CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues 
A EUROPA NO RENASCIMENTO
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ASPECTOS HISTÓRICOS - SOCIAIS 
O Renascimento foi o primeiro passo dado pelo HOMEM MODERNO em 
direção ao que somos hoje. Nesse período histórico ocorreram transformações 
sociais, científicas, culturais, religiosas e políticas, todas elas responsáveis pela 
constituição de uma nova VISÃO DO MUNDO e do homem. 
Durante os séculos XI e XIV ocorreu, na Europa, o “RESSURGIMENTO” DO 
COMÉRCIO e das cidades. 
As CRUZADAS possibilitaram o estabelecimento do comércio com o Oriente, 
assim, os produtos e especiarias orientais invadiram a Europa modificando o 
estilo de vida dos europeus. Nesta realidade, podemos perceber: 
• desenvolvimento da tecnologia agrícola; 
• aumento da produção; 
• crescimento demográfico; 
• surgimento das grandes cidades (burgos) tornadas centros de produção 
artesanal e entrepostos comerciais, das feiras internacionais e das primeiras 
casas bancárias.
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Recepção aos embaixadores – Vittore Carpaccio (1465 |1 525)
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ASPECTOS HISTÓRICOS - SOCIAIS 
A partir do século XIV a Europa passou por uma grande crise estrutural cujas 
principais causas foram: 
• A PESTE NEGRA; 
• GUERRA DOS CEM ANOS; FRANÇA vs. INGLATERRA (1337-1453): sentimento de 
patriotismo e fortalecimento de uma identidade nacional. 
• REVOLTAS POPULARES. 
Essa CRISE acarretou transformações tão drásticas na sociedade, economia e 
vida política, que PRATICAMENTE DILUIU AS ÚLTIMAS ESTRUTURAS 
FEUDAIS AINDA PREDOMINANTES e reforçou, de forma irreversível: 
O DESENVOLVIMENTO DO COMÉRCIO E DA BURGUESIA 
Devido ao declínio demográfico causado pela guerra e pela peste, os senhores 
feudais passaram a AUMENTAR A CARGA DE TRABALHO E IMPOSTOS dos 
servos; assim, adotou-se o trabalho assalariado e os camponeses ficaram livres 
para vender seus excedentes nas cidades.
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A NOBREZA FEUDAL: devido às guerras e escassez de mão de obra, 
contraiu dívidas com os burgueses e se enfraqueceu. 
A BURGUESIA: em troca de medidas que favorecessem suas 
atividades, como a unificação das moedas, pesos, medidas, 
impostos e leis, apoiou e patrocinou a monarquia, que 
concentrou o poder político em suas mãos e se fortaleceu. 
AS MONARQUIAS FEUDAIS: descentralizadas, vão sendo 
substituídas por um NOVO ESTADO MODERNO, caracterizado 
pela unidade territorial e linguística.
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Europa Renascentista
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NÃO EXISTEM MAIS OS LAÇOS DE DEPENDÊNCIA SOCIAL e as 
regras corporativas do mundo feudal. 
No mundo moderno o INDIVIDUO É LIVRE e concorre com outros 
indivíduos, conforme as condições impostas pelo Estado. Segundo 
os pensadores da época, o fator decisivo nessa concorrência seria 
a EDUCAÇÃO.
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ASPECTOS HISTÓRICOS - SOCIAIS 
Esse período foi marcado por uma grande inventividade técnica estimulada 
pelo desenvolvimento econômico. 
Foram criadas novas técnicas de exploração agrícola e mineral, armas, 
imprensa, novos tipos de papel e tintas. 
Foi instituída a prática da observação atenta e metódica da natureza, com o 
objetivo de obter o domínio do meio natural, transformando-o em lucros 
de mercado (conhecimento que mais tarde foi denominado “científico”). 
Houve o desenvolvimento da matemática, geometria, astronomia, 
cartografia e das técnicas de navegação. As navegações no oceano 
Atlântico possibilitaram a descoberta da América e de novas rotas para a 
Ásia e a África, fortalecendo o capitalismo comercial.
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ASPECTOS HISTÓRICOS - SOCIAIS
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Medidas e proporções do corpo humano, ilustração para a 
edição de Cesariano (Como, 1521) de Da arquitetura, de 
Vitruvio. Fonte: ARGAN, G. C. História da Arte Italiana. vol II, 2003.
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Entrega das chaves à São Pedro, 1481/82 – Perugino
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Última ceia – Da Vinci
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ASPECTOS HISTÓRICOS - SOCIAIS
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Iniciou-se o movimento dos humanistas, que se esforçavam para 
modificar o PADRÃO DE ESTUDOS tradicionais das universidades 
medievais controladas pela Igreja, voltado para as três carreiras 
tradicionais: direito, medicina e teologia, e incluir os estudos humanos 
como a poesia, a filosofia, a história, a matemática e a eloquência. 
Os humanistas tentavam abolir a tradição intelectual medieval e 
construir uma nova cultura inspirada na cultura antiga que valorizava o 
indivíduo, os feitos históricos, a vontade e a capacidade de ação do 
homem, sua liberdade de atuação e de participação na vida das 
cidades (antropocentrismo). 
OS TEÓLOGOS tinham toda a preocupação voltada para as almas e 
para Deus, ou seja, para o mundo dos fenômenos espirituais e 
imateriais. 
OS HUMANISTAS, por sua vez, voltavam-se para o aqui e agora, para o 
mundo concreto dos seres humanos em luta entre si e com a 
natureza, a fim de terem um controle maior sobre o próprio 
destino. Não significa que eram ateus, mas sim estavam 
Reinterpretando o evangelho à luz da experiência.
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OS HOMENS E ENTIDADES encarregados de preservar a cultura tradi’cional se 
opuseram aos humanistase passaram a persegui-los: DANTE E MAQUIAVEL foram 
exilados, CAMPANELLA E GALILEU foram presos e torturados, THOMAS MORUS foi 
decapitado, GIORDANO BRUNO E DOLET foram queimados pela Inquisição. 
Esse clima de insegurança vivido pelos humanistas fez com que se estabelecesse entre 
eles um LAÇO DE SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL através de toda a Europa. Eles 
TROCAVAM INFORMAÇÕES, LIVROS, IDEIAS, HOSPITALIDADE e, assim, eram 
estimulados e suas teorias se espalhavam. Houve inúmeras correntes diferentes dentro 
do humanismoque se distinguiam de acordo com a prática a que se dedicavam, 
atemáticaque abordavam e a tradição filosófica da Antiguidade a que se ligavam. 
O BERÇO DO “RENASCIMENTO” FOI A CIDADE DE FLORENÇA,onde surgiu uma das 
mais significativas correntes do pensamento humanista: o platonismo, que consistia no 
conhecimento rigoroso das leis e propriedades da natureza para transpô-la com a 
máxima harmonia nas obras de arte mediante a elaboração matemática precisa.
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ASPECTOS HISTÓRICOS - SOCIAIS
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A Catedral de Santa Maria del Fiore foi realizada de 1296 a 1436. A igreja, fundada por 
Arnolfo, foi ampliada nos fins do século XIV; o campanário foi realizado por Giotto; a 
abóbada foi construída por Brunelleschi no primeiro terço do séc. XV.
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CONDICIONANTES DA ARQUITETURA 
Planta para a Chiesa San Giovanni del Florentini, Roma. 
Michelangelo, 1559. Intervenção não adotada
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CONDICIONANTES DA ARQUITETURA 
Cidade Ideal – 1470 | Piero della Francesca – Galleria Nazionale delle Marche, Urbino
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CONDICIONANTES DA ARQUITETURA 
renovação do gosto artístico 
Nasce em Florença: contra o gótico tardio (ascensão da 
alta burguesia financeira) 
vago estetismo ideal de vida X pesquisa científica 
descrição poética 
construção intelectual 
unidade estrutural 
método unitário do desenho 
belo atemporal 
profundidade da história 
Catedral de Milão
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CONDICIONANTES DA ARQUITETURA 
Filippo Brunelleschi- 1419/1424 | fachada principal
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CONDICIONANTES DA ARQUITETURA
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CONDICIONANTES DA ARQUITETURA 
opor-se à tradição à tradição estilística e técnica GÓTICA (ASSOCIADA À IGREJA) 
SIGNIFICA 
inventar algo de novo na ordem das formas e dos processos operativos. 
é ato INDIVIDUAL 
destaque, então, para a figura do artista ( BRUNELLESCHI )
Localização, planta, corte, vista e 
detalhes. Fonte: 
<http://www.greatbuildings.com/build 
ings/Ospedale_Degli_Innocenti.html>.
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CONDICIONANTES DA ARQUITETURA 
Pórtico (loggia) com 9 arcos redondos, antecedidos com uma ampla escadaria. Acima dos arcos, 
um grande elemento horizontal. A loggia é formada por abóbodas, ou pequenas cúpulas de 
base clássica simples.
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CONDICIONANTES DA ARQUITETURA 
Basílica de Santa Maria do Espírito Santo -1436
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CONDICIONANTES DA ARQUITETURA 
Basílica de Santa Maria do Espírito Santo -1436
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CONDICIONANTES DA ARQUITETURA 
Basílica de Santa Maria do Espírito Santo -1436
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CONDICIONANTES DA ARQUITETURA 
Basílica de Santa Maria do Espírito Santo -1436
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CONDICIONANTES DA ARQUITETURA 
Basílica de Santa Maria do Espírito Santo -1436
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CONDICIONANTES DA ARQUITETURA
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CONDICIONANTES DA ARQUITETURA 
os projetistas tinham o cuidado de verificar se a altura da mesma estava 
proporcional à sua largura – RELAÇÕES MÉTRICAS 
que as aberturas foram planejadas simetricamente no seu interior, e que 
a forma de retângulo da janela tinha alguma relação satisfatória com a 
forma da parede, como um todo. – RELAÇÃO PARTE-TODO 
a partir disso, é evidente que se precisa de pouca prática para apreciar a 
multiplicidade expressa nas unidades deste tipo de arquitetura – 
APREÇO VISUAL | NOÇÃO DE BELO | PERTINENTE 
também é evidente que, para um olho sensível, apenas alguns 
centímetros extras, dentro do conjunto, podem ser tão angustiantes como 
uma nota errada uma peça de música – COMPOSIÇÃO 
ARQUITETÔNICA

Hau2 aula02

  • 1.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues A EUROPA NO RENASCIMENTO
  • 2.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues ASPECTOS HISTÓRICOS - SOCIAIS O Renascimento foi o primeiro passo dado pelo HOMEM MODERNO em direção ao que somos hoje. Nesse período histórico ocorreram transformações sociais, científicas, culturais, religiosas e políticas, todas elas responsáveis pela constituição de uma nova VISÃO DO MUNDO e do homem. Durante os séculos XI e XIV ocorreu, na Europa, o “RESSURGIMENTO” DO COMÉRCIO e das cidades. As CRUZADAS possibilitaram o estabelecimento do comércio com o Oriente, assim, os produtos e especiarias orientais invadiram a Europa modificando o estilo de vida dos europeus. Nesta realidade, podemos perceber: • desenvolvimento da tecnologia agrícola; • aumento da produção; • crescimento demográfico; • surgimento das grandes cidades (burgos) tornadas centros de produção artesanal e entrepostos comerciais, das feiras internacionais e das primeiras casas bancárias.
  • 3.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues ASPECTOS HISTÓRICOS - SOCIAIS Recepção aos embaixadores – Vittore Carpaccio (1465 |1 525)
  • 4.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues ASPECTOS HISTÓRICOS - SOCIAIS A partir do século XIV a Europa passou por uma grande crise estrutural cujas principais causas foram: • A PESTE NEGRA; • GUERRA DOS CEM ANOS; FRANÇA vs. INGLATERRA (1337-1453): sentimento de patriotismo e fortalecimento de uma identidade nacional. • REVOLTAS POPULARES. Essa CRISE acarretou transformações tão drásticas na sociedade, economia e vida política, que PRATICAMENTE DILUIU AS ÚLTIMAS ESTRUTURAS FEUDAIS AINDA PREDOMINANTES e reforçou, de forma irreversível: O DESENVOLVIMENTO DO COMÉRCIO E DA BURGUESIA Devido ao declínio demográfico causado pela guerra e pela peste, os senhores feudais passaram a AUMENTAR A CARGA DE TRABALHO E IMPOSTOS dos servos; assim, adotou-se o trabalho assalariado e os camponeses ficaram livres para vender seus excedentes nas cidades.
  • 5.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues ASPECTOS HISTÓRICOS - SOCIAIS A NOBREZA FEUDAL: devido às guerras e escassez de mão de obra, contraiu dívidas com os burgueses e se enfraqueceu. A BURGUESIA: em troca de medidas que favorecessem suas atividades, como a unificação das moedas, pesos, medidas, impostos e leis, apoiou e patrocinou a monarquia, que concentrou o poder político em suas mãos e se fortaleceu. AS MONARQUIAS FEUDAIS: descentralizadas, vão sendo substituídas por um NOVO ESTADO MODERNO, caracterizado pela unidade territorial e linguística.
  • 6.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues ASPECTOS HISTÓRICOS - SOCIAIS Europa Renascentista
  • 7.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues ASPECTOS HISTÓRICOS - SOCIAIS NÃO EXISTEM MAIS OS LAÇOS DE DEPENDÊNCIA SOCIAL e as regras corporativas do mundo feudal. No mundo moderno o INDIVIDUO É LIVRE e concorre com outros indivíduos, conforme as condições impostas pelo Estado. Segundo os pensadores da época, o fator decisivo nessa concorrência seria a EDUCAÇÃO.
  • 8.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues ASPECTOS HISTÓRICOS - SOCIAIS Esse período foi marcado por uma grande inventividade técnica estimulada pelo desenvolvimento econômico. Foram criadas novas técnicas de exploração agrícola e mineral, armas, imprensa, novos tipos de papel e tintas. Foi instituída a prática da observação atenta e metódica da natureza, com o objetivo de obter o domínio do meio natural, transformando-o em lucros de mercado (conhecimento que mais tarde foi denominado “científico”). Houve o desenvolvimento da matemática, geometria, astronomia, cartografia e das técnicas de navegação. As navegações no oceano Atlântico possibilitaram a descoberta da América e de novas rotas para a Ásia e a África, fortalecendo o capitalismo comercial.
  • 9.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues ASPECTOS HISTÓRICOS - SOCIAIS
  • 10.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues ASPECTOS HISTÓRICOS - SOCIAIS Medidas e proporções do corpo humano, ilustração para a edição de Cesariano (Como, 1521) de Da arquitetura, de Vitruvio. Fonte: ARGAN, G. C. História da Arte Italiana. vol II, 2003.
  • 11.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues ASPECTOS HISTÓRICOS - SOCIAIS Entrega das chaves à São Pedro, 1481/82 – Perugino
  • 12.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues ASPECTOS HISTÓRICOS - SOCIAIS Última ceia – Da Vinci
  • 13.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues ASPECTOS HISTÓRICOS - SOCIAIS
  • 14.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues ASPECTOS HISTÓRICOS - SOCIAIS Iniciou-se o movimento dos humanistas, que se esforçavam para modificar o PADRÃO DE ESTUDOS tradicionais das universidades medievais controladas pela Igreja, voltado para as três carreiras tradicionais: direito, medicina e teologia, e incluir os estudos humanos como a poesia, a filosofia, a história, a matemática e a eloquência. Os humanistas tentavam abolir a tradição intelectual medieval e construir uma nova cultura inspirada na cultura antiga que valorizava o indivíduo, os feitos históricos, a vontade e a capacidade de ação do homem, sua liberdade de atuação e de participação na vida das cidades (antropocentrismo). OS TEÓLOGOS tinham toda a preocupação voltada para as almas e para Deus, ou seja, para o mundo dos fenômenos espirituais e imateriais. OS HUMANISTAS, por sua vez, voltavam-se para o aqui e agora, para o mundo concreto dos seres humanos em luta entre si e com a natureza, a fim de terem um controle maior sobre o próprio destino. Não significa que eram ateus, mas sim estavam Reinterpretando o evangelho à luz da experiência.
  • 15.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues ASPECTOS HISTÓRICOS - SOCIAIS OS HOMENS E ENTIDADES encarregados de preservar a cultura tradi’cional se opuseram aos humanistase passaram a persegui-los: DANTE E MAQUIAVEL foram exilados, CAMPANELLA E GALILEU foram presos e torturados, THOMAS MORUS foi decapitado, GIORDANO BRUNO E DOLET foram queimados pela Inquisição. Esse clima de insegurança vivido pelos humanistas fez com que se estabelecesse entre eles um LAÇO DE SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL através de toda a Europa. Eles TROCAVAM INFORMAÇÕES, LIVROS, IDEIAS, HOSPITALIDADE e, assim, eram estimulados e suas teorias se espalhavam. Houve inúmeras correntes diferentes dentro do humanismoque se distinguiam de acordo com a prática a que se dedicavam, atemáticaque abordavam e a tradição filosófica da Antiguidade a que se ligavam. O BERÇO DO “RENASCIMENTO” FOI A CIDADE DE FLORENÇA,onde surgiu uma das mais significativas correntes do pensamento humanista: o platonismo, que consistia no conhecimento rigoroso das leis e propriedades da natureza para transpô-la com a máxima harmonia nas obras de arte mediante a elaboração matemática precisa.
  • 16.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues ASPECTOS HISTÓRICOS - SOCIAIS
  • 17.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues ASPECTOS HISTÓRICOS - SOCIAIS
  • 18.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues
  • 19.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues
  • 20.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues A Catedral de Santa Maria del Fiore foi realizada de 1296 a 1436. A igreja, fundada por Arnolfo, foi ampliada nos fins do século XIV; o campanário foi realizado por Giotto; a abóbada foi construída por Brunelleschi no primeiro terço do séc. XV.
  • 21.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONDICIONANTES DA ARQUITETURA Planta para a Chiesa San Giovanni del Florentini, Roma. Michelangelo, 1559. Intervenção não adotada
  • 22.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONDICIONANTES DA ARQUITETURA Cidade Ideal – 1470 | Piero della Francesca – Galleria Nazionale delle Marche, Urbino
  • 23.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONDICIONANTES DA ARQUITETURA renovação do gosto artístico Nasce em Florença: contra o gótico tardio (ascensão da alta burguesia financeira) vago estetismo ideal de vida X pesquisa científica descrição poética construção intelectual unidade estrutural método unitário do desenho belo atemporal profundidade da história Catedral de Milão
  • 24.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONDICIONANTES DA ARQUITETURA Filippo Brunelleschi- 1419/1424 | fachada principal
  • 25.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONDICIONANTES DA ARQUITETURA
  • 26.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONDICIONANTES DA ARQUITETURA opor-se à tradição à tradição estilística e técnica GÓTICA (ASSOCIADA À IGREJA) SIGNIFICA inventar algo de novo na ordem das formas e dos processos operativos. é ato INDIVIDUAL destaque, então, para a figura do artista ( BRUNELLESCHI )
  • 27.
    Localização, planta, corte,vista e detalhes. Fonte: <http://www.greatbuildings.com/build ings/Ospedale_Degli_Innocenti.html>.
  • 28.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONDICIONANTES DA ARQUITETURA Pórtico (loggia) com 9 arcos redondos, antecedidos com uma ampla escadaria. Acima dos arcos, um grande elemento horizontal. A loggia é formada por abóbodas, ou pequenas cúpulas de base clássica simples.
  • 29.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONDICIONANTES DA ARQUITETURA Basílica de Santa Maria do Espírito Santo -1436
  • 30.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONDICIONANTES DA ARQUITETURA Basílica de Santa Maria do Espírito Santo -1436
  • 31.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONDICIONANTES DA ARQUITETURA Basílica de Santa Maria do Espírito Santo -1436
  • 32.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONDICIONANTES DA ARQUITETURA Basílica de Santa Maria do Espírito Santo -1436
  • 33.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONDICIONANTES DA ARQUITETURA Basílica de Santa Maria do Espírito Santo -1436
  • 34.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONDICIONANTES DA ARQUITETURA
  • 35.
    CES-JF | ARQUITETURAE URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONDICIONANTES DA ARQUITETURA os projetistas tinham o cuidado de verificar se a altura da mesma estava proporcional à sua largura – RELAÇÕES MÉTRICAS que as aberturas foram planejadas simetricamente no seu interior, e que a forma de retângulo da janela tinha alguma relação satisfatória com a forma da parede, como um todo. – RELAÇÃO PARTE-TODO a partir disso, é evidente que se precisa de pouca prática para apreciar a multiplicidade expressa nas unidades deste tipo de arquitetura – APREÇO VISUAL | NOÇÃO DE BELO | PERTINENTE também é evidente que, para um olho sensível, apenas alguns centímetros extras, dentro do conjunto, podem ser tão angustiantes como uma nota errada uma peça de música – COMPOSIÇÃO ARQUITETÔNICA