O QUE ÉIMPERIALISMO? E O
NEOCOLONIALISMO?
• O Imperialismo consiste em uma prática de expansão política, cultural,
econômica e territorial que parte de uma nação buscando dominar outras.
Assim, estados com muito poder, principalmente bélico e econômico, exercem
suas forças para conquistar territórios e aumentar sua influência sobre outras regiões
do globo.
• Foi o processo de colonização e ocupação da África e da Ásia por grandes
potências europeias, que se iniciou na segunda metade do século XIX e continuou
até meados do século XX.
3.
CONTEXTO HISTÓRICO
• 2ªREVOLUÇÃO INDUSTRIAL – A PIONEIRA É A INGLATERRA (SÉCULO XIII)
• FRANÇA, ITÁLIA,ALEMANHA, BÉLGICA, HOLANDA.
• ESTE PROCESSO TROUXE GRANDES TRANFORMAÇÕES NO MODO DE PRODUÇÃO (TECNOLÓGICA,
BÉLICA, INDUSTRIAL) DESSES PAÍSES.
• CONSEQUENCIAS: SURGIMENTO DAS PRIMEIRAS GRANDES CORPORAÇÕES INDUSTRIAIS,
QUE NECESSITAVAM DE MATÉRIA-PRIMA, PARA PRODUZIR E DE MERCADOS PARA
COMERCIALIZAR SEUS PRODUTOS, DENTRO DA NOVA LÓGICA DE DESENVOLVIMENTO
DO CAPITALISMO.
4.
O IMPERIALISMO EMUMA IMAGEM
• A Inglaterra era o país mais potente do
mundo nesta época. Estava á frente No
processo de industrialização e possuía a
maior frota naval do mundo.
• Na imagem, ela está representada como a
cabeça de um polvo, onde os tentáculos
conseguem chegar á vários países que
foram impactados pelo imperialismo
inglês.
5.
O IMPERIALISMO TAMBÉM:
•Foi um período marcado pela ascensão do nacionalismo no continente europeu.
independência da Bélgica, em 1830;
e as unificações alemã e italiana, na década de 1870.
• Desse modo, os Estados nacionais que se consolidaram competiam entre si para
estabelecer novas fronteiras comerciais e expandir seu parque industrial.
6.
CONFERÊNCIA DE BERLIM
•A Conferência de Berlim, realizada entre 1884 e 1885, reuniu 14 potências do século XIX para
debater a ocupação do continente africano.
• liderada pelo chanceler germânico Otto von Bismarck.
• SURGIMENTO DO NEOCOLONIALISMO
- CONSEQUENCIAS:
extensa exploração econômica de colônias africanas pelos países europeus.
a exploração de recursos naturais e mão de obra
desmantelamento de culturas e tradições locais
influência sobre a organização dos povos dominados.
JUSTIFICATIVAS PARA O
IMPERIALISMO
•Disputa comercial entre potências europeias;
• Necessidade de mercado consumidor para produtos industrializados;
• Necessidade de compra de matérias primas baratas;
• ETNOCENTRISMO: Sensação de superioridade cultural entre os europeus;
• FARDO DO HOMEM BRANCO: Justificativa para levar a cultura e organização
europeia a outros continentes;
• Racismo Científico; Darwinismo social.
9.
EVOLUCIONISMO E DARWINISMO
SOCIAL
Aprincipal hipótese para a legitimação do domínio imperialista europeu sobre a África e a Ásia foi a utilização ideológica de teorias raciais
europeias provenientes do século XIX.As que mais se destacaram foram o evolucionismo social e o darwinismo social.
Um dos discursos ideológicos que “legitimariam” o processo de domínio e exploração dos europeus sobre asiáticos e africanos seria
o evolucionismo social. Tal teoria classificava as sociedades em três etapas evolutivas: 1ª) bárbara; 2ª) primitiva; 3ª) civilizada. Os europeus se
consideravam integrantes da 3ª etapa (civilizada) e classificavam os asiáticos como primitivos e os africanos como bárbaros. Portanto, restaria ao
colonizador europeu a “missão civilizatória”, através da qual asiáticos e africanos tinham de ser dominados. Sendo assim, estariam estes assimilando a
cultura europeia, podendo ascender nas etapas de evolução da sociedade e alcançar o estágio de civilizados. O domínio colonial, a conquista e a
submissão de continentes inteiros foram legal e moralmente aceitos. Desse modo, os europeus tinham o dever de fazer tais sociedades evoluírem.
O darwinismo social se caracterizou como outra teoria que legitimou o discurso ideológico europeu para dominar outros continentes. O
darwinismo social compactuava com a ideia de que a teoria da evolução das espécies (Darwin) poderia ser aplicada à sociedade.Tal teoria difundia o
propósito de que na luta pela vida somente as nações e as raças mais fortes e capazes sobreviveriam.
10.
IMPERIALISMO NA ÁSIA
-Antes do século XIX, as relações entre a Ásia e o mundo ocidental se resumiam ao contato estabelecido entre
as cidades portuárias e as embarcações comerciais europeias.
- Na segunda metade do século XVIII, com a criação da Companhia das Índias Orientais, os ingleses passaram a
realizar a progressiva conquista da Índia.
- Nesse processo, entraram em luta contra a presença dos franceses na região subcontinental e impuseram sua
força contra os príncipes locais.
- Até a primeira metade do XIX, os ingleses já realizavam a cobrança de impostos, praticavam o comércio e
vigiavam a população local com o uso de tropas nativas, conhecidos como cipaios.
- A ação inglesa também se estendeu até a China, quando os britânicos descobriram que poderiam explorar a
comercialização do ópio como droga entorpecente. Inconformado com os prejuízos causados à saúde da população, o
governo chinês estabeleceu a proibição do comércio da droga e uma severa política contra qualquer tentativa de
contrabando do mesmo produto. Logicamente, os britânicos sentiram-se intensamente prejudicados com a medida.
11.
IMPERIALISMO NA CHINA- GUERRAS DO ÓPIO
• GUERRAS DO ÓPIO ( INGLATERRA x CHINA);
- desenvolveram entre 1839 e 1842, e 1856 até 1860. Por meio
da vitória, os ingleses impuseram uma série de tratados que
garantiam e ampliavam interesses políticos e econômicos na
região. Vários portos comerciais chineses foram abertos aos
países europeus, a comercialização do ópio liberada e a ação
dos missionários cristãos reconhecida.
12.
IMPERIALISMO NA ÍNDIA( GUERRA DOS CIPAIOS)
• O que foi:
• A Revolta dos Cipaios foi uma revolta popular armada ocorrida
na Índia, entre 1857 e 1859, contra a dominação e exploração
britânica na Índia.
• Contexto Histórico:
• Na segunda metade do século XIX, a Inglaterra adotou uma
política colonialista e imperialista, dominando várias regiões da
África e Ásia. Os britânicos tinham como objetivo explorar os
recursos minerais e a mão de obra destas regiões, além de
ampliar o mercado consumidor para seus produtos
industrializados. Como quase toda ação gera uma reação,
vários povos ou grupos não aceitaram este sistema explorador
e partiram para a reação contra o dominador.
• As causas principais da Guerra dos Cipaios foram:
• Os britânicos obrigaram jovens indianos a participarem do
exército da Companhia Britânica das Índias Orientais. Estes
jovens soldados, que ficaram conhecidos como cipaios, tinham
como função principal garantir a proteção das atividades
comerciais britânicas na Índia.
• Como as condições de trabalho dos cipaios eram péssimas,
inclusive com baixíssimos salários, o sentimento de revolta que
já era grande, aumentou ainda mais.
• Diferenças étnicas, culturais e religiosas entre os oficiais
britânicos e os soldados indianos (cipaios).
• Revolta dos soldados indianos com os cartuchos usados num
novo rifle britânico. Havia rumores que estes cartuchos eram
revestidos por uma película (espécie de graxa) de origem bovina.
Como no hinduísmo a vaca é um animal sagrado, este fato gerou
muita revolta e acabou sendo o estopim para o conflito.
13.
IMPERIALISMO NA ÍNDIA( GUERRA
DOS CIPAIOS)
• Principais consequências
• Após esta revolta, os britânicos aumentaram as forças militares
na região e implantaram um sistema de controle mais forte e
coercivo.
• A Coroa Britânica assumiu o controle direto da Índia,
inaugurando um período conhecido como Raj Britânico, que
durou até a independência da Índia em 1947. A Rainha Vitória
foi declarada Imperatriz da Índia.
• O governo britânico dissolveu a Companhia das Índias
Orientais, em 1858.
• A rebelião semeou as sementes do nacionalismo indiano. A
memória da rebelião, a dura resposta britânica e as mudanças
subsequentes na governança aumentaram a insatisfação com
o domínio britânico e, finalmente, alimentaram o movimento
pela independência da Índia no século XX.
14.
PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
•Podemos considerar o imperialismo a principal causa da Primeira Guerra Mundial.
• A Alemanha foi unificada apenas em 1871 e buscou colônias tardiamente, em relação à França e a Inglaterra. Com o
passar do tempo os alemães reivindicaram mais territórios.
• Diversos foram os atritos por colônias no período anterior à guerra.
• “A questão marroquina”: A região do atual Marrocos foi disputada por Alemanha, França e Inglaterra, e a Convenção
de Madri de 1880 estabeleceu que as três nações poderiam comercializar livremente no Marrocos. A França conseguiu
ter maior influência na região, e em 1904 a Inglaterra reconheceu a autoridade da França no Marrocos. Em troca, a França
reconheceu a autoridade inglesa no Egito.
• Descontente com a situação, a Alemanha enviou tropas para o Marrocos em 1905. O atrito terminou em 1912, quando
a Alemanha ganhou territórios na região do Congo e reconheceu a autoridade francesa no Marrocos.
• Construir uma ferrovia ligando a Cidade do Cabo, na África do Sul, até o Cairo, no Egito, era uma ambição inglesa, mas
isso não era possível porque a Alemanha tinha territórios na atual Tanzânia, que cortava as colônias inglesas. Essa
também era uma fonte de atrito entre ingleses e alemães.