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Eutanásia
Introdução
Neste trabalho vamos abordar o tema eutanásia. Esta pode ser entendida
   por “Suicídio Assistido” ou “Morte Voluntária”. Este tema já vem a ser
   debatido desde há muitos tempo atrás, contudo continua a ser
   controverso e chocante, uma vez que interfere com determinados
   princípios (éticos [Bioética*], religiosos, jurídicos...), assim como
   choca inevitavelmente com a concepção criada em redor do valor da
   vida e da dignidade humana.
Sabe-se que o objectivo deste trabalho é bastante conhecido, levantando
   assim inúmeros obstáculos no seu tratamento e na sua pesquisa.
Bioética
A Bioética é uma disciplina relativamente nova no campo da
   filosofia e surgiu em função da necessidade de se discutir
   moralmente os efeitos resultantes do avanço tecnológico
   das ciências da área da saúde, bem como aspectos
   tradicionais da relação de profissionais desta área e
   pacientes.
Eutanásia:
  Direito de matar ou Direito de morrer?
A palavra quot;EUTANÁSIAquot; significa, literalmente, quot;uma boa mortequot;. Na actualidade,
   entende-se geralmente que quot;eutanásiaquot; significa provocar uma boa mortequot;,
   em que uma pessoa acaba com a vida de outra pessoa para benefício desta.
   Este entendimento da palavra realça duas importantes características dos
   actos de eutanásia. Primeiro, que a eutanásia implica tirar deliberadamente
   a vida a uma pessoa; e, em segundo lugar, que a vida é tirada para benefício
   da pessoa a quem essa vida pertence ― normalmente porque ela ou ele
   sofre de uma doença terminal ou incurável. Isto distingue a eutanásia da
   maior parte das outras formas de retirar a vida. Para analisarmos melhor o
   assunto sobre a eutanásia é necessário estabelecer algumas distinções. A
   eutanásia pode ter três formas: voluntária, não-voluntária e involuntária.
Eutanásia Voluntária
Supondo que a pessoa já não esteja em condições de afirmar o seu desejo de
   morrer quando a sua vida acabou (paralisias incapacitáveis do andar e
   de movimentos essenciais para a harmonia de qualquer pessoa, quer
   físicas como psicológicas), a eutanásia pode ser voluntária. Pode-se
   desejar que a própria vida acabe, no caso de se ver numa situação em
   que, embora sofrendo de um estado incurável e doloroso, a doença ou um
   acidente tenham tirado todas as faculdades racionais e já não seja capaz
   de decidir entre a vida e a morte. Se, enquanto ainda capaz, tiver
   expresso o desejo reflectido de morrer quando numa situação como esta,
   então a pessoa que, nas circunstâncias apropriadas, tira a vida de outra
   actua com base no seu pedido e realiza um acto de eutanásia voluntária.
Eutanásia Não-voluntária
A eutanásia é não-voluntária quando a pessoa a quem se retira a vida
   não pode escolher entre a vida e a morte para si ― porque é, por
   exemplo, um recém-nascido irremediavelmente doente ou
   incapacitado, ou porque a doença ou um acidente tornaram incapaz
   uma pessoa anteriormente capaz, sem que essa pessoa tenha
   previamente indicado se sob certas circunstâncias quereria ou não
   praticar a eutanásia.
Eutanásia Involuntária
A eutanásia é involuntária quando é realizada numa pessoa que poderia
   ter consentido ou recusado a sua própria morte, mas não o fez ―
   seja porque não lhe perguntaram, seja porque lhe perguntaram mas
   não deu consentimento, querendo continuar a viver. Embora os casos
   claros de eutanásia involuntária possam ser relativamente raros,
   houve quem defendesse que algumas práticas médicas largamente
   aceites (como as de administrar doses cada vez maiores de
   medicamentos contra a dor que eventualmente causarão a morte do
   doente, ou a suspensão não consentida ― para retirar a vida através
   do tratamento) equivalem a eutanásia involuntária.
Eutanásia Passiva ou Activa
Até agora, definimos quot;eutanásiaquot; de forma vaga.

Há, contudo, duas formas diferentes de provocar a morte de outro;
   pode-se matar administrando, por exemplo uma injecção letal, ou
   pode-se permitir a morte negando ou retirando tratamento de
   suporte à vida. Casos do primeiro género são vulgarmente
   referidos como eutanásia quot;activaquot; ou quot;positivaquot;, enquanto casos do
   segundo género são frequentemente referidos como eutanásia
   quot;passivaquot; ou quot;negativaquot;.
Acções:
Matar ou deixar Morrer
Disparar sobre alguém é uma acção que poderá levar à morte, não
   conseguir ou não querer ajudar a vítima de um tiroteio é uma
   omissão, mas deixou o outro morrer (deixar morrer). Mas nem
   todas as acções ou omissões que resultam na morte de uma
   pessoa são de interesse central no debate da eutanásia. O debate
   da eutanásia diz respeito a acções e omissões intencionais ― isto
   é, com mortes deliberada e intencionalmente provocadas numa
   situação em que o agente poderia ter agido de outro modo (matar).
Distanásia
A Distanásia é etimologicamente o contrário da eutanásia. Consiste em
   atrasar o mais possível o momento da morte usando todos os
   meios, proporcionados ou não, ainda que não haja esperança
   alguma de cura, e ainda que isso signifique infligir ao moribundo
   sofrimentos adicionais e que, obviamente, não conseguirão afastar
   a inevitável morte, mas apenas atrasá-la umas horas ou uns dias
   em condições deploráveis para o doente.
Conclusão
As pessoas admitem frequentemente que pode não haver nenhuma
   diferença moral do interior de cada um entre eutanásia activa e
   passiva, entre meios normais e extraordinários, e entre mortes que
   são directamente desejadas e mortes que são apenas previstas.
Trabalho realizado por

João Pina n 13
Rodrigo Félix n 19
Ruben Duarte n 20

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  • 2. Introdução Neste trabalho vamos abordar o tema eutanásia. Esta pode ser entendida por “Suicídio Assistido” ou “Morte Voluntária”. Este tema já vem a ser debatido desde há muitos tempo atrás, contudo continua a ser controverso e chocante, uma vez que interfere com determinados princípios (éticos [Bioética*], religiosos, jurídicos...), assim como choca inevitavelmente com a concepção criada em redor do valor da vida e da dignidade humana. Sabe-se que o objectivo deste trabalho é bastante conhecido, levantando assim inúmeros obstáculos no seu tratamento e na sua pesquisa.
  • 3. Bioética A Bioética é uma disciplina relativamente nova no campo da filosofia e surgiu em função da necessidade de se discutir moralmente os efeitos resultantes do avanço tecnológico das ciências da área da saúde, bem como aspectos tradicionais da relação de profissionais desta área e pacientes.
  • 4. Eutanásia: Direito de matar ou Direito de morrer? A palavra quot;EUTANÁSIAquot; significa, literalmente, quot;uma boa mortequot;. Na actualidade, entende-se geralmente que quot;eutanásiaquot; significa provocar uma boa mortequot;, em que uma pessoa acaba com a vida de outra pessoa para benefício desta. Este entendimento da palavra realça duas importantes características dos actos de eutanásia. Primeiro, que a eutanásia implica tirar deliberadamente a vida a uma pessoa; e, em segundo lugar, que a vida é tirada para benefício da pessoa a quem essa vida pertence ― normalmente porque ela ou ele sofre de uma doença terminal ou incurável. Isto distingue a eutanásia da maior parte das outras formas de retirar a vida. Para analisarmos melhor o assunto sobre a eutanásia é necessário estabelecer algumas distinções. A eutanásia pode ter três formas: voluntária, não-voluntária e involuntária.
  • 5. Eutanásia Voluntária Supondo que a pessoa já não esteja em condições de afirmar o seu desejo de morrer quando a sua vida acabou (paralisias incapacitáveis do andar e de movimentos essenciais para a harmonia de qualquer pessoa, quer físicas como psicológicas), a eutanásia pode ser voluntária. Pode-se desejar que a própria vida acabe, no caso de se ver numa situação em que, embora sofrendo de um estado incurável e doloroso, a doença ou um acidente tenham tirado todas as faculdades racionais e já não seja capaz de decidir entre a vida e a morte. Se, enquanto ainda capaz, tiver expresso o desejo reflectido de morrer quando numa situação como esta, então a pessoa que, nas circunstâncias apropriadas, tira a vida de outra actua com base no seu pedido e realiza um acto de eutanásia voluntária.
  • 6. Eutanásia Não-voluntária A eutanásia é não-voluntária quando a pessoa a quem se retira a vida não pode escolher entre a vida e a morte para si ― porque é, por exemplo, um recém-nascido irremediavelmente doente ou incapacitado, ou porque a doença ou um acidente tornaram incapaz uma pessoa anteriormente capaz, sem que essa pessoa tenha previamente indicado se sob certas circunstâncias quereria ou não praticar a eutanásia.
  • 7. Eutanásia Involuntária A eutanásia é involuntária quando é realizada numa pessoa que poderia ter consentido ou recusado a sua própria morte, mas não o fez ― seja porque não lhe perguntaram, seja porque lhe perguntaram mas não deu consentimento, querendo continuar a viver. Embora os casos claros de eutanásia involuntária possam ser relativamente raros, houve quem defendesse que algumas práticas médicas largamente aceites (como as de administrar doses cada vez maiores de medicamentos contra a dor que eventualmente causarão a morte do doente, ou a suspensão não consentida ― para retirar a vida através do tratamento) equivalem a eutanásia involuntária.
  • 8. Eutanásia Passiva ou Activa Até agora, definimos quot;eutanásiaquot; de forma vaga. Há, contudo, duas formas diferentes de provocar a morte de outro; pode-se matar administrando, por exemplo uma injecção letal, ou pode-se permitir a morte negando ou retirando tratamento de suporte à vida. Casos do primeiro género são vulgarmente referidos como eutanásia quot;activaquot; ou quot;positivaquot;, enquanto casos do segundo género são frequentemente referidos como eutanásia quot;passivaquot; ou quot;negativaquot;.
  • 9. Acções: Matar ou deixar Morrer Disparar sobre alguém é uma acção que poderá levar à morte, não conseguir ou não querer ajudar a vítima de um tiroteio é uma omissão, mas deixou o outro morrer (deixar morrer). Mas nem todas as acções ou omissões que resultam na morte de uma pessoa são de interesse central no debate da eutanásia. O debate da eutanásia diz respeito a acções e omissões intencionais ― isto é, com mortes deliberada e intencionalmente provocadas numa situação em que o agente poderia ter agido de outro modo (matar).
  • 10. Distanásia A Distanásia é etimologicamente o contrário da eutanásia. Consiste em atrasar o mais possível o momento da morte usando todos os meios, proporcionados ou não, ainda que não haja esperança alguma de cura, e ainda que isso signifique infligir ao moribundo sofrimentos adicionais e que, obviamente, não conseguirão afastar a inevitável morte, mas apenas atrasá-la umas horas ou uns dias em condições deploráveis para o doente.
  • 11. Conclusão As pessoas admitem frequentemente que pode não haver nenhuma diferença moral do interior de cada um entre eutanásia activa e passiva, entre meios normais e extraordinários, e entre mortes que são directamente desejadas e mortes que são apenas previstas.
  • 12. Trabalho realizado por João Pina n 13 Rodrigo Félix n 19 Ruben Duarte n 20