SlideShare uma empresa Scribd logo
Fernando Pessoa
12º ANO
MARGARIDA BENTO FEITO POR: BRUNO SOARES
PORTUGUÊS ELISABETE OLIVEIRA
NÁDIA SANTOS
 Grandes portugueses: Fernando Pessoa
 https://www.youtube.com/watch?v=NI1ODiVi_a4
CONTEXTO HISTÓRICO
 Em 1890, o governo inglês lançou um ultimato a
Portugal: onde o país deveria abandonar
imediatamente as colônias que ainda mantinha.
 A obediência a essa imposição encheu o povo
português de vergonha e abalou
profundamente a crença na monarquia.
 A partir de então, a luta republicana ganhou
espaço e importância.
 Em 1910, foi proclamada a República .
 As mudanças sociais esperadas não aconteceram de forma a
contentar os republicanos mais exacerbados.
 Na verdade, a República tinha como principal objetivo integrar
Portugal no quadro do imperialismo europeu, sinônimo de
modernização.
 Esse ambiente favoreceu a difusão das idéias modernistas .
Exacerbados-- Exigir demais de, exagero, esquecer,
exageradíssimo, exacerbado, exigir, exigir muito de, exagerar, execrável,
exagerado.. Ex.
“A necessidade de proteger uma marca no USA é exacerbada pelos bilhões
de dólares em perdas”.
 Em 1915, um grupo de artistas da vanguarda,
lideradas por Mário de Sá-Carneiro e Fernando
Pessoa, fundou a Revista Orpheu, marco inaugural
do Modernismo em Portugal.
 Através dela, as novas propostas artísticas foram
divulgadas e discutidas.
 A duração da revista foi efêmera , prejudicada pelo
suicídio de Sá-Carneiro .
 Esses primeiros modernistas ficaram conhecidos,
exatamente em função da revista, por "geração de
Orpheu “.
 A República, incapaz de
resolver os problemas mais
profundos do país, e sem
conseguir equacionar as
diferenças existentes entre os
próprios republicanos,
acabou por dar lugar à
ditadura salazarista, que
durou cerca de cinqüenta
anos, até a Revolução dos
Cravos, de caráter socialista,
em 1975.
CARACTERÍSTICAS
 Os modernistas portugueses tiraram
proveito da herança simbolista, sem
renegá-la totalmente.
 Assim, o saudosismo do poeta
Antônio Nobre, que tinha fortes
conotações nacionalistas, ganhou
força entre os membros da
"geração de Orpheu ".
 Ao lado disso, a absorção das
conquistas futuristas que tomavam
conta da Europa inteira, como a
apologia da máquina e do
progresso urbano, conduz o
movimento à vanguarda .
O que se destaca, no
panorama modernista
português, nesse primeiro
momento, é a forma de
elaboração entre tradição
e modernista.
Com isso, eles conseguem
retomar formar e temas
arcaicos, enquadrando-os
dentro de propostas
modernistas.
 Ressalte-se ainda o caráter algo místico do Modernismo lusitano,
patente em algumas posturas, pessoais e estéticas, de seu maior
representantes, Fernando Pessoa.
O modernismo português conheceu ainda mais duas gerações
estéticas.
https://www.youtube.com/watch?v=72Kb-UtLRF0
Ultimato Inglês
Pessoa, para além do mais,
viveu o terrível drama nacional
que foi o ULTIMATO INGLÊS,
viveu o período do assassinato
do rei D.DARLOS e do herdeiro
da coroa, facto que, aliado
ao ódio pela Inglaterra,
despoletou os ideais
republicanos; viveu ainda a
miséria moral e cultural que
culminou com a 1ª GRANDE
GUERRA, que destruiu a
EUROPA e parou o avanço da
modernidade.
Vida e obra de Fernando Pessoa
 Fernando Pessoa (1888 - 1935) foi um poeta e escritor português,
nascido em Lisboa.
 É considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa e da
literatura universal.
Aos seis anos de idade, Fernando Pessoa foi para a África do Sul,
onde aprendeu perfeitamente o inglês, e das quatro obras que
publicou em vida, três são em inglês.
 Durante sua vida, Fernando Pessoa trabalhou em vários lugares
como correspondente de língua inglesa e francesa. Foi também
empresário, editor, crítico literário, jornalista, comentador político,
tradutor, inventor, astrólogo e publicitário, e ao mesmo tempo
produzia suas obras em verso e prosa.
 Como poeta, era conhecido por suas múltiplas
personalidades, os heterónimos, que eram e são até hoje
objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua
obra.
Fernando Pessoa faleceu em Lisboa, com 47 anos anos de
idade, vítima de uma cólica hepática causada por um
cálculo biliar associado a cirrose hepática, um diagnóstico
hoje é dia é contestado por diversos médicos.
Os principais heterônimos de
Fernando Pessoa são:
 Alberto Caeiro, nascido em
Lisboa, e era o mais objetivo dos
heterônimos.
 Ia a procura do objetivismo
absoluto, eliminando todos os
vestígios da subjetividade.
 É o poeta que procura "as
sensações das coisas tal como
são". Opõe-se radicalmente ao
intelectualismo, à abstração, à
especulação metafísica e ao
misticismo.
 É o menos "culto" dos
heterônimos, o que menos
conhece a Gramática e a
Literatura.
 Ricardo Reis, nascido no Porto, representa a vertente
clássica ou neoclássica da criação de Fernando Pessoa.
 A sua linguagem é contida, disciplinada.
 Os seus versos são, geralmente, curtos.
 Apóia-se na mitologia greco-romana; é adepto do
estoicismo e do epicurismo (saúde do corpo e da
mente, equilíbrio, harmonia) para que se possa
aproveitar a vida, porque a morte está à espreita.
 É um médico que se mudou para o Brasil.
 Álvaro de Campos, nascido no Porto, é o lado "moderno" de Fernando
Pessoa, caracterizado por uma vontade de conquista, por um amor à
civilização e ao progresso.
 Campos era um engenheiro inativo, inadaptado, com consciência
crítica.
 “Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão
para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te
amo, se o que quero dizer-te é que te amo?”
 Fernando Pessoa
 https://www.youtube.com/watch?v=BvIwFBG76dU
 Características Temáticas
 . Identidade perdida
 . Consciência do absurdo da existência
 . Tensão sinceridade/fingimento,
consciência/inconsciência, sonho/realidade
 . Oposição sentir/pensar,
pensamento/vontade, esperança/desilusão
 . Anti-sentimentalismo: intelectualização da
emoção
 . Estados negativos: solidão, cepticismo, tédio,
angústia, cansaço, desespero, frustração.
 . Inquietação metafísica, dor de viver
 . Auto-análise
Características Estilísticas
. Musicalidade: aliterações, transportes, ritmo, rimas, tom
nasal (que conotam o prolongamento da dor e do
sofrimento)
. Verso geralmente curto (2 a 7 sílabas métricas)
. Predomínio da quadra e da quintilha (utilização de
elementos formais tradicionais)
. Adjectivação expressiva
. Linguagem simples mas muito expressiva (cheia de
significados escondidos)
. Pontuação emotiva
. Comparações, metáforas originais, oxímoros (vários
paradoxos – pôr lado a lado duas realidades
completamente opostas)
. Uso de símbolos (por vezes tradicionais, como o rio, a
água, o mar, a brisa, a fonte, as rosas, o azul; ou modernos,
como o andaime ou o cais)
. É fiel à tradição poética “lusitana” e não longe, muitas
vezes, da quadra popular.
. Utilização de vários tempos verbais, cada um com o seu
significado expressivo consoante a situação.
 Como Te AmoComo te amo? Não sei de quantos modos vários
Eu te adoro, mulher de olhos azuis e castos;
Amo-te com o fervor dos meus sentidos gastos;
Amo-te com o fervor dos meus preitos diários.
É puro o meu amor, como os puros sacrários;
É nobre o meu amor, como os mais nobres fastos;
É grande como os mares altisonos e vastos;
É suave como o odor de lírios solitários.
Amor que rompe enfim os laços crus do Ser;
Um tão singelo amor, que aumenta na ventura;
Um amor tão leal que aumenta no sofrer;
Amor de tal feição que se na vida escura
É tão grande e nas mais vis ânsias do viver,
Muito maior será na paz da sepultura!
Fernando Pessoa, "Inéditos – Poemas de Lança-Pessoa – Manuscrito
(Junho/1902)"
Analise:
 O poeta fala do seu amor, de como é puro e belo e ao mesmo
tempo variado,
 Tenho Tanto SentimentoTenho tanto
sentimento
Que é frequente persuadir-me
De que sou sentimental,
Mas reconheço, ao medir-me,
Que tudo isso é pensamento,
Que não senti afinal.
Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.
Qual porém é a verdadeira
E qual errada, ninguém
Nos saberá explicar;
E vivemos de maneira
Que a vida que a gente tem
É a que tem que pensar.
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
Analise:
 O poeta fala de duas vidas, a que é vivida (real) e a que é
pensada (irreal).
 Ele vive confuso com as suas duas vidas p0ois ele não sabe qual é
a certa ou qual é a errada.
 LiberdadeAi que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está
indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as
danças...
Mas o melhor do mundo são as
crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
Analise:
 O poeta fala de ter liberdade.
 Liberdade para fazer o que quer e não fazer por obrigação.
 Fala também das coisas boas da vida que não são feitas pela
pressa e sim pelo prazer.
“autopsicografia”
O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração
 https://www.youtube.com/watch?v=GFulBeI6xUc
Fernando pessoa

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Fernando pessoa
Fernando pessoaFernando pessoa
Fernando pessoa
nanasimao
 
Fernando Pessoa
Fernando PessoaFernando Pessoa
Fernando Pessoa
Ricardo Amaral
 
F.Pessoa
F.PessoaF.Pessoa
F.Pessoa
Razze
 
Bernardo soares
Bernardo soaresBernardo soares
Bernardo soares
Lucas Queiroz
 
Fernando pessoa
Fernando pessoaFernando pessoa
Fernando pessoa
Maria da Paz
 
Fernando Pessoa
Fernando PessoaFernando Pessoa
Fernando Pessoa
Ana Tapadas
 
Biografia De Fernando Pessoa
Biografia De Fernando PessoaBiografia De Fernando Pessoa
Biografia De Fernando Pessoa
guest029d56
 
poema bucólica
poema bucólicapoema bucólica
poema bucólica
Daniela Filipa Sousa
 
Eugénio de Andrade
Eugénio de AndradeEugénio de Andrade
Eugénio de Andrade
Rosário Cunha
 
Fernando pessoa
Fernando pessoaFernando pessoa
Fernando pessoa
Paula Oliveira Cruz
 
Poetas do século xx
Poetas do século xx Poetas do século xx
Poetas do século xx
Rosário Cunha
 
Entrevista a Fernando Pessoa
Entrevista a Fernando Pessoa Entrevista a Fernando Pessoa
Entrevista a Fernando Pessoa
bedjoaoii
 
Trabalho De Grupo "Fernando Pessoa"
Trabalho De Grupo "Fernando Pessoa"Trabalho De Grupo "Fernando Pessoa"
Trabalho De Grupo "Fernando Pessoa"
guest5761d7
 
Fernando pessoa
Fernando pessoaFernando pessoa
Fernando pessoa
Pedro Miguel
 
Fernando Pessoa
Fernando PessoaFernando Pessoa
Fernando Pessoa
fromgaliza
 
Miguel torga - eliana e joana
Miguel torga - eliana e joanaMiguel torga - eliana e joana
Miguel torga - eliana e joana
101d1
 
Miguel torga
Miguel torgaMiguel torga
Miguel torga
Rosário Cunha
 
Miguel Torga - Poemas
Miguel Torga - PoemasMiguel Torga - Poemas
Miguel Torga - Poemas
Ana Tapadas
 
Fernando Pessoa - Ele mesmo
Fernando Pessoa - Ele mesmoFernando Pessoa - Ele mesmo
Fernando Pessoa - Ele mesmo
3°Amarelo - Atenas 2012
 
Fernando Pessoa
Fernando PessoaFernando Pessoa
Fernando Pessoa
guest68b877
 

Mais procurados (20)

Fernando pessoa
Fernando pessoaFernando pessoa
Fernando pessoa
 
Fernando Pessoa
Fernando PessoaFernando Pessoa
Fernando Pessoa
 
F.Pessoa
F.PessoaF.Pessoa
F.Pessoa
 
Bernardo soares
Bernardo soaresBernardo soares
Bernardo soares
 
Fernando pessoa
Fernando pessoaFernando pessoa
Fernando pessoa
 
Fernando Pessoa
Fernando PessoaFernando Pessoa
Fernando Pessoa
 
Biografia De Fernando Pessoa
Biografia De Fernando PessoaBiografia De Fernando Pessoa
Biografia De Fernando Pessoa
 
poema bucólica
poema bucólicapoema bucólica
poema bucólica
 
Eugénio de Andrade
Eugénio de AndradeEugénio de Andrade
Eugénio de Andrade
 
Fernando pessoa
Fernando pessoaFernando pessoa
Fernando pessoa
 
Poetas do século xx
Poetas do século xx Poetas do século xx
Poetas do século xx
 
Entrevista a Fernando Pessoa
Entrevista a Fernando Pessoa Entrevista a Fernando Pessoa
Entrevista a Fernando Pessoa
 
Trabalho De Grupo "Fernando Pessoa"
Trabalho De Grupo "Fernando Pessoa"Trabalho De Grupo "Fernando Pessoa"
Trabalho De Grupo "Fernando Pessoa"
 
Fernando pessoa
Fernando pessoaFernando pessoa
Fernando pessoa
 
Fernando Pessoa
Fernando PessoaFernando Pessoa
Fernando Pessoa
 
Miguel torga - eliana e joana
Miguel torga - eliana e joanaMiguel torga - eliana e joana
Miguel torga - eliana e joana
 
Miguel torga
Miguel torgaMiguel torga
Miguel torga
 
Miguel Torga - Poemas
Miguel Torga - PoemasMiguel Torga - Poemas
Miguel Torga - Poemas
 
Fernando Pessoa - Ele mesmo
Fernando Pessoa - Ele mesmoFernando Pessoa - Ele mesmo
Fernando Pessoa - Ele mesmo
 
Fernando Pessoa
Fernando PessoaFernando Pessoa
Fernando Pessoa
 

Destaque

Sistematização - F. Pessoa Ortónimo
Sistematização - F. Pessoa OrtónimoSistematização - F. Pessoa Ortónimo
Sistematização - F. Pessoa Ortónimo
Dina Baptista
 
Análise do poema viajar Perder Países
Análise do poema viajar Perder PaísesAnálise do poema viajar Perder Países
Análise do poema viajar Perder Países
Ricardo Santos
 
Autopsicografia e Isto
Autopsicografia e IstoAutopsicografia e Isto
Autopsicografia e Isto
Paula Oliveira Cruz
 
Fernando Pessoa Prece
Fernando Pessoa PreceFernando Pessoa Prece
Fernando Pessoa Prece
Samuel Neves
 
Fernando Pessoa-Ortónimo
Fernando Pessoa-OrtónimoFernando Pessoa-Ortónimo
Fernando Pessoa-Ortónimo
Margarida Rodrigues
 
A métrica e a rima
A métrica e a rimaA métrica e a rima
A métrica e a rima
Isabel DA COSTA
 

Destaque (6)

Sistematização - F. Pessoa Ortónimo
Sistematização - F. Pessoa OrtónimoSistematização - F. Pessoa Ortónimo
Sistematização - F. Pessoa Ortónimo
 
Análise do poema viajar Perder Países
Análise do poema viajar Perder PaísesAnálise do poema viajar Perder Países
Análise do poema viajar Perder Países
 
Autopsicografia e Isto
Autopsicografia e IstoAutopsicografia e Isto
Autopsicografia e Isto
 
Fernando Pessoa Prece
Fernando Pessoa PreceFernando Pessoa Prece
Fernando Pessoa Prece
 
Fernando Pessoa-Ortónimo
Fernando Pessoa-OrtónimoFernando Pessoa-Ortónimo
Fernando Pessoa-Ortónimo
 
A métrica e a rima
A métrica e a rimaA métrica e a rima
A métrica e a rima
 

Semelhante a Fernando pessoa

O Modernismo em Portugal - Movimento Literário
O Modernismo em Portugal - Movimento LiterárioO Modernismo em Portugal - Movimento Literário
O Modernismo em Portugal - Movimento Literário
Ceber Alves
 
Modernismo em portugal e fernando pessoa
Modernismo em portugal e fernando pessoaModernismo em portugal e fernando pessoa
Modernismo em portugal e fernando pessoa
Andréia Peixoto
 
Fernandopessoa1
Fernandopessoa1 Fernandopessoa1
Fernandopessoa1
satense
 
Fernando Pessoa
Fernando PessoaFernando Pessoa
Fernando Pessoa
ESVieira do Minho
 
Modernismo_Portugal_Aulas 8 e 9.pptx
Modernismo_Portugal_Aulas 8 e 9.pptxModernismo_Portugal_Aulas 8 e 9.pptx
Modernismo_Portugal_Aulas 8 e 9.pptx
Ana Rodrigues
 
Alberto caeiro
Alberto caeiroAlberto caeiro
Alberto caeiro
Maria da Paz
 
Alberto caeiro
Alberto caeiroAlberto caeiro
Alberto caeiro
Maria da Paz
 
Modernismo_em_Portugal_e_Fernando_Pessoa.pptx
Modernismo_em_Portugal_e_Fernando_Pessoa.pptxModernismo_em_Portugal_e_Fernando_Pessoa.pptx
Modernismo_em_Portugal_e_Fernando_Pessoa.pptx
LUCELIOFERREIRADASIL
 
Modernismo em portugal
Modernismo em portugalModernismo em portugal
Modernismo em portugal
Mara Virginia
 
Pessoa
PessoaPessoa
Literatura aula 21 - modernismo em portugal
Literatura   aula 21 - modernismo em portugalLiteratura   aula 21 - modernismo em portugal
Literatura aula 21 - modernismo em portugal
Juliana Oliveira
 
Literatura aula 21 - modernismo em portugal
Literatura   aula 21 - modernismo em portugalLiteratura   aula 21 - modernismo em portugal
Literatura aula 21 - modernismo em portugal
Juliana Oliveira
 
Síntese fp
Síntese fpSíntese fp
Síntese fp
lenaeira
 
Fernando_Pessoa.pdf
Fernando_Pessoa.pdfFernando_Pessoa.pdf
Fernando_Pessoa.pdf
MarciaGlacidaSilvaBu
 
FPOH-CT12
FPOH-CT12FPOH-CT12
Movimento Literário Humanismo em Portugal 1º ano B 2013
Movimento Literário Humanismo em Portugal 1º ano B 2013Movimento Literário Humanismo em Portugal 1º ano B 2013
Movimento Literário Humanismo em Portugal 1º ano B 2013
Doutora em Linguística Aplicada pela PUC-SP
 
Trovadorismo ao romantismo 2014
Trovadorismo ao romantismo 2014Trovadorismo ao romantismo 2014
Trovadorismo ao romantismo 2014
Gustavo Cuin
 
literatura completa 123kdhshsgsgajhsgakjshbakjshaskl
literatura completa 123kdhshsgsgajhsgakjshbakjshasklliteratura completa 123kdhshsgsgajhsgakjshbakjshaskl
literatura completa 123kdhshsgsgajhsgakjshbakjshaskl
LuisFernando652236
 
Slides1
Slides1Slides1
Movimentos literários
Movimentos literáriosMovimentos literários
Movimentos literários
Ronaldo Assis
 

Semelhante a Fernando pessoa (20)

O Modernismo em Portugal - Movimento Literário
O Modernismo em Portugal - Movimento LiterárioO Modernismo em Portugal - Movimento Literário
O Modernismo em Portugal - Movimento Literário
 
Modernismo em portugal e fernando pessoa
Modernismo em portugal e fernando pessoaModernismo em portugal e fernando pessoa
Modernismo em portugal e fernando pessoa
 
Fernandopessoa1
Fernandopessoa1 Fernandopessoa1
Fernandopessoa1
 
Fernando Pessoa
Fernando PessoaFernando Pessoa
Fernando Pessoa
 
Modernismo_Portugal_Aulas 8 e 9.pptx
Modernismo_Portugal_Aulas 8 e 9.pptxModernismo_Portugal_Aulas 8 e 9.pptx
Modernismo_Portugal_Aulas 8 e 9.pptx
 
Alberto caeiro
Alberto caeiroAlberto caeiro
Alberto caeiro
 
Alberto caeiro
Alberto caeiroAlberto caeiro
Alberto caeiro
 
Modernismo_em_Portugal_e_Fernando_Pessoa.pptx
Modernismo_em_Portugal_e_Fernando_Pessoa.pptxModernismo_em_Portugal_e_Fernando_Pessoa.pptx
Modernismo_em_Portugal_e_Fernando_Pessoa.pptx
 
Modernismo em portugal
Modernismo em portugalModernismo em portugal
Modernismo em portugal
 
Pessoa
PessoaPessoa
Pessoa
 
Literatura aula 21 - modernismo em portugal
Literatura   aula 21 - modernismo em portugalLiteratura   aula 21 - modernismo em portugal
Literatura aula 21 - modernismo em portugal
 
Literatura aula 21 - modernismo em portugal
Literatura   aula 21 - modernismo em portugalLiteratura   aula 21 - modernismo em portugal
Literatura aula 21 - modernismo em portugal
 
Síntese fp
Síntese fpSíntese fp
Síntese fp
 
Fernando_Pessoa.pdf
Fernando_Pessoa.pdfFernando_Pessoa.pdf
Fernando_Pessoa.pdf
 
FPOH-CT12
FPOH-CT12FPOH-CT12
FPOH-CT12
 
Movimento Literário Humanismo em Portugal 1º ano B 2013
Movimento Literário Humanismo em Portugal 1º ano B 2013Movimento Literário Humanismo em Portugal 1º ano B 2013
Movimento Literário Humanismo em Portugal 1º ano B 2013
 
Trovadorismo ao romantismo 2014
Trovadorismo ao romantismo 2014Trovadorismo ao romantismo 2014
Trovadorismo ao romantismo 2014
 
literatura completa 123kdhshsgsgajhsgakjshbakjshaskl
literatura completa 123kdhshsgsgajhsgakjshbakjshasklliteratura completa 123kdhshsgsgajhsgakjshbakjshaskl
literatura completa 123kdhshsgsgajhsgakjshbakjshaskl
 
Slides1
Slides1Slides1
Slides1
 
Movimentos literários
Movimentos literáriosMovimentos literários
Movimentos literários
 

Fernando pessoa

  • 1. Fernando Pessoa 12º ANO MARGARIDA BENTO FEITO POR: BRUNO SOARES PORTUGUÊS ELISABETE OLIVEIRA NÁDIA SANTOS
  • 2.  Grandes portugueses: Fernando Pessoa  https://www.youtube.com/watch?v=NI1ODiVi_a4
  • 3. CONTEXTO HISTÓRICO  Em 1890, o governo inglês lançou um ultimato a Portugal: onde o país deveria abandonar imediatamente as colônias que ainda mantinha.  A obediência a essa imposição encheu o povo português de vergonha e abalou profundamente a crença na monarquia.  A partir de então, a luta republicana ganhou espaço e importância.  Em 1910, foi proclamada a República .
  • 4.  As mudanças sociais esperadas não aconteceram de forma a contentar os republicanos mais exacerbados.  Na verdade, a República tinha como principal objetivo integrar Portugal no quadro do imperialismo europeu, sinônimo de modernização.  Esse ambiente favoreceu a difusão das idéias modernistas . Exacerbados-- Exigir demais de, exagero, esquecer, exageradíssimo, exacerbado, exigir, exigir muito de, exagerar, execrável, exagerado.. Ex. “A necessidade de proteger uma marca no USA é exacerbada pelos bilhões de dólares em perdas”.
  • 5.  Em 1915, um grupo de artistas da vanguarda, lideradas por Mário de Sá-Carneiro e Fernando Pessoa, fundou a Revista Orpheu, marco inaugural do Modernismo em Portugal.  Através dela, as novas propostas artísticas foram divulgadas e discutidas.  A duração da revista foi efêmera , prejudicada pelo suicídio de Sá-Carneiro .  Esses primeiros modernistas ficaram conhecidos, exatamente em função da revista, por "geração de Orpheu “.
  • 6.  A República, incapaz de resolver os problemas mais profundos do país, e sem conseguir equacionar as diferenças existentes entre os próprios republicanos, acabou por dar lugar à ditadura salazarista, que durou cerca de cinqüenta anos, até a Revolução dos Cravos, de caráter socialista, em 1975.
  • 7. CARACTERÍSTICAS  Os modernistas portugueses tiraram proveito da herança simbolista, sem renegá-la totalmente.  Assim, o saudosismo do poeta Antônio Nobre, que tinha fortes conotações nacionalistas, ganhou força entre os membros da "geração de Orpheu ".  Ao lado disso, a absorção das conquistas futuristas que tomavam conta da Europa inteira, como a apologia da máquina e do progresso urbano, conduz o movimento à vanguarda . O que se destaca, no panorama modernista português, nesse primeiro momento, é a forma de elaboração entre tradição e modernista. Com isso, eles conseguem retomar formar e temas arcaicos, enquadrando-os dentro de propostas modernistas.
  • 8.  Ressalte-se ainda o caráter algo místico do Modernismo lusitano, patente em algumas posturas, pessoais e estéticas, de seu maior representantes, Fernando Pessoa. O modernismo português conheceu ainda mais duas gerações estéticas. https://www.youtube.com/watch?v=72Kb-UtLRF0
  • 9. Ultimato Inglês Pessoa, para além do mais, viveu o terrível drama nacional que foi o ULTIMATO INGLÊS, viveu o período do assassinato do rei D.DARLOS e do herdeiro da coroa, facto que, aliado ao ódio pela Inglaterra, despoletou os ideais republicanos; viveu ainda a miséria moral e cultural que culminou com a 1ª GRANDE GUERRA, que destruiu a EUROPA e parou o avanço da modernidade.
  • 10. Vida e obra de Fernando Pessoa  Fernando Pessoa (1888 - 1935) foi um poeta e escritor português, nascido em Lisboa.  É considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa e da literatura universal. Aos seis anos de idade, Fernando Pessoa foi para a África do Sul, onde aprendeu perfeitamente o inglês, e das quatro obras que publicou em vida, três são em inglês.  Durante sua vida, Fernando Pessoa trabalhou em vários lugares como correspondente de língua inglesa e francesa. Foi também empresário, editor, crítico literário, jornalista, comentador político, tradutor, inventor, astrólogo e publicitário, e ao mesmo tempo produzia suas obras em verso e prosa.
  • 11.  Como poeta, era conhecido por suas múltiplas personalidades, os heterónimos, que eram e são até hoje objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra. Fernando Pessoa faleceu em Lisboa, com 47 anos anos de idade, vítima de uma cólica hepática causada por um cálculo biliar associado a cirrose hepática, um diagnóstico hoje é dia é contestado por diversos médicos.
  • 12. Os principais heterônimos de Fernando Pessoa são:  Alberto Caeiro, nascido em Lisboa, e era o mais objetivo dos heterônimos.  Ia a procura do objetivismo absoluto, eliminando todos os vestígios da subjetividade.  É o poeta que procura "as sensações das coisas tal como são". Opõe-se radicalmente ao intelectualismo, à abstração, à especulação metafísica e ao misticismo.  É o menos "culto" dos heterônimos, o que menos conhece a Gramática e a Literatura.
  • 13.  Ricardo Reis, nascido no Porto, representa a vertente clássica ou neoclássica da criação de Fernando Pessoa.  A sua linguagem é contida, disciplinada.  Os seus versos são, geralmente, curtos.  Apóia-se na mitologia greco-romana; é adepto do estoicismo e do epicurismo (saúde do corpo e da mente, equilíbrio, harmonia) para que se possa aproveitar a vida, porque a morte está à espreita.  É um médico que se mudou para o Brasil.
  • 14.  Álvaro de Campos, nascido no Porto, é o lado "moderno" de Fernando Pessoa, caracterizado por uma vontade de conquista, por um amor à civilização e ao progresso.  Campos era um engenheiro inativo, inadaptado, com consciência crítica.
  • 15.  “Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?”  Fernando Pessoa
  • 17.  Características Temáticas  . Identidade perdida  . Consciência do absurdo da existência  . Tensão sinceridade/fingimento, consciência/inconsciência, sonho/realidade  . Oposição sentir/pensar, pensamento/vontade, esperança/desilusão  . Anti-sentimentalismo: intelectualização da emoção  . Estados negativos: solidão, cepticismo, tédio, angústia, cansaço, desespero, frustração.  . Inquietação metafísica, dor de viver  . Auto-análise Características Estilísticas . Musicalidade: aliterações, transportes, ritmo, rimas, tom nasal (que conotam o prolongamento da dor e do sofrimento) . Verso geralmente curto (2 a 7 sílabas métricas) . Predomínio da quadra e da quintilha (utilização de elementos formais tradicionais) . Adjectivação expressiva . Linguagem simples mas muito expressiva (cheia de significados escondidos) . Pontuação emotiva . Comparações, metáforas originais, oxímoros (vários paradoxos – pôr lado a lado duas realidades completamente opostas) . Uso de símbolos (por vezes tradicionais, como o rio, a água, o mar, a brisa, a fonte, as rosas, o azul; ou modernos, como o andaime ou o cais) . É fiel à tradição poética “lusitana” e não longe, muitas vezes, da quadra popular. . Utilização de vários tempos verbais, cada um com o seu significado expressivo consoante a situação.
  • 18.  Como Te AmoComo te amo? Não sei de quantos modos vários Eu te adoro, mulher de olhos azuis e castos; Amo-te com o fervor dos meus sentidos gastos; Amo-te com o fervor dos meus preitos diários. É puro o meu amor, como os puros sacrários; É nobre o meu amor, como os mais nobres fastos; É grande como os mares altisonos e vastos; É suave como o odor de lírios solitários. Amor que rompe enfim os laços crus do Ser; Um tão singelo amor, que aumenta na ventura; Um amor tão leal que aumenta no sofrer; Amor de tal feição que se na vida escura É tão grande e nas mais vis ânsias do viver, Muito maior será na paz da sepultura! Fernando Pessoa, "Inéditos – Poemas de Lança-Pessoa – Manuscrito (Junho/1902)"
  • 19. Analise:  O poeta fala do seu amor, de como é puro e belo e ao mesmo tempo variado,
  • 20.  Tenho Tanto SentimentoTenho tanto sentimento Que é frequente persuadir-me De que sou sentimental, Mas reconheço, ao medir-me, Que tudo isso é pensamento, Que não senti afinal. Temos, todos que vivemos, Uma vida que é vivida E outra vida que é pensada, E a única vida que temos É essa que é dividida Entre a verdadeira e a errada. Qual porém é a verdadeira E qual errada, ninguém Nos saberá explicar; E vivemos de maneira Que a vida que a gente tem É a que tem que pensar. Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
  • 21. Analise:  O poeta fala de duas vidas, a que é vivida (real) e a que é pensada (irreal).  Ele vive confuso com as suas duas vidas p0ois ele não sabe qual é a certa ou qual é a errada.
  • 22.  LiberdadeAi que prazer Não cumprir um dever, Ter um livro para ler E não fazer! Ler é maçada, Estudar é nada. Sol doira Sem literatura O rio corre, bem ou mal, Sem edição original. E a brisa, essa, De tão naturalmente matinal, Como o tempo não tem pressa... Livros são papéis pintados com tinta. Estudar é uma coisa em que está indistinta A distinção entre nada e coisa nenhuma. Quanto é melhor, quanto há bruma, Esperar por D. Sebastião, Quer venha ou não! Grande é a poesia, a bondade e as danças... Mas o melhor do mundo são as crianças, Flores, música, o luar, e o sol, que peca Só quando, em vez de criar, seca. Mais que isto É Jesus Cristo, Que não sabia nada de finanças Nem consta que tivesse biblioteca... Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
  • 23. Analise:  O poeta fala de ter liberdade.  Liberdade para fazer o que quer e não fazer por obrigação.  Fala também das coisas boas da vida que não são feitas pela pressa e sim pelo prazer.
  • 24. “autopsicografia” O poeta é um fingidor Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente E os que lêem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm E assim nas calhas de roda Gira, a entreter a razão, Esse comboio de corda Que se chama coração