Renascimento
O Renascimento da Europa
Ana Beatriz Silva 8ºD Nº3
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O Renascimento pode ser definido como um
processo de renovação cultural que se
desenvolveu na Europa entre os séculos XIV a
XVI, mas que teve profundas repercussões em
toda a Idade Moderna. Manifestou-se em todas as
áreas da produção cultural e artística e foi muito
influenciado pela retomada vigorosa da cultura
clássica das antigas Grécia e Roma. Pode ser
considerado também como uma espécie de
ruptura com a Cultura Medieval, que tinha como
sua temática principal Deus e os valores da
religião cristã católica.
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A passagem do Feudalismo para o
Capitalismo é marcada por diversos
fatores. O Sistema Feudal estava a passar
por uma crise de problemas, e o Sistema
Capitalista aproximava-se cada vez mais.
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Ao retornarem das cruzadas, muitos cavaleiros
saqueavam cidades no oriente. O material
proveniente destes saques era comercializado no
caminho. Foi neste contexto que surgiram as
rotas comerciais, as feiras medievais e uma nova
classe social: a burguesia. Dedicados ao
comércio, os burgueses enriqueceram e
dinamizaram a economia no final da Idade Média.
Esta nova camada social necessitava de
segurança e buscou construir habitações
protegidas por muros. Surgiam assim os burgos
que, com o passar do tempo, deram origem a
várias cidades(renascimento urbano).
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As cidades passaram a significar maiores
oportunidades de trabalho. Muitos habitantes da
zona rural passaram a deixar o campo para
procurarem melhores condições de vida nas
cidades europeias (êxodo rural). Com a
diminuição dos trabalhadores rurais, os senhores
feudais tiveram que mexer nas obrigações dos
servos, amenizando os impostos e taxas. Em
alguns feudos, chegaram a oferecer pequenas
remunerações para os servos. Estas mudanças
significaram uma transformação nas relações de
trabalho no campo, desintegrando o sistema
feudal de produção.
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Com o aquecimento do comércio surgiram
também novas atividades como, por exemplo, os
cambistas (trocavam moedas) e os banqueiros
(guardavam dinheiro, faziam empréstimos, etc).
Estes novos componentes sociais (burgueses,
cambistas, banqueiros, etc) começaram a
preocupar-se com a aquisição de conhecimento.
Este fato fez surgir, nos séculos XII e XIII, várias
universidades na Europa. Estas instituições de
ensino dedicavam-se aos conhecimentos
matemáticos, teológicos, medicinais e jurídicos.
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Economia (Revolução Industrial):
A produção que antes era restrita aos feudos, está agora
aberta ao comércio no mercado;
A produção que antes sustentava o Senhor Feudal e a
Igreja, produz agora apenas para aumentar os lucros;
A principal propriedade não eram ter mais terras, mas sim
o capital, visando o lucro;
O trabalhador, que antes era semi-livre, preso à obrigações
feudais, agora é livre;
A sociedade formada pelo Senhor Feudal, servos e cleros
agora é formada pela burguesia e proletariado;
A classe social, antes definida pelo nascimento e pelo
imóvel, durante a vida toda, agora apresenta uma
mobilidade, ou seja, a classe social varia dependendo do
poder econômico.
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Política (Revolução Francesa):
Surgem as nações e a figura do “Estado”;
O Senhor Feudal e a Igreja não são mais os
dominantes, mas sim o Estado Nacional,
patrocinado pela burguesia;
Aparecem as teorias políticas,antes justificativas
do poder do Senhor Feudal e da Igreja, que se
baseavam na “vontade de Deus”, são agora
baseadas no Iluminismo, justificando a existência
do Estado e das Leis.
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 A Visão do Mundo (Iluminismo):
Deus deixa de ser o centro do universo, sendo agora o 
Homem o centro de tudo (Antropocentrismo);
 A verdade não era mais garantida pela bíblia, e sim pela 
razão e ciência; 
A realidade, antes explicada pela vontade de Deus, agora é 
explicada a partir do que acontecia na Terra entre os 
homens, que passam a questionar o mundo à sua volta;
O conhecimento deixa de significar “a adoração pela criação 
de Deus”, passando a significar conhecer mais sobre a 
natureza e suas transformações; 
O ideal de “homem” não é mais o do bravo e forte 
guerreiro, mas sim do urbano, civilizado e intelectual. 
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A arte deve muita importância ao 
Renascimento, pois foi “a porta que se 
abriu” para os artistas, que liberavam o 
que pensavam e sentiam nas suas 
grandiosas pinturas e esculturas, tudo no 
novo conceito na Idade Moderna que 
surgia. Servia como um instrumento de 
estudo, desde a anatomia do corpo, seus 
movimentos, até a arquitetura de 
estruturas em geral, máquinas de guerra, 
forças militares e estratégias. 
 Pinturas:
  Há a perspetiva da figura, as diversas 
distâncias e proporções que têm os 
objetos, segundo os princípios da 
matemática e da geometria. 
 Um exemplo: O Homem de Vitrúvio – 
Leonardo da Vinci 
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Amor Victorious – Caravaggio
 O uso do claro-escuro, pintando algumas 
partes mais claras e outras mais escuras, 
dando um efeito de contraste e reforçando 
a ideia do volume dos corpos. Um 
importante exemplo desta predominante 
característica é a pintura “Amor 
Victorious” de Caravaggio. 
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Predominância do Realismo.
Os artistas do Renascimento já não veem mais o homem
como um simples observador do mundo, que é pensado
como uma realidade a ser compreendida cientificamente, e
não apenas admirada.
Nas pinturas do Renascimento, inicia-se o uso das telas,
tintas e óleo.
Surgimento de artistas com um estilo pessoal, diferente
dos outros, já que neste período há o ideal da liberdade e,
consequentemente, o individualismo.
Uso de maior riqueza de detalhes possível nas obras em
que o corpo humano está presente, na grande maioria das
pinturas desta época, principalmente nos corpos nus. Isto
ocorre tanto para o estudo quanto para a admiração do
mesmo.
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Esculturas:
Procuram representar o homem como ele é na
realidade. Um exemplo é a obra “Davi” de
Michelangelo:
Na escultura renascentista, é importante o
estudo das proporções antigas e a inclusão da
perspetiva geométrica;
Já desvinculadas da parede, são apoiadas numa
base que permite sua observação de todos os
ângulos possíveis;
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Giotto di Bondone (1266-1337) Foi um
importante pintor e arquiteto italiano. A
característica principal do seu trabalho era
o uso da figura dos santos como seres
humanos de aparência comum, ocupando
sempre posição de destaque na pintura.
Assim, a pintura de Giotto vem ao
encontro de uma visão humanista
do mundo, que foi cada vez mais
se afirmando até ao Renascimento.

Renascimento.