O documento discute a concepção dominante sobre a leitura, que se fundamenta na ideia da não-leitura e perpetua juízos de valor sobre diferentes tipos de leitura e leitores. Também explora a crise da leitura, suas supostas causas e consequências, contestando a noção de que a prática de leitura está em declínio, evidenciando que as estatísticas e estudos sociológicos revelam uma realidade mais complexa. Por fim, critica o discurso que marginaliza certas leituras e leitores, enfatizando a necessidade de reconsiderar quais leituras são valorizadas culturalmente.