Inclusão social

       Poderia começar pela convivência melhor entre pais/mães/comunidade e educadores das

escolas. A participação dos pais na escola deve ser propiciada da melhor maneira possível,

significando respeito ao fato de que seus trabalhos, suas ocupações normalmente são em horários

comerciais, o que só deixa o turno da noite e o final de semana para reuniões e diálogos., mas

lembrar sempre que este é também o tempo deles e para o lazer, ou seja, não estender reuniões

ou chamar para tarefas insignificantes.

       Ora, pois, para fazer com que a participação não seja tímida e pouco representativa, a

escola, através de suas lideranças, deve trabalhar a importância da presença dos pais/mães na

tomada de decisões da vida escolar e não somente chamar para reuniões burocráticas de

aprovação de normas e regras já definidas anteriormente apenas pelo corpo docente ou para a

famosa entrega dos boletins/notas.

         Na educação básica fundamental a qualidade requer uma participação ativa dos pais,

que deve ser construída pela escola como um todo, e, por todos os professores, com os pais de

seus alunos. Esta construção pode iniciar pela visita de representantes da escola nas casas de

seus alunos, para conversas com os pais, num final de semana, por exemplo. Também é

possível realizar dias de encontros dos pais na escola para troca de idéias e busca de soluções

para problemas que estejam ocorrendo, isso tudo é a divisão das responsabilidades e do sucesso

porventura alcançado.

             A escola é da comunidade e a comunidade está presente na escola, sem esse

pressuposto, passa-se a fazer educação desintegrada da realidade e distante da vida,

dificultando o que pode ser simples. É necessária a clareza dos procedimentos em relação à

comunidade e à escola, como interdependentes, como atores conjuntos na buscam de uma

educação de mais qualidade.
Escolas de ensino médio desvinculadas da realidade, sem proposta pedagógica aliada

ao campo de trabalho convivem com o abandono dos alunos e a baixa freqüência as aulas,

especialmente se analisarmos o turno da noite.. A mudança começa por pequenas atitudes, que,

às vezes, pensamos que não farão a mínima diferença, mas no fundo fazem. Pequenos gestos

ocasionam grandes melhoras

         Diante desse quadro, fica difícil a posição de alguns educadores que ainda defendem a

escola como um centro do saber fechado, onde os professores detêm o conhecimento e são

seres especiais que não são afetados pelo mundo exterior, ignorando o destino ou os desatinos

dos alunos que simplesmente se evadem, somem e se tornam apenas mais um número nos

índices oficiais.

                 Nenhuma escola deve se imaginar uma ilha, a comunidade está nela assim como

ela está na comunidade e ela deve sim se preocupar bem mais com a inclusão social.



                                                                          Ex-aluno de Letras




, Porto Alegre

Inclusão social

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    Inclusão social Poderia começar pela convivência melhor entre pais/mães/comunidade e educadores das escolas. A participação dos pais na escola deve ser propiciada da melhor maneira possível, significando respeito ao fato de que seus trabalhos, suas ocupações normalmente são em horários comerciais, o que só deixa o turno da noite e o final de semana para reuniões e diálogos., mas lembrar sempre que este é também o tempo deles e para o lazer, ou seja, não estender reuniões ou chamar para tarefas insignificantes. Ora, pois, para fazer com que a participação não seja tímida e pouco representativa, a escola, através de suas lideranças, deve trabalhar a importância da presença dos pais/mães na tomada de decisões da vida escolar e não somente chamar para reuniões burocráticas de aprovação de normas e regras já definidas anteriormente apenas pelo corpo docente ou para a famosa entrega dos boletins/notas. Na educação básica fundamental a qualidade requer uma participação ativa dos pais, que deve ser construída pela escola como um todo, e, por todos os professores, com os pais de seus alunos. Esta construção pode iniciar pela visita de representantes da escola nas casas de seus alunos, para conversas com os pais, num final de semana, por exemplo. Também é possível realizar dias de encontros dos pais na escola para troca de idéias e busca de soluções para problemas que estejam ocorrendo, isso tudo é a divisão das responsabilidades e do sucesso porventura alcançado. A escola é da comunidade e a comunidade está presente na escola, sem esse pressuposto, passa-se a fazer educação desintegrada da realidade e distante da vida, dificultando o que pode ser simples. É necessária a clareza dos procedimentos em relação à comunidade e à escola, como interdependentes, como atores conjuntos na buscam de uma educação de mais qualidade.
  • 2.
    Escolas de ensinomédio desvinculadas da realidade, sem proposta pedagógica aliada ao campo de trabalho convivem com o abandono dos alunos e a baixa freqüência as aulas, especialmente se analisarmos o turno da noite.. A mudança começa por pequenas atitudes, que, às vezes, pensamos que não farão a mínima diferença, mas no fundo fazem. Pequenos gestos ocasionam grandes melhoras Diante desse quadro, fica difícil a posição de alguns educadores que ainda defendem a escola como um centro do saber fechado, onde os professores detêm o conhecimento e são seres especiais que não são afetados pelo mundo exterior, ignorando o destino ou os desatinos dos alunos que simplesmente se evadem, somem e se tornam apenas mais um número nos índices oficiais. Nenhuma escola deve se imaginar uma ilha, a comunidade está nela assim como ela está na comunidade e ela deve sim se preocupar bem mais com a inclusão social. Ex-aluno de Letras , Porto Alegre