão por morte pode durar só 3 anos com MP de Dilma Governo edita medidas que reduzem benefícios previdenciários e trabalhistas 2 meses após Dilma se reeleger prometendo não mexer nesses direitos “nem que a vaca tussa” ce carência de 24 meses de com- provação de casamento ou união estável e de contribuições mensais à previdência – salvo casos de morte por acidente de trabalho, doença profissional ou do trabalho. Não havia carência nem para o Regime Próprio dos Servidores Públicos nem para o Regime Ge- ral do INSS. Seguro-desemprego: menos acesso As alterações foram aplicadas pelo governo por meio da Medida Provisória 664, publicada no dia 30 de dezembro do ano passado. Vieram acompanhadas de outra medida, a MP 665/2014, que difi- culta o acesso dos trabalhadores ao seguro-desemprego e ao abono salarial – no caso do seguro, o pe- ríodo mínimo de trabalho para re- querer o benefício pula de seis para 18 meses. Se estivesse em vigor em 2014, mais de 60% dos trabalhadores demitidos sem jus- ta causa naquele ano ficariam sem recebê-lo. A previsão do Ministério da Fazenda é economizar de imedia- to R$ 18 bilhões no ano com o conjunto das mudanças – dinheiro que sairá do bolso dos trabalha- dores e pensionistas. A duas me- didas foram editadas cerca de dois meses após a presidente Dilma ser reeleita prometendo que, “nem que a vaca tussa”, mexeria em direi- tos dos trabalhadores. Mobiliza- ção nacional, que reúne sindica- tos, centrais e movimentos soci- ais, tenta derrubar as duas medi- das provisórias no Congresso Na- cional. Embora em vigor, elas têm que ser aprovadas até abril por deputados e senadores para serem convertidas em lei. Medida provisória abre portas para privatizar Perícia Médica do INSS Novas regras da Previdência para PENSÃO POR MORTE CARÊNCIA: Como era: - Não havia carência nem para o Regime Geral nem para o Regime Próprio dos servidores. - Não havia exigência de tempo mínimo de casamento ou união estável. Como fica: - O segurado que faleceu deve ter no mínimo 24 meses de contribuição previdenciária. - Será exigido tempo mínimo de casamento ou união estável de 24 meses. - As novas regras valem para servidores e trabalhadores do setor privado. DURAÇÃO: Como era: - Pensão vitalícia para caso de morte de cônjuges e companheiros com união estável. Como fica: – Deixa de ter como regra ser vitalícia para cônjuges, em benefícios concedidos a partir de março: vigência passa a variar de acordo com a expectativa de sobrevida do pensionista calculada pelo IBGE. Isso vale para servidores e setor privado, com base na seguinte tabela: 1) com expectativa de sobrevida entre 35 e 45 anos, terá direito a receber por 15 anos; 2) sobrevida entre 40 e 45 anos, 12 anos; 3) sobrevida entre 45 e 50 anos, 9 anos; 4) sobrevida entre 50 e 55 anos, 6 anos; e 5) sobrevida superior a 55 anos, 3 anos. A terceirização da Perícia Médica do INSS também está prevista na Medida Provisória 664/2014, que abre as portas para privatização do serviço. A MP permite ao INSS firmar con- vênios com municípios, estados e empresas privadas para reali- zação das perícias, que deixam de ser atribuição exclusiva do mé- dico perito. Algumas análises apontam ainda para uma situação de con- flito de interesse, na qual patrões passariam a ter autorização do INSS para realizar as perícias em seus próprios empregados. Estudo do Dieese (Departamen- to Intersindical de Estudos e Es- tatísticas Socioeconômicas) ob- serva a gravidade da medida. “Essa é uma questão extrema- mente preocupante, porque sig- nifica transferir a perícia para as empresas, ou seja, na prática privatizar a perícia”, diz trecho da análise. Esta mudança já en- trou em vigor a partir do dia 31 de dezembro de 2014, dia se- guinte à publicação da MP. A medida também muda as regras do auxílio-doença, que passa a ser pago apenas 30 dias após o afastamento – não mais 15 – e tem seu valor reduzido, com o teto sendo a média das ultimas 12 contribuições. A mo- dificação vale para concessões futuras do benefício. VALOR: Como era: - De 100% da remuneração do trabalhador segurado no INSS – essa alteração não vale para os servidores públicos federais, já que esse benefício é definido na Constituição Federal. Como fica: - Passa a ser de 50% do valor da aposentadoria ou a que o segurado tivesse direito ou se aposentado por invalidez fosse à data de seu falecimento. É ‘concedido’ um acréscimo de 10% no valor para cada dependente, até o limite de cinco. - No caso dos servidores, permanece a regra atual, com benefício integral até o teto do Regime Geral (INSS), atualmente de R$ 4.662,43; e 70% da parcela que exceda ao teto do regime geral. FOTO:ELZAFIUZA|ABR