O LIVRO DOS
ESPÍRITOS
PARTE SEGUNDA: Do Mundo Espírita ou
Mundo dos Espíritos
CAPÍTULO VI: Vida Espírita
Questões: 258 à 273
Escolha das Provas
2
258 – Quando no estado errante e antes de se
reencarnar, o Espírito tem a consciência e a
previsão das coisas que lhe sucederão durante a
vida?
Ele próprio escolhe o gênero de provas que quer
suportar e é nisso que consiste o seu livre-arbítrio.
3
258.a) Não é Deus que lhe impõe, então, as tribulações da
vida como castigo?
Nada ocorre sem a permissão de Deus, pois é Ele quem
estabelece todas as leis que regem o Universo. Perguntai,
então, por que fez tal lei ao invés de outra. Dando ao
Espírito a liberdade de escolha, deixa-lhe toda a
responsabilidade de seus atos e suas consequências, de
maneira que nada entrava o seu futuro; o caminho do bem,
como o do mal, lhe está aberto. Se sucumbe, resta-lhe a
consolação de que nem tudo se acabou para ele; Deus, na
sua bondade, lhe dá a oportunidade de recomeçar o que foi
mal feito. É necessário, aliás, distinguir o que é obra da
vontade de Deus do que é da vontade do homem. Se um
perigo vos ameaça, não fostes vós que criastes, mas Deus;
contudo, pela própria vontade, a ele vos expondes porque
vedes um meio de adiantar-vos e Deus o permitiu.
4
Centro de Planejamento de Reencarnações
Cidade Espiritual “Nosso Lar”
Pavilhão de Desenhos
Pavilhões de desenho,
onde numerosos
cooperadores traçavam
planos para
reencarnações incomuns.
Segismundo virá com um
problema cardíaco que se
manifestará na idade adulta.
André Luiz
Manassés
Instituto de Planejamento das Reencarnações
André Luiz
Alexandre
Josino
Projeto de
Reencarnação
de Silvério
André Luiz
Manassés
Silvério
Silvério irá reencarnar, após 15
anos de atividades de auxílio no
plano espiritual, com objetivos
de reparar erros passados.
Estava um tanto hesitante, com
receio de contrair novos
débitos, devido ao
esquecimento do passado.
Acatou a sugestão de trazer um
defeito físico na perna, a fim de
se defender das tentações,
como antídoto à vaidade. Tem
possibilidade de viver até 70
anos.
http://www.blog.saude.gov.br/index.php/34721-into-debate-a-atencao-domiciliar
Anacleta vai reencarnar
após 40 anos de trabalho em favor
de espíritos familiares que estão
em desequilíbrio. Pretende
recebe-los como filhos, dois na
condição de paralisia, outro com
debilidade mental, e uma filha,
também com problemas, mas que
deverá auxilia-la na velhice do
corpo. Repara o erro de outra
encarnação, quando permitiu,
como mãe, através da falta de
disciplina e do excesso de mimo,
que seus filhos não conseguissem
enfrentar as lutas da vida.
Projeto de Reencarnação de Anacleta
Outra entidade que deve reencarnar, pede que haja
interferência na formação das glândulas tireoide e
paratireoide, a fim de que o corpo não se apresente
harmônico fisicamente, uma vez a beleza física poderia
dificultar as tarefas que ela devia desempenhar.
Imagem: https://www.olimpia24horas.com.br/noticias/iguatemi-rio-preto-campanha-de-conscientizacao-sobre-a-glandula-tireoide/7/5311
Úlcera planejada
Outro Espírito deve reencarnar com a possibilidade de
surgimento de uma úlcera logo que chegue a maioridade.
Através deste processo, poderá resgatar um crime cometido
há mais de cem anos antes, quando assassinou um homem a
facadas. A vítima tornou-se seu obsessor e provocou
gradativamente sua desencarnação. Após sofrer no plano
espiritual, reergueu-se moralmente e obteve várias
intercessões. No entanto, pela lei de ação e reação, o crime
ainda permanece em aberto, e a reencarnação dolorosa
servirá de pena e reparação.
259 – Se o Espírito pode escolher o gênero de provas que
deve suportar, segue-se daí que todas as tribulações que
experimentamos na vida foram previstas e escolhidas por
nós?
Todas, não é a palavra, pois não se pode dizer que
escolhestes e previstes tudo o que vos acontece no mundo,
até as menores coisas; escolhestes o gênero de provas, os
detalhes são consequências da vossa posição e,
frequentemente, dos vossos próprios atos. Se o Espírito
quis nascer entre malfeitores, por exemplo, ele sabia a que
arrastamentos se expunha, mas não cada um dos atos que
viria a praticar, e que são resultado de sua vontade ou do
seu livre-arbítrio. O Espírito sabe que escolhendo tal
caminho terá de suportar tal gênero de luta; sabe, também,
a natureza das vicissitudes que enfrentará, mas não sabe
quais os acontecimentos que o aguardam.
14
Os detalhes dos acontecimentos nascem das
circunstâncias e da força das coisas. Somente são
previstos os grandes acontecimentos que influem no
seu destino. Se tomas um caminho cheio de sulcos
profundos, sabes que deves tomar grandes
precauções para não caíres, e não sabes em qual
deles cairás; pode ser, também, que não caias se
fores bastante prudente. Se, passando por uma rua,
uma telha te cair na cabeça, não creias que estava
escrito, como vulgarmente se diz.
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16
É como planejar
uma viagem.
260 – Como o Espírito pode querer nascer no meio de
pessoas de má vida?
É necessário que ele seja colocado num meio onde possa
suportar a prova que pediu. Pois bem! É preciso que haja
analogia nas situações. Para lutar contra o instinto do roubo
é preciso que se encontre entre pessoas dadas à prática de
roubar.
260.a) Se não houvesse pessoas de má vida sobre a Terra,
o Espírito não poderia, pois, aí encontrar meio adequado a
certas provas?
Precisar-se-ia lamentar isso? É o que ocorre nos mundos
superiores onde o mal não tem acesso, visto que são
habitados por Espíritos bons. Fazei que, em breve, o mesmo
ocorra sobre a Terra.
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261 – O Espírito, nas provas que deve suportar para
chegar à perfeição, deve experimentar todos os gêneros
de tentações? Deve passar por todas as circunstâncias
que podem excitar seu orgulho, inveja, avareza,
sensualidade, etc.?
Certamente que não, pois sabeis que há Espíritos que,
desde o começo, tomam um caminho que os isenta de
muitas provas; mas aquele que se deixa arrastar para o
mau caminho, corre todos os perigos desse caminho. Um
Espírito, por exemplo, pode pedir a riqueza e esta ser-lhe
concedida; então, conforme seu caráter, ele poderá
tornar-se avaro ou pródigo, egoísta ou generoso, ou se
entregará a todos os prazeres da sensualidade. Mas isso
não quer dizer que deva passar forçosamente por todas
essas tendências.
18
O que você faz com o que você tem é que vai definir
se o que você tem é bom ou ruim para você. 19
A JANELA DO HOSPITAL
20
262 – Como pode o Espírito, que em sua
origem é simples, ignorante e sem experiência,
escolher uma existência com conhecimento de
causa e ser responsável por essa escolha?
Deus supre a sua inexperiência traçando-lhe o caminho
que deve seguir, como o fazes para uma criança desde
o berço. À medida que o seu livre-arbítrio se
desenvolve, ele o deixa, pouco a pouco, livre para
escolher; é, então, que frequentemente se extravia
tomando o mau caminho, se não escuta o conselho dos
bons Espíritos; é o que podemos chamar a queda do
homem.
21
262.a) Quando o Espírito goza do seu livre-
arbítrio, depende exclusivamente da sua
vontade a escolha da existência corporal, ou
essa existência pode lhe ser imposta pela
vontade de Deus como expiação?
Deus sabe esperar: não apressa a expiação. Entretanto,
Deus pode impor uma existência a um Espírito,
quando este, por sua inferioridade ou sua má vontade,
não está apto a compreender o que poderia ser-lhe
mais salutar e quando vê que essa existência pode
servir à sua purificação e adiantamento, ao mesmo
tempo que encontra nela uma expiação.
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Resumo¹ dos dez primeiros capítulos do livro
Eustáquio – 15 séculos de uma trajetória.
Pelo espírito Cairbar Schutel através do médium Abel
Glaser, pela Casa Editora O Clarim.
São 17 vidas narradas, do ano de 445 a 1945. O espírito
Eustáquio teve numerosas vidas antes da primeira vida
narrada neste livro e ainda terá muitíssimas outras
vidas para prosseguir sua evolução, até atingir a
perfeição, mas em vidas cada vez mais cheias de
felicidade e paz, não necessariamente neste mundo.
Ligado à colônia espiritual Alvorada Nova.
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1 – O resumo trata das duas primeiras existências físicas de Eustáquio narradas no
livro.
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Mapa Geral da Colônia Espiritual Alvorada Nova
25PRÉDIO PRINCIPAL DE REUNIÕES DOS DIRIGENTES DA COLÔNIA
26
Casa de Repouso ou Hospital da Irmã Scheilla
1ª EUSTÁQUIO ( FRANÇA) – De 445 a 500
Pais amorosos e ricos. Dão-lhe boa educação. Desde
criança sente-se satisfeito por prejudicar seu próximo.
Aos 15 anos tem tuberculose, causada por obsessores.
É curado por intermédio de Genebaldo, médium cristão
humilde que tem uma casa de oração, de quem
despreza bons conselhos.
Torna-se general. É impiedoso, cruel, arrogante,
assassino, ambicioso, ladrão, adúltero. Saqueia e
incendeia vila de seu próprio reino, determinando a
morte de todos os seus habitantes. Estes outrora foram
romanos assassinos de cristãos nas arenas.
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Desencarna e sofre com a ação de seus obsessores.
Conhece a traição conjugal que sua esposa lhe fazia.
Torna-se obsessor e, na disputa pelo comando de
outros obsessores, faz um inimigo, o capitão Tergot.
Um momento de reflexão sobre o objetivo da vida
proporciona seu resgate por bons espíritos da cidade
espiritual Alvorada Nova.
Fica 5 anos em sono profundo recordando os últimos
500 anos de existência e 3 anos recordando os
conselhos bons que ouviu nas últimas existências. Sua
mãe na última encarnação o auxilia.
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Lúcido e consciente, Eustáquio é levado à presença de
Agamenon.
- Meu caro Eustáquio! Paz em Jesus. Sentimo-nos felizes em
recebe-lo de volta a nossa cidade espiritual. Estamos
acompanhando o seu progresso, em especial pela interferência
de sua mãe Claudine - a nossa querida Nívea. A esta altura, você
já sabe que a sua última vivência na Crosta trouxe-lhe profundos
débitos, que precisam ser reparados. Você acredita, meu filho,
estar preparado a um novo estágio no plano material?
- Confesso-lhe, senhor, que não me encontro em condições de
responder-lhe, com segurança, a questão que me é colocada.
Apesar desses anos de reflexão compulsória a que fui submetido,
não acredito ter-me tornado capaz de tomar uma decisão como
essa. Não me sinto apto a fazer nada. Gostaria de encontrar-me
com minha mãe, se for possível. Talvez, ela possa ajudar-me...
29
Planejamento da reencarnação
GLASER, Abel & SCHUTEL, Cairbar (Espírito). Eustáquio – XV Séculos de uma trajetória. 4ª ed. Matão – SP: Ed. O Clarim,
2005, pág. 59-62.
- No tempo certo, providenciaremos esse encontro. Agora,
precisamos saber se, por livre-arbítrio seu, você esta preparado a
reconhecer os seus graves erros do passado e entender que o
melhor caminho para resgatá-los e o imediato retorno a Crosta.
- E se eu aceitar, em que condições voltarei?
- Enfrentara uma vida simples, com alguma privação material para
que possa redimir-se de tantos desvios praticados na sua anterior
opulência.
- Como? Então eu haverei de retornar pobre e miserável?
- Não há motivo para tanto asco, meu filho! A pobreza material
muitas vezes significa a chave para a riqueza do espírito. Lembre-
se que a maioria de seus erros provêm da sua privilegiada casta
social, quando esteve reencarnado em França. Se você voltasse na
mesma condição, a trajetória estaria prematuramente perdida. O
seu programa indica que uma alteração no local de seu nascimento
e na sua situação financeira será providencial. 30
Planejamento da reencarnação
- Não posso concordar, lamento! Creio que ainda não estou
preparado a aceitar as suas condições. Eu tenho alguma outra
opção?
- Por ora, não! No futuro, quem sabe...
- E se eu me recusar a aceitar a sua sugestão?
- Lamentaríamos muito o seu posicionamento. Entretanto, antes
que decida, vou atender ao seu reclame. Poderá ver a sua mãe.
Entra na sala a doce Nívea, toda vestida de branco, com um belo
laço azul nos cabelos e tendo nas mãos um quadro com a sua
própria imagem segurando nos braços o pequeno Eustáquio,
simbolizando o melhor período que vivenciaram juntos.
- Filho, aqui estou novamente a falar-lhe! Não tenho outro objetivo
imediato senão ajudá-lo. E a força de nosso amor que deverá
sempre prevalecer. Não coloque em risco a sua felicidade futura e
aceite o convite que lhe é formulado por Agamenon. Se com
naturalidade você aceitar essa oportunidade de renascimento, eu
estarei ao seu lado para auxiliá-lo sempre que precisar. 31
Planejamento da reencarnação
- Mas, minha mãe, como poderei suportar a pobreza? Jamais
conseguiria viver um só dia na miséria.
- Eustáquio, lembre-se que as posses materiais de um encarnado
nada significam neste mundo que agora lhe serve de morada. Não
percebeu ainda, meu filho, que neste plano da verdadeira vida
prescindimos de ouro e joias, títulos e propriedades? Não somos
gananciosos, nem arrogantes, porque somos absolutamente iguais
dentro das Leis Divinas e do amor cristão. Inexiste entre nós
qualquer forma de ambição, a não ser aquela que nos impulsiona a
valorização do caráter e dos postulados morais. Almejamos
progredir espiritualmente e sabemos que a passagem pela crosta
terrestre e efêmera e transitória. Para que riqueza material,
Eustáquio, se ela sempre representou-lhe desgraça e sofrimento?
Confie em mim! Aceite essa proposta.
- Como posso negar-lhe algo, mamãe? Apenas não compreendo
porque devo retornar...
32
Planejamento da reencarnação
- A ideia de seu retorno ao plano material não é nossa, meu filho!
Faz parte das Leis de Deus e consagra a universal lei de ação e
reação. Você deve retornar a fim de reparar tantos erros que
anteriormente cometeu.
- Não posso ficar um pouco mais? Quem sabe, então, se eu fosse
para a França outra vez?
- Realmente, você necessita voltar a Dijon e aquela região, mas
não agora. Fortaleça-se primeiro e depois terá a oportunidade de
reparar suas dívidas nesse local. Você deve aprender a viver de
modo simples e humilde bem longe do lugar onde desfrutou de
toda a glória permitida a um ser humano. Conto com seu
progresso!
- Mas, querida Claudine, como irei resistir a qualquer tentação
longe de seus sábios conselhos?
33
Planejamento da reencarnação
- Seguindo as orientações de sua mãe. Por tal razão, estarei de
volta a carne para acompanhá-lo de perto. Novamente
renasceremos mãe e filho e, juntos, haveremos de progredir. Você
me acompanha?
- Sim, eu irei. Gostaria, se possível, de saber qual o destino de
meus amigos Razuk e Gedião...
- Por ora, Eustáquio, preocupe-se com a sua trajetória. Eles estarão
bem e terão a mesma oportunidade de retorno que você.
Um abraço emocionado aproxima Nívea de Eustáquio, enquanto
Agamenon fornece as últimas orientações.
- Lembre-se, Eustáquio, que sua mãe somente está voltando a
Crosta para apoiá-lo em sua Jornada, pois ela não necessitaria mais
retornar a materialidade. Espero que você reconheça esse gesto
nobre, deixando-se levar pelos prudentes conselhos de sua futura
genitora Giovanna, na distante Cosenza do sul da Itália. Ela partirá
imediatamente e você aguardará o momento propício. Deus os
ilumine. Assim seja. 34
Planejamento da reencarnação
2ª CARLO (ITÁLIA) – De 600 a 635
Sua mãe é o mesmo Espírito que na vida passada foi
mãe de Eustáquio, vindo com a missão de ajudá-lo. Ela
não precisava reencarnar mais na Terra.
Carlo é pobre, revoltado com a pobreza, rancoroso,
vingativo, ladrão, assassino. Sua esposa Ana é cruel e
rude, obrigando-o a conseguir riqueza a qualquer custo.
É preso e morre de hanseníase na prisão.
Desencarna e vê seu corpo se decompondo. Sofre pela
ação de obsessores. É resgatado para Alvorada Nova,
onde relembra o passado e é orientado para
reencarnação compulsória (obrigatória).
35
Desligado da realidade por longo período, acaba
recolhido por uma equipe de resgate de Alvorada Nova.
Após estágio compulsório em câmaras de retificação é
submetido a processos de rememorização do seu
passado, Eustáquio recebe instruções do Departamento
de Reencarnação da colônia espiritual no sentido de que
devera retornar à materialidade, desta vez por
determinismo, a fim de expiar seus graves erros
pretéritos e regenerar-se espiritualmente. O seu livre-
arbítrio não conseguiu evitar o imenso fracasso de sua
última Jornada na Crosta, conduzindo-o, portanto, a
refazer os seus passos na mesma região onde carreou
suas maiores dívidas. Cosenza, mais uma vez, deverá
recebê-lo como filho.
36
Planejamento da reencarnação
GLASER, Abel & SCHUTEL, Cairbar (Espírito). Eustáquio – XV Séculos de uma trajetória. 4ª ed. Matão – SP: Ed. O Clarim,
2005, pág. 69-70.
263 – O Espírito faz sua escolha
imediatamente depois da morte?
Não, muitos acreditam na eternidade das penas
e, como já se disse, é um castigo.
37
264 – O que dirige o Espírito na escolha das
provas que quer suportar?
Ele escolhe as que podem ser para ele uma expiação,
segundo a natureza de suas faltas, e o faça avançar
mais rapidamente. Alguns se impõem uma vida de
misérias e privações para tentar suportá-la com
coragem. Outros querem se experimentar nas
tentações da fortuna e do poder, bem mais perigosas
pelo abuso e mau uso que delas se pode fazer, e pelas
más paixões que desenvolvem. Outros, enfim, querem
experimentar-se pelas lutas que devem sustentar ao
contato do vício.
38
39
As provas são bem
vindas e necessárias.
O aluno que está na
escola e não gosta de
estudar, reclama de
algumas disciplinas que
são mais difíceis para ele.
Nós não atingiríamos o
pleno conhecimento e
desenvolvimento das
nossas potencialidades
se não passássemos por
estas provas.
265 – Se alguns Espíritos escolhem o contato com o
vício como prova, existem os que o escolhem por
simpatia e por desejo de viver num meio do seu gosto,
ou para poderem se entregar materialmente aos seus
pendores materiais?
Há, sem dúvida, mas apenas entre aqueles cujo senso
moral está pouco desenvolvido; a prova vem deles
mesmos e a suportarão por mais tempo. Cedo ou tarde,
compreenderão que a satisfação das paixões brutais tem
para eles consequências deploráveis, que suportarão
durante um tempo que lhes parecerá eterno. Deus
poderá deixá-los nesse estado até que compreendam
suas faltas e peçam, por si mesmos, os meios de resgatá-
las em provas vantajosas.
40
266 – Não parece natural que os Espíritos
escolham as provas menos penosas?
Para vós, sim; para o Espírito, não. Quando se liberta da
matéria, a ilusão desaparece e ele pensa de outra maneira.
41
Allan Kardec
O homem sobre a Terra é colocado sob a influência das
ideias carnais, não vê em suas provas senão o lado penoso;
é por isso que lhe parece natural escolher aquelas que, do
seu ponto de vista, podem coexistir com os prazeres
materiais. Na vida espiritual, contudo, ele compara esses
prazeres fugitivos e grosseiros com a felicidade inalterável
que entrevê e, então, que lhe importam alguns sofrimentos
passageiros? O Espírito pode, pois, escolher as provas mais
rudes e, por conseguinte, a existência mais penosa na
esperança de alcançar mais depressa um estado melhor,
como o doente escolhe, frequentemente, o remédio mais
desagradável para se curar mais rapidamente. O que quer
ver seu nome ligado ao descobrimento de um país
desconhecido não escolhe um caminho florido; sabe os
perigos que corre, mas sabe também a glória que o espera,
se for bem-sucedido. 42
A doutrina da liberdade na escolha de nossas
existências e das provas que devemos suportar deixa de
parecer extraordinária se se considerar que os Espíritos
desprendidos da matéria apreciam as coisas de maneira
diferente da nossa; entreveem o fim, bem mais sério
para eles que os prazeres fugidios do mundo. Depois de
cada existência, avaliam o passo que deram e
compreendem o que lhes falta ainda em pureza para
alcançarem aquele fim. Eis porque eles se submetem
voluntariamente a todas as vicissitudes da vida corporal
pedindo, eles mesmos, as provas que lhes permitam
chegar mais prontamente. Não há, pois, motivo de
espanto no fato de o Espírito não dar preferência a uma
existência mais suave. Essa vida, isenta de amargura,
não pode gozá-la em seu estado de imperfeição; ele a
entrevê e é para alcançá-la que procura se melhorar. 43
Não temos, aliás, todos os dias, sob nossos olhos,
exemplos de escolhas semelhantes? Que faz o homem
que trabalha uma parte da sua vida, sem trégua nem
descanso, para reunir haveres que lhe garantam o bem-
estar, senão uma tarefa que se impôs tendo em vista
um futuro melhor?
O militar que sofre por uma missão perigosa, o viajante
que não enfrenta menores perigos, no interesse da
Ciência ou da sua fortuna, não se submete a provas
voluntárias que devem lhes proporcionar honra e
proveito, se forem bem-sucedidos? A que o homem não
se submete e não se expõe pelo seu interesse ou pela
sua glória? Todos os concursos não são também provas
voluntárias às quais os homens se submetem para se
elevarem na carreira que escolheram?
44
Não se chega a uma posição social de destaque nas
ciências, nas artes, na indústria, senão passando por
uma série de posições inferiores que são outras tantas
provas. A vida humana é uma cópia da vida espiritual
onde encontramos, em ponto pequeno, todas as mesmas
peripécias. Se, pois, nesta vida escolhemos as provas
mais rudes para alcançarmos um objetivo mais elevado,
por que o Espírito, que vê mais longe que o corpo e para
o qual a vida do corpo não é mais que um incidente
fugidio, não escolheria uma existência penosa e
laboriosa, se ela deve conduzi-lo a uma felicidade
eterna? Aqueles que dizem que, se o homem tem a
escolha da sua existência, pediriam para ser príncipes ou
milionários, são como míopes que só veem o que tocam,
ou como crianças gulosas às quais quando perguntamos
a profissão que preferem, respondem: pasteleiros ou
confeiteiros. 45
Assim é o viajante que, no fundo do vale obscurecido
pelo nevoeiro não vê a extensão, nem os pontos
extremos do seu caminho. Chegado ao cume da
montanha, divisa ele o caminho que percorreu e o que
resta a percorrer, vê o seu fim e os obstáculos que tem
ainda a transpor e pode, então, planejar com mais
segurança os meios de o atingir. O Espírito encarnado
está como o viajor na base da montanha:
desembaraçado dos laços físicos, ele domina o cenário
como aquele que está no cume da montanha. Para o
viajante, o objetivo é o repouso depois da fadiga, para
o Espírito, porém, é a felicidade suprema após as
tribulações e as provas.
46
Todos os Espíritos dizem que, no estado errante,
buscam, estudam, observam para fazerem sua escolha.
Não temos um exemplo desse fato na vida corporal?
Não buscamos, frequentemente, durante anos, a
carreira sobre a qual fixamos livremente nossa escolha,
porque a cremos a mais apropriada para os objetivos
do nosso caminho? Se fracassamos numa, procuramos
outra. Cada carreira que abraçamos é uma fase, um
período da vida. Não empregamos cada dia para
planejar o que faremos no dia seguinte?
Ora, que são as diferentes existências corporais para o
Espírito senão fases, períodos e dias de sua vida espírita
que é, como o sabemos, sua vida normal, uma vez que
a vida corpórea não é mais que transitória e
passageira?
47
267 – Poderá o Espírito fazer sua escolha durante a vida
corporal?
Seu desejo pode ter influência, dependendo da
intenção; como Espírito, porém, muitas vezes vê as
coisas de maneira diferente, e é nesse estado que faz
sua escolha. Mas, ainda uma vez, pode fazê-la na sua
vida material, porque o Espírito tem sempre momentos
nos quais fica independente da matéria que habita.
267. a) Muitas pessoas desejam grandezas e riquezas;
não é, certamente, como expiação, nem como prova?
Sem dúvida, é a matéria que deseja essas grandezas
para gozá-las; como Espírito, deseja-as para conhecer-
lhes as vicissitudes.
48
268 – Até alcançar o estado de pureza
perfeita, o Espírito tem, constantemente,
provas a suportar?
Sim, mas elas não são como as entendeis, pois
chamais de provas as tribulações materiais. Ora, o
Espírito, alcançando um certo grau, sem ser perfeito,
não tem mais provas a suportar, porém, tem sempre
deveres que o ajudam a se aperfeiçoar, e que não lhe
são penosos, não fosse senão o de ajudar os outros a
se aperfeiçoarem.
49
269 – O Espírito pode enganar-se quanto à eficiência da
prova que escolheu?
Pode escolher uma que esteja acima de suas forças e,
então, sucumbe; pode, também, escolher uma que não
lhe dê proveito algum, como ocorre se prefere um gênero
de vida ociosa e inútil. Nesse caso, uma vez de volta ao
mundo dos Espíritos, ele percebe que nada ganhou e
pede outra existência para reparar o tempo perdido.
50
270 – A que se devem as vocações de algumas
pessoas e sua vontade de seguir uma carreira de
preferência a outra?
Parece-me que vós mesmos podeis responder a esta
questão. Não é a consequência de tudo o que dissemos
sobre a escolha das provas e sobre o progresso realizado
numa existência anterior?
51
271 – No estado errante, o Espírito,
estudando as diversas condições nas quais
poderá progredir, como pensa realizar seu
progresso nascendo, por exemplo, entre
canibais?
Não são os Espíritos já avançados que nascem entre
os canibais, mas Espíritos da natureza dos próprios
canibais ou que lhes são inferiores.
52
Allan Kardec:
Sabemos que os nossos antropófagos não estão no
último grau da escala evolutiva e que existem
mundos onde o embrutecimento e a ferocidade não
têm analogia sobre a Terra. Esses Espíritos,
portanto, são inferiores aos mais inferiores do
nosso mundo e encarnar entre os nossos selvagens
é para eles um progresso, da mesma forma que
seria um progresso para os nossos antropófagos
exercer entre nós uma profissão que não os
obrigasse a derramar sangue. Se não veem mais
alto é porque a inferioridade moral não lhes
permite a compreensão de um progresso mais
completo.
53
O Espírito não pode avançar senão gradualmente;
não pode transpor, de um salto, a distância que
separa a barbárie da civilização, e é nesse fato que
vemos uma das necessidades da reencarnação
para que corresponda verdadeiramente à justiça
de Deus. De outra forma, em que se tornariam
esses milhões de seres que morrem cada dia no
último estado de degradação, se não tivessem os
meios de alcançar a superioridade? Por que Deus
os deserdaria dos favores concedidos aos outros
homens?
54
272 – Os Espíritos que procedem de um mundo inferior
à Terra, ou de um povo muito atrasado, como os
canibais, por exemplo, poderiam nascer entre os povos
civilizados?
Sim, há os que se desencaminham querendo subir muito
mais alto; mas, nesse caso, eles ficam desajustados,
entre vós, porque têm costumes e instintos que não se
afinam com os vossos.
Allan Kardec:
Esses seres nos dão o triste espetáculo da ferocidade
dentro da civilização. O retorno para junto dos canibais
não será para eles uma queda, pois não farão mais que
retomar o seu lugar, talvez com maior proveito.
55
273 – Um homem pertencente a uma raça
civilizada, por expiação, poderia encarnar
numa raça selvagem?
Sim, mas isso depende do gênero da expiação; um
senhor que foi duro para os seus escravos poderá vir a
ser escravo, a seu turno, e sofrer os maus tratos que
fez suportar. Aquele que um dia comandou pode,
numa nova existência, obedecer àqueles mesmos que
se curvaram à sua vontade. É uma expiação se ele
abusou de seu poder e Deus a pode impor-lhe. Um
bom Espírito pode, também, para ajudar-lhe o
progresso, escolher uma existência influente entre
esses povos, e então é uma missão. 56
57
Crianças
dominando
o alfabeto
Irmãos, em
lutas menores,
penetrando os
domínios da
experiência
Jovens, nos
bancos da
instrução
intermediária,
disputando
conquistas
mais altas
Universitários,
buscando a
especialização
profissional ou
científica, de
modo a
participarem
da elite
cultural, no
progresso da
Humanidade
Companheiros
em tarefa
importante,
marchando
para mais
elevados
conhecimentos
Do Livro: Religião dos Espíritos, Emmanuel,
psicografia de Chico Xavier
“Você nasceu no lar que precisava nascer, vestiu o corpo físico que
merecia, mora onde Deus melhor te proporcionou, de acordo com teu
adiantamento.
Você possui os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades,
nem mais, nem menos, mas o justo para tuas lutas terrenas.
Seu ambiente de trabalho é o que você elegeu espontaneamente para
sua realização.
Teus parentes e amigos são as almas que você mesmo atraiu, com tua
própria afinidade, portanto, seu destino está constantemente sob teu
controle.
Você escolhe, recolhe, elege, atrai, busca, expulsa, modifica tudo aquilo
que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes. São as
fontes de atração e repulsão na jornada da tua vivência.
Não reclame nem se faça de vítima. Antes de tudo, analisa e observa, a
mudança está em tuas mãos. Reprograma tua meta, busca o bem e você
viverá melhor.
Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer
um pode começar agora e fazer um novo fim”. Chico Xavier 58
CRÉDITOS:
Formatação: Marta G. P. Miranda
Referências:
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de
Salvador Gentile. 182ª Ed. Araras – SP: IDE, 2009.
Pág. 115 a 120.
59
CENTRO ESPÍRITA “JOANA D’ARC”
Rua Ormindo Pires Amorim, nº 1.516
Bairro: Jardim Marajó
Rondonópolis - MT
60

2.6.5 Escolha das provas

  • 1.
    O LIVRO DOS ESPÍRITOS PARTESEGUNDA: Do Mundo Espírita ou Mundo dos Espíritos CAPÍTULO VI: Vida Espírita Questões: 258 à 273
  • 2.
  • 3.
    258 – Quandono estado errante e antes de se reencarnar, o Espírito tem a consciência e a previsão das coisas que lhe sucederão durante a vida? Ele próprio escolhe o gênero de provas que quer suportar e é nisso que consiste o seu livre-arbítrio. 3
  • 4.
    258.a) Não éDeus que lhe impõe, então, as tribulações da vida como castigo? Nada ocorre sem a permissão de Deus, pois é Ele quem estabelece todas as leis que regem o Universo. Perguntai, então, por que fez tal lei ao invés de outra. Dando ao Espírito a liberdade de escolha, deixa-lhe toda a responsabilidade de seus atos e suas consequências, de maneira que nada entrava o seu futuro; o caminho do bem, como o do mal, lhe está aberto. Se sucumbe, resta-lhe a consolação de que nem tudo se acabou para ele; Deus, na sua bondade, lhe dá a oportunidade de recomeçar o que foi mal feito. É necessário, aliás, distinguir o que é obra da vontade de Deus do que é da vontade do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós que criastes, mas Deus; contudo, pela própria vontade, a ele vos expondes porque vedes um meio de adiantar-vos e Deus o permitiu. 4
  • 5.
    Centro de Planejamentode Reencarnações Cidade Espiritual “Nosso Lar”
  • 6.
    Pavilhão de Desenhos Pavilhõesde desenho, onde numerosos cooperadores traçavam planos para reencarnações incomuns.
  • 7.
    Segismundo virá comum problema cardíaco que se manifestará na idade adulta. André Luiz Manassés
  • 8.
    Instituto de Planejamentodas Reencarnações André Luiz Alexandre Josino
  • 9.
  • 10.
    Silvério irá reencarnar,após 15 anos de atividades de auxílio no plano espiritual, com objetivos de reparar erros passados. Estava um tanto hesitante, com receio de contrair novos débitos, devido ao esquecimento do passado. Acatou a sugestão de trazer um defeito físico na perna, a fim de se defender das tentações, como antídoto à vaidade. Tem possibilidade de viver até 70 anos. http://www.blog.saude.gov.br/index.php/34721-into-debate-a-atencao-domiciliar
  • 11.
    Anacleta vai reencarnar após40 anos de trabalho em favor de espíritos familiares que estão em desequilíbrio. Pretende recebe-los como filhos, dois na condição de paralisia, outro com debilidade mental, e uma filha, também com problemas, mas que deverá auxilia-la na velhice do corpo. Repara o erro de outra encarnação, quando permitiu, como mãe, através da falta de disciplina e do excesso de mimo, que seus filhos não conseguissem enfrentar as lutas da vida. Projeto de Reencarnação de Anacleta
  • 12.
    Outra entidade quedeve reencarnar, pede que haja interferência na formação das glândulas tireoide e paratireoide, a fim de que o corpo não se apresente harmônico fisicamente, uma vez a beleza física poderia dificultar as tarefas que ela devia desempenhar. Imagem: https://www.olimpia24horas.com.br/noticias/iguatemi-rio-preto-campanha-de-conscientizacao-sobre-a-glandula-tireoide/7/5311
  • 13.
    Úlcera planejada Outro Espíritodeve reencarnar com a possibilidade de surgimento de uma úlcera logo que chegue a maioridade. Através deste processo, poderá resgatar um crime cometido há mais de cem anos antes, quando assassinou um homem a facadas. A vítima tornou-se seu obsessor e provocou gradativamente sua desencarnação. Após sofrer no plano espiritual, reergueu-se moralmente e obteve várias intercessões. No entanto, pela lei de ação e reação, o crime ainda permanece em aberto, e a reencarnação dolorosa servirá de pena e reparação.
  • 14.
    259 – Seo Espírito pode escolher o gênero de provas que deve suportar, segue-se daí que todas as tribulações que experimentamos na vida foram previstas e escolhidas por nós? Todas, não é a palavra, pois não se pode dizer que escolhestes e previstes tudo o que vos acontece no mundo, até as menores coisas; escolhestes o gênero de provas, os detalhes são consequências da vossa posição e, frequentemente, dos vossos próprios atos. Se o Espírito quis nascer entre malfeitores, por exemplo, ele sabia a que arrastamentos se expunha, mas não cada um dos atos que viria a praticar, e que são resultado de sua vontade ou do seu livre-arbítrio. O Espírito sabe que escolhendo tal caminho terá de suportar tal gênero de luta; sabe, também, a natureza das vicissitudes que enfrentará, mas não sabe quais os acontecimentos que o aguardam. 14
  • 15.
    Os detalhes dosacontecimentos nascem das circunstâncias e da força das coisas. Somente são previstos os grandes acontecimentos que influem no seu destino. Se tomas um caminho cheio de sulcos profundos, sabes que deves tomar grandes precauções para não caíres, e não sabes em qual deles cairás; pode ser, também, que não caias se fores bastante prudente. Se, passando por uma rua, uma telha te cair na cabeça, não creias que estava escrito, como vulgarmente se diz. 15
  • 16.
  • 17.
    260 – Comoo Espírito pode querer nascer no meio de pessoas de má vida? É necessário que ele seja colocado num meio onde possa suportar a prova que pediu. Pois bem! É preciso que haja analogia nas situações. Para lutar contra o instinto do roubo é preciso que se encontre entre pessoas dadas à prática de roubar. 260.a) Se não houvesse pessoas de má vida sobre a Terra, o Espírito não poderia, pois, aí encontrar meio adequado a certas provas? Precisar-se-ia lamentar isso? É o que ocorre nos mundos superiores onde o mal não tem acesso, visto que são habitados por Espíritos bons. Fazei que, em breve, o mesmo ocorra sobre a Terra. 17
  • 18.
    261 – OEspírito, nas provas que deve suportar para chegar à perfeição, deve experimentar todos os gêneros de tentações? Deve passar por todas as circunstâncias que podem excitar seu orgulho, inveja, avareza, sensualidade, etc.? Certamente que não, pois sabeis que há Espíritos que, desde o começo, tomam um caminho que os isenta de muitas provas; mas aquele que se deixa arrastar para o mau caminho, corre todos os perigos desse caminho. Um Espírito, por exemplo, pode pedir a riqueza e esta ser-lhe concedida; então, conforme seu caráter, ele poderá tornar-se avaro ou pródigo, egoísta ou generoso, ou se entregará a todos os prazeres da sensualidade. Mas isso não quer dizer que deva passar forçosamente por todas essas tendências. 18
  • 19.
    O que vocêfaz com o que você tem é que vai definir se o que você tem é bom ou ruim para você. 19
  • 20.
    A JANELA DOHOSPITAL 20
  • 21.
    262 – Comopode o Espírito, que em sua origem é simples, ignorante e sem experiência, escolher uma existência com conhecimento de causa e ser responsável por essa escolha? Deus supre a sua inexperiência traçando-lhe o caminho que deve seguir, como o fazes para uma criança desde o berço. À medida que o seu livre-arbítrio se desenvolve, ele o deixa, pouco a pouco, livre para escolher; é, então, que frequentemente se extravia tomando o mau caminho, se não escuta o conselho dos bons Espíritos; é o que podemos chamar a queda do homem. 21
  • 22.
    262.a) Quando oEspírito goza do seu livre- arbítrio, depende exclusivamente da sua vontade a escolha da existência corporal, ou essa existência pode lhe ser imposta pela vontade de Deus como expiação? Deus sabe esperar: não apressa a expiação. Entretanto, Deus pode impor uma existência a um Espírito, quando este, por sua inferioridade ou sua má vontade, não está apto a compreender o que poderia ser-lhe mais salutar e quando vê que essa existência pode servir à sua purificação e adiantamento, ao mesmo tempo que encontra nela uma expiação. 22
  • 23.
    Resumo¹ dos dezprimeiros capítulos do livro Eustáquio – 15 séculos de uma trajetória. Pelo espírito Cairbar Schutel através do médium Abel Glaser, pela Casa Editora O Clarim. São 17 vidas narradas, do ano de 445 a 1945. O espírito Eustáquio teve numerosas vidas antes da primeira vida narrada neste livro e ainda terá muitíssimas outras vidas para prosseguir sua evolução, até atingir a perfeição, mas em vidas cada vez mais cheias de felicidade e paz, não necessariamente neste mundo. Ligado à colônia espiritual Alvorada Nova. 23 1 – O resumo trata das duas primeiras existências físicas de Eustáquio narradas no livro.
  • 24.
    24 Mapa Geral daColônia Espiritual Alvorada Nova
  • 25.
    25PRÉDIO PRINCIPAL DEREUNIÕES DOS DIRIGENTES DA COLÔNIA
  • 26.
    26 Casa de Repousoou Hospital da Irmã Scheilla
  • 27.
    1ª EUSTÁQUIO (FRANÇA) – De 445 a 500 Pais amorosos e ricos. Dão-lhe boa educação. Desde criança sente-se satisfeito por prejudicar seu próximo. Aos 15 anos tem tuberculose, causada por obsessores. É curado por intermédio de Genebaldo, médium cristão humilde que tem uma casa de oração, de quem despreza bons conselhos. Torna-se general. É impiedoso, cruel, arrogante, assassino, ambicioso, ladrão, adúltero. Saqueia e incendeia vila de seu próprio reino, determinando a morte de todos os seus habitantes. Estes outrora foram romanos assassinos de cristãos nas arenas. 27
  • 28.
    Desencarna e sofrecom a ação de seus obsessores. Conhece a traição conjugal que sua esposa lhe fazia. Torna-se obsessor e, na disputa pelo comando de outros obsessores, faz um inimigo, o capitão Tergot. Um momento de reflexão sobre o objetivo da vida proporciona seu resgate por bons espíritos da cidade espiritual Alvorada Nova. Fica 5 anos em sono profundo recordando os últimos 500 anos de existência e 3 anos recordando os conselhos bons que ouviu nas últimas existências. Sua mãe na última encarnação o auxilia. 28
  • 29.
    Lúcido e consciente,Eustáquio é levado à presença de Agamenon. - Meu caro Eustáquio! Paz em Jesus. Sentimo-nos felizes em recebe-lo de volta a nossa cidade espiritual. Estamos acompanhando o seu progresso, em especial pela interferência de sua mãe Claudine - a nossa querida Nívea. A esta altura, você já sabe que a sua última vivência na Crosta trouxe-lhe profundos débitos, que precisam ser reparados. Você acredita, meu filho, estar preparado a um novo estágio no plano material? - Confesso-lhe, senhor, que não me encontro em condições de responder-lhe, com segurança, a questão que me é colocada. Apesar desses anos de reflexão compulsória a que fui submetido, não acredito ter-me tornado capaz de tomar uma decisão como essa. Não me sinto apto a fazer nada. Gostaria de encontrar-me com minha mãe, se for possível. Talvez, ela possa ajudar-me... 29 Planejamento da reencarnação GLASER, Abel & SCHUTEL, Cairbar (Espírito). Eustáquio – XV Séculos de uma trajetória. 4ª ed. Matão – SP: Ed. O Clarim, 2005, pág. 59-62.
  • 30.
    - No tempocerto, providenciaremos esse encontro. Agora, precisamos saber se, por livre-arbítrio seu, você esta preparado a reconhecer os seus graves erros do passado e entender que o melhor caminho para resgatá-los e o imediato retorno a Crosta. - E se eu aceitar, em que condições voltarei? - Enfrentara uma vida simples, com alguma privação material para que possa redimir-se de tantos desvios praticados na sua anterior opulência. - Como? Então eu haverei de retornar pobre e miserável? - Não há motivo para tanto asco, meu filho! A pobreza material muitas vezes significa a chave para a riqueza do espírito. Lembre- se que a maioria de seus erros provêm da sua privilegiada casta social, quando esteve reencarnado em França. Se você voltasse na mesma condição, a trajetória estaria prematuramente perdida. O seu programa indica que uma alteração no local de seu nascimento e na sua situação financeira será providencial. 30 Planejamento da reencarnação
  • 31.
    - Não possoconcordar, lamento! Creio que ainda não estou preparado a aceitar as suas condições. Eu tenho alguma outra opção? - Por ora, não! No futuro, quem sabe... - E se eu me recusar a aceitar a sua sugestão? - Lamentaríamos muito o seu posicionamento. Entretanto, antes que decida, vou atender ao seu reclame. Poderá ver a sua mãe. Entra na sala a doce Nívea, toda vestida de branco, com um belo laço azul nos cabelos e tendo nas mãos um quadro com a sua própria imagem segurando nos braços o pequeno Eustáquio, simbolizando o melhor período que vivenciaram juntos. - Filho, aqui estou novamente a falar-lhe! Não tenho outro objetivo imediato senão ajudá-lo. E a força de nosso amor que deverá sempre prevalecer. Não coloque em risco a sua felicidade futura e aceite o convite que lhe é formulado por Agamenon. Se com naturalidade você aceitar essa oportunidade de renascimento, eu estarei ao seu lado para auxiliá-lo sempre que precisar. 31 Planejamento da reencarnação
  • 32.
    - Mas, minhamãe, como poderei suportar a pobreza? Jamais conseguiria viver um só dia na miséria. - Eustáquio, lembre-se que as posses materiais de um encarnado nada significam neste mundo que agora lhe serve de morada. Não percebeu ainda, meu filho, que neste plano da verdadeira vida prescindimos de ouro e joias, títulos e propriedades? Não somos gananciosos, nem arrogantes, porque somos absolutamente iguais dentro das Leis Divinas e do amor cristão. Inexiste entre nós qualquer forma de ambição, a não ser aquela que nos impulsiona a valorização do caráter e dos postulados morais. Almejamos progredir espiritualmente e sabemos que a passagem pela crosta terrestre e efêmera e transitória. Para que riqueza material, Eustáquio, se ela sempre representou-lhe desgraça e sofrimento? Confie em mim! Aceite essa proposta. - Como posso negar-lhe algo, mamãe? Apenas não compreendo porque devo retornar... 32 Planejamento da reencarnação
  • 33.
    - A ideiade seu retorno ao plano material não é nossa, meu filho! Faz parte das Leis de Deus e consagra a universal lei de ação e reação. Você deve retornar a fim de reparar tantos erros que anteriormente cometeu. - Não posso ficar um pouco mais? Quem sabe, então, se eu fosse para a França outra vez? - Realmente, você necessita voltar a Dijon e aquela região, mas não agora. Fortaleça-se primeiro e depois terá a oportunidade de reparar suas dívidas nesse local. Você deve aprender a viver de modo simples e humilde bem longe do lugar onde desfrutou de toda a glória permitida a um ser humano. Conto com seu progresso! - Mas, querida Claudine, como irei resistir a qualquer tentação longe de seus sábios conselhos? 33 Planejamento da reencarnação
  • 34.
    - Seguindo asorientações de sua mãe. Por tal razão, estarei de volta a carne para acompanhá-lo de perto. Novamente renasceremos mãe e filho e, juntos, haveremos de progredir. Você me acompanha? - Sim, eu irei. Gostaria, se possível, de saber qual o destino de meus amigos Razuk e Gedião... - Por ora, Eustáquio, preocupe-se com a sua trajetória. Eles estarão bem e terão a mesma oportunidade de retorno que você. Um abraço emocionado aproxima Nívea de Eustáquio, enquanto Agamenon fornece as últimas orientações. - Lembre-se, Eustáquio, que sua mãe somente está voltando a Crosta para apoiá-lo em sua Jornada, pois ela não necessitaria mais retornar a materialidade. Espero que você reconheça esse gesto nobre, deixando-se levar pelos prudentes conselhos de sua futura genitora Giovanna, na distante Cosenza do sul da Itália. Ela partirá imediatamente e você aguardará o momento propício. Deus os ilumine. Assim seja. 34 Planejamento da reencarnação
  • 35.
    2ª CARLO (ITÁLIA)– De 600 a 635 Sua mãe é o mesmo Espírito que na vida passada foi mãe de Eustáquio, vindo com a missão de ajudá-lo. Ela não precisava reencarnar mais na Terra. Carlo é pobre, revoltado com a pobreza, rancoroso, vingativo, ladrão, assassino. Sua esposa Ana é cruel e rude, obrigando-o a conseguir riqueza a qualquer custo. É preso e morre de hanseníase na prisão. Desencarna e vê seu corpo se decompondo. Sofre pela ação de obsessores. É resgatado para Alvorada Nova, onde relembra o passado e é orientado para reencarnação compulsória (obrigatória). 35
  • 36.
    Desligado da realidadepor longo período, acaba recolhido por uma equipe de resgate de Alvorada Nova. Após estágio compulsório em câmaras de retificação é submetido a processos de rememorização do seu passado, Eustáquio recebe instruções do Departamento de Reencarnação da colônia espiritual no sentido de que devera retornar à materialidade, desta vez por determinismo, a fim de expiar seus graves erros pretéritos e regenerar-se espiritualmente. O seu livre- arbítrio não conseguiu evitar o imenso fracasso de sua última Jornada na Crosta, conduzindo-o, portanto, a refazer os seus passos na mesma região onde carreou suas maiores dívidas. Cosenza, mais uma vez, deverá recebê-lo como filho. 36 Planejamento da reencarnação GLASER, Abel & SCHUTEL, Cairbar (Espírito). Eustáquio – XV Séculos de uma trajetória. 4ª ed. Matão – SP: Ed. O Clarim, 2005, pág. 69-70.
  • 37.
    263 – OEspírito faz sua escolha imediatamente depois da morte? Não, muitos acreditam na eternidade das penas e, como já se disse, é um castigo. 37
  • 38.
    264 – Oque dirige o Espírito na escolha das provas que quer suportar? Ele escolhe as que podem ser para ele uma expiação, segundo a natureza de suas faltas, e o faça avançar mais rapidamente. Alguns se impõem uma vida de misérias e privações para tentar suportá-la com coragem. Outros querem se experimentar nas tentações da fortuna e do poder, bem mais perigosas pelo abuso e mau uso que delas se pode fazer, e pelas más paixões que desenvolvem. Outros, enfim, querem experimentar-se pelas lutas que devem sustentar ao contato do vício. 38
  • 39.
    39 As provas sãobem vindas e necessárias. O aluno que está na escola e não gosta de estudar, reclama de algumas disciplinas que são mais difíceis para ele. Nós não atingiríamos o pleno conhecimento e desenvolvimento das nossas potencialidades se não passássemos por estas provas.
  • 40.
    265 – Sealguns Espíritos escolhem o contato com o vício como prova, existem os que o escolhem por simpatia e por desejo de viver num meio do seu gosto, ou para poderem se entregar materialmente aos seus pendores materiais? Há, sem dúvida, mas apenas entre aqueles cujo senso moral está pouco desenvolvido; a prova vem deles mesmos e a suportarão por mais tempo. Cedo ou tarde, compreenderão que a satisfação das paixões brutais tem para eles consequências deploráveis, que suportarão durante um tempo que lhes parecerá eterno. Deus poderá deixá-los nesse estado até que compreendam suas faltas e peçam, por si mesmos, os meios de resgatá- las em provas vantajosas. 40
  • 41.
    266 – Nãoparece natural que os Espíritos escolham as provas menos penosas? Para vós, sim; para o Espírito, não. Quando se liberta da matéria, a ilusão desaparece e ele pensa de outra maneira. 41
  • 42.
    Allan Kardec O homemsobre a Terra é colocado sob a influência das ideias carnais, não vê em suas provas senão o lado penoso; é por isso que lhe parece natural escolher aquelas que, do seu ponto de vista, podem coexistir com os prazeres materiais. Na vida espiritual, contudo, ele compara esses prazeres fugitivos e grosseiros com a felicidade inalterável que entrevê e, então, que lhe importam alguns sofrimentos passageiros? O Espírito pode, pois, escolher as provas mais rudes e, por conseguinte, a existência mais penosa na esperança de alcançar mais depressa um estado melhor, como o doente escolhe, frequentemente, o remédio mais desagradável para se curar mais rapidamente. O que quer ver seu nome ligado ao descobrimento de um país desconhecido não escolhe um caminho florido; sabe os perigos que corre, mas sabe também a glória que o espera, se for bem-sucedido. 42
  • 43.
    A doutrina daliberdade na escolha de nossas existências e das provas que devemos suportar deixa de parecer extraordinária se se considerar que os Espíritos desprendidos da matéria apreciam as coisas de maneira diferente da nossa; entreveem o fim, bem mais sério para eles que os prazeres fugidios do mundo. Depois de cada existência, avaliam o passo que deram e compreendem o que lhes falta ainda em pureza para alcançarem aquele fim. Eis porque eles se submetem voluntariamente a todas as vicissitudes da vida corporal pedindo, eles mesmos, as provas que lhes permitam chegar mais prontamente. Não há, pois, motivo de espanto no fato de o Espírito não dar preferência a uma existência mais suave. Essa vida, isenta de amargura, não pode gozá-la em seu estado de imperfeição; ele a entrevê e é para alcançá-la que procura se melhorar. 43
  • 44.
    Não temos, aliás,todos os dias, sob nossos olhos, exemplos de escolhas semelhantes? Que faz o homem que trabalha uma parte da sua vida, sem trégua nem descanso, para reunir haveres que lhe garantam o bem- estar, senão uma tarefa que se impôs tendo em vista um futuro melhor? O militar que sofre por uma missão perigosa, o viajante que não enfrenta menores perigos, no interesse da Ciência ou da sua fortuna, não se submete a provas voluntárias que devem lhes proporcionar honra e proveito, se forem bem-sucedidos? A que o homem não se submete e não se expõe pelo seu interesse ou pela sua glória? Todos os concursos não são também provas voluntárias às quais os homens se submetem para se elevarem na carreira que escolheram? 44
  • 45.
    Não se chegaa uma posição social de destaque nas ciências, nas artes, na indústria, senão passando por uma série de posições inferiores que são outras tantas provas. A vida humana é uma cópia da vida espiritual onde encontramos, em ponto pequeno, todas as mesmas peripécias. Se, pois, nesta vida escolhemos as provas mais rudes para alcançarmos um objetivo mais elevado, por que o Espírito, que vê mais longe que o corpo e para o qual a vida do corpo não é mais que um incidente fugidio, não escolheria uma existência penosa e laboriosa, se ela deve conduzi-lo a uma felicidade eterna? Aqueles que dizem que, se o homem tem a escolha da sua existência, pediriam para ser príncipes ou milionários, são como míopes que só veem o que tocam, ou como crianças gulosas às quais quando perguntamos a profissão que preferem, respondem: pasteleiros ou confeiteiros. 45
  • 46.
    Assim é oviajante que, no fundo do vale obscurecido pelo nevoeiro não vê a extensão, nem os pontos extremos do seu caminho. Chegado ao cume da montanha, divisa ele o caminho que percorreu e o que resta a percorrer, vê o seu fim e os obstáculos que tem ainda a transpor e pode, então, planejar com mais segurança os meios de o atingir. O Espírito encarnado está como o viajor na base da montanha: desembaraçado dos laços físicos, ele domina o cenário como aquele que está no cume da montanha. Para o viajante, o objetivo é o repouso depois da fadiga, para o Espírito, porém, é a felicidade suprema após as tribulações e as provas. 46
  • 47.
    Todos os Espíritosdizem que, no estado errante, buscam, estudam, observam para fazerem sua escolha. Não temos um exemplo desse fato na vida corporal? Não buscamos, frequentemente, durante anos, a carreira sobre a qual fixamos livremente nossa escolha, porque a cremos a mais apropriada para os objetivos do nosso caminho? Se fracassamos numa, procuramos outra. Cada carreira que abraçamos é uma fase, um período da vida. Não empregamos cada dia para planejar o que faremos no dia seguinte? Ora, que são as diferentes existências corporais para o Espírito senão fases, períodos e dias de sua vida espírita que é, como o sabemos, sua vida normal, uma vez que a vida corpórea não é mais que transitória e passageira? 47
  • 48.
    267 – Poderáo Espírito fazer sua escolha durante a vida corporal? Seu desejo pode ter influência, dependendo da intenção; como Espírito, porém, muitas vezes vê as coisas de maneira diferente, e é nesse estado que faz sua escolha. Mas, ainda uma vez, pode fazê-la na sua vida material, porque o Espírito tem sempre momentos nos quais fica independente da matéria que habita. 267. a) Muitas pessoas desejam grandezas e riquezas; não é, certamente, como expiação, nem como prova? Sem dúvida, é a matéria que deseja essas grandezas para gozá-las; como Espírito, deseja-as para conhecer- lhes as vicissitudes. 48
  • 49.
    268 – Atéalcançar o estado de pureza perfeita, o Espírito tem, constantemente, provas a suportar? Sim, mas elas não são como as entendeis, pois chamais de provas as tribulações materiais. Ora, o Espírito, alcançando um certo grau, sem ser perfeito, não tem mais provas a suportar, porém, tem sempre deveres que o ajudam a se aperfeiçoar, e que não lhe são penosos, não fosse senão o de ajudar os outros a se aperfeiçoarem. 49
  • 50.
    269 – OEspírito pode enganar-se quanto à eficiência da prova que escolheu? Pode escolher uma que esteja acima de suas forças e, então, sucumbe; pode, também, escolher uma que não lhe dê proveito algum, como ocorre se prefere um gênero de vida ociosa e inútil. Nesse caso, uma vez de volta ao mundo dos Espíritos, ele percebe que nada ganhou e pede outra existência para reparar o tempo perdido. 50
  • 51.
    270 – Aque se devem as vocações de algumas pessoas e sua vontade de seguir uma carreira de preferência a outra? Parece-me que vós mesmos podeis responder a esta questão. Não é a consequência de tudo o que dissemos sobre a escolha das provas e sobre o progresso realizado numa existência anterior? 51
  • 52.
    271 – Noestado errante, o Espírito, estudando as diversas condições nas quais poderá progredir, como pensa realizar seu progresso nascendo, por exemplo, entre canibais? Não são os Espíritos já avançados que nascem entre os canibais, mas Espíritos da natureza dos próprios canibais ou que lhes são inferiores. 52
  • 53.
    Allan Kardec: Sabemos queos nossos antropófagos não estão no último grau da escala evolutiva e que existem mundos onde o embrutecimento e a ferocidade não têm analogia sobre a Terra. Esses Espíritos, portanto, são inferiores aos mais inferiores do nosso mundo e encarnar entre os nossos selvagens é para eles um progresso, da mesma forma que seria um progresso para os nossos antropófagos exercer entre nós uma profissão que não os obrigasse a derramar sangue. Se não veem mais alto é porque a inferioridade moral não lhes permite a compreensão de um progresso mais completo. 53
  • 54.
    O Espírito nãopode avançar senão gradualmente; não pode transpor, de um salto, a distância que separa a barbárie da civilização, e é nesse fato que vemos uma das necessidades da reencarnação para que corresponda verdadeiramente à justiça de Deus. De outra forma, em que se tornariam esses milhões de seres que morrem cada dia no último estado de degradação, se não tivessem os meios de alcançar a superioridade? Por que Deus os deserdaria dos favores concedidos aos outros homens? 54
  • 55.
    272 – OsEspíritos que procedem de um mundo inferior à Terra, ou de um povo muito atrasado, como os canibais, por exemplo, poderiam nascer entre os povos civilizados? Sim, há os que se desencaminham querendo subir muito mais alto; mas, nesse caso, eles ficam desajustados, entre vós, porque têm costumes e instintos que não se afinam com os vossos. Allan Kardec: Esses seres nos dão o triste espetáculo da ferocidade dentro da civilização. O retorno para junto dos canibais não será para eles uma queda, pois não farão mais que retomar o seu lugar, talvez com maior proveito. 55
  • 56.
    273 – Umhomem pertencente a uma raça civilizada, por expiação, poderia encarnar numa raça selvagem? Sim, mas isso depende do gênero da expiação; um senhor que foi duro para os seus escravos poderá vir a ser escravo, a seu turno, e sofrer os maus tratos que fez suportar. Aquele que um dia comandou pode, numa nova existência, obedecer àqueles mesmos que se curvaram à sua vontade. É uma expiação se ele abusou de seu poder e Deus a pode impor-lhe. Um bom Espírito pode, também, para ajudar-lhe o progresso, escolher uma existência influente entre esses povos, e então é uma missão. 56
  • 57.
    57 Crianças dominando o alfabeto Irmãos, em lutasmenores, penetrando os domínios da experiência Jovens, nos bancos da instrução intermediária, disputando conquistas mais altas Universitários, buscando a especialização profissional ou científica, de modo a participarem da elite cultural, no progresso da Humanidade Companheiros em tarefa importante, marchando para mais elevados conhecimentos Do Livro: Religião dos Espíritos, Emmanuel, psicografia de Chico Xavier
  • 58.
    “Você nasceu nolar que precisava nascer, vestiu o corpo físico que merecia, mora onde Deus melhor te proporcionou, de acordo com teu adiantamento. Você possui os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades, nem mais, nem menos, mas o justo para tuas lutas terrenas. Seu ambiente de trabalho é o que você elegeu espontaneamente para sua realização. Teus parentes e amigos são as almas que você mesmo atraiu, com tua própria afinidade, portanto, seu destino está constantemente sob teu controle. Você escolhe, recolhe, elege, atrai, busca, expulsa, modifica tudo aquilo que te rodeia a existência. Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes. São as fontes de atração e repulsão na jornada da tua vivência. Não reclame nem se faça de vítima. Antes de tudo, analisa e observa, a mudança está em tuas mãos. Reprograma tua meta, busca o bem e você viverá melhor. Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”. Chico Xavier 58
  • 59.
    CRÉDITOS: Formatação: Marta G.P. Miranda Referências: KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Salvador Gentile. 182ª Ed. Araras – SP: IDE, 2009. Pág. 115 a 120. 59
  • 60.
    CENTRO ESPÍRITA “JOANAD’ARC” Rua Ormindo Pires Amorim, nº 1.516 Bairro: Jardim Marajó Rondonópolis - MT 60