SlideShare uma empresa Scribd logo
05/08/2013
1
Curso de Farmácia
Disciplina de Farmacognosia II
Flavonoides
Flavonoides
 Pigmentos naturais presentes nos vegetais;
Flavus: amarelo
 Importante classe de polifenóis;
 Hidrossolúveis, relativamente estáveis;
 Fazem parte da dieta alimentar diária (frutas,
verduras, cereais, vinhos etc.);
 Descritos mais de 4200 flavonoides diferentes,
principalmente nas Angiospermas
05/08/2013
2
Calêndula
(Calendula officinalis)
terpenos esteroides
Alcaloides
pirrolidínicos,
tropânicos,
pirrolizidínicos e
quinolizidinicos
Ácido Chiquímico Acetato
Ácido gálico
Fenilalanina/
Tirosina
Triptofano
Taninos
hidrolisáveis
Alcaloides
indólicos e
quinolínicos
Alcaloides
isoquinolínicos e
benzilisoquinolínicos
Ácido
cinâmico
fenilpropanoides
Lignanas e ligninas
cumarinas
Ciclo do
ácido cítrico
Mevalonato
ortinina/
lisina
ácidos graxos,
acetogeninas
piruvato terpenos
Antraquinonas,
flavonoides, taninos
condensados
GLICOSE polissacarídeos
LEGENDA
classes
metabólitosintermediários
VIAS:
Ácido Chiquímico
Acetato
Mevalonato
05/08/2013
3
Estrutura química:
São em geral compostos por 15 átomos de carbono,
Possuem estrutura C6-C3-C6 ,
Derivados do núcleo 2-fenil-g -cromona:
9
10
Glicosilados
ou
 Oxigenados
 Proteção contra raios UV, insetos, fungos,
vírus e bactérias.
 Atração de animais (polinização).
 Antioxidantes.
 Controle da ação de hormônios
 Inibidores de enzimas
Funções dos Flavonóides às Plantas
05/08/2013
4
Flavonoides são encontrados:
 Frutas;
 Vegetais;
 Chás (verde, mate)
 Vinhos;
 Nozes;
 Sementes e raízes.
Ações farmacológicas e usos:
Atividade antioxidante;
Atividade antiinflamatória;
 Atividade antiviral e antitumoral;
 Atividade hormonal (isoflavonas).
05/08/2013
5
Flavonoides são subdivididos em grupos:
 Flavanois - ex. cacau
 Flavonois;
 Flavonas - ex. rutina
 Antocianidinas - ex. bioflavonoides
 Isoflavonas - ex. isoflavonas de soja
 Flavanonas.
Flavanois
05/08/2013
6
Arruda – Ruta graveolens L.
Rutina ou
Vitamina P
Flavonas
Fava´ Danta(Dimorphandra mollis)
05/08/2013
7
Fava´ Danta
 Nativa do cerrado brasileiro
 Grande incidência nos estados do
Maranhão e Piauí.
 Parte usada: frutos secos (vagem)
 Fonte de Rutina
 Explorada economicamente pela Merck no
Maranhão
 A Merck produz em média 450 toneladas
de rutina por ano, atendendo cerca de
40% das necessidades mundiais dessa
substância (Merck- Brasil, 2009)
A rutina é um farmoquímico extraído
de plantas e é usada no tratamento da
fragilidade capilar. A produção
brasileira de rutina é feita no
Maranhão e Piauí. O Brasil exportou
para a França em 2012 (até fevereiro) a
soma de US$ 1.261.833,00.
Fonte: Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica e
de Insumos Farmacêuticos.
05/08/2013
8
Propriedades Farmacológicas da Rutina
 Apresenta atividade sobre a permeabilidade capilar.
 Diminui a fragilidade capilar.
 Aumenta a resistência capilar.
 Indicada em distúrbios circulatórios e doenças hemorrágicas,
como vasculoprotetor e venotônico.
 Tratamento de varizes e hemorróidas.
05/08/2013
9
Isoflavonas
Isoflavonas
 Pouco distribuídas na natureza.
 Presentes principalmente na soja (Glycine
max) e em seus derivados.
 Apresentam efeito estrogênico por
apresentarem semelhança estrutural com os
hormônios estrogênicos, encontrados em
maior concentração nas mulheres.
05/08/2013
10
Estrutura química das principais
isoflavonas da soja
 Pigmentos pertencentes ao grupo dos
bioflavonóides
 Responsáveis por uma grande variedade de
cores de frutas, flores e folhas que vão do
vermelho-alaranjado, ao vermelho vivo,
roxo e azul.
 Funções:
 proteção das plantas, suas flores e seus frutos
contra a luz ultravioleta( UV )
 evitar a produção de radicais livres.
Antocianidinas
05/08/2013
11
Antocianidina
Antocianidina
05/08/2013
12
Antocianidina
Identificação genérica de compostos
flavonoídicos
• Extração com etanol 70% a quente.
Reações de identificação:
 Com hidróxidos alcalinos (propriedade de
formação de sais coloridos, fenolatos
amarelados).
 Com cloreto de alumínio (fluorescência amarelo
esverdeada sob luz U.V. de ondas longas –
366nm).
 Reação de Shinoda ou Reação da Cianidina
(magnésio metálico + HCL concentrado = cor
variando do róseo a vermelho)
05/08/2013
13
Ginkgo biloba L.
(PERFEITO, 2012)
PERFEITO, J. P. S., O registro sanitário de medicamentos
fitoterápicos no Brasil: Uma avaliação da situação atual e
das razões de indeferimento,2012. 163 f. Dissertação
(Mestrado em Ciências da Saúde)– Faculdade de Ciências da
Saúde,Universidade de Brasília, Brasília,2012.
05/08/2013
14
Aspectos Botânicos Gerais
Ginkgo biloba L. - Ginkgoaceae
• Árvore dióica.
• Único representante botânico da família.
• Altura oscila entre 13 e 17 m.
• Folhas com formato de lóbulos unidos = biloba
05/08/2013
15
Parte utilizada: folha
Mais de 250 milhões de anos de história
05/08/2013
16
Ginkgo biloba
– poluição do ar
– baixas temperaturas (<
-20°C)
– ataque de fungos
– ataque de vírus
– insetos
– fogo
– radiação (sobreviveu à
bomba atômica lançada
em Hiroshima)
Resistente a
05/08/2013
17
Constituintes químicos: classificados
em cinco grupos majoritários
05/08/2013
18
• Terpenos: gincolídeos (diterpenos), bilobalídeos
(sesquiterpenos), triterpenos e poliprenóis.
• Flavonoides: flavonas, flavonóis e biflavonóides.
• Hidrocarbonetos de cadeia longa.
• Derivados do ácido anacárdico (ácidos gincólicos).
• Compostos nitrogenados de baixo peso molecular.
O
OH
OOH
R2O
OR3
R1
O
O
O
R3
HO
R2
O
O
R1H3C
O
O
Ginkgo biloba
(Ginkgoaceae)
Gincolídeos Flavonoides
05/08/2013
19
Ações Terapêuticas
Centradas em três aspectos prioritários:
• Atividade circulatória,
• Atividade antiagregante plaquetária,
• Atividade antioxidante.
05/08/2013
20
• Flavonoides – atuam como elementos
depuradores dos radicais livres.
• Terpenos (gincolídeos) – inibem o PAF
(fator de ativação plaquetária).
O quê os radicais livres e o PAF
ocasionam?
• “Erosionam” as membranas vasculares
determinando um aumento da
permeabilidade
 Alteração do fluxo cerebral,
 alteração do metabolismo neuronal,
 Alteração da atividade dos
neurotransmissores.
05/08/2013
21
Indicações
05/08/2013
22
Recomendações da ANVISA
(IN ANVISA nº 05, de 11 de dezembro de 2008)
Nomenclatura botânica Ginkgo biloba L.
Nome popular Ginkgo
Parte usada Folhas
Padronização/marcador Ginkgoflavonoides (22 a 27%) determinados como
Quercetina, kaempferol e Isorhamnetina, e terpenolactonas
(5 a 7%) determinadas como ginkgolídeos A,B, C, J e
bilobalídeos
Formas de uso Extratos
Indicações/ações terapêuticas Vertigens e zumbidos (tinidos) resultantes de distúrbios
circulatórios; distúrbios circulatórios periféricos
(claudicação intermitente), insuficiência vascular cerebral
Dose diária 26,4-64,8 mg de ginkgoflavonoides e 6 a 16,8 mg de
terpenolactonas
Via de administração Oral
Restrição de uso Venda sob prescrição médica
Obrigado!

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Metabolitos secundarios nas plantas
Metabolitos secundarios nas plantasMetabolitos secundarios nas plantas
Metabolitos secundarios nas plantas
Ana Lúcia
 
Formas farmacêuticas
Formas farmacêuticasFormas farmacêuticas
Formas farmacêuticas
Venturini Cláudio Luís
 
Introdução a farmacognosia
Introdução a farmacognosiaIntrodução a farmacognosia
Introdução a farmacognosia
henriquetabosa
 
Farmacologia farmacocinética
Farmacologia farmacocinéticaFarmacologia farmacocinética
Farmacologia farmacocinética
Leonardo Souza
 
Aula.metilxantinas
Aula.metilxantinasAula.metilxantinas
Farmacognosia.pptx
Farmacognosia.pptxFarmacognosia.pptx
Farmacognosia.pptx
HeitorSilva46
 
Introdução a fitoterapia - informações básicas
Introdução a fitoterapia - informações básicasIntrodução a fitoterapia - informações básicas
Introdução a fitoterapia - informações básicas
comunidadedepraticas
 
Aula 1 introdução à toxicologia
Aula 1 introdução à toxicologiaAula 1 introdução à toxicologia
Aula 1 introdução à toxicologia
Mírian Costa Silva
 
Aula metabolismo-vegetal-secundario
Aula metabolismo-vegetal-secundarioAula metabolismo-vegetal-secundario
Aula metabolismo-vegetal-secundario
Prefeitura Municipal de Bandeirantes,PR
 
Formas farmaceuticas
Formas farmaceuticasFormas farmaceuticas
Introdução à farmacologia
Introdução à farmacologiaIntrodução à farmacologia
Introdução à farmacologia
Mauro Cunha Xavier Pinto
 
Aula 3 operações farmacêuticas
Aula 3 operações farmacêuticasAula 3 operações farmacêuticas
Aula 3 operações farmacêuticas
Talita Gonçalves
 
3. farmacologia. aparelho respiratorio
3. farmacologia. aparelho respiratorio3. farmacologia. aparelho respiratorio
3. farmacologia. aparelho respiratorio
Luiz Gonçalves Mendes Jr
 
Aula glicosídeos saponínicos
Aula glicosídeos saponínicosAula glicosídeos saponínicos
Aula glicosídeos saponínicos
Rogério Minini
 
FarmacocinéTica
FarmacocinéTicaFarmacocinéTica
FarmacocinéTica
Caio Maximino
 
10.calculos farmaceuticos
10.calculos farmaceuticos10.calculos farmaceuticos
10.calculos farmaceuticos
Lucas Stolfo Maculan
 
Analgesicos Opioides
Analgesicos Opioides Analgesicos Opioides
Analgesicos Opioides
Safia Naser
 
introdução à farmacologia
 introdução à farmacologia introdução à farmacologia
introdução à farmacologia
Jaqueline Almeida
 
Formas farmacêuticas
Formas farmacêuticasFormas farmacêuticas
Formas farmacêuticas
Claudio Luis Venturini
 
Apostila Farmacotécnica II - Prática 2016
Apostila Farmacotécnica II - Prática 2016Apostila Farmacotécnica II - Prática 2016
Apostila Farmacotécnica II - Prática 2016
Herbert Cristian de Souza
 

Mais procurados (20)

Metabolitos secundarios nas plantas
Metabolitos secundarios nas plantasMetabolitos secundarios nas plantas
Metabolitos secundarios nas plantas
 
Formas farmacêuticas
Formas farmacêuticasFormas farmacêuticas
Formas farmacêuticas
 
Introdução a farmacognosia
Introdução a farmacognosiaIntrodução a farmacognosia
Introdução a farmacognosia
 
Farmacologia farmacocinética
Farmacologia farmacocinéticaFarmacologia farmacocinética
Farmacologia farmacocinética
 
Aula.metilxantinas
Aula.metilxantinasAula.metilxantinas
Aula.metilxantinas
 
Farmacognosia.pptx
Farmacognosia.pptxFarmacognosia.pptx
Farmacognosia.pptx
 
Introdução a fitoterapia - informações básicas
Introdução a fitoterapia - informações básicasIntrodução a fitoterapia - informações básicas
Introdução a fitoterapia - informações básicas
 
Aula 1 introdução à toxicologia
Aula 1 introdução à toxicologiaAula 1 introdução à toxicologia
Aula 1 introdução à toxicologia
 
Aula metabolismo-vegetal-secundario
Aula metabolismo-vegetal-secundarioAula metabolismo-vegetal-secundario
Aula metabolismo-vegetal-secundario
 
Formas farmaceuticas
Formas farmaceuticasFormas farmaceuticas
Formas farmaceuticas
 
Introdução à farmacologia
Introdução à farmacologiaIntrodução à farmacologia
Introdução à farmacologia
 
Aula 3 operações farmacêuticas
Aula 3 operações farmacêuticasAula 3 operações farmacêuticas
Aula 3 operações farmacêuticas
 
3. farmacologia. aparelho respiratorio
3. farmacologia. aparelho respiratorio3. farmacologia. aparelho respiratorio
3. farmacologia. aparelho respiratorio
 
Aula glicosídeos saponínicos
Aula glicosídeos saponínicosAula glicosídeos saponínicos
Aula glicosídeos saponínicos
 
FarmacocinéTica
FarmacocinéTicaFarmacocinéTica
FarmacocinéTica
 
10.calculos farmaceuticos
10.calculos farmaceuticos10.calculos farmaceuticos
10.calculos farmaceuticos
 
Analgesicos Opioides
Analgesicos Opioides Analgesicos Opioides
Analgesicos Opioides
 
introdução à farmacologia
 introdução à farmacologia introdução à farmacologia
introdução à farmacologia
 
Formas farmacêuticas
Formas farmacêuticasFormas farmacêuticas
Formas farmacêuticas
 
Apostila Farmacotécnica II - Prática 2016
Apostila Farmacotécnica II - Prática 2016Apostila Farmacotécnica II - Prática 2016
Apostila Farmacotécnica II - Prática 2016
 

Semelhante a Flavonoides

Hormônios e defesa vegetal
Hormônios e defesa vegetalHormônios e defesa vegetal
Hormônios e defesa vegetal
Lucilene de Abreu
 
Terpenóides
TerpenóidesTerpenóides
Terpenóides
henriquetabosa
 
Faculdade asces (1)
Faculdade asces (1)Faculdade asces (1)
Faculdade asces (1)
henriquetabosa
 
Terpenóides
TerpenóidesTerpenóides
Terpenóides
henriquetabosa
 
Faculdade asces (2)
Faculdade asces (2)Faculdade asces (2)
Faculdade asces (2)
henriquetabosa
 
Fenilpropanóides
FenilpropanóidesFenilpropanóides
Fenilpropanóides
henriquetabosa
 
principios ativos em plantas medicinais .pdf
principios ativos em plantas medicinais .pdfprincipios ativos em plantas medicinais .pdf
principios ativos em plantas medicinais .pdf
IvaniOliveira9
 
TCC
TCCTCC
Linalol- propriedades físicas e químicas
Linalol- propriedades físicas e químicasLinalol- propriedades físicas e químicas
Linalol- propriedades físicas e químicas
João Marcos Galúcio
 
Fitoterapia módulo ii
Fitoterapia   módulo iiFitoterapia   módulo ii
Fitoterapia módulo ii
Marcos An
 
Flavonoides nay
Flavonoides nayFlavonoides nay
Flavonoides nay
naybb
 
Flavonoides nay
Flavonoides nayFlavonoides nay
Flavonoides nay
naybb
 
Agroecologia - Plantas Medicinais
Agroecologia - Plantas MedicinaisAgroecologia - Plantas Medicinais
Agroecologia - Plantas Medicinais
Bruno Anacleto
 
Principios ativos
Principios ativosPrincipios ativos
Principios ativos
UNICAMP
 
Lipidios
LipidiosLipidios
Lipidios
Raquel Freiry
 
Reino protista algas
Reino protista algasReino protista algas
Reino protista algas
Francisco Denisar Junior
 
Taninos
TaninosTaninos
Terpenóides (terpenos)
Terpenóides (terpenos)Terpenóides (terpenos)
Terpenóides (terpenos)
henriquetabosa
 
Amoras: nutritivas e promotoras da saúde
Amoras: nutritivas e promotoras da saúdeAmoras: nutritivas e promotoras da saúde
Amoras: nutritivas e promotoras da saúde
Rural Pecuária
 
aula 9. taninos2014.pdf
aula 9. taninos2014.pdfaula 9. taninos2014.pdf
aula 9. taninos2014.pdf
JosAssisGomesdeBrito
 

Semelhante a Flavonoides (20)

Hormônios e defesa vegetal
Hormônios e defesa vegetalHormônios e defesa vegetal
Hormônios e defesa vegetal
 
Terpenóides
TerpenóidesTerpenóides
Terpenóides
 
Faculdade asces (1)
Faculdade asces (1)Faculdade asces (1)
Faculdade asces (1)
 
Terpenóides
TerpenóidesTerpenóides
Terpenóides
 
Faculdade asces (2)
Faculdade asces (2)Faculdade asces (2)
Faculdade asces (2)
 
Fenilpropanóides
FenilpropanóidesFenilpropanóides
Fenilpropanóides
 
principios ativos em plantas medicinais .pdf
principios ativos em plantas medicinais .pdfprincipios ativos em plantas medicinais .pdf
principios ativos em plantas medicinais .pdf
 
TCC
TCCTCC
TCC
 
Linalol- propriedades físicas e químicas
Linalol- propriedades físicas e químicasLinalol- propriedades físicas e químicas
Linalol- propriedades físicas e químicas
 
Fitoterapia módulo ii
Fitoterapia   módulo iiFitoterapia   módulo ii
Fitoterapia módulo ii
 
Flavonoides nay
Flavonoides nayFlavonoides nay
Flavonoides nay
 
Flavonoides nay
Flavonoides nayFlavonoides nay
Flavonoides nay
 
Agroecologia - Plantas Medicinais
Agroecologia - Plantas MedicinaisAgroecologia - Plantas Medicinais
Agroecologia - Plantas Medicinais
 
Principios ativos
Principios ativosPrincipios ativos
Principios ativos
 
Lipidios
LipidiosLipidios
Lipidios
 
Reino protista algas
Reino protista algasReino protista algas
Reino protista algas
 
Taninos
TaninosTaninos
Taninos
 
Terpenóides (terpenos)
Terpenóides (terpenos)Terpenóides (terpenos)
Terpenóides (terpenos)
 
Amoras: nutritivas e promotoras da saúde
Amoras: nutritivas e promotoras da saúdeAmoras: nutritivas e promotoras da saúde
Amoras: nutritivas e promotoras da saúde
 
aula 9. taninos2014.pdf
aula 9. taninos2014.pdfaula 9. taninos2014.pdf
aula 9. taninos2014.pdf
 

Mais de ApolloeGau SilvaeAlmeida

Composicão quimica das células
Composicão quimica das célulasComposicão quimica das células
Composicão quimica das células
ApolloeGau SilvaeAlmeida
 
Código de ética farmacêutica
Código de ética farmacêuticaCódigo de ética farmacêutica
Código de ética farmacêutica
ApolloeGau SilvaeAlmeida
 
Química Farmacêutica
Química FarmacêuticaQuímica Farmacêutica
Química Farmacêutica
ApolloeGau SilvaeAlmeida
 
Funcões inorgânicas
Funcões inorgânicasFuncões inorgânicas
Funcões inorgânicas
ApolloeGau SilvaeAlmeida
 
Aula 1 conceitos gerais e interação parasito-hospedeiro (2)
Aula 1   conceitos gerais e interação parasito-hospedeiro (2)Aula 1   conceitos gerais e interação parasito-hospedeiro (2)
Aula 1 conceitos gerais e interação parasito-hospedeiro (2)
ApolloeGau SilvaeAlmeida
 
Febre
FebreFebre

Mais de ApolloeGau SilvaeAlmeida (6)

Composicão quimica das células
Composicão quimica das célulasComposicão quimica das células
Composicão quimica das células
 
Código de ética farmacêutica
Código de ética farmacêuticaCódigo de ética farmacêutica
Código de ética farmacêutica
 
Química Farmacêutica
Química FarmacêuticaQuímica Farmacêutica
Química Farmacêutica
 
Funcões inorgânicas
Funcões inorgânicasFuncões inorgânicas
Funcões inorgânicas
 
Aula 1 conceitos gerais e interação parasito-hospedeiro (2)
Aula 1   conceitos gerais e interação parasito-hospedeiro (2)Aula 1   conceitos gerais e interação parasito-hospedeiro (2)
Aula 1 conceitos gerais e interação parasito-hospedeiro (2)
 
Febre
FebreFebre
Febre
 

Flavonoides

  • 1. 05/08/2013 1 Curso de Farmácia Disciplina de Farmacognosia II Flavonoides Flavonoides  Pigmentos naturais presentes nos vegetais; Flavus: amarelo  Importante classe de polifenóis;  Hidrossolúveis, relativamente estáveis;  Fazem parte da dieta alimentar diária (frutas, verduras, cereais, vinhos etc.);  Descritos mais de 4200 flavonoides diferentes, principalmente nas Angiospermas
  • 2. 05/08/2013 2 Calêndula (Calendula officinalis) terpenos esteroides Alcaloides pirrolidínicos, tropânicos, pirrolizidínicos e quinolizidinicos Ácido Chiquímico Acetato Ácido gálico Fenilalanina/ Tirosina Triptofano Taninos hidrolisáveis Alcaloides indólicos e quinolínicos Alcaloides isoquinolínicos e benzilisoquinolínicos Ácido cinâmico fenilpropanoides Lignanas e ligninas cumarinas Ciclo do ácido cítrico Mevalonato ortinina/ lisina ácidos graxos, acetogeninas piruvato terpenos Antraquinonas, flavonoides, taninos condensados GLICOSE polissacarídeos LEGENDA classes metabólitosintermediários VIAS: Ácido Chiquímico Acetato Mevalonato
  • 3. 05/08/2013 3 Estrutura química: São em geral compostos por 15 átomos de carbono, Possuem estrutura C6-C3-C6 , Derivados do núcleo 2-fenil-g -cromona: 9 10 Glicosilados ou  Oxigenados  Proteção contra raios UV, insetos, fungos, vírus e bactérias.  Atração de animais (polinização).  Antioxidantes.  Controle da ação de hormônios  Inibidores de enzimas Funções dos Flavonóides às Plantas
  • 4. 05/08/2013 4 Flavonoides são encontrados:  Frutas;  Vegetais;  Chás (verde, mate)  Vinhos;  Nozes;  Sementes e raízes. Ações farmacológicas e usos: Atividade antioxidante; Atividade antiinflamatória;  Atividade antiviral e antitumoral;  Atividade hormonal (isoflavonas).
  • 5. 05/08/2013 5 Flavonoides são subdivididos em grupos:  Flavanois - ex. cacau  Flavonois;  Flavonas - ex. rutina  Antocianidinas - ex. bioflavonoides  Isoflavonas - ex. isoflavonas de soja  Flavanonas. Flavanois
  • 6. 05/08/2013 6 Arruda – Ruta graveolens L. Rutina ou Vitamina P Flavonas Fava´ Danta(Dimorphandra mollis)
  • 7. 05/08/2013 7 Fava´ Danta  Nativa do cerrado brasileiro  Grande incidência nos estados do Maranhão e Piauí.  Parte usada: frutos secos (vagem)  Fonte de Rutina  Explorada economicamente pela Merck no Maranhão  A Merck produz em média 450 toneladas de rutina por ano, atendendo cerca de 40% das necessidades mundiais dessa substância (Merck- Brasil, 2009) A rutina é um farmoquímico extraído de plantas e é usada no tratamento da fragilidade capilar. A produção brasileira de rutina é feita no Maranhão e Piauí. O Brasil exportou para a França em 2012 (até fevereiro) a soma de US$ 1.261.833,00. Fonte: Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica e de Insumos Farmacêuticos.
  • 8. 05/08/2013 8 Propriedades Farmacológicas da Rutina  Apresenta atividade sobre a permeabilidade capilar.  Diminui a fragilidade capilar.  Aumenta a resistência capilar.  Indicada em distúrbios circulatórios e doenças hemorrágicas, como vasculoprotetor e venotônico.  Tratamento de varizes e hemorróidas.
  • 9. 05/08/2013 9 Isoflavonas Isoflavonas  Pouco distribuídas na natureza.  Presentes principalmente na soja (Glycine max) e em seus derivados.  Apresentam efeito estrogênico por apresentarem semelhança estrutural com os hormônios estrogênicos, encontrados em maior concentração nas mulheres.
  • 10. 05/08/2013 10 Estrutura química das principais isoflavonas da soja  Pigmentos pertencentes ao grupo dos bioflavonóides  Responsáveis por uma grande variedade de cores de frutas, flores e folhas que vão do vermelho-alaranjado, ao vermelho vivo, roxo e azul.  Funções:  proteção das plantas, suas flores e seus frutos contra a luz ultravioleta( UV )  evitar a produção de radicais livres. Antocianidinas
  • 12. 05/08/2013 12 Antocianidina Identificação genérica de compostos flavonoídicos • Extração com etanol 70% a quente. Reações de identificação:  Com hidróxidos alcalinos (propriedade de formação de sais coloridos, fenolatos amarelados).  Com cloreto de alumínio (fluorescência amarelo esverdeada sob luz U.V. de ondas longas – 366nm).  Reação de Shinoda ou Reação da Cianidina (magnésio metálico + HCL concentrado = cor variando do róseo a vermelho)
  • 13. 05/08/2013 13 Ginkgo biloba L. (PERFEITO, 2012) PERFEITO, J. P. S., O registro sanitário de medicamentos fitoterápicos no Brasil: Uma avaliação da situação atual e das razões de indeferimento,2012. 163 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde)– Faculdade de Ciências da Saúde,Universidade de Brasília, Brasília,2012.
  • 14. 05/08/2013 14 Aspectos Botânicos Gerais Ginkgo biloba L. - Ginkgoaceae • Árvore dióica. • Único representante botânico da família. • Altura oscila entre 13 e 17 m. • Folhas com formato de lóbulos unidos = biloba
  • 15. 05/08/2013 15 Parte utilizada: folha Mais de 250 milhões de anos de história
  • 16. 05/08/2013 16 Ginkgo biloba – poluição do ar – baixas temperaturas (< -20°C) – ataque de fungos – ataque de vírus – insetos – fogo – radiação (sobreviveu à bomba atômica lançada em Hiroshima) Resistente a
  • 18. 05/08/2013 18 • Terpenos: gincolídeos (diterpenos), bilobalídeos (sesquiterpenos), triterpenos e poliprenóis. • Flavonoides: flavonas, flavonóis e biflavonóides. • Hidrocarbonetos de cadeia longa. • Derivados do ácido anacárdico (ácidos gincólicos). • Compostos nitrogenados de baixo peso molecular. O OH OOH R2O OR3 R1 O O O R3 HO R2 O O R1H3C O O Ginkgo biloba (Ginkgoaceae) Gincolídeos Flavonoides
  • 19. 05/08/2013 19 Ações Terapêuticas Centradas em três aspectos prioritários: • Atividade circulatória, • Atividade antiagregante plaquetária, • Atividade antioxidante.
  • 20. 05/08/2013 20 • Flavonoides – atuam como elementos depuradores dos radicais livres. • Terpenos (gincolídeos) – inibem o PAF (fator de ativação plaquetária). O quê os radicais livres e o PAF ocasionam? • “Erosionam” as membranas vasculares determinando um aumento da permeabilidade  Alteração do fluxo cerebral,  alteração do metabolismo neuronal,  Alteração da atividade dos neurotransmissores.
  • 22. 05/08/2013 22 Recomendações da ANVISA (IN ANVISA nº 05, de 11 de dezembro de 2008) Nomenclatura botânica Ginkgo biloba L. Nome popular Ginkgo Parte usada Folhas Padronização/marcador Ginkgoflavonoides (22 a 27%) determinados como Quercetina, kaempferol e Isorhamnetina, e terpenolactonas (5 a 7%) determinadas como ginkgolídeos A,B, C, J e bilobalídeos Formas de uso Extratos Indicações/ações terapêuticas Vertigens e zumbidos (tinidos) resultantes de distúrbios circulatórios; distúrbios circulatórios periféricos (claudicação intermitente), insuficiência vascular cerebral Dose diária 26,4-64,8 mg de ginkgoflavonoides e 6 a 16,8 mg de terpenolactonas Via de administração Oral Restrição de uso Venda sob prescrição médica Obrigado!