SlideShare uma empresa Scribd logo
CURSO DE FARMÁCIA
4ᵒ PERÍODO
FARMACOGNOSIA I
PROF.ESPEC.ALESANDRO
QUINONAS
Introduzindo...
• QUINONAS = compostos oxigenados, formados a partir da
oxidação de fenóis. Sua principal característica é a presença de 2
grupos carbonílicos formando um sistema conjugado.
• há 3 grupos principais, em função do tipo do ciclo:
• benzoquinonas
O
O
O
O
1,2-benzoquinona (o-
benzoquinona)
1,4-benzoquinona (p-
benzoquinona)
Ainda não foram descobertas
aplicações terapêuticas para as
benzoquinonas naturais. São
encontradas nos artrópodos,
sendo raras nos vegetais
superiores.
Introduzindo... (contin.)
• naftoquinonas:
O
O
O
O
1,2-naftoquinona 1,4-naftoquinona
Algumas naftoquinonas são antibacterianas e fungicidas, outras apresentam atividades
antiprotozoárias e antivirais. Entretanto, nenhuma naftoquinona natural é atualmente utilizada
com fins terapêuticos. São encontradas nos fungos, sendo esporádicas nas Angiospermas
Introduzindo... (contin.)
• antraquinonas:
9,10-antraquinona
Derivadas do antraceno, as antraquinonas (antranóides, derivados antracênicos ou deriv.
hidroxiantracênicos) são abundantes na natureza, sendo encontradas em fungos, líquens e
nas Angiospermas, principalmente nas Rubiáceas, Fabáceas, Poligonáceas, Rhamnáceas,
Liliáceas e Escrofulariáceas. Apresentam importante atividade terapêutica.
O
O
1
2
3
45
6
7
8 9
10
Antraquinonas: características químicas:
• interconvertem-se facilmente em hidroquinonas, sendo produzidas a
partir de reações de oxidação de antranóis e antronas:
antraquinona antrona antranol
• a maioria apresenta-se como O-glicosídeos, com a ligação
principalmente em C-1 (raro), C-8 ou C-6; os açúcares mais comuns são
a glucose (em C-8) e a ramnose (em C-6);
• os C-glicosídeos são derivados das antronas, com a ligação em C-10.
Características químicas (contin.):
• há algumas variações estruturais nas geninas:
• grupos cetônicos em C-9 e C-
10;
• hidroxilas em C-1 e C-8;
• substituintes em C-3 (metila,
hidroximetila ou carboxila) e em
C-6 (hidroxila fenólica livre ou
eterificada);
• gliconas em C-1, C-8 ou C-6.
Características químicas (contin.):
• nas drogas secas, geralmente encontram-se mais oxidados que na
planta fresca:
PLANTA FRESCA: glicosídeos de antronas monoméricas
glicosídeos antraquinônicos
glicosídeos de diantronas
oxidação
dimerização
secagem
Características químicas (contin.):
• antraquinonas (antronas) - alguns exemplos:
Características químicas (contin.):
• diantronas - alguns exemplos:
Propriedades físico-químicas:
• os glicosídeos são compostos cristalinos, amarelados, de sabor
amargo, não sublimáveis, solúveis na água e no álcool e insolúveis no
benzeno, clorofórmio etc.; dissolvem-se nos álcalis formando soluções
laranja-avermelhadas;
• os O-glicosídeos são hidrolisáveis em ácidos diluídos, bases fortes e
enzimas;
• as geninas apresentam-se como cristais amarelados ou avermelhados,
sublimáveis, insolúveis na água e solúveis no álcool, benzeno,
clorofórmio, éter, piridina etc.;
• as hidroxi-antraquinonas dissolvem-se nas bases corando-as de
vermelho: a intensidade da cor varia conforme o no e a posição das OH e
outros substituintes.
Métodos laboratoriais:
• extração dos glicosídeos: com água ou soluções hidroalcoólicas; para a obtenção
das formas reduzidas, deve-se utilizar temperaturas baixas, ausência de luz e de
oxigênio;
• identificação: reação de Bornträger = coloração das quinonas em meio alcalino 
1,8 dihidroxi-antraquinonas = vermelha; 1,2 dihidroxi-antraquinonas = azul-violeta;
• IMPORTANTE: reação positiva apenas para antraquinonas livres.
• apresentam absorção no UV; são coradas na luz visível;
• doseamento: cromatografia (CCD e CLAE) e espectroscopia.
Ações farmacológicas e usos:
• ação farmacológica principal: LAXATIVA (a intensidade é dependente da dose)
- os principais responsáveis por esta ação são os derivados hidroxi-
antracênicos: O-glicosídeos de diantronas e antraquinonas e também os C-
glicosídeos de antronas; as formas reduzidas são 10 vezes mais ativas que as
oxidadas; as geninas livres presentes na droga não têm atividade;
- indicação: como laxantes em prisões de ventre medicamentosas, na
preparação de exames radiológicos e colonoscópicos, pré e pós-cirurgias ano-
retais, patologias anais dolorosas;
• estudos têm demonstrado atividade contra Leishmania e Trypanosoma cruzi, de
algumas naftoquinonas.
Metabolismo:
INGESTÃO: glicosídeos antraquinônicos
antraquinonas reduzidas formadas in situ
atuação direta nas células
epiteliais da mucosa intacta
do intestino
NO CÓLON: hidrólise (b-
glucosidases da flora) e redução
Obs.: tempo de latência = 6-8 hs.
Mecanismo de ação:
• são laxantes irritantes do intestino grosso;
• atualmente se conhecem 3 mecanismos de ação:
- estimulação direta da contração da musculatura lisa do intestino,
aumentando a motilidade intestinal (possivelmente relacionado com a
liberação ou com o aumento da síntese de histamina ou outros
mediadores);
- inibição da reabsorção de água, sódio e cloro através da inativação da
bomba de Na+/K+ - ATPase, (aumentando a secreção de potássio);
- inibição dos canais de Cl-, comprovada para inúmeros 1,8-hidróxi-
antranóides (antraquinonas e antronas),
Orientações farmacêuticas:
• não utilizar por períodos prolongados (mais de 10 dias): poderá ocorrer
dependência, diarréias, cólicas, náuseas, vômitos, melanose reto-cólica
(escurecimento da mucosa), alterações da mucosa e morfologia do reto e cólon
(fissuras anais, prolapsos hemorroidais), atonia, carcinoma colorretal, transtornos
hidroeletrolíticos com hipocalemia;
• evitar o uso concomitante com cardiotônicos digitálicos e diuréticos
hipocalemiantes;
• não utilizar mais de 2 substâncias antraquinônicas na mesma formulação;
• não utilizar em crianças e durante a gravidez (ocitotóxico) e lactação (passa para o
leite materno);
• há um potencial mutagênico, ainda em estudo.
Curiosidades:
• papel biológico: defesa química das plantas contra insetos fitófagos e
outros patógenos (ex.: defesa contra cupins); função alelopática (inibição
da germinação de outras plantas);
• as quinonas são corantes naturais (ex.: antraquinona alizarina,
naftoquinonas chiconina e juglona).
• a atividade dos glicosídeos de antronas é muito marcado (provocando
cólicas), o que justifica o tratamento térmico ou o tempo de armazenamento
de algumas drogas antes do uso (para haver a oxidação destes compostos).
SENE - folíolos e frutos de Senna alexandrina Mill.: Cassia senna L. (C.
acutifolia Delile) = sene-de-Alexandria), C. angustifolia Vahl. = sene-de-
Tinnevelly, CAESALPINIACEAE / LEGUMINOSAE.
SENE
 introduzido na medicina pelos árabes no século IX ou X;
 principais componentes ativos: glicosídeos diméricos (diantronas):
senosídeos A e B;
 Farm. Bras. IV: frutos dessecados devem conter no mínimo, 4% de
derivados hidroxiantracênicos, calculados em senosídeo A; folíolos
dessecados devem conter, no mínimo, 2,5% de glicosídeos, calculados
em senosídeo B.
senidina A (dímero da reína-antrona)
SENE
 agliconas e glicosídeos do sene:
AGLICONA ANTRONAS GLICOSÍDEO
senidina A reína-antrona/reína-antrona senosídeo A
senidina B reína-antrona/reína-antrona senosídeo B
senidina C reína-antrona/aloe-emodina-antrona senosídeo C
senidina C reína antrona/aloe-emodina-antrona senosídeo D
reidina A reína-antrona/emodina-antrona reosídeo A
palmidina A aloe-emodina-antrona/emodina-
antrona
palmosídeo A
CÁSCARA-SAGRADA - cascas dessecadas de Rhamnus purshianus D.C.,
RHAMNACEAE.
CÁSCARA-SAGRADA
 originária das regiões montanhosas dos EUA e Canadá;
 devem ser aquecidos a 100oC por 1 a 2 hs ou estocados por no mínimo 1
ano antes do uso;
 contém aprox. 6% de derivados hidroxiantracênicos, dos quais 60% de
cascarosídeos;
 80 a 90% são C-glicosídeos e 10 a 20% são O-glicosídeos;
 os cascarosídeos A, B, C e D são O-glicosídeos e C-glicosídeos (8-O-,10-
C-diglicosídeos).
FRÂNGULA - cascas dessecadas de Rhamnus frangula L. (Frangula alnus
Mill.), RHAMNACEAE.
FRÂNGULA
 também conhecida como amieiro-preto, é originária da Europa e Ásia;
 devem ser aquecidos a 100oC por 1 a 2 hs ou estocados por no mínimo 1
ano antes do uso, como a cáscara-sagrada;
 seus constituintes principais são os O-glicosídeos monosídeos
frangulina A e B e os diglicosídeos glicofrangulina A e B;
 tem os mesmos usos que a cáscara-sagrada, tendo, no entanto, ação
mais suave.
RUIBARBO - raízes e rizomas descascados de Rheum palmatum L. e Rheum
officinale Baill., POLYGONACEAE.
RUIBARBO
 originária da China e do Tibete, é uma das plantas mais antigas e
conhecidas da medicina tradicional chinesa;
 contém 3 a 12% de derivados antracênicos, sendo 60 a 80% glicosídeos
de antraquinonas;
 entre outros, contém taninos, o que pode induzir a prisão de ventre após
a ação laxativa;
 é também utilizado no tratamento tópico de inflamações e infecções da
mucosa oral;
 pode ser falsificado por ruibarbo rapôntico (principalmente R.
rhaponticum L.) que, além de apresentar teores bem menores de
antraquinonas, pode causar intoxicação grave, inclusive fatal (alto
conteúdo de ácido oxálico corrosivo).
BABOSA - suco desidratado das folhas de Aloe vera L. (Aloe barbadensis
Mill.) = aloés-de-Curaçao e Aloe ferox Mill. e seus híbridos com A. africana
Mill. e A. spicata Baker = aloés-do-Cabo, ASPHODELACEAE / LILIACEAE.
BABOSA
 apresenta-se como massas opacas de cor preto-avermelhada, preto-
castanho ou marrom escuro; sabor nauseante e amargo e odor
característico e desagradável;
 obtido a partir do látex amarelado produzido por células secretoras
localizadas abaixo da epiderme, o qual é concentrado até a secura;
 tem maior atividade laxante que as demais drogas;
 apresentam C-glicosídeos antraquinônicos - aloína A e B: 25 a 40% no
aloés-de-Curaçao e 13 a 27% no aloés-do-Cabo;
 pode causar dores abdominais e irritação gastrintestinal e em altas
doses, nefrite, diarréia com sangue e gastrite hemorrágica.
BABOSA
 da babosa (A.vera) pode também ser produzido o gel, que consiste em
mucilagem obtida das células da zona central da folha;
 o gel é usado tradicionalmente para ajudar na cicatrização de feridas,
queimaduras, eczema, psoríase, picaduras de insetos, eritemas solares
etc.;
 a origem desta atividade ainda não está completamente esclarecida;
 o gel não contém substâncias antraquinônicas;

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Formas farmacêuticas
Formas farmacêuticasFormas farmacêuticas
Formas farmacêuticas
Venturini Cláudio Luís
 
Sistemas dispersos 1_2016-
Sistemas dispersos 1_2016-Sistemas dispersos 1_2016-
Sistemas dispersos 1_2016-
Gabriela Martins Labussiere
 
Farmacognosia- drogas e princípio ativos
Farmacognosia- drogas e princípio ativosFarmacognosia- drogas e princípio ativos
Farmacognosia- drogas e princípio ativos
Maria Luiza
 
Aula 6 pomadas 2020
Aula 6 pomadas 2020Aula 6 pomadas 2020
Aula 6 pomadas 2020
Nemesio Silva
 
Tecnologia de Comprimidos Revestidos e Drágeas
Tecnologia de Comprimidos Revestidos e DrágeasTecnologia de Comprimidos Revestidos e Drágeas
Tecnologia de Comprimidos Revestidos e Drágeas
Guilherme Becker
 
Xarope
XaropeXarope
Soluções nasais
Soluções nasaisSoluções nasais
Soluções nasais
Safia Naser
 
Seminário Flavonoides
Seminário FlavonoidesSeminário Flavonoides
Seminário Flavonoides
apporfirio
 
Aula glicosídeos saponínicos
Aula glicosídeos saponínicosAula glicosídeos saponínicos
Aula glicosídeos saponínicos
Rogério Minini
 
Relatório de Aulas práticas de Tecnologia Farmacêutica
Relatório de Aulas práticas de Tecnologia FarmacêuticaRelatório de Aulas práticas de Tecnologia Farmacêutica
Relatório de Aulas práticas de Tecnologia Farmacêutica
Karen Zanferrari
 
Farmacotécnica
FarmacotécnicaFarmacotécnica
Farmacotécnica
Julia Martins Ulhoa
 
Aula - Farmacotécnica 1
Aula - Farmacotécnica 1Aula - Farmacotécnica 1
Aula - Farmacotécnica 1
RhayNaro
 
FARMACOTECNICA - Isotonicidade – Preparacoes Oftalmicas, Nasais E Otologicas
FARMACOTECNICA - Isotonicidade – Preparacoes Oftalmicas, Nasais E OtologicasFARMACOTECNICA - Isotonicidade – Preparacoes Oftalmicas, Nasais E Otologicas
FARMACOTECNICA - Isotonicidade – Preparacoes Oftalmicas, Nasais E Otologicas
Jose Carlos
 
Introdução a farmacotécnica
Introdução a farmacotécnicaIntrodução a farmacotécnica
Introdução a farmacotécnica
kaiorochars
 
Emulsoes
Emulsoes Emulsoes
3 fórmulas e formas farmacêuticas ( pdf )
3  fórmulas e formas farmacêuticas  ( pdf )3  fórmulas e formas farmacêuticas  ( pdf )
3 fórmulas e formas farmacêuticas ( pdf )
Marcelo Gomes
 
Aula metabolismo-vegetal-secundario
Aula metabolismo-vegetal-secundarioAula metabolismo-vegetal-secundario
Aula metabolismo-vegetal-secundario
Prefeitura Municipal de Bandeirantes,PR
 
FARMACOTÉCNICA-Preparações líquidas de uso oral
FARMACOTÉCNICA-Preparações líquidas de uso oralFARMACOTÉCNICA-Preparações líquidas de uso oral
FARMACOTÉCNICA-Preparações líquidas de uso oral
Renata Medeiros
 
Metabolitos secundarios nas plantas
Metabolitos secundarios nas plantasMetabolitos secundarios nas plantas
Metabolitos secundarios nas plantas
Ana Lúcia
 
Introdução à farmacologia
Introdução à farmacologiaIntrodução à farmacologia
Introdução à farmacologia
Mauro Cunha Xavier Pinto
 

Mais procurados (20)

Formas farmacêuticas
Formas farmacêuticasFormas farmacêuticas
Formas farmacêuticas
 
Sistemas dispersos 1_2016-
Sistemas dispersos 1_2016-Sistemas dispersos 1_2016-
Sistemas dispersos 1_2016-
 
Farmacognosia- drogas e princípio ativos
Farmacognosia- drogas e princípio ativosFarmacognosia- drogas e princípio ativos
Farmacognosia- drogas e princípio ativos
 
Aula 6 pomadas 2020
Aula 6 pomadas 2020Aula 6 pomadas 2020
Aula 6 pomadas 2020
 
Tecnologia de Comprimidos Revestidos e Drágeas
Tecnologia de Comprimidos Revestidos e DrágeasTecnologia de Comprimidos Revestidos e Drágeas
Tecnologia de Comprimidos Revestidos e Drágeas
 
Xarope
XaropeXarope
Xarope
 
Soluções nasais
Soluções nasaisSoluções nasais
Soluções nasais
 
Seminário Flavonoides
Seminário FlavonoidesSeminário Flavonoides
Seminário Flavonoides
 
Aula glicosídeos saponínicos
Aula glicosídeos saponínicosAula glicosídeos saponínicos
Aula glicosídeos saponínicos
 
Relatório de Aulas práticas de Tecnologia Farmacêutica
Relatório de Aulas práticas de Tecnologia FarmacêuticaRelatório de Aulas práticas de Tecnologia Farmacêutica
Relatório de Aulas práticas de Tecnologia Farmacêutica
 
Farmacotécnica
FarmacotécnicaFarmacotécnica
Farmacotécnica
 
Aula - Farmacotécnica 1
Aula - Farmacotécnica 1Aula - Farmacotécnica 1
Aula - Farmacotécnica 1
 
FARMACOTECNICA - Isotonicidade – Preparacoes Oftalmicas, Nasais E Otologicas
FARMACOTECNICA - Isotonicidade – Preparacoes Oftalmicas, Nasais E OtologicasFARMACOTECNICA - Isotonicidade – Preparacoes Oftalmicas, Nasais E Otologicas
FARMACOTECNICA - Isotonicidade – Preparacoes Oftalmicas, Nasais E Otologicas
 
Introdução a farmacotécnica
Introdução a farmacotécnicaIntrodução a farmacotécnica
Introdução a farmacotécnica
 
Emulsoes
Emulsoes Emulsoes
Emulsoes
 
3 fórmulas e formas farmacêuticas ( pdf )
3  fórmulas e formas farmacêuticas  ( pdf )3  fórmulas e formas farmacêuticas  ( pdf )
3 fórmulas e formas farmacêuticas ( pdf )
 
Aula metabolismo-vegetal-secundario
Aula metabolismo-vegetal-secundarioAula metabolismo-vegetal-secundario
Aula metabolismo-vegetal-secundario
 
FARMACOTÉCNICA-Preparações líquidas de uso oral
FARMACOTÉCNICA-Preparações líquidas de uso oralFARMACOTÉCNICA-Preparações líquidas de uso oral
FARMACOTÉCNICA-Preparações líquidas de uso oral
 
Metabolitos secundarios nas plantas
Metabolitos secundarios nas plantasMetabolitos secundarios nas plantas
Metabolitos secundarios nas plantas
 
Introdução à farmacologia
Introdução à farmacologiaIntrodução à farmacologia
Introdução à farmacologia
 

Semelhante a Antraquinonas

Principios ativos
Principios ativosPrincipios ativos
Principios ativos
UNICAMP
 
Cópia de fun es_org_nicas
Cópia de fun  es_org_nicasCópia de fun  es_org_nicas
Cópia de fun es_org_nicas
cejlrodrigues
 
Cópia de fun es_org_nicas
Cópia de fun  es_org_nicasCópia de fun  es_org_nicas
Cópia de fun es_org_nicas
cejlrodrigues
 
Prova n2 farmacognosia
Prova n2 farmacognosiaProva n2 farmacognosia
Prova n2 farmacognosia
Marcos Silva
 
FUNÇÕES ORGÂNICAS.ppt
FUNÇÕES ORGÂNICAS.pptFUNÇÕES ORGÂNICAS.ppt
FUNÇÕES ORGÂNICAS.ppt
PelotaMECXII
 
Conservantes mais utilizados em farmacotécnica
Conservantes mais utilizados em farmacotécnicaConservantes mais utilizados em farmacotécnica
Conservantes mais utilizados em farmacotécnica
CarlosOdon
 
Química das biomoléculas
Química das biomoléculasQuímica das biomoléculas
Química das biomoléculas
Adriana Quevedo
 
aula 9. taninos2014.pdf
aula 9. taninos2014.pdfaula 9. taninos2014.pdf
aula 9. taninos2014.pdf
JosAssisGomesdeBrito
 
Alcaloides Apresentação1.pptx
Alcaloides Apresentação1.pptxAlcaloides Apresentação1.pptx
Alcaloides Apresentação1.pptx
CarlosFranciscoMacuv
 
Fitoterapia módulo ii
Fitoterapia   módulo iiFitoterapia   módulo ii
Fitoterapia módulo ii
Marcos An
 
TEOR DE FENÓLICOS E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE TORTILHAS PRODUZIDAS A PARTIR D...
TEOR DE FENÓLICOS E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE TORTILHAS PRODUZIDAS A PARTIR D...TEOR DE FENÓLICOS E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE TORTILHAS PRODUZIDAS A PARTIR D...
TEOR DE FENÓLICOS E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE TORTILHAS PRODUZIDAS A PARTIR D...
Priscila de Oliveira
 
Aula.metilxantinas
Aula.metilxantinasAula.metilxantinas
Aula.metilxantinas
Rogério Minini
 
Funcoes organicas 2012 coc
Funcoes organicas   2012 cocFuncoes organicas   2012 coc
Funcoes organicas 2012 coc
José Marcelo Cangemi
 
Pigmentos
PigmentosPigmentos
Pigmentos
Ricardo Stefani
 
Alcalóides seminário
Alcalóides seminárioAlcalóides seminário
Alcalóides seminário
Ralph C G
 
Ave farmaco
Ave farmacoAve farmaco
Ave farmaco
jeniferamo
 
Identificação de produtos de oxidação de cepas de Gluconobacter
Identificação de produtos de oxidação de cepas de GluconobacterIdentificação de produtos de oxidação de cepas de Gluconobacter
Identificação de produtos de oxidação de cepas de Gluconobacter
Eme Cê
 
Princípios Activos e Terapêuticos Ayurvédicos do Cravinho Eugenia caryophylus...
Princípios Activos e Terapêuticos Ayurvédicos do Cravinho Eugenia caryophylus...Princípios Activos e Terapêuticos Ayurvédicos do Cravinho Eugenia caryophylus...
Princípios Activos e Terapêuticos Ayurvédicos do Cravinho Eugenia caryophylus...
Michele Pó
 
Funcoes organicas revisão 2012
Funcoes organicas   revisão 2012Funcoes organicas   revisão 2012
Funcoes organicas revisão 2012
José Marcelo Cangemi
 
Fenilpropanóides
FenilpropanóidesFenilpropanóides
Fenilpropanóides
henriquetabosa
 

Semelhante a Antraquinonas (20)

Principios ativos
Principios ativosPrincipios ativos
Principios ativos
 
Cópia de fun es_org_nicas
Cópia de fun  es_org_nicasCópia de fun  es_org_nicas
Cópia de fun es_org_nicas
 
Cópia de fun es_org_nicas
Cópia de fun  es_org_nicasCópia de fun  es_org_nicas
Cópia de fun es_org_nicas
 
Prova n2 farmacognosia
Prova n2 farmacognosiaProva n2 farmacognosia
Prova n2 farmacognosia
 
FUNÇÕES ORGÂNICAS.ppt
FUNÇÕES ORGÂNICAS.pptFUNÇÕES ORGÂNICAS.ppt
FUNÇÕES ORGÂNICAS.ppt
 
Conservantes mais utilizados em farmacotécnica
Conservantes mais utilizados em farmacotécnicaConservantes mais utilizados em farmacotécnica
Conservantes mais utilizados em farmacotécnica
 
Química das biomoléculas
Química das biomoléculasQuímica das biomoléculas
Química das biomoléculas
 
aula 9. taninos2014.pdf
aula 9. taninos2014.pdfaula 9. taninos2014.pdf
aula 9. taninos2014.pdf
 
Alcaloides Apresentação1.pptx
Alcaloides Apresentação1.pptxAlcaloides Apresentação1.pptx
Alcaloides Apresentação1.pptx
 
Fitoterapia módulo ii
Fitoterapia   módulo iiFitoterapia   módulo ii
Fitoterapia módulo ii
 
TEOR DE FENÓLICOS E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE TORTILHAS PRODUZIDAS A PARTIR D...
TEOR DE FENÓLICOS E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE TORTILHAS PRODUZIDAS A PARTIR D...TEOR DE FENÓLICOS E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE TORTILHAS PRODUZIDAS A PARTIR D...
TEOR DE FENÓLICOS E ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DE TORTILHAS PRODUZIDAS A PARTIR D...
 
Aula.metilxantinas
Aula.metilxantinasAula.metilxantinas
Aula.metilxantinas
 
Funcoes organicas 2012 coc
Funcoes organicas   2012 cocFuncoes organicas   2012 coc
Funcoes organicas 2012 coc
 
Pigmentos
PigmentosPigmentos
Pigmentos
 
Alcalóides seminário
Alcalóides seminárioAlcalóides seminário
Alcalóides seminário
 
Ave farmaco
Ave farmacoAve farmaco
Ave farmaco
 
Identificação de produtos de oxidação de cepas de Gluconobacter
Identificação de produtos de oxidação de cepas de GluconobacterIdentificação de produtos de oxidação de cepas de Gluconobacter
Identificação de produtos de oxidação de cepas de Gluconobacter
 
Princípios Activos e Terapêuticos Ayurvédicos do Cravinho Eugenia caryophylus...
Princípios Activos e Terapêuticos Ayurvédicos do Cravinho Eugenia caryophylus...Princípios Activos e Terapêuticos Ayurvédicos do Cravinho Eugenia caryophylus...
Princípios Activos e Terapêuticos Ayurvédicos do Cravinho Eugenia caryophylus...
 
Funcoes organicas revisão 2012
Funcoes organicas   revisão 2012Funcoes organicas   revisão 2012
Funcoes organicas revisão 2012
 
Fenilpropanóides
FenilpropanóidesFenilpropanóides
Fenilpropanóides
 

Mais de Prefeitura Municipal de Bandeirantes,PR

Carboidratos
CarboidratosCarboidratos
O amor de deus
O amor de deusO amor de deus
Cogumelos e alucinógenos naturais
Cogumelos e alucinógenos naturaisCogumelos e alucinógenos naturais
Cogumelos e alucinógenos naturais
Prefeitura Municipal de Bandeirantes,PR
 
Fitoterápicos conceitos técnicos
Fitoterápicos  conceitos técnicosFitoterápicos  conceitos técnicos
Fitoterápicos conceitos técnicos
Prefeitura Municipal de Bandeirantes,PR
 
Campo elétrico
Campo elétricoCampo elétrico
Palestra prevencao drogas
Palestra prevencao drogasPalestra prevencao drogas
Palestra prevencao drogas
Prefeitura Municipal de Bandeirantes,PR
 

Mais de Prefeitura Municipal de Bandeirantes,PR (6)

Carboidratos
CarboidratosCarboidratos
Carboidratos
 
O amor de deus
O amor de deusO amor de deus
O amor de deus
 
Cogumelos e alucinógenos naturais
Cogumelos e alucinógenos naturaisCogumelos e alucinógenos naturais
Cogumelos e alucinógenos naturais
 
Fitoterápicos conceitos técnicos
Fitoterápicos  conceitos técnicosFitoterápicos  conceitos técnicos
Fitoterápicos conceitos técnicos
 
Campo elétrico
Campo elétricoCampo elétrico
Campo elétrico
 
Palestra prevencao drogas
Palestra prevencao drogasPalestra prevencao drogas
Palestra prevencao drogas
 

Último

Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Centro Jacques Delors
 
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsxNoite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Luzia Gabriele
 
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdfAviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Falcão Brasil
 
apresentação metodologia terapia ocupacional
apresentação metodologia terapia ocupacionalapresentação metodologia terapia ocupacional
apresentação metodologia terapia ocupacional
shirleisousa9166
 
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONALEMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
JocelynNavarroBonta
 
EBBOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_PAULA FRANCISCO_22_23
EBBOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_PAULA FRANCISCO_22_23EBBOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_PAULA FRANCISCO_22_23
EBBOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_PAULA FRANCISCO_22_23
Sandra Pratas
 
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da TerraUma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Luiz C. da Silva
 
APA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptx
APA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptxAPA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptx
APA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptx
orquestrasinfonicaam
 
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdfHistória das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
LeideLauraCenturionL
 
O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...
O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...
O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...
AntHropológicas Visual PPGA-UFPE
 
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
marcos oliveira
 
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdfA Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
Falcão Brasil
 
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
principeandregalli
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
Sandra Pratas
 
Matemática para Concursos - Teoria dos Conjuntos
Matemática para Concursos - Teoria dos ConjuntosMatemática para Concursos - Teoria dos Conjuntos
Matemática para Concursos - Teoria dos Conjuntos
Instituto Walter Alencar
 
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdfGeotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Falcão Brasil
 
Temática – Projeto para Empreendedores Locais
Temática – Projeto para Empreendedores LocaisTemática – Projeto para Empreendedores Locais
Temática – Projeto para Empreendedores Locais
Colaborar Educacional
 

Último (20)

FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO .
FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO                .FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO                .
FOTOS_AS CIÊNCIAS EM AÇÃO .
 
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
Slide | Eurodeputados Portugueses (2024-2029) - Parlamento Europeu (atualiz. ...
 
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsxNoite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
Noite Alva! José Ernesto Ferraresso.ppsx
 
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdfAviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
Aviação de Asas Rotativas. Aos Rotores, o Sabre!.pdf
 
apresentação metodologia terapia ocupacional
apresentação metodologia terapia ocupacionalapresentação metodologia terapia ocupacional
apresentação metodologia terapia ocupacional
 
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONALEMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
EMOCIONES PARA TRABAJAR EN LA AREA SOCIOEMOCIONAL
 
EBBOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_PAULA FRANCISCO_22_23
EBBOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_PAULA FRANCISCO_22_23EBBOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_PAULA FRANCISCO_22_23
EBBOK_HORA DO CONTO_O SONHO DO EVARISTO_PAULA FRANCISCO_22_23
 
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da TerraUma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
Uma Breve História da Origem, Formação e Evolução da Terra
 
APA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptx
APA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptxAPA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptx
APA fonoaudiologia Pratica Trabalho Prontos.pptx
 
RECORDANDO BONS MOMENTOS! _
RECORDANDO BONS MOMENTOS!               _RECORDANDO BONS MOMENTOS!               _
RECORDANDO BONS MOMENTOS! _
 
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA .
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA                .TALENTOS DA NOSSA ESCOLA                .
TALENTOS DA NOSSA ESCOLA .
 
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdfHistória das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
História das ideias pedagógicas no Brasil - Demerval Saviani.pdf
 
O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...
O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...
O processo da farinhada no Assentamento lagoa de Dentro, Zona Rural de Várzea...
 
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
Folha de Atividades (Virei Super-Herói! Projeto de Edição de Fotos) com Grade...
 
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdfA Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
A Industria Brasileira de Defesa - Situação Atual e Perspectivas de Evolução.pdf
 
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, 2024
 
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
EBOOK_HORA DO CONTO_O MONSTRO DAS CORES_ANGELINA & MÓNICA_22_23
 
Matemática para Concursos - Teoria dos Conjuntos
Matemática para Concursos - Teoria dos ConjuntosMatemática para Concursos - Teoria dos Conjuntos
Matemática para Concursos - Teoria dos Conjuntos
 
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdfGeotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
Geotecnologias Aplicadas na Gestão de Riscos e Desastres Hidrológicos.pdf
 
Temática – Projeto para Empreendedores Locais
Temática – Projeto para Empreendedores LocaisTemática – Projeto para Empreendedores Locais
Temática – Projeto para Empreendedores Locais
 

Antraquinonas

  • 1. CURSO DE FARMÁCIA 4ᵒ PERÍODO FARMACOGNOSIA I PROF.ESPEC.ALESANDRO QUINONAS
  • 2. Introduzindo... • QUINONAS = compostos oxigenados, formados a partir da oxidação de fenóis. Sua principal característica é a presença de 2 grupos carbonílicos formando um sistema conjugado. • há 3 grupos principais, em função do tipo do ciclo: • benzoquinonas O O O O 1,2-benzoquinona (o- benzoquinona) 1,4-benzoquinona (p- benzoquinona) Ainda não foram descobertas aplicações terapêuticas para as benzoquinonas naturais. São encontradas nos artrópodos, sendo raras nos vegetais superiores.
  • 3. Introduzindo... (contin.) • naftoquinonas: O O O O 1,2-naftoquinona 1,4-naftoquinona Algumas naftoquinonas são antibacterianas e fungicidas, outras apresentam atividades antiprotozoárias e antivirais. Entretanto, nenhuma naftoquinona natural é atualmente utilizada com fins terapêuticos. São encontradas nos fungos, sendo esporádicas nas Angiospermas
  • 4. Introduzindo... (contin.) • antraquinonas: 9,10-antraquinona Derivadas do antraceno, as antraquinonas (antranóides, derivados antracênicos ou deriv. hidroxiantracênicos) são abundantes na natureza, sendo encontradas em fungos, líquens e nas Angiospermas, principalmente nas Rubiáceas, Fabáceas, Poligonáceas, Rhamnáceas, Liliáceas e Escrofulariáceas. Apresentam importante atividade terapêutica. O O 1 2 3 45 6 7 8 9 10
  • 5. Antraquinonas: características químicas: • interconvertem-se facilmente em hidroquinonas, sendo produzidas a partir de reações de oxidação de antranóis e antronas: antraquinona antrona antranol • a maioria apresenta-se como O-glicosídeos, com a ligação principalmente em C-1 (raro), C-8 ou C-6; os açúcares mais comuns são a glucose (em C-8) e a ramnose (em C-6); • os C-glicosídeos são derivados das antronas, com a ligação em C-10.
  • 6. Características químicas (contin.): • há algumas variações estruturais nas geninas: • grupos cetônicos em C-9 e C- 10; • hidroxilas em C-1 e C-8; • substituintes em C-3 (metila, hidroximetila ou carboxila) e em C-6 (hidroxila fenólica livre ou eterificada); • gliconas em C-1, C-8 ou C-6.
  • 7. Características químicas (contin.): • nas drogas secas, geralmente encontram-se mais oxidados que na planta fresca: PLANTA FRESCA: glicosídeos de antronas monoméricas glicosídeos antraquinônicos glicosídeos de diantronas oxidação dimerização secagem
  • 8. Características químicas (contin.): • antraquinonas (antronas) - alguns exemplos:
  • 9. Características químicas (contin.): • diantronas - alguns exemplos:
  • 10. Propriedades físico-químicas: • os glicosídeos são compostos cristalinos, amarelados, de sabor amargo, não sublimáveis, solúveis na água e no álcool e insolúveis no benzeno, clorofórmio etc.; dissolvem-se nos álcalis formando soluções laranja-avermelhadas; • os O-glicosídeos são hidrolisáveis em ácidos diluídos, bases fortes e enzimas; • as geninas apresentam-se como cristais amarelados ou avermelhados, sublimáveis, insolúveis na água e solúveis no álcool, benzeno, clorofórmio, éter, piridina etc.; • as hidroxi-antraquinonas dissolvem-se nas bases corando-as de vermelho: a intensidade da cor varia conforme o no e a posição das OH e outros substituintes.
  • 11. Métodos laboratoriais: • extração dos glicosídeos: com água ou soluções hidroalcoólicas; para a obtenção das formas reduzidas, deve-se utilizar temperaturas baixas, ausência de luz e de oxigênio; • identificação: reação de Bornträger = coloração das quinonas em meio alcalino  1,8 dihidroxi-antraquinonas = vermelha; 1,2 dihidroxi-antraquinonas = azul-violeta; • IMPORTANTE: reação positiva apenas para antraquinonas livres. • apresentam absorção no UV; são coradas na luz visível; • doseamento: cromatografia (CCD e CLAE) e espectroscopia.
  • 12. Ações farmacológicas e usos: • ação farmacológica principal: LAXATIVA (a intensidade é dependente da dose) - os principais responsáveis por esta ação são os derivados hidroxi- antracênicos: O-glicosídeos de diantronas e antraquinonas e também os C- glicosídeos de antronas; as formas reduzidas são 10 vezes mais ativas que as oxidadas; as geninas livres presentes na droga não têm atividade; - indicação: como laxantes em prisões de ventre medicamentosas, na preparação de exames radiológicos e colonoscópicos, pré e pós-cirurgias ano- retais, patologias anais dolorosas; • estudos têm demonstrado atividade contra Leishmania e Trypanosoma cruzi, de algumas naftoquinonas.
  • 13. Metabolismo: INGESTÃO: glicosídeos antraquinônicos antraquinonas reduzidas formadas in situ atuação direta nas células epiteliais da mucosa intacta do intestino NO CÓLON: hidrólise (b- glucosidases da flora) e redução Obs.: tempo de latência = 6-8 hs.
  • 14. Mecanismo de ação: • são laxantes irritantes do intestino grosso; • atualmente se conhecem 3 mecanismos de ação: - estimulação direta da contração da musculatura lisa do intestino, aumentando a motilidade intestinal (possivelmente relacionado com a liberação ou com o aumento da síntese de histamina ou outros mediadores); - inibição da reabsorção de água, sódio e cloro através da inativação da bomba de Na+/K+ - ATPase, (aumentando a secreção de potássio); - inibição dos canais de Cl-, comprovada para inúmeros 1,8-hidróxi- antranóides (antraquinonas e antronas),
  • 15. Orientações farmacêuticas: • não utilizar por períodos prolongados (mais de 10 dias): poderá ocorrer dependência, diarréias, cólicas, náuseas, vômitos, melanose reto-cólica (escurecimento da mucosa), alterações da mucosa e morfologia do reto e cólon (fissuras anais, prolapsos hemorroidais), atonia, carcinoma colorretal, transtornos hidroeletrolíticos com hipocalemia; • evitar o uso concomitante com cardiotônicos digitálicos e diuréticos hipocalemiantes; • não utilizar mais de 2 substâncias antraquinônicas na mesma formulação; • não utilizar em crianças e durante a gravidez (ocitotóxico) e lactação (passa para o leite materno); • há um potencial mutagênico, ainda em estudo.
  • 16. Curiosidades: • papel biológico: defesa química das plantas contra insetos fitófagos e outros patógenos (ex.: defesa contra cupins); função alelopática (inibição da germinação de outras plantas); • as quinonas são corantes naturais (ex.: antraquinona alizarina, naftoquinonas chiconina e juglona). • a atividade dos glicosídeos de antronas é muito marcado (provocando cólicas), o que justifica o tratamento térmico ou o tempo de armazenamento de algumas drogas antes do uso (para haver a oxidação destes compostos).
  • 17. SENE - folíolos e frutos de Senna alexandrina Mill.: Cassia senna L. (C. acutifolia Delile) = sene-de-Alexandria), C. angustifolia Vahl. = sene-de- Tinnevelly, CAESALPINIACEAE / LEGUMINOSAE.
  • 18. SENE  introduzido na medicina pelos árabes no século IX ou X;  principais componentes ativos: glicosídeos diméricos (diantronas): senosídeos A e B;  Farm. Bras. IV: frutos dessecados devem conter no mínimo, 4% de derivados hidroxiantracênicos, calculados em senosídeo A; folíolos dessecados devem conter, no mínimo, 2,5% de glicosídeos, calculados em senosídeo B. senidina A (dímero da reína-antrona)
  • 19. SENE  agliconas e glicosídeos do sene: AGLICONA ANTRONAS GLICOSÍDEO senidina A reína-antrona/reína-antrona senosídeo A senidina B reína-antrona/reína-antrona senosídeo B senidina C reína-antrona/aloe-emodina-antrona senosídeo C senidina C reína antrona/aloe-emodina-antrona senosídeo D reidina A reína-antrona/emodina-antrona reosídeo A palmidina A aloe-emodina-antrona/emodina- antrona palmosídeo A
  • 20. CÁSCARA-SAGRADA - cascas dessecadas de Rhamnus purshianus D.C., RHAMNACEAE.
  • 21. CÁSCARA-SAGRADA  originária das regiões montanhosas dos EUA e Canadá;  devem ser aquecidos a 100oC por 1 a 2 hs ou estocados por no mínimo 1 ano antes do uso;  contém aprox. 6% de derivados hidroxiantracênicos, dos quais 60% de cascarosídeos;  80 a 90% são C-glicosídeos e 10 a 20% são O-glicosídeos;  os cascarosídeos A, B, C e D são O-glicosídeos e C-glicosídeos (8-O-,10- C-diglicosídeos).
  • 22. FRÂNGULA - cascas dessecadas de Rhamnus frangula L. (Frangula alnus Mill.), RHAMNACEAE.
  • 23. FRÂNGULA  também conhecida como amieiro-preto, é originária da Europa e Ásia;  devem ser aquecidos a 100oC por 1 a 2 hs ou estocados por no mínimo 1 ano antes do uso, como a cáscara-sagrada;  seus constituintes principais são os O-glicosídeos monosídeos frangulina A e B e os diglicosídeos glicofrangulina A e B;  tem os mesmos usos que a cáscara-sagrada, tendo, no entanto, ação mais suave.
  • 24. RUIBARBO - raízes e rizomas descascados de Rheum palmatum L. e Rheum officinale Baill., POLYGONACEAE.
  • 25. RUIBARBO  originária da China e do Tibete, é uma das plantas mais antigas e conhecidas da medicina tradicional chinesa;  contém 3 a 12% de derivados antracênicos, sendo 60 a 80% glicosídeos de antraquinonas;  entre outros, contém taninos, o que pode induzir a prisão de ventre após a ação laxativa;  é também utilizado no tratamento tópico de inflamações e infecções da mucosa oral;  pode ser falsificado por ruibarbo rapôntico (principalmente R. rhaponticum L.) que, além de apresentar teores bem menores de antraquinonas, pode causar intoxicação grave, inclusive fatal (alto conteúdo de ácido oxálico corrosivo).
  • 26. BABOSA - suco desidratado das folhas de Aloe vera L. (Aloe barbadensis Mill.) = aloés-de-Curaçao e Aloe ferox Mill. e seus híbridos com A. africana Mill. e A. spicata Baker = aloés-do-Cabo, ASPHODELACEAE / LILIACEAE.
  • 27. BABOSA  apresenta-se como massas opacas de cor preto-avermelhada, preto- castanho ou marrom escuro; sabor nauseante e amargo e odor característico e desagradável;  obtido a partir do látex amarelado produzido por células secretoras localizadas abaixo da epiderme, o qual é concentrado até a secura;  tem maior atividade laxante que as demais drogas;  apresentam C-glicosídeos antraquinônicos - aloína A e B: 25 a 40% no aloés-de-Curaçao e 13 a 27% no aloés-do-Cabo;  pode causar dores abdominais e irritação gastrintestinal e em altas doses, nefrite, diarréia com sangue e gastrite hemorrágica.
  • 28. BABOSA  da babosa (A.vera) pode também ser produzido o gel, que consiste em mucilagem obtida das células da zona central da folha;  o gel é usado tradicionalmente para ajudar na cicatrização de feridas, queimaduras, eczema, psoríase, picaduras de insetos, eritemas solares etc.;  a origem desta atividade ainda não está completamente esclarecida;  o gel não contém substâncias antraquinônicas;