JB NEWS
Filiado à ABIM sob nr. 007/JV
Editoria: Ir Jeronimo Borges
JB News nr. 2.092
Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016
Nesta edição:
Pesquisas – Arquivos e artigos próprios e de colaboradores e da Internet
– Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e
www.google.com.br
Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste
informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores.
Índice desta edição:
Bloco 1 -Almanaque
Bloco 2 -IrAdalberto Rigueira Viana – A Visitação Maçônica
Bloco 3 -IrPedro Juk – São João e os Solstícios na Maçonaria
Bloco 4 -IrAnestor Porfírio da Silva – A Falsa Sabedoria
Bloco 5 -Ir Luiz Marcelo Viegas (Site O Ponto Dentro do Círculo) – A Maçonaria e os Mestres Comacinos
Bloco 6 -IrPedro Juk – Perguntas & Respostas – do Ir Sérgio P. Saraiva
Bloco 7 - Destaques JB - Breviário Maçônico para o dia 24 de junho (A Idolatria) & outros informes.
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24 de junho de 1128 –
Batalha de São Mamede (Independência de Portugal)
 1128 - Batalha de S. Mamede, entre D. Afonso Henriques e sua mãe, D. Teresa.
 1358 - Fim da Jacquerie com a morte, no total, de cerca de 20.000 camponeses.
 1509 - Coroação de Henrique VIII de Inglaterra.
 1662 - Os holandeses falham na captura da cidade de Macau.
 1665 - Fundação do município brasileiro de Atibaia, estado de São Paulo, pelo bandeirante Jerônimo de
Camargo.
 1812 - Guerras Napoleónicas: Napoleão Bonaparte invade a Rússia.
 1848 - Fundação do município brasileiro de Caratinga, estado de Minas Gerais.
 1888 - Inauguração da Basílica Velha de Aparecida
 1901 - Abertura da primeira exibição de obras de Pablo Picasso, em Barcelona.
 1906 - Fundação da Vila de Salto de Pirapora (estado de São Paulo), que viria se tornar cidade anos
depois.
 1906 - Fundação da cidade de José Bonifácio.
 1908 - Fundação da União Espírita Mineira em Belo Horizonte, MG.
1 – ALMANAQUE
Hoje é o 176º dia do Calendário Gregoriano do ano de 2016– (Lua Cheia)
Faltam 190 para terminar este ano bissexto
Dia de São João; Dia do Mel e Dia Internacional da Ufologia
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EVENTOS HISTÓRICOS (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki)
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 1913 - Grécia e Sérvia anulam sua aliança com a Bulgária.
 1947 - Kenneth Arnold faz o primeiro relato amplamente divulgado sobre um OVNI, marcando o início
da ufologia moderna.
 1999 - A vila de Quarteira, em Portugal, é elevada a cidade.
 2006 - Gloria Macapagal-Arroyo, presidente das Filipinas, declara a abolição da pena de morte no país.
 2007 - Gordon Brown sucede Tony Blair como primeiro-ministro do Reino Unido.
Eventos esportivos[editar | editar código-fonte]
 1990 - A Seleção Brasileira de Futebol perdeu pelo placar de 1X0 para a Seleção Argentina de Futebol, e
é eliminada da Copa do Mundo.[1]
 2010 - John Isner e Nicolas Mahut disputam a mais longa partida de tênis da história.
1503 Deixa o porto francês de Honfleur um pequeno navio chamado “Espoir”, de 120 toneladas,
comandado pelo navegador Binot Paulmier de Gronneville, que, em janeiro do ano seguinte, deveria
aportar na costa catarinense, na baía da Babitonga levando, no seu regresso à Europa, um jovem
indígena de nome Içá-Mirim (Formiga Pequena).
1961 Morre, em Balneário Camboriú, Luiz Bertoli, pioneiro da colonização do Alto Vale do Itajaí,
notadamente das áreas que hoje são os municípios de Taió e Rio do Oeste. Filho de imigrantes
italianos. Nasceu em Timbó a 21 de fevereiro de 1879.
1976 Lei Municipal nr. 1.229, desta data, criou a Fundação Educacional do Planalto Central Catarinense,
FEPLAC, com sede na c idade de Curitibanos.
1717 Quatro Lojas Maçônicas de Londres, das tavernas Goose and Gridiron, Crown, Aple Tree e
Rummer and Grapes, juntaram-se para formar a primeira Grande Loja.
1723 Na gestão do sétimo Grão-Mestre, o conde Dalketith, é que se redige a primeira ata conhecida da
primeira Grande Loja, fundada em 1717. William Cowper era Grande Secretário. As anteriores,
se existiram, perderam-se ou foram destruídas propositalmente. Uma série crise política afetava a
Inglaterra, com reflexos na Maçonaria inglesa. Os partidários da dinastia Hanover, então no poder,
enfrentavam os partidários dos Stuarts, que queriam voltar ao trono. Dalkeith, politicamente
confiável, afastou possíveis suspeitas. Uma das evidências do cunho político foi a proibição de se
falar em política ou religião nas Lojas inglesas.
1725 Fundação da Grande Loja da Irlanda.
1738 Uma assembleia de todas as Lojas inglesas e escocesas na França elege Grão-Mestre o duque de
Antin e cria a Grande Loja da França, cujo nome só seria oficial a partir de 1756.
1755 Consagrado o primeiro Templo exclusivamente dedicado a funções Maçônicas, o Templo
Maçônico de Filadélfia, então colônia britânica.
1769 Fundação da a Grande Loja da Polônia, desaparecida em 1772 com a primeira partição da
Polônia entre a Áustria, a Prússia e a Rússia.
1779 Fundação da Grande Loja da Inglaterra ao Sul do Rio Trent, resultante da expulsão de Willian
Fatos maçônicos do dia
Fonte: O Livro dos Dias 20ª edição (Ir João Guilherme) e acervo pessoal
históricos de santa Catarina
Extraído de “Datas Históricas de Santa Catarina” do Jornalista Jali Meirinho e acervo pessoal
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Preston pela Grande Loja dos Modernos, (a primeira GL fundada em 1717). Durou até 1789.
1780 Nasce Ir.'. Johann Wolfgang Von Goethe, a maior figura das letras alemãs, iniciado na Loja
Amália, de Weimar.
1801 Aprovado pela convenção de Hamburgo, o Rito organizado por Fredrich Ludwig Schröder.
1821 Reinstalada secretamente a Loja Comércio e Artes, no Rio de Janeiro, trabalhando no Rito
Adonhiramita.
1822 Fundação da Grande Loja Nacional da Suíça.
1824 Fundação da Grande Loja da Venezuela.
1831 Instalado o Grande Oriente Nacional Brazileiro, ou Grande Oriente do Passeio, que havia sido
criado no ano anterior.
1832 Ir.'. Luís de Queirós Monteiro Regadas, iniciado na sessão do dia 24 de junho de 1832. Em
1838 comprou o edifício principado para Teatro, na Rua do Lavradio, que deu origem ao Palácio
Maçônico do Lavradio, inaugurado em junho de 1842
1862 Fundação da Grande Loja do Chile.
1874 Iniciado Ir Henrique Valadares, na loja Cruzeiro do Sul, de Uruguaiana, RS. Foi militar,
deputado, prefeito do DF e Grão-Mestre Adjunto do GOB.
1891 Fundação da Grande Loja da Noruega.
1905 Fundação da Grande Loja de Nuevo León, México.
1911 Fundação da Loja Acácia Itajaiense nr. 1, de Itajaí (GLSC)
1922 Fundação da loja “Firmeza e Fraternidade Sourense” nº 5, de Belém (GLPA)
1919 Iniciado na Loja Liberdade, de Lisboa, com o nome simbólico de Galeno, o oficial médico
Sezinando Bebiano Azevedo Peres, natural de Taveira, Portugal.
1927 Ir Octávio Kelly assume como Grão-Mestre o Grande Oriente do Brasil, após a renúncia de
Fonseca Hermes, informando a situação da Potência em consequência da dissidência criada por
Mário Behring.
1930 Fundação da Loja Luz e Verdade III nr. 1066 de Joinville (GOB/SC)
1939 Cisma na Maçonaria argentina. Dissidentes da Grande Loja fundam o Grande Oriente Federal
Argentino.
1954 Fundação da Loja Estrela do Oriente nr. 1360 de Goianésia (GOEG)
1958 Fundação da Loja "Concordia et Humanitas" Nr. 56 - ao Or. de Porto Alegre - RS
Primeira Loja do Rito Schröder da G.L.M.E.R.G.S. e do Estado do Rio Grande do Sul a ser
fundada ou reerguida após o período de proibição de reunião dos imigrantes alemães e do uso do
idioma Alemão em função da II Grande Guerra. A mais antiga Loja do Rito Schröder das Grandes
Lojas Brasileiras.
1978 Fundação da Loja Monte Sinai nr. 2064, de Quirinópolis (GOEG)
1995 Fundação da Grande Loja da Rússia.
1997 Fundação da Loja São João Batista nr. 3061 de Balneário Camboriú, (GOB/SC)
1999 Fundação da Loja Terceiro Milênio de Londrina (Grande Loja do PR)
1999 Fundação da Loja Luz nr. 72, de Jaraguá do Sul (GLSC)
2002 Fundação da Loja Elos da Fraternidade nr. 84, de Concórdia (GLSC).
2004 Fundação da Loja São João nr. 33, de Itapuã do Oeste (Grande Loja de Rondônia)
2004 Fundação da Loja Maçônica João Bosco Fernandes N° 3585, de Brejo do Cruz (GOB/PB)
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Ir Adalberto Rigueira Viana
Loja Simbólica Acácia Viçosense no
1808 –
rigueiraviana@gmail.com
Viçosa - MG
A visitação maçônica
Em minha trajetória maçônica que se iniciou no ano de 1984, conheci e convivi com
irmãos que deixaram marcas indeléveis e que, tenho certeza, jamais se afastarão da moinha
memória.
Um deles que tinha a digna profissão de viajante e que fazia questão de dizer “mascate”,
tinha como prazer e de valor indefinível e indecifrável, visitar todas as Lojas que existissem pelas
cidades pelas quais passava deixando o seu produto sob encomenda anteriormente feita ou
anotando novos e importantes pedidos para a sua sobrevivência humana..
Ele, como estudioso e experiente Mestre Maçom que era, sabia e tinha conhecimento de o
direito de todo Maçom visitar e tomar assento em qualquer Loja é um inquestionável Landmark
da Ordem. É o consagrado "Direito de Visitação", reconhecido e votado universalmente a todos os
Irmãos que viajam pelo orbe terrestre. É a conseqüência do modo de encarar as Lojas como meras
divisões da família maçônica.
Fazia questão de quando retornava a sua Loja mãe, durante os ágapes fraternais após as
reuniões, relatava as experiências vividas durante o período que esteve ausente cumprindo a sua
nobre missão de viajante vendedor.
E era visível durante os seus relatos a emoção brotando em cada palavra dita, parecendo-nos
que ele ali estava somente com o corpo físico, porém, com o pensamento viajando pelos lugares
por onde passara. Em um dos seus comentários acerca de uma visita a uma Loja, disse-nos que era
dia de uma Sessão Magna de Iniciação maçônica, quando foram iniciados três novos irmãos
estando entre eles um médico, um professor e o terceiro um carpinteiro.
A Loja estava completamente lotada com a presença de irmãos de pelo menos 15 Lojas
região que ali foram prestigiar os novos irmãos nos quais depositavam inteira confiança de que
seriam realmente, obreiros úteis e dedicados. Conheceu mais uma enorme quantidade de novos e
respeitáveis irmãos com os quais comemorou aquele episódio tão importante para a maçonaria: as
iniciações.
Já com o semblante um pouco carregado, contou-nos que em determinada cidade já pronto
para assistir a mais uma reunião, ao chegar na Loja ali estava na porta um aviso de que não
2 – OPINIÃO - A Visitação Maçônica
Adalberto Rigueira Viana
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haveria reunião naquela noite em virtude do passamento para o Oriente Eterno de um dos mais
antigos Mestres daquela Oficia.
Decepcionado e bastante triste procurou saber onde estava sendo velado o corpo daquele
irmão que não conhecera e para lá se dirigiu para abraçar a cunhada e os sobrinhos tão chorosos
pela perda irreparável e que muito entristecera não só eles como os moradores daquela pequena
cidade.
Continuando a sua vida maçônica, contou-nos que chegando pela primeira naquela
localidade bastante movimentada, parou em um café para fazer um pequeno lanche e sentando-se
em uma das mesas colocadas no calçadão, ouviu de alguns irmãos que falavam de maçonaria,
relatando o acontecido na reunião anterior, fazendo o contrário daquilo que juramos ao final de
todas reuniões, manter o sigilo sobre tudo que ali acontecera.
Aproximando-se do grupo, apresentou-se como de costume e ficou sabendo que um irmão
da Loja daquela cidade estava hospitalizado em virtude um acidente que sofrera durante uma
viagem a serviço. Aproveitando que dois deles saíram para fazer a visita ao irmão no Hospital
próximo, saiu junto deles e lá chegando, ficou um pouco reservado enquanto os outros dois
cumprimentavam os familiares e abraçavam carinhosamente o irmão enfermo.
Vários irmãos de sua Loja sempre que ele chegavam para o ágape procuravam sentar-se
próximo dele para ouvir suas narrativas tão cheias de emoção e satisfação em vista do valor que
dispensava às suas costumeiras visitas a outras Lojas maçônicas.
Continuando alegremente as suas narrações e relatos,lembrou-se que em uma outra cidade
fora convidado para uma reunião Magna de Confirmação de Casamento de um irmão muito
concorrida e de ritualística verdadeiramente emocionante e para no outro dia participar de um
aniversário de 15 anos de uma sobrinha, filha de um casal simpático e muito agradável que teve o
prazer e a satisfação de conhecer e abraçar efusivamente em vista do momento de felicidade que
desfrutavam.
Lembrou-se também que num sábado, quando descansava e fazia uma pequena pausa em
uma de suas viagens, fora convidado para uma reunião do Capítulo DeMolay daquela cidade e
para lá se dirigiu para assistir a uma bela e rica sessão tão bem seriamente dirigida por inúmeros
jovens da sociedade local.
Ficou deveras entusiasmado com a seriedade daqueles jovens do desempenho de suas
tarefas perviamente determinadas .Ao final da reunião, junto de alguns irmãos que para ali se
convergiram para prestigiar os jovens, recebeu um convite de um visitante para proferir uma
palestra em sua Loja que ficava numa cidade próxima e que, por coincidência ele visitaria na
próxima semana.
Escreveu e apresentou então, uma peça de arquitetura na qual ele ressaltava o valor das
visitas dos irmãos a outras Lojas co-irmãs incentivando os irmãos presentes a cultivarem este
hábito salutar entre os amantes da Arte Real.
Ao relatar mais este acontecimento por ele vivido, lembrou aos irmãos da nossa Loja que
sabe das dificuldades hoje enfrentadas para se visitar outras Lojas. O alto preço do combustível,
os perigos rondando as estradas repletas de carros dirigidos por motoristas irresponsáveis, as
viagens à noite com o cansaço às vezes tomando contando daqueles que trabalharam duramente
todo o dia, enfim, uma série de impecilhos contrários ao cumprimento daquela vontade que muitos
carregam dentro do peito.
Esta história que aqui estamos contando para todos os que terão acesso a este texto, são para
lembrar-lhes que sempre que realizamos este objetivo, estamos colocando em prática mais uma
vez o Salmo 133 tão bonito e marcante em nossa trajetória maçônica. Oh! Quão bom e
agradável.........
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PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Morretes, Paraná.
SÃO JOÃO
E OS SOLSTÍCIOS NA MAÇONARIA.
Embora o assunto já tenha sido exaustivamente debatido e esclarecido por autores autênticos da
Maçonaria, ainda muitas dúvidas campeiam o solo maçônico no que diz respeito às figuras
patronais de João, o Baptista e de João, o Evangelista.
Nesse sentido, tenho recebido muitos pedidos de esclarecimento sobre o assunto através do
Consultório Maçônico José Castellani da revista A Trolha de Londrina, PR, assim como pelo
diário eletrônico JB NEWS in Perguntas e Respostas – Florianópolis, S.C.
Dado ao exposto seguem as seguintes considerações sobre o tema:
Para o esclarecimento necessário dessa questão e para que não se caia no campo das suposições
“inventando” padroeiros para a Maçonaria só porque esse ou aquele Rito pretende identificar um
“santo” em particular, é antes imprescindível que o estudante conclua que a questão não é só a de
identificar um padroeiro para um Rito específico, senão antes identifica-lo como um patrono de
toda a Maçonaria, independente dos Ritos e Trabalhos nela praticados (as Lojas de São João).
Nesse pormenor seria lógico antes se compreender a razão dessa escolha ou costume como parte
integrante da história da Sublime Instituição. É, portanto imperativo que antes se entenda o porquê
dessa relação que envolve as datas comemorativas dos “santos padroeiros – Baptista e
Evangelista” como uma espécie de patronos da Maçonaria.
Desde quando? Qual a razão de João, o Baptista e João, o Evangelista aparecerem nesse misto de
respeito religioso e alegoria simbólica intrínseca à Maçonaria? Por que a Moderna Maçonaria
ainda mantém essa tradição?
Sem ter a pretensão de aqui querer ensinar astronomia e geografia, o tema, entretanto merece ser
identificado tanto pela feição científica, bem como pela cultural que envolve as crenças
pertinentes aos cultos solares da antiguidade – base de grande parcela das religiões conhecidas.
Essa explicação, embora condensada, está no fato de que o planeta Terra além de girar em torno
do seu próprio eixo em um ciclo diário e noturno totalizando vinte e quatro horas (rotação),
também o Planeta se desloca no espaço em uma trajetória elíptica (elipse) ao redor do Sol
(translação), cuja viagem completa resulta no período conhecido por “ano” (arredondados
trezentos e sessenta e cinco dias).
3 – São João e os Solstícios na Maçonaria
Pedro Juk
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Em seu deslocamento elíptico ao redor do Sol, a Terra estará no seu trajeto mais, ou menos
afastado do Sol o que implica no Planeta estar em periélio - o ponto de órbita com menor
afastamento distando 147 milhões de quilômetros e em afélio – ponto de órbita com maior
afastamento com 152 milhões de quilômetros de distância. Assim o afélio se opõe ao periélio, e
vice-versa.
Como a Terra no seu trajeto elíptico em torno do Sol mantém uma inclinação constante em
relação ao seu plano de órbita (norte-sul) de 23 graus e 27 minutos, o movimento faz com que as
duas regiões terrenas divididas pela linha imaginária do equador e conhecidas como hemisférios
(meias-esferas), recebam a incidência de mais, ou menos raios solares, ou ainda estes por igual
conforme a localização na sua trajetória ao redor do Sol.
Pela não coincidência do plano de órbita com o plano do equador, do ponto de vista daquele que
estiver situado na Terra, esse movimento simula a ilusão de como fosse o Sol a se movimentar em
torno da Terra. O trajeto dessa revolução imaginária é conhecido como eclíptica, ou a passagem
do astro pelo círculo máximo da esfera celeste – é a interseção da esfera com o plano de órbita.
Assim os limites, ou pontos máximos dessas inclinações nesse movimento aparente, tanto no
Norte, como no Sul, quando o Sol atinge a sua maior distância angular do equador cessando o seu
afastamento, ocorrem os dois solstícios1 que marcam o início do verão e do inverno conforme o
hemisfério terreno – inverno no Norte, verão no Sul, ou vice-versa.
1 - Solstício (Do latim Solstitiu). Substantivo masculino. Época em que o Sol passa pela sua maior
declinação boreal ou austral, e durante a qual cessa de afastar-se do equador. Os solstícios situam-
se, respectivamente, nos dias 22 ou 23 (na intenção de uniformização- dia 21) de junho para a
maior declinação boreal, e nos dias 22 ou 23 (por critério de uniformização – dia 21) de dezembro
para a maior declinação austral do Sol. No hemisfério norte, a primeira data se denomina solstício
de verão e a segunda, solstício de inverno; e, como as estações são opostas nos dois hemisférios,
essas denominações invertem-se no hemisfério sul.
2 - Equinócio (Do latim Aequinoctiu). Substantivo masculino. 1. Ponto da órbita da Terra em que
se registra igual duração do dia e da noite, o que sucede nos dias 21 de março e 23 de setembro
(convencionado para o dia 21). 2. Qualquer das duas interseções do círculo da eclíptica com o
círculo do equador celeste: equinócio da primavera, ou ponto vernal, e equinócio do outono, ou
ponto de Libra. 3. Instante em que o Sol, no seu movimento anual aparente, corta o equador
celeste.
Por ocasião do solstício no ciclo, ou estação do verão, devido a maior incidência de raios solares,
prevalecem assim dias mais longos e noites curtas na sua duração. Já no ciclo do inverno, devido a
menor incidência de raios solares, prevalecem as noites mais longas e dias curtos na sua duração.
Os solstícios destacam-se no clima terrestre principalmente pela ocorrência do frio no inverno e
do calor no verão.
Por outro lado, no que concerne a esse mesmo movimento aparente do Sol na sua eclíptica em
direção ao solstício, quando passa de um para o outro hemisfério cruzando o Equador, marca a
ocorrência do início da primavera e do outono conforme o sentido da marcha aparente. Do Sul
para o Norte – primavera no hemisfério Norte e outono no Sul. Do Norte para o Sul – primavera
no hemisfério Sul e outono no hemisfério Norte. O momento em ocorrem essas passagens
ilusórias do Sol de um para o outro hemisfério sobre o Equador é que acontecem os equinócios2.
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Nessa situação de projeção zenital (equinócio - que dista igualmente), tanto no outono quanto no
inverno, a incidência é igual de raios solares sobre a Terra. Esse atributo faz então com que os dias
e noites sejam iguais na sua duração.
Devido à inclinação do planeta Terra no seu eixo Norte-Sul, bem como o seu movimento em torno
do Sol (revolução anual e ilusória do Sol) é que ocorrem os ciclos naturais, conhecidos como as
estações do ano - a primavera, o verão, o outono e o inverno - opostos conforme o hemisfério
(verão – inverno, outono – primavera).
Não obstante essa relação astronômica, tal condição climática também faria com que as
civilizações primitivas já distinguissem as épocas frias e quentes levando-os a organizar o seu
modo de subsistência no trabalho agrícola.
Sob a óptica do Sol como fonte de luz e calor ele seria proclamado como divindade soberana e
daria o suporte principal para os cultos solares da antiguidade. Com indelével influência sobre
quase todas as religiões e crenças da humanidade, o homem imaginou os solstícios como portas
por onde o Sol entrava e saia ao terminar o seu trajeto aparente (trópicos de Câncer e
Capricórnio).
Sob o ponto de vista da Terra, as épocas solsticiais desde então seriam marcas astronômicas
idealizadas pelos alinhamentos com as constelações de Câncer ao Norte e Capricórnio ao Sul, o
que sugeria, sob a óptica do misticismo, inclusive, uma relação com deuses pagãos que, mais tarde
e sob a influência da Igreja, seriam elementos substituídos por santos do cristianismo. É o caso,
por exemplo, do deus Janus (palavra latina que significa porta), agregado ao panteão romano, cuja
representação era de uma divindade bicéfala, com duas faces simétricas olhando uma para o
passado e a outra para o futuro. De acordo com a posição do Sol na eclíptica, a alegoria insinuava
filosoficamente que o futuro seria construído sobre a luz do passado; sugeria também que o
passado um dia fora presente e futuro, assim como o futuro seria também um dia, presente e
passado.
Com o advento da adoção do cristianismo para o Império Romano, por obra do imperador
Constantino, essa relação solsticial com a divindade bicéfala pagã seria alterada, quando então foi
substituído o deus Janus pelos santos cristãos João, o Baptista e João, o Evangelista, o que
inclusive adequaria e acomodaria essa relação religiosa para o cristianismo. Nesse pormenor a
identidade do solstício em Câncer (verão no hemisfério Norte e inverno no hemisfério Sul) por
influência de Igreja Católica, ficaria relativo a São João Baptista (Esperança – daquele que previu
a Luz), enquanto que o solstício em Capricórnio (inverno no hemisfério Norte e verão no
hemisfério Sul) seria alusivo a São João Evangelista (Reconhecimento – daquele que pregou a
Luz).
Cabe aqui uma recomendação importante: Ao se tratar desse apólogo religioso inerente aos
solstícios e os santos mencionados, o mesmo estará sempre relacionado ao hemisfério Norte, por
extensão isso também ocorre com esse simbolismo no que concerne à Maçonaria. Como o caráter
é simbólico todas as referências inerentes aos ciclos da primavera, do verão, do outono e do
inverno sempre aludem ao Norte do planeta Terra.
Ainda no que concerne a relação entre o simbolismo solsticial, o cristão e a própria Maçonaria que
também adota os mesmos padroeiros, muito embora a Maçonaria não seja uma religião, essa
alegoria relativa aos dois solstícios, em última análise, salienta a evidente relação com o deus
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bicéfalo romano Janus (que tem duas cabeças) às duas transições solsticiais do verão e do inverno
na banda setentrional da Terra.
O solstício de verão (junho) ficaria então relacionado a João, o Baptista como aquele que
anunciou a vinda da Luz (Jesus, considerado como a Luz do Mundo), enquanto que o solstício de
inverno (dezembro) concernente a João, o Evangelista, ficaria relacionado àquele que difundiu a
palavra de Jesus (a Luz do Mundo).
Na concepção cristã João Baptista anunciou no verão a Esperança por intermédio da vinda de
Jesus que nasceria em pleno inverno como que fazendo renascer, ou voltar novamente a Luz
(Natalis Invicti Solis), enquanto que João, o Evangelista pelo Reconhecimento à Luz, passou a
difundir a “boa nova” (evangelho – do grego euangélion, pelo latim evangeliu). Nota-se aqui mais
uma vez a evidente relação com os cultos solares da antiguidade no hemisfério boreal.
Essa importante representação alegórica igualmente ganharia corpo pela própria semelhança entre
os nomes do deus pagão Janus e Joannes (João). A palavra João, em hebraico Iheho-hannam,
significa a “graça de Deus” e essa semelhança viria inclusive acomodar a situação pela exclusão e
substituição do deus pagão que se chocava com as tradições do cristianismo. Desse modo João
Batista e o Evangelista passariam a se associar com as datas solsticiais (junho e dezembro).
Não menos importante também é a relação simbólica configurada na constelação de Câncer
lembrada pelo saudoso Irmão José Castellani in “Porque São João, Nosso Padroeiro”: “Suas duas
estrelas principais (da constelação de Câncer) tomam o nome de Aselos (do latim Asellus, i =
diminutivo de Asinus, ou seja: jumento, burrico). Na tradição hebraica, as duas estrelas são
chamadas de Haiot Nakodish, ou seja, animais de santidade, designados pelas duas primeiras
letras do alfabeto hebraico, Aleph e Beth, correspondentes ao asno e ao boi. Diante delas há um
pequeno conglomerado de estrelas, denominado, em latim, Praesepe, que significa presépio,
estrebaria, curral, manjedoura, e que, em francês, é “creche”, também com o significado de
presépio, manjedoura, berço. Essa palavra, creche já foi, inclusive, incorporada a idiomas
latinos, com o significado de local onde crianças novas são acolhidas, temporariamente”.
Note-se então que a previsão alegórica do nascimento de Jesus em uma manjedoura e outras
particularidades inerentes teve origem interpretativa nessa observação mística relativa à
constelação de Câncer (junho, solstício de verão no hemisfério Norte) e consignada no outro
alinhamento com a constelação de Capricórnio (dezembro, solstício de inverno no hemisfério
Norte).
Não obstante ao sentido dessa exegese, vale também a pena mencionar a relação dela com os
cultos solares da antiguidade que mais uma vez se evidenciaria e passaria, dentre outros, a
influenciar na fixação pela Igreja da data do nascimento de Jesus para a noite de 24 para 25 de
dezembro, a mais longa do ano no Norte, e que alude ao solstício relativo à volta do Sol no
mitraísmo persa (INRI - Igne Natura Renovatur Integra – o Fogo Renova a Natureza Inteira) e
propagada pelo mitraísmo romano na concepção do Nascimento do Sol Triunfante, ou Invicto
(Natalis Invicti Solis). Por ocasião dessa longa e fria noite de inverno (no Norte) os homens
acendiam fogueiras e faziam oferendas e preces evocando a volta da Luz. Assim o Cristianismo,
valendo-se dessa alegoria solsticial fixaria o Natal (nascimento de Jesus) identificando à volta do
Sol a partir de Capricórnio para o Norte como a Luz do Mundo, cujo nascimento fora previsto
(anunciado em Câncer – verão). Essa associação daria então a João, o Baptista o rótulo daquele
que anunciou a vinda da Luz, cuja data comemorativa se fixaria em 24 de junho, bem próxima do
solstício de verão no hemisfério Norte que ocorre em 21 de junho - o Sol alinhado com Câncer.
Assim também se daria cooptação com João, o Evangelista em 27 de dezembro, cuja data
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praticamente está conexa ao Natal e ao solstício de inverno no hemisfério Norte que se dá em 21
de dezembro – o Sol alinhado com Capricórnio. Ao Evangelista seria titulado o desígnio daquele
que pregou a Luz (a doutrina de Cristo).
São João e a Maçonaria – Antes das considerações propriamente ditas, fica aqui o alerta sobre
alguns pontos no tema que não podem ser confundidos:
a) Na matéria há que se vislumbrar que o patrono, ou patronos (São João) se referem à Maçonaria
em geral, e não dela apenas a um rito ou costume em particular.
b) Como ritos maçônicos, alguns deles possuem o seu próprio patrono, todavia estes nunca se
confundem com os padroeiros gerais da Maçonaria.
c) Ainda existem os protetores regionais da Maçonaria. É o caso, por exemplo, da inglesa e São
Jorge (padroeiro da Inglaterra – 23 de abril). Entretanto este não pode ser confundido com as
comemorações maçônicas solsticiais relativas a João, o Baptista e João Evangelista.
e) A Maçonaria é oriunda dos canteiros medievais e traz consigo uma forte influência da Igreja.
Como atividade profissional à época ela comemora até os dias atuais, ainda que de modo
especulativo, as festas solsticiais.
Primitivamente (com aproximadamente 800 anos de história) a Maçonaria era operativa
(profissional) e não possuía ritos nem graus. Constituída de maçons livres (nas Lojas livres),
muitos desses grupos profissionais, além dos santos relativos às datas solsticiais, também não
raras vezes rendiam particularmente preito a outro santo protetor, inclusive a uma santa.
Conforme costume haurido dessas organizações profissionais do passado - Associações
Monásticas, Confrarias Leigas e da antiga Francomaçonaria (base da Maçonaria) – e com inegável
tempero da Igreja, a prática comemorativa solsticial alcançaria posteriormente a Maçonaria
Especulativa e por extensão inclusive a Moderna Maçonaria (primeiro sistema obediencial
fundado 1.717).
Isso se explica porque mesmo não sendo a Maçonaria considerada como uma religião, ela foi
historicamente criada à sombra de Igreja Católica medieval e dela arregimentou assim uma forte
influência que dava ao trabalho, bem como aos seus membros e respectiva profissão, um amoedo
religioso.
Em resumo e para aplicação de uma salutar geometria a Maçonaria precisa de uma vez por todas
ser despida de ilações fantasistas e equivocada que ainda forçam subsistência como aquelas que a
tratam como fosse ela uma Instituição milenar. Ora, essas concepções anacrônicas não cabem
mais em pleno século XXI.
Autenticamente a Maçonaria veio a nascer à sombra da Igreja nos Canteiros3 da Idade Média,
portanto não seria novidade nenhuma que sob essa influência a Maçonaria, construtora de igrejas
e catedrais, viesse também possuir um patrono religioso.
3 - Canteiros - antigos construtores medievais de igrejas e catedrais, corporações formadas sob a
influência da Igreja na Idade Média.
4 - Moderna Maçonaria – composta pela Maçonaria Especulativa, ou dos Aceitos, cuja marca
inicial se deu com o advento da fundação Primeira Grande Loja em Londres pelas Lojas da
Taberna do Ganso e a Grelha, do Copázio e as Uvas, da Coroa e da Macieira. Naquela
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oportunidade era então criado o primeiro sistema obediencial do mundo maçônico. Não se deve
confundir o fato como princípio da Maçonaria Especulativa, já que esta se deu documentalmente
em 1.600 na Escócia com a admissão do latifundiário John Boswel na Loja Capela de Maria
(Chapel’s Mary Lodge).
Assim, essas associações profissionais geralmente se agrupavam em reunião nos solstícios de
verão e de inverno, cujas reuniões, além de comemorativas ao padroeiro solsticial, também
alcançavam a finalidade de rever os planos das obras, discutir novos contratos, avaliar as
atividades econômicas e profissionais e promover ingresso de novos artífices na “Arte de
Construir” (iniciar).
Essa relação do Ofício com o verão e com o inverno implicava antes de tudo num aspecto prático
e literal da construção, já que no rigor do inverno setentrional pouco se produzia na arte de cortar
a pedra calcária, bem como a de com ela se edificar. Efetivamente os trabalhos praticamente
permaneciam paralisados na estação hibernal.
Com o final do inverno e o início da primavera – o rigor do clima mais ameno - os trabalhos no
canteiro (hoje as Lojas especulativas) retomavam as suas atividades com força e vigor. Assim os
labores do ofício iriam atingir o seu auge no verão (dias longos e noites curtas), voltariam a
declinar no outono e seriam novamente paralisados no inverno (dias curtos e noites longas).
Vale então a pena mais uma vez salientar que todas as referências feitas às estações do ano (ciclos
naturais) nesse arrazoado, se relacionam indistintamente àquelas que ocorrem no hemisfério Norte
do nosso Planeta (berço da Maçonaria).
Como as datas solsticiais sucedem nos dias 21 de junho e 21 de dezembro, isto é, muito próximas
das datas religiosas comemorativas a João, o Baptista em 24 de junho e João, o Evangelista em 27
de dezembro, as mesmas acabariam por se confundir. Isso pode ser perfeitamente observado
tomando-se por base a fundação em 1.717 da Primeira Grande Loja em Londres em 24 de junho,
dia de São João Baptista (princípio da Moderna Maçonaria4 – primeiro sistema obediencial). Do
mesmo modo também se pode observar nos dias atuais onde a maioria das Obediências tem ainda
o costume de dar posse aos Grão-Mestres e Veneráveis das Lojas no dia comemorativo a São João
no mês de junho.
Nesse sentido a Moderna Maçonaria como fiel guardiã da tradição usos e costumes da Ordem
mantém a alegoria dos solstícios nos seus arcabouços doutrinários, costume esse adquirido desde
os primeiros grupos profissionais, cujas representações simbólicas, independente dos
contemporâneos Ritos e Trabalhos praticados, se apresentam nos Templos maçônicos.
É o caso do conjunto simbólico composto pelo o Círculo e as Paralelas Tangenciais Verticais, cuja
alegoria sugere que o Sol (círculo) não transpõe os trópicos (Câncer e Capricórnio - as paralelas
representam João Baptista e Evangelista).
Ainda outros símbolos inerentes: o das Colunas Solsticiais B e J que simbolizam, por exemplo, no
Rito Escocês, a passagem dos referidos Trópicos e entre as quais o Equador do Templo; também
no Rito Escocês as constelações do Zodíaco que marcam simbolicamente a eclíptica do Sol e as
estações do ano, por conseguinte os solstícios e os equinócios; ainda no arcabouço doutrinário
maçônico de vertente francesa a Marcha do Mestre exprime a curso aparente do Sol de um para
outro hemisfério, etc.
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Vale a pena também mencionar que no puro e verdadeiro Rito Escocês o Grau de Aprendiz é
aberto com a leitura do Livro da Lei em São João, cap. 1, vs. 1-5 – implica na prevalência da Luz
sobre as trevas como mote doutrinário do Grau.
No tocante às tradições, usos e costumes da Maçonaria, as Iniciações operativas (embora muito
diferente das que hoje conhecemos) ocorriam nas reuniões semestrais (solsticiais). Naquela
oportunidade em muitas associações profissionais o “Aprendiz Admitido” pousava a mão direita
sobre o Evangelho de São João para prestar a sua obrigação. Esse costume era assim praticado
porque as datas iniciáticas coincidiam com aquelas relativas aos santos protetores – a Igreja ditava
as regras.
Como à época não existia ainda a imprensa5 e a Bíblia era propriedade apenas da Igreja, cujo
texto era compilado à mão em papel grosseiro (de gramatura alta) e resultava em um volume da
Bíblia imenso, pesado e incomodo para o transporte e manuseio. Devido a esse particular o
Iniciando prestava simbolicamente a sua obrigação pousando a mão direita apenas sobre o
Evangelho de São João, que era geralmente reduzido e adequado para a ocasião à sua primeira
página.
5 - Imprensa - Johannes Guttenberg em 1.440 desenvolve a tecnologia da prensa móvel, utilizando
os tipos móveis - caracteres avulsos gravados em blocos de madeira ou chumbo, que eram
arrumados numa tábua para formar palavras e frases do texto para impressão.
Assim se explica o hábito, segundo a maioria dos Ritos, do notório uso do título distintivo - as
Lojas de São João, cujos trabalhos são abertos “
João nosso Padroeiro”, ou ainda: “Uma Loja de São João, Justa, Perfeita e Regular”.
Obviamente como a questão envolve os dois solstícios, englobam-se como patronos também os
dois São João, o Batista e o Evangelista. Até porque como a Maçonaria é uma Obra de Luz, nada
mais oportuno do que celebrá-la simbolicamente (sem conotação religiosa) através daquele que
previu a Luz e também daquele que propagou a Luz.
Nesse sentido, em se tratando dos padroeiros maçônicos cujo nome é João, muitos
equivocadamente ainda teimam em propagar o nome de outros S. João, a exemplo do Esmoler
(também conhecido como Hospitalário ou de Jerusalém) que não tem qualquer relação com a
Maçonaria Operativa. Pior ainda foi a invenção do tal “da S. João da Escócia” que nem mesmo
existe no hagiológio da Igreja.
Alguns equivocadamente ainda associam um santo padroeiro inerente a um Rito em particular e
querem generalizá-lo como patrono de toda a Maçonaria. Daí a razão dessa propagação desmedida
que tem causado muitas dúvidas para o entendimento de muitos outros.
Aliás, é oportuno salienta que a tal “generalização” tem sido uma verdadeira erva daninha na
prática e interpretação maçônica, geralmente adubada pelos incautos que ao se referirem a um
Rito específico o imaginam como se fosse ele o único representante de toda a Maçonaria.
Inquestionavelmente esse despautério não condiz com a Verdade, já que os Ritos e os Trabalhos
do Craft são partes integrantes da Maçonaria. Embora a sua espinha dorsal seja única, cada Rito
ou Trabalho (costume) possui a sua particularidade geralmente oriunda da sua doutrina, da sua
cultura e da sua vertente maçônica (inglesa ou francesa). A Maçonaria Simbólica Universal é
única, porém composta por vários Ritos e Trabalhos do Craft.
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A chave da compreensão está no conhecimento e pratica da história autêntica da Sublime
Instituição - acadêmica por excelência. Antes de se mencionar opiniões de achistas e crédulos em
escritos comprometidos (água contaminada), quando não repletos de opiniões ocultistas hauridas
de crenças pessoais, melhor seria primeiro atender a virtude da prudência na observação dos fatos.
Retomando o assunto inerente ao mote desse arrazoado e por tudo o que até aqui fora sobre ele foi
mencionado é que a Maçonaria desde o seu período operativo vem se servindo da relação
Homem-Natureza, cujo palco alegórico de outrora era o
canteiro da obra. Atualmente essa analogia está na topografia e na decoração dos templos
maçônicos, bem como nas doutrinas específicas dos Ritos e Trabalhos da Moderna Maçonaria
Simbólica, sejam eles de conceito deísta ou teísta.
Concluindo: por razões óbvias, despido de qualquer relação com uma religião ou dogma
específico, o padroado da Maçonaria Universal (não de um rito específico), considerada a
característica especulativa da Instituição como “Obra de Luz” sugerem como patronos os dois
personagens ligados simbolicamente à Luz - João, o Baptista e João, o Evangelista.
PEDRO JUK
jukirm@hotmail.com
Morretes, Paraná, AGOSTO/2.014.
Bibliografia Auxiliar.
SPOLADORE, Hercule – Santos Padroeiros da Maçonaria, Diário JB NEWS nº 1.412, Florianópolis, SC, 2.014.
CASTELLANI, José – Artigo intitulado Porque São João, “Nosso Padroeiro”, www.lojasmaconicas.com.br, São
Paulo, Capital, 2.001.
CASTELLANI, José – Maçonaria e Astrologia – Editora Landmark – São Paulo, 2.000.
CASTELLANI, José – As Origens Históricas da Mística Maçônica – Editora Landmark – São Paulo, 2004.
CARVALHO, Assis – Símbolos Maçônicos e Suas Origens – A Trolha – Londrina, 1.990.
CARR, Harry – Freemasons at Work – Lewis Masonic, 1.992.
HINBERG, Richard – Celebrando os Solstícios – Madras Editora Ltda. – São Paulo, 2.002.
CHARLIER, René Joseph – Pequeno Ensaio de Simbólica Maçônica – Edições Futuro – São Paulo, 1.964.
JUK, Pedro – Abóbada do Templo Maçônico - R∴E∴A∴A∴ - Coletânea 6, pg. 97 – Editora Maçônica A Trolha,
Londrina, 2.003.
JUK, Pedro – E o Topo da Coluna do Norte, Conclusões? – INBRAPEM, Volume 4, - Editora Maçônica A Trolha,
Londrina, 2.007.
JUK, Pedro – Alegoria das Colunas Zodiacais – REAA, Anais do VII Simpósio, Academia Campinense Maçônica
de Letras, Campinas, SP, 2.013.
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Anestor Porfírio da Silva
M.I. e membro ativo da ARLS Adelino Ferreira Machado
Or. de Hidrolândia-Goiás
Conselheiro do Grande Oriente do Brasil/Goiás
anestorporfirio@gmail.com
A FALSA SABEDORIA
Não se trata de novidade a palavra “achismo”. Já tinha ouvido sua citação por eloquentes
oradores, mas confesso, nunca me tinha atentado em saber o seu real significado até que certo dia
ao ouvir mais uma vez alguém afirmar que “pau é pedra,” só porque, na sua concepção o fato era
tido como verdadeiro, dei-me conta rapidamente de que a conotação daquela palavra não me era
assim tão estranha, mas, ao contrário, eu já vinha convivendo, havia algum tempo, com o que o
“achismo” significa.
O citado vocábulo tem como sentido a convicção de quem, de modo irresponsável,
sustenta um fato tipificado em norma ou em instruções similares, de outra forma baseando-se em
meras suposições. Ele retrata uma cultura que, a despeito da incerteza, leva o indivíduo a crer que
o modo como os fatos devem ser corretamente interpretados não seja o da interpretação das regras
que o tipificam, o do conhecimento da verdade, mas o que se baseia no auto-entendimento e na
convicção pessoal. É o vocábulo que se atribui às pessoas que fazem comentários ou sustentam
posições com pontos de vista definidos, com argumentação firme, porém, sem propriedade. Por
isso o achismo é a demonstração do falso conhecimento. É o erro que alguém comete em afirmar
convictamente algo que acha ser verdadeiro, correto, com base apenas em suposições. Com todo
esse arcabouço em torno de si o “achismo” ainda se completa passando-se por mecanismo
ilusório, enganoso acerca da verdade.
Se prestarmos um pouco mais de atenção no comportamento das pessoas quando estão
fazendo parte de uma reunião, de uma assembleia, de um plenário etc., notaremos, com facilidade,
quem é achista entre os que fazem uso da palavra. Ele normalmente é o que mais pede aparte e,
por consequência, é o que mais vezes faz uso da palavra tentando assim persuadir os que o ouvem
4 – A Falsa Sabedoria
Anestor Porfírio da Silva
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a aceitarem seus argumentos. Embora incorporando o falso juízo da verdade por não ter
conhecimento absoluto do conteúdo daquilo que afirma, o “achista” é sempre categórico na
sustentação de seus argumentos, da maneira que os supõe ser, por considerar os que o ouvem
como menos esclarecidos. Mas na escala dos valores intelectuais essa situação acha-se invertida,
pois o “achista” é aquele que acha que sabe, porém, o suporte, o ponto de apoio daquilo que ele
pensa nunca é o conhecimento, mas as conclusões a que ele chega segundo sua própria convicção.
A prova disso são as evidências. Certo dia, em uma Loja Maçônica interiorana,
realizava-se uma sessão em que na Ordem do Dia tratavam os Irmãos da “filiação” de um
candidato oriundo de outra Loja, portador de “Quite Placet” não vencido (o maçom só se torna
irregular depois de vencido o prazo de validade do seu “Quite Placet”), quando alguém invocando
claramente o princípio do “achismo”, levantou a voz para dizer que o processo em discussão
deveria ser tratado como “regularização” e não “filiação.”
Diante do que foi dito, o desenrolar dos trabalhos, que até àquele momento era normal,
tumultuou-se de repente em meio a inúmeros apartes. Muitos falavam fazendo uso do “achismo.”
Outros tantos, os eruditos, falavam citando bases legais como argumentos de seus pontos de vista
e só depois de um bom tempo de acalorado debate concluiu-se acertadamente que o caso tinha
mesmo que ser tratado como “filiação.”
Naquele dia muito se trabalhou e pouco se produziu. Houve perda de tempo por conta de
uma intervenção inócua, desprovida de cunho legal e motivada pelo exercício do chamado
“achismo”, tendo sido seu protagonista o responsável pela grande confusão, pela discussão
desnecessária o que, no final, quase levou ao erro os que se encontravam no caminho de um
trabalho sério, justo e perfeito.
Em nome da vaidade muitos querem reverberar refletindo falsa sabedoria. Este fato
parece coisa banal, de pouco interesse, mas quando se refere a trabalhos litúrgicos da maçonaria o
mesmo assume proporções desastrosas para a Ordem uma vez que a adoção do incerto e duvidoso
é o desprezo à sabedoria e ao conhecimento dos princípios, normas e regulamentos que regem a
mencionada instituição. E aí eu próprio me pergunto: Por que intervir, por que querer se impor
sem ter conhecimento da verdade?
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O Ponto Dentro do Círculo
Seu espaço para estudos e pesquisas
A Maçonaria e os Mestres Comacinos
https://opontodentrodocirculo.wordpress.com/2015/04/05/a-maconaria-e-os-mestres-comacinos/
Publicado por Luiz Marcelo Viegas
No capítulo sobre os Collegia Romanos, referi-me brevemente às guildas de construtores Comacine
como sendo uma ponte entre a cultura clássica antiga de Roma e a da civilização medieval, que cresceu
após as invasões dos bárbaros ter cessado, deixando a Europa em um estado mais ou menos tranquilo.
Agora, para continuar adiante nesse assunto, pois ele é algo que exige exame cuidadoso, sobretudo
porque muito está sendo escrito sobre ele nesses dias, a favor e contra. Um amigo e irmão, que tem um
nome entre os estudiosos maçons, exclamou em uma recente carta, “Estou cansado de ouvir sobre estes
benditos Comacines, e como a Maçonaria surgiu deles, e como eles mantiveram acesa a luz na Idade
Média. A verdade é que nada sabemos sobre eles. “Eu não pude concordar com este colega porque ele
5 – A Maçonaria e os Mestres Comacinos
Do Site O Ponto Dentro do Círculo (Ir Luiz Marcelo Viegas)
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está, sem dúvida, errado ao dizer que nada sabemos sobre os mestres Comacine – sabemos muito – mas
eu posso entender por que ele deveria estar tão impaciente com aqueles entusiastas que reivindicam
muito mais para o Comacines que os fatos podem corroborar. Não será nosso propósito aqui tentar
resolver o problema de uma forma ou de outra; estabelecer tais fatos como eles são conhecidos, com um
breve esboço da teoria relacionada com a sua influência sobre a história da Maçonaria, satisfará nossas
necessidades atuais.
A teoria Comacine foi trazida à atenção do mundo maçônico de língua inglesa pela primeira vez por uma
mulher, a Sra. Lucy Baxter, que, escrevendo sobre o pseudônimo de Leader Scott, publicou em 1899 um
volume notável intitulado Os Construtores de Catedrais; A História de uma Grande Corporação
Maçônica, com oitenta e três ilustrações, publicado por Simpson Low, Marston and Company, Londres.
O livro está agora, infelizmente, esgotado, e cada vez mais escasso, com o preço aumentando
rapidamente. Esta obra de 435 páginas foi seguida em 1910 por uma espécie de aditamento, na forma de
um pequeno volume de oitenta páginas, pelo nosso fiel e querido amigo, o irmão W. Ravenscroft,
chamado Os Comacines, Seus Antecessores e Seus Sucessores, posteriormente publicado como uma
série no THE BUILDER, juntamente com muitas ilustrações, e depois reeditado em formato de livro.
Com exceção de referências dispersas em histórias e enciclopédias, esses dois livros constituem a única
fonte literária para os maçons de língua inglesa, mas existe uma literatura abundante sobre o assunto
em italiano, algumas das quais deveriam ser traduzidas e publicadas nos Estados Unidos.
I. HISTÓRIA DOS COMACINES
Conforme já vimos, as artes e ofícios do Império Romano eram rigidamente organizadas em guildas,
ou collegia, cada uma das quais tinha controle monopólico de algum negócio, profissão ou atividade.
Estas foram destruídas pelos bárbaros, juntamente com as cidades e as comunidades em que estavam
localizadas, mas algumas delas, particularmente em Constantinopla e em Roma sobreviveram ao
holocausto. Acredita-se que um collegium, ou alguns collegia de arquitetos e seus operários
continuaram na diocese de Como, situada no reino lombardo da Itália do Norte, na e sobre o belo Lago
de Como, que incluía os bairros de Mendrisio, Lugano, Bellinzona e Magadino. Por que eles
permaneceram ali é um mistério, mas acredita-se que a presença de grandes pedreiras na região foi uma
das razões, e que a força e o relativamente elevado desenvolvimento do estado Lombardo era outro. Esta
região, muitos supõem, manteve-se como sua sede e centro de séculos, daí seu nome “Comacini”.
A expressão ‘Magistri Comacine’, escreve Rivoira em seu magnífico Lombardic Architecture (Vol. 1, p.
108), “aparece pela primeira vez no código do rei lombardo, Rotharis (636-652), onde, nas leis de
número CXLIII e CXLV, eles aparecem como Mestres Pedreiros com amplos e ilimitados poderes para
celebrar contratos e subcontratos para obras de construção; ter seus parceiros colegiados ou ‘colegas’,
membros da guilda ou fraternidade; chamá-los como quiserem – e, finalmente, seus servos (servi) ou
operários e trabalhadores.” Rivoira diz que na região de Como as guildas ou collegia nunca tinha
chegado ao fim, e que muitas pedras, mármores e depósitos de madeira ali existiam para atrair estes
trabalhadores.
Na sua História da Arquitetura Italiana, Ricci afirma que as guildas Comacine foram tornadas livres e
independentes das restrições medievais, e receberam liberdade para viajar à vontade, mas esta
afirmação não recebeu confirmação em Bulas Papais, Atos dos Reis Carolíngios, ou em qualquer dos
analistas autênticos, embora pesquisa tenha sido conduzida em Roma muito antes de existir qualquer
preconceito contra a Maçonaria naquele lugar. Os Comacines estenderam sua influência e atividades da
mesma forma que outras guildas, por convite e contrato, e por organização de lojas em novas cidades.
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Quando São Bonifácio foi para à Alemanha como missionário, o Papa Gregório II deu-lhe “credenciais,
instruções, etc., e enviou com ele uma grande comitiva de monges, versados na arte da construção e
irmãos leigos que também eram arquitetos, para ajudá-los”. Os cronistas italianos dizem que, quando o
monge agostiniano foi enviado em 598 d.C. como missionário para converter os britânicos, o Papa
Gregório enviou vários maçons com ele, e que Agostinho, mais tarde, pediu mais homens capazes de
construir igrejas, capelas e mosteiros. Leader Scott acredita que em ambos os casos os trabalhadores
enviados eram mestres Comacine, e baseia sua tese em provas de métodos de construção e estilos
empregados. Da mesma forma, ela rastreia os Comacines até a Sicília, a Normandia, e todos os grandes
centros do Sul da Itália, explicando que dessa forma, através de um círculo expandindo-se
gradualmente, a fraternidade Comacine de construtores chegou finalmente a trabalhar em quase todas
as partes da Europa e Grã-Bretanha.
Na página 159 de seu livro, Leader Scott apresenta um resumo valioso da história dos Comacines,
baseando-se em grande parte em I Maestri Comacini, Vol. I, de Merzario, um tratado que deveria por
todos os meios ser traduzido e publicado no país. Vamos reafirmar o argumento brevemente:
 Quando a Itália foi invadida pelos bárbaros, os Collegia Romana foram suprimidos por toda parte;
 Diz-se que o colégio de Arquitetura de Roma retirou-se daquela cidade e foi para a República de
Como;
 No início dos tempos medievais, uma das mais importantes corporações maçônicas na Europa era a
Sociedade de Mestres Comacine, que na sua constituição, métodos e trabalho era essencialmente
romana, e parece ter sido a sobrevivência deste CollegiumRomano;
 Cronistas italianos afirmam que os arquitetos e pedreiros acompanhando Agostinho à terra, e,
posteriormente, escritores italianos continentais de renome adotaram essa opinião;
 Se isso é provado ou não, era habitual para os missionários tomar em sua companhia pessoas com
experiência em construção e, se Agostinho fez isso ou não, sua prática era uma exceção ao que parece
ter sido uma regra geral. Além disso, um grupo de quarenta monges teria sido inútil para ele, a
menos que algum deles pudesse seguir uma vocação secular útil para a missão, pois eles não estavam
familiarizados com o idioma inglês e não poderiam agir de forma independente;
 Os monges maçônicos não eram raros, e havia tais monges associados ao corpo Comacine; de modo
que arquitetos qualificados eram facilmente encontrados nas fileiras das ordens religiosas;
 A partir da narrativa de Beda da missão de Agostinho na Grã-Bretanha, parece claro que ele deve ter
trazido com ele arquitetos maçons;
 Provavelmente, Gregório escolheria arquitetos para a missão que pertencessem à Ordem Comacine,
que conservava as antigas tradições romanas de construção, ao invés daqueles de uma guilda
Bizantina, e o registro de seu trabalho na Grã-Bretanha prova que ele fez isso;
 Em saxão, assim como nas primeiras esculturas Comacine, existem representações frequentes de
monstros fabulosos, aves e animais simbólicos; os assuntos de algumas destas esculturas sugerem
alguns Fisiologistas, tinham origem latina;
 Nos escritos do Venerável Beda e de Richard, Prior de Hagustald, nos deparamos com frases e
palavras que estão no édito do Rei Rotharis de 643, e no Memoratorio de 713 do rei Luitprand, que
mostram que esses escritores estavam familiarizados com certos termos da arte utilizados pelos
mestres Comacine”.
Se essa narrativa é verdadeira, ela é de importância inestimável para nós, dando uma explicação de
como as artes da civilização, que se supunha ter-se tornado extintas durante a Idade das Trevas, nunca
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foram realmente extintas, mas continuaram a ser preservadas pelos operários e artistas nas corporações
Comacine. Aqueles homens eram mais que construtores,pois eram qualificados em muitos outros
ofícios, e compreendiam a escultura, pintura,trabalhos ou mosaicos Cosmati, trabalho em madeira e
escultura, e também, pode muito bem ser, literatura e música, juntamente com muitas outras
realizações pertencentes às artes civis.Como um navio cruzando um mar revolto em que todos os navios
irmãos tinham afundado, a organização dos mestres Comacine preservou a arca da civilização até que o
furacão amainasse na Europa e as fervilhantes tribos bárbaras se tornassem prontas para a paz e a vida
comunitária. Se existe alguma continuidade ininterrupta na história da arquitetura; se as corporações de
construtores de um período mais moderno podem ser mapeadas até qualquer uma de suas artes,
tradições e costumes das épocas antigas, é através dos Comacines que a cadeia foi mantida intacta
durante a Idade das Trevas.
Não se deve supor que tudo isso já tenha sido solidamente estabelecido; a Teoria Comacine continua a
ser uma teoria. Rivoira, que é sempre tão cuidadoso, é cauteloso ao aceitar demais. Ele diz que pouco
sabemos sobre seu modo de organização, ou sobre os termos ligados a eles, Schola, loggia, etc. Mas,
mesmo assim, ele lhes atribui grande importância histórica, não apenas servindo de ligação com os
antigos collegia, mas também abrindo caminho para o magnífico renascimento da arte e da civilização
que, como vimos em nosso primeiro capítulo desta série, floresceu como arquitetura gótica. Suas
seguintes palavras testemunham isso:
“Qualquer que tenha sido a organização das guildas Comacine ou Lombardas, e embora elas possam
ter sido afetadas por eventos externos, elas não deixam de existir em consequência da queda do reino
lombardo. Com o primeiro sopro de liberdade municipal, e com o surgimento de novas confrarias de
artesãos, elas também, talvez, pode ter-se reformado como as últimas que nada mais eram que a
continuação do “collegium” da época romana, preservando sua existência através das idades
bárbaras, e transformadas, pouco a pouco, na corporação medieval. Os membros podem ter-se visto
obrigados a entrar em uma unidade mais perfeita de pensamento e sentimento; vincular-se em um
corpo mais compacto e, assim, colocar-se em condições de manter sua supremacia antiga na
realização das obras de construção mais importantes na Itália. Mas, nada mais podemos dizer. E
mesmo deixando de lado toda a tradição, os próprios monumentos estão lá para confirmar o que
dissemos.”
Merzario, não tão cauteloso quanto Rivoira, testemunha da mesma maneira:
“Na escuridão que se estendia por toda a Itália, apenas uma pequena lâmpada permanecia acesa,
lançando uma faísca brilhante na vasta necrópole italiana. Ela vinha dos Magistri Comacini. Seus
respectivos nomes são desconhecidos; suas obras individuais não são especificadas, mas o sopro de
seu espírito pode ser sentido durante todos aqueles séculos, e seu nome coletivamente é legião.
Podemos afirmar com segurança que de todas as obras de arte entre 800 e 1000 d.C., a maior e
melhor parte se devem àquela irmandade – sempre fiel e, muitas vezes secreta – dos Magistri
Comacini. A autoridade e julgamento de homens eruditos justifica a afirmação.”
O Signor Agostino Segredio está igualmente convencido, e assim se expressa em um trecho citado na
página 56 de The Comacines de Ravenscroft:
“Assim, embora não haja prova certa de que o Comacines foram a verdadeira matéria de que surgiu
pseudo maçonaria de hoje, podemos pelo menos admitir que eles eram uma ligação entre os Collegia
clássicos e todas as outras guildas de arte e comércio da Idade Média.”
O Irmão Joseph Fort Newton aceita esta interpretação no The Builder, onde, na página 86, ele escreve:
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“Com a dissolução do Collegium de Arquitetos e sua expulsão de Roma, deparamo-nos com um
período em que é difícil seguir seus caminhos. Felizmente, a tarefa se tornou menos confusa por
pesquisas recentes, e se não somos capazes de mapeá-los todo o caminho, muita luz foi lançada na
escuridão. Até agora tem havido um hiato também na história da arquitetura entre a arte clássica de
Roma, que se diz ter morrido quando o império desmoronou e a ascensão da arte gótica. Dessa forma,
na história dos construtores encontra-se uma lacuna de igual dimensão entre os Collegia de Roma e os
artistas da catedral. Embora a lacuna não possa ser perfeitamente preenchida, muito tem sido feito
nesse sentido por Leader Scott em Os Construtores de Catedrais; A História de um Grande Guilda
Maçônica – um livro em si uma obra de arte, bem como de fina erudição. Sua tese é que o elo perdido
deve ser encontrado nos Magistri Comacini, uma guilda de arquitetos que, com o desmembramento do
Império Romano fugiu para Comacina, uma ilha fortificada no lago de Como, e lá manteve vivas as
tradições da arte clássica durante a Idade das Trevas; a partir deles foram desenvolvidos em
descendência direta os diversos estilos da arquitetura italiana e que, finalmente, eles levaram o
conhecimento e a prática da arquitetura e escultura para a França, Espanha, Alemanha e Inglaterra.
Tal tese é difícil e, por sua natureza, não é suscetível de prova absoluta, mas a escritora torna tão certo
quanto qualquer coisa possa muito bem ser.”
Do outro lado estão autoridades que negam a existência de qualquer fraternidade como a dos
Comacines, ou então lhes conferem um lugar menor na história da arquitetura medieval. R.F. Gould, na
edição original de sua História Conche, página 105, diz claramente o que pensa:
“Hoje em dia, a ideia de ter havido, no início do século XIII, collegia de maçons em todos os países da
Europa, que receberam a bênção da Santa Sé, sob condição de dedicar sua habilidade para a
construção de edifícios eclesiásticos, pode ser demitido como quimérica. Embora eu não deva me
esquecer de que, de acordo com o bem conhecido e altamente imaginativo Historical Essay on
Architecture (1835) de Mr. Hope – que expande enormemente o significado de duas passagens das
obras de Muratori – um corpo itinerante de arquitetos, que vagavam pela Europa durante a Idade
Média, recebeu a denominação de Magistri Comacini, ou Mestres de Como, um título que se tornou
genérico para todos os daquela profissão. A ideia foi revivida por um recente escritor, que acredita
que estes Magistri Comacini eram uma sobrevivência dos Colégios romanos; que se estabeleceram em
Como e foram posteriormente empregados pelos reis lombardos, sob cujo patrocínio desenvolveram
uma guilda poderosa e altamente organizada, com uma influência dominante sobre toda a
arquitetura da Idade Média (Os Construtores de Catedrais). Mas, mesmo que essa teoria tenha
alguma probabilidade, estaria longe de esclarecer algumas obscuridades da história da arquitetura
medieval, como o autor sugere que seria o caso. Intercâmbios de influência não eram incomuns, mas
as obras de escolas locais apresentam uma individualidade demasiadamente marcada para tornar
possível que elas poderiam dever muito (ou nada) para a influência de qualquer guilda central.”
Na página 175 da mesma obra, Gould se refere a George Edmund Street, dizendo que uma teoria como a
dos Comacines “parece-me ser totalmente errônea”; Wyatt Papworth dizendo que “acredito que elas
nunca existiram”; e nas páginas anteriores imprime um longo trecho do Dr. Milman com a mesma
finalidade.
Parece-me que esta oposição é uma reação a um exagero do argumento Comacine. Leader Scott não
reclama para eles que eles mesmos tenham estabelecido a civilização europeia ou fundado a arquitetura
gótica (como Dr. Newton parece fazê-lo, e que é certamente um erro), ou que a fundação de todos os
estilos arquitetônicos medievais eram obra deles; ela sustenta apenas que dentro e ao redor do Lago de
JB News – Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 22/41
Como existiu por muito tempo uma guilda de arquitetos e, até essa guilda são mapeadas muitas
influências; a sua influência em vários países, ela sugere a título de teorias experimentais cautelosas, e
nunca se cansa de advertir seus leitores de que ela está tateando na escuridão; e que ela acredita que a
história desta guilda Comacine pode ser rastreada até uma época muito antiga, e pode estar muito
provavelmente ligada à história dos collegia romanos.
II. OS COMACINES E A MAÇONARIA
Nós, os maçons deixamos a muito de ser movidos pelo desejo vulgar de reivindicar para a nossa
Fraternidade uma antiguidade impossível, como se ela tivesse sido organizada por Adão no Jardim do
Éden, ou, como um irmão expressou, se difundiu através do espaço antes que Deus tivesse criado o
mundo. A Maçonaria é antiga o suficiente como ela é, e bastante honrada, não exigindo que a
embelezemos com uma linhagem fabulosa. Sabemos que ela surgiu de forma gradual, como tudo em
nosso mundo humano, um pouco aqui e um pouco ali, e que não foi mais milagrosa no passado do que é
agora. Ao mesmo tempo, estamos interessados em observar o crescimento e a prosperidade de
organizações semelhantes a ela, ou profética dela, onde e quando elas possam surgir.
O uso da cooperação e da fraternidade, o emprego do dispositivo de sigilo e lealdade a objetivos acima
dos do presente; a contemplação de tais esforços de nossos esforçados companheiros, trabalhando nos
crepúsculos da vida é sempre uma inspiração e ajudam para definir os ideais da nossa própria
Maçonaria escondidos nos recessos de nossas almas. É a partir desse ponto de vista, eu acredito, que
devemos olhar para a história do Comacines; eu não pude me convencer de que eles eram, de qualquer
uso preciso da palavra, Maçons, ou que a nossa própria Fraternidade tenha tido alguma, a não ser as
ligações mais tênues e históricas em geral com as lojas destes antigos mestres.
A história da nossa Ordem se confunde com a história da arquitetura, de forma que qualquer nova luz
sobre esta última nos ajuda a melhor compreender a evolução da primeira e, neste sentido, e no sentido
definido acima, a história do Comacines tem valor para nós, mas não como abrangendo um capítulo na
história verídica conhecida da Maçonaria. A guilda Comacine era em muitos aspectos, semelhante às
guildas maçônicas que vieram depois, e que serviram de raízes das quais a Maçonaria Simbólica, em
última análise desenvolveu-se, mas ver na guilda Comacine a mãe imediata da guilda maçônica não é
possível, me parece, a menos que devamos confiar muito para a imaginação ou estejamos dispostos a
esticar a palavra “Maçonaria”, para significar mais do que deveria.
Minha própria teoria, que será elaborada passo a passo, à medida que prosseguem esses capítulos, é que
a Maçonaria estritamente chamada originou-se na Inglaterra e só na Inglaterra é que ela teve o seu
surgimento gradual entre as guildas que cresceram com a arquitetura gótica; que o germe de moralismo,
religião e cerimonialismo naquelas guildas, mudando para encontrar-se em um ambiente favorável,
superou o elemento operativo nas lojas século XVII até que se tornou totalmente especulativa; que neste
momento de transição, novos elementos foram introduzidos a partir de certas fontes ocultas e que essa
evolução culminou finalmente em 1717 com a fundação da Grande Loja Mãe em Londres, a partir do
qual toda a Maçonaria moderna derivou-se posteriormente. Não tenho sido capaz de satisfazer-me,
apesar de ter sido tentado, que a nossa Maçonaria nos tenha sido dada pelos mestres Comacine.
A própria Leader Scott, cujo conhecimento da Maçonaria era ainda menor do que sua opinião sobre ela,
foi muito cuidadosa em não confundir a Maçonaria de hoje com o que chamou de maneira pouco
JB News – Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 23/41
rigorosa (muito vagamente, pode-se pensar) de “Maçonaria” da guilda Comacine. O trecho em que ela se
expressa é quase sempre citado apena transcrevê-lo inteiro, não só como mostrar sua própria teoria das
duas, mas também revelando sua lamentável falta de conhecimento do que existe hoje. O trecho citado
começa na página 16 de seu livro:
“Desde que comecei a escrever este capítulo, um acaso curioso trouxe às minhas mãos um antigo livro
italiano sobre as instituições, ritos e cerimônias da Ordem dos Maçons. Naturalmente, o escritor
anônimo começa com Adoniram, o arquiteto do Templo de Salomão, que tinha tantos operários a
pagar que, não sendo capaz de distingui-los pelo nome, dividiu-os em três classes diferentes: noviços,
operatori e magistri, e a cada classe deu um conjunto de sinais secretos e senhas, para que a partir
delas os seus salários pudessem ser facilmente fixados e a impostura evitada. É interessante saber que,
precisamente as mesmas divisões e classes existentes nos Collegia Romanos e na Guilda Comacine – e
que, como no tempo de Salomão, os grandes símbolos da ordem eram o nó infinito ou nó de Salomão, e
o “Leão de Judá.
Nosso autor continua, para contar sobre o segundo nascimento da Maçonaria, em seu significado atual
inteiramente espiritual, e ele dá a Oliver Cromwell, entre todas as pessoas, o crédito por
esta ressurreição. Os ritos e cerimônias que ele descreve são os maiores tecidos da superstição
medieval, brincadeira de criança, juramentos de gelar o sangue e misteriosos segredos, sem nada para
esconder que possa ser imaginado. Todos os sinais da Maçonaria, sem um fiapo de realidade; cada
coisa moral mascarada sob um aspecto arquitetônico, e que o ‘Templo feitos sem as mãos’, que é
simbolizado por uma loja maçônica nestes dias. Mas, o ponto significativo é que todos esses nomes e
emblemas maçônicos apontam para algo real que existiu em algum tempo do passado, e no que diz
respeito à organização e nomenclatura, encontramos a coisa toda na sua forma vital e real na guilda
Comacine. Nosso italiano desconhecido que revela todos os segredos maçônicos, nos diz que cada
loja tem três divisões, uma para os iniciantes, um para o Operatori ou irmãos trabalhadores, e uma
para os mestres. Agora, sempre que encontramos o Comacines no trabalho, encontramos a
organização tríplice de schola ou escola para os noviços, laborerium para o Operatori, e Opera ou
Fabbrica para os Mestres da Administração.
O anônimo nos diz que há um Gran Maestro ou arco-magister na cabeça da ordem inteira, um Capo
Maestro ou Mestre-chefe na cabeça de cada loja. Cada loja precisa, além disso, ter dois ou quatro
Soprastanti, um tesoureiro e um secretário-geral, além de contabilistas. Este é precisamente o que nós
encontramos na organização das lojas Comacine. À medida que as seguimos através dos séculos,
veremos que aparecem em cidade após cidade, primeiro totalmente reveladas pelos livros dos
tesoureiros e os próprios Soprastanti em Siena, Florença e Milão.
“Assim, embora não haja prova certa de que o Comacines foram a verdadeira matéria de que surgiu
pseudo maçonaria de hoje, podemos pelo menos admitir que eles eram uma ligação entre os Collegia
clássicos e todas as outras guildas de arte e comércio da Idade Média.”
As analogias entre as duas, brevemente referidas neste trecho citado, podem ser expandidas. Os
Comacines tinham lojas, Grão-mestres, segredos (eles mantinham um livro secreto chamado L’Arcano
Magistero), usavam aventais, mantinham um tronco, faziam caridade, possuíam meios de identificação,
e empregavam muito simbolismo de que alguns itens são familiares para nós, como nó de Salomão, o
Leão de Judá, os dois grandes pilares de “J” e “B”; esquadro, compassos, pavimento mosaico, etc.
Também havia certa graduação entre eles, semelhantes aos nossos graus, embora eu não tenha
conseguido descobrir qualquer prova de uma iniciação. O Irmão Ravenscroft, com quem se evita sempre
JB News – Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 24/41
discordar e que continua suas pesquisas neste campo, pode estar certo em pensar que algumas antigas
tradições maçônicas, particularmente, as que tinham a ver com o Templo de Salomão foram preservadas
e transmitidas a nós desde a antiguidade pelos Comacines. É uma teoria fascinante para as quais futuras
descobertas podem trazer provas mais convincentes; mas parece-me, se eu puder mais uma vez
expressar uma opinião particular, que dois fatos contradizem fortemente essa teoria: um é que essas
tradições, pelo menos a maioria delas, sempre foram preservadas nas Escrituras e, portanto, disponíveis
a qualquer momento, e, o que é mais importante, não havia nenhuma ligação conhecida entre a guilda
Comacine, que realizava seu próprio trabalho na Itália, onde o Gótico nunca se estabeleceu, e as guildas
entre as quais o Gótico cresceu.
Toda a questão Comacine, até onde se refira à Maçonaria, assim parece, permanece no ar, ou, se se
prefere a figura, sobre os joelhos dos deuses. Isto significa que há muito trabalho ainda a ser feito pelos
estudantes de hoje, que se encontram em um reino encantado, se voltarem suas atenções para a
arquitetura medieval e sua história.
Autor: H.L. Haywood
Tradução: José Filardo
LIVROS CONSULTADOS NA PREPARAÇÃO DESTE ARTIGO
Construtores de catedrais, Leader Scott (Sra. Lucy Baxter).; The Comacines, W. Ravenscroft. A New
Encyclopedia of Freemasonry, Vol. I, A. E. Waite. ; A Concise History of Freemasonry, R.F.Gould. ; A
Critical Inquiry Into the Condition of the Conventual Builders and Their Relation to Secular Guilds,
George F. Fort. ; From Schola to Cathedral, G. Baldwin Brown. ; Lombardic Architecture: Its Origin,
Development and Derivatives, G.T. Rivoira. ; History of Italian Architecture, Ricci. ; I Maestri Comacine,
Prof. Merzario. ; Handbook of Architecture, James Fergusson. ; Historical Essay on Architecture,
Thomas Hope. ; Sacred and Legendary Art, Mrs. Jameson. ; Renaissance of Art: Fine Arts, John
Addington Symonds ; A History of Latin Christianity, Milman, A.Q.C. V. p. 229, A.Q.C. XII, p. 124, ;
Mackey’s Revised History of Freemasonry, Clegg, ch. 60. ; Guilds of Florence, Staley. ; Memorials of
German Gothic Architecture, Moller. Medieval Architecture, Porter. ; Ecclesiastical History, Ancient and
Modern, J.L. Mosheim. ; Dictionary of Architecture, C.L. Stieglitz. ; Encyclopedia of Freemasonry,
Mackey, Vol. I, p.161. ; A History of Architecture in Italy, C. A. Cummings.
JB News – Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 25/41
Este Bloco é produzido pelo Ir. Pedro Juk,
nas segundas, quartas e sextas-feiras
Loja Estrela de Morretes, 3159 - Morretes – PR
Cadeia de união
Em 26/10/2015 o Respeitável Irmão Sérgio P. Saraiva, sem declinar o nome da Loja, Obediência,
Oriente e Estado da Federação, mencionando uma resposta dada, provavelmente sobre a Cadeia de
União, formula o seguinte comentário e apresenta uma questão:
verineimoveis@verineimoveis.com.br
Caro Irmão Pedro Juk, parabéns pelo seu comentário, porém em nossa Loja usa-se
(SAÚDE, SABEDORIA E SEGURANÇA) ao término da Cadeia de União. O que o Irmão tem a dizer
sobre essas palavras. Será que só se usa no REAA da GLESP, e no GOB não?
Comentários:
Como eu tenho sempre comentado: não se trata de quem usa pronunciar uma tríade
ao final da Cadeia de União. No que diz respeito ao Rito Escocês Antigo e Aceito a Cadeia de
Não esqueça: envie sua pergunta identificada pelo nome completo, Loja, Oriente, Rito e Potência.
6 – Perguntas & Respostas
Pedro Juk
JB News – Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 26/41
União somente é formada após o encerramento dos trabalhos da Loja e dela somente participam
Irmãos do Quadro.
No escocesismo a Cadeia somente é formada para a transmissão da Palavra
Semestral e nada mais. Assim, em se tratando do Rito em questão, nela também não existem
preces, evocações e outros artifícios do gênero assim como o a aclamação de tríades, sejam
elas quais forem.
Esses costumes, enxertados no REAA, são particularidades de outro Rito. Como por
aqui ainda impera “o que se acha bonito”, ainda existem contradições inseridas em alguns
rituais que misturam práticas e fazem do escocesismo uma sofisticada colcha de retalho – veja
a origem dos rituais brasileiros a partir do Século XIX.
Como não me foi informado o nome, o Rito e a Obediência da vossa Loja, caso ela não
seja praticante do REAA, fica prejudicado qualquer comentário.
É oportuno salientar, entretanto, que as minhas considerações se prendem à
verdadeira tradição do Rito, embora eu saiba perfeitamente que por aqui existam ainda muitos
rituais em vigência que exaram procedimentos a respeito até certo ponto equivocados.
Quanto à tríade composta pelas palavras “Saúde, Sabedoria e Segurança”, se é que
se pode comentar alguma coisa, o termo “Segurança” não me parece ser muito original na
tradição maçônica, sobretudo em se tratando e uma aclamação por ocasião da Cadeia de União.
Dando esses comentários por concluídos, um rito maçônico não é propriedade desta
ou daquela Obediência. Infelizmente, o que verdadeiramente tem existido de há muito, são
certos rituais descompromissados com a verdade história, isso além do péssimo costume que
algumas Lojas têm de exacerbar equívocos como particularidade das suas próprias tradições –
cada um quer fazer à sua maneira.
T.F.A. PEDRO JUK –
jukirm@hotmail.com -
Dez/2015
JB News – Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 27/41
(as letras em vermelho significam que a Loja completou
ou está completando aniversário)
GOB/SC –
http://www.gob-sc.org.br/gobsc
Data Loja Oriente
01.06.1998 Fritz Alt - 3194 Joinville
01.06.1993 Acquarivs - 2768 Florianópolis
03.06.1996 Luz Esotérica - 3050 Porto União
05.06.2001 Vigilantes da Verdade - 3398 Tubarão
08.06.1984 União E Trab. do Iguaçu-2243 Porto União
08.06.1987 União Mística - 2440 Videira
10.06.1910 Aurora Joinvilense - 4043 Joinville
14.06.1909 Renascer do Vale - 4007 Penha
20.06.2005 Luz de Correia Pinto - 3687 Lages
21.06.2010 Cavaleiros da Paz - 3948 São José
23/06/1930 Luz e Verdade III- 1066 Joinville
24.06.1997 São João Batista - 3061 São João Batista
24.06.2004 Acácia do Oriente - 3596 Joaçaba
29.06.2010 Ouroboros - 4093 Florianópolis
30.06.2003 Acácia de Imbituba 3506 Imbituba
GLSC -
http://www.mrglsc.org.br
Data Nome Oriente
03.06.2009 Elimar Baumgarten nr. 101 Timbó
06.06.1984 Obreiros de Salomão nr. 39 Blumenau
06.06.1985 República Juliana nr. 40 Laguna
21.06.1994 Harmonia Brusquense nr. 61 Brusque
24.06.1911 Acácia Itajaiense nr. 01 Itajaí
24.06.1999 Luz nr. 72 Jaraguá do Sul
24.06.2002 Elos da Fraternidade nr. 84 Concórdia
24.06.2005 Amizade ao Cruzeiro do Sul II nr. 90 Joinville
24.06.2005 Cinzel nr. 89 Curitibanos
Lojas Aniversariantes de Santa Catarina
Mês de junho
7 – Destaques (Resenha Final)
JB News – Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 28/41
GOSC
https://www.gosc.org.br
Data Nome da Loja Oriente
03/06/1985 Obreiros da Luz Lages
06/06/2003 Livres Pensadores Joaquim José Rodrigues Lages
07/06/2010 Livres Telúricos Maravilha
09/06/1975 Ordem e Progresso Brusque
14/06/1993 Tordesilhas Laguna
20/06/1979 Luz do Oriente Itajaí
21/06/1999 João de Deus São Francisco Do Sul
26/06/2001 Jacques DeMolay Itajaí
JB News – Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 29/41
Bienvenido al Primer Congreso Mundial Virtual de Masonería /
Bemvindo ao Primeiro Congresso Mundial Virtual da Maçonaria
Responder A: Confederación Masónica Interamericana <cmv@cmisecretariaejecutiva.org>
Querido Hermano,
Prezado Irmão,
Como miembro de una de las Grandes Potencias de la Confederación Masónica Interamericana,
has sido habilitado para participar en el Primer Congreso Mundial Virtual de Masonería (CMV).
Como membro de uma das Grandes Potências da Confederação Maçônica Interamericana, você
pode participar no Primeiro Congresso Virtual Mundial da Maçonaria (CMV).
La participación en este evento es totalmente voluntaria y a título personal. El CMV es una
plataforma con cuatro Salas virtuales y es un congreso como cualquier otro con presencia física,
donde, luego del registro al evento, los pasos son los siguientes:
A participação no evento é completamente voluntária e pessoal. O CMV é uma plataforma com
quatro Salas virtuais e é um Congresso como qualquer outro com presença física, onde, após a
inscrição para o evento, os passos são os seguintes:
Ingresar al sitio: www.cmi.world/fda;
Nombre de Usuario: email completo (por ejemplo: abcd@gmail.com)
Contraseña: Cmv@2016 (C es mayúscula; mv son minúsculas)
Entre no site: www.cmi.world/fda;
Nome de usuário: e-mail completo (por exemplo abcd@gmail.com)
Senha: Cmv@2016 (C é letra maiúscula; mv são minúsculas)
Leer primero el Foro “Información”;
Ingresar a una de las 4 Salas virtuales;
JB News – Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 30/41
Leer la “Introducción”.
Primeiro leia o Fórum "Informação";
Acessar a uma das 4 Salas virtuais;
Leia a "Introdução".
Participe en el Foro con preguntas, opiniones, ponencias, datos estadísticos o cualquier aporte
que pueda ser considerado de valor para enriquecer el debate y colaborar en la búsqueda de los
mejores mecanismos de desarrollo institucional.
Participe no Fórum com perguntas, opiniões, relatórios, dados estatísticos ou qualquer informação
que possa ser considerada de valor para enriquecer o debate e colaborar na busca de melhores
mecanismos de desenvolvimento institucional.
Cualquier duda puede ser planteada y absuelta por medio del Foro “Preguntas - Respuestas” en la
misma plataforma virtual.
Qualquer dúvida pode ser anotada e resolvida pelo Fórum "Perguntas - Respostas" na mesma
plataforma virtual.
Lo mas importante en este evento es Participar - Participar - Participar.
El Hermano masón debe participar si quiere ser escuchado y debe manifestar su opinión de
manera libre, con el propósito de fortalecer a la propia institución de la que es miembro.
A coisa mais importante neste evento é Participar - Participar - Participar.
O irmão maçom deve participar, se ele quer ser ouvido e deve expressar suas opiniões
livremente, com o propósito de fortalecer a instituição da qual ele é membro.
Querido Hermano, todos quienes estamos trabajando para dar forma a este Primer Congreso
Mundial Virtual de Masonería, agradecemos las manifestaciones de apoyo e interés que hemos
venido recibiendo. Este es un primer ejercicio en el sendero de la innovación y como tal debe
empezar de manera sencilla, si es que queremos tener éxito.
Prezado Irmão, todos nós que estamos trabalhando para dar forma a este Primeiro Congresso
Mundial Virtual da Maçonaria, agradecemos as expressões de apoio e interesse que temos
recebido. Este é um primeiro exercício no caminho da inovação e, como tal, deve começar de
maneira simples, se é para sermos bem sucedidos.
Fraternalmente,
La Organización del CMV - Congreso Mundial Virtual
Fraternalmente,
JB News – Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 31/41
A Organização CMV – Congresso Mundial Virtual
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JB News – Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 32/41
Loja Filadélfia participa de Banquete Ritualístico
(do correspondente Ir. Glauber Santos Soares – Vitória da Conquista – BA)
Uma comitiva de obreiros da Loja Filadélfia liderada pelo Venerável Mestre Maurílio
Caldeira esteve presente ontem 22 de Junho de 2016 na Loja Construtores da
Fidelidade onde participaram do Banquete Ritualístico em comemoração a São João
Batista patrono da Maçonaria.
Os trabalhos foram presididos pelo VM André Hermínio e contou com a presença de
várias lideranças maçônicas da cidade de Vitória da Conquista.
JB News – Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 33/41
SAGRAÇÃO DO TEMPLO DA LOJA “DEUS,
LIBERDADE E JUSTIÇA” no dia 21 de junho
(Do Ir Edward Santos - Del. Litúrgico – Feira de Santana – BA)
Fundada no dia 21 de Junho de 1995, hoje completando 21 Anos, a Loja Maç.´. Deus Liberdade e
Justiça realizou a Sagração do seu Novo Templo, tendo como Ven.´. M.´. o Ir.´. Jader Martins.
Sobre a Presidência do Irmãos Luiz Tosta tendo seu 1º Vig.´. o Ven.´.M.´. Valdemir Souza
Bastos e o 2º Vig.´. o Ven.´. M.´. Ir.´. Roberto Aquino, através de Ato do Grão Mestre Estadual,
Eminente Ir.´. Silvo de Souza Cardin. Foi nesta noite de festa realizado a Sagração do Novo
Templo de Virtudes. Foi uma noite memorável, não pela beleza da Sessão de Sagração e sim pela
sua maioridade, hoje a Loja completa 21 Anos, data da sua plenitude.
Presente + de 60 Irmãos, das Lojas de Feira e Região, Veneráveis, Delegados Liturgicos, Hipolito
Peixinho (Rito Brasileiro) e Edward dos (Rito Adonhiramita) Dep. Estaduais e Federais,
Conselheiros, em fim Autoridades Maçônicas diversas.
Foi feita a entrega pelo Ven.´. M.´. Ir.´. Roberto Aquino, o Diploma e Medalha de Ven.´. M.´. ao
Ir.´. JADER MARTINS, que é o Ven.´. da Loja Deus, Liberdade e Justiça, que hoje está em
festa, realizado a Sagração do seu Novo Templo e Aniversario da Loja. O Ir.´. Orador, fez um
breve comentário falando da História da Loja, agradecendo as Lojas Maç.´, Estrela da Paz e 16 de
Junho, por terem abrigados a mesma por vários anos; e relatou os motivos que hoje encontra-se
no Templo da Loja Maç. Sabedoria Luz e União. Hoje encontra-se em seu Templo situado no
Complexo Maçônico de Feira de Santana - BA. , agradeceu aos Irmãos da Sabedoria, Luz e União
por suas expressivas colaboração, sendo os IIr.'. Roberto Azevedo Aquino (VM.), Alexandre
Monteiro (Dep. Fed.) e Edward dos Santos (Del. Litúrgico do Rito Adonhiramita) presença de
todos os presente e ausentes, nesta noite de festa para a Loja Maç.´. Deus Liberdade e Justiça.
No final dos trabalhos, todos os Veneráveis presente, cantaram os parabéns em volta de um belo
e bonito bolo de aniversario. Em seguida foram convidados para um jantar, que foi servido no
salão de eventos da Loja Maç.´. Sabedoria Luz e União, onde está sendo chamado de Complexo
Maçônico. (Veja os principais registros fotográficos)
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Ir Marcelo Angelo de Macedo, 33∴
MI da Loja Razão e Lealdade nº 21
Or de Cuiabá/MT, GOEMT-COMAB-CMI
Tel: (65) 3052-6721
(O Irmão Marcelo Ângelo de Macedo, comparece diariamente no JB News
repassando o Breviário Maçônico, Obra de autoria do saudoso IrRIZZARDO DA
CAMINO, cuja referência bibliográfica é: Camino, Rizzardo da, 1918-2007
Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014.
ISBN 978-85.370.0292-6)
BREVIÁRIO MAÇÔNICO – 24 de junho
A IDOLOTRIA
Idolatria é a adoração a um ídolo; a ação é de difícil definição, pois a Igreja possui um
número infinito de imagens representando os santos. As pessoas de Nível cultural
mais acentuado compreendem que a imagem representa o esboço material de quem
foi no passado uma personalidade digna de respeito e veneração; contudo, sempre
existem os ignorantes, especialmente na zona denominada Terceiro Mundo, onde uma
grande parcela da população é ignorante e vê na imagem um objeto de adoração,
tornando-se, assim, idólatras.
Contudo, a idolatria não se restringe a essas imagens; uma pessoa que se entrega ao
vício da embriaguez tem o álcool como fator de idolatria e, assim, em outros aspectos.
Na época de Hitler, havia os que faziam dele um objeto de adoração. A humanidade
sempre teve períodos retrógados de idolatria.
Em Maçonaria, como não existem ídolos, não se cogita a existência de idolatras;
porém, o ser humano pode perfeitamente autoidolatrar-se e considerar-se “superior”,
menosprezando os demais; esse fenômeno, posto incomum, existe.
O maçom, no seu equilíbrio, deve afastar-se da idolatria que sempre é perniciosa.
Um ídolo é a representação da ignorância.
Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 194.
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(in National Geographic Fhotos)

Jb news informativo nr. 2092

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    JB NEWS Filiado àABIM sob nr. 007/JV Editoria: Ir Jeronimo Borges JB News nr. 2.092 Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Nesta edição: Pesquisas – Arquivos e artigos próprios e de colaboradores e da Internet – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e www.google.com.br Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. Índice desta edição: Bloco 1 -Almanaque Bloco 2 -IrAdalberto Rigueira Viana – A Visitação Maçônica Bloco 3 -IrPedro Juk – São João e os Solstícios na Maçonaria Bloco 4 -IrAnestor Porfírio da Silva – A Falsa Sabedoria Bloco 5 -Ir Luiz Marcelo Viegas (Site O Ponto Dentro do Círculo) – A Maçonaria e os Mestres Comacinos Bloco 6 -IrPedro Juk – Perguntas & Respostas – do Ir Sérgio P. Saraiva Bloco 7 - Destaques JB - Breviário Maçônico para o dia 24 de junho (A Idolatria) & outros informes.
  • 2.
    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 2/41 24 de junho de 1128 – Batalha de São Mamede (Independência de Portugal)  1128 - Batalha de S. Mamede, entre D. Afonso Henriques e sua mãe, D. Teresa.  1358 - Fim da Jacquerie com a morte, no total, de cerca de 20.000 camponeses.  1509 - Coroação de Henrique VIII de Inglaterra.  1662 - Os holandeses falham na captura da cidade de Macau.  1665 - Fundação do município brasileiro de Atibaia, estado de São Paulo, pelo bandeirante Jerônimo de Camargo.  1812 - Guerras Napoleónicas: Napoleão Bonaparte invade a Rússia.  1848 - Fundação do município brasileiro de Caratinga, estado de Minas Gerais.  1888 - Inauguração da Basílica Velha de Aparecida  1901 - Abertura da primeira exibição de obras de Pablo Picasso, em Barcelona.  1906 - Fundação da Vila de Salto de Pirapora (estado de São Paulo), que viria se tornar cidade anos depois.  1906 - Fundação da cidade de José Bonifácio.  1908 - Fundação da União Espírita Mineira em Belo Horizonte, MG. 1 – ALMANAQUE Hoje é o 176º dia do Calendário Gregoriano do ano de 2016– (Lua Cheia) Faltam 190 para terminar este ano bissexto Dia de São João; Dia do Mel e Dia Internacional da Ufologia Se o Irmão não deseja receber mais o informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, POR FAVOR, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebeu a presente mensagem, para evitar atropelos em nossas remesssas diárias. Obrigado. Colabore conosco para evitar problemas na emissão de nossas mala direta diária. EVENTOS HISTÓRICOS (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki) Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 3/41  1913 - Grécia e Sérvia anulam sua aliança com a Bulgária.  1947 - Kenneth Arnold faz o primeiro relato amplamente divulgado sobre um OVNI, marcando o início da ufologia moderna.  1999 - A vila de Quarteira, em Portugal, é elevada a cidade.  2006 - Gloria Macapagal-Arroyo, presidente das Filipinas, declara a abolição da pena de morte no país.  2007 - Gordon Brown sucede Tony Blair como primeiro-ministro do Reino Unido. Eventos esportivos[editar | editar código-fonte]  1990 - A Seleção Brasileira de Futebol perdeu pelo placar de 1X0 para a Seleção Argentina de Futebol, e é eliminada da Copa do Mundo.[1]  2010 - John Isner e Nicolas Mahut disputam a mais longa partida de tênis da história. 1503 Deixa o porto francês de Honfleur um pequeno navio chamado “Espoir”, de 120 toneladas, comandado pelo navegador Binot Paulmier de Gronneville, que, em janeiro do ano seguinte, deveria aportar na costa catarinense, na baía da Babitonga levando, no seu regresso à Europa, um jovem indígena de nome Içá-Mirim (Formiga Pequena). 1961 Morre, em Balneário Camboriú, Luiz Bertoli, pioneiro da colonização do Alto Vale do Itajaí, notadamente das áreas que hoje são os municípios de Taió e Rio do Oeste. Filho de imigrantes italianos. Nasceu em Timbó a 21 de fevereiro de 1879. 1976 Lei Municipal nr. 1.229, desta data, criou a Fundação Educacional do Planalto Central Catarinense, FEPLAC, com sede na c idade de Curitibanos. 1717 Quatro Lojas Maçônicas de Londres, das tavernas Goose and Gridiron, Crown, Aple Tree e Rummer and Grapes, juntaram-se para formar a primeira Grande Loja. 1723 Na gestão do sétimo Grão-Mestre, o conde Dalketith, é que se redige a primeira ata conhecida da primeira Grande Loja, fundada em 1717. William Cowper era Grande Secretário. As anteriores, se existiram, perderam-se ou foram destruídas propositalmente. Uma série crise política afetava a Inglaterra, com reflexos na Maçonaria inglesa. Os partidários da dinastia Hanover, então no poder, enfrentavam os partidários dos Stuarts, que queriam voltar ao trono. Dalkeith, politicamente confiável, afastou possíveis suspeitas. Uma das evidências do cunho político foi a proibição de se falar em política ou religião nas Lojas inglesas. 1725 Fundação da Grande Loja da Irlanda. 1738 Uma assembleia de todas as Lojas inglesas e escocesas na França elege Grão-Mestre o duque de Antin e cria a Grande Loja da França, cujo nome só seria oficial a partir de 1756. 1755 Consagrado o primeiro Templo exclusivamente dedicado a funções Maçônicas, o Templo Maçônico de Filadélfia, então colônia britânica. 1769 Fundação da a Grande Loja da Polônia, desaparecida em 1772 com a primeira partição da Polônia entre a Áustria, a Prússia e a Rússia. 1779 Fundação da Grande Loja da Inglaterra ao Sul do Rio Trent, resultante da expulsão de Willian Fatos maçônicos do dia Fonte: O Livro dos Dias 20ª edição (Ir João Guilherme) e acervo pessoal históricos de santa Catarina Extraído de “Datas Históricas de Santa Catarina” do Jornalista Jali Meirinho e acervo pessoal
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 4/41 Preston pela Grande Loja dos Modernos, (a primeira GL fundada em 1717). Durou até 1789. 1780 Nasce Ir.'. Johann Wolfgang Von Goethe, a maior figura das letras alemãs, iniciado na Loja Amália, de Weimar. 1801 Aprovado pela convenção de Hamburgo, o Rito organizado por Fredrich Ludwig Schröder. 1821 Reinstalada secretamente a Loja Comércio e Artes, no Rio de Janeiro, trabalhando no Rito Adonhiramita. 1822 Fundação da Grande Loja Nacional da Suíça. 1824 Fundação da Grande Loja da Venezuela. 1831 Instalado o Grande Oriente Nacional Brazileiro, ou Grande Oriente do Passeio, que havia sido criado no ano anterior. 1832 Ir.'. Luís de Queirós Monteiro Regadas, iniciado na sessão do dia 24 de junho de 1832. Em 1838 comprou o edifício principado para Teatro, na Rua do Lavradio, que deu origem ao Palácio Maçônico do Lavradio, inaugurado em junho de 1842 1862 Fundação da Grande Loja do Chile. 1874 Iniciado Ir Henrique Valadares, na loja Cruzeiro do Sul, de Uruguaiana, RS. Foi militar, deputado, prefeito do DF e Grão-Mestre Adjunto do GOB. 1891 Fundação da Grande Loja da Noruega. 1905 Fundação da Grande Loja de Nuevo León, México. 1911 Fundação da Loja Acácia Itajaiense nr. 1, de Itajaí (GLSC) 1922 Fundação da loja “Firmeza e Fraternidade Sourense” nº 5, de Belém (GLPA) 1919 Iniciado na Loja Liberdade, de Lisboa, com o nome simbólico de Galeno, o oficial médico Sezinando Bebiano Azevedo Peres, natural de Taveira, Portugal. 1927 Ir Octávio Kelly assume como Grão-Mestre o Grande Oriente do Brasil, após a renúncia de Fonseca Hermes, informando a situação da Potência em consequência da dissidência criada por Mário Behring. 1930 Fundação da Loja Luz e Verdade III nr. 1066 de Joinville (GOB/SC) 1939 Cisma na Maçonaria argentina. Dissidentes da Grande Loja fundam o Grande Oriente Federal Argentino. 1954 Fundação da Loja Estrela do Oriente nr. 1360 de Goianésia (GOEG) 1958 Fundação da Loja "Concordia et Humanitas" Nr. 56 - ao Or. de Porto Alegre - RS Primeira Loja do Rito Schröder da G.L.M.E.R.G.S. e do Estado do Rio Grande do Sul a ser fundada ou reerguida após o período de proibição de reunião dos imigrantes alemães e do uso do idioma Alemão em função da II Grande Guerra. A mais antiga Loja do Rito Schröder das Grandes Lojas Brasileiras. 1978 Fundação da Loja Monte Sinai nr. 2064, de Quirinópolis (GOEG) 1995 Fundação da Grande Loja da Rússia. 1997 Fundação da Loja São João Batista nr. 3061 de Balneário Camboriú, (GOB/SC) 1999 Fundação da Loja Terceiro Milênio de Londrina (Grande Loja do PR) 1999 Fundação da Loja Luz nr. 72, de Jaraguá do Sul (GLSC) 2002 Fundação da Loja Elos da Fraternidade nr. 84, de Concórdia (GLSC). 2004 Fundação da Loja São João nr. 33, de Itapuã do Oeste (Grande Loja de Rondônia) 2004 Fundação da Loja Maçônica João Bosco Fernandes N° 3585, de Brejo do Cruz (GOB/PB)
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 5/41 Ir Adalberto Rigueira Viana Loja Simbólica Acácia Viçosense no 1808 – rigueiraviana@gmail.com Viçosa - MG A visitação maçônica Em minha trajetória maçônica que se iniciou no ano de 1984, conheci e convivi com irmãos que deixaram marcas indeléveis e que, tenho certeza, jamais se afastarão da moinha memória. Um deles que tinha a digna profissão de viajante e que fazia questão de dizer “mascate”, tinha como prazer e de valor indefinível e indecifrável, visitar todas as Lojas que existissem pelas cidades pelas quais passava deixando o seu produto sob encomenda anteriormente feita ou anotando novos e importantes pedidos para a sua sobrevivência humana.. Ele, como estudioso e experiente Mestre Maçom que era, sabia e tinha conhecimento de o direito de todo Maçom visitar e tomar assento em qualquer Loja é um inquestionável Landmark da Ordem. É o consagrado "Direito de Visitação", reconhecido e votado universalmente a todos os Irmãos que viajam pelo orbe terrestre. É a conseqüência do modo de encarar as Lojas como meras divisões da família maçônica. Fazia questão de quando retornava a sua Loja mãe, durante os ágapes fraternais após as reuniões, relatava as experiências vividas durante o período que esteve ausente cumprindo a sua nobre missão de viajante vendedor. E era visível durante os seus relatos a emoção brotando em cada palavra dita, parecendo-nos que ele ali estava somente com o corpo físico, porém, com o pensamento viajando pelos lugares por onde passara. Em um dos seus comentários acerca de uma visita a uma Loja, disse-nos que era dia de uma Sessão Magna de Iniciação maçônica, quando foram iniciados três novos irmãos estando entre eles um médico, um professor e o terceiro um carpinteiro. A Loja estava completamente lotada com a presença de irmãos de pelo menos 15 Lojas região que ali foram prestigiar os novos irmãos nos quais depositavam inteira confiança de que seriam realmente, obreiros úteis e dedicados. Conheceu mais uma enorme quantidade de novos e respeitáveis irmãos com os quais comemorou aquele episódio tão importante para a maçonaria: as iniciações. Já com o semblante um pouco carregado, contou-nos que em determinada cidade já pronto para assistir a mais uma reunião, ao chegar na Loja ali estava na porta um aviso de que não 2 – OPINIÃO - A Visitação Maçônica Adalberto Rigueira Viana
  • 6.
    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 6/41 haveria reunião naquela noite em virtude do passamento para o Oriente Eterno de um dos mais antigos Mestres daquela Oficia. Decepcionado e bastante triste procurou saber onde estava sendo velado o corpo daquele irmão que não conhecera e para lá se dirigiu para abraçar a cunhada e os sobrinhos tão chorosos pela perda irreparável e que muito entristecera não só eles como os moradores daquela pequena cidade. Continuando a sua vida maçônica, contou-nos que chegando pela primeira naquela localidade bastante movimentada, parou em um café para fazer um pequeno lanche e sentando-se em uma das mesas colocadas no calçadão, ouviu de alguns irmãos que falavam de maçonaria, relatando o acontecido na reunião anterior, fazendo o contrário daquilo que juramos ao final de todas reuniões, manter o sigilo sobre tudo que ali acontecera. Aproximando-se do grupo, apresentou-se como de costume e ficou sabendo que um irmão da Loja daquela cidade estava hospitalizado em virtude um acidente que sofrera durante uma viagem a serviço. Aproveitando que dois deles saíram para fazer a visita ao irmão no Hospital próximo, saiu junto deles e lá chegando, ficou um pouco reservado enquanto os outros dois cumprimentavam os familiares e abraçavam carinhosamente o irmão enfermo. Vários irmãos de sua Loja sempre que ele chegavam para o ágape procuravam sentar-se próximo dele para ouvir suas narrativas tão cheias de emoção e satisfação em vista do valor que dispensava às suas costumeiras visitas a outras Lojas maçônicas. Continuando alegremente as suas narrações e relatos,lembrou-se que em uma outra cidade fora convidado para uma reunião Magna de Confirmação de Casamento de um irmão muito concorrida e de ritualística verdadeiramente emocionante e para no outro dia participar de um aniversário de 15 anos de uma sobrinha, filha de um casal simpático e muito agradável que teve o prazer e a satisfação de conhecer e abraçar efusivamente em vista do momento de felicidade que desfrutavam. Lembrou-se também que num sábado, quando descansava e fazia uma pequena pausa em uma de suas viagens, fora convidado para uma reunião do Capítulo DeMolay daquela cidade e para lá se dirigiu para assistir a uma bela e rica sessão tão bem seriamente dirigida por inúmeros jovens da sociedade local. Ficou deveras entusiasmado com a seriedade daqueles jovens do desempenho de suas tarefas perviamente determinadas .Ao final da reunião, junto de alguns irmãos que para ali se convergiram para prestigiar os jovens, recebeu um convite de um visitante para proferir uma palestra em sua Loja que ficava numa cidade próxima e que, por coincidência ele visitaria na próxima semana. Escreveu e apresentou então, uma peça de arquitetura na qual ele ressaltava o valor das visitas dos irmãos a outras Lojas co-irmãs incentivando os irmãos presentes a cultivarem este hábito salutar entre os amantes da Arte Real. Ao relatar mais este acontecimento por ele vivido, lembrou aos irmãos da nossa Loja que sabe das dificuldades hoje enfrentadas para se visitar outras Lojas. O alto preço do combustível, os perigos rondando as estradas repletas de carros dirigidos por motoristas irresponsáveis, as viagens à noite com o cansaço às vezes tomando contando daqueles que trabalharam duramente todo o dia, enfim, uma série de impecilhos contrários ao cumprimento daquela vontade que muitos carregam dentro do peito. Esta história que aqui estamos contando para todos os que terão acesso a este texto, são para lembrar-lhes que sempre que realizamos este objetivo, estamos colocando em prática mais uma vez o Salmo 133 tão bonito e marcante em nossa trajetória maçônica. Oh! Quão bom e agradável.........
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 7/41 PEDRO JUK jukirm@hotmail.com Morretes, Paraná. SÃO JOÃO E OS SOLSTÍCIOS NA MAÇONARIA. Embora o assunto já tenha sido exaustivamente debatido e esclarecido por autores autênticos da Maçonaria, ainda muitas dúvidas campeiam o solo maçônico no que diz respeito às figuras patronais de João, o Baptista e de João, o Evangelista. Nesse sentido, tenho recebido muitos pedidos de esclarecimento sobre o assunto através do Consultório Maçônico José Castellani da revista A Trolha de Londrina, PR, assim como pelo diário eletrônico JB NEWS in Perguntas e Respostas – Florianópolis, S.C. Dado ao exposto seguem as seguintes considerações sobre o tema: Para o esclarecimento necessário dessa questão e para que não se caia no campo das suposições “inventando” padroeiros para a Maçonaria só porque esse ou aquele Rito pretende identificar um “santo” em particular, é antes imprescindível que o estudante conclua que a questão não é só a de identificar um padroeiro para um Rito específico, senão antes identifica-lo como um patrono de toda a Maçonaria, independente dos Ritos e Trabalhos nela praticados (as Lojas de São João). Nesse pormenor seria lógico antes se compreender a razão dessa escolha ou costume como parte integrante da história da Sublime Instituição. É, portanto imperativo que antes se entenda o porquê dessa relação que envolve as datas comemorativas dos “santos padroeiros – Baptista e Evangelista” como uma espécie de patronos da Maçonaria. Desde quando? Qual a razão de João, o Baptista e João, o Evangelista aparecerem nesse misto de respeito religioso e alegoria simbólica intrínseca à Maçonaria? Por que a Moderna Maçonaria ainda mantém essa tradição? Sem ter a pretensão de aqui querer ensinar astronomia e geografia, o tema, entretanto merece ser identificado tanto pela feição científica, bem como pela cultural que envolve as crenças pertinentes aos cultos solares da antiguidade – base de grande parcela das religiões conhecidas. Essa explicação, embora condensada, está no fato de que o planeta Terra além de girar em torno do seu próprio eixo em um ciclo diário e noturno totalizando vinte e quatro horas (rotação), também o Planeta se desloca no espaço em uma trajetória elíptica (elipse) ao redor do Sol (translação), cuja viagem completa resulta no período conhecido por “ano” (arredondados trezentos e sessenta e cinco dias). 3 – São João e os Solstícios na Maçonaria Pedro Juk
  • 8.
    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 8/41 Em seu deslocamento elíptico ao redor do Sol, a Terra estará no seu trajeto mais, ou menos afastado do Sol o que implica no Planeta estar em periélio - o ponto de órbita com menor afastamento distando 147 milhões de quilômetros e em afélio – ponto de órbita com maior afastamento com 152 milhões de quilômetros de distância. Assim o afélio se opõe ao periélio, e vice-versa. Como a Terra no seu trajeto elíptico em torno do Sol mantém uma inclinação constante em relação ao seu plano de órbita (norte-sul) de 23 graus e 27 minutos, o movimento faz com que as duas regiões terrenas divididas pela linha imaginária do equador e conhecidas como hemisférios (meias-esferas), recebam a incidência de mais, ou menos raios solares, ou ainda estes por igual conforme a localização na sua trajetória ao redor do Sol. Pela não coincidência do plano de órbita com o plano do equador, do ponto de vista daquele que estiver situado na Terra, esse movimento simula a ilusão de como fosse o Sol a se movimentar em torno da Terra. O trajeto dessa revolução imaginária é conhecido como eclíptica, ou a passagem do astro pelo círculo máximo da esfera celeste – é a interseção da esfera com o plano de órbita. Assim os limites, ou pontos máximos dessas inclinações nesse movimento aparente, tanto no Norte, como no Sul, quando o Sol atinge a sua maior distância angular do equador cessando o seu afastamento, ocorrem os dois solstícios1 que marcam o início do verão e do inverno conforme o hemisfério terreno – inverno no Norte, verão no Sul, ou vice-versa. 1 - Solstício (Do latim Solstitiu). Substantivo masculino. Época em que o Sol passa pela sua maior declinação boreal ou austral, e durante a qual cessa de afastar-se do equador. Os solstícios situam- se, respectivamente, nos dias 22 ou 23 (na intenção de uniformização- dia 21) de junho para a maior declinação boreal, e nos dias 22 ou 23 (por critério de uniformização – dia 21) de dezembro para a maior declinação austral do Sol. No hemisfério norte, a primeira data se denomina solstício de verão e a segunda, solstício de inverno; e, como as estações são opostas nos dois hemisférios, essas denominações invertem-se no hemisfério sul. 2 - Equinócio (Do latim Aequinoctiu). Substantivo masculino. 1. Ponto da órbita da Terra em que se registra igual duração do dia e da noite, o que sucede nos dias 21 de março e 23 de setembro (convencionado para o dia 21). 2. Qualquer das duas interseções do círculo da eclíptica com o círculo do equador celeste: equinócio da primavera, ou ponto vernal, e equinócio do outono, ou ponto de Libra. 3. Instante em que o Sol, no seu movimento anual aparente, corta o equador celeste. Por ocasião do solstício no ciclo, ou estação do verão, devido a maior incidência de raios solares, prevalecem assim dias mais longos e noites curtas na sua duração. Já no ciclo do inverno, devido a menor incidência de raios solares, prevalecem as noites mais longas e dias curtos na sua duração. Os solstícios destacam-se no clima terrestre principalmente pela ocorrência do frio no inverno e do calor no verão. Por outro lado, no que concerne a esse mesmo movimento aparente do Sol na sua eclíptica em direção ao solstício, quando passa de um para o outro hemisfério cruzando o Equador, marca a ocorrência do início da primavera e do outono conforme o sentido da marcha aparente. Do Sul para o Norte – primavera no hemisfério Norte e outono no Sul. Do Norte para o Sul – primavera no hemisfério Sul e outono no hemisfério Norte. O momento em ocorrem essas passagens ilusórias do Sol de um para o outro hemisfério sobre o Equador é que acontecem os equinócios2.
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 9/41 Nessa situação de projeção zenital (equinócio - que dista igualmente), tanto no outono quanto no inverno, a incidência é igual de raios solares sobre a Terra. Esse atributo faz então com que os dias e noites sejam iguais na sua duração. Devido à inclinação do planeta Terra no seu eixo Norte-Sul, bem como o seu movimento em torno do Sol (revolução anual e ilusória do Sol) é que ocorrem os ciclos naturais, conhecidos como as estações do ano - a primavera, o verão, o outono e o inverno - opostos conforme o hemisfério (verão – inverno, outono – primavera). Não obstante essa relação astronômica, tal condição climática também faria com que as civilizações primitivas já distinguissem as épocas frias e quentes levando-os a organizar o seu modo de subsistência no trabalho agrícola. Sob a óptica do Sol como fonte de luz e calor ele seria proclamado como divindade soberana e daria o suporte principal para os cultos solares da antiguidade. Com indelével influência sobre quase todas as religiões e crenças da humanidade, o homem imaginou os solstícios como portas por onde o Sol entrava e saia ao terminar o seu trajeto aparente (trópicos de Câncer e Capricórnio). Sob o ponto de vista da Terra, as épocas solsticiais desde então seriam marcas astronômicas idealizadas pelos alinhamentos com as constelações de Câncer ao Norte e Capricórnio ao Sul, o que sugeria, sob a óptica do misticismo, inclusive, uma relação com deuses pagãos que, mais tarde e sob a influência da Igreja, seriam elementos substituídos por santos do cristianismo. É o caso, por exemplo, do deus Janus (palavra latina que significa porta), agregado ao panteão romano, cuja representação era de uma divindade bicéfala, com duas faces simétricas olhando uma para o passado e a outra para o futuro. De acordo com a posição do Sol na eclíptica, a alegoria insinuava filosoficamente que o futuro seria construído sobre a luz do passado; sugeria também que o passado um dia fora presente e futuro, assim como o futuro seria também um dia, presente e passado. Com o advento da adoção do cristianismo para o Império Romano, por obra do imperador Constantino, essa relação solsticial com a divindade bicéfala pagã seria alterada, quando então foi substituído o deus Janus pelos santos cristãos João, o Baptista e João, o Evangelista, o que inclusive adequaria e acomodaria essa relação religiosa para o cristianismo. Nesse pormenor a identidade do solstício em Câncer (verão no hemisfério Norte e inverno no hemisfério Sul) por influência de Igreja Católica, ficaria relativo a São João Baptista (Esperança – daquele que previu a Luz), enquanto que o solstício em Capricórnio (inverno no hemisfério Norte e verão no hemisfério Sul) seria alusivo a São João Evangelista (Reconhecimento – daquele que pregou a Luz). Cabe aqui uma recomendação importante: Ao se tratar desse apólogo religioso inerente aos solstícios e os santos mencionados, o mesmo estará sempre relacionado ao hemisfério Norte, por extensão isso também ocorre com esse simbolismo no que concerne à Maçonaria. Como o caráter é simbólico todas as referências inerentes aos ciclos da primavera, do verão, do outono e do inverno sempre aludem ao Norte do planeta Terra. Ainda no que concerne a relação entre o simbolismo solsticial, o cristão e a própria Maçonaria que também adota os mesmos padroeiros, muito embora a Maçonaria não seja uma religião, essa alegoria relativa aos dois solstícios, em última análise, salienta a evidente relação com o deus
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 10/41 bicéfalo romano Janus (que tem duas cabeças) às duas transições solsticiais do verão e do inverno na banda setentrional da Terra. O solstício de verão (junho) ficaria então relacionado a João, o Baptista como aquele que anunciou a vinda da Luz (Jesus, considerado como a Luz do Mundo), enquanto que o solstício de inverno (dezembro) concernente a João, o Evangelista, ficaria relacionado àquele que difundiu a palavra de Jesus (a Luz do Mundo). Na concepção cristã João Baptista anunciou no verão a Esperança por intermédio da vinda de Jesus que nasceria em pleno inverno como que fazendo renascer, ou voltar novamente a Luz (Natalis Invicti Solis), enquanto que João, o Evangelista pelo Reconhecimento à Luz, passou a difundir a “boa nova” (evangelho – do grego euangélion, pelo latim evangeliu). Nota-se aqui mais uma vez a evidente relação com os cultos solares da antiguidade no hemisfério boreal. Essa importante representação alegórica igualmente ganharia corpo pela própria semelhança entre os nomes do deus pagão Janus e Joannes (João). A palavra João, em hebraico Iheho-hannam, significa a “graça de Deus” e essa semelhança viria inclusive acomodar a situação pela exclusão e substituição do deus pagão que se chocava com as tradições do cristianismo. Desse modo João Batista e o Evangelista passariam a se associar com as datas solsticiais (junho e dezembro). Não menos importante também é a relação simbólica configurada na constelação de Câncer lembrada pelo saudoso Irmão José Castellani in “Porque São João, Nosso Padroeiro”: “Suas duas estrelas principais (da constelação de Câncer) tomam o nome de Aselos (do latim Asellus, i = diminutivo de Asinus, ou seja: jumento, burrico). Na tradição hebraica, as duas estrelas são chamadas de Haiot Nakodish, ou seja, animais de santidade, designados pelas duas primeiras letras do alfabeto hebraico, Aleph e Beth, correspondentes ao asno e ao boi. Diante delas há um pequeno conglomerado de estrelas, denominado, em latim, Praesepe, que significa presépio, estrebaria, curral, manjedoura, e que, em francês, é “creche”, também com o significado de presépio, manjedoura, berço. Essa palavra, creche já foi, inclusive, incorporada a idiomas latinos, com o significado de local onde crianças novas são acolhidas, temporariamente”. Note-se então que a previsão alegórica do nascimento de Jesus em uma manjedoura e outras particularidades inerentes teve origem interpretativa nessa observação mística relativa à constelação de Câncer (junho, solstício de verão no hemisfério Norte) e consignada no outro alinhamento com a constelação de Capricórnio (dezembro, solstício de inverno no hemisfério Norte). Não obstante ao sentido dessa exegese, vale também a pena mencionar a relação dela com os cultos solares da antiguidade que mais uma vez se evidenciaria e passaria, dentre outros, a influenciar na fixação pela Igreja da data do nascimento de Jesus para a noite de 24 para 25 de dezembro, a mais longa do ano no Norte, e que alude ao solstício relativo à volta do Sol no mitraísmo persa (INRI - Igne Natura Renovatur Integra – o Fogo Renova a Natureza Inteira) e propagada pelo mitraísmo romano na concepção do Nascimento do Sol Triunfante, ou Invicto (Natalis Invicti Solis). Por ocasião dessa longa e fria noite de inverno (no Norte) os homens acendiam fogueiras e faziam oferendas e preces evocando a volta da Luz. Assim o Cristianismo, valendo-se dessa alegoria solsticial fixaria o Natal (nascimento de Jesus) identificando à volta do Sol a partir de Capricórnio para o Norte como a Luz do Mundo, cujo nascimento fora previsto (anunciado em Câncer – verão). Essa associação daria então a João, o Baptista o rótulo daquele que anunciou a vinda da Luz, cuja data comemorativa se fixaria em 24 de junho, bem próxima do solstício de verão no hemisfério Norte que ocorre em 21 de junho - o Sol alinhado com Câncer. Assim também se daria cooptação com João, o Evangelista em 27 de dezembro, cuja data
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 11/41 praticamente está conexa ao Natal e ao solstício de inverno no hemisfério Norte que se dá em 21 de dezembro – o Sol alinhado com Capricórnio. Ao Evangelista seria titulado o desígnio daquele que pregou a Luz (a doutrina de Cristo). São João e a Maçonaria – Antes das considerações propriamente ditas, fica aqui o alerta sobre alguns pontos no tema que não podem ser confundidos: a) Na matéria há que se vislumbrar que o patrono, ou patronos (São João) se referem à Maçonaria em geral, e não dela apenas a um rito ou costume em particular. b) Como ritos maçônicos, alguns deles possuem o seu próprio patrono, todavia estes nunca se confundem com os padroeiros gerais da Maçonaria. c) Ainda existem os protetores regionais da Maçonaria. É o caso, por exemplo, da inglesa e São Jorge (padroeiro da Inglaterra – 23 de abril). Entretanto este não pode ser confundido com as comemorações maçônicas solsticiais relativas a João, o Baptista e João Evangelista. e) A Maçonaria é oriunda dos canteiros medievais e traz consigo uma forte influência da Igreja. Como atividade profissional à época ela comemora até os dias atuais, ainda que de modo especulativo, as festas solsticiais. Primitivamente (com aproximadamente 800 anos de história) a Maçonaria era operativa (profissional) e não possuía ritos nem graus. Constituída de maçons livres (nas Lojas livres), muitos desses grupos profissionais, além dos santos relativos às datas solsticiais, também não raras vezes rendiam particularmente preito a outro santo protetor, inclusive a uma santa. Conforme costume haurido dessas organizações profissionais do passado - Associações Monásticas, Confrarias Leigas e da antiga Francomaçonaria (base da Maçonaria) – e com inegável tempero da Igreja, a prática comemorativa solsticial alcançaria posteriormente a Maçonaria Especulativa e por extensão inclusive a Moderna Maçonaria (primeiro sistema obediencial fundado 1.717). Isso se explica porque mesmo não sendo a Maçonaria considerada como uma religião, ela foi historicamente criada à sombra de Igreja Católica medieval e dela arregimentou assim uma forte influência que dava ao trabalho, bem como aos seus membros e respectiva profissão, um amoedo religioso. Em resumo e para aplicação de uma salutar geometria a Maçonaria precisa de uma vez por todas ser despida de ilações fantasistas e equivocada que ainda forçam subsistência como aquelas que a tratam como fosse ela uma Instituição milenar. Ora, essas concepções anacrônicas não cabem mais em pleno século XXI. Autenticamente a Maçonaria veio a nascer à sombra da Igreja nos Canteiros3 da Idade Média, portanto não seria novidade nenhuma que sob essa influência a Maçonaria, construtora de igrejas e catedrais, viesse também possuir um patrono religioso. 3 - Canteiros - antigos construtores medievais de igrejas e catedrais, corporações formadas sob a influência da Igreja na Idade Média. 4 - Moderna Maçonaria – composta pela Maçonaria Especulativa, ou dos Aceitos, cuja marca inicial se deu com o advento da fundação Primeira Grande Loja em Londres pelas Lojas da Taberna do Ganso e a Grelha, do Copázio e as Uvas, da Coroa e da Macieira. Naquela
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 12/41 oportunidade era então criado o primeiro sistema obediencial do mundo maçônico. Não se deve confundir o fato como princípio da Maçonaria Especulativa, já que esta se deu documentalmente em 1.600 na Escócia com a admissão do latifundiário John Boswel na Loja Capela de Maria (Chapel’s Mary Lodge). Assim, essas associações profissionais geralmente se agrupavam em reunião nos solstícios de verão e de inverno, cujas reuniões, além de comemorativas ao padroeiro solsticial, também alcançavam a finalidade de rever os planos das obras, discutir novos contratos, avaliar as atividades econômicas e profissionais e promover ingresso de novos artífices na “Arte de Construir” (iniciar). Essa relação do Ofício com o verão e com o inverno implicava antes de tudo num aspecto prático e literal da construção, já que no rigor do inverno setentrional pouco se produzia na arte de cortar a pedra calcária, bem como a de com ela se edificar. Efetivamente os trabalhos praticamente permaneciam paralisados na estação hibernal. Com o final do inverno e o início da primavera – o rigor do clima mais ameno - os trabalhos no canteiro (hoje as Lojas especulativas) retomavam as suas atividades com força e vigor. Assim os labores do ofício iriam atingir o seu auge no verão (dias longos e noites curtas), voltariam a declinar no outono e seriam novamente paralisados no inverno (dias curtos e noites longas). Vale então a pena mais uma vez salientar que todas as referências feitas às estações do ano (ciclos naturais) nesse arrazoado, se relacionam indistintamente àquelas que ocorrem no hemisfério Norte do nosso Planeta (berço da Maçonaria). Como as datas solsticiais sucedem nos dias 21 de junho e 21 de dezembro, isto é, muito próximas das datas religiosas comemorativas a João, o Baptista em 24 de junho e João, o Evangelista em 27 de dezembro, as mesmas acabariam por se confundir. Isso pode ser perfeitamente observado tomando-se por base a fundação em 1.717 da Primeira Grande Loja em Londres em 24 de junho, dia de São João Baptista (princípio da Moderna Maçonaria4 – primeiro sistema obediencial). Do mesmo modo também se pode observar nos dias atuais onde a maioria das Obediências tem ainda o costume de dar posse aos Grão-Mestres e Veneráveis das Lojas no dia comemorativo a São João no mês de junho. Nesse sentido a Moderna Maçonaria como fiel guardiã da tradição usos e costumes da Ordem mantém a alegoria dos solstícios nos seus arcabouços doutrinários, costume esse adquirido desde os primeiros grupos profissionais, cujas representações simbólicas, independente dos contemporâneos Ritos e Trabalhos praticados, se apresentam nos Templos maçônicos. É o caso do conjunto simbólico composto pelo o Círculo e as Paralelas Tangenciais Verticais, cuja alegoria sugere que o Sol (círculo) não transpõe os trópicos (Câncer e Capricórnio - as paralelas representam João Baptista e Evangelista). Ainda outros símbolos inerentes: o das Colunas Solsticiais B e J que simbolizam, por exemplo, no Rito Escocês, a passagem dos referidos Trópicos e entre as quais o Equador do Templo; também no Rito Escocês as constelações do Zodíaco que marcam simbolicamente a eclíptica do Sol e as estações do ano, por conseguinte os solstícios e os equinócios; ainda no arcabouço doutrinário maçônico de vertente francesa a Marcha do Mestre exprime a curso aparente do Sol de um para outro hemisfério, etc.
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 13/41 Vale a pena também mencionar que no puro e verdadeiro Rito Escocês o Grau de Aprendiz é aberto com a leitura do Livro da Lei em São João, cap. 1, vs. 1-5 – implica na prevalência da Luz sobre as trevas como mote doutrinário do Grau. No tocante às tradições, usos e costumes da Maçonaria, as Iniciações operativas (embora muito diferente das que hoje conhecemos) ocorriam nas reuniões semestrais (solsticiais). Naquela oportunidade em muitas associações profissionais o “Aprendiz Admitido” pousava a mão direita sobre o Evangelho de São João para prestar a sua obrigação. Esse costume era assim praticado porque as datas iniciáticas coincidiam com aquelas relativas aos santos protetores – a Igreja ditava as regras. Como à época não existia ainda a imprensa5 e a Bíblia era propriedade apenas da Igreja, cujo texto era compilado à mão em papel grosseiro (de gramatura alta) e resultava em um volume da Bíblia imenso, pesado e incomodo para o transporte e manuseio. Devido a esse particular o Iniciando prestava simbolicamente a sua obrigação pousando a mão direita apenas sobre o Evangelho de São João, que era geralmente reduzido e adequado para a ocasião à sua primeira página. 5 - Imprensa - Johannes Guttenberg em 1.440 desenvolve a tecnologia da prensa móvel, utilizando os tipos móveis - caracteres avulsos gravados em blocos de madeira ou chumbo, que eram arrumados numa tábua para formar palavras e frases do texto para impressão. Assim se explica o hábito, segundo a maioria dos Ritos, do notório uso do título distintivo - as Lojas de São João, cujos trabalhos são abertos “ João nosso Padroeiro”, ou ainda: “Uma Loja de São João, Justa, Perfeita e Regular”. Obviamente como a questão envolve os dois solstícios, englobam-se como patronos também os dois São João, o Batista e o Evangelista. Até porque como a Maçonaria é uma Obra de Luz, nada mais oportuno do que celebrá-la simbolicamente (sem conotação religiosa) através daquele que previu a Luz e também daquele que propagou a Luz. Nesse sentido, em se tratando dos padroeiros maçônicos cujo nome é João, muitos equivocadamente ainda teimam em propagar o nome de outros S. João, a exemplo do Esmoler (também conhecido como Hospitalário ou de Jerusalém) que não tem qualquer relação com a Maçonaria Operativa. Pior ainda foi a invenção do tal “da S. João da Escócia” que nem mesmo existe no hagiológio da Igreja. Alguns equivocadamente ainda associam um santo padroeiro inerente a um Rito em particular e querem generalizá-lo como patrono de toda a Maçonaria. Daí a razão dessa propagação desmedida que tem causado muitas dúvidas para o entendimento de muitos outros. Aliás, é oportuno salienta que a tal “generalização” tem sido uma verdadeira erva daninha na prática e interpretação maçônica, geralmente adubada pelos incautos que ao se referirem a um Rito específico o imaginam como se fosse ele o único representante de toda a Maçonaria. Inquestionavelmente esse despautério não condiz com a Verdade, já que os Ritos e os Trabalhos do Craft são partes integrantes da Maçonaria. Embora a sua espinha dorsal seja única, cada Rito ou Trabalho (costume) possui a sua particularidade geralmente oriunda da sua doutrina, da sua cultura e da sua vertente maçônica (inglesa ou francesa). A Maçonaria Simbólica Universal é única, porém composta por vários Ritos e Trabalhos do Craft.
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 14/41 A chave da compreensão está no conhecimento e pratica da história autêntica da Sublime Instituição - acadêmica por excelência. Antes de se mencionar opiniões de achistas e crédulos em escritos comprometidos (água contaminada), quando não repletos de opiniões ocultistas hauridas de crenças pessoais, melhor seria primeiro atender a virtude da prudência na observação dos fatos. Retomando o assunto inerente ao mote desse arrazoado e por tudo o que até aqui fora sobre ele foi mencionado é que a Maçonaria desde o seu período operativo vem se servindo da relação Homem-Natureza, cujo palco alegórico de outrora era o canteiro da obra. Atualmente essa analogia está na topografia e na decoração dos templos maçônicos, bem como nas doutrinas específicas dos Ritos e Trabalhos da Moderna Maçonaria Simbólica, sejam eles de conceito deísta ou teísta. Concluindo: por razões óbvias, despido de qualquer relação com uma religião ou dogma específico, o padroado da Maçonaria Universal (não de um rito específico), considerada a característica especulativa da Instituição como “Obra de Luz” sugerem como patronos os dois personagens ligados simbolicamente à Luz - João, o Baptista e João, o Evangelista. PEDRO JUK jukirm@hotmail.com Morretes, Paraná, AGOSTO/2.014. Bibliografia Auxiliar. SPOLADORE, Hercule – Santos Padroeiros da Maçonaria, Diário JB NEWS nº 1.412, Florianópolis, SC, 2.014. CASTELLANI, José – Artigo intitulado Porque São João, “Nosso Padroeiro”, www.lojasmaconicas.com.br, São Paulo, Capital, 2.001. CASTELLANI, José – Maçonaria e Astrologia – Editora Landmark – São Paulo, 2.000. CASTELLANI, José – As Origens Históricas da Mística Maçônica – Editora Landmark – São Paulo, 2004. CARVALHO, Assis – Símbolos Maçônicos e Suas Origens – A Trolha – Londrina, 1.990. CARR, Harry – Freemasons at Work – Lewis Masonic, 1.992. HINBERG, Richard – Celebrando os Solstícios – Madras Editora Ltda. – São Paulo, 2.002. CHARLIER, René Joseph – Pequeno Ensaio de Simbólica Maçônica – Edições Futuro – São Paulo, 1.964. JUK, Pedro – Abóbada do Templo Maçônico - R∴E∴A∴A∴ - Coletânea 6, pg. 97 – Editora Maçônica A Trolha, Londrina, 2.003. JUK, Pedro – E o Topo da Coluna do Norte, Conclusões? – INBRAPEM, Volume 4, - Editora Maçônica A Trolha, Londrina, 2.007. JUK, Pedro – Alegoria das Colunas Zodiacais – REAA, Anais do VII Simpósio, Academia Campinense Maçônica de Letras, Campinas, SP, 2.013.
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 15/41 Anestor Porfírio da Silva M.I. e membro ativo da ARLS Adelino Ferreira Machado Or. de Hidrolândia-Goiás Conselheiro do Grande Oriente do Brasil/Goiás anestorporfirio@gmail.com A FALSA SABEDORIA Não se trata de novidade a palavra “achismo”. Já tinha ouvido sua citação por eloquentes oradores, mas confesso, nunca me tinha atentado em saber o seu real significado até que certo dia ao ouvir mais uma vez alguém afirmar que “pau é pedra,” só porque, na sua concepção o fato era tido como verdadeiro, dei-me conta rapidamente de que a conotação daquela palavra não me era assim tão estranha, mas, ao contrário, eu já vinha convivendo, havia algum tempo, com o que o “achismo” significa. O citado vocábulo tem como sentido a convicção de quem, de modo irresponsável, sustenta um fato tipificado em norma ou em instruções similares, de outra forma baseando-se em meras suposições. Ele retrata uma cultura que, a despeito da incerteza, leva o indivíduo a crer que o modo como os fatos devem ser corretamente interpretados não seja o da interpretação das regras que o tipificam, o do conhecimento da verdade, mas o que se baseia no auto-entendimento e na convicção pessoal. É o vocábulo que se atribui às pessoas que fazem comentários ou sustentam posições com pontos de vista definidos, com argumentação firme, porém, sem propriedade. Por isso o achismo é a demonstração do falso conhecimento. É o erro que alguém comete em afirmar convictamente algo que acha ser verdadeiro, correto, com base apenas em suposições. Com todo esse arcabouço em torno de si o “achismo” ainda se completa passando-se por mecanismo ilusório, enganoso acerca da verdade. Se prestarmos um pouco mais de atenção no comportamento das pessoas quando estão fazendo parte de uma reunião, de uma assembleia, de um plenário etc., notaremos, com facilidade, quem é achista entre os que fazem uso da palavra. Ele normalmente é o que mais pede aparte e, por consequência, é o que mais vezes faz uso da palavra tentando assim persuadir os que o ouvem 4 – A Falsa Sabedoria Anestor Porfírio da Silva
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 16/41 a aceitarem seus argumentos. Embora incorporando o falso juízo da verdade por não ter conhecimento absoluto do conteúdo daquilo que afirma, o “achista” é sempre categórico na sustentação de seus argumentos, da maneira que os supõe ser, por considerar os que o ouvem como menos esclarecidos. Mas na escala dos valores intelectuais essa situação acha-se invertida, pois o “achista” é aquele que acha que sabe, porém, o suporte, o ponto de apoio daquilo que ele pensa nunca é o conhecimento, mas as conclusões a que ele chega segundo sua própria convicção. A prova disso são as evidências. Certo dia, em uma Loja Maçônica interiorana, realizava-se uma sessão em que na Ordem do Dia tratavam os Irmãos da “filiação” de um candidato oriundo de outra Loja, portador de “Quite Placet” não vencido (o maçom só se torna irregular depois de vencido o prazo de validade do seu “Quite Placet”), quando alguém invocando claramente o princípio do “achismo”, levantou a voz para dizer que o processo em discussão deveria ser tratado como “regularização” e não “filiação.” Diante do que foi dito, o desenrolar dos trabalhos, que até àquele momento era normal, tumultuou-se de repente em meio a inúmeros apartes. Muitos falavam fazendo uso do “achismo.” Outros tantos, os eruditos, falavam citando bases legais como argumentos de seus pontos de vista e só depois de um bom tempo de acalorado debate concluiu-se acertadamente que o caso tinha mesmo que ser tratado como “filiação.” Naquele dia muito se trabalhou e pouco se produziu. Houve perda de tempo por conta de uma intervenção inócua, desprovida de cunho legal e motivada pelo exercício do chamado “achismo”, tendo sido seu protagonista o responsável pela grande confusão, pela discussão desnecessária o que, no final, quase levou ao erro os que se encontravam no caminho de um trabalho sério, justo e perfeito. Em nome da vaidade muitos querem reverberar refletindo falsa sabedoria. Este fato parece coisa banal, de pouco interesse, mas quando se refere a trabalhos litúrgicos da maçonaria o mesmo assume proporções desastrosas para a Ordem uma vez que a adoção do incerto e duvidoso é o desprezo à sabedoria e ao conhecimento dos princípios, normas e regulamentos que regem a mencionada instituição. E aí eu próprio me pergunto: Por que intervir, por que querer se impor sem ter conhecimento da verdade?
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 17/41 O Ponto Dentro do Círculo Seu espaço para estudos e pesquisas A Maçonaria e os Mestres Comacinos https://opontodentrodocirculo.wordpress.com/2015/04/05/a-maconaria-e-os-mestres-comacinos/ Publicado por Luiz Marcelo Viegas No capítulo sobre os Collegia Romanos, referi-me brevemente às guildas de construtores Comacine como sendo uma ponte entre a cultura clássica antiga de Roma e a da civilização medieval, que cresceu após as invasões dos bárbaros ter cessado, deixando a Europa em um estado mais ou menos tranquilo. Agora, para continuar adiante nesse assunto, pois ele é algo que exige exame cuidadoso, sobretudo porque muito está sendo escrito sobre ele nesses dias, a favor e contra. Um amigo e irmão, que tem um nome entre os estudiosos maçons, exclamou em uma recente carta, “Estou cansado de ouvir sobre estes benditos Comacines, e como a Maçonaria surgiu deles, e como eles mantiveram acesa a luz na Idade Média. A verdade é que nada sabemos sobre eles. “Eu não pude concordar com este colega porque ele 5 – A Maçonaria e os Mestres Comacinos Do Site O Ponto Dentro do Círculo (Ir Luiz Marcelo Viegas)
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 18/41 está, sem dúvida, errado ao dizer que nada sabemos sobre os mestres Comacine – sabemos muito – mas eu posso entender por que ele deveria estar tão impaciente com aqueles entusiastas que reivindicam muito mais para o Comacines que os fatos podem corroborar. Não será nosso propósito aqui tentar resolver o problema de uma forma ou de outra; estabelecer tais fatos como eles são conhecidos, com um breve esboço da teoria relacionada com a sua influência sobre a história da Maçonaria, satisfará nossas necessidades atuais. A teoria Comacine foi trazida à atenção do mundo maçônico de língua inglesa pela primeira vez por uma mulher, a Sra. Lucy Baxter, que, escrevendo sobre o pseudônimo de Leader Scott, publicou em 1899 um volume notável intitulado Os Construtores de Catedrais; A História de uma Grande Corporação Maçônica, com oitenta e três ilustrações, publicado por Simpson Low, Marston and Company, Londres. O livro está agora, infelizmente, esgotado, e cada vez mais escasso, com o preço aumentando rapidamente. Esta obra de 435 páginas foi seguida em 1910 por uma espécie de aditamento, na forma de um pequeno volume de oitenta páginas, pelo nosso fiel e querido amigo, o irmão W. Ravenscroft, chamado Os Comacines, Seus Antecessores e Seus Sucessores, posteriormente publicado como uma série no THE BUILDER, juntamente com muitas ilustrações, e depois reeditado em formato de livro. Com exceção de referências dispersas em histórias e enciclopédias, esses dois livros constituem a única fonte literária para os maçons de língua inglesa, mas existe uma literatura abundante sobre o assunto em italiano, algumas das quais deveriam ser traduzidas e publicadas nos Estados Unidos. I. HISTÓRIA DOS COMACINES Conforme já vimos, as artes e ofícios do Império Romano eram rigidamente organizadas em guildas, ou collegia, cada uma das quais tinha controle monopólico de algum negócio, profissão ou atividade. Estas foram destruídas pelos bárbaros, juntamente com as cidades e as comunidades em que estavam localizadas, mas algumas delas, particularmente em Constantinopla e em Roma sobreviveram ao holocausto. Acredita-se que um collegium, ou alguns collegia de arquitetos e seus operários continuaram na diocese de Como, situada no reino lombardo da Itália do Norte, na e sobre o belo Lago de Como, que incluía os bairros de Mendrisio, Lugano, Bellinzona e Magadino. Por que eles permaneceram ali é um mistério, mas acredita-se que a presença de grandes pedreiras na região foi uma das razões, e que a força e o relativamente elevado desenvolvimento do estado Lombardo era outro. Esta região, muitos supõem, manteve-se como sua sede e centro de séculos, daí seu nome “Comacini”. A expressão ‘Magistri Comacine’, escreve Rivoira em seu magnífico Lombardic Architecture (Vol. 1, p. 108), “aparece pela primeira vez no código do rei lombardo, Rotharis (636-652), onde, nas leis de número CXLIII e CXLV, eles aparecem como Mestres Pedreiros com amplos e ilimitados poderes para celebrar contratos e subcontratos para obras de construção; ter seus parceiros colegiados ou ‘colegas’, membros da guilda ou fraternidade; chamá-los como quiserem – e, finalmente, seus servos (servi) ou operários e trabalhadores.” Rivoira diz que na região de Como as guildas ou collegia nunca tinha chegado ao fim, e que muitas pedras, mármores e depósitos de madeira ali existiam para atrair estes trabalhadores. Na sua História da Arquitetura Italiana, Ricci afirma que as guildas Comacine foram tornadas livres e independentes das restrições medievais, e receberam liberdade para viajar à vontade, mas esta afirmação não recebeu confirmação em Bulas Papais, Atos dos Reis Carolíngios, ou em qualquer dos analistas autênticos, embora pesquisa tenha sido conduzida em Roma muito antes de existir qualquer preconceito contra a Maçonaria naquele lugar. Os Comacines estenderam sua influência e atividades da mesma forma que outras guildas, por convite e contrato, e por organização de lojas em novas cidades.
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 19/41 Quando São Bonifácio foi para à Alemanha como missionário, o Papa Gregório II deu-lhe “credenciais, instruções, etc., e enviou com ele uma grande comitiva de monges, versados na arte da construção e irmãos leigos que também eram arquitetos, para ajudá-los”. Os cronistas italianos dizem que, quando o monge agostiniano foi enviado em 598 d.C. como missionário para converter os britânicos, o Papa Gregório enviou vários maçons com ele, e que Agostinho, mais tarde, pediu mais homens capazes de construir igrejas, capelas e mosteiros. Leader Scott acredita que em ambos os casos os trabalhadores enviados eram mestres Comacine, e baseia sua tese em provas de métodos de construção e estilos empregados. Da mesma forma, ela rastreia os Comacines até a Sicília, a Normandia, e todos os grandes centros do Sul da Itália, explicando que dessa forma, através de um círculo expandindo-se gradualmente, a fraternidade Comacine de construtores chegou finalmente a trabalhar em quase todas as partes da Europa e Grã-Bretanha. Na página 159 de seu livro, Leader Scott apresenta um resumo valioso da história dos Comacines, baseando-se em grande parte em I Maestri Comacini, Vol. I, de Merzario, um tratado que deveria por todos os meios ser traduzido e publicado no país. Vamos reafirmar o argumento brevemente:  Quando a Itália foi invadida pelos bárbaros, os Collegia Romana foram suprimidos por toda parte;  Diz-se que o colégio de Arquitetura de Roma retirou-se daquela cidade e foi para a República de Como;  No início dos tempos medievais, uma das mais importantes corporações maçônicas na Europa era a Sociedade de Mestres Comacine, que na sua constituição, métodos e trabalho era essencialmente romana, e parece ter sido a sobrevivência deste CollegiumRomano;  Cronistas italianos afirmam que os arquitetos e pedreiros acompanhando Agostinho à terra, e, posteriormente, escritores italianos continentais de renome adotaram essa opinião;  Se isso é provado ou não, era habitual para os missionários tomar em sua companhia pessoas com experiência em construção e, se Agostinho fez isso ou não, sua prática era uma exceção ao que parece ter sido uma regra geral. Além disso, um grupo de quarenta monges teria sido inútil para ele, a menos que algum deles pudesse seguir uma vocação secular útil para a missão, pois eles não estavam familiarizados com o idioma inglês e não poderiam agir de forma independente;  Os monges maçônicos não eram raros, e havia tais monges associados ao corpo Comacine; de modo que arquitetos qualificados eram facilmente encontrados nas fileiras das ordens religiosas;  A partir da narrativa de Beda da missão de Agostinho na Grã-Bretanha, parece claro que ele deve ter trazido com ele arquitetos maçons;  Provavelmente, Gregório escolheria arquitetos para a missão que pertencessem à Ordem Comacine, que conservava as antigas tradições romanas de construção, ao invés daqueles de uma guilda Bizantina, e o registro de seu trabalho na Grã-Bretanha prova que ele fez isso;  Em saxão, assim como nas primeiras esculturas Comacine, existem representações frequentes de monstros fabulosos, aves e animais simbólicos; os assuntos de algumas destas esculturas sugerem alguns Fisiologistas, tinham origem latina;  Nos escritos do Venerável Beda e de Richard, Prior de Hagustald, nos deparamos com frases e palavras que estão no édito do Rei Rotharis de 643, e no Memoratorio de 713 do rei Luitprand, que mostram que esses escritores estavam familiarizados com certos termos da arte utilizados pelos mestres Comacine”. Se essa narrativa é verdadeira, ela é de importância inestimável para nós, dando uma explicação de como as artes da civilização, que se supunha ter-se tornado extintas durante a Idade das Trevas, nunca
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 20/41 foram realmente extintas, mas continuaram a ser preservadas pelos operários e artistas nas corporações Comacine. Aqueles homens eram mais que construtores,pois eram qualificados em muitos outros ofícios, e compreendiam a escultura, pintura,trabalhos ou mosaicos Cosmati, trabalho em madeira e escultura, e também, pode muito bem ser, literatura e música, juntamente com muitas outras realizações pertencentes às artes civis.Como um navio cruzando um mar revolto em que todos os navios irmãos tinham afundado, a organização dos mestres Comacine preservou a arca da civilização até que o furacão amainasse na Europa e as fervilhantes tribos bárbaras se tornassem prontas para a paz e a vida comunitária. Se existe alguma continuidade ininterrupta na história da arquitetura; se as corporações de construtores de um período mais moderno podem ser mapeadas até qualquer uma de suas artes, tradições e costumes das épocas antigas, é através dos Comacines que a cadeia foi mantida intacta durante a Idade das Trevas. Não se deve supor que tudo isso já tenha sido solidamente estabelecido; a Teoria Comacine continua a ser uma teoria. Rivoira, que é sempre tão cuidadoso, é cauteloso ao aceitar demais. Ele diz que pouco sabemos sobre seu modo de organização, ou sobre os termos ligados a eles, Schola, loggia, etc. Mas, mesmo assim, ele lhes atribui grande importância histórica, não apenas servindo de ligação com os antigos collegia, mas também abrindo caminho para o magnífico renascimento da arte e da civilização que, como vimos em nosso primeiro capítulo desta série, floresceu como arquitetura gótica. Suas seguintes palavras testemunham isso: “Qualquer que tenha sido a organização das guildas Comacine ou Lombardas, e embora elas possam ter sido afetadas por eventos externos, elas não deixam de existir em consequência da queda do reino lombardo. Com o primeiro sopro de liberdade municipal, e com o surgimento de novas confrarias de artesãos, elas também, talvez, pode ter-se reformado como as últimas que nada mais eram que a continuação do “collegium” da época romana, preservando sua existência através das idades bárbaras, e transformadas, pouco a pouco, na corporação medieval. Os membros podem ter-se visto obrigados a entrar em uma unidade mais perfeita de pensamento e sentimento; vincular-se em um corpo mais compacto e, assim, colocar-se em condições de manter sua supremacia antiga na realização das obras de construção mais importantes na Itália. Mas, nada mais podemos dizer. E mesmo deixando de lado toda a tradição, os próprios monumentos estão lá para confirmar o que dissemos.” Merzario, não tão cauteloso quanto Rivoira, testemunha da mesma maneira: “Na escuridão que se estendia por toda a Itália, apenas uma pequena lâmpada permanecia acesa, lançando uma faísca brilhante na vasta necrópole italiana. Ela vinha dos Magistri Comacini. Seus respectivos nomes são desconhecidos; suas obras individuais não são especificadas, mas o sopro de seu espírito pode ser sentido durante todos aqueles séculos, e seu nome coletivamente é legião. Podemos afirmar com segurança que de todas as obras de arte entre 800 e 1000 d.C., a maior e melhor parte se devem àquela irmandade – sempre fiel e, muitas vezes secreta – dos Magistri Comacini. A autoridade e julgamento de homens eruditos justifica a afirmação.” O Signor Agostino Segredio está igualmente convencido, e assim se expressa em um trecho citado na página 56 de The Comacines de Ravenscroft: “Assim, embora não haja prova certa de que o Comacines foram a verdadeira matéria de que surgiu pseudo maçonaria de hoje, podemos pelo menos admitir que eles eram uma ligação entre os Collegia clássicos e todas as outras guildas de arte e comércio da Idade Média.” O Irmão Joseph Fort Newton aceita esta interpretação no The Builder, onde, na página 86, ele escreve:
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 21/41 “Com a dissolução do Collegium de Arquitetos e sua expulsão de Roma, deparamo-nos com um período em que é difícil seguir seus caminhos. Felizmente, a tarefa se tornou menos confusa por pesquisas recentes, e se não somos capazes de mapeá-los todo o caminho, muita luz foi lançada na escuridão. Até agora tem havido um hiato também na história da arquitetura entre a arte clássica de Roma, que se diz ter morrido quando o império desmoronou e a ascensão da arte gótica. Dessa forma, na história dos construtores encontra-se uma lacuna de igual dimensão entre os Collegia de Roma e os artistas da catedral. Embora a lacuna não possa ser perfeitamente preenchida, muito tem sido feito nesse sentido por Leader Scott em Os Construtores de Catedrais; A História de um Grande Guilda Maçônica – um livro em si uma obra de arte, bem como de fina erudição. Sua tese é que o elo perdido deve ser encontrado nos Magistri Comacini, uma guilda de arquitetos que, com o desmembramento do Império Romano fugiu para Comacina, uma ilha fortificada no lago de Como, e lá manteve vivas as tradições da arte clássica durante a Idade das Trevas; a partir deles foram desenvolvidos em descendência direta os diversos estilos da arquitetura italiana e que, finalmente, eles levaram o conhecimento e a prática da arquitetura e escultura para a França, Espanha, Alemanha e Inglaterra. Tal tese é difícil e, por sua natureza, não é suscetível de prova absoluta, mas a escritora torna tão certo quanto qualquer coisa possa muito bem ser.” Do outro lado estão autoridades que negam a existência de qualquer fraternidade como a dos Comacines, ou então lhes conferem um lugar menor na história da arquitetura medieval. R.F. Gould, na edição original de sua História Conche, página 105, diz claramente o que pensa: “Hoje em dia, a ideia de ter havido, no início do século XIII, collegia de maçons em todos os países da Europa, que receberam a bênção da Santa Sé, sob condição de dedicar sua habilidade para a construção de edifícios eclesiásticos, pode ser demitido como quimérica. Embora eu não deva me esquecer de que, de acordo com o bem conhecido e altamente imaginativo Historical Essay on Architecture (1835) de Mr. Hope – que expande enormemente o significado de duas passagens das obras de Muratori – um corpo itinerante de arquitetos, que vagavam pela Europa durante a Idade Média, recebeu a denominação de Magistri Comacini, ou Mestres de Como, um título que se tornou genérico para todos os daquela profissão. A ideia foi revivida por um recente escritor, que acredita que estes Magistri Comacini eram uma sobrevivência dos Colégios romanos; que se estabeleceram em Como e foram posteriormente empregados pelos reis lombardos, sob cujo patrocínio desenvolveram uma guilda poderosa e altamente organizada, com uma influência dominante sobre toda a arquitetura da Idade Média (Os Construtores de Catedrais). Mas, mesmo que essa teoria tenha alguma probabilidade, estaria longe de esclarecer algumas obscuridades da história da arquitetura medieval, como o autor sugere que seria o caso. Intercâmbios de influência não eram incomuns, mas as obras de escolas locais apresentam uma individualidade demasiadamente marcada para tornar possível que elas poderiam dever muito (ou nada) para a influência de qualquer guilda central.” Na página 175 da mesma obra, Gould se refere a George Edmund Street, dizendo que uma teoria como a dos Comacines “parece-me ser totalmente errônea”; Wyatt Papworth dizendo que “acredito que elas nunca existiram”; e nas páginas anteriores imprime um longo trecho do Dr. Milman com a mesma finalidade. Parece-me que esta oposição é uma reação a um exagero do argumento Comacine. Leader Scott não reclama para eles que eles mesmos tenham estabelecido a civilização europeia ou fundado a arquitetura gótica (como Dr. Newton parece fazê-lo, e que é certamente um erro), ou que a fundação de todos os estilos arquitetônicos medievais eram obra deles; ela sustenta apenas que dentro e ao redor do Lago de
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 22/41 Como existiu por muito tempo uma guilda de arquitetos e, até essa guilda são mapeadas muitas influências; a sua influência em vários países, ela sugere a título de teorias experimentais cautelosas, e nunca se cansa de advertir seus leitores de que ela está tateando na escuridão; e que ela acredita que a história desta guilda Comacine pode ser rastreada até uma época muito antiga, e pode estar muito provavelmente ligada à história dos collegia romanos. II. OS COMACINES E A MAÇONARIA Nós, os maçons deixamos a muito de ser movidos pelo desejo vulgar de reivindicar para a nossa Fraternidade uma antiguidade impossível, como se ela tivesse sido organizada por Adão no Jardim do Éden, ou, como um irmão expressou, se difundiu através do espaço antes que Deus tivesse criado o mundo. A Maçonaria é antiga o suficiente como ela é, e bastante honrada, não exigindo que a embelezemos com uma linhagem fabulosa. Sabemos que ela surgiu de forma gradual, como tudo em nosso mundo humano, um pouco aqui e um pouco ali, e que não foi mais milagrosa no passado do que é agora. Ao mesmo tempo, estamos interessados em observar o crescimento e a prosperidade de organizações semelhantes a ela, ou profética dela, onde e quando elas possam surgir. O uso da cooperação e da fraternidade, o emprego do dispositivo de sigilo e lealdade a objetivos acima dos do presente; a contemplação de tais esforços de nossos esforçados companheiros, trabalhando nos crepúsculos da vida é sempre uma inspiração e ajudam para definir os ideais da nossa própria Maçonaria escondidos nos recessos de nossas almas. É a partir desse ponto de vista, eu acredito, que devemos olhar para a história do Comacines; eu não pude me convencer de que eles eram, de qualquer uso preciso da palavra, Maçons, ou que a nossa própria Fraternidade tenha tido alguma, a não ser as ligações mais tênues e históricas em geral com as lojas destes antigos mestres. A história da nossa Ordem se confunde com a história da arquitetura, de forma que qualquer nova luz sobre esta última nos ajuda a melhor compreender a evolução da primeira e, neste sentido, e no sentido definido acima, a história do Comacines tem valor para nós, mas não como abrangendo um capítulo na história verídica conhecida da Maçonaria. A guilda Comacine era em muitos aspectos, semelhante às guildas maçônicas que vieram depois, e que serviram de raízes das quais a Maçonaria Simbólica, em última análise desenvolveu-se, mas ver na guilda Comacine a mãe imediata da guilda maçônica não é possível, me parece, a menos que devamos confiar muito para a imaginação ou estejamos dispostos a esticar a palavra “Maçonaria”, para significar mais do que deveria. Minha própria teoria, que será elaborada passo a passo, à medida que prosseguem esses capítulos, é que a Maçonaria estritamente chamada originou-se na Inglaterra e só na Inglaterra é que ela teve o seu surgimento gradual entre as guildas que cresceram com a arquitetura gótica; que o germe de moralismo, religião e cerimonialismo naquelas guildas, mudando para encontrar-se em um ambiente favorável, superou o elemento operativo nas lojas século XVII até que se tornou totalmente especulativa; que neste momento de transição, novos elementos foram introduzidos a partir de certas fontes ocultas e que essa evolução culminou finalmente em 1717 com a fundação da Grande Loja Mãe em Londres, a partir do qual toda a Maçonaria moderna derivou-se posteriormente. Não tenho sido capaz de satisfazer-me, apesar de ter sido tentado, que a nossa Maçonaria nos tenha sido dada pelos mestres Comacine. A própria Leader Scott, cujo conhecimento da Maçonaria era ainda menor do que sua opinião sobre ela, foi muito cuidadosa em não confundir a Maçonaria de hoje com o que chamou de maneira pouco
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 23/41 rigorosa (muito vagamente, pode-se pensar) de “Maçonaria” da guilda Comacine. O trecho em que ela se expressa é quase sempre citado apena transcrevê-lo inteiro, não só como mostrar sua própria teoria das duas, mas também revelando sua lamentável falta de conhecimento do que existe hoje. O trecho citado começa na página 16 de seu livro: “Desde que comecei a escrever este capítulo, um acaso curioso trouxe às minhas mãos um antigo livro italiano sobre as instituições, ritos e cerimônias da Ordem dos Maçons. Naturalmente, o escritor anônimo começa com Adoniram, o arquiteto do Templo de Salomão, que tinha tantos operários a pagar que, não sendo capaz de distingui-los pelo nome, dividiu-os em três classes diferentes: noviços, operatori e magistri, e a cada classe deu um conjunto de sinais secretos e senhas, para que a partir delas os seus salários pudessem ser facilmente fixados e a impostura evitada. É interessante saber que, precisamente as mesmas divisões e classes existentes nos Collegia Romanos e na Guilda Comacine – e que, como no tempo de Salomão, os grandes símbolos da ordem eram o nó infinito ou nó de Salomão, e o “Leão de Judá. Nosso autor continua, para contar sobre o segundo nascimento da Maçonaria, em seu significado atual inteiramente espiritual, e ele dá a Oliver Cromwell, entre todas as pessoas, o crédito por esta ressurreição. Os ritos e cerimônias que ele descreve são os maiores tecidos da superstição medieval, brincadeira de criança, juramentos de gelar o sangue e misteriosos segredos, sem nada para esconder que possa ser imaginado. Todos os sinais da Maçonaria, sem um fiapo de realidade; cada coisa moral mascarada sob um aspecto arquitetônico, e que o ‘Templo feitos sem as mãos’, que é simbolizado por uma loja maçônica nestes dias. Mas, o ponto significativo é que todos esses nomes e emblemas maçônicos apontam para algo real que existiu em algum tempo do passado, e no que diz respeito à organização e nomenclatura, encontramos a coisa toda na sua forma vital e real na guilda Comacine. Nosso italiano desconhecido que revela todos os segredos maçônicos, nos diz que cada loja tem três divisões, uma para os iniciantes, um para o Operatori ou irmãos trabalhadores, e uma para os mestres. Agora, sempre que encontramos o Comacines no trabalho, encontramos a organização tríplice de schola ou escola para os noviços, laborerium para o Operatori, e Opera ou Fabbrica para os Mestres da Administração. O anônimo nos diz que há um Gran Maestro ou arco-magister na cabeça da ordem inteira, um Capo Maestro ou Mestre-chefe na cabeça de cada loja. Cada loja precisa, além disso, ter dois ou quatro Soprastanti, um tesoureiro e um secretário-geral, além de contabilistas. Este é precisamente o que nós encontramos na organização das lojas Comacine. À medida que as seguimos através dos séculos, veremos que aparecem em cidade após cidade, primeiro totalmente reveladas pelos livros dos tesoureiros e os próprios Soprastanti em Siena, Florença e Milão. “Assim, embora não haja prova certa de que o Comacines foram a verdadeira matéria de que surgiu pseudo maçonaria de hoje, podemos pelo menos admitir que eles eram uma ligação entre os Collegia clássicos e todas as outras guildas de arte e comércio da Idade Média.” As analogias entre as duas, brevemente referidas neste trecho citado, podem ser expandidas. Os Comacines tinham lojas, Grão-mestres, segredos (eles mantinham um livro secreto chamado L’Arcano Magistero), usavam aventais, mantinham um tronco, faziam caridade, possuíam meios de identificação, e empregavam muito simbolismo de que alguns itens são familiares para nós, como nó de Salomão, o Leão de Judá, os dois grandes pilares de “J” e “B”; esquadro, compassos, pavimento mosaico, etc. Também havia certa graduação entre eles, semelhantes aos nossos graus, embora eu não tenha conseguido descobrir qualquer prova de uma iniciação. O Irmão Ravenscroft, com quem se evita sempre
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 24/41 discordar e que continua suas pesquisas neste campo, pode estar certo em pensar que algumas antigas tradições maçônicas, particularmente, as que tinham a ver com o Templo de Salomão foram preservadas e transmitidas a nós desde a antiguidade pelos Comacines. É uma teoria fascinante para as quais futuras descobertas podem trazer provas mais convincentes; mas parece-me, se eu puder mais uma vez expressar uma opinião particular, que dois fatos contradizem fortemente essa teoria: um é que essas tradições, pelo menos a maioria delas, sempre foram preservadas nas Escrituras e, portanto, disponíveis a qualquer momento, e, o que é mais importante, não havia nenhuma ligação conhecida entre a guilda Comacine, que realizava seu próprio trabalho na Itália, onde o Gótico nunca se estabeleceu, e as guildas entre as quais o Gótico cresceu. Toda a questão Comacine, até onde se refira à Maçonaria, assim parece, permanece no ar, ou, se se prefere a figura, sobre os joelhos dos deuses. Isto significa que há muito trabalho ainda a ser feito pelos estudantes de hoje, que se encontram em um reino encantado, se voltarem suas atenções para a arquitetura medieval e sua história. Autor: H.L. Haywood Tradução: José Filardo LIVROS CONSULTADOS NA PREPARAÇÃO DESTE ARTIGO Construtores de catedrais, Leader Scott (Sra. Lucy Baxter).; The Comacines, W. Ravenscroft. A New Encyclopedia of Freemasonry, Vol. I, A. E. Waite. ; A Concise History of Freemasonry, R.F.Gould. ; A Critical Inquiry Into the Condition of the Conventual Builders and Their Relation to Secular Guilds, George F. Fort. ; From Schola to Cathedral, G. Baldwin Brown. ; Lombardic Architecture: Its Origin, Development and Derivatives, G.T. Rivoira. ; History of Italian Architecture, Ricci. ; I Maestri Comacine, Prof. Merzario. ; Handbook of Architecture, James Fergusson. ; Historical Essay on Architecture, Thomas Hope. ; Sacred and Legendary Art, Mrs. Jameson. ; Renaissance of Art: Fine Arts, John Addington Symonds ; A History of Latin Christianity, Milman, A.Q.C. V. p. 229, A.Q.C. XII, p. 124, ; Mackey’s Revised History of Freemasonry, Clegg, ch. 60. ; Guilds of Florence, Staley. ; Memorials of German Gothic Architecture, Moller. Medieval Architecture, Porter. ; Ecclesiastical History, Ancient and Modern, J.L. Mosheim. ; Dictionary of Architecture, C.L. Stieglitz. ; Encyclopedia of Freemasonry, Mackey, Vol. I, p.161. ; A History of Architecture in Italy, C. A. Cummings.
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 25/41 Este Bloco é produzido pelo Ir. Pedro Juk, nas segundas, quartas e sextas-feiras Loja Estrela de Morretes, 3159 - Morretes – PR Cadeia de união Em 26/10/2015 o Respeitável Irmão Sérgio P. Saraiva, sem declinar o nome da Loja, Obediência, Oriente e Estado da Federação, mencionando uma resposta dada, provavelmente sobre a Cadeia de União, formula o seguinte comentário e apresenta uma questão: verineimoveis@verineimoveis.com.br Caro Irmão Pedro Juk, parabéns pelo seu comentário, porém em nossa Loja usa-se (SAÚDE, SABEDORIA E SEGURANÇA) ao término da Cadeia de União. O que o Irmão tem a dizer sobre essas palavras. Será que só se usa no REAA da GLESP, e no GOB não? Comentários: Como eu tenho sempre comentado: não se trata de quem usa pronunciar uma tríade ao final da Cadeia de União. No que diz respeito ao Rito Escocês Antigo e Aceito a Cadeia de Não esqueça: envie sua pergunta identificada pelo nome completo, Loja, Oriente, Rito e Potência. 6 – Perguntas & Respostas Pedro Juk
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 26/41 União somente é formada após o encerramento dos trabalhos da Loja e dela somente participam Irmãos do Quadro. No escocesismo a Cadeia somente é formada para a transmissão da Palavra Semestral e nada mais. Assim, em se tratando do Rito em questão, nela também não existem preces, evocações e outros artifícios do gênero assim como o a aclamação de tríades, sejam elas quais forem. Esses costumes, enxertados no REAA, são particularidades de outro Rito. Como por aqui ainda impera “o que se acha bonito”, ainda existem contradições inseridas em alguns rituais que misturam práticas e fazem do escocesismo uma sofisticada colcha de retalho – veja a origem dos rituais brasileiros a partir do Século XIX. Como não me foi informado o nome, o Rito e a Obediência da vossa Loja, caso ela não seja praticante do REAA, fica prejudicado qualquer comentário. É oportuno salientar, entretanto, que as minhas considerações se prendem à verdadeira tradição do Rito, embora eu saiba perfeitamente que por aqui existam ainda muitos rituais em vigência que exaram procedimentos a respeito até certo ponto equivocados. Quanto à tríade composta pelas palavras “Saúde, Sabedoria e Segurança”, se é que se pode comentar alguma coisa, o termo “Segurança” não me parece ser muito original na tradição maçônica, sobretudo em se tratando e uma aclamação por ocasião da Cadeia de União. Dando esses comentários por concluídos, um rito maçônico não é propriedade desta ou daquela Obediência. Infelizmente, o que verdadeiramente tem existido de há muito, são certos rituais descompromissados com a verdade história, isso além do péssimo costume que algumas Lojas têm de exacerbar equívocos como particularidade das suas próprias tradições – cada um quer fazer à sua maneira. T.F.A. PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com - Dez/2015
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 27/41 (as letras em vermelho significam que a Loja completou ou está completando aniversário) GOB/SC – http://www.gob-sc.org.br/gobsc Data Loja Oriente 01.06.1998 Fritz Alt - 3194 Joinville 01.06.1993 Acquarivs - 2768 Florianópolis 03.06.1996 Luz Esotérica - 3050 Porto União 05.06.2001 Vigilantes da Verdade - 3398 Tubarão 08.06.1984 União E Trab. do Iguaçu-2243 Porto União 08.06.1987 União Mística - 2440 Videira 10.06.1910 Aurora Joinvilense - 4043 Joinville 14.06.1909 Renascer do Vale - 4007 Penha 20.06.2005 Luz de Correia Pinto - 3687 Lages 21.06.2010 Cavaleiros da Paz - 3948 São José 23/06/1930 Luz e Verdade III- 1066 Joinville 24.06.1997 São João Batista - 3061 São João Batista 24.06.2004 Acácia do Oriente - 3596 Joaçaba 29.06.2010 Ouroboros - 4093 Florianópolis 30.06.2003 Acácia de Imbituba 3506 Imbituba GLSC - http://www.mrglsc.org.br Data Nome Oriente 03.06.2009 Elimar Baumgarten nr. 101 Timbó 06.06.1984 Obreiros de Salomão nr. 39 Blumenau 06.06.1985 República Juliana nr. 40 Laguna 21.06.1994 Harmonia Brusquense nr. 61 Brusque 24.06.1911 Acácia Itajaiense nr. 01 Itajaí 24.06.1999 Luz nr. 72 Jaraguá do Sul 24.06.2002 Elos da Fraternidade nr. 84 Concórdia 24.06.2005 Amizade ao Cruzeiro do Sul II nr. 90 Joinville 24.06.2005 Cinzel nr. 89 Curitibanos Lojas Aniversariantes de Santa Catarina Mês de junho 7 – Destaques (Resenha Final)
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 28/41 GOSC https://www.gosc.org.br Data Nome da Loja Oriente 03/06/1985 Obreiros da Luz Lages 06/06/2003 Livres Pensadores Joaquim José Rodrigues Lages 07/06/2010 Livres Telúricos Maravilha 09/06/1975 Ordem e Progresso Brusque 14/06/1993 Tordesilhas Laguna 20/06/1979 Luz do Oriente Itajaí 21/06/1999 João de Deus São Francisco Do Sul 26/06/2001 Jacques DeMolay Itajaí
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 29/41 Bienvenido al Primer Congreso Mundial Virtual de Masonería / Bemvindo ao Primeiro Congresso Mundial Virtual da Maçonaria Responder A: Confederación Masónica Interamericana <cmv@cmisecretariaejecutiva.org> Querido Hermano, Prezado Irmão, Como miembro de una de las Grandes Potencias de la Confederación Masónica Interamericana, has sido habilitado para participar en el Primer Congreso Mundial Virtual de Masonería (CMV). Como membro de uma das Grandes Potências da Confederação Maçônica Interamericana, você pode participar no Primeiro Congresso Virtual Mundial da Maçonaria (CMV). La participación en este evento es totalmente voluntaria y a título personal. El CMV es una plataforma con cuatro Salas virtuales y es un congreso como cualquier otro con presencia física, donde, luego del registro al evento, los pasos son los siguientes: A participação no evento é completamente voluntária e pessoal. O CMV é uma plataforma com quatro Salas virtuais e é um Congresso como qualquer outro com presença física, onde, após a inscrição para o evento, os passos são os seguintes: Ingresar al sitio: www.cmi.world/fda; Nombre de Usuario: email completo (por ejemplo: abcd@gmail.com) Contraseña: Cmv@2016 (C es mayúscula; mv son minúsculas) Entre no site: www.cmi.world/fda; Nome de usuário: e-mail completo (por exemplo abcd@gmail.com) Senha: Cmv@2016 (C é letra maiúscula; mv são minúsculas) Leer primero el Foro “Información”; Ingresar a una de las 4 Salas virtuales;
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 30/41 Leer la “Introducción”. Primeiro leia o Fórum "Informação"; Acessar a uma das 4 Salas virtuais; Leia a "Introdução". Participe en el Foro con preguntas, opiniones, ponencias, datos estadísticos o cualquier aporte que pueda ser considerado de valor para enriquecer el debate y colaborar en la búsqueda de los mejores mecanismos de desarrollo institucional. Participe no Fórum com perguntas, opiniões, relatórios, dados estatísticos ou qualquer informação que possa ser considerada de valor para enriquecer o debate e colaborar na busca de melhores mecanismos de desenvolvimento institucional. Cualquier duda puede ser planteada y absuelta por medio del Foro “Preguntas - Respuestas” en la misma plataforma virtual. Qualquer dúvida pode ser anotada e resolvida pelo Fórum "Perguntas - Respostas" na mesma plataforma virtual. Lo mas importante en este evento es Participar - Participar - Participar. El Hermano masón debe participar si quiere ser escuchado y debe manifestar su opinión de manera libre, con el propósito de fortalecer a la propia institución de la que es miembro. A coisa mais importante neste evento é Participar - Participar - Participar. O irmão maçom deve participar, se ele quer ser ouvido e deve expressar suas opiniões livremente, com o propósito de fortalecer a instituição da qual ele é membro. Querido Hermano, todos quienes estamos trabajando para dar forma a este Primer Congreso Mundial Virtual de Masonería, agradecemos las manifestaciones de apoyo e interés que hemos venido recibiendo. Este es un primer ejercicio en el sendero de la innovación y como tal debe empezar de manera sencilla, si es que queremos tener éxito. Prezado Irmão, todos nós que estamos trabalhando para dar forma a este Primeiro Congresso Mundial Virtual da Maçonaria, agradecemos as expressões de apoio e interesse que temos recebido. Este é um primeiro exercício no caminho da inovação e, como tal, deve começar de maneira simples, se é para sermos bem sucedidos. Fraternalmente, La Organización del CMV - Congreso Mundial Virtual Fraternalmente,
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 31/41 A Organização CMV – Congresso Mundial Virtual Facebook Página web Email Página CMV Este mensaje va dirigido, de manera exclusiva, a su destinatario y contiene información confidencial y sujeta al secreto profesional, cuya divulgación no está permitida por la ley. En caso de haber recibido este mensaje por error, le rogamos que haga click en el link, remover de la lista y proceda a su eliminación, así como a la de cualquier documento adjunto al mismo. Asimismo, le comunicamos que la distribución, copia o utilización de este mensaje, o de cualquier documento adjunto al mismo, cualquiera que fuera su finalidad, están prohibidas por la ley. Esta mensagem vai dirigida, de maneira exclusiva, a seu destinatário e contem informação confidencial e sujeita ao segredo profissional, cuja divulgação não está permitida por lei. No caso de receber esta mensagem por erro, pedimos que, de forma imediata, remover da lista e proceda a sua eliminação, assim como a de qualquer documento anexo. Assim mesmo, comunicamos que a distribuição, uso ou copiado desta mensagem, ou de qualquer documento anexo, estão proibidos por lei. This email was sent to valsechibr@gmail.com why did I get this? unsubscribe from this list update subscription preferences Bolivia · Calle Jordán 202 · Piso 3 · Cochabamba 0000 · Bolivia
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 32/41 Loja Filadélfia participa de Banquete Ritualístico (do correspondente Ir. Glauber Santos Soares – Vitória da Conquista – BA) Uma comitiva de obreiros da Loja Filadélfia liderada pelo Venerável Mestre Maurílio Caldeira esteve presente ontem 22 de Junho de 2016 na Loja Construtores da Fidelidade onde participaram do Banquete Ritualístico em comemoração a São João Batista patrono da Maçonaria. Os trabalhos foram presididos pelo VM André Hermínio e contou com a presença de várias lideranças maçônicas da cidade de Vitória da Conquista.
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 33/41 SAGRAÇÃO DO TEMPLO DA LOJA “DEUS, LIBERDADE E JUSTIÇA” no dia 21 de junho (Do Ir Edward Santos - Del. Litúrgico – Feira de Santana – BA) Fundada no dia 21 de Junho de 1995, hoje completando 21 Anos, a Loja Maç.´. Deus Liberdade e Justiça realizou a Sagração do seu Novo Templo, tendo como Ven.´. M.´. o Ir.´. Jader Martins. Sobre a Presidência do Irmãos Luiz Tosta tendo seu 1º Vig.´. o Ven.´.M.´. Valdemir Souza Bastos e o 2º Vig.´. o Ven.´. M.´. Ir.´. Roberto Aquino, através de Ato do Grão Mestre Estadual, Eminente Ir.´. Silvo de Souza Cardin. Foi nesta noite de festa realizado a Sagração do Novo Templo de Virtudes. Foi uma noite memorável, não pela beleza da Sessão de Sagração e sim pela sua maioridade, hoje a Loja completa 21 Anos, data da sua plenitude. Presente + de 60 Irmãos, das Lojas de Feira e Região, Veneráveis, Delegados Liturgicos, Hipolito Peixinho (Rito Brasileiro) e Edward dos (Rito Adonhiramita) Dep. Estaduais e Federais, Conselheiros, em fim Autoridades Maçônicas diversas. Foi feita a entrega pelo Ven.´. M.´. Ir.´. Roberto Aquino, o Diploma e Medalha de Ven.´. M.´. ao Ir.´. JADER MARTINS, que é o Ven.´. da Loja Deus, Liberdade e Justiça, que hoje está em festa, realizado a Sagração do seu Novo Templo e Aniversario da Loja. O Ir.´. Orador, fez um breve comentário falando da História da Loja, agradecendo as Lojas Maç.´, Estrela da Paz e 16 de Junho, por terem abrigados a mesma por vários anos; e relatou os motivos que hoje encontra-se no Templo da Loja Maç. Sabedoria Luz e União. Hoje encontra-se em seu Templo situado no Complexo Maçônico de Feira de Santana - BA. , agradeceu aos Irmãos da Sabedoria, Luz e União por suas expressivas colaboração, sendo os IIr.'. Roberto Azevedo Aquino (VM.), Alexandre Monteiro (Dep. Fed.) e Edward dos Santos (Del. Litúrgico do Rito Adonhiramita) presença de todos os presente e ausentes, nesta noite de festa para a Loja Maç.´. Deus Liberdade e Justiça. No final dos trabalhos, todos os Veneráveis presente, cantaram os parabéns em volta de um belo e bonito bolo de aniversario. Em seguida foram convidados para um jantar, que foi servido no salão de eventos da Loja Maç.´. Sabedoria Luz e União, onde está sendo chamado de Complexo Maçônico. (Veja os principais registros fotográficos)
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 40/41 Ir Marcelo Angelo de Macedo, 33∴ MI da Loja Razão e Lealdade nº 21 Or de Cuiabá/MT, GOEMT-COMAB-CMI Tel: (65) 3052-6721 (O Irmão Marcelo Ângelo de Macedo, comparece diariamente no JB News repassando o Breviário Maçônico, Obra de autoria do saudoso IrRIZZARDO DA CAMINO, cuja referência bibliográfica é: Camino, Rizzardo da, 1918-2007 Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014. ISBN 978-85.370.0292-6) BREVIÁRIO MAÇÔNICO – 24 de junho A IDOLOTRIA Idolatria é a adoração a um ídolo; a ação é de difícil definição, pois a Igreja possui um número infinito de imagens representando os santos. As pessoas de Nível cultural mais acentuado compreendem que a imagem representa o esboço material de quem foi no passado uma personalidade digna de respeito e veneração; contudo, sempre existem os ignorantes, especialmente na zona denominada Terceiro Mundo, onde uma grande parcela da população é ignorante e vê na imagem um objeto de adoração, tornando-se, assim, idólatras. Contudo, a idolatria não se restringe a essas imagens; uma pessoa que se entrega ao vício da embriaguez tem o álcool como fator de idolatria e, assim, em outros aspectos. Na época de Hitler, havia os que faziam dele um objeto de adoração. A humanidade sempre teve períodos retrógados de idolatria. Em Maçonaria, como não existem ídolos, não se cogita a existência de idolatras; porém, o ser humano pode perfeitamente autoidolatrar-se e considerar-se “superior”, menosprezando os demais; esse fenômeno, posto incomum, existe. O maçom, no seu equilíbrio, deve afastar-se da idolatria que sempre é perniciosa. Um ídolo é a representação da ignorância. Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 194.
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    JB News –Informativo nr. 2.092– Florianópolis(SC), sexta-feira, 24 de junho de 2016 Pág. 41/41 (in National Geographic Fhotos)