Escola Secundária da
Sertã
Namoro sem Violência
11ºD
Ana Luísa Lourenço
David Gaspar
Rafael Possidónio
Weizhan Huang
2020/2021
Introdução
Este trabalho foi realizado no âmbito da disciplina de Geografia A, na
Escola Secundária da Sertã, no distrito de Castelo Branco. Foi desenvolvido
para o “Nós Propomos!”, projeto realizado anualmente por várias escolas
secundárias ao longo do país, na área da cidadania e da inovação na
educação geográfica. É suposto decidir um tema de trabalho que seja um
problema atualmente, desenvolvê-lo em grupo, procurar informações e
buscar uma solução.
Para este ano, já que o problema cresceu no contexto da pandemia covid-
19, achámos que o tema mais indicado a tratar seria o problema da violência
no namoro/doméstica. Para a realização do trabalho reunimos várias
informações, dados fundamentais para o esclarecimento sobre o tema:
consultamos diversos sites, realizámos um inquérito e entrevistamos a
psicóloga do Agrupamento de Escolas da Sertã, Ana Neto.
O que é a violência no namoro?
A violência depende do contexto, cultura, tradições e sociedade onde estamos
inseridos. Ainda assim, a violência no namoro é geralmente definida como
qualquer ação de ameaça por um membro da relação sobre a outra pessoa
ou a tentativa de um parceiro exercer controlo sobre o outro através de abuso
ou violência. As suas formas mais comuns são psicológica, verbal, sexual ou
física.
O covid-19 e a violência doméstica
Como todos sabemos, com o aparecimento do Covid-19 as pessoas foram
obrigadas a confinar nos seus lares. Mas o que devia ser um lugar de
segurança e paz, em certos casos apenas contribuiu para uma maior
violência, insegurança e tortura dentro de casa. À semelhança da violência
no namoro, a violência doméstica descreve um conjunto de comportamentos
e/ou atitudes violentas, repetidas ou pontuais, cometido por um dos
elementos da relação ou por ambos, e que visa controlar e estabelecer uma
relação de dominância sobre o outro.
http://www.umarfeminismos.org/images/stories/noticias/Estudo_Nacional_VN_2019_da_UM
AR.pdf
Não acontece somente a mulheres
Em 2020, quando a pandemia colocou muitas vítimas e os seus agressores
confinados no mesmo espaço, o número de homens vítimas de violência
doméstica a procurar ajuda cresceu. Manuel Albano, vice-presidente da
Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) diz ao PÚBLICO
que em 2020, dos 80.212 atendimentos registados na Rede Nacional de
Apoio às Vítimas de Violência Doméstica, cerca de 9% foram homens à
procura de ajuda. “Houve um aumento significativo do numero de
atendimentos do sexo masculino.
Como podes saber se estás a viver uma
relação de namoro abusiva?
São vistas poucas pessoas a admitirem que estão numa relação
abusiva, este facto muitas vezes dá-se por medo ou vergonha. Por esse
motivo, é importante assegurar enquanto sociedade que não é preciso ter
medo e que existe sempre uma porta de saída. Além do mais, muitas
pessoas crescem já num ambiente de violência e ao sofrerem de por
exemplo, abusos psicológicos, não conseguem mais tarde perceber o que
está a acontecer. Mais uma vez como sociedade, é necessário alertar as
pessoas para as coisas anormais de uma relação, tais como: levantar a
mão ou muitas vezes a voz sem motivo, proibir o parceiro de viver as suas
relações familiares com amigos, controlar o telemóvel e as saídas,
manipular com chantagens e até choro, etc
Como podes saber se estás a viver uma
relação de namoro abusiva?
A pouco e pouco, o parceiro abusivo tenta isolar a vítima da sua vida
pessoal, de modo a que fique emocionalmente dependente do abusador e
que já não consiga avaliar a sua saúde mental e distinguir o correto do
errado. Ações como as descritas acima são irregulares e merecem atenção.
Se alguma pessoa passa por situações similares, deve procurar ajuda e
perceber que não está sozinho. Se te identificas com estes exemplos, então
é importante tomares consciência que nada justifica as atitudes e
comportamentos violentos que te são dirigidos. Por mais que te seja incutida
a culpa, não és responsável pela violência nem tens a obrigação de te
manter numa relação na qual te sintas desrespeitado/a.
O que podes fazer se conheceres alguém que
é vítima de um namoro abusivo?
O que se vê num namoro normal e livre de
abusos? Sorrisos, paixão, demonstrações de
afeto e carinho. O casal diverte-se e convive tanto
em conjunto, tanto em separado com amigos
pessoais. Mais importante, o casal respeita-se e
apoia-se mutuamente. Comentários positivos e de
suporte. Encorajamentos. Elogios. Isto são
coisas normais numa relação, mas se o típico for
o oposto, então algo está errado.
O que podes fazer se conheceres alguém que
é vítima de um namoro abusivo?
Caso suspeites ou tenhas a certeza que existe abuso no namoro, não
fiques calado. Algumas pessoas dão sinais/pistas do que se passa, outras
nem por isso. Por vezes percebemos a ação do/a namorado/a com a/o
namorada/o. conseguimos perceber uma mudança no comportamento, tal
como isolar a pessoa do trabalho, dos amigos, da família, etc. Vemos uma
mudança não saudável na postura da pessoa quanto à vida antes e depois
da entrada no namoro. Primeiramente, devemos tentar perceber a
veracidade da situação, pode haver manipulação ou mesmo violência: é
necessário entender com o que se está a lidar. É necessário saber em que
estado de abuso está a relação, e se a vítima tem um refúgio do abusador.
Podes pedir ajuda a pessoas mais velhas ou dirigir-te à polícia para os
mesmo seguirem o protocolo legal.
O que leva os jovens a manter uma relação de
namoro abusiva e quais são as suas
consequências?
A violência numa relação é um problema que incapacita e envolve muita
gente. Revela imaturidade emocional e tristeza pela parte do agressor por
sentir a necessidade de magoar outra pessoa. Parecendo que não, o
abusador também pode precisar de ajuda. Necessitar de dominar totalmente
a vida de outra pessoa não é normal. Quanto à vítima, como já escrevemos
acima, o maior condicionante que leva a vítima a ficar na relação é o medo,
vergonha, ou falta de reconhecimento. O problema é sério, merece ser
reconhecido e condiciona bastante a vida das pessoas envolvidas. Em 2020,
foram assassinadas 30 mulheres no contexto de violência doméstica. Desde
2004, este problema já causou mais de 570 vítimas. Não queremos mais
nenhuma.
Inquérito e tratamento de dados
Os participantes do inquérito afirmam que:
❏ a violência é o ato de magoar verbalmente ou fisicamente.
❏ A vítima deve auto defender-se.
❏ A vítima deve procurar ajuda ou proteção com as autoridades
policiais e associações de apoio à vítima.
❏ A maioria das vítimas não recorrem a apoios.
❏ Devem ser promovidas políticas educativas que promovam a
explicação de temas como o amor, as relações, mas não de uma
forma romantizada, para que desde crianças, as pessoas possam
entender que a violência começa no momento em que o outro nos
desrespeite, maltrate, ou intencionalmente nos magoe.
Inquérito e tratamento de dados
Inquérito e tratamento de dados
Inquérito e tratamento de dados
Inquérito e tratamento de dados
Segundo os inquiridos, a maioria das vítimas tem receio de como
vai ser acolhida pela suposta instituição, medo de ser julgada pelas
pessoas próximas, vergonha e esperança de que um dia o parceiro
mude o seu comportamento. Sentem vergonha e medo do que lhes
aconteceu/acontece. Vergonha porque não querem que se saiba, e
medo pois não querem que volte a acontecer ou que desencadeie
mais um acto de violência direcionado à si. Não valorizam o
acontecimento, acham que "não vai voltar a acontecer"... Já estão
habituados.
Entrevista à Psicóloga Ana Neto em duas fases
1ª Parte
Entrevista à Psicóloga Ana Neto em duas fases
2ª Parte
Exposição nas escolas
Ao longo do mês de novembro e dezembro de 2020, realizou-se uma
exposição no âmbito da violência no namoro, nas escolas Secundária e
EBPALF do Agrupamento de Escolas da Sertã. Aqui estão duas fotos:
O "Espaço M" da Sertã funciona no edifício dos Paços do Concelho, de
segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas. O apoio é assegurado por dois
técnicos de apoio à vítima do Setor de Ação Social da Câmara Municipal,
nas valências de psicologia e de serviço social. Pode ser contactado
através do telefone 274 600 307 e do endereço eletrónico espacom@cm-
serta.pt. Podes dirigir-te também às autoridades ou a uma associação
específica, tal como a APAV, Associação de Apoio à Vítima
Pede ajuda se estiveres a ser vítima de
violência no namoro/doméstica
1. Estar atento a todos os que nos rodeiam.
2. Encaminhar vítimas e agressores para
terapia/consultas de psicologia.
3. Fazer campanhas de sensibilização nas
Escolas para jovens a partir do 7ºano.
Nós Propomos!
Fontes:
https://escolasaudavelmente.pt/alunos/adolescentes/amor/violencia-no-namoro
https://ensina.rtp.pt/artigo/violencia-no-namoro-uma-prova-de-desamor/
https://apav.pt/apav_v3/index.php/pt/vitima/vitima
https://www.casa-qui.pt/index.php/perguntas/32-como-saber-se-sou-
vitima-de-violencia-no-namoro
http://www.umarfeminismos.org/images/stories/noticias/Estudo_Nacional_
VN_2019_da_UMAR.pdf
MUITO OBRIGADO!

ESS - " Namoro sem violência"

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    Escola Secundária da Sertã Namorosem Violência 11ºD Ana Luísa Lourenço David Gaspar Rafael Possidónio Weizhan Huang 2020/2021
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    Introdução Este trabalho foirealizado no âmbito da disciplina de Geografia A, na Escola Secundária da Sertã, no distrito de Castelo Branco. Foi desenvolvido para o “Nós Propomos!”, projeto realizado anualmente por várias escolas secundárias ao longo do país, na área da cidadania e da inovação na educação geográfica. É suposto decidir um tema de trabalho que seja um problema atualmente, desenvolvê-lo em grupo, procurar informações e buscar uma solução. Para este ano, já que o problema cresceu no contexto da pandemia covid- 19, achámos que o tema mais indicado a tratar seria o problema da violência no namoro/doméstica. Para a realização do trabalho reunimos várias informações, dados fundamentais para o esclarecimento sobre o tema: consultamos diversos sites, realizámos um inquérito e entrevistamos a psicóloga do Agrupamento de Escolas da Sertã, Ana Neto.
  • 3.
    O que éa violência no namoro? A violência depende do contexto, cultura, tradições e sociedade onde estamos inseridos. Ainda assim, a violência no namoro é geralmente definida como qualquer ação de ameaça por um membro da relação sobre a outra pessoa ou a tentativa de um parceiro exercer controlo sobre o outro através de abuso ou violência. As suas formas mais comuns são psicológica, verbal, sexual ou física.
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    O covid-19 ea violência doméstica Como todos sabemos, com o aparecimento do Covid-19 as pessoas foram obrigadas a confinar nos seus lares. Mas o que devia ser um lugar de segurança e paz, em certos casos apenas contribuiu para uma maior violência, insegurança e tortura dentro de casa. À semelhança da violência no namoro, a violência doméstica descreve um conjunto de comportamentos e/ou atitudes violentas, repetidas ou pontuais, cometido por um dos elementos da relação ou por ambos, e que visa controlar e estabelecer uma relação de dominância sobre o outro. http://www.umarfeminismos.org/images/stories/noticias/Estudo_Nacional_VN_2019_da_UM AR.pdf
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    Não acontece somentea mulheres Em 2020, quando a pandemia colocou muitas vítimas e os seus agressores confinados no mesmo espaço, o número de homens vítimas de violência doméstica a procurar ajuda cresceu. Manuel Albano, vice-presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) diz ao PÚBLICO que em 2020, dos 80.212 atendimentos registados na Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica, cerca de 9% foram homens à procura de ajuda. “Houve um aumento significativo do numero de atendimentos do sexo masculino.
  • 6.
    Como podes saberse estás a viver uma relação de namoro abusiva? São vistas poucas pessoas a admitirem que estão numa relação abusiva, este facto muitas vezes dá-se por medo ou vergonha. Por esse motivo, é importante assegurar enquanto sociedade que não é preciso ter medo e que existe sempre uma porta de saída. Além do mais, muitas pessoas crescem já num ambiente de violência e ao sofrerem de por exemplo, abusos psicológicos, não conseguem mais tarde perceber o que está a acontecer. Mais uma vez como sociedade, é necessário alertar as pessoas para as coisas anormais de uma relação, tais como: levantar a mão ou muitas vezes a voz sem motivo, proibir o parceiro de viver as suas relações familiares com amigos, controlar o telemóvel e as saídas, manipular com chantagens e até choro, etc
  • 7.
    Como podes saberse estás a viver uma relação de namoro abusiva? A pouco e pouco, o parceiro abusivo tenta isolar a vítima da sua vida pessoal, de modo a que fique emocionalmente dependente do abusador e que já não consiga avaliar a sua saúde mental e distinguir o correto do errado. Ações como as descritas acima são irregulares e merecem atenção. Se alguma pessoa passa por situações similares, deve procurar ajuda e perceber que não está sozinho. Se te identificas com estes exemplos, então é importante tomares consciência que nada justifica as atitudes e comportamentos violentos que te são dirigidos. Por mais que te seja incutida a culpa, não és responsável pela violência nem tens a obrigação de te manter numa relação na qual te sintas desrespeitado/a.
  • 8.
    O que podesfazer se conheceres alguém que é vítima de um namoro abusivo? O que se vê num namoro normal e livre de abusos? Sorrisos, paixão, demonstrações de afeto e carinho. O casal diverte-se e convive tanto em conjunto, tanto em separado com amigos pessoais. Mais importante, o casal respeita-se e apoia-se mutuamente. Comentários positivos e de suporte. Encorajamentos. Elogios. Isto são coisas normais numa relação, mas se o típico for o oposto, então algo está errado.
  • 9.
    O que podesfazer se conheceres alguém que é vítima de um namoro abusivo? Caso suspeites ou tenhas a certeza que existe abuso no namoro, não fiques calado. Algumas pessoas dão sinais/pistas do que se passa, outras nem por isso. Por vezes percebemos a ação do/a namorado/a com a/o namorada/o. conseguimos perceber uma mudança no comportamento, tal como isolar a pessoa do trabalho, dos amigos, da família, etc. Vemos uma mudança não saudável na postura da pessoa quanto à vida antes e depois da entrada no namoro. Primeiramente, devemos tentar perceber a veracidade da situação, pode haver manipulação ou mesmo violência: é necessário entender com o que se está a lidar. É necessário saber em que estado de abuso está a relação, e se a vítima tem um refúgio do abusador. Podes pedir ajuda a pessoas mais velhas ou dirigir-te à polícia para os mesmo seguirem o protocolo legal.
  • 10.
    O que levaos jovens a manter uma relação de namoro abusiva e quais são as suas consequências? A violência numa relação é um problema que incapacita e envolve muita gente. Revela imaturidade emocional e tristeza pela parte do agressor por sentir a necessidade de magoar outra pessoa. Parecendo que não, o abusador também pode precisar de ajuda. Necessitar de dominar totalmente a vida de outra pessoa não é normal. Quanto à vítima, como já escrevemos acima, o maior condicionante que leva a vítima a ficar na relação é o medo, vergonha, ou falta de reconhecimento. O problema é sério, merece ser reconhecido e condiciona bastante a vida das pessoas envolvidas. Em 2020, foram assassinadas 30 mulheres no contexto de violência doméstica. Desde 2004, este problema já causou mais de 570 vítimas. Não queremos mais nenhuma.
  • 11.
    Inquérito e tratamentode dados Os participantes do inquérito afirmam que: ❏ a violência é o ato de magoar verbalmente ou fisicamente. ❏ A vítima deve auto defender-se. ❏ A vítima deve procurar ajuda ou proteção com as autoridades policiais e associações de apoio à vítima. ❏ A maioria das vítimas não recorrem a apoios. ❏ Devem ser promovidas políticas educativas que promovam a explicação de temas como o amor, as relações, mas não de uma forma romantizada, para que desde crianças, as pessoas possam entender que a violência começa no momento em que o outro nos desrespeite, maltrate, ou intencionalmente nos magoe.
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    Inquérito e tratamentode dados Segundo os inquiridos, a maioria das vítimas tem receio de como vai ser acolhida pela suposta instituição, medo de ser julgada pelas pessoas próximas, vergonha e esperança de que um dia o parceiro mude o seu comportamento. Sentem vergonha e medo do que lhes aconteceu/acontece. Vergonha porque não querem que se saiba, e medo pois não querem que volte a acontecer ou que desencadeie mais um acto de violência direcionado à si. Não valorizam o acontecimento, acham que "não vai voltar a acontecer"... Já estão habituados.
  • 16.
    Entrevista à PsicólogaAna Neto em duas fases 1ª Parte
  • 17.
    Entrevista à PsicólogaAna Neto em duas fases 2ª Parte
  • 18.
    Exposição nas escolas Aolongo do mês de novembro e dezembro de 2020, realizou-se uma exposição no âmbito da violência no namoro, nas escolas Secundária e EBPALF do Agrupamento de Escolas da Sertã. Aqui estão duas fotos:
  • 19.
    O "Espaço M"da Sertã funciona no edifício dos Paços do Concelho, de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas. O apoio é assegurado por dois técnicos de apoio à vítima do Setor de Ação Social da Câmara Municipal, nas valências de psicologia e de serviço social. Pode ser contactado através do telefone 274 600 307 e do endereço eletrónico espacom@cm- serta.pt. Podes dirigir-te também às autoridades ou a uma associação específica, tal como a APAV, Associação de Apoio à Vítima Pede ajuda se estiveres a ser vítima de violência no namoro/doméstica
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    1. Estar atentoa todos os que nos rodeiam. 2. Encaminhar vítimas e agressores para terapia/consultas de psicologia. 3. Fazer campanhas de sensibilização nas Escolas para jovens a partir do 7ºano. Nós Propomos!
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