JB NEWS
Informativo Nr. 373
Editoria: Ir Jerônimo Borges
Loja Templários da Nova Era – GLSC
Quintas-feiras 20h00 – Templo Obreiros da Paz
Praia de Canasvieiras
Florianópolis (SC) 05 de setembro de 2011
Índice desta segunda-feira:
1. Almanaque
2. História da Maçonaria Brasileira (Ir. Luiz André Barra Couri)
3. Questões Sobre Maçonaria - Perguntas e Respostas (Ir. Pedro
Juk)
4. Destaques JB
WWW. RADIOSINTONIA33.COM.BR
 1494 - Ratificação do Tratado de Tordesilhas por Portugal
 1567 - Mem de Sá doa Ilha do Governador, tomada dos índios Temiminós, a seu
sobrinho Salvador Correia de Sá.
 1774 - Início da Convenção da Filadélfia (v. Revolução Americana de 1776).
 1850 - Elevação do Amazonas à categoria de Província - Estado Brasil
 1877 - Cavalo Louco foi morto quando era prisioneiro, atravessado por uma
baioneta de um dos guardas do Camp Robinson, depois de uma suposta tentativa de
fuga.
 1882 - realização do primeiro desfile do Dia do Trabalho.
 1905 - o Tratado de Portsmouth encerra a Guerra Russo-Japonesa
 1914 - Sertanejos após incendiarem a estação, destruíram a serraria da Lumber
Colonization, em Calmon, durante a Guerra do Contestado
 1940 - Hitler emite ordens para atacar prioritariamente Londres e outras cidades, em
detrimento de bases aéreas britânicas (v. Blitz).
 1944 - Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo firmam o tratado de constitução de
Benelux.
 1961 - João Goulart chega de viagem para China para ser empossado presidente (v.
Campanha da Legalidade)
 1964 - Eddy Merckx vence campeonato mundial amador de ciclismo em Sallanches
 1965 - Fundação do Estádio do Mineirão - Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
 1969 - Junta Militar publica o AI-13, motivado pelo seqüestro do embaixador norte-
americano Charles Burke Elbrick, como reflexo da exigência dos seqüestradores .
(v. Anos de chumbo)
 1972 - a delegação israelense nos Jogos Olímpicos sofre um atentado de autoria do
grupo terrorista Setembro Negro; morrem 11 atletas.
 1977 - Nasa lança nave Voyager 1
 2000 - Tuvalu é admitido como Estado-membro das Nações Unidas.
 2002 - incêndio da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário em Pirenópolis, a
maior e mais antiga Igreja do estado de Goiás, fundada em 1728.
 2003 - Furacão Fabian chega às Bermudas.

Elevação do Amazonas à categoria de Província (feriado local)
 Dia do Oficial de Justiça
 Dia da amizade verdadeira
 Dia da colecionadora de bonecas
 Dia do Irmão
(fonte: “O Livro dos Dias” e arquivo pessoal)
1730:
O Daily Journal de Londres comenta que os modernos Franco-Maçons são um
rebento da Sociedade dos Rosa-Cruzes.
1933:
Fundação da Loja Maçônica Lealdade e Justiça 2ª. nr. 1222 de Anápolis,
que trabalha no REAA (GOEG/GOB)
1970:
Fundação da Loja Gonçalves Ledo nr. 1785, de Taguatinga – DF que trabalha
no REAA (GOB/DF)
Fundação da Loja Estrela do Planalto nr. 14, de Curitibanos (GOSC)
Fundação da Loja Fraternidade Chapecoense nr. 63, de Chapecó (GLSC)
O IrLuiz André Barra Couri
da Aug.`. Resp.`. Loj.`. Simb.`. "Antenor Ayres Vianna", n. 39
Or.`. de Santos Dumont - Minas Gerais
Remete os leitores do JB News a um passado não muito distante em
que relata UM POUCO DA HISTÓRIA DA
MAÇONARIA NO BRASIL
É sabido que a Maçonaria teve início em Londres, em 24 de junho
de 1717.
Afirma o livro História Pitoresca da Franco-Maçonaria que
deputados franceses fundaram Lojas em Portugal em 1727, porém
com provas somente em 17 de abril de 1735, foi concedido a vários
Irmãos por George Gordon uma Loja em Lisboa.
Em 27 de abril de 1738, a Igreja Católica através da Bulla de
Clemente XII, fulminava os Maçons e o rei D. João V em 1743,
proibia sob pena de morte a reunião em Loja.
No livro editado no Brasil de Alexandre José de Mello Moraes,
História do Brasil Reino e Império data que em 1786-1789
(Conjuração Mineira) a primeira Loja Maçônica, porém sem provas.
Também é certo que no século XVIII já havia brasileiros Maçons,
tendo em vista que os mesmos estudavam em Lisboa, Coimbra e na
Madeira. José Bonifácio de Andrada e Silva, nascido em 1763 em
Santos, aos 18 anos de idade, isto é, em 1781 foi a Portugal cursar
na Universidade de Coimbra o curso de Filosofia e Direito por 6
anos, tornando-se íntimo do Duque de Lafões, D. João Carlos de
Bragança, tido como Maçom.
O primeiro Templo no Brasil foi o Areópago de Itambé, em
Pernambuco, fundado em 1799 fundado por Manoel de Arruda
Câmara, antigo frade carmelita. Este médico formado na França em
Montpellier, onde após a Revolução Francesa volta ao Brasil, indo
residir em Itambé e sob a proteção de Bonaparte queria estabelecer o
governo republicano em Pernambuco e fundou a primeira Loja
Maçônica dando o nome de Areópago para desviar a atenção das
autoridades. Esta Loja durou pouco mais de três anos sendo a
mesma dissolvida por determinação de Portugal.
Em 5 de julho de 1802, fundo-se em Salvador na Bahia a Loja
Virtude e Razão e em 30 de março de 1807 à Loja Virtude e
Razão Restaurada que em 10 de agosto passou a chamar
Humanidade. Em 12 de setembro de 1813 a Loja Virtude e Razão
criou a Loja União e havendo três Lojas fundou-se o primeiro
Grande Oriente do Brasil, cujos trabalhos bem como o das Lojas
cessam por razões políticas e pela revolução de Pernambuco em
1817. Neste mesmo ano criou-se em Pernambuco uma Loja política,
como núcleo para outras, vindo a adormecer ainda em 1817.
Enquanto estes fatos se passavam no norte do Brasil, cinco Maçons
instalaram no Rio de Janeiro uma Loja que deram o nome de União
e desde 1800 nela iniciaram várias pessoas e se filiaram muitos
espalhados maçons esparsos, membros de outras Lojas estrangeiras,
mudando seu nome para Reunião. Esta Loja recebeu do Grande
Oriente da França a Carta Patente de seu reconhecimento e Filiação,
Estatutos e Regulamentos.
Em 1804 veio de Portugal um delegado especial do Grande Oriente
Lusitano que exigiu a submissão dos Obreiros da Loja Reunião ao
Oriente Lusitano. Ao ver a não aceitação este Delegado fundou duas
Lojas sendo a Constância e Philanthropia e a Emancipação,
produzindo assim a primeira discórdia entre os Maçons do Brasil.
Pela perseguição política e represálias as Lojas foram parando suas
atividades, tais como Distinctiva de São Gonçalo em 1812 e São
João de Bragança em 1815.
Em 24 de junho de 1815 o Marquês de Angeja e o Conde de Paraty
fundou a Loja Commércio e Artes na Rua da Pedreira na Glória, na
casa de João José Vahia, adormecendo logo por perseguição da
polícia. Com o regresso de D. João VI para Portugal a Loja
Commércio e Artes em 4 de junho de 1821 volta em seus Trabalhos
na casa de José Domingos de Athayde de Moncorvo, à Rua do Fogo
esquina com a das Violas. Em 1822 a Loja já contava com 94
Obreiros criaram mais duas Lojas com os Títulos Distintivos de:
União e Tranquilidade e Esperança de Nictheroy, através de
escrutínio e cujo fim social era a Independência do Brasil.
Contando com três Lojas trataram de constituir o Grande Oriente do
Brasil, e sob a presidência do Ir. João Mendes Vianna da Loja
Commércio e Artes promover a respectiva eleição que foi realizada
em 28 de maio de 1822, sendo eleito para Grão Mestre José
Bonifácio de Andrada e Silva; Adj. Joaquim de Oliveira Alves; 1º
Vig. Joaquim Gonçalves Ledo; 2º Vig. João Mendes Vianna; Orad.
Januário da Cunha Barbosa; Sec. Manoel José de Oliveira;
Chanceler Francisco das Chagas Ribeiro e outros.
As três Lojas tiveram a seguinte classificação:
1º – Commércio e Artes seria a Loja mãe representando a idade do
ouro;
2º – União e Tranquillidade simbolizando o dia 9 de janeiro a fim de
perpetuar as palavras do Príncipe Regente quando disse: “Se é para
o bem de todos e felicidade geral da nação diga ao povo que
FICO, e recomendo UNIÃO e Tranquillidade.
3º – Esperança de Nictheroy símbolo da projetada Independência do
Brasil.
A posse do GOB foi em 24 de junho de 1822, cujo prédio para os
trabalhos foi alugado um sobrado na Rua do Conde nº 4, na Cidade
Nova, depois Rua Conde D'Eu.
Existiam diferenças políticas entre José Bonifácio e Gonçalves
Ledo, porém este cedeu o cargo de Venerável à Bonifácio que em
Sessão de 2 de agosto de 1822 propôs o Príncipe Regente como
candidato a Iniciação fato que ocorreu em 13 de maio de 1822
recebendo o nome de GUATIMOZIN. Foi Exaltado a Mestre em 5
de agosto de 1822, Sessão esta comandada pelo 1º Vig. (José
Bonifácio estava enfermo) que nesta mesma data o foi revestido de
todos os Graus e o elegeram Grão Mestre, ficando de seu Adjunto
José Bonifácio. (Ledo era de tendências liberais e republicano e
Bonifácio conservador e monarquista)
Em 1864 ocorreu uma cisão no GOB no Lavradio, sendo criado o
Grande Oriente do Valle dos Beneditinos com mais de 1500 Maçons
por motivo de eleição.
No Lavradio foi eleito Grão Mestre Barão de Cayru por aclamação e
Saldanha Marinho pelos Valle dos Beneditinos. O Grande Oriente
da França e Lusitano em 1965 reconhece o Grande Oriente dos
Beneditinos como legítimo, celebrando aliança desde então mantida
desde 16 de maio de 1865. Somente em 20 de maio de 1872 sob o
comando de Saldanha Marinho (Beneditinos) e José Maria da Silva
Paranhos, Barão do Rio Branco (Lavradio) foi feita a união do
Grande Oriente do Brasil formando uma única Potência com a
denominação Grande Oriente Unido e Supremo Conselho do Brasil
tendo a primeira Constituição em 27 de julho de 1872 onde em seus
artigos 4º e 5º proibiam discussão política e religiosa em seus
Templos. Formavam a Maçonaria 122 Lojas, sendo 68 Capitulares,
onde 99 REAA, 11 do Francês Moderno, 9 Adonhiramita 1 de
Hamburgo, 1 do York e 1 de Adoção.
Delas 51 eram dos Beneditinos, 31 do Lavradio e 40 novas erguidas.
O quadro de Lojas era: Amazonas 1; Pará 7; Maranhão 4; Ceará 1;
Rio Grande do Norte 2; Paraíba 1; Sergipe 2; Bahia 5; Rio de
Janeiro 8; Capital 25; São Paulo 16; Paraná 4; Minas Gerais 13,
Santa Catarina 2; e Rio Grande do Sul 17.
Nova separação entre os dois ocorre quando da eleição e voltam a se
unirem em 21 de dezembro de 1882, ficando a sede na Rua do
Lavradio nº 83 e promulgada a nova Constituição em 18 de janeiro
de 1883.
Os Grãos Mestres do Grande Oriente do Brasil foram:
01º – José Bonifácio de Andrada e Silva (1821-1822)
02º – D. Pedro (1822)
03º – José Bonifácio de Andrada e Silva (1831-1838)
04º – Visconde de Albuquerque (1838-1850)
05º – Marquês de Abrantes (1850-1863)
06º – Barão de Cayru (Lavradio 1863-1865)
07º – Joaquim de Saldanha Marinho (Beneditinos 1863-1883)
08º – Joaquim Marcellino de Brito (Lavradio 1865-1870)
09º – Visconde de Rio Branco (Lavradio 1870-1880)
10º – Francisco José Cardoso Jr (1880-1885)
11º – Visconde Vieira da Silva (1885-1889)
12º – Visconde de Javry (interino 1889-1890)
13º – Manoel Deodoro da Fonseca (1890-1891)
14º – Antonio J. De Macedo Soares (1891-1901)
15º – Quintino Bocayuva (1901-1904)
16º – Lauro Sodré (1904-1906)
17º – Veríssimo José da Costa (interino 1917)
18º – Nilo Peçanha (1917-1919)
19º – Thomaz Cavalcanti de Albuquerque (1919-1922)
20º – Mario Behring (1922-
PROCLAMAÇÃO DE D. PEDRO
COMO GRÃO MESTRE
Gal. Domingos Alves Branco Muniz Barreto
Orad. Da Loja Commércio e Artes
“O que sabe, ensina; o prudente, governe; e o não sábio, reze.
(Marquês de Pombal)
Não podendo haver justa liberdade, nem podendo existir algum povo
que possa chamar-se livre sem que tenha o direito de petição e de
exprimir as suas idéias e os seus pensamentos, direito que, sendo
imprescritível e inalienável, só nos Estados onde rege o despotismo,
não é respeitado; não posso, portanto, temer perante vós, Senhor,
que em tantas e tão diferentes formas tendes manifestado todos os
vossos assíduos desvelos e fadigas a prol da liberdade constitucional
e da melhor ventura nacional brasilica, o exprimir sem receio os
meus pensamentos. Bem sei de alguns que, para seus sinistros fins
particulares, perfidamente buscando minar o edifício constitucional,
andam ao que parece, apostados a semear sizania, pretendendo
introduzir entre nós a discórdia. Mas de certo não hão de conseguir
os seus iníquos fins, porque a constituição é uma sentinela que está
aberta e precavida contra os perversos embusteiros, ocultos ou
desmascarados. Respeitável Irmão Mestre, ouvi-me. As boas
intenções dos vossos amigos e amigos da Pátria e da ilustração e
vantagens do que mais convém se acham em grande parte reunidas
nesta augusta assembléia. Seria uma reação injusta, indecorosa e
ingrata o duvidar. Vós confiastes em nós, e nós confiamos em vós.
A vossa firmeza nesta confiança devia ser tão indissolúvel como é a
nossa; e portanto não vos deveis abandonar aos caprichos e às
persuasões dos nossos inimigos, fazendo-vos crer que esta
respeitável assembléia maçônica, que tanto tem cooperado para
segurar e manter o edifício da independência e elevá-lo à categoria
de Império pelos seus briosos e assíduos trabalhos, pelas luzes e
dispêndio, sendo todos os seus desvelos formar o trono, que vós
dignamente ocupais, com laços de amor e de fidelidade, e
estabelecer um código nacional, que olhe para o bem comum dos
povos, que forme a solidez de seus direitos e foros, e que faça
respeitar-vos, seria capaz de se abandonar a vãos caprichos, afrontar
a vossa autoridade e mudar de opinião. Precavei-vos, Respeitável
Grão Mestre de embusteiros.
D. Pedro Grão-Mestre do GOB
Não vos abandoneis a enredos, a vãos caprichos. Atendei que, na
criação de um Império deveis ter em muita consideração qual é o
gênio que o pode conservar ou o que pode destruir. Deus tem
visivelmente mostrado que auxilia a nossa justa causa; não
trabalhemos para que Ele retire a sua onipotente mão e nos deixe
cair nas desgraças e na confusão, apartando-nos dos vínculos que
nos unem e das condições de nosso pacto social, tendo por ele o
Imperador a prerrogativa de fazer todo o bem, sem ser responsável
pelo mal. Se mãos ímpias pela intriga pretendem apagar a sagrada
tocha que nos alumia, sejam estes sacrilégios lançados para fora de
nosso grêmio, sejam detestados e os seus nomes apagados da tabela
que nos honra. E agora Respeitável Grão Mestre, que com a maior
satisfação, esta respeitável assembléia vos vê hoje reunido, e sentado
no trono deste Templo para estreitar os vínculos que o orgulho
pretendia separar, permite que eu, como fraco órgão dos dignos
membros desta assembléia, vos saúde respeitosamente, e vos lembre
que vós honrastes este recinto de paz, da virtude e da união com a
aceitação da sua Presidência. Tendes presenciado quais são os
honrados sentimentos, lealdade e franqueza dos seus Membros, e
portanto, estais bem ao fato do nosso legal comportamento. O ciúme
que se atiça contra a nossa fraqueza e lealdade por aqueles que
pretendem desvairar-vos do trilho que tendes seguido, vos queria
fazer inúteis as nossas honrosas fadigas e a nossa vigilância. Não
acrediteis que é por amor de vós, mas sim pelo bom sabor do
despotismo que eles pretendem estabelecer a coberto da vossa
autoridade. Apartai-vos; digno Grão Mestre, de homens coléricos e
furiosos. Por mais cientes que eles sejam, nunca acham a razão e só
pro pendem para o crime. Vós tendes sabedoria, prudência,
comedimento e moderação; portanto, não vos deveis abandonar a
malvados.
Atalhe todo o ulterior progresso da intriga, confiando dos vossos
leais maçons; e se é preciso, para persuadir-vos, que façamos algum
sacrifício, permiti que aquela ficção, que a nossa liturgia insinua, de
escreverem os profanos com sangue extraído das suas veias o
juramento, que neste Templo devem prestar, permiti, sim que se
realize; não sejam as veias de nossos braços rasgados; sejam sim, o
nossos peitos na vossa mesma presença; mandai-os ferir sem a
menor piedade e então achareis em nossos corações gravada a vossa
esfinge e os caracteres de amor, de honra, de lealdade, de constância
e firmeza para convosco. Não serão porém, estes mesmos caracteres
os que haveis encontrar nos corações daqueles que vos atraiçoam e
nos atraiçoam, porque nesses infames peitos só descobrireis os seus
particulares interesses, o amor próprio, o mais reinado egoísmo, os
seus torpes caprichos, a intriga, a vingança e o ódio. Mas se contudo,
não foi bastante tão precedida experiência, e se for de vossa vontade
que esta digna e virtuosa corporação não existia, embora seja
abolida, mas não se lhe faça, sem motivo, ingratas injustiças. Disse.
Em 4 de outubro D. Pedro faz o juramento de posse como Grão
Mestre em Sessão presidida por Gonçalves Ledo.
EXPULSÃO DE JOSÉ BONIFÁCIO
A Maçonaria Brasileira estava realizada, D. Pedro seu Grão Mestre
estava proclamado Imperador. Maçonaria de povo nenhum tinha
feito tanto. Os Reis da Suécia, gratos a Maçonaria de seu País,
deram-lhe grande consideração a ponto de conferir nobreza civil, o
quinto grão, de seu respectivo rito. O que fez D. Pedro em favor da
Maçonaria Brasileira?
Conforme Ata de 25 de outubro de 1822 (Ata do dia 15 do 8º mês)
que fora convocada e presidida pelo mencionado Primeiro Vigilante
Joaquim Gonçalves Ledo, consta que Ele apresentara uma ordem na
qual determinava o Grão Mestre Guatimozin que se suspendessem
os trabalhos do Grande Oriente e de todas as Oficinas até segunda
ordem sua, o que mandava na qualidade de Grão Mestre do Brasil e
de Imperador e Defensor Perpétuo deste império.
O motivo desta atitude eram as intrigas formadas pelo partido de
José Bonifácio. Desde quando D. Pedro empunhara o Malhete de
Grão Mestre, as intrigas, ameaças, ciúmes e ambições principiaram
entre os dois partidos, um chefiado por Joaquim Gonçalves Ledo,
homem de muito talento, bom orador e de muita habilidade e o outro
capitaneado por José Bonifácio de Andrada e Silva que gozando de
prestígio triunfou na privança do Imperador. Para esmagar o Partido
de Ledo, procurou José Bonifácio aniquilar a influência maçônica e
para tal fim, instalou uma Sociedade Secreta com o título de
Apostolado para se contrapor ao Grande Oriente do Brasil e
colocaram a sua frente com o título de Grão Mestre ou Archote Rei
o próprio Imperador. Em sessão do Grande Oriente D. Pedro
declarou que o Apostolado principiava a agredi-lo com veementes
intrigas e que seus objetivos eram os mesmos do Grande Oriente,
isto é, a independência e a integridade do Brasil, com um sistema
monárquico representativo. Mas conforme consta no livro História
do Brasil Reino e Império de Mello Moraes “o Imperador já
indisposto com Ledo a quem dias antes em carta o tratava por meu
Ledo, acusou veementemente dizendo ter atraiçoado. Ledo
procurando defender-se, não o pode fazer, porque D. Pedro por um
Decreto, mandou recolher os metais das Oficinas no cofre da polícia,
na qual era intendente-geral o desembargador Aragão e o arquivo foi
encaminhado para a Quinta do Caju”.
Drummond, secretário e íntimo de José Bonifácio, em suas
memórias, escreve que José Bonifácio andava bem informado do
que se passava entre seus adversários, porque havia traidores
graduados no Grande Oriente que lhe revelavam tudo. Veio, a saber,
que D. Pedro aceitara a condição de assinar três folhas de papel em
branco para ser Grão Mestre. D. Pedro assinara e entregou a Ledo,
José Clemente e Nóbrega as três folhas e guardara em segredo, bem
como a fato da eleição clandestina de Grão Mestre. José Bonifácio
de posse destas informações teve uma conversa com o Imperador e
este acabou por confessar os fatos reconhecendo seu erro e aceitou o
conselho de José Bonifácio de ordenar a José Clemente, Ledo e
Nóbrega a devolver as três folhas sob pena de prisão imediata.
Assim aconteceu e D. Pedro mandou fechar as Lojas Maçônicas em
27 de outubro de 1822. Esta citação de Drummond deve-se ter
reservas já que o fechamento das Lojas ocorreu em 25 de outubro
conforme Ata do GOB. Além disto, Drummond era amigo pessoal
de Bonifácio.
Suspenso o Grande Oriente, começou a perseguição aos seus
membros, daí o monstruoso processo mandado instaurar por José
Bonifácio contra Domingos Alves Branco, Rocha Pinto, Alves de
Azevedo, Tinoco, Gouveia, Valério Tavares, Lisboa, Costa Barros,
Lopes, Ledo, Nóbrega, José Clemente Pereira, padres Januário e
Lessa, sendo estes recolhidos na Fortaleza das Cobras (ilha das
cobras). Após José Clemente e Luiz Pereira da Nóbrega foram
deportados para a França.
Consta que Ledo não chegou a ser preso, ocultou-se em diversas
partes e por fim na Fazenda de S. Gonçalo, em Niterói na casa do
amigo Belarmino, depois Barão de São Gonçalo e por proteção de
Lourenço Westin, cônsul da Suécia, embarcou em uma nação de sua
nacionalidade e foi para Buenos Aires, onde esteve até a influência
dos Andradas diminuir pela Constituição de 12 de novembro de
1823.
José Bonifácio logo que D. Pedro assumiu o Grão Mestrado com o
fim de guerrear a influência maçônica criou o Apostolado. Eram
seus membros influentes: Martim Francisco, José Joaquim da
Rocha, José Marianno de Azevedo Coutinho, Fernando Carneiro
Leão e outros. Esta ordem tinha estatuto e sinais, como se usam na
liturgia maçônica, mas diferentes na forma. Era dividido em
Palestras e Decúrias e cada uma se compunha de doze apóstolos e
um presidente. Os membros se denominavam de Colunas do Trono,
porque seu fim era sustentar a monarquia constitucional e guerrear
com todas as forças as idéias republicanas.
Depois da suspensão dos trabalhos do Grande Oriente, planos
tenebrosos se urdiam, um dos mais tenebrosos era de uma
conjuração contra a pessoa do Imperador.
Aproveitando-se do não comparecimento de D. Pedro à uma Sessão
do Apostolado, por se achar de cama no Palácio Boa Vista em São
Cristóvão desde 30 de junho de 1823, em conseqüência de uma
fratura de costela.
O Imperador soube da conjuração por uma carta anônima em
alemão, lida em segredo pela Imperatriz que dizia a trama a ser
instaurada em 16 de julho se D. Pedro não fosse a Sessão. Esta carta
foi entregue por um desconhecido dentro de outra, dirigida a Plácido
Antonio Pereira de Abreu em que dizia que sua existência corria
risco eminente se não entregasse o que ia dentro ao Imperador em
mão própria. Este entregou a carta ao Imperador e não sabendo a
quem dirigir para dar conta do feito que fora ordenado, fez no Diário
do Rio de Janeiro de quarta feira dia 16 de julho de 1823, nº 14 do 2º
semestre e 197 do ano a seguinte declaração: “Plácido Antonio
Pereira de Abreu faz saber que entregou a Sua Majestade o
Imperador a carta que recebeu para lhe ser entregue em 15 de julho
de 1823”.
No mesmo dia em que recebeu a carta D. Pedro mandou chamar
José Bonifácio e sem fazer revelações determinou que ali esperasse
em companhia da Imperatriz, pois que se ia curar. Levantou-se como
achava com ataduras, vestiu-se e embrulhou-se em um capote, e bem
agasalhado porque a noite era chuvosa saiu em um cavalo desferrado
em direção ao quartel de artilharia de São Cristóvão onde com
oficiais de sua confiança e mais cinqüenta soldados bem armados
foram à Rua da Velha Guarda.
D. Pedro bateu a porta do edifício dando a senha da Ordem,
sendo-lhe a mesma aberta entrando na reunião presidida por Antonio
Carlos Ribeiro de Andrada machado e Silva, querendo este guardar
os papéis sobre a mesa que eram da conjuração e das propostas
relativas. Assumiu o Trono e tomando conhecimento exclamou:
“Podem retirar-se, ficando cientes que não haverá mais reuniões do
Apostolado, sem minha ordem”.
Nenhum membro foi preso e D. Pedro voltou ao palácio e o que
passou entre ele e José Bonifácio não se sabe e em 17 de julho de
1823 Bonifácio foi demitido como Ministro de Estado e em 12 de
novembro de 1823 os Andradas e outros foram deportados para a
Europa. Bonifácio só regressou do exílio em 1829.
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Questão apresentada pelo Respeitável Irmão Otávio Foss Neto,
Mestre Maçom da Loja Estrela de Morretes, 3.159, Rito Escocês
Antigo e Aceito – GOB/PR, Oriente de Morretes, Estado do Paraná.
1 – Qual procedimento adotado por um Irmão atrasado para entrar
em Loja?
2 – Como deve um Irmão pedir a palavra e Loja?
3 – Qual a serventia do Altar dos Perfumes?
CONSIDERAÇÕES:
Antes das questões propriamente ditas eu diria que o primeiro
procedimento é não chegar atrasado para os Trabalhos. Agora, como
a boca entorta conforme o hábito do cachimbo, vamos lá:
1 – Estando a Loja aberta no Rito em questão e não sendo visitante
que aguarda o momento propício para entrada conforme exara a
Ritual este, se chegar atrasado e tiver acesso ao Átrio e ainda, não
estiver presente o Guarda Externo, então ele dá na porta da Sala da
Loja (Templo) a bateria maçônica universal que é a de Aprendiz. Se
no momento ele não puder ser atendido por um processo em
andamento, por exemplo, o Cobridor Interno, sem qualquer anúncio
(para também não atrapalhar o procedimento em andamento)
responde pelo lado de dentro com bateria universal maçônica. O que
estiver pedindo ingresso então aguarda o momento propício sem
repetir bateria, ou pior, proceder à bateria de outro Grau. Em sendo
possível dar o andamento para o processo de entrada do Obreiro que
aguarda, o Cobridor, na forma de costume anuncia ao 1° Vigilante que
por sua vez comunica o Venerável. Este então fala diretamente para o
Cobridor fazer a verificação de quem bate, salientando que se for um
Irmão do Quadro que lhe seja dada a entrada na forma de costume.
Obviamente o que pede entrada já estará devidamente paramentado e
sendo conhecido o próprio Cobridor observa se ele tem qualidade
suficiente para participar dos Trabalhos caso a Loja esteja trabalhando
em outro Grau. Se ele por ventura não possuir a qualidade necessária,
o Cobridor comunica ao Venerável que toma providência para que
seja informado àquele que pede ingresso. Normalmente quem vai ao
Átrio para fazer tal comunicação é o Segundo Experto, já que o
Cobridor deve sempre permanecer no seu lugar (guardando a porta).
No caso de ser um Irmão desconhecido, o ato carece do telhamento
na forma de costume (Sinal, Toque e Palavra). Esse procedimento é
realizado no Átrio, normalmente pelo Segundo Experto que inclusive
após o reconhecimento da qualidade maçônica, solicita se necessário
documentos para análise que serão direcionados ao Orador para
verificar a autenticidade e os exames de praxe. Estando tudo nos
conformes, o Venerável autoriza o ingresso do visitante que executará
a Marcha do Grau de acordo com os trabalhos abertos e ainda se
submete ao telhamento a que se referem às questões emanadas do
Venerável (De onde vindes? Etc.).
O que não é permitido é que quando o visitante ouve a resposta do
Cobridor pela bateria universal para aguardar, imediatamente retruca
com a bateria do Grau subsequente. Isso é um procedimento
equivocado de interpretação, pois a resposta do Cobridor é para que o
solicitante aguarde e não informando que a Oficina está trabalhando
em Grau acima do de Aprendiz. An passant, isso normalmente não
está formalizado nos rituais para que se evite e não se institucionalize
o atraso. Enfim, pedido de ingresso em Loja aberta, não importando o
Grau que ela esteja trabalhando, só se faz pela bateria universal – a
de Aprendiz. Da mesma forma, responde o Cobridor. Além dessa
bateria, para esse momento, não existem quaisquer outras. As
baterias dos outros dois Graus somente serão executadas na porta de
entrada do Templo quando o ritual assim determinar. E ainda, a única
bateria profana dada na porta é aquela que está presente na
cerimônia de Iniciação quando o Candidato (profano) pede ingresso
nos augustos mistérios da Maçonaria.
2 – No Ocidente o obreiro pede a palavra ao Vigilante da sua Coluna.
No Oriente, os presentes pedem a palavra ao Venerável. Já os
Vigilantes pedem a palavra diretamente ao Venerável Mestre. Um
obreiro nas Colunas que desejar fazer uso da palavra dá com a palma
da sua mão direita uma pancada sobre o dorso da sua mão esquerda
e estende levemente o braço e mão direita espalmada para frente num
ato de chamar atenção e aguarda a autorização. Da mesma forma
procedem aqueles que ocupam o Oriente. Já os Vigilantes pedem a
palavra com um golpe de malhete que assim é entendido pelo
Venerável. Estes também só falam após a autorização do Venerável.
3 – Boa pergunta. O Altar dos Perfumes, no Rito em questão não
serve mesmo para nada e, no meu modo de entender está ali só para
confundir e induzir certos Irmãos a queimar incenso ou acender uma
vela que eles chamam de “chama votiva”. Esses procedimentos não
existem no Rito Escocês Antigo e Aceito. Ao bem da verdade, o Altar
dos Perfumes e remanescente dos chamados “Rituais de Sagração de
Templo” que é produto distinto de algumas Obediências que
costumam sagrar (conferir dignidade) ao espaço da Sala da Loja
(Templo). Esse costume não é original do Rito, todavia, por força
desses rituais ele acaba por adquirir amparo legal. Outro aspecto é
também da miscelânea que ocorre com nossos rituais, principalmente
no Brasil onde o Rito Escocês é às vezes uma “colcha de retalhos”
com costumes ritualísticos de outros ritos. Nesse caso em particular,
penso que esse Altar pegou carona na ritualística Adonhiramita que
possui a cerimônia de inensação do Templo e acabou ficando como
um objeto e elemento decorativo que não serve mesmo para nada no
escocesismo simbólico.
Observação – Não quero contestar e nem induzir Irmãos a
desrespeitarem os seus rituais em vigor, sejam eles a qual Obediência
venha a pertencer. As respostas aqui exaradas são embasadas nas
tradições, usos e costumes da Maçonaria. Os conceitos emitidos
apenas induzem os leitores à reflexão e nunca ao desrespeito às Leis.
Cumpra-se sempre o Ritual.
T.F.A.
PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com - SET/2011.
PERGUNTAS E RESPOSTAS
Envie suas dúvidas para jbnews@floripa.com.br que o Ir. Pedro Juk
responde tudo sobre Maçonaria através do JB News.
Sessão Magna Pública em Homenagem à
Independência pelas Três Potências
Logo mais no Clube Doze de Agosto, as três Potências Maçônicas
de Santa Catarina se reúnem para a Sessão Magna Pública,
Comemorativa ao Dia da Independência. A cerimônia começa às
20h00 e o traje será passeio completo. Para os Maçons com
Paramentos Simbólicos. Veja o convite ao final, que vem assinado
pelos Grão-Mestres do GOSC Alaor Tissot, do GOB/SC Wagner
Sandoval Barbosa e GLSC, José Domingos Rodrigues.
Sessão Magna de Iniciação
na Loja Fraternidade Josefense
Repasse: Ir. Robson Gouveia (Brasília DF)
www.viapolitica.com.br/sonhos/09_a%20_relacao_entre_revolucao.php )
Castelo de Almourol, construído em 1171 por Gualdim Pais
, Mestre dos Templários , localizado em uma pequena ilha
rochosa no meio do Tejo na Praia do Ribatejo , Barquinha,
Portugal . Ele serviu como uma fortaleza para os cavaleiros da
Ordem do Templo durante a Reconquista.
Entrada do Palácio do Lavradio (GOB) – Rio de Janeiro
Jb news   informativo nr. 0373
Jb news   informativo nr. 0373

Jb news informativo nr. 0373

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    JB NEWS Informativo Nr.373 Editoria: Ir Jerônimo Borges Loja Templários da Nova Era – GLSC Quintas-feiras 20h00 – Templo Obreiros da Paz Praia de Canasvieiras Florianópolis (SC) 05 de setembro de 2011 Índice desta segunda-feira: 1. Almanaque 2. História da Maçonaria Brasileira (Ir. Luiz André Barra Couri) 3. Questões Sobre Maçonaria - Perguntas e Respostas (Ir. Pedro Juk) 4. Destaques JB
  • 2.
  • 3.
     1494 -Ratificação do Tratado de Tordesilhas por Portugal  1567 - Mem de Sá doa Ilha do Governador, tomada dos índios Temiminós, a seu sobrinho Salvador Correia de Sá.  1774 - Início da Convenção da Filadélfia (v. Revolução Americana de 1776).  1850 - Elevação do Amazonas à categoria de Província - Estado Brasil  1877 - Cavalo Louco foi morto quando era prisioneiro, atravessado por uma baioneta de um dos guardas do Camp Robinson, depois de uma suposta tentativa de fuga.  1882 - realização do primeiro desfile do Dia do Trabalho.  1905 - o Tratado de Portsmouth encerra a Guerra Russo-Japonesa  1914 - Sertanejos após incendiarem a estação, destruíram a serraria da Lumber Colonization, em Calmon, durante a Guerra do Contestado  1940 - Hitler emite ordens para atacar prioritariamente Londres e outras cidades, em detrimento de bases aéreas britânicas (v. Blitz).  1944 - Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo firmam o tratado de constitução de Benelux.  1961 - João Goulart chega de viagem para China para ser empossado presidente (v. Campanha da Legalidade)  1964 - Eddy Merckx vence campeonato mundial amador de ciclismo em Sallanches  1965 - Fundação do Estádio do Mineirão - Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil  1969 - Junta Militar publica o AI-13, motivado pelo seqüestro do embaixador norte- americano Charles Burke Elbrick, como reflexo da exigência dos seqüestradores . (v. Anos de chumbo)  1972 - a delegação israelense nos Jogos Olímpicos sofre um atentado de autoria do grupo terrorista Setembro Negro; morrem 11 atletas.  1977 - Nasa lança nave Voyager 1  2000 - Tuvalu é admitido como Estado-membro das Nações Unidas.  2002 - incêndio da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário em Pirenópolis, a maior e mais antiga Igreja do estado de Goiás, fundada em 1728.  2003 - Furacão Fabian chega às Bermudas. 
  • 4.
    Elevação do Amazonasà categoria de Província (feriado local)  Dia do Oficial de Justiça  Dia da amizade verdadeira  Dia da colecionadora de bonecas  Dia do Irmão (fonte: “O Livro dos Dias” e arquivo pessoal) 1730: O Daily Journal de Londres comenta que os modernos Franco-Maçons são um rebento da Sociedade dos Rosa-Cruzes. 1933: Fundação da Loja Maçônica Lealdade e Justiça 2ª. nr. 1222 de Anápolis, que trabalha no REAA (GOEG/GOB) 1970: Fundação da Loja Gonçalves Ledo nr. 1785, de Taguatinga – DF que trabalha no REAA (GOB/DF) Fundação da Loja Estrela do Planalto nr. 14, de Curitibanos (GOSC) Fundação da Loja Fraternidade Chapecoense nr. 63, de Chapecó (GLSC)
  • 5.
    O IrLuiz AndréBarra Couri da Aug.`. Resp.`. Loj.`. Simb.`. "Antenor Ayres Vianna", n. 39 Or.`. de Santos Dumont - Minas Gerais Remete os leitores do JB News a um passado não muito distante em que relata UM POUCO DA HISTÓRIA DA MAÇONARIA NO BRASIL É sabido que a Maçonaria teve início em Londres, em 24 de junho de 1717. Afirma o livro História Pitoresca da Franco-Maçonaria que deputados franceses fundaram Lojas em Portugal em 1727, porém
  • 6.
    com provas somenteem 17 de abril de 1735, foi concedido a vários Irmãos por George Gordon uma Loja em Lisboa. Em 27 de abril de 1738, a Igreja Católica através da Bulla de Clemente XII, fulminava os Maçons e o rei D. João V em 1743, proibia sob pena de morte a reunião em Loja. No livro editado no Brasil de Alexandre José de Mello Moraes, História do Brasil Reino e Império data que em 1786-1789 (Conjuração Mineira) a primeira Loja Maçônica, porém sem provas. Também é certo que no século XVIII já havia brasileiros Maçons, tendo em vista que os mesmos estudavam em Lisboa, Coimbra e na Madeira. José Bonifácio de Andrada e Silva, nascido em 1763 em Santos, aos 18 anos de idade, isto é, em 1781 foi a Portugal cursar na Universidade de Coimbra o curso de Filosofia e Direito por 6 anos, tornando-se íntimo do Duque de Lafões, D. João Carlos de Bragança, tido como Maçom. O primeiro Templo no Brasil foi o Areópago de Itambé, em Pernambuco, fundado em 1799 fundado por Manoel de Arruda Câmara, antigo frade carmelita. Este médico formado na França em Montpellier, onde após a Revolução Francesa volta ao Brasil, indo residir em Itambé e sob a proteção de Bonaparte queria estabelecer o governo republicano em Pernambuco e fundou a primeira Loja Maçônica dando o nome de Areópago para desviar a atenção das autoridades. Esta Loja durou pouco mais de três anos sendo a mesma dissolvida por determinação de Portugal. Em 5 de julho de 1802, fundo-se em Salvador na Bahia a Loja Virtude e Razão e em 30 de março de 1807 à Loja Virtude e Razão Restaurada que em 10 de agosto passou a chamar Humanidade. Em 12 de setembro de 1813 a Loja Virtude e Razão criou a Loja União e havendo três Lojas fundou-se o primeiro Grande Oriente do Brasil, cujos trabalhos bem como o das Lojas cessam por razões políticas e pela revolução de Pernambuco em 1817. Neste mesmo ano criou-se em Pernambuco uma Loja política, como núcleo para outras, vindo a adormecer ainda em 1817.
  • 7.
    Enquanto estes fatosse passavam no norte do Brasil, cinco Maçons instalaram no Rio de Janeiro uma Loja que deram o nome de União e desde 1800 nela iniciaram várias pessoas e se filiaram muitos espalhados maçons esparsos, membros de outras Lojas estrangeiras, mudando seu nome para Reunião. Esta Loja recebeu do Grande Oriente da França a Carta Patente de seu reconhecimento e Filiação, Estatutos e Regulamentos. Em 1804 veio de Portugal um delegado especial do Grande Oriente Lusitano que exigiu a submissão dos Obreiros da Loja Reunião ao Oriente Lusitano. Ao ver a não aceitação este Delegado fundou duas Lojas sendo a Constância e Philanthropia e a Emancipação, produzindo assim a primeira discórdia entre os Maçons do Brasil. Pela perseguição política e represálias as Lojas foram parando suas atividades, tais como Distinctiva de São Gonçalo em 1812 e São João de Bragança em 1815. Em 24 de junho de 1815 o Marquês de Angeja e o Conde de Paraty fundou a Loja Commércio e Artes na Rua da Pedreira na Glória, na casa de João José Vahia, adormecendo logo por perseguição da polícia. Com o regresso de D. João VI para Portugal a Loja Commércio e Artes em 4 de junho de 1821 volta em seus Trabalhos na casa de José Domingos de Athayde de Moncorvo, à Rua do Fogo esquina com a das Violas. Em 1822 a Loja já contava com 94 Obreiros criaram mais duas Lojas com os Títulos Distintivos de: União e Tranquilidade e Esperança de Nictheroy, através de escrutínio e cujo fim social era a Independência do Brasil. Contando com três Lojas trataram de constituir o Grande Oriente do Brasil, e sob a presidência do Ir. João Mendes Vianna da Loja Commércio e Artes promover a respectiva eleição que foi realizada em 28 de maio de 1822, sendo eleito para Grão Mestre José Bonifácio de Andrada e Silva; Adj. Joaquim de Oliveira Alves; 1º Vig. Joaquim Gonçalves Ledo; 2º Vig. João Mendes Vianna; Orad. Januário da Cunha Barbosa; Sec. Manoel José de Oliveira; Chanceler Francisco das Chagas Ribeiro e outros.
  • 8.
    As três Lojastiveram a seguinte classificação: 1º – Commércio e Artes seria a Loja mãe representando a idade do ouro; 2º – União e Tranquillidade simbolizando o dia 9 de janeiro a fim de perpetuar as palavras do Príncipe Regente quando disse: “Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação diga ao povo que FICO, e recomendo UNIÃO e Tranquillidade. 3º – Esperança de Nictheroy símbolo da projetada Independência do Brasil. A posse do GOB foi em 24 de junho de 1822, cujo prédio para os trabalhos foi alugado um sobrado na Rua do Conde nº 4, na Cidade Nova, depois Rua Conde D'Eu. Existiam diferenças políticas entre José Bonifácio e Gonçalves Ledo, porém este cedeu o cargo de Venerável à Bonifácio que em Sessão de 2 de agosto de 1822 propôs o Príncipe Regente como candidato a Iniciação fato que ocorreu em 13 de maio de 1822 recebendo o nome de GUATIMOZIN. Foi Exaltado a Mestre em 5 de agosto de 1822, Sessão esta comandada pelo 1º Vig. (José Bonifácio estava enfermo) que nesta mesma data o foi revestido de todos os Graus e o elegeram Grão Mestre, ficando de seu Adjunto José Bonifácio. (Ledo era de tendências liberais e republicano e Bonifácio conservador e monarquista) Em 1864 ocorreu uma cisão no GOB no Lavradio, sendo criado o Grande Oriente do Valle dos Beneditinos com mais de 1500 Maçons por motivo de eleição. No Lavradio foi eleito Grão Mestre Barão de Cayru por aclamação e Saldanha Marinho pelos Valle dos Beneditinos. O Grande Oriente da França e Lusitano em 1965 reconhece o Grande Oriente dos Beneditinos como legítimo, celebrando aliança desde então mantida desde 16 de maio de 1865. Somente em 20 de maio de 1872 sob o comando de Saldanha Marinho (Beneditinos) e José Maria da Silva Paranhos, Barão do Rio Branco (Lavradio) foi feita a união do Grande Oriente do Brasil formando uma única Potência com a
  • 9.
    denominação Grande OrienteUnido e Supremo Conselho do Brasil tendo a primeira Constituição em 27 de julho de 1872 onde em seus artigos 4º e 5º proibiam discussão política e religiosa em seus Templos. Formavam a Maçonaria 122 Lojas, sendo 68 Capitulares, onde 99 REAA, 11 do Francês Moderno, 9 Adonhiramita 1 de Hamburgo, 1 do York e 1 de Adoção. Delas 51 eram dos Beneditinos, 31 do Lavradio e 40 novas erguidas. O quadro de Lojas era: Amazonas 1; Pará 7; Maranhão 4; Ceará 1; Rio Grande do Norte 2; Paraíba 1; Sergipe 2; Bahia 5; Rio de Janeiro 8; Capital 25; São Paulo 16; Paraná 4; Minas Gerais 13, Santa Catarina 2; e Rio Grande do Sul 17. Nova separação entre os dois ocorre quando da eleição e voltam a se unirem em 21 de dezembro de 1882, ficando a sede na Rua do Lavradio nº 83 e promulgada a nova Constituição em 18 de janeiro de 1883. Os Grãos Mestres do Grande Oriente do Brasil foram: 01º – José Bonifácio de Andrada e Silva (1821-1822) 02º – D. Pedro (1822) 03º – José Bonifácio de Andrada e Silva (1831-1838) 04º – Visconde de Albuquerque (1838-1850) 05º – Marquês de Abrantes (1850-1863) 06º – Barão de Cayru (Lavradio 1863-1865) 07º – Joaquim de Saldanha Marinho (Beneditinos 1863-1883) 08º – Joaquim Marcellino de Brito (Lavradio 1865-1870) 09º – Visconde de Rio Branco (Lavradio 1870-1880) 10º – Francisco José Cardoso Jr (1880-1885) 11º – Visconde Vieira da Silva (1885-1889) 12º – Visconde de Javry (interino 1889-1890) 13º – Manoel Deodoro da Fonseca (1890-1891) 14º – Antonio J. De Macedo Soares (1891-1901) 15º – Quintino Bocayuva (1901-1904) 16º – Lauro Sodré (1904-1906) 17º – Veríssimo José da Costa (interino 1917) 18º – Nilo Peçanha (1917-1919)
  • 10.
    19º – ThomazCavalcanti de Albuquerque (1919-1922) 20º – Mario Behring (1922- PROCLAMAÇÃO DE D. PEDRO COMO GRÃO MESTRE Gal. Domingos Alves Branco Muniz Barreto Orad. Da Loja Commércio e Artes “O que sabe, ensina; o prudente, governe; e o não sábio, reze. (Marquês de Pombal) Não podendo haver justa liberdade, nem podendo existir algum povo que possa chamar-se livre sem que tenha o direito de petição e de exprimir as suas idéias e os seus pensamentos, direito que, sendo imprescritível e inalienável, só nos Estados onde rege o despotismo, não é respeitado; não posso, portanto, temer perante vós, Senhor, que em tantas e tão diferentes formas tendes manifestado todos os vossos assíduos desvelos e fadigas a prol da liberdade constitucional e da melhor ventura nacional brasilica, o exprimir sem receio os
  • 11.
    meus pensamentos. Bemsei de alguns que, para seus sinistros fins particulares, perfidamente buscando minar o edifício constitucional, andam ao que parece, apostados a semear sizania, pretendendo introduzir entre nós a discórdia. Mas de certo não hão de conseguir os seus iníquos fins, porque a constituição é uma sentinela que está aberta e precavida contra os perversos embusteiros, ocultos ou desmascarados. Respeitável Irmão Mestre, ouvi-me. As boas intenções dos vossos amigos e amigos da Pátria e da ilustração e vantagens do que mais convém se acham em grande parte reunidas nesta augusta assembléia. Seria uma reação injusta, indecorosa e ingrata o duvidar. Vós confiastes em nós, e nós confiamos em vós. A vossa firmeza nesta confiança devia ser tão indissolúvel como é a nossa; e portanto não vos deveis abandonar aos caprichos e às persuasões dos nossos inimigos, fazendo-vos crer que esta respeitável assembléia maçônica, que tanto tem cooperado para segurar e manter o edifício da independência e elevá-lo à categoria de Império pelos seus briosos e assíduos trabalhos, pelas luzes e dispêndio, sendo todos os seus desvelos formar o trono, que vós dignamente ocupais, com laços de amor e de fidelidade, e estabelecer um código nacional, que olhe para o bem comum dos povos, que forme a solidez de seus direitos e foros, e que faça respeitar-vos, seria capaz de se abandonar a vãos caprichos, afrontar a vossa autoridade e mudar de opinião. Precavei-vos, Respeitável Grão Mestre de embusteiros. D. Pedro Grão-Mestre do GOB
  • 12.
    Não vos abandoneisa enredos, a vãos caprichos. Atendei que, na criação de um Império deveis ter em muita consideração qual é o gênio que o pode conservar ou o que pode destruir. Deus tem visivelmente mostrado que auxilia a nossa justa causa; não trabalhemos para que Ele retire a sua onipotente mão e nos deixe cair nas desgraças e na confusão, apartando-nos dos vínculos que nos unem e das condições de nosso pacto social, tendo por ele o Imperador a prerrogativa de fazer todo o bem, sem ser responsável pelo mal. Se mãos ímpias pela intriga pretendem apagar a sagrada tocha que nos alumia, sejam estes sacrilégios lançados para fora de nosso grêmio, sejam detestados e os seus nomes apagados da tabela que nos honra. E agora Respeitável Grão Mestre, que com a maior satisfação, esta respeitável assembléia vos vê hoje reunido, e sentado no trono deste Templo para estreitar os vínculos que o orgulho pretendia separar, permite que eu, como fraco órgão dos dignos membros desta assembléia, vos saúde respeitosamente, e vos lembre que vós honrastes este recinto de paz, da virtude e da união com a aceitação da sua Presidência. Tendes presenciado quais são os honrados sentimentos, lealdade e franqueza dos seus Membros, e portanto, estais bem ao fato do nosso legal comportamento. O ciúme que se atiça contra a nossa fraqueza e lealdade por aqueles que pretendem desvairar-vos do trilho que tendes seguido, vos queria fazer inúteis as nossas honrosas fadigas e a nossa vigilância. Não acrediteis que é por amor de vós, mas sim pelo bom sabor do despotismo que eles pretendem estabelecer a coberto da vossa autoridade. Apartai-vos; digno Grão Mestre, de homens coléricos e furiosos. Por mais cientes que eles sejam, nunca acham a razão e só pro pendem para o crime. Vós tendes sabedoria, prudência, comedimento e moderação; portanto, não vos deveis abandonar a malvados. Atalhe todo o ulterior progresso da intriga, confiando dos vossos leais maçons; e se é preciso, para persuadir-vos, que façamos algum sacrifício, permiti que aquela ficção, que a nossa liturgia insinua, de escreverem os profanos com sangue extraído das suas veias o juramento, que neste Templo devem prestar, permiti, sim que se
  • 13.
    realize; não sejamas veias de nossos braços rasgados; sejam sim, o nossos peitos na vossa mesma presença; mandai-os ferir sem a menor piedade e então achareis em nossos corações gravada a vossa esfinge e os caracteres de amor, de honra, de lealdade, de constância e firmeza para convosco. Não serão porém, estes mesmos caracteres os que haveis encontrar nos corações daqueles que vos atraiçoam e nos atraiçoam, porque nesses infames peitos só descobrireis os seus particulares interesses, o amor próprio, o mais reinado egoísmo, os seus torpes caprichos, a intriga, a vingança e o ódio. Mas se contudo, não foi bastante tão precedida experiência, e se for de vossa vontade que esta digna e virtuosa corporação não existia, embora seja abolida, mas não se lhe faça, sem motivo, ingratas injustiças. Disse. Em 4 de outubro D. Pedro faz o juramento de posse como Grão Mestre em Sessão presidida por Gonçalves Ledo. EXPULSÃO DE JOSÉ BONIFÁCIO A Maçonaria Brasileira estava realizada, D. Pedro seu Grão Mestre estava proclamado Imperador. Maçonaria de povo nenhum tinha feito tanto. Os Reis da Suécia, gratos a Maçonaria de seu País,
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    deram-lhe grande consideraçãoa ponto de conferir nobreza civil, o quinto grão, de seu respectivo rito. O que fez D. Pedro em favor da Maçonaria Brasileira? Conforme Ata de 25 de outubro de 1822 (Ata do dia 15 do 8º mês) que fora convocada e presidida pelo mencionado Primeiro Vigilante Joaquim Gonçalves Ledo, consta que Ele apresentara uma ordem na qual determinava o Grão Mestre Guatimozin que se suspendessem os trabalhos do Grande Oriente e de todas as Oficinas até segunda ordem sua, o que mandava na qualidade de Grão Mestre do Brasil e de Imperador e Defensor Perpétuo deste império. O motivo desta atitude eram as intrigas formadas pelo partido de José Bonifácio. Desde quando D. Pedro empunhara o Malhete de Grão Mestre, as intrigas, ameaças, ciúmes e ambições principiaram entre os dois partidos, um chefiado por Joaquim Gonçalves Ledo, homem de muito talento, bom orador e de muita habilidade e o outro capitaneado por José Bonifácio de Andrada e Silva que gozando de prestígio triunfou na privança do Imperador. Para esmagar o Partido de Ledo, procurou José Bonifácio aniquilar a influência maçônica e para tal fim, instalou uma Sociedade Secreta com o título de Apostolado para se contrapor ao Grande Oriente do Brasil e colocaram a sua frente com o título de Grão Mestre ou Archote Rei o próprio Imperador. Em sessão do Grande Oriente D. Pedro declarou que o Apostolado principiava a agredi-lo com veementes intrigas e que seus objetivos eram os mesmos do Grande Oriente, isto é, a independência e a integridade do Brasil, com um sistema monárquico representativo. Mas conforme consta no livro História do Brasil Reino e Império de Mello Moraes “o Imperador já indisposto com Ledo a quem dias antes em carta o tratava por meu Ledo, acusou veementemente dizendo ter atraiçoado. Ledo procurando defender-se, não o pode fazer, porque D. Pedro por um Decreto, mandou recolher os metais das Oficinas no cofre da polícia, na qual era intendente-geral o desembargador Aragão e o arquivo foi encaminhado para a Quinta do Caju”.
  • 15.
    Drummond, secretário eíntimo de José Bonifácio, em suas memórias, escreve que José Bonifácio andava bem informado do que se passava entre seus adversários, porque havia traidores graduados no Grande Oriente que lhe revelavam tudo. Veio, a saber, que D. Pedro aceitara a condição de assinar três folhas de papel em branco para ser Grão Mestre. D. Pedro assinara e entregou a Ledo, José Clemente e Nóbrega as três folhas e guardara em segredo, bem como a fato da eleição clandestina de Grão Mestre. José Bonifácio de posse destas informações teve uma conversa com o Imperador e este acabou por confessar os fatos reconhecendo seu erro e aceitou o conselho de José Bonifácio de ordenar a José Clemente, Ledo e Nóbrega a devolver as três folhas sob pena de prisão imediata. Assim aconteceu e D. Pedro mandou fechar as Lojas Maçônicas em 27 de outubro de 1822. Esta citação de Drummond deve-se ter reservas já que o fechamento das Lojas ocorreu em 25 de outubro conforme Ata do GOB. Além disto, Drummond era amigo pessoal de Bonifácio. Suspenso o Grande Oriente, começou a perseguição aos seus membros, daí o monstruoso processo mandado instaurar por José Bonifácio contra Domingos Alves Branco, Rocha Pinto, Alves de Azevedo, Tinoco, Gouveia, Valério Tavares, Lisboa, Costa Barros, Lopes, Ledo, Nóbrega, José Clemente Pereira, padres Januário e Lessa, sendo estes recolhidos na Fortaleza das Cobras (ilha das cobras). Após José Clemente e Luiz Pereira da Nóbrega foram deportados para a França. Consta que Ledo não chegou a ser preso, ocultou-se em diversas partes e por fim na Fazenda de S. Gonçalo, em Niterói na casa do amigo Belarmino, depois Barão de São Gonçalo e por proteção de Lourenço Westin, cônsul da Suécia, embarcou em uma nação de sua nacionalidade e foi para Buenos Aires, onde esteve até a influência dos Andradas diminuir pela Constituição de 12 de novembro de 1823. José Bonifácio logo que D. Pedro assumiu o Grão Mestrado com o fim de guerrear a influência maçônica criou o Apostolado. Eram
  • 16.
    seus membros influentes:Martim Francisco, José Joaquim da Rocha, José Marianno de Azevedo Coutinho, Fernando Carneiro Leão e outros. Esta ordem tinha estatuto e sinais, como se usam na liturgia maçônica, mas diferentes na forma. Era dividido em Palestras e Decúrias e cada uma se compunha de doze apóstolos e um presidente. Os membros se denominavam de Colunas do Trono, porque seu fim era sustentar a monarquia constitucional e guerrear com todas as forças as idéias republicanas. Depois da suspensão dos trabalhos do Grande Oriente, planos tenebrosos se urdiam, um dos mais tenebrosos era de uma conjuração contra a pessoa do Imperador. Aproveitando-se do não comparecimento de D. Pedro à uma Sessão do Apostolado, por se achar de cama no Palácio Boa Vista em São Cristóvão desde 30 de junho de 1823, em conseqüência de uma fratura de costela. O Imperador soube da conjuração por uma carta anônima em alemão, lida em segredo pela Imperatriz que dizia a trama a ser instaurada em 16 de julho se D. Pedro não fosse a Sessão. Esta carta foi entregue por um desconhecido dentro de outra, dirigida a Plácido Antonio Pereira de Abreu em que dizia que sua existência corria risco eminente se não entregasse o que ia dentro ao Imperador em mão própria. Este entregou a carta ao Imperador e não sabendo a quem dirigir para dar conta do feito que fora ordenado, fez no Diário do Rio de Janeiro de quarta feira dia 16 de julho de 1823, nº 14 do 2º semestre e 197 do ano a seguinte declaração: “Plácido Antonio Pereira de Abreu faz saber que entregou a Sua Majestade o Imperador a carta que recebeu para lhe ser entregue em 15 de julho de 1823”. No mesmo dia em que recebeu a carta D. Pedro mandou chamar José Bonifácio e sem fazer revelações determinou que ali esperasse em companhia da Imperatriz, pois que se ia curar. Levantou-se como achava com ataduras, vestiu-se e embrulhou-se em um capote, e bem agasalhado porque a noite era chuvosa saiu em um cavalo desferrado em direção ao quartel de artilharia de São Cristóvão onde com
  • 17.
    oficiais de suaconfiança e mais cinqüenta soldados bem armados foram à Rua da Velha Guarda. D. Pedro bateu a porta do edifício dando a senha da Ordem, sendo-lhe a mesma aberta entrando na reunião presidida por Antonio Carlos Ribeiro de Andrada machado e Silva, querendo este guardar os papéis sobre a mesa que eram da conjuração e das propostas relativas. Assumiu o Trono e tomando conhecimento exclamou: “Podem retirar-se, ficando cientes que não haverá mais reuniões do Apostolado, sem minha ordem”. Nenhum membro foi preso e D. Pedro voltou ao palácio e o que passou entre ele e José Bonifácio não se sabe e em 17 de julho de 1823 Bonifácio foi demitido como Ministro de Estado e em 12 de novembro de 1823 os Andradas e outros foram deportados para a Europa. Bonifácio só regressou do exílio em 1829.
  • 18.
    JB NEWS -jbnews@floripa.com.br Questão apresentada pelo Respeitável Irmão Otávio Foss Neto, Mestre Maçom da Loja Estrela de Morretes, 3.159, Rito Escocês Antigo e Aceito – GOB/PR, Oriente de Morretes, Estado do Paraná. 1 – Qual procedimento adotado por um Irmão atrasado para entrar em Loja? 2 – Como deve um Irmão pedir a palavra e Loja? 3 – Qual a serventia do Altar dos Perfumes? CONSIDERAÇÕES: Antes das questões propriamente ditas eu diria que o primeiro procedimento é não chegar atrasado para os Trabalhos. Agora, como a boca entorta conforme o hábito do cachimbo, vamos lá: 1 – Estando a Loja aberta no Rito em questão e não sendo visitante que aguarda o momento propício para entrada conforme exara a Ritual este, se chegar atrasado e tiver acesso ao Átrio e ainda, não estiver presente o Guarda Externo, então ele dá na porta da Sala da Loja (Templo) a bateria maçônica universal que é a de Aprendiz. Se no momento ele não puder ser atendido por um processo em andamento, por exemplo, o Cobridor Interno, sem qualquer anúncio (para também não atrapalhar o procedimento em andamento)
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    responde pelo ladode dentro com bateria universal maçônica. O que estiver pedindo ingresso então aguarda o momento propício sem repetir bateria, ou pior, proceder à bateria de outro Grau. Em sendo possível dar o andamento para o processo de entrada do Obreiro que aguarda, o Cobridor, na forma de costume anuncia ao 1° Vigilante que por sua vez comunica o Venerável. Este então fala diretamente para o Cobridor fazer a verificação de quem bate, salientando que se for um Irmão do Quadro que lhe seja dada a entrada na forma de costume. Obviamente o que pede entrada já estará devidamente paramentado e sendo conhecido o próprio Cobridor observa se ele tem qualidade suficiente para participar dos Trabalhos caso a Loja esteja trabalhando em outro Grau. Se ele por ventura não possuir a qualidade necessária, o Cobridor comunica ao Venerável que toma providência para que seja informado àquele que pede ingresso. Normalmente quem vai ao Átrio para fazer tal comunicação é o Segundo Experto, já que o Cobridor deve sempre permanecer no seu lugar (guardando a porta). No caso de ser um Irmão desconhecido, o ato carece do telhamento na forma de costume (Sinal, Toque e Palavra). Esse procedimento é realizado no Átrio, normalmente pelo Segundo Experto que inclusive após o reconhecimento da qualidade maçônica, solicita se necessário documentos para análise que serão direcionados ao Orador para verificar a autenticidade e os exames de praxe. Estando tudo nos conformes, o Venerável autoriza o ingresso do visitante que executará a Marcha do Grau de acordo com os trabalhos abertos e ainda se submete ao telhamento a que se referem às questões emanadas do Venerável (De onde vindes? Etc.). O que não é permitido é que quando o visitante ouve a resposta do Cobridor pela bateria universal para aguardar, imediatamente retruca com a bateria do Grau subsequente. Isso é um procedimento equivocado de interpretação, pois a resposta do Cobridor é para que o solicitante aguarde e não informando que a Oficina está trabalhando em Grau acima do de Aprendiz. An passant, isso normalmente não está formalizado nos rituais para que se evite e não se institucionalize o atraso. Enfim, pedido de ingresso em Loja aberta, não importando o Grau que ela esteja trabalhando, só se faz pela bateria universal – a de Aprendiz. Da mesma forma, responde o Cobridor. Além dessa bateria, para esse momento, não existem quaisquer outras. As baterias dos outros dois Graus somente serão executadas na porta de entrada do Templo quando o ritual assim determinar. E ainda, a única bateria profana dada na porta é aquela que está presente na
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    cerimônia de Iniciaçãoquando o Candidato (profano) pede ingresso nos augustos mistérios da Maçonaria. 2 – No Ocidente o obreiro pede a palavra ao Vigilante da sua Coluna. No Oriente, os presentes pedem a palavra ao Venerável. Já os Vigilantes pedem a palavra diretamente ao Venerável Mestre. Um obreiro nas Colunas que desejar fazer uso da palavra dá com a palma da sua mão direita uma pancada sobre o dorso da sua mão esquerda e estende levemente o braço e mão direita espalmada para frente num ato de chamar atenção e aguarda a autorização. Da mesma forma procedem aqueles que ocupam o Oriente. Já os Vigilantes pedem a palavra com um golpe de malhete que assim é entendido pelo Venerável. Estes também só falam após a autorização do Venerável. 3 – Boa pergunta. O Altar dos Perfumes, no Rito em questão não serve mesmo para nada e, no meu modo de entender está ali só para confundir e induzir certos Irmãos a queimar incenso ou acender uma vela que eles chamam de “chama votiva”. Esses procedimentos não existem no Rito Escocês Antigo e Aceito. Ao bem da verdade, o Altar dos Perfumes e remanescente dos chamados “Rituais de Sagração de Templo” que é produto distinto de algumas Obediências que costumam sagrar (conferir dignidade) ao espaço da Sala da Loja (Templo). Esse costume não é original do Rito, todavia, por força desses rituais ele acaba por adquirir amparo legal. Outro aspecto é também da miscelânea que ocorre com nossos rituais, principalmente no Brasil onde o Rito Escocês é às vezes uma “colcha de retalhos” com costumes ritualísticos de outros ritos. Nesse caso em particular, penso que esse Altar pegou carona na ritualística Adonhiramita que possui a cerimônia de inensação do Templo e acabou ficando como um objeto e elemento decorativo que não serve mesmo para nada no escocesismo simbólico. Observação – Não quero contestar e nem induzir Irmãos a desrespeitarem os seus rituais em vigor, sejam eles a qual Obediência venha a pertencer. As respostas aqui exaradas são embasadas nas tradições, usos e costumes da Maçonaria. Os conceitos emitidos apenas induzem os leitores à reflexão e nunca ao desrespeito às Leis. Cumpra-se sempre o Ritual. T.F.A. PEDRO JUK - jukirm@hotmail.com - SET/2011.
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    PERGUNTAS E RESPOSTAS Enviesuas dúvidas para jbnews@floripa.com.br que o Ir. Pedro Juk responde tudo sobre Maçonaria através do JB News. Sessão Magna Pública em Homenagem à Independência pelas Três Potências Logo mais no Clube Doze de Agosto, as três Potências Maçônicas de Santa Catarina se reúnem para a Sessão Magna Pública, Comemorativa ao Dia da Independência. A cerimônia começa às 20h00 e o traje será passeio completo. Para os Maçons com Paramentos Simbólicos. Veja o convite ao final, que vem assinado pelos Grão-Mestres do GOSC Alaor Tissot, do GOB/SC Wagner Sandoval Barbosa e GLSC, José Domingos Rodrigues.
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    Sessão Magna deIniciação na Loja Fraternidade Josefense
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    Repasse: Ir. RobsonGouveia (Brasília DF) www.viapolitica.com.br/sonhos/09_a%20_relacao_entre_revolucao.php )
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    Castelo de Almourol,construído em 1171 por Gualdim Pais , Mestre dos Templários , localizado em uma pequena ilha rochosa no meio do Tejo na Praia do Ribatejo , Barquinha, Portugal . Ele serviu como uma fortaleza para os cavaleiros da Ordem do Templo durante a Reconquista.
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    Entrada do Paláciodo Lavradio (GOB) – Rio de Janeiro