Imperialismo no século XIX
As razões do Imperialismo
    O imperialismo (ou neocolonialismo) é
 um fenômeno da segunda metade do século
 XIX e relaciona-se diretamente à Segunda
 Revolução Industrial.
    Ele difere do colonialismo do século
 XVI,     que   estava    relacionado  ao
 mercantilismo e à expansão comercial
 européia.
Interesses imperialistas
 1. Obtenção de matérias-primas;
 2. Expansão do mercado consumidor para
 os produtos industrializados europeus;
 3. Fixação de excedentes populacionais;
 4. Interesses estratégicos / geopolíticos.
Interesses imperialistas
     Os maiores beneficiários as grandes
 empresas européias, mas os interesses
 nacionalistas dos Estados europeus também
 eram muito fortes.
     As regiões exploradas foram, sobretudo,
 a África e a Ásia; a América Latina passou
 a sofrer um imperialismo “indireto”.
Ideologia civilizatória
      As nações imperialistas consideravam-se
 chamadas a levar a civilização aos povos menos
 evoluídos, ensinando-lhes as línguas européias, os
 costumes refinados e convertendo-os ao
 cristianismo.
      Tal ideologia racista baseava-se, sobretudo, no
 darwinismo social, defendido por H. Spencer:
 assim como na natureza, existiam sociedades mais
 evoluídas, enquanto outras estariam destinadas ao
 desaparecimento. Cabia aos europeus “salvar”
 essas sociedades, civilizando-as.
Disputas imperialistas
      Os diversos países europeus disputaram cada
 território dos continentes africano e asiático.
      Após a Conferência de Berlim, em 1885,
 apenas dois países eram livres no continente
 africano: a Etiópia e a Libéria. Os demais estavam
 sob o domínio de países europeus, sobretudo da
 Inglaterra e da França.
      Holanda, Bélgica, Portugal e Espanha também
 possuíam consideráveis territórios no continente
 africano.
A hegemonia inglesa
     Era a Inglaterra que possuía um império
 onde “o sol nunca se punha”. E, de todas as
 suas colônias, a “mais bela jóia da Coroa
 britânica” era a Índia, país bastante
 populoso e um excelente mercado
 consumidor.
     No entanto, com a importação de artigos
 industriais ingleses (tecidos, por exemplo) a
 economia tradicional indiana foi sendo
 destruída.
Disputas imperialistas
     A China era outro importante mercado
 consumidor, sendo bastante pressionada pelos
 ingleses para que abrisse seus portos aos produtos
 europeus.
     A partir da Guerra do Ópio, em 1841, cinco
 portos chineses foram abertos à marinha inglesa,
 além da cessão de Hong Kong, devolvida apenas
 em 1997.
     Outros países, no entanto, também
 influenciaram o mercado chinês, como França,
 Rússia e Japão.
Resistências locais ao Imperialismo


 - Guerra dos Sipaios (1857-58), na Índia;

 - Guerra dos Bôeres (1899-1902), na África
 do Sul;

 - Guerra dos Boxers (1900), na China.
Outros imperialismos
     A Rússia, no final do século XIX, passou a
 exercer grande controle na região dos Bálcãs;
 além disso, passou a disputar com ingleses e
 franceses o controle do Oriente Médio e, com os
 japoneses, o controle de regiões chinesas.
     Após séculos de ter se fechado para o
 Ocidente, o Japão inicia um rápido processo de
 industrialização (na segunda metade do século
 XIX) e de expansão imperial sobre a China e a
 Coréia. Esse processo é denominado Era Meiji.
Outros imperialismos
     Os EUA, além da influência econômica sobre
 a América Latina, passará a exercer o controle
 direto sobre alguns territórios como Cuba (a partir
 da Emenda Platt, em 1901) e sobre Porto Rico, em
 1898. Trata-se da Big Stick Policy.
     Além disso, eram grandes os interesses norte-
 americanos no Pacífico. Além da anexação do
 Havaí, os EUA conseguiram tomar as Filipinas do
 governo espanhol.

Imperialismo aulas 31 e 32

  • 1.
  • 2.
    As razões doImperialismo O imperialismo (ou neocolonialismo) é um fenômeno da segunda metade do século XIX e relaciona-se diretamente à Segunda Revolução Industrial. Ele difere do colonialismo do século XVI, que estava relacionado ao mercantilismo e à expansão comercial européia.
  • 3.
    Interesses imperialistas 1.Obtenção de matérias-primas; 2. Expansão do mercado consumidor para os produtos industrializados europeus; 3. Fixação de excedentes populacionais; 4. Interesses estratégicos / geopolíticos.
  • 4.
    Interesses imperialistas Os maiores beneficiários as grandes empresas européias, mas os interesses nacionalistas dos Estados europeus também eram muito fortes. As regiões exploradas foram, sobretudo, a África e a Ásia; a América Latina passou a sofrer um imperialismo “indireto”.
  • 5.
    Ideologia civilizatória As nações imperialistas consideravam-se chamadas a levar a civilização aos povos menos evoluídos, ensinando-lhes as línguas européias, os costumes refinados e convertendo-os ao cristianismo. Tal ideologia racista baseava-se, sobretudo, no darwinismo social, defendido por H. Spencer: assim como na natureza, existiam sociedades mais evoluídas, enquanto outras estariam destinadas ao desaparecimento. Cabia aos europeus “salvar” essas sociedades, civilizando-as.
  • 6.
    Disputas imperialistas Os diversos países europeus disputaram cada território dos continentes africano e asiático. Após a Conferência de Berlim, em 1885, apenas dois países eram livres no continente africano: a Etiópia e a Libéria. Os demais estavam sob o domínio de países europeus, sobretudo da Inglaterra e da França. Holanda, Bélgica, Portugal e Espanha também possuíam consideráveis territórios no continente africano.
  • 7.
    A hegemonia inglesa Era a Inglaterra que possuía um império onde “o sol nunca se punha”. E, de todas as suas colônias, a “mais bela jóia da Coroa britânica” era a Índia, país bastante populoso e um excelente mercado consumidor. No entanto, com a importação de artigos industriais ingleses (tecidos, por exemplo) a economia tradicional indiana foi sendo destruída.
  • 8.
    Disputas imperialistas A China era outro importante mercado consumidor, sendo bastante pressionada pelos ingleses para que abrisse seus portos aos produtos europeus. A partir da Guerra do Ópio, em 1841, cinco portos chineses foram abertos à marinha inglesa, além da cessão de Hong Kong, devolvida apenas em 1997. Outros países, no entanto, também influenciaram o mercado chinês, como França, Rússia e Japão.
  • 9.
    Resistências locais aoImperialismo - Guerra dos Sipaios (1857-58), na Índia; - Guerra dos Bôeres (1899-1902), na África do Sul; - Guerra dos Boxers (1900), na China.
  • 10.
    Outros imperialismos A Rússia, no final do século XIX, passou a exercer grande controle na região dos Bálcãs; além disso, passou a disputar com ingleses e franceses o controle do Oriente Médio e, com os japoneses, o controle de regiões chinesas. Após séculos de ter se fechado para o Ocidente, o Japão inicia um rápido processo de industrialização (na segunda metade do século XIX) e de expansão imperial sobre a China e a Coréia. Esse processo é denominado Era Meiji.
  • 11.
    Outros imperialismos Os EUA, além da influência econômica sobre a América Latina, passará a exercer o controle direto sobre alguns territórios como Cuba (a partir da Emenda Platt, em 1901) e sobre Porto Rico, em 1898. Trata-se da Big Stick Policy. Além disso, eram grandes os interesses norte- americanos no Pacífico. Além da anexação do Havaí, os EUA conseguiram tomar as Filipinas do governo espanhol.