José Fernando Tavares
fernando@booknando.com.br
Premissas
❖ Experiência pessoal
❖ Não acredite em nada do você ouvir aqui,
faças as suas EXPERIÊNCIAS
Sobre o título
❖ Tecnologia
❖ Preceitos
❖ Sentimentos
As variáveis culturais
Livro e história
❖ A cultura do livro permeia a nossa historia e
o nosso modo de viver e pensar.
❖ Existe uma espécie de divinização do objeto
livro
❖ Fetichismo do livro
❖ Dificuldade em definir o que é um livro
❖ Suporte e conteúdo: dois conceitos no
mesmo objeto?
❖ Diferença entre texto e livro
❖ Livro como objeto
Definição de livro
(re)evolução digital
❖ Vivemos uma mudança maior do que na
invenção da tipografia (Roger Chartier e Jason
Epstein)
❖ Mudança de paradigma
Quarta revolução
❖ Da oralidade à escrita
❖ do volumem ao codex
❖ do manuscrito à impressão
❖ da impressão ao digital
A era da informação
❖ não estamos imóveis e não somos o centro do universo (Copérnico)
❖ Somos animais e pertencemos ao reino animal (Darwin)
❖ Estamos longe de sermos transparentes e claros a nós mesmos (Freud)
❖ Estamos todos conectados. Somos informational organisms (inforgs)
❖ Luciano Floridi fala de quarta revolução referindo-se
à informação
Modernidade líquida
❖ Perca da materialidade
❖ Texto fluido, livro líquido.
❖ Fragmentariedade e incompletude
❖ "Todo livro é uma startup"
Isaac Asimov
❖ O telelivro
❖ The boys and the girls, 1951
❖ Citado por Gino Roncaglia
❖ Tradução J. Fernando Tavares
Margie, escreveu até mesmo no seu diário aquela noite, na página com a
data de 17 de maio de 2157:
"Hoje Tommy encontrou um livro verdadeiro. Era um livro antigo. O avô
da Margie disse uma vez que, quando ele era criança, seu avô lhe disse
que houve uma época em que todas as histórias e contos eram impressos
em papel. Dava pra virar as páginas, que eram amarelas e faziam barulho
e era muito engraçado ler as palavras que estavam paradas em vez de
estarem se movendo, como era previsto que elas fizessem em uma tela, é
lógico.
E ainda mais, quando você retornava à página precedente ali estavam as
palavras que você já tinha lido antes!
- Meu Deus, que desperdício - disse Tommy. - E quando a pessoa chega no
final do livro, o que faz? Joga fora tudo? A nossa televisão já deve ter
passado um milhão de livros e ainda está boa para ser usada mais vezes.
Quem sonharia de jogar ela fora?
- O mesmo vale para a minha - disse Margie - que tinha 11 anos e ainda
não tinha visto tantos livros quanto Tommy."
Interface de leitura
❖ O suporte ao texto, aquilo que chamaremos de
"interface de leitura" tem uma função central na
evolução dos modos e das formas de leitura e
escritura. (Gino Roncaglia)
❖ Esta ideia aparece em embrião na obra de Harold
Innis quando ele faz a distinção entre medium
orientado à permanência, como a pedra e médium
orientado ao movimento no espaço, como o papel.
Não existe texto sem suporte
❖ Não existe texto sem suporte (“Guglielmo Cavallo e
Roger Chartier (a cura di), Storia della lettura nel mondo occidentale,
Laterza, Roma-Bari 1995, 2009)
❖ Os autores não escrevem livros. Escrevem
textos, histórias, que torna-se objetos textuais
que podem vir a ser livros
❖ O suporte não é neutro
Materialidade digital
❖ Aparelho (device)
❖ Software
❖ e-book (conteúdo)
❖ suporte físico (papel)
❖ Texto (conteúdo)
materialidade do impresso materialidade do digital
Relação complexa
❖ Aparelho (device)
❖ Software
❖ e-book (conteúdo)
Consequências
❖ Usabilidade
❖ Acessibilidade
❖ engagement style (high activity’ and ‘high absorption’)
❖ Lean back e lean forward
❖ Mobile first
O texto digital
❖ Texto em forma de bit
❖ Formatação do texto
❖ Linguagem de marcação
❖ Expressividade
❖ Portabilidade e reutilização
❖ Padronização e abertura
Duas estradas…
❖ WYSIWYG (What You See Is What You Get)
❖ O que você vê é o que você obtém
❖ WYSIWYM (What You See Is What You Mean)
❖ O que você vê é o que você pensa
O formato ePub
❖ Formato aberto (open source)
❖ Baseado em tecnologias consolidadas (HTML
e CSS)
❖ Desenvolvido para satisfazer a necessidade
de estabilidade e portabilidade
๏ePub fluido (refluivel)
๏ePub Layout Fixo
W3C e IPDF
❖ O World Wide Web Consortium (W3C) é a
principal organização de padronização da World
Wide Web. Consiste em um consórcio internacional
com quase 400 membros, agrega empresas, órgãos
governamentais e organizações independentes com
a finalidade de estabelecer padrões para a criação
e a interpretação de conteúdos para a Web.
W3C e IPDF
❖ O International Publishing Digital Fórum
era uma organização composta pelos
principais editores e players do mercado do
livro digital com a intenção de criar um
padrão para as publicações digitais. Criou
assim o ePub (eletronic Publication) nas
versões 2.1 e 3.0 e 3.1 que é a versão atual.
W3C e IPDF
❖ A união destes dois organismos, ocorrida
este ano faz com os livros digitais entrem a
fazer parte das especificações da Web (W3C)
tornando-se assim um padrão mundial para
as publicações eletrônicas.
Mudanças lentas
❖ Produção ainda centrada no impresso
❖ Falta de conhecimento do digital
❖ Falta de investimento econômico
❖ Retorno econômico ainda baixo
Mercado atual
Livros infantis
❖ Nova linguagem?
❖ Novo modo de aprender?
❖ Quais linguagens podem ser desfrutadas no
digital?
❖ Unir a materialidade do digital com as
dinâmicas relacionadas aos livros infantis
App ou e-book
❖ Um App é um software (programa) que
funciona em um sistema operativo
❖ usa os recursos do sistema operativo e
do hardware
materialidade do app
Hardware
sistema
operativo
APP
materialidade do ePub
Hardware
sistema
operativo
Leitor
de eBook
e-book
ePub3 com layout fixo
❖ Formato padrão que pode ser transversal
aos suportes de leitura
❖ Utiliza padrões da web (HTML, CSS e
XML)
❖ Utiliza o recurso de posizionamento fixo
Recursos
❖ Interatividades (histórias interativas)
❖ Animações
❖ Sons, músicas, vídeo
❖ Leitura em alta voz
❖ Acessibilidade (fontes para disléxicos)
❖ Interação com o device
Produção
❖ Integração entre história e desenho
❖ Animações dizem mais sobre o texto
❖ Equilíbrio entre leitura textual, sonora e visiva
❖ Leitura como ponto central (não é um game)
Experiência do usuário
❖ Pensar as publicações por plataformas
fernando@booknando.com.br
@JFTavares
(46) 99931-8175
whatsapp (44) 98811-7557

Livro digital: tecnologia preceitos e sentimentos

  • 1.
  • 2.
    Premissas ❖ Experiência pessoal ❖Não acredite em nada do você ouvir aqui, faças as suas EXPERIÊNCIAS
  • 3.
    Sobre o título ❖Tecnologia ❖ Preceitos ❖ Sentimentos As variáveis culturais
  • 4.
    Livro e história ❖A cultura do livro permeia a nossa historia e o nosso modo de viver e pensar. ❖ Existe uma espécie de divinização do objeto livro ❖ Fetichismo do livro
  • 5.
    ❖ Dificuldade emdefinir o que é um livro ❖ Suporte e conteúdo: dois conceitos no mesmo objeto? ❖ Diferença entre texto e livro ❖ Livro como objeto Definição de livro
  • 6.
    (re)evolução digital ❖ Vivemosuma mudança maior do que na invenção da tipografia (Roger Chartier e Jason Epstein) ❖ Mudança de paradigma
  • 7.
    Quarta revolução ❖ Daoralidade à escrita ❖ do volumem ao codex ❖ do manuscrito à impressão ❖ da impressão ao digital
  • 8.
    A era dainformação ❖ não estamos imóveis e não somos o centro do universo (Copérnico) ❖ Somos animais e pertencemos ao reino animal (Darwin) ❖ Estamos longe de sermos transparentes e claros a nós mesmos (Freud) ❖ Estamos todos conectados. Somos informational organisms (inforgs) ❖ Luciano Floridi fala de quarta revolução referindo-se à informação
  • 9.
    Modernidade líquida ❖ Percada materialidade ❖ Texto fluido, livro líquido. ❖ Fragmentariedade e incompletude ❖ "Todo livro é uma startup"
  • 10.
    Isaac Asimov ❖ Otelelivro ❖ The boys and the girls, 1951 ❖ Citado por Gino Roncaglia ❖ Tradução J. Fernando Tavares
  • 11.
    Margie, escreveu atémesmo no seu diário aquela noite, na página com a data de 17 de maio de 2157: "Hoje Tommy encontrou um livro verdadeiro. Era um livro antigo. O avô da Margie disse uma vez que, quando ele era criança, seu avô lhe disse que houve uma época em que todas as histórias e contos eram impressos em papel. Dava pra virar as páginas, que eram amarelas e faziam barulho e era muito engraçado ler as palavras que estavam paradas em vez de estarem se movendo, como era previsto que elas fizessem em uma tela, é lógico. E ainda mais, quando você retornava à página precedente ali estavam as palavras que você já tinha lido antes! - Meu Deus, que desperdício - disse Tommy. - E quando a pessoa chega no final do livro, o que faz? Joga fora tudo? A nossa televisão já deve ter passado um milhão de livros e ainda está boa para ser usada mais vezes. Quem sonharia de jogar ela fora? - O mesmo vale para a minha - disse Margie - que tinha 11 anos e ainda não tinha visto tantos livros quanto Tommy."
  • 12.
    Interface de leitura ❖O suporte ao texto, aquilo que chamaremos de "interface de leitura" tem uma função central na evolução dos modos e das formas de leitura e escritura. (Gino Roncaglia) ❖ Esta ideia aparece em embrião na obra de Harold Innis quando ele faz a distinção entre medium orientado à permanência, como a pedra e médium orientado ao movimento no espaço, como o papel.
  • 13.
    Não existe textosem suporte ❖ Não existe texto sem suporte (“Guglielmo Cavallo e Roger Chartier (a cura di), Storia della lettura nel mondo occidentale, Laterza, Roma-Bari 1995, 2009) ❖ Os autores não escrevem livros. Escrevem textos, histórias, que torna-se objetos textuais que podem vir a ser livros ❖ O suporte não é neutro
  • 14.
    Materialidade digital ❖ Aparelho(device) ❖ Software ❖ e-book (conteúdo) ❖ suporte físico (papel) ❖ Texto (conteúdo) materialidade do impresso materialidade do digital
  • 15.
    Relação complexa ❖ Aparelho(device) ❖ Software ❖ e-book (conteúdo)
  • 16.
    Consequências ❖ Usabilidade ❖ Acessibilidade ❖engagement style (high activity’ and ‘high absorption’) ❖ Lean back e lean forward ❖ Mobile first
  • 17.
    O texto digital ❖Texto em forma de bit ❖ Formatação do texto ❖ Linguagem de marcação ❖ Expressividade ❖ Portabilidade e reutilização ❖ Padronização e abertura
  • 18.
    Duas estradas… ❖ WYSIWYG(What You See Is What You Get) ❖ O que você vê é o que você obtém ❖ WYSIWYM (What You See Is What You Mean) ❖ O que você vê é o que você pensa
  • 21.
    O formato ePub ❖Formato aberto (open source) ❖ Baseado em tecnologias consolidadas (HTML e CSS) ❖ Desenvolvido para satisfazer a necessidade de estabilidade e portabilidade
  • 22.
  • 23.
    W3C e IPDF ❖O World Wide Web Consortium (W3C) é a principal organização de padronização da World Wide Web. Consiste em um consórcio internacional com quase 400 membros, agrega empresas, órgãos governamentais e organizações independentes com a finalidade de estabelecer padrões para a criação e a interpretação de conteúdos para a Web.
  • 24.
    W3C e IPDF ❖O International Publishing Digital Fórum era uma organização composta pelos principais editores e players do mercado do livro digital com a intenção de criar um padrão para as publicações digitais. Criou assim o ePub (eletronic Publication) nas versões 2.1 e 3.0 e 3.1 que é a versão atual.
  • 25.
    W3C e IPDF ❖A união destes dois organismos, ocorrida este ano faz com os livros digitais entrem a fazer parte das especificações da Web (W3C) tornando-se assim um padrão mundial para as publicações eletrônicas.
  • 26.
    Mudanças lentas ❖ Produçãoainda centrada no impresso ❖ Falta de conhecimento do digital ❖ Falta de investimento econômico ❖ Retorno econômico ainda baixo
  • 27.
  • 30.
    Livros infantis ❖ Novalinguagem? ❖ Novo modo de aprender? ❖ Quais linguagens podem ser desfrutadas no digital? ❖ Unir a materialidade do digital com as dinâmicas relacionadas aos livros infantis
  • 32.
    App ou e-book ❖Um App é um software (programa) que funciona em um sistema operativo ❖ usa os recursos do sistema operativo e do hardware
  • 33.
  • 34.
  • 35.
    ePub3 com layoutfixo ❖ Formato padrão que pode ser transversal aos suportes de leitura ❖ Utiliza padrões da web (HTML, CSS e XML) ❖ Utiliza o recurso de posizionamento fixo
  • 36.
    Recursos ❖ Interatividades (históriasinterativas) ❖ Animações ❖ Sons, músicas, vídeo ❖ Leitura em alta voz ❖ Acessibilidade (fontes para disléxicos) ❖ Interação com o device
  • 37.
    Produção ❖ Integração entrehistória e desenho ❖ Animações dizem mais sobre o texto ❖ Equilíbrio entre leitura textual, sonora e visiva ❖ Leitura como ponto central (não é um game)
  • 38.
    Experiência do usuário ❖Pensar as publicações por plataformas
  • 39.