CAPÍTULO II: ENCARNAÇÃO DOS ESPÍRITOS
2.1 – OBJETIVO DA ENCARNAÇÃO
2.2 – A ALMA
2.3 – MATERIALISMO
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2.1 – OBJETIVO DA ENCARNAÇÃO
132 – Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?
Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição.
Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa
perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é
que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito
em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para
executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de
harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir,
daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a
obra geral, ele próprio se adianta.
Allan Kardec:
A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do Universo. Deus,
porém, na Sua sabedoria, quis que nessa mesma ação eles
encontrassem um meio de progredir e de se aproximar Dele. Deste
modo, por uma admirável lei da Providência, tudo se encadeia, tudo é
solidário na Natureza.
COMENTÁRIOS:
Por que nós temos que encarnar?
Por que tenho que nascer neste planeta com este corpo denso?
Por que já não fui feito pronto?
Os objetivos são dois – responderam os Espíritos:
 Encaminhar o Espírito na jornada da evolução
 Colocá-lo em condições de realizar a parte que lhe cabe na obra da
criação.
A vida na Terra não é fácil. Temos que preocupar com a nossa manutenção
física, temos que preocupar com a manutenção da nossa família e ainda
temos que nos preocupar com a nossa evolução espiritual.
Alimentar o corpo físico, alimentar espiritualmente, alimentar os sentimentos.
A encarnação promove a evolução do Espírito porque lhe impõe limites, lhe
impõe obrigações. Encerrados em um corpo de carne, há algumas
necessidades para suprir a sobrevivência desse corpo, como, alimentação,
agasalho, abrigo, educação, saúde. É preciso trabalhar para suprir essas
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LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS
Capítulo II: Encarnação dos Espíritos
necessidades. O trabalho é que nos impele a progredir. É pelo trabalho que a
humanidade como um todo tem buscado o progresso, a tecnologia, a
pesquisa, o avanço científico. O mundo materialmente falando é muito
melhor hoje que algumas décadas atrás e se dá em função do trabalho.
Se tivéssemos sido criados prontos, qual mérito teríamos?
Quais seriam as conquistas?
Será que daríamos valor a tudo o que Deus nos fornece?
A encarnação força, pelas necessidades comuns à vida física aplicar a
inteligência, as faculdades, desenvolvendo potencial, progredindo, o que faz
com que ela seja uma necessidade. Ao mesmo tempo, colabora com o
desenvolvimento do todo, do mundo que habita – progredindo como
individualidade que é, auxilia a Criação.
Se o Espírito é criado como um ser perfectível; se precisa desenvolver todo
esse potencial, precisará de um corpo material, da vida física, para que,
frente aos inúmeros detalhes dela, aprenda a fazer escolhas que o
direcionem ao seu objetivo de Criação – a Perfeição.
Assim, a encarnação é uma necessidade evolutiva, porque somente ao
contato com a matéria física consegue o Espírito certos elementos
necessários ao seu progresso. O esquecimento do passado, o período da
infância e a luta pela sobrevivência são condições exclusivas da vida na
Terra e essenciais à aquisição de certos valores.
Deus em sua sabedoria nos fez para a luta, para que crescêssemos através
dos nossos próprios esforços, para quando atingirmos a supremacia
espiritual possamos reconhecer os frutos do próprio esforço, da vontade, da
dedicação.
Quando estamos aqui estamos preparados para as adversidades nas quais
devemos passar e se sucumbirmos é questão do nosso livre arbítrio,
conforme a nossa vontade, porque nos preparamos para vencer as
tribulações da vida, no entanto, podemos escolher fugir das tribulações,
seguindo outros caminhos, como por exemplo, a porta larga.
Quando encontramos em nosso círculo, uma pessoa que tenha uma
condição melhor na inteligência, na conquista material, no equilíbrio
emocional, na postura moral, temos que entender que são frutos de uma
construção, soma do trabalho, das experiências e das aquisições no curso
da vida dessa pessoa.
1 - Para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as
vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação
Os Espíritos não ocupam perpetuamente a mesma categoria. Todos se
melhoram passando pelos diferentes graus da hierarquia espírita. Esta
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melhora se efetua por meio da encarnação, que é imposta a uns como
expiação, a outros como missão. A vida material é uma prova que lhes
cumpre sofrer repetidamente, até que hajam atingido a absoluta perfeição
moral (L.E. – Introdução)
Expiação – Significa sofrer em função de alguma coisa; cumprimento de
pena; reparação de faltas por meio de penalidades; reparar as
consequências pelos atos (crime) cometidos.
Característica – sempre dolorosa, ligada e consequência da falta.
Em tese, geralmente, um Espírito em expiação não aceita as limitações,
sofrimentos, dores, rebela-se, reclama, sente-se injustiçado.
Nesse processo, aciona a Lei de Causa e Efeito para que através dos
sofrimentos físicos e morais se reeduque. Ela variará segundo a natureza e a
gravidade da falta, podendo uma mesma falta determinar expiações diversas
conforme as circunstâncias, atenuantes ou agravantes, em que foi cometida.
Experiências que terão vivências que vão exigir mudanças no
comportamento. Mudar dói, incomoda, faz a gente sofrer. A expiação está
ligada ao sofrimento, porque faz a gente mudar o comportamento.
Não há regra sobre a duração que dependerá da melhoria real, séria, efetiva,
sincera de volta ao bem.
Provação - será sempre no sentido de atestar se houve aprendizado;
situações nas quais se verifica a autenticidade das ações. Em síntese, há
experimentação através de situações difíceis, aflitivas ou penosas que
atestarão, pelo desempenho havido, o grau de veracidade atingido frente a
isto ou aquilo que se propôs testar.
Característica da prova – pode ou não estar vinculada a uma falta. Nem
sempre é dolorosa, embora possa sê-lo. Representa luta em qualquer dos
casos,
Característica do Espírito em prova – ela não excita, nele, lamentações,
indicando tal detalhe, que foi voluntariamente escolhida, aceita, fruto de forte
resolução, o que sem dúvida é sinal de algum progresso.
A existência, portanto, vai se constituir por situações que visarão seu
crescimento. Através dos esforços, das lutas, quedas e recomeços, vai
conseguindo despertar e enxergar a vida sob ângulos diversos,
desenvolvendo inteligência e se iluminando espiritualmente.
Inúmeras vezes, situações difíceis não estão enquadradas como provações:
podem ser ocorrências pedidas pelo Espírito que visa acelerar seu
adiantamento.
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Ficar claro, portanto, que todo sofrimento suportado neste mundo,
necessariamente não é indício de determinada falta: constituem-se como
simples provas escolhidas pelo Espírito que visa a apressar seu
aperfeiçoamento.
A expiação serve sempre de prova, mas a prova não é sempre uma
expiação. (ESE, cap. 5 – item 9).
Recorde-se, entretanto, que ambas, expiação ou prova, representam sinal de
inferioridade relativa, uma vez que um Espírito perfeito não tem mais
necessidade delas.
Missão – O Espírito se preparou para a missão (especial). É a realização de
um compromisso assumido perante alguém; encargo; realização de
obrigação moral; um dever a cumprir.
Característica da missão: tarefa específica. Pressupõe certa condição
evolutiva objetivando o melhoramento de algo ou alguém.
Assim, Espíritos querendo avançar, solicitam tarefas pela qual será
recompensado se sair vitorioso. Certamente é alguém que apresenta algum
grau de elevação.
Característica – apresentam-se como pessoas de instintos naturalmente
bons, de “...alma elevada, de nobres sentimentos inatos que parecem não ter
trazido nada de mau da precedente existência, e que suportam com
resignação toda cristã, as maiores dores, pedindo a Deus para as suportar
sem lamentações”. (ESE, cap. 5 – item 9).
Porém, toda passagem pela terra é uma missão, para uns é expiar, para
outros é orientar (especial).
Ex: Chico Xavier, espírito superior a nós, mas que passou por provações.
Cumprindo sua missão passou por dores e sofrimentos, sem reclamação.
Síntese:
- Expiação é pena imposta ao malfeitor que comete um crime;
- Prova é a luta que ensina o discípulo rebelde e preguiçoso a estrada do
trabalho e da edificação. (O Consolador q. 246).
- Missão é tarefa específica que pressupõe condição evolutiva prévia.
2 - Pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra
da criação
Paralelo ao desenvolvimento moral do homem, animais, vegetais, habitação
tudo se renova, muda para graus cada vez mais avançados.
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Somos cocriadores de Deus. Estamos sempre auxiliando Deus na sua
criação.
Conforme explicação de André Luiz, através da psicografia de Chico Xavier,
os Espíritos participam da obra divina em dois níveis:
1. Co-Criadores em Plano Menor – Espíritos em estágios iniciais da
evolução, que contribuem para o progresso do mundo material e
espiritual, seja através da arte, ciência, filosofia ou trabalho cotidiano.
Aqui, estamos aprendendo a moldar a matéria e influenciar a
sociedade.
2. Co-Criadores em Plano Maior – Espíritos mais elevados, que já
possuem maior domínio sobre as leis universais e auxiliam diretamente
na organização da vida em planetas, contribuindo para a formação de
mundos e civilizações.
Como Co-Criamos na Vida Cotidiana?
Mesmo ainda em fase de aprendizado, podemos atuar como co-criadores
nas seguintes formas:
Pensamento e Vibração – O pensamento tem força criadora e influencia o
ambiente e as pessoas ao redor. Podemos construir um mundo melhor pela
sintonia com energias elevadas.
Ação no Bem – O bem que fazemos em qualquer escala (uma palavra
amiga, um conselho, um ato de caridade) gera reflexos positivos e contribui
para a harmonia do Universo.
Trabalho e Criatividade – Através do progresso intelectual e moral, criamos
novas descobertas, tecnologias e expressões artísticas que elevam a
humanidade.
Autotransformação – Cada passo dado na reforma íntima nos torna mais
alinhados à vontade divina e mais aptos a auxiliar na obra da criação.
Nós auxiliamos na obra da criação cumprindo as leis divinas, as leis naturais.
Ex: Nossos filhos (Lei de reprodução), os encaminhamentos que
fornecemos aos nossos filhos (Lei conservação, sociedade, progresso, Lei
de justiça, amor e caridade)
Ser co-criador de Deus é assumir a responsabilidade pela própria evolução
e pela construção de um mundo mais harmonioso, contribuindo para a
perfeição do Universo sob a orientação divina.
À medida que evoluímos, nossa capacidade de co-criar se amplia, e
podemos nos tornar auxiliares mais diretos da obra divina, ajudando na
formação de novos mundos e na organização da vida em outros planos da
existência.
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A reencarnação além de ser mecanismos de progresso, aperfeiçoamento,
resgate dos equívocos cometidos, oportunidades de passar por provas,
vicissitudes que nos auxiliam ao progresso, é também um dever do Espírito
no sentido de contribuir com a obra geral da criação.
Como Deus precisa dos seres corpóreos para a marcha do progresso do
Universo, nós concorremos com a obra da criação nessa marcha do
universo.
O fato de estarmos na Terra reencarnando, seja também um instrumento de
progresso, não apenas para nós, mas também para o Universo.
Além de estarmos expiando, provando, desenvolvendo aquilo que
necessitamos para crescer, estamos contribuindo para a criação divina.
133 – Têm necessidade de encarnação os Espíritos que, desde o
princípio, seguiram o caminho do bem?
Todos são criados simples e ignorantes e se instruem nas lutas e tribulações
da vida corporal. Deus, que é justo, não podia fazer felizes a uns, sem
fadigas e trabalhos, conseguintemente sem mérito.
133.a) - Mas, então, de que serve aos Espíritos terem seguido o
caminho do bem, se isso não os isenta dos sofrimentos da vida
corporal?
Chegam mais depressa ao fim. Demais, as aflições da vida são muitas vezes
a consequência da imperfeição do Espírito. Quanto menos imperfeições,
tanto menos tormentos. Aquele que não é invejoso, nem ciumento, nem
avaro, nem ambicioso, não sofrerá as torturas que se originam desses
defeitos.
COMENTÁRIOS:
Todos são criados “simples e ignorantes” ...
- Simplicidade – ausência de tendências para o bem e o mal;
- Ignorantes – desconhecedores das coisas e das leis naturais.
Deus deu a cada um a missão, com o fim de os esclarecer e
progressivamente conduzir à perfeição, pelo conhecimento da verdade e
para os aproximar Dele.
Antes que isso se dê, está, digamos assim, num estado de nulidade moral e
intelectual. Se não fez o mal, também não fez bem. Age sem consciência,
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sem responsabilidade que só começa quando desenvolve nele o livre-
arbítrio, isto é, percebe que algo lhe é muito bom e exclui o outro dessa
participação. Consequentemente, tudo o que fizer, só visando a si, excluindo,
prejudicando outros para se dar melhor, abusando do seu discernimento em
prejuízo dos demais, gerará consequências.
Nessa origem, só têm alguma consciência de si mesmo e seus atos
acontecem de forma instintiva na nutrição, defesa e reprodução. Só pouco a
pouco a inteligência se desenvolve: ela ensaia para a vida. Assemelha-se ao
estado de infância na vida corpórea.
A vida do Espírito, no seu conjunto, assemelha-se com as fases da vida
física; passa gradativamente pelo estado de embrião, ao da infância, adulto,
fases essa que se comporão de inúmeros períodos. A grande diferença é
que enquanto na vida física há declínio, para o Espírito tal não acontece. Ele
teve um começo, porém não tem fim, havendo desse modo, um tempo
imenso para passar de uma fase a outra até realizar o progresso completo,
que acontecerá através de várias e sucessivas reencarnações.
A vida do Espírito, constitui-se, portanto, de série de existências corporais,
sendo cada qual oportunidade de progresso em que adquire maiores
conhecimentos, instrução, experiência.
Um Espírito, mesmo com muito boa vontade, poderia “pular” fases?
Não. Há qualidades que ele desconhece e nem pode compreender. Além
disso, deve adiantar-se em conhecimento e moralidade, e se ele não
progrediu senão num sentido, é necessário que o faça no outro, para chegar
ao alto da escala.
Esse desenvolvimento acontecerá através das lutas e adversidades da vida
corpórea, pelas atividades do trabalho, pelas necessidades recíprocas dos
homens entre si, uma vez que sozinho nada conseguiria. Ninguém dispõe de
faculdades completas. Na união social uns completam os outros tanto para
assegurar o bem-estar como para progredirem.
Letra A
Nenhum Espírito foi criado para sofrer.
A escolha do caminho do bem ou do mal é realizada por nós. Aqueles que
escolhem o caminho do mal acaba sofrendo. O sofrimento então, quando ele
acontece é a aplicação da lei de causa e efeito.
Ex: Na sala de aula, aquele aluno que não falta às aulas, realiza todas as
atividades, participa das aulas, etc. estará isento de realizar as provas? Não.
Terá que realizar tanto quanto aquele faltoso, relaxado, preguiçoso. Lógico
que sua angústia, sua aflição será menor, portanto, seu sofrimento será
menor e seu resultado será melhor.
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Duas crianças vão tomar vacina. Uma tem medo de agulha, a outra não.
Qual sofrerá mais? Lógico que a que tem medo de agulha. Começará sofrer
desde antes de chegar ao posto de saúde. Enquanto a outra vai toda
tranquila.
Sofrimento é a forma como o Espírito encara a experiência. Uns sofrem
mais, outros não. Aquele que sofre menos acaba passando mais rápido pela
experiência.
As dificuldades da vida são consequências da imperfeição do Espírito.
Quanto menos termos de imperfeição, menos sofreremos.
A encarnação é um convite, cuja única resposta é aceitar.
Vamos deixar de sofrer. Vamos buscar o conhecimento e aprimorar nossos
sentimentos.
Não basta deixarmos de fazer o mal, é necessário, efetivamente, fazer o
bem. É pelo trabalho e pelo estudo que adquirimos conhecimento e é pela
convivência que lapidamos os sentimentos. O progresso é positivo, é feito
através de realizações.
Todos são criados simples e ignorantes e precisam passar pelas mesmas
lutas e tribulações da vida.
Aqueles que desde o início escolhem o caminho do bem, embora passem
pelas dificuldades, vão passar menos, pois mais rapidamente chega ao
caminho almejado.
Se não temos vícios, não vamos passar pelas torturas oriundas desses
vícios. Passamos pelas tribulações da vida porque são necessárias durante
todo o processo, mas não sofremos em excesso. Passamos apenas pelo
necessário, enquanto aqueles que escolhem o caminho do erro, passam
pelos tormentos necessários e por muitos outros decorrentes das suas
escolhas equivocadas.
- ESE – Capítulo 04, item 25, pág. 59.
Se as vidas sucessivas obedecem a uma lei universal, como não passar por elas? São caminhos
determinados por Deus a serem trilhados por tudo o que Ele mesmo criou. Querer saber o porquê
da decisão divina é perda de tempo. O que o Senhor fez é o mais acertado, e Ele não pede, nem
precisa de opinião de ninguém por ser Deus.
Quem não descobre a vontade de Deus, não pode viver bem. O Senhor criou o trabalho para
todos nós e quem não aceita a filosofia do labor em todos os seus aspectos não pode viver bem
com a sua consciência, instrumento divino pelo qual Deus nos fala.
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NO PLANO CARNAL
Livro: Roteiro – Capítulo: 2
Médium: Francisco Cândido Xavier
Espírito: Emmanuel
Isolado na concha milagrosa do corpo, o Espírito está reduzido em suas
percepções a limites que se fazem necessários.
A esfera sensorial funciona, para ele, à maneira de câmara abafadora.
Visão, audição, tato, padecem enormes restrições.
O cérebro físico é um gabinete escuro, proporcionando-lhe ensejo de
recapitular e reaprender.
Conhecimentos adquiridos e hábitos profundamente arraigados nos séculos
aí jazem na forma estática de intuições e tendências.
Forças inexploradas e infinitos recursos nele dormem, aguardando a
alavanca da vontade para se externarem no rumo da superconsciência.
No templo miraculoso da carne, em que as células são tijolos vivos na
construção da forma, nossa alma permanece provisoriamente encerrada, em
temporário olvido, mas não absoluto, porque, se transporta consigo mais
vasto patrimônio de experiência, é torturada por indefiníveis anseios de
retorno à espiritualidade superior, demorando-se, enquanto no mundo opaco,
em singulares e reiterados desajustes.
Dentro da grade dos sentidos fisiológicos, porém, o Espírito recebe gloriosas
oportunidades de trabalho no labor de auto-superação.
Sob as constrições naturais do Plano físico, é obrigado a lapidar-se por
dentro, a consolidar qualidades que o santificam e, sobretudo, a estender-se
e a dilatar-se em influência, pavimentando o caminho da própria elevação.
Aprisionado no castelo corpóreo, os sentidos são exíguas frestas de luz,
possibilitando-lhe observações convenientemente dosadas, a fim de que
valorize, no máximo, os seus recursos no espaço e no tempo.
Na existência carnal, encontra multiplicados meios de exercício e luta para a
aquisição e fixação dos dons de que necessita para respirar em mais altos
climas.
Pela necessidade, o verme se arrasta das profundezas para a luz.
Pela necessidade, a abelha se transporta a enormes distâncias, à procura de
flores que lhe garantam o fabrico do mel.
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Assim também, pela necessidade de sublimação, o Espírito atravessa
extensos túneis de sombra, na Terra, de modo a estender os poderes que
lhe são peculiares.
Sofrendo limitações, improvisa novos meios para a subida aos cimos da luz,
marcando a própria senda com sinais de uma compreensão mais nobre do
quadro em que sonha e se agita.
Torturado pela sede de Infinito, cresce com a dor que o repreende e com o
trabalho que o santifica.
As faculdades sensoriais são insignificantes réstias de claridade
descerrando-lhe leves notícias do prodigioso reino da luz.
E quando sabe utilizar as sombras do palácio corporal que o aprisiona
temporariamente, no desenvolvimento de suas faculdades divinas,
meditando e agindo no bem, pouco a pouco tece as asas de amor e
sabedoria com que, mais tarde, desferirá venturosamente os voos sublimes e
supremos, na direção da Eternidade.
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2.2 – A ALMA
134 – Que é a alma?
Um Espírito encarnado.
134.a) Que era a alma antes de se unir ao corpo?
Espírito.
134.b) As almas e os Espíritos são, portanto, idênticos, a mesma coisa?
Sim, as almas não são senão os Espíritos. Antes de se unir ao corpo, a alma
é um dos seres inteligentes que povoam o mundo invisível, os quais
temporariamente revestem um invólucro carnal para se purificarem e
esclarecerem.
COMENTÁRIOS:
Alma e Espírito são exatamente a mesma coisa. Somos nós na essência.
Apenas por técnicas didáticas, Kardec separou os termos:
- Espíritos – seres inteligentes desencarnados
- Alma – seres inteligentes encarnados (Espíritos)
Termos usados somente para compreensão, mas Espírito e alma é a mesma
coisa.
Alma é a designação do Espírito quando se encontra encarnado. Quando
desencarna se designa Espírito, mas é a mesma coisa. Apenas para dizer
que um está encarnado.
Eu sou o Espírito, eu sou a alma.
Ser criado por Deus, simples e ignorante, para conquistar a perfeição através
das várias vivências na carne, com o uso do seu livre arbítrio.
Nós somos Espírito, temos um corpo. Deus nos deu um corpo.
135 – Há no homem alguma outra coisa além da alma e do corpo?
Há o laço que liga a alma ao corpo.
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LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS
Capítulo II: Encarnação dos Espíritos
135.a) De que natureza é esse laço?
Semimaterial, isto é, de natureza intermédia entre o Espírito e o corpo. É
preciso que seja assim para que os dois se possam comunicar um com o
outro. Por meio desse laço é que o Espírito atua sobre a matéria e
reciprocamente.
Allan Kardec:
O homem é, portanto, formado de três partes essenciais:
1º - o corpo ou ser material, análogo ao dos animais e animado pelo
mesmo princípio vital;
2º - a alma, Espírito encarnado que tem no corpo a sua habitação;
3º - o princípio intermediário, ou perispírito, substância semimaterial
que serve de primeiro envoltório ao Espírito e liga a alma ao corpo.
Tais, num fruto, o gérmen, o perisperma e a casca.
COMENTÁRIOS:
Questões 93 a 95.
O períspirito sobrevive à morte física.
Quando desencarnamos o corpo morre, mas o períspirito sobrevive junto ao
corpo físico. É através do períspirito que o Espírito continua se manifestando
no mundo espiritual.
Ex: médium vidente, na realidade vê o períspirito – corpo utilizado pelo
Espírito no mundo espiritual.
Os Espíritos afirmaram à Kardec que o períspirito é formado por uma
substância semimaterial – termo usado na época por falta de um vocábulo
melhor em nossa linguagem que conceituasse o períspirito.
Hoje sabe-se que o períspirito é matéria. É uma matéria sutil,
quintessenciada, a qual somos incapazes de percebê-la através dos nossos
sentidos. O termo utilizado foi para distinguir da matéria densa que
conhecemos.
O importante é a gente compreender que o ser reencarnado é composto de
três partes essenciais: a alma, o períspirito e o corpo físico. A essência é a
alma. Eu não sou o corpo que tenho uma alma. Eu sou uma alma que tem
um corpo, ou seja, um Espírito que momentaneamente me utilizo de um
corpo físico, através do períspirito para que eu possa aprender e crescer no
mundo dos encarnados.
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Durante a vida o fluido perispirítico penetra o corpo em todas as suas partes
e serve de veículo às sensações físicas da alma, do mesmo modo como
esta, por seu intermédio, atua sobre o corpo e dirige-lhe os movimentos.
Perispírito – corpo semimaterial ou semifluídico, meio matéria, meio fluido.
Corpo intermediário que se comunica tanto com o corpo material, quanto
com o corpo espiritual.
O corpo físico e o Espírito vibram em frequências distintas e, por isso a
necessidade de ter esse corpo intermediário, o perispírito, que consegue ter
acesso tanto à frequência do corpo físico, quanto à frequência vibratória do
Espírito.
Se o nosso Espírito atingisse o nosso corpo físico sem o perispírito, o
potencial energético do corpo espiritual seria tão grande que o corpo físico
ao receber essa carga de uma vez não conseguiria suportá-la e ele poderia
ser dissipado.
A potência do Espírito vai sendo diminuída através dos diversos corpos
intermediários, pois além do corpo perispiritual, existem outros corpos, como
o corpo mental, de modo que a energia ao chegar no corpo físico seja uma
energia capaz de suportada pelo nosso corpo físico.
O perispírito tem inúmeras funções e propriedades.
Quando o Espírito desencarna, o corpo físico é descartado (enterrado,
cremado) e o Espírito continua sua marcha espiritual se manifestando
através do períspirito.
Função do Perispírito
 Função Instrumental - a função primordial do perispírito é servir de instrumento à
alma, em sua interação com os mundos espiritual e físico.
 Função Individualizadora - A alma é única e diferenciada, e o perispírito, como seu
envoltório perene, mostra-a, refletindo-a, assegurando-lhe a identidade exclusiva.
 Função Organizadora - A ação perispirítica é decisiva na formação do corpo, é por
seu intermédio que a alma rege sua encarnação. Exceção: Natimortos
 Função Sustentadora (Conservadora) - O perispírito, impregnando-se de energia
vital e transferindo-a paulatinamente, ao impulso da alma para o veículo físico, sustenta-o
desde a formação até o completo crescimento, conservando-o, depois, na vida adulta,
durante o tempo necessário, inclusive mantendo o sistema imunológico que, de sua vez, é
sustentado pelo perispírito.
O perispírito não tem forma, no entanto, ele é obediente à determinação do
Espírito, e conserva aquela que o Espírito lhe dá, inspirado na forma
esquematizada pelos instrutores da humanidade, que se reflete no corpo
físico. Assim como o perispírito toma as dimensões engendradas pelo
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Espírito, o corpo físico obedece às regras do perispírito na sua formação
congênita.
Propriedades do períspirito: plasticidade, densidade, ponderabilidade,
luminosidade, penetrabilidade, visibilidade, tangibilidade, sensibilidade
global, sensibilidade magnética, expansibilidade, bicorporeidade, unicidade,
perenidade, mutabilidade, capacidade refletora, odor, temperatura. (Q.95)
Assim como não se pode ter nas residências a luz elétrica sem os fios devidamente ordenados, o
Espírito, para iluminar o corpo na sua movimentação adequada, precisa dos fios tenuíssimos do
cordão fluídico, de modo que as ordens desçam para o mundo celular, as ideias surjam na mente
e a palavra saia para a audição, como veículo de desenvolvimento espiritual. (Miramez)
136 – A alma independe do princípio vital?
O corpo não é mais do que envoltório, repetimo-lo constantemente.
136.a) Pode o corpo existir sem a alma?
Pode; entretanto, desde que cessa a vida do corpo, a alma o abandona.
Antes do nascimento, ainda não há união definitiva entre a alma e o corpo;
enquanto que, depois dessa união se haver estabelecido, a morte do corpo
rompe os laços que o prendem à alma e esta o abandona.
A vida orgânica pode animar um corpo sem alma, mas a alma não pode
habitar um corpo privado de vida orgânica.
136.b) - Que seria o nosso corpo, se não tivesse alma?
Simples massa de carne sem inteligência, tudo o que quiserdes, exceto um
homem.
COMENTÁRIOS:
Princípio vital – é o princípio da vida material e orgânica. Seja qual for sua
fonte, ele é comum a todos os seres vivos, desde as plantas ao homem. É a
energia que dá vida à matéria.
A causa da animalização da matéria, portanto, é a união com o princípio vital.
É ele que dá vida a todos os seres, que o absorvem e assimilam.
Nenhum Espírito consegue habitar um corpo sem a presença desse princípio
vital. É uma variação de matéria da qual a natureza disponibiliza aos corpos
orgânicos para que eles obtenham movimento e o princípio inteligente ou
princípio espiritual ou Espírito possa utilizar dessa estrutura e atuar. É uma
reserva de energia que dá vida orgânica ao corpo. O Espírito ao unir a esse
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corpo dá vida inteligente. Quando ocorre o fenômeno da morte, a reserva do
princípio vital foi escoando com o tempo, foi perdendo a sua carga energética
até chegar o ponto que o corpo não tendo mais vitalidade para manter a vida
orgânica, o Espírito se desprende.
Início da reencarnação – Fecundação
Multiplicação das células – união do períspirito célula à célula com a
formação daquele corpo, de forma bem sutil.
136.a)
“A vida orgânica pode animar um corpo sem alma, mas a alma não
pode habitar um corpo privado de vida orgânica.”
Como a vida orgânica pode animar um corpo sem alma?
Essa frase pode ser um pouco confusa, mas vamos tentar explicar de forma
mais clara.
A vida orgânica se refere à vitalidade orgânica do corpo e às funções
biológicas do corpo, como o batimento cardíaco, a respiração, a digestão,
etc. Essas funções podem ocorrer sem a presença da alma, ou seja, sem a
consciência ou a inteligência.
O Corpo sem a Alma – O corpo pode manter-se vivo sem a alma, desde
que a vida orgânica continue funcionando. Os processos biológicos podem
ocorrer independentemente da presença de um espírito ligado ao corpo.
Exemplos:
- O caso de um feto em desenvolvimento no útero. O feto está crescendo e
se desenvolvendo, mas ainda não têm uma união definitiva com o espírito.
- Condições em que a vida orgânica persiste de forma automática, como em
casos de morte cerebral, onde as funções biológicas estão presentes, mas a
pessoa não está consciente ou não tem controle sobre o corpo. Nesse caso,
a vida orgânica está presente, mas a alma não está mais habitando aquele
corpo ou está em processo de desligamento definitivo.
Já a segunda parte da frase, "a alma não pode habitar um corpo privado
de vida orgânica", significa que a alma precisa de um corpo com funções
biológicas para se manifestar e interagir com o mundo físico. Se o corpo não
tiver vida orgânica, a alma não pode habitar nele.
A União Definitiva entre Alma e Corpo – A resposta enfatiza que, antes do
nascimento, essa união ainda não está totalmente consolidada, uma vez que
16
o processo de reencarnação se dá gradualmente, com o Espírito se ligando
ao corpo aos poucos, até a fixação completa no momento do nascimento.
A Morte e a Separação da Alma – Quando ocorre a morte física, os laços
que prendiam a alma ao corpo se rompem, permitindo que o Espírito o
abandone. Isso reforça a ideia de que a alma não está intrinsecamente presa
à matéria e sobrevive após a morte.
Concluindo: a alma não pode habitar um corpo que perdeu a vida orgânica,
ou seja, um corpo morto não pode ser "reutilizado" por um espírito, pois a
destruição dos processos vitais impossibilita essa ligação.
136.b)
O corpo é apenas um instrumento da lei divina para nos proporcionar o
aprendizado, o crescimento, através das necessidades que temos no mundo
físico. O corpo é uma massa de carne, enquanto a alma é o Espírito que o
habita. Portanto, o corpo sem alma é apenas uma massa de carne.
Se o corpo humano não tivesse alma, seria apenas uma massa de carne
sem inteligência, sem consciência, sem pensamento, sem emoções... Seria
um corpo sem vida, sem espírito, sem a essência que nos torna humanos.
Nesse sentido, o corpo sem alma seria apenas uma estrutura física, uma
máquina biológica que funciona por instinto e reações químicas, mas não
teria a capacidade de pensar, sentir, amar, criar... Não seria um ser humano,
mas sim um objeto inanimado.
O corpo depende do princípio vital, pois é o princípio vital que dá a vida à
matéria orgânica. A alma sobrevive por si mesma, independe do corpo, que
desligada do corpo, somos nós Espíritos, seres individualizados que tem
consciência, sentimentos, conhecimentos adquiridos e que continuamos na
erraticidade espiritual em busca da nossa evolução.
A alma continua vivendo independente do princípio vital.
O princípio vital está presente nos corpos materiais orgânicos e só se faz
presente nos seres encarnado. Ele não é a alma.
Quando nosso corpo morre, a nossa alma continua vivendo, pois o Espírito é
eterno. E o princípio vital se dissipa, se esvai.
Para nós encarnados aqui na Terra, para que o Espírito possa exercer sua
influência sobre o corpo físico, precisa do princípio vital.
Se não houver vida (princípio vital) no nosso corpo físico, os laços que
prendem o Espírito ao corpo material se rompem e há o desencarne.
Embora o nosso Espírito não precise do princípio vital no plano espiritual
para viver (pois são independentes), quando nos referimos à vida na matéria,
17
há a necessidade do princípio vital estar presente no corpo material para que
a alma possa estar presente.
O corpo é apenas um envoltório. Não é o corpo que retém, prende o Espírito.
A alma não depende dos corpos que usa, pois o Espírito tem a sua independência
assegurada. No entanto, para se expressar nas regiões inferiores, onde sua presença se
faz necessária para a sua ascensão espiritual, usa as vestes correspondentes que lhe
garantem a estabilidade emocional. O corpo físico é o seu envoltório mais grosseiro, mas,
obediente á forma perispiritual. Desde os seus primeiros momentos de concepção, a
matéria em formação toma as diretrizes traçadas pela matriz do reencarnante e pela força
genética de hereditariedade, onde a influência dos genes marca sua presença, entretanto,
tudo é orientado e dirigidos pelos benfeitores espirituais que assistem e ajudam na ligação
dos primeiros laços da alma ao princípio da vida orgânica.
O corpo humano é uma peça nobre, muito mais do que se pensa, e que requer todo o
nosso carinho e respeito quando nele estamos internados. O corpo pode viver sem a
alma, mas, quando a alma sai, ele não pode expressar a inteligência; desaparece-lhe a
razão, não fala e perde as sensibilidades. O Espírito continua sua vida de Espírito no
mundo que lhe é próprio. O que garante a forma do corpo as atividades orgânicas é o
Espírito; desligado esse, tudo emudece, voltando os elementos que compõe para seu
estado de origem.
Em se falando de nascimento, o Espírito não está ligado definitivamente à criança antes
de nascer, está preso por simples laços que, com o passar dos tempos, vão se ajustando
até alcançar o domínio que corresponde às necessidades do recém-nascido. Daí em
diante, haverá mais uns ajustes para que o Espírito possa mostrar que é ele mesmo, com
todas as suas faculdades em função. O corpo e alma fazem uma aliança por intermédio
do cordão fluídico, como já se falou em outra página, e esse casamento dá oportunidade
à alma de ascender à perfeição espiritual. A própria matéria, em contato direto com o
Espírito, pode iniciar sua jornada na intelectualidade. Tudo ganha na arte da
sensibilidade, tudo cresce em direção ao Criador.
O corpo é como instrumento do Espírito; se esse está desafinado, o artista, mesmo com
todas as qualidades apuradas, nada pode fazer. Eis porque deves cuidar bem dos seus
corpos, para melhor desempenho da tua missão na Terra. Se queres ser feliz, trabalha
para a felicidade de tudo que encontras em teus caminhos.
Miramez
No contexto espírita, a morte cerebral pode ser vista como um forte indicativo
do início do desligamento definitivo do espírito do corpo, mas a separação
completa pode variar de caso para caso. Vamos analisar essa questão à luz
do Espiritismo:
1. O Que é a Morte Cerebral?
A morte cerebral ocorre quando há cessação irreversível das atividades do
cérebro, incluindo o tronco encefálico, que controla funções vitais como
respiração e batimentos cardíacos. Mesmo assim, com suporte médico,
outros órgãos podem continuar funcionando por um tempo.
18
2. O Desligamento do Espírito Acontece Imediatamente?
O desligamento do espírito do corpo após a morte não ocorre de maneira
instantânea. Allan Kardec, em várias passagens de O Livro dos Espíritos e O
Livro dos Médiuns, menciona que o desprendimento do perispírito pode ser
rápido ou gradual, dependendo de fatores como:
 O grau de apego da pessoa à matéria;
 O seu estado mental e emocional antes da morte;
 As circunstâncias do desencarne.
Se a morte cerebral for acompanhada de um desligamento perispiritual já
avançado, é possível que o espírito já esteja quase totalmente liberto,
mesmo que os órgãos ainda estejam funcionando por suporte artificial.
3. Pode Haver Retorno?
A morte cerebral, pela ciência, é considerada irreversível, pois o cérebro não
se regenera em casos de destruição completa. No entanto, há relatos de
estados de coma profundo onde pessoas voltam à consciência, o que pode
indicar que ainda havia uma conexão espiritual ativa. Mas, no caso de morte
cerebral comprovada, é improvável que o espírito retorne ao corpo.
4. O Espírito Sofre Durante Esse Processo?
Se o espírito já estiver desprendido, não sentirá mais as sensações do corpo.
No entanto, se ainda houver laços fortes, ele pode sentir angústia e
confusão. A prece e as vibrações de paz dos familiares podem ajudar nesse
processo de desligamento.
Conclusão
No caso de morte cerebral, o desencarne já está em curso e, na maioria dos
casos, será definitivo. O corpo pode continuar funcionando artificialmente,
mas a consciência espiritual já está se afastando. Assim, do ponto de vista
espírita, a morte cerebral geralmente marca o momento em que a alma já
não está mais ligada ao corpo de forma ativa e consciente, indicando que a
passagem para o mundo espiritual já está ocorrendo ou já ocorreu.
Se quiser aprofundar mais, posso trazer exemplos de obras espíritas que
falam sobre esse tema!
137 – Um Espírito pode encarnar a um tempo em dois corpos
diferentes?
Não, o Espírito é indivisível e não pode animar simultaneamente dois seres
distintos.
19
(Ver, em O Livro dos Médiuns, o capítulo VII, “Da bicorporeidade e da
transfiguração.)
COMENTÁRIOS:
O Espírito é indivisível. Anima apenas um corpo.
Temos a nossa individualidade. Temos os conhecimentos de nós mesmos.
Toda uma história construída. Não podemos manifestar em dois corpos ao
mesmo tempo, pois assim estaríamos perdendo a nossa individualidade.
O Espírito quando se prepara para a reencarnação vai ocupar apenas um
corpo físico, não pode ocupar dois seres distintos.
Bicorporeidade – fenômeno mediúnico que ocorre em apenas alguns
momentos da vida de alguns médiuns (muito raro).
A bicorporeidade é uma das propriedades do perispírito. Não tem nada de
sobrenatural ou miraculoso.
Quando faz menção à bicorporeidade ou transfiguração, se refere a uma das
propriedades do perispírito, pois embora ele esteja junto ao corpo físico,
pode em um processo de emancipação, se desligar temporariamente do seu
corpo físico que fica em um estado de torpor, o perispírito se desdobra
podendo ir até outros lugares, outros ambientes. Naquele local, o perispírito
emancipado pode se tornar visível e até mesmo tangível, mas não significa
que ele esteja ocupando dois corpos.
Significa que o seu perispírito em um processo de emancipação chegou até
outro local, se materializou e se tornou visível, podendo até se tornar
tangível.
O que há, conforme ensina “O Livro dos Médiuns” cap. VII, q. de 114 a 122,
é uma variedade de manifestações visuais, perfeitamente dentro das leis
naturais. Fundamenta-se nas propriedades do períspirito que pode adquirir a
visibilidade e a tangibilidade. Também, durante o sono, o Espírito se
emancipa, recobra parte de sua liberdade, pode afastar-se do corpo e ser
visto em locais longe do corpo físico que dorme. O Espírito não se dividiu; o
corpo permanece no leito; o Espírito em seu corpo fluídico se projeta e
percorre distância, vai a lugares, conforme seus interesses.
Não mantem a consciência em ambos os lugares ao mesmo tempo.
20
No capítulo VII de O Livro dos Médiuns, intitulado "Da bicorporeidade e da
transfiguração", Allan Kardec trata de dois fenômenos espirituais distintos:
1 – Bicorporeidade
É a capacidade que alguns espíritos elevados possuem de se manifestar
fisicamente em dois lugares ao mesmo tempo. Isso ocorre porque o
perispírito pode se desprender parcialmente do corpo físico e tornar-se
visível para outras pessoas, assumindo uma aparência tangível, sem que o
corpo real deixe de estar onde estava. Exemplos históricos desse fenômeno
incluem relatos de santos e médiuns que foram vistos em lugares diferentes
simultaneamente.
No capítulo VII de O Livro dos Médiuns, Allan Kardec cita alguns exemplos
para ilustrar os fenômenos da bicorporeidade e da transfiguração:
Exemplos de Bicorporeidade:
1 - Santo Afonso de Liguori (Reino de Nápolis – 1696-1787)
Kardec menciona o caso de Santo Afonso de Liguori, que foi visto em dois
lugares ao mesmo tempo. Segundo relatos, enquanto ele estava em êxtase
em seu convento, foi visto auxiliando um moribundo distante. Esse fenômeno
sugere que seu perispírito se deslocou e se tornou visível e interativo em
outro local.
2 - Dom Bosco (Itália – 1815-1888)
Outro caso citado é o do padre Dom Bosco, que também teria sido visto em
dois lugares ao mesmo tempo. Esse fenômeno foi testemunhado por
diversas pessoas, reforçando a ideia de que espíritos elevados podem
projetar seu perispírito de forma visível e, em alguns casos, tangível.
3 – Santo Antônio de Pádua (Portugal – 1195-1231)
Santo Antônio foi um frade franciscano português conhecido por sua
espiritualidade e dons extraordinários. Um dos casos mais famosos de
bicorporeidade atribuídos a ele ocorreu em Lisboa, enquanto ele pregava na
Itália.
 Durante um julgamento, seu pai foi falsamente acusado de
assassinato.
 No momento crucial, Santo Antônio apareceu fisicamente no tribunal
em Lisboa, defendendo seu pai e apresentando provas de sua
inocência.
 Após a absolvição, ele desapareceu, sendo confirmado que nunca
havia saído da Itália.
21
Esse fenômeno é interpretado como uma projeção do perispírito de Santo
Antônio, que se tornou visível e interagiu com o ambiente.
4 – Eurípedes Barsanulfo (Sacramento-MG – 1880-1918)
Eurípedes Barsanulfo, grande médium e educador espírita brasileiro,
também manifestou fenômenos de bicorporeidade.
 Em algumas ocasiões, foi visto em dois lugares ao mesmo tempo,
auxiliando doentes ou ministrando ensinamentos.
 Testemunhas relataram que enquanto ele estava em reuniões
mediúnicas ou em sua escola, aparecia fisicamente em lugares
distantes, curando enfermos e consolando necessitados.
Os relatos indicam que, ao se desprender parcialmente do corpo físico, seu
perispírito se tornava visível e até tangível, permitindo sua atuação espiritual
ampliada.
O Caso do Parto à Distância é um dos episódios mais impressionantes de
bicorporeidade de Eurípedes Barsanulfo, aconteceu em Sacramento (MG),
onde ele atuava como professor e médium.
Certa vez, enquanto lecionava, Eurípedes se recostou sobre a mesa e
pareceu entrar em um leve transe. Seus alunos notaram que ele ficou imóvel
por um tempo, mas como já estavam acostumados a seus momentos de
concentração espiritual, continuaram suas atividades.
Após alguns minutos, ele despertou e retomou a aula normalmente. Mais
tarde, chegou a notícia de que, no mesmo horário, ele havia ajudado no
parto de uma mulher que estava em trabalho de parto em uma região
distante dali.
A família da mulher relatou que Eurípedes esteve presente fisicamente,
auxiliando no nascimento da criança, e que depois simplesmente
desapareceu. Quando questionado, ele sorriu e não negou os fatos,
deixando claro que havia realizado a assistência por meio da bicorporeidade.
Onde Encontrar Esse Relato?
Esse caso pode ser encontrado em várias obras sobre a vida de Eurípedes
Barsanulfo, especialmente em:
"Eurípedes, o Homem e a Missão" – Corina Novelino
"Eurípedes Barsanulfo, Apóstolo da Caridade" – Antônio de Souza Lucena
"Eurípedes Barsanulfo, Educador e Médium" – Roque Jacintho
Esses livros trazem inúmeros relatos sobre os fenômenos espirituais e a
missão de Eurípedes.
22
2 – Transfiguração
Trata-se da alteração temporária da aparência física de uma pessoa
encarnada, devido à influência espiritual. O perispírito, ao irradiar fluidos,
pode modificar a percepção visual do corpo físico, dando-lhe outra expressão
ou até uma aparência totalmente diferente.
A transfiguração ocorre quando a aparência física de alguém se altera
temporariamente devido à influência espiritual.
Isso explica relatos de médiuns cuja fisionomia parece mudar durante
manifestações espirituais.
A Transfiguração de Jesus no Monte Tabor
A Transfiguração de Jesus é um dos eventos mais marcantes do
Evangelho, narrado nos livros de Mateus (17:1-9), Marcos (9:2-10) e Lucas
(9:28-36). Esse episódio ocorreu no Monte Tabor, quando Jesus levou
consigo três de seus discípulos mais próximos: Pedro, Tiago e João.
O que aconteceu?
 No alto do monte, Jesus começou a irradiar uma luz intensa, e seu
rosto resplandecia como o sol. Suas vestes ficaram brancas como a
neve, num brilho sobrenatural.
 Moisés e Elias apareceram ao lado de Jesus e conversaram com Ele.
Moisés representava a Lei, e Elias, os Profetas, simbolizando a
continuidade da revelação divina.
 Uma nuvem luminosa envolveu a cena e uma voz celestial disse:
"Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a Ele ouvi."
 Os discípulos ficaram tomados de temor e caíram com o rosto em terra.
Quando ergueram a cabeça, viram apenas Jesus, que os tranquilizou.
Significado Espiritual da Transfiguração
A transfiguração revela:
1. A natureza divina de Jesus, mostrando sua real essência espiritual.
2. A continuidade da revelação, com Moisés e Elias confirmando que
Jesus é o Messias.
3. A imortalidade da alma, pois Moisés e Elias estavam vivos no plano
espiritual.
4. A importância da fé e da escuta, pois Deus reafirma: "A Ele ouvi."
O fenômeno da transfiguração está relacionado à capacidade do espírito de
irradiar sua luz e modificar sua aparência por meio do perispírito, algo visto
também em outros médiuns e santos ao longo da história.
23
Casos de Transfiguração (além de Jesus no Monte Tabor)
Além do episódio de Jesus no Monte Tabor, há outros casos documentados:
Exemplos de Transfiguração:
1 – Kardec narra o caso de um médium cuja fisionomia se alterava
visivelmente durante uma sessão mediúnica, tomando as feições do espírito
comunicante.
2 – São Francisco de Assis (1181-1226)
 Durante momentos de êxtase e intensa conexão espiritual, São
Francisco foi visto com um brilho especial no rosto e uma aparência
modificada.
 Relatos indicam que, em algumas ocasiões, sua fisionomia mudava,
refletindo uma luz intensa e transmitindo profunda paz e
espiritualidade.
3 – Teresa d’Ávila (1515-1582)
 Em experiências místicas, Santa Teresa de Ávila foi observada por
testemunhas com um semblante completamente diferente, irradiando
luz e serenidade.
 Algumas pessoas afirmaram vê-la com um brilho envolvente, como se
estivesse parcialmente desligada do corpo físico e mais próxima do
plano espiritual.
4 – Chico Xavier (1910-2002)
 Em algumas reuniões mediúnicas, testemunhas relataram que a
aparência de Chico se alterava, assumindo feições semelhantes às dos
espíritos comunicantes.
 Em certos momentos, seu rosto parecia mais jovem ou mais
envelhecido, dependendo do espírito que se manifestava.
Esse fenômeno se encaixa na transfiguração, pois há uma alteração
momentânea da aparência, causada pela irradiação fluídica do espírito
comunicante.
Esse fenômeno acontece porque o perispírito do médium recebe influências
fluídicas do espírito, alterando momentaneamente sua aparência física.
Esses relatos servem para mostrar que tanto a bicorporeidade quanto a
transfiguração são fenômenos que envolvem a manipulação dos fluidos
espirituais e podem ser observados em condições especiais.
Kardec explica que esses fenômenos são raros e exigem condições
especiais, como um grande domínio sobre os fluidos espirituais e ocorrem
geralmente em indivíduos com grande elevação espiritual. Ele também
24
enfatiza que tudo deve ser analisado com critério para evitar enganos ou
mistificações.
25
138 – Que se deve pensar da opinião dos que consideram a alma o
princípio da vida material?
É uma questão de palavras, com que nada temos. Começai por vos
entenderdes mutuamente.
COMENTÁRIOS:
Inúmeras palavras em nosso vocabulário têm significados diferentes. A
nossa linguagem é muito pobre. Não temos uma palavra para conceituar
cada coisa. Uma mesma palavra pode ter vários significados, motivo pelo
qual acaba gerando certos conflitos de entendimento.
Alma e Espírito são duas que se envolvem em confusão principalmente no
campo de seitas ou religiões.
A Espiritualidade nos informa que muitas das nossas dificuldades são
causadas por:
- Não nos entendermos adequadamente.
- A nossa linguagem humana é muito pobre.
Em várias questões no Livro dos Espíritos, a Espiritualidade nos informa que
por falta de vocabulários, de palavras mais apropriadas, então eles utilizam
uma palavra similar que não indica realmente o que seja, mas é o que se tem
mais próximo daquele tema, daquele assunto, sendo o que é possível dentro
da nossa linguagem incompleta, ou seja, faltam palavras.
Na Doutrina Espírita, Allan Kardec estabeleceu didaticamente a diferença:
- alma = encarnado.
- Espírito = desencarnado.
Portanto, alma não é o princípio da vida material. Alma é o Espírito que se
utiliza da vida material, do corpo de carne, para promover seu aprendizado,
sua evolução.
Alma  é o que somos agora, encarnados, portanto, Espírito mais o corpo
material.
O que era antes, sem o corpo?
Espírito.
O Espírito independe da matéria.
A matéria para que possa abrigar o Espírito necessita de um mínimo de
vitalidade que vem do princípio vital que favorece a vida orgânica e o Espírito
favorece a vida inteligente.
- Corpo – matéria inerte
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- Princípio vital (fluido vital, duplo etérico) – princípio que fornece a vida
orgânica
- Espírito ou alma – É a vida inteligente, independente, ser pensante.
Não podemos confundir esses conceitos.
Enquanto a alma está presa no corpo material, o princípio vital também está,
mas acabando o princípio vital que é o que dá vida à matéria, a alma se
desliga abandonando o corpo físico.
Sem o Espírito não existe a vida material do ponto de vista inteligente.
139 – Alguns Espíritos e, antes deles, alguns filósofos definiram a alma
como sendo: “uma centelha anímica emanada do grande Todo”. Por
que essa contradição?
Não há contradição. Tudo depende das acepções das palavras. Por que não
tendes uma palavra para cada coisa?
Allan Kardec:
O vocábulo alma se emprega para exprimir coisas muito diferentes. Uns
chamam alma ao princípio da vida e, nesta acepção, se pode com
acerto dizer, figuradamente, que a alma é uma centelha anímica
emanada do grande Todo. Estas últimas palavras indicam a fonte
universal do princípio vital de que cada ser absorve uma porção e que,
após a morte, volta à massa donde saiu. Essa ideia de nenhum modo
exclui a de um ser moral, distinto, independente da matéria e que
conserva sua individualidade. A esse ser, igualmente, se dá o nome de
alma e nesta acepção é que se pode dizer que a alma é um Espírito
encarnado.
Dando da alma definições diversas, os Espíritos falaram de acordo com
o modo por que aplicavam a palavra e com as ideias terrenas de que
ainda estavam mais ou menos imbuídos. Isto resulta da deficiência da
linguagem humana, que não dispõe de uma palavra para cada ideia,
donde uma imensidade de equívocos e discussões Eis por que os
Espíritos superiores nos dizem que primeiro nos entendamos acerca
das palavras. (1)
NOTA: (1) Ver, na Introdução, a explicação sobre o termo alma, § II.
COMENTÁRIOS:
 Comentário da pergunta.
27
O que é o grande todo?
Se entender que esse grande todo é Deus, daí tudo provém Dele. Tudo o
que existe provém desse Grande Todo.
Mas se o entendimento for que tudo está contido nEle, aí não seria o grande
todo, pois essa é uma ideia panteísta.
São várias as definições da palavra alma nas várias religiões do planeta e
nas correntes espiritualistas.
A nossa linguagem é muito pobre e, por isso muitas vezes temos
dificuldades de exprimir toda ideia que eles desejam.
Então muitas a Espiritualidade Superior utiliza o meio de comparação para
que a gente possa compreender.
Deveríamos ter uma palavra para cada ideia.
Então alma pode ser utilizada em diferentes definições e, conforme
significado em que está relacionando ela tem um sentido diverso, mas isso
não significa que há contradição. Apenas utiliza para várias ideias distintas.
Para o espiritismo, alma e Espírito são a mesma coisa.
Individualidade criada por Deus, simples e ignorante, e que caminha para a
sua perfeição. Nesse caminhar, ora estamos encarnados, ora estamos
desencarnados.
Para efeito didático, para facilitar a comunicação dentro do movimento
espírita, Allan Kardec estabeleceu o seguinte:
Espírito – ser desencarnado
Alma – ser reencarnado (ocupando um corpo material)
Somos, agora, uma alma que momentaneamente ocupa um corpo,
instrumento da lei divina para aprendizados, descobertas e crescimento...
140 – Que se deve pensar da teoria da alma subdividida em tantas
partes quantos são os músculos e presidindo assim a cada uma das
funções do corpo?
Ainda isto depende do sentido que se empreste à palavra alma. Se se
entende por alma o fluido vital, essa teoria tem razão de ser; se se entende
por alma o Espírito encarnado, é errônea. Já dissemos que o Espírito é
indivisível. Ele imprime movimento aos órgãos, servindo-se do fluido
intermediário, sem que para isso se divida.
140.a) - Entretanto, alguns Espíritos deram essa definição.
28
Os Espíritos ignorantes podem tomar o efeito pela causa.
Allan Kardec:
A alma atua por intermédio dos órgãos e os órgãos são animados pelo
fluido vital, que por eles se reparte, existindo em maior abundância nos
que são centros ou focos de movimento. Esta explicação, porém, não
procede, desde que se considere a alma como sendo o Espírito que
habita o corpo durante a vida e o deixa por ocasião da morte.
COMENTÁRIOS:
Não devemos confundir o fluido vital com alma.
Fluido vital ou princípio vital é uma coisa.
Alma é outra.
O fluido vital proveniente do Fluido Cósmico Universal é o que dá vida à
matéria organizada. A alma atua nesse fluido para gerenciar os movimentos
e funções biológicas do corpo físico. É o fluido vital que está presente nos
músculos, órgãos e não a alma. Ela, portanto, comanda esses movimentos,
ação – através do fluido vital.
O fluído vital dá a vida, mas não é a fonte da nossa consciência, do nosso
centro de individualidade, nem do nosso ser.
Alma é o ser individual, com sua história, com toda a sua vida e fluido vital é
um princípio material que vai dar vida, que vai animalizar a matéria orgânica
para que a alma possa se manifestar através dela.
Espírito ou alma é sempre uma unidade, indivisível.
Em razão da sua própria individualidade, não há como aceitá-la dividida.
 Comentário da letra “A”
Quando a gente desencarna, continuamos a ser nós mesmos. Não viramos
nenhum gênio. A morte física não significa evoluir.
Os Espíritos ignorantes vão abordar os assuntos no limite dos seus
conhecimentos. Como há seres humanos (encarnados) com entendimentos
equivocados, também há Espíritos com entendimentos equivocados.
A ubiquidade do Espírito pode ser representada visualmente de várias
formas simbólicas, como:
 Um ser de luz irradiando sua presença em múltiplos
lugares ao mesmo tempo
29
 Um campo energético que se expande e interage com diferentes
planos da existência
 Um Espírito fluídico conectado a diversas realidades
simultaneamente
141 – Há alguma coisa de verdadeiro na opinião dos que pretendem que
a alma é exterior ao corpo e o circunvolve?
A alma não se acha encerrada no corpo, qual pássaro numa gaiola. Irradia e
se manifesta exteriormente, como a luz através de um globo de vidro, ou
como o som em torno de um centro de sonoridade. Neste sentido se pode
dizer que ela é exterior, sem que por isso constitua o envoltório do corpo. A
alma tem dois invólucros. Um, sutil e leve: é o primeiro, ao qual chamas
perispírito, outro, grosseiro, material e pesado, o corpo. A alma é o centro de
todos os envoltórios, como o gérmen em um núcleo, já o temos dito.
COMENTÁRIOS:
A alma não está circundando o corpo e nem presa em seu interior.
O fato de a alma poder irradiar-se para além do corpo, não significa que ela
seja um envoltório do corpo.
A alma tem dois envoltórios: um sutil que é o perispírito e outro mais
grosseiro que é o corpo.
A alma não se encontra encerrada dentro do nosso corpo. Ela se irradia,
como a luz se irradia dos corpos luminosos.
Enquanto encarnados, somos seres humanos, alma, um Espírito que
provisoriamente está usando um corpo. É comum ouvir: - O meu Espírito é
assim..., quando o correto seria: Eu, como Espírito sou assim...
Somos constituídos pelo corpo, períspirito e Espírito (alma).
Espíritos imortais, criados por Deus, intermediam essas duas dimensões de
polaridades tão extremas, o períspirito, elo entre alma e Espírito. O vidente,
vê o períspirito dos desencarnados, uma vez que o Espírito está ligado a ele
em razão do seu próprio magnetismo.
Seja qual for o teor evolutivo do Espírito, sempre estará revestido por essa
“substância” que faz desse ser etéreo, um ser definido. Esse envoltório, parte
integrante do Espírito é de natureza semimaterial, isto é, pertence a matéria
pela sua origem e à espiritualidade pela sua natureza etérea.
Nós somos um Espírito que provisoriamente habita um corpo que nos serve
de ferramenta, de instrumento para o nosso progresso.
30
Todos nós somos a alma, ser eterno, criado por Deus. Ser imaterial, com
consciência, livre-arbítrio. Usamos o períspirito e o corpo grosseiro para nos
manifestar no mundo material.
A aura é a exteriorização do padrão vibratório do Espírito.
O corpo é uma prisão para o Espírito – No sentido de que o Espírito
encarnado está vinculado, condicionado aos limites do corpo.
142 – Que dizeis dessa outra teoria segundo a qual a alma, numa
criança, se vai completando a cada período da vida?
O Espírito é uno e está todo na criança, como no adulto. Os órgãos, ou
instrumentos das manifestações da alma, é que se desenvolvem e
completam. Ainda aí tomam o efeito pela causa.
COMENTÁRIOS:
A alma é completa, tanto na criança, como no adulto. Não existe alma
incompleta.
Na criança alma não consegue se manifestar por completo porque há
limitação do corpo físico, da intelectualidade e dos órgãos. A alma se
manifesta de forma ampla à medida que o corpo evolui
O que ocorre é que no período da infância há uma nova adaptação às
necessidades do Espírito. Nesse período, por não estar na plenitude da sua
memória emocional, a alma está propensa ao redirecionamento, à
reeducação. Por isso a alma da criança está apta a receber um novo
direcionamento dos pais, através dos exemplos, dos conselhos e da
condução dos mesmos. É o momento mais adequado para que os pais
possam ir redirecionando as tendências que vão se apresentando nesse
Espírito reencarnante.
O processo encarnatório ocorre gradativamente. Os laços que prendem o
Espírito ao corpo vão se apertando à medida que a criança vai crescendo.
Então, os órgãos vão se desenvolvendo possibilitando o avanço do Espírito
na sua manifestação, na sua inteligência. A estrutura amadurece, melhor o
espírito se utiliza dela.
O Espírito está todo na criança como no adulto. Não há divisão na estrutura
íntima. As faculdades para se manifestar são dependentes do
desenvolvimento dos órgãos. As ideias voltam pouco a pouco; os órgãos em
formação não têm condição de expressar todo acervo que o caracteriza. Na
proporção, porém, em que se desenvolvem, vão oferecendo condições para
que se mostre tal qual é.
31
As propriedades materiais transmitidas pelos pais, manifestam-se na criança
pela semelhança física que normalmente persiste durante um período da
vida. Desde que a criança se faz homem, o caráter pouco a pouco se define,
as feições, as tendências hereditárias diminuem ou se modificam, dando
lugar a expressões de personalidade quase sempre distinta pelos gostos,
qualidades, paixões diferentes de tudo quanto faz parte de seus
ascendentes. Não é, portanto, o organismo que estabeleceu mudanças, mas,
ao ser psíquico que por assim dizer, se retoma tal qual é.
A alma sendo o ser eterno, criado por Deus, preexiste à criança. Este ser
que vai animar a criança ao nascer, já teve um passado, tem toda uma
história construída, com vastas experiências.
Com o tempo o Espírito passa a mostrar o que ele verdadeiramente é. O
domínio é gradativo.
143 – Por que todos os Espíritos não definem do mesmo modo a alma?
Os Espíritos não se acham todos esclarecidos igualmente sobre estes
assuntos. Há Espíritos de inteligência ainda limitada, que não compreendem
as coisas abstratas. São como as crianças entre vós. Também há Espíritos
pseudossábios, que fazem alarde de palavras, para se imporem, ainda como
sucede entre vós. Depois, os próprios Espíritos esclarecidos podem exprimir-
se em termos diferentes, cujo valor, entretanto, é, substancialmente, o
mesmo, sobretudo quando se trata de coisas que a vossa linguagem se
mostra impotente para traduzir com clareza. Recorrem então a figuras, a
comparações, que tomais como realidade.
COMENTÁRIOS:
A Espiritualidade esclarece sobre os níveis evolutivos dos Espíritos. Não
possuímos os mesmos graus evolutivos.
Há uma grande diversidade entre os seres reencarnados na Terra, no
tocante à cultura, ao conhecimento, à moral. Somos diferentes uns dos
outros.
Quando desencarnamos, continuamos a ser os mesmos.
Os Espíritos desencarnados possuem as mesmas diferenças, as mesmas
disparidades que há entre nós encarnados aqui na Terra.
Recordar que os Espíritos não se encontram em um mesmo grau de
conhecimento, de entendimento e de objetivos, daí opinarem segundo o
estágio em que se detém.
32
Sabemos que, didaticamente, há os Espíritos imperfeitos, os bons Espíritos e
os Espíritos puros, portanto, as mensagens deles reflete a sua moralidade e
a sua intelectualidade.
Então quando dialogamos com Espíritos ainda ignorantes, eles não sabem,
mas falam o que pensam estar correto.
Há também Espíritos com conhecimento, mas com valores morais baixos,
nos enganam, simplesmente por querer enganar.
Há Espíritos esclarecidos que podem nos esclarecer, há os pseudossábios
que tentam impor suas ideias e ainda, os ignorantes.
E mesmo entre os Espíritos esclarecidos, como a nossa linguagem é
limitada, utilizam de mecanismos diversos para dizer a mesma mensagem. O
conteúdo é o mesmo, mas utilizam-se de figuras e comparações para que
possamos melhor compreender.
Allan Kardec nos orienta que cada mensagem recebida do mundo espiritual
deve passar pelo crivo de uma análise para que possamos tê-la como uma
mensagem autêntica que devemos seguir, um bom conteúdo de orientação
ou uma mensagem negativa que não deve ser considerada.
Para que possamos analisar essa mensagem, há a necessidade do estudo.
Por isso que devemos estudar a doutrina espírita, estudar o evangelho, para
podermos ter o cabedal de conhecimento necessário para fazer uma boa
análise. Estudar é a necessidade do nosso progresso, é o que nos convida o
Espírito de Verdade: Espíritas, amai-vos, eis o primeiro ensinamento, instruí-
vos, eis o segundo.
144 – Que se deve entender por alma do mundo?
O princípio universal da vida e da inteligência, do qual nascem as
individualidades. Mas, os que se servem dessa expressão não se
compreendem, as mais das vezes, uns aos outros. O termo alma é tão
elástico que cada um o interpreta ao sabor de suas fantasias. Também a
Terra hão atribuído uma alma. Por alma da Terra se deve entender o
conjunto dos Espíritos abnegados, que dirigem para o bem as vossas ações,
quando os escutais, e que, de certo modo, são os lugar-tenentes de Deus
com relação ao vosso planeta.
COMENTÁRIOS:
O termo “Alma” dependendo daqueles que a interpretam tem vários
significados.
33
A alma do mundo é uma expressão que vem sendo utilizada em três
situações específicas:
1º - Podemos identificar aqueles seres, os Espíritos que pelo grau de sua
evolução ainda estão sujeitos à lei da reencarnação, ou seja, ainda tem
débitos para resgatar. Nesse sentido todos nós somos alma do mundo, alma
da Terra. Necessitam da reencarnação, porém tentam utilizá-la para
conquistar o progresso.
2º - Podemos identificar aqueles que vivem somente pelos interesses
materiais, pelos prazeres oferecidos pela matéria, não se preocupando com
valores espirituais e com a sua evolução enquanto Espíritos eternos. São
aquelas pessoas que gastam todo o seu tempo dedicando exclusivamente
com os prazeres da vida: recursos materiais, os excessos, o sexo, a bebida,
as drogas, coisas do mundo.
3º - O termo é utilizado como se o planeta Terra tivesse uma alma que
movimentasse a vida. A Terra não tem alma que propriamente lhe pertença
porque não é um ser orgânico como os que são dotados de vida.
O que há é número incontável de Espíritos encarregados do seu equilíbrio,
harmonia, luz, vegetação, calor, estações, encarnação dos animais e do
homem. Isto não quer dizer que esses Espíritos sejam a causa desses
fenômenos: eles os presidem, administram como engrenagens de uma
administração.
É a coletividade de todas as inteligências encarnadas e desencarnadas,
inclusive o delegado superior que constitui a alma da Terra da qual cada um
de nós fazemos parte. Encarnados e desencarnados são abelhas sob a
direção do Espírito chefe.
No livro A Caminho da Luz – Comunidade de Espíritos puros – incumbência
de direcionar o caminho de todas as humanidades planetárias,
especificamente para o nosso planeta Terra. Então podemos atribuir a essa
comunidade como sendo a alma planetária. São aqueles seres que estão
responsáveis pela evolução não só do planeta em si, mas cada um de nós
que aqui estamos. Jesus é o grande diretor geral do nosso planeta e se
responsabiliza por nós. É a Grande alma do nosso planeta. É a Ele que
devemos seguir, tendo-o como guia, como modelo.
O Espírito diretor de um mundo deve ser, necessariamente, de uma ordem
superior e tanto mais elevado quanto mais adiantado for o mundo.
O governador espiritual da Terra é Jesus.
34
145 – Como se explica que tantos filósofos antigos e modernos,
durante tão longo tempo, hajam discutido sobre a ciência psicológica e
não tenham chegado ao conhecimento da verdade?
Esses homens eram precursores da eterna Doutrina Espírita. Prepararam os
caminhos. Eram homens e, como tais, se enganaram, tomando suas próprias
ideias pela luz. No entanto, mesmo os seus erros servem para realçar a
verdade, mostrando o pró e o contra. Demais, entre esses erros se
encontram grandes verdades que um estudo comparativo torna apreensíveis.
COMENTÁRIOS:
Tudo é programado. Eles foram os precursores da doutrina espírita. Então
era necessário que eles viessem antes, fizessem seus estudos, errassem,
trouxessem algumas verdades para que quando viesse a orientação da
doutrina espírita já houvesse uma abordagem sobre determinados aspectos
e a doutrina espírita viesse agregar conhecimento, esclarecer, trazer as
verdades que ainda não haviam sido descobertas pelos estudiosos, pelos
filósofos, pelos precursores da época.
Alguns pontos importantes:
1. Os filósofos como precursores do Espiritismo – Os antigos filósofos
(como Platão, Aristóteles e outros) e também os modernos buscaram
compreender a natureza da alma, da consciência e da existência.
Embora não tenham alcançado a verdade absoluta, prepararam o
terreno para o surgimento do Espiritismo, que oferece uma visão mais
completa sobre a questão espiritual.
2. A limitação humana e os erros como parte do aprendizado – Como
eram homens limitados ao conhecimento da época, muitos filósofos
tomaram suas próprias ideias como verdade absoluta, o que os levou a
erros. No entanto, esses erros não foram em vão, pois ajudaram a
construir um caminho de reflexão e evolução do pensamento.
3. O valor do estudo comparativo – Apesar das imprecisões, muitas
dessas filosofias contêm verdades importantes. Quando comparadas e
analisadas à luz do Espiritismo, podem revelar ensinamentos valiosos.
O próprio estudo do erro ajuda a compreender melhor a verdade, pois
permite contrastar diferentes perspectivas e identificar princípios
universais.
4. O conhecimento humano é cumulativo e evolutivo – As ideias dos
filósofos, mesmo que imperfeitas, foram etapas necessárias para o
progresso espiritual e intelectual da humanidade. A Doutrina Espírita se
apresenta como uma síntese e um avanço em relação a essas
contribuições anteriores.
35
Os filósofos, apesar de não terem alcançado a verdade completa, foram
essenciais para preparar o terreno para o entendimento da realidade
espiritual. Seus acertos e erros contribuíram para o desenvolvimento do
pensamento humano, e a Doutrina Espírita se propõe a esclarecer e unificar
essas ideias à luz da revelação dos espíritos.
Embora haja avanços interessantes em áreas como a neurociência, a física
quântica e a parapsicologia, a espiritualidade continua sendo um domínio
que desafia os métodos científicos tradicionais.
O Espiritismo, ao surgir, não nega o passado filosófico, mas o complementa,
trazendo maior clareza sobre a natureza espiritual do ser humano.
O Espiritismo sempre propôs um diálogo entre ciência e espiritualidade,
defendendo que a evolução do conhecimento levaria, inevitavelmente, à
comprovação da imortalidade da alma e da existência do mundo espiritual.
Tudo é plenamente organizado pela Espiritualidade superior.
146 – A alma tem, no corpo, sede determinada e circunscrita?
Não; porém, nos grandes gênios, em todos os que pensam muito, ela reside
mais particularmente na cabeça, ao passo que ocupa principalmente o
coração naqueles que muito sentem e cujas ações têm todas por objeto a
Humanidade.
146.a) - Que se deve pensar da opinião dos que situam a alma num
centro vital?
Quer isso dizer que o Espírito habita de preferência essa parte do vosso
organismo, por ser aí o ponto de convergência de todas as sensações. Os
que a situam no que consideram o centro da vitalidade, esses a confundem
com o fluído ou princípio vital. Pode, todavia, dizer-se que a sede da alma se
encontra especialmente nos órgãos que servem para as manifestações
intelectuais e morais.
COMENTÁRIOS:
A questão 146 de O Livro dos Espíritos trata da localização da alma no corpo
e da relação entre o Espírito e suas manifestações físicas e emocionais.
A alma tem um local específico no corpo?
A resposta é não.
A alma não está limitada a um ponto fixo do organismo, pois é um princípio
espiritual que transcende a materialidade do corpo. No entanto, há uma
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relação entre a alma e certas regiões do corpo, conforme suas
manifestações:
 Nos grandes gênios e nos que pensam muito, a alma se expressa
mais fortemente através do cérebro, pois é onde ocorre a atividade
intelectual.
 Nos que sentem intensamente e se dedicam à humanidade, a alma
parece se manifestar mais no coração, simbolizando a emoção, o amor
e a empatia.
Essa explicação não significa que a alma esteja fisicamente "dentro" do
cérebro ou do coração, mas sim que sua influência se manifesta mais nesses
órgãos, dependendo da natureza predominante da pessoa.
164.a) - O que dizer sobre a ideia de que a alma está no centro vital?
 Alguns acreditam que a alma reside em um ponto central do
organismo, geralmente associado ao fluido vital, responsável pela
manutenção da vida.
 A resposta dos Espíritos explica que essa visão confunde a alma com
o princípio vital, que é apenas um meio para a alma agir sobre o
corpo.
 Enquanto o fluido vital está ligado à vida orgânica, a alma transcende o
corpo e continua a existir após a morte física.
 No entanto, pode-se dizer que a alma se expressa especialmente nos
órgãos responsáveis pelas manifestações intelectuais e morais –
o que reforça a ideia de que suas faculdades espirituais se refletem no
corpo físico.
Interpretação geral
Essa questão nos leva a entender que a alma não está presa a um local
fixo no corpo, mas interage com ele de maneira fluídica, conforme suas
faculdades. O cérebro e o coração aparecem como símbolos das expressões
intelectuais e emocionais, mas a alma abrange o ser como um todo,
influenciando o corpo de maneira sutil.
A alma usa o corpo como um instrumento, mas sua essência está além da
matéria, sendo a verdadeira sede da consciência e da individualidade.
Mas, de fato, onde o Espírito atua no corpo físico?
A alma dirige as funções do corpo através da pineal, glândula que fica em
determinada região do cérebro. Grande ferramenta do Espírito para atuação
mais direta na vida do corpo, tanto nos comandos intelectuais, como morais
e sentimentais. O comando dela, espraia-se por todas as regiões do cérebro
adequando-as a todas as funções como seres encarnados que somos.
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Destaca-se: não é o coração. Órgão físico que tem a propriedade de sentir
emoções - é o cérebro.
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2.3 – Materialismo
147 – Por que é que os anatomistas, os fisiologistas e, em geral, os que
aprofundam a ciência da Natureza, são, com tanta frequência, levados
ao materialismo?
O fisiologista refere tudo ao que vê. Orgulho dos homens, que julgam saber
tudo e não admitem haja coisa alguma que lhes esteja acima do
entendimento. A própria ciência que cultivam os enche de presunção.
Pensam que a Natureza nada lhes pode conservar oculto.
COMENTÁRIOS:
A ciência aceitando só o que pode ser demonstrado pelos seus métodos
sempre fechou os olhos para tudo o que não pode explicar.
A criação do termo materialismo remete ao ano de 1702, por Gottfried
Leibniz, um diplomata, matemático, cientista e filósofo de origem alemã.
- Materialismo é uma concepção filosófica que sustenta ser a matéria a única
realidade do Universo e que todas as atividades são exclusivamente efeitos
da matéria, não havendo, de forma alguma, qualquer substância imaterial.
Não há nada além da matéria. Consideram a matéria como o motor do
Universo. Céticos, exterminam Deus.
O Materialismo entre Cientistas
A resposta destaca que muitos anatomistas e fisiologistas se tornam
materialistas porque baseiam seus estudos apenas no que podem ver e
medir. Como a ciência tradicional trabalha com fatos observáveis e
verificáveis, muitos cientistas acabam limitando sua compreensão da
realidade ao mundo físico, rejeitando o que não pode ser demonstrado pelos
métodos convencionais. A ciência ainda é muito limitada, apesar do seu
avanço nos últimos tempos.
O Orgulho Intelectual
Os Espíritos explicam que o orgulho intelectual é um dos fatores que
levam ao materialismo. Os estudiosos da época (e ainda hoje)
frequentemente acreditam que seu conhecimento é suficiente para explicar
tudo, e essa presunção os impede de considerar a existência de algo além
da matéria.
Acreditam que a Natureza não pode esconder nada deles, ou seja, que
tudo pode ser compreendido pela investigação científica tradicional. No
entanto, essa visão ignora que o conhecimento humano ainda é limitado e
que a ciência está em constante evolução.
39
LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS
Capítulo II: Encarnação dos Espíritos
- Há os que dizem crer em Deus, porém afirmam existir apenas o corpo
– são materialistas.
- O termo materialismo é também utilizado para designar a atitude ou o
comportamento daqueles que se apegam aos bens, valores
e prazeres materiais. Dessa forma, há os que vivem sob paixões, priorizam
tudo o que é material, posses, bens, status, riquezas. Embora se digam
crentes, também se enquadram como materialistas.
O materialismo nos afasta de Deus. Ao ficarmos ligados à essência da
matéria não percebemos a essência da vida.
A presença da matéria é muito forte, é muito contunde sobre nós Espíritos
encarnados. É muito mais fácil percebermos a beleza que a matéria nos
oferece do que perceber a beleza de Deus que a gente nunca viu, só ouviu
falar.
Os que dissecavam corpos queriam encontrar a alma, sempre procurando
uma explicação do ponto de vista material.
Os que trabalhavam na anatomia, na fisiologia, na estrutura do corpo, que
pesquisavam as ciências naturais tentam explicar o funcionamento de tudo
somente do ponto de vista material. Consequências do automatismo da
natureza.
O que está por trás do materialismo, da descrença, dos questionamentos
infundados é o orgulho que não cede espaço para o conhecimento novo que
não domina. Não é porque não exista. Nego, porque não controlo.
A grandeza do cientista está na busca das causas originais de tudo. E as
causas originais não estão fora de Deus.
Atualmente já houve algumas mudanças. Há cientistas, pesquisadores se
ocupando também com as coisas do Espírito.
O materialismo repercute no homem, na sociedade com consequências de
indiferença, vaidade, orgulho, egoísmo, imediatismo, desespero, frouxidão
moral, uma vez que o homem se isola, buscando apenas o que o satisfaça e
atenda.
Em função do orgulho, há pessoas muito inteligentes, mas vaidosas,
prepotentes, como os donos da verdade, que tem dificuldade em aceitar a
opinião do outro e de achar que o outro possa ter razão.
Intelectualidade não significa evolução espiritual.
Quando a inteligência vem primeiro, vem junto a vaidade e o orgulho.
Por isso devemos ter muito cuidado. Olharmos para dentro de nós, refletir
sobre nossas sombras e enfrentá-las de frente para não nos enganarmos,
para que tenhamos consciência das nossas imperfeições e de tudo aquilo
que ainda precisamos para melhorar e crescer.
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A doutrina espírita bem estudada nos leva a perceber a beleza e a perfeição
de Deus, a compreensão de nós mesmos e de tudo o que nos cercam de
forma racional.
Átomo – partícula indivisível / hoje é divisível
Teoria das cordas – se uma corda tivesse o tamanho de uma árvore, um
átomo seria do tamanho da Terra. Infinidade de pequenez
Macrocosmo e microcosmo – dois pontos infinitos. Quanto mais evoluídos
veremos que o microcosmo é cada vez menor e fundamental para que as
grandes existam.
Nós somos um amontoado de células – átomos – cordas, etc.
Filosofia, ciência e religião são razões complementares.
“A ciência sem a religião é manca, a religião sem a ciência é cega.”
(Albert Einstein)
A ciência sem a religião é manca
 Significado: Einstein sugere que a ciência, por si só, é incompleta ou
limitada ("manca") se não for acompanhada por uma dimensão ética,
espiritual ou filosófica que a religião pode oferecer.
 Contexto: A ciência busca explicar o "como" das coisas (os
mecanismos do universo), mas não necessariamente o "porquê" (o
sentido ou propósito da existência). A religião, por outro lado, lida com
questões de significado, valores morais e a busca por um propósito
maior.
 Exemplo: A ciência pode desenvolver tecnologias poderosas, como a
energia nuclear, mas é a ética (muitas vezes influenciada por valores
religiosos ou filosóficos) que determina como essas tecnologias devem
ser usadas — para o bem ou para o mal.
A religião sem a ciência é cega
 Significado: Einstein argumenta que a religião, sem o rigor e a clareza
da ciência, pode se tornar dogmática, supersticiosa ou desconectada
da realidade ("cega").
 Contexto: A religião, quando não é informada pela ciência, pode levar
a interpretações literais de textos sagrados, à negação de fatos
comprovados ou à resistência ao progresso humano. A ciência, com
seu método de investigação e busca por evidências, pode ajudar a
religião a se manter relevante e adaptada ao mundo moderno.
 Exemplo: A aceitação de descobertas científicas, como a teoria da
evolução ou o Big Bang, pode enriquecer a compreensão religiosa do
universo, em vez de entrar em conflito com ela.
Visão de Einstein sobre ciência e religião
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Einstein não defendia uma religião tradicional ou dogmática, mas sim uma
"religião cósmica" — uma reverência pela ordem, beleza e mistério do
universo. Ele via a ciência como uma forma de explorar essa ordem e a
religião como uma maneira de se maravilhar com ela. Para ele, tanto a
ciência quanto a religião são caminhos para buscar a verdade, mas cada
uma com seu próprio domínio e método.
Relação com o Espiritismo
A frase de Einstein ecoa os princípios da Doutrina Espírita, que propõe uma
harmonia entre ciência, filosofia e religião. O Espiritismo defende que:
 A ciência investiga as leis da natureza e os fenômenos materiais e
espirituais.
 A filosofia oferece uma reflexão crítica sobre o sentido da vida e a
moral.
 A religião (no sentido espírita) proporciona uma conexão com o divino
e um caminho para a evolução espiritual.
Tanto Einstein quanto o Espiritismo enfatizam que ciência e religião não
devem ser vistas como rivais, mas como parceiras na busca por uma
compreensão mais profunda da existência.
148 – Não é de lastimar que o materialismo seja uma consequência de
estudos que deveriam, contrariamente, mostrar ao homem a
superioridade da inteligência que governa o mundo? Deve-se daí
concluir que são perigosos?
Não é exato que o materialismo seja uma consequência desses estudos. O
homem é que deles tira uma consequência falsa, pela razão de lhe ser dado
abusar de tudo, mesmo das melhores coisas. Acresce que o nada os
amedronta mais do que eles quereriam que parecesse, e os espíritos fortes,
quase sempre, são antes fanfarrões do que bravos. Na sua maioria, só são
materialistas porque não têm com que encher o vazio do abismo que diante
deles se abre. Mostrai-lhes uma âncora da salvação e a ela se agarrarão
pressurosamente.
COMENTÁRIOS:
Não é o materialismo uma consequência dos estudos, quanto mais
estudamos, mais alcançaremos a verdade.
Há coisas que o homem não pode compreender, e essa limitação deve ser
aceita com humildade. Negar o que está além da compreensão humana é
um sinal de presunção, não de sabedoria.
42
O estudo não é perigoso, pelo contrário, é necessário. Não é o estudo que
transforma a pessoa em um ser dito materialista, mas o orgulho e a vaidade.
O estudo aprofundado da natureza e do universo pode revelar a
complexidade, a ordem e a beleza da criação, levando à admiração e ao
reconhecimento de uma inteligência superior.
A ciência, quando praticada com humildade e abertura, pode ser uma
ferramenta para expandir a compreensão humana e aproximar o homem de
Deus.
Ex: teoria do átomo
Geocentrismo e heliocentrismo (Galileu Galilei)
Allan Kardec:
Por uma aberração da inteligência, pessoas há que só veem nos seres
orgânicos a ação da matéria e a esta atribuem todos os nossos atos. No
corpo humano apenas veem a máquina elétrica; somente pelo
funcionamento dos órgãos estudaram o mecanismo da vida, cuja
repetida extinção observaram, por efeito da ruptura de um fio, e nada
mais enxergaram além desse fio. Procuraram saber se alguma coisa
restava e, como nada acharam senão matéria, que se tornara inerte,
como não viram a alma escapar-se, como não a puderam apanhar,
concluíram que tudo se continha nas propriedades da matéria e que,
portanto, à morte se seguia a aniquilação do pensamento. Triste
consequência, se fora real, porque então o bem e o mal nada
significariam, o homem teria razão para só pensar em si e para colocar
acima de tudo a satisfação de seus apetites materiais; quebrados
estariam os laços sociais e as mais santas afeições se romperiam para
sempre. Felizmente, longe estão de ser gerais semelhantes ideias, que
se podem mesmo ter por muito circunscritas, constituindo apenas
opiniões individuais, pois que em parte alguma ainda formaram
doutrina. Uma sociedade que se fundasse sobre tais bases traria em si
o gérmen de sua dissolução e seus membros se entredevorariam como
animais ferozes.
O homem tem, instintivamente, a convicção de que nem tudo se lhe
acaba com a vida. O nada lhe infunde horror. É em vão que se obstina
contra a ideia da vida futura. Ao soar o momento supremo, poucos são
os que não inquirem do que vai ser deles, porque a ideia de deixar a
vida para sempre algo oferece de pungente. Quem, de fato, poderia
encarar com indiferença uma separação absoluta, eterna, de tudo o que
foi objeto de seu amor? Quem poderia ver, sem terror, abrir-se diante si
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o imensurável abismo do nada, onde se sepultassem para sempre
todas as suas faculdades, todas as suas esperanças, e dizer a si
mesmo: Pois que! depois de mim, nada, nada mais, senão o vácuo,
tudo definitivamente acabado; mais alguns dias e a minha lembrança se
terá acabado; mais alguns dias e a minha lembrança se terá apagado da
memória dos que me sobreviverem; nenhum vestígio dentre em pouco,
restará da minha passagem pela Terra; até mesmo o bem que fiz será
esquecido pelos ingratos a quem beneficiei. E nada, para compensar
tudo isto, nenhuma outra perspectiva, além da do meu corpo roído
pelos vermes!
Não tem este quadro alguma coisa de horrível, de glacial? A religião
ensina que não pode ser assim e a razão no-lo confirma. Mas, uma
existência futura, vaga e indefinida não apresenta o que satisfaça ao
nosso desejo do positivo. Essa, em muitos, a origem da dúvida.
Possuímos alma, está bem; mas, que é a nossa alma? Tem forma, uma
aparência qualquer? É um ser limitado, ou indefinido? Dizem alguns
que é um sopro de Deus, outros uma centelha, outros uma parcela do
grande Todo, o princípio da vida e da inteligência. Que é, porém, o que
de tudo isto ficamos sabendo? Que nos importa ter uma alma, se,
extinguindo-se-nos a vida, ela desaparece na imensidade, como as
gotas d’água no Oceano? A perda da nossa individualidade não
equivale, para nós, ao nada? Diz-se também que a alma é imaterial. Ora,
uma coisa imaterial carece de proporções determinadas. Desde então,
nada é, para nós. A religião ainda nos ensina que seremos felizes ou
desgraçados, conforme ao bem ou ao mal que houvermos feito. Que
vem a ser, porém, essa felicidade que nos aguarda no seio de Deus?
Será uma beatitude, uma contemplação eterna, sem outra ocupação
mais do que entoar louvores ao Criador? As chamas do inferno serão
uma realidade ou um símbolo? A própria Igreja lhes dá esta última
significação; mas, então, que são aqueles sofrimentos? Onde esse
lugar do suplício? Numa palavra, que é o que se faz, que é o que se vê,
nesse outro mundo que a todos nos espera? Dizem que ninguém
jamais voltou de lá para nos dar informações.
É erro dizê-lo e a missão do Espiritismo consiste precisamente em nos
esclarecer acerca desse futuro, em fazer com que, até certo ponto, o
toquemos com o dedo e o penetremos com o olhar, não mais pelo
raciocínio somente, porém, pelos fatos. Graças às comunicações
espíritas, não se trata mais de uma simples presunção, de uma
probabilidade sobre a qual cada um conjeture à vontade, que os poetas
embelezem com suas ficções, ou cumulem de enganadoras imagens
alegóricas. É a realidade que nos aparece, pois que são os próprios
seres de além-túmulo que nos vêm escrever a situação em que se
acham, relatar o que fazem, facultando-nos assistir, por assim dizer a
todas as peripécias da nova vida que lá vivem e mostrando-nos, por
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esse meio, a sorte inevitável que nos está reservada, de acordo com os
nossos méritos e deméritos. Haverá nisso alguma coisa de
antirreligioso? Muito ao contrário, porquanto os incrédulos encontram
aí a fé e os tíbios a renovação do fervor e da confiança. O Espiritismo é,
pois, o mais potente auxiliar da religião. Se ele aí está, é porque Deus o
permite e o permite para que as nossas vacilantes esperanças se
revigorem e para que sejamos reconduzidos à senda do bem pela
perspectiva do futuro.
COMENTÁRIOS:
O materialismo parte do nada. Porém o nada não poderia provê algo
inteligente. Toda a natureza se movimenta em obediência às determinadas
leis. O nosso próprio corpo, máquina mais perfeita que o ser humano já
contatou. Mostra que tuto isso tem uma origem inteligente, se move de forma
inteligente. Como poderia tudo isso vir do nada? Existe uma causa
inteligente por trás da natureza e de tudo o que existe. Para nós essa causa
se chama Deus.
O materialismo vai nos levar ao nada. Perdemos a razão da vida, a razão da
prática do bem, o aprimoramento dos conhecimentos, da elevação moral.
É importante que as pessoas se fortaleçam na fé e na existência desse
futuro. Sabemos que continuaremos vivendo como cidadãos do mundo, do
Universo, em busca da felicidade, do progresso.
Exemplo: As cartas que Chico Xavier recebia mostrando claramente aos
seres que aqui ficaram que a vida continua do lado de lá.
RESUMO
Objetivo da Encarnação
 A encarnação tem como finalidade levar os Espíritos à perfeição. Para
alguns, é expiação; para outros, missão.
 Os Espíritos precisam passar pelas provas da vida corporal para
evoluírem e se prepararem para contribuir com a obra divina.
 Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, e a encarnação
proporciona aprendizado. Aqueles que seguem o caminho do bem
sofrem menos e progridem mais rapidamente.
A Alma
 A alma é o Espírito encarnado. Antes de se unir ao corpo, é um ser
inteligente do mundo invisível.
 O homem é formado por três elementos:
1. Corpo físico – ser material animado pelo princípio vital.
2. Alma – Espírito encarnado que habita o corpo.
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3. Perispírito – laço semimaterial que une o Espírito ao corpo.
 A alma independe do princípio vital; a vida orgânica pode existir sem
alma, mas a alma não pode habitar um corpo sem vida orgânica.
Materialismo
 O materialismo surge quando se ignora a presença do Espírito e da
vida além da matéria.
 Muitos cientistas são levados ao materialismo porque se apegam
apenas ao que pode ser observado fisicamente.
 A crença na extinção da alma levaria à anarquia moral, pois eliminaria
o sentido de responsabilidade e consequências após a morte.
 O Espiritismo combate o materialismo, mostrando que a alma
sobrevive e mantém sua individualidade, esclarecendo a vida futura por
meio das comunicações espirituais.
PILARES DA DOUTRINA ESPÍRITA
1. Existência de Deus
 Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.
 Ele é eterno, imutável, imaterial, todo-poderoso, soberanamente justo e
bom.
 O Espiritismo não define Deus de forma dogmática, mas o reconhece
como a fonte de toda a criação e o princípio de todas as leis que regem
o universo.
2. Imortalidade da Alma
 A alma (ou espírito) é imortal e preexiste ao corpo físico.
 Após a morte do corpo físico, o espírito continua a existir e evolui
através de sucessivas encarnações.
 A vida material é uma fase passageira, mas a vida espiritual é eterna.
3. Reencarnação
 A reencarnação é o processo pelo qual o espírito retorna à vida
material em um novo corpo físico.
 Esse mecanismo permite ao espírito aprender, evoluir e reparar erros
cometidos em vidas passadas.
 É uma oportunidade de crescimento moral e intelectual, rumo à
perfeição.
4. Pluralidade dos Mundos Habitados
 O universo é habitado por espíritos em diferentes estágios de evolução.
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 Existem diversos mundos, além da Terra, onde os espíritos podem
viver e progredir.
 A Terra é um planeta de expiação e provas, mas há mundos mais
evoluídos, onde o sofrimento é menor e a felicidade é maior.
5. Comunicabilidade dos Espíritos
 Os espíritos podem se comunicar com os encarnados (vivos) através
de médiuns.
 Essa comunicação é possível porque os espíritos são seres reais, com
individualidade e consciência.
 O intercâmbio entre os dois planos (material e espiritual) é uma forma
de orientação, consolo e aprendizado mútuo.
Valores Centrais do Espiritismo
Além desses pilares, o Espiritismo enfatiza valores como:
 Caridade: A prática do bem ao próximo é essencial para a evolução
espiritual.
 Livre-arbítrio: Cada indivíduo é responsável por suas escolhas e
consequências.
 Lei de Causa e Efeito: Toda ação tem uma reação, e colhemos o que
plantamos.
 Evolução Contínua: Todos os espíritos estão destinados à perfeição,
através do aprendizado e do amor.
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REFERÊNCIAS:
KARDEC, Allan. A Gênese: Os Milagres e as Predições Segundo o
Espiritismo. Tradução de Salvador Gentile. 52ª Ed. Araras – SP: IDE, 2018.
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de
Salvador Gentile. 365ª Ed. Araras – SP: IDE, 2009.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Salvador Gentile. 182ª
Ed. Araras – SP: IDE, 2009.
KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Salvador Gentile. 85ª
Ed. Araras – SP: IDE, 2008.
XAVIER, Chico. A Caminho da Luz. 21ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995. Pelo
Espírito Emmanuel.
XAVIER, Chico. Libertação. 33ª ed. Brasília: FEB, 2017. Pelo Espírito André
Luiz.
XAVIER, Chico. Nosso Lar. 61ª ed. Brasília: FEB, 2010. Pelo Espírito André
Luiz.
XAVIER, Chico. Obreiros da Vida Eterna. 35ª ed. Brasília: FEB, 2017. Pelo
Espírito André Luiz.
XAVIER, Chico. Os Mensageiros. 47ª ed. Brasília: FEB, 2017. Pelo Espírito
André Luiz.
ZIMMERMANN, Zalmino. Perispírito. Campinas: CEAK, 2000.
https://www.bibliaonline.com.br/
http://cebatuira.org.br/estudos_capitulos.asp?estudo=O%20Livro%20dos
%20Esp%EDritos
http://www.olivrodosespiritoscomentado.com/questoes.html
https://www.youtube.com/user/livrodosespiritos/videos
https://www.youtube.com/watch?v=4xRhAKctMo8&list=PLI-
OgasY7T5tz8FFyT2yr5aKTPbavF7by&index=111
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Capitulo II - Encarnacao dos Espiritos.docx

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    CAPÍTULO II: ENCARNAÇÃODOS ESPÍRITOS 2.1 – OBJETIVO DA ENCARNAÇÃO 2.2 – A ALMA 2.3 – MATERIALISMO Slide https://pt.slideshare.net/slideshow/2-2-encarnacao-dos-espiritos-a-alma- pptx/277344968
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    2.1 – OBJETIVODA ENCARNAÇÃO 132 – Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos? Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta. Allan Kardec: A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do Universo. Deus, porém, na Sua sabedoria, quis que nessa mesma ação eles encontrassem um meio de progredir e de se aproximar Dele. Deste modo, por uma admirável lei da Providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na Natureza. COMENTÁRIOS: Por que nós temos que encarnar? Por que tenho que nascer neste planeta com este corpo denso? Por que já não fui feito pronto? Os objetivos são dois – responderam os Espíritos:  Encaminhar o Espírito na jornada da evolução  Colocá-lo em condições de realizar a parte que lhe cabe na obra da criação. A vida na Terra não é fácil. Temos que preocupar com a nossa manutenção física, temos que preocupar com a manutenção da nossa família e ainda temos que nos preocupar com a nossa evolução espiritual. Alimentar o corpo físico, alimentar espiritualmente, alimentar os sentimentos. A encarnação promove a evolução do Espírito porque lhe impõe limites, lhe impõe obrigações. Encerrados em um corpo de carne, há algumas necessidades para suprir a sobrevivência desse corpo, como, alimentação, agasalho, abrigo, educação, saúde. É preciso trabalhar para suprir essas 2 LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS Capítulo II: Encarnação dos Espíritos
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    necessidades. O trabalhoé que nos impele a progredir. É pelo trabalho que a humanidade como um todo tem buscado o progresso, a tecnologia, a pesquisa, o avanço científico. O mundo materialmente falando é muito melhor hoje que algumas décadas atrás e se dá em função do trabalho. Se tivéssemos sido criados prontos, qual mérito teríamos? Quais seriam as conquistas? Será que daríamos valor a tudo o que Deus nos fornece? A encarnação força, pelas necessidades comuns à vida física aplicar a inteligência, as faculdades, desenvolvendo potencial, progredindo, o que faz com que ela seja uma necessidade. Ao mesmo tempo, colabora com o desenvolvimento do todo, do mundo que habita – progredindo como individualidade que é, auxilia a Criação. Se o Espírito é criado como um ser perfectível; se precisa desenvolver todo esse potencial, precisará de um corpo material, da vida física, para que, frente aos inúmeros detalhes dela, aprenda a fazer escolhas que o direcionem ao seu objetivo de Criação – a Perfeição. Assim, a encarnação é uma necessidade evolutiva, porque somente ao contato com a matéria física consegue o Espírito certos elementos necessários ao seu progresso. O esquecimento do passado, o período da infância e a luta pela sobrevivência são condições exclusivas da vida na Terra e essenciais à aquisição de certos valores. Deus em sua sabedoria nos fez para a luta, para que crescêssemos através dos nossos próprios esforços, para quando atingirmos a supremacia espiritual possamos reconhecer os frutos do próprio esforço, da vontade, da dedicação. Quando estamos aqui estamos preparados para as adversidades nas quais devemos passar e se sucumbirmos é questão do nosso livre arbítrio, conforme a nossa vontade, porque nos preparamos para vencer as tribulações da vida, no entanto, podemos escolher fugir das tribulações, seguindo outros caminhos, como por exemplo, a porta larga. Quando encontramos em nosso círculo, uma pessoa que tenha uma condição melhor na inteligência, na conquista material, no equilíbrio emocional, na postura moral, temos que entender que são frutos de uma construção, soma do trabalho, das experiências e das aquisições no curso da vida dessa pessoa. 1 - Para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação Os Espíritos não ocupam perpetuamente a mesma categoria. Todos se melhoram passando pelos diferentes graus da hierarquia espírita. Esta 3
  • 4.
    melhora se efetuapor meio da encarnação, que é imposta a uns como expiação, a outros como missão. A vida material é uma prova que lhes cumpre sofrer repetidamente, até que hajam atingido a absoluta perfeição moral (L.E. – Introdução) Expiação – Significa sofrer em função de alguma coisa; cumprimento de pena; reparação de faltas por meio de penalidades; reparar as consequências pelos atos (crime) cometidos. Característica – sempre dolorosa, ligada e consequência da falta. Em tese, geralmente, um Espírito em expiação não aceita as limitações, sofrimentos, dores, rebela-se, reclama, sente-se injustiçado. Nesse processo, aciona a Lei de Causa e Efeito para que através dos sofrimentos físicos e morais se reeduque. Ela variará segundo a natureza e a gravidade da falta, podendo uma mesma falta determinar expiações diversas conforme as circunstâncias, atenuantes ou agravantes, em que foi cometida. Experiências que terão vivências que vão exigir mudanças no comportamento. Mudar dói, incomoda, faz a gente sofrer. A expiação está ligada ao sofrimento, porque faz a gente mudar o comportamento. Não há regra sobre a duração que dependerá da melhoria real, séria, efetiva, sincera de volta ao bem. Provação - será sempre no sentido de atestar se houve aprendizado; situações nas quais se verifica a autenticidade das ações. Em síntese, há experimentação através de situações difíceis, aflitivas ou penosas que atestarão, pelo desempenho havido, o grau de veracidade atingido frente a isto ou aquilo que se propôs testar. Característica da prova – pode ou não estar vinculada a uma falta. Nem sempre é dolorosa, embora possa sê-lo. Representa luta em qualquer dos casos, Característica do Espírito em prova – ela não excita, nele, lamentações, indicando tal detalhe, que foi voluntariamente escolhida, aceita, fruto de forte resolução, o que sem dúvida é sinal de algum progresso. A existência, portanto, vai se constituir por situações que visarão seu crescimento. Através dos esforços, das lutas, quedas e recomeços, vai conseguindo despertar e enxergar a vida sob ângulos diversos, desenvolvendo inteligência e se iluminando espiritualmente. Inúmeras vezes, situações difíceis não estão enquadradas como provações: podem ser ocorrências pedidas pelo Espírito que visa acelerar seu adiantamento. 4
  • 5.
    Ficar claro, portanto,que todo sofrimento suportado neste mundo, necessariamente não é indício de determinada falta: constituem-se como simples provas escolhidas pelo Espírito que visa a apressar seu aperfeiçoamento. A expiação serve sempre de prova, mas a prova não é sempre uma expiação. (ESE, cap. 5 – item 9). Recorde-se, entretanto, que ambas, expiação ou prova, representam sinal de inferioridade relativa, uma vez que um Espírito perfeito não tem mais necessidade delas. Missão – O Espírito se preparou para a missão (especial). É a realização de um compromisso assumido perante alguém; encargo; realização de obrigação moral; um dever a cumprir. Característica da missão: tarefa específica. Pressupõe certa condição evolutiva objetivando o melhoramento de algo ou alguém. Assim, Espíritos querendo avançar, solicitam tarefas pela qual será recompensado se sair vitorioso. Certamente é alguém que apresenta algum grau de elevação. Característica – apresentam-se como pessoas de instintos naturalmente bons, de “...alma elevada, de nobres sentimentos inatos que parecem não ter trazido nada de mau da precedente existência, e que suportam com resignação toda cristã, as maiores dores, pedindo a Deus para as suportar sem lamentações”. (ESE, cap. 5 – item 9). Porém, toda passagem pela terra é uma missão, para uns é expiar, para outros é orientar (especial). Ex: Chico Xavier, espírito superior a nós, mas que passou por provações. Cumprindo sua missão passou por dores e sofrimentos, sem reclamação. Síntese: - Expiação é pena imposta ao malfeitor que comete um crime; - Prova é a luta que ensina o discípulo rebelde e preguiçoso a estrada do trabalho e da edificação. (O Consolador q. 246). - Missão é tarefa específica que pressupõe condição evolutiva prévia. 2 - Pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação Paralelo ao desenvolvimento moral do homem, animais, vegetais, habitação tudo se renova, muda para graus cada vez mais avançados. 5
  • 6.
    Somos cocriadores deDeus. Estamos sempre auxiliando Deus na sua criação. Conforme explicação de André Luiz, através da psicografia de Chico Xavier, os Espíritos participam da obra divina em dois níveis: 1. Co-Criadores em Plano Menor – Espíritos em estágios iniciais da evolução, que contribuem para o progresso do mundo material e espiritual, seja através da arte, ciência, filosofia ou trabalho cotidiano. Aqui, estamos aprendendo a moldar a matéria e influenciar a sociedade. 2. Co-Criadores em Plano Maior – Espíritos mais elevados, que já possuem maior domínio sobre as leis universais e auxiliam diretamente na organização da vida em planetas, contribuindo para a formação de mundos e civilizações. Como Co-Criamos na Vida Cotidiana? Mesmo ainda em fase de aprendizado, podemos atuar como co-criadores nas seguintes formas: Pensamento e Vibração – O pensamento tem força criadora e influencia o ambiente e as pessoas ao redor. Podemos construir um mundo melhor pela sintonia com energias elevadas. Ação no Bem – O bem que fazemos em qualquer escala (uma palavra amiga, um conselho, um ato de caridade) gera reflexos positivos e contribui para a harmonia do Universo. Trabalho e Criatividade – Através do progresso intelectual e moral, criamos novas descobertas, tecnologias e expressões artísticas que elevam a humanidade. Autotransformação – Cada passo dado na reforma íntima nos torna mais alinhados à vontade divina e mais aptos a auxiliar na obra da criação. Nós auxiliamos na obra da criação cumprindo as leis divinas, as leis naturais. Ex: Nossos filhos (Lei de reprodução), os encaminhamentos que fornecemos aos nossos filhos (Lei conservação, sociedade, progresso, Lei de justiça, amor e caridade) Ser co-criador de Deus é assumir a responsabilidade pela própria evolução e pela construção de um mundo mais harmonioso, contribuindo para a perfeição do Universo sob a orientação divina. À medida que evoluímos, nossa capacidade de co-criar se amplia, e podemos nos tornar auxiliares mais diretos da obra divina, ajudando na formação de novos mundos e na organização da vida em outros planos da existência. 6
  • 7.
    A reencarnação alémde ser mecanismos de progresso, aperfeiçoamento, resgate dos equívocos cometidos, oportunidades de passar por provas, vicissitudes que nos auxiliam ao progresso, é também um dever do Espírito no sentido de contribuir com a obra geral da criação. Como Deus precisa dos seres corpóreos para a marcha do progresso do Universo, nós concorremos com a obra da criação nessa marcha do universo. O fato de estarmos na Terra reencarnando, seja também um instrumento de progresso, não apenas para nós, mas também para o Universo. Além de estarmos expiando, provando, desenvolvendo aquilo que necessitamos para crescer, estamos contribuindo para a criação divina. 133 – Têm necessidade de encarnação os Espíritos que, desde o princípio, seguiram o caminho do bem? Todos são criados simples e ignorantes e se instruem nas lutas e tribulações da vida corporal. Deus, que é justo, não podia fazer felizes a uns, sem fadigas e trabalhos, conseguintemente sem mérito. 133.a) - Mas, então, de que serve aos Espíritos terem seguido o caminho do bem, se isso não os isenta dos sofrimentos da vida corporal? Chegam mais depressa ao fim. Demais, as aflições da vida são muitas vezes a consequência da imperfeição do Espírito. Quanto menos imperfeições, tanto menos tormentos. Aquele que não é invejoso, nem ciumento, nem avaro, nem ambicioso, não sofrerá as torturas que se originam desses defeitos. COMENTÁRIOS: Todos são criados “simples e ignorantes” ... - Simplicidade – ausência de tendências para o bem e o mal; - Ignorantes – desconhecedores das coisas e das leis naturais. Deus deu a cada um a missão, com o fim de os esclarecer e progressivamente conduzir à perfeição, pelo conhecimento da verdade e para os aproximar Dele. Antes que isso se dê, está, digamos assim, num estado de nulidade moral e intelectual. Se não fez o mal, também não fez bem. Age sem consciência, 7
  • 8.
    sem responsabilidade quesó começa quando desenvolve nele o livre- arbítrio, isto é, percebe que algo lhe é muito bom e exclui o outro dessa participação. Consequentemente, tudo o que fizer, só visando a si, excluindo, prejudicando outros para se dar melhor, abusando do seu discernimento em prejuízo dos demais, gerará consequências. Nessa origem, só têm alguma consciência de si mesmo e seus atos acontecem de forma instintiva na nutrição, defesa e reprodução. Só pouco a pouco a inteligência se desenvolve: ela ensaia para a vida. Assemelha-se ao estado de infância na vida corpórea. A vida do Espírito, no seu conjunto, assemelha-se com as fases da vida física; passa gradativamente pelo estado de embrião, ao da infância, adulto, fases essa que se comporão de inúmeros períodos. A grande diferença é que enquanto na vida física há declínio, para o Espírito tal não acontece. Ele teve um começo, porém não tem fim, havendo desse modo, um tempo imenso para passar de uma fase a outra até realizar o progresso completo, que acontecerá através de várias e sucessivas reencarnações. A vida do Espírito, constitui-se, portanto, de série de existências corporais, sendo cada qual oportunidade de progresso em que adquire maiores conhecimentos, instrução, experiência. Um Espírito, mesmo com muito boa vontade, poderia “pular” fases? Não. Há qualidades que ele desconhece e nem pode compreender. Além disso, deve adiantar-se em conhecimento e moralidade, e se ele não progrediu senão num sentido, é necessário que o faça no outro, para chegar ao alto da escala. Esse desenvolvimento acontecerá através das lutas e adversidades da vida corpórea, pelas atividades do trabalho, pelas necessidades recíprocas dos homens entre si, uma vez que sozinho nada conseguiria. Ninguém dispõe de faculdades completas. Na união social uns completam os outros tanto para assegurar o bem-estar como para progredirem. Letra A Nenhum Espírito foi criado para sofrer. A escolha do caminho do bem ou do mal é realizada por nós. Aqueles que escolhem o caminho do mal acaba sofrendo. O sofrimento então, quando ele acontece é a aplicação da lei de causa e efeito. Ex: Na sala de aula, aquele aluno que não falta às aulas, realiza todas as atividades, participa das aulas, etc. estará isento de realizar as provas? Não. Terá que realizar tanto quanto aquele faltoso, relaxado, preguiçoso. Lógico que sua angústia, sua aflição será menor, portanto, seu sofrimento será menor e seu resultado será melhor. 8
  • 9.
    Duas crianças vãotomar vacina. Uma tem medo de agulha, a outra não. Qual sofrerá mais? Lógico que a que tem medo de agulha. Começará sofrer desde antes de chegar ao posto de saúde. Enquanto a outra vai toda tranquila. Sofrimento é a forma como o Espírito encara a experiência. Uns sofrem mais, outros não. Aquele que sofre menos acaba passando mais rápido pela experiência. As dificuldades da vida são consequências da imperfeição do Espírito. Quanto menos termos de imperfeição, menos sofreremos. A encarnação é um convite, cuja única resposta é aceitar. Vamos deixar de sofrer. Vamos buscar o conhecimento e aprimorar nossos sentimentos. Não basta deixarmos de fazer o mal, é necessário, efetivamente, fazer o bem. É pelo trabalho e pelo estudo que adquirimos conhecimento e é pela convivência que lapidamos os sentimentos. O progresso é positivo, é feito através de realizações. Todos são criados simples e ignorantes e precisam passar pelas mesmas lutas e tribulações da vida. Aqueles que desde o início escolhem o caminho do bem, embora passem pelas dificuldades, vão passar menos, pois mais rapidamente chega ao caminho almejado. Se não temos vícios, não vamos passar pelas torturas oriundas desses vícios. Passamos pelas tribulações da vida porque são necessárias durante todo o processo, mas não sofremos em excesso. Passamos apenas pelo necessário, enquanto aqueles que escolhem o caminho do erro, passam pelos tormentos necessários e por muitos outros decorrentes das suas escolhas equivocadas. - ESE – Capítulo 04, item 25, pág. 59. Se as vidas sucessivas obedecem a uma lei universal, como não passar por elas? São caminhos determinados por Deus a serem trilhados por tudo o que Ele mesmo criou. Querer saber o porquê da decisão divina é perda de tempo. O que o Senhor fez é o mais acertado, e Ele não pede, nem precisa de opinião de ninguém por ser Deus. Quem não descobre a vontade de Deus, não pode viver bem. O Senhor criou o trabalho para todos nós e quem não aceita a filosofia do labor em todos os seus aspectos não pode viver bem com a sua consciência, instrumento divino pelo qual Deus nos fala. 9
  • 10.
    NO PLANO CARNAL Livro:Roteiro – Capítulo: 2 Médium: Francisco Cândido Xavier Espírito: Emmanuel Isolado na concha milagrosa do corpo, o Espírito está reduzido em suas percepções a limites que se fazem necessários. A esfera sensorial funciona, para ele, à maneira de câmara abafadora. Visão, audição, tato, padecem enormes restrições. O cérebro físico é um gabinete escuro, proporcionando-lhe ensejo de recapitular e reaprender. Conhecimentos adquiridos e hábitos profundamente arraigados nos séculos aí jazem na forma estática de intuições e tendências. Forças inexploradas e infinitos recursos nele dormem, aguardando a alavanca da vontade para se externarem no rumo da superconsciência. No templo miraculoso da carne, em que as células são tijolos vivos na construção da forma, nossa alma permanece provisoriamente encerrada, em temporário olvido, mas não absoluto, porque, se transporta consigo mais vasto patrimônio de experiência, é torturada por indefiníveis anseios de retorno à espiritualidade superior, demorando-se, enquanto no mundo opaco, em singulares e reiterados desajustes. Dentro da grade dos sentidos fisiológicos, porém, o Espírito recebe gloriosas oportunidades de trabalho no labor de auto-superação. Sob as constrições naturais do Plano físico, é obrigado a lapidar-se por dentro, a consolidar qualidades que o santificam e, sobretudo, a estender-se e a dilatar-se em influência, pavimentando o caminho da própria elevação. Aprisionado no castelo corpóreo, os sentidos são exíguas frestas de luz, possibilitando-lhe observações convenientemente dosadas, a fim de que valorize, no máximo, os seus recursos no espaço e no tempo. Na existência carnal, encontra multiplicados meios de exercício e luta para a aquisição e fixação dos dons de que necessita para respirar em mais altos climas. Pela necessidade, o verme se arrasta das profundezas para a luz. Pela necessidade, a abelha se transporta a enormes distâncias, à procura de flores que lhe garantam o fabrico do mel. 10
  • 11.
    Assim também, pelanecessidade de sublimação, o Espírito atravessa extensos túneis de sombra, na Terra, de modo a estender os poderes que lhe são peculiares. Sofrendo limitações, improvisa novos meios para a subida aos cimos da luz, marcando a própria senda com sinais de uma compreensão mais nobre do quadro em que sonha e se agita. Torturado pela sede de Infinito, cresce com a dor que o repreende e com o trabalho que o santifica. As faculdades sensoriais são insignificantes réstias de claridade descerrando-lhe leves notícias do prodigioso reino da luz. E quando sabe utilizar as sombras do palácio corporal que o aprisiona temporariamente, no desenvolvimento de suas faculdades divinas, meditando e agindo no bem, pouco a pouco tece as asas de amor e sabedoria com que, mais tarde, desferirá venturosamente os voos sublimes e supremos, na direção da Eternidade. 11
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    2.2 – AALMA 134 – Que é a alma? Um Espírito encarnado. 134.a) Que era a alma antes de se unir ao corpo? Espírito. 134.b) As almas e os Espíritos são, portanto, idênticos, a mesma coisa? Sim, as almas não são senão os Espíritos. Antes de se unir ao corpo, a alma é um dos seres inteligentes que povoam o mundo invisível, os quais temporariamente revestem um invólucro carnal para se purificarem e esclarecerem. COMENTÁRIOS: Alma e Espírito são exatamente a mesma coisa. Somos nós na essência. Apenas por técnicas didáticas, Kardec separou os termos: - Espíritos – seres inteligentes desencarnados - Alma – seres inteligentes encarnados (Espíritos) Termos usados somente para compreensão, mas Espírito e alma é a mesma coisa. Alma é a designação do Espírito quando se encontra encarnado. Quando desencarna se designa Espírito, mas é a mesma coisa. Apenas para dizer que um está encarnado. Eu sou o Espírito, eu sou a alma. Ser criado por Deus, simples e ignorante, para conquistar a perfeição através das várias vivências na carne, com o uso do seu livre arbítrio. Nós somos Espírito, temos um corpo. Deus nos deu um corpo. 135 – Há no homem alguma outra coisa além da alma e do corpo? Há o laço que liga a alma ao corpo. 12 LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS Capítulo II: Encarnação dos Espíritos
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    135.a) De quenatureza é esse laço? Semimaterial, isto é, de natureza intermédia entre o Espírito e o corpo. É preciso que seja assim para que os dois se possam comunicar um com o outro. Por meio desse laço é que o Espírito atua sobre a matéria e reciprocamente. Allan Kardec: O homem é, portanto, formado de três partes essenciais: 1º - o corpo ou ser material, análogo ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital; 2º - a alma, Espírito encarnado que tem no corpo a sua habitação; 3º - o princípio intermediário, ou perispírito, substância semimaterial que serve de primeiro envoltório ao Espírito e liga a alma ao corpo. Tais, num fruto, o gérmen, o perisperma e a casca. COMENTÁRIOS: Questões 93 a 95. O períspirito sobrevive à morte física. Quando desencarnamos o corpo morre, mas o períspirito sobrevive junto ao corpo físico. É através do períspirito que o Espírito continua se manifestando no mundo espiritual. Ex: médium vidente, na realidade vê o períspirito – corpo utilizado pelo Espírito no mundo espiritual. Os Espíritos afirmaram à Kardec que o períspirito é formado por uma substância semimaterial – termo usado na época por falta de um vocábulo melhor em nossa linguagem que conceituasse o períspirito. Hoje sabe-se que o períspirito é matéria. É uma matéria sutil, quintessenciada, a qual somos incapazes de percebê-la através dos nossos sentidos. O termo utilizado foi para distinguir da matéria densa que conhecemos. O importante é a gente compreender que o ser reencarnado é composto de três partes essenciais: a alma, o períspirito e o corpo físico. A essência é a alma. Eu não sou o corpo que tenho uma alma. Eu sou uma alma que tem um corpo, ou seja, um Espírito que momentaneamente me utilizo de um corpo físico, através do períspirito para que eu possa aprender e crescer no mundo dos encarnados. 13
  • 14.
    Durante a vidao fluido perispirítico penetra o corpo em todas as suas partes e serve de veículo às sensações físicas da alma, do mesmo modo como esta, por seu intermédio, atua sobre o corpo e dirige-lhe os movimentos. Perispírito – corpo semimaterial ou semifluídico, meio matéria, meio fluido. Corpo intermediário que se comunica tanto com o corpo material, quanto com o corpo espiritual. O corpo físico e o Espírito vibram em frequências distintas e, por isso a necessidade de ter esse corpo intermediário, o perispírito, que consegue ter acesso tanto à frequência do corpo físico, quanto à frequência vibratória do Espírito. Se o nosso Espírito atingisse o nosso corpo físico sem o perispírito, o potencial energético do corpo espiritual seria tão grande que o corpo físico ao receber essa carga de uma vez não conseguiria suportá-la e ele poderia ser dissipado. A potência do Espírito vai sendo diminuída através dos diversos corpos intermediários, pois além do corpo perispiritual, existem outros corpos, como o corpo mental, de modo que a energia ao chegar no corpo físico seja uma energia capaz de suportada pelo nosso corpo físico. O perispírito tem inúmeras funções e propriedades. Quando o Espírito desencarna, o corpo físico é descartado (enterrado, cremado) e o Espírito continua sua marcha espiritual se manifestando através do períspirito. Função do Perispírito  Função Instrumental - a função primordial do perispírito é servir de instrumento à alma, em sua interação com os mundos espiritual e físico.  Função Individualizadora - A alma é única e diferenciada, e o perispírito, como seu envoltório perene, mostra-a, refletindo-a, assegurando-lhe a identidade exclusiva.  Função Organizadora - A ação perispirítica é decisiva na formação do corpo, é por seu intermédio que a alma rege sua encarnação. Exceção: Natimortos  Função Sustentadora (Conservadora) - O perispírito, impregnando-se de energia vital e transferindo-a paulatinamente, ao impulso da alma para o veículo físico, sustenta-o desde a formação até o completo crescimento, conservando-o, depois, na vida adulta, durante o tempo necessário, inclusive mantendo o sistema imunológico que, de sua vez, é sustentado pelo perispírito. O perispírito não tem forma, no entanto, ele é obediente à determinação do Espírito, e conserva aquela que o Espírito lhe dá, inspirado na forma esquematizada pelos instrutores da humanidade, que se reflete no corpo físico. Assim como o perispírito toma as dimensões engendradas pelo 14
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    Espírito, o corpofísico obedece às regras do perispírito na sua formação congênita. Propriedades do períspirito: plasticidade, densidade, ponderabilidade, luminosidade, penetrabilidade, visibilidade, tangibilidade, sensibilidade global, sensibilidade magnética, expansibilidade, bicorporeidade, unicidade, perenidade, mutabilidade, capacidade refletora, odor, temperatura. (Q.95) Assim como não se pode ter nas residências a luz elétrica sem os fios devidamente ordenados, o Espírito, para iluminar o corpo na sua movimentação adequada, precisa dos fios tenuíssimos do cordão fluídico, de modo que as ordens desçam para o mundo celular, as ideias surjam na mente e a palavra saia para a audição, como veículo de desenvolvimento espiritual. (Miramez) 136 – A alma independe do princípio vital? O corpo não é mais do que envoltório, repetimo-lo constantemente. 136.a) Pode o corpo existir sem a alma? Pode; entretanto, desde que cessa a vida do corpo, a alma o abandona. Antes do nascimento, ainda não há união definitiva entre a alma e o corpo; enquanto que, depois dessa união se haver estabelecido, a morte do corpo rompe os laços que o prendem à alma e esta o abandona. A vida orgânica pode animar um corpo sem alma, mas a alma não pode habitar um corpo privado de vida orgânica. 136.b) - Que seria o nosso corpo, se não tivesse alma? Simples massa de carne sem inteligência, tudo o que quiserdes, exceto um homem. COMENTÁRIOS: Princípio vital – é o princípio da vida material e orgânica. Seja qual for sua fonte, ele é comum a todos os seres vivos, desde as plantas ao homem. É a energia que dá vida à matéria. A causa da animalização da matéria, portanto, é a união com o princípio vital. É ele que dá vida a todos os seres, que o absorvem e assimilam. Nenhum Espírito consegue habitar um corpo sem a presença desse princípio vital. É uma variação de matéria da qual a natureza disponibiliza aos corpos orgânicos para que eles obtenham movimento e o princípio inteligente ou princípio espiritual ou Espírito possa utilizar dessa estrutura e atuar. É uma reserva de energia que dá vida orgânica ao corpo. O Espírito ao unir a esse 15
  • 16.
    corpo dá vidainteligente. Quando ocorre o fenômeno da morte, a reserva do princípio vital foi escoando com o tempo, foi perdendo a sua carga energética até chegar o ponto que o corpo não tendo mais vitalidade para manter a vida orgânica, o Espírito se desprende. Início da reencarnação – Fecundação Multiplicação das células – união do períspirito célula à célula com a formação daquele corpo, de forma bem sutil. 136.a) “A vida orgânica pode animar um corpo sem alma, mas a alma não pode habitar um corpo privado de vida orgânica.” Como a vida orgânica pode animar um corpo sem alma? Essa frase pode ser um pouco confusa, mas vamos tentar explicar de forma mais clara. A vida orgânica se refere à vitalidade orgânica do corpo e às funções biológicas do corpo, como o batimento cardíaco, a respiração, a digestão, etc. Essas funções podem ocorrer sem a presença da alma, ou seja, sem a consciência ou a inteligência. O Corpo sem a Alma – O corpo pode manter-se vivo sem a alma, desde que a vida orgânica continue funcionando. Os processos biológicos podem ocorrer independentemente da presença de um espírito ligado ao corpo. Exemplos: - O caso de um feto em desenvolvimento no útero. O feto está crescendo e se desenvolvendo, mas ainda não têm uma união definitiva com o espírito. - Condições em que a vida orgânica persiste de forma automática, como em casos de morte cerebral, onde as funções biológicas estão presentes, mas a pessoa não está consciente ou não tem controle sobre o corpo. Nesse caso, a vida orgânica está presente, mas a alma não está mais habitando aquele corpo ou está em processo de desligamento definitivo. Já a segunda parte da frase, "a alma não pode habitar um corpo privado de vida orgânica", significa que a alma precisa de um corpo com funções biológicas para se manifestar e interagir com o mundo físico. Se o corpo não tiver vida orgânica, a alma não pode habitar nele. A União Definitiva entre Alma e Corpo – A resposta enfatiza que, antes do nascimento, essa união ainda não está totalmente consolidada, uma vez que 16
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    o processo dereencarnação se dá gradualmente, com o Espírito se ligando ao corpo aos poucos, até a fixação completa no momento do nascimento. A Morte e a Separação da Alma – Quando ocorre a morte física, os laços que prendiam a alma ao corpo se rompem, permitindo que o Espírito o abandone. Isso reforça a ideia de que a alma não está intrinsecamente presa à matéria e sobrevive após a morte. Concluindo: a alma não pode habitar um corpo que perdeu a vida orgânica, ou seja, um corpo morto não pode ser "reutilizado" por um espírito, pois a destruição dos processos vitais impossibilita essa ligação. 136.b) O corpo é apenas um instrumento da lei divina para nos proporcionar o aprendizado, o crescimento, através das necessidades que temos no mundo físico. O corpo é uma massa de carne, enquanto a alma é o Espírito que o habita. Portanto, o corpo sem alma é apenas uma massa de carne. Se o corpo humano não tivesse alma, seria apenas uma massa de carne sem inteligência, sem consciência, sem pensamento, sem emoções... Seria um corpo sem vida, sem espírito, sem a essência que nos torna humanos. Nesse sentido, o corpo sem alma seria apenas uma estrutura física, uma máquina biológica que funciona por instinto e reações químicas, mas não teria a capacidade de pensar, sentir, amar, criar... Não seria um ser humano, mas sim um objeto inanimado. O corpo depende do princípio vital, pois é o princípio vital que dá a vida à matéria orgânica. A alma sobrevive por si mesma, independe do corpo, que desligada do corpo, somos nós Espíritos, seres individualizados que tem consciência, sentimentos, conhecimentos adquiridos e que continuamos na erraticidade espiritual em busca da nossa evolução. A alma continua vivendo independente do princípio vital. O princípio vital está presente nos corpos materiais orgânicos e só se faz presente nos seres encarnado. Ele não é a alma. Quando nosso corpo morre, a nossa alma continua vivendo, pois o Espírito é eterno. E o princípio vital se dissipa, se esvai. Para nós encarnados aqui na Terra, para que o Espírito possa exercer sua influência sobre o corpo físico, precisa do princípio vital. Se não houver vida (princípio vital) no nosso corpo físico, os laços que prendem o Espírito ao corpo material se rompem e há o desencarne. Embora o nosso Espírito não precise do princípio vital no plano espiritual para viver (pois são independentes), quando nos referimos à vida na matéria, 17
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    há a necessidadedo princípio vital estar presente no corpo material para que a alma possa estar presente. O corpo é apenas um envoltório. Não é o corpo que retém, prende o Espírito. A alma não depende dos corpos que usa, pois o Espírito tem a sua independência assegurada. No entanto, para se expressar nas regiões inferiores, onde sua presença se faz necessária para a sua ascensão espiritual, usa as vestes correspondentes que lhe garantem a estabilidade emocional. O corpo físico é o seu envoltório mais grosseiro, mas, obediente á forma perispiritual. Desde os seus primeiros momentos de concepção, a matéria em formação toma as diretrizes traçadas pela matriz do reencarnante e pela força genética de hereditariedade, onde a influência dos genes marca sua presença, entretanto, tudo é orientado e dirigidos pelos benfeitores espirituais que assistem e ajudam na ligação dos primeiros laços da alma ao princípio da vida orgânica. O corpo humano é uma peça nobre, muito mais do que se pensa, e que requer todo o nosso carinho e respeito quando nele estamos internados. O corpo pode viver sem a alma, mas, quando a alma sai, ele não pode expressar a inteligência; desaparece-lhe a razão, não fala e perde as sensibilidades. O Espírito continua sua vida de Espírito no mundo que lhe é próprio. O que garante a forma do corpo as atividades orgânicas é o Espírito; desligado esse, tudo emudece, voltando os elementos que compõe para seu estado de origem. Em se falando de nascimento, o Espírito não está ligado definitivamente à criança antes de nascer, está preso por simples laços que, com o passar dos tempos, vão se ajustando até alcançar o domínio que corresponde às necessidades do recém-nascido. Daí em diante, haverá mais uns ajustes para que o Espírito possa mostrar que é ele mesmo, com todas as suas faculdades em função. O corpo e alma fazem uma aliança por intermédio do cordão fluídico, como já se falou em outra página, e esse casamento dá oportunidade à alma de ascender à perfeição espiritual. A própria matéria, em contato direto com o Espírito, pode iniciar sua jornada na intelectualidade. Tudo ganha na arte da sensibilidade, tudo cresce em direção ao Criador. O corpo é como instrumento do Espírito; se esse está desafinado, o artista, mesmo com todas as qualidades apuradas, nada pode fazer. Eis porque deves cuidar bem dos seus corpos, para melhor desempenho da tua missão na Terra. Se queres ser feliz, trabalha para a felicidade de tudo que encontras em teus caminhos. Miramez No contexto espírita, a morte cerebral pode ser vista como um forte indicativo do início do desligamento definitivo do espírito do corpo, mas a separação completa pode variar de caso para caso. Vamos analisar essa questão à luz do Espiritismo: 1. O Que é a Morte Cerebral? A morte cerebral ocorre quando há cessação irreversível das atividades do cérebro, incluindo o tronco encefálico, que controla funções vitais como respiração e batimentos cardíacos. Mesmo assim, com suporte médico, outros órgãos podem continuar funcionando por um tempo. 18
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    2. O Desligamentodo Espírito Acontece Imediatamente? O desligamento do espírito do corpo após a morte não ocorre de maneira instantânea. Allan Kardec, em várias passagens de O Livro dos Espíritos e O Livro dos Médiuns, menciona que o desprendimento do perispírito pode ser rápido ou gradual, dependendo de fatores como:  O grau de apego da pessoa à matéria;  O seu estado mental e emocional antes da morte;  As circunstâncias do desencarne. Se a morte cerebral for acompanhada de um desligamento perispiritual já avançado, é possível que o espírito já esteja quase totalmente liberto, mesmo que os órgãos ainda estejam funcionando por suporte artificial. 3. Pode Haver Retorno? A morte cerebral, pela ciência, é considerada irreversível, pois o cérebro não se regenera em casos de destruição completa. No entanto, há relatos de estados de coma profundo onde pessoas voltam à consciência, o que pode indicar que ainda havia uma conexão espiritual ativa. Mas, no caso de morte cerebral comprovada, é improvável que o espírito retorne ao corpo. 4. O Espírito Sofre Durante Esse Processo? Se o espírito já estiver desprendido, não sentirá mais as sensações do corpo. No entanto, se ainda houver laços fortes, ele pode sentir angústia e confusão. A prece e as vibrações de paz dos familiares podem ajudar nesse processo de desligamento. Conclusão No caso de morte cerebral, o desencarne já está em curso e, na maioria dos casos, será definitivo. O corpo pode continuar funcionando artificialmente, mas a consciência espiritual já está se afastando. Assim, do ponto de vista espírita, a morte cerebral geralmente marca o momento em que a alma já não está mais ligada ao corpo de forma ativa e consciente, indicando que a passagem para o mundo espiritual já está ocorrendo ou já ocorreu. Se quiser aprofundar mais, posso trazer exemplos de obras espíritas que falam sobre esse tema! 137 – Um Espírito pode encarnar a um tempo em dois corpos diferentes? Não, o Espírito é indivisível e não pode animar simultaneamente dois seres distintos. 19
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    (Ver, em OLivro dos Médiuns, o capítulo VII, “Da bicorporeidade e da transfiguração.) COMENTÁRIOS: O Espírito é indivisível. Anima apenas um corpo. Temos a nossa individualidade. Temos os conhecimentos de nós mesmos. Toda uma história construída. Não podemos manifestar em dois corpos ao mesmo tempo, pois assim estaríamos perdendo a nossa individualidade. O Espírito quando se prepara para a reencarnação vai ocupar apenas um corpo físico, não pode ocupar dois seres distintos. Bicorporeidade – fenômeno mediúnico que ocorre em apenas alguns momentos da vida de alguns médiuns (muito raro). A bicorporeidade é uma das propriedades do perispírito. Não tem nada de sobrenatural ou miraculoso. Quando faz menção à bicorporeidade ou transfiguração, se refere a uma das propriedades do perispírito, pois embora ele esteja junto ao corpo físico, pode em um processo de emancipação, se desligar temporariamente do seu corpo físico que fica em um estado de torpor, o perispírito se desdobra podendo ir até outros lugares, outros ambientes. Naquele local, o perispírito emancipado pode se tornar visível e até mesmo tangível, mas não significa que ele esteja ocupando dois corpos. Significa que o seu perispírito em um processo de emancipação chegou até outro local, se materializou e se tornou visível, podendo até se tornar tangível. O que há, conforme ensina “O Livro dos Médiuns” cap. VII, q. de 114 a 122, é uma variedade de manifestações visuais, perfeitamente dentro das leis naturais. Fundamenta-se nas propriedades do períspirito que pode adquirir a visibilidade e a tangibilidade. Também, durante o sono, o Espírito se emancipa, recobra parte de sua liberdade, pode afastar-se do corpo e ser visto em locais longe do corpo físico que dorme. O Espírito não se dividiu; o corpo permanece no leito; o Espírito em seu corpo fluídico se projeta e percorre distância, vai a lugares, conforme seus interesses. Não mantem a consciência em ambos os lugares ao mesmo tempo. 20
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    No capítulo VIIde O Livro dos Médiuns, intitulado "Da bicorporeidade e da transfiguração", Allan Kardec trata de dois fenômenos espirituais distintos: 1 – Bicorporeidade É a capacidade que alguns espíritos elevados possuem de se manifestar fisicamente em dois lugares ao mesmo tempo. Isso ocorre porque o perispírito pode se desprender parcialmente do corpo físico e tornar-se visível para outras pessoas, assumindo uma aparência tangível, sem que o corpo real deixe de estar onde estava. Exemplos históricos desse fenômeno incluem relatos de santos e médiuns que foram vistos em lugares diferentes simultaneamente. No capítulo VII de O Livro dos Médiuns, Allan Kardec cita alguns exemplos para ilustrar os fenômenos da bicorporeidade e da transfiguração: Exemplos de Bicorporeidade: 1 - Santo Afonso de Liguori (Reino de Nápolis – 1696-1787) Kardec menciona o caso de Santo Afonso de Liguori, que foi visto em dois lugares ao mesmo tempo. Segundo relatos, enquanto ele estava em êxtase em seu convento, foi visto auxiliando um moribundo distante. Esse fenômeno sugere que seu perispírito se deslocou e se tornou visível e interativo em outro local. 2 - Dom Bosco (Itália – 1815-1888) Outro caso citado é o do padre Dom Bosco, que também teria sido visto em dois lugares ao mesmo tempo. Esse fenômeno foi testemunhado por diversas pessoas, reforçando a ideia de que espíritos elevados podem projetar seu perispírito de forma visível e, em alguns casos, tangível. 3 – Santo Antônio de Pádua (Portugal – 1195-1231) Santo Antônio foi um frade franciscano português conhecido por sua espiritualidade e dons extraordinários. Um dos casos mais famosos de bicorporeidade atribuídos a ele ocorreu em Lisboa, enquanto ele pregava na Itália.  Durante um julgamento, seu pai foi falsamente acusado de assassinato.  No momento crucial, Santo Antônio apareceu fisicamente no tribunal em Lisboa, defendendo seu pai e apresentando provas de sua inocência.  Após a absolvição, ele desapareceu, sendo confirmado que nunca havia saído da Itália. 21
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    Esse fenômeno éinterpretado como uma projeção do perispírito de Santo Antônio, que se tornou visível e interagiu com o ambiente. 4 – Eurípedes Barsanulfo (Sacramento-MG – 1880-1918) Eurípedes Barsanulfo, grande médium e educador espírita brasileiro, também manifestou fenômenos de bicorporeidade.  Em algumas ocasiões, foi visto em dois lugares ao mesmo tempo, auxiliando doentes ou ministrando ensinamentos.  Testemunhas relataram que enquanto ele estava em reuniões mediúnicas ou em sua escola, aparecia fisicamente em lugares distantes, curando enfermos e consolando necessitados. Os relatos indicam que, ao se desprender parcialmente do corpo físico, seu perispírito se tornava visível e até tangível, permitindo sua atuação espiritual ampliada. O Caso do Parto à Distância é um dos episódios mais impressionantes de bicorporeidade de Eurípedes Barsanulfo, aconteceu em Sacramento (MG), onde ele atuava como professor e médium. Certa vez, enquanto lecionava, Eurípedes se recostou sobre a mesa e pareceu entrar em um leve transe. Seus alunos notaram que ele ficou imóvel por um tempo, mas como já estavam acostumados a seus momentos de concentração espiritual, continuaram suas atividades. Após alguns minutos, ele despertou e retomou a aula normalmente. Mais tarde, chegou a notícia de que, no mesmo horário, ele havia ajudado no parto de uma mulher que estava em trabalho de parto em uma região distante dali. A família da mulher relatou que Eurípedes esteve presente fisicamente, auxiliando no nascimento da criança, e que depois simplesmente desapareceu. Quando questionado, ele sorriu e não negou os fatos, deixando claro que havia realizado a assistência por meio da bicorporeidade. Onde Encontrar Esse Relato? Esse caso pode ser encontrado em várias obras sobre a vida de Eurípedes Barsanulfo, especialmente em: "Eurípedes, o Homem e a Missão" – Corina Novelino "Eurípedes Barsanulfo, Apóstolo da Caridade" – Antônio de Souza Lucena "Eurípedes Barsanulfo, Educador e Médium" – Roque Jacintho Esses livros trazem inúmeros relatos sobre os fenômenos espirituais e a missão de Eurípedes. 22
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    2 – Transfiguração Trata-seda alteração temporária da aparência física de uma pessoa encarnada, devido à influência espiritual. O perispírito, ao irradiar fluidos, pode modificar a percepção visual do corpo físico, dando-lhe outra expressão ou até uma aparência totalmente diferente. A transfiguração ocorre quando a aparência física de alguém se altera temporariamente devido à influência espiritual. Isso explica relatos de médiuns cuja fisionomia parece mudar durante manifestações espirituais. A Transfiguração de Jesus no Monte Tabor A Transfiguração de Jesus é um dos eventos mais marcantes do Evangelho, narrado nos livros de Mateus (17:1-9), Marcos (9:2-10) e Lucas (9:28-36). Esse episódio ocorreu no Monte Tabor, quando Jesus levou consigo três de seus discípulos mais próximos: Pedro, Tiago e João. O que aconteceu?  No alto do monte, Jesus começou a irradiar uma luz intensa, e seu rosto resplandecia como o sol. Suas vestes ficaram brancas como a neve, num brilho sobrenatural.  Moisés e Elias apareceram ao lado de Jesus e conversaram com Ele. Moisés representava a Lei, e Elias, os Profetas, simbolizando a continuidade da revelação divina.  Uma nuvem luminosa envolveu a cena e uma voz celestial disse: "Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a Ele ouvi."  Os discípulos ficaram tomados de temor e caíram com o rosto em terra. Quando ergueram a cabeça, viram apenas Jesus, que os tranquilizou. Significado Espiritual da Transfiguração A transfiguração revela: 1. A natureza divina de Jesus, mostrando sua real essência espiritual. 2. A continuidade da revelação, com Moisés e Elias confirmando que Jesus é o Messias. 3. A imortalidade da alma, pois Moisés e Elias estavam vivos no plano espiritual. 4. A importância da fé e da escuta, pois Deus reafirma: "A Ele ouvi." O fenômeno da transfiguração está relacionado à capacidade do espírito de irradiar sua luz e modificar sua aparência por meio do perispírito, algo visto também em outros médiuns e santos ao longo da história. 23
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    Casos de Transfiguração(além de Jesus no Monte Tabor) Além do episódio de Jesus no Monte Tabor, há outros casos documentados: Exemplos de Transfiguração: 1 – Kardec narra o caso de um médium cuja fisionomia se alterava visivelmente durante uma sessão mediúnica, tomando as feições do espírito comunicante. 2 – São Francisco de Assis (1181-1226)  Durante momentos de êxtase e intensa conexão espiritual, São Francisco foi visto com um brilho especial no rosto e uma aparência modificada.  Relatos indicam que, em algumas ocasiões, sua fisionomia mudava, refletindo uma luz intensa e transmitindo profunda paz e espiritualidade. 3 – Teresa d’Ávila (1515-1582)  Em experiências místicas, Santa Teresa de Ávila foi observada por testemunhas com um semblante completamente diferente, irradiando luz e serenidade.  Algumas pessoas afirmaram vê-la com um brilho envolvente, como se estivesse parcialmente desligada do corpo físico e mais próxima do plano espiritual. 4 – Chico Xavier (1910-2002)  Em algumas reuniões mediúnicas, testemunhas relataram que a aparência de Chico se alterava, assumindo feições semelhantes às dos espíritos comunicantes.  Em certos momentos, seu rosto parecia mais jovem ou mais envelhecido, dependendo do espírito que se manifestava. Esse fenômeno se encaixa na transfiguração, pois há uma alteração momentânea da aparência, causada pela irradiação fluídica do espírito comunicante. Esse fenômeno acontece porque o perispírito do médium recebe influências fluídicas do espírito, alterando momentaneamente sua aparência física. Esses relatos servem para mostrar que tanto a bicorporeidade quanto a transfiguração são fenômenos que envolvem a manipulação dos fluidos espirituais e podem ser observados em condições especiais. Kardec explica que esses fenômenos são raros e exigem condições especiais, como um grande domínio sobre os fluidos espirituais e ocorrem geralmente em indivíduos com grande elevação espiritual. Ele também 24
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    enfatiza que tudodeve ser analisado com critério para evitar enganos ou mistificações. 25
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    138 – Quese deve pensar da opinião dos que consideram a alma o princípio da vida material? É uma questão de palavras, com que nada temos. Começai por vos entenderdes mutuamente. COMENTÁRIOS: Inúmeras palavras em nosso vocabulário têm significados diferentes. A nossa linguagem é muito pobre. Não temos uma palavra para conceituar cada coisa. Uma mesma palavra pode ter vários significados, motivo pelo qual acaba gerando certos conflitos de entendimento. Alma e Espírito são duas que se envolvem em confusão principalmente no campo de seitas ou religiões. A Espiritualidade nos informa que muitas das nossas dificuldades são causadas por: - Não nos entendermos adequadamente. - A nossa linguagem humana é muito pobre. Em várias questões no Livro dos Espíritos, a Espiritualidade nos informa que por falta de vocabulários, de palavras mais apropriadas, então eles utilizam uma palavra similar que não indica realmente o que seja, mas é o que se tem mais próximo daquele tema, daquele assunto, sendo o que é possível dentro da nossa linguagem incompleta, ou seja, faltam palavras. Na Doutrina Espírita, Allan Kardec estabeleceu didaticamente a diferença: - alma = encarnado. - Espírito = desencarnado. Portanto, alma não é o princípio da vida material. Alma é o Espírito que se utiliza da vida material, do corpo de carne, para promover seu aprendizado, sua evolução. Alma  é o que somos agora, encarnados, portanto, Espírito mais o corpo material. O que era antes, sem o corpo? Espírito. O Espírito independe da matéria. A matéria para que possa abrigar o Espírito necessita de um mínimo de vitalidade que vem do princípio vital que favorece a vida orgânica e o Espírito favorece a vida inteligente. - Corpo – matéria inerte 26
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    - Princípio vital(fluido vital, duplo etérico) – princípio que fornece a vida orgânica - Espírito ou alma – É a vida inteligente, independente, ser pensante. Não podemos confundir esses conceitos. Enquanto a alma está presa no corpo material, o princípio vital também está, mas acabando o princípio vital que é o que dá vida à matéria, a alma se desliga abandonando o corpo físico. Sem o Espírito não existe a vida material do ponto de vista inteligente. 139 – Alguns Espíritos e, antes deles, alguns filósofos definiram a alma como sendo: “uma centelha anímica emanada do grande Todo”. Por que essa contradição? Não há contradição. Tudo depende das acepções das palavras. Por que não tendes uma palavra para cada coisa? Allan Kardec: O vocábulo alma se emprega para exprimir coisas muito diferentes. Uns chamam alma ao princípio da vida e, nesta acepção, se pode com acerto dizer, figuradamente, que a alma é uma centelha anímica emanada do grande Todo. Estas últimas palavras indicam a fonte universal do princípio vital de que cada ser absorve uma porção e que, após a morte, volta à massa donde saiu. Essa ideia de nenhum modo exclui a de um ser moral, distinto, independente da matéria e que conserva sua individualidade. A esse ser, igualmente, se dá o nome de alma e nesta acepção é que se pode dizer que a alma é um Espírito encarnado. Dando da alma definições diversas, os Espíritos falaram de acordo com o modo por que aplicavam a palavra e com as ideias terrenas de que ainda estavam mais ou menos imbuídos. Isto resulta da deficiência da linguagem humana, que não dispõe de uma palavra para cada ideia, donde uma imensidade de equívocos e discussões Eis por que os Espíritos superiores nos dizem que primeiro nos entendamos acerca das palavras. (1) NOTA: (1) Ver, na Introdução, a explicação sobre o termo alma, § II. COMENTÁRIOS:  Comentário da pergunta. 27
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    O que éo grande todo? Se entender que esse grande todo é Deus, daí tudo provém Dele. Tudo o que existe provém desse Grande Todo. Mas se o entendimento for que tudo está contido nEle, aí não seria o grande todo, pois essa é uma ideia panteísta. São várias as definições da palavra alma nas várias religiões do planeta e nas correntes espiritualistas. A nossa linguagem é muito pobre e, por isso muitas vezes temos dificuldades de exprimir toda ideia que eles desejam. Então muitas a Espiritualidade Superior utiliza o meio de comparação para que a gente possa compreender. Deveríamos ter uma palavra para cada ideia. Então alma pode ser utilizada em diferentes definições e, conforme significado em que está relacionando ela tem um sentido diverso, mas isso não significa que há contradição. Apenas utiliza para várias ideias distintas. Para o espiritismo, alma e Espírito são a mesma coisa. Individualidade criada por Deus, simples e ignorante, e que caminha para a sua perfeição. Nesse caminhar, ora estamos encarnados, ora estamos desencarnados. Para efeito didático, para facilitar a comunicação dentro do movimento espírita, Allan Kardec estabeleceu o seguinte: Espírito – ser desencarnado Alma – ser reencarnado (ocupando um corpo material) Somos, agora, uma alma que momentaneamente ocupa um corpo, instrumento da lei divina para aprendizados, descobertas e crescimento... 140 – Que se deve pensar da teoria da alma subdividida em tantas partes quantos são os músculos e presidindo assim a cada uma das funções do corpo? Ainda isto depende do sentido que se empreste à palavra alma. Se se entende por alma o fluido vital, essa teoria tem razão de ser; se se entende por alma o Espírito encarnado, é errônea. Já dissemos que o Espírito é indivisível. Ele imprime movimento aos órgãos, servindo-se do fluido intermediário, sem que para isso se divida. 140.a) - Entretanto, alguns Espíritos deram essa definição. 28
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    Os Espíritos ignorantespodem tomar o efeito pela causa. Allan Kardec: A alma atua por intermédio dos órgãos e os órgãos são animados pelo fluido vital, que por eles se reparte, existindo em maior abundância nos que são centros ou focos de movimento. Esta explicação, porém, não procede, desde que se considere a alma como sendo o Espírito que habita o corpo durante a vida e o deixa por ocasião da morte. COMENTÁRIOS: Não devemos confundir o fluido vital com alma. Fluido vital ou princípio vital é uma coisa. Alma é outra. O fluido vital proveniente do Fluido Cósmico Universal é o que dá vida à matéria organizada. A alma atua nesse fluido para gerenciar os movimentos e funções biológicas do corpo físico. É o fluido vital que está presente nos músculos, órgãos e não a alma. Ela, portanto, comanda esses movimentos, ação – através do fluido vital. O fluído vital dá a vida, mas não é a fonte da nossa consciência, do nosso centro de individualidade, nem do nosso ser. Alma é o ser individual, com sua história, com toda a sua vida e fluido vital é um princípio material que vai dar vida, que vai animalizar a matéria orgânica para que a alma possa se manifestar através dela. Espírito ou alma é sempre uma unidade, indivisível. Em razão da sua própria individualidade, não há como aceitá-la dividida.  Comentário da letra “A” Quando a gente desencarna, continuamos a ser nós mesmos. Não viramos nenhum gênio. A morte física não significa evoluir. Os Espíritos ignorantes vão abordar os assuntos no limite dos seus conhecimentos. Como há seres humanos (encarnados) com entendimentos equivocados, também há Espíritos com entendimentos equivocados. A ubiquidade do Espírito pode ser representada visualmente de várias formas simbólicas, como:  Um ser de luz irradiando sua presença em múltiplos lugares ao mesmo tempo 29
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     Um campoenergético que se expande e interage com diferentes planos da existência  Um Espírito fluídico conectado a diversas realidades simultaneamente 141 – Há alguma coisa de verdadeiro na opinião dos que pretendem que a alma é exterior ao corpo e o circunvolve? A alma não se acha encerrada no corpo, qual pássaro numa gaiola. Irradia e se manifesta exteriormente, como a luz através de um globo de vidro, ou como o som em torno de um centro de sonoridade. Neste sentido se pode dizer que ela é exterior, sem que por isso constitua o envoltório do corpo. A alma tem dois invólucros. Um, sutil e leve: é o primeiro, ao qual chamas perispírito, outro, grosseiro, material e pesado, o corpo. A alma é o centro de todos os envoltórios, como o gérmen em um núcleo, já o temos dito. COMENTÁRIOS: A alma não está circundando o corpo e nem presa em seu interior. O fato de a alma poder irradiar-se para além do corpo, não significa que ela seja um envoltório do corpo. A alma tem dois envoltórios: um sutil que é o perispírito e outro mais grosseiro que é o corpo. A alma não se encontra encerrada dentro do nosso corpo. Ela se irradia, como a luz se irradia dos corpos luminosos. Enquanto encarnados, somos seres humanos, alma, um Espírito que provisoriamente está usando um corpo. É comum ouvir: - O meu Espírito é assim..., quando o correto seria: Eu, como Espírito sou assim... Somos constituídos pelo corpo, períspirito e Espírito (alma). Espíritos imortais, criados por Deus, intermediam essas duas dimensões de polaridades tão extremas, o períspirito, elo entre alma e Espírito. O vidente, vê o períspirito dos desencarnados, uma vez que o Espírito está ligado a ele em razão do seu próprio magnetismo. Seja qual for o teor evolutivo do Espírito, sempre estará revestido por essa “substância” que faz desse ser etéreo, um ser definido. Esse envoltório, parte integrante do Espírito é de natureza semimaterial, isto é, pertence a matéria pela sua origem e à espiritualidade pela sua natureza etérea. Nós somos um Espírito que provisoriamente habita um corpo que nos serve de ferramenta, de instrumento para o nosso progresso. 30
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    Todos nós somosa alma, ser eterno, criado por Deus. Ser imaterial, com consciência, livre-arbítrio. Usamos o períspirito e o corpo grosseiro para nos manifestar no mundo material. A aura é a exteriorização do padrão vibratório do Espírito. O corpo é uma prisão para o Espírito – No sentido de que o Espírito encarnado está vinculado, condicionado aos limites do corpo. 142 – Que dizeis dessa outra teoria segundo a qual a alma, numa criança, se vai completando a cada período da vida? O Espírito é uno e está todo na criança, como no adulto. Os órgãos, ou instrumentos das manifestações da alma, é que se desenvolvem e completam. Ainda aí tomam o efeito pela causa. COMENTÁRIOS: A alma é completa, tanto na criança, como no adulto. Não existe alma incompleta. Na criança alma não consegue se manifestar por completo porque há limitação do corpo físico, da intelectualidade e dos órgãos. A alma se manifesta de forma ampla à medida que o corpo evolui O que ocorre é que no período da infância há uma nova adaptação às necessidades do Espírito. Nesse período, por não estar na plenitude da sua memória emocional, a alma está propensa ao redirecionamento, à reeducação. Por isso a alma da criança está apta a receber um novo direcionamento dos pais, através dos exemplos, dos conselhos e da condução dos mesmos. É o momento mais adequado para que os pais possam ir redirecionando as tendências que vão se apresentando nesse Espírito reencarnante. O processo encarnatório ocorre gradativamente. Os laços que prendem o Espírito ao corpo vão se apertando à medida que a criança vai crescendo. Então, os órgãos vão se desenvolvendo possibilitando o avanço do Espírito na sua manifestação, na sua inteligência. A estrutura amadurece, melhor o espírito se utiliza dela. O Espírito está todo na criança como no adulto. Não há divisão na estrutura íntima. As faculdades para se manifestar são dependentes do desenvolvimento dos órgãos. As ideias voltam pouco a pouco; os órgãos em formação não têm condição de expressar todo acervo que o caracteriza. Na proporção, porém, em que se desenvolvem, vão oferecendo condições para que se mostre tal qual é. 31
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    As propriedades materiaistransmitidas pelos pais, manifestam-se na criança pela semelhança física que normalmente persiste durante um período da vida. Desde que a criança se faz homem, o caráter pouco a pouco se define, as feições, as tendências hereditárias diminuem ou se modificam, dando lugar a expressões de personalidade quase sempre distinta pelos gostos, qualidades, paixões diferentes de tudo quanto faz parte de seus ascendentes. Não é, portanto, o organismo que estabeleceu mudanças, mas, ao ser psíquico que por assim dizer, se retoma tal qual é. A alma sendo o ser eterno, criado por Deus, preexiste à criança. Este ser que vai animar a criança ao nascer, já teve um passado, tem toda uma história construída, com vastas experiências. Com o tempo o Espírito passa a mostrar o que ele verdadeiramente é. O domínio é gradativo. 143 – Por que todos os Espíritos não definem do mesmo modo a alma? Os Espíritos não se acham todos esclarecidos igualmente sobre estes assuntos. Há Espíritos de inteligência ainda limitada, que não compreendem as coisas abstratas. São como as crianças entre vós. Também há Espíritos pseudossábios, que fazem alarde de palavras, para se imporem, ainda como sucede entre vós. Depois, os próprios Espíritos esclarecidos podem exprimir- se em termos diferentes, cujo valor, entretanto, é, substancialmente, o mesmo, sobretudo quando se trata de coisas que a vossa linguagem se mostra impotente para traduzir com clareza. Recorrem então a figuras, a comparações, que tomais como realidade. COMENTÁRIOS: A Espiritualidade esclarece sobre os níveis evolutivos dos Espíritos. Não possuímos os mesmos graus evolutivos. Há uma grande diversidade entre os seres reencarnados na Terra, no tocante à cultura, ao conhecimento, à moral. Somos diferentes uns dos outros. Quando desencarnamos, continuamos a ser os mesmos. Os Espíritos desencarnados possuem as mesmas diferenças, as mesmas disparidades que há entre nós encarnados aqui na Terra. Recordar que os Espíritos não se encontram em um mesmo grau de conhecimento, de entendimento e de objetivos, daí opinarem segundo o estágio em que se detém. 32
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    Sabemos que, didaticamente,há os Espíritos imperfeitos, os bons Espíritos e os Espíritos puros, portanto, as mensagens deles reflete a sua moralidade e a sua intelectualidade. Então quando dialogamos com Espíritos ainda ignorantes, eles não sabem, mas falam o que pensam estar correto. Há também Espíritos com conhecimento, mas com valores morais baixos, nos enganam, simplesmente por querer enganar. Há Espíritos esclarecidos que podem nos esclarecer, há os pseudossábios que tentam impor suas ideias e ainda, os ignorantes. E mesmo entre os Espíritos esclarecidos, como a nossa linguagem é limitada, utilizam de mecanismos diversos para dizer a mesma mensagem. O conteúdo é o mesmo, mas utilizam-se de figuras e comparações para que possamos melhor compreender. Allan Kardec nos orienta que cada mensagem recebida do mundo espiritual deve passar pelo crivo de uma análise para que possamos tê-la como uma mensagem autêntica que devemos seguir, um bom conteúdo de orientação ou uma mensagem negativa que não deve ser considerada. Para que possamos analisar essa mensagem, há a necessidade do estudo. Por isso que devemos estudar a doutrina espírita, estudar o evangelho, para podermos ter o cabedal de conhecimento necessário para fazer uma boa análise. Estudar é a necessidade do nosso progresso, é o que nos convida o Espírito de Verdade: Espíritas, amai-vos, eis o primeiro ensinamento, instruí- vos, eis o segundo. 144 – Que se deve entender por alma do mundo? O princípio universal da vida e da inteligência, do qual nascem as individualidades. Mas, os que se servem dessa expressão não se compreendem, as mais das vezes, uns aos outros. O termo alma é tão elástico que cada um o interpreta ao sabor de suas fantasias. Também a Terra hão atribuído uma alma. Por alma da Terra se deve entender o conjunto dos Espíritos abnegados, que dirigem para o bem as vossas ações, quando os escutais, e que, de certo modo, são os lugar-tenentes de Deus com relação ao vosso planeta. COMENTÁRIOS: O termo “Alma” dependendo daqueles que a interpretam tem vários significados. 33
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    A alma domundo é uma expressão que vem sendo utilizada em três situações específicas: 1º - Podemos identificar aqueles seres, os Espíritos que pelo grau de sua evolução ainda estão sujeitos à lei da reencarnação, ou seja, ainda tem débitos para resgatar. Nesse sentido todos nós somos alma do mundo, alma da Terra. Necessitam da reencarnação, porém tentam utilizá-la para conquistar o progresso. 2º - Podemos identificar aqueles que vivem somente pelos interesses materiais, pelos prazeres oferecidos pela matéria, não se preocupando com valores espirituais e com a sua evolução enquanto Espíritos eternos. São aquelas pessoas que gastam todo o seu tempo dedicando exclusivamente com os prazeres da vida: recursos materiais, os excessos, o sexo, a bebida, as drogas, coisas do mundo. 3º - O termo é utilizado como se o planeta Terra tivesse uma alma que movimentasse a vida. A Terra não tem alma que propriamente lhe pertença porque não é um ser orgânico como os que são dotados de vida. O que há é número incontável de Espíritos encarregados do seu equilíbrio, harmonia, luz, vegetação, calor, estações, encarnação dos animais e do homem. Isto não quer dizer que esses Espíritos sejam a causa desses fenômenos: eles os presidem, administram como engrenagens de uma administração. É a coletividade de todas as inteligências encarnadas e desencarnadas, inclusive o delegado superior que constitui a alma da Terra da qual cada um de nós fazemos parte. Encarnados e desencarnados são abelhas sob a direção do Espírito chefe. No livro A Caminho da Luz – Comunidade de Espíritos puros – incumbência de direcionar o caminho de todas as humanidades planetárias, especificamente para o nosso planeta Terra. Então podemos atribuir a essa comunidade como sendo a alma planetária. São aqueles seres que estão responsáveis pela evolução não só do planeta em si, mas cada um de nós que aqui estamos. Jesus é o grande diretor geral do nosso planeta e se responsabiliza por nós. É a Grande alma do nosso planeta. É a Ele que devemos seguir, tendo-o como guia, como modelo. O Espírito diretor de um mundo deve ser, necessariamente, de uma ordem superior e tanto mais elevado quanto mais adiantado for o mundo. O governador espiritual da Terra é Jesus. 34
  • 35.
    145 – Comose explica que tantos filósofos antigos e modernos, durante tão longo tempo, hajam discutido sobre a ciência psicológica e não tenham chegado ao conhecimento da verdade? Esses homens eram precursores da eterna Doutrina Espírita. Prepararam os caminhos. Eram homens e, como tais, se enganaram, tomando suas próprias ideias pela luz. No entanto, mesmo os seus erros servem para realçar a verdade, mostrando o pró e o contra. Demais, entre esses erros se encontram grandes verdades que um estudo comparativo torna apreensíveis. COMENTÁRIOS: Tudo é programado. Eles foram os precursores da doutrina espírita. Então era necessário que eles viessem antes, fizessem seus estudos, errassem, trouxessem algumas verdades para que quando viesse a orientação da doutrina espírita já houvesse uma abordagem sobre determinados aspectos e a doutrina espírita viesse agregar conhecimento, esclarecer, trazer as verdades que ainda não haviam sido descobertas pelos estudiosos, pelos filósofos, pelos precursores da época. Alguns pontos importantes: 1. Os filósofos como precursores do Espiritismo – Os antigos filósofos (como Platão, Aristóteles e outros) e também os modernos buscaram compreender a natureza da alma, da consciência e da existência. Embora não tenham alcançado a verdade absoluta, prepararam o terreno para o surgimento do Espiritismo, que oferece uma visão mais completa sobre a questão espiritual. 2. A limitação humana e os erros como parte do aprendizado – Como eram homens limitados ao conhecimento da época, muitos filósofos tomaram suas próprias ideias como verdade absoluta, o que os levou a erros. No entanto, esses erros não foram em vão, pois ajudaram a construir um caminho de reflexão e evolução do pensamento. 3. O valor do estudo comparativo – Apesar das imprecisões, muitas dessas filosofias contêm verdades importantes. Quando comparadas e analisadas à luz do Espiritismo, podem revelar ensinamentos valiosos. O próprio estudo do erro ajuda a compreender melhor a verdade, pois permite contrastar diferentes perspectivas e identificar princípios universais. 4. O conhecimento humano é cumulativo e evolutivo – As ideias dos filósofos, mesmo que imperfeitas, foram etapas necessárias para o progresso espiritual e intelectual da humanidade. A Doutrina Espírita se apresenta como uma síntese e um avanço em relação a essas contribuições anteriores. 35
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    Os filósofos, apesarde não terem alcançado a verdade completa, foram essenciais para preparar o terreno para o entendimento da realidade espiritual. Seus acertos e erros contribuíram para o desenvolvimento do pensamento humano, e a Doutrina Espírita se propõe a esclarecer e unificar essas ideias à luz da revelação dos espíritos. Embora haja avanços interessantes em áreas como a neurociência, a física quântica e a parapsicologia, a espiritualidade continua sendo um domínio que desafia os métodos científicos tradicionais. O Espiritismo, ao surgir, não nega o passado filosófico, mas o complementa, trazendo maior clareza sobre a natureza espiritual do ser humano. O Espiritismo sempre propôs um diálogo entre ciência e espiritualidade, defendendo que a evolução do conhecimento levaria, inevitavelmente, à comprovação da imortalidade da alma e da existência do mundo espiritual. Tudo é plenamente organizado pela Espiritualidade superior. 146 – A alma tem, no corpo, sede determinada e circunscrita? Não; porém, nos grandes gênios, em todos os que pensam muito, ela reside mais particularmente na cabeça, ao passo que ocupa principalmente o coração naqueles que muito sentem e cujas ações têm todas por objeto a Humanidade. 146.a) - Que se deve pensar da opinião dos que situam a alma num centro vital? Quer isso dizer que o Espírito habita de preferência essa parte do vosso organismo, por ser aí o ponto de convergência de todas as sensações. Os que a situam no que consideram o centro da vitalidade, esses a confundem com o fluído ou princípio vital. Pode, todavia, dizer-se que a sede da alma se encontra especialmente nos órgãos que servem para as manifestações intelectuais e morais. COMENTÁRIOS: A questão 146 de O Livro dos Espíritos trata da localização da alma no corpo e da relação entre o Espírito e suas manifestações físicas e emocionais. A alma tem um local específico no corpo? A resposta é não. A alma não está limitada a um ponto fixo do organismo, pois é um princípio espiritual que transcende a materialidade do corpo. No entanto, há uma 36
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    relação entre aalma e certas regiões do corpo, conforme suas manifestações:  Nos grandes gênios e nos que pensam muito, a alma se expressa mais fortemente através do cérebro, pois é onde ocorre a atividade intelectual.  Nos que sentem intensamente e se dedicam à humanidade, a alma parece se manifestar mais no coração, simbolizando a emoção, o amor e a empatia. Essa explicação não significa que a alma esteja fisicamente "dentro" do cérebro ou do coração, mas sim que sua influência se manifesta mais nesses órgãos, dependendo da natureza predominante da pessoa. 164.a) - O que dizer sobre a ideia de que a alma está no centro vital?  Alguns acreditam que a alma reside em um ponto central do organismo, geralmente associado ao fluido vital, responsável pela manutenção da vida.  A resposta dos Espíritos explica que essa visão confunde a alma com o princípio vital, que é apenas um meio para a alma agir sobre o corpo.  Enquanto o fluido vital está ligado à vida orgânica, a alma transcende o corpo e continua a existir após a morte física.  No entanto, pode-se dizer que a alma se expressa especialmente nos órgãos responsáveis pelas manifestações intelectuais e morais – o que reforça a ideia de que suas faculdades espirituais se refletem no corpo físico. Interpretação geral Essa questão nos leva a entender que a alma não está presa a um local fixo no corpo, mas interage com ele de maneira fluídica, conforme suas faculdades. O cérebro e o coração aparecem como símbolos das expressões intelectuais e emocionais, mas a alma abrange o ser como um todo, influenciando o corpo de maneira sutil. A alma usa o corpo como um instrumento, mas sua essência está além da matéria, sendo a verdadeira sede da consciência e da individualidade. Mas, de fato, onde o Espírito atua no corpo físico? A alma dirige as funções do corpo através da pineal, glândula que fica em determinada região do cérebro. Grande ferramenta do Espírito para atuação mais direta na vida do corpo, tanto nos comandos intelectuais, como morais e sentimentais. O comando dela, espraia-se por todas as regiões do cérebro adequando-as a todas as funções como seres encarnados que somos. 37
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    Destaca-se: não éo coração. Órgão físico que tem a propriedade de sentir emoções - é o cérebro. 38
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    2.3 – Materialismo 147– Por que é que os anatomistas, os fisiologistas e, em geral, os que aprofundam a ciência da Natureza, são, com tanta frequência, levados ao materialismo? O fisiologista refere tudo ao que vê. Orgulho dos homens, que julgam saber tudo e não admitem haja coisa alguma que lhes esteja acima do entendimento. A própria ciência que cultivam os enche de presunção. Pensam que a Natureza nada lhes pode conservar oculto. COMENTÁRIOS: A ciência aceitando só o que pode ser demonstrado pelos seus métodos sempre fechou os olhos para tudo o que não pode explicar. A criação do termo materialismo remete ao ano de 1702, por Gottfried Leibniz, um diplomata, matemático, cientista e filósofo de origem alemã. - Materialismo é uma concepção filosófica que sustenta ser a matéria a única realidade do Universo e que todas as atividades são exclusivamente efeitos da matéria, não havendo, de forma alguma, qualquer substância imaterial. Não há nada além da matéria. Consideram a matéria como o motor do Universo. Céticos, exterminam Deus. O Materialismo entre Cientistas A resposta destaca que muitos anatomistas e fisiologistas se tornam materialistas porque baseiam seus estudos apenas no que podem ver e medir. Como a ciência tradicional trabalha com fatos observáveis e verificáveis, muitos cientistas acabam limitando sua compreensão da realidade ao mundo físico, rejeitando o que não pode ser demonstrado pelos métodos convencionais. A ciência ainda é muito limitada, apesar do seu avanço nos últimos tempos. O Orgulho Intelectual Os Espíritos explicam que o orgulho intelectual é um dos fatores que levam ao materialismo. Os estudiosos da época (e ainda hoje) frequentemente acreditam que seu conhecimento é suficiente para explicar tudo, e essa presunção os impede de considerar a existência de algo além da matéria. Acreditam que a Natureza não pode esconder nada deles, ou seja, que tudo pode ser compreendido pela investigação científica tradicional. No entanto, essa visão ignora que o conhecimento humano ainda é limitado e que a ciência está em constante evolução. 39 LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS Capítulo II: Encarnação dos Espíritos
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    - Há osque dizem crer em Deus, porém afirmam existir apenas o corpo – são materialistas. - O termo materialismo é também utilizado para designar a atitude ou o comportamento daqueles que se apegam aos bens, valores e prazeres materiais. Dessa forma, há os que vivem sob paixões, priorizam tudo o que é material, posses, bens, status, riquezas. Embora se digam crentes, também se enquadram como materialistas. O materialismo nos afasta de Deus. Ao ficarmos ligados à essência da matéria não percebemos a essência da vida. A presença da matéria é muito forte, é muito contunde sobre nós Espíritos encarnados. É muito mais fácil percebermos a beleza que a matéria nos oferece do que perceber a beleza de Deus que a gente nunca viu, só ouviu falar. Os que dissecavam corpos queriam encontrar a alma, sempre procurando uma explicação do ponto de vista material. Os que trabalhavam na anatomia, na fisiologia, na estrutura do corpo, que pesquisavam as ciências naturais tentam explicar o funcionamento de tudo somente do ponto de vista material. Consequências do automatismo da natureza. O que está por trás do materialismo, da descrença, dos questionamentos infundados é o orgulho que não cede espaço para o conhecimento novo que não domina. Não é porque não exista. Nego, porque não controlo. A grandeza do cientista está na busca das causas originais de tudo. E as causas originais não estão fora de Deus. Atualmente já houve algumas mudanças. Há cientistas, pesquisadores se ocupando também com as coisas do Espírito. O materialismo repercute no homem, na sociedade com consequências de indiferença, vaidade, orgulho, egoísmo, imediatismo, desespero, frouxidão moral, uma vez que o homem se isola, buscando apenas o que o satisfaça e atenda. Em função do orgulho, há pessoas muito inteligentes, mas vaidosas, prepotentes, como os donos da verdade, que tem dificuldade em aceitar a opinião do outro e de achar que o outro possa ter razão. Intelectualidade não significa evolução espiritual. Quando a inteligência vem primeiro, vem junto a vaidade e o orgulho. Por isso devemos ter muito cuidado. Olharmos para dentro de nós, refletir sobre nossas sombras e enfrentá-las de frente para não nos enganarmos, para que tenhamos consciência das nossas imperfeições e de tudo aquilo que ainda precisamos para melhorar e crescer. 40
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    A doutrina espíritabem estudada nos leva a perceber a beleza e a perfeição de Deus, a compreensão de nós mesmos e de tudo o que nos cercam de forma racional. Átomo – partícula indivisível / hoje é divisível Teoria das cordas – se uma corda tivesse o tamanho de uma árvore, um átomo seria do tamanho da Terra. Infinidade de pequenez Macrocosmo e microcosmo – dois pontos infinitos. Quanto mais evoluídos veremos que o microcosmo é cada vez menor e fundamental para que as grandes existam. Nós somos um amontoado de células – átomos – cordas, etc. Filosofia, ciência e religião são razões complementares. “A ciência sem a religião é manca, a religião sem a ciência é cega.” (Albert Einstein) A ciência sem a religião é manca  Significado: Einstein sugere que a ciência, por si só, é incompleta ou limitada ("manca") se não for acompanhada por uma dimensão ética, espiritual ou filosófica que a religião pode oferecer.  Contexto: A ciência busca explicar o "como" das coisas (os mecanismos do universo), mas não necessariamente o "porquê" (o sentido ou propósito da existência). A religião, por outro lado, lida com questões de significado, valores morais e a busca por um propósito maior.  Exemplo: A ciência pode desenvolver tecnologias poderosas, como a energia nuclear, mas é a ética (muitas vezes influenciada por valores religiosos ou filosóficos) que determina como essas tecnologias devem ser usadas — para o bem ou para o mal. A religião sem a ciência é cega  Significado: Einstein argumenta que a religião, sem o rigor e a clareza da ciência, pode se tornar dogmática, supersticiosa ou desconectada da realidade ("cega").  Contexto: A religião, quando não é informada pela ciência, pode levar a interpretações literais de textos sagrados, à negação de fatos comprovados ou à resistência ao progresso humano. A ciência, com seu método de investigação e busca por evidências, pode ajudar a religião a se manter relevante e adaptada ao mundo moderno.  Exemplo: A aceitação de descobertas científicas, como a teoria da evolução ou o Big Bang, pode enriquecer a compreensão religiosa do universo, em vez de entrar em conflito com ela. Visão de Einstein sobre ciência e religião 41
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    Einstein não defendiauma religião tradicional ou dogmática, mas sim uma "religião cósmica" — uma reverência pela ordem, beleza e mistério do universo. Ele via a ciência como uma forma de explorar essa ordem e a religião como uma maneira de se maravilhar com ela. Para ele, tanto a ciência quanto a religião são caminhos para buscar a verdade, mas cada uma com seu próprio domínio e método. Relação com o Espiritismo A frase de Einstein ecoa os princípios da Doutrina Espírita, que propõe uma harmonia entre ciência, filosofia e religião. O Espiritismo defende que:  A ciência investiga as leis da natureza e os fenômenos materiais e espirituais.  A filosofia oferece uma reflexão crítica sobre o sentido da vida e a moral.  A religião (no sentido espírita) proporciona uma conexão com o divino e um caminho para a evolução espiritual. Tanto Einstein quanto o Espiritismo enfatizam que ciência e religião não devem ser vistas como rivais, mas como parceiras na busca por uma compreensão mais profunda da existência. 148 – Não é de lastimar que o materialismo seja uma consequência de estudos que deveriam, contrariamente, mostrar ao homem a superioridade da inteligência que governa o mundo? Deve-se daí concluir que são perigosos? Não é exato que o materialismo seja uma consequência desses estudos. O homem é que deles tira uma consequência falsa, pela razão de lhe ser dado abusar de tudo, mesmo das melhores coisas. Acresce que o nada os amedronta mais do que eles quereriam que parecesse, e os espíritos fortes, quase sempre, são antes fanfarrões do que bravos. Na sua maioria, só são materialistas porque não têm com que encher o vazio do abismo que diante deles se abre. Mostrai-lhes uma âncora da salvação e a ela se agarrarão pressurosamente. COMENTÁRIOS: Não é o materialismo uma consequência dos estudos, quanto mais estudamos, mais alcançaremos a verdade. Há coisas que o homem não pode compreender, e essa limitação deve ser aceita com humildade. Negar o que está além da compreensão humana é um sinal de presunção, não de sabedoria. 42
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    O estudo nãoé perigoso, pelo contrário, é necessário. Não é o estudo que transforma a pessoa em um ser dito materialista, mas o orgulho e a vaidade. O estudo aprofundado da natureza e do universo pode revelar a complexidade, a ordem e a beleza da criação, levando à admiração e ao reconhecimento de uma inteligência superior. A ciência, quando praticada com humildade e abertura, pode ser uma ferramenta para expandir a compreensão humana e aproximar o homem de Deus. Ex: teoria do átomo Geocentrismo e heliocentrismo (Galileu Galilei) Allan Kardec: Por uma aberração da inteligência, pessoas há que só veem nos seres orgânicos a ação da matéria e a esta atribuem todos os nossos atos. No corpo humano apenas veem a máquina elétrica; somente pelo funcionamento dos órgãos estudaram o mecanismo da vida, cuja repetida extinção observaram, por efeito da ruptura de um fio, e nada mais enxergaram além desse fio. Procuraram saber se alguma coisa restava e, como nada acharam senão matéria, que se tornara inerte, como não viram a alma escapar-se, como não a puderam apanhar, concluíram que tudo se continha nas propriedades da matéria e que, portanto, à morte se seguia a aniquilação do pensamento. Triste consequência, se fora real, porque então o bem e o mal nada significariam, o homem teria razão para só pensar em si e para colocar acima de tudo a satisfação de seus apetites materiais; quebrados estariam os laços sociais e as mais santas afeições se romperiam para sempre. Felizmente, longe estão de ser gerais semelhantes ideias, que se podem mesmo ter por muito circunscritas, constituindo apenas opiniões individuais, pois que em parte alguma ainda formaram doutrina. Uma sociedade que se fundasse sobre tais bases traria em si o gérmen de sua dissolução e seus membros se entredevorariam como animais ferozes. O homem tem, instintivamente, a convicção de que nem tudo se lhe acaba com a vida. O nada lhe infunde horror. É em vão que se obstina contra a ideia da vida futura. Ao soar o momento supremo, poucos são os que não inquirem do que vai ser deles, porque a ideia de deixar a vida para sempre algo oferece de pungente. Quem, de fato, poderia encarar com indiferença uma separação absoluta, eterna, de tudo o que foi objeto de seu amor? Quem poderia ver, sem terror, abrir-se diante si 43
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    o imensurável abismodo nada, onde se sepultassem para sempre todas as suas faculdades, todas as suas esperanças, e dizer a si mesmo: Pois que! depois de mim, nada, nada mais, senão o vácuo, tudo definitivamente acabado; mais alguns dias e a minha lembrança se terá acabado; mais alguns dias e a minha lembrança se terá apagado da memória dos que me sobreviverem; nenhum vestígio dentre em pouco, restará da minha passagem pela Terra; até mesmo o bem que fiz será esquecido pelos ingratos a quem beneficiei. E nada, para compensar tudo isto, nenhuma outra perspectiva, além da do meu corpo roído pelos vermes! Não tem este quadro alguma coisa de horrível, de glacial? A religião ensina que não pode ser assim e a razão no-lo confirma. Mas, uma existência futura, vaga e indefinida não apresenta o que satisfaça ao nosso desejo do positivo. Essa, em muitos, a origem da dúvida. Possuímos alma, está bem; mas, que é a nossa alma? Tem forma, uma aparência qualquer? É um ser limitado, ou indefinido? Dizem alguns que é um sopro de Deus, outros uma centelha, outros uma parcela do grande Todo, o princípio da vida e da inteligência. Que é, porém, o que de tudo isto ficamos sabendo? Que nos importa ter uma alma, se, extinguindo-se-nos a vida, ela desaparece na imensidade, como as gotas d’água no Oceano? A perda da nossa individualidade não equivale, para nós, ao nada? Diz-se também que a alma é imaterial. Ora, uma coisa imaterial carece de proporções determinadas. Desde então, nada é, para nós. A religião ainda nos ensina que seremos felizes ou desgraçados, conforme ao bem ou ao mal que houvermos feito. Que vem a ser, porém, essa felicidade que nos aguarda no seio de Deus? Será uma beatitude, uma contemplação eterna, sem outra ocupação mais do que entoar louvores ao Criador? As chamas do inferno serão uma realidade ou um símbolo? A própria Igreja lhes dá esta última significação; mas, então, que são aqueles sofrimentos? Onde esse lugar do suplício? Numa palavra, que é o que se faz, que é o que se vê, nesse outro mundo que a todos nos espera? Dizem que ninguém jamais voltou de lá para nos dar informações. É erro dizê-lo e a missão do Espiritismo consiste precisamente em nos esclarecer acerca desse futuro, em fazer com que, até certo ponto, o toquemos com o dedo e o penetremos com o olhar, não mais pelo raciocínio somente, porém, pelos fatos. Graças às comunicações espíritas, não se trata mais de uma simples presunção, de uma probabilidade sobre a qual cada um conjeture à vontade, que os poetas embelezem com suas ficções, ou cumulem de enganadoras imagens alegóricas. É a realidade que nos aparece, pois que são os próprios seres de além-túmulo que nos vêm escrever a situação em que se acham, relatar o que fazem, facultando-nos assistir, por assim dizer a todas as peripécias da nova vida que lá vivem e mostrando-nos, por 44
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    esse meio, asorte inevitável que nos está reservada, de acordo com os nossos méritos e deméritos. Haverá nisso alguma coisa de antirreligioso? Muito ao contrário, porquanto os incrédulos encontram aí a fé e os tíbios a renovação do fervor e da confiança. O Espiritismo é, pois, o mais potente auxiliar da religião. Se ele aí está, é porque Deus o permite e o permite para que as nossas vacilantes esperanças se revigorem e para que sejamos reconduzidos à senda do bem pela perspectiva do futuro. COMENTÁRIOS: O materialismo parte do nada. Porém o nada não poderia provê algo inteligente. Toda a natureza se movimenta em obediência às determinadas leis. O nosso próprio corpo, máquina mais perfeita que o ser humano já contatou. Mostra que tuto isso tem uma origem inteligente, se move de forma inteligente. Como poderia tudo isso vir do nada? Existe uma causa inteligente por trás da natureza e de tudo o que existe. Para nós essa causa se chama Deus. O materialismo vai nos levar ao nada. Perdemos a razão da vida, a razão da prática do bem, o aprimoramento dos conhecimentos, da elevação moral. É importante que as pessoas se fortaleçam na fé e na existência desse futuro. Sabemos que continuaremos vivendo como cidadãos do mundo, do Universo, em busca da felicidade, do progresso. Exemplo: As cartas que Chico Xavier recebia mostrando claramente aos seres que aqui ficaram que a vida continua do lado de lá. RESUMO Objetivo da Encarnação  A encarnação tem como finalidade levar os Espíritos à perfeição. Para alguns, é expiação; para outros, missão.  Os Espíritos precisam passar pelas provas da vida corporal para evoluírem e se prepararem para contribuir com a obra divina.  Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, e a encarnação proporciona aprendizado. Aqueles que seguem o caminho do bem sofrem menos e progridem mais rapidamente. A Alma  A alma é o Espírito encarnado. Antes de se unir ao corpo, é um ser inteligente do mundo invisível.  O homem é formado por três elementos: 1. Corpo físico – ser material animado pelo princípio vital. 2. Alma – Espírito encarnado que habita o corpo. 45
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    3. Perispírito –laço semimaterial que une o Espírito ao corpo.  A alma independe do princípio vital; a vida orgânica pode existir sem alma, mas a alma não pode habitar um corpo sem vida orgânica. Materialismo  O materialismo surge quando se ignora a presença do Espírito e da vida além da matéria.  Muitos cientistas são levados ao materialismo porque se apegam apenas ao que pode ser observado fisicamente.  A crença na extinção da alma levaria à anarquia moral, pois eliminaria o sentido de responsabilidade e consequências após a morte.  O Espiritismo combate o materialismo, mostrando que a alma sobrevive e mantém sua individualidade, esclarecendo a vida futura por meio das comunicações espirituais. PILARES DA DOUTRINA ESPÍRITA 1. Existência de Deus  Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.  Ele é eterno, imutável, imaterial, todo-poderoso, soberanamente justo e bom.  O Espiritismo não define Deus de forma dogmática, mas o reconhece como a fonte de toda a criação e o princípio de todas as leis que regem o universo. 2. Imortalidade da Alma  A alma (ou espírito) é imortal e preexiste ao corpo físico.  Após a morte do corpo físico, o espírito continua a existir e evolui através de sucessivas encarnações.  A vida material é uma fase passageira, mas a vida espiritual é eterna. 3. Reencarnação  A reencarnação é o processo pelo qual o espírito retorna à vida material em um novo corpo físico.  Esse mecanismo permite ao espírito aprender, evoluir e reparar erros cometidos em vidas passadas.  É uma oportunidade de crescimento moral e intelectual, rumo à perfeição. 4. Pluralidade dos Mundos Habitados  O universo é habitado por espíritos em diferentes estágios de evolução. 46
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     Existem diversosmundos, além da Terra, onde os espíritos podem viver e progredir.  A Terra é um planeta de expiação e provas, mas há mundos mais evoluídos, onde o sofrimento é menor e a felicidade é maior. 5. Comunicabilidade dos Espíritos  Os espíritos podem se comunicar com os encarnados (vivos) através de médiuns.  Essa comunicação é possível porque os espíritos são seres reais, com individualidade e consciência.  O intercâmbio entre os dois planos (material e espiritual) é uma forma de orientação, consolo e aprendizado mútuo. Valores Centrais do Espiritismo Além desses pilares, o Espiritismo enfatiza valores como:  Caridade: A prática do bem ao próximo é essencial para a evolução espiritual.  Livre-arbítrio: Cada indivíduo é responsável por suas escolhas e consequências.  Lei de Causa e Efeito: Toda ação tem uma reação, e colhemos o que plantamos.  Evolução Contínua: Todos os espíritos estão destinados à perfeição, através do aprendizado e do amor. 47
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    REFERÊNCIAS: KARDEC, Allan. AGênese: Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. Tradução de Salvador Gentile. 52ª Ed. Araras – SP: IDE, 2018. KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Salvador Gentile. 365ª Ed. Araras – SP: IDE, 2009. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Salvador Gentile. 182ª Ed. Araras – SP: IDE, 2009. KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Salvador Gentile. 85ª Ed. Araras – SP: IDE, 2008. XAVIER, Chico. A Caminho da Luz. 21ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995. Pelo Espírito Emmanuel. XAVIER, Chico. Libertação. 33ª ed. Brasília: FEB, 2017. Pelo Espírito André Luiz. XAVIER, Chico. Nosso Lar. 61ª ed. Brasília: FEB, 2010. Pelo Espírito André Luiz. XAVIER, Chico. Obreiros da Vida Eterna. 35ª ed. Brasília: FEB, 2017. Pelo Espírito André Luiz. XAVIER, Chico. Os Mensageiros. 47ª ed. Brasília: FEB, 2017. Pelo Espírito André Luiz. ZIMMERMANN, Zalmino. Perispírito. Campinas: CEAK, 2000. https://www.bibliaonline.com.br/ http://cebatuira.org.br/estudos_capitulos.asp?estudo=O%20Livro%20dos %20Esp%EDritos http://www.olivrodosespiritoscomentado.com/questoes.html https://www.youtube.com/user/livrodosespiritos/videos https://www.youtube.com/watch?v=4xRhAKctMo8&list=PLI- OgasY7T5tz8FFyT2yr5aKTPbavF7by&index=111 48