Este documento resume um boletim informativo de uma loja maçônica. Contém resumos de palestras sobre liturgia ritualística na incensação e uso de espadas, além de história da maçonaria e almanaque com datas históricas.
JB NEWS
Informativo Nr.467
Editoria: Ir Jerônimo Borges
Loja Templários da Nova Era – GLSC
Quinta-feira 20h00 – Templo Obreiros da Paz
Praia de Canasvieiras
Florianópolis (SC), 08 de dezembro de 2011
Índice desta quinta-feira*
1. Almanaque
2. Liturgia Ritualística na Incensação e uso de Espadas ( Ir. Flávio Dellazzana)
3. Livre e de Bons Costumes ( IrMarcos Antonio Cardoso de Moraes)
4. História da Maçonaria (Ir. Eleutério Nicolau da Conceição)
5. Expedição Maçônica Brasil-Portugal (Capítulo III)
6. Destaques JB
* Pesquisas e artigos da edição de hoje:
Arquivo próprio - Internet - Colaboradores –
Blogs - http:pt.wikipedia.org
Imagens: próprias e www.google.com.br
2.
Caso não queirareceber este informativo virtual, ou prefira
que seja enviado para outro endereçamento, comunique-nos.
Obrigado.
1 – Almanaque
Hoje, 08 de dezembro de 2011,
é o 342º. do calendário gregoriano.
Faltam 23 para acabar o ano.
Eventos Históricos:
1191 - Os Grimaldi, uma família de exilados de origem genovesa, colocam a
primeira pedra da praça fortificada (hoje o palácio principesco), atual Mónaco.
1477 - Papa Sisto IV institui a festa da Imaculada Conceição da Virgem Maria
1560 - Fundação da cidade de Guarulhos - São Paulo - Brasil.
1839 - O vocábulo cartografia é empregado pela primeira vez pelo historiador
português Visconde de Santarém, numa carta endereçada ao historiador
brasileiro Francisco Adolfo de Varnhagen.
1854 - Definição do dogma da Imaculada Conceição por Pio IX, na Bula
Ineffabilis Deus.
1854 - Padre Júlio Chevalier funda a Sociedade dos Missionários do Sagrado
Coração de Jesus.
1863 - É criado o futebol moderno.
1869 - Início do Primeiro Concílio do Vaticano.
1911 - Fundação da cidade de Birigui - São Paulo - Brasil.
1941 - Segunda Guerra Mundial: Os Estados Unidos declaram guerra ao Japão
após o ataque a Pearl Harbor.
1942 - Fusão do Club de Regatas Botafogo com o Botafogo Football Club
dando origem ao Botafogo de Futebol e Regatas - Brasil.
1945 - Fundação da cidade de Dracena- São Paulo - Brasil.
1948 - Fundação da cidade de Monsenhor Paulo, no Sul de Minas Gerais -
Brasil.
1949 - Os nacionalistas chineses encerram sua evacuação para Taiwan.
1954 - Fundação da cidade de Mauá- São Paulo - Brasil.
1955 - Adoção da bandeira europeia.
3.
1959 -Fundação da cidade de Diadema- São Paulo - Brasil.
1965 - Encerramento do Segundo Concílio do Vaticano.
1973 - Nasce Corey Taylor, vocalista do Slipknot e do Stone Sour.
1974 - A monarquia é rejeitada na Grécia (v. Política da Grécia).
1979 - Lançamento do álbum The Wall do Pink Floyd.
1980 - John Lennon é assassinado por um fã.
1983 - Retorno das apresentações da esquadrilha da fumaça - Brasil.
1991 - O clube de futebol Estrela Vermelha de Belgrado se torna campeão do
mundo ao vencer o Colo Colo por 3 a 0.
1994 - Ratificado o tratado que fundou a Mercado Comum da África Oriental e
Austral (COMESA).
o - O elemento químico Roentgênio é sintetizado pela primeira vez.
2000 - O juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto é preso depois de 8 meses
foragido.
2001
o - Leonardo Boff é agraciado com o prêmio Nobel alternativo em
Estocolmo.
o - A Transbrasil fica sem dinheiro para colocar combustíveis em seus
aviões. É o fim da empresa aérea.
2003 - Implosão da Casa de Detenção de São Paulo (Carandiru).
2004 - Realizado o terceiro encontro de cúpula sul-americano (v. Comunidade
Sul-Americana de Nações).
2004 - O guitarrista Dimebag Darrell é assassinado durante um show no clube
Alrosa Villa, na cidade de Columbus, Ohio.
Feriados e Eventos cíclicos:
Católico
Feriado nos países católicos, dia da Imaculada Conceição.
Mitologia maia
Festival de Ixchel, a dama da noite, deusa da Lua
Romenia
Dia da Constituição na Roménia
4.
Fatos Históricos desanta catarina
1750:
Procedida a bênção da Igreja da Povoação da Lagoa, na ilha de Santa Catarina, sob
a nomeação de Nossa Senhora da Conceição.
1875:
Em solenidade realizada nesta data, é colocado o telhado do edifício da alfândega da
cidade de Florianópolis.
Históricos maçõnicos do dia:
(Fonte: “o Livro dos Dias” e arquivo pessoal)
1708:
Nasce Francis, duque de Lorena, marido da rainha Maria Teresa, da Áustria, iniciado
por Désaguliers e grande defensor da Ordem, apesar da hostilidade implacável da
rainha à Maçonaria, por causa de Frederico II, da Prússia.
1726:
Fundada a Grande Loja Provincial de Munster, na Irlanda.
1864:
Papa Pio IX lança a bula Quanta cua, condenando a Maçonaria.
1865:
Nasce Jan Sibelius, grande compositor filandês, que deixou 0s direitos autorais de sua
música para a Grande Loja da Finlândia.
1919:
Fundada a Grande Loja da Áustria, fechada em 1938 pelos nazistas.
2001:
Assinado Tratado de Fraternal Amizade e Mútuo Reconhecimento entre o Excelso
Conselho da Maçonaria Adonhiramita e o Supremo Grande Capítulo dos Maçons do
Real Arco do Brasil.
5.
2 – liturgiaritualística na
Incensação e uso de espadas
IrFlávio Dellazzana, M.'. M.'.
ARLS Pedra Cintilante, 60 - GOSC
LITURGIA, palavra de origem grega (Leitourgia), que segundo Aurélio,
pode confundir-se com ritual, significando "um culto público e oficial
instituído por uma igreja". O mesmo autor define RITUAL como "um
conjunto de práticas consagradas pelo uso e/ou normas, e que se deve
observar de forma invariável em ocasiões determinadas, portanto, um
cerimonial". De acordo com Aslan em seu Dicionário Enciclopédico, o
termo RITUALÍSTICO nada mais é do que um neologismo com o mesmo
significado de RITUAL, com o objetivo de diferenciar do entendimento
geral o entendimento exclusivamente maçônico.
Numa sessão maçônica, o ritual já começa antes mesmo da chegada da
maioria dos irmãos e da formação da procissão de ingresso no templo. O
Mestr.'. Arq.'. verifica se tudo está em ordem para o início dos trabalhos,
prepara o Altar dos Perfumes, e, na seqüência, com a participação dos IIr.'.
Mestr.'. Ccer.'. e 1º Exp.'. , reanima a Chama Sagrada. Após esse momento é
que o Mestr.'. Ccer.'. distribui as insígnias e organiza os irmãos para adentrar
no Templo, tendo início a sessão propriamente dita.
Todos os eventos que ocorrem no ritual maçônico são importantes.
Entretanto, no rito Adonhiramita, um deles tem um significado todo
especial, que é a "Cerimônia da Incensação".
O simbolismo do incenso está ligado diretamente ao simbolismo da fumaça
e do perfume. A incensação tem como valor simbólico à associação do
homem à divindade, do finito ao infinito e do mortal ao imortal. Ao espargir
a fumaça se está purificando o ambiente tanto no sentido físico por tratar-se
de substância com propriedades anti-sépticas, como espiritual, pois o
incenso tem a incumbência de elevar a prece para o céu. A incensação gera
uma atmosfera de aroma agradável e magnetiza com fluidos benéficos os
obreiros e o ambiente, contribuindo para a formação da egrégora e
propiciando à reflexão.
O ritual da incensação inicia quando o Ven.'. Mestr.'. coloca as três pitadas
6.
do incenso noturíbulo, magnetizadas por Sabedoria, Força e Beleza. O
Mestr.'. Ccer.'. incensa o Ven.'. Mestr.'. por três vezes, invocando a
Sabedoria tão necessária para conduzir os trabalhos e orientar os Obreiros. A
seguir, o 1º Vig.'. também é incensado por três vezes e pronunciada a
palavra Força, o que é repetido no 2º Vig.´. onde profere Beleza. Retornando
ao Or.'. , incensa por uma vez o Ir.'. Orad.'. quando mentaliza a "Justiça"
com a qual o Guarda da Lei deve pautar seu trabalho, e, por uma vez
também o Ir.'. Secr.'. , onde mentaliza "Memória", a memória da Loja que
deve ser gravada por ele. Na seqüência, o Mestr.'. Ccer.'. , na linha média da
balaustrada, incensa a Loj.'. por três vezes , proferindo na Col.'. do Sul
Liberdade, na Col.'. do Norte Igualdade e no centro Fraternidade. Depois se
posiciona entre Ccol.'. e voltado para o Or.'. incensa por mais três vezes,
proferindo ao final: "Que a paz reine em nossas Ccol.'.".
Então o Cobr.'. é incensado pelo Mestr.'. Ccer.'. por uma vez, quando é
mentalizada a palavra Diligência, para que tenha zelo, aplicação e presteza
no desempenho da função de Guarda do Templo. Após isto o Mestr.'. Ccer.'.
troca de instrumentos com o Ir.'. Cobr.'. Int.'. e tem a porta do Templo
aberta pelo Mestr.'. Ccer.'. , incensa o exterior do templo por duas vezes,
para o sul e para o norte, mentalizando Paz e Amor, respectivamente.
Desfaz-se a troca da espada e do Turíbulo, sendo então, o Turíbulo
novamente depositado no Alt.'. dos Pperf.'. e está encerrada a cerimônia da
Incensação.
O USO DA ESPADA NA MAÇONARIA
A espada, em maçonaria, é a arma da vigilância com a qual o Maçom
defende a Ordem; representa o poder e a autoridade dirigidos com justiça e
equilíbrio. É um símbolo de igualdade entre os MM.'. MM.'. e, no Rito
Adonhiramita é usada em todos os graus do simbolismo, apenas por MM.'.
MM.'..
Empunhada com a mão direita, representa uma arma; a ação física; a
Proteção dos Segredos e dos Princípios da Tradição Maçônica; a Vingança
que se abate sobre o traidor e a Consciência que atormenta o perjuro; o
7.
compromisso de mantero sigilo, de vencer as paixões que o mundo
apresenta entre suas ilusões (as quais o Tempo, inexorável Guardião da
Eternidade, consome). Ao penetrarem no Templo, todos os MM.'. MM.'.
devem estar munidos de uma espada introduzida na extremidade inferior da
Faixa de Mestre, no local apropriado, exceto os IIr.'. Cobridor e M.'. de
CCer.'. que terão suas espadas em esquadria.
Após a abertura dos TTrab.'. , todos os MM.'. que se deslocarem, exceto
quando transportando material litúrgico, estarão portando suas espadas.
O Manual do M.'. de CCer.'. , na parte que trata da Formação do Pálio, prevê
que em Grau de Aprendiz o pálio sempre é formado por um Mestre da col
do Sul e outro Mestre da Col do Norte, a convite formal do M.'. de CCer.'. ,
os quais formarão o Pálio postando suas espadas como extensão de seu bra.'.
dir.'. em ângulo de 52º sobre o A.'. dos JJur.'. , estando na abertura, a espada
do M.'. de CCer.'. por baixo das demais, dando sustentação, e no
encerramento, por cima das demais, sobrepondo-as.
Ao permanecerem sentados os citados OOfi.'. seguram suas espadas com a
mão esq.'.para a produção da descarga de energia saturada que todos os
AA.'. IIr.'. trazem do Mundo Profano; com exceção do Cobridor Interno que
deve sempre segurar sua espada com a mão direita , aspecto do comando e
da autoridade, capaz de repelir o intruso seja no plano físico, astral ou
espiritual que é sua missão em Loja. A lâmina da espada não deve ser tocada
para que não se altere sua imantação, interferindo no fluxo energético que se
estabelece com a ritualística. Apesar disso, o ato litúrgico que envolve o uso
de espadas na Maçonaria não está ligada a magia ritual primitiva, ainda que
os antigos magos empunhassem numa mão uma vara e na outra uma espada.
Tão pouco se prende exclusivamente ao sentido guerreiro ou militar! O uso
da espada está relacionado a efeitos geomânticos uma vez que todo ritual
interfere em correntes de energia.
Esta é uma breve explicação sob dois pontos de nossas sessões, lembre-se de
que cada vez que praticamos um ato dentro de loja as suas conseqüências se
refletem em cada um dos irmãos, pois a energia que exalamos é distribuída
aos irmãos e com eles compartilhada.
Que o GADU possa sempre nos iluminar e energizar os nossos pensamentos
para que possamos sempre trilhar o caminho da verdade, justiça do amor
fraternal e nos basear na liberdade igualdade e fraternidade para que os
nossos pensamentos sejam justos e as nossas ações perfeitas caminhando
pela régua e se guiando pela esquadria.
8.
3 – livree de bons costumes
Ir Marcos Antonio Cardoso de Moraes
Or de Assis - SP
A partir do momento que alguém se torna Maçom, há de se
conscientizar que haverá um caminho longo a percorrer. Pode-se dizer que
é um caminho sem fim. Ao longo dessa caminhada há bons e maus
momentos. Os bons deverão ser aproveitados como incentivo, e os maus
não poderão ser motivo de esmorecimento e desistência da viagem iniciada.
A linguagem, sempre empregada nas Lojas Maçônicas, diz que o Aprendiz
Maçom é uma pedra bruta que deve talhar-se a si mesmo para se tornar uma
pedra cúbica. É o início da sua jornada Maçônica.
O nutrimento elementar para a viagem é conhecido do Maçom desde
de nossa primeira instrução recebida: A régua de 24 polegadas, o maço e o
cinzel. Com o progresso, o Maçom vai recebendo outros objetos, tais como
o nível, o prumo, o esquadro, o compasso, a corda, o malhete e outros. Os
utensílios de trabalho, obviamente, são simbólicos. Todos os símbolos nos
abrem as portas sob condição de não nos atermos apenas às definições
morais. E é com o manuseio dessas ferramentas que se começa a tomar
consciência do valor iniciático da Maçonaria em nossa 3a
instrução. O
espírito Maçônico ensina, aos seus adeptos, um comportamento original que
não se encontra em nenhum outro grupo de homens. Se isso não for
absorvido, não será um bom Maçom, livre e de Bons costumes.
Livre e de Bons Costumes implica que, apesar de todo homem ser
livre na real acepção da palavra, pode estar preso a entraves sociais que o
privem de parte de sua liberdade e o tornem escravo de suas próprias
paixões e preconceitos. Assim é desse jugo que se deve libertar, mas, só o
fará se for de Bons Costumes, ou seja, se já possuir preceitos éticos
(virtudes) bem fundamentados em sua personalidade.
O ideal dos homens livres e de bons costumes, que nossa sublime
Ordem nos ensina, mostra que a finalidade da Maçonaria é, desde épocas
mais remotas, dedicar-se ao aprimoramento espiritual e moral da
Humanidade, pugnando pelos direitos dos homens e, pela Justiça, pregando
o amor fraterno, procurando congregar esforços para uma maior e mais
perfeita compreensão entre os homens, a fim de que se estabeleçam os
laços indissolúveis de uma verdadeira fraternidade, sem distinção de raças
9.
nem de crenças,condição indispensável para que haja realmente paz e
compreensão entre os povos.
Livre, palavra derivada do latim, em sentido amplo quer significar
tudo o que se mostra isento de qualquer condição, constrangimento,
subordinação, dependência, encargo ou restrição.
A qualidade ou condição de livre, assim atribuído a qualquer coisa,
importa na liberdade de ação a respeito da mesma, sem qualquer oposição,
que não se funde em restrição de ordem legal e, principalmente moral. Em
decorrência de ser livre, vem a liberdade, que é faculdade de se fazer ou
não fazer o que se quer, de pensar como se entende, de ir e vir a qualquer
parte, quando e como se queira, exercer qualquer atividade, tudo conforme
a livre determinação da pessoa, quando não haja regra proibitiva para a
prática do ato ou não se institua princípio restritivo ao exercício da
atividade.
Bem verdade é que a maçonaria é uma escola de aperfeiçoamento
moral, onde nós homens nos aprimoramos em benefício de nossos
semelhantes, desenvolvendo qualidades que os possibilitam ser, cada vez
mais, úteis à coletividade. Não nos esqueçamos, porém, que, de uma pedra
impura jamais conseguiremos fazer um brilhante, por maior que sejam
nossos esforços.
O conceito maçônico de homem livre é diferente, é bem mais elevado
do que o conceito jurídico. Para ser homem livre, não basta ter liberdade de
locomoção, para ir aqui ou ali. Tem liberdade o homem que não é escravo
de suas paixões , que não se deixa dominar pela torpeza dos seus instintos
de fera humana.Não é homem livre, não desfruta da verdadeira liberdade,
quem esta escravizado a vícios. Não é homem livre aquele que é dominado
pelo jogo, que não consegue libertar-se de suas tentações. Não é homem
livre, quem se enchafurda no vício, degrada-se, condena-se por si mesmo,
sacrifica voluntariamente a sua liberdade, porque os seus baixos instintos se
sobrepuseram às suas qualidades, anulando-as.
Maçom livre, é o que dispõe da necessária força moral para evitar
todos os vícios que infamam, que desonram, que degradam. O supremo
ideal de liberdade é livrar-se de todas as propensões para o mal, despojar-se
de todas as tendências condenáveis, sair do caminho das sombras e seguir
pela estrada que conduz à prática do bem, que aproxima o homem da
perfeição intangível.
Sendo livre e por conseqüência, desfrutando de liberdade, o homem
deve, sempre pautar sua vida pelos preceitos dos bons costumes, que é
10.
expressão, também derivadado latim e usada para designar o complexo de
regras e princípios impostos pela moral, os quais traçam a norma de
conduta dos indivíduos em suas relações domésticas e sociais, para que
estas se articulem seguindo as elevadas finalidades da própria vida humana.
A idéia e o sentido dos bons costumes não se afastam da idéia ou
sentido de moral, pois, os princípios que os regulam são, inequivocamente,
fundados nela.
O bom maçom, livre e de bons costumes, não confunde liberdade,
que é direito sagrado, com abuso que é defeito, crê em Deus, ser supremo
que nos orienta para o bem e nos desvia do mal. O bom maçom, livre e de
bons costumes, é leal. Quem não é leal com os demais, é desleal consigo
mesmo e trai os seus mais sagrados compromissos, cultiva a fraternidade,
porque ela é a base fundamental da maçonaria, porque só pelo culto da
fraternidade poderemos conseguir uma humanidade menos sofredora,
recusa agradecimentos porque se satisfaz com o prazer de haver
contribuído para amparar um semelhante.
O bom maçom, livre e de bons costumes, não se abate, jamais se
desmanda, não se revolta com as derrotas, porque vencer ou perder são
contingências da vida do homem, é nobre na vitória e sereno se vencido,
porque sabe triunfar sobre os seus impulsos, dominando-os, pratica o bem
porque sabe que é amparando o próximo, sentindo suas dores, que nos
aperfeiçoamos.
O bom maçom, livre e de bons costumes, abomina o vício, porque
este é o contrário da virtude, que ele deve cultivar, é amigo da família,
porque ela é a base fundamental da humanidade. O mau chefe de família
não tem qualidades morais para ser maçom, não humilha os fracos, os
inferiores, porque é covardia, e a maçonaria não é abrigo de covardes, trata
fraternalmente os demais para não trair os seus juramentos de fraternidade,
não se desvia do caminho da moral, quem dele se afasta, incompatibiliza-se
com os objetivos da maçonaria.
O bom maçom, o verdadeiro maçom, não se envaidece, não alardeia
suas qualidades, não vê no auxílio ao semelhante um gesto excepcional,
porque este é um dever de solidariedade humana, cuja prática constitui um
prazer. Não promete senão o que pode cumprir. Uma promessa não
cumprida pode provocar inimizade. Não odeia, o ódio destrói, só a amizade
constrói.
Finalmente, o verdadeiro maçom, não investe contra a reputação de
outro, porque tal fazer é trair os sentimentos de fraternidade. O maçom, o
11.
verdadeiro maçom, nãotem apego aos cargos, porque isto é cultivar a
vaidade, sentimento mesquinho, incompatível com a elevação dos
sentimentos que o bom maçom deve cultivar.
Os vaidosos buscam posições em que se destaquem; os verdadeiros
maçons buscam o trabalho em que façam destacar a maçonaria.
O valor da existência de um maçom é julgado pelos seus atos, pelo
exercício do bem.
Bibliografia :
- Dicionário Aurélio – 1999
- Ritual de Ap.·.M.·. do REAA
- Adaptação do Texto Original do Ir.·. Nery Saturnino - A.·.R.·.L.·.S.·. Amor e
Fraternidade
12.
4 – históriada maçonaria
Ir Eleutério Nicolau da Conceição
Capítulo II (Aula nr. 2)
A História da Maçonaria enfoca neste capítulo as “Corporações e a
Maçonaria”. O interessante assunto trabalhado pelo autor está no anexo
(protegido) em PDF.
Na edição de amanhã a aula nr. 3 abordará a “Herança Filosófica”.
13.
5 – Expediçãomaçônica brasil portugal
Expedição Maçônica Brasil Portugal
– Um Novo Reino Unido – Capítulo III
Por Jeronimo Borges,
Sergio Quirino
e Paulo Queiroga
Dois assuntos estão em foco hoje no derradeiro
capítulo sobre a Expedição Maçônica
realizada de 11 a 17 de novembro em Portugal:
O Seminário Maçônico e a
visita ao místico Convento de Cristo, em Tomar,
construído pela Ordem Templária no Século XII.
Com relatos sucintos e fotografias exclusivas,
pretendeu o JB News ao longo dessas três séries de enfoques,
homenagear os Irmãos mineiros
pela oportunidade ímpar de proporcionar
novos horizontes e conhecimentos.
Agradecimentos ainda à
Grande Loja Maçônica de Minas Gerais
pelo apoio e incentivo,
para que essa Expedição alcançasse
todo o sucesso e objetivo desejado.
14.
Seminário Maçônico comfoco na
Universalidade
A programação acadêmica contemplou a realização do Seminário
Brasil Portugal – Um Novo Reino Unido, que deu nome à
expedição.
O evento foi promovido pela Associação dos Mares Navegados,
Associação do Livre Pensamento e Universidade Lusófona de
Lisboa, coordenado pelos obreiros da ARLS Presidente
Roosevelt, de Belo Horizonte.
Fernando Lima de Valadas Fernandes,
Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano.
15.
O objetivo doseminário foi identificar e valorizar o atributo
maçônico da Universalidade, um dos mais consolidados
princípios da Maçonaria.
Os trabalhos estiveram abertos aos irmãos e cunhadas brasileiros.
A abertura dos trabalhos esteve a cargo do Presidente do Grupo
Lusófono, Manuel Damásio, que também presidiu os trabalhos e
saudou a delegação brasileira por esse fato inédito, ressaltando a
importância de um evento dessa natureza.
O Irmão Luiz Vaz, Presidente da Associação Promotora do Livre
Pensamento. falou sobre a “Importância da Cultura do Livre
Pensamento”.
Em seguida foi a vez do Irmão Amândio Silva, Presidente da
Associação Mares Navegados falar sobre tão esperado tema:
“Tiradentes, Herói do Brasil e de Portugal, foi Maçom” cuja
síntese segue logo abaixo.
O Seminário teve sua sequencia com “A Entrada do Rito Escocês
Antigo e Aceite em Portugal” pelo Irmão António Lopes.
Em seguida o Irmão Antonio Ventura discorreu sobre “Pontes
Maçônicas entre Portugal e o Brasil”
Finalmente o Ir. Sergio Quirino, um dos mentores da Expedição
Maçônica, falou sobre “A Maçonaria Brasileira na Atualidade”
Acompanhe o extrato do tema abordado pelo Ir. Amândio Silva sobre TIRADENTES,
HERÓI DO BRASIL E DE PORTUGAL, FOI MAÇOM”:
SEMINÁRIO "BRASIL PORTUGAL - UM NOVO REINO UNIDO"
UNIVERSIDADE LUSÓFONA, LISBOA
15 de Novembro de 2011
TIRADENTES, HERÓI DO BRASIL
E DE PORTUGAL, FOI MAÇON
16.
* Amândio Silva
Muitose tem escrito e debatido sobre o Alferes José Joaquim da Silva
Xavier, incontornável principal figura da Inconfidência Mineira, mais
conhecido por seu apelido de Tiradentes, tãoimportante no simbolismo e
na ação, que veio a ser consagrado para a eternidade, como o Patrono da
Nação Brasileira.
É de alguma forma apaixonante mergulhar nos meandros da primeira
grande subversão da Ordem Colonial, pois a Inconfidência não constituíu
apenas uma demonstração da resistência à opressão da Coroa portuguesa,
mas também do intuito e determinação de alcançar a Independência.
Curiosa, mas igualmente sintomática, a circunstância de que um embrião
importante da conjura se tenha organizado bem no seio de Portugal,
concretamente na Universidade de Coimbra, onde José Álvares Maciel,
nascido em Vila Rica (hoje Ouro Preto), se diplomou em Ciências Naturais
e Filosofia, em julho de 1785, já fazendo parte do grupo de 12 brasileiros
que fizeram um Pacto pela Independência da Colónia natal, constituindo
assim um importante núcleo de conjurados.
Devem-se desde já registar como também conjurados os nomes de José
Joaquim da Maya Barbalho, do Rio de Janeiro e Domingos Vidal Barbosa,
de Juiz de Fora. E também, em Rica, o Comandante Freire de Andrade que
tinha como residência eventual a "Fazenda dos Caldeirões", propriedade
do pai de Maciel, de quem era cunhado.
E se justifica esta última referência porque foi ele que, em junho de 1786
escolheu o Alferes José Joaquim da Silva Xavier para "...servir de correio
e comunicar certas informações para evitar-se o risco de ter o governo a
possibilidade de apanhar cartas..."
E porquê esta escolha? Por antecedentes que explicam o conceito
granjeado por Tiradentes como valente e imbuído do ideal revolucionário
que germinava muito por força dos intelectuais que na Europa estavam em
contato com personalidades e ambientes propícios a se impregnarem de
sentimentos independentistas. Mas também pela confiança local, dado seu
enquadramento maçónico.
É verdade que Tiradentes não escondia sua impaciência e por vezes
avançava demais nas suas proposições entre oficiais do seu regimento,
alardeando as muitas vantagens da independência americana. Sua conduta
destemida mas pouco sigilosa levou a que alguns anos mais tarde
suscitasse tal vigilância que apressou sua prisão em Março de 1789.
17.
Mas entre essamissão de correio especial e o desmantelamento da
Inconfidência, deve-se assinalar que Tiradentes teve um papel importante
na estratégia delineada por Thomas Jefferson, quando embaixador da
América junto à Corte inglesa, e os conjurados brasileiros que ocupavam
diversos cargos em universidades europeias.
Pode-se afirmar que a chamada "Operação (ou Missão) Vendek"
alimentou a insurreição contra a Coroa portuguesa, o que só foi possivel
avaliar quando se iniciou o estudo do espólio de Thomas Jefferson, já no
Sec. XX, ao possibilitar o conhecimento de muitos factos protagonizados
por conjurados brasileiros, como os contatos pessoais queJosé Maciel e
José da Maia mantiveram com Jefferson
Em Outubro de 1786, José da Maia dirige-se a Jefferson, através do reitor
da Universidade de Montpellier, nos seguintes termos, numa carta em
francês, cujo teor traduzo:
" Respeitavel Senhor
Tenho algo muito importante a comunicar-lhe, mas como a minha pouca
saúde não permite ter a honra de vos encontrar em Paris, solicito me
informe se poderei fazer tal comunicação com segurança por
escrito...sic) Vendek”.
Na parte inferior da mesma página consta uma pequena anotação e
Thomas Jefferson,tipo pró-memória "(José da Maia)" (sic)
Com este nome, Jefferson cauciona a historiografia brasileira na
identificação de "Vendek" com José da Maia, mas prevalece uma
avaliação de que o mais provável é que Maia, com tuberculose avançada,
emprestasse seu nome para resguardar os demais, no caso de eventual
desvio de uma missiva.
Tendo Jefferson assegurado a "Vendek" que poderia ser informado por
carta, recebeu em Novembro de 1796 uma fortíssima denúncia da situação
cada vez mais insuportável no Brasil e "Vendek" o exorta a ajudar os
conjurados atendendo inclusive que se encontram no mesmo continente e
eram afinal "compatriotas"
E se logo em Dezembro Jefferson responde, avisando que pretende viajar
muito em breve para o sul de França e que terá muito prazer em se
encontrarem em Montpellier ou arredores, é porque evidentemente havia
recebido luz verde para avançar nos contatos com os conjurados
brasileiros.
Na decorrência desse e de outros encontros ou comunicações que sempre
18.
tiveram dum ladoJefferson e do outro "Vendek", fosse qual fosse o
conjurado protegido pelo nome senha (a pesquisadora gaúcha Isolde
Helena Brans defende que o próprio Tiradentes encontrou Jefferson em
Montpellier), surgiu a proposta americana aos conjurados de que teriam
"naus e gente" desde que, além do pagamento do soldo dos combatentes,
dessem a garantia de que ,após a vitória do levante, o Brasil compraria à
América "bacalhau e trigo ..."
Como documentos insofismáveis provam que o Alferes Silva Xavier obteve
da Rainha D. Maria I autorização para a instalação de um trapiche no
bairro do Andaraí, no Rio de Janeiro, não é difícil aceitar que, como
alguns afirmam, esse armazém seria um dos que receberia o trigo
americano se a independência fosse conquistada com a participação das
naus e gentes prometidas.
Como todos sabemos, as circunstâncias da independência do Brasil foram
completamente diferentes, muito provavelmente fruto de um pacto entre D.
João VI e seu filho Pedro, mas, sem dúvida, a Inconfidência Mineira foi a
primeira grande demonstraçãoorganizada da ânsia de liberdade do povo
brasileiro, tendo provocado forte abalo no aparelho de repressão militar,
Aliás, as reações populares à morte violenta de Tiradentes, nas zonas onde
era conhecido, também tiveram repercussão na mobilização pró-
independência.
Mas se está completamente provada a participação cívica de Tiradentes,
cidadãomilitante da liberdade, repito, a incontornável primeira figura da
Inconfidência, como aliás se verifica nos quadros de todos os pintores da
Inconfidência que colocam sempre em grande destaque a imagem de
Tiradentes, tal não acontece no que respeita à sua condição de maçon.
Historiadores da Maçonaria tão respeitáveis como José Castellani
insistem na falta de provas sobre a sua iniciação.
Se considerada nos mesmos termos em que a entendemos, como cerimónia
similar à que muitos dos presentes vivenciaram, muito possivelmente tal
não aconteceu.
Mas devemos não esquecer que se mesmo em grande parte da Europa não
se passavam diplomas aos iniciados por razões várias, como os já
conflitantes reconhecimento e não reconhecimento, dada a lamentável
discórdia da regularidade versus irregularidade, já nesse distante século
XVIII determinada por questões de poder, como exigir tal oficialidade no
Brasil colonizado?
19.
Acredito que, talcomo os outros conjurados, entre os quais José Alvares
Maciel, iniciado em Coimbra ou José da Maia e Domingos Vidal, iniciados
em Montpellier, a iniciação de Tiradentes tanto podia ter ocorrido na
Bahia, o mais provável, como no Tijuco (hoje Diamantina), onde
"Tiradentes iniciou o Padre Rolim nos segredos ..." , ou até em Portugal ou
França.
O curioso é que não há vozes colocando em dúvida que qualquer dos
outros era maçon. nem sequer indagam quem e como foram iniciados Por
quê só Tiradentes?
Onde quer que tenha ocorrido e, cronológicamente me inclino para a
Bahia, a sua iniciação pode ter sido mais ou menos formal, por
comunicação, por convocação ou por comissão , as várias designações
conhecidas.
Para minha convicção de que terá sido na Bahia, invoco os registos do
abolicionista Joaquim Felício dos Santos, quando afirma "Tiradentes
quando foi removido da Bahia, trazia instruções da Maçonaria para os
patriotas de Minas"
Como seria emissário da Maçonaria se não fosse maçon? Pergunto ainda
com mais ênfase "Como Tiradentes poderia ter desenvolvido a sua intensa
atividade em tantas regiões do Brasil e na própria estadia na Europa, sem
estar amparado nas estruturas maçónicas? Como seriam recebidas suas
petições de projetos dirigidas à Coroa portuguesa? Como teria alcançado
a licença militar de um ano para se deslocar a Portugal? Enfim, não
questiono mais, penso que é suficiente!
Poderia ainda acrescentar que o exemplo da perseguição realizada em
Portugal, iniciada nos anos trinta do século XX a todos os maçons, que
viveram mais de quarenta anos em completa clandestinidade, que implicou
na destruição de milhares de documentos na tentativa de salvaguarda dos
maçons face à violência das forças de repressão, pode perfeitamente ser
transplantado para um ambiente de visão colonial, onde se usavam
subterfúgios para conspirar., como os resistentes portugueses aqui fizeram.
Se houver um estudo pormenorizado das Arcádias, Academias e
Associações criadas no Brasil naquela época, não tenho dúvidas em
afirmar que a grande maioria eram entidades que acobertavam maçons e
permitiam a conspiração Ainda recentemente visitei uma Loja no Recife
denominada "Academia Suassuna", nome por certo inspirado na Academia
dos Suassunas, instituída no Sec. XVIII em Pernambuco.
20.
O título destaminha incompleta comunicação, que desejo possa suscitar
interesse no tema em si e nos decorrentes outros exemplos mundiais da
participação da Maçonaria nos movimentos de libertação dos povos
oprimidos, o título, repito, é "Tiradentes, Herói do Brasil e de Portugal, foi
maçon".
Penso que quanto a ser Herói do Brasil é por demais notório. Quanto a ser
maçon, creio ter deixado mais alguns argumentos que o comprovam .
Resta falar do título de Herói de Portugal. Tal justifica uma referência a
duas importantes figuras na relação entre Portugal e o Brasil nas últimas
décadas.
Uma, a do Embaixador José Aparecido de Oliveira, grande amigo de
Portugal, com uma papel de enorme relevância na constituição da CPLP-
Comunidade dos Países de Língua portuguesa. A segunda, a do Presidente
Mário Soares, grande amigo do Brasil, figura destacada na luta pela
liberdade e pela consolidação da democracia em Portugal.
Quando José Aparecido exerceu o seu excelente mandato como
Embaixador do Brasil em Portugal, nas comemorações da Independência
do Brasil, realizadas no dia 7 de Setembro de 1994, ofereceu a Mário
Soares um magnífico busto de Tiradentes, hoje honrando e valorizando o
átrio da Fundação Mário Soares, em Lisboa.
Na oportunidade, como Presidente da República, numa Cerimónia que foi
denominada de Reabilitação da Memória de Tiradentes por parte de
Portugal, tardia mas sincera, Mário Soares promoveu a Declaração
Oficial de que Tiradentes não era apenas Herói do Brasil mas também
Herói de Portugal.
E esse grande Herói do Brasil e de Portugal, foi Maçon!
Lisboa, 15 de Novembro de 2011
* Presidente da Associação Mares Navegados
Bibliografia
- Autos da Devassa
- Arquivos de D. Maria I.
- Felisberto Pontes - "Jornal do Commercio" (1872)
- Oliveira Marques . "A história da Maçonaria em Portugal"
- Isolde Helena Brans - "Thomas Jefferson e a Missão Vendek"
- Raymundo Vargas - A verdadeira face da Inconfidência Mineira"
21.
Acompanhe as fotosdo Seminário, clicando no link a seguir
https://picasaweb.google.com/111861652713235439847/Lisboa151111Seminario?au
thkey=Gv1sRgCKa1oLCGyt3U6gE#
(Ao abrir o link, se surgirem três faixas de segurança,
clique na do meio.)
Convento de Cristo – o Castelo
construído pelos Templários
O Convento de Cristo teve seu início de construção no Século XII
pelos Templários e após a sua extinção foi totalmente passada
para a Ordem de Cristo no Século XIV.
É um dos mais impressionantes monumentos portugueses pela
beleza arquitetônica, mistério, misticismo e história.
Localiza-se na cidade de Tomar, no cume do monte que a domina,
observando-se vestígios do período romano, numa incrível
diversidade com a arquitetura portuguesa, partilhando traços
românticos, gótico, manuelinos e barrocos.
22.
Refeitório do Convento
Ignora-sea data correta do nascimento da cidade de Tomar, às
margens do Rio Nabão, palco de inúmeros relatos lendários. No
entanto, é quase certa a fundação de Tomar com a construção do
Castelo, pelo Grão-Mestre da Ordem dos Templários Gualdim
Pais, cuja lápide funerária encontra-se na Igreja de Santa Maria de
Olival.
O Convento de Cristo ainda conserva recordações dos monges
cavaleiros e dos herdeiros do seu cargo, a Ordem de Cristo, os
quais fizeram deste edifício a sua sede.
Janela Manuelina
Sob D. Henrique, o Navegador, Mestre da ordem desde 1418,
foram construídos os claustros e a fortaleza dos Templários, mas
23.
as maiores modificaçõesforam realizadas durante o reinado de D.
João III, a partir de 1525.
Arquitetos como João de Castilho e Diogo de Arruda procuraram
exprimir o poder da Ordem construindo a igreja e os claustros
com ricos floreados manuelinos que atingiram o máximo
esplendor na janela da fachada ocidental, como na foto acima.
O Convento de Cristo depois de algumas transformações e
passagens de reinados, faz dele um monumento complexo que a
UNESCO classificou de Patrimônio da Humanidade e inseriu na
Lista do Patrimônio Mundial.
Além das dezenas de fotos registradas pelo JB News das várias
visitas percorridas no Castelo pelos irmãos e cunhadas da
Expedição Maçônica, seguem-se dois vídeos extraídos da
YouTube para melhor ilustração aos irmãos leitores.
https://picasaweb.google.com/111861652713235439847/Tomar161111?authkey=Gv
1sRgCPTJub7y-pGokgE#
http://www.youtube.com/watch?v=5NMK2RCHgDE
http://www.youtube.com/watch?v=9MzYnim-3RE
Continuidade
A Expedição Brasil Portugal – Um novo reino Unido teve como
Curador, o Irmão Paulo Queiroga, obreiro da A.R.L.S. Presidente
Roosevelt, que já está planejando a próxima expedição para o
primeiro semestre de 2012.
“Os Irmãos e cunhadas que participaram desta viagem já
garantiram seus lugares nas próximas e solicitaram as reservas ao
Irmão Queiroga”. Comenta o Ir Sérgio Quirino.
24.
“Iniciativas deste portereforçam as diretrizes do Grão Mestre
Irmão Janir Adir Moreira, de projetar nossa Instituição dentro do
contexto maçônico mundial. A Grande Loja Maçônica de Minas
Gerais prestou todo o apoio a este projeto único na Maçonaria
Brasileira, por meio do Grão-Mestrado e da Secretária de
Relações Exteriores”. completa o Ir Sérgio Quirino.
Nas edições seguintes do JB News
estarão sendo preparadas reportagens sobre
as visitas a alguns templos, palácios e monumentos
em Londres, Glasgow, Edimburgo e Toledo,
inclusive às Grandes Lojas da Inglaterra e Escócia.
25.
6 – DestaquesJB
Sessão Magna de Exaltação na Loja
Arte Real Palhocense (GLSC)
(Foto cedida pelo Ir. Édio Coan)
26.
Lisboa – (Fotodo Ir. Herbert Abreu de Belo Horizonte – MG)