LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS
CAPÍTULO I: DOS ESPÍRITOS
1.1 – ORIGEM E NATUREZA DOS ESPÍRITOS
1.2 – MUNDO NORMAL PRIMITIVO
1.3 – FORMA E UBIQUIDADE DOS ESPÍRITOS
1.4 – PERÍSPIRITO
1.5 – DIFERENTES ORDENS DE ESPÍRITOS
1.6 – ESCALA ESPÍRITA
1.7 – PROGRESSÃO DOS ESPÍRITOS
1.8 – ANJOS E DEMÔNIOS
Slides:
https://pt.slideshare.net/slideshow/2-1-1-origem-e-natureza-dos-
espiritos-pptx/272112786
https://pt.slideshare.net/slideshow/2-1-2-perispirito-pptx-centros-de-
forca-chakras/272415262
https://pt.slideshare.net/slideshow/2-1-3-diferentes-ordens-de-espiritos-
pptx/274165609
https://pt.slideshare.net/slideshow/2-1-4-escala-espirita-ordens-e-
classes-pptx/274169705
https://pt.slideshare.net/slideshow/2-1-5-progressao-dos-espiritos-cap-
01-pptx/274959652
https://pt.slideshare.net/slideshow/2-1-6-anjos-e-demonios-capitulo-i-
pptx/275322807
COMENTÁRIOS:
Adentraremos a Segunda Parte de “O Livro dos Espíritos” que das questões 76 a 613
trata especificamente do espírito que é o objeto de estudo escolhido por Kardec para o
estudo da Doutrina Espírita. Dessa forma, estuda a origem e natureza dos Espíritos, o
períspirito e as diferentes ordens de Espíritos; analisa as seis situações em que se pode
encontrar o Espírito:
1º – em trânsito para o mundo físico (encarnação);
2º – retornando para o mundo espiritual (desencarnação);
3º – vivendo no mundo espiritual;
4º – vivendo no mundo físico;
5º – estando encarnado e interagindo com o mundo espiritual (emancipação da alma
durante o sono físico);
6º – estando no mundo espiritual influenciando os encarnados.
Também dedica dois capítulos (IV e V) para abordar a pluralidade das existências,
apresentando sua argumentação contra os opositores da ideia da reencarnação. Reserva
um capítulo para abordar as ocupações e missões dos Espíritos e, por fim, conclui essa
parte analisando os três reinos, estágio em que o princípio inteligente, que ainda não se
tornou Espírito, anima os seres dos reinos inferiores da criação (mineral, vegetal e
animal).
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LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS
Capítulo I: Dos Espíritos
1.1 – ORIGEM E NATUREZA DOS ESPÍRITOS
76 – Que definição se pode dar dos Espíritos?
Pode dizer-se que os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Povoam
o Universo, fora do mundo material.
NOTA - A palavra Espírito é empregada aqui para designar as individualidades dos seres
extracorpóreos e não mais o elemento inteligente do Universo.
COMENTÁRIOS:
- espírito com "e" se refere ao elemento espiritual, contrapondo o elemento
material e Espírito com "E" se refere ao ser individualizado.
- espírito – princípio espiritual (ainda não é Espírito)
Seres inteligentes que povoam o Universo
O Espírito é a individualização do princípio inteligente assim como o corpo é
a individualização do princípio material. Essa individualização do princípio
inteligente se efetua numa série de existências que precedem o período da
Humanidade, existências essas onde o princípio inteligente passa a primeira
fase do seu desenvolvimento, ensaiando-se para a vida.
O princípio espiritual em um processo de milênios vai se desenvolvendo até
que esteja pronto para ser transformado em Espírito individualizado.
Vai desenvolvendo/conquistando:
- Pensamento contínuo
- Inteligência
- Livre arbítrio
Explicação didática dos termos:
Espírito – ser desencarnado
Alma – ser encarnado
Espírito – ser eterno, criado por Deus, simples e ignorante, sem ciência
(conhecimento), com a missão de progressivamente, alcançar a perfeição
atingindo a felicidade eterna.
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LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS
Capítulo I: Dos Espíritos
77 – Os Espíritos são seres distintos da Divindade, ou serão simples
emanações ou porções desta e, por isto, denominados filhos de Deus?
Meu Deus! São obra de Deus, exatamente qual a máquina o é do homem
que a fábrica. A máquina é obra do homem, não é o próprio homem. Sabes
que, quando faz alguma coisa bela, útil, o homem lhe chama sua filha,
criação sua. Pois bem! O mesmo se dá com relação a Deus: somos Seus
filhos, pois que somos obra Sua.
COMENTÁRIOS:
Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas (Q.01)
Questão 27 – Deus, matéria e espírito
Questão 15 – Panteísmo
Panteísmo é a crença que tudo é Deus. Segundo essa crença, todas as
coisas são divinas e Deus é a soma de tudo que existe.
Para o panteísta, “Deus” é a força que une tudo no universo. Assim, cada
pessoa, cada animal, cada objeto faz parte de Deus, como os membros de
um corpo. Quando juntamos tudo que existe, ficamos com Deus. Por isso, o
universo é eterno, não foi criado por Deus porque é Deus.
De acordo com o Panteísmo, Deus não existe fora do mundo, nem o mundo
fora de Deus. Os dois são a mesma coisa.
Uma doutrina que unifica a Criação com o Criador, resultando em um
Universo sem direção única, ordenado por uma entidade indefinida, sujeita
às modificações da matéria.
A doutrina panteísta coloca no mesmo patamar o Criador e a criatura, como
se fossem uma coisa só, talvez numa tentativa orgulhosa, ainda que
inconsciente, de se igualar a Deus.
O ser perde a sua individualidade, caindo no nada.
Somos espíritos em evolução, vivendo sucessivas experiências, cometendo
equívocos e erros, desviando dos caminhos da lei divina. Se fôssemos parte
de Deus implicaria que Deus não seria perfeito, pois se fôssemos parte do
perfeito, teríamos que ser perfeitos e não somos.
Somos criados por Deus, simples e ignorante, com a missão de conquistar a
nossa felicidade. Essa conquista sendo mérito nosso. Se ele nos tivesse
criado perfeitos, qual seria o nosso mérito de sermos perfeitos.
Por isso Deus é toda a perfeição.
Deus, o criador. O homem, a criatura.
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78 – Os Espíritos tiveram princípio, ou existem, como Deus, de toda a
eternidade?
Se não tivessem tido princípio, seriam iguais a Deus, quando, ao invés, são
criação Sua e se acham submetidos à Sua vontade. Deus existe de toda a
eternidade, é incontestável. Quanto, porém, ao modo porque nos criou e em
que momento o fez, nada sabemos. Podes dizer que não tivemos princípio,
se quiseres com isso significar que, sendo eterno, Deus há de ter sempre
criado ininterruptamente. Mas, quando e como cada um de nós foi feito,
repito-te, nenhum o sabe: aí é que está o mistério.
COMENTÁRIOS:
Questão 21 – Matéria
Questão 37 – Universo
Deus é uma causa invisível, mas real. Constatamos sua existência pela sua
criação visível, com o que apalpamos e enxergamos.
Crer em Deus é função da inteligência.
Deus é eterno (atributo – Q.13). Não teve princípio e não terá fim.
O Espírito é infinito, teve um princípio, foi criado por Deus, mas não terá fim.
Quando tratamos da eternidade do Espírito, estamos falando do futuro.
Cada Espírito teve o momento de criação, embora não seja possível a gente
saber exatamente qual foi esse momento e como ocorreu, pelo menos no
atual estágio de evolução em que estamos.
Deus é eterno e existe desde sempre. Se os Espíritos também existissem e
vivessem desde sempre também seriam como Deus. Então é claro que os
Espíritos só podem ter vindo depois de Deus, porque Ele os criou.
Ninguém sabe quando Deus criou individualmente cada um de nós.
Deus nunca esteve inativo. Desde sempre Deus está criando, inclusive
Espíritos também, mas isso não significa que os Espíritos tenham vindo junto
com Deus.
Há muitas coisas não temos condições de compreender.
A criatura não consegue compreender o criador.
Se foram criados, certamente que tiveram início. O início e como foram criados permanece como
mistério de Deus, entretanto, a luz virá quando o Senhor achar conveniente. Devemos nos
preparar como o aluno que domina todos os cursos, nas bênçãos do tempo, para receber o
diploma. A aflição a nada nos leva. O nosso procedimento é crer em Deus sobre todas as coisas,
e confiar na ajuda do próximo, juntando com o nosso esforço, no sentido de que a luz se faça em
nosso entendimento. Que queremos mais, se estamos já recebendo muito? Basta olharmos para
trás, que notaremos o quanto aprendemos da bondade de Deus. (Miramez)
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79 – Pois que há dois elementos gerais no Universo: o elemento
inteligente e o elemento material, poder-se-á dizer que os Espíritos são
formados do elemento inteligente, como os corpos inertes o são do
elemento material?
Evidentemente. Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente,
como os corpos são a individualização do princípio material. A época e o
modo por que essa formação se operou é que são desconhecidos.
COMENTÁRIOS:
O Espírito é individualização do princípio espiritual assim como o corpo é
individualização do princípio material.
O princípio material dá origem a tudo o que é matéria no Universo, desde a
mais densa até a mais rarefeita.
O princípio espiritual dá origem ao Espírito
Quando surge lá na sua origem, a mônada espiritual, o princípio espiritual
não está individualizado.
Essa individualização se efetua em série de existências nas quais o princípio
espiritual vai se preparando para a vida, passando pelos demais reinos da
natureza.
Nessa romagem ininterrupta, longa, esse Princípio Inteligente, vai através
das eras, modelando não só a estrutura física como também o envoltório
fluídico e tornando-se espírito adentra ao período da Humanidade. Assim o
princípio espiritual se individualiza lentamente atingindo a humanização e se
torna Espírito.
Entra no período de humanização começando pouco a pouco a ter
consciência da sua individualidade, do futuro, noção da existência de Deus,
distinguir o bem do mal, bem como, ter a responsabilidade de seus atos.
O processo dessa “modelagem” jamais se interrompe, pelo contrário, vai se
aprimorando.
A Gênese – pág. 136 – Item 10, 2.º parágrafo
80 – A criação dos Espíritos é permanente, ou só se deu na origem dos
tempos?
É permanente. Quer dizer: Deus jamais deixou de criar.
COMENTÁRIOS:
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João – 5:17 – E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.
Considerando os atributos de Deus (eterno, infinito, imutável, imaterial, único,
todo-poderoso, soberanamente justo e bom) não podemos conceber um
Deus inoperante/ocioso.
Deus jamais parou de trabalhar, portanto, Deus sempre criou. Sendo assim
há Espíritos desde sempre.
Tendo, portanto, criado Deus desde toda eternidade, há seres que atingiram
o ponto máximo da escala evolutiva.
Antes de existir a Terra, mundos sem conta já haviam sucedido a mundos.
Quando a Terra saiu do caos dos elementos, o espaço estava povoado de
seres espirituais nos diferentes graus de adiantamento desde os que
ingressavam na faixa hominal até os que já se encontravam como Espíritos
Puros.
Deus criou no início e continua criando o tempo todo, trabalhando, agindo,
sempre em prol dos seus filhos, pelo aprimoramento de todo o Universo.
Deus nunca está inativo, continua sempre criando
Deus está sempre trabalhando, nos fornecendo a prova do seu amor.
Agradeçamos a Ele pela oportunidade que cada um de nós temos de fazer
parte dessa criação, de sermos suas criaturas caminhando rumo à felicidade.
Evoluir, crescer, progredir, afastar-se da origem de criação, é condição
normal dos Espíritos.
Façamos o que está ao nosso alcance, pois oportunidade ao trabalho não
falta. Esforcemos por nos aprimorar no conhecimento e no amor.
Sejamos fortes no trabalho do bem e hábeis no serviço da caridade, que os
nossos sentidos se abrirão para melhor compreendermos a vida e
participarmos da divina criação, como co-criadores, onde quer que
estejamos.
Deus auxilia suas criaturas através das criaturas.
81 – Os Espíritos se formam espontaneamente, ou procedem uns dos
outros?
Deus os cria, como a todas as outras criaturas, pela Sua vontade. Mas,
repito ainda uma vez, a origem deles é mistério.
COMENTÁRIOS:
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Na condição evolutiva que nos encontramos, ainda muito distantes da
perfeição, fica difícil termos acesso a essas informações.
Essas informações e outras somente com a depuração do Espírito é que
vamos ter condições para acessar, mas já temos condições de compreender
muita coisa
O corpo procede do corpo, através da reprodução. Porém o corpo é matéria.
É somente um instrumento de aprendizagem para o espírito que é o ser
eterno.
Nós somos espíritos que neste momento estamos ocupando um corpo.
O corpo adequado/compatível para a ocupação do espírito reencarnado
(deficiências – problemas congênitos / virtudes) – Conforme as nossas
necessidades de burilamento espiritual.
Com relação ao Espírito – se forma espontaneamente – O nada, nada
produz. Nada surge do nada.
Imaginar que o espírito que é inteligente, pode ter uma não causa ou uma
causa não inteligente, ou seja, surgir do nada, foge da nossa própria razão.
Acreditar que os Espíritos se formam espontaneamente é desconhecer as leis do Criador,
a Sua ação benfeitora em todo o universo. Por não dispormos de outro termo mais
adequado, cabe-nos dizer que Deus nos criou pela Sua potente força de vontade. E como
se encontra na gênese: Faça-se a luz, e a luz se fez. Em relação à alma, podemos dizer
que o disse: "Faça-se o Espírito, e o Espírito se fez, não deixando de ser um simbolismo
divino, na divina estrutura da criação. (Miramez)
Deus nos criou através da sua Potente vontade.
Agora a forma de como fomos criados, ainda não nos cabe saber.
82 – Será certo dizer-se que os Espíritos são imateriais?
Como se pode definir uma coisa, quando faltam termos de comparação e
com uma linguagem deficiente? Pode um cego de nascença definir a luz?
Imaterial não é bem o termo; incorpóreo seria mais exato, pois deves
compreender que, sendo uma criação, o Espírito há de ser alguma coisa. É a
matéria quintessenciada, mas sem analogia para vós outros, e tão etérea
que escapa inteiramente ao alcance dos vossos sentidos.
Allan Kardec:
Dizemos que os Espíritos são imateriais, porque, pela sua essência,
diferem de tudo o que conhecemos sob o nome de matéria. Um povo de
cegos careceria de termos para exprimir a luz e seus efeitos. O cego de
nascença se julga capaz de todas as percepções pelo ouvido, pelo
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olfato, pelo paladar e pelo tato. Não compreende as ideias que só lhe
poderiam ser dadas pelo sentido que lhe falta. Nós outros somos
verdadeiros cegos com relação à essência dos seres sobre-humanos.
Não os podemos definir senão por meio de comparações sempre
imperfeitas, ou por um esforço da imaginação.
COMENTÁRIOS:
Há pouco para acrescentar.
Incorpóreo é aquilo que não tem uma forma definida.
Temos muita dificuldade para compreender o períspirito (semimaterial),
porque não o percebemos através dos nossos sentidos, somente as notícias
através dos médiuns videntes. Pois é pelo períspirito que o espírito se mostra
ao médium vidente. Questão 88
O Espírito, através do perispírito, pode adotar a forma que desejar e,
principalmente, os espíritos mais evoluídos. Quanto mais evoluído, maior a
autonomia para adotar a forma que eles desejam.
Agora o espírito muito translúcido, etéreo, está longe da nossa compreensão.
Como ele é e como é a sua natureza íntima.
Não há como explicar, devido a nossa pobreza de linguagem.
O importante sabermos é que o Espírito é o princípio inteligente do Universo,
um ser que está em evolução. Somos nós. É um ser moral. A nossa
consciência individualizada.
O Espírito é uma luz diferenciada que acode as suas próprias necessidades, como ajuda
aos seus irmãos de caminho, naquilo que o determinar. É uma chama divina consciente,
mas, à qual ainda falta conhecer muitas coisas, no que se refere à sua própria existência.
Pelo menos no estágio em que nos encontramos, há muitos mistérios a desvendar, no
que tange ao Espírito. (Miramez)
83 – Os Espíritos têm fim? Compreende-se que seja eterno o princípio
donde eles emanam, mas o que perguntamos é se suas
individualidades têm um termo e se, em dado tempo, mais ou menos
longo, o elemento de que são formados não se dissemina e volta à
massa donde saiu, como sucede com os corpos materiais. É difícil de
conceber-se que uma coisa que teve começo possa não ter fim.
Há muitas coisas que não compreendeis, porque tendes limitada a
inteligência. Isso, porém, não é razão para que as repilais. O filho não
compreende tudo o que a seu pai é compreensível, nem o ignorante tudo o
que o sábio apreende. Dizemos que a existência dos Espíritos não tem fim. É
tudo o que podemos, por agora, dizer.
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COMENTÁRIOS:
A absorção do espírito no todo universal é crença da doutrina panteísta. E
não é isso que Kardec questiona.
Ele questiona se depois de passar por inúmeras reencarnações, após
alcançar o ápice da perfeição se ele continua como ser individualizado ou se
passa a ser absorvido pelo todo universal por já ter conquistado o seu
objetivo.
Para que o espírito seja eterno, não tenha fim, é necessário que lhe seja
preservado a consciência de si mesmo e a sua individualidade.
Se perder essas duas características: a consciência e a individualidade,
obviamente, o Espírito deixa de existir.
“A existência dos Espíritos não tem fim”, portanto, preserva a individualidade
e a consciência.
Quintessência - Aristóteles – 322-384 a.C
1- Na cosmologia aristotélica, a quinta e última substância, além da água, do ar, da
terra e do fogo, transparente, inalterável e imponderável, que permeia toda a
natureza e é o elemento constitutivo de todos os corpos celestes; éter.
2- Extrato retificado, refinado e apurado ao extremo.
3- A essência de algo imaterial, na sua forma mais pura, mais elevada.
4- O grau mais elevado de algo; auge, requinte.
Dicionário Michaelis
Nosso Lar (Andre Luz; Chico Xavier)
Um dos livros mais polêmicos da literatura espírita foi lançado em 1944, "Nosso Lar". Psicografado por um
dos maiores médiuns brasileiros, Chico Xavier, com prefácio de Emmanuel, o livro narra a experiência do
espírito André Luiz, então desconhecido, mas que viria a transmitir dezenas de livros - alguns considerados
atualmente obras imprescindíveis da doutrina espírita. Apesar da linguagem difícil - o autor teria sido em
vida médico de renome no Rio -, seu primeiro livro tem várias virtudes.
1) Narra a experiência vivida por ele. Ele conta num dos capítulos como é essa região chamada Umbral, por
onde vagam seres horripilantes e também aqueles que se encontram perdidos após a morte. André Luiz
explica que ele mesmo ficara oito anos nessa dimensão espiritual próxima da crosta terrestre. Abusara da
alimentação e morrera de infecção intestinal. Cometera, portanto, suicídio involuntário. E disso é acusado
pelos seres que o fustigaram sem trégua enquanto permaneceu nesse nível inferior.
2) Pela primeira vez, ficam-se conhecendo alguns detalhes da vida após a morte. A barba continua a
crescer, as necessidades fisiológicas não terminam, a sede é igual, as roupas rasgam e sujam: isso é o que
André Luiz presencia nesse primeiro momento no além-túmulo.
3) Depois de chorar muito, reza e é resgatado por espíritos socorristas da colônia espiritual Nosso Lar, que
dá título ao livro. Essa colônia fica no plano astral na área correspondente ao Rio de Janeiro, portanto
atende à população daquela cidade.
4) Nosso Lar tem governador e seis ministérios: União Divina, Elevação, Esclarecimento, Comunicação,
Auxílio e Regeneração. O plano piloto tem a forma de uma estrela de seis pontas - cada uma relacionada a
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um dos ministérios. Um muro com cerca eletromagnética protege a colônia de ataques dos espíritos que
moram no Umbral e são organizados.
5) O Ministério da Regeneração tem, entre outras tarefas, o trabalho de acolher os espíritos que são
resgatados no Umbral, por merecimento, como ocorreu com André Luiz. E o da União Divina é o mais
elevado. Dali partiriam os espíritos que, após perderem o corpo astral (emocional) por mérito, não precisam
encarnar mais na Terra. Vivem na dimensão do corpo mental.
6) Nosso Lar tem residências, ruas, hospitais, escolas, etc. E até um sistema de transporte, o aerobus, que
desliza a uma altura segura da superfície. Todos os moradores trabalham na fábrica de tecidos ou de sucos;
ganham bônus-hora, que pode ser usado para comprar uma casa.
7) Os funcionários dos ministérios moram na ponta relativa ao local onde trabalham. Uma outra parte dos
conjuntos residenciais é constituída por espíritos ligados aos funcionários e podem ser transmitidos a outros
de acordo com a vontade de seus proprietários. Isto é possível como incentivo aos recém-chegados
desencarnados que se motivam à transformação interior a fim de, com esforço e aprendizado, poderem
adquirir um lar para seus familiares quando do seu desencarne.
8) Na época, anos 40 do século passado, Nosso Lar contava com um milhão de moradores. Para se ter
uma ideia da extensão da colônia, o Aerobus demora, parando, de 3 em 3 km, 40 minutos entre a
Governadoria (no centro da estrela) até o Parque das Águas, nas imediações do Ministério da União Divina,
uma das pontas.
9) O Parque das Águas mostra como a espiritualidade enaltece a importância do líquido. Ele abastece
Nosso Lar. E fica perto dos dois ministérios (União Divina e Elevação) por onde se sintonizam as
Hierarquias Superiores.
10) No Ministério da Regeneração, preparam-se os espíritos para a reencarnação. Uma parte pode
escolher, com ajuda de seus mentores, a vinda voluntária. Outra, no entanto, está sujeita à volta à vida
compulsória. É preciso miniaturizar o corpo astral (perispírito como também é conhecido) para ser acoplado
ao "sêmem espiritual", que será conectado ao óvulo no momento da fertilização do óvulo pelo
espermatozóide.
11) Pelo livro de André Luiz, pôde-se compreender como funciona a vida após a morte. Nada muda de
forma radical. Apenas perdemos o corpo físico, mas continuamos com o corpo astral, tendo necessidade de
alimentação, de vestir roupas, de beber água. Dependendo da vida que tivemos, poderemos continuar a
existência numa colônia espiritual. Caso contrário, teremos de ficar na região umbralina (externa às
colônias) até o momento do merecimento do resgate.
Com a humildade dos espíritos elevados, André Luiz conta a sua jornada esclarecedora.
http://resumos.netsaber.com.br/resumo-82168/nosso-lar
Os níveis de evolução espiritual se dão a partir da lei do progresso.
Iniciamos na ignorância, que causa muito sofrimento.
Em seguida, alimentamos a dúvida, que nos faz buscar por conhecimentos
mais profundos.
A partir desse estágio, nos deparamos com a necessidade do
autoconhecimento e nos damos conta de nossa natureza espiritual.
Por fim, alcançamos a clareza necessária para não nos deixarmos abalar
com as vicissitudes da vida material.
Parece um processo simples, mas é extremamente complicado nos
despedirmos de nossos impulsos egoísticos e orgulhosos.
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O espírito ao tomar posse da razão e do livre arbítrio, atinge um ciclo
evolutivo cujas raízes remontam ao próprio reino mineral.
Nas suas primeiras reencarnações, são como crianças ignorantes e
inexperientes e só com o tempo adquirem conhecimento e moralidade.
Esta aquisição dependerá sempre da vontade e do esforço de cada um em
por em prática os conhecimentos adquiridos, razão porque uns progridem
mais rapidamente do que os outros.
Se uma criança rebelde se conserva por mais tempo ignorante e imperfeita,
outra mais dócil e dedicada se instrui mais depressa.
Seja qual for a situação do Espírito, Deus lhe dará sempre novas
oportunidades de recomeçar o seu aprendizado, matriculando o em novas
escolas. “Na casa de meu Pai há muitas moradas...”
Leia mais:
https://www.uemmg.org.br/cofemg/area-de-infancia-e-juventude/conteudo-
programatico/livro/5-o-espiritismo/513-progressao-dos
PROGRESSÃO DOS ESPÍRITOS
IDÉIAS BÁSICAS
Como um dos princípios fundamentais do Espiritismo, a evolução é para o
Espírito uma dádiva de Deus, permitindo o progresso constante da criatura
em sua jornada.
Deus, em sua sabedoria e justiça, criou todos os espíritos simples e
ignorantes, isto é, desprovidos dos recursos e conhecimentos, dando a todos
idênticas oportunidades de buscarem, por si mesmos, a perfeição.
As diferenças intelectuais e morais observadas entre os Espíritos são
decorrentes da posição evolutiva por eles alcançada.
Os bons Espíritos o são porque já alcançaram, pelo seu esforço, um degrau
mais elevado na escala evolutiva e os inferiores não o são para sempre,
estando a estes reservadas a mesma possibilidade de melhoria dos demais.
Não há privilégios da parte de Deus que concede a todos os Espíritos as
mesmas faculdades, as quais poderão ser aprimoradas através das
reencarnações.
Os chamados anjos e demônios não são seres criados à parte, por capricho
de Deus, mas sim irmãos nossos. Os primeiros já atingiram condições
espirituais muito elevadas e os segundos, por transgressão deliberada às leis
divinas, permanecem temporariamente na perversidade.
Embora estagiando nos mais variados pontos da progressão espiritual, a
todos os Espíritos está reservada uma meta maior, conforme nos alerta
Jesus: “Sede perfeitos, como perfeito é o Pai que está nos céus”.
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Leia mais:
https://www.uemmg.org.br/cofemg/area-de-infancia-e-juventude/conteudo-
programatico/livro/5-o-espiritismo/513-progressao-dos
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1.2 – MUNDO NORMAL PRIMITIVO
84 – Os Espíritos constituem um mundo à parte, fora daquele que
vemos?
Sim, o mundo dos Espíritos, ou das inteligências incorpóreas.
COMENTÁRIOS:
A razão nos diz que, se existem Espíritos, haverá de existir o mundo onde
eles habitam, que chamamos de o mundo dos Espíritos. Porém, às vezes
imaginamos o mundo dos espíritos como um local longínquo sem nenhuma
relação com o nosso mundo.
O mundo espiritual vibra em uma frequência diferenciada. Em outra
dimensão. Numa dimensão de energia sutil, onde as leis da física não se
aplicam da mesma forma que no mundo material.
Tudo é vibração, frequência, sintonia e afinidade.
As dimensões de vida são inúmeras em todo o universo.
Há várias dimensões caminhando com a Terra em tomo do sol, e com este
no espaço infinito.
Existem muitas faixas onde se organizam e se movimentam Espíritos que
compartilham as mesmas afinidades.
São organizados as regiões (como se fossem países), colônias, cidades,
postos de socorro e outras variações de assistência por todos os lados, para
o bem-estar de todos nós.
O mundo material é uma cópia do mundo espiritual. Cópia imperfeita,
segundo os Espíritos.
Também existem planos astrais inferiores, com as mesmas características
da Terra e muitos deles bem mais inferiores, onde também se reúnem
Espíritos com seus iguais.
Não pensemos que quando desencarnarmos vamos para esses mundos
inferiores (umbral).
Quanto melhor formos aqui, podemos caminhar para uma dimensão mais
perfeita.
Se queremos boas companhias, tornemo-nos bons; se buscamos luz,
façamos claridades dentro de nós, se desejamos amor, esforcemo-nos para
amar. A nossa felicidade depende de nós.
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LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS
Capítulo I: Dos Espíritos
85 – Qual dos dois, o mundo espírita ou o mundo corpóreo, é o
principal, na ordem das coisas?
O mundo espírita, que preexiste e sobrevive a tudo.
COMENTÁRIOS:
Nós somos espíritos temporariamente no plano material. Nós viemos de lá,
do mundo espiritual, onde é a nossa verdadeira morada.
Nós já existíamos antes de estarmos aqui e sobreviveremos além. Somos
infinitos.
Não somos aqui um corpo que temos um espírito. Somos um espírito que
momentaneamente ocupamos um corpo para podermos manifestarmos
neste planeta.
Nós estagiamos aqui neste planeta Terra, ou em outros planetas, como uma
forma de aprendizado e crescimento. Sendo a matéria, um instrumento da lei
divina para promover o espírito. Pois aqui o espírito é impelido ao trabalho
para atender as necessidades, como alimentação, abrigo, agasalho, saúde,
conforto, lazer, etc. Trabalho que aprimora o conhecimento e a convivência
com os outros.
O mundo espiritual é a nossa morada eterna; a física é transitória, como
sendo estágio que buscamos para o nosso despertar.
Nosso planeta e todos os mundos são regidos pelas leis da matéria que com
o tempo irá desagregar. Nós existiremos sempre, mesmo quando não mais
existir a nossa Terra, o nosso sistema solar e outros que viermos habitar.
Não vale a pena dar importância às coisas e situações corriqueiras do
cotidiano.
O mundo material é uma cópia do mundo espiritual. Cópia imperfeita,
segundo os espíritos.
Quando alcançamos a perfeição não teremos mais necessidade de
reencarnar e permaneceremos no plano espiritual, o que mostra que esse é
o verdadeiro mundo e não o mundo material (corpóreo).
86 – O mundo corporal poderia deixar de existir, ou nunca ter existido,
sem que isso alterasse a essência do mundo espírita?
Decerto. Eles são independentes; contudo, é incessante a correlação entre
ambos, porquanto um sobre o outro incessantemente reagem.
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COMENTÁRIOS:
Deus, sendo a Inteligência Suprema, a Perfeição sem mescla, não iria fazer
o mundo físico sem necessidade. Logo que foi feito, necessitamos dele.
Precisamos do estágio na matéria bruta, como porta para o despertar
gradativo das nossas qualidades, para o aperfeiçoamento do nosso ser.
O mundo material e o mundo espiritual são independentes, mas estão em
constante relação. Há troca de informações, há a comunicação
constantemente, independente de termos consciência disso.
Deus nos deu mecanismos de, mesmo estando encarnados, percebermos e
acessar o plano espiritual.
Exemplo:
Capítulo 8 – Missionários da Luz
Cap 8 – No plano dos sonhos – É citado o curso espiritual ministrado por Instrutor
espiritual a 300 (trezentos) alunos, encarnados e desdobrados pelo sono, dos quais
apenas 32 (trinta e dois) assimilam as lições. É sugerido como o sono pode ser excelente
oportunidade de boas realizações e de aprendizado, além da chance de reencontro com
parentes ou amigos desencarnados. Há o relato singular do pavor-pesadelo de um
encarnado que ao dormir depara-se com um amigo desencarnado, sobre o qual fizera
alusões desabonadoras durante o dia...
87 – Ocupam os Espíritos uma região determinada e circunscrita no
espaço?
Estão por toda parte. Povoam infinitamente os espaços infinitos. Tendes
muitos deles de contínuo a vosso lado, observando-vos e sobre vós atuando,
sem o perceberdes, pois que os Espíritos são uma das potências da
Natureza e os instrumentos de que Deus se serve para execução de Seus
desígnios providenciais. Nem todos, porém, vão a toda parte, por isso que há
regiões interditas aos menos adiantados.
COMENTÁRIOS:
O espaço infinito é todo habitado.
Há muitas moradas na casa de meu pai. (João 14:2)
No Universo há infinitos números de outros planetas que abrigam seres
reencarnados como nós.
Mas aqui em nosso planeta há outras moradas que nós não visualizamos,
como por exemplo, as colônias espirituais, os umbrais (espíritos menos
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evoluídos). O mundo espiritual não se restringe às colônias espirituais, pois
os espíritos também estão entre nós. Eles estagiam no meio de nós. Estão
ocupando todos os lugares do Universo.
Muitos desses mundos espirituais (planos espirituais) estão próximos a nós.
Os Espíritos são instrumentos que Deus utiliza para nossa evolução e para
que se cumpra os desígnios providenciais
Uns tem liberdade de sair da circunscrição, outros não tem.
Os menos adiantados moralmente não têm acesso a todas as regiões.
Sempre tem acesso às regiões em nível evolutivo igual ao seu ou abaixo.
Apenas em situações excepcionais é que Espíritos menos evoluído podem
acessar determinadas regiões mais evoluídas no plano astral, caso haja um
fim útil, se for para efeito de aprendizado. Isso sempre com a permissão da
espiritualidade superior e, não é permanente.
Aqui estamos circunscritos, temos liberdade relativa, mas o ser humano
habita toda a Terra.
No mundo espiritual, a liberdade depende do grau evolutivo do espírito, da
sua condição de elevação moral, mas todo o espaço é ocupado por espíritos.
Espíritos menos evoluídos – mobilidade limitada
Somente a condição mental elevada, o sincero e firme desejo de mudança,
de progredir é que proporciona a autorização para o acesso para tratamento
nas colônias espirituais mais elevadas.
O próprio André Luiz estagiou por um período de oito anos no umbral, pois
estava com a mente em desalinho, revoltado, desequilibrado. Somente
depois de muito sofrer, resolveu pedir auxílio ao Alto. Foi quando Clarêncio o
acolheu.
Ex: Narcisa – Nosso Lar – Capítulo 31
Cap 31 – Vampiro – Há a impressionante narração do Espírito de uma mulher que queria
adentrar no “Nosso Lar”, pelos fundos, sendo impedida pelo vigilante-chefe por se tratar
de “forte vampiro” (trazia impressos em seu perispírito 58 pontos negros, correspondentes
a igual número de abortos que praticara...). Sua admissão nas dependências de “Nosso
Lar” colocaria em perigo os pacientes lá internados.
Questão 459
Onde fica o mundo espiritual?1
Nós costumamos dizer que há dois mundos: o físico e o espiritual.
O físico, evidentemente, é onde vivemos nós, os encarnados, como a Terra.
O espiritual, por sua vez, não tem um território determinado.
1
- https://conteudoespirita.com/colonia-espiritual/
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Isto é, ele está por toda a parte, à nossa volta, interligado pelos nossos
pensamentos.
Será que conhecemos realmente o planeta que nos serve de moradia?
A vida se desenvolve apenas na superfície do globo terrestre?
Afinal, como podemos compreender as “muitas moradas” a que se referia
Jesus?
ESE – Capítulo 03 – pág. 43.
- Orientações quanto ao estudo da doutrina espírita.
- Leitura e comentário da introdução do livro No Mundo Maior.
Baseado em várias obras da bibliografia espírita e espiritualista, Mário
Frigéri, lança o livro “As Setes Esferas da Terra” (editado pela FEB)
explicando detalhadamente as sete esferas ou dimensões energéticas da
Terra. Essa é uma divisão convencional, cuja origem é oriunda do Plano
Espiritual.
Essas esferas, ou dimensões, como também são chamadas, se localizam
abaixo e acima da Terra.
Cada uma delas tem características distintas, de acordo com as faixas que
vibram. Veja só: (vibração, frequência, sintonia, afinidade)
1. Abismo ou zonas abissais2
É o lugar menos elevado, cuja morada é dos espíritos que sofrem ao
extremo.
Intensa fixação mental naquilo que atrai: riqueza, vícios, sexo, poder,
ódio, mágoa, culpa, egoísmo extremo.
A primeira e a mais inferior das esferas, só habitada por Espíritos em
sua pior condição mental, ou seja, falange de Espíritos que se feriram
profundamente perante a Lei Divina.
São Espíritos caídos no mal, que operam em zonas inferiores da vida,
personificando líderes de rebelião, ódio, vaidade e egoísmo.
São seres que resistem à evolução e persistem em atitudes negativas.
O sofrimento no Abismo é intenso, e a recuperação espiritual é difícil.
Até as entidades obsessoras, atuantes na Crosta terrestre, denotam
conhecer e temer essa região abissal.
 Livro: O abismo – R. A. Ranieri – orientado pelo Espírito André Luiz.
“O Abismo é uma obra cujo autor nos mostra um mundo
transversalmente oposto a tudo aquilo que conhecemos.
2
- Abissal – Região profunda do oceano, com barimetria superior a 2.000 metros.
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Desespero, dor e angústia assombram os habitantes das regiões
abismais.
Seres descomunais, de múltiplos aspectos, perderam o controle da
mente consciente e caminham na descida vertiginosa para os mais
recuados abismos, onde vão cumprir as penas impostas pela prática do
mal nas suas várias reencarnações.
O poder da mente, centelha divina e dádiva do Criador, conduz para os
cimos ou para as regiões ditas infernais de acordo com a vontade de
cada um que se opõe ou se adapta à Lei.
A batalha terrível da evolução se trava dentro de cada um e o
progresso evolutivo é conquistado passo a passo. Há recuos e quedas
mas a luta continua.
Todos os seres que estagiam no abismo e nas trevas, são irmãos
nossos que jazem aprisionados nas formas animalescas que criaram
para si mesmos. As criaturas criam as prisões que as escravizam.
O orientador espiritual desta obra afirma que o Espírito não retrograda,
mas a sua forma perispiritual sim. É uma advertência àqueles que
ainda não compreenderam a razão da necessidade da prática do amor
ao próximo e da caridade.”
(Livro: O Abismo R. A. Ranieri Orientado pelo Espírito André Luiz)
É necessário elevada autoridade moral para percorrer o abismo e as
trevas.
2. Trevas ou umbral grosso
Abriga os espíritos que sofrem, mas não tanto quanto os moradores do
Abismo.
 Nosso Lar – Capítulo 44 – página 253.
 Ação e reação – Chico Xavier/André Luiz – Mansão da Paz
 Libertação – Chico Xavier/André Luiz
 A Divina Comédia – O inferno de Dante
 Esculpindo o próprio destino – André Luiz Ruiz, pelo Espírito Lucius.
Lísias explicou a André a existência das regiões das Trevas, que são
os lugares mais inferiores que conhecem.
Ele comparou as almas a viajantes da vida, alguns avançando para o
objetivo divino e outros estagnando, repetindo experiências.
Muitos acabam perdidos na floresta da vida, enquanto outros se
precipitam nos abismos devido à sua preocupação egoísta.
Lísias esclareceu que essas quedas não são exclusivas da Terra,
podendo ocorrer em qualquer lugar, embora nas esferas superiores as
defesas sejam mais fortes.
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Ele também enfatizou que a tentação é um problema complexo, pois
mesmo em ambientes divinos e cheios de conhecimento da verdade,
as quedas podem ocorrer devido à vaidade e à tentação.
André questionou sobre a localização das regiões das Trevas e Lísias
explicou que a vida está presente em toda parte, com energias vivas
em cada zona da existência.
A vida se manifesta não só na superfície da Terra, mas também nas
profundezas dos mares e no âmago do planeta.
Ele ressaltou que a Terra possui leis que podem escravizar ou libertar o
espírito, de acordo com suas ações.
As almas carregadas de culpas não podem se elevar, enquanto as
livres podem ascender às alturas.
As aves livres ascendem às alturas, mas as que se embaraçam no
cipoal ou se prendem a pesos são escravas do desconhecido.
Lísias concluiu que o planeta possui expressões altas e baixas para
corrigir o culpado e permitir a passagem do triunfador para a vida
eterna. Quem escolhe viver nas sombras acaba embotando o sentido
divino da direção e pode se precipitar nas Trevas, pois cada um chega
ao local para onde está dirigindo seus passos. (Nosso Lar – Capítulo
44)
3. Crosta terrestre:
A Crosta terrestre é uma zona neutra.
É a esfera do planeta em que atuamos, enquanto Espíritos
encarnados, onde se mesclam joio e trigo em todos os povos e nações.
Essa esfera é de todos nós bastante conhecida, por ser nossa morada
provisória.
É aqui na crosta que atuamos na matéria, numa mistura de alegria,
sofrimento, trabalho, estudo, crescimento, estagnação, envolvidos nas
diversas religiões, ideologias e doutrinas econômicas, nas ilusões,
fantasias ou racionalidades, onde expressamos as nossas forças,
fraquezas, decepções, amarguras, superação, desejos, ambições,
fraternidade, condolências. Onde civilizações se levantam e se
declinam. Onde convivem lado a lado santos e pecadores. Onde
aprendemos, pelo amor ou pela dor, sermos cada dia melhores que
nós mesmos.
Os espíritos excessivamente maus são enclausurados nas Trevas ou
no Abismo, enquanto os remediados passam pelo Umbral ou
reencarnam na Crosta Terrestre para expurgar seus débitos cármicos.
A literatura terrena oferece poucas informações sobre essas regiões
habitadas abaixo do nível humano.
O Umbral, a esfera seguinte, foi descrita de forma detalhada na obra
Nosso Lar.
20
André Luiz revolucionou o conhecimento sobre essas regiões
espirituais, trazendo esclarecimentos valiosos sobre a vida no mundo
espiritual.
4. Umbral: é onde habitam os espíritos que carregam fardos. Nas regiões
umbralinas também ficam as colônias espirituais, mas em um ambiente
separado.
É uma região espiritual de baixa vibração onde se encontram Espíritos
em estado de perturbação e sofrimento.
Local de transição para Espíritos que durante a vida terrena não
conseguiram evoluir moralmente e espiritualmente.
A quarta esfera, começa em nosso plano e é habitado por milhões de
Espíritos que partilham, com as criaturas terrenas, as condições de
habitabilidade da Crosta do planeta.
Funciona com uma espécie de zona purgatorial, onde se queima a
prestações o material deteriorado das ilusões que a criatura adquiriu
por atacado, menosprezando o sublime ensejo de uma existência
terrena.
O interesse de seus habitantes inferiores é a conservação do mundo
ofuscado e distraído, à força da ignorância defendida e do egoísmo
recalcado, adiando-se o Reino de Deus.
Nessa mesma imediação vamos encontrar as Colonias, Cidades
Espirituais a exemplo de Nosso Lar, os prontos-socorros, como
descrito por André Luiz em “Os Mensageiros”. E ainda as casas
transitórias. Todos voltados fraternalmente em prol das regiões
umbralinas.
“O Umbral é uma região obscura que se segue aos fluidos carnais e é
habitada por multidões de desequilibrados que não cumpriram seus
deveres sagrados. É uma zona purgatorial onde as almas se purificam
de resíduos mentais adquiridos na Terra.
Lísias compara a reencarnação a lavar uma roupa suja no tanque da
vida, mas muitos acabam se sujando ainda mais, aprisionando-se em
uma verdadeira escravidão. O Umbral funciona como uma região de
limpeza e queima de resíduos mentais adquiridos na Terra.
A Providência Divina permitiu a criação do Umbral como uma região
destinada ao esgotamento de resíduos mentais e não vantajosos para
a vida superior. Esse local é habitado por almas desequilibrados que
não cumpriram seus deveres sagrados, irresolutas e ignorantes que
não são enviadas a colônias de reparação mais dolorosas, nem a
planos de elevação. É caracterizado por perturbações e abriga
revoltados, formando núcleos de poder e influência.
21
Essa região se mistura com a esfera dos homens e é nela que se
estendem os fios invisíveis que ligam as mentes humanas entre si.
As mentes humanas se conectam com os desencarnados e formas-
pensamento no Umbral, onde cada Espírito é um núcleo irradiante de
forças que afetam o plano terreno.
Apesar das sombras e angústias do Umbral, a proteção divina nunca
falta e cada Espírito permanece lá o tempo necessário para purificação.
Existem colônias espirituais consagradas ao trabalho e ao socorro
espiritual nessa região.
Os missionários do Umbral enfrentam fluidos pesados emitidos por
mentes desequilibradas, sendo necessário coragem e renúncia para
ajudar aqueles que não compreendem o auxílio oferecido.
Lísias explica que a organização é um atributo dos Espíritos
organizados e que o Umbral é como uma casa onde ninguém tem
razão, onde não há pão para todos. As missões mais difíceis do
Ministério do Auxílio são realizadas por abnegados servidores no
Umbral, enfrentando desafios e dificuldades para ajudar aqueles que
estão em sofrimento.”
(Nosso Lar – Capítulo 12 – Página 67)
5. Arte, Cultura e Ciência: onde moram espíritos superiores em
processo de finalização depurativa.
“Vitor Hugo narra o voo cósmico em que o instrutor Espiritual Alfen
levou seu pupilo Paulo a uma região divina a fim de se preparar para a
última reencarnação na Terra.
O texto aborda a esfera da Arte, Cultura e Ciência que vem logo após o
Umbral, onde a humanidade não mais precisa reencarnar na Crosta
Terrestre. (Quando reencarna é por missão)
A narrativa segue o relato do personagem Paulo, que é levado por seu
Instrutor Espiritual Alfen em um voo cósmico para se preparar para
uma última reencarnação na Crosta.
Paulo descreve a beleza e harmonia do quinto orbe, onde seres
gráceis vivem em afinidade perene, dedicados ao Bem, às Artes e às
Ciências. Ele relata a experiência de visitar um templo onde se adora o
Soberano do Universo, com esplêndidas paisagens e melodias
celestiais.
Após aceitar passar por uma nova encarnação como parte de sua
missão terrena, Paulo é rapidamente atraído de volta para a Terra por
uma força irresistível. Ele descreve sua dolorosa existência na França
e sua redenção ao final. Após sua passagem, é levado de volta ao orbe
superior, onde contempla paisagens encantadoras e uma sociedade
22
luminosa e pura. Paulo é introduzido a um templo celestial onde os
espíritos se retemperam e se preparam para missões celestiais.
Os habitantes dessa esfera feliz dedicam-se exclusivamente ao Bem, à
Arte e à Ciência, e após várias existências na Crosta, podem alcançar
esse reino de luz e harmonia. A descrição detalhada desse ambiente
sublime desperta nas almas humanas um desejo intenso de progresso,
pois a narrativa sugere que, através da depuração e superação de
desafios, as almas podem evoluir para alcançar essa dimensão
espiritual superior.”
(As sete esteras da Terra – Mário Frigéri – Cap. 05 / Na Sombra e na
Luz - Victor Hugo/Zilda Gama - 13. ed. – FEB)
6. Amor fraterno universal: é o destino dos espíritos com alto grau de
evolução, que não possuem mais ligação com a Terra. Estão em um
estágio superior aos habitantes da quinta esfera.
É desse plano verdadeiramente sobreceleste que, sem dúvida, desceu
o Mensageiro Asclépios, materializando-se no Santuário da Bênção,
em "Nosso Lar", para uma formosa preleção a seus habitantes.
“Após uma conversa livre, André Luiz sentiu uma grande quantidade de
perguntas oprimindo sua mente, então, com a permissão de Jerônimo,
se aproximou de Cornélio e fez uma série de perguntas a ele.
Cornélio explicou que Asclépios pertence a comunidades redimidas do
Plano dos Imortais em regiões espirituais elevadas da Terra, vivendo
de forma inapreensível para nós. Ele raramente visita a Crosta
Terrestre, apenas enviando missionários de grande poder.
André Luiz perguntou se eles poderiam conhecer a grandeza e
sublimidade de Asclépios indo até o seu plano, e o Instrutor explicou
que alguns alcançam viagens às esferas superiores por mérito, mas a
maioria faz isso como viajantes temporários, em estudo.
André Luiz perguntou se Asclépios reencarnaria na Crosta, e o Instrutor
explicou que ele poderia, a intervalos de cinco a oito séculos, em
missões benéficas.
Reflexivo, André Luiz questionou se este era o mais alto nível de
desenvolvimento espiritual no Universo, e foi esclarecido que Asclépios
é apenas uma entidade do nosso planeta, vivendo em círculos mais
altos de vida. Os mentores da Terra aspiram integrar-se em
comunidades mais elevadas, como as de Júpiter e Saturno, e participar
das divinas assembleias que regem o sistema solar.”
 Obreiros da Vida Eterna – Capítulo 3 – página 39.
7. Diretrizes do planeta: é a região onde ficam entidades espirituais
divinizadas como Jesus Cristo.
23
É onde o Cristo está entronizado, no seio de uma Humanidade cuja
altitude evolutiva é por ora inconcebível para nós. E desse fulgente
sólio de luz, governa esse maravilhoso Organismo de Esferas chamado
Planeta Terra, que Ele mesmo criou, por determinação de Deus.
Narcisa comenta com André Luiz que “com exceção do Governador, a
Ministra Veneranda3
é a única entidade, em “Nosso Lar”, que já viu
Jesus nas Esferas Resplandecentes, mas nunca comentou esse fato
de sua vida espiritual e esquiva-se à menor informação a tal respeito.”
(Nosso Lar – Capítulo 32 – página 184)
Evolução em dois mundos – Cap. VII da segunda parte – pág. 187.
II Coríntios 12:1-6 – Paulo é arrebatado ao 3º Céu.
O que são colônias espirituais?
As colônias espirituais são moradas temporárias para os espíritos
desencarnados.
As colônias espirituais são bons destinos, ótimos lugares, ainda que não
sejam os mais elevados.
Elas se assemelham a cidades, como vemos aqui na Terra, e abrigam seres
com algum grau de evolução.
Nesses lugares, os Espíritos continuam seu progresso, estudando e se
aprimorando até receberem uma nova chance de reencarnar.
Como é uma colônia espiritual?
Uma Colônia espiritual nada mais é do que uma cidade fluídica, criada pelo
próprio psiquismo dos Espíritos, que se reúnem em grupos, por afinidade,
constituindo “um mundo do qual o vosso dá uma vaga ideia” (LE. Q. 278).
Espíritos similares se agrupam e constituem verdadeiras sociedades do
invisível. (Léon Denis)
As colônias espirituais são organizadas como as cidades terrenas, seguindo
diretrizes muito semelhantes àquelas que já conhecemos.
Toda colônia tem um governador ou administrador. Possui as repartições
que têm um responsável encarregado de zelar pelo seu bom funcionamento.
São compostas por casas, prédios, parques, praças, hospitais, escolas,
bibliotecas, teatros, laboratórios científicos e tecnológicos, etc.
3
- Ministério da União Divina.
24
Todas as escolas, hospitais, departamentos dos ministérios têm seus
diretores. Esses diretores têm seus auxiliares que, por sua vez, têm colegas
de trabalho para o exercício de suas funções.
Assim que o Espírito recém-desencarnado ou recém-chegado à colônia se
sente disposto, é convidado a ocupar seu tempo, seja através do estudo ou
prestação de serviços.
Nas colônias, não há empresas e toda demanda de produção, de trabalho e
serviços é comandada pela administração local, desde a produção de
alimentos fluídicos, vestes, viagens, remédios, etc.
Além disso, há alguns elementos desconhecidos, como nos relata André
Luiz.
É o caso do aerobus, um meio de transporte descrito no livro Nosso Lar que
se assemelha a um micro-ônibus, mas que viaja levitando, ou um bosque de
águas revigorantes e pássaros que se alimentam de formas pensamentos
negativos.
Além dos ambientes, cabe acrescentar que os habitantes das colônias
espirituais vibram em sintonia.
Isso significa que as colônias espirituais são regidas pela lei da afinidade.
São lugares que estimulam o progresso espiritual, portanto, os espíritos que
ali habitam desenvolvem atividades de trabalho para seu aprimoramento
moral, espiritual ou simplesmente, pelo bem-estar que é o trabalho de
amparo ao próximo.
Enquanto aqui as pessoas trabalham para se manter materialmente e
acumular bens, no plano espiritual, cada espírito dispõe apenas do
necessário para o funcionamento normal.
Um exemplo é a questão do vestuário. Em algumas colônias existe um
departamento para cuidar da produção de peças de roupas para aqueles
Espíritos que não conseguem plasmar as próprias vestes.
Como recompensa pelo seu esforço, eles recebem uma espécie de
remuneração, chamada de bônus-hora (capítulo 22 do livro Nosso Lar).4
Parece que os Espíritos só pensam em trabalhar?
Não é bem assim.
Cada cidadão deve dedicar seu tempo ao trabalho, ao estudo e ao lazer de
forma que possa aproveitar bem a estadia no plano espiritual e programar
suas reencarnações futuras.
O lazer é sempre usufruído em atividades que engrandeçam o Espírito, como
peças de teatro, concertos musicais, leituras, passeios pela colônia, etc.
4
- O bônus representa a possibilidade de receber alguma coisa de nossos irmãos em luta ou de remunerar
alguém que se encontre em nossas realizações; mas o critério quanto ao valor da hora pertence exclusivamente a
Deus.
25
 Também existem as cidades espirituais trevosas, cujas administrações
seguem um ritmo autoritário e de coerção (repressão). Os habitantes dessas
dimensões são constantemente envolvidos pelo medo, reforçando as suas
imperfeições, dores e sofrimento. Ex: Livro Libertação.
Quantas colônias espirituais existem?
A quantidade de colônias espirituais existentes é imensurável.
Há cidades espirituais espalhadas pelo mundo todo.
Existem milhares de colônias em torno da Terra, cada uma reunindo
Espíritos afins de acordo com a etnia, religião, cultura, progresso moral, etc.
O mais interessante é que elas imprimem as mesmas culturas e crenças que
nos deparamos por aqui, além do que a aparência também é predominante.
Uma colônia espiritual no Japão, por exemplo, reflete as tradições e
costumes orientais, assim como as colônias espirituais do Brasil se parecem
com as regiões do nosso país.
Tudo isso para que os espíritos se identifiquem e sintam-se acolhidos em
sua nova morada.
Além disso, cabe acrescentar que as colônias espirituais possuem tipos
distintos.
Elas podem ser socorristas, correcionais, de estudo e desenvolvimento das
artes, das pesquisas, etc.
Algumas colônias espirituais no Brasil
Se você tem curiosidade em descobrir onde estão localizadas as colônias
espirituais no Brasil, saiba que elas estão sobre várias regiões do país.
E elas não se limitam aos territórios estaduais. Muitas colônias abrigam mais
de um estado.
Conheça a seguir algumas das principais:
1. Colônia espiritual Nosso Lar
- A mais conhecida
A Colônia Espiritual Nosso Lar é um local descrito no livro homônimo,
ditado pelo espírito André Luiz e psicografado por Chico Xavier. Nessa
colônia, espíritos que já possuem algum nível de evolução espiritual, mas
ainda não atingiram o grau máximo, encontram ajuda e auxílio para melhorar
moral e espiritualmente. Aqui estão alguns detalhes sobre Nosso Lar:
26
 Objetivo: Espíritos socorridos no Umbral e na Terra são levados para
Nosso Lar, onde recebem tratamento e participam de atividades
semelhantes às do plano terrestre, se preparando para nova
reencarnação.
 Fundação e Localização: Nosso Lar foi fundada por portugueses
desencarnados no Brasil, no século XVI. Ela se estende sobre uma
região entre as cidades do Rio de Janeiro, Campos e Itaperuna. A
colônia possui hospitais, escolas, praças, teatros e uma vasta rede
viária. Sua organização lembra uma estrela de seis pontas, com a
Governadoria ao centro e seis ministérios responsáveis por diferentes
tarefas.
 Estrutura e Ministérios: Nosso Lar é iluminada pelo mesmo sol e lua
da Terra. Os ministérios incluem Regeneração, Auxílio,
Esclarecimento, União Divina, Comunicação e Elevação. O transporte
é feito por aerobus, suspenso a cinco metros do solo. A cidade é
cercada por um muro e possui postos de socorro espiritual em outras
regiões do Brasil.
A vida cotidiana em Nosso Lar é marcada por atividades espirituais,
fraternas e de aprendizado. Aqui estão alguns aspectos:
1. Trabalho e Estudo: Os habitantes de Nosso Lar se dedicam a tarefas
úteis e construtivas. Há escolas de estudo e trabalho, onde aprendem e
se aprimoram em diversas áreas. O conhecimento é valorizado e
compartilhado.
2. Convivência Fraterna: A convivência é harmoniosa e amorosa. Os
espíritos se ajudam mutuamente, promovendo o bem-estar coletivo. A
solidariedade é uma prática constante.
3. Lazer e Cultura: Existem teatros, bibliotecas e praças onde os
habitantes se divertem e se instruem. A arte e a cultura são
estimuladas, e eventos culturais são frequentes.
4. Alimentação e Saúde: Não há necessidade de alimentação física, mas
os espíritos se nutrem de energias espirituais. Hospitais espirituais
oferecem tratamento e recuperação.
5. Transporte e Comunicação: O transporte é feito por aerobus, e a
comunicação é telepática. As distâncias são vencidas rapidamente.
6. Espiritualidade e Evolução: A busca pela evolução espiritual é
constante. Os habitantes estudam, meditam e se esforçam para
crescer moralmente.
Nosso Lar – Francisco Cândido Xavier – Pelo Espírito André Luiz
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Cidade no Além – Francisco Cândido Xavier e Heigorina Cunha – Pelo
Espírito André Luiz
2. Colônia Alvorada Nova
- Está entre as mais antigas colônias espirituais do planeta. Sua fundação foi
organizada pelos construtores e engenheiros siderais do Cristo, se perde nos
calendários conhecidos.
Possui atualmente mais de 250 mil habitantes e está localizada sobre as
cidades de Santos, São Vicente, Guarujá, Praia Grande e Cubatão, no litoral
paulista, onde vive Irmã Scheilla.
É uma cidade espiritual criada há mais tempo que a maioria das colônias que
permeiam as zonas umbralinas desse Planeta.
Foi planejada há muitos séculos por aqueles que, sendo os Engenheiros
Construtores de Jesus, conhecem a Terra do seu passado longínquo ao seu
futuro distante.
O Brasil nem mesmo existia na face do globo e “Alvorada Nova” já estava
fixando seus alicerces através dos trabalhadores de Cristo que sabiam da
destinação do nosso país, em face da importância da sua localização nas
camadas vibratórias ao redor do Planeta. Participaram no seu crescimento
as pessoas conhecidas na Terra pelos nomes de D.Pedro II e Gandhi.
1. Localização Geográfica:
o Está localizada sobre as cidades de Santos, São Vicente,
Guarujá, Praia Grande e Cubatão, no litoral paulista.
o Ela é descrita como um espaço espiritual onde os desencarnados
(espíritos) podem viver, aprender, trabalhar e se curar após
deixarem o mundo físico.
2. Atividades e Objetivos:
o Alvorada Nova
o Atualmente, administrada por Cairbar Schutel e Scheilla, a cidade
espiritual de Alvorada Nova realiza suas ações a favor do
próximo, tanto junto aos postos de socorro em zonas umbralinas,
quanto relacionado às extensões materializadas na crosta
terrestre. É um lugar de aprendizado e evolução espiritual.
o Os espíritos que residem lá participam de atividades como
estudo, trabalho, meditação e auxílio aos necessitados.
o A colônia também possui postos de socorro em zonas umbralinas
(regiões espirituais mais densas) e extensões materializadas na
crosta terrestre.
28
3. Livro “Alvorada Nova”:
o O livro “Alvorada Nova”, psicografado por Abel Glaser pelo
espírito Cairbar Schutel, oferece informações detalhadas sobre
essa colônia espiritual.
Nosso Lar – Francisco Cândido Xavier – Pelo Espírito André Luiz – Cap. 11
Alvorada Nova – Abel Glaser – Pelo Espírito Cairbar Schutel
3. Colônia espiritual Redenção
- Socorrista e uma das mais antigas
Colônia Espiritual Redenção é uma das colônias espirituais mais conhecidas
no Brasil. Localizada no leste da Bahia, ela possui um formato triangular e
abrange áreas como Salvador, Alagoinhas e Feira de Santana.
Essa colônia é um importante centro de referência no plano espiritual,
especialmente conhecida por seu grande laboratório fluídico. Esse
laboratório é utilizado para a manipulação e distribuição de fluidos espirituais,
que são essenciais para os trabalhos de socorro e cura realizados pelas
equipes espirituais.
A Colônia Redenção foi criada durante a época da escravatura, com o
objetivo de receber espíritos de escravos que desencarnaram com
sentimento de vingança. Hoje, ela continua a desempenhar um papel crucial
no acolhimento e tratamento de espíritos necessitados, promovendo o
progresso espiritual e a harmonia.
Na Colônia Espiritual Redenção, diversas atividades são realizadas com o
objetivo de promover o bem-estar e o progresso espiritual dos espíritos que
lá residem ou são atendidos. Algumas das principais atividades incluem:
1. Tratamento Espiritual: Sessões de cura e tratamento para espíritos
que chegam com traumas, doenças espirituais ou desequilíbrios
emocionais.
2. Educação e Aprendizado: Aulas e palestras sobre temas espirituais,
morais e éticos, visando o crescimento e a evolução dos espíritos.
3. Trabalho e Serviço: Atividades laborais que ajudam na reabilitação e
no desenvolvimento de habilidades, além de promoverem o senso de
responsabilidade e cooperação.
4. Assistência e Socorro: Equipes de socorristas espirituais que atuam
em resgates e atendimentos a espíritos em sofrimento, tanto na colônia
quanto em outras regiões do plano espiritual.
5. Laboratório Fluídico: Manipulação e distribuição de fluidos espirituais
para tratamentos e trabalhos de cura.
29
Essas atividades são coordenadas por espíritos mais evoluídos, que
orientam e auxiliam os demais no caminho da redenção e do progresso
espiritual. Se quiser saber mais detalhes sobre alguma dessas atividades,
estou à disposição!
O espírito Manoel Philomeno de Miranda, através de psicografia de Divaldo
Franco, forneceu grandes detalhes sobre esta colônia espiritual, como os
programas para a iluminação de consciência e os trabalhos de assistência e
socorro.
Transição Planetária – Divaldo Pereira Franco – Pelo Espírito Manoel
Philomeno de Miranda
Transição Planetária – Manoel Philomeno de Miranda e Divaldo Franco –
Blog do Livro Espírita (blogdolivroespirita.com)
4. Colônia Correcional da Legião dos Servos de Maria
- Especializada ao atendimento aos suicidas, principalmente dos países de
língua portuguesa (Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Guiné Bissau,
guiné Equatorial, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Macau)
Essa colônia é uma obra evangélica assistencial, que atende aos suicidas.
Os seus dirigentes e servidores agem em nome de Maria Santíssima, sua
mentora e orientadora maior.
A Colônia é representada por uma fortaleza, cercada por um conjunto de
muralhas fortificadas, situada em região triste e desolada, envolvida em
neblinas como se toda a paisagem fora recoberta pelo sudário de
continuadas nevadas, conquanto oferecendo possibilidades de visão.
Esta fortaleza lembra os castelos medievais, com fosso, torres e ponte
movediça.
Dentro da fortaleza há inúmeros edifícios com seus respectivos
departamentos de serviços, que se desdobram, constituindo uma verdadeira
cidade nas regiões trevosas, oferecendo ao espírito suicida a assistência
necessária ao começo do seu reerguimento moral.
Nessa colônia, os suicidas são transportados para um ambiente cheio de
vida, onde há o Hospital Maria de Nazaré e também o manicômio. Lá,
funcionários prestam o atendimento específico necessário para a
recuperação desses espíritos.
O livro “Memórias de um Suicida,” relatado pelo Espírito Camilo Cândido
Botelho, descreve detalhes desse processo e o sofrimento vivido por ele e
outros companheiros no Vale dos Suicidas.
30
Na Colônia Correcional da Legião dos Servos de Maria, o tratamento dos
suicidas é realizado com base em princípios espirituais e assistenciais. Vou
explicar de forma resumida:
1. Acolhimento e Avaliação:
o Os espíritos suicidas são acolhidos por equipes fraternas e
amorosas.
o Geralmente estão confinados na região fluídica denominada Vale
dos Suicidas, agrupados pela lei da atração ou afinidade;
o Esse local é descrito como um estado de aflição e sofrimento,
onde os espíritos enfrentam as consequências de suas ações;
o São avaliados quanto ao estado mental, emocional e espiritual.
2. Atendimento Espiritual:
o Os trabalhadores espirituais oferecem consolo, esclarecimento e
orientação.
o Através da prece e do diálogo, ajudam a compreender as razões
do ato suicida.
3. Tratamento Energético:
o Utilizam passes magnéticos e fluidoterapia para restaurar o
equilíbrio energético.
o Removem os resquícios de energias negativas ligadas ao
suicídio.
4. Reeducação e Oportunidades:
o Os suicidas participam de palestras, estudos e atividades
educativas.
o Recebem oportunidades de trabalho e convívio social.
5. Resgate e Reencaminhamento:
o Após a recuperação, são encaminhados a outras colônias ou
esferas espirituais.
o O objetivo é que evoluam, aprendam e se preparem para novas
experiências.
Lembrando que o processo varia para cada indivíduo, de acordo com suas
necessidades e estágio espiritual.
Livro Memórias de um suicida – Yvonne A. Pereira – Pelo Espírito Camilo
Cândido Botelho (Camilo Castelo Branco)
31
5. Colônia Lar da Bênção
- Prepara as mães e atende crianças que desencarnam
O Lar da Bênção é uma importante Colônia educativa, misto de escola de
mães e domicílio dos pequeninos que regressam da esfera carnal. Essa
Colônia, situada no espaço espiritual correspondente às terras brasileiras,
tem como objetivo preparar mães para a maternidade responsável e atender
as crianças que desencarnam e encarnam.
Informa André Luiz, ainda, que tais crianças encontram aí o apoio necessário
ao seu reajustamento espiritual. Assim é que, nos primeiros momentos como
libertas do corpo físico, ou enquanto lhes dure o desequilíbrio, são
abençoadas pela assistência superior e amiga dos benfeitores espirituais do
Lar da Bênção e pelo afeto inesquecível daquelas que foram suas genitoras,
as quais, ainda presas aos liames da carne, são, no entanto, levadas à
Colônia para auxiliar e acompanhar o reerguimento dos filhos.
Entre os auxiliares nesta colônia encontra-se Blandina (Irma de Castro
Rocha, conhecida como Meimei – 1922-1946)
Livro Entre a Terra e o Céu – Francisco Cândido Xavier – Pelo Espírito André
Luiz – Capítulo 09.
Irma de Castro Rocha (conhecida como Meimei) nasceu em 22/10/1922, em Mateus
Leme, Minas Gerais.
Desde cedo, Meimei demonstrou uma inteligência notável e um grande amor pelas
letras.
Devido a uma nefrite crônica, teve que abandonar os estudos no segundo ano do curso
normal.
Aos 20 anos, mudou-se para Belo Horizonte com sua irmã Alaíde, onde conheceu
Arnaldo Rocha, com quem se casou em 10/06/1942.
Meimei faleceu em 01/10/1946, aos 24 anos, devido a complicações renais.
Mesmo após sua morte, Meimei continuou a ser uma figura importante no espiritismo
brasileiro, enviando mensagens psicografadas através do médium Chico Xavier.
6. Colônia Raios do Amanhecer
- Vai além das terras brasileiras, circundando todo o planeta.
A colônia espiritual Raios do Amanhecer é bastante extensa e ultrapassa os
limites territoriais do Brasil.
Localizada na parte central do planeta, tendo o seu maior núcleo no Brasil,
no norte do Amapá. Seus diferentes núcleos espalhados por vários países
32
representam uma atividade diferente. No Brasil se parece com um grande
parque infantil, pois é um mundo espiritual das crianças desencarnadas.
Localiza-se na parte central do Planeta, acompanhando a imaginária Linha
do Equador.
Forma uma quase "ciranda" em torno da Terra, embora apresente núcleos
de espaço em espaço. Os maiores núcleos estão no Brasil, norte do Amapá,
passando pelas Guianas em direção ao Atlântico; na África, abrange os dois
Congos e Quênia; e outro grande núcleo se encontra nas Ilhas da Indonésia,
entre os Oceanos Índico e Pacífico. Além desses, existem outros núcleos
menores, e o conjunto deles é que constitui a Colônia Raios do Amanhecer.
Sua localização central facilita o atendimento nos dois hemisférios do
Planeta.
Cada núcleo apresenta características filosóficas próprias. embora seja a do
Cristo a filosofia de atendimento em todos eles
No Brasil, a Colônia tem o aspecto de um grande " parque infantil ", onde
tudo agrada às crianças, já que a Colônia visa ao seu atendimento. É como
se tivessem edificado a cidade espiritual dentro de um parque. Não há uma
simetria nas construções, embora haja hospitais, escolas, residências, locais
de lazer, quadras, piscinas, muitas árvores frondosas, animais domésticos e
vento sonorizado. O vento suave é constante e está em harmonia com o
ambiente. Ao tocar as folhas das árvores, faz-se música, que varia de um
local para outro.
É o mundo espiritual das crianças.
Os grandes centros de lazer infantil na Terra foram inspirados nessa Colônia.
Tudo, porém, tem a simplicidade da "naturalidade". Embora apresente áreas
corretivas, necessárias ao espírito, todas elas têm a técnica do amor cristão.
Na parte dos Berçários, que são construções retangulares em forma de
berço (que balança), são atendidas as crianças que foram natimortas ou que
desencarnaram na Terra, até um ano de idade.
É uma ala de grande serenidade, na qual só trabalham espíritos que se
dedicam ao amor maternal, e o tratamento vai devolvendo ao espírito a sua
forma anterior, o que, de acordo com cada um, leva um tempo diferente.
Na ala 1, estão as crianças de um a três anos; na ala 2 as crianças de quatro
a seis anos.
Depois, as alas se dividem, já prestando outras funções de atendimento.
O que não falta, na Colônia, são servidores dedicados, trabalhando,
ensinando ou aprendendo, mas todos irmanados na alegria de servir. Todos
os maiores de treze anos presentes na Colônia estão trabalhando, visto que
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para ser atendido pela Colônia é até os doze anos (idade cronológica da
Terra)
Nessa Colônia, todo servidor deve ser alegre e desenvolver a essência do
amor, para o serviço a ser prestado.
Se a tristeza envolver algum servidor, ele é afastado de suas tarefas, para
também receber atenção especial em outra Colônia.
Existem noite e dia. O dia tem doze horas, e a noite, também. À noite,
entretanto, não é de todo escura. Apresenta o aspecto de um amanhecer
(como as seis horas da manhã de inverno).
Livro: Moradas espirituais
7. Colônia Espiritual Aruanda
- Colônia composta pelos trabalhadores da umbanda
Aruanda é uma colônia habitada por espíritos que aceitaram a missão de
continuar a ajudar os seres humanos, com muito amor, sabedoria e
simplicidade.
É um local reservado para espíritos trabalhadores da Umbanda, que já
alcançaram uma maior evolução e agora continuam trabalhando como
intermediários entre o plano físico e espiritual em nome do bem e da
caridade. Esses seres de luz incluem os chamados Pretos Velhos, Caboclos
e outros Guias da Umbanda. Suas verdadeiras formas, no entanto,
transcendem raça, credo ou etnia, sendo possível sua manifestação em
qualquer congregação que pratique o binômio amor-caridade e que admita a
comunicação espiritual. Nesse ambiente espiritual, também é possível
encontrar animais.
A Aruanda é considerada um local de paz, onde não há sentimentos
mesquinhos nem desavenças. É um refúgio espiritual onde os moradores
trabalham para auxiliar outros irmãos e aprofundar sua própria
espiritualidade.
Aruanda é uma parte do plano espiritual que pode acolher a todos os
espíritos que lutam em prol do bem.
Vale ressaltar que, embora a interpretação varie, a Aruanda não é um plano
espiritual próprio, mas sim uma colônia dentro desse plano, semelhante à
“Nosso Lar” descrita pelo Espírito André Luiz.
Livros:
Tambores de Angola – Robson Pinheiro – Pelo Espírito Ângelo Inácio
Aruanda – Robson Pinheiro – Pelo Espírito Ângelo Inácio
Cidade dos Espíritos – Robson Pinheiro – Pelo Espírito Ângelo Inácio
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8. Colônia do Abacateiro
- Colônia que abrange a área sobre a nossa cidade de Rondonópolis – MT.
Abrangendo os estados de Goiás e Mato Grosso, esta Cidade Espiritual é
toda cercada por abacateiros e desenvolve técnicas e atendimentos renais,
tanto no períspirito quanto no auxílio a todos os processos de enfermidade
renal.
Abrange parte de Goiás e Mato Grosso na região que fica entre o distrito de
Aparecida do Rio Claro, próximo a Montes Claros de Goiás (GO), Barra do
Garças (MT), Primavera do Leste (MT), Chapada dos Guimarães
(MT), Cuiabá (MT), Rondonópolis (MT) e Bom Jardim de Goiás (GO), como
pontos de referência.
Aparecida do Rio Claro e Cuiabá são seus pontos extremos a leste e oeste,
respectivamente. É toda cercada de abacateiros.
Cidade espiritual, apresenta todas as características de uma cidade
acolhedora e agradável. Suas construções se espalham de forma harmônica,
em amplas avenidas arborizadas e algumas floridas. A presença de "
aeróbus " e " ultraleves" é comum em toda parte, levando e trazendo os
espíritos que trabalham ou que são assistidos na Colônia e também na
locomoção necessária aos seus diversos setores.
No setor residencial, as casas têm o formato de abacate, destacando, no seu
conjunto, um efeito especial e interessante.
De cor verde, ora claro, ora mais escuro, o ambiente assume aspecto
encantador, completo por suave claridade, que também ali se apresenta
esverdeada. Essas casas servem de morada aos trabalhadores temporários
da Colônia, os quais podem ficar morando ali, enquanto estiverem em
funções nela.
Há o setor Educandário, onde existem estudos e aperfeiçoamento para o
desempenho de tarefas e também aprimoramento espiritual, no qual são
ministrados vários cursos, todos muito concorridos.
Na área Hospitalar, há grande movimentação. É muito extensa e dividida em
várias modalidades de atendimento, onde cada espírito ali assistido recebe
assistência de acordo com sua necessidade.
Na região que envolve os rios Piranhas (GO), Diamantino e das Garças
(MT), há uma extensa área agropastoril, com muitas lavouras, muito gado,
cavalos e muares, muitos espíritos trabalhando nesse setor, que apresenta
características diferentes das que são realizadas na terra, mas que atendem
aos objetivos da Colônia.
Bem ao centro dela, há uma extensa planície contornada por frondosos
abacateiros, que parecem ter sido plantados ali, de forma artística e muito
35
bem esquematizada, atendendo a finalidades que não pude alcançar no seu
todo. Ao mesmo tempo em que serve de local de refazimento, pela paz que o
ambiente transmite, é também um laboratório natural, onde presenciei
espíritos retirando, em pequenos frascos, substâncias do tronco e das folhas
das árvores e levando, com todo o cuidado, numa atividade incessante e
sempre revezada.
A Colônia desenvolve técnicas e tratamentos específicos, no atendimento
"renal", tanto no perispírito quanto no auxílio a todos os processos de
enfermidade dos rins dos encarnados em resgate nesse setor.
No seu todo, a Colônia tem muitos pontos que, visitados, encantam pela
beleza, simplicidade e harmonia, fazendo com que se forme uma sintonia
natural com o Criador de tudo isso: Deus.
Há a constante presença de Jesus, e as obras de arte as quais retratam são
sempre na forma de quem abençoa.
O dia tem tonalidade que variam de acordo com o local, ora azul, ora
amarela, ora verde, com muita suavidade. A noite é azul-claro iluminada por
milhões de estrelas e começa, sempre após alguns minutos de chuva, que,
diariamente, fecha o dia na Colônia.
Essa chuva que molha o chão, e as plantas mais se assemelham a uma
chuva fluídica, provocada por dispositivos acionados na própria Colônia e
sem falha.
Nesses minutos de chuva, os abacateiros ficam como que eletrificados,
emitindo faíscas, como se fossem fogos de artifícios, dando à Colônia um
cenário fantástico.
Ninguém se aproxima das árvores nesses momentos.
Após o espetáculo natural, as abundantes faíscas emitidas deixam uma
suave claridade, tornando a noite azul-claro, e o brilho das estrelas parece
ser mais intenso, refletindo-se até nas pedrinhas do solo.
A partir disso, as árvores ficam novamente saturadas de energias sutis, para
servirem aos trabalhadores do Senhor nas tarefas de socorro, com sua seiva
curativa.
(Não vi nenhum abacate; apenas, os abacateiros).
Do Livro Moradas Espirituais - Visita a Vinte Colônias Espirituais -
Coordenado pelo Espírito Joaninha Darque - pela médium Vânia Arantes
Damo.
Colônia Espiritual Amigos da dor
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Localiza-se no norte de Minas Gerais, passando pelo extremo sul da Bahia e
avançando pelo oceano Atlântico. Realiza grande serviço de socorro a
recém-desencarnados, através de missas, visto que os tarefeiros dessa
Colônia prestam atendimento nas Igrejas, nas Santas Casas de Misericórdia
e em funções de ritual católico. É uma das mais antigas Colônias em terras
brasileiras.
Á sua entrada, vê-se uma Catedral, de onde saem várias passarelas, onde
há jardins e grandes blocos de hospitais, escolas e parques. Notam-se
imagens esculpidas, que decoram os canteiros floridos, espalhados por toda
parte.
Muitas irmãs de caridade se movimentam por toda Colônia, atendendo às
necessidades de todos.
Os espíritos convalescentes buscam, por afinidade, os seus santos de
devoção junto aos canteiros,que parecem altares no cenário da Natureza.
Há vários espíritos que são atendidos na Colônia e que ainda não sabem de
sua realidade espiritual, o que vão descobrindo lentamente.
Ouve-se, por toda a parte, uma música suave, com predominância do órgão.
A Colônia apresenta aspectos de um dia sem sol, iluminando-se mais, à
medida que adentra o oceano, onde está o último estágio de atendimento da
Colônia, ou seja, o pavilhão destinado ao despertar do espírito na sua
consciência espiritual. Ali, há a " fonte das lágrimas ", onde o espírito chora a
sua descoberta, e, em seguida, ele adentra o " Campo do Cristo ", para
traçar suas novas metas.
Do Livro Moradas Espirituais - Visita a Vinte Colônias Espirituais -
Coordenado pelo Espírito Joaninha Darque - pela médium Vânia Arantes
Damo.
O Espiritismo Segundo Allan Kardec: Colônia Amigos da Dor
(espiritisosegundoallankardec.blogspot.com)
Colônia de Castrel
Tem como tarefa básica o atendimento à infância. Recebe Espíritos
desencarnados na infância, prepara-os para a nova realidade da vida,
reintegra-os aos planos que lhes são destinados após terem retornado à
forma adulta, ou prepara Espíritos para reencarnação, acompanhando-os na
fase infantil. Situada sobre o Reino Unido.
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Esta Colônia espiritual, cujas informações nos chegaram com a primeira
edição do livro acima citado (1920), tem como tarefa básica o atendimento à
infância.
Recebe Espíritos desencarnados na infância, prepara-os para a nova
realidade da vida, reintegra-os aos planos que lhes são destinados após
terem retornado à forma adulta, ou prepara Espíritos para reencarnação,
acompanhando-os na fase infantil.
Apesar de a linguagem predominante no livro não ser atual, é uma obra de
leitura agradável, que muito nos esclarece.
A Colônia, situada entre montanhas, possui uma cúpula dourada no centro,
cercada por um terraço cheio de colunas.
Uma longa rua corta a cidade de um extremo ao outro, formando uma
alameda, onde estão localizadas as residências dos seus dirigentes.
Há muitos terrenos, espaçosos edifícios e construções para o atendimento à
criança.
Vivem aí muitos trabalhadores do campo, dedicados à horticultura, e muitos
da cidade, dedicados a tarefas juntos à infância.
É uma localidade muito bela e iluminada; há muitas fontes de água e
predominância de ambiente harmônico. O desejo do bem é a nota reinante.
Citada no livro A vida além do véu – George Vale Owen – Pelo Espírito Ariel.
Publicado na Inglaterra em 1926.
O Livro dos Espíritos – Introdução – 3.º § do item X – pág. 22.
Colônia espiritual trevosa
Nem todas as cidades espirituais têm uma orientação sadia, voltada para o
bem e para o equilíbrio das criaturas.
André Luiz nos diz:
“Incapacitados de prosseguir, além do túmulo, a caminho do Céu que não
souberam conquistar, os filhos do desespero organizam-se em vastas
colônias de ódio e miséria moral, disputando entre si a dominação da Terra.”
(Libertação – Cap. 01 – pág. 20)
Mas lembra também o benfeitor que a Misericórdia Divina não os
desampara, pois que são observados e assistidos continuamente por
entidades luminosas.
Colônias espirituais trevosas são descritas na literatura espírita como locais
onde espíritos que ainda estão muito apegados a sentimentos negativos,
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como ódio, vingança e materialismo, acabam se reunindo após a
desencarnação. Essas colônias são frequentemente retratadas como
ambientes sombrios e densos, refletindo o estado mental e emocional dos
espíritos que ali habitam.
Características de uma Colônia Espiritual Trevosa
1. Ambiente: As colônias trevosas são descritas como lugares escuros,
com pouca ou nenhuma luz natural. A atmosfera é pesada e opressiva,
muitas vezes comparada a cenários de pesadelos ou filmes de terror.
2. Arquitetura: As construções nessas colônias podem ser caóticas e
desorganizadas, refletindo a confusão mental dos espíritos. Podem
existir prédios em ruínas, ruas escuras e labirintos que dificultam a
locomoção.
3. Habitantes: Os espíritos que habitam essas colônias são geralmente
aqueles que, em vida, cometeram atos graves e não conseguiram se
desprender de sentimentos negativos. Eles podem estar em constante
conflito, tanto interno quanto com outros espíritos.
4. Atividades: Ao contrário das colônias espirituais mais elevadas, onde
há atividades de estudo e trabalho para o progresso espiritual, nas
colônias trevosas, os espíritos podem estar envolvidos em atividades
destrutivas e de autossabotagem. A falta de propósito e a perpetuação
de sentimentos negativos são comuns.
5. Energia: A energia dessas colônias é densa e negativa, muitas vezes
descrita como sufocante. Essa energia é um reflexo direto dos
pensamentos e emoções dos espíritos que ali residem.
Comparação com Colônias Espirituais Elevadas
Enquanto as colônias trevosas são locais de sofrimento e estagnação, as
colônias espirituais elevadas, como “Nosso Lar”, são descritas como lugares
de luz, paz e progresso. Nessas colônias mais elevadas, os espíritos
trabalham em conjunto para o bem comum, participam de estudos e
atividades que promovem o crescimento espiritual e vivem em harmonia.
Recuperação e Evolução
Apesar do ambiente hostil, as colônias trevosas não são eternas. Espíritos
que demonstram arrependimento e desejo de mudança podem ser
resgatados por espíritos superiores e levados a locais de recuperação, onde
recebem ajuda para se libertar dos sentimentos negativos e iniciar seu
processo de evolução espiritual.
Como podemos ajudar esses Espíritos?
Existem várias formas de ajudar espíritos que se encontram em colônias
trevosas. Aqui estão algumas maneiras:
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1. Preces e Vibrações Positivas
Orar pelos espíritos sofredores é uma prática comum. As preces enviam
vibrações positivas que podem ajudar a aliviar o sofrimento e proporcionar
um pouco de paz. A oração sincera e cheia de amor pode alcançar esses
espíritos e oferecer-lhes conforto.
2. Trabalho Mediúnico
Médiuns treinados podem participar de sessões de desobsessão, onde
espíritos sofredores são convidados a se comunicar. Durante essas sessões,
os médiuns e os trabalhadores espirituais oferecem orientação e conselhos,
ajudando os espíritos a entenderem sua situação e a buscarem a luz.
3. Evangelização e Educação Espiritual
Espíritos superiores e trabalhadores espirituais frequentemente visitam essas
colônias para evangelizar e educar os espíritos. Eles compartilham
ensinamentos sobre amor, perdão e evolução espiritual, incentivando os
espíritos a se arrependerem e buscarem a transformação.
4. Trabalho Voluntário em Centros Espíritas
Participar de atividades em centros espíritas, como palestras, estudos e
grupos de oração, pode gerar uma corrente de energia positiva que beneficia
tanto os encarnados quanto os desencarnados. Essas atividades ajudam a
criar um ambiente de luz e paz que pode alcançar os espíritos em
sofrimento.
5. Reforma Íntima
Trabalhar na própria reforma íntima, cultivando virtudes como o amor, a
paciência e a caridade, também contribui para a elevação do ambiente
espiritual ao nosso redor. Espíritos em sofrimento podem ser atraídos por
essas vibrações positivas e encontrar inspiração para mudar.
6. Auxílio Espiritual Direto
Espíritos superiores e guias espirituais frequentemente realizam missões de
resgate, onde entram nas colônias trevosas para ajudar espíritos que
demonstram arrependimento e desejo de mudança. Esses espíritos são
levados a locais de recuperação, onde recebem tratamento e orientação.
Ajudar esses espíritos é um ato de caridade e amor, que beneficia tanto
quem ajuda quanto quem é ajudado.
Resumo dos capítulos 04 a 06 do livro Libertação
Francisco Cândido Xavier – Pelo Espírito André Luiz
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Há descrição de tenebroso reino das trevas. Seres de terrível aspecto,
gemidos lancinantes vindos de toda parte… O ambiente é sufocante… Ali
“padecem centenas de milhares de criaturas em amargos choques de
retorno à realidade”. A direção dessa região é de um Espírito impiedoso que
se intitulou “grande juiz”. Crianças, por compaixão celestial, não são levadas
para ali.
André Luiz narra a chegada a uma cidade governada por espíritos perversos
e o primeiro encontro com Gregório, irmão que há séculos se nega a
reconhecer a verdade pregada pelo Cristo.
A cidade é localizada próxima da Crosta Terrestre já que seus habitantes são
seres bem materializados. Existência de animais com aspecto horripilante -
são espíritos ainda no início de sua caminhada evolutiva. Eles lá vivem pois
é o ambiente que lhes é mais adequado no momento. Basta lembrar que
em Nosso Lar também há animais. A paisagem é desoladora mostrando o
tipo de energia dos moradores do local. Ao observar o local, André se lembra
da descrição que Dante Alighieri faz do inferno no livro "A Divina Comédia".
Os visitantes usam a matéria do ambiente para modificar o períspirito e
assim poder ser vistos pelos irmãos infelizes.
No nosso caminho evolutivo, já estivemos em ambientes similares, apenas
não nos lembramos deles. Os habitantes destas cidades não estão
esquecidos pelo Pai. Eles estão no ambiente em que podem viver e
aprender. Quando estiverem mais esclarecidos, habitarão mundos mais
evoluídos.
Além dos irmãos perversos, há também na cidade os irmãos que ainda não
possuem condição de reencarnar na espécie humana: estão no nível
evolutivo entre o homem e o animal.
A proximidade de cidades, como a descrita por André Luiz, permite que o
intercâmbio entre os dois lados da vida seja frequente. O que facilita este
intercâmbio é o nível do pensamento emitido pelos encarnados. Por isso, os
desencarnados dessas cidades lutam para que o nível moral na Terra não
mude e, de preferência, que piore.
Ninguém foi criado para o mal. Quem vive nesta faixa mental um dia irá
despertar para o bem e será mais um dos seus trabalhadores. Entender isto
nos ajuda a ver nos irmãos infelizes pessoas que precisam da nossa oração
e compreensão.
A lei de ação e reação está presente em toda parte. Mas naquela região das
trevas os juízes hipnotizam os “réus” e os condenam e martirizam, ao invés
de sugerir renovação moral — única via para a “liberdade”, consubstanciada
na paz de espírito. Vemos descrição do processo da licantropia (doença
mental em que o enfermo se julga transformado em lobo). Encontramos no
capítulo preciosas elucidações sobre sintonia e aura.
41
André e Gúbio presenciam, na cidade espiritual de zona expiatória que estão
visitando, cenas que lembram as estórias sobre o julgamento dos mortos. A
diferença é que os juízes não são anjos de Deus, mas irmãos que
necessitam de compaixão. São irmãos infelizes julgando irmãos infelizes.
Para dominar e impor temor, os governantes da cidade faziam uso de rituais
antigos. A preocupação é mais com a forma do que com o conteúdo.
Os juízes são pessoas inteligentes que conhecem os ensinamentos de
Jesus, mas os usa de forma distorcida. Os infelizes que estão sendo
julgados não se rebelam, pois sabem que erraram perante as Leis de Deus.
Nas regiões da dor, muitos irmãos infelizes possuem o conhecimento
intelectual. Muitas vezes eles fazem uso de equipamentos similares aos
usados pelos benfeitores, mas com objetivos bem diferentes.
Deus permite que tais julgamentos ocorram por ser uma necessidade moral
tanto de quem faz o papel de juiz quanto de quem faz o papel de réu. São
irmãos que ainda não entenderam a extensão do amor de Deus.
Não há como negar que o capítulo se aproxima muito da ideia difundida em
várias religiões de um Deus severo que pune com rigor os que erram.
A Doutrina Espírita nos mostra que Deus é amor e que nós somos nosso
próprio juiz.
André Luiz introduz o conceito de ovoides, até então desconhecido no meio
espírita. Atualmente, existem vários livros que falam sobre o assunto.
Inclusive André Luiz volta ao assunto no livro "Evolução em dois mundos".
O abismo
É um mundo diametralmente oposto de tudo aquilo que conhecemos.
Desespero, dor e angústia assombram, tal a sua narrativa dantesca.
À proporção que vai revelando os abismos e sub-abismos, novos e
indescritíveis quadros se deparam, onde vivem seres horripilantes e com
aspectos disformes que perderam a forma humana, degradados pela
permanência no mal, não possuindo "corpo espiritual". Perderam o controle
da mente consciente e caminham na descida vertiginosa para os mais
recuados abismos, onde vão cumprir as penas impostas pela prática do mal
nas suas várias reencarnações. No entanto, André Luiz deixa claro que o
Espírito não retrograda, mas a sua forma perispiritual sim. É uma advertência
àqueles que ainda não compreenderam a razão da necessidade da prática
do amor ao próximo e da caridade.
Livro O Abismo – R. A. Ranieri E. – Pelo Espírito André Luiz
42
O que é posto de socorro ou auxílio no Espiritismo?
Como vimos, as colônias espirituais não estão localizadas, necessariamente,
em regiões elevadas.
Ainda assim, elas abrigam espíritos com algum grau de evolução.
Vinculados a elas estão os postos de auxílio, que ficam em regiões
inferiores.
Nesses lugares, espíritos esclarecidos e devotados realizam trabalhos de
auxílio aos espíritos desencarnados.
São unidades de primeiro atendimento que funcionam como instituições de
assistência fraternal e sentinelas ativas, ao mesmo tempo.
Os Espíritos esclarecidos e devotados ao bem realizam nessas localidades
trabalhos missionários, caracterizados por grandes dificuldades e perigos,
semelhantes aos que rodeariam o homem que tentasse evangelizar as mais
selvagens raças da Terra.
Os Espíritos missionários travam lutas árduas com os habitantes das regiões
tenebrosas, principalmente com os seus dirigentes, verdadeiros príncipes do
mal que são formidáveis em seus próprios reinos.
O espírito que está retido no umbral lá permanece até sentir o
arrependimento sincero por suas ações passadas.
Portanto, é natural que enquanto o espírito alimenta pensamentos sombrios
de revolta, de vingança, de ódio e outros que tais, ele se ligue à densa região
do umbral. Afinal, é lá que as vibrações mentais por ele emitidas encontram
afinidade e energia similar.
Mas quando modifica as suas emanações mentais, ele reconhece a sua
condição e abriga pensamentos de humildade. Nesse momento, então, o seu
pedido por auxílio pode ser atendido pelos benfeitores. Estes conseguem,
assim, ajudar o espírito redimido a alcançar um dos postos de socorro
espiritual onde ele receberá o tratamento necessário à sua recuperação.
No plano espiritual existem vários postos de socorro que atendem a região
do umbral. Eles são habitados por espíritos mais evoluídos que procuram
socorrer aqueles que já se encontram em condições de resgate.
As equipes socorristas saem em caravanas diariamente, procurando
espíritos que possam ser atendidos e encaminhados às estações de socorro
que ficam localizadas no próprio umbral.
Em seguida, são levados para hospitais em colônias espirituais superiores
onde serão tratados e preparados para as novas encarnações. É o caso da
colônia ‘Nosso Lar’, cujas atividades são descritas por André Luiz no livro de
mesmo nome.
43
O trabalho de auxílio prestado pelos socorristas é muito criterioso. Não
podem ser admitidos nas colônias aqueles que querem somente ludibriar,
mostrando, assim, um falso arrependimento.
E o mesmo vale para aqueles que não conseguiram ainda se compenetrar
de suas responsabilidades perante a dádiva da vida e do necessário
caminho de melhorias e avanços na esfera espiritual.
Quando uma equipe socorrista parte em auxílio a algum espírito, é porque
este já se encontra em condições de ser ajudado e já permite algum tipo de
ligação psíquica de ordem superior pois, do contrário, não haveria
possibilidades dele ser socorrido.
Entre os postos de socorro/auxílio existentes, podemos destacar:
1. Posto de Socorro da colônia Campo da Paz
Campo da Paz é uma colônia bem próxima da Terra.
Alguns benfeitores, reconhecidos a Jesus, resolveram organizar, em nome
dele, uma colônia em plena região inferior, que funcionasse como instituto de
socorro imediato aos que são surpreendidos na Crosta com a morte física,
em estado de ignorância ou de culpas dolorosas. O projeto mereceu a
bênção do Senhor e o núcleo se criou, há mais de dois séculos por
benfeitores espirituais que pretendiam criar um instituto de socorro imediato
aos que são surpreendidos com a morte física, em estado de ignorância ou
de culpas dolorosas.
Esta colônia espiritual e seus postos de socorro recebem espíritos enfermos,
perturbados pelo desencarne, e com apego excessivo à matéria.
Muitos desses Espíritos chegam ao Núcleo de Auxílio completamente
dementados, alheios à realidade do lugar onde estão inseridos. Muitos
permanecem em estado de profundo sono.
Após o trabalho de reajuste espiritual, os desencarnados são encaminhados
para outros planos.
“É um avançado centro de enfermagem, rodeado de perigos, porque os
irmãos ignorantes e infelizes nos cercam o esforço por todos os lados.” (Cap.
30)
“Cecília explicou que os Ministérios são como universidades espirituais, onde
há um grande ensinamento e preparação. Ela ressaltou que, mesmo em um
lugar como "Nosso Lar", onde há muitos sofredores, as pessoas estão em
um caminho de evolução positiva. A cidade é um ambiente elevado e quem
lá vive benevolência tende a superar a maldade da minoria. Ela comparou o
trabalho em "Nosso Lar" com as câmaras retificadoras, onde é mais fácil
ajudar quem sofre do que quem se revolta.
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– Vocês conhecem lá muitos Espíritos sofredores, mas, em “Campo da Paz”,
conhecemos muitos Espíritos obsessores. Lá poderá existir muita gente que
ainda chora; mas em nosso meio há muita gente que se revolta. É mais fácil
remediar o que geme, que atender ao revoltado. Nas câmaras a que se
refere, vocês retificam erros que já apareceram, dores que já se
manifestaram; mas aqui, meu amigo, somos compelidos a lutar com irmãos
ignorantes e perversos, que se sentem absolutamente certos nas fantasias
perigosas que esposaram, e vemo-nos obrigados a atender a doentes que
não acreditam na própria enfermidade.
Começava a entender a lógica daquela argumentação e, reconhecendo a
impossibilidade de qualquer contradita, a jovem continuou, segura de si:
– Aliás, é natural que assim seja. Estamos a pouca distância dos homens,
nossos irmãos na carne. E sabemos que, na Crosta, a situação não é
diferente. Quantos materialistas se fantasiam, por lá, de filósofos? Quantos
demônios com capa de santos? Quanta má fé a fingir generosidade e boas
intenções? A influência da Humanidade encarnada em nosso núcleo de
serviço é vigorosa e inevitável.” (Os Mensageiros – cap. 29, pág. 181)
Livro Os Mensageiros – Francisco Cândido Xavier – Pelo Espírito André Luiz
– Capítulos 28, 29 e 30.
2. Mansão da Paz
A Mansão da Paz é uma escola de reajuste espiritual que fica sob a
jurisdição da colônia espiritual Nosso Lar. Está localizada em uma região
infernal, cercada por uma sombra densa e ameaçadora. Foi fundada há mais
de três séculos.
Esse posto de auxílio ajuda espíritos infelizes e enfermos que, apesar de
suas condições, estão em busca da regeneração, oferecendo assistência e
instrução.
“A salvação só é importante para aqueles que desejam se salvar.”
Durante três anos, o Espírito André Luiz permaneceu na Mansão Paz,
instituição sob jurisdição da colônia Nosso Lar que atende Espíritos
sofredores de regiões próximas à Terra.
Acompanhado do amigo Hilário, o autor espiritual conhece diversos casos
relacionados à Lei de Causa e Efeito que confirmam como a atual existência
terrena do ser é vinculada à vida passada, assim como as ações do hoje
condicionarão a realidade futura.
A obra Ação e reação descreve regiões inferiores da Esfera Espiritual e o
sofrimento que atinge uma consciência culpada, após a morte do corpo
físico, além de apresentar orientações sobre o débito aliviado, os
45
preparativos para a reencarnação, os resgates coletivos e o valor benéfico
da oração.
Livro Ação e Reação – Francisco Cândido Xavier – Pelo Espírito André Luiz
3. Casa Transitória de Fabiano
A Casa Transitória de Fabiano, por sua vez, é um posto de auxílio móvel,
que se desloca conforme a necessidade.
Fica em meio às regiões trevosas e, por essa razão, exige grande
quantidade de servidores.
O trabalho na Casa Transitória de Fabiano é destinado ao auxílio urgente de
irmãos em profundo sofrimento.
A finalidade essencial da Casa Transitória é prestar auxílio urgente e, devido
a sua localização, em plena região trevosa, sofre permanente cerco de
Espíritos desesperados e sofredores, condenados pela própria consciência à
revolta e à dor. É um abrigo móvel que, para garantir suas defesas
magnéticas, exige grande número de servidores e de amigos piedosos, que
aí permanecem, dia e noite, ao lado do sofrimento.
Informa o Espírito André Luiz, no livro Obreiros da Vida Eterna que o trabalho
desta Casa é dos mais dignos e edificantes. Neste edifício de benemerência
cristã, centralizam-se numerosas expedições de irmãos leais ao bem, que se
dirigem à Crosta Planetária ou às esferas escuras, onde se debatem na dor
seres angustiados e ignorantes, em trânsito prolongado nos abismos
tenebrosos.
Diz ainda o Benfeitor Espiritual André Luiz tratar-se de grande instituição
piedosa, no campo de sofrimentos mais duros em que se reúnem almas
recém-desencarnadas, nas cercanias da Crosta Terrestre, a qual fora
fundada por Fabiano de Cristo, devotado servo da caridade entre antigos
religiosos do Rio de Janeiro, desencarnado há muitos anos. Organizada por
ele, era confiada, periodicamente, a outros benfeitores de elevada condição,
em tarefa de assistência evangélica, junto aos Espíritos recém-desligados do
plano carnal. A Casa Transitória de Fabiano é um Posto de Auxílio móvel,
que se desloca quando se faz necessário, ao longo das regiões umbralinas.
Livro Obreiros da Vida Eterna – Francisco Cândido Xavier – Pelo Espírito
André Luiz – Capítulos 04 a 13.
Fabiano é um espírito que atua como mentor e coordenador na Casa
Transitória de Fabiano, conforme descrito no livro Obreiros da Vida Eterna.
Ele é responsável por organizar e dirigir as atividades de socorro e
assistência espiritual na instituição móvel que leva seu nome.
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Quem foi Fabiano de Cristo?
Fabiano de Cristo, cujo nome de nascimento era João Barbosa, foi um frade
da Ordem dos Frades Menores, nascido em 8 de fevereiro de 1676, em
Soengas, Portugal. Ele emigrou para o Brasil ainda jovem, onde desenvolveu
um trabalho de dedicação e amor ao próximo.
Breve História de Fabiano de Cristo:
1. Infância e Juventude:
o Origem Humilde: Fabiano nasceu em uma família pobre e
passou sua infância cuidando de ovelhas.
o Mudança para o Brasil: Em busca de melhores oportunidades,
ele emigrou para o Brasil durante o ciclo do ouro.
2. Vida no Brasil:
o Atividades Comerciais: Inicialmente, Fabiano se envolveu em
atividades comerciais e prosperou, mas um evento trágico o fez
repensar sua vida.
o Conversão e Vida Religiosa: Após um encontro espiritual
significativo, ele decidiu dedicar sua vida ao serviço religioso e ao
auxílio dos necessitados.
3. Trabalho Religioso:
o Ordem dos Frades Menores: Fabiano ingressou na Ordem dos
Frades Menores, onde ficou conhecido por sua dedicação e
caridade.
o Auxílio aos Necessitados: Ele se destacou por seu trabalho
incansável em ajudar os pobres e doentes, ganhando o respeito
e a admiração de muitos.
Fabiano de Cristo é lembrado por sua vida de serviço e amor ao próximo,
sendo um exemplo de dedicação e compaixão.
No mundo espiritual, Fabiano é um exemplo de dedicação e amor ao
próximo, desempenhando um papel crucial na assistência aos Espíritos
necessitados.
Postos de atendimento ou resgate (Unidades de primeiro atendimento)
O Centro Espírita
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O Centro Espírita é um espaço de trabalho espiritual que vai além das
paredes físicas, atendendo tanto os encarnados quanto os desencarnados
em suas necessidades e resgates.
Os Centros Espíritas funcionam como postos de pronto atendimento e de
resgate, onde Espíritos necessitados e sofredores são orientados e tratados
para refazimento e reequilíbrio e, caso aceite são encaminhados pelas
equipes de trabalho aos postos de auxílio ou diretamente para as colônias
espirituais.
Todo lugar, toda casa que tem um trabalho com a luz, de amor e
fraternidade, existe ali uma unidade de primeiro atendimento e de resgate.
(Centro espírita, casas espiritualistas, igrejas, sinagogas, templos budistas,
os lares que fazem estudo do evangelho regularmente, etc)
Os centros espíritas desempenham um papel fundamental no auxílio aos
espíritos sofredores, oferecendo diversas práticas e atividades que visam o
alívio e a elevação espiritual desses espíritos. Aqui estão algumas das
principais formas como os centros espíritas ajudam:
1. Preces e Vibrações Positivas
 A prece é uma ferramenta poderosa no Espiritismo. As orações
direcionadas aos espíritos sofredores ajudam a elevar suas vibrações,
proporcionando-lhes conforto e esperança. As preces mostram a esses
espíritos que não estão esquecidos e que há pessoas que se importam
com seu bem-estar.
2. Reuniões Mediúnicas
 Durante as reuniões mediúnicas, médiuns treinados entram em contato
com espíritos sofredores. Esses encontros permitem que os espíritos
expressem suas dores e angústias, recebendo orientação e consolo
dos médiuns e dos espíritos superiores presentes. Esse processo
ajuda os espíritos a compreenderem sua situação e a buscarem a
elevação espiritual.
3. Evangelização e Estudos Doutrinários
 Os centros espíritas promovem estudos e palestras baseados nas
obras de Allan Kardec e outros autores espíritas. Esses estudos são
importantes tanto para os encarnados quanto para os desencarnados,
pois oferecem ensinamentos sobre a vida espiritual, a lei de causa e
efeito, e a importância do perdão e do amor ao próximo.
4. Passes e Tratamentos Espirituais
 Os passes são uma forma de transmissão de energias positivas que
ajudam a equilibrar o campo energético dos espíritos sofredores. Esses
48
tratamentos espirituais são realizados por médiuns capacitados e
visam proporcionar alívio e fortalecimento espiritual.
5. Desobsessão
 A desobsessão é um processo específico para tratar casos de
obsessão espiritual, onde um espírito sofredor está influenciando
negativamente um encarnado. Através de reuniões mediúnicas e
preces, os espíritos obsessores são orientados e encaminhados para
tratamento espiritual, promovendo a libertação do encarnado e a
elevação do espírito obsessor.
6. Apoio e Consolo aos Familiares
 Os centros espíritas também oferecem apoio e consolo aos familiares
dos desencarnados, ajudando-os a lidar com a perda e a compreender
a continuidade da vida após a morte. Esse apoio é fundamental para
que os familiares possam enviar vibrações positivas aos espíritos
sofredores, contribuindo para seu resgate e elevação.
Essas práticas, realizadas com amor e dedicação, são essenciais para o
resgate e a elevação dos espíritos sofredores, promovendo a paz e a
harmonia tanto no plano espiritual quanto no material.
“Se eu alguma vez vier a ser Santa, serei certamente uma santa da
'escuridão'. Estarei continuamente ausente do Céu para acender a luz
daqueles que se encontram na escuridão na Terra.” (Madre Teresa de
Calcutá)
- Os Mensageiros – pág. 97 e 98
Diferença entre Umbral e Cidades Trevosas (letraespirita.blog.br)
8 REGIÕES TREVOSAS DO UMBRAL (recantodasletras.com.br)
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A vida no umbral - Instituto Chico Xavier
Mensagem - CONHEÇA 20 COLÔNIAS ESPIRITUAIS QUE ESTÃO SOBRE
O BRASIL (mensagemespirita.com.br)
O Espiritismo Segundo Allan Kardec: Colônia Raios do Amanhecer
(espiritisosegundoallankardec.blogspot.com)
50
1.3 – FORMA E UBIQUIDADE DOS ESPÍRITOS
88 – Os Espíritos têm forma determinada, limitada e constante?
Para vós, não; para nós, sim. O Espírito é, se quiserdes, uma chama, um
clarão, ou uma centelha etérea.
88.a) - Essa chama ou centelha tem cor?
Tem uma coloração que, para vós, vai do colorido escuro e opaco a uma cor
brilhante, qual a do rubi, conforme o Espírito é mais ou menos puro.
Allan Kardec:
Representam-se de ordinário os gênios com uma chama ou estrela na
fronte. É uma alegoria, que lembra a natureza essencial dos Espíritos.
Colocam-na no alto da cabeça, porque aí está a sede da inteligência.
COMENTÁRIOS:
O Espírito é incorpóreo, por isso para nós não tem forma, mas para eles tem
uma forma. Como não conseguimos compreender, os espíritos nos fornecem
uma comparação mais fácil para o nosso entendimento, que seria como uma
chama ou uma centelha (faísca).
Ao médium vidente ou na materialização, o Espírito se apresenta através do
períspirito. O que se vê é o períspirito e não o Espírito propriamente dito. O
períspirito tem forma. (da última encarnação ou a forma que quiser, conforme
o nível de elevação).
O perispírito possui uma grande plasticidade. Diferente de nós que não
podemos modificar o nosso corpo físico, o perispírito pode ser modificado.
Quanto mais evoluído é o Espírito, maior sua luminosidade demonstra.
Quanto menos evoluído, mas opaco e escuro, sem luminosidade.
Os nossos sentidos apenas nos fazem conhecer uma ínfima parte da
Natureza, porém que, além e aquém dos limites impostos às nossas
sensações, existem sensações sutis, em número infinito.
Na realidade essa resposta em relação à centelha, flama, brilho que pode ir
do colorido escuro ao rubi são pálidas comparações, utilizando do conhecido
para dar uma ideia de possível semelhança.
Nosso Lar – Capítulo 33 / Os Mensageiros – Capítulo 32
Obreiros da Vida Eterna – Capítulo 3
51
LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS
Capítulo I: Dos Espíritos
89 – Os Espíritos gastam algum tempo para percorrer o espaço?
Sim, mas fazem-no com a rapidez do pensamento.
89.a) - O pensamento não é a própria alma que se transporta?
Quando o pensamento está em alguma parte, a alma também aí está, pois
que é a alma quem pensa. O pensamento é um atributo.
COMENTÁRIOS:
Evolução em dois mundos – pensamento
O pensamento é energia e energia é matéria que está em alta vibração.
O pensamento contínuo é conquista do ser humano e, justamente esse
pensamento contínuo que caracteriza a capacidade de raciocínio, da razão,
de discernimento. Esse pensamento contínuo é que nos coloca como seres
racionais.
Evolução em dois mundos – Fluido mental – matéria mais diáfana do fluído
cósmico universal.
Deslocamento dos espíritos na velocidade do pensamento é instantânea.
Difícil de compreendermos.
O Espírito gasta algum tempo para percorrer distâncias, no entanto, essa
velocidade tem variações infinitas, de acordo com a evolução da alma.
Não podemos determinar uma velocidade igual para todos os Espíritos, pois
que cada um se encontra em uma faixa evolutiva.
Considerando que a volitação depende de determinados processos
interiores, que cada alma sabe usar para seu proveito próprio e em favor dos
que carecem dos seus trabalhos espirituais.
Nessa emergência, lembrei certa lição de Tobias, quando me dissera: “aqui, em Nosso
Lar' nem todos necessitam do aeróbus para se locomoverem, porque os habitantes mais
elevados da colônia dispõem do poder de volitação; e nem todos precisam de aparelhos
de comunicação para conversar a distância, por se manterem, entre si, num plano de
perfeita sintonia de pensamentos. Os que se encontrem afinados desse modo, podem
dispor, à vontade, do processo de conversação mental, apesar da distância”. (Nosso Lar,
pag. 167 – Cap 50: Cidadão do Nosso Lar)
Existem determinados Espíritos tão materializados, que os seus meios de
locomoção são os mesmos dos homens e, por vezes bem piores.
O universo é uma casa grande, mas nem todos os Espíritos podem andar
nos departamentos desta casa de Deus. Existem muitos limites, de acordo
com a posição da alma na escala a que pertence.
Há muitos Espíritos que, ao desencarnarem, não saem das casas onde
viveram como encarnados; outros, ficam ligados aos despojos nos
52
cemitérios, e outros, ainda, ficam perambulando pelas ruas e lugares que se
afinizaram com os seus sentimentos. O ódio em demasia faz pesar o corpo
espiritual, assim como a inveja, o ciúme, a maledicência, o orgulho e o
egoísmo, de modo que a volitação fica difícil para essas entidades, e os seus
corpos ficam chumbados ao solo terreno.
Há entidades altamente evoluídas, que viajam grandes distâncias com a
velocidade do pensamento.
O Espírito é uma chama divina, consciente, e o pensamento é seu atributo,
cuja força pode levá-lo aonde quer que seja, desde que tenha condições
para tais viagens.
Encontramos Espíritos angélicos que escondem sua própria iluminação, para
ajudar aos que se encontram nas sombras, sendo que seus poderes internos
são os mesmos e podem, pelas forças adquiridas, conduzir muitas
entidades, transportando-as das regiões inferiores para as casas de
reajustamento espiritual. Em determinados casos, usam meios de locomoção
primitiva, desde que achem conveniente tal meio. Igualmente existem
aparelhos eletromagnéticos, no mundo dos Espíritos, que também são
usados para esses trabalhos, sendo muito usados em assistência aos que
sofrem e em transportes usuais.
Se o Espírito evoluído rasga os espaços e tem a velocidade do pensamento,
podemos raciocinar como Deus está em toda parte permanentemente e
como Jesus está presente onde alguém se reúne em nome d'Ele, em
qualquer lugar da Terra.
Necessário se faz excluir da nossa rotina todos os sentimentos, como o ódio,
o rancor, a mágoa, a inveja, o ciúme, a maledicência, o orgulho e o egoísmo,
que nos impedem de crescer, de avançar, de tornarmos mais leves.
Volitação – capacidade de voar
Espíritos evoluídos – quanto mais evoluído, mais rápido e mais altura
consegue pelo processo da volitação.
Espíritos inferiores (moral) – podem até saber volitar, mas não atingem as
alturas, volitam sempre baixo a pouca distância do solo. Não conseguem
ascender como os Espíritos evoluídos que volitam nas alturas e com a
velocidade do pensamento (relacionado à moralidade).
90 – O Espírito que se transporta de um lugar a outro tem consciência
da distância que percorre e dos espaços que atravessa, ou é
subitamente transportado ao lugar onde quer ir?
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Dá-se uma e outra coisa. O Espírito pode perfeitamente, se o quiser, inteirar-
se da distância que percorre, mas também essa distância pode desaparecer
completamente, dependendo isso da sua vontade, bem como da sua
natureza mais ou menos depurada.
COMENTÁRIOS:
Na literatura espírita, especificamente, nas de André Luiz verificamos que os
espíritos se deslocam de um lugar a outro de diversas maneiras diferentes:
andando, caminhando em conjunto, volitando, em veículos coletivos, como o
aeróbus, conforme a necessidade do deslocamento e conforme o nível de
evolução do espírito.
Alguns não conseguem volitar e outros que conseguem volitar mas não
conseguem deslocar com a velocidade do pensamento.
Em distâncias maiores os espíritos evoluídos conseguem se deslocar com a
velocidade do pensamento que é muito maior que a velocidade da luz
(300.000 km/s).
A força que propulsiona esse deslocamento é a vontade. Pensou em
determinado lugar e já está lá. Uma situação até incompreensível para nós.
E ainda podem se inteirar de detalhes do percurso dessa caminhada. O nível
de abstração é muito elevado.
Da mesma forma que pela velocidade do pensamento, os Espíritos podem ir
de um lugar a outro rapidamente sem se atentar para o espaço, para o
tempo, para a distância que eles percorrem, eles podem fazer esse percurso
de forma consciente sabendo todos os lugares pelos quais eles estão
passando.
Quanto mais evoluído é o Espírito mais conhecimento e discernimento desse
processo ele tem.
Esta chama de vida pode percorrer distâncias vertiginosas, sem perceber por onde passa, no
entanto, se se dispõe a analisar os pormenores dos caminhos, tem capacidade para isso, desde
que a sua evolução o permita. Tudo é possível, quando o Espírito tem as condições de pureza
espiritual.
O Espírito puro, quando deseja fazer viagens longas no seio do universo, entra em preparo
espiritual. Desfaz-se dos invólucros mais grosseiros, aliando-se ao éter cósmico, onde poderá
deslizar com uma velocidade que, em se comparando à luz, esta não passa de tartaruga. A mente
humana não tem condições de analisar tal velocidade. Mas ele nunca faz tais viagens por
distração: sempre a serviço do bem comum de todas as criaturas, ou em alto aprendizado
espiritual. Se deseja observar as belezas universais, pode fazê-lo; senão, a sua mente poderosa o
levará ao lugar idealizado, como se estivesse meditando, sem perceber a grande viagem.
Os Mensageiros – Capítulo 15 – Pag. 95.
54
91 – A matéria opõe obstáculo ao Espírito?
Nenhum; eles passam através de tudo. O ar, a terra, as águas e até mesmo
o fogo lhes são igualmente acessíveis.
COMENTÁRIOS:
A matéria não constitui obstáculo ao Espírito que pode, segundo seu grau
evolutivo penetrar em tudo por um processo de desmaterialização ou
afastamento das moléculas.
São propriedades do perispírito: a penetrabilidade e a porosidade.
O Espírito penetra em tudo, sem qualquer problema, basta ter conhecimento
dessa propriedade (não depende da moralidade). Não existe obstáculo para
o Espírito.
Todos os corpos são porosos; não se tocando, suas moléculas podem dar
passagem a um corpo estranho.
A natureza etérea do perispírito permite ao Espírito - se presentes as
necessárias condições mentais - atravessar qualquer barreira física. "Matéria
nenhuma lhe opõe obstáculo; ele as atravessa todas, como a luz atravessa
os corpos transparentes", anota KARDEC. "Daí vem que não há como
impedir que os Espíritos entrem num recinto inteiramente fechado."
Frequência vibratória – Princípio da incompatibilidade de frequências - o
perispírito, vibrando em certa frequência, não seria afetado pelos obstáculos
materiais, de natureza mais densa e, consequentemente, de vibração
diferente, porque de frequência menor.
É bom que compreendamos que estamos tratando do Espírito superior que,
pela sua elevação, domina todos os obstáculos físicos.
No que se refere aos Espíritos inferiores, a matéria pode ser obstáculo
incalculável para eles, por se encontrarem materializados e, certamente, sem
condições de atravessá-la, como os Espíritos puros, ou mais ou menos
evoluídos. O Espírito mais grosseiro se reveste de um perispírito compatível
com o seu estado evolutivo, e ao passar pelo fogo pode-se queimar, e em
certos casos, ao entrar nas águas, dificilmente irá se sentir bem. As próprias
paredes lhes servem de obstáculos.
A chave da sua liberdade está na mente, ligada à emotividade: enquanto
desconhecer esse poder grandioso, sofrerá muitas consequências, oriundas
da ignorância.
Para o Espírito primitivo, quase tudo serve de obstáculos, por vezes até o
próprio ar, as tempestades, e mesmo o sol e a chuva. Todavia, o Espírito
55
superior aprendeu a dominar certos obstáculos e continua estudando em
busca da sua libertação definitiva.
Os Mensageiros – Capítulo 37 – pág. 227-228
92 – Têm os Espíritos o dom da ubiquidade? Por outras palavras: um
Espírito pode dividir-se, ou existir em muitos pontos ao mesmo tempo?
Não pode haver divisão de um mesmo Espírito; mas, cada um é um centro
que irradia para diversos lados. Isso é que faz parecer estar um Espírito em
muitos lugares ao mesmo tempo. Vês o Sol? É um somente. No entanto,
irradia em todos os sentidos e leva muito longe os seus raios. Contudo, não
se divide.
92.a) - Todos os Espíritos irradiam com igual força?
Longe disso. Essa força depende do grau de pureza de cada um.
Allan Kardec:
Cada Espírito é uma unidade indivisível, mas cada um pode lançar seus
pensamentos para diversos lados, sem que se fracione para tal efeito.
Nesse sentido unicamente é que se deve entender o dom da ubiquidade
atribuído aos Espíritos. Dá-se com eles o que se dá com uma centelha,
que projeta longe a sua claridade e pode ser percebida de todos os
pontos do horizonte; ou, ainda, o que se dá com um homem que, sem
mudar de lugar e sem se fracionar, transmite ordens, sinais e
movimento a diferentes pontos.
COMENTÁRIOS:
Termo ubiquidade –
Dicionário Aurélio: Característica do que existe ou está praticamente na
maioria dos lugares; Onipresença; capacidade divina de estar, ao mesmo
tempo, em todos os lugares.
Tudo ocorre pelo pensamento. Pela projeção do pensamento o espírito é
capaz de irradiar levando uma mensagem ou até mesmo a visualização da
sua presença.
56
Isso não é uma divisão do espírito, mas uma projeção do espírito. Fato que
ocorre somente com os espíritos mais evoluídos. Dessa forma o espírito
evoluído pode projetar o seu pensamento, a sua comunicação em diversos
locais no mesmo momento.
Exemplo: Bezerra de Menezes – muitas vezes transmite mensagens em
diversas casas espíritas no Brasil, muitas delas com reuniões em horários
idênticos (à noite).
Podemos comparar o Espírito a uma luz que consegue irradiar energia a
vários pontoa ao mesmo tempo.
Quanto maior a sua pureza, mais ele pode irradiar com igual força e
potência.
Jesus pela sua pureza pode estar em vários lugares ao mesmo tempo,
repassando mensagem, se fazendo presente.
Por essa mesma razão, Deus está presente em todo o Universo, por ser a
suprema inteligência e a pureza máxima, Ele está em todos os lugares ao
mesmo tempo. A sua força, a sua luz é tão grande que alcança toda a
criação.
- Aura de Jesus – o Sistema Solar
- Aura de Deus – o Universo
57
1.4 – PERISPÍRITO
93 – O Espírito, propriamente dito, nenhuma cobertura tem, ou, como
pretendem alguns, está sempre envolto numa substância qualquer?
Envolve-o uma substância, vaporosa para os teus olhos, mas ainda bastante
grosseira para nós; assaz vaporosa, entretanto, para poder elevar-se na
atmosfera e transportar-se aonde queira.
Allan Kardec:
Envolvendo o gérmen de um fruto, há o perisperma; do mesmo modo,
uma substância que, por comparação, se pode chamar perispírito,
serve de envoltório ao Espírito propriamente dito.
COMENTÁRIOS:
A palavra períspirito foi empregada pela primeira vez por Kardec, nesta
questão 93. Mais tarde, os Espíritos Instrutores, endossando a designação,
passaram a empregá-la regularmente. Tal denominação baseia-se na forma
com que se apresenta esse complexo fluídico, envolvendo a alma.
 André Luiz – psicossoma
 Paulo de Tarso – Corpo espiritual - Semeia-se corpo natural,
ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo
espiritual. (1 Coríntios 15:44).
Hoje, os autores dão aos três termos - perispírito, corpo espiritual e
psicossoma - o mesmo sentido. (Zalmino Zimmerman)
Perispírito – nome que foi dado por Kardec – é um corpo fluídico do qual o
espírito se serve para poder se manifestar na matéria. O espírito muito
diáfano e a matéria muito grosseira não teria condições do espírito influenciar
diretamente no corpo.
O perispírito é o corpo intermediário entre o corpo físico, extremamente
denso e o Espírito que é uma espécie de energia, muito rarefeito. Ele serve
como um elo, transmitindo as sensações do corpo físico ao espírito e vice-
versa.
Sendo um corpo intermediário, o perispírito tem um pouco de matéria e a
sutileza do Espírito.
O perispírito é a fôrma, matriz do corpo físico. O perispírito molda a forma do
corpo físico.
58
LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS
Capítulo I: Dos Espíritos
Perispírito – É a substância que reveste o corpo espiritual e que permanece
com o Espírito quando há a perda do corpo físico.
Diante da sua propriedade física, os Espíritos têm condições de se
transportarem através da volitação, pois o perispírito é vaporoso, menos
denso, mais leve, permitindo ao Espírito se locomover de forma mais fácil.
O perispírito, ou corpo fluídico dos Espíritos, é um dos produtos mais
importantes do fluido cósmico; é uma condensação desse fluido em torno
de um foco de inteligência ou alma. Já vimos que também o corpo carnal
tem seu princípio de origem nesse mesmo fluido condensado e
transformado em matéria tangível. No perispírito, a transformação
molecular se opera diferentemente, pois o fluido conserva a sua
imponderabilidade e suas qualidades etéreas. O corpo perispirítico e o
corpo carnal têm, pois, origem no mesmo elemento primitivo; ambos são
matéria, ainda que em dois estados diferentes.
A Gênese – Capítulo XIV, item 7 – Pág. 204.
Quando a alma está unida ao corpo, durante a vida, ela tem duplo invólucro:
um pesado, grosseiro e destrutível — o corpo; o outro fluídico, leve e
indestrutível, chamado perispírito.
Há, pois, no homem três elementos essenciais: (Q. 135)
1º A alma ou Espírito, princípio inteligente em que residem o pensamento, a
vontade e o senso moral;
2º O corpo, invólucro material que põe o Espírito em relação com o mundo
exterior;
3º O perispírito, invólucro fluídico, leve, imponderável, servindo de laço e de
intermediário entre o Espírito e o corpo.
(O que é o Espiritismo? » Capítulo II - Noções elementares de Espiritismo » Dos Espíritos – itens 9 e 10)
FUNÇÕES DO PERISPÍRITO
 Função Instrumental
Como se depreende de seu próprio conceito, a função primordial do perispírito é servir de
instrumento à alma, em sua interação com os mundos espiritual e físico.
Projeção energética da alma, aglutina em si a energia cósmica matriz, consolidando, já,
uma estrutura de natureza física, que, a refletir, sempre, a fonte, serve como seu
elemento de ligação com o meio que o cerca, de modo que não só possa nele agir,
influenciando, como também, dele receber influência, em regime de trocas e
aproveitamentos, em sua gloriosa caminhada evolutiva.
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A função principal do perispírito é servir de instrumento à alma em sua
interação com as duas dimensões – mundo físico e mundo espiritual ou
vice-versa, acompanhando o Espírito em suas diversas reencarnações
no orbe em que se encontra.
 Função Individualizadora
O perispírito, corpo imperecível da alma, serve à sua individualização e
identificação.
A alma é única e diferenciada, e o perispírito, como seu envoltório perene, mostra-a,
refletindo-a, assegurando-lhe a identidade exclusiva.
 Função Organizadora
A ação perispirítica é decisiva na formação do corpo, é por seu intermédio que a alma
rege sua encarnação. Excessão: Natimortos
Aparece especialmente notável no processo de reencarnação, em que o ritmo
morfogenético, obedecendo aos impulsos psicossômicos de crescimento, leva à formação
de um novo corpo físico que se estrutura rigorosamente de acordo com as características
que marcam o corpo espiritual, modelo por excelência.
A função organizadora do perispírito não diz apenas com a forma, mas, principalmente,
com os diversos sistemas de sustentação psicofisiológica que regerão sua vida.
Essa capacidade modeladora (ou plasmadora), varia de acordo com a evolução do
Espírito, sendo certo que muita diferença há entre a encarnação de um Espírito superior e
a de um que não o seja. André Luiz, por intermédio de Waldo Vieira, elucida:
"Os Espíritos categoricamente superiores, quase sempre, em ligação sutil com a mente
materna que lhes oferta guarida, podem plasmar por si mesmos e, não raro, com a
colaboração de instrutores da Vida Maior, o corpo em que continuarão as futuras
experiências, interferindo nas essências cromossômicas, com vistas às tarefas que lhes
cabem desempenhar." ("Evolução em Dois Mundos". 13. ed., FEB, cit., p. 152: Cap.
XIX).
No outro extremo, estão os Espíritos "categoricamente inferiores" que, nos inícios da
aprendizagem evolutiva, apresentam- se extremamente submissos ao comando biológico
ditado pela hereditariedade.
Na organização do novo veículo somático (provavelmente, a partir de células-tronco),
especializam-se células, tecidos, órgãos e funções, a espelharem iguais estruturas e
funções do perispírito, consolidando-se, afinal, sob o influxo da energia gerada pelos seus
centros de força (ou centros vitais), poderosas usinas sustentadoras do metabolismo
psicossômico.
Na ausência do perispírito, pode acontecer que um organismo se desenvolva sem que
chegue, todavia, a se tornar viável; fica sujeito à expulsão do vaso uterino, em qualquer
tempo, ou, se alcança o processo de parto, nenhum sinal vital apresenta, como é o caso
dos natimortos. O desenvolvimento fetal - que pode culminar, até, com a estruturação de
um corpo, normalmente malformado - acontece, então, apenas por comando do
automatismo biológico, construído pelos milênios de evolução.
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É o perispírito que no momento da reencarnação inicia o processo de
formação e divisão celular, constituindo desde o blastocisto5
até a
formação do corpo físico que se estrutura de acordo com as
características genéticas e fenotípicas6
, bem como, o crescimento,
envelhecimento e desencarne. Exceção: natimortos
As doenças genéticas, de acordo com a programação reencarnatória,
surgirão no devido tempo, assim como, as diversas patologias.
 Função Sustentadora (Conservadora)
O perispírito, impregnando-se de energia vital e transferindo-a
paulatinamente, ao impulso da alma para o veículo físico, sustenta-o
desde a formação até o completo crescimento, conservando-o, depois,
na vida adulta, durante o tempo necessário.
A ação sustentadora (conservadora) do perispírito, aliás, surge bem patente, por exemplo,
no delicado e complexo processo da renovação celular. Sabido é que todas as células
físicas são substituídas a cada ciclo de 7-8 anos, sem que, entretanto, seja alterada
qualquer parte do corpo, conservando a pessoa, inclusive, os seus traços fisionômicos.
Isso acontece graças à função de sustentação, do perispírito, que, potencialmente,
garante e conserva a integridade do corpo físico - respeitada, é claro, a programação
cármica de cada um, com os seus variados efeitos.
Outro aspecto importante relaciona-se com a própria higidez física, mantida pela ação
fundamental do sistema imunológico que, de sua vez, é sustentado pelo perispírito.
O perispírito revestido da energia vital sustenta o corpo físico em todas as suas fases de
formação e de desenvolvimento e dá continuidade ao processo nas reencarnações
futuras do Espírito no planeta. É dessa forma que o perispírito está intimamente ligado
molécula a molécula do corpo físico durante cada uma das reencarnações, somente se
desligando no momento do desencarne e voltando a se ligar no próximo reencarne.
OS CENTROS DE FORÇAS
O períspirito é o corpo fluídico com o qual nos apresentam os espíritos
desencarnados. E quando nós nos reencarnamos esse períspirito faz a
ligação entre o espírito infinito e o corpo que servirá de vestimenta para mais
uma experiência na carne.
Ele traz elementos necessários para essa ligação, os chamados centros de
forças como relata André Luiz ou chacras, como relatam outras doutrinas.
São sete os centros de forças (Evolução em dois mundos).
5
- Primeiro estágio do desenvolvimento embrionário.
6
- Conjunto das características físicas e comportamentais do indivíduo.
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Esses centros de forças são pontos em que o espírito se liga e na qual há a
transferência de energia para o corpo físico e do corpo para o Espírito.
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 Centro Coronário
O “Centro Coronário” está situado na região central do cérebro. Na sede da mente,
centro que assimila os estímulos do Plano Superior.
Segundo André Luiz, o Coronário é quem orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o
metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encarnada ou desencarnada.
O “Centro Coronário” está, sutilmente, ligado a “Glândula Pineal ou Epífise”, a glândula
mais alta do sistema endócrino, situada bem no centro da cabeça, logo abaixo dos dois
hemisférios cerebrais.
Este centro supervisiona os demais Centros Vitais que lhe obedecem ao impulso,
procedente do Espírito. No Coronário temos o ponto de interação entre as forças do
Espírito e as forças físiopsicossomáticas organizadas.
Do Coronário parte a corrente de estímulos espirituais com ação difusível sobre a matéria
mental que o envolve, transmitindo aos demais Centros da alma os reflexos vivos de
nossos sentimentos, ideias e ações.
• Localiza-se na região central do cérebro no alto da cabeça.
• Recebe em primeiro lugar os estímulos do espírito, comandando os demais,
vibrando todavia com eles em justo regime de interdependência.
• Dele emanam as energias de sustentação do sistema nervoso e suas
subdivisões, sendo o responsável pela alimentação das células do
pensamento e o provedor de todos os recursos eletromagnéticos
indispensáveis à estabilidade orgânica.
• Grande assimilador das energias solares e dos raios da Espiritualidade
Superior capazes de favorecer a sublimação da alma.
• Plasma em nós mesmos os efeitos agradáveis ou desagradáveis de nossa
consciência e conduta.
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 Centro Cerebral ou Frontal
O “Centro Cerebral” está situado na região central do cérebro, contíguo ao Coronário,
com influência decisiva sobre os demais centros vitais.
Segundo André Luiz, ele governa o córtice encefálico na sustentação dos sentidos,
marcando a atividade das glândulas endócrinas, administrando o sistema nervoso, em
toda a sua organização, coordenação e atividade.
É o Chakra da visão espiritual, da intuição, da percepção, da aprendizagem, do
conhecimento, da síntese intelectual e da responsabilidade, pelo qual se aprende e se
guarda na memória as informações.
• Localiza-se na região da fronte, da testa, entre os olhos.
• Trabalha em sintonia com o centro coronário. O coronário fornece as
energias e ele administra.
• Coordena sentidos como a visão, a audição, o tato, e os processos de
inteligência que estão ligados à palavra, à cultura, à arte, ao Saber.
• Comanda também o núcleo endócrino referente aos poderes psíquicos com
influência sobre os demais centros, assim administrando todo o sistema
nervoso.
• No campo mediúnico é responsável pela vidência, audiência e intuição.
 Centro Laríngeo
O “Centro Laríngeo” está situado em frente da garganta. É o responsável pela
energização da boca, garganta e órgãos respiratórios. É o Centro da comunicação do ser
humano no mundo.
O “Centro Laríngeo” está ligado a “Glândula Tireóide”.
É considerado também como um filtro energético que bloqueia as energias emocionais,
para que elas não cheguem até os centros de forças da cabeça.
• Localiza-se na garganta.
• Tem ligação com as glândulas tireoide e paratireoide.
• A tireoide regula a taxa do metabolismo e outros sistemas do corpo e
paratireoide regula a concentração de cálcio no sangue.
• Controla a respiração e a fonação, presidindo os fenômenos vocais.
Psicofonia (mrdiunidade).
 Centro Cardíaco
O “Centro Cardíaco” está situado no centro do peito e é responsável pela energização do
sistema cardiorrespiratório. É considerado o canal de movimentação dos sentimentos.
O “Centro Cardíaco” está ligado a “Glândula Timo”. Bem desenvolvido, torna-se um canal
de amor para o trabalho de assistência espiritual. Por isso é o centro mais afetado pelo
desequilíbrio emocional.
O ódio gera uma energia viscosa e escura que adere no Centro peitoral como uma
espécie de “piche consciencial”.
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Quando ativado desenvolve todo o potencial para o amor. Quando enfraquecido indica a
necessidade de se libertar do egoísmo e de cultivar maior dedicação ao próximo.
Este centro é, por excelência, o canal de toda transformação afetiva, em que o homem
instintivo se transforma em espiritual. Todo amor, toda qualidade afetiva, todo idealismo
por algo melhor está no centro de força do coração.
Toda cura, todo toque terapêutico e toda assistência espiritual vibra nesse centro.
• Localiza-se na altura do coração.
• Ligado ao timo que é um órgão linfático responsável pelo sistema
imunológico.
• Influi sobre a circulação sanguínea.
• Dirige e sustenta o serviço da emoção, do equilíbrio geral e da circulação das
forças de base.
• Transição dos centros de força superiores e inferiores.
• Para o seu equilíbrio devemos desenvolver o amor, olhando o próximo como
verdadeiro irmão.
 Centro Esplênico
O “Centro Esplênico” está situado na altura do baço. É um dos responsáveis pela
vitalização do organismo humano, absorvendo as energias vibratórias.
O “Centro Esplênico” é quem regula a circulação dos elementos vitais em todos os
escaninhos do corpo, determinando as atividades do sistema hemático.
Ligam-se ao “Centro Esplênico” as entidades (vampiros) que visam sugar a energia vital
da criatura, em um sentido subjetivo mas de resultados objetivos.
• Localiza-se na região do baço.
• Determina todas as atividades em que se exprime o sistema hemático,
regulando e distribuindo o volume sanguíneo em todo o corpo (produção e
circulação do sangue).
• Responsável pelo funcionamento do baço, pela formação e reposição das
defesas orgânicas através do sangue.
• Sua função mais importante repousa em absorver a vitalidade do campo
energético, modificá-la e depois distribuir aos outros centros.
• É o principal transmissor de energia vital para o corpo físico.
 Centro Gástrico ou Plexo Solar
O “Centro Gástrico” está situado na região Abdominal, sendo o responsável pela digestão
dos alimentos, pelas emoções e pelo metabolismo.
Quando muito energizado, indica que a pessoa é voltada para as emoções e prazeres
imediatos. Quando fraco sugere carência energética, baixo magnetismo.
Está ligado ao “Pâncreas”, que é uma Glândula do sistema digestivo e endócrino.
Bem desenvolvido, facilita a percepção das energias ambientais. Quando está bloqueado,
causa enjoo, medo ou irritação.
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É um centro de grande capacidade ectoplásmica. E tem alta ressonância com as energias
da natureza em geral.
• Localiza-se um pouco acima do umbigo, no plexo solar.
• Controla a digestão e absorção dos alimentos, pesados ou não, que
representam concentrados fluídicos penetrando na organização física.
 Centro Genésico
O “Centro Genésico” está situado abaixo do umbigo sendo o responsável pela
energização geral do organismo, por ele penetram as energias cósmicas mais sutis, que a
seguir são distribuídas pelo corpo.
O descontrole deste campo, com o desvirtuamento de sua santificada missão, impede
visão mais ampla sobre as graves faltas cometidas. O aborto criminoso afeta
sobremaneira o centro de força genésico, pelas frustrações futuras, e mais o cardíaco, o
esplênico e o cerebral, que também são envolvidos. (Cap. XIV – pág. 196 - Evolução em
dois mundos e Ação e reação, pg. 210 refere se ao genésico)
É neste centro que o perispírito do reencarnante sofre a influência de fortes correntes
elotromagnéticas que lhe impõem a redução automática, experimenta expressiva
contração, à maneira do indumento de carne sob carga elétrica de elevado poder (Cap.
XXIX – pag.179 - Entre a Terra e o Céu).
• Localiza-se na região do baixo ventre.
• Regula as atividades ligadas ao sexo
• Responsável pelo funcionamento dos órgãos da reprodução, bem como,
pelas emoções sexuais e energias criativas.
• Guia a modelagem de novas formas entre os homens com vistas ao trabalho,
à associação e à realização entre as almas.
• É o templo modelador de formas e estímulos.
O períspirito é um corpo organizado não morre com o corpo orgânico e
demora-se na região que lhe é própria de acordo com seu peso e evolução.
Cada vez que o Espírito se depura, evolui, o períspirito se eteriza.
No Espiritismo, o conceito de perispírito não se limita apenas aos seres
humanos. Segundo Allan Kardec, todos os seres vivos possuem um
perispírito, que é um corpo fluídico ou espiritual que envolve o espírito. Este
corpo intermediário liga o espírito ao corpo físico e é responsável pela
transmissão das sensações e da vontade do espírito para o corpo.
Portanto, animais e outros seres vivos também possuem um perispírito,
embora a complexidade e a evolução deste possam variar de acordo com o
nível de desenvolvimento espiritual de cada ser.
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94 – De onde tira o Espírito o seu invólucro semimaterial?
Do fluido universal de cada globo, razão por que não é idêntico em todos os
mundos. Passando de um mundo a outro, o Espírito muda de envoltório,
como mudais de roupa.
94.a) - Assim, quando os Espíritos que habitam mundos superiores vêm
ao nosso meio, tomam um perispírito mais grosseiro?
É necessário que se revistam da vossa matéria, já o dissemos.
COMENTÁRIOS:
O perispírito é formado pelo fluido universal de cada globo. Globos mais
materiais, o perispírito das pessoas que habitam aquele globo vai ser mais
material. Os mundos mais evoluídos têm também um fluido universal mais
rarefeito, portanto, o perispírito das pessoas que habitam esses mundos
mais evoluídos também é mais rarefeito.
Quando a Espiritualidade superior eventualmente vem ao nosso planeta para
nos ajudar, para trabalhar, para nos amparar e auxiliar nesse progresso, eles
adaptam o seu perispírito. Eles não podem permanecer com o perispírito da
forma que eles têm no plano superior porque é incompatível com o nosso
globo. Não é que eles ficam sem perispírito, eles se adaptam. Eles agregam
partículas do fluido universal do globo para onde estão indo para modificar a
estrutura do seu perispírito.
O perispírito deles foi formado com o fluido cósmico da Terra assim como o
nosso, mas eles utilizaram as partículas mais nobres e sutis para o seu
perispírito, diferente de nós.
Cada planeta que orbita no Universo tem as suas peculiaridades, suas
características próprias, sendo a matéria diferente da matéria que
conhecemos aqui no nosso planeta. Em alguns é mais rude, em outros é
mais leve, de acordo com o grau de evolução moral dos seus habitantes.
Embora a matéria sendo diferente, todas elas provêm do fluido cósmico
universal, daí em cada planeta essa matéria se diferencia de acordo com as
condições ou necessidades de aprendizado dos espíritos que ali vivem
reencarnados ou desencarnados.
Como a utilidade do perispírito é proporcionar ao espírito a manifestação ali
naquele planeta, ele tem que guardar uma sintonia com a matéria daquele
planeta. Por isso quando um espírito vai de um planeta para outro, seja por
visitação, ou para viver lá como ser reencarnado, ele se desveste da matéria
o planeta de origem e vai vestir o períspirito de acordo com a matéria
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específica do planeta para onde ele está indo. Se for retornar, tem que fazer
a mesma coisa na volta.
O perispírito é, pois, uma roupa do Espírito, trocável, igual às roupas
humanas, diferenciando-se das vestes terrenas pela sua estrutura, na
capacidade de assimilar e de obedecer à vontade do Espírito. Em
comparação às da Terra, tem uma natureza divina.
É como trocar de roupa.
Por exemplo: sair de um lugar quente para uma região fria ou ir para o setor
de trabalho, para uma festa, para o campo, etc.
O perispírito de todos os habitantes de um mesmo planeta também não é
igual, pois quanto mais evoluído é o Espírito, mais ele utiliza partículas sutis
do fluido cósmico universal daquele globo para formar o seu perispírito.
Exemplo: O perispírito de Jesus, de Chico Xavier, de Francisco de Assis era
muito mais purificado do que o nosso.
Obreiros da vida eterna – Capítulo 03: O sublime visitante – pág. 39.
95 – O invólucro semimaterial do Espírito tem formas determinadas e
pode ser perceptível?
Tem a forma que o Espírito queira. É assim que este vos aparece algumas
vezes, quer em sonho, quer no estado de vigília, e que pode tomar forma
visível, mesmo palpável.
COMENTÁRIOS:
Sua natureza semimaterial é que lhe permite ser assim flexível, expansível
segundo a vontade do Espírito que pode dar-lhe a aparência que queira.
Sem períspirito, o Espírito propriamente dito, em virtude da sua natureza
etérea, não pode atuar sobre o corpo físico – precisa desse elemento
intermediário que o liga a ele.
O períspirito tem a mesma forma da pessoa enquanto encarnada.
Para o ser desencarnado também estará com esse mesmo períspirito
acompanhando a forma de quando encarnado, mas se for um espírito mais
evoluído intelectualmente poderá se apresentar de diversas formas devido à
grande plasticidade do períspirito, conforme a sua vontade e os seus
desejos, caso tenha conhecimento para isso.
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Muitas vezes o ser desencarnado se apresenta com a aparência perispiritual
de acordo com as pessoas que vão vê-lo para que se reconheça, ou de
acordo com a necessidade que o momento exige.
Como também pode se apresentar com a aparência de uma reencarnação
anterior, conforme o seu desejo.
É o desejo, a vontade do espírito que promove essa mudança na forma de
aparência do períspirito.
Não são todos os desencarnados que podem facilmente promover essa
mudança, apenas aqueles que tem algum conhecimento para promover isso.
Porém, o conhecimento (elevação intelectual) nem sempre é acompanhada
pela elevação moral, por isso pode ocorrer de muitos espíritos ainda não
elevados moralmente, podem apresentar aos médiuns videntes com
aparências de anjos ou com a aparência de espíritos conhecidos. Contudo,
se eles podem modificar a sua aparência não podem modificar sua vibração
inferior. É através dessa vibração inferior que o médium tem condições de
avaliar o espírito que está se mostrando a ele naquele momento.
Ex: As caravanas que visitavam Chico Xavier (mesmo sem vê-lo) sentiam a
sua vibração.
A força da vibração. Há pessoas que gostamos, nos sentimos bem em estar
na companhia. Assim também é com os espíritos. Se eles podem enganar
pela vidência, mas não pela vibração. A vibração é a força do pensamento e
do sentimento que temos no coração. Isso não dá para camuflar. A vibração
é o verdadeiro retrato daquilo que exatamente somos (encarnados ou
desencarnados)
O perispírito não tem forma, no entanto, ele é obediente à determinação do
Espírito, e conserva aquela que o Espírito lhe dá, inspirado na forma
esquematizada pelos instrutores da humanidade, que se reflete no corpo
físico. Assim como o perispírito toma as dimensões engendradas pelo
Espírito, o corpo físico obedece às regras do perispírito na sua formação
congênita.
Emmanuel, conhecido como o guia espiritual de Chico Xavier, teve várias
reencarnações ao longo dos séculos. Algumas das mais conhecidas incluem:
1. Públio Lentulus - Um senador romano na época de Jesus Cristo.
2. Nestório - Um escravo cristão no século II.
3. Basílio - Um filósofo no século III.
4. São Remígio - Bispo de Reims nos séculos V e VI.
5. Padre Manoel da Nóbrega - Um jesuíta português que veio ao Brasil
no século XVI.
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6. Padre Damiano - Um sacerdote no século XVII.
7. Jean Jacques Turville - Um educador no século XVIII.
8. Padre Amaro - Um sacerdote no Brasil nos séculos XIX e XX.
Essas reencarnações mostram a trajetória de Emmanuel em diferentes
papéis e épocas, sempre com o objetivo de aprendizado e evolução
espiritual.
Emmanuel se apresentava a Chico Xavier com a aparência de Públio
Lentulus.
Nessa questão a Espiritualidade nos informa sobre a propriedade do
perispírito, por exemplo, a propriedade plástica, na qual estudos
desenvolvidos por autores desencarnados e encarnados identificam, já, com
bastante nitidez, certas qualidades inerentes ao perispírito. Assim, podem ser
catalogadas como suas, as seguintes propriedades:
 Plasticidade – O perispírito, extensão da alma, é o eterno espelho da
mente, moldando-se de acordo com seu comando plasticizante. Responsável
pela forma que assume. O Espírito pode adotar a forma externa que ele
desejar, conforme o pensamento e a vontade, ele imprime no perispírito a
forma que ele deseja.
Tem certos limites, pois depende da capacidade intelectual. Independe da
elevação moral.
Adota a forma conforme suas vivências anteriores e atual (realidade íntima)
Retratilidade perispiritual:
1. - Ovóidização – Perde a forma humana quando imerso em um
monoideísmo (fixação mental em uma só ideia). Chegado o momento,
reinicia-se o ciclo reencarnatório e, sob a proteção das vestes carnais,
o Espírito consegue, pouco a pouco, expandir-se, com o perispírito
readquirindo forma e regularidade de funções, ainda que através de
dolorosas etapas de recondicionamento e cura.
2. - Processo reencarnatório – aproximando- se o momento da
reencarnação, o Espírito reencarnante entra em gradativo processo de
redução psicossômica, o qual acontece concomitantemente com a
diminuição da consciência de si (esquecimento).
Desencadeado, com a concepção, o processo morfogênico, e ligado o
Espírito ao embrião, cujo desenvolvimento passa a influenciar,
desenvolve-se fenômeno inverso: o perispírito passa a expandir-se,
moldando e sustentando o novo organismo em crescimento.
Adaptação perispiritual:
1. - Diminuição da luminosidade – reduz sua própria luminosidade
assumindo aspectos que possam combinar com as regiões e as almas
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que merecem seu serviço socorrista, afastando resistências e
inquietações desnecessárias.
Fenômeno ideoplástico:
Criação das mais variadas formas, tangíveis ou não, sustentadas pela ação
mental consciente ou inconsciente. Há uma variedade de fenômenos tão
numerosos, quanto complexos.
- Zoantropia, Licantropia – Obsessores podem levar suas vítimas, por
sugestão hipnótica, a assumir as mais grotescas formas ou posturas animais.
- Transfiguração – O perispírito do médium recebe a influência modeladora
do Espírito comunicante, alterando, momentaneamente, seus traços
fisionômicos.
- Fotografia transcendente – O Espírito deixa-se fotografar com a forma que
assume, às vezes até involuntariamente -, mostrando, ou não, o corpo
inteiro.
 Densidade – O perispírito, agente da alma, não deixa de ser matéria,
ainda que de natureza quintessenciada. Como tal, apresenta uma certa
densidade, que se relaciona com o grau de evolução da alma. Quanto menor
a densidade do perispírito, menor seu peso e maior a luminosidade.
Varia de acordo com a evolução do espírito, sendo mais sutil nos
espíritos mais elevados.
 Ponderabilidade – Formado de matéria sutil, quintessenciada, o corpo
espiritual, sob o aspecto físico, seria praticamente imponderável. Porém, na
dimensão espiritual, cada organização perispirítica tem o seu peso
específico, que varia de acordo com a sua densidade, conforme a
moralidade do espírito. O perispírito obedece a leis de gravidade, no plano a
que se afina.
Tem o seu peso específico, de acordo com a sua densidade, conforme a
moralidade do espírito.
 Luminosidade – desponta como uma característica muito pessoal do
Espírito. A luz irradiada por um Espírito será tanto mais viva, quanto maior o
seu adiantamento. O espírito é o seu próprio farol.
Pode emitir luz, que é mais intensa nos espíritos mais evoluídos.
 Sensibilidade global – Quando encarnado, o Espírito recolhe
impressões por meio de vias especializadas que compõem os órgãos dos
sentidos, sem o corpo físico, sua capacidade de perceber amplia-se
extraordinariamente: livre das peias somáticas, a percepção do meio que o
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envolve já não depende dos canais nervosos materiais, acontecendo uma
percepção que o Espírito realiza com todo o seu ser. Excepcionalmente, a
sensibilidade global do perispírito pode exteriorizar-se mesmo estando o
Espírito encarnado. Fenômenos de transposição de sentidos.
 Sensibilidade magnética – O períspirito é um campo de força que
sustenta uma estrutura semimaterial, apresentando sensível à ação
magnética. Espírito suscetível às influências da energia ambiental que o
envolve (psicosfera) e é essa propriedade que lhe permite absorver,
assimilar - e, também, transmitir - a energia espiritual que capta ou recebe.
Processo do passe: o Espírito, acumulando energia e estimulando a
sensibilidade do médium, conjuga suas forças com a deste - psíquicas e
vitais - para a transmissão dos recursos de cura.
Capacidade de sentir e reagir a estímulos, tanto físicos quanto
espirituais.
 Penetrabilidade – A natureza etérea do perispírito permite ao Espírito -
se presentes as necessárias condições mentais - atravessar qualquer
barreira física. Porosidade da matéria, diferentes frequências vibratórias.
Pode atravessar a matéria física.
 Visibilidade – O perispírito é completamente invisível aos olhos físicos.
Não o é para os Espíritos. Os menos adiantados percebem o corpo espiritual
de seus pares, captando-lhe o aspecto geral. Já os Espíritos Superiores,
podem perscrutar a intimidade perispirítica de desencarnados de menor grau
de elevação, bem como a dos encarnados, observando-lhes as desarmonias
e as necessidades.
Pode tornar-se visível aos olhos humanos em certas condições.
"O mundo se encontra cheio de coisas materializadas, em todas as faixas de vida. No
entanto, os Espíritos Superiores empenham-se em se materializarem, quando oportuno,
para os homens, para que eles vejam e despertem para a fé na vida, que continua
sempre, nas variadas dimensões do existir.
"Quantas vezes tivemos a felicidade de pegar nas mãos humanas, fazendo-nos visíveis
para os nossos irmãos da Terra, saudando-os com o nosso gesto de alegria,
complemento divino do amor".
"Muitos duvidaram da nossa presença, mas muitos ainda conservam na lembrança e no
coração a nossa palavra, como serva de Jesus.
Mesmo com nossas deficiências, o nosso ideal era e é de servir, com prazer de ser útil".
IRMÃ SCHEILLA
 Corporeidade: Mantém a forma humana, refletindo a última
encarnação do espírito.
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 Tangibilidade – O perispírito, com o devido suporte ectoplásmico,
pode tornar-se materialmente tangível, no todo ou em parte.
Pode ser percebido pelo tato em algumas circunstâncias.
 Expansibilidade – O perispírito, intrinsecamente indivisível, pode,
conforme suas condições, expandir-se, aumentando, inclusive, o campo de
percepção. A expansibilidade perispirítica está na base dos principais
processos mediúnicos; haja vista, por exemplo, que é a exteriorização do
psicossoma que permite ao vidente a captação da realidade espiritual e que,
também, graças a essa propriedade, é que se torna possível o contato
perispírito a perispírito, que marca o fenômeno da incorporação.
Pode expandir-se e contrair-se conforme necessário.
 Bicorporeidade – O perispírito do encarnado desliga-se parcialmente
do seu corpo físico e, enquanto este permanece adormecido em um local, o
Espírito se desloca no espaço, tornando-se visível em outra localidade, às
vezes muito distante de onde está o seu corpo. A visibilidade pode ser rápida
e fugaz, ou nítida e prolongada, suscetível de ser visto e, até, tocado.
O Espírito do encarnado se desloca no espaço, tornando-se visível em
outra localidade, distante do seu corpo físico.
 Unicidade – A estrutura perispirítica como reflexo da alma, é única
como esta. Não há perispíritos iguais, como a rigor, inexistem almas
idênticas. Obviamente, no decorrer do processo evolutivo diminuem as
diferenças e cresce a harmonização entre as almas, sem que entretanto, a
individualidade, deixe de ser preservada, no "grande todo".
Mantém a individualidade do espírito.
 Perenidade – O perispírito tem a marca da perenidade, sendo
indestrutível como a própria alma. Por espírito deve-se entender a alma
revestida de seu envoltório fíuídico, que tem a forma do corpo físico e
participa da imortalidade da alma, de que é inseparável.
É duradouro, acompanhando o espírito em suas várias encarnações.
 Mutabilidade – Esse corpo fluídico não é imutável; depura-se e
enobrece-se com a alma; segue-a através das suas inumeráveis
encarnações; com ela sobe os degraus da escada hierárquica, torna-se cada
vez mais diáfano e brilhante para, em algum dia, resplandecer com uma luz
radiante.
Pode mudar de forma e aparência conforme a necessidade.
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 Capacidade refletora – O corpo espiritual, extensão da alma que é,
reflete contínua e instantaneamente os estados mentais. Aura e dimensão
física (fisiologia dos centros vitais).
Reflete o estado mental e emocional do espírito.
 Odor – O perispírito, a refletir-se na aura, caracteriza-se, também, por
odor particular, facilmente perceptível pelos Espíritos.
Pode emitir odores que refletem o estado do espírito.
 Temperatura – É lícito cogitar-se da possibilidade de que o perispírito
também mostre uma espécie de temperatura própria, relacionada,
naturalmente, com o grau de evolução do Espírito. Trata-se de tema a ser,
ainda, investigado, mas suscetível de comparecer, no futuro, com força maior
do que uma simples hipótese.
Pode variar em temperatura, refletindo o estado do espírito.
Essas propriedades permitem que o perispírito desempenhe um papel crucial
na interação entre o espírito e o corpo físico, além de facilitar a comunicação
entre os planos espiritual e material.
74
Leitura complementar:
Teoria dos campos morfogenéticos
A teoria dos campos morfogenéticos foi proposta pelo biólogo Rupert Sheldrake na
década de 1980.
O campo morfogenético, proposto pelo biólogo inglês Rupert Sheldrake, é um conceito
que se refere a um campo de informação não físico (invisível) que organiza a estrutura, a
forma e o comportamento dos sistemas vivos. Segundo essa teoria, cada sistema, seja
ele biológico, social ou familiar, possui um campo morfogenético único que influencia e é
influenciado pelos padrões e dinâmicas presentes nesse sistema.
Esses campos são responsáveis por organizar a forma e o desenvolvimento dos
organismos, atuando como um tipo de “memória coletiva” que influencia como as células
se desenvolvem e se diferenciam. Por exemplo, durante o desenvolvimento embrionário,
um campo morfogenético pode guiar as células a se organizarem de maneira a formar um
órgão específico.
Embora a teoria dos campos morfogenéticos não seja amplamente aceita na comunidade
científica, ela oferece uma perspectiva interessante sobre como os organismos podem
desenvolver formas e comportamentos complexos sem depender apenas da informação
genética.
Princípios Básicos
1. Campos Morfogenéticos: Esses campos são responsáveis pela forma e estrutura
dos organismos. Eles são considerados como padrões de organização que
influenciam o desenvolvimento e o comportamento dos seres vivos.
2. Ressonância Mórfica: Sheldrake sugere que existe uma “memória coletiva” na
natureza. Isso significa que os padrões de comportamento e forma são
transmitidos através do tempo e espaço por meio de uma ressonância entre
organismos semelhantes.
3. Influência Não-Local: A teoria propõe que os campos morfogenéticos não estão
limitados pelo espaço e tempo, o que significa que a influência pode ocorrer
instantaneamente e à distância.
Exemplos e Aplicações
 Desenvolvimento Embriológico: Sheldrake argumenta que os campos
morfogenéticos ajudam a explicar como células embrionárias se organizam em
formas complexas durante o desenvolvimento.
 Comportamento Animal: A teoria também é usada para explicar comportamentos
instintivos em animais, sugerindo que esses comportamentos são influenciados por
campos morfogenéticos.
Controvérsias
A teoria dos campos morfogenéticos é altamente controversa e tem sido amplamente
criticada pela comunidade científica, principalmente devido à falta de evidências empíricas
robustas e à dificuldade de testar suas previsões de maneira rigorosa.
75
1.5 – DIFERENTES ORDENS DE ESPÍRITOS
96 – São iguais os Espíritos, ou há entre eles qualquer hierarquia?
São de diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham
alcançado.
COMENTÁRIOS:
Assim como na Terra, há pessoas mais evoluídos e menos evoluídos, seja
no conhecimento, no campo das profissões ou no campo da moral, pois cada
um com sua experiência é herdeiro do seu próprio passado.
No mundo espiritual não é diferente. Os Espíritos têm experiências diversas
uns dos outros, portanto, inigualavelmente único.
A organização social da Terra é uma cópia malfeita da organização social do
mundo espiritual.
No mundo espiritual, há colônias e nessas colônias há instituições que para
bem funcionarem necessitam ter uma organização, na qual tem que haver
uma hierarquia fundamentada em responsabilidades que cada qual assume
na direção das tarefas que lhes compete.
Ex: Colônia Nosso Lar
No Nosso Lar tem o governador e seis ministérios: União Divina, Elevação,
Esclarecimento, Comunicação, Auxílio e Regeneração. O plano piloto tem a
forma de uma estrela de seis pontas - cada uma relacionada a um dos
ministérios. Um muro com cerca eletromagnética protege a colônia de
ataques dos espíritos que moram no Umbral e são organizados.
Além da Governadoria e dos Ministérios, possui hospitais, câmaras de
retificação, vigilantes, etc. Cada uma dessas repartições tem o seu
responsável, o seu orientador, seus auxiliares, etc. cada qual respeitando a
hierarquia.
A diferença entre a hierarquia do mundo espiritual e a hierarquia que se
estabelece nas instituições terrenas é que aqui a hierarquia se estabelece
pelo poder intelectual, pelo poder monetário ou aquisitivo, pela indicação,
pelo voto, etc. em que a pessoa vai ocupando cargos de acordo com essas
posições. Lá no mundo espiritual existe apenas um critério para que a
pessoa assuma determinado cargo: a sua evolução moral e a sua
capacidade de trabalho.
No Nosso Lar, o governador é o que mais trabalha. Ele que mais ganha?
Não. Essa hierarquia existe só por uma questão de logística para regular o
funcionamento das instituições. Não que trabalho de um é mais importante
76
LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS
Capítulo I: Dos Espíritos
que o do outro. André Luiz nos fala do bônus-hora que é um padrão
monetário que vige em Nosso Lar, mas não chega a ser um padrão
monetário como nós conhecemos por aqui, pois lá as aquisições
praticamente são desnecessárias, mas é o fruto que cada um vai recebendo
para poder adquirir um local para estabelecer a residência da sua família. E
para qualquer Espírito que trabalhe em qualquer hierarquia, em qualquer
função, ele terá um bônus para cada hora trabalhada.
Hierarquia – disciplina – organização militar (milenar) – respeito aos
princípios
97 – As ordens ou graus de perfeição dos Espíritos são em número
determinado?
São ilimitadas em número, porque entre elas não há linhas de demarcação
traçadas como barreiras, de sorte que as divisões podem ser multiplicadas
ou restringidas livremente. Todavia, considerando-se os caracteres gerais
dos Espíritos, elas podem reduzir-se a três principais.
Na primeira, colocar-se-ão os que atingiram a perfeição máxima: os puros
Espíritos. Formam a segunda os que chegaram ao meio da escala: o desejo
do bem é o que neles predomina. Pertencerão à terceira os que ainda se
acham na parte inferior da escala: os Espíritos imperfeitos. A ignorância, o
desejo do mal e todas as paixões más que lhes retardam o progresso, eis o
que os caracteriza.
COMENTÁRIOS:
A natureza não dá saltos.
O progresso de cada ser, de cada Espírito ocorre por um processo passo a
passo, aprendendo um pouquinho a cada dia, a cada reencarnação,
progredindo infinitamente na sua ascensão espiritual.
Comparação com as classes sociais. É difícil definir em qual classe pertence
determinada pessoa. Na espiritualidade essa colocação é ainda mais difícil.
Entre uma classe e outra há uma infinidade de gradação. É muito sutil essa
divisão. Uma pessoa/Espírito que está saindo de uma classe e entrando em
outra não é de forma brusca, mas de forma natural, lenta e proporcional. (É
como as cores do arco-íris).
Pela infinidade de espíritos encarnados e desencarnados na escala
evolutiva, não há como definir em escalas absolutas determinada quantidade
de espíritos, tendo cada um a sua jornada evolutiva naquele local.
77
Essa divisão em três ordens é uma divisão puramente didática para apenas
nos auxiliar na compreensão da posição da espiritualidade. Sabendo que
essa posição é transitória.
Aqui no planeta, nos encontramos na terceira ordem, porque somos ainda
espíritos imperfeitos, às vezes nos damos um relance de bem tentando
entrar na segunda ordem, mas depois voltamos para a terceira ordem. Há
exceções, pois há espíritos entre nós para nos auxiliar na evolução, nos
fornecendo com seu exemplo, seus conselhos, seu direcionamento e que
estaria, provavelmente, na segunda ordem. Porém nós, a maioria, ainda
transitamos como espíritos imperfeitos, erramos por omissão, por nossa
ignorância. Mas estamos em busca do progresso.
Cada um está de acordo com o seu momento de aprendizagem e Deus nos
ama como somos e nos fornece as oportunidades para avançarmos sempre.
As ordens espirituais são fases de aprendizagem.
Ex: Pré-escola – faculdade.
O importante não é nos preocuparmos em que classe nós estamos, mas
preocuparmos para trabalharmos o nosso interior, a nossa reforma íntima,
procurando sermos melhores diariamente e, quando percebermos já
estaremos mais próximos de Deus e da perfeição que é a nossa meta.
Reflexão: O que preciso fazer para avançar? Onde estou falhando?
98 – Os Espíritos da segunda ordem, para os quais o bem constitui a
preocupação dominante, têm o poder de praticá-lo?
78
Cada um deles dispõe desse poder, de acordo com o grau de perfeição a
que chegou. Assim, uns possuem a ciência, outros a sabedoria e a bondade.
Todos, porém, ainda têm que sofrer provas.
COMENTÁRIOS:
Mesmo os Espíritos da segunda ordem, nos quais predomina o desejo de
fazer o bem, buscam praticar e vivenciar o Evangelho em suas vidas, ainda
não são perfeitos. Precisam ainda se depurar.
Há os que possuem a ciência, outros a sabedoria, outros a bondade e, ainda
há os Espíritos superiores que possuem todas essas virtudes, mas estão
ainda no seu caminho evolutivo, estão evoluindo até que se tornem puros.
Provavelmente, há uma grande variação nessa escala. Alguns acabaram de
entrar nessa segunda ordem, outros quase se tornando espíritos perfeitos.
Uns se aperfeiçoam mais na área intelectual, outros se aperfeiçoam na área
da emoção e da moral.
O conhecimento humano hoje com a evolução da ciência e da tecnologia tem
uma enorme variedade, mas no campo moral também são inúmeras as
nossas possibilidades de aprendizado.
Toda realização no bem pode ser considerado um trabalho.
Todo trabalho promove o progresso. Desde uma oração até as mais
complexas realizações do ser humano ou do Espírito desencarnado, desde
que destinado ao bem é considerado trabalho.
É pelo trabalho no bem é que vamos adquirindo de fato a nossa evolução.
Aquele desejo de construir o bem, tem que ser para nós encarnados,
materializados através do trabalho que possamos realizar. E para os
Espíritos desencarnados também ele vai se efetivar através do trabalho que
eles possam realizar, cada um conforme as suas possibilidades e
oportunidades.
Questão 204 do livro O Consolador.
204 –A alma humana poder-se-á elevar para Deus, tão-somente com o
progresso moral, sem os valores intelectivos?
O sentimento e a sabedoria são as duas asas com que a alma se elevará
para a perfeição infinita.
No círculo acanhado do orbe terrestre, ambos são classificados como
adiantamento moral e adiantamento intelectual, mas, como estamos
examinando os valores propriamente do mundo, em particular, devemos
reconhecer que ambos são imprescindíveis ao progresso, sendo justo,
porém, considerar a superioridade do primeiro sobre o segundo, porquanto
79
a parte intelectual sem a moral pode oferecer numerosas perspectivas de
queda, na repetição das experiências, enquanto que o avanço moral
jamais será excessivo, representando o núcleo mais importante das
energias evolutivas.
DUAS ASAS DA EDUCAÇÃO ESPÍRITA
Geziel Andrade
Certa vez, um discípulo chegou na presença de seu Mestre e lhe perguntou:
- Mestre, o que devo fazer para que a minha alma alcance a presença de Deus, tão
logo haja a morte do meu corpo material?
O Mestre, de imediato, respondeu-lhe:
- Você precisa adquirir duas asas. Serão elas que conduzirão naturalmente a sua alma
à presença de Deus. A primeira asa é a da SABEDORIA. E a segunda asa é a do
AMOR.
E ante à surpresa do discípulo, o Mestre continuou:
- Se você conquistar apenas uma dessas duas asas, a sua alma não conseguirá alçar o
voo que pretende realizar.
Como o discípulo permanecesse com um olhar indignado, o Mestre continuou:
- Para você adquirir a asa do amor, você precisa colocar a bondade e a fraternidade no
seu coração e passar a prestar serviço útil e desinteressado aos semelhantes. Para
você conquistar a asa da sabedoria, você precisa da autoeducação, da acumulação de
experiências e da busca de conhecimentos elevados. Somente assim, durante a sua
vida material, a sua inteligência será bem empregada; e o seu saber será aplicado com
bons sentimentos e nobreza moral. Então, o Todo-poderoso terá grande satisfação em
receber a sua alma, quando ela deixar a vida terrena.
O discípulo, surpreendido com o que ouvira, afastou-se de cabeça baixa, revelando
claramente que estava consciente de que tinha grande desafio a vencer.
As duas asas: um pássaro não alça voo se não tiver as duas asas sadias.
Temos que ter a asa do conhecimento, do intelecto, mas também a asa do
equilíbrio emocional, da moral para que possamos alçar o nosso voo rumo à
evolução intelectual, moral e espiritual.
99 – Os da terceira categoria são todos essencialmente maus?
Não; uns há que não fazem nem o mal nem o bem; outros, ao contrário, se
comprazem no mal e ficam satisfeitos quando se lhes depara ocasião de
praticá-lo. Há também os levianos ou estouvados, mais perturbadores do que
80
malignos, que se comprazem antes na malícia do que na malvadez e cujo
prazer consiste em mistificar e causar pequenas contrariedades, de que se
riem.
COMENTÁRIOS:
Mesmo dentro de cada uma das três escalas de Espíritos apresentadas por
Kardec, há muitas diferenças entre os Espíritos.
Muitos estão na terceira ordem por ignorância, ainda não aprenderam estar
no caminho do bem, outros se sentem felizes em fazer o mal, gostam de
conviver com o mal, com a violência, sentem prazer nisso, alguns chegam
aspirar coisas melhores e chegam até mesmo a desejar o bem, o que falta
nestes últimos é a perseverança, pois qualquer obstáculo acabam
retornando.
O importante é saber que todos os Espíritos caminham para a perfeição.
Todos estão em busca da sua felicidade, uns atingirão mais cedo, outros
mais tarde, mas todos chegarão lá.
Jesus nos assegurou que nenhuma ovelha se perderá. (Mt 18, Lc 15 e Jo 10)
Aqui a Espiritualidade está especificando as classes que compõe a terceira
ordem dos Espíritos.
No tema a seguir Kardec especifica detalhadamente cada uma das ordens
com suas respectivas classes.
81
1.6 – ESCALA ESPÍRITA
Escala Espírita é um quadro resumido das diferentes ordens de Espíritos de
acordo com o grau de evolução dos indivíduos; foi elaborada por Allan
Kardec, seguindo as orientações dos mentores da codificação do Espiritismo.
Essa tabela ilustra os principais estágios do progresso intelectual e moral dos
Espíritos, separando-os em três ordens primordiais: Espíritos Imperfeitos (3ª
ordem), Bons Espíritos (2ª ordem) e Espíritos Puros (1ª ordem); com
exceção desta última, cada ordem têm suas subdivisões e admitem infinitas
nuances que distinguem as mais variadas condições que podem caracterizar
o nível dos encarnados e desencarnados em um determinado ponto de sua
jornada evolutiva, posto que, como o progresso é uma lei inexorável, a
posição de cada indivíduo não é absoluta — salvo a da primeira ordem, que
figura a posição daqueles que já alcançaram a perfeição.
O objetivo dessa escala é apresentar didaticamente o curso evolutivo dos
Espíritos e estimular cada qual a promover o seu próprio aperfeiçoamento
espiritual.
Allan Kardec: 100.
OBSERVAÇÕES PRELIMINARES.
A classificação dos Espíritos se baseia no grau de adiantamento deles,
nas qualidades que já adquiriram e nas imperfeições de que ainda terão
de despojar-se. Esta classificação, aliás, nada tem de absoluta. Apenas
no seu conjunto cada categoria apresenta caráter definido.
De um grau a outro a transição é insensível e, nos limites extremos, os
matizes se apagam, como nos reinos da Natureza, como nas cores do
arco-íris, ou, também, como nos diferentes períodos da vida do homem.
Podem, pois, formar-se maior ou menor número de classes, conforme o
ponto de vista donde se considere a questão. Dá-se aqui o que se dá
com todos os sistemas de classificação científica, que podem ser mais
ou menos completos, mais ou menos racionais, mais ou menos
cômodos para a inteligência. Sejam, porém, quais forem, em nada
alteram as bases da ciência. Assim, é natural que inquiridos sobre este
ponto, hajam os Espíritos divergido quanto ao número das categorias,
sem que isto tenha valor algum. Entretanto, não faltou quem se
agarrasse a esta contradição aparente, sem refletir que os Espíritos
nenhuma importância ligam ao que é puramente convencional. Para
eles, o pensamento é tudo. Deixam-nos a nós a forma, a escolha dos
termos, as classificações, numa palavra, os sistemas.
82
LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS
Capítulo I: Dos Espíritos
Façamos ainda uma consideração que se não deve jamais perder de
vista, a de que entre os Espíritos, do mesmo modo que entre os
homens, há os muito ignorantes, de maneira que nunca serão demais
as cautelas que se tomem contra a tendência a crer que, por serem
Espíritos, todos devam saber tudo. Qualquer classificação exige
método, análise e conhecimento aprofundado do assunto. Ora no
mundo dos Espíritos, os que possuem limitados conhecimentos são,
como neste mundo, os ignorantes, os inaptos a apreender uma síntese,
a formular um sistema. Só muito imperfeitamente percebem ou
compreendem uma classificação qualquer. Consideram da primeira
categoria todos os Espíritos que lhes são superiores, por não poderem
apreciar as gradações de saber, de capacidade e de moralidade que os
distinguem, como sucede entre nós a um homem rude com relação aos
civilizados. Mesmo os que sejam capazes de tal apreciação podem
mostrar-se divergentes, quanto às particularidades, conformemente aos
pontos de vista em que se achem, sobretudo se se trata de uma divisão,
que nenhum cunho absoluto apresente. Lineu7
, Jussieu8
e Tournefort9
tiveram cada um o seu método, sem que a Botânica houvesse em
consequência experimentado modificação alguma. É que nenhum deles
inventou as plantas, nem seus caracteres. Apenas observaram as
analogias, segundo as quais formaram os grupos ou classes. Foi assim
que também nós procedemos. Não inventamos os Espíritos, nem seus
caracteres. Vimos e observamos, julgamo-los pelas suas palavras e
atos, depois os classificamos pelas semelhanças, baseando-nos em
dados que eles próprios nos forneceram.
Os Espíritos, em geral, admitem três categorias principais, ou três
grandes divisões. Na última, a que fica na parte inferior da escala, estão
os Espíritos imperfeitos, caracterizados pela predominância da matéria
sobre o Espírito e pela propensão para o mal. Os da segunda se
caracterizam pela predominância do Espírito sobre a matéria e pelo
desejo do bem: são os bons Espíritos. A primeira, finalmente,
compreende os Espíritos puros, os que atingiram o grau supremo da
perfeição.
Esta divisão nos pareceu perfeitamente racional e com caracteres bem
positivados. Só nos restava pôr em relevo, mediante subdivisões em
número suficiente, os principais matizes do conjunto. Foi o que
fizemos, com o concurso dos Espíritos, cujas benévolas instruções
jamais nos faltaram.
7
- Carl Nilsson Linnæus (1707-1778) – Sueco – classificou os seres vivos em um sistema hierárquico que incluía reinos,
classes, ordens, gêneros e espécies facilitando a identificação e o estudo das plantas e animais.
8
- Antoine Laurent de Jussieu (1748-1836) – Francês – Dividiu o reino vegetal em três grupos principais, 15 classes,
100 ordens e 1.754 gêneros de plantas.
9
- Joseph Pitton de Tournefort (1656-1708) – Francês – o primeiro a fazer uma definição clara do conceito de gênero
para as plantas.
83
Com o auxílio desse quadro, fácil será determinar-se a ordem, assim
como o grau de superioridade ou de inferioridade dos que possam
entrar em relações conosco e, por conseguinte, o grau de confiança ou
de estima que mereçam. É, de certo modo, a chave da ciência espírita,
porquanto só ele pode explicar as anomalias que as comunicações
apresentam, esclarecendo-nos acerca das desigualdades intelectuais e
morais dos Espíritos. Faremos, todavia, notar que estes não ficam
pertencendo, exclusivamente, a tal ou tal classe. Sendo sempre gradual
o progresso deles e muitas vezes mais acentuado num sentido do que
em outro, pode acontecer que muitos reúnam em si os caracteres de
várias categorias, o que seus atos e linguagem tornam possível
apreciar-se.
COMENTÁRIOS:
"Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para
ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo
mundo”. (I João 4:1)
É difícil estabelecer exata classificação nessa escala classificatória, uma vez
que todos nós somos espíritos em evolução, ora avançamos, ora sofremos
novas quedas e assim caminhamos.
A classificação da ordem dos espíritos é totalmente didática, apenas para
facilitar a nossa compreensão de como funciona esse progresso espiritual.
Para cada um de nós o que importa é a reforma íntima. É vencer as más
inclinações, promover a transformação moral.
Se há uma escala a mais ou a menos, isso não importa. Nem tampouco se
situar dentro de uma delas. O objetivo é que possamos compreender como
se dá a ascensão espiritual.
Caminhar nos caminhos do bem. Amar uns aos outros.
Os espíritos não sabem tudo. Assim como nós encarnados, cada qual
domina determinada área. Há espíritos que nada sabem, são ainda
ignorantes, há os que sabem bem pouco e há aqueles que dominam
determinadas áreas do conhecimento, pois foi nessas áreas que dedicaram
seus estudos.
As pessoas que acreditam que os espíritos sabem tudo, os desavisados, às
vezes acabam indo buscar auxílio às coisas menos importantes da vida.
Para uma pretensão mesquinha não se apresentarão espíritos evoluídos,
mas espíritos que sejam mesquinhos. Isso é o início de muitas obsessões
que produzem muitos traumas. Daí o cuidado que temos que ter.
84
A análise da escala espírita é justamente para que a gente possa saber que
há os espíritos puros, bons, imperfeitos.
Chegar mais cedo ou mais tarde, depende de cada um. A caminhada
evolutiva é individual.
Em “Obras Póstumas”, p.269, estudamos:
“Um dos primeiros resultados que colhi das minhas observações foi que os Espíritos,
nada mais sendo do que a alma dos homens, não possuíam nem a plena sabedoria, nem
a ciência integral; que o saber que dispunham se circunscrevia ao grau, que haviam
alcançado, de adiantamento, e que a opinião deles só tinha o valor de uma opinião
pessoal. Reconhecida desde o princípio, esta verdade, me preservou do grave escolho de
crer na infalibilidade dos Espíritos e me impediu de formular teorias prematuras, tendo por
base o que fora dito por alguns deles”.
Essas três ordens são desdobradas em 10 classes.
Vamos começar abordando a terceira ordem, através da questão 101, com
Allan Kardec.
Essa classificação serve para compreendermos melhor o nível e a
mensagem repassada pelos Espíritos, como também, para que possamos
nos compreendermos melhor enquanto encarnados.
Resumo: https://correio.news/reflexoes/escala-espirita-um-guia-preciso-para-
as-relacoes-com-os-espiritos
A TERCEIRA ORDEM - ESPÍRITOS IMPERFEITOS
Allan Kardec: 101.
CARACTERES GERAIS.
Predominância da matéria sobre o Espírito. Propensão para o mal.
Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as paixões que lhes são
consequentes.
Têm a intuição de Deus, mas não O compreendem.
Nem todos são essencialmente maus. Em alguns há mais leviandade,
irreflexão e malícia do que verdadeira maldade. Uns não fazem o bem
nem o mal; mas, pelo simples fato de não fazerem o bem, já denotam a
85
sua inferioridade. Outros, ao contrário, se comprazem no mal e
rejubilam quando uma ocasião se lhes depara de praticá-lo.
A inteligência pode achar-se neles aliada à maldade ou à malícia; seja,
porém, qual for o grau que tenham alcançado de desenvolvimento
intelectual, suas ideias são pouco elevadas e mais ou menos abjetos
seus sentimentos.
Restritos conhecimentos têm das coisas do mundo espírita e o pouco
que sabem se confunde com as ideias e preconceitos da vida corporal.
Não nos podem dar mais do que noções errôneas e incompletas;
entretanto, nas suas comunicações, mesmo imperfeitas, o observador
atento encontra a confirmação das grandes verdades ensinadas pelos
Espíritos superiores.
Na linguagem de que usam se lhes revela o caráter. Todo Espírito que,
em suas comunicações, revela um mau pensamento pode ser
classificado na terceira ordem. Conseguintemente, todo mau
pensamento que nos é sugerido vem de um Espírito desta ordem.
COMENTÁRIOS: (1.ª Tela)
Quase toda, a grande maioria da população do nosso planeta se inclui entre
esses Espíritos da terceira ordem, inclusive os desencarnados que
continuam convivendo em nosso meio aqui no nosso planeta. Exceto alguns
encarnados e desencarnados que se encontram no ambiente terrestre em
provas, em busca de elevar alguém (um ente querido) ou em trabalho. São
esses que nos auxiliam, como Bezerra de Menezes, Chico Xavier, Madre
Tereza de Calcutá e muitos que trabalham no anonimato, em nome do Pai.
Onde está o seu tesouro aí também estará o seu coração. (MT, 6:21)
São espíritos que acabam se expressando através de uma linguagem banal,
sem fundo emocional e que de forma alguma faz a gente se aprofundar no
tema, pensar no assunto e interiorizar um aprendizado.
Porém, linguagem banal é diferente de linguagem simples.
Alguns espíritos possuem um jeito característico de falar, até mesmo
simplório. Falam em português errado ou de forma coloquial, porém a
mensagem que passam é de profunda carga emocional ou moral. Temos
que saber diferenciar, pois o espírito pode falar com pompa, usando de
palavras bonitas, mas na verdade está apenas inflamando a conversa, sem
dar sentido algum a mesma, sendo enfadonho e grosseiro, abusando da
oratória. Podemos encontrar um espírito falando e escrevendo em francês ou
até mesmo um médico alemão, estando nessa classe.
Mesmo querendo transparecer como bons, o tipo da linguagem usada nas
comunicações revela o seu caráter. Pois, há aqueles que fazem uso da
86
inteligência e do conhecimento científico voltado às práticas morais mais
baixas.
Por isso, devemos analisar o conteúdo da mensagem e não sua forma.
Esses espíritos da Décima Classe, só por incentivarem as paixões inferiores,
já se encontram atrasados dentro de suas evoluções morais, são geralmente
espíritos desonrados, que não cumprem com os acordos previamente
acertados, e alguns até mesmo são ignorantes.
Eles veem a felicidade dos bons e esse espetáculo lhes constitui
incessante tormento, porque os faz experimentar todas as angústias
que a inveja e o ciúme podem causar.
Conservam a lembrança e a percepção dos sofrimentos da vida
corpórea e essa impressão é muitas vezes mais penosa do que a
realidade. Sofrem, pois, verdadeiramente, pelos males de que
padeceram em vida e pelos que ocasionam aos outros. E, como sofrem
por longo tempo, julgam que sofrerão para sempre. Deus, para puni-los,
quer que assim julguem.
Podem compor cinco classes principais.
COMENTÁRIOS: (2.ª Tela)
Presos à matéria, aos bens materiais. Sofrem por isso, choram pelos bens
deixados. Reclamam da família pelo destino dado aos seus bens, aos seus
pertences materiais, ficando sempre apegados à matéria.
Quando são maldosos (nem todos são maus) podem tentar prejudicar
aqueles que segundo eles, desviaram seus bens, tornando obsessores.
A crença no inferno (último parágrafo)
Jesus afirmou que nenhuma ovelha se perderá.
É muito importante a afirmativa dos Espíritos em O Livro dos Espíritos, de que Deus nos
criou simples e ignorantes.
A palavra imperfeição é usada por limitação de nosso vocabulário, em se tratando dessa
modalidade de Espíritos, porque Deus, sendo perfeito, não iria fazer algo imperfeito.
Poderíamos tratá-los por Espíritos primitivos, cujas faculdades ainda dormem, mas que
serão despertadas à luz do sol divino. Há uma variedade dessas entidades por todo o
mundo, e as variações se ajustam em cada país, de acordo com as leis que as atraem por
afinidade.
Os Espíritos chamados de inferiores não têm, evidentemente, completa culpa de serem
assim, observando o despertamento gradativo das almas. E esse empuxo espiritual
constitui uma lei. Contudo, fica em nossas mãos aproveitar a luzinha que for nascendo em
87
nosso coração, para o nosso próprio bem, e é essa luz nascente que o mundo espiritual
se dispôs, em nome do Criador, a alimentar, para que o candidato desperte e se
conscientize dos seus próprios deveres ante seus compromissos. (Miramez)
Allan Kardec: 102.
Décima classe. ESPÍRITOS IMPUROS.
São inclinados ao mal, de que fazem o objeto de suas preocupações.
Como Espíritos, dão conselhos pérfidos, sopram a discórdia e a
desconfiança e se mascaram de todas as maneiras para melhor
enganar.
Ligam-se aos homens de caráter bastante fraco para cederem às suas
sugestões, a fim de induzi-los à perdição, satisfeitos com o
conseguirem retardar-lhes o adiantamento, fazendo-os sucumbir nas
provas por que passam.
Nas manifestações dão-se a conhecer pela linguagem. A trivialidade e a
grosseria das expressões, nos Espíritos, como nos homens, é sempre
indício de inferioridade moral, senão também intelectual. Suas
comunicações exprimem a baixeza de seus pendores e, se tentam
iludir, falando com sensatez, não conseguem sustentar por muito
tempo o papel e acabam sempre por se traírem.
COMENTÁRIOS: (1.ª Tela)
Os espíritos impuros são seres espirituais malignos que se opõem a Deus e
buscam influenciar negativamente as pessoas.
Como podemos perceber aqui os espíritos são incapazes de manter a
harmonia, sempre instilando a discórdia e desconfiança.
As pessoas que são objeto de sua atenção são as mais fracas que não
conseguem se erguer e sempre reclamam das provas a que são submetidas.
É importante frisar o fato de que uma pessoa fraca de opinião nem sempre é
uma pessoa desonesta, veja que eles procuram geralmente os honestos
para corrompê-los. Mas no momento de fragilidade, essas pessoas
começam a procurar uma saída fácil, que geralmente é oferecida por esses
espíritos, estando eles encarnados ou desencarnados.
Questão 459 - Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos
atos?
“Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto que, de ordinário, são
eles que vos dirigem.”
88
Se os espíritos influenciam em nossas vidas, somos nós é que devemos
escolher tais espíritos, através dos pensamentos e dos sentimentos que
emitimos.
Nunca se fala sobre elevação espiritual ou vontade de Deus, mas ofertam o
caminho menos penoso, ou sugestionam que é a própria religião que os está
afastando da boa vida, da felicidade e os deixando tristes.
Alguns negam completamente a ideia da existência de Deus e acabam por
instilar a descrença nas suas vítimas.
Geralmente é a fé e a perseverança espiritual que nos livra das obsessões,
mas se não tivermos crença em um Deus, nem sequer iremos procurar
ajuda.
Nas reuniões mediúnicas, as de desobessessão, por exemplo, é muito
comum Espíritos que tentam se apresentar como donos da verdade, só eles
que sabem, fazem ameaças, mas às vezes também se apresentam tentando
mascarar a verdade com palavras mais dóceis, fornecendo bons princípios
morais, mas logo cai porque não conseguem sustentar a máscara, pois não
vivenciam isso no seu dia a dia.
O importante termos claro é que são irmãos nossos necessitando de auxílio,
que estão para receber os ensinamentos de amor contidos no Evangelho
ensinado por Jesus, merecem o nosso carinho, o nosso amor, as nossas
preces.
Alguns povos os arvoraram em divindades maléficas; outros os
designam pelos nomes de demônios, maus gênios, Espíritos do mal.
Quando encarnados, os seres vivos que eles constituem se mostram
propensos a todos os vícios geradores das paixões vis e degradantes:
a sensualidade, a crueldade, a felonia, a hipocrisia, a cupidez, a avareza
sórdida. Fazem o mal por prazer, as mais das vezes sem motivo, e, por
ódio ao bem, quase sempre escolhem suas vítimas entre as pessoas
honestas. São flagelos para a humanidade, pouco importando a
categoria social a que pertençam, e o verniz da civilização não os forra
ao opróbrio e à ignomínia.
COMENTÁRIOS: (2ª tela)
Esses Espíritos que têm predominância para o mal quando se encarnam
entre nós são aqueles que promovem o mal e a violência na Terra.
Os espíritos impuros podem reencarnar em várias categorias sociais,
influenciando negativamente as pessoas e a sociedade. Aqui estão alguns
exemplos de espíritos impuros reencarnados:
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Nota: Esses exemplos são baseados em crenças espirituais e não devem
ser considerados como fatos científicos.
1. Pessoas com comportamento cruel ou violento: seriais killers, torturadores,
etc.
2. Indivíduos com intenções maliciosas: assassinos, estupradores,
assaltantes, opositores a Deus (escarnecedores de Deus), inimigos do bem,
etc.
3. Pessoas com hábitos destrutivos: viciados em drogas, álcool, jogos (vício),
etc.
4. Indivíduos com atitudes extremamente preconceituosas: racistas, sexistas,
etc.
5. Cientistas e tecnólogos que utilizam o conhecimento para a prática do mal.
6. Líderes autoritários, tirânicos, maléficos, falsos:
 Líderes Políticos ditadores, opressores, corruptos, etc;
 Líderes religiosos falsos, enganadores, usurpadores, etc;
 Líderes do tráfico: drogas, pessoas, animais, objetos de valor, etc;
 Líderes de instituições educacionais com direcionamento para o
colapso social, ético e moral;
 Líderes de grupos terroristas.
- Desencarnados – líderes das falanges.
Esses exemplos não devem ser usados para julgar ou condenar indivíduos,
mas sim para entender a influência negativa dos espíritos impuros, tanto
encarnados, como desencarnados. Um dia irão despertar para o bem.
No atual momento de transição na Terra sabemos por auxílio dos Espíritos
superiores que esses Espíritos estão tendo a última oportunidade
reencarnatória no planeta e se continuarem vinculados no mal farão parte
daqueles que buscarão o exílio em outro planeta adequado à sua propensão
para o mal, onde vão ganhar novas oportunidades de aprendizado, de
crescimento.
É importante lembrar que esses espíritos impuros não têm poder sobre
aqueles que creem em Jesus Cristo (1 João 4:4).
A fé em Deus e a oração são armas poderosas contra a influência do mal.
Devemos orar por esses irmãos que ainda não conhecem o bem.
O Espírito impuro somente idealiza o mal, e nisto procura homens de sua estirpe, para
que a sua convivência seja em perfeita harmonia, e transmite para seu instrumento as
suas ideias de vingança, de ódio, de maledicência, enfim, de todos os tipos de discórdia.
Devemos ter cuidado com os Espíritos impuros, para não sermos influenciados por eles e
90
não cairmos na ordem dos escandalosos, é melhor que nos conscientizemos de que, se a
natureza não dá saltos, eles somente entenderão a verdade com o passar dos tempos, é
necessário que tenhamos paciência, sem conivência; que tenhamos tolerância, sem apoio
às ideias maléficas. Eles precisam mais de serem educados pelo exemplo, pelo trabalho e
pela oração, que traduz perfeitamente o perdão das ofensas. Oremos por eles, na mais
pura fraternidade! (Miramez)
https://www.correioespirita.org.br/categorias/filosofia-e-espiritismo-correio-
espirita/1754-a-vida-dos-espiritos-impuros-no-alem
Allan Kardec: 103.
Nona classe. ESPÍRITOS LEVIANOS.
São ignorantes, maliciosos, irrefletidos e zombeteiros. Metem-se em
tudo, a tudo respondem, sem se incomodarem com a verdade. Gostam
de causar pequenos desgostos e ligeiras alegrias, de intrigar, de induzir
maldosamente em erro, por meio de mistificações e de espertezas. A
esta classe pertencem os Espíritos vulgarmente tratados de duendes,
trasgos, gnomos, diabretes. Acham-se sob a dependência dos Espíritos
superiores, que muitas vezes os empregam, como fazemos com os
nossos servidores.
Em suas comunicações com os homens, a linguagem de que se servem
é, amiúde, espirituosa e faceta, mas quase sempre sem profundeza de
ideias. Aproveitam-se das esquisitices e dos ridículos humanos e os
apreciam, mordazes e satíricos. Se tomam nomes supostos, é mais por
malícia do que por maldade.
COMENTÁRIOS:
Esses espíritos levianos não têm um compromisso do mal para com o mal.
Quando praticam a maldade é de forma não intencional ou apenas para se
divertirem, não tendo compromisso com nada.
Semeiam discórdias, intrigas aqui ou ali entre as pessoas, entre os grupos de
trabalho, mesmo em casas religiosas. São omissos porque não fazem o bem
e no seu descompromisso com a vida acabam semeando o mal por onde
passam.
Não tem conscientização da vida, da busca do aprimoramento de si
enquanto espírito infinito que são.
Normalmente esses espíritos não trabalham, mas visam apenas aproveitar
os falsos prazeres que a vida pode lhes proporcionar.
91
Estão em festejos, em lugares onde as pessoas estão descontraídas, com
prazeres e naqueles lugares onde vivenciam os excessos de todas as
ordens. Estão ali tentando aproveitar de tudo que a vida possa lhes
proporcionar. Eles perdem tempo em sua evolução.
As suas brincadeiras influenciam negativamente aqueles que sintonizam com
eles, portanto, quando nos entregamos a qualquer tipo de excesso na vida
nós acabamos sintonizando com esses espíritos descompromissados com o
mal, mas também descompromissados com o bem e com a própria vida.
Eles acabam se juntando a nós para sugar de nós aquilo que podemos lhes
proporcionar de prazer e acabam nos chafurdando cada vez mais naqueles
prazeres efêmeros da vida que nos levam para a porta larga de que Jesus
nos falava, nos afastando da porta estreita, daí seguindo esses irmãozinhos,
nós acabamos nos prejudicando.
Eles se aproveitam da situação e da ignorância para darem risada da cara
dos encarnados, se colocam em muitas situações passando por outras
figuras históricas, só para verem os seus obsedados passarem por
constrangimentos. Acabam por incitar certa ambição nos seres humanos,
como uma paixão frívola ou uma certeza imutável, só para depois contrariá-
los e deixá-los em situação desagradável.
Gostam muito de movimentar objetos – quando há o concurso de um
médium de efeitos físicos – simplesmente para incutir medo nos encarnados.
Os espíritos levianos são seres espirituais que não têm intenções malignas,
mas podem influenciar negativamente as pessoas devido à sua natureza
instável ou imatura. Aqui estão alguns exemplos de espíritos levianos
reencarnados:
1. Pessoas que não levam nada a sério, imprimindo descompromisso em
tudo o que se faz (quando faz), às vezes, vive às custas dos outros, pois
quer levar a vida numa boa, sem compromisso, sem responsabilidade.
2. Pessoas com personalidade instável.
3. Indivíduos com hábitos compulsivos ou viciantes (jogo, drogas, álcool).
4. Pessoas com comportamento impulsivo ou agressivo.
5. Indivíduos com dificuldade em manter relacionamentos saudáveis.
6. Pessoas com tendência a mentir ou enganar.
7. Pessoas que sempre utilizam brincadeira indecente, inconveniente ou
ofensiva, como:
 Piadas de mau gosto.
 Brincadeiras com conotação sexual.
 Jogos de palavras com duplo sentido.
 Mímicas ou gestos obscenos.
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 Brincadeiras que envolvam ridicularizar ou humilhar alguém.
8. Pessoas que gostam de zombar dos outros.
Que Deus nos conceda o discernimento para que possamos caminhar passo
a passo, despertando para o bem, sabendo que o mundo espiritual superior
não se cansa de nos ajudar, por saber que algum dia despertaremos para a
verdadeira fraternidade, com honestidade e amor.
Os Espíritos levianos são profundamente maliciosos e sentem prazer nas suas
leviandades; procuram sempre as companhias que lhes servem de médiuns, com as
mesmas intenções; riem a bandeiras despregadas das arapucas que armam para os
outros e se reúnem em grupos de sintonia para procurarem meios de infernizar a vida de
seus semelhantes. São desajustados em muitos ângulos de sua vivência.
Os Espíritos levianos respondem a tudo sem pensar no que estão respondendo; eles não
têm interesse em falar a verdade, e, sim, alimentar a vaidade de tudo saber. Quando são
desmascarados, alegam ao enganado que a vida é assim mesmo, que a mentira e o
engano estão na boca de todas as pessoas.
A mentira no meio deles, é armas de fazer intrigas; se ouvem alguma coisa séria, não
prestam atenção, por não terem capacidade de pensar no que estão semeando de mal
aos outros, e a própria natureza não os força, pois, assim é à vontade de Deus: que eles
caminhem passo a passo e despertem para o Bem na sequência da sua evolução. O
mundo espiritual superior não se cansa de ajudá-los na luz da sutileza espiritual, por
saber que algum dia despertarão para a verdadeira fraternidade, com honestidade e
amor. (Miramez)
Allan Kardec: 104.
Oitava classe. ESPÍRITOS PSEUDO-SÁBIOS.
Dispõem de conhecimentos bastante amplos, porém, creem saber mais
do que realmente sabem. Tendo realizado alguns progressos sob
diversos pontos de vista, a linguagem deles aparenta um cunho de
seriedade, de natureza a iludir com respeito às suas capacidades e
luzes. Mas, em geral, isso não passa de reflexo dos preconceitos e
ideias sistemáticas que nutriam na vida terrena. É uma mistura de
algumas verdades com os erros mais polpudos, através dos quais
penetram a presunção, o orgulho, o ciúme e a obstinação, de que ainda
não puderam despir-se.
COMENTÁRIOS:
O progresso se dá pelo intelecto e pela moral, portanto para evoluirmos
precisamos aprender a amar e temos que aprender também o intelecto.
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“Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o
segundo” (O Evangelho segundo o Espiritismo - 6, 5 – Espírito de Verdade, Paris,
1860)
Os Espíritos pseudo-sábios são os que desenvolveram apenas uma das
asas. A asa do intelecto, mas usam esse intelecto sem nenhum pudor ético,
sem nenhum conhecimento moral, sem direcionamento que seja para
benefício da comunidade, para o próximo. Visam apenas o próprio benefício.
Quando em reuniões mediúnicas, se apresentam com belas palavras,
mensagens que à primeira vista seria de Espíritos superiores, mas ao
depararmos, analisarmos profundamente a gente vai ver que existem
equívocos.
Allan Kardec orienta para termos muito cuidado ao analisarmos cada uma
das mensagens que recebemos em nossas casas espíritas.
Esses Espíritos tentam impor os seus conceitos e se irritam quando a gente
questiona o seu entendimento, quando a gente coloca os ensinamentos de
Jesus, mostrando os seus equívocos, daí acabam mostrando a sua
inferioridade.
Para que possamos analisar os possíveis equívocos das mensagens, nós
temos que estudar. Temos que ter um paradigma. E este paradigma é a
doutrina espírita. Dessa forma podemos aprender através do estudo,
principalmente, das obras básicas da codificação.
“Na dúvida, abstém-te, diz um dos vossos velhos provérbios. Não admitais,
portanto, senão o que seja, aos vossos olhos, de manifesta evidência.
Desde que uma opinião nova venha a ser expendida, por pouco que vos
pareça duvidosa, fazei-a passar pelo crisol da razão e da lógica e rejeitai
desassombradamente o que a razão e o bom senso reprovarem. Melhor é
repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria
errônea.” (Erasto – Livro dos Médiuns, item 230)
Quando encarnados os espíritos pseudossábios são seres espirituais que se
caracterizam por:
- Arrogância e presunção intelectual.
- Falta de humildade, pois possui a tendência de ofender ou humilhar outros.
De forma geral verifica-se algumas características:
- Usam de um linguajar complexo para impressionar.
- Desprezam opiniões divergentes.
- Possuem tendência de manipular informações, fake News.
- Buscam o poder e a influência onde quer que estejam.
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- Palavras-chave: "eu sei", "você não entende", "sou especialista".
- Usam de ironia, sarcasmo ou ridicularização.
Conforme Miramez
Essa classe de espíritos é muito populosa, encontramos diversos elementos
encarnados e em épocas de facebook e redes sociais, proliferam aos
montes. É fácil reconhecer, é sempre aquele que tem uma opinião
tendenciosa, que se apodera de trechos de textos e os adequam fora de seu
sentido original, para dar certa autoridade para suas próprias explicações e
ideias. Utilizam-se de todos os artifícios para defenderem que suas ideias
são corretas, porém nem sempre são a expressão ideal de uma ciência ou
sabedoria.
Não admitem que questionem a seu conhecimento e as suas bases,
fechando olhos e ouvidos para novas informações. Mesmo porque estamos
cheios de informações enquanto o conhecimento fica para trás. Mas é só
deter um exame mais sério para perceber como estão tentando enganar os
outros e a si. Ao contrário do zombeteiro ou leviano – que leva tudo como
brincadeira, os espíritos pseudosábios acham-se mesmo detentores da
verdade, dizem que é assim e ponto final.
Os sábios sempre ouvem as opiniões diversas e questiona-se se não estão
errados, é assim que eles aprendem.
Essa classe de Espíritos comumente dá a impressão de tudo saber.
Como lidar com esses espíritos, tanto encarnados como desencarnados:
- Manter a calma e a objetividade.
- Verificar informações antes de compartilhar.
- Saber conduzir determinados assuntos para não transformar em
discussões agressivas.
- Buscar fontes confiáveis.
- Cultivar a empatia, a compreensão e a prece.
Ás vezes manejam o verbo dando a aparência de um completo domínio de todo o saber;
no entanto, pouco sabem da verdade. São Espíritos orgulhosos, que ainda não se
despiram das intenções de grandeza e se revestem de muita vaidade. Não têm humildade
para ouvir os Espíritos puros, procuram sempre discussão e muitos deles até que
poderiam vencer pela argumentação, mas, nunca pela vivência. Falam muita coisa sem
conhecimento e sem profundidade. Geralmente o pseudo-sábio é falador.
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Esses Espíritos são os mesmos falsos profetas que o Evangelho lembra com veemência,
pedindo para que não nos deixemos ser iludidos pelos tais.
O médium falante e o escrevente psicógrafo são instrumentos de muita responsabilidade.
Aquilo que se fala ou se escreve, fica. Devem se tomar os cuidados necessários para que
os ensinamentos do nosso Divino Mestre cresçam nos corações e nos ajudam na nossa
perfeição espiritual, caminhos que tanto desejamos.
É necessário que aprendamos a discernir as coisas, mesmo ouvindo os pseudo-sábios,
mas, nunca sejamos influenciados por eles, porque, de certo modo, eles são os futuros
instrutores dos Espíritos que estão na retaguarda em busca da luz de Deus. (Miramez)
Allan Kardec: 105.
Sétima classe. ESPÍRITOS NEUTROS.
Nem bastante bons para fazerem o bem, nem bastante maus para
fazerem o mal. Pendem tanto para um como para o outro e não
ultrapassam a condição comum da Humanidade, quer no que concerne
ao moral, quer no que toca à inteligência. Apegam-se às coisas deste
mundo, de cujas grosseiras alegrias sentem saudades.
COMENTÁRIOS:
Chegamos à categoria que abarca a maioria de nós encarnados. Nesta
categoria temos as pessoas comuns – ordinárias, que nem são altruístas
(filantrópicas) a ponto de se dedicarem ao próximo de forma desinteressada
e também nem as tão más que queiram prejudicar a todos com maldades e
esquemas maldosos, de forma direta e intencional.
Espíritos que cuidam apenas dos seus interesses.
São tidas na sociedade como pessoas honestas, trabalhadores, pagam suas
contas, seus impostos, mas apenas cuidam dos seus interesses e, às vezes,
da sua família. Seguem uma rotina em prol da sobrevivência, sem se
preocupar com o vizinho do lado, se está precisando de algo ou o colega de
trabalho, se necessita do seu auxílio, não buscam crescimento espiritual.
Geralmente a maldade perpetrada por esses espíritos são reações erradas
de paixões comuns dos humanos, tais como: raiva, maledicência, inveja,
ciúmes e cupidez (cobiça, ambição, ganância). Erram por omissão ou ação
impensada.
Precisam encontrar o caminho de uma atividade religiosa ou de uma ação
social para que assim possa iniciar um trabalho solidário e depois engrossar
a fileira daqueles tentam se melhorar através dos impulsos cotidianos para
vencer as más inclinações.
96
Nesse aspecto, não adianta deixar de praticar o mal, é sempre necessário
praticar o bem.
Então se a gente diz: “Ah! Eu sou bom, não pratico o mal e nem o desejo
para ninguém.”. É hora de repensar: O Bem não feito também é considerado
mal e o bem não deve ser praticado de vez em quando, mas todos os dias.
Encontramos diversos espíritos mais preguiçosos do que maldosos, que não
buscam mudar a sua condição e se afastarem do seu comodismo.
642 – Bastará não fazer o mal para ser agradável a Deus e assegurar sua
posição futura?
Não, é preciso fazer o bem no limite de suas forças, porque cada um
responderá por todo mal que resulte do bem que não haja feito.
"Todo homem é culpado por todo bem que ele não fez." Voltaire
Não é muito difícil conhecerem-se os Espíritos indiferentes ou neutros. Pelas suas
atividades, pelo que falam, dá para se notar o que eles são. O mundo físico está cheio
destes Espíritos em todas as nações: São almas que ainda não acordaram para os
valores espirituais; ainda dormem na incapacidade de sentir a beleza da vida imortal.
Quando começam a acordar, as primeiras manifestações são de orgulho e de egoísmo.
Não tem o menor respeito pelos seus irmãos em caminho e quando os ajudam, o móvel é
o ganho. Quando surge a oportunidade de ganhar, escolhem o modo mais fácil, mesmo
que seja em detrimento de seus companheiros. A dor alheia não os comove: são frios em
todas as circunstâncias e se apoderam sempre do melhor, quando isso lhes é facultado,
sem analisarem os defeitos. Quando estão na direção de algum empreendimento, podem
jogar, lançar tudo à ruína, pelos interesses pessoais; quando feridos no seu orgulho, não
medem sacrifícios de milhares de vidas, mas, provocam guerras e mandam tirar a vida de
tantos quantos lhes caírem nas mãos inconscientes.
Essa classe de Espíritos carece do apoio constante, através de exemplo de bondade e de
amor dos que já passaram por eles e se encontraram na dianteira. É, pois, uma fase do
Espírito, por que todos passamos desde o início da própria vida. E é compreendendo
esse estágio que pedimos a todos, diante dos Espíritos indiferentes, que os ajudem em
todas as faixas em que eles se encontrem, exemplificando o bem, porque somente na
vivência do amor é que eles se converterão para a luz, saindo das trevas. (Miramez)
Allan Kardec: 106.
Sexta classe. ESPÍRITOS BATEDORES E PERTURBADORES.
Estes Espíritos, propriamente falando, não formam uma classe distinta
pelas suas qualidades pessoais. Podem caber em todas as classes da
terceira ordem. Manifestam geralmente sua presença por efeitos
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sensíveis e físicos, como pancadas, movimento e deslocamento
anormal de corpos sólidos, agitação do ar, etc. Afiguram-se, mais do
que outros, presos à matéria. Parecem ser os agentes principais das
vicissitudes dos elementos do globo, quer atuem sobre o ar, a água, o
fogo, os corpos duros, quer nas entranhas da terra. Reconhece-se que
esses fenômenos não derivam de uma causa fortuita ou física, quando
denotam caráter intencional e inteligente. Todos os Espíritos podem
produzir tais fenômenos, mas os de ordem elevada os deixam, de
ordinário, como atribuições dos subalternos, mais aptos para as coisas
materiais do que para as coisas da inteligência; quando julgam úteis as
manifestações desse gênero, lançam mão destes últimos como seus
auxiliares.
COMENTÁRIOS:
Estes espíritos chamados de batedores ou perturbadores são Espíritos que
produzem efeitos físicos.
- Casa mal-assombrada
- Objetos que se movimentam
- Pancadas em alguma coisa ou local – atuação desses Espíritos.
Não são espíritos malévolos, muitos até trabalham orientados por Espíritos
superiores, com a orientação de um ensinamento, por uma razão de ser.
Outros como são totalmente descompromissados com o trabalho, fazem por
brincadeiras, por chacotas.
Na afirmação de Kardec, percebemos que os Espíritos mais adiantados se
utilizam do concurso de outros espíritos como auxiliares, quando necessitam
intervir no mundo material ou entre os encarnados.
A Criação é perfeita, Deus deu função a tudo. Logo, os espíritos menos
evoluídos não seriam destituídos de alguma função ou atividade na Criação.
Mesmo que não saibamos interpretar ainda como se procedem os desígnios
e suas atividades ou que suas atividades sejam de formas não-éticas ou pelo
menos não sigam a nossa ética humana.
No alvorecer da doutrina espírita, Kardec se comunicava com os Espíritos
através de batidas, nas famosas mesas girantes. Possivelmente os espíritos
que manipulavam essas mesas pertenciam a essa classe, porém as
informações colhidas eram ditadas ou instruídas pelos espíritos superiores.
Então os espíritos dessa classe seriam o operador do telegrafo, a mesa o
telegrafo e o espírito adiantado seria quem escreveu a mensagem.
Essa facilidade que esses espíritos batedores possuem se dá pelo seu
atraso e apego a material, logo pela questão vibratória estão mais afins com
o fluído elétrico ou espiritual que encontramos próximos a crosta terrestre.
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Kardec menciona que alguns desses espíritos atuam nos elementos, seriam
os elementais, ou seja, espíritos que manipulam os elementos e acabam
manipulando os eventos físicos também de grandes proporções, como:
tempestades, terremotos, erupções vulcânicas, inundações, secas, etc,
através interferência nos elementos: ar, água, fogo, corpos duros e
entranhas da terra.
Dessa forma, Kardec nos esclarece que os fenômenos naturais não são
apenas resultado de leis físicas, mas também de ações espirituais.
A Doutrina Espírita busca entender a relação entre o mundo material e o
mundo espiritual. Essa frase se insere nesse contexto, destacando a
influência dos Espíritos sobre os elementos da natureza.
Hoje em dia é até menor a atuação desses Espíritos em nosso meio.
Percebe-se que tem sido mais raro, uma vez que a mediunidade de efeitos
físicos tem sido mais rara. Para esses Espíritos se manifestarem dessa
forma é necessário a presença de um médium de efeitos físicos para efetuar
a doação dos fluídos necessários para a realização da pancada, do
movimento, ou seja, do efeito.
Era muito usado para que os Espíritos chamassem a atenção para a sua
existência.
Hoje já não há mais necessidade desse tipo de manifestação.
Com a codificação espírita, com as obras de Chico Xavier e de toda a gama
da literatura espírita à nossa disposição, o momento é de estudar para
termos uma compreensão melhor, sendo desnecessária essas
manifestações para termos a certeza da existência do mundo espiritual.
Embora a mediunidade de efeitos físicos tem outras utilidades que podem
ser usadas, como a cura, por exemplo.
- Livro dos Médiuns – Cap. VIII, item 129, pág. 119.
Exemplo: Os hipnotizadores – Livro Libertação – Capítulo 10, pág 129.
Os espíritos batedores e perturbadores permeiam as demais classes de
Espíritos da 3ª ordem – Espíritos imperfeitos. Quando encarnados podem
apresentar características, como:
- Instabilidade emocional.
- Tendência à violência ou agressividade.
- Manipulação e controle sobre os outros.
- Falta de empatia ou compaixão.
- Busca de poder e domínio.
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Consequentemente, apresentam comportamentos de agressividade,
violência, desrespeito às leis e autoridades, falta de responsabilidade ou
culpa, manipuladores e outras formas de se manifestar.
Devido ao grande apego à matéria e um estágio ainda elevado de ignorância
(moral), lidar com espíritos batedores e perturbadores reencarnados requer
paciência, compaixão e sabedoria e, para isso serão necessárias algumas
estratégias, como:
- Não alimentar o ego ou o negativo evitando as provocações, não cedendo
às chantagens, tendo cuidado para não ser manipulado;
- Estabelecer limites firmes, claros e respeitosos;
- Às vezes é necessário buscar ajuda profissional, através de terapias, para
lidar com as emoções;
- Conectar com pessoas que compartilham experiências semelhantes;
- Emitir vibrações positivas imaginando luz e paz ao redor da pessoa;
- Pedir ajuda e orientação dos mentores, de líderes espirituais ou dos
Espíritos superiores;
- Buscar orientação e proteção divina através da oração e da meditação;
- Procurar agir com sabedoria, respeito, paciência, compaixão e muito amor.
Lembrando que muitos não são malévolos, mas permeiam os caminhos da
ignorância (moral) e não despertaram para aspirações mais sublimes.
Esses Espíritos estão se movimentando em muitas classes, por estarem em transição.
Agitam em várias frequências da vida e costumam perturbar até os animais. São
parceiros inseparáveis dos escandalosos, gostam de barulho e estão sempre na folia
onde a euforia descontrolada lidera. São caracterizados pela imprudência. Gostam de
movimentos reivindicatórios, agitando o país, e não deixam de participar das revoluções,
tem grande ânimo para mudanças de lideranças, não para que se beneficie a comunidade
e, sim, pela confusão que isso é capaz de gerar.
Esses Espíritos estão sempre intervindo nas convulsões da natureza, quais sejam;
trovoadas, relâmpagos, tremores de terra e erupções dos vulcões; estão presentes nas
queimadas e participam das enchentes, acidentes de carros, desmoronamentos de
prédios e quedas de aviões. São usados pelos guias espirituais em seções de
materializações, por serem mais hábeis nas coisas materiais do que nas espirituais.
Costumam, por isso, afinizar-se muito com os médiuns de efeitos físicos que,
aconselhamos, tenham guias encarnados bem conscientes dos seus deveres, para o
orientarem no bom andamento da função mediúnica. (Miramez)
100
SEGUNDA ORDEM – BONS ESPÍRITOS
Allan Kardec: 107.
CARACTERES GERAIS
Predominância do Espírito sobre a matéria; desejo do bem. Suas
qualidades e poderes para o bem estão em relação com o grau de
adiantamento que hajam alcançado; uns têm a ciência, outros a
sabedoria e a bondade. Os mais avançados reúnem o saber às
qualidades morais. Não estando ainda completamente
desmaterializados, conservam mais ou menos, conforme a categoria
que ocupem, os traços da existência corporal, assim na forma da
linguagem, como nos hábitos, entre os quais se descobrem mesmo
algumas de suas manias. De outro modo, seriam Espíritos perfeitos.
Compreendem Deus e o infinito e já gozam da felicidade dos bons. São
felizes pelo bem que fazem e pelo mal que impedem. O amor que os une
lhes é fonte de inefável ventura, que não tem a perturbá-la nem a inveja,
nem os remorsos, nem nenhuma das más paixões que constituem o
tormento dos Espíritos imperfeitos. Todos, entretanto, ainda têm que
passar por provas, até que atinjam a perfeição.
Como Espíritos, suscitam bons pensamentos, desviam os homens da
senda do mal, protegem na vida os que se lhes mostram dignos de
proteção e neutralizam a influência dos Espíritos imperfeitos sobre
aqueles a quem não é grato sofrê-la.
Quando encarnados, são bondosos e benevolentes com os seus
semelhantes. Não os movem o orgulho, nem o egoísmo, ou a ambição.
Não experimentam ódio, rancor, inveja ou ciúme e fazem o bem pelo
bem.
A esta ordem pertence os Espíritos designados, nas crenças vulgares,
pelos nomes de bons gênios, gênios protetores, Espíritos do bem. Em
épocas de superstições e de ignorância, eles hão sido elevados à
categoria de divindades benfazejas.
Podem ser divididos em quatro grupos principais:
COMENTÁRIOS:
Aqui encontramos os espíritos que ainda não sobrepujaram todos os
aspectos materiais, porém são considerados bons espíritos, pois sua
inclinação é mais espiritual, do que material.
101
LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS
Capítulo I: Dos Espíritos Tema: Escala Espírita
Alguns mais elevados que os outros em suas buscas pela perfeição, mas
ainda assim, não atingiram o grau de perfeição plena. Isso implica que
mesmo com todo arcabouço de conhecimento que possuem, podem cometer
erros. Porém seus erros nunca serão por leviandade ou proposital, podem
errar tentando acertar da melhor forma possível.
Os bons Espíritos são muito raro encarnados entre nós.
Os bons Espíritos têm a realização do bem como ato constante em sua vida,
agindo naturalmente, de forma tranquila, serena.
Chico Xavier, Bezerra de Menezes, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce,
Allan Kardec, Francisco de Assis e outros, muitos anônimos.
Temos que ter esses Espíritos como exemplo de conduta para nós.
Normalmente esses Espíritos reencarnam entre nós para nos mostrar que é
possível vivenciar tudo aquilo que Jesus nos ensinou mesmo diante das
adversidades que o mundo nos proporciona em nossa existência.
A vivência do amor se dá na prática da caridade.
A caridade é a benevolência para com todos. Todos os dias, em todos os
momentos. A prática da indulgência para com as imperfeições alheias e do
perdão para com as ofensas. Se hoje falhamos, partimos para a reflexão e
amanhã seremos um pouco melhor.
Esses Espíritos fazem parte de uma categoria que mais se preocupa com o bem, usando
de todas as forças e recursos para ajudar os outros; alimentam a ternura para com seus
companheiros e não se esquecem de exercitar o perdão, ainda que encontrem, a
princípio, dificuldades para praticá-lo nas faltas cometidas contra si. Quando animam um
corpo físico, fazem todo o empenho em promover encontros, para que o bem se espalhe
e os homens compreendam o valor da fraternidade. Em um confronto entre seus
familiares e outros que não fazem parte de seu convívio familiar, muitas vezes a bondade
os leva à convivência com os primeiros, embora sofram com a decisão. São altamente
sensíveis, sofrendo com os sofredores, sentindo-se ainda incapazes de contrariar as
pessoas que amam.
Conforme o seu grau evolutivo, o Espírito bom conhece um pouco de ciência e entende
da filosofia da vida imortal, abraçando a bondade como sendo a chave da sua libertação.
Embora não consiga desprender definitivamente do objeto que ama, sente-se bem
fazendo o bem e é consciente da necessidade de amar cada vez mais. Compreende a
existência de Deus e conhece Suas leis poderosas e sábias; respeitam, de forma
evidente, os direitos dos outros, embora ainda reaja quando os seus direitos sejam
invadidos por eles. Arrependem sinceramente quando erra e reflete, por muito tempo,
sobre as faltas por ele cometidas, esforçando-se para repará-las. (Miramez)
102
ALLAN KARDEC.: 108.
Quinta classe. ESPÍRITOS BENÉVOLOS.
A bondade é neles a qualidade dominante. Apraz-lhes prestar serviço
aos homens e protegê-los. Limitados, porém, são os seus
conhecimentos. Hão progredido mais no sentido moral do que no
sentido intelectual.
COMENTÁRIOS:
Aqui encontramos os mentores que tem o seu aspecto servil mais
consolidado com as leis do Evangelho, mas que se mostram de formas
simples e humilde. Por não possuírem uma evolução intelectual, ou uma
formação intelectual, se apresentam de forma mais coloquial.
São os espíritos que trazem na palavra o conforto de acordo com as
máximas de Jesus.
Amparam os irmãos a ele simpáticos, ou Espíritos afins, congregando
também vários mentores das casas espíritas.
Jamais se portarão como doutores ou conhecedores de algo que não o são.
Apenas como abnegados trabalhadores de Jesus.
De forma geral apresenta com as características voltadas para o amor, a
bondade, a generosidade e o desejo de ajudar, possuindo um nível de
consciência que começam a entender a importância do amor e da
cooperação.
Exemplos: pessoas que dedicam suas vidas a ajudar os outros.
A evolução do ser se dá pelo elemento moral e elemento intelectual.
As duas asas: o amor e o conhecimento.
O conhecimento sem amor é capaz de alimentar o orgulho, o egoísmo.
Aquele que apenas se intelectualiza, só estuda acaba criando dificuldades
para si mesmo.
O amor sem o conhecimento passa a ser ingênuo e deixa se levar por
aqueles que nem o amor ainda conquistaram.
A ciência sem a religião é manca; a religião sem a ciência é cega. (Albert
Einstein)
Espíritas, amai-vos, eis o primeiro ensinamento. Instruí-vos, eis o segundo.
ESE - Capítulo VI, item 5 (Espírito da Verdade)
103
Os Espíritos benévolos alcançaram em profundidade o conhecimento moral e adquiriram
a força de vivê-los em todos os momentos; não obstante, cultivaram com muito empenho
a sabedoria, êmulo da vida da alma em ascensão. Na verdade, não podemos viver sem
amor, no entanto, é indispensável que tenhamos sabedoria, para conhecer o próprio amor
e seus fundamentos. Somos todos dotados de sentimentos que nos levam a tranquilidade
da consciência, quando bem orientados, porém, a razão é de grande utilidade para nos
mostrar até onde deveremos chegar, usando a bondade.
Deus é equilíbrio universal. Se ele é amor, como afirma o apostolo João, é também saber.
ALLAN KARDEC: 109.
Quarta classe. ESPÍRITOS SÁBIOS.
Distinguem-se pela amplitude de seus conhecimentos. Preocupam-se
menos com as questões morais, do que com as de natureza científica,
para as quais têm maior aptidão. Entretanto, só encaram a ciência do
ponto de vista da sua utilidade e jamais dominados por quaisquer
paixões próprias dos Espíritos imperfeitos.
COMENTÁRIOS:
Esses espíritos, nesta categoria, possuem grande inteligência e a utilizam
para o bem. São médicos, engenheiros, cientistas e outras tantas profissões
de cunho intelectual que doam seus momentos e suas capacidades
intelectivas para o bem do próximo.
Buscam no conhecimento científico a utilidade que eles possam ter para
proporcionar o bem-estar para as pessoas, a melhoria da qualidade de vida
para a humanidade.
São espíritos que além de estarem nos laboratórios, confinados às pesquisas
estão também entre as pessoas, no convívio diário, verificando as
necessidades das pessoas para que através do seu conhecimento possam
melhorar as condições de vida daqueles que estão ao seu redor. Encarnados
e desencarnados atuam com essa prática.
Buscam o conhecimento aplicado na vida.
Não se preocupam tanto com as questões morais, mas possuem uma vida
reta, digna, mantendo a ética profissional e humana em suas ações, cultivam
a paciência e a simplicidade.
Não dizemos aqui que eles não possuem moral algum, possuem sim, mas
em um atendimento, por exemplo, vão se prestar mais a fazer uma cirurgia
espiritual ou indicar um caminho de estudo, do que propriamente conversar
sobre Jesus e o Evangelho.
104
Às vezes atuam como filósofos, cientistas, tecnólogos, inventores, artistas,
escritores, líderes políticos (visionários e honestos).
São espíritos a caminho da perfeição. Não são perfeitos.
Os Espíritos sábios possuem amplos conhecimentos, entretanto, dedicam-se mais à
ciência do que ao desenvolvimento moral, utilizando seus conhecimentos científicos
sempre no sentido prático. São Espíritos já desligados da matéria que, quando
encarnados, dão exemplo de serenidade em todos os aspectos da vida, amando as
criaturas pelo prazer de amar. Estão completamente desligados da belicosidade, ao
contrário de Espíritos malfeitores, que fazem das guerras o próprio alimento, e as têm em
suas vidas como honra para a nação a que pertencem; o que para os Espíritos impuros,
orgulhosos e egoístas, pode dar origem até a uma revolução, a eles não provoca reações
de desatino. A sua maior grandeza é o desprendimento, por conhecer que tudo pertence
a Deus e que tudo o que usamos é por empréstimo e misericórdia divina. São conscientes
dessas verdades e vivem mais ou menos felizes, conhecendo que o saber é luz
inextinguível na vida da alma. (Miramez)
ALLAN KARDEC: 110.
Terceira classe. ESPÍRITOS DE SABEDORIA.
As qualidades morais da ordem mais elevada são o que os caracteriza.
Sem possuírem ilimitados conhecimentos, são dotados de uma
capacidade intelectual que lhes faculta juízo reto sobre os homens e as
coisas.
COMENTÁRIOS:
Esses Espíritos de sabedoria buscam o aprimoramento de suas qualidades
morais, sedimentando no conhecimento para a correta compreensão das
questões da vida que interessem ao progresso do ser humano reencarnado
aqui no planeta.
São Espíritos que direcionam suas atenções para o aprendizado no campo
da moral, mas que não descuidam totalmente do desenvolvimento do
intelecto. Cuidam das duas asas para o seu crescimento, embora tenham
uma atenção maior no campo da moral.
Direcionam sua evolução moral sempre para o bem da comunidade e
daqueles que o cercam.
Possuem uma visão ampla da realidade e do propósito da vida, sua
sabedoria é conduzida na prática, na vivência com grande capacidade de
guiar.
105
São Espíritos bem mais próximos do caminho da perfeição, mas que ainda
tem uma caminhada pela frente, ainda tem provas para passar e podem
trazer equívocos em seu caminho.
É o resultado da união da bondade com o saber.
Geralmente encontramos nessa categoria os pensadores, filósofos, artistas,
lideranças políticas, líderes espirituais, missionários, etc.
Exemplo: Chico Xavier.
Chico ainda tinha suas imperfeições, era simples, mas tinha uma moral
extrema. Não era instruído formalmente (nesta última reencarnação), mas
conhecia coisas demais e tinha raciocínio rápido e uma fantástica oratória.
Os bons espíritos ainda precisam se aprimorar, caso contrário seriam
espíritos perfeitos e não mais estariam encarnados.
Como essa classificação não é rígida, podemos ter como exemplos os
Espíritos da codificação, oscilando entre essa classe e a próxima – Espíritos
superiores.
Outros exemplos: Bezerra de Menezes, Divaldo Franco, Madre Teresa,
Emmanuel, André Luiz, Allan Kardec, Joana D’arc, Benjamin Franklin, D.
Pedro II, etc.
Essa classe inclui Espíritos que:
- Possuem conhecimento e sabedoria adquiridos em suas encarnações;
- Desenvolveram virtudes como justiça, compaixão e amor;
- Estão em processo de evolução espiritual, mas ainda não alcançaram o
nível de "Espíritos Superiores";
Sabemos que há muitos Espíritos que se doam para o progresso da ciência
e da humanidade, sendo modelos de justiça, amor e caridade. Basta
abrirmos as portas do coração para perceber o legado desses seres que nos
servem de estímulo e exemplo.
Eles nos mostram que a verdadeira evolução espiritual se manifesta em
ações de amor, justiça e caridade.
A Doutrina Espírita é uma ferramenta para nos ajudar a crescer
espiritualmente e a entender melhor o mundo e nós mesmos.
106
Os Espíritos de sabedoria são dotados de alto conhecimento moral, e não ficam apenas
na teoria, porém, vivem esse conhecimento que manifestam em suas atitudes. A evolução
espiritual é engenhosa; ela cresce em todos os rumos e com o passar dos tempos se
concentra em um só ponto na unidade universal: a Perfeição. A escala evolutiva da alma
é enorme. O Espírito vai ascendendo em direção à luz e a sua filosofia maior é o trabalho,
aquele que nunca esquece a honestidade, o amor e a caridade.
O Espírito de sabedoria já não tem certas ligações no mundo físico, e já se livrou de
paixões inferiores. Alimenta uma força poderosa no coração, o Amor, e sente fraternidade
por todos os povos, como se saísse de dentro de si uma chuva de bênçãos sem nenhuma
exigência, por não fazer trocas no mundo que vive. Além do desenvolvimento moral, eles
têm muita capacidade intelectual e desejam que os homens avancem no conhecimento,
no entanto, empenham-se para esse conhecimento seja usado a serviço da Caridade e
do Amor. (Miramez)
ALLAN KARDEC: 111.
Segunda classe. ESPÍRITOS SUPERIORES.
Esses em si reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade. Da linguagem
que empregam se exala sempre a benevolência; é uma linguagem
invariavelmente digna, elevada e, muitas vezes, sublime. Sua
superioridade os torna mais aptos do que os outros a nos darem
noções exatas sobre as coisas do mundo incorpóreo, dentro dos
limites do que é permitido ao homem saber. Comunicam-se
complacentemente com os que procuram de boa-fé a verdade e cuja
alma já está bastante desprendida das ligações terrenas para
compreendê-la. Afastam-se, porém, daqueles a quem só a curiosidade
impele, ou que, por influência da matéria, fogem à prática do bem.
Quando, por exceção, encarnam na Terra, é para cumprir missão de
progresso e então nos oferecem o tipo da perfeição a que a
Humanidade pode aspirar neste mundo.
COMENTÁRIOS:
Temos dificuldade em compreender esses Espíritos porque não conhecemos
o íntimo deles, pois está muito aquém de nós.
A classificação de um Espírito como "Superior" é reservada para aqueles que
alcançaram um nível extremamente elevado de evolução espiritual.
A evolução desses Espíritos praticamente já se efetivou. Já conquistaram as
duas asas: a asa da moral e a asa da sabedoria intelectual.
Esses Espíritos são aqueles que alcançaram um alto grau de evolução
espiritual, caracterizado por:
- Elevado conhecimento e sabedoria
107
- Amor e compaixão universais
- Desapego aos interesses pessoais
- Dedicação ao bem-estar dos outros
Eles auxiliam Jesus na condução do seu rebanho.
Raramente se manifestam de forma incorporada ou psicofônica, pois sua
vibração está muito distante da vibração das pessoas comuns. Geralmente
eles utilizam-se de espíritos menos evoluídos para passar suas
comunicações, mesmo que esses espíritos menos evoluídos carreguem o
nome dos mais evoluídos.
São raros entre nós em nosso planeta de provas e expiações.
Quando encarnam é para cumprir missão.
Quando se reencarnam entre nós servem de exemplo para nós em sua
conduta. Trazem a certeza de que é possível vivenciar tudo o que Jesus nos
ensinou, mesmo ante às adversidades que o nosso planeta oferece.
Alcançar o grau evolutivo desses Espíritos é o primeiro objetivo de todos nós
ou deveria ser o primeiro objetivo.
Os Espíritos superiores reúnem em si qualidades incalculáveis, que passam despercebidas pelos
homens. Eles são conhecedores de muita ciência, sabedoria e bondade, compreendem na
profundidade as leis de Deus, e não somente compreendem, mas, vivem essas leis.
- Obreiros da Vida Eterna – Capítulo 3 – O Sublime Visitante
- Libertação – Capítulo 3, pág. 42 – Matilde (Espírito das esferas mais altas)
- Santo Agostinho: Um dos principais teólogos cristãos, conhecido por sua
sabedoria e profundidade espiritual.
- São Vicente de Paulo: Um modelo de caridade e compaixão, fundador da
Congregação da Missão.
- São Tomás de Aquino: Um dos maiores teólogos e filósofos da história,
conhecido por sua obra "Summa Theologica".
- Maria, mãe de Jesus: Considerada uma das mais elevadas expressões de
amor e dedicação, conhecida como a "Mãe do Mundo" na Doutrina Espírita.
- Francisco de Assis / João Evangelista: Um modelo de amor e compaixão.
- Enfim, os Espíritos que participaram da codificação da doutrina Espírita.
- A Doutrina Espírita reconhece Krishna e Sidarta Gautama (Buda) Espíritos
Superiores, que vieram ao mundo para ensinar e guiar a humanidade.
 Sabedoria, compaixão e busca pela verdade.
108
Algumas pessoas ligadas à doutrina espírita ou à espiritualidade, alguns
santos da igreja católica, algumas pessoas reconhecidas pelo prêmio Nobel
e muitos no anonimato permeiam essa classe entre benévolos, sábios, de
sabedoria e superiores pela contribuição significativa para progresso da
ciência, para o progresso moral, para a melhoria da qualidade humana, do
exemplo de vida dedicada à compaixão, à caridade e ao amor ao próximo.
109
PRIMEIRA ORDEM. - ESPÍRITOS PUROS
ALLAN KARDEC: 112.
CARACTERES GERAIS.
Nenhuma influência da matéria. Superioridade intelectual e moral
absoluta, com relação aos Espíritos das outras ordens.
COMENTÁRIOS:
A Caminho da Luz – Cap. I – Comunidade dos Espíritos Puros
Nós não os compreendemos.
Vós sois deuses (Jo 10:34) (Salmos 82:6)
São Espíritos que alcançaram a perfeição relativa, a pureza absoluta, o amor
incondicional e a união com Deus (em comunhão permanente com Deus).
Esses Espíritos são conhecidos como "Espíritos Modelo" ou "Espíritos
Perfeitos" e são considerados como exemplos de perfeição e sabedoria, pois
são a imagem de Deus, refletindo a sua sabedoria, justiça e amor, uma vez
que estão em plena comunhão com Ele. (Eu estou no Pai e o Pai está em
mim. João 14:12)
A Doutrina Espírita nos esclarece que Jesus é o único Espírito puro e perfeito
que veio ao planeta Terra. No entanto, a Doutrina Espírita também afirma
que existem outros Espíritos elevados e perfeitos em outros orbes do
Universo, cada um com uma missão específica.
Aqui vamos falar da ordem dos Espíritos puros, almas que já passaram por todas as
escalas, que já subiram a escada de Jacó e gozam da felicidade sem mácula, da
tranquilidade de consciência imperturbável. Já reuniram toda as experiências e são
dotados da mais pura moral, da mais profunda filosofia e da mais elevada ciência; têm
domínio sobre todas as coisas e a natureza lhes obedece, por conhecerem todas as leis
que governam e dirigem a criação. Não estão sujeitos mais a reencarnação na Terra;
entretanto, se porventura, alguns deles tiver que vir animar um corpo físico por vontade do
Criador, está sempre disposto a cumprir a vontade de Deus. Seu nascimento às vezes se
reveste de condições especiais ou situações de paranormalidade, que o homem comum
não pode entender, por lhe faltarem, ainda, sentidos e discernimento sobre esse campo
elevado. (Miramez)
Para tanto, devemos trabalhar todos os dias, movimentando todos os companheiros de
boa vontade, esquecer melindres, perdoar a todos os momentos que forem preciso e orar
constantemente, para não cairmos em faltas que possam nos desviar dos objetivos de
Nosso Senhor Jesus Cristo; aquele de “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo
como a nós mesmos’’. Os Espíritos puros gozam de inalterável felicidade, e a nossa maior
alegria é de algum dia chegar lá e viver com eles”.
110
LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS
Capítulo I: Dos Espíritos Tema: Escala Espírita
Allan Kardec: 113.
Primeira classe. Classe única.
Os Espíritos que a compõem percorreram todos os graus da escala e se
despojaram de todas as impurezas da matéria. Tendo alcançado a soma
de perfeição de que é suscetível a criatura, não têm mais que sofrer
provas, nem expiações. Não estando mais sujeitos à reencarnação em
corpos perecíveis, realizam a vida eterna no seio de Deus.
Gozam de inalterável felicidade, porque não se acham submetidos às
necessidades, nem às vicissitudes da vida material. Essa felicidade,
porém, não é a ociosidade monótona, a transcorrer em perpétua
contemplação. Eles são os mensageiros e os ministros de Deus, cujas
ordens executam para manutenção da harmonia universal. Comandam
a todos os Espíritos que lhes são inferiores, auxiliam-nos na obra de
seu aperfeiçoamento e lhes designam as suas missões. Assistir os
homens nas suas aflições, concitá-los ao bem ou à expiação das faltas
que os conservem distanciados da suprema felicidade, constitui para
eles ocupação gratíssima. São designados às vezes pelos nomes de
anjos, arcanjos ou serafins.
Podem os homens pôr-se em comunicação com eles, mas
extremamente presunçoso seria aquele que pretendesse tê-los
constantemente às suas ordens.
COMENTÁRIOS:
Esses Espíritos, assim como Jesus foi criado simples e ignorante como nós e
através do trabalho, do estudo, da dedicação, Ele foi crescendo,
aprimorando, evoluindo e conquistou o lugar em que se encontra.
Esses Espíritos gozam de felicidade que está em seus corações.
Esse estado permanente de felicidade foi conquistado pelo trabalho
realizado, pela caridade que ocupa os seus dias, os seus afazeres, os seus
pensamentos.
Sempre auxiliando o próximo.
Os compromissos bem cumpridos, a inexistência de débitos a resgatar, a
responsabilidade, a disciplina no cumprimento de suas tarefas.
Não há ociosidade. Quanto mais se evolui, mais trabalho, mais
responsabilidade para com as ações do Criador.
A quem mais será dado, mais será cobrado.
111
Suas manifestações sempre se dão através de outros Espíritos mais
inferiores, que hierarquicamente vão comandando os que ainda estão abaixo
de cada um.
É a fase final e é onde Jesus se encontra atualmente: Divinizado.
Jesus é o modelo supremo de perfeição moral e guia da humanidade.
Sua missão enquanto encarnado foi revelar as Leis Divinas, promover a
reforma íntima e preparar a humanidade para uma era de amor e
fraternidade.
Seus ensinamentos são eternos e aplicáveis a todos os tempos, e sua
influência transcende as crenças religiosas, sendo um farol para o progresso
espiritual coletivo e individual.
Famílias consanguíneas e famílias espirituais – ainda são famílias
cármicas, constituídas por seres que se atraem conforme as tendências,
erros e acertos.
Famílias cósmicas – constituída por Espíritos puros que se irmanam ao
longo das eras planetárias. São a elite espiritual de um sistema, de uma
galáxia.
 Superconsciências (Cristos) – Administradores siderais e da evolução
da vida.
 Engenheiros siderais e seus agentes
 Semeadores da vida
 Guardiões siderais
 Guardiões do tempo, etc.
A gestação da Terra – Robson Pinheiro
Evolução em dois mundos – Cap. 1, pág. 19
- Cocriação em plano Maior
 Impérios estelares
A Caminho da luz – Cap. 1, pág. 17
- A Gênese planetária
 A comunidade dos espíritos puros
Rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os
fenômenos, do nosso sistema, existe uma Comunidade de Espíritos Puros e
Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as
rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias.
112
Essa Comunidade de seres angélicos e perfeitos, da qual é Jesus um dos
membros divinos, ao que nos foi dado saber, apenas já se reuniu, nas
proximidades da Terra, para a solução de problemas decisivos da
organização e da direção do nosso planeta, por duas vezes no curso dos
milênios conhecidos.
A primeira, verificou-se quando o orbe terrestre se desprendia da nebulosa
solar, a fim de que se lançassem, no Tempo e no Espaço, as balizas do
nosso sistema cosmogônico e os pródromos da vida na matéria em ignição,
do planeta, e a segunda, quando se decidia a vinda do Senhor à face da
Terra, trazendo à família humana a lição imortal do seu Evangelho de amor e
redenção. (A Caminho da Luz – Cap. 01)
A conquista da condição de Espírito Puro cabe a cada um de nós. Não
há privilégios na Lei Divina.
Como atingir essa conquista?
 Os Evangelhos nos mostram os meios para seguir Jesus.
 O Evangelho Segundo o Espiritismo nos esclarece sobre esses meios
para seguir Jesus.
 O Livro dos Espíritos nos traz algumas questões que nos orienta.
Eis o modelo
Questão 625
Qual é o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para lhe
servir de guia e de modelo?
Vede Jesus.
Resposta curtíssima, porém, não haveria necessidade da Espiritualidade
dizer mais nada.
Jesus já era um Espírito puro quando se planejava e criava o nosso
planeta. Ele já atingiu a perfeição relativa, pois absoluta só Deus. Ele é um
dos Cristos, governador da Terra. O único Espírito perfeito que já esteve
encarnado na Terra.
Todos nós conhecemos a história de Jesus.
Ele esteve aqui encarnado para nos ensinar a amar. Não apenas com
palavras, mas principalmente, com atitudes, exemplificando cada palavra,
nos mostrando que só através do amor seremos verdadeiramente felizes.
Por isso Ele é o nosso modelo e o nosso guia.
Guia – Nos mostra o caminho a seguir. Ele aponta o caminho
Modelo – É o tipo a ser imitado. Copiarmos o seu comportamento, como
113
ele falava, como ele agia, como ele lidava com a humanidade
Ele é o tipo de perfeição moral que podemos aspirar na Terra.
Seguindo os seus passos chegaremos ao seu nível evolutivo.
Precisamos vivenciar o evangelho, reparar os nossos erros, nos esforçar
para melhorar.
Buscar a reforma do nosso coração, dos nossos sentimentos. Modificar os
nossos pensamentos e as nossas ações.
É muito gratificante saber que a lei do progresso é a lei de Deus e saber
que não ficaremos eternamente na condição que nos encontramos.
Por isso precisamos sempre focar os nossos pensamentos e as nossas
atitudes no Mestre querido.
Quando estivermos a ponto de nos irritar, lembremos como Jesus agiria.
Aliás, em todas as situações, qual seria a atitude de Jesus.
Procuremos agir da mesma forma. Pelo menos um pouco podemos
conseguir. Precisamos esforçar.
E assim um dia chegaremos a ser modelo para outras criaturas, assim
como Jesus é o nosso modelo.
O esforço depende de cada um. Não deixemos para depois.
Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, pelo
contrário, terá a luz da vida. (João, 8:12)
Eu sou o caminho, a verdade e a vida. (João 14:6)
Jesus é apresentado como o único mediador entre Deus e os homens.
Eis a chave para percorrer o caminho.
Questão 886
886 – Qual é o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a
entendia Jesus?
Benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições
alheias, perdão das ofensas.
Essa pergunta com sua respectiva resposta jamais deve ser esquecida.
Deveríamos ler todos os dias das nossas vidas para que pudéssemos
compreender o alcance dessas palavras e, principalmente, trabalhá-las em
nosso coração.
Benevolência para com todos – É a caridade pura e irrestrita com todas
as pessoas. Não apenas a caridade material, não apenas a caridade moral,
114
mas a caridade completa, plena. A caridade material é mais fácil. A
caridade moral é muito mais meritória. Na caridade material doamos o que
nós temos, na moral doamos aquilo que nós somos. Benevolência no
sentido de ajudar, de amparar todas as pessoas. Por isso precisamos
continuamente crescermos, melhorarmos cada vez mais para podermos
doar de nós mesmos para o outro.
Usar a bondade em todas as situações, desde o olhar, o falar, o agir.
Sempre a bondade.
Ex: Fulano não gosta de mim. Ainda assim devo usar da bondade para
com esse irmão.
Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos
perseguem. (Mt 5:44)
Toda vez que faltamos com o amor, nós sofremos: vem o arrependimento,
a inquietude, a culpa, o remorso, o desejo de refazer aquela situação e
quando não percebemos no momento, adquirimos consequências
desagradáveis que apenas lá adiante pode ser possível percebermos a
nossa falta de amor, se deixamos o orgulho dissipar.
Indulgência para com as imperfeições alheias – Como é difícil para nós!
Não destacar os erros e as dificuldades do próximo, mas procurar ver
aquilo que o outro tem de bom, mesmo porque todos nós somos
imperfeitos. Nós também precisamos da indulgência, desse olhar caridoso
do outro para conosco. Somos muitas vezes muito indulgentes com os
nossos familiares. Mesmo conseguindo visualizar as suas dificuldades, os
seus defeitos, as suas sombras, temos o olhar amoroso para ver aquilo
que nossos familiares, filhos, parentes já têm de bom. E assim como
fazemos com eles devemos fazer para com todos os nossos irmãos porque
somos filhos de um mesmo pai. Não julgar, não destacar o erro do
próximo, mas ver aquilo que ele já tem de bom. Procurar destacar as suas
virtudes para que ele possa sempre encontrar ânimo para se corrigir e
melhorar. Indulgência no sentido de não ver, não olhar os equívocos, as
imperfeições do outro, mas procurar ver o que a pessoa tem de bom,
lembrar que nós também somos imperfeitos e a todo momento estamos
necessitando da indulgência do pai.
Ex: Vou desmascarar fulano. Situação que muitas vezes envolve também a
calúnia. Essa situação na atualidade é muito comum, principalmente,
através dos compartilhamentos nas redes sociais.
Perdão das ofensas – Nos liberta das amarras que nos prendem ainda à
matéria e ao distanciamento de Deus. O perdão é aquele sentimento difícil,
mas é uma decisão que nos faz caminhar. Enquanto estamos com essas
115
correntes que nos aprisionam à matéria, jamais conseguiremos nos elevar
a Deus. Perdão das ofensas, onde nós conseguimos nos libertar de um
peso gigantesco, através do auto perdão, do perdão do outro. Pedir perdão
a Deus. O perdão nos aproxima da divindade. Jesus que não devia nada,
não tinha imperfeições, não tinha resgates a fazer perdoou a todos nós, a
toda a humanidade que o crucificou (um Espírito puro que veio nos ensinar
o amor). “Pai, perdoas. Eles não sabem o que fazem.” Se Jesus conseguiu
nos mostrar esse exemplo de perdão, nós também podemos desde que
queiramos, que nos esforcemos para isso. Temos em Jesus o nosso
exemplo.
Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: "Senhor, quantas vezes deverei
perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?"
Jesus respondeu: "Eu digo a você: Não até sete, mas até setenta vezes sete. (Mt 18:21-
22)
Buscamos todos os dias sermos felizes. Onde estamos buscando essa
felicidade? Será que estamos buscando em Jesus?
Se assim fizermos conseguiremos exercitar a caridade na concepção e na
amplitude que Jesus deu a essa palavra.
Benevolência, indulgência e perdão retrata a verdadeira caridade.
Eis a senha para se melhorar
Questão 919
Qual é o meio prático e mais eficaz para se melhorar nesta vida, e
resistir aos arrastamentos do mal?
Um sábio da antiguidade vos disse: Conhece-te a ti mesmo.
919.a) Compreendemos toda a sabedoria dessa máxima, porém, a
dificuldade está precisamente em se conhecer a si mesmo; qual é o
meio de o conseguir?
Fazei o que eu fazia de minha vida sobre a Terra...
Seguir Jesus, na visão Espírita, vai além de palavras e rituais religiosos;
trata-se de uma transformação profunda e contínua do coração e da conduta.
116
É um convite à vivência prática dos seus ensinamentos no dia a dia,
orientado pelos princípios do amor, da caridade e da fraternidade.
- Clip da música “Caminho Azul”, com Célia Tomboly
Algumas reflexões sobre como seguir Jesus, conforme a Doutrina
Espírita nos ensina:
1. Conhecer os ensinamentos de Jesus
"Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8:32)
O primeiro passo para seguir Jesus é estudar seus ensinamentos,
entendendo suas palavras à luz do Evangelho e do Espiritismo.
 O Espiritismo destaca o Evangelho Segundo o Espiritismo como uma
ferramenta essencial para compreender as lições de Jesus de forma
prática e adaptada às nossas capacidades atuais.
 Buscar compreender as Leis Divinas que ele ensinou, como a Lei do
Amor, a Justiça e a Caridade, e refletir sobre como aplicá-las nas
situações cotidianas.
2. Praticar a Lei do Amor
"Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de
todo o teu entendimento. Amarás o teu próximo como a ti mesmo." (Mateus
22:37-39)
O amor é a essência do ensino de Jesus, e segui-lo significa cultivar esse
amor:
 A Deus: Desenvolver a fé racional, a gratidão e o respeito pelas leis
naturais que governam a vida.
 Ao próximo: Agir com empatia, tolerância, perdão e auxílio ao
semelhante, reconhecendo a fraternidade universal.
 A si mesmo: Valorizar-se como um Espírito em evolução, praticando o
autocuidado moral e físico, sem egoísmo.
3. Viver a Caridade em Ação
"Fora da caridade não há salvação." (O Evangelho Segundo o Espiritismo,
capítulo XV)
Seguir Jesus implica transformar suas palavras em ações concretas:
 Ajudar quem está em necessidade, seja material ou emocional.
117
 Praticar a caridade moral, que inclui paciência, compreensão e perdão,
especialmente em situações difíceis.
 Estender o amor e a caridade sem distinção, lembrando que todos são
filhos de Deus.
4. Trabalhar pela reforma íntima
"Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e
siga-me." (Mateus 16:24) – Renunciar as paixões, os vícios...
Seguir Jesus requer o esforço de vencer nossas más inclinações, como o
orgulho, o egoísmo e a vaidade. É uma jornada de autoconhecimento e
melhoria contínua:
 Reconhecer os próprios defeitos e buscar superá-los.
 Desenvolver virtudes como humildade, paciência e resignação.
 Enfrentar as provas da vida com coragem e confiança na justiça divina.
5. Ser um exemplo pelo comportamento
"Brilhe a vossa luz diante dos homens." (Mateus 5:16)
Seguir Jesus é ser um exemplo vivo de seus ensinamentos. Não basta
pregar; é preciso demonstrar a força do bem em nossas atitudes diárias:
 Ser honesto em todas as circunstâncias.
 Manter a paz interior e agir com serenidade, mesmo em momentos de
adversidade.
 Inspirar os outros pelo exemplo de uma vida coerente com os valores
do Evangelho.
6. Cultivar a fé e a confiança em Deus
"Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim."
(João 14:1)
Seguir Jesus é desenvolver uma fé inabalável que nos sustenta nas
dificuldades da vida:
 Confiar na providência divina e na justiça das provas que enfrentamos.
 Praticar a oração como um meio de fortalecer o Espírito e manter a
conexão com Deus.
7. Servir com humildade
"O maior dentre vós será vosso servo." (Mateus 23:11)
118
Jesus mostrou que o verdadeiro poder está no serviço ao próximo. Segui-lo
é:
 Agir com humildade, sem buscar reconhecimento ou recompensa.
 Colocar-se à disposição para ajudar onde for necessário, com alegria e
abnegação. Com desinteresse particular.
8. Aceitar as provas e desafios da vida
"Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados." (Mateus 5:4)
Jesus ensinou que as dificuldades da vida são oportunidades de aprendizado
e crescimento espiritual. Segui-lo é:
 Encarar os desafios com resignação, sem revolta.
 Usar as dificuldades para desenvolver virtudes e fortalecer a fé.
9. Divulgar a mensagem de Jesus
"Ide e fazei discípulos de todas as nações." (Mateus 28:19)
Compartilhar sua mensagem de amor e caridade:
 Ensinar pelo exemplo, mais do que pelas palavras.
 Participar de iniciativas que promovam o bem e a moral cristã.
Conclusão
Seguir Jesus na visão espírita é uma jornada de autotransformação, amor ao
próximo e alinhamento com as Leis Divinas.
É um esforço diário de viver como ele viveu, com simplicidade, humildade e
dedicação ao bem.
Cada pequeno passo nessa direção nos aproxima de Deus e contribui para a
construção de um mundo mais justo e fraterno.
Sem nenhum carma para se esgotar, Espíritos que já passaram por todas as
experiências, por todos os aprendizados, no tocante à compreensão, ao Amor e a
Sabedoria.
Eles não raciocinam, por não precisarem mais da razão; eles sabem - isso é o bastante
para compreendermos a posição que ocupam na escala da vida. Ainda sabemos pouco
da vida íntima desses Espíritos, por nos faltarem sentidos desenvolvidos no campo da
nossa percepção. São os ministros de Deus; são os agentes da Luz, capazes de
interpretar fielmente à vontade do Senhor e executá-la com a maior perfeição.
Quando falamos de Espíritos puros, não cabe neste conceito fração alguma de erro que
se possa imaginar; o amor nesses corações é sublimado e desconhecido na Terra.
(Miramez)
119
120
1.7 – PROGRESSÃO DOS ESPÍRITOS
114 – Os Espíritos são bons ou maus por natureza, ou são eles mesmos
que se melhoram?
São os próprios Espíritos que se melhoram e, melhorando-se, passam de
uma ordem inferior para outra mais elevada.
COMENTÁRIOS:
Todos os Espíritos partem do mesmo ponto.
Enquanto Espíritos nascemos simples e ignorantes, sem conhecimento, com
aptidões tanto para o bem, quanto para o mal. Conforme o nosso livre-
arbítrio vamos fazendo as nossas escolhas e, assim vamos progredindo até
um dia tornarmos perfeitos.
É através do trabalho e dos relacionamentos que vamos obtendo o
aprendizado que vai nos proporcionando nossa evolução.
Nessa caminhada vamos errando e acertando, adquirindo experiência que
nos auxiliam em nosso crescimento.
Nessa caminhada vamos passando pelas várias classes e ordens de
Espíritos.
Cada qual está na posição em que se encontra em razão do seu esforço, do
seu trabalho. A busca da melhoria cabe ao esforço de cada um.
Se tivéssemos sido criados uns com índole má e outros com índole boa, qual
seria nossa responsabilidade em fazer o mal se já tivéssemos sido criados
com a índole má por Deus, por outro lado, aquele que tivesse sido criado
bom por Deus, qual seria o mérito em ser bom?
Portanto, Deus criou todos iguais: Simples e ignorantes e cada um na sua
caminhada vai adquirindo as suas virtudes por mérito próprio. Através do
trabalho vamos melhorando e, principalmente, vamos aprendendo a adentrar
na Lei universal que Jesus nos ensinou: a lei de amor.
É difícil a gente aprender a amar, sendo um sentimento que a gente vai
cultivando para crescer em nós.
Allan Kardec nos dá a chave de como fazer crescer essa sementinha do
amor em nós, dizendo: Fora da caridade não há salvação.
Pela convivência com outro vamos estimulando em nós a compreensão, o
afeto, a indulgência, o perdão, vamos auxiliando uns aos outros e aos
poucos vai brotando.
121
LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS
Capítulo I: Dos Espíritos
Aquela pessoa desconhecida que está sofrendo, podemos auxiliar, ver quais
são suas necessidades, o que podemos fazer por ela, vamos nos
conhecendo, trocando experiências com a pessoa.
E a sementinha do amor vai crescendo em nossos sentimentos, através da
caridade. Esse é o caminho da transformação e da evolução de cada um de
nós.
Existe como que uma escada da Terra ao mundo espiritual, figurando uma subida, mas o
verdadeiro instrumento de ascensão está dentro de cada um e o esforço para usá-lo é de
cada Espírito. (Miramez)
115 – Entre os Espíritos, uns terão sido criados bons e outros maus?
Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem saber. A cada
um deu determinada missão, com o fim de esclarecê-los e de os fazer
chegar progressivamente à perfeição, pelo conhecimento da verdade, para
aproximá-los de si. Nesta perfeição é que eles encontram a pura e eterna
felicidade. Passando pelas provas que Deus lhes impõe é que os Espíritos
adquirem aquele conhecimento. Uns aceitam submissos essas provas e
chegam mais depressa à meta que lhes foi assinada. Outros só a suportam
murmurando e, pela falta em que desse modo incorrem, permanecem
afastados da perfeição e da prometida felicidade.
115.a) - Segundo o que acabais de dizer, os Espíritos, em sua origem,
seriam como as crianças, ignorantes e inexperientes, só adquirindo
pouco a pouco os conhecimentos de que carecem com o percorrerem
as diferentes fases da vida?
Sim, a comparação é boa. A criança rebelde se conserva ignorante e
imperfeita. Seu aproveitamento depende da sua maior ou menor docilidade.
Mas, a vida do homem tem termo, ao passo que a dos Espíritos se prolonga
ao infinito.
COMENTÁRIOS:
Kardec reforça o questionamento anterior. Se fomos criados uns bons e
outros maus.
A justiça de Deus está na igualdade da criação.
Todos nós fomos criados igualmente: simples e ignorantes.
Este esclarecimento pela espiritualidade ocorre exatamente nesta questão
n.º 115.
122
Como compreender melhor a expressão “simples e ignorante”? – Ingênuos
Simplicidade = ausência de tendências para o Bem e o Mal. Pureza
original, ausência de influências negativas ou positivas. – Neutro: nem bem,
nem mal.
Ignorante = desconhecedor das coisas e das leis naturais. Falta de
conhecimento (ignorância), ausência de sabedoria, compreensão e
experiência. Não é ignorante no sentido da brutalidade, que um viés da
ignorância, mas no sentido de ingênuos.
Simples e ignorantes, portanto incompletos, que devem adquirir por si
mesmos, por sua atividade, a ciência, a experiência que naquele início não
pode ter.
A expressão “simples e ignorante” comporta em si a pluralidade das
existências, uma vez que sendo a alma anterior ao corpo, a cada nova
existência física exterioriza um potencial adquirido, conquistado aos poucos
no decorrer de cada momento existencial.
E, vai ser no choque traumático do ir e vir, dos reencarnes sucessivos que o
Espírito perde a sua simplicidade e ignorância iniciais, começando o
treinamento, a aprendizagem, para posteriormente assumir a razão,
estabelecer o primado da vontade e por consequência, a responsabilidade
moral.
Se os Espíritos tivessem sido criados perfeitos, Deus os teria isentado do:
 Trabalho intelectual;
 De toda atividade;
 Da ação da própria lei do progresso;
 Da possibilidade de fazer o mal, impelidos ao bem, agiria
mecanicamente, como se tivessem sido programados.
Em função disso, não teriam:
 Livre-arbítrio e por consequência, não mais independência de
escolhas;
 Não haveria conquistas a serem feitas e por decorrência, méritos.
 Ausência total do direito a luta, trabalho, recompensas, jamais
desfrutando de situações conquistadas pelas escolhas pessoais.
Criados, porém, iguais, simples e ignorantes, sem vícios nem, virtudes, mas
com liberdade de regular, escolher as próprias ações conforme a consciência
dá a cada um em qualquer tempo evolutivo, o poder de distinguir o bem do
mal.
Todo Espírito tem como destinação, como objetivo de criação atingir a
perfeição e por isso deve adquirir todo conhecimento pelo estudo de todas as
ciências, iniciar-se em todas as verdades, depurar-se pela prática de as
virtudes. Como tudo isso não pode ser adquirido em uma só existência física,
123
completa-se a justiça através das várias experiências em que adquirirá os
diversos graus do saber.
Uma única experiência corpórea não dá para o Espírito adquirir tudo o que
lhe falta de bem e se desfazer de tudo que em si ainda é mal. Eis porque são
concedidas ao Espírito tantas existências quantas lhe forem necessárias
para atingir seu objetivo que é a perfeição.
Em cada nova existência traz o que adquiriu nas precedentes em aptidões,
conhecimentos intuitivos, inteligência e moralidade.
Cada novo reencarne é um passo à frente na via do progresso a menos que,
pela preguiça, despreocupação ou obstinação ao mal, não aproveite o tempo
que será sempre novo. Nesse sentido, terá que conviver com retomadas,
recomeços. De cada um vai depender aumentar ou diminuir o número dos
reencarnes mais ou menos laboriosos, penosos ou suaves, mais tranquilas.
Dando a todos o mesmo ponto de partida, oferece sem preferências, as
mesmas oportunidades, a mesma tarefa a desempenhar para atingir o fim;
ninguém é privilegiado pela natureza.
Dotados de livre-arbítrio, isto é, capacidade de escolher, uns optam por fazê-
lo mais rapidamente - são os que escolhem o bem; outros preferem optar por
decisões que os comprometem e retardam.
Nessa questão a Espiritualidade destaca a nossa finalidade. Onde vamos
chegar.
Deus traçou o nosso objetivo de vida, o nosso caminho que é a busca da
felicidade, o rumo da perfeição. Cada um vai percorrer o seu caminho
conforme melhor convir, pois junto com a criação Deus nos concedeu o livre
arbítrio que é a possibilidade de escolhermos o caminho pelo qual vamos
percorrer.
Errando, equivocando ou acertando todos nós mais cedo ou mais tarde
iremos chegar à perfeição (relativa – absoluta só Deus). O Espírito é infinito,
temos todo o tempo para aprimorar. Aqueles que estão no caminho da
maldade, um dia ele cansa de fazer o mal e vai buscar a luz do Criador.
Enquanto estamos no caminho todo o bem que plantamos, vamos receber
algo de bom. E todo mal que plantamos, vamos estar colhendo dores,
sofrimentos. Se a lei do livre-arbítrio nos autoriza fazer nossas próprias
escolhas, há uma outra lei que é determinista que é a lei de causa e efeito.
Por cada uma de nossas escolhas vamos receber o fruto daquilo que
plantamos.
Dessa forma vamos buscar os ensinamentos de Jesus: A lei do amor. Ir pelo
caminho do bem para mais breve atingirmos o estado de felicidade dos
Espíritos puros.
124
Deus cria os Espíritos simples e ignorantes, para que a perfeição venha pelo próprio
esforço. O Senhor criou todos iguais, por ser um Pai amoroso e Santo, considerando
todos como Seus filhos. Não existe imperfeição nas obras do Criador, por ser Ele perfeito.
(Miramez)
116 – Haverá Espíritos que se conservem eternamente nas ordens
inferiores?
Não; todos se tornarão perfeitos. Mudam de ordem, mas demoradamente,
porquanto, como já doutra vez dissemos, um pai justo e misericordioso não
pode banir seus filhos para sempre. Pretenderias que Deus, tão grande, tão
bom, tão justo, fosse pior do que vós mesmos?
COMENTÁRIOS:
Na criação tudo caminha para a perfeição. Não apenas nós seres humanos,
mas a natureza de uma forma geral.
Ex: A Terra antes do aparecimento do homem – A pré-história.
Nas questões espirituais a mesma coisa. Sempre caminhamos para a frente,
para a perfeição. Sempre há progresso. Não há retrocesso.
Não ficaremos estacionados no mal para sempre.
Mesmo aquele criminoso, por maior que seja o crime, ele está fadado a
crescer. Chega um dia, um tempo que ele vai se redimir e vai avançar
também em busca da perfeição.
Aquele coração endurecido, imerso na ignorância, na brutalidade, um dia
começa a perceber o calor do sentimento do amor, o despertar para a luz,
pois mesmo naquele ser mergulhado no mal há o sentimento de amor por
alguém ou por algo, sempre há alguém que o ama também.
Nenhuma das ovelhas de meu Pai se perderá.
Se houvesse Espíritos da criação dedicados, devotados ao mal, onde estaria
a perfeição do Criador?
Na caminhada da vida vamos aprendendo e crescendo.
Essa questão nos ajuda na caminhada terrestre.
Quando nos vemos tão imperfeitos, tão distantes do nosso guia e modelo:
Jesus, achamos que nunca chegaremos a ser como ele. Agir como Ele, fazer
o que Ele fez é para os santos e pensamos que nunca seremos capazes
disso.
125
Mas a Espiritualidade superior vem nos dizer que todos nós nos tornaremos
perfeitos, porque Deus que nos ama não baniria seus filhos para sempre
dessa alegria, dessa felicidade.
Como é bom sabermos que seremos como Jesus, próximo a Deus, com a
perfeição relativa.
Teremos tanto a inteligência, o saber, quanto a moralidade da forma mais
elevada possível.
Filhos de Deus, Espíritos eternos, felizes, perfeitos. Esse é o destino de
todos nós.
Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra?
Ou, se pedir peixe, lhe dará uma cobra?
Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos,
quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que
lhe pedirem! (Mt 7:9-11)
As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me
seguem;
E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará
da minha mão.
Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las
da mão de meu Pai. (Jo 10:27-30) – Nenhuma ovelha se perderá.
- Aquele cruel com o povo – ditador – tirano – invenção destruidora...
- Provocou guerras – o holocausto – causou extermínio – escravizou...
Parábola da ovelha perdida – Lucas 15:1-7 e Mateus 18:12-14
Essa parábola conta a história de um pastor que deixa as noventa e nove
ovelhas no pasto para buscar a única que se perdeu. Quando ele a
encontra, fica muito feliz e celebra sua volta para o rebanho.
Jesus previa certamente que seus ensinos e pensamentos íntimos seriam
deturpados pelos homens constituídos em agremiações religiosas, e quis,
de certa forma, deixar bem patente aos olhos de todos que ele não poderia
ser representante de um Deus que, proclamando o amor e a necessidade
indispensável do perdão para remissão dos pecados, impusesse aos filhos
por Ele criados, castigos infindáveis, eternos.
A parábola mostra bem claramente que as almas transviadas não ficarão
126
perdidas no labirinto das paixões, nem nos antros em que prosperam a dor.
Como a ovelha desgarrada, elas serão procuradas, ainda mesmo que seja
preciso deixar de cuidar daquelas que atingiram já uma altura considerável,
ainda mesmo que as noventa e nove ovelhas fiquem estacionadas num
local do monte, os encarregados do rebanho sairão ao campo à procura da
que se perdeu.
O Pai não quer a morte do ímpio; não quer a condenação do mau, do
ingrato, do injusto, mas sim a sua regeneração, a sua salvação, a sua vida,
a sua felicidade.
Ainda que seja preciso, para a regeneração do Espírito nascer ele na Terra
sem mão ou sem pé, entrar na vida manco ou aleijado; ainda que lhe seja
preciso renascer no mundo sem os olhos, por causa dos "tropeços", por
causa dos "escândalos", a sua salvação é tão certa como a da ovelha que
se havia perdido e lembrada na parábola, porque todos esses pobres que
arrastam o peso da dor, os seus guias e protetores os assistem para
conduzi-los ao porto seguro da eterna bonança.
Material do Estudante Espírita: PARÁBOLA DA OVELHA PERDIDA
Assim, também, não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um
destes pequeninos se perca. (Mt 18:14)
O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns.
Pelo contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém
pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento. (2 Pedro 3:9)
Os caminhos de ascensão são muitos, mas todos nos levam ao Criador. Não há, mesmo
que se queira, ninguém que estacione seu despertamento. A marcha pode ser lenta,
entretanto, sempre estamos subindo e ganhando a libertação. Os próprios desvios que
sofremos por ignorância, nos mostram que devemos modificar nossas atitudes e procurar
compreender as leis do Senhor. O destino das almas é a luz, que se liberta de toda
ignorância. (Miramez)
117 – Depende dos Espíritos o progredirem mais ou menos
rapidamente para a perfeição?
Certamente. Eles a alcançam mais ou menos rápido, conforme o desejo que
têm de alcançá-la e a submissão que testemunham à vontade de Deus. Uma
criança dócil não se instrui mais depressa do que outra recalcitrante?
127
COMENTÁRIOS:
O Espírito de Verdade: Espíritas, amai-vos, eis o primeiro ensinamento.
Instruí-vos, eis o segundo.
É através do amor e da instrução é que conquistamos o nosso crescimento,
enquanto Espíritos infinitos que somos.
Lógico que em apenas uma única existência não temos capacidade para
conquistar toda a escala evolutiva que o Espírito deve conquistar para
chegar à perfeição. Por isso vem a lei da reencarnação, fornecendo as
oportunidades para novos retornos na carne para ir aprimorando na escala
evolutiva.
Através do livre arbítrio escolhemos os nossos caminhos, sendo
responsáveis pelos nossos erros e os nossos acertos, nos proporcionando a
possibilidade de crescermos.
A busca do progresso se dá pelo amor e pela dor.
Jesus resumiu apenas no amor a lei do progresso espiritual.
Mas e a dor?
A dor é necessária, pois muitas vezes quando estamos endurecidos no
caminho do mal, vem a dor como um instrumento da vida para nos recolocar
no caminho certo, para que possamos aprender a amar.
Nos encher desse sentimento que vai proporcionar o nosso progresso.
Embora todos nós tenhamos como destino a perfeição e a felicidade,
chegaremos lá mais ou menos rápido dependendo de nós, do nosso livre
arbítrio, das nossas escolhas, daquilo que colocamos como prioridade em
nossas vidas.
Por exemplo:
No nosso dia a dia facilmente nos aborrecemos com os pequenos
acontecimentos.
Perdemos a nossa paz por coisas tão pequenas e que muito pouco
influenciam na nossa verdadeira felicidade, no nosso progresso espiritual.
Perguntemos: Isso é tão importante para a minha vida para que me tire a
paz? Para que nesse momento eu permita que tire o meu equilíbrio? Isso vai
me ajudar a crescer, vai me ajudar enquanto Espírito eterno que somos?
Precisamos trabalhar a nossa razão, a nossa capacidade de refletir sobre as
atitudes do dia a dia para que não caiamos facilmente nos instintos, naquelas
emoções que nos arrastam para a animalidade e nos distanciam da evolução
espiritual.
Deus não vai nos dar uma caixinha de sabedoria. Essa caixinha é construída
no dia a dia.
128
Não é um trabalho fácil, mas também não é impossível. Basta que
coloquemos como meta de vida e tudo vai se tornando mais fácil para nós.
Toda vez que agimos com aspereza, com indiferença, nós sofremos.
Toda vez que faltamos com o amor, nós sofremos.
Pedir a Deus paciência, compreensão e sabedoria.
Eustáquio - Quinze Séculos de uma Trajetória
Abel Glaser (médium), Cairbar Schutel (espírito)
Eustáquio – 17 encarnações durante 1.500 anos para vencer um obstáculo:
O Poder. Era fissurado no poder. 1500 anos para entender.
118 – Podem os Espíritos degenerar?
Não; à medida que avançam, compreendem o que os distanciava da
perfeição. Concluindo uma prova, o Espírito fica com a ciência que daí lhe
veio e não a esquece. Pode permanecer estacionário, mas não retrograda.
COMENTÁRIOS:
Degenerar – mudar para um estado ou condição qualitativamente inferior;
declinar, abaixar, degradar, depreciar.
Retrogradar – marchar ou fazer marchar em sentido contrário ao progresso.
Retroceder, recuar, andar para trás.
Todos nós caminhamos para a evolução.
À medida que o Espírito vai galgando degraus na evolução, vai adquirindo
conhecimentos seja no saber, na bondade, naquilo que precisa para ser
Espírito perfeito, ele não perde esse conhecimento.
O fato de em uma reencarnação subsequente não lembrar de um
determinado conhecimento adquirido em vidas passadas não significa que
ele tenha perdido aquele conhecimento, o qual está arquivado no seu
perispírito, nas suas memórias do inconsciente e por não ser necessário
nessa encarnação, fica parcialmente adormecido. Mas quando retorna para o
mundo espiritual ou mesmo durante o desdobramento do sono esses
conhecimentos retornam.
Conquistada a etapa evolutiva que estamos não mais retrogradaremos.
Podemos até estacionar mas retroceder, recuar não. A gente caminha
sempre para a frente. O progresso alcançado estará conosco sempre e
129
quando retomarmos a marcha, vamos retomar do ponto em que a deixamos,
por isso que tudo que aprendemos é importante para nós enquanto Espíritos
que somos.
A gente desenvolve conhecimento.
Informação significa dados processados sobre alguém ou alguma coisa,
enquanto o conhecimento refere-se a informações úteis obtidas através da
aprendizagem e da experiência.
O conhecimento acontece, quando a informação é aplicada.
O verdadeiro saber é a soma da informação, do conhecimento e das
experiências aplicadas na prática (boas e ruins)
Conhecimento é a informação contextualizada no ser. É a aquisição da
informação para a vida.
Se houvesse a degeneração do Espírito, haveria a “desaprendizagem” e isso
não ocorre.
Nós jamais perdemos os conhecimentos adquiridos nas várias
reencarnações.
Espíritos não retrogradam, não degeneram: a marcha é sempre ascendente.
Podemos estacionar.
Utilizando o nosso livre arbítrio, se nos revoltamos contra a justiça divina e
optamos seguir pelo caminho do erro, permaneceremos por um longo tempo
estacionados no nosso processo de evolução, mas não retrogradamos.
Espírito estacionário – espírito preguiçoso que abdica do desempenho das
provas. Não existe tempo limite para ficar estacionário. Mas um dia,
geralmente, pelo aguilhão da dor, ele despertará para a necessidade de dar
sequência ao aprendizado, para o seu crescimento. Preferem o conforto do
não fazer nada.
Aqueles que já possuem determinado conhecimento e não praticam o bem,
tudo o que fazem é em benefício próprio, às vezes prejudicando o próximo,
também ficam estacionários.
Não estamos aqui de férias. A vida é trabalho. Transformação.
Buscando a cada novo dia uma nova etapa evolutiva para crescermos e
estarmos junto ao Pai criador.
119 – Não podia Deus isentar os Espíritos das provas que lhes cumpre
sofrer para chegarem à primeira ordem?
Se Deus os houvesse criado perfeitos, nenhum mérito teriam para gozar dos
benefícios dessa perfeição. Onde estaria o merecimento sem a luta?
130
Demais, a desigualdade entre eles existente é necessária às suas
personalidades. Acresce ainda que as missões que desempenham nos
diferentes graus da escala estão nos desígnios da Providência, para a
harmonia do Universo.
Allan Kardec:
Pois que, na vida social, todos os homens podem chegar às mais altas
funções, seria o caso de perguntar-se por que o soberano de um país
não faz de cada um de seus soldados um general; por que todos os
empregados subalternos não são funcionários superiores; por que
todos os colegiais não são mestres. Ora, entre a vida social e a
espiritual há esta diferença: enquanto que a primeira é limitada e nem
sempre permite que o homem suba todos os seus degraus, a segunda é
infinita e a todos oferece a possibilidade de se elevarem ao grau
supremo.
COMENTÁRIOS:
A desigualdade (diversos níveis) é necessária para que haja a diversidade
(personalidade, conhecimento, aptidões, etc), pois crescemos na interação
de uns com os outros pelas diferenças.
Todos nós somos criados de forma igual: simples e ignorantes
A cada um de nós, nos é dada uma caminhada para que possamos aprender
e evoluir rumo à felicidade. Encarnação após encarnação, caindo,
levantando, equivocando, acertando vamos nos tornando cada vez melhores.
No exemplo de Kardec, às vezes a pessoa não tem oportunidade de
crescimento social dentro de uma empresa, chega no limite dele e outros
podem ocupar cargos mais elevados, tendo a oportunidade de crescimento
dentro dessa mesma empresa. – Há os critérios para escolha: simpatia,
aptidão, influência, testes, votos, etc.
Na espiritualidade é diferente, todos nós temos as mesmas oportunidades,
com todas as possibilidades que a vida possa nos oferecer.
Nosso objetivo é a felicidade através da perfeição.
A evolução é conquista, não há privilégios na criação. Faz parte da justiça
divina.
Todos nós somos seus filhos, portanto, desde aquele que está ainda no
início da sua evolução, na fase primitiva até o anjo, o arcanjo fomos criados
da mesma forma, simples e ignorantes e a conquista vai sendo adquirida
pelo esforço do próprio trabalho, da própria transformação moral, por mérito
de cada um.
131
Aquilo que não é conquistado não tem valor.
Aquilo que é conquistado com dor, com sofrimento, com luta, com lágrimas,
com suor tem muito valor. Sabemos valorizar aquilo que foi difícil conquistar.
Quando somos responsáveis pela nossa caminhada, valorizamos cada
degrau alcançado. Conseguimos entender o quanto de esforço foi necessário
para subir aquele degrau e o valorizamos como um tesouro. E assim a cada
dia vamos lutando para que aquele degrau alcançado não se perca, que
nada interfira na sua integridade. Vamos lutando para que outros venham na
sequência.
Esse é o grande mérito do progresso.
Estamos cumprindo a Lei de Deus, a lei do progresso, mas também estamos
fazendo a nossa parte na criação de Deus.
Deus nos rege com meritocracia.
Tudo o que conquistamos é por esforço próprio.
Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e
então dará a cada um segundo as suas obras. (Mateus 16:27)
120 – Todos os Espíritos passam pela fieira do mal para chegar ao
bem?
Pela fieira do mal, não; pela fieira da ignorância.
Fieira – Experiência
Para eu ser bom, tenho que primeiro ser mau?
Ser ignorante, não é ser mal, mas não ter conhecimento.
Simplicidade = ausência de tendências para o Bem e o Mal.
Ignorante = desconhecedor das coisas e das leis naturais. Ausência do
saber.
Simples e ignorantes, portanto incompletos, que devem adquirir por si
mesmos, por sua atividade, a ciência, a experiência que naquele início não
pode ter.
Conforme o seu livre arbítrio passará pela fieira do mal se assim desejar.
Uma coisa é passar por provas, situações difíceis que em algum momento
seremos testados, mas isso não significa que tenhamos que praticar o mal.
Podemos até não passar pelo caminho do mal, mas temos que passar pelas
etapas para ir vencendo a ignorância.
132
Passar por dificuldades é bem diferente de passar pela maldade.
O importante não é passar ou deixar de passar pelo caminho do mal, o
importante é a conquista que efetivamos, pois, todos nós haveremos de ser
feliz um dia, chegaremos à perfeição relativa.
Os erros que vemos e entendemos como erros, são meios de educação das criaturas na grande
escola universal, pela qual todos passamos, A ignorância nos induz às coisas fáceis e as coisas
fáceis são ilusórias, elas são necessárias para nos fortalecer no bem, nas diretrizes do Amor e da
Caridade. Se fomos criados simples e ignorantes, foi por vontade do Criador, e a ignorância não
tem outro caminho a não ser o que chamamos de erro, dando uma dimensão às faltas que, na
verdade, nunca existiram. Francisco de Assis, por exemplo, não nasceu “Francisco de Assis’’ ele
passou por todos caminhos de ascensão por que todos estamos passando, despertando
entendimento e crescendo para a luz imortal”. (Miramez)
121 – Por que é que alguns Espíritos seguiram o caminho do bem e
outros o do mal?
Não têm eles o livre-arbítrio? Deus não os criou maus; criou-os simples e
ignorantes, isto é, tendo tanto aptidão para o bem quanto para o mal. Os que
são maus, assim se tornaram por vontade própria.
COMENTÁRIOS:
Para termos o mérito da conquista da felicidade, Deus nos deu o livre-
arbítrio, a possibilidade de escolhermos os próprios caminhos a trilhar. O
caminho da nossa conduta e do conhecimento.
O livre-arbítrio é que nos conduz a caminhos diferentes, onde uns escolhem
o caminho do bem e outros acabam muitas vezes desviando a sua trajetória,
escolhendo o caminho do mal.
Temos que passar pela fieira da ignorância, não do mal.
A ignorância, significa que vamos passar por determinadas situações em
nossas vidas onde seremos testados e vamos aprendendo com essas
experiências, agregando conhecimentos e progredindo na escala evolutiva.
Nenhum de nós traz em seu planejamento reencarnatório a destinação de
ser ruim, de fazer o mal.
Trazemos algumas dificuldades a superar, mas não o mal. – Desenvolver a
paciência e a resignação.
O mal sempre decorre das nossas escolhas equivocadas.
Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à
perdição, e muitos são os que entram por ela;
133
E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a
encontrem. (Mateus 7:13-14)
Ainda que cometamos equívocos palmilhando o caminho do mal, ainda que
adentremos pela porta larga, nós haveremos lá na frente retomarmos o
caminho do bem, o caminho da redenção porque todos nós iremos crescer
para estarmos um dia junto ao Pai.
Há a Lei de causa e efeito. Haveremos nesse caminho colher o que
plantamos. Se estamos diante da vida procurando nos espiritualizar,
buscando ações nobres, auxiliando o próximo, fazendo o bem aos outros,
obviamente encontraremos caminhos mais justos para trilhar, adentraremos
pela porta estreita.
Contudo se nas escolhas da vida trilhamos pelo caminho do mal, desejando
o mal ao próximo, produzindo a infelicidade do próximo, prejudicando o
outro, obviamente teremos que colher uma plantação que nós estaremos
semeando e iremos passar por dor, por sofrimento, não como castigo, mas
como uma forma de aprendizado para valorizar a vida, para valorizar o
próprio bem. Mesmo que escolhemos a porta larga, um dia haveremos de
chegar ao Pai.
Claro que o erro nos serve de aprendizado, pois com o erro vem a dor que é
um dos grandes e mais eficientes remédios corretivos para a nossa alma e
para nosso Espírito.
Então, muitas vezes passaremos pela dor em função dos erros cometidos,
mas o erro não é necessário para o nosso aprendizado e sim as provas, as
dificuldades, as situações que a vida nos coloca para o aprendizado.
Da mesma forma, o vosso Pai, que está nos céus, não quer que nenhum destes
pequeninos se perca. (Mateus 18:14)
- Fomos criados iguais, mas a liberdade nos modifica. Justiça divina.
Os caminhos dos Espíritos são diversos, como já dissemos, mas, em todos eles se irradiam a
justiça e, se todos foram feitos iguais, por que a liberdade irá modificá-los nas atitudes? Os que
não desejam mais errar os fazem por experiências que colheram nas ilusões, e os que
permanecem de encontro às leis espirituais, é por faltar-lhes tempo na escola da educação.
Espírito algum já nasceu das mãos do nosso Criador sábio e desperto. Nós todos recebemos o
mesmo carinho, a mesma proteção, dentro da mesma justiça. (Miramez)
122 – Como podem os Espíritos, em sua origem, quando ainda não têm
consciência de si mesmos, gozar da liberdade de escolha entre o bem e
o mal? Há neles algum princípio, qualquer tendência que os encaminhe
para uma senda de preferência a outra?
134
O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência
de si mesmo. Já não haveria liberdade, desde que a escolha fosse
determinada por uma causa independente da vontade do Espírito. A causa
não está nele, está fora dele, nas influências a que cede em virtude da sua
livre vontade. É o que se contém na grande figura emblemática da queda do
homem e do pecado original: uns cederam à tentação, outros resistiram.
122.a) Donde vêm as influências que sobre ele se exercem?
Dos Espíritos imperfeitos, que procuram apoderar-se dele, dominá-lo, e que
rejubilam com o fazê-lo sucumbir. Foi isso o que se intentou simbolizar na
figura de Satanás.
122.b) Tal influência só se exerce sobre o Espírito em sua origem?
Acompanha-o na sua vida de Espírito, até que haja conseguido tanto império
sobre si mesmo, que os maus desistem de obsediá-lo.
COMENTÁRIOS:
O ser humano, o Espírito enquanto ser eterno tem o seu livre-arbítrio fazendo
as escolhas dos caminhos que deve tomar em sua vida.
O Espírito quando ainda na fase primitiva, tem escolhas mais simples a
realizar. Apenas cuidam da sobrevivência da espécie.
Cada um de nós está apto a fazer nossas escolhas de acordo com o nosso
nível de evolução.
A imparcialidade de Deus está na situação em que todos nós passamos
pelas mesmas condições: simples e ignorantes.
Deus nos dá o livre arbítrio, as experiências para que possamos escolher. Se
há alguma influência é a influência do meio onde nós estamos e que por
ignorância ou por livre escolha nos deixamos influenciar e acabamos
errando.
Cada vez que galgamos um degrau a mais em nossa trajetória, mais
seremos cobrados, daí a complexidade das nossas escolhas.
- Uns desenvolvem a bondade, a fraternidade; outros passam primeiro pelo
orgulho e pelo egoísmo.
122.a) – Recebemos influências negativas e influências positivas, seja de
encarnados que convivem conosco no dia a dia, seja também de
irmãozinhos espirituais que convivem conosco e se sintonizam conforme as
135
nossas escolhas. Somos nós que escolhemos os nossos amigos, tanto
encarnados, quanto desencarnados. Isso faz parte do próprio livre-arbítrio.
Assim há sempre Espíritos imperfeitos que nos influenciam, tanto
encarnados, quanto desencarnados que querem nos levar para o mau
caminho, as coisas equivocadas e nós podemos ou não ceder a essas
influências.
Não há arrastamento irresistível.
Fazemos o mal se quisermos. Nem a nível material e nem a nível espiritual
haverá arrastamento irresistível.
122.b) – Essa influência vai ocorrer sempre, mas à medida que tomamos
consciência de nós mesmos, quanto mais conhecimento tivermos, menos
estaremos passíveis de uma influência negativa, porque mudamos a sintonia
e sabemos o que queremos. Eles podem tentar influenciar, mas não vão
conseguir, uma vez que não abrimos brechas para que aquela influência
tenha força sobre nós.
Então quando atingirmos um grau mais elevado, estaremos em vibrações
mais elevadas, os irmãos das áreas mais baixas, os irmãos necessitados de
auxílio não mais nos influenciarão.
A influência vai existir sempre, mas ela perde força em função do
amadurecimento espiritual.
Deus jamais irá interferir em nossas decisões. Temos a total liberdade de
escolhas. Porém em qualquer situação que estejamos sempre estamos sob
proteção divina que nos auxilia e nos acompanha. Bastará uma oração
(sincera) para nos colocarmos no mesmo momento ao auxílio da
Espiritualidade maior que poderá nos reencaminhar para os melhores
caminhos da nossa existência.
Vigiai e orai (Mt 26:41)
O livre arbítrio surge de acordo com a evolução da alma, e cresce com ela. Se ela não tem, no
princípio, uma consciência perfeita do que deve fazer, é ignorante daquilo que escolhe. Eis porque
não deve ter culpa do que faz. Todos passam por essas diretrizes, são processos de aprendizado,
indispensáveis ao despertamento da alma.
O livre arbítrio total somente existe em Deus; os demais obedecem à faixa em que vive o Espírito.
Somente escolhemos o que está ao nosso alcance para se escolher, o que o nosso
despertamento permitir. O peixe não suporta viver fora da água, como o ser humano não pode
viver sem o ar, de onde tira os elementos da vida. A escolha é compatível com a nossa evolução
já alcançada. Quem escolhe só o bem, o faz pela maturidade que o tempo lhe conferiu em
milênios incontáveis.
O bem domina todas as consciências, por que fomos feitos pelo Amor, por Amor e para o Amor.
(Miramez)
136
123 – Por que Deus tem permitido que os Espíritos possam seguir o
caminho do mal?
Como ousais pedir a Deus contas de Seus atos?
Supondes poder penetrar-lhe os desígnios?
Podeis, todavia, dizer o seguinte: A sabedoria de Deus está na liberdade que
ele deixa a cada um de escolher, porque cada um tem o mérito de suas
obras.
COMENTÁRIOS:
Nós nesse momento não temos condições de conhecer e questionar os
desígnios de Deus, porque pela nossa inferioridade e pequenez espiritual e
material temos dificuldade em compreender o que é melhor para nós.
O Pai poderia ter criado todos nós perfeitos, ao invés de colocar-nos a trilhar
caminhos para chegar à perfeição.
Porém criados perfeitos, qual seria o mérito de cada um de nós diante dos
saberes adquiridos ou dos valores morais conquistados? Nenhum.
Seríamos apenas como máquinas, realizando apenas aquilo que tivesse sido
programado e criado.
Deus nos criou simples e ignorantes e nos deu o livre-arbítrio que é a
liberdade de escolher os próprios caminhos.
É como se Deus nos dissesse: Meu filho, você é livre, faça o que quiseres da sua vida, arcando com
as consequências (positivas ou negativas), mas creia, estou ao seu lado, sempre te ajudando.
Muitos de nós, acabamos escolhendo o caminho do mal. Adquirindo
experiências, aprendizado, crescimento. Ele nos dando o livre-arbítrio, nos
colocou também a Lei de causa e efeito. A escolha é livre porém há a
colheita.
A lei de causa e efeito é uma lei determinista, haveremos de responder por
nossas escolhas. Colhemos os frutos das escolhas que fazemos. No caso
das escolhas negativas passamos por dificuldades, por sofrimentos. Não
como castigo, mas como um instrumento de aprendizagem para que
possamos valorizar a lei divina e a convivência com o próximo.
O Pai é todo sabedoria. O mal não existe por si mesmo. É apenas a
ausência do bem.
Os sentimentos negativos são apenas sentimentos de um coração enfermo.
137
“Amai vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos
que vos maltratam e vos perseguem.” (Mateus 5:44-48)
“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:32)
O caminho escolhido pela alma é, certamente, compatível com seu despertamento espiritual.
Como saber escolher, sem entender os objetivos da própria vida? Se a alma é feita simples e
ignorante, e no dizer de “O Livro dos Espíritos”, somente busca, a princípio, as coisas mais fáceis
como ocorre com as crianças. Sendo as facilidades ilusórias, as estradas largas são cheias de
contradições, de onde advêm as perturbações de toda ordem. Todo aprendizado surge de
inumeráveis experiências em todos os campos de vida, na Terra e nos Céus. (Miramez)
124 – Uma vez que há Espíritos que, desde o princípio, seguem o
caminho do bem absoluto e outros o do mal absoluto, deve haver, sem
dúvida, degraus entre esses dois extremos?
Sim, certamente, e os que se acham nos graus intermediários constituem a
maioria.
COMENTÁRIOS:
Considerando que fomos criados simples e ignorantes e todos nós temos o
livre arbítrio, da mesma forma que há aqueles que percorrem o caminho do
mal, há aqueles que optam e seguem o caminho do bem. Entre esses dois
extremos há inúmeras gradações.
Esses que se encontram em graus intermediários constituem a maioria.
Os caminhos e escolhas para o uso do livre arbítrio são muito grandes.
Sempre há inúmeras oportunidades de escolhas. A maioria de nós vamos
caminhando entre erros e acertos, sem compromisso definido nem com o
mal, nem com o bem. Vamos levando a vida sem buscar de fato uma
evolução.
Na escala espírita, a maioria de nós nos encontramos como Espíritos
Neutros. Entre aqueles que são honestos, mas não tem nenhum
compromisso com o próximo.
Os Espíritos não foram feitos de uma só vez e é neste ponto que as diferenças são enormes, na
escala da evolução espiritual; no entanto o que está na frente já esteve atrás e o que está no meio
se encontra mais perto da libertação. Confiemos e trabalhemos, procurando a melhoria espiritual.
Toda subida exige sacrifícios, e que deseja melhorar-se moralmente deve fazer esforços em todos
os sentidos para que possa receber as bênçãos do equilíbrio. Compreendemos que existem
muitos caminhos da ascensão espiritual, porém, o peso é o mesmo para todos; uns, por vezes,
demoram-se mais no mal, mas, menos em vivenciar experiências – como exemplo, podemos
afirmar na personalidade de Paulo, o apóstolo. Quando se perde em um campo, a compensação
se evidencia em outro; eis a justiça, como misericórdia, que surge para todas as criaturas.
(Miramez)
138
125 – Os Espíritos que seguiram o caminho do mal poderão alcançar o
mesmo grau de superioridade que os outros?
Sim; porém, as eternidades serão para eles mais longas.
Allan Kardec:
Por essa expressão – as eternidades – se deve entender a ideia que os
Espíritos inferiores fazem da perpetuidade dos seus sofrimentos, visto
que não lhes é dado anteverem seu termo, e essa ideia se renova em
todas as provas, nas quais eles sucumbem.
COMENTÁRIOS:
Quando os Espíritos inferiores estão em sofrimento parece que aquele
sofrimento dura a eternidade, um tempo muito grande.
Aqui entre nós, quando estamos passando por dificuldades enquanto
encarnados parece que o tempo se estende, parece não ter fim, as situações
parecem não ter solução.
Quanto mais tempo prolongarmos no mal, mais longas parecem ser as
eternidades de sofrimento e dor.
Todos chegaremos ao aprisco do Pai.
Os caminhos são escolhas de cada um. Uns chegam ao Pai mais rápido,
outros prologam mais a sua jornada.
Por mais que a gente se equivoca, se retém no caminho, sempre há as
oportunidades concedidas pelo Pai.
Cada nova reencarnação para o Espírito é uma nova oportunidade de trilhar
novos caminhos, de fazer novas escolhas e ir melhorando.
Chegar antes ou depois ao Pai é escolha de cada um.
Certamente que existem Espíritos que se demoram mais no mal que engendraram nos seus
caminhos, pela teimosia gerada pelo orgulho e o egoísmo. De certo modo, é independente para a
co-criação; alimenta ideias, mas, responde por elas na lavoura que facultou a sua proliferação.
Aquele que se demora mais no mal, demora mais no aprendizado, encontrando dificuldades para
as devidas assimilações da verdade. Não obstante, quando, se conscientiza do bem, como sendo
o fator principal de sua vida, ele gasta menos tempo no aprendizado, pelo fato de estar preparado
pelo sofrimento, que lhe deixou um saldo de grandes experiências. (Miramez)
139
126 – Chegados ao grau supremo da perfeição, os Espíritos que
andaram pelo caminho do mal têm, aos olhos de Deus, menos mérito
do que os outros?
Deus olha de igual maneira para os que se transviaram e para os outros e a
todos ama com o mesmo coração. Aqueles são chamados maus, porque
sucumbiram. Antes, não eram mais que simples Espíritos.
COMENTÁRIOS:
O mal não existe por si mesmo. O mal é a ausência do bem, assim como a
treva é a ausência da luz.
Todos nós fomos criados simples e ignorantes. Começamos nossa
caminhada fazendo as nossas escolhas conforme o nosso livre-arbítrio, daí
muitos de nós fizemos escolhas erradas, adentrando pelos caminhos do mal,
prejudicando aqueles que nos cercam. Porém a maldade é filha da
ignorância.
Amar e instruir.
Além do amor é necessário buscar a instrução que vai nos qualificar as
escolhas no exercício do livre-arbítrio.
Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.
O conhecimento, vencendo a ignorância nos proporciona a possibilidade de
evolução em busca do caminho da perfeição.
Aqueles que atingiram a perfeição passando por caminhos turbulentos
também possui os mesmos méritos, não havendo razão de serem
diferenciados por parte do Pai.
Nós, que somos imperfeitos, temos nossos filhos que são diferentes, pois
são Espíritos diversos, amamos a todos com o mesmo amor.
Como Deus que é perfeito, justo, onisciente, onipotente faria diferente?
Deus é todo amor e bondade.
Pai de justiça, amor e caridade.
Ele ama igualmente a todos os seus filhos.
Não é porque uns se transviaram, se sucumbiram no mal que deixam ser
seus filhos muito amados.
Todos somos luz e todos seremos felizes.
Jesus é o nosso Guia e Modelo.
Agindo como Jesus agiria é que vamos encontrar o caminho da perfeição. A
chegada até Ele é a vivência do que ele nos ensinou. O amor ao próximo e a
Deus. A prática da caridade.
140
127 – Os Espíritos são criados iguais quanto às faculdades
intelectuais?
São criados iguais, porém, não sabendo donde vêm, preciso é que o livre-
arbítrio siga seu curso. Eles progridem mais ou menos rapidamente em
inteligência como em moralidade.
Allan Kardec:
Os espíritos que desde o princípio seguem o caminho do bem nem por
isso são Espíritos perfeitos. Não têm, é certo, maus pendores, mas
precisam adquirir a experiência e os conhecimentos indispensáveis
para alcançar a perfeição. Podemos compará-los a crianças que, seja
qual for a bondade de seus instintos naturais, necessitam de se
desenvolver e esclarecer e que não passam, sem transição, da infância
à madureza.
Simplesmente, assim como há homens que são bons e outros que são
maus desde a infância, também há Espíritos que são bons ou maus
desde a origem, com a diferença capital de que a criança tem instintos
já inteiramente formados, enquanto que o Espírito, ao formar-se, não é
nem bom, nem mau; tem todas as tendências e toma uma ou outra
direção, por efeito do seu livre-arbítrio.
COMENTÁRIOS:
Somos criados iguais. Ninguém tem uma propensão melhor para a
inteligência. A inteligência é uma conquista. É a herança de si mesmo. Em
cada oportunidade (física e no plano astral) vai se dedicando à instrução ao
estudo, acumulando conhecimento, obtendo um arquivo maior de
conhecimentos no seu inconsciente.
A evolução do ser é a soma das experiências de cada encarnação.
Aqueles que aprofundaram em determinada área vai ter maior facilidade de
compreensão das coisas naquela área.
Somos herdeiros de nós mesmos.
Na criação divina não há privilégios.
Fomos todos criados simples e ignorantes
Simplicidade = ausência de tendências para o Bem e o Mal.
Ignorante = desconhecedor das coisas e das leis naturais.
141
Simples e ignorantes, portanto incompletos, que devem adquirir por si
mesmos, por sua atividade, a ciência, a experiência que naquele início não
pode ter.
O progresso ocorre com o avanço intelectual e moral.
 Entre o Céu e a Terra – pág. 141, 142, 143.
O Evangelho Segundo o Espiritismo
 Orgulho – Pág. 84 e 103
 Egoísmo – Pág. 114
A doutrina espírita nos ensina que o egoísmo é a matriz de todos os males
do homem. O ser egoísta coloca sempre seus interesses, opiniões, desejos
em primeiro lugar, além de ser ciumento, invejoso e insatisfeito.
Deus jamais irá interferir em nossas decisões. Temos a total liberdade de
escolhas. Porém em qualquer situação que estejamos sempre estamos sob
proteção divina que nos auxilia e nos acompanha. Bastará uma oração
(sincera) para nos colocarmos no mesmo momento ao auxílio da
espiritualidade maior que poderá nos reencaminhar para os melhores
caminhos da nossa existência.
O livre arbítrio, na alma iniciante quase não existe; ela está mais orientada pelo meio ambiente,
onde forças de todos os tipos a induzem para todos os lados, e as experiências começam em
todos os rumos. As responsabilidades são de acordo com o que aprendeu. Quem está em cima,
deve ajudar quem está em baixo. Esta é uma lei da cooperação mútua, e quem está abaixo ajuda
inconscientemente quem se encontra mais acima. Vivemos dentro da eternidade, onde Deus guia
a todos com o mesmo amor.
Os Espíritos são criados iguais quanto a tudo o que existe de atributos. O que ocorre é que uns
despertam mais depressa os dons que podem escolher pelo seu livre pensar, mas, no fim, todas
as qualidades têm de ser despertadas, tornando um todo de atributos espirituais. (Miramez)
- Ciência – Parte intelectual
- Revelações – Parte moral
1ª Revelação: Moisés
 Fundamentos da moral e da justiça através das leis divinas – Dez mandamentos.
 Princípios básicos de convivência.
 Deus é único e justo – Obediência e temor a Deus.
2ª Revelação: Jesus
 Complementa e eleva os ensinamentos de Moisés.
 Introduz o amor, a caridade e o perdão como pilares da moral.
142
 Ensina que Deus é amor e que os homens são irmãos.
3ª Revelação: Espiritismo
 Aprofunda e explica os ensinamentos anteriores à luz do progresso espiritual e
científico
 Oferece respostas sobre a vida após a morte e o propósito da existência.
 Oferece uma visão da fé racional e do papel do homem na evolução espiritual.
 Revela:
 A imortalidade da alma
 A lei de causa e efeito
 A reencarnação
 A comunicação com os Espíritos
 O progresso espiritual
 Esclarece que “Fora da caridade não há salvação” e o caminho é Jesus, nosso
guia e modelo.
143
1.8 – ANJOS E DEMÔNIOS
128 – Os seres a que chamamos anjos, arcanjos, serafins, formam uma
categoria especial, de natureza diferente da dos outros Espíritos?
Não; são Espíritos puros: os que se acham no mais alto grau da escala e
reúnem todas as perfeições.
Allan Kardec:
A palavra anjo desperta geralmente a ideia de perfeição moral.
Entretanto, ela se aplica muitas vezes à designação de todos os seres,
bons e maus, que estão fora da Humanidade. Diz-se: o anjo bom e o
anjo mau; o anjo de luz e o anjo das trevas. Neste caso, o termo é
sinônimo de Espírito ou de gênio. Tomamo-lo aqui na sua melhor
acepção.
COMENTÁRIOS:
Todos somos iguais, caso não fôssemos, Deus não seria justo.
Aqueles que já se encontram na qualidade de anjos, como chamamos, pela
perfeição que já adquiriram é porque já passaram por toda a trajetória que
hoje estamos passando.
De acordo com as escolhas que fazemos, seguindo o livre arbítrio, uns
chegam mais rapidamente, outros demoram mais, mas todos chegaremos na
condição dos Espíritos puros, independente do nome que se dê: anjo,
arcanjo, serafim, querubim, etc.
Para o Catolicismo, a crença nos anjos é parte essencial de seus dogmas
que os define como Espíritos criados a parte, Puros Espíritos nos quais a
natureza angélica subsiste por si mesma, não só sem mistura como também
dissociada da matéria.
No homem, a alma associa-se ao corpo, forma com ele uma só pessoa “...
sendo tal e essencialmente seu destino”, isto é, acabada a união da alma
com o corpo essa união se desfaz. A união da alma com esse corpo só se
realiza uma vez.
Com relação aos anjos, o conhecimento que desfrutam não é resultado da
indução, do raciocínio da luta no contínuo vencer-se – têm tudo sem
necessidade de aprendizados, pois que foram criados por Deus como
detentores das perfeições.
Os anjos são então as almas dos homens que chegaram no grau de perfeição que o
espírito comporta, aproveitando da plenitude da felicidade prometida. Antes de atingirem
144
LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS
Capítulo I: Dos Espíritos
esse grau supremo, aproveitam da felicidade relativa ao seu adiantamento espiritual, mas
essa felicidade não é ociosidade é a das funções que faz Deus confiar no espírito e dar
ocupações maiores para ainda progredir mais.
Kardec faz essa orientação, pois muitas vezes costumamos ouvir a
designação de anjo como se estivesse fora da humanidade, como se fosse
uma categoria de Espíritos a parte e podendo ser bom ou mal.
Quando a gente sai da 2ª ordem de Espíritos que são os bons Espíritos e
adentramos a ordem dos Espíritos puros, nós já entramos no reino angélico.
Todos nós estamos destinados para sermos um dia, anjos e adentrarmos no
reino angélico.
O primeiro nível na primeira ordem de Espíritos são os anjos e, a partir daí
continuam no processo de evolução até se tornarem Espíritos crísticos que
são os cristos, como Jesus.
Anjos não estão a parte da humanidade, são Espíritos como nós que já
evoluíram e se tornaram perfeitos.
129 – Os anjos hão percorridos todos os graus da escala?
Percorreram todos os graus, mas do modo que havemos dito: uns, aceitando
sem murmurar suas missões, chegaram depressa; outros, gastaram mais ou
menos tempo para chegar à perfeição.
COMENTÁRIOS:
Não confundir “missão” com as grandes missões.
O termo aqui retrata as obrigações pelas quais o Espírito tem que passar. O
esforço no cumprimento das pequenas obrigações sem murmurar, sem
reclamar.
Um sinônimo de missão é a reencarnação.
A missão começa dentro de casa, em família. A missão de ouvir, de orientar,
de ser alegre, de amar.
Abnegação não é aceitar tudo passivamente, sem reagir, sem contestar, mas
aceitar aquilo que a gente não pode mudar. A própria situação de vida nos
leva a exercitar o trabalho, a inteligência.
Ex: se nasceu numa situação de miséria, há que aproveitar a saúde que se
tem e procurar crescer, melhorar de vida e não se acomodar diante dessa
situação. “Deus me colocou aqui para sofrer e estou aqui porque Deus quis.”
“Nasci assim, cresci assim, serei sempre assim”.
145
As necessidades materiais são oportunidades de aprendizagem, de
melhoramento e de missão. É um direito e um dever de todo ser humano na
Terra buscar a melhoria das condições de vida aqui, de forma honesta. O
abuso disso é que compromete a evolução espiritual.
Nessa questão Kardec e a Espiritualidade reforçam a resposta da questão
anterior: anjos são Espíritos puros que passaram por toda a escala de
evolução dos Espíritos, um dia foram imperfeitos, depois passaram para a
ordem de bons Espíritos até chegar na 1ª ordem, dos Espíritos puros.
Deus não dá experiência mas os meios de adquiri-la. Cada atitude maldosa é
um atraso e sofre as consequências e aprende às suas custas o que deve
evitar. É assim que pouco a pouco, se devolve as perfeições e avança na
hierarquia espiritual até que tenha alcançado o estado de puro espírito ou
anjo.
Se pudéssemos submeter um desses Espíritos que chamamos de anjo,
iríamos perceber que lá no passado remoto em algum lugar do Universo, ele
estaria vivendo com uma vida parecida com as nossas hoje. Colecionando
erros, equívocos e acertos, passando por dores, por sofrimentos. Através
das experiências foi adquirindo conhecimento, foi crescendo, aprendendo a
amar até adquirir muito tempo depois a condição de perfeição que possui
hoje.
Dois Espíritos criados ao mesmo tempo não significam que ambos chegarão
à perfeição na mesma época. Cada um de nós têm o livre arbítrio, conforme
as nossas escolhas, podemos caminhar mais ou menos rápido até a
perfeição
Aquele que está sempre reclamando da vida, sempre culpando Deus, Jesus
ou as pessoas a sua volta, tentando justificar os seus erros e a sua preguiça
vai demorar a se libertar. As dores são instrumentos a nos visitar para que
possamos despertar desse torpor.
Temos que lutar contra todos esses sentimentos contrários à Lei do amor
que ainda persistem em nossos corações.
Vamos vencendo, passo a passo, superando e se elevando para a condição
de Espírito mais evoluído até atingir essa condição de anjo.
Todos chegaremos nessa condição. Uns mais cedo, outros mais tarde,
dependendo do caminho que trilhar, conforme o livre arbítrio de cada um.
Nós somos herdeiros de nós mesmos.
Eu quero ser anjo – trabalhe para ser anjo.
Como? – Siga o Evangelho.
Está em nós conseguir fazer tudo o que Jesus faz. Vamos ter que vencer a
ignorância vida após vida, com muita paciência.
146
Os processos de despertamento das criaturas de Deus são diversos, como já o dissemos em
variadas oportunidades; não obstante, todos eles nos levam a perfeição. Ainda é preciso dizer
mais: que o Espírito nasce das mãos do Criador com Seus atributos em estado latente, esperando
golpes do tempo pelas mãos do espanco. Leis vigoram por todos os ângulos da grande vinha do
Senhor, inspirando e movimentando, do protozoário aos maiores benfeitores que dirigem os
mundos. (Miramez)
130 – Sendo errônea a opinião dos que admitem a existência de seres
criados perfeitos e superiores a todas as outras criaturas, como se
explica que essa crença esteja na tradição de quase todos os povos?
Fica sabendo que o mundo onde te achas não existe de toda a eternidade e
que, muito tempo antes que ele existisse, já havia Espíritos que tinham
atingido o grau supremo. Acreditaram os homens que eles eram assim desde
todos os tempos.
COMENTÁRIOS:
Considerando que os homens aqui na Terra quando adquirem a consciência
de si mesmo, perceberam que havia seres perfeitos, imaginaram que esses
Espíritos já tinham sido criados assim, perfeitos.
Mas na realidade, sabemos que são Espíritos que adquiriram o progresso e
a perfeição em outros sistemas planetários e quando foram conhecidos pelos
habitantes da Terra já tinham atingido o grau de pureza e perfeição.
Deus nunca parou de criar. Trabalha desde sempre.
A Caminho da Luz
131 – Há demônios, no sentido que se dá a esta palavra?
Se houvesse demônios, seriam obra de Deus. Mas, porventura, Deus seria
justo e bom se houvera criado seres destinados eternamente ao mal e a
permanecerem eternamente desgraçados? Se há demônios, eles se
encontram no mundo inferior em que habitais e em outros semelhantes. São
esses homens hipócritas que fazem de um Deus justo um Deus mau e
vingativo e que julgam agradá-lo por meio das abominações que praticam
em seu nome.
Quanto à quantidade de demônios que existe, não te preocupes com isso; eles são teus
irmãos, como o são, igualmente, nossos, e, no amanhã, serão anjos como os que existem
nos céus; porém, deverão passar pelos mesmos caminhos dos que já evoluíram, como
sendo o seio da conquista, dentro das bênçãos do Criador. Para tanto, o tempo é fator
147
principal das qualidades despertadas. Ninguém fica para a toda a eternidade no mal; isso
é cegueira daqueles que não têm capacidade de ver. (MIramez)
COMENTÁRIOS:
Os demônios são Espíritos ainda atrasados, que estão há menos tempo
como Espírito imortal, são mais recentes e, ainda estão adquirindo
experiências para caminhar na estrada evolutiva.
Não são Espíritos destinados desde sempre ao mal. São Espíritos
momentaneamente no mal, mas que irão cedo ou tarde, seguir para a luz.
Allan Kardec:
A palavra demônio não implica a ideia de Espírito mau, senão na sua
acepção moderna, porquanto o termo grego daïmon, donde ela derivou,
significa gênio, inteligência e se aplica aos seres incorpóreos, bons ou
maus, indistintamente.
Por demônios, segundo a acepção vulgar da palavra, se entendem
seres essencialmente malfazejos. Como todas as coisas, eles teriam
sido criados por Deus. Ora, Deus, que é soberanamente justo e bom,
não pode ter criado seres prepostos, por sua natureza, ao mal e
condenados por toda a eternidade. Se não fossem obra de Deus,
existiriam, como Ele, desde toda a eternidade, ou então haveria muitas
potências soberanas.
A primeira condição de toda doutrina é ser lógica. Ora, à dos demônios,
no sentido absoluto, falta esta base essencial. Concebe-se que povos
atrasados, os quais, por desconhecerem os atributos de Deus, admitem
em suas crenças divindades maléficas, também admitam demônios;
mas, é ilógico e contraditório que quem faz da bondade um dos
atributos essenciais de Deus suponha haver Ele criado seres
destinados ao mal e a praticá-lo perpetuamente, porque isso equivale a
Lhe negar a bondade. Os partidários dos demônios se apoiam nas
palavras do Cristo. Não seremos nós quem conteste a autoridade de
seus ensinos, que desejáramos ver mais no coração do que na boca
dos homens; porém, estarão aqueles partidários certos do sentido que
ele dava a esse vocábulo? Não é sabido que a forma alegórica constitui
um dos caracteres distintivos da sua linguagem? Dever-se-á tomar ao
pé da letra tudo o que o Evangelho contém? Não precisamos de outra
prova além da que nos fornece esta passagem:
“Logo após esses dias de aflição, o Sol escurecerá e a Lua não mais
dará sua luz, as estrelas cairão do céu e as potências do céu se
abalarão. Em verdade vos digo que esta geração não passará, sem que
todas estas coisas se tenham cumprido.”
148
Não temos visto a Ciência contraditar a forma do texto bíblico, no
tocante à Criação e ao movimento da Terra? Não se dará o mesmo com
algumas figuras de que se serviu o Cristo, que tinha de falar de acordo
com os tempos e os lugares? Não é possível que ele haja dito
conscientemente uma falsidade. Assim, pois, se nas suas palavras há
coisas que parecem chocar a razão, é que não as compreendemos bem,
ou as interpretamos mal.
Os homens fizeram com os demônios o que fizeram com os anjos.
Como acreditaram na existência de seres perfeitos desde toda a
eternidade, tomaram os Espíritos inferiores por seres perpetuamente
maus. Por demônios se devem entender os Espíritos impuros, que
muitas vezes não valem mais do que as entidades designadas por esse
nome, mas com a diferença de ser transitório o estado deles. São
Espíritos imperfeitos, que se rebelam contra as provas que lhes tocam
e que, por isso, as sofrem mais longamente, porém que, a seu turno,
chegarão a sair daquele estado, quando o quiserem.
Poder-se-ia, pois, aceitar o termo demônio com esta restrição. Como o
entendem atualmente, dando-se-lhe um sentido exclusivo, ele induziria
em erro, com o fazer crer na existência de seres especiais criados para
o mal.
Satanás é evidentemente a personificação do mal sob forma alegórica,
visto não se pode admitir que exista um ser mau a lutar, como de
potência a potência, com a Divindade e cuja única preocupação
consistisse em lhe contrariar os desígnios. Como precisa de figuras e
imagens que lhe impressionem a imaginação, o homem pintou os seres
incorpóreos sob uma forma material, com atributos que lembram as
qualidades ou os defeitos humanos. É assim que os antigos, querendo
personificar o Tempo, o pintaram com a figura de um velho munido de
uma foice e uma ampulheta. Representá-lo pela figura de um mancebo
fora contrassenso. O mesmo se verifica com as alegorias da fortuna, da
verdade, etc. Os modernos representaram os anjos, os puros Espíritos,
por uma figura radiosa, de asas brancas, emblema da pureza; e Satanás
com chifres, garras e os atributos da animalidade, emblema das
paixões vis. O vulgo, que toma as coisas ao pé da letra, viu nesses
emblemas individualidades reais, como vira outrora Saturno na alegoria
do Tempo.
COMENTÁRIOS:
Deus teria criado um ser exclusivamente para a prática do mal? E para toda
a eternidade? Criar um ser para competir com Ele próprio, atormentando as
outras criaturas, seduzindo-os para o mal.
Não combina com Deus.
149
Lúcifer – anjo da luz – se revolta contra Deus.
Também não combina com Deus.
Na escala evolutiva o Espírito não retroage.
Há Espíritos que ainda não aprenderam perdoar, não aprenderam crescer
com seus próprios esforços, não aprenderam amar. Esses Espíritos nesse
estado evolutivo, pode rebelar-se contra a vontade e as leis de Deus, tanto
desencarnados, quanto encarnados. Espíritos rebeldes, revoltados, que
muitas vezes desenvolveram o intelecto, mas não desenvolveram os
sentimentos. Usam a inteligência para o mal.
Nós inventamos coisas conforme as nossas imperfeições e atribuímos a
Deus.
Inventamos um Deus vingativo, punitivo, conforme as nossas imperfeições.
Criamos a figura do demônio com os seus adereços (chifres, cauda, tridente)
representando as imperfeições que há em nós. Tememos os demônios que
há em nós.
O Espírito em evolução necessita do aprimoramento intelectual para auxiliar
melhor o desenvolvimento dos sentimentos, uma vez que se compreende
melhor como as coisas ocorrem no plano espiritual e no plano material
facilitando o entendimento da vida espiritual.
Conhece-te a ti mesmo. (Sócrates)
Deus nos criou simples e ignorantes, dando-nos o livre arbítrio, a
responsabilidade ou o mérito é nosso.
Estudamos a “Escala Espírita” demonstrando estágios, fases, degraus em
que Espíritos galgam os determinados graus de adiantamento intelectual e
moral conforme a posição em que se acham. No decorrer e em todos eles
existem saber, ignorância, bondade e maldade. Nas classes inferiores
destacam-se ou agrupam-se os profundamente arraigados ao mal se
comprazendo inclusive, em e com sua ação.
Nem por isso, o Espiritismo lhes dá o nome de demônios. Entende-os como
companheiros imperfeitos, suscetíveis de regeneração. Para todos chegará o
dia em que cansados dessa vida; comparando-se à situação de Espíritos
melhores, bons, desejam algo diferente, melhorar, mudar e isso, por ato
espontâneo da vontade sem que em nenhum momento tenha havido
qualquer ato que seja que tenha podido constrangê-los.
O oferecimento de auxílio e acolhimento para quem chega a esse ponto, seja
encarnado ou desencarnado, é contínuo. A criatura está mergulhada em
meio essas oportunidades, respeitadas, porém, a liberdade de querer, aceitar
ou recusar.
150
Se mudanças fossem obrigatórias, não haveria valor, mérito de situações
que impostas, não brotaram de dentro para fora, da alma desejosa de outros
estágios que lhe levem a divisar outros horizontes.
Não há privilégio e sim transposição de estágios conquistados a custa da
decisão pessoal.
A unidade da Criação, a ideia de origem comum em que todos partem de um
mesmo princípio, mesmo ponto de partida e finalidade, objetivo a ser
alcançado, elevando-se em conquistas por mérito, inclui-se na definição
cristã da justiça soberana de Deus.
A crença popular da criação de anjos e demônios como seres separados,
fecha e anula a lei do progresso e consequentemente a progressão dos
Espíritos.
Não existe o eterno mal, existe o eterno bem, porque Deus, o nosso criador é
só bondade.
Ainda estamos no assunto dos chamados erroneamente de demônios, que algumas religiões
afirmam serem maus desde o princípio, e que ficarão para sempre em lugares que também
criaram, como sendo o inferno eterno. Um punhado de homens esquece que tudo sofre a
influência do progresso, e esse progresso já se manifesta muito visível nas páginas do tempo, a
nos convidar a retificar os velhos erros de uma filosofia não menos velha, carcomida pelas eras.
Se foram criados demônios, carregando as nossas paixões inferiores e apresentando as nossas
próprias feições, claro que os demônios fomos nós, antes de conhecermos a Verdade. As
mudanças são leis de Deus que dominam e orientam a eternidade das coisas. Nada fica estático;
tudo se modifica, e para melhor, desde as primeiras manifestações de vida, até as potencialidades
espirituais. Cabe a nós outros procurarmos entender essas mutações ordenadas e induzidas pelo
próprio Criador. (Miramez)
151
Conceito de Anjos na Igreja Católica
1. A crença nos anjos é fundamental na Igreja Católica.
2. Anjos são seres espirituais superiores à humanidade, intermediários entre Deus e os
homens.
3. Foram criados por Deus para compor sua corte celestial e adorá-lo.
Características dos Anjos
1. São puros Espíritos, sem corpo material.
2. Possuem conhecimentos intuitivos e profundos.
3. Podem agir em qualquer lugar, sem limitações espaciais.
4. Comunicam-se entre si de forma espiritual.
Hierarquia Angélica
Três grandes hierarquias:
1. Primeira hierarquia: Serafins, Querubins e Tronos
2. Segunda hierarquia: Dominações, Virtudes e Potências.
3. Terceira hierarquia: Principados, Arcanjos e Anjos da guarda.
Outros Pontos
1. O número de anjos é desconhecido, mas considerável.
2. Anjos têm missões específicas, como proteger e guiar os fiéis.
3. A crença nos anjos é compartilhada por outras religiões.
Hierarquia Angelical
A tradição católica divide os anjos em nove ordens, agrupadas em três esferas:
Primeira Esfera
1. Serafins: Mais próximos de Deus, representam o amor e a luz.
2. Querubins: Protegem o trono de Deus e simbolizam a sabedoria.
3. Tronos: Representam a justiça e a autoridade.
Segunda Esfera
1. Dominações: Governam os anjos inferiores.
2. Virtudes: Concedem virtudes e dons aos homens.
3. Potestades: Protegem contra o mal.
Terceira Esfera
1. Principados: Cuidam de países e instituições.
2. Arcanjos: Mensageiros divinos (Miguel, Gabriel, Rafael).
3. Anjos: Mensageiros e guardiões.
Meta
152
REFUTAÇÃO
Críticas à Doutrina Católica sobre Anjos
1. A doutrina apresenta os anjos como seres espirituais superiores, criados com todas as
virtudes e conhecimentos.
2. A divisão em três categorias (espiritual, humana e material) é questionada, pois não
reflete a harmonia e unidade observadas na Natureza.
3. A criação do Universo há 6.000 anos, segundo a Bíblia, contradiz o concílio de Latrão,
que afirma que as criaturas espirituais e corporais foram formadas simultaneamente.
4. A união entre alma e corpo é considerada efêmera, levantando dúvidas sobre a
destinação essencial da alma.
Pontos de Tensão
1. Contradição entre a cronologia bíblica e o concílio de Latrão.
2. A natureza da vida puramente material.
3. A necessidade de reencarnação para a alma humana.
4. A incompletude da teoria dos três patamares.
Conclusão
A doutrina católica sobre anjos apresenta inconsistências e contradições, sugerindo a
necessidade de reavaliação e aprofundamento teológico.
Meta
Pontos adicionais de crítica
1. A criação dos anjos antes da existência do mundo físico e da Humanidade levanta
questões sobre sua ocupação eterna.
2. A união alma-corpo é questionada, destacando ideias inatas e faculdades
transcendentes.
3. A alma pode adquirir conhecimentos após a morte? Se sim, há progresso espiritual.
Implicações teológicas
1. A comparação da glória divina com fausto terreno é questionada.
2. O Espiritismo oferece uma visão mais espiritualista e menos materialista da união alma-
corpo.
3. A vida espiritual é considerada infinita e independente do corpo.
Conclusão
A doutrina católica sobre anjos apresenta inconsistências e contradições. O Espiritismo
oferece uma visão mais coerente e espiritualista da natureza da alma e sua relação com o
corpo.
Meta
153
Os anjos segundo o Espiritismo
Os anjos, segundo a Doutrina Espírita, são Espíritos humanos que atingiram a perfeição
após percorrerem um processo de aprendizado e evolução moral e intelectual. Todos os
Espíritos são criados simples e ignorantes, mas com o potencial de se aperfeiçoarem por
meio do trabalho, escolhas e experiências, sob o livre-arbítrio. Deus não cria o mal; este é
fruto das escolhas contrárias às leis divinas. O progresso espiritual é resultado dos
esforços de cada ser, sem privilégios ou preferências.
Esses Espíritos, ao se tornarem puros, alcançam a plenitude da felicidade, mas
continuam ativos, desempenhando funções designadas por Deus como meio de
progresso e auxílio ao universo. A humanidade, por sua vez, não se restringe à Terra,
habitando diversos mundos ao longo de um contínuo processo de criação divina.
Desde tempos imemoriais, sempre existiram Espíritos puros, mas sua condição foi
alcançada por mérito próprio em ciclos anteriores. Assim, Deus age com justiça e
igualdade, garantindo que todos os seres avancem através de suas próprias obras. (Chat
Gpt)
Conceito de Anjos no Espiritismo
1. Os anjos são almas humanas que alcançaram a perfeição após um processo de
evolução espiritual.
2. A alma é criada simples e ignorante, mas apta para aprender e crescer.
3. O progresso espiritual ocorre por meio do livre-arbítrio, esforço e experiência.
4. Deus não criou o mal; o homem o criou desviando-se das leis divinas.
Evolução dos Anjos
1. As almas evoluem através de encarnações e experiências.
2. Cada passo em falso é uma oportunidade para aprender e melhorar.
3. Com o tempo, as almas alcançam a perfeição e se tornam anjos.
Hierarquia Espiritual
1. Existem muitos mundos habitados por seres humanos em diferentes estágios de
evolução.
2. Os anjos são responsáveis por transmitir ordens divinas e governar o universo.
3. Todos os seres alcançam suas posições por mérito próprio.
Princípios Fundamentais
1. Unidade da Criação.
2. Justiça divina.
3. Igualdade entre todos os seres.
4. Progresso espiritual por meio do esforço e livre-arbítrio.
Meta
154
155
Aparição de anjos na Bíblia
Novo Testamento
O Novo Testamento contém diversas passagens que narram o aparecimento de anjos,
muitas vezes em momentos de grande significado espiritual. Aqui estão algumas das
principais ocorrências:
Nos Evangelhos
1. Anúncio do nascimento de João Batista
o Lucas 1:11-20: O anjo Gabriel aparece a Zacarias, no templo, para anunciar
que sua esposa, Isabel, dará à luz João Batista, apesar de serem
avançados em idade.
2. Anúncio do nascimento de Jesus
o Lucas 1:26-38: O anjo Gabriel visita Maria em Nazaré, anunciando que ela
será a mãe de Jesus, o Filho de Deus.
o Mateus 1:20-21: Um anjo aparece em sonho a José, explicando que Maria
concebeu pelo Espírito Santo e instruindo-o a dar ao menino o nome de
Jesus.
3. Anjos no nascimento de Jesus
o Lucas 2:8-14: Um anjo anuncia aos pastores que o Salvador nasceu em
Belém, e uma multidão do exército celestial aparece louvando a Deus.
4. Anjo orienta a fuga para o Egito
o Mateus 2:13-15: Um anjo aparece a José em sonho, avisando para levar
Maria e o menino Jesus ao Egito, protegendo-os de Herodes.
5. Anjo no túmulo vazio
o Mateus 28:2-7: Um anjo desce do céu, remove a pedra do túmulo e anuncia
às mulheres que Jesus ressuscitou.
o Marcos 16:5-7 e Lucas 24:4-7: Homens vestidos de branco (interpretados
como anjos) confirmam a ressurreição de Jesus.
Nos Atos dos Apóstolos
6. Libertação de Pedro da prisão
o Atos 12:6-11: Um anjo do Senhor liberta Pedro da prisão, guiando-o para
fora da cidade.
7. Aparecimento a Cornélio
o Atos 10:3-6: Um anjo aparece a Cornélio, um centurião romano, instruindo-
o a enviar homens para buscar Pedro.
8. Anjo conforta Paulo
o Atos 27:23-24: Durante uma tempestade no mar, Paulo relata que um anjo
do Senhor lhe apareceu para assegurar que todos a bordo do navio
sobreviveriam.
Em Apocalipse
9. Visões de João
o O livro de Apocalipse é repleto de interações com anjos. Alguns exemplos:
 Apocalipse 1:1: João recebe a revelação através de um anjo.
 Apocalipse 5:2: Um anjo poderoso proclama quem é digno de abrir o
livro selado.
 Apocalipse 7:1-3: Quatro anjos seguram os ventos da terra enquanto
outro anjo ordena que aguardem o selo dos servos de Deus.
 Apocalipse 22:8-9: João tenta adorar um anjo, mas é repreendido,
sendo lembrado de que os anjos são companheiros de serviço.
Essas aparições de anjos ressaltam sua função como mensageiros de Deus e protetores
dos fiéis em momentos-chave do plano divino de salvação. Se quiser, posso explorar
alguma dessas passagens com mais profundidade!
156
Novo Testamento
1. Lucas 2:13-14: O evangelista Lucas descreve a cena do nascimento de Jesus, onde
uma multidão de anjos aparece aos pastores, anunciando a boa notícia.
2. Hebreus 12:22: O autor da Epístola aos Hebreus descreve a cidade celestial, onde os
crentes se reúnem com "milhares de anjos".
3. Apocalipse 5:11-14: O apóstolo João descreve uma visão de Deus sentado em um
trono, rodeado por "milhares de milhares" de anjos, que adoram a Deus.
5.Por esses motivos, esforçai-vos quanto possível por unir à vossa fé a
virtude, à virtude a ciência,
6.à ciência a temperança, à temperança a paciência, à paciência a piedade,
7.à piedade o amor fraterno e ao amor fraterno a caridade.
(2 Pedro 1:5-7)
2 Pedro 1:5-7
Fé
Virtude
Ciência – Conhecimento
Temperança
Paciência
Piedade
Amor fraterno
Caridade
Esses versículos estabelecem um caminho de crescimento espiritual em que
cada virtude complementa a outra. O progresso é apresentado em etapas:
1. Fé: Base da vida espiritual, a confiança em Deus.
2. Virtude: Prática do bem, conduta moral exemplar.
3. Ciência: Conhecimento, tanto espiritual quanto racional, que aprofunda
a compreensão de Deus.
4. Temperança: Domínio sobre si mesmo, equilíbrio em emoções e
desejos.
5. Paciência: Perseverança diante das dificuldades e adversidades.
6. Piedade: Devoção sincera a Deus e compaixão pelos outros.
7. Amor fraterno: Afeto e solidariedade com os semelhantes.
8. Caridade: Amor divino, incondicional, que é o ápice da virtude cristã.
Pedro apresenta uma progressão espiritual que culmina na caridade, o amor
maior que reflete a essência de Deus.
157
Hierarquia dos demônios
A hierarquia dos demônios varia conforme diferentes tradições e crenças. Aqui estão
algumas das principais hierarquias mencionadas:
Tradição Cristã
1. Lucifer (o líder dos anjos caídos)
2. Principados das Trevas (ou Príncipes das Potestades): incluem Belial, Leviatã e outros.
3. Poderes das Trevas: demônios responsáveis por influenciar líderes e governantes.
4. Virtudes do Mal: demônios que buscam corromper a moralidade.
5. Anjos Destruidores: responsáveis por causar destruição e caos.
Hierarquia de Dionísio, o Areopagita (século V)
1. Querubins (ou Cherubins): liderados por Satanás.
2. Serafins da Queda: demônios que buscam destruir a humanidade.
3. Tronos da Iniquidade: responsáveis por julgar e punir.
4. Dominações das Trevas: controlam os governos e instituições.
5. Potestades do Mal: influenciam líderes e governantes.
6. Virtudes Destrutivas: corrompem a moralidade.
7. Anjos da Morte: responsáveis por levar as almas.
Hierarquia de São Tomás de Aquino (século XIII)
1. Satanás (o líder)
2. Príncipes das Trevas: Belial, Leviatã e outros.
3. Poderes: demônios que influenciam líderes.
4. Inquisidores: responsáveis por julgar e punir.
5. Tentadores: demônios que tentam os humanos.
Outras Tradições
1. Goécia (magia ocidental): 72 demônios, liderados por Lucifer.
2. Cabala (mística judaica): inclui várias hierarquias de demônios.
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Principais demônios e suas funções:
Na tradição cristã, judaica e outras crenças, existem vários demônios destacados com
funções específicas. Aqui estão alguns dos principais:
Demônios Principais
1. Lúcifer (Satanás): Líder dos demônios, símbolo da rebeldia e do mal.
2. Belzebu: Príncipe dos demônios, associado à idolatria e ao orgulho.
3. Leviatã: Símbolo da maldade e da destruição.
4. Asmodeu: Demônio da luxúria e da corrupção.
5. Beezlebub: Demônio das moscas e da pestilência.
Demônios da Hierarquia Infernal
1. Mammon: Demônio da ganância e da avareza.
2. Belial: Demônio da maldade e da corrupção.
3. Belphegor: Demônio da preguiça e da indolência.
4. Astaroth: Demônio da magia negra e da astrologia.
5. Mephistófeles: Demônio da tentação e do pacto.
Demônios dos Sete Pecados Capitais
1. Lúcifer (Orgulho): Líder dos demônios.
2. Mammon (Avareza): Demônio da ganância.
3. Asmodeu (Luxúria): Demônio da corrupção.
4. Satanás (Ira): Demônio da raiva.
5. Belphegor (Preguiça): Demônio da indolência.
6. Leviatã (Gula): Símbolo da excessividade.
7. Belial (Inveja): Demônio da maldade.
Outros Demônios Notáveis
1. Azazel: Demônio da expiação e do sacrifício.
2. Ba'al: Demônio da idolatria e da fertilidade.
3. Lilith: Demônio da sedução e da morte.
4. Kokabiel: Demônio das estrelas e da astrologia.
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Só para ler
A diferença na ênfase sobre demônios entre os evangélicos e os católicos
pode ser compreendida a partir de suas abordagens teológicas, litúrgicas e
históricas. Aqui estão alguns fatores que ajudam a explicar isso:
1. Ênfase na batalha espiritual (evangélicos)
Os evangélicos, especialmente aqueles de vertentes pentecostais e
neopentecostais, frequentemente destacam a ideia de uma "batalha espiritual"
constante entre o bem e o mal. Eles veem o mundo como um campo onde forças
demoníacas tentam influenciar os indivíduos, as sociedades e até as igrejas. Essa
ênfase é baseada em passagens bíblicas como:
 Efésios 6:12: "Pois não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas
contra os principados, contra as potestades, contra os poderes deste mundo
tenebroso e contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais."
 1 Pedro 5:8: "O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que
ruge, buscando a quem possa devorar."
Os evangélicos muitas vezes interpretam esses textos de forma literal e
prática, aplicando-os em pregações, cultos e orações de libertação.
2. Influência do pentecostalismo
O movimento pentecostal trouxe uma ênfase maior nas manifestações
espirituais, incluindo experiências como expulsão de demônios. Os cultos
pentecostais tendem a destacar o poder do Espírito Santo sobre forças malignas, o
que leva a uma maior frequência de discursos sobre demônios e possessões.
3. A abordagem teológica católica
A Igreja Católica também reconhece a existência de demônios, mas
tradicionalmente adota uma abordagem mais reservada. Alguns pontos que
explicam isso:
 Ação pastoral controlada: A Igreja Católica tem rituais específicos, como o
Ritual do Exorcismo, mas eles são realizados apenas sob a supervisão de
especialistas designados (exorcistas autorizados) e após rigorosas
avaliações.
 Ênfase na graça e nos sacramentos: Os católicos tendem a colocar mais foco
nos meios de fortalecimento espiritual, como a Eucaristia, a confissão e a
oração, em vez de concentrar-se em combates diretos contra forças
demoníacas.
 Herdeiros da teologia agostiniana: Santo Agostinho e outros teólogos
enfatizaram que o poder de Satanás é limitado pela soberania divina, o que
reduz o temor sobre sua atuação.
4. Diferença cultural e litúrgica
 Os evangélicos geralmente adotam uma liturgia mais espontânea e
emocional, o que contribui para abordagens mais explícitas e diretas sobre o
mal e o mundo espiritual.
 Os católicos seguem uma liturgia formal e estruturada, que reserva pouco
espaço para discursos espontâneos ou referências constantes ao demônio.
5. Elementos históricos e sociais
 Evangélicos: Alguns ramos evangélicos cresceram em contextos de forte
oposição ao catolicismo e a práticas que consideravam "idólatras". Isso os
160
levou a associar muito do mal a influências demoníacas, incluindo religiões
de matriz africana, espiritismo e outros sistemas de crença.
 Católicos: Com raízes em culturas diversas e uma longa história de
assimilação de práticas locais, a Igreja Católica tem uma relação mais
contextual com crenças sobre o mal e geralmente incorpora elementos
simbólicos (exemplo: bênçãos e sacramentais, como água benta).
Visão equilibrada
Enquanto os evangélicos falam mais sobre demônios em contextos práticos
e emocionais, os católicos costumam tratá-los dentro de um contexto teológico
mais controlado. Ambos, porém, reconhecem a existência dessas forças
espirituais, mas diferem na maneira de abordá-las e enfrentá-las.
Se você quiser, posso explorar como essa diferença impacta a espiritualidade
ou como outras tradições lidam com a questão do mal. 😊
161
RESUMO DO CAPÍTULO I – LIVRO SEGUNDO
CAPÍTULO I – DOS ESPÍRITOS
QUESTÕES DE 76 A 131
I – Origem e Natureza dos Espíritos – 76 A 83
II – Mundo Normal e Primitivo – 84 A 87
III – Forma e Ubiquidade dos Espíritos – 88 A 92ª
IV – Perispírito – 93 A 95
V – Diferentes ordens de Espíritos – 96 A 99
VI – Escala Espírita – 100 A 113
VII – Progressão dos Espíritos – 114 A 127
VIII - Anjos e Demônios – 128 A 131
Espíritos são os seres inteligentes da criação. Povoam o Universo, fora do mundo
material. Povoam infinitamente os espaços infinitos.
Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente, como os corpos são a
individualização do princípio material.
A criação dos Espíritos é permanente. Deus jamais deixou de criar.
Os espíritos são incorpóreos, pois sendo uma criação, o Espírito há de ser alguma coisa.
Deus é eterno, pois não teve princípio e não terá fim. Os Espíritos são infinitos, pois sua
existência não tem fim.
Os Espíritos constituem um mundo à parte, o mundo dos Espíritos ou das inteligências
incorpóreas, sendo este mundo o principal, pois preexiste e sobrevive a tudo.
O Espirito pode ser considerado uma chama, um clarão, ou uma centelha etérea que tem
uma cor que vai do escuro ao brilho do rubi.
Os Espíritos gastam algum tempo para percorrer o Espaço, mas fazem-no com a rapidez
do pensamento.
Os Espíritos passam através de tudo: o ar, a terra, as aguas e até o fogo.
Não pode haver divisão de um mesmo Espirito, mas cada um é um centro que irradia para
diversos lados, fazendo parecer estar em muitos lugares ao mesmo tempo.
O períspirito é o invólucro semimaterial do Espírito. Esse material é extraído do fluído
universal do globo no qual o Espírito está ou se manifestará. O invólucro semimaterial do
Espírito tem a forma que o Espirito queira, podendo tomar forma visível, mesmo palpável.
Os Espíritos são de diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que
Tenham alcançado. Essas ordens são ilimitadas em número, porque entre elas não há
linhas de demarcação traçadas, mas considerando-se os caracteres gerais dos Espíritos,
elas podem reduzir-se a três principais:
Primeira: puros Espíritos – atingiram a perfeição máxima. Classe única: Os Espíritos que
a compõem percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as
impurezas da matéria.
162
Segunda: os que chegaram ao meio da escala – o desejo do bem e o que neles
predomina. Distribuem-se da quinta à segunda classe: Espíritos benévolos, Espíritos
sábios, Espíritos de sabedoria, Espíritos superiores.
Terceira: os espíritos imperfeitos, caracterizados pela ignorância, o desejo do mal e todas
as paixões. Ainda se acham na parte inferior da escala. Distribuem –se da décima à sexta
classe: Espíritos impuros, Espíritos levianos, Espíritos pseudossábios, Espíritos neutros,
Espíritos batedores e perturbadores.
Deus criou todos os espíritos simples e ignorantes, isto e, sem saber. A cada um deu
determinada missão, com o fim de esclarece-los e de os fazer chegar progressivamente a
perfeição, pelo conhecimento da verdade, para aproxima-los de si. Nesta perfeição e que
eles encontram a pura e eterna felicidade. Passando pelas provas que Deus lhes impõe e
que os Espíritos adquirem aquele conhecimento. Uns aceitam submissos essas provas e
chegam mais depressa a meta que lhes foi destinada. Outros só a suportam lamentando
e, pela falta em que desse modo incorrem, permanecem afastados da perfeição e da
prometida felicidade.
O Espírito pode permanecer estacionário, mas não retrograda. Os Espíritos não passam
pela fieira do mal, mas sim, pela fieira da ignorância.
Deus criou os Espíritos simples e ignorantes, tendo tanta aptidão para o bem quanto para
o mal, pois lhes deu o livre-arbítrio que se desenvolve à medida que o Espirito adquire a
consciência de si mesmo.
Os seres a que chamamos anjos, arcanjos, serafins, são os espíritos puros, que se
acham no mais alto grau da escala e reúnem todas as perfeições.
Quando a Terra foi criada já havia Espíritos que tinham atingido o grau supremo, por isso
os homens acham que eles eram assim desde todos os tempos.
Por demônios se devem entender os Espíritos impuros, que muitas vezes não valem mais
do que as entidades designadas por esse nome, mas com a diferença de ser transitório o
estado deles. São Espíritos imperfeitos, que se rebelam contra as provas que lhes tocam
e que, por isso, as sofrem mais longamente, porém, que, a seu turno, chegarão a sair
daquele estado, quando o quiserem. Os homens fizeram com os demônios o que fizeram
com os anjos. Como acreditaram na existência de seres perfeitos desde toda a
eternidade, tomaram os Espíritos inferiores por seres perpetuamente maus.
Os modernos representaram os anjos, os puros Espíritos, por uma figura radiosa, de asas
brancas, emblema da pureza; e Satanás com chifres, garras e os atributos da
animalidade, emblema das paixões vis.
163
2 Pedro 1:5-7
5.Por esses motivos, esforçai-vos quanto possível por unir à vossa fé a
virtude, à virtude a ciência,
6.à ciência a temperança, à temperança a paciência, à paciência a
piedade,
7.à piedade o amor fraterno e ao amor fraterno a caridade.
2 Pedro 1:5-7
 Fé
 Virtude
 Ciência – Conhecimento
 Temperança
 Paciência
 Piedade
 Amor fraterno
 Caridade
Esses versículos estabelecem um caminho de crescimento espiritual
em que cada virtude complementa a outra. O progresso é apresentado
em etapas:
1. Fé: Base da vida espiritual, a confiança em Deus.
2. Virtude: Prática do bem, conduta moral exemplar.
3. Ciência: Conhecimento, tanto espiritual quanto racional, que
aprofunda a compreensão de Deus.
4. Temperança: Domínio sobre si mesmo, equilíbrio em emoções e
desejos.
5. Paciência: Perseverança diante das dificuldades e adversidades.
6. Piedade: Devoção sincera a Deus e compaixão pelos outros.
7. Amor fraterno: Afeto e solidariedade com os semelhantes.
8. Caridade: Amor divino, incondicional, que é o ápice da virtude
cristã.
Pedro apresenta uma progressão espiritual que culmina na caridade, o
amor maior que reflete a essência de Deus.
164
REFERÊNCIAS:
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São Paulo: Cultrix, 2015.
PINHEIRO, Luiz Gonzaga. André Luiz e suas novas revelações.1ª ed.
Capivari-SP: EME, 2018.
PINHEIRO, Luiz Gonzaga. As contribuições de André Luiz.1ª ed. Capivari-
SP: EME, 2019.
PINHEIRO, Robson. Desdobramento astral. 1ª ed. Belo Horizonte: Casa
dos Espíritos, 2021
PINHEIRO, Robson. Gestação da Terra: Da criação aos dias atuais: uma
visão espiritual da história humana. 2ª ed. Belo Horizonte: Casa dos
Espíritos, 2022. Pelo Espírito Alex Zarthú.
KARDEC, Allan. A Gênese: Os Milagres e as Predições Segundo o
Espiritismo. Tradução de Salvador Gentile. 52ª Ed. Araras – SP: IDE, 2018.
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de
Salvador Gentile. 365ª Ed. Araras – SP: IDE, 2009.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Salvador Gentile. 182ª
Ed. Araras – SP: IDE, 2009.
KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Salvador Gentile. 85ª
Ed. Araras – SP: IDE, 2008.
XAVIER, Chico. A Caminho da Luz. 21ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995. Pelo
Espírito Emmanuel.
XAVIER, Chico. Libertação. 33ª ed. Brasília: FEB, 2017. Pelo Espírito André
Luiz.
XAVIER, Chico. Nosso Lar. 61ª ed. Brasília: FEB, 2010. Pelo Espírito André
Luiz.
XAVIER, Chico. Obreiros da Vida Eterna. 35ª ed. Brasília: FEB, 2017. Pelo
Espírito André Luiz.
XAVIER, Chico. Os Mensageiros. 47ª ed. Brasília: FEB, 2017. Pelo Espírito
André Luiz.
XAVIER, Chico & VIEIRA, Waldo. Evolução em dois mundos. 27ª ed.
Brasília: FEB, 2017. Pelo Espírito André Luiz.
165
XAVIER, Chico. Entre a Terra e o Céu. 27ª ed. Brasília: FEB, 2018. Pelo
Espírito André Luiz.
ZIMMERMANN, Zalmino. Perispírito. Campinas: CEAK, 2000.
https://www.bibliaonline.com.br/
http://cebatuira.org.br/estudos_capitulos.asp?estudo=O%20Livro%20dos
%20Esp%EDritos
http://www.olivrodosespiritoscomentado.com/questoes.html
https://www.youtube.com/user/livrodosespiritos/videos
https://www.youtube.com/watch?v=4xRhAKctMo8&list=PLI-
OgasY7T5tz8FFyT2yr5aKTPbavF7by&index=111
https://paulodetarso.org.br/anjos-e-demonios/?form=MG0AV3
Fotos incríveis do embrião desde a fecundação:
https://www.dicasonline.com/fotos-embriao/?
epik=dj0yJnU9cWdvb3hyVFRyRnB6SXh1NDgwUkZsVjFPMzJyN3ExRFImcD0wJm49TUtj
dUFmaFhuQTQwc0hwTzktS2dPZyZ0PUFBQUFBR2JvNENz
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Capitulo I - Dos Espíritos - Livro dos Espíritos.docx

  • 1.
    LIVRO SEGUNDO: MUNDOESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS CAPÍTULO I: DOS ESPÍRITOS 1.1 – ORIGEM E NATUREZA DOS ESPÍRITOS 1.2 – MUNDO NORMAL PRIMITIVO 1.3 – FORMA E UBIQUIDADE DOS ESPÍRITOS 1.4 – PERÍSPIRITO 1.5 – DIFERENTES ORDENS DE ESPÍRITOS 1.6 – ESCALA ESPÍRITA 1.7 – PROGRESSÃO DOS ESPÍRITOS 1.8 – ANJOS E DEMÔNIOS Slides: https://pt.slideshare.net/slideshow/2-1-1-origem-e-natureza-dos- espiritos-pptx/272112786 https://pt.slideshare.net/slideshow/2-1-2-perispirito-pptx-centros-de- forca-chakras/272415262 https://pt.slideshare.net/slideshow/2-1-3-diferentes-ordens-de-espiritos- pptx/274165609 https://pt.slideshare.net/slideshow/2-1-4-escala-espirita-ordens-e- classes-pptx/274169705 https://pt.slideshare.net/slideshow/2-1-5-progressao-dos-espiritos-cap- 01-pptx/274959652 https://pt.slideshare.net/slideshow/2-1-6-anjos-e-demonios-capitulo-i- pptx/275322807
  • 2.
    COMENTÁRIOS: Adentraremos a SegundaParte de “O Livro dos Espíritos” que das questões 76 a 613 trata especificamente do espírito que é o objeto de estudo escolhido por Kardec para o estudo da Doutrina Espírita. Dessa forma, estuda a origem e natureza dos Espíritos, o períspirito e as diferentes ordens de Espíritos; analisa as seis situações em que se pode encontrar o Espírito: 1º – em trânsito para o mundo físico (encarnação); 2º – retornando para o mundo espiritual (desencarnação); 3º – vivendo no mundo espiritual; 4º – vivendo no mundo físico; 5º – estando encarnado e interagindo com o mundo espiritual (emancipação da alma durante o sono físico); 6º – estando no mundo espiritual influenciando os encarnados. Também dedica dois capítulos (IV e V) para abordar a pluralidade das existências, apresentando sua argumentação contra os opositores da ideia da reencarnação. Reserva um capítulo para abordar as ocupações e missões dos Espíritos e, por fim, conclui essa parte analisando os três reinos, estágio em que o princípio inteligente, que ainda não se tornou Espírito, anima os seres dos reinos inferiores da criação (mineral, vegetal e animal). 2 LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS Capítulo I: Dos Espíritos
  • 3.
    1.1 – ORIGEME NATUREZA DOS ESPÍRITOS 76 – Que definição se pode dar dos Espíritos? Pode dizer-se que os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Povoam o Universo, fora do mundo material. NOTA - A palavra Espírito é empregada aqui para designar as individualidades dos seres extracorpóreos e não mais o elemento inteligente do Universo. COMENTÁRIOS: - espírito com "e" se refere ao elemento espiritual, contrapondo o elemento material e Espírito com "E" se refere ao ser individualizado. - espírito – princípio espiritual (ainda não é Espírito) Seres inteligentes que povoam o Universo O Espírito é a individualização do princípio inteligente assim como o corpo é a individualização do princípio material. Essa individualização do princípio inteligente se efetua numa série de existências que precedem o período da Humanidade, existências essas onde o princípio inteligente passa a primeira fase do seu desenvolvimento, ensaiando-se para a vida. O princípio espiritual em um processo de milênios vai se desenvolvendo até que esteja pronto para ser transformado em Espírito individualizado. Vai desenvolvendo/conquistando: - Pensamento contínuo - Inteligência - Livre arbítrio Explicação didática dos termos: Espírito – ser desencarnado Alma – ser encarnado Espírito – ser eterno, criado por Deus, simples e ignorante, sem ciência (conhecimento), com a missão de progressivamente, alcançar a perfeição atingindo a felicidade eterna. 3 LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS Capítulo I: Dos Espíritos
  • 4.
    77 – OsEspíritos são seres distintos da Divindade, ou serão simples emanações ou porções desta e, por isto, denominados filhos de Deus? Meu Deus! São obra de Deus, exatamente qual a máquina o é do homem que a fábrica. A máquina é obra do homem, não é o próprio homem. Sabes que, quando faz alguma coisa bela, útil, o homem lhe chama sua filha, criação sua. Pois bem! O mesmo se dá com relação a Deus: somos Seus filhos, pois que somos obra Sua. COMENTÁRIOS: Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas (Q.01) Questão 27 – Deus, matéria e espírito Questão 15 – Panteísmo Panteísmo é a crença que tudo é Deus. Segundo essa crença, todas as coisas são divinas e Deus é a soma de tudo que existe. Para o panteísta, “Deus” é a força que une tudo no universo. Assim, cada pessoa, cada animal, cada objeto faz parte de Deus, como os membros de um corpo. Quando juntamos tudo que existe, ficamos com Deus. Por isso, o universo é eterno, não foi criado por Deus porque é Deus. De acordo com o Panteísmo, Deus não existe fora do mundo, nem o mundo fora de Deus. Os dois são a mesma coisa. Uma doutrina que unifica a Criação com o Criador, resultando em um Universo sem direção única, ordenado por uma entidade indefinida, sujeita às modificações da matéria. A doutrina panteísta coloca no mesmo patamar o Criador e a criatura, como se fossem uma coisa só, talvez numa tentativa orgulhosa, ainda que inconsciente, de se igualar a Deus. O ser perde a sua individualidade, caindo no nada. Somos espíritos em evolução, vivendo sucessivas experiências, cometendo equívocos e erros, desviando dos caminhos da lei divina. Se fôssemos parte de Deus implicaria que Deus não seria perfeito, pois se fôssemos parte do perfeito, teríamos que ser perfeitos e não somos. Somos criados por Deus, simples e ignorante, com a missão de conquistar a nossa felicidade. Essa conquista sendo mérito nosso. Se ele nos tivesse criado perfeitos, qual seria o nosso mérito de sermos perfeitos. Por isso Deus é toda a perfeição. Deus, o criador. O homem, a criatura. 4
  • 5.
    78 – OsEspíritos tiveram princípio, ou existem, como Deus, de toda a eternidade? Se não tivessem tido princípio, seriam iguais a Deus, quando, ao invés, são criação Sua e se acham submetidos à Sua vontade. Deus existe de toda a eternidade, é incontestável. Quanto, porém, ao modo porque nos criou e em que momento o fez, nada sabemos. Podes dizer que não tivemos princípio, se quiseres com isso significar que, sendo eterno, Deus há de ter sempre criado ininterruptamente. Mas, quando e como cada um de nós foi feito, repito-te, nenhum o sabe: aí é que está o mistério. COMENTÁRIOS: Questão 21 – Matéria Questão 37 – Universo Deus é uma causa invisível, mas real. Constatamos sua existência pela sua criação visível, com o que apalpamos e enxergamos. Crer em Deus é função da inteligência. Deus é eterno (atributo – Q.13). Não teve princípio e não terá fim. O Espírito é infinito, teve um princípio, foi criado por Deus, mas não terá fim. Quando tratamos da eternidade do Espírito, estamos falando do futuro. Cada Espírito teve o momento de criação, embora não seja possível a gente saber exatamente qual foi esse momento e como ocorreu, pelo menos no atual estágio de evolução em que estamos. Deus é eterno e existe desde sempre. Se os Espíritos também existissem e vivessem desde sempre também seriam como Deus. Então é claro que os Espíritos só podem ter vindo depois de Deus, porque Ele os criou. Ninguém sabe quando Deus criou individualmente cada um de nós. Deus nunca esteve inativo. Desde sempre Deus está criando, inclusive Espíritos também, mas isso não significa que os Espíritos tenham vindo junto com Deus. Há muitas coisas não temos condições de compreender. A criatura não consegue compreender o criador. Se foram criados, certamente que tiveram início. O início e como foram criados permanece como mistério de Deus, entretanto, a luz virá quando o Senhor achar conveniente. Devemos nos preparar como o aluno que domina todos os cursos, nas bênçãos do tempo, para receber o diploma. A aflição a nada nos leva. O nosso procedimento é crer em Deus sobre todas as coisas, e confiar na ajuda do próximo, juntando com o nosso esforço, no sentido de que a luz se faça em nosso entendimento. Que queremos mais, se estamos já recebendo muito? Basta olharmos para trás, que notaremos o quanto aprendemos da bondade de Deus. (Miramez) 5
  • 6.
    79 – Poisque há dois elementos gerais no Universo: o elemento inteligente e o elemento material, poder-se-á dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes o são do elemento material? Evidentemente. Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente, como os corpos são a individualização do princípio material. A época e o modo por que essa formação se operou é que são desconhecidos. COMENTÁRIOS: O Espírito é individualização do princípio espiritual assim como o corpo é individualização do princípio material. O princípio material dá origem a tudo o que é matéria no Universo, desde a mais densa até a mais rarefeita. O princípio espiritual dá origem ao Espírito Quando surge lá na sua origem, a mônada espiritual, o princípio espiritual não está individualizado. Essa individualização se efetua em série de existências nas quais o princípio espiritual vai se preparando para a vida, passando pelos demais reinos da natureza. Nessa romagem ininterrupta, longa, esse Princípio Inteligente, vai através das eras, modelando não só a estrutura física como também o envoltório fluídico e tornando-se espírito adentra ao período da Humanidade. Assim o princípio espiritual se individualiza lentamente atingindo a humanização e se torna Espírito. Entra no período de humanização começando pouco a pouco a ter consciência da sua individualidade, do futuro, noção da existência de Deus, distinguir o bem do mal, bem como, ter a responsabilidade de seus atos. O processo dessa “modelagem” jamais se interrompe, pelo contrário, vai se aprimorando. A Gênese – pág. 136 – Item 10, 2.º parágrafo 80 – A criação dos Espíritos é permanente, ou só se deu na origem dos tempos? É permanente. Quer dizer: Deus jamais deixou de criar. COMENTÁRIOS: 6
  • 7.
    João – 5:17– E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também. Considerando os atributos de Deus (eterno, infinito, imutável, imaterial, único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom) não podemos conceber um Deus inoperante/ocioso. Deus jamais parou de trabalhar, portanto, Deus sempre criou. Sendo assim há Espíritos desde sempre. Tendo, portanto, criado Deus desde toda eternidade, há seres que atingiram o ponto máximo da escala evolutiva. Antes de existir a Terra, mundos sem conta já haviam sucedido a mundos. Quando a Terra saiu do caos dos elementos, o espaço estava povoado de seres espirituais nos diferentes graus de adiantamento desde os que ingressavam na faixa hominal até os que já se encontravam como Espíritos Puros. Deus criou no início e continua criando o tempo todo, trabalhando, agindo, sempre em prol dos seus filhos, pelo aprimoramento de todo o Universo. Deus nunca está inativo, continua sempre criando Deus está sempre trabalhando, nos fornecendo a prova do seu amor. Agradeçamos a Ele pela oportunidade que cada um de nós temos de fazer parte dessa criação, de sermos suas criaturas caminhando rumo à felicidade. Evoluir, crescer, progredir, afastar-se da origem de criação, é condição normal dos Espíritos. Façamos o que está ao nosso alcance, pois oportunidade ao trabalho não falta. Esforcemos por nos aprimorar no conhecimento e no amor. Sejamos fortes no trabalho do bem e hábeis no serviço da caridade, que os nossos sentidos se abrirão para melhor compreendermos a vida e participarmos da divina criação, como co-criadores, onde quer que estejamos. Deus auxilia suas criaturas através das criaturas. 81 – Os Espíritos se formam espontaneamente, ou procedem uns dos outros? Deus os cria, como a todas as outras criaturas, pela Sua vontade. Mas, repito ainda uma vez, a origem deles é mistério. COMENTÁRIOS: 7
  • 8.
    Na condição evolutivaque nos encontramos, ainda muito distantes da perfeição, fica difícil termos acesso a essas informações. Essas informações e outras somente com a depuração do Espírito é que vamos ter condições para acessar, mas já temos condições de compreender muita coisa O corpo procede do corpo, através da reprodução. Porém o corpo é matéria. É somente um instrumento de aprendizagem para o espírito que é o ser eterno. Nós somos espíritos que neste momento estamos ocupando um corpo. O corpo adequado/compatível para a ocupação do espírito reencarnado (deficiências – problemas congênitos / virtudes) – Conforme as nossas necessidades de burilamento espiritual. Com relação ao Espírito – se forma espontaneamente – O nada, nada produz. Nada surge do nada. Imaginar que o espírito que é inteligente, pode ter uma não causa ou uma causa não inteligente, ou seja, surgir do nada, foge da nossa própria razão. Acreditar que os Espíritos se formam espontaneamente é desconhecer as leis do Criador, a Sua ação benfeitora em todo o universo. Por não dispormos de outro termo mais adequado, cabe-nos dizer que Deus nos criou pela Sua potente força de vontade. E como se encontra na gênese: Faça-se a luz, e a luz se fez. Em relação à alma, podemos dizer que o disse: "Faça-se o Espírito, e o Espírito se fez, não deixando de ser um simbolismo divino, na divina estrutura da criação. (Miramez) Deus nos criou através da sua Potente vontade. Agora a forma de como fomos criados, ainda não nos cabe saber. 82 – Será certo dizer-se que os Espíritos são imateriais? Como se pode definir uma coisa, quando faltam termos de comparação e com uma linguagem deficiente? Pode um cego de nascença definir a luz? Imaterial não é bem o termo; incorpóreo seria mais exato, pois deves compreender que, sendo uma criação, o Espírito há de ser alguma coisa. É a matéria quintessenciada, mas sem analogia para vós outros, e tão etérea que escapa inteiramente ao alcance dos vossos sentidos. Allan Kardec: Dizemos que os Espíritos são imateriais, porque, pela sua essência, diferem de tudo o que conhecemos sob o nome de matéria. Um povo de cegos careceria de termos para exprimir a luz e seus efeitos. O cego de nascença se julga capaz de todas as percepções pelo ouvido, pelo 8
  • 9.
    olfato, pelo paladare pelo tato. Não compreende as ideias que só lhe poderiam ser dadas pelo sentido que lhe falta. Nós outros somos verdadeiros cegos com relação à essência dos seres sobre-humanos. Não os podemos definir senão por meio de comparações sempre imperfeitas, ou por um esforço da imaginação. COMENTÁRIOS: Há pouco para acrescentar. Incorpóreo é aquilo que não tem uma forma definida. Temos muita dificuldade para compreender o períspirito (semimaterial), porque não o percebemos através dos nossos sentidos, somente as notícias através dos médiuns videntes. Pois é pelo períspirito que o espírito se mostra ao médium vidente. Questão 88 O Espírito, através do perispírito, pode adotar a forma que desejar e, principalmente, os espíritos mais evoluídos. Quanto mais evoluído, maior a autonomia para adotar a forma que eles desejam. Agora o espírito muito translúcido, etéreo, está longe da nossa compreensão. Como ele é e como é a sua natureza íntima. Não há como explicar, devido a nossa pobreza de linguagem. O importante sabermos é que o Espírito é o princípio inteligente do Universo, um ser que está em evolução. Somos nós. É um ser moral. A nossa consciência individualizada. O Espírito é uma luz diferenciada que acode as suas próprias necessidades, como ajuda aos seus irmãos de caminho, naquilo que o determinar. É uma chama divina consciente, mas, à qual ainda falta conhecer muitas coisas, no que se refere à sua própria existência. Pelo menos no estágio em que nos encontramos, há muitos mistérios a desvendar, no que tange ao Espírito. (Miramez) 83 – Os Espíritos têm fim? Compreende-se que seja eterno o princípio donde eles emanam, mas o que perguntamos é se suas individualidades têm um termo e se, em dado tempo, mais ou menos longo, o elemento de que são formados não se dissemina e volta à massa donde saiu, como sucede com os corpos materiais. É difícil de conceber-se que uma coisa que teve começo possa não ter fim. Há muitas coisas que não compreendeis, porque tendes limitada a inteligência. Isso, porém, não é razão para que as repilais. O filho não compreende tudo o que a seu pai é compreensível, nem o ignorante tudo o que o sábio apreende. Dizemos que a existência dos Espíritos não tem fim. É tudo o que podemos, por agora, dizer. 9
  • 10.
    COMENTÁRIOS: A absorção doespírito no todo universal é crença da doutrina panteísta. E não é isso que Kardec questiona. Ele questiona se depois de passar por inúmeras reencarnações, após alcançar o ápice da perfeição se ele continua como ser individualizado ou se passa a ser absorvido pelo todo universal por já ter conquistado o seu objetivo. Para que o espírito seja eterno, não tenha fim, é necessário que lhe seja preservado a consciência de si mesmo e a sua individualidade. Se perder essas duas características: a consciência e a individualidade, obviamente, o Espírito deixa de existir. “A existência dos Espíritos não tem fim”, portanto, preserva a individualidade e a consciência. Quintessência - Aristóteles – 322-384 a.C 1- Na cosmologia aristotélica, a quinta e última substância, além da água, do ar, da terra e do fogo, transparente, inalterável e imponderável, que permeia toda a natureza e é o elemento constitutivo de todos os corpos celestes; éter. 2- Extrato retificado, refinado e apurado ao extremo. 3- A essência de algo imaterial, na sua forma mais pura, mais elevada. 4- O grau mais elevado de algo; auge, requinte. Dicionário Michaelis Nosso Lar (Andre Luz; Chico Xavier) Um dos livros mais polêmicos da literatura espírita foi lançado em 1944, "Nosso Lar". Psicografado por um dos maiores médiuns brasileiros, Chico Xavier, com prefácio de Emmanuel, o livro narra a experiência do espírito André Luiz, então desconhecido, mas que viria a transmitir dezenas de livros - alguns considerados atualmente obras imprescindíveis da doutrina espírita. Apesar da linguagem difícil - o autor teria sido em vida médico de renome no Rio -, seu primeiro livro tem várias virtudes. 1) Narra a experiência vivida por ele. Ele conta num dos capítulos como é essa região chamada Umbral, por onde vagam seres horripilantes e também aqueles que se encontram perdidos após a morte. André Luiz explica que ele mesmo ficara oito anos nessa dimensão espiritual próxima da crosta terrestre. Abusara da alimentação e morrera de infecção intestinal. Cometera, portanto, suicídio involuntário. E disso é acusado pelos seres que o fustigaram sem trégua enquanto permaneceu nesse nível inferior. 2) Pela primeira vez, ficam-se conhecendo alguns detalhes da vida após a morte. A barba continua a crescer, as necessidades fisiológicas não terminam, a sede é igual, as roupas rasgam e sujam: isso é o que André Luiz presencia nesse primeiro momento no além-túmulo. 3) Depois de chorar muito, reza e é resgatado por espíritos socorristas da colônia espiritual Nosso Lar, que dá título ao livro. Essa colônia fica no plano astral na área correspondente ao Rio de Janeiro, portanto atende à população daquela cidade. 4) Nosso Lar tem governador e seis ministérios: União Divina, Elevação, Esclarecimento, Comunicação, Auxílio e Regeneração. O plano piloto tem a forma de uma estrela de seis pontas - cada uma relacionada a 10
  • 11.
    um dos ministérios.Um muro com cerca eletromagnética protege a colônia de ataques dos espíritos que moram no Umbral e são organizados. 5) O Ministério da Regeneração tem, entre outras tarefas, o trabalho de acolher os espíritos que são resgatados no Umbral, por merecimento, como ocorreu com André Luiz. E o da União Divina é o mais elevado. Dali partiriam os espíritos que, após perderem o corpo astral (emocional) por mérito, não precisam encarnar mais na Terra. Vivem na dimensão do corpo mental. 6) Nosso Lar tem residências, ruas, hospitais, escolas, etc. E até um sistema de transporte, o aerobus, que desliza a uma altura segura da superfície. Todos os moradores trabalham na fábrica de tecidos ou de sucos; ganham bônus-hora, que pode ser usado para comprar uma casa. 7) Os funcionários dos ministérios moram na ponta relativa ao local onde trabalham. Uma outra parte dos conjuntos residenciais é constituída por espíritos ligados aos funcionários e podem ser transmitidos a outros de acordo com a vontade de seus proprietários. Isto é possível como incentivo aos recém-chegados desencarnados que se motivam à transformação interior a fim de, com esforço e aprendizado, poderem adquirir um lar para seus familiares quando do seu desencarne. 8) Na época, anos 40 do século passado, Nosso Lar contava com um milhão de moradores. Para se ter uma ideia da extensão da colônia, o Aerobus demora, parando, de 3 em 3 km, 40 minutos entre a Governadoria (no centro da estrela) até o Parque das Águas, nas imediações do Ministério da União Divina, uma das pontas. 9) O Parque das Águas mostra como a espiritualidade enaltece a importância do líquido. Ele abastece Nosso Lar. E fica perto dos dois ministérios (União Divina e Elevação) por onde se sintonizam as Hierarquias Superiores. 10) No Ministério da Regeneração, preparam-se os espíritos para a reencarnação. Uma parte pode escolher, com ajuda de seus mentores, a vinda voluntária. Outra, no entanto, está sujeita à volta à vida compulsória. É preciso miniaturizar o corpo astral (perispírito como também é conhecido) para ser acoplado ao "sêmem espiritual", que será conectado ao óvulo no momento da fertilização do óvulo pelo espermatozóide. 11) Pelo livro de André Luiz, pôde-se compreender como funciona a vida após a morte. Nada muda de forma radical. Apenas perdemos o corpo físico, mas continuamos com o corpo astral, tendo necessidade de alimentação, de vestir roupas, de beber água. Dependendo da vida que tivemos, poderemos continuar a existência numa colônia espiritual. Caso contrário, teremos de ficar na região umbralina (externa às colônias) até o momento do merecimento do resgate. Com a humildade dos espíritos elevados, André Luiz conta a sua jornada esclarecedora. http://resumos.netsaber.com.br/resumo-82168/nosso-lar Os níveis de evolução espiritual se dão a partir da lei do progresso. Iniciamos na ignorância, que causa muito sofrimento. Em seguida, alimentamos a dúvida, que nos faz buscar por conhecimentos mais profundos. A partir desse estágio, nos deparamos com a necessidade do autoconhecimento e nos damos conta de nossa natureza espiritual. Por fim, alcançamos a clareza necessária para não nos deixarmos abalar com as vicissitudes da vida material. Parece um processo simples, mas é extremamente complicado nos despedirmos de nossos impulsos egoísticos e orgulhosos. 11
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    O espírito aotomar posse da razão e do livre arbítrio, atinge um ciclo evolutivo cujas raízes remontam ao próprio reino mineral. Nas suas primeiras reencarnações, são como crianças ignorantes e inexperientes e só com o tempo adquirem conhecimento e moralidade. Esta aquisição dependerá sempre da vontade e do esforço de cada um em por em prática os conhecimentos adquiridos, razão porque uns progridem mais rapidamente do que os outros. Se uma criança rebelde se conserva por mais tempo ignorante e imperfeita, outra mais dócil e dedicada se instrui mais depressa. Seja qual for a situação do Espírito, Deus lhe dará sempre novas oportunidades de recomeçar o seu aprendizado, matriculando o em novas escolas. “Na casa de meu Pai há muitas moradas...” Leia mais: https://www.uemmg.org.br/cofemg/area-de-infancia-e-juventude/conteudo- programatico/livro/5-o-espiritismo/513-progressao-dos PROGRESSÃO DOS ESPÍRITOS IDÉIAS BÁSICAS Como um dos princípios fundamentais do Espiritismo, a evolução é para o Espírito uma dádiva de Deus, permitindo o progresso constante da criatura em sua jornada. Deus, em sua sabedoria e justiça, criou todos os espíritos simples e ignorantes, isto é, desprovidos dos recursos e conhecimentos, dando a todos idênticas oportunidades de buscarem, por si mesmos, a perfeição. As diferenças intelectuais e morais observadas entre os Espíritos são decorrentes da posição evolutiva por eles alcançada. Os bons Espíritos o são porque já alcançaram, pelo seu esforço, um degrau mais elevado na escala evolutiva e os inferiores não o são para sempre, estando a estes reservadas a mesma possibilidade de melhoria dos demais. Não há privilégios da parte de Deus que concede a todos os Espíritos as mesmas faculdades, as quais poderão ser aprimoradas através das reencarnações. Os chamados anjos e demônios não são seres criados à parte, por capricho de Deus, mas sim irmãos nossos. Os primeiros já atingiram condições espirituais muito elevadas e os segundos, por transgressão deliberada às leis divinas, permanecem temporariamente na perversidade. Embora estagiando nos mais variados pontos da progressão espiritual, a todos os Espíritos está reservada uma meta maior, conforme nos alerta Jesus: “Sede perfeitos, como perfeito é o Pai que está nos céus”. 12
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    1.2 – MUNDONORMAL PRIMITIVO 84 – Os Espíritos constituem um mundo à parte, fora daquele que vemos? Sim, o mundo dos Espíritos, ou das inteligências incorpóreas. COMENTÁRIOS: A razão nos diz que, se existem Espíritos, haverá de existir o mundo onde eles habitam, que chamamos de o mundo dos Espíritos. Porém, às vezes imaginamos o mundo dos espíritos como um local longínquo sem nenhuma relação com o nosso mundo. O mundo espiritual vibra em uma frequência diferenciada. Em outra dimensão. Numa dimensão de energia sutil, onde as leis da física não se aplicam da mesma forma que no mundo material. Tudo é vibração, frequência, sintonia e afinidade. As dimensões de vida são inúmeras em todo o universo. Há várias dimensões caminhando com a Terra em tomo do sol, e com este no espaço infinito. Existem muitas faixas onde se organizam e se movimentam Espíritos que compartilham as mesmas afinidades. São organizados as regiões (como se fossem países), colônias, cidades, postos de socorro e outras variações de assistência por todos os lados, para o bem-estar de todos nós. O mundo material é uma cópia do mundo espiritual. Cópia imperfeita, segundo os Espíritos. Também existem planos astrais inferiores, com as mesmas características da Terra e muitos deles bem mais inferiores, onde também se reúnem Espíritos com seus iguais. Não pensemos que quando desencarnarmos vamos para esses mundos inferiores (umbral). Quanto melhor formos aqui, podemos caminhar para uma dimensão mais perfeita. Se queremos boas companhias, tornemo-nos bons; se buscamos luz, façamos claridades dentro de nós, se desejamos amor, esforcemo-nos para amar. A nossa felicidade depende de nós. 14 LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS Capítulo I: Dos Espíritos
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    85 – Qualdos dois, o mundo espírita ou o mundo corpóreo, é o principal, na ordem das coisas? O mundo espírita, que preexiste e sobrevive a tudo. COMENTÁRIOS: Nós somos espíritos temporariamente no plano material. Nós viemos de lá, do mundo espiritual, onde é a nossa verdadeira morada. Nós já existíamos antes de estarmos aqui e sobreviveremos além. Somos infinitos. Não somos aqui um corpo que temos um espírito. Somos um espírito que momentaneamente ocupamos um corpo para podermos manifestarmos neste planeta. Nós estagiamos aqui neste planeta Terra, ou em outros planetas, como uma forma de aprendizado e crescimento. Sendo a matéria, um instrumento da lei divina para promover o espírito. Pois aqui o espírito é impelido ao trabalho para atender as necessidades, como alimentação, abrigo, agasalho, saúde, conforto, lazer, etc. Trabalho que aprimora o conhecimento e a convivência com os outros. O mundo espiritual é a nossa morada eterna; a física é transitória, como sendo estágio que buscamos para o nosso despertar. Nosso planeta e todos os mundos são regidos pelas leis da matéria que com o tempo irá desagregar. Nós existiremos sempre, mesmo quando não mais existir a nossa Terra, o nosso sistema solar e outros que viermos habitar. Não vale a pena dar importância às coisas e situações corriqueiras do cotidiano. O mundo material é uma cópia do mundo espiritual. Cópia imperfeita, segundo os espíritos. Quando alcançamos a perfeição não teremos mais necessidade de reencarnar e permaneceremos no plano espiritual, o que mostra que esse é o verdadeiro mundo e não o mundo material (corpóreo). 86 – O mundo corporal poderia deixar de existir, ou nunca ter existido, sem que isso alterasse a essência do mundo espírita? Decerto. Eles são independentes; contudo, é incessante a correlação entre ambos, porquanto um sobre o outro incessantemente reagem. 15
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    COMENTÁRIOS: Deus, sendo aInteligência Suprema, a Perfeição sem mescla, não iria fazer o mundo físico sem necessidade. Logo que foi feito, necessitamos dele. Precisamos do estágio na matéria bruta, como porta para o despertar gradativo das nossas qualidades, para o aperfeiçoamento do nosso ser. O mundo material e o mundo espiritual são independentes, mas estão em constante relação. Há troca de informações, há a comunicação constantemente, independente de termos consciência disso. Deus nos deu mecanismos de, mesmo estando encarnados, percebermos e acessar o plano espiritual. Exemplo: Capítulo 8 – Missionários da Luz Cap 8 – No plano dos sonhos – É citado o curso espiritual ministrado por Instrutor espiritual a 300 (trezentos) alunos, encarnados e desdobrados pelo sono, dos quais apenas 32 (trinta e dois) assimilam as lições. É sugerido como o sono pode ser excelente oportunidade de boas realizações e de aprendizado, além da chance de reencontro com parentes ou amigos desencarnados. Há o relato singular do pavor-pesadelo de um encarnado que ao dormir depara-se com um amigo desencarnado, sobre o qual fizera alusões desabonadoras durante o dia... 87 – Ocupam os Espíritos uma região determinada e circunscrita no espaço? Estão por toda parte. Povoam infinitamente os espaços infinitos. Tendes muitos deles de contínuo a vosso lado, observando-vos e sobre vós atuando, sem o perceberdes, pois que os Espíritos são uma das potências da Natureza e os instrumentos de que Deus se serve para execução de Seus desígnios providenciais. Nem todos, porém, vão a toda parte, por isso que há regiões interditas aos menos adiantados. COMENTÁRIOS: O espaço infinito é todo habitado. Há muitas moradas na casa de meu pai. (João 14:2) No Universo há infinitos números de outros planetas que abrigam seres reencarnados como nós. Mas aqui em nosso planeta há outras moradas que nós não visualizamos, como por exemplo, as colônias espirituais, os umbrais (espíritos menos 16
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    evoluídos). O mundoespiritual não se restringe às colônias espirituais, pois os espíritos também estão entre nós. Eles estagiam no meio de nós. Estão ocupando todos os lugares do Universo. Muitos desses mundos espirituais (planos espirituais) estão próximos a nós. Os Espíritos são instrumentos que Deus utiliza para nossa evolução e para que se cumpra os desígnios providenciais Uns tem liberdade de sair da circunscrição, outros não tem. Os menos adiantados moralmente não têm acesso a todas as regiões. Sempre tem acesso às regiões em nível evolutivo igual ao seu ou abaixo. Apenas em situações excepcionais é que Espíritos menos evoluído podem acessar determinadas regiões mais evoluídas no plano astral, caso haja um fim útil, se for para efeito de aprendizado. Isso sempre com a permissão da espiritualidade superior e, não é permanente. Aqui estamos circunscritos, temos liberdade relativa, mas o ser humano habita toda a Terra. No mundo espiritual, a liberdade depende do grau evolutivo do espírito, da sua condição de elevação moral, mas todo o espaço é ocupado por espíritos. Espíritos menos evoluídos – mobilidade limitada Somente a condição mental elevada, o sincero e firme desejo de mudança, de progredir é que proporciona a autorização para o acesso para tratamento nas colônias espirituais mais elevadas. O próprio André Luiz estagiou por um período de oito anos no umbral, pois estava com a mente em desalinho, revoltado, desequilibrado. Somente depois de muito sofrer, resolveu pedir auxílio ao Alto. Foi quando Clarêncio o acolheu. Ex: Narcisa – Nosso Lar – Capítulo 31 Cap 31 – Vampiro – Há a impressionante narração do Espírito de uma mulher que queria adentrar no “Nosso Lar”, pelos fundos, sendo impedida pelo vigilante-chefe por se tratar de “forte vampiro” (trazia impressos em seu perispírito 58 pontos negros, correspondentes a igual número de abortos que praticara...). Sua admissão nas dependências de “Nosso Lar” colocaria em perigo os pacientes lá internados. Questão 459 Onde fica o mundo espiritual?1 Nós costumamos dizer que há dois mundos: o físico e o espiritual. O físico, evidentemente, é onde vivemos nós, os encarnados, como a Terra. O espiritual, por sua vez, não tem um território determinado. 1 - https://conteudoespirita.com/colonia-espiritual/ 17
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    Isto é, eleestá por toda a parte, à nossa volta, interligado pelos nossos pensamentos. Será que conhecemos realmente o planeta que nos serve de moradia? A vida se desenvolve apenas na superfície do globo terrestre? Afinal, como podemos compreender as “muitas moradas” a que se referia Jesus? ESE – Capítulo 03 – pág. 43. - Orientações quanto ao estudo da doutrina espírita. - Leitura e comentário da introdução do livro No Mundo Maior. Baseado em várias obras da bibliografia espírita e espiritualista, Mário Frigéri, lança o livro “As Setes Esferas da Terra” (editado pela FEB) explicando detalhadamente as sete esferas ou dimensões energéticas da Terra. Essa é uma divisão convencional, cuja origem é oriunda do Plano Espiritual. Essas esferas, ou dimensões, como também são chamadas, se localizam abaixo e acima da Terra. Cada uma delas tem características distintas, de acordo com as faixas que vibram. Veja só: (vibração, frequência, sintonia, afinidade) 1. Abismo ou zonas abissais2 É o lugar menos elevado, cuja morada é dos espíritos que sofrem ao extremo. Intensa fixação mental naquilo que atrai: riqueza, vícios, sexo, poder, ódio, mágoa, culpa, egoísmo extremo. A primeira e a mais inferior das esferas, só habitada por Espíritos em sua pior condição mental, ou seja, falange de Espíritos que se feriram profundamente perante a Lei Divina. São Espíritos caídos no mal, que operam em zonas inferiores da vida, personificando líderes de rebelião, ódio, vaidade e egoísmo. São seres que resistem à evolução e persistem em atitudes negativas. O sofrimento no Abismo é intenso, e a recuperação espiritual é difícil. Até as entidades obsessoras, atuantes na Crosta terrestre, denotam conhecer e temer essa região abissal.  Livro: O abismo – R. A. Ranieri – orientado pelo Espírito André Luiz. “O Abismo é uma obra cujo autor nos mostra um mundo transversalmente oposto a tudo aquilo que conhecemos. 2 - Abissal – Região profunda do oceano, com barimetria superior a 2.000 metros. 18
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    Desespero, dor eangústia assombram os habitantes das regiões abismais. Seres descomunais, de múltiplos aspectos, perderam o controle da mente consciente e caminham na descida vertiginosa para os mais recuados abismos, onde vão cumprir as penas impostas pela prática do mal nas suas várias reencarnações. O poder da mente, centelha divina e dádiva do Criador, conduz para os cimos ou para as regiões ditas infernais de acordo com a vontade de cada um que se opõe ou se adapta à Lei. A batalha terrível da evolução se trava dentro de cada um e o progresso evolutivo é conquistado passo a passo. Há recuos e quedas mas a luta continua. Todos os seres que estagiam no abismo e nas trevas, são irmãos nossos que jazem aprisionados nas formas animalescas que criaram para si mesmos. As criaturas criam as prisões que as escravizam. O orientador espiritual desta obra afirma que o Espírito não retrograda, mas a sua forma perispiritual sim. É uma advertência àqueles que ainda não compreenderam a razão da necessidade da prática do amor ao próximo e da caridade.” (Livro: O Abismo R. A. Ranieri Orientado pelo Espírito André Luiz) É necessário elevada autoridade moral para percorrer o abismo e as trevas. 2. Trevas ou umbral grosso Abriga os espíritos que sofrem, mas não tanto quanto os moradores do Abismo.  Nosso Lar – Capítulo 44 – página 253.  Ação e reação – Chico Xavier/André Luiz – Mansão da Paz  Libertação – Chico Xavier/André Luiz  A Divina Comédia – O inferno de Dante  Esculpindo o próprio destino – André Luiz Ruiz, pelo Espírito Lucius. Lísias explicou a André a existência das regiões das Trevas, que são os lugares mais inferiores que conhecem. Ele comparou as almas a viajantes da vida, alguns avançando para o objetivo divino e outros estagnando, repetindo experiências. Muitos acabam perdidos na floresta da vida, enquanto outros se precipitam nos abismos devido à sua preocupação egoísta. Lísias esclareceu que essas quedas não são exclusivas da Terra, podendo ocorrer em qualquer lugar, embora nas esferas superiores as defesas sejam mais fortes. 19
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    Ele também enfatizouque a tentação é um problema complexo, pois mesmo em ambientes divinos e cheios de conhecimento da verdade, as quedas podem ocorrer devido à vaidade e à tentação. André questionou sobre a localização das regiões das Trevas e Lísias explicou que a vida está presente em toda parte, com energias vivas em cada zona da existência. A vida se manifesta não só na superfície da Terra, mas também nas profundezas dos mares e no âmago do planeta. Ele ressaltou que a Terra possui leis que podem escravizar ou libertar o espírito, de acordo com suas ações. As almas carregadas de culpas não podem se elevar, enquanto as livres podem ascender às alturas. As aves livres ascendem às alturas, mas as que se embaraçam no cipoal ou se prendem a pesos são escravas do desconhecido. Lísias concluiu que o planeta possui expressões altas e baixas para corrigir o culpado e permitir a passagem do triunfador para a vida eterna. Quem escolhe viver nas sombras acaba embotando o sentido divino da direção e pode se precipitar nas Trevas, pois cada um chega ao local para onde está dirigindo seus passos. (Nosso Lar – Capítulo 44) 3. Crosta terrestre: A Crosta terrestre é uma zona neutra. É a esfera do planeta em que atuamos, enquanto Espíritos encarnados, onde se mesclam joio e trigo em todos os povos e nações. Essa esfera é de todos nós bastante conhecida, por ser nossa morada provisória. É aqui na crosta que atuamos na matéria, numa mistura de alegria, sofrimento, trabalho, estudo, crescimento, estagnação, envolvidos nas diversas religiões, ideologias e doutrinas econômicas, nas ilusões, fantasias ou racionalidades, onde expressamos as nossas forças, fraquezas, decepções, amarguras, superação, desejos, ambições, fraternidade, condolências. Onde civilizações se levantam e se declinam. Onde convivem lado a lado santos e pecadores. Onde aprendemos, pelo amor ou pela dor, sermos cada dia melhores que nós mesmos. Os espíritos excessivamente maus são enclausurados nas Trevas ou no Abismo, enquanto os remediados passam pelo Umbral ou reencarnam na Crosta Terrestre para expurgar seus débitos cármicos. A literatura terrena oferece poucas informações sobre essas regiões habitadas abaixo do nível humano. O Umbral, a esfera seguinte, foi descrita de forma detalhada na obra Nosso Lar. 20
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    André Luiz revolucionouo conhecimento sobre essas regiões espirituais, trazendo esclarecimentos valiosos sobre a vida no mundo espiritual. 4. Umbral: é onde habitam os espíritos que carregam fardos. Nas regiões umbralinas também ficam as colônias espirituais, mas em um ambiente separado. É uma região espiritual de baixa vibração onde se encontram Espíritos em estado de perturbação e sofrimento. Local de transição para Espíritos que durante a vida terrena não conseguiram evoluir moralmente e espiritualmente. A quarta esfera, começa em nosso plano e é habitado por milhões de Espíritos que partilham, com as criaturas terrenas, as condições de habitabilidade da Crosta do planeta. Funciona com uma espécie de zona purgatorial, onde se queima a prestações o material deteriorado das ilusões que a criatura adquiriu por atacado, menosprezando o sublime ensejo de uma existência terrena. O interesse de seus habitantes inferiores é a conservação do mundo ofuscado e distraído, à força da ignorância defendida e do egoísmo recalcado, adiando-se o Reino de Deus. Nessa mesma imediação vamos encontrar as Colonias, Cidades Espirituais a exemplo de Nosso Lar, os prontos-socorros, como descrito por André Luiz em “Os Mensageiros”. E ainda as casas transitórias. Todos voltados fraternalmente em prol das regiões umbralinas. “O Umbral é uma região obscura que se segue aos fluidos carnais e é habitada por multidões de desequilibrados que não cumpriram seus deveres sagrados. É uma zona purgatorial onde as almas se purificam de resíduos mentais adquiridos na Terra. Lísias compara a reencarnação a lavar uma roupa suja no tanque da vida, mas muitos acabam se sujando ainda mais, aprisionando-se em uma verdadeira escravidão. O Umbral funciona como uma região de limpeza e queima de resíduos mentais adquiridos na Terra. A Providência Divina permitiu a criação do Umbral como uma região destinada ao esgotamento de resíduos mentais e não vantajosos para a vida superior. Esse local é habitado por almas desequilibrados que não cumpriram seus deveres sagrados, irresolutas e ignorantes que não são enviadas a colônias de reparação mais dolorosas, nem a planos de elevação. É caracterizado por perturbações e abriga revoltados, formando núcleos de poder e influência. 21
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    Essa região semistura com a esfera dos homens e é nela que se estendem os fios invisíveis que ligam as mentes humanas entre si. As mentes humanas se conectam com os desencarnados e formas- pensamento no Umbral, onde cada Espírito é um núcleo irradiante de forças que afetam o plano terreno. Apesar das sombras e angústias do Umbral, a proteção divina nunca falta e cada Espírito permanece lá o tempo necessário para purificação. Existem colônias espirituais consagradas ao trabalho e ao socorro espiritual nessa região. Os missionários do Umbral enfrentam fluidos pesados emitidos por mentes desequilibradas, sendo necessário coragem e renúncia para ajudar aqueles que não compreendem o auxílio oferecido. Lísias explica que a organização é um atributo dos Espíritos organizados e que o Umbral é como uma casa onde ninguém tem razão, onde não há pão para todos. As missões mais difíceis do Ministério do Auxílio são realizadas por abnegados servidores no Umbral, enfrentando desafios e dificuldades para ajudar aqueles que estão em sofrimento.” (Nosso Lar – Capítulo 12 – Página 67) 5. Arte, Cultura e Ciência: onde moram espíritos superiores em processo de finalização depurativa. “Vitor Hugo narra o voo cósmico em que o instrutor Espiritual Alfen levou seu pupilo Paulo a uma região divina a fim de se preparar para a última reencarnação na Terra. O texto aborda a esfera da Arte, Cultura e Ciência que vem logo após o Umbral, onde a humanidade não mais precisa reencarnar na Crosta Terrestre. (Quando reencarna é por missão) A narrativa segue o relato do personagem Paulo, que é levado por seu Instrutor Espiritual Alfen em um voo cósmico para se preparar para uma última reencarnação na Crosta. Paulo descreve a beleza e harmonia do quinto orbe, onde seres gráceis vivem em afinidade perene, dedicados ao Bem, às Artes e às Ciências. Ele relata a experiência de visitar um templo onde se adora o Soberano do Universo, com esplêndidas paisagens e melodias celestiais. Após aceitar passar por uma nova encarnação como parte de sua missão terrena, Paulo é rapidamente atraído de volta para a Terra por uma força irresistível. Ele descreve sua dolorosa existência na França e sua redenção ao final. Após sua passagem, é levado de volta ao orbe superior, onde contempla paisagens encantadoras e uma sociedade 22
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    luminosa e pura.Paulo é introduzido a um templo celestial onde os espíritos se retemperam e se preparam para missões celestiais. Os habitantes dessa esfera feliz dedicam-se exclusivamente ao Bem, à Arte e à Ciência, e após várias existências na Crosta, podem alcançar esse reino de luz e harmonia. A descrição detalhada desse ambiente sublime desperta nas almas humanas um desejo intenso de progresso, pois a narrativa sugere que, através da depuração e superação de desafios, as almas podem evoluir para alcançar essa dimensão espiritual superior.” (As sete esteras da Terra – Mário Frigéri – Cap. 05 / Na Sombra e na Luz - Victor Hugo/Zilda Gama - 13. ed. – FEB) 6. Amor fraterno universal: é o destino dos espíritos com alto grau de evolução, que não possuem mais ligação com a Terra. Estão em um estágio superior aos habitantes da quinta esfera. É desse plano verdadeiramente sobreceleste que, sem dúvida, desceu o Mensageiro Asclépios, materializando-se no Santuário da Bênção, em "Nosso Lar", para uma formosa preleção a seus habitantes. “Após uma conversa livre, André Luiz sentiu uma grande quantidade de perguntas oprimindo sua mente, então, com a permissão de Jerônimo, se aproximou de Cornélio e fez uma série de perguntas a ele. Cornélio explicou que Asclépios pertence a comunidades redimidas do Plano dos Imortais em regiões espirituais elevadas da Terra, vivendo de forma inapreensível para nós. Ele raramente visita a Crosta Terrestre, apenas enviando missionários de grande poder. André Luiz perguntou se eles poderiam conhecer a grandeza e sublimidade de Asclépios indo até o seu plano, e o Instrutor explicou que alguns alcançam viagens às esferas superiores por mérito, mas a maioria faz isso como viajantes temporários, em estudo. André Luiz perguntou se Asclépios reencarnaria na Crosta, e o Instrutor explicou que ele poderia, a intervalos de cinco a oito séculos, em missões benéficas. Reflexivo, André Luiz questionou se este era o mais alto nível de desenvolvimento espiritual no Universo, e foi esclarecido que Asclépios é apenas uma entidade do nosso planeta, vivendo em círculos mais altos de vida. Os mentores da Terra aspiram integrar-se em comunidades mais elevadas, como as de Júpiter e Saturno, e participar das divinas assembleias que regem o sistema solar.”  Obreiros da Vida Eterna – Capítulo 3 – página 39. 7. Diretrizes do planeta: é a região onde ficam entidades espirituais divinizadas como Jesus Cristo. 23
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    É onde oCristo está entronizado, no seio de uma Humanidade cuja altitude evolutiva é por ora inconcebível para nós. E desse fulgente sólio de luz, governa esse maravilhoso Organismo de Esferas chamado Planeta Terra, que Ele mesmo criou, por determinação de Deus. Narcisa comenta com André Luiz que “com exceção do Governador, a Ministra Veneranda3 é a única entidade, em “Nosso Lar”, que já viu Jesus nas Esferas Resplandecentes, mas nunca comentou esse fato de sua vida espiritual e esquiva-se à menor informação a tal respeito.” (Nosso Lar – Capítulo 32 – página 184) Evolução em dois mundos – Cap. VII da segunda parte – pág. 187. II Coríntios 12:1-6 – Paulo é arrebatado ao 3º Céu. O que são colônias espirituais? As colônias espirituais são moradas temporárias para os espíritos desencarnados. As colônias espirituais são bons destinos, ótimos lugares, ainda que não sejam os mais elevados. Elas se assemelham a cidades, como vemos aqui na Terra, e abrigam seres com algum grau de evolução. Nesses lugares, os Espíritos continuam seu progresso, estudando e se aprimorando até receberem uma nova chance de reencarnar. Como é uma colônia espiritual? Uma Colônia espiritual nada mais é do que uma cidade fluídica, criada pelo próprio psiquismo dos Espíritos, que se reúnem em grupos, por afinidade, constituindo “um mundo do qual o vosso dá uma vaga ideia” (LE. Q. 278). Espíritos similares se agrupam e constituem verdadeiras sociedades do invisível. (Léon Denis) As colônias espirituais são organizadas como as cidades terrenas, seguindo diretrizes muito semelhantes àquelas que já conhecemos. Toda colônia tem um governador ou administrador. Possui as repartições que têm um responsável encarregado de zelar pelo seu bom funcionamento. São compostas por casas, prédios, parques, praças, hospitais, escolas, bibliotecas, teatros, laboratórios científicos e tecnológicos, etc. 3 - Ministério da União Divina. 24
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    Todas as escolas,hospitais, departamentos dos ministérios têm seus diretores. Esses diretores têm seus auxiliares que, por sua vez, têm colegas de trabalho para o exercício de suas funções. Assim que o Espírito recém-desencarnado ou recém-chegado à colônia se sente disposto, é convidado a ocupar seu tempo, seja através do estudo ou prestação de serviços. Nas colônias, não há empresas e toda demanda de produção, de trabalho e serviços é comandada pela administração local, desde a produção de alimentos fluídicos, vestes, viagens, remédios, etc. Além disso, há alguns elementos desconhecidos, como nos relata André Luiz. É o caso do aerobus, um meio de transporte descrito no livro Nosso Lar que se assemelha a um micro-ônibus, mas que viaja levitando, ou um bosque de águas revigorantes e pássaros que se alimentam de formas pensamentos negativos. Além dos ambientes, cabe acrescentar que os habitantes das colônias espirituais vibram em sintonia. Isso significa que as colônias espirituais são regidas pela lei da afinidade. São lugares que estimulam o progresso espiritual, portanto, os espíritos que ali habitam desenvolvem atividades de trabalho para seu aprimoramento moral, espiritual ou simplesmente, pelo bem-estar que é o trabalho de amparo ao próximo. Enquanto aqui as pessoas trabalham para se manter materialmente e acumular bens, no plano espiritual, cada espírito dispõe apenas do necessário para o funcionamento normal. Um exemplo é a questão do vestuário. Em algumas colônias existe um departamento para cuidar da produção de peças de roupas para aqueles Espíritos que não conseguem plasmar as próprias vestes. Como recompensa pelo seu esforço, eles recebem uma espécie de remuneração, chamada de bônus-hora (capítulo 22 do livro Nosso Lar).4 Parece que os Espíritos só pensam em trabalhar? Não é bem assim. Cada cidadão deve dedicar seu tempo ao trabalho, ao estudo e ao lazer de forma que possa aproveitar bem a estadia no plano espiritual e programar suas reencarnações futuras. O lazer é sempre usufruído em atividades que engrandeçam o Espírito, como peças de teatro, concertos musicais, leituras, passeios pela colônia, etc. 4 - O bônus representa a possibilidade de receber alguma coisa de nossos irmãos em luta ou de remunerar alguém que se encontre em nossas realizações; mas o critério quanto ao valor da hora pertence exclusivamente a Deus. 25
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     Também existemas cidades espirituais trevosas, cujas administrações seguem um ritmo autoritário e de coerção (repressão). Os habitantes dessas dimensões são constantemente envolvidos pelo medo, reforçando as suas imperfeições, dores e sofrimento. Ex: Livro Libertação. Quantas colônias espirituais existem? A quantidade de colônias espirituais existentes é imensurável. Há cidades espirituais espalhadas pelo mundo todo. Existem milhares de colônias em torno da Terra, cada uma reunindo Espíritos afins de acordo com a etnia, religião, cultura, progresso moral, etc. O mais interessante é que elas imprimem as mesmas culturas e crenças que nos deparamos por aqui, além do que a aparência também é predominante. Uma colônia espiritual no Japão, por exemplo, reflete as tradições e costumes orientais, assim como as colônias espirituais do Brasil se parecem com as regiões do nosso país. Tudo isso para que os espíritos se identifiquem e sintam-se acolhidos em sua nova morada. Além disso, cabe acrescentar que as colônias espirituais possuem tipos distintos. Elas podem ser socorristas, correcionais, de estudo e desenvolvimento das artes, das pesquisas, etc. Algumas colônias espirituais no Brasil Se você tem curiosidade em descobrir onde estão localizadas as colônias espirituais no Brasil, saiba que elas estão sobre várias regiões do país. E elas não se limitam aos territórios estaduais. Muitas colônias abrigam mais de um estado. Conheça a seguir algumas das principais: 1. Colônia espiritual Nosso Lar - A mais conhecida A Colônia Espiritual Nosso Lar é um local descrito no livro homônimo, ditado pelo espírito André Luiz e psicografado por Chico Xavier. Nessa colônia, espíritos que já possuem algum nível de evolução espiritual, mas ainda não atingiram o grau máximo, encontram ajuda e auxílio para melhorar moral e espiritualmente. Aqui estão alguns detalhes sobre Nosso Lar: 26
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     Objetivo: Espíritossocorridos no Umbral e na Terra são levados para Nosso Lar, onde recebem tratamento e participam de atividades semelhantes às do plano terrestre, se preparando para nova reencarnação.  Fundação e Localização: Nosso Lar foi fundada por portugueses desencarnados no Brasil, no século XVI. Ela se estende sobre uma região entre as cidades do Rio de Janeiro, Campos e Itaperuna. A colônia possui hospitais, escolas, praças, teatros e uma vasta rede viária. Sua organização lembra uma estrela de seis pontas, com a Governadoria ao centro e seis ministérios responsáveis por diferentes tarefas.  Estrutura e Ministérios: Nosso Lar é iluminada pelo mesmo sol e lua da Terra. Os ministérios incluem Regeneração, Auxílio, Esclarecimento, União Divina, Comunicação e Elevação. O transporte é feito por aerobus, suspenso a cinco metros do solo. A cidade é cercada por um muro e possui postos de socorro espiritual em outras regiões do Brasil. A vida cotidiana em Nosso Lar é marcada por atividades espirituais, fraternas e de aprendizado. Aqui estão alguns aspectos: 1. Trabalho e Estudo: Os habitantes de Nosso Lar se dedicam a tarefas úteis e construtivas. Há escolas de estudo e trabalho, onde aprendem e se aprimoram em diversas áreas. O conhecimento é valorizado e compartilhado. 2. Convivência Fraterna: A convivência é harmoniosa e amorosa. Os espíritos se ajudam mutuamente, promovendo o bem-estar coletivo. A solidariedade é uma prática constante. 3. Lazer e Cultura: Existem teatros, bibliotecas e praças onde os habitantes se divertem e se instruem. A arte e a cultura são estimuladas, e eventos culturais são frequentes. 4. Alimentação e Saúde: Não há necessidade de alimentação física, mas os espíritos se nutrem de energias espirituais. Hospitais espirituais oferecem tratamento e recuperação. 5. Transporte e Comunicação: O transporte é feito por aerobus, e a comunicação é telepática. As distâncias são vencidas rapidamente. 6. Espiritualidade e Evolução: A busca pela evolução espiritual é constante. Os habitantes estudam, meditam e se esforçam para crescer moralmente. Nosso Lar – Francisco Cândido Xavier – Pelo Espírito André Luiz 27
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    Cidade no Além– Francisco Cândido Xavier e Heigorina Cunha – Pelo Espírito André Luiz 2. Colônia Alvorada Nova - Está entre as mais antigas colônias espirituais do planeta. Sua fundação foi organizada pelos construtores e engenheiros siderais do Cristo, se perde nos calendários conhecidos. Possui atualmente mais de 250 mil habitantes e está localizada sobre as cidades de Santos, São Vicente, Guarujá, Praia Grande e Cubatão, no litoral paulista, onde vive Irmã Scheilla. É uma cidade espiritual criada há mais tempo que a maioria das colônias que permeiam as zonas umbralinas desse Planeta. Foi planejada há muitos séculos por aqueles que, sendo os Engenheiros Construtores de Jesus, conhecem a Terra do seu passado longínquo ao seu futuro distante. O Brasil nem mesmo existia na face do globo e “Alvorada Nova” já estava fixando seus alicerces através dos trabalhadores de Cristo que sabiam da destinação do nosso país, em face da importância da sua localização nas camadas vibratórias ao redor do Planeta. Participaram no seu crescimento as pessoas conhecidas na Terra pelos nomes de D.Pedro II e Gandhi. 1. Localização Geográfica: o Está localizada sobre as cidades de Santos, São Vicente, Guarujá, Praia Grande e Cubatão, no litoral paulista. o Ela é descrita como um espaço espiritual onde os desencarnados (espíritos) podem viver, aprender, trabalhar e se curar após deixarem o mundo físico. 2. Atividades e Objetivos: o Alvorada Nova o Atualmente, administrada por Cairbar Schutel e Scheilla, a cidade espiritual de Alvorada Nova realiza suas ações a favor do próximo, tanto junto aos postos de socorro em zonas umbralinas, quanto relacionado às extensões materializadas na crosta terrestre. É um lugar de aprendizado e evolução espiritual. o Os espíritos que residem lá participam de atividades como estudo, trabalho, meditação e auxílio aos necessitados. o A colônia também possui postos de socorro em zonas umbralinas (regiões espirituais mais densas) e extensões materializadas na crosta terrestre. 28
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    3. Livro “AlvoradaNova”: o O livro “Alvorada Nova”, psicografado por Abel Glaser pelo espírito Cairbar Schutel, oferece informações detalhadas sobre essa colônia espiritual. Nosso Lar – Francisco Cândido Xavier – Pelo Espírito André Luiz – Cap. 11 Alvorada Nova – Abel Glaser – Pelo Espírito Cairbar Schutel 3. Colônia espiritual Redenção - Socorrista e uma das mais antigas Colônia Espiritual Redenção é uma das colônias espirituais mais conhecidas no Brasil. Localizada no leste da Bahia, ela possui um formato triangular e abrange áreas como Salvador, Alagoinhas e Feira de Santana. Essa colônia é um importante centro de referência no plano espiritual, especialmente conhecida por seu grande laboratório fluídico. Esse laboratório é utilizado para a manipulação e distribuição de fluidos espirituais, que são essenciais para os trabalhos de socorro e cura realizados pelas equipes espirituais. A Colônia Redenção foi criada durante a época da escravatura, com o objetivo de receber espíritos de escravos que desencarnaram com sentimento de vingança. Hoje, ela continua a desempenhar um papel crucial no acolhimento e tratamento de espíritos necessitados, promovendo o progresso espiritual e a harmonia. Na Colônia Espiritual Redenção, diversas atividades são realizadas com o objetivo de promover o bem-estar e o progresso espiritual dos espíritos que lá residem ou são atendidos. Algumas das principais atividades incluem: 1. Tratamento Espiritual: Sessões de cura e tratamento para espíritos que chegam com traumas, doenças espirituais ou desequilíbrios emocionais. 2. Educação e Aprendizado: Aulas e palestras sobre temas espirituais, morais e éticos, visando o crescimento e a evolução dos espíritos. 3. Trabalho e Serviço: Atividades laborais que ajudam na reabilitação e no desenvolvimento de habilidades, além de promoverem o senso de responsabilidade e cooperação. 4. Assistência e Socorro: Equipes de socorristas espirituais que atuam em resgates e atendimentos a espíritos em sofrimento, tanto na colônia quanto em outras regiões do plano espiritual. 5. Laboratório Fluídico: Manipulação e distribuição de fluidos espirituais para tratamentos e trabalhos de cura. 29
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    Essas atividades sãocoordenadas por espíritos mais evoluídos, que orientam e auxiliam os demais no caminho da redenção e do progresso espiritual. Se quiser saber mais detalhes sobre alguma dessas atividades, estou à disposição! O espírito Manoel Philomeno de Miranda, através de psicografia de Divaldo Franco, forneceu grandes detalhes sobre esta colônia espiritual, como os programas para a iluminação de consciência e os trabalhos de assistência e socorro. Transição Planetária – Divaldo Pereira Franco – Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda Transição Planetária – Manoel Philomeno de Miranda e Divaldo Franco – Blog do Livro Espírita (blogdolivroespirita.com) 4. Colônia Correcional da Legião dos Servos de Maria - Especializada ao atendimento aos suicidas, principalmente dos países de língua portuguesa (Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, guiné Equatorial, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Macau) Essa colônia é uma obra evangélica assistencial, que atende aos suicidas. Os seus dirigentes e servidores agem em nome de Maria Santíssima, sua mentora e orientadora maior. A Colônia é representada por uma fortaleza, cercada por um conjunto de muralhas fortificadas, situada em região triste e desolada, envolvida em neblinas como se toda a paisagem fora recoberta pelo sudário de continuadas nevadas, conquanto oferecendo possibilidades de visão. Esta fortaleza lembra os castelos medievais, com fosso, torres e ponte movediça. Dentro da fortaleza há inúmeros edifícios com seus respectivos departamentos de serviços, que se desdobram, constituindo uma verdadeira cidade nas regiões trevosas, oferecendo ao espírito suicida a assistência necessária ao começo do seu reerguimento moral. Nessa colônia, os suicidas são transportados para um ambiente cheio de vida, onde há o Hospital Maria de Nazaré e também o manicômio. Lá, funcionários prestam o atendimento específico necessário para a recuperação desses espíritos. O livro “Memórias de um Suicida,” relatado pelo Espírito Camilo Cândido Botelho, descreve detalhes desse processo e o sofrimento vivido por ele e outros companheiros no Vale dos Suicidas. 30
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    Na Colônia Correcionalda Legião dos Servos de Maria, o tratamento dos suicidas é realizado com base em princípios espirituais e assistenciais. Vou explicar de forma resumida: 1. Acolhimento e Avaliação: o Os espíritos suicidas são acolhidos por equipes fraternas e amorosas. o Geralmente estão confinados na região fluídica denominada Vale dos Suicidas, agrupados pela lei da atração ou afinidade; o Esse local é descrito como um estado de aflição e sofrimento, onde os espíritos enfrentam as consequências de suas ações; o São avaliados quanto ao estado mental, emocional e espiritual. 2. Atendimento Espiritual: o Os trabalhadores espirituais oferecem consolo, esclarecimento e orientação. o Através da prece e do diálogo, ajudam a compreender as razões do ato suicida. 3. Tratamento Energético: o Utilizam passes magnéticos e fluidoterapia para restaurar o equilíbrio energético. o Removem os resquícios de energias negativas ligadas ao suicídio. 4. Reeducação e Oportunidades: o Os suicidas participam de palestras, estudos e atividades educativas. o Recebem oportunidades de trabalho e convívio social. 5. Resgate e Reencaminhamento: o Após a recuperação, são encaminhados a outras colônias ou esferas espirituais. o O objetivo é que evoluam, aprendam e se preparem para novas experiências. Lembrando que o processo varia para cada indivíduo, de acordo com suas necessidades e estágio espiritual. Livro Memórias de um suicida – Yvonne A. Pereira – Pelo Espírito Camilo Cândido Botelho (Camilo Castelo Branco) 31
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    5. Colônia Larda Bênção - Prepara as mães e atende crianças que desencarnam O Lar da Bênção é uma importante Colônia educativa, misto de escola de mães e domicílio dos pequeninos que regressam da esfera carnal. Essa Colônia, situada no espaço espiritual correspondente às terras brasileiras, tem como objetivo preparar mães para a maternidade responsável e atender as crianças que desencarnam e encarnam. Informa André Luiz, ainda, que tais crianças encontram aí o apoio necessário ao seu reajustamento espiritual. Assim é que, nos primeiros momentos como libertas do corpo físico, ou enquanto lhes dure o desequilíbrio, são abençoadas pela assistência superior e amiga dos benfeitores espirituais do Lar da Bênção e pelo afeto inesquecível daquelas que foram suas genitoras, as quais, ainda presas aos liames da carne, são, no entanto, levadas à Colônia para auxiliar e acompanhar o reerguimento dos filhos. Entre os auxiliares nesta colônia encontra-se Blandina (Irma de Castro Rocha, conhecida como Meimei – 1922-1946) Livro Entre a Terra e o Céu – Francisco Cândido Xavier – Pelo Espírito André Luiz – Capítulo 09. Irma de Castro Rocha (conhecida como Meimei) nasceu em 22/10/1922, em Mateus Leme, Minas Gerais. Desde cedo, Meimei demonstrou uma inteligência notável e um grande amor pelas letras. Devido a uma nefrite crônica, teve que abandonar os estudos no segundo ano do curso normal. Aos 20 anos, mudou-se para Belo Horizonte com sua irmã Alaíde, onde conheceu Arnaldo Rocha, com quem se casou em 10/06/1942. Meimei faleceu em 01/10/1946, aos 24 anos, devido a complicações renais. Mesmo após sua morte, Meimei continuou a ser uma figura importante no espiritismo brasileiro, enviando mensagens psicografadas através do médium Chico Xavier. 6. Colônia Raios do Amanhecer - Vai além das terras brasileiras, circundando todo o planeta. A colônia espiritual Raios do Amanhecer é bastante extensa e ultrapassa os limites territoriais do Brasil. Localizada na parte central do planeta, tendo o seu maior núcleo no Brasil, no norte do Amapá. Seus diferentes núcleos espalhados por vários países 32
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    representam uma atividadediferente. No Brasil se parece com um grande parque infantil, pois é um mundo espiritual das crianças desencarnadas. Localiza-se na parte central do Planeta, acompanhando a imaginária Linha do Equador. Forma uma quase "ciranda" em torno da Terra, embora apresente núcleos de espaço em espaço. Os maiores núcleos estão no Brasil, norte do Amapá, passando pelas Guianas em direção ao Atlântico; na África, abrange os dois Congos e Quênia; e outro grande núcleo se encontra nas Ilhas da Indonésia, entre os Oceanos Índico e Pacífico. Além desses, existem outros núcleos menores, e o conjunto deles é que constitui a Colônia Raios do Amanhecer. Sua localização central facilita o atendimento nos dois hemisférios do Planeta. Cada núcleo apresenta características filosóficas próprias. embora seja a do Cristo a filosofia de atendimento em todos eles No Brasil, a Colônia tem o aspecto de um grande " parque infantil ", onde tudo agrada às crianças, já que a Colônia visa ao seu atendimento. É como se tivessem edificado a cidade espiritual dentro de um parque. Não há uma simetria nas construções, embora haja hospitais, escolas, residências, locais de lazer, quadras, piscinas, muitas árvores frondosas, animais domésticos e vento sonorizado. O vento suave é constante e está em harmonia com o ambiente. Ao tocar as folhas das árvores, faz-se música, que varia de um local para outro. É o mundo espiritual das crianças. Os grandes centros de lazer infantil na Terra foram inspirados nessa Colônia. Tudo, porém, tem a simplicidade da "naturalidade". Embora apresente áreas corretivas, necessárias ao espírito, todas elas têm a técnica do amor cristão. Na parte dos Berçários, que são construções retangulares em forma de berço (que balança), são atendidas as crianças que foram natimortas ou que desencarnaram na Terra, até um ano de idade. É uma ala de grande serenidade, na qual só trabalham espíritos que se dedicam ao amor maternal, e o tratamento vai devolvendo ao espírito a sua forma anterior, o que, de acordo com cada um, leva um tempo diferente. Na ala 1, estão as crianças de um a três anos; na ala 2 as crianças de quatro a seis anos. Depois, as alas se dividem, já prestando outras funções de atendimento. O que não falta, na Colônia, são servidores dedicados, trabalhando, ensinando ou aprendendo, mas todos irmanados na alegria de servir. Todos os maiores de treze anos presentes na Colônia estão trabalhando, visto que 33
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    para ser atendidopela Colônia é até os doze anos (idade cronológica da Terra) Nessa Colônia, todo servidor deve ser alegre e desenvolver a essência do amor, para o serviço a ser prestado. Se a tristeza envolver algum servidor, ele é afastado de suas tarefas, para também receber atenção especial em outra Colônia. Existem noite e dia. O dia tem doze horas, e a noite, também. À noite, entretanto, não é de todo escura. Apresenta o aspecto de um amanhecer (como as seis horas da manhã de inverno). Livro: Moradas espirituais 7. Colônia Espiritual Aruanda - Colônia composta pelos trabalhadores da umbanda Aruanda é uma colônia habitada por espíritos que aceitaram a missão de continuar a ajudar os seres humanos, com muito amor, sabedoria e simplicidade. É um local reservado para espíritos trabalhadores da Umbanda, que já alcançaram uma maior evolução e agora continuam trabalhando como intermediários entre o plano físico e espiritual em nome do bem e da caridade. Esses seres de luz incluem os chamados Pretos Velhos, Caboclos e outros Guias da Umbanda. Suas verdadeiras formas, no entanto, transcendem raça, credo ou etnia, sendo possível sua manifestação em qualquer congregação que pratique o binômio amor-caridade e que admita a comunicação espiritual. Nesse ambiente espiritual, também é possível encontrar animais. A Aruanda é considerada um local de paz, onde não há sentimentos mesquinhos nem desavenças. É um refúgio espiritual onde os moradores trabalham para auxiliar outros irmãos e aprofundar sua própria espiritualidade. Aruanda é uma parte do plano espiritual que pode acolher a todos os espíritos que lutam em prol do bem. Vale ressaltar que, embora a interpretação varie, a Aruanda não é um plano espiritual próprio, mas sim uma colônia dentro desse plano, semelhante à “Nosso Lar” descrita pelo Espírito André Luiz. Livros: Tambores de Angola – Robson Pinheiro – Pelo Espírito Ângelo Inácio Aruanda – Robson Pinheiro – Pelo Espírito Ângelo Inácio Cidade dos Espíritos – Robson Pinheiro – Pelo Espírito Ângelo Inácio 34
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    8. Colônia doAbacateiro - Colônia que abrange a área sobre a nossa cidade de Rondonópolis – MT. Abrangendo os estados de Goiás e Mato Grosso, esta Cidade Espiritual é toda cercada por abacateiros e desenvolve técnicas e atendimentos renais, tanto no períspirito quanto no auxílio a todos os processos de enfermidade renal. Abrange parte de Goiás e Mato Grosso na região que fica entre o distrito de Aparecida do Rio Claro, próximo a Montes Claros de Goiás (GO), Barra do Garças (MT), Primavera do Leste (MT), Chapada dos Guimarães (MT), Cuiabá (MT), Rondonópolis (MT) e Bom Jardim de Goiás (GO), como pontos de referência. Aparecida do Rio Claro e Cuiabá são seus pontos extremos a leste e oeste, respectivamente. É toda cercada de abacateiros. Cidade espiritual, apresenta todas as características de uma cidade acolhedora e agradável. Suas construções se espalham de forma harmônica, em amplas avenidas arborizadas e algumas floridas. A presença de " aeróbus " e " ultraleves" é comum em toda parte, levando e trazendo os espíritos que trabalham ou que são assistidos na Colônia e também na locomoção necessária aos seus diversos setores. No setor residencial, as casas têm o formato de abacate, destacando, no seu conjunto, um efeito especial e interessante. De cor verde, ora claro, ora mais escuro, o ambiente assume aspecto encantador, completo por suave claridade, que também ali se apresenta esverdeada. Essas casas servem de morada aos trabalhadores temporários da Colônia, os quais podem ficar morando ali, enquanto estiverem em funções nela. Há o setor Educandário, onde existem estudos e aperfeiçoamento para o desempenho de tarefas e também aprimoramento espiritual, no qual são ministrados vários cursos, todos muito concorridos. Na área Hospitalar, há grande movimentação. É muito extensa e dividida em várias modalidades de atendimento, onde cada espírito ali assistido recebe assistência de acordo com sua necessidade. Na região que envolve os rios Piranhas (GO), Diamantino e das Garças (MT), há uma extensa área agropastoril, com muitas lavouras, muito gado, cavalos e muares, muitos espíritos trabalhando nesse setor, que apresenta características diferentes das que são realizadas na terra, mas que atendem aos objetivos da Colônia. Bem ao centro dela, há uma extensa planície contornada por frondosos abacateiros, que parecem ter sido plantados ali, de forma artística e muito 35
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    bem esquematizada, atendendoa finalidades que não pude alcançar no seu todo. Ao mesmo tempo em que serve de local de refazimento, pela paz que o ambiente transmite, é também um laboratório natural, onde presenciei espíritos retirando, em pequenos frascos, substâncias do tronco e das folhas das árvores e levando, com todo o cuidado, numa atividade incessante e sempre revezada. A Colônia desenvolve técnicas e tratamentos específicos, no atendimento "renal", tanto no perispírito quanto no auxílio a todos os processos de enfermidade dos rins dos encarnados em resgate nesse setor. No seu todo, a Colônia tem muitos pontos que, visitados, encantam pela beleza, simplicidade e harmonia, fazendo com que se forme uma sintonia natural com o Criador de tudo isso: Deus. Há a constante presença de Jesus, e as obras de arte as quais retratam são sempre na forma de quem abençoa. O dia tem tonalidade que variam de acordo com o local, ora azul, ora amarela, ora verde, com muita suavidade. A noite é azul-claro iluminada por milhões de estrelas e começa, sempre após alguns minutos de chuva, que, diariamente, fecha o dia na Colônia. Essa chuva que molha o chão, e as plantas mais se assemelham a uma chuva fluídica, provocada por dispositivos acionados na própria Colônia e sem falha. Nesses minutos de chuva, os abacateiros ficam como que eletrificados, emitindo faíscas, como se fossem fogos de artifícios, dando à Colônia um cenário fantástico. Ninguém se aproxima das árvores nesses momentos. Após o espetáculo natural, as abundantes faíscas emitidas deixam uma suave claridade, tornando a noite azul-claro, e o brilho das estrelas parece ser mais intenso, refletindo-se até nas pedrinhas do solo. A partir disso, as árvores ficam novamente saturadas de energias sutis, para servirem aos trabalhadores do Senhor nas tarefas de socorro, com sua seiva curativa. (Não vi nenhum abacate; apenas, os abacateiros). Do Livro Moradas Espirituais - Visita a Vinte Colônias Espirituais - Coordenado pelo Espírito Joaninha Darque - pela médium Vânia Arantes Damo. Colônia Espiritual Amigos da dor 36
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    Localiza-se no nortede Minas Gerais, passando pelo extremo sul da Bahia e avançando pelo oceano Atlântico. Realiza grande serviço de socorro a recém-desencarnados, através de missas, visto que os tarefeiros dessa Colônia prestam atendimento nas Igrejas, nas Santas Casas de Misericórdia e em funções de ritual católico. É uma das mais antigas Colônias em terras brasileiras. Á sua entrada, vê-se uma Catedral, de onde saem várias passarelas, onde há jardins e grandes blocos de hospitais, escolas e parques. Notam-se imagens esculpidas, que decoram os canteiros floridos, espalhados por toda parte. Muitas irmãs de caridade se movimentam por toda Colônia, atendendo às necessidades de todos. Os espíritos convalescentes buscam, por afinidade, os seus santos de devoção junto aos canteiros,que parecem altares no cenário da Natureza. Há vários espíritos que são atendidos na Colônia e que ainda não sabem de sua realidade espiritual, o que vão descobrindo lentamente. Ouve-se, por toda a parte, uma música suave, com predominância do órgão. A Colônia apresenta aspectos de um dia sem sol, iluminando-se mais, à medida que adentra o oceano, onde está o último estágio de atendimento da Colônia, ou seja, o pavilhão destinado ao despertar do espírito na sua consciência espiritual. Ali, há a " fonte das lágrimas ", onde o espírito chora a sua descoberta, e, em seguida, ele adentra o " Campo do Cristo ", para traçar suas novas metas. Do Livro Moradas Espirituais - Visita a Vinte Colônias Espirituais - Coordenado pelo Espírito Joaninha Darque - pela médium Vânia Arantes Damo. O Espiritismo Segundo Allan Kardec: Colônia Amigos da Dor (espiritisosegundoallankardec.blogspot.com) Colônia de Castrel Tem como tarefa básica o atendimento à infância. Recebe Espíritos desencarnados na infância, prepara-os para a nova realidade da vida, reintegra-os aos planos que lhes são destinados após terem retornado à forma adulta, ou prepara Espíritos para reencarnação, acompanhando-os na fase infantil. Situada sobre o Reino Unido. 37
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    Esta Colônia espiritual,cujas informações nos chegaram com a primeira edição do livro acima citado (1920), tem como tarefa básica o atendimento à infância. Recebe Espíritos desencarnados na infância, prepara-os para a nova realidade da vida, reintegra-os aos planos que lhes são destinados após terem retornado à forma adulta, ou prepara Espíritos para reencarnação, acompanhando-os na fase infantil. Apesar de a linguagem predominante no livro não ser atual, é uma obra de leitura agradável, que muito nos esclarece. A Colônia, situada entre montanhas, possui uma cúpula dourada no centro, cercada por um terraço cheio de colunas. Uma longa rua corta a cidade de um extremo ao outro, formando uma alameda, onde estão localizadas as residências dos seus dirigentes. Há muitos terrenos, espaçosos edifícios e construções para o atendimento à criança. Vivem aí muitos trabalhadores do campo, dedicados à horticultura, e muitos da cidade, dedicados a tarefas juntos à infância. É uma localidade muito bela e iluminada; há muitas fontes de água e predominância de ambiente harmônico. O desejo do bem é a nota reinante. Citada no livro A vida além do véu – George Vale Owen – Pelo Espírito Ariel. Publicado na Inglaterra em 1926. O Livro dos Espíritos – Introdução – 3.º § do item X – pág. 22. Colônia espiritual trevosa Nem todas as cidades espirituais têm uma orientação sadia, voltada para o bem e para o equilíbrio das criaturas. André Luiz nos diz: “Incapacitados de prosseguir, além do túmulo, a caminho do Céu que não souberam conquistar, os filhos do desespero organizam-se em vastas colônias de ódio e miséria moral, disputando entre si a dominação da Terra.” (Libertação – Cap. 01 – pág. 20) Mas lembra também o benfeitor que a Misericórdia Divina não os desampara, pois que são observados e assistidos continuamente por entidades luminosas. Colônias espirituais trevosas são descritas na literatura espírita como locais onde espíritos que ainda estão muito apegados a sentimentos negativos, 38
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    como ódio, vingançae materialismo, acabam se reunindo após a desencarnação. Essas colônias são frequentemente retratadas como ambientes sombrios e densos, refletindo o estado mental e emocional dos espíritos que ali habitam. Características de uma Colônia Espiritual Trevosa 1. Ambiente: As colônias trevosas são descritas como lugares escuros, com pouca ou nenhuma luz natural. A atmosfera é pesada e opressiva, muitas vezes comparada a cenários de pesadelos ou filmes de terror. 2. Arquitetura: As construções nessas colônias podem ser caóticas e desorganizadas, refletindo a confusão mental dos espíritos. Podem existir prédios em ruínas, ruas escuras e labirintos que dificultam a locomoção. 3. Habitantes: Os espíritos que habitam essas colônias são geralmente aqueles que, em vida, cometeram atos graves e não conseguiram se desprender de sentimentos negativos. Eles podem estar em constante conflito, tanto interno quanto com outros espíritos. 4. Atividades: Ao contrário das colônias espirituais mais elevadas, onde há atividades de estudo e trabalho para o progresso espiritual, nas colônias trevosas, os espíritos podem estar envolvidos em atividades destrutivas e de autossabotagem. A falta de propósito e a perpetuação de sentimentos negativos são comuns. 5. Energia: A energia dessas colônias é densa e negativa, muitas vezes descrita como sufocante. Essa energia é um reflexo direto dos pensamentos e emoções dos espíritos que ali residem. Comparação com Colônias Espirituais Elevadas Enquanto as colônias trevosas são locais de sofrimento e estagnação, as colônias espirituais elevadas, como “Nosso Lar”, são descritas como lugares de luz, paz e progresso. Nessas colônias mais elevadas, os espíritos trabalham em conjunto para o bem comum, participam de estudos e atividades que promovem o crescimento espiritual e vivem em harmonia. Recuperação e Evolução Apesar do ambiente hostil, as colônias trevosas não são eternas. Espíritos que demonstram arrependimento e desejo de mudança podem ser resgatados por espíritos superiores e levados a locais de recuperação, onde recebem ajuda para se libertar dos sentimentos negativos e iniciar seu processo de evolução espiritual. Como podemos ajudar esses Espíritos? Existem várias formas de ajudar espíritos que se encontram em colônias trevosas. Aqui estão algumas maneiras: 39
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    1. Preces eVibrações Positivas Orar pelos espíritos sofredores é uma prática comum. As preces enviam vibrações positivas que podem ajudar a aliviar o sofrimento e proporcionar um pouco de paz. A oração sincera e cheia de amor pode alcançar esses espíritos e oferecer-lhes conforto. 2. Trabalho Mediúnico Médiuns treinados podem participar de sessões de desobsessão, onde espíritos sofredores são convidados a se comunicar. Durante essas sessões, os médiuns e os trabalhadores espirituais oferecem orientação e conselhos, ajudando os espíritos a entenderem sua situação e a buscarem a luz. 3. Evangelização e Educação Espiritual Espíritos superiores e trabalhadores espirituais frequentemente visitam essas colônias para evangelizar e educar os espíritos. Eles compartilham ensinamentos sobre amor, perdão e evolução espiritual, incentivando os espíritos a se arrependerem e buscarem a transformação. 4. Trabalho Voluntário em Centros Espíritas Participar de atividades em centros espíritas, como palestras, estudos e grupos de oração, pode gerar uma corrente de energia positiva que beneficia tanto os encarnados quanto os desencarnados. Essas atividades ajudam a criar um ambiente de luz e paz que pode alcançar os espíritos em sofrimento. 5. Reforma Íntima Trabalhar na própria reforma íntima, cultivando virtudes como o amor, a paciência e a caridade, também contribui para a elevação do ambiente espiritual ao nosso redor. Espíritos em sofrimento podem ser atraídos por essas vibrações positivas e encontrar inspiração para mudar. 6. Auxílio Espiritual Direto Espíritos superiores e guias espirituais frequentemente realizam missões de resgate, onde entram nas colônias trevosas para ajudar espíritos que demonstram arrependimento e desejo de mudança. Esses espíritos são levados a locais de recuperação, onde recebem tratamento e orientação. Ajudar esses espíritos é um ato de caridade e amor, que beneficia tanto quem ajuda quanto quem é ajudado. Resumo dos capítulos 04 a 06 do livro Libertação Francisco Cândido Xavier – Pelo Espírito André Luiz 40
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    Há descrição detenebroso reino das trevas. Seres de terrível aspecto, gemidos lancinantes vindos de toda parte… O ambiente é sufocante… Ali “padecem centenas de milhares de criaturas em amargos choques de retorno à realidade”. A direção dessa região é de um Espírito impiedoso que se intitulou “grande juiz”. Crianças, por compaixão celestial, não são levadas para ali. André Luiz narra a chegada a uma cidade governada por espíritos perversos e o primeiro encontro com Gregório, irmão que há séculos se nega a reconhecer a verdade pregada pelo Cristo. A cidade é localizada próxima da Crosta Terrestre já que seus habitantes são seres bem materializados. Existência de animais com aspecto horripilante - são espíritos ainda no início de sua caminhada evolutiva. Eles lá vivem pois é o ambiente que lhes é mais adequado no momento. Basta lembrar que em Nosso Lar também há animais. A paisagem é desoladora mostrando o tipo de energia dos moradores do local. Ao observar o local, André se lembra da descrição que Dante Alighieri faz do inferno no livro "A Divina Comédia". Os visitantes usam a matéria do ambiente para modificar o períspirito e assim poder ser vistos pelos irmãos infelizes. No nosso caminho evolutivo, já estivemos em ambientes similares, apenas não nos lembramos deles. Os habitantes destas cidades não estão esquecidos pelo Pai. Eles estão no ambiente em que podem viver e aprender. Quando estiverem mais esclarecidos, habitarão mundos mais evoluídos. Além dos irmãos perversos, há também na cidade os irmãos que ainda não possuem condição de reencarnar na espécie humana: estão no nível evolutivo entre o homem e o animal. A proximidade de cidades, como a descrita por André Luiz, permite que o intercâmbio entre os dois lados da vida seja frequente. O que facilita este intercâmbio é o nível do pensamento emitido pelos encarnados. Por isso, os desencarnados dessas cidades lutam para que o nível moral na Terra não mude e, de preferência, que piore. Ninguém foi criado para o mal. Quem vive nesta faixa mental um dia irá despertar para o bem e será mais um dos seus trabalhadores. Entender isto nos ajuda a ver nos irmãos infelizes pessoas que precisam da nossa oração e compreensão. A lei de ação e reação está presente em toda parte. Mas naquela região das trevas os juízes hipnotizam os “réus” e os condenam e martirizam, ao invés de sugerir renovação moral — única via para a “liberdade”, consubstanciada na paz de espírito. Vemos descrição do processo da licantropia (doença mental em que o enfermo se julga transformado em lobo). Encontramos no capítulo preciosas elucidações sobre sintonia e aura. 41
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    André e Gúbiopresenciam, na cidade espiritual de zona expiatória que estão visitando, cenas que lembram as estórias sobre o julgamento dos mortos. A diferença é que os juízes não são anjos de Deus, mas irmãos que necessitam de compaixão. São irmãos infelizes julgando irmãos infelizes. Para dominar e impor temor, os governantes da cidade faziam uso de rituais antigos. A preocupação é mais com a forma do que com o conteúdo. Os juízes são pessoas inteligentes que conhecem os ensinamentos de Jesus, mas os usa de forma distorcida. Os infelizes que estão sendo julgados não se rebelam, pois sabem que erraram perante as Leis de Deus. Nas regiões da dor, muitos irmãos infelizes possuem o conhecimento intelectual. Muitas vezes eles fazem uso de equipamentos similares aos usados pelos benfeitores, mas com objetivos bem diferentes. Deus permite que tais julgamentos ocorram por ser uma necessidade moral tanto de quem faz o papel de juiz quanto de quem faz o papel de réu. São irmãos que ainda não entenderam a extensão do amor de Deus. Não há como negar que o capítulo se aproxima muito da ideia difundida em várias religiões de um Deus severo que pune com rigor os que erram. A Doutrina Espírita nos mostra que Deus é amor e que nós somos nosso próprio juiz. André Luiz introduz o conceito de ovoides, até então desconhecido no meio espírita. Atualmente, existem vários livros que falam sobre o assunto. Inclusive André Luiz volta ao assunto no livro "Evolução em dois mundos". O abismo É um mundo diametralmente oposto de tudo aquilo que conhecemos. Desespero, dor e angústia assombram, tal a sua narrativa dantesca. À proporção que vai revelando os abismos e sub-abismos, novos e indescritíveis quadros se deparam, onde vivem seres horripilantes e com aspectos disformes que perderam a forma humana, degradados pela permanência no mal, não possuindo "corpo espiritual". Perderam o controle da mente consciente e caminham na descida vertiginosa para os mais recuados abismos, onde vão cumprir as penas impostas pela prática do mal nas suas várias reencarnações. No entanto, André Luiz deixa claro que o Espírito não retrograda, mas a sua forma perispiritual sim. É uma advertência àqueles que ainda não compreenderam a razão da necessidade da prática do amor ao próximo e da caridade. Livro O Abismo – R. A. Ranieri E. – Pelo Espírito André Luiz 42
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    O que éposto de socorro ou auxílio no Espiritismo? Como vimos, as colônias espirituais não estão localizadas, necessariamente, em regiões elevadas. Ainda assim, elas abrigam espíritos com algum grau de evolução. Vinculados a elas estão os postos de auxílio, que ficam em regiões inferiores. Nesses lugares, espíritos esclarecidos e devotados realizam trabalhos de auxílio aos espíritos desencarnados. São unidades de primeiro atendimento que funcionam como instituições de assistência fraternal e sentinelas ativas, ao mesmo tempo. Os Espíritos esclarecidos e devotados ao bem realizam nessas localidades trabalhos missionários, caracterizados por grandes dificuldades e perigos, semelhantes aos que rodeariam o homem que tentasse evangelizar as mais selvagens raças da Terra. Os Espíritos missionários travam lutas árduas com os habitantes das regiões tenebrosas, principalmente com os seus dirigentes, verdadeiros príncipes do mal que são formidáveis em seus próprios reinos. O espírito que está retido no umbral lá permanece até sentir o arrependimento sincero por suas ações passadas. Portanto, é natural que enquanto o espírito alimenta pensamentos sombrios de revolta, de vingança, de ódio e outros que tais, ele se ligue à densa região do umbral. Afinal, é lá que as vibrações mentais por ele emitidas encontram afinidade e energia similar. Mas quando modifica as suas emanações mentais, ele reconhece a sua condição e abriga pensamentos de humildade. Nesse momento, então, o seu pedido por auxílio pode ser atendido pelos benfeitores. Estes conseguem, assim, ajudar o espírito redimido a alcançar um dos postos de socorro espiritual onde ele receberá o tratamento necessário à sua recuperação. No plano espiritual existem vários postos de socorro que atendem a região do umbral. Eles são habitados por espíritos mais evoluídos que procuram socorrer aqueles que já se encontram em condições de resgate. As equipes socorristas saem em caravanas diariamente, procurando espíritos que possam ser atendidos e encaminhados às estações de socorro que ficam localizadas no próprio umbral. Em seguida, são levados para hospitais em colônias espirituais superiores onde serão tratados e preparados para as novas encarnações. É o caso da colônia ‘Nosso Lar’, cujas atividades são descritas por André Luiz no livro de mesmo nome. 43
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    O trabalho deauxílio prestado pelos socorristas é muito criterioso. Não podem ser admitidos nas colônias aqueles que querem somente ludibriar, mostrando, assim, um falso arrependimento. E o mesmo vale para aqueles que não conseguiram ainda se compenetrar de suas responsabilidades perante a dádiva da vida e do necessário caminho de melhorias e avanços na esfera espiritual. Quando uma equipe socorrista parte em auxílio a algum espírito, é porque este já se encontra em condições de ser ajudado e já permite algum tipo de ligação psíquica de ordem superior pois, do contrário, não haveria possibilidades dele ser socorrido. Entre os postos de socorro/auxílio existentes, podemos destacar: 1. Posto de Socorro da colônia Campo da Paz Campo da Paz é uma colônia bem próxima da Terra. Alguns benfeitores, reconhecidos a Jesus, resolveram organizar, em nome dele, uma colônia em plena região inferior, que funcionasse como instituto de socorro imediato aos que são surpreendidos na Crosta com a morte física, em estado de ignorância ou de culpas dolorosas. O projeto mereceu a bênção do Senhor e o núcleo se criou, há mais de dois séculos por benfeitores espirituais que pretendiam criar um instituto de socorro imediato aos que são surpreendidos com a morte física, em estado de ignorância ou de culpas dolorosas. Esta colônia espiritual e seus postos de socorro recebem espíritos enfermos, perturbados pelo desencarne, e com apego excessivo à matéria. Muitos desses Espíritos chegam ao Núcleo de Auxílio completamente dementados, alheios à realidade do lugar onde estão inseridos. Muitos permanecem em estado de profundo sono. Após o trabalho de reajuste espiritual, os desencarnados são encaminhados para outros planos. “É um avançado centro de enfermagem, rodeado de perigos, porque os irmãos ignorantes e infelizes nos cercam o esforço por todos os lados.” (Cap. 30) “Cecília explicou que os Ministérios são como universidades espirituais, onde há um grande ensinamento e preparação. Ela ressaltou que, mesmo em um lugar como "Nosso Lar", onde há muitos sofredores, as pessoas estão em um caminho de evolução positiva. A cidade é um ambiente elevado e quem lá vive benevolência tende a superar a maldade da minoria. Ela comparou o trabalho em "Nosso Lar" com as câmaras retificadoras, onde é mais fácil ajudar quem sofre do que quem se revolta. 44
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    – Vocês conhecemlá muitos Espíritos sofredores, mas, em “Campo da Paz”, conhecemos muitos Espíritos obsessores. Lá poderá existir muita gente que ainda chora; mas em nosso meio há muita gente que se revolta. É mais fácil remediar o que geme, que atender ao revoltado. Nas câmaras a que se refere, vocês retificam erros que já apareceram, dores que já se manifestaram; mas aqui, meu amigo, somos compelidos a lutar com irmãos ignorantes e perversos, que se sentem absolutamente certos nas fantasias perigosas que esposaram, e vemo-nos obrigados a atender a doentes que não acreditam na própria enfermidade. Começava a entender a lógica daquela argumentação e, reconhecendo a impossibilidade de qualquer contradita, a jovem continuou, segura de si: – Aliás, é natural que assim seja. Estamos a pouca distância dos homens, nossos irmãos na carne. E sabemos que, na Crosta, a situação não é diferente. Quantos materialistas se fantasiam, por lá, de filósofos? Quantos demônios com capa de santos? Quanta má fé a fingir generosidade e boas intenções? A influência da Humanidade encarnada em nosso núcleo de serviço é vigorosa e inevitável.” (Os Mensageiros – cap. 29, pág. 181) Livro Os Mensageiros – Francisco Cândido Xavier – Pelo Espírito André Luiz – Capítulos 28, 29 e 30. 2. Mansão da Paz A Mansão da Paz é uma escola de reajuste espiritual que fica sob a jurisdição da colônia espiritual Nosso Lar. Está localizada em uma região infernal, cercada por uma sombra densa e ameaçadora. Foi fundada há mais de três séculos. Esse posto de auxílio ajuda espíritos infelizes e enfermos que, apesar de suas condições, estão em busca da regeneração, oferecendo assistência e instrução. “A salvação só é importante para aqueles que desejam se salvar.” Durante três anos, o Espírito André Luiz permaneceu na Mansão Paz, instituição sob jurisdição da colônia Nosso Lar que atende Espíritos sofredores de regiões próximas à Terra. Acompanhado do amigo Hilário, o autor espiritual conhece diversos casos relacionados à Lei de Causa e Efeito que confirmam como a atual existência terrena do ser é vinculada à vida passada, assim como as ações do hoje condicionarão a realidade futura. A obra Ação e reação descreve regiões inferiores da Esfera Espiritual e o sofrimento que atinge uma consciência culpada, após a morte do corpo físico, além de apresentar orientações sobre o débito aliviado, os 45
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    preparativos para areencarnação, os resgates coletivos e o valor benéfico da oração. Livro Ação e Reação – Francisco Cândido Xavier – Pelo Espírito André Luiz 3. Casa Transitória de Fabiano A Casa Transitória de Fabiano, por sua vez, é um posto de auxílio móvel, que se desloca conforme a necessidade. Fica em meio às regiões trevosas e, por essa razão, exige grande quantidade de servidores. O trabalho na Casa Transitória de Fabiano é destinado ao auxílio urgente de irmãos em profundo sofrimento. A finalidade essencial da Casa Transitória é prestar auxílio urgente e, devido a sua localização, em plena região trevosa, sofre permanente cerco de Espíritos desesperados e sofredores, condenados pela própria consciência à revolta e à dor. É um abrigo móvel que, para garantir suas defesas magnéticas, exige grande número de servidores e de amigos piedosos, que aí permanecem, dia e noite, ao lado do sofrimento. Informa o Espírito André Luiz, no livro Obreiros da Vida Eterna que o trabalho desta Casa é dos mais dignos e edificantes. Neste edifício de benemerência cristã, centralizam-se numerosas expedições de irmãos leais ao bem, que se dirigem à Crosta Planetária ou às esferas escuras, onde se debatem na dor seres angustiados e ignorantes, em trânsito prolongado nos abismos tenebrosos. Diz ainda o Benfeitor Espiritual André Luiz tratar-se de grande instituição piedosa, no campo de sofrimentos mais duros em que se reúnem almas recém-desencarnadas, nas cercanias da Crosta Terrestre, a qual fora fundada por Fabiano de Cristo, devotado servo da caridade entre antigos religiosos do Rio de Janeiro, desencarnado há muitos anos. Organizada por ele, era confiada, periodicamente, a outros benfeitores de elevada condição, em tarefa de assistência evangélica, junto aos Espíritos recém-desligados do plano carnal. A Casa Transitória de Fabiano é um Posto de Auxílio móvel, que se desloca quando se faz necessário, ao longo das regiões umbralinas. Livro Obreiros da Vida Eterna – Francisco Cândido Xavier – Pelo Espírito André Luiz – Capítulos 04 a 13. Fabiano é um espírito que atua como mentor e coordenador na Casa Transitória de Fabiano, conforme descrito no livro Obreiros da Vida Eterna. Ele é responsável por organizar e dirigir as atividades de socorro e assistência espiritual na instituição móvel que leva seu nome. 46
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    Quem foi Fabianode Cristo? Fabiano de Cristo, cujo nome de nascimento era João Barbosa, foi um frade da Ordem dos Frades Menores, nascido em 8 de fevereiro de 1676, em Soengas, Portugal. Ele emigrou para o Brasil ainda jovem, onde desenvolveu um trabalho de dedicação e amor ao próximo. Breve História de Fabiano de Cristo: 1. Infância e Juventude: o Origem Humilde: Fabiano nasceu em uma família pobre e passou sua infância cuidando de ovelhas. o Mudança para o Brasil: Em busca de melhores oportunidades, ele emigrou para o Brasil durante o ciclo do ouro. 2. Vida no Brasil: o Atividades Comerciais: Inicialmente, Fabiano se envolveu em atividades comerciais e prosperou, mas um evento trágico o fez repensar sua vida. o Conversão e Vida Religiosa: Após um encontro espiritual significativo, ele decidiu dedicar sua vida ao serviço religioso e ao auxílio dos necessitados. 3. Trabalho Religioso: o Ordem dos Frades Menores: Fabiano ingressou na Ordem dos Frades Menores, onde ficou conhecido por sua dedicação e caridade. o Auxílio aos Necessitados: Ele se destacou por seu trabalho incansável em ajudar os pobres e doentes, ganhando o respeito e a admiração de muitos. Fabiano de Cristo é lembrado por sua vida de serviço e amor ao próximo, sendo um exemplo de dedicação e compaixão. No mundo espiritual, Fabiano é um exemplo de dedicação e amor ao próximo, desempenhando um papel crucial na assistência aos Espíritos necessitados. Postos de atendimento ou resgate (Unidades de primeiro atendimento) O Centro Espírita 47
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    O Centro Espíritaé um espaço de trabalho espiritual que vai além das paredes físicas, atendendo tanto os encarnados quanto os desencarnados em suas necessidades e resgates. Os Centros Espíritas funcionam como postos de pronto atendimento e de resgate, onde Espíritos necessitados e sofredores são orientados e tratados para refazimento e reequilíbrio e, caso aceite são encaminhados pelas equipes de trabalho aos postos de auxílio ou diretamente para as colônias espirituais. Todo lugar, toda casa que tem um trabalho com a luz, de amor e fraternidade, existe ali uma unidade de primeiro atendimento e de resgate. (Centro espírita, casas espiritualistas, igrejas, sinagogas, templos budistas, os lares que fazem estudo do evangelho regularmente, etc) Os centros espíritas desempenham um papel fundamental no auxílio aos espíritos sofredores, oferecendo diversas práticas e atividades que visam o alívio e a elevação espiritual desses espíritos. Aqui estão algumas das principais formas como os centros espíritas ajudam: 1. Preces e Vibrações Positivas  A prece é uma ferramenta poderosa no Espiritismo. As orações direcionadas aos espíritos sofredores ajudam a elevar suas vibrações, proporcionando-lhes conforto e esperança. As preces mostram a esses espíritos que não estão esquecidos e que há pessoas que se importam com seu bem-estar. 2. Reuniões Mediúnicas  Durante as reuniões mediúnicas, médiuns treinados entram em contato com espíritos sofredores. Esses encontros permitem que os espíritos expressem suas dores e angústias, recebendo orientação e consolo dos médiuns e dos espíritos superiores presentes. Esse processo ajuda os espíritos a compreenderem sua situação e a buscarem a elevação espiritual. 3. Evangelização e Estudos Doutrinários  Os centros espíritas promovem estudos e palestras baseados nas obras de Allan Kardec e outros autores espíritas. Esses estudos são importantes tanto para os encarnados quanto para os desencarnados, pois oferecem ensinamentos sobre a vida espiritual, a lei de causa e efeito, e a importância do perdão e do amor ao próximo. 4. Passes e Tratamentos Espirituais  Os passes são uma forma de transmissão de energias positivas que ajudam a equilibrar o campo energético dos espíritos sofredores. Esses 48
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    tratamentos espirituais sãorealizados por médiuns capacitados e visam proporcionar alívio e fortalecimento espiritual. 5. Desobsessão  A desobsessão é um processo específico para tratar casos de obsessão espiritual, onde um espírito sofredor está influenciando negativamente um encarnado. Através de reuniões mediúnicas e preces, os espíritos obsessores são orientados e encaminhados para tratamento espiritual, promovendo a libertação do encarnado e a elevação do espírito obsessor. 6. Apoio e Consolo aos Familiares  Os centros espíritas também oferecem apoio e consolo aos familiares dos desencarnados, ajudando-os a lidar com a perda e a compreender a continuidade da vida após a morte. Esse apoio é fundamental para que os familiares possam enviar vibrações positivas aos espíritos sofredores, contribuindo para seu resgate e elevação. Essas práticas, realizadas com amor e dedicação, são essenciais para o resgate e a elevação dos espíritos sofredores, promovendo a paz e a harmonia tanto no plano espiritual quanto no material. “Se eu alguma vez vier a ser Santa, serei certamente uma santa da 'escuridão'. Estarei continuamente ausente do Céu para acender a luz daqueles que se encontram na escuridão na Terra.” (Madre Teresa de Calcutá) - Os Mensageiros – pág. 97 e 98 Diferença entre Umbral e Cidades Trevosas (letraespirita.blog.br) 8 REGIÕES TREVOSAS DO UMBRAL (recantodasletras.com.br) 49
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    A vida noumbral - Instituto Chico Xavier Mensagem - CONHEÇA 20 COLÔNIAS ESPIRITUAIS QUE ESTÃO SOBRE O BRASIL (mensagemespirita.com.br) O Espiritismo Segundo Allan Kardec: Colônia Raios do Amanhecer (espiritisosegundoallankardec.blogspot.com) 50
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    1.3 – FORMAE UBIQUIDADE DOS ESPÍRITOS 88 – Os Espíritos têm forma determinada, limitada e constante? Para vós, não; para nós, sim. O Espírito é, se quiserdes, uma chama, um clarão, ou uma centelha etérea. 88.a) - Essa chama ou centelha tem cor? Tem uma coloração que, para vós, vai do colorido escuro e opaco a uma cor brilhante, qual a do rubi, conforme o Espírito é mais ou menos puro. Allan Kardec: Representam-se de ordinário os gênios com uma chama ou estrela na fronte. É uma alegoria, que lembra a natureza essencial dos Espíritos. Colocam-na no alto da cabeça, porque aí está a sede da inteligência. COMENTÁRIOS: O Espírito é incorpóreo, por isso para nós não tem forma, mas para eles tem uma forma. Como não conseguimos compreender, os espíritos nos fornecem uma comparação mais fácil para o nosso entendimento, que seria como uma chama ou uma centelha (faísca). Ao médium vidente ou na materialização, o Espírito se apresenta através do períspirito. O que se vê é o períspirito e não o Espírito propriamente dito. O períspirito tem forma. (da última encarnação ou a forma que quiser, conforme o nível de elevação). O perispírito possui uma grande plasticidade. Diferente de nós que não podemos modificar o nosso corpo físico, o perispírito pode ser modificado. Quanto mais evoluído é o Espírito, maior sua luminosidade demonstra. Quanto menos evoluído, mas opaco e escuro, sem luminosidade. Os nossos sentidos apenas nos fazem conhecer uma ínfima parte da Natureza, porém que, além e aquém dos limites impostos às nossas sensações, existem sensações sutis, em número infinito. Na realidade essa resposta em relação à centelha, flama, brilho que pode ir do colorido escuro ao rubi são pálidas comparações, utilizando do conhecido para dar uma ideia de possível semelhança. Nosso Lar – Capítulo 33 / Os Mensageiros – Capítulo 32 Obreiros da Vida Eterna – Capítulo 3 51 LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS Capítulo I: Dos Espíritos
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    89 – OsEspíritos gastam algum tempo para percorrer o espaço? Sim, mas fazem-no com a rapidez do pensamento. 89.a) - O pensamento não é a própria alma que se transporta? Quando o pensamento está em alguma parte, a alma também aí está, pois que é a alma quem pensa. O pensamento é um atributo. COMENTÁRIOS: Evolução em dois mundos – pensamento O pensamento é energia e energia é matéria que está em alta vibração. O pensamento contínuo é conquista do ser humano e, justamente esse pensamento contínuo que caracteriza a capacidade de raciocínio, da razão, de discernimento. Esse pensamento contínuo é que nos coloca como seres racionais. Evolução em dois mundos – Fluido mental – matéria mais diáfana do fluído cósmico universal. Deslocamento dos espíritos na velocidade do pensamento é instantânea. Difícil de compreendermos. O Espírito gasta algum tempo para percorrer distâncias, no entanto, essa velocidade tem variações infinitas, de acordo com a evolução da alma. Não podemos determinar uma velocidade igual para todos os Espíritos, pois que cada um se encontra em uma faixa evolutiva. Considerando que a volitação depende de determinados processos interiores, que cada alma sabe usar para seu proveito próprio e em favor dos que carecem dos seus trabalhos espirituais. Nessa emergência, lembrei certa lição de Tobias, quando me dissera: “aqui, em Nosso Lar' nem todos necessitam do aeróbus para se locomoverem, porque os habitantes mais elevados da colônia dispõem do poder de volitação; e nem todos precisam de aparelhos de comunicação para conversar a distância, por se manterem, entre si, num plano de perfeita sintonia de pensamentos. Os que se encontrem afinados desse modo, podem dispor, à vontade, do processo de conversação mental, apesar da distância”. (Nosso Lar, pag. 167 – Cap 50: Cidadão do Nosso Lar) Existem determinados Espíritos tão materializados, que os seus meios de locomoção são os mesmos dos homens e, por vezes bem piores. O universo é uma casa grande, mas nem todos os Espíritos podem andar nos departamentos desta casa de Deus. Existem muitos limites, de acordo com a posição da alma na escala a que pertence. Há muitos Espíritos que, ao desencarnarem, não saem das casas onde viveram como encarnados; outros, ficam ligados aos despojos nos 52
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    cemitérios, e outros,ainda, ficam perambulando pelas ruas e lugares que se afinizaram com os seus sentimentos. O ódio em demasia faz pesar o corpo espiritual, assim como a inveja, o ciúme, a maledicência, o orgulho e o egoísmo, de modo que a volitação fica difícil para essas entidades, e os seus corpos ficam chumbados ao solo terreno. Há entidades altamente evoluídas, que viajam grandes distâncias com a velocidade do pensamento. O Espírito é uma chama divina, consciente, e o pensamento é seu atributo, cuja força pode levá-lo aonde quer que seja, desde que tenha condições para tais viagens. Encontramos Espíritos angélicos que escondem sua própria iluminação, para ajudar aos que se encontram nas sombras, sendo que seus poderes internos são os mesmos e podem, pelas forças adquiridas, conduzir muitas entidades, transportando-as das regiões inferiores para as casas de reajustamento espiritual. Em determinados casos, usam meios de locomoção primitiva, desde que achem conveniente tal meio. Igualmente existem aparelhos eletromagnéticos, no mundo dos Espíritos, que também são usados para esses trabalhos, sendo muito usados em assistência aos que sofrem e em transportes usuais. Se o Espírito evoluído rasga os espaços e tem a velocidade do pensamento, podemos raciocinar como Deus está em toda parte permanentemente e como Jesus está presente onde alguém se reúne em nome d'Ele, em qualquer lugar da Terra. Necessário se faz excluir da nossa rotina todos os sentimentos, como o ódio, o rancor, a mágoa, a inveja, o ciúme, a maledicência, o orgulho e o egoísmo, que nos impedem de crescer, de avançar, de tornarmos mais leves. Volitação – capacidade de voar Espíritos evoluídos – quanto mais evoluído, mais rápido e mais altura consegue pelo processo da volitação. Espíritos inferiores (moral) – podem até saber volitar, mas não atingem as alturas, volitam sempre baixo a pouca distância do solo. Não conseguem ascender como os Espíritos evoluídos que volitam nas alturas e com a velocidade do pensamento (relacionado à moralidade). 90 – O Espírito que se transporta de um lugar a outro tem consciência da distância que percorre e dos espaços que atravessa, ou é subitamente transportado ao lugar onde quer ir? 53
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    Dá-se uma eoutra coisa. O Espírito pode perfeitamente, se o quiser, inteirar- se da distância que percorre, mas também essa distância pode desaparecer completamente, dependendo isso da sua vontade, bem como da sua natureza mais ou menos depurada. COMENTÁRIOS: Na literatura espírita, especificamente, nas de André Luiz verificamos que os espíritos se deslocam de um lugar a outro de diversas maneiras diferentes: andando, caminhando em conjunto, volitando, em veículos coletivos, como o aeróbus, conforme a necessidade do deslocamento e conforme o nível de evolução do espírito. Alguns não conseguem volitar e outros que conseguem volitar mas não conseguem deslocar com a velocidade do pensamento. Em distâncias maiores os espíritos evoluídos conseguem se deslocar com a velocidade do pensamento que é muito maior que a velocidade da luz (300.000 km/s). A força que propulsiona esse deslocamento é a vontade. Pensou em determinado lugar e já está lá. Uma situação até incompreensível para nós. E ainda podem se inteirar de detalhes do percurso dessa caminhada. O nível de abstração é muito elevado. Da mesma forma que pela velocidade do pensamento, os Espíritos podem ir de um lugar a outro rapidamente sem se atentar para o espaço, para o tempo, para a distância que eles percorrem, eles podem fazer esse percurso de forma consciente sabendo todos os lugares pelos quais eles estão passando. Quanto mais evoluído é o Espírito mais conhecimento e discernimento desse processo ele tem. Esta chama de vida pode percorrer distâncias vertiginosas, sem perceber por onde passa, no entanto, se se dispõe a analisar os pormenores dos caminhos, tem capacidade para isso, desde que a sua evolução o permita. Tudo é possível, quando o Espírito tem as condições de pureza espiritual. O Espírito puro, quando deseja fazer viagens longas no seio do universo, entra em preparo espiritual. Desfaz-se dos invólucros mais grosseiros, aliando-se ao éter cósmico, onde poderá deslizar com uma velocidade que, em se comparando à luz, esta não passa de tartaruga. A mente humana não tem condições de analisar tal velocidade. Mas ele nunca faz tais viagens por distração: sempre a serviço do bem comum de todas as criaturas, ou em alto aprendizado espiritual. Se deseja observar as belezas universais, pode fazê-lo; senão, a sua mente poderosa o levará ao lugar idealizado, como se estivesse meditando, sem perceber a grande viagem. Os Mensageiros – Capítulo 15 – Pag. 95. 54
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    91 – Amatéria opõe obstáculo ao Espírito? Nenhum; eles passam através de tudo. O ar, a terra, as águas e até mesmo o fogo lhes são igualmente acessíveis. COMENTÁRIOS: A matéria não constitui obstáculo ao Espírito que pode, segundo seu grau evolutivo penetrar em tudo por um processo de desmaterialização ou afastamento das moléculas. São propriedades do perispírito: a penetrabilidade e a porosidade. O Espírito penetra em tudo, sem qualquer problema, basta ter conhecimento dessa propriedade (não depende da moralidade). Não existe obstáculo para o Espírito. Todos os corpos são porosos; não se tocando, suas moléculas podem dar passagem a um corpo estranho. A natureza etérea do perispírito permite ao Espírito - se presentes as necessárias condições mentais - atravessar qualquer barreira física. "Matéria nenhuma lhe opõe obstáculo; ele as atravessa todas, como a luz atravessa os corpos transparentes", anota KARDEC. "Daí vem que não há como impedir que os Espíritos entrem num recinto inteiramente fechado." Frequência vibratória – Princípio da incompatibilidade de frequências - o perispírito, vibrando em certa frequência, não seria afetado pelos obstáculos materiais, de natureza mais densa e, consequentemente, de vibração diferente, porque de frequência menor. É bom que compreendamos que estamos tratando do Espírito superior que, pela sua elevação, domina todos os obstáculos físicos. No que se refere aos Espíritos inferiores, a matéria pode ser obstáculo incalculável para eles, por se encontrarem materializados e, certamente, sem condições de atravessá-la, como os Espíritos puros, ou mais ou menos evoluídos. O Espírito mais grosseiro se reveste de um perispírito compatível com o seu estado evolutivo, e ao passar pelo fogo pode-se queimar, e em certos casos, ao entrar nas águas, dificilmente irá se sentir bem. As próprias paredes lhes servem de obstáculos. A chave da sua liberdade está na mente, ligada à emotividade: enquanto desconhecer esse poder grandioso, sofrerá muitas consequências, oriundas da ignorância. Para o Espírito primitivo, quase tudo serve de obstáculos, por vezes até o próprio ar, as tempestades, e mesmo o sol e a chuva. Todavia, o Espírito 55
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    superior aprendeu adominar certos obstáculos e continua estudando em busca da sua libertação definitiva. Os Mensageiros – Capítulo 37 – pág. 227-228 92 – Têm os Espíritos o dom da ubiquidade? Por outras palavras: um Espírito pode dividir-se, ou existir em muitos pontos ao mesmo tempo? Não pode haver divisão de um mesmo Espírito; mas, cada um é um centro que irradia para diversos lados. Isso é que faz parecer estar um Espírito em muitos lugares ao mesmo tempo. Vês o Sol? É um somente. No entanto, irradia em todos os sentidos e leva muito longe os seus raios. Contudo, não se divide. 92.a) - Todos os Espíritos irradiam com igual força? Longe disso. Essa força depende do grau de pureza de cada um. Allan Kardec: Cada Espírito é uma unidade indivisível, mas cada um pode lançar seus pensamentos para diversos lados, sem que se fracione para tal efeito. Nesse sentido unicamente é que se deve entender o dom da ubiquidade atribuído aos Espíritos. Dá-se com eles o que se dá com uma centelha, que projeta longe a sua claridade e pode ser percebida de todos os pontos do horizonte; ou, ainda, o que se dá com um homem que, sem mudar de lugar e sem se fracionar, transmite ordens, sinais e movimento a diferentes pontos. COMENTÁRIOS: Termo ubiquidade – Dicionário Aurélio: Característica do que existe ou está praticamente na maioria dos lugares; Onipresença; capacidade divina de estar, ao mesmo tempo, em todos os lugares. Tudo ocorre pelo pensamento. Pela projeção do pensamento o espírito é capaz de irradiar levando uma mensagem ou até mesmo a visualização da sua presença. 56
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    Isso não éuma divisão do espírito, mas uma projeção do espírito. Fato que ocorre somente com os espíritos mais evoluídos. Dessa forma o espírito evoluído pode projetar o seu pensamento, a sua comunicação em diversos locais no mesmo momento. Exemplo: Bezerra de Menezes – muitas vezes transmite mensagens em diversas casas espíritas no Brasil, muitas delas com reuniões em horários idênticos (à noite). Podemos comparar o Espírito a uma luz que consegue irradiar energia a vários pontoa ao mesmo tempo. Quanto maior a sua pureza, mais ele pode irradiar com igual força e potência. Jesus pela sua pureza pode estar em vários lugares ao mesmo tempo, repassando mensagem, se fazendo presente. Por essa mesma razão, Deus está presente em todo o Universo, por ser a suprema inteligência e a pureza máxima, Ele está em todos os lugares ao mesmo tempo. A sua força, a sua luz é tão grande que alcança toda a criação. - Aura de Jesus – o Sistema Solar - Aura de Deus – o Universo 57
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    1.4 – PERISPÍRITO 93– O Espírito, propriamente dito, nenhuma cobertura tem, ou, como pretendem alguns, está sempre envolto numa substância qualquer? Envolve-o uma substância, vaporosa para os teus olhos, mas ainda bastante grosseira para nós; assaz vaporosa, entretanto, para poder elevar-se na atmosfera e transportar-se aonde queira. Allan Kardec: Envolvendo o gérmen de um fruto, há o perisperma; do mesmo modo, uma substância que, por comparação, se pode chamar perispírito, serve de envoltório ao Espírito propriamente dito. COMENTÁRIOS: A palavra períspirito foi empregada pela primeira vez por Kardec, nesta questão 93. Mais tarde, os Espíritos Instrutores, endossando a designação, passaram a empregá-la regularmente. Tal denominação baseia-se na forma com que se apresenta esse complexo fluídico, envolvendo a alma.  André Luiz – psicossoma  Paulo de Tarso – Corpo espiritual - Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual. (1 Coríntios 15:44). Hoje, os autores dão aos três termos - perispírito, corpo espiritual e psicossoma - o mesmo sentido. (Zalmino Zimmerman) Perispírito – nome que foi dado por Kardec – é um corpo fluídico do qual o espírito se serve para poder se manifestar na matéria. O espírito muito diáfano e a matéria muito grosseira não teria condições do espírito influenciar diretamente no corpo. O perispírito é o corpo intermediário entre o corpo físico, extremamente denso e o Espírito que é uma espécie de energia, muito rarefeito. Ele serve como um elo, transmitindo as sensações do corpo físico ao espírito e vice- versa. Sendo um corpo intermediário, o perispírito tem um pouco de matéria e a sutileza do Espírito. O perispírito é a fôrma, matriz do corpo físico. O perispírito molda a forma do corpo físico. 58 LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS Capítulo I: Dos Espíritos
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    Perispírito – Éa substância que reveste o corpo espiritual e que permanece com o Espírito quando há a perda do corpo físico. Diante da sua propriedade física, os Espíritos têm condições de se transportarem através da volitação, pois o perispírito é vaporoso, menos denso, mais leve, permitindo ao Espírito se locomover de forma mais fácil. O perispírito, ou corpo fluídico dos Espíritos, é um dos produtos mais importantes do fluido cósmico; é uma condensação desse fluido em torno de um foco de inteligência ou alma. Já vimos que também o corpo carnal tem seu princípio de origem nesse mesmo fluido condensado e transformado em matéria tangível. No perispírito, a transformação molecular se opera diferentemente, pois o fluido conserva a sua imponderabilidade e suas qualidades etéreas. O corpo perispirítico e o corpo carnal têm, pois, origem no mesmo elemento primitivo; ambos são matéria, ainda que em dois estados diferentes. A Gênese – Capítulo XIV, item 7 – Pág. 204. Quando a alma está unida ao corpo, durante a vida, ela tem duplo invólucro: um pesado, grosseiro e destrutível — o corpo; o outro fluídico, leve e indestrutível, chamado perispírito. Há, pois, no homem três elementos essenciais: (Q. 135) 1º A alma ou Espírito, princípio inteligente em que residem o pensamento, a vontade e o senso moral; 2º O corpo, invólucro material que põe o Espírito em relação com o mundo exterior; 3º O perispírito, invólucro fluídico, leve, imponderável, servindo de laço e de intermediário entre o Espírito e o corpo. (O que é o Espiritismo? » Capítulo II - Noções elementares de Espiritismo » Dos Espíritos – itens 9 e 10) FUNÇÕES DO PERISPÍRITO  Função Instrumental Como se depreende de seu próprio conceito, a função primordial do perispírito é servir de instrumento à alma, em sua interação com os mundos espiritual e físico. Projeção energética da alma, aglutina em si a energia cósmica matriz, consolidando, já, uma estrutura de natureza física, que, a refletir, sempre, a fonte, serve como seu elemento de ligação com o meio que o cerca, de modo que não só possa nele agir, influenciando, como também, dele receber influência, em regime de trocas e aproveitamentos, em sua gloriosa caminhada evolutiva. 59
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    A função principaldo perispírito é servir de instrumento à alma em sua interação com as duas dimensões – mundo físico e mundo espiritual ou vice-versa, acompanhando o Espírito em suas diversas reencarnações no orbe em que se encontra.  Função Individualizadora O perispírito, corpo imperecível da alma, serve à sua individualização e identificação. A alma é única e diferenciada, e o perispírito, como seu envoltório perene, mostra-a, refletindo-a, assegurando-lhe a identidade exclusiva.  Função Organizadora A ação perispirítica é decisiva na formação do corpo, é por seu intermédio que a alma rege sua encarnação. Excessão: Natimortos Aparece especialmente notável no processo de reencarnação, em que o ritmo morfogenético, obedecendo aos impulsos psicossômicos de crescimento, leva à formação de um novo corpo físico que se estrutura rigorosamente de acordo com as características que marcam o corpo espiritual, modelo por excelência. A função organizadora do perispírito não diz apenas com a forma, mas, principalmente, com os diversos sistemas de sustentação psicofisiológica que regerão sua vida. Essa capacidade modeladora (ou plasmadora), varia de acordo com a evolução do Espírito, sendo certo que muita diferença há entre a encarnação de um Espírito superior e a de um que não o seja. André Luiz, por intermédio de Waldo Vieira, elucida: "Os Espíritos categoricamente superiores, quase sempre, em ligação sutil com a mente materna que lhes oferta guarida, podem plasmar por si mesmos e, não raro, com a colaboração de instrutores da Vida Maior, o corpo em que continuarão as futuras experiências, interferindo nas essências cromossômicas, com vistas às tarefas que lhes cabem desempenhar." ("Evolução em Dois Mundos". 13. ed., FEB, cit., p. 152: Cap. XIX). No outro extremo, estão os Espíritos "categoricamente inferiores" que, nos inícios da aprendizagem evolutiva, apresentam- se extremamente submissos ao comando biológico ditado pela hereditariedade. Na organização do novo veículo somático (provavelmente, a partir de células-tronco), especializam-se células, tecidos, órgãos e funções, a espelharem iguais estruturas e funções do perispírito, consolidando-se, afinal, sob o influxo da energia gerada pelos seus centros de força (ou centros vitais), poderosas usinas sustentadoras do metabolismo psicossômico. Na ausência do perispírito, pode acontecer que um organismo se desenvolva sem que chegue, todavia, a se tornar viável; fica sujeito à expulsão do vaso uterino, em qualquer tempo, ou, se alcança o processo de parto, nenhum sinal vital apresenta, como é o caso dos natimortos. O desenvolvimento fetal - que pode culminar, até, com a estruturação de um corpo, normalmente malformado - acontece, então, apenas por comando do automatismo biológico, construído pelos milênios de evolução. 60
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    É o perispíritoque no momento da reencarnação inicia o processo de formação e divisão celular, constituindo desde o blastocisto5 até a formação do corpo físico que se estrutura de acordo com as características genéticas e fenotípicas6 , bem como, o crescimento, envelhecimento e desencarne. Exceção: natimortos As doenças genéticas, de acordo com a programação reencarnatória, surgirão no devido tempo, assim como, as diversas patologias.  Função Sustentadora (Conservadora) O perispírito, impregnando-se de energia vital e transferindo-a paulatinamente, ao impulso da alma para o veículo físico, sustenta-o desde a formação até o completo crescimento, conservando-o, depois, na vida adulta, durante o tempo necessário. A ação sustentadora (conservadora) do perispírito, aliás, surge bem patente, por exemplo, no delicado e complexo processo da renovação celular. Sabido é que todas as células físicas são substituídas a cada ciclo de 7-8 anos, sem que, entretanto, seja alterada qualquer parte do corpo, conservando a pessoa, inclusive, os seus traços fisionômicos. Isso acontece graças à função de sustentação, do perispírito, que, potencialmente, garante e conserva a integridade do corpo físico - respeitada, é claro, a programação cármica de cada um, com os seus variados efeitos. Outro aspecto importante relaciona-se com a própria higidez física, mantida pela ação fundamental do sistema imunológico que, de sua vez, é sustentado pelo perispírito. O perispírito revestido da energia vital sustenta o corpo físico em todas as suas fases de formação e de desenvolvimento e dá continuidade ao processo nas reencarnações futuras do Espírito no planeta. É dessa forma que o perispírito está intimamente ligado molécula a molécula do corpo físico durante cada uma das reencarnações, somente se desligando no momento do desencarne e voltando a se ligar no próximo reencarne. OS CENTROS DE FORÇAS O períspirito é o corpo fluídico com o qual nos apresentam os espíritos desencarnados. E quando nós nos reencarnamos esse períspirito faz a ligação entre o espírito infinito e o corpo que servirá de vestimenta para mais uma experiência na carne. Ele traz elementos necessários para essa ligação, os chamados centros de forças como relata André Luiz ou chacras, como relatam outras doutrinas. São sete os centros de forças (Evolução em dois mundos). 5 - Primeiro estágio do desenvolvimento embrionário. 6 - Conjunto das características físicas e comportamentais do indivíduo. 61
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    Esses centros deforças são pontos em que o espírito se liga e na qual há a transferência de energia para o corpo físico e do corpo para o Espírito. 62
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     Centro Coronário O“Centro Coronário” está situado na região central do cérebro. Na sede da mente, centro que assimila os estímulos do Plano Superior. Segundo André Luiz, o Coronário é quem orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encarnada ou desencarnada. O “Centro Coronário” está, sutilmente, ligado a “Glândula Pineal ou Epífise”, a glândula mais alta do sistema endócrino, situada bem no centro da cabeça, logo abaixo dos dois hemisférios cerebrais. Este centro supervisiona os demais Centros Vitais que lhe obedecem ao impulso, procedente do Espírito. No Coronário temos o ponto de interação entre as forças do Espírito e as forças físiopsicossomáticas organizadas. Do Coronário parte a corrente de estímulos espirituais com ação difusível sobre a matéria mental que o envolve, transmitindo aos demais Centros da alma os reflexos vivos de nossos sentimentos, ideias e ações. • Localiza-se na região central do cérebro no alto da cabeça. • Recebe em primeiro lugar os estímulos do espírito, comandando os demais, vibrando todavia com eles em justo regime de interdependência. • Dele emanam as energias de sustentação do sistema nervoso e suas subdivisões, sendo o responsável pela alimentação das células do pensamento e o provedor de todos os recursos eletromagnéticos indispensáveis à estabilidade orgânica. • Grande assimilador das energias solares e dos raios da Espiritualidade Superior capazes de favorecer a sublimação da alma. • Plasma em nós mesmos os efeitos agradáveis ou desagradáveis de nossa consciência e conduta. 63
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     Centro Cerebralou Frontal O “Centro Cerebral” está situado na região central do cérebro, contíguo ao Coronário, com influência decisiva sobre os demais centros vitais. Segundo André Luiz, ele governa o córtice encefálico na sustentação dos sentidos, marcando a atividade das glândulas endócrinas, administrando o sistema nervoso, em toda a sua organização, coordenação e atividade. É o Chakra da visão espiritual, da intuição, da percepção, da aprendizagem, do conhecimento, da síntese intelectual e da responsabilidade, pelo qual se aprende e se guarda na memória as informações. • Localiza-se na região da fronte, da testa, entre os olhos. • Trabalha em sintonia com o centro coronário. O coronário fornece as energias e ele administra. • Coordena sentidos como a visão, a audição, o tato, e os processos de inteligência que estão ligados à palavra, à cultura, à arte, ao Saber. • Comanda também o núcleo endócrino referente aos poderes psíquicos com influência sobre os demais centros, assim administrando todo o sistema nervoso. • No campo mediúnico é responsável pela vidência, audiência e intuição.  Centro Laríngeo O “Centro Laríngeo” está situado em frente da garganta. É o responsável pela energização da boca, garganta e órgãos respiratórios. É o Centro da comunicação do ser humano no mundo. O “Centro Laríngeo” está ligado a “Glândula Tireóide”. É considerado também como um filtro energético que bloqueia as energias emocionais, para que elas não cheguem até os centros de forças da cabeça. • Localiza-se na garganta. • Tem ligação com as glândulas tireoide e paratireoide. • A tireoide regula a taxa do metabolismo e outros sistemas do corpo e paratireoide regula a concentração de cálcio no sangue. • Controla a respiração e a fonação, presidindo os fenômenos vocais. Psicofonia (mrdiunidade).  Centro Cardíaco O “Centro Cardíaco” está situado no centro do peito e é responsável pela energização do sistema cardiorrespiratório. É considerado o canal de movimentação dos sentimentos. O “Centro Cardíaco” está ligado a “Glândula Timo”. Bem desenvolvido, torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual. Por isso é o centro mais afetado pelo desequilíbrio emocional. O ódio gera uma energia viscosa e escura que adere no Centro peitoral como uma espécie de “piche consciencial”. 64
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    Quando ativado desenvolvetodo o potencial para o amor. Quando enfraquecido indica a necessidade de se libertar do egoísmo e de cultivar maior dedicação ao próximo. Este centro é, por excelência, o canal de toda transformação afetiva, em que o homem instintivo se transforma em espiritual. Todo amor, toda qualidade afetiva, todo idealismo por algo melhor está no centro de força do coração. Toda cura, todo toque terapêutico e toda assistência espiritual vibra nesse centro. • Localiza-se na altura do coração. • Ligado ao timo que é um órgão linfático responsável pelo sistema imunológico. • Influi sobre a circulação sanguínea. • Dirige e sustenta o serviço da emoção, do equilíbrio geral e da circulação das forças de base. • Transição dos centros de força superiores e inferiores. • Para o seu equilíbrio devemos desenvolver o amor, olhando o próximo como verdadeiro irmão.  Centro Esplênico O “Centro Esplênico” está situado na altura do baço. É um dos responsáveis pela vitalização do organismo humano, absorvendo as energias vibratórias. O “Centro Esplênico” é quem regula a circulação dos elementos vitais em todos os escaninhos do corpo, determinando as atividades do sistema hemático. Ligam-se ao “Centro Esplênico” as entidades (vampiros) que visam sugar a energia vital da criatura, em um sentido subjetivo mas de resultados objetivos. • Localiza-se na região do baço. • Determina todas as atividades em que se exprime o sistema hemático, regulando e distribuindo o volume sanguíneo em todo o corpo (produção e circulação do sangue). • Responsável pelo funcionamento do baço, pela formação e reposição das defesas orgânicas através do sangue. • Sua função mais importante repousa em absorver a vitalidade do campo energético, modificá-la e depois distribuir aos outros centros. • É o principal transmissor de energia vital para o corpo físico.  Centro Gástrico ou Plexo Solar O “Centro Gástrico” está situado na região Abdominal, sendo o responsável pela digestão dos alimentos, pelas emoções e pelo metabolismo. Quando muito energizado, indica que a pessoa é voltada para as emoções e prazeres imediatos. Quando fraco sugere carência energética, baixo magnetismo. Está ligado ao “Pâncreas”, que é uma Glândula do sistema digestivo e endócrino. Bem desenvolvido, facilita a percepção das energias ambientais. Quando está bloqueado, causa enjoo, medo ou irritação. 65
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    É um centrode grande capacidade ectoplásmica. E tem alta ressonância com as energias da natureza em geral. • Localiza-se um pouco acima do umbigo, no plexo solar. • Controla a digestão e absorção dos alimentos, pesados ou não, que representam concentrados fluídicos penetrando na organização física.  Centro Genésico O “Centro Genésico” está situado abaixo do umbigo sendo o responsável pela energização geral do organismo, por ele penetram as energias cósmicas mais sutis, que a seguir são distribuídas pelo corpo. O descontrole deste campo, com o desvirtuamento de sua santificada missão, impede visão mais ampla sobre as graves faltas cometidas. O aborto criminoso afeta sobremaneira o centro de força genésico, pelas frustrações futuras, e mais o cardíaco, o esplênico e o cerebral, que também são envolvidos. (Cap. XIV – pág. 196 - Evolução em dois mundos e Ação e reação, pg. 210 refere se ao genésico) É neste centro que o perispírito do reencarnante sofre a influência de fortes correntes elotromagnéticas que lhe impõem a redução automática, experimenta expressiva contração, à maneira do indumento de carne sob carga elétrica de elevado poder (Cap. XXIX – pag.179 - Entre a Terra e o Céu). • Localiza-se na região do baixo ventre. • Regula as atividades ligadas ao sexo • Responsável pelo funcionamento dos órgãos da reprodução, bem como, pelas emoções sexuais e energias criativas. • Guia a modelagem de novas formas entre os homens com vistas ao trabalho, à associação e à realização entre as almas. • É o templo modelador de formas e estímulos. O períspirito é um corpo organizado não morre com o corpo orgânico e demora-se na região que lhe é própria de acordo com seu peso e evolução. Cada vez que o Espírito se depura, evolui, o períspirito se eteriza. No Espiritismo, o conceito de perispírito não se limita apenas aos seres humanos. Segundo Allan Kardec, todos os seres vivos possuem um perispírito, que é um corpo fluídico ou espiritual que envolve o espírito. Este corpo intermediário liga o espírito ao corpo físico e é responsável pela transmissão das sensações e da vontade do espírito para o corpo. Portanto, animais e outros seres vivos também possuem um perispírito, embora a complexidade e a evolução deste possam variar de acordo com o nível de desenvolvimento espiritual de cada ser. 66
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    94 – Deonde tira o Espírito o seu invólucro semimaterial? Do fluido universal de cada globo, razão por que não é idêntico em todos os mundos. Passando de um mundo a outro, o Espírito muda de envoltório, como mudais de roupa. 94.a) - Assim, quando os Espíritos que habitam mundos superiores vêm ao nosso meio, tomam um perispírito mais grosseiro? É necessário que se revistam da vossa matéria, já o dissemos. COMENTÁRIOS: O perispírito é formado pelo fluido universal de cada globo. Globos mais materiais, o perispírito das pessoas que habitam aquele globo vai ser mais material. Os mundos mais evoluídos têm também um fluido universal mais rarefeito, portanto, o perispírito das pessoas que habitam esses mundos mais evoluídos também é mais rarefeito. Quando a Espiritualidade superior eventualmente vem ao nosso planeta para nos ajudar, para trabalhar, para nos amparar e auxiliar nesse progresso, eles adaptam o seu perispírito. Eles não podem permanecer com o perispírito da forma que eles têm no plano superior porque é incompatível com o nosso globo. Não é que eles ficam sem perispírito, eles se adaptam. Eles agregam partículas do fluido universal do globo para onde estão indo para modificar a estrutura do seu perispírito. O perispírito deles foi formado com o fluido cósmico da Terra assim como o nosso, mas eles utilizaram as partículas mais nobres e sutis para o seu perispírito, diferente de nós. Cada planeta que orbita no Universo tem as suas peculiaridades, suas características próprias, sendo a matéria diferente da matéria que conhecemos aqui no nosso planeta. Em alguns é mais rude, em outros é mais leve, de acordo com o grau de evolução moral dos seus habitantes. Embora a matéria sendo diferente, todas elas provêm do fluido cósmico universal, daí em cada planeta essa matéria se diferencia de acordo com as condições ou necessidades de aprendizado dos espíritos que ali vivem reencarnados ou desencarnados. Como a utilidade do perispírito é proporcionar ao espírito a manifestação ali naquele planeta, ele tem que guardar uma sintonia com a matéria daquele planeta. Por isso quando um espírito vai de um planeta para outro, seja por visitação, ou para viver lá como ser reencarnado, ele se desveste da matéria o planeta de origem e vai vestir o períspirito de acordo com a matéria 67
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    específica do planetapara onde ele está indo. Se for retornar, tem que fazer a mesma coisa na volta. O perispírito é, pois, uma roupa do Espírito, trocável, igual às roupas humanas, diferenciando-se das vestes terrenas pela sua estrutura, na capacidade de assimilar e de obedecer à vontade do Espírito. Em comparação às da Terra, tem uma natureza divina. É como trocar de roupa. Por exemplo: sair de um lugar quente para uma região fria ou ir para o setor de trabalho, para uma festa, para o campo, etc. O perispírito de todos os habitantes de um mesmo planeta também não é igual, pois quanto mais evoluído é o Espírito, mais ele utiliza partículas sutis do fluido cósmico universal daquele globo para formar o seu perispírito. Exemplo: O perispírito de Jesus, de Chico Xavier, de Francisco de Assis era muito mais purificado do que o nosso. Obreiros da vida eterna – Capítulo 03: O sublime visitante – pág. 39. 95 – O invólucro semimaterial do Espírito tem formas determinadas e pode ser perceptível? Tem a forma que o Espírito queira. É assim que este vos aparece algumas vezes, quer em sonho, quer no estado de vigília, e que pode tomar forma visível, mesmo palpável. COMENTÁRIOS: Sua natureza semimaterial é que lhe permite ser assim flexível, expansível segundo a vontade do Espírito que pode dar-lhe a aparência que queira. Sem períspirito, o Espírito propriamente dito, em virtude da sua natureza etérea, não pode atuar sobre o corpo físico – precisa desse elemento intermediário que o liga a ele. O períspirito tem a mesma forma da pessoa enquanto encarnada. Para o ser desencarnado também estará com esse mesmo períspirito acompanhando a forma de quando encarnado, mas se for um espírito mais evoluído intelectualmente poderá se apresentar de diversas formas devido à grande plasticidade do períspirito, conforme a sua vontade e os seus desejos, caso tenha conhecimento para isso. 68
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    Muitas vezes oser desencarnado se apresenta com a aparência perispiritual de acordo com as pessoas que vão vê-lo para que se reconheça, ou de acordo com a necessidade que o momento exige. Como também pode se apresentar com a aparência de uma reencarnação anterior, conforme o seu desejo. É o desejo, a vontade do espírito que promove essa mudança na forma de aparência do períspirito. Não são todos os desencarnados que podem facilmente promover essa mudança, apenas aqueles que tem algum conhecimento para promover isso. Porém, o conhecimento (elevação intelectual) nem sempre é acompanhada pela elevação moral, por isso pode ocorrer de muitos espíritos ainda não elevados moralmente, podem apresentar aos médiuns videntes com aparências de anjos ou com a aparência de espíritos conhecidos. Contudo, se eles podem modificar a sua aparência não podem modificar sua vibração inferior. É através dessa vibração inferior que o médium tem condições de avaliar o espírito que está se mostrando a ele naquele momento. Ex: As caravanas que visitavam Chico Xavier (mesmo sem vê-lo) sentiam a sua vibração. A força da vibração. Há pessoas que gostamos, nos sentimos bem em estar na companhia. Assim também é com os espíritos. Se eles podem enganar pela vidência, mas não pela vibração. A vibração é a força do pensamento e do sentimento que temos no coração. Isso não dá para camuflar. A vibração é o verdadeiro retrato daquilo que exatamente somos (encarnados ou desencarnados) O perispírito não tem forma, no entanto, ele é obediente à determinação do Espírito, e conserva aquela que o Espírito lhe dá, inspirado na forma esquematizada pelos instrutores da humanidade, que se reflete no corpo físico. Assim como o perispírito toma as dimensões engendradas pelo Espírito, o corpo físico obedece às regras do perispírito na sua formação congênita. Emmanuel, conhecido como o guia espiritual de Chico Xavier, teve várias reencarnações ao longo dos séculos. Algumas das mais conhecidas incluem: 1. Públio Lentulus - Um senador romano na época de Jesus Cristo. 2. Nestório - Um escravo cristão no século II. 3. Basílio - Um filósofo no século III. 4. São Remígio - Bispo de Reims nos séculos V e VI. 5. Padre Manoel da Nóbrega - Um jesuíta português que veio ao Brasil no século XVI. 69
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    6. Padre Damiano- Um sacerdote no século XVII. 7. Jean Jacques Turville - Um educador no século XVIII. 8. Padre Amaro - Um sacerdote no Brasil nos séculos XIX e XX. Essas reencarnações mostram a trajetória de Emmanuel em diferentes papéis e épocas, sempre com o objetivo de aprendizado e evolução espiritual. Emmanuel se apresentava a Chico Xavier com a aparência de Públio Lentulus. Nessa questão a Espiritualidade nos informa sobre a propriedade do perispírito, por exemplo, a propriedade plástica, na qual estudos desenvolvidos por autores desencarnados e encarnados identificam, já, com bastante nitidez, certas qualidades inerentes ao perispírito. Assim, podem ser catalogadas como suas, as seguintes propriedades:  Plasticidade – O perispírito, extensão da alma, é o eterno espelho da mente, moldando-se de acordo com seu comando plasticizante. Responsável pela forma que assume. O Espírito pode adotar a forma externa que ele desejar, conforme o pensamento e a vontade, ele imprime no perispírito a forma que ele deseja. Tem certos limites, pois depende da capacidade intelectual. Independe da elevação moral. Adota a forma conforme suas vivências anteriores e atual (realidade íntima) Retratilidade perispiritual: 1. - Ovóidização – Perde a forma humana quando imerso em um monoideísmo (fixação mental em uma só ideia). Chegado o momento, reinicia-se o ciclo reencarnatório e, sob a proteção das vestes carnais, o Espírito consegue, pouco a pouco, expandir-se, com o perispírito readquirindo forma e regularidade de funções, ainda que através de dolorosas etapas de recondicionamento e cura. 2. - Processo reencarnatório – aproximando- se o momento da reencarnação, o Espírito reencarnante entra em gradativo processo de redução psicossômica, o qual acontece concomitantemente com a diminuição da consciência de si (esquecimento). Desencadeado, com a concepção, o processo morfogênico, e ligado o Espírito ao embrião, cujo desenvolvimento passa a influenciar, desenvolve-se fenômeno inverso: o perispírito passa a expandir-se, moldando e sustentando o novo organismo em crescimento. Adaptação perispiritual: 1. - Diminuição da luminosidade – reduz sua própria luminosidade assumindo aspectos que possam combinar com as regiões e as almas 70
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    que merecem seuserviço socorrista, afastando resistências e inquietações desnecessárias. Fenômeno ideoplástico: Criação das mais variadas formas, tangíveis ou não, sustentadas pela ação mental consciente ou inconsciente. Há uma variedade de fenômenos tão numerosos, quanto complexos. - Zoantropia, Licantropia – Obsessores podem levar suas vítimas, por sugestão hipnótica, a assumir as mais grotescas formas ou posturas animais. - Transfiguração – O perispírito do médium recebe a influência modeladora do Espírito comunicante, alterando, momentaneamente, seus traços fisionômicos. - Fotografia transcendente – O Espírito deixa-se fotografar com a forma que assume, às vezes até involuntariamente -, mostrando, ou não, o corpo inteiro.  Densidade – O perispírito, agente da alma, não deixa de ser matéria, ainda que de natureza quintessenciada. Como tal, apresenta uma certa densidade, que se relaciona com o grau de evolução da alma. Quanto menor a densidade do perispírito, menor seu peso e maior a luminosidade. Varia de acordo com a evolução do espírito, sendo mais sutil nos espíritos mais elevados.  Ponderabilidade – Formado de matéria sutil, quintessenciada, o corpo espiritual, sob o aspecto físico, seria praticamente imponderável. Porém, na dimensão espiritual, cada organização perispirítica tem o seu peso específico, que varia de acordo com a sua densidade, conforme a moralidade do espírito. O perispírito obedece a leis de gravidade, no plano a que se afina. Tem o seu peso específico, de acordo com a sua densidade, conforme a moralidade do espírito.  Luminosidade – desponta como uma característica muito pessoal do Espírito. A luz irradiada por um Espírito será tanto mais viva, quanto maior o seu adiantamento. O espírito é o seu próprio farol. Pode emitir luz, que é mais intensa nos espíritos mais evoluídos.  Sensibilidade global – Quando encarnado, o Espírito recolhe impressões por meio de vias especializadas que compõem os órgãos dos sentidos, sem o corpo físico, sua capacidade de perceber amplia-se extraordinariamente: livre das peias somáticas, a percepção do meio que o 71
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    envolve já nãodepende dos canais nervosos materiais, acontecendo uma percepção que o Espírito realiza com todo o seu ser. Excepcionalmente, a sensibilidade global do perispírito pode exteriorizar-se mesmo estando o Espírito encarnado. Fenômenos de transposição de sentidos.  Sensibilidade magnética – O períspirito é um campo de força que sustenta uma estrutura semimaterial, apresentando sensível à ação magnética. Espírito suscetível às influências da energia ambiental que o envolve (psicosfera) e é essa propriedade que lhe permite absorver, assimilar - e, também, transmitir - a energia espiritual que capta ou recebe. Processo do passe: o Espírito, acumulando energia e estimulando a sensibilidade do médium, conjuga suas forças com a deste - psíquicas e vitais - para a transmissão dos recursos de cura. Capacidade de sentir e reagir a estímulos, tanto físicos quanto espirituais.  Penetrabilidade – A natureza etérea do perispírito permite ao Espírito - se presentes as necessárias condições mentais - atravessar qualquer barreira física. Porosidade da matéria, diferentes frequências vibratórias. Pode atravessar a matéria física.  Visibilidade – O perispírito é completamente invisível aos olhos físicos. Não o é para os Espíritos. Os menos adiantados percebem o corpo espiritual de seus pares, captando-lhe o aspecto geral. Já os Espíritos Superiores, podem perscrutar a intimidade perispirítica de desencarnados de menor grau de elevação, bem como a dos encarnados, observando-lhes as desarmonias e as necessidades. Pode tornar-se visível aos olhos humanos em certas condições. "O mundo se encontra cheio de coisas materializadas, em todas as faixas de vida. No entanto, os Espíritos Superiores empenham-se em se materializarem, quando oportuno, para os homens, para que eles vejam e despertem para a fé na vida, que continua sempre, nas variadas dimensões do existir. "Quantas vezes tivemos a felicidade de pegar nas mãos humanas, fazendo-nos visíveis para os nossos irmãos da Terra, saudando-os com o nosso gesto de alegria, complemento divino do amor". "Muitos duvidaram da nossa presença, mas muitos ainda conservam na lembrança e no coração a nossa palavra, como serva de Jesus. Mesmo com nossas deficiências, o nosso ideal era e é de servir, com prazer de ser útil". IRMÃ SCHEILLA  Corporeidade: Mantém a forma humana, refletindo a última encarnação do espírito. 72
  • 73.
     Tangibilidade –O perispírito, com o devido suporte ectoplásmico, pode tornar-se materialmente tangível, no todo ou em parte. Pode ser percebido pelo tato em algumas circunstâncias.  Expansibilidade – O perispírito, intrinsecamente indivisível, pode, conforme suas condições, expandir-se, aumentando, inclusive, o campo de percepção. A expansibilidade perispirítica está na base dos principais processos mediúnicos; haja vista, por exemplo, que é a exteriorização do psicossoma que permite ao vidente a captação da realidade espiritual e que, também, graças a essa propriedade, é que se torna possível o contato perispírito a perispírito, que marca o fenômeno da incorporação. Pode expandir-se e contrair-se conforme necessário.  Bicorporeidade – O perispírito do encarnado desliga-se parcialmente do seu corpo físico e, enquanto este permanece adormecido em um local, o Espírito se desloca no espaço, tornando-se visível em outra localidade, às vezes muito distante de onde está o seu corpo. A visibilidade pode ser rápida e fugaz, ou nítida e prolongada, suscetível de ser visto e, até, tocado. O Espírito do encarnado se desloca no espaço, tornando-se visível em outra localidade, distante do seu corpo físico.  Unicidade – A estrutura perispirítica como reflexo da alma, é única como esta. Não há perispíritos iguais, como a rigor, inexistem almas idênticas. Obviamente, no decorrer do processo evolutivo diminuem as diferenças e cresce a harmonização entre as almas, sem que entretanto, a individualidade, deixe de ser preservada, no "grande todo". Mantém a individualidade do espírito.  Perenidade – O perispírito tem a marca da perenidade, sendo indestrutível como a própria alma. Por espírito deve-se entender a alma revestida de seu envoltório fíuídico, que tem a forma do corpo físico e participa da imortalidade da alma, de que é inseparável. É duradouro, acompanhando o espírito em suas várias encarnações.  Mutabilidade – Esse corpo fluídico não é imutável; depura-se e enobrece-se com a alma; segue-a através das suas inumeráveis encarnações; com ela sobe os degraus da escada hierárquica, torna-se cada vez mais diáfano e brilhante para, em algum dia, resplandecer com uma luz radiante. Pode mudar de forma e aparência conforme a necessidade. 73
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     Capacidade refletora– O corpo espiritual, extensão da alma que é, reflete contínua e instantaneamente os estados mentais. Aura e dimensão física (fisiologia dos centros vitais). Reflete o estado mental e emocional do espírito.  Odor – O perispírito, a refletir-se na aura, caracteriza-se, também, por odor particular, facilmente perceptível pelos Espíritos. Pode emitir odores que refletem o estado do espírito.  Temperatura – É lícito cogitar-se da possibilidade de que o perispírito também mostre uma espécie de temperatura própria, relacionada, naturalmente, com o grau de evolução do Espírito. Trata-se de tema a ser, ainda, investigado, mas suscetível de comparecer, no futuro, com força maior do que uma simples hipótese. Pode variar em temperatura, refletindo o estado do espírito. Essas propriedades permitem que o perispírito desempenhe um papel crucial na interação entre o espírito e o corpo físico, além de facilitar a comunicação entre os planos espiritual e material. 74
  • 75.
    Leitura complementar: Teoria doscampos morfogenéticos A teoria dos campos morfogenéticos foi proposta pelo biólogo Rupert Sheldrake na década de 1980. O campo morfogenético, proposto pelo biólogo inglês Rupert Sheldrake, é um conceito que se refere a um campo de informação não físico (invisível) que organiza a estrutura, a forma e o comportamento dos sistemas vivos. Segundo essa teoria, cada sistema, seja ele biológico, social ou familiar, possui um campo morfogenético único que influencia e é influenciado pelos padrões e dinâmicas presentes nesse sistema. Esses campos são responsáveis por organizar a forma e o desenvolvimento dos organismos, atuando como um tipo de “memória coletiva” que influencia como as células se desenvolvem e se diferenciam. Por exemplo, durante o desenvolvimento embrionário, um campo morfogenético pode guiar as células a se organizarem de maneira a formar um órgão específico. Embora a teoria dos campos morfogenéticos não seja amplamente aceita na comunidade científica, ela oferece uma perspectiva interessante sobre como os organismos podem desenvolver formas e comportamentos complexos sem depender apenas da informação genética. Princípios Básicos 1. Campos Morfogenéticos: Esses campos são responsáveis pela forma e estrutura dos organismos. Eles são considerados como padrões de organização que influenciam o desenvolvimento e o comportamento dos seres vivos. 2. Ressonância Mórfica: Sheldrake sugere que existe uma “memória coletiva” na natureza. Isso significa que os padrões de comportamento e forma são transmitidos através do tempo e espaço por meio de uma ressonância entre organismos semelhantes. 3. Influência Não-Local: A teoria propõe que os campos morfogenéticos não estão limitados pelo espaço e tempo, o que significa que a influência pode ocorrer instantaneamente e à distância. Exemplos e Aplicações  Desenvolvimento Embriológico: Sheldrake argumenta que os campos morfogenéticos ajudam a explicar como células embrionárias se organizam em formas complexas durante o desenvolvimento.  Comportamento Animal: A teoria também é usada para explicar comportamentos instintivos em animais, sugerindo que esses comportamentos são influenciados por campos morfogenéticos. Controvérsias A teoria dos campos morfogenéticos é altamente controversa e tem sido amplamente criticada pela comunidade científica, principalmente devido à falta de evidências empíricas robustas e à dificuldade de testar suas previsões de maneira rigorosa. 75
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    1.5 – DIFERENTESORDENS DE ESPÍRITOS 96 – São iguais os Espíritos, ou há entre eles qualquer hierarquia? São de diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado. COMENTÁRIOS: Assim como na Terra, há pessoas mais evoluídos e menos evoluídos, seja no conhecimento, no campo das profissões ou no campo da moral, pois cada um com sua experiência é herdeiro do seu próprio passado. No mundo espiritual não é diferente. Os Espíritos têm experiências diversas uns dos outros, portanto, inigualavelmente único. A organização social da Terra é uma cópia malfeita da organização social do mundo espiritual. No mundo espiritual, há colônias e nessas colônias há instituições que para bem funcionarem necessitam ter uma organização, na qual tem que haver uma hierarquia fundamentada em responsabilidades que cada qual assume na direção das tarefas que lhes compete. Ex: Colônia Nosso Lar No Nosso Lar tem o governador e seis ministérios: União Divina, Elevação, Esclarecimento, Comunicação, Auxílio e Regeneração. O plano piloto tem a forma de uma estrela de seis pontas - cada uma relacionada a um dos ministérios. Um muro com cerca eletromagnética protege a colônia de ataques dos espíritos que moram no Umbral e são organizados. Além da Governadoria e dos Ministérios, possui hospitais, câmaras de retificação, vigilantes, etc. Cada uma dessas repartições tem o seu responsável, o seu orientador, seus auxiliares, etc. cada qual respeitando a hierarquia. A diferença entre a hierarquia do mundo espiritual e a hierarquia que se estabelece nas instituições terrenas é que aqui a hierarquia se estabelece pelo poder intelectual, pelo poder monetário ou aquisitivo, pela indicação, pelo voto, etc. em que a pessoa vai ocupando cargos de acordo com essas posições. Lá no mundo espiritual existe apenas um critério para que a pessoa assuma determinado cargo: a sua evolução moral e a sua capacidade de trabalho. No Nosso Lar, o governador é o que mais trabalha. Ele que mais ganha? Não. Essa hierarquia existe só por uma questão de logística para regular o funcionamento das instituições. Não que trabalho de um é mais importante 76 LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS Capítulo I: Dos Espíritos
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    que o dooutro. André Luiz nos fala do bônus-hora que é um padrão monetário que vige em Nosso Lar, mas não chega a ser um padrão monetário como nós conhecemos por aqui, pois lá as aquisições praticamente são desnecessárias, mas é o fruto que cada um vai recebendo para poder adquirir um local para estabelecer a residência da sua família. E para qualquer Espírito que trabalhe em qualquer hierarquia, em qualquer função, ele terá um bônus para cada hora trabalhada. Hierarquia – disciplina – organização militar (milenar) – respeito aos princípios 97 – As ordens ou graus de perfeição dos Espíritos são em número determinado? São ilimitadas em número, porque entre elas não há linhas de demarcação traçadas como barreiras, de sorte que as divisões podem ser multiplicadas ou restringidas livremente. Todavia, considerando-se os caracteres gerais dos Espíritos, elas podem reduzir-se a três principais. Na primeira, colocar-se-ão os que atingiram a perfeição máxima: os puros Espíritos. Formam a segunda os que chegaram ao meio da escala: o desejo do bem é o que neles predomina. Pertencerão à terceira os que ainda se acham na parte inferior da escala: os Espíritos imperfeitos. A ignorância, o desejo do mal e todas as paixões más que lhes retardam o progresso, eis o que os caracteriza. COMENTÁRIOS: A natureza não dá saltos. O progresso de cada ser, de cada Espírito ocorre por um processo passo a passo, aprendendo um pouquinho a cada dia, a cada reencarnação, progredindo infinitamente na sua ascensão espiritual. Comparação com as classes sociais. É difícil definir em qual classe pertence determinada pessoa. Na espiritualidade essa colocação é ainda mais difícil. Entre uma classe e outra há uma infinidade de gradação. É muito sutil essa divisão. Uma pessoa/Espírito que está saindo de uma classe e entrando em outra não é de forma brusca, mas de forma natural, lenta e proporcional. (É como as cores do arco-íris). Pela infinidade de espíritos encarnados e desencarnados na escala evolutiva, não há como definir em escalas absolutas determinada quantidade de espíritos, tendo cada um a sua jornada evolutiva naquele local. 77
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    Essa divisão emtrês ordens é uma divisão puramente didática para apenas nos auxiliar na compreensão da posição da espiritualidade. Sabendo que essa posição é transitória. Aqui no planeta, nos encontramos na terceira ordem, porque somos ainda espíritos imperfeitos, às vezes nos damos um relance de bem tentando entrar na segunda ordem, mas depois voltamos para a terceira ordem. Há exceções, pois há espíritos entre nós para nos auxiliar na evolução, nos fornecendo com seu exemplo, seus conselhos, seu direcionamento e que estaria, provavelmente, na segunda ordem. Porém nós, a maioria, ainda transitamos como espíritos imperfeitos, erramos por omissão, por nossa ignorância. Mas estamos em busca do progresso. Cada um está de acordo com o seu momento de aprendizagem e Deus nos ama como somos e nos fornece as oportunidades para avançarmos sempre. As ordens espirituais são fases de aprendizagem. Ex: Pré-escola – faculdade. O importante não é nos preocuparmos em que classe nós estamos, mas preocuparmos para trabalharmos o nosso interior, a nossa reforma íntima, procurando sermos melhores diariamente e, quando percebermos já estaremos mais próximos de Deus e da perfeição que é a nossa meta. Reflexão: O que preciso fazer para avançar? Onde estou falhando? 98 – Os Espíritos da segunda ordem, para os quais o bem constitui a preocupação dominante, têm o poder de praticá-lo? 78
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    Cada um delesdispõe desse poder, de acordo com o grau de perfeição a que chegou. Assim, uns possuem a ciência, outros a sabedoria e a bondade. Todos, porém, ainda têm que sofrer provas. COMENTÁRIOS: Mesmo os Espíritos da segunda ordem, nos quais predomina o desejo de fazer o bem, buscam praticar e vivenciar o Evangelho em suas vidas, ainda não são perfeitos. Precisam ainda se depurar. Há os que possuem a ciência, outros a sabedoria, outros a bondade e, ainda há os Espíritos superiores que possuem todas essas virtudes, mas estão ainda no seu caminho evolutivo, estão evoluindo até que se tornem puros. Provavelmente, há uma grande variação nessa escala. Alguns acabaram de entrar nessa segunda ordem, outros quase se tornando espíritos perfeitos. Uns se aperfeiçoam mais na área intelectual, outros se aperfeiçoam na área da emoção e da moral. O conhecimento humano hoje com a evolução da ciência e da tecnologia tem uma enorme variedade, mas no campo moral também são inúmeras as nossas possibilidades de aprendizado. Toda realização no bem pode ser considerado um trabalho. Todo trabalho promove o progresso. Desde uma oração até as mais complexas realizações do ser humano ou do Espírito desencarnado, desde que destinado ao bem é considerado trabalho. É pelo trabalho no bem é que vamos adquirindo de fato a nossa evolução. Aquele desejo de construir o bem, tem que ser para nós encarnados, materializados através do trabalho que possamos realizar. E para os Espíritos desencarnados também ele vai se efetivar através do trabalho que eles possam realizar, cada um conforme as suas possibilidades e oportunidades. Questão 204 do livro O Consolador. 204 –A alma humana poder-se-á elevar para Deus, tão-somente com o progresso moral, sem os valores intelectivos? O sentimento e a sabedoria são as duas asas com que a alma se elevará para a perfeição infinita. No círculo acanhado do orbe terrestre, ambos são classificados como adiantamento moral e adiantamento intelectual, mas, como estamos examinando os valores propriamente do mundo, em particular, devemos reconhecer que ambos são imprescindíveis ao progresso, sendo justo, porém, considerar a superioridade do primeiro sobre o segundo, porquanto 79
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    a parte intelectualsem a moral pode oferecer numerosas perspectivas de queda, na repetição das experiências, enquanto que o avanço moral jamais será excessivo, representando o núcleo mais importante das energias evolutivas. DUAS ASAS DA EDUCAÇÃO ESPÍRITA Geziel Andrade Certa vez, um discípulo chegou na presença de seu Mestre e lhe perguntou: - Mestre, o que devo fazer para que a minha alma alcance a presença de Deus, tão logo haja a morte do meu corpo material? O Mestre, de imediato, respondeu-lhe: - Você precisa adquirir duas asas. Serão elas que conduzirão naturalmente a sua alma à presença de Deus. A primeira asa é a da SABEDORIA. E a segunda asa é a do AMOR. E ante à surpresa do discípulo, o Mestre continuou: - Se você conquistar apenas uma dessas duas asas, a sua alma não conseguirá alçar o voo que pretende realizar. Como o discípulo permanecesse com um olhar indignado, o Mestre continuou: - Para você adquirir a asa do amor, você precisa colocar a bondade e a fraternidade no seu coração e passar a prestar serviço útil e desinteressado aos semelhantes. Para você conquistar a asa da sabedoria, você precisa da autoeducação, da acumulação de experiências e da busca de conhecimentos elevados. Somente assim, durante a sua vida material, a sua inteligência será bem empregada; e o seu saber será aplicado com bons sentimentos e nobreza moral. Então, o Todo-poderoso terá grande satisfação em receber a sua alma, quando ela deixar a vida terrena. O discípulo, surpreendido com o que ouvira, afastou-se de cabeça baixa, revelando claramente que estava consciente de que tinha grande desafio a vencer. As duas asas: um pássaro não alça voo se não tiver as duas asas sadias. Temos que ter a asa do conhecimento, do intelecto, mas também a asa do equilíbrio emocional, da moral para que possamos alçar o nosso voo rumo à evolução intelectual, moral e espiritual. 99 – Os da terceira categoria são todos essencialmente maus? Não; uns há que não fazem nem o mal nem o bem; outros, ao contrário, se comprazem no mal e ficam satisfeitos quando se lhes depara ocasião de praticá-lo. Há também os levianos ou estouvados, mais perturbadores do que 80
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    malignos, que secomprazem antes na malícia do que na malvadez e cujo prazer consiste em mistificar e causar pequenas contrariedades, de que se riem. COMENTÁRIOS: Mesmo dentro de cada uma das três escalas de Espíritos apresentadas por Kardec, há muitas diferenças entre os Espíritos. Muitos estão na terceira ordem por ignorância, ainda não aprenderam estar no caminho do bem, outros se sentem felizes em fazer o mal, gostam de conviver com o mal, com a violência, sentem prazer nisso, alguns chegam aspirar coisas melhores e chegam até mesmo a desejar o bem, o que falta nestes últimos é a perseverança, pois qualquer obstáculo acabam retornando. O importante é saber que todos os Espíritos caminham para a perfeição. Todos estão em busca da sua felicidade, uns atingirão mais cedo, outros mais tarde, mas todos chegarão lá. Jesus nos assegurou que nenhuma ovelha se perderá. (Mt 18, Lc 15 e Jo 10) Aqui a Espiritualidade está especificando as classes que compõe a terceira ordem dos Espíritos. No tema a seguir Kardec especifica detalhadamente cada uma das ordens com suas respectivas classes. 81
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    1.6 – ESCALAESPÍRITA Escala Espírita é um quadro resumido das diferentes ordens de Espíritos de acordo com o grau de evolução dos indivíduos; foi elaborada por Allan Kardec, seguindo as orientações dos mentores da codificação do Espiritismo. Essa tabela ilustra os principais estágios do progresso intelectual e moral dos Espíritos, separando-os em três ordens primordiais: Espíritos Imperfeitos (3ª ordem), Bons Espíritos (2ª ordem) e Espíritos Puros (1ª ordem); com exceção desta última, cada ordem têm suas subdivisões e admitem infinitas nuances que distinguem as mais variadas condições que podem caracterizar o nível dos encarnados e desencarnados em um determinado ponto de sua jornada evolutiva, posto que, como o progresso é uma lei inexorável, a posição de cada indivíduo não é absoluta — salvo a da primeira ordem, que figura a posição daqueles que já alcançaram a perfeição. O objetivo dessa escala é apresentar didaticamente o curso evolutivo dos Espíritos e estimular cada qual a promover o seu próprio aperfeiçoamento espiritual. Allan Kardec: 100. OBSERVAÇÕES PRELIMINARES. A classificação dos Espíritos se baseia no grau de adiantamento deles, nas qualidades que já adquiriram e nas imperfeições de que ainda terão de despojar-se. Esta classificação, aliás, nada tem de absoluta. Apenas no seu conjunto cada categoria apresenta caráter definido. De um grau a outro a transição é insensível e, nos limites extremos, os matizes se apagam, como nos reinos da Natureza, como nas cores do arco-íris, ou, também, como nos diferentes períodos da vida do homem. Podem, pois, formar-se maior ou menor número de classes, conforme o ponto de vista donde se considere a questão. Dá-se aqui o que se dá com todos os sistemas de classificação científica, que podem ser mais ou menos completos, mais ou menos racionais, mais ou menos cômodos para a inteligência. Sejam, porém, quais forem, em nada alteram as bases da ciência. Assim, é natural que inquiridos sobre este ponto, hajam os Espíritos divergido quanto ao número das categorias, sem que isto tenha valor algum. Entretanto, não faltou quem se agarrasse a esta contradição aparente, sem refletir que os Espíritos nenhuma importância ligam ao que é puramente convencional. Para eles, o pensamento é tudo. Deixam-nos a nós a forma, a escolha dos termos, as classificações, numa palavra, os sistemas. 82 LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS Capítulo I: Dos Espíritos
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    Façamos ainda umaconsideração que se não deve jamais perder de vista, a de que entre os Espíritos, do mesmo modo que entre os homens, há os muito ignorantes, de maneira que nunca serão demais as cautelas que se tomem contra a tendência a crer que, por serem Espíritos, todos devam saber tudo. Qualquer classificação exige método, análise e conhecimento aprofundado do assunto. Ora no mundo dos Espíritos, os que possuem limitados conhecimentos são, como neste mundo, os ignorantes, os inaptos a apreender uma síntese, a formular um sistema. Só muito imperfeitamente percebem ou compreendem uma classificação qualquer. Consideram da primeira categoria todos os Espíritos que lhes são superiores, por não poderem apreciar as gradações de saber, de capacidade e de moralidade que os distinguem, como sucede entre nós a um homem rude com relação aos civilizados. Mesmo os que sejam capazes de tal apreciação podem mostrar-se divergentes, quanto às particularidades, conformemente aos pontos de vista em que se achem, sobretudo se se trata de uma divisão, que nenhum cunho absoluto apresente. Lineu7 , Jussieu8 e Tournefort9 tiveram cada um o seu método, sem que a Botânica houvesse em consequência experimentado modificação alguma. É que nenhum deles inventou as plantas, nem seus caracteres. Apenas observaram as analogias, segundo as quais formaram os grupos ou classes. Foi assim que também nós procedemos. Não inventamos os Espíritos, nem seus caracteres. Vimos e observamos, julgamo-los pelas suas palavras e atos, depois os classificamos pelas semelhanças, baseando-nos em dados que eles próprios nos forneceram. Os Espíritos, em geral, admitem três categorias principais, ou três grandes divisões. Na última, a que fica na parte inferior da escala, estão os Espíritos imperfeitos, caracterizados pela predominância da matéria sobre o Espírito e pela propensão para o mal. Os da segunda se caracterizam pela predominância do Espírito sobre a matéria e pelo desejo do bem: são os bons Espíritos. A primeira, finalmente, compreende os Espíritos puros, os que atingiram o grau supremo da perfeição. Esta divisão nos pareceu perfeitamente racional e com caracteres bem positivados. Só nos restava pôr em relevo, mediante subdivisões em número suficiente, os principais matizes do conjunto. Foi o que fizemos, com o concurso dos Espíritos, cujas benévolas instruções jamais nos faltaram. 7 - Carl Nilsson Linnæus (1707-1778) – Sueco – classificou os seres vivos em um sistema hierárquico que incluía reinos, classes, ordens, gêneros e espécies facilitando a identificação e o estudo das plantas e animais. 8 - Antoine Laurent de Jussieu (1748-1836) – Francês – Dividiu o reino vegetal em três grupos principais, 15 classes, 100 ordens e 1.754 gêneros de plantas. 9 - Joseph Pitton de Tournefort (1656-1708) – Francês – o primeiro a fazer uma definição clara do conceito de gênero para as plantas. 83
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    Com o auxíliodesse quadro, fácil será determinar-se a ordem, assim como o grau de superioridade ou de inferioridade dos que possam entrar em relações conosco e, por conseguinte, o grau de confiança ou de estima que mereçam. É, de certo modo, a chave da ciência espírita, porquanto só ele pode explicar as anomalias que as comunicações apresentam, esclarecendo-nos acerca das desigualdades intelectuais e morais dos Espíritos. Faremos, todavia, notar que estes não ficam pertencendo, exclusivamente, a tal ou tal classe. Sendo sempre gradual o progresso deles e muitas vezes mais acentuado num sentido do que em outro, pode acontecer que muitos reúnam em si os caracteres de várias categorias, o que seus atos e linguagem tornam possível apreciar-se. COMENTÁRIOS: "Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo”. (I João 4:1) É difícil estabelecer exata classificação nessa escala classificatória, uma vez que todos nós somos espíritos em evolução, ora avançamos, ora sofremos novas quedas e assim caminhamos. A classificação da ordem dos espíritos é totalmente didática, apenas para facilitar a nossa compreensão de como funciona esse progresso espiritual. Para cada um de nós o que importa é a reforma íntima. É vencer as más inclinações, promover a transformação moral. Se há uma escala a mais ou a menos, isso não importa. Nem tampouco se situar dentro de uma delas. O objetivo é que possamos compreender como se dá a ascensão espiritual. Caminhar nos caminhos do bem. Amar uns aos outros. Os espíritos não sabem tudo. Assim como nós encarnados, cada qual domina determinada área. Há espíritos que nada sabem, são ainda ignorantes, há os que sabem bem pouco e há aqueles que dominam determinadas áreas do conhecimento, pois foi nessas áreas que dedicaram seus estudos. As pessoas que acreditam que os espíritos sabem tudo, os desavisados, às vezes acabam indo buscar auxílio às coisas menos importantes da vida. Para uma pretensão mesquinha não se apresentarão espíritos evoluídos, mas espíritos que sejam mesquinhos. Isso é o início de muitas obsessões que produzem muitos traumas. Daí o cuidado que temos que ter. 84
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    A análise daescala espírita é justamente para que a gente possa saber que há os espíritos puros, bons, imperfeitos. Chegar mais cedo ou mais tarde, depende de cada um. A caminhada evolutiva é individual. Em “Obras Póstumas”, p.269, estudamos: “Um dos primeiros resultados que colhi das minhas observações foi que os Espíritos, nada mais sendo do que a alma dos homens, não possuíam nem a plena sabedoria, nem a ciência integral; que o saber que dispunham se circunscrevia ao grau, que haviam alcançado, de adiantamento, e que a opinião deles só tinha o valor de uma opinião pessoal. Reconhecida desde o princípio, esta verdade, me preservou do grave escolho de crer na infalibilidade dos Espíritos e me impediu de formular teorias prematuras, tendo por base o que fora dito por alguns deles”. Essas três ordens são desdobradas em 10 classes. Vamos começar abordando a terceira ordem, através da questão 101, com Allan Kardec. Essa classificação serve para compreendermos melhor o nível e a mensagem repassada pelos Espíritos, como também, para que possamos nos compreendermos melhor enquanto encarnados. Resumo: https://correio.news/reflexoes/escala-espirita-um-guia-preciso-para- as-relacoes-com-os-espiritos A TERCEIRA ORDEM - ESPÍRITOS IMPERFEITOS Allan Kardec: 101. CARACTERES GERAIS. Predominância da matéria sobre o Espírito. Propensão para o mal. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as paixões que lhes são consequentes. Têm a intuição de Deus, mas não O compreendem. Nem todos são essencialmente maus. Em alguns há mais leviandade, irreflexão e malícia do que verdadeira maldade. Uns não fazem o bem nem o mal; mas, pelo simples fato de não fazerem o bem, já denotam a 85
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    sua inferioridade. Outros,ao contrário, se comprazem no mal e rejubilam quando uma ocasião se lhes depara de praticá-lo. A inteligência pode achar-se neles aliada à maldade ou à malícia; seja, porém, qual for o grau que tenham alcançado de desenvolvimento intelectual, suas ideias são pouco elevadas e mais ou menos abjetos seus sentimentos. Restritos conhecimentos têm das coisas do mundo espírita e o pouco que sabem se confunde com as ideias e preconceitos da vida corporal. Não nos podem dar mais do que noções errôneas e incompletas; entretanto, nas suas comunicações, mesmo imperfeitas, o observador atento encontra a confirmação das grandes verdades ensinadas pelos Espíritos superiores. Na linguagem de que usam se lhes revela o caráter. Todo Espírito que, em suas comunicações, revela um mau pensamento pode ser classificado na terceira ordem. Conseguintemente, todo mau pensamento que nos é sugerido vem de um Espírito desta ordem. COMENTÁRIOS: (1.ª Tela) Quase toda, a grande maioria da população do nosso planeta se inclui entre esses Espíritos da terceira ordem, inclusive os desencarnados que continuam convivendo em nosso meio aqui no nosso planeta. Exceto alguns encarnados e desencarnados que se encontram no ambiente terrestre em provas, em busca de elevar alguém (um ente querido) ou em trabalho. São esses que nos auxiliam, como Bezerra de Menezes, Chico Xavier, Madre Tereza de Calcutá e muitos que trabalham no anonimato, em nome do Pai. Onde está o seu tesouro aí também estará o seu coração. (MT, 6:21) São espíritos que acabam se expressando através de uma linguagem banal, sem fundo emocional e que de forma alguma faz a gente se aprofundar no tema, pensar no assunto e interiorizar um aprendizado. Porém, linguagem banal é diferente de linguagem simples. Alguns espíritos possuem um jeito característico de falar, até mesmo simplório. Falam em português errado ou de forma coloquial, porém a mensagem que passam é de profunda carga emocional ou moral. Temos que saber diferenciar, pois o espírito pode falar com pompa, usando de palavras bonitas, mas na verdade está apenas inflamando a conversa, sem dar sentido algum a mesma, sendo enfadonho e grosseiro, abusando da oratória. Podemos encontrar um espírito falando e escrevendo em francês ou até mesmo um médico alemão, estando nessa classe. Mesmo querendo transparecer como bons, o tipo da linguagem usada nas comunicações revela o seu caráter. Pois, há aqueles que fazem uso da 86
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    inteligência e doconhecimento científico voltado às práticas morais mais baixas. Por isso, devemos analisar o conteúdo da mensagem e não sua forma. Esses espíritos da Décima Classe, só por incentivarem as paixões inferiores, já se encontram atrasados dentro de suas evoluções morais, são geralmente espíritos desonrados, que não cumprem com os acordos previamente acertados, e alguns até mesmo são ignorantes. Eles veem a felicidade dos bons e esse espetáculo lhes constitui incessante tormento, porque os faz experimentar todas as angústias que a inveja e o ciúme podem causar. Conservam a lembrança e a percepção dos sofrimentos da vida corpórea e essa impressão é muitas vezes mais penosa do que a realidade. Sofrem, pois, verdadeiramente, pelos males de que padeceram em vida e pelos que ocasionam aos outros. E, como sofrem por longo tempo, julgam que sofrerão para sempre. Deus, para puni-los, quer que assim julguem. Podem compor cinco classes principais. COMENTÁRIOS: (2.ª Tela) Presos à matéria, aos bens materiais. Sofrem por isso, choram pelos bens deixados. Reclamam da família pelo destino dado aos seus bens, aos seus pertences materiais, ficando sempre apegados à matéria. Quando são maldosos (nem todos são maus) podem tentar prejudicar aqueles que segundo eles, desviaram seus bens, tornando obsessores. A crença no inferno (último parágrafo) Jesus afirmou que nenhuma ovelha se perderá. É muito importante a afirmativa dos Espíritos em O Livro dos Espíritos, de que Deus nos criou simples e ignorantes. A palavra imperfeição é usada por limitação de nosso vocabulário, em se tratando dessa modalidade de Espíritos, porque Deus, sendo perfeito, não iria fazer algo imperfeito. Poderíamos tratá-los por Espíritos primitivos, cujas faculdades ainda dormem, mas que serão despertadas à luz do sol divino. Há uma variedade dessas entidades por todo o mundo, e as variações se ajustam em cada país, de acordo com as leis que as atraem por afinidade. Os Espíritos chamados de inferiores não têm, evidentemente, completa culpa de serem assim, observando o despertamento gradativo das almas. E esse empuxo espiritual constitui uma lei. Contudo, fica em nossas mãos aproveitar a luzinha que for nascendo em 87
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    nosso coração, parao nosso próprio bem, e é essa luz nascente que o mundo espiritual se dispôs, em nome do Criador, a alimentar, para que o candidato desperte e se conscientize dos seus próprios deveres ante seus compromissos. (Miramez) Allan Kardec: 102. Décima classe. ESPÍRITOS IMPUROS. São inclinados ao mal, de que fazem o objeto de suas preocupações. Como Espíritos, dão conselhos pérfidos, sopram a discórdia e a desconfiança e se mascaram de todas as maneiras para melhor enganar. Ligam-se aos homens de caráter bastante fraco para cederem às suas sugestões, a fim de induzi-los à perdição, satisfeitos com o conseguirem retardar-lhes o adiantamento, fazendo-os sucumbir nas provas por que passam. Nas manifestações dão-se a conhecer pela linguagem. A trivialidade e a grosseria das expressões, nos Espíritos, como nos homens, é sempre indício de inferioridade moral, senão também intelectual. Suas comunicações exprimem a baixeza de seus pendores e, se tentam iludir, falando com sensatez, não conseguem sustentar por muito tempo o papel e acabam sempre por se traírem. COMENTÁRIOS: (1.ª Tela) Os espíritos impuros são seres espirituais malignos que se opõem a Deus e buscam influenciar negativamente as pessoas. Como podemos perceber aqui os espíritos são incapazes de manter a harmonia, sempre instilando a discórdia e desconfiança. As pessoas que são objeto de sua atenção são as mais fracas que não conseguem se erguer e sempre reclamam das provas a que são submetidas. É importante frisar o fato de que uma pessoa fraca de opinião nem sempre é uma pessoa desonesta, veja que eles procuram geralmente os honestos para corrompê-los. Mas no momento de fragilidade, essas pessoas começam a procurar uma saída fácil, que geralmente é oferecida por esses espíritos, estando eles encarnados ou desencarnados. Questão 459 - Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos? “Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto que, de ordinário, são eles que vos dirigem.” 88
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    Se os espíritosinfluenciam em nossas vidas, somos nós é que devemos escolher tais espíritos, através dos pensamentos e dos sentimentos que emitimos. Nunca se fala sobre elevação espiritual ou vontade de Deus, mas ofertam o caminho menos penoso, ou sugestionam que é a própria religião que os está afastando da boa vida, da felicidade e os deixando tristes. Alguns negam completamente a ideia da existência de Deus e acabam por instilar a descrença nas suas vítimas. Geralmente é a fé e a perseverança espiritual que nos livra das obsessões, mas se não tivermos crença em um Deus, nem sequer iremos procurar ajuda. Nas reuniões mediúnicas, as de desobessessão, por exemplo, é muito comum Espíritos que tentam se apresentar como donos da verdade, só eles que sabem, fazem ameaças, mas às vezes também se apresentam tentando mascarar a verdade com palavras mais dóceis, fornecendo bons princípios morais, mas logo cai porque não conseguem sustentar a máscara, pois não vivenciam isso no seu dia a dia. O importante termos claro é que são irmãos nossos necessitando de auxílio, que estão para receber os ensinamentos de amor contidos no Evangelho ensinado por Jesus, merecem o nosso carinho, o nosso amor, as nossas preces. Alguns povos os arvoraram em divindades maléficas; outros os designam pelos nomes de demônios, maus gênios, Espíritos do mal. Quando encarnados, os seres vivos que eles constituem se mostram propensos a todos os vícios geradores das paixões vis e degradantes: a sensualidade, a crueldade, a felonia, a hipocrisia, a cupidez, a avareza sórdida. Fazem o mal por prazer, as mais das vezes sem motivo, e, por ódio ao bem, quase sempre escolhem suas vítimas entre as pessoas honestas. São flagelos para a humanidade, pouco importando a categoria social a que pertençam, e o verniz da civilização não os forra ao opróbrio e à ignomínia. COMENTÁRIOS: (2ª tela) Esses Espíritos que têm predominância para o mal quando se encarnam entre nós são aqueles que promovem o mal e a violência na Terra. Os espíritos impuros podem reencarnar em várias categorias sociais, influenciando negativamente as pessoas e a sociedade. Aqui estão alguns exemplos de espíritos impuros reencarnados: 89
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    Nota: Esses exemplossão baseados em crenças espirituais e não devem ser considerados como fatos científicos. 1. Pessoas com comportamento cruel ou violento: seriais killers, torturadores, etc. 2. Indivíduos com intenções maliciosas: assassinos, estupradores, assaltantes, opositores a Deus (escarnecedores de Deus), inimigos do bem, etc. 3. Pessoas com hábitos destrutivos: viciados em drogas, álcool, jogos (vício), etc. 4. Indivíduos com atitudes extremamente preconceituosas: racistas, sexistas, etc. 5. Cientistas e tecnólogos que utilizam o conhecimento para a prática do mal. 6. Líderes autoritários, tirânicos, maléficos, falsos:  Líderes Políticos ditadores, opressores, corruptos, etc;  Líderes religiosos falsos, enganadores, usurpadores, etc;  Líderes do tráfico: drogas, pessoas, animais, objetos de valor, etc;  Líderes de instituições educacionais com direcionamento para o colapso social, ético e moral;  Líderes de grupos terroristas. - Desencarnados – líderes das falanges. Esses exemplos não devem ser usados para julgar ou condenar indivíduos, mas sim para entender a influência negativa dos espíritos impuros, tanto encarnados, como desencarnados. Um dia irão despertar para o bem. No atual momento de transição na Terra sabemos por auxílio dos Espíritos superiores que esses Espíritos estão tendo a última oportunidade reencarnatória no planeta e se continuarem vinculados no mal farão parte daqueles que buscarão o exílio em outro planeta adequado à sua propensão para o mal, onde vão ganhar novas oportunidades de aprendizado, de crescimento. É importante lembrar que esses espíritos impuros não têm poder sobre aqueles que creem em Jesus Cristo (1 João 4:4). A fé em Deus e a oração são armas poderosas contra a influência do mal. Devemos orar por esses irmãos que ainda não conhecem o bem. O Espírito impuro somente idealiza o mal, e nisto procura homens de sua estirpe, para que a sua convivência seja em perfeita harmonia, e transmite para seu instrumento as suas ideias de vingança, de ódio, de maledicência, enfim, de todos os tipos de discórdia. Devemos ter cuidado com os Espíritos impuros, para não sermos influenciados por eles e 90
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    não cairmos naordem dos escandalosos, é melhor que nos conscientizemos de que, se a natureza não dá saltos, eles somente entenderão a verdade com o passar dos tempos, é necessário que tenhamos paciência, sem conivência; que tenhamos tolerância, sem apoio às ideias maléficas. Eles precisam mais de serem educados pelo exemplo, pelo trabalho e pela oração, que traduz perfeitamente o perdão das ofensas. Oremos por eles, na mais pura fraternidade! (Miramez) https://www.correioespirita.org.br/categorias/filosofia-e-espiritismo-correio- espirita/1754-a-vida-dos-espiritos-impuros-no-alem Allan Kardec: 103. Nona classe. ESPÍRITOS LEVIANOS. São ignorantes, maliciosos, irrefletidos e zombeteiros. Metem-se em tudo, a tudo respondem, sem se incomodarem com a verdade. Gostam de causar pequenos desgostos e ligeiras alegrias, de intrigar, de induzir maldosamente em erro, por meio de mistificações e de espertezas. A esta classe pertencem os Espíritos vulgarmente tratados de duendes, trasgos, gnomos, diabretes. Acham-se sob a dependência dos Espíritos superiores, que muitas vezes os empregam, como fazemos com os nossos servidores. Em suas comunicações com os homens, a linguagem de que se servem é, amiúde, espirituosa e faceta, mas quase sempre sem profundeza de ideias. Aproveitam-se das esquisitices e dos ridículos humanos e os apreciam, mordazes e satíricos. Se tomam nomes supostos, é mais por malícia do que por maldade. COMENTÁRIOS: Esses espíritos levianos não têm um compromisso do mal para com o mal. Quando praticam a maldade é de forma não intencional ou apenas para se divertirem, não tendo compromisso com nada. Semeiam discórdias, intrigas aqui ou ali entre as pessoas, entre os grupos de trabalho, mesmo em casas religiosas. São omissos porque não fazem o bem e no seu descompromisso com a vida acabam semeando o mal por onde passam. Não tem conscientização da vida, da busca do aprimoramento de si enquanto espírito infinito que são. Normalmente esses espíritos não trabalham, mas visam apenas aproveitar os falsos prazeres que a vida pode lhes proporcionar. 91
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    Estão em festejos,em lugares onde as pessoas estão descontraídas, com prazeres e naqueles lugares onde vivenciam os excessos de todas as ordens. Estão ali tentando aproveitar de tudo que a vida possa lhes proporcionar. Eles perdem tempo em sua evolução. As suas brincadeiras influenciam negativamente aqueles que sintonizam com eles, portanto, quando nos entregamos a qualquer tipo de excesso na vida nós acabamos sintonizando com esses espíritos descompromissados com o mal, mas também descompromissados com o bem e com a própria vida. Eles acabam se juntando a nós para sugar de nós aquilo que podemos lhes proporcionar de prazer e acabam nos chafurdando cada vez mais naqueles prazeres efêmeros da vida que nos levam para a porta larga de que Jesus nos falava, nos afastando da porta estreita, daí seguindo esses irmãozinhos, nós acabamos nos prejudicando. Eles se aproveitam da situação e da ignorância para darem risada da cara dos encarnados, se colocam em muitas situações passando por outras figuras históricas, só para verem os seus obsedados passarem por constrangimentos. Acabam por incitar certa ambição nos seres humanos, como uma paixão frívola ou uma certeza imutável, só para depois contrariá- los e deixá-los em situação desagradável. Gostam muito de movimentar objetos – quando há o concurso de um médium de efeitos físicos – simplesmente para incutir medo nos encarnados. Os espíritos levianos são seres espirituais que não têm intenções malignas, mas podem influenciar negativamente as pessoas devido à sua natureza instável ou imatura. Aqui estão alguns exemplos de espíritos levianos reencarnados: 1. Pessoas que não levam nada a sério, imprimindo descompromisso em tudo o que se faz (quando faz), às vezes, vive às custas dos outros, pois quer levar a vida numa boa, sem compromisso, sem responsabilidade. 2. Pessoas com personalidade instável. 3. Indivíduos com hábitos compulsivos ou viciantes (jogo, drogas, álcool). 4. Pessoas com comportamento impulsivo ou agressivo. 5. Indivíduos com dificuldade em manter relacionamentos saudáveis. 6. Pessoas com tendência a mentir ou enganar. 7. Pessoas que sempre utilizam brincadeira indecente, inconveniente ou ofensiva, como:  Piadas de mau gosto.  Brincadeiras com conotação sexual.  Jogos de palavras com duplo sentido.  Mímicas ou gestos obscenos. 92
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     Brincadeiras queenvolvam ridicularizar ou humilhar alguém. 8. Pessoas que gostam de zombar dos outros. Que Deus nos conceda o discernimento para que possamos caminhar passo a passo, despertando para o bem, sabendo que o mundo espiritual superior não se cansa de nos ajudar, por saber que algum dia despertaremos para a verdadeira fraternidade, com honestidade e amor. Os Espíritos levianos são profundamente maliciosos e sentem prazer nas suas leviandades; procuram sempre as companhias que lhes servem de médiuns, com as mesmas intenções; riem a bandeiras despregadas das arapucas que armam para os outros e se reúnem em grupos de sintonia para procurarem meios de infernizar a vida de seus semelhantes. São desajustados em muitos ângulos de sua vivência. Os Espíritos levianos respondem a tudo sem pensar no que estão respondendo; eles não têm interesse em falar a verdade, e, sim, alimentar a vaidade de tudo saber. Quando são desmascarados, alegam ao enganado que a vida é assim mesmo, que a mentira e o engano estão na boca de todas as pessoas. A mentira no meio deles, é armas de fazer intrigas; se ouvem alguma coisa séria, não prestam atenção, por não terem capacidade de pensar no que estão semeando de mal aos outros, e a própria natureza não os força, pois, assim é à vontade de Deus: que eles caminhem passo a passo e despertem para o Bem na sequência da sua evolução. O mundo espiritual superior não se cansa de ajudá-los na luz da sutileza espiritual, por saber que algum dia despertarão para a verdadeira fraternidade, com honestidade e amor. (Miramez) Allan Kardec: 104. Oitava classe. ESPÍRITOS PSEUDO-SÁBIOS. Dispõem de conhecimentos bastante amplos, porém, creem saber mais do que realmente sabem. Tendo realizado alguns progressos sob diversos pontos de vista, a linguagem deles aparenta um cunho de seriedade, de natureza a iludir com respeito às suas capacidades e luzes. Mas, em geral, isso não passa de reflexo dos preconceitos e ideias sistemáticas que nutriam na vida terrena. É uma mistura de algumas verdades com os erros mais polpudos, através dos quais penetram a presunção, o orgulho, o ciúme e a obstinação, de que ainda não puderam despir-se. COMENTÁRIOS: O progresso se dá pelo intelecto e pela moral, portanto para evoluirmos precisamos aprender a amar e temos que aprender também o intelecto. 93
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    “Espíritas! Amai-vos, eiso primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo” (O Evangelho segundo o Espiritismo - 6, 5 – Espírito de Verdade, Paris, 1860) Os Espíritos pseudo-sábios são os que desenvolveram apenas uma das asas. A asa do intelecto, mas usam esse intelecto sem nenhum pudor ético, sem nenhum conhecimento moral, sem direcionamento que seja para benefício da comunidade, para o próximo. Visam apenas o próprio benefício. Quando em reuniões mediúnicas, se apresentam com belas palavras, mensagens que à primeira vista seria de Espíritos superiores, mas ao depararmos, analisarmos profundamente a gente vai ver que existem equívocos. Allan Kardec orienta para termos muito cuidado ao analisarmos cada uma das mensagens que recebemos em nossas casas espíritas. Esses Espíritos tentam impor os seus conceitos e se irritam quando a gente questiona o seu entendimento, quando a gente coloca os ensinamentos de Jesus, mostrando os seus equívocos, daí acabam mostrando a sua inferioridade. Para que possamos analisar os possíveis equívocos das mensagens, nós temos que estudar. Temos que ter um paradigma. E este paradigma é a doutrina espírita. Dessa forma podemos aprender através do estudo, principalmente, das obras básicas da codificação. “Na dúvida, abstém-te, diz um dos vossos velhos provérbios. Não admitais, portanto, senão o que seja, aos vossos olhos, de manifesta evidência. Desde que uma opinião nova venha a ser expendida, por pouco que vos pareça duvidosa, fazei-a passar pelo crisol da razão e da lógica e rejeitai desassombradamente o que a razão e o bom senso reprovarem. Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea.” (Erasto – Livro dos Médiuns, item 230) Quando encarnados os espíritos pseudossábios são seres espirituais que se caracterizam por: - Arrogância e presunção intelectual. - Falta de humildade, pois possui a tendência de ofender ou humilhar outros. De forma geral verifica-se algumas características: - Usam de um linguajar complexo para impressionar. - Desprezam opiniões divergentes. - Possuem tendência de manipular informações, fake News. - Buscam o poder e a influência onde quer que estejam. 94
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    - Palavras-chave: "eusei", "você não entende", "sou especialista". - Usam de ironia, sarcasmo ou ridicularização. Conforme Miramez Essa classe de espíritos é muito populosa, encontramos diversos elementos encarnados e em épocas de facebook e redes sociais, proliferam aos montes. É fácil reconhecer, é sempre aquele que tem uma opinião tendenciosa, que se apodera de trechos de textos e os adequam fora de seu sentido original, para dar certa autoridade para suas próprias explicações e ideias. Utilizam-se de todos os artifícios para defenderem que suas ideias são corretas, porém nem sempre são a expressão ideal de uma ciência ou sabedoria. Não admitem que questionem a seu conhecimento e as suas bases, fechando olhos e ouvidos para novas informações. Mesmo porque estamos cheios de informações enquanto o conhecimento fica para trás. Mas é só deter um exame mais sério para perceber como estão tentando enganar os outros e a si. Ao contrário do zombeteiro ou leviano – que leva tudo como brincadeira, os espíritos pseudosábios acham-se mesmo detentores da verdade, dizem que é assim e ponto final. Os sábios sempre ouvem as opiniões diversas e questiona-se se não estão errados, é assim que eles aprendem. Essa classe de Espíritos comumente dá a impressão de tudo saber. Como lidar com esses espíritos, tanto encarnados como desencarnados: - Manter a calma e a objetividade. - Verificar informações antes de compartilhar. - Saber conduzir determinados assuntos para não transformar em discussões agressivas. - Buscar fontes confiáveis. - Cultivar a empatia, a compreensão e a prece. Ás vezes manejam o verbo dando a aparência de um completo domínio de todo o saber; no entanto, pouco sabem da verdade. São Espíritos orgulhosos, que ainda não se despiram das intenções de grandeza e se revestem de muita vaidade. Não têm humildade para ouvir os Espíritos puros, procuram sempre discussão e muitos deles até que poderiam vencer pela argumentação, mas, nunca pela vivência. Falam muita coisa sem conhecimento e sem profundidade. Geralmente o pseudo-sábio é falador. 95
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    Esses Espíritos sãoos mesmos falsos profetas que o Evangelho lembra com veemência, pedindo para que não nos deixemos ser iludidos pelos tais. O médium falante e o escrevente psicógrafo são instrumentos de muita responsabilidade. Aquilo que se fala ou se escreve, fica. Devem se tomar os cuidados necessários para que os ensinamentos do nosso Divino Mestre cresçam nos corações e nos ajudam na nossa perfeição espiritual, caminhos que tanto desejamos. É necessário que aprendamos a discernir as coisas, mesmo ouvindo os pseudo-sábios, mas, nunca sejamos influenciados por eles, porque, de certo modo, eles são os futuros instrutores dos Espíritos que estão na retaguarda em busca da luz de Deus. (Miramez) Allan Kardec: 105. Sétima classe. ESPÍRITOS NEUTROS. Nem bastante bons para fazerem o bem, nem bastante maus para fazerem o mal. Pendem tanto para um como para o outro e não ultrapassam a condição comum da Humanidade, quer no que concerne ao moral, quer no que toca à inteligência. Apegam-se às coisas deste mundo, de cujas grosseiras alegrias sentem saudades. COMENTÁRIOS: Chegamos à categoria que abarca a maioria de nós encarnados. Nesta categoria temos as pessoas comuns – ordinárias, que nem são altruístas (filantrópicas) a ponto de se dedicarem ao próximo de forma desinteressada e também nem as tão más que queiram prejudicar a todos com maldades e esquemas maldosos, de forma direta e intencional. Espíritos que cuidam apenas dos seus interesses. São tidas na sociedade como pessoas honestas, trabalhadores, pagam suas contas, seus impostos, mas apenas cuidam dos seus interesses e, às vezes, da sua família. Seguem uma rotina em prol da sobrevivência, sem se preocupar com o vizinho do lado, se está precisando de algo ou o colega de trabalho, se necessita do seu auxílio, não buscam crescimento espiritual. Geralmente a maldade perpetrada por esses espíritos são reações erradas de paixões comuns dos humanos, tais como: raiva, maledicência, inveja, ciúmes e cupidez (cobiça, ambição, ganância). Erram por omissão ou ação impensada. Precisam encontrar o caminho de uma atividade religiosa ou de uma ação social para que assim possa iniciar um trabalho solidário e depois engrossar a fileira daqueles tentam se melhorar através dos impulsos cotidianos para vencer as más inclinações. 96
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    Nesse aspecto, nãoadianta deixar de praticar o mal, é sempre necessário praticar o bem. Então se a gente diz: “Ah! Eu sou bom, não pratico o mal e nem o desejo para ninguém.”. É hora de repensar: O Bem não feito também é considerado mal e o bem não deve ser praticado de vez em quando, mas todos os dias. Encontramos diversos espíritos mais preguiçosos do que maldosos, que não buscam mudar a sua condição e se afastarem do seu comodismo. 642 – Bastará não fazer o mal para ser agradável a Deus e assegurar sua posição futura? Não, é preciso fazer o bem no limite de suas forças, porque cada um responderá por todo mal que resulte do bem que não haja feito. "Todo homem é culpado por todo bem que ele não fez." Voltaire Não é muito difícil conhecerem-se os Espíritos indiferentes ou neutros. Pelas suas atividades, pelo que falam, dá para se notar o que eles são. O mundo físico está cheio destes Espíritos em todas as nações: São almas que ainda não acordaram para os valores espirituais; ainda dormem na incapacidade de sentir a beleza da vida imortal. Quando começam a acordar, as primeiras manifestações são de orgulho e de egoísmo. Não tem o menor respeito pelos seus irmãos em caminho e quando os ajudam, o móvel é o ganho. Quando surge a oportunidade de ganhar, escolhem o modo mais fácil, mesmo que seja em detrimento de seus companheiros. A dor alheia não os comove: são frios em todas as circunstâncias e se apoderam sempre do melhor, quando isso lhes é facultado, sem analisarem os defeitos. Quando estão na direção de algum empreendimento, podem jogar, lançar tudo à ruína, pelos interesses pessoais; quando feridos no seu orgulho, não medem sacrifícios de milhares de vidas, mas, provocam guerras e mandam tirar a vida de tantos quantos lhes caírem nas mãos inconscientes. Essa classe de Espíritos carece do apoio constante, através de exemplo de bondade e de amor dos que já passaram por eles e se encontraram na dianteira. É, pois, uma fase do Espírito, por que todos passamos desde o início da própria vida. E é compreendendo esse estágio que pedimos a todos, diante dos Espíritos indiferentes, que os ajudem em todas as faixas em que eles se encontrem, exemplificando o bem, porque somente na vivência do amor é que eles se converterão para a luz, saindo das trevas. (Miramez) Allan Kardec: 106. Sexta classe. ESPÍRITOS BATEDORES E PERTURBADORES. Estes Espíritos, propriamente falando, não formam uma classe distinta pelas suas qualidades pessoais. Podem caber em todas as classes da terceira ordem. Manifestam geralmente sua presença por efeitos 97
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    sensíveis e físicos,como pancadas, movimento e deslocamento anormal de corpos sólidos, agitação do ar, etc. Afiguram-se, mais do que outros, presos à matéria. Parecem ser os agentes principais das vicissitudes dos elementos do globo, quer atuem sobre o ar, a água, o fogo, os corpos duros, quer nas entranhas da terra. Reconhece-se que esses fenômenos não derivam de uma causa fortuita ou física, quando denotam caráter intencional e inteligente. Todos os Espíritos podem produzir tais fenômenos, mas os de ordem elevada os deixam, de ordinário, como atribuições dos subalternos, mais aptos para as coisas materiais do que para as coisas da inteligência; quando julgam úteis as manifestações desse gênero, lançam mão destes últimos como seus auxiliares. COMENTÁRIOS: Estes espíritos chamados de batedores ou perturbadores são Espíritos que produzem efeitos físicos. - Casa mal-assombrada - Objetos que se movimentam - Pancadas em alguma coisa ou local – atuação desses Espíritos. Não são espíritos malévolos, muitos até trabalham orientados por Espíritos superiores, com a orientação de um ensinamento, por uma razão de ser. Outros como são totalmente descompromissados com o trabalho, fazem por brincadeiras, por chacotas. Na afirmação de Kardec, percebemos que os Espíritos mais adiantados se utilizam do concurso de outros espíritos como auxiliares, quando necessitam intervir no mundo material ou entre os encarnados. A Criação é perfeita, Deus deu função a tudo. Logo, os espíritos menos evoluídos não seriam destituídos de alguma função ou atividade na Criação. Mesmo que não saibamos interpretar ainda como se procedem os desígnios e suas atividades ou que suas atividades sejam de formas não-éticas ou pelo menos não sigam a nossa ética humana. No alvorecer da doutrina espírita, Kardec se comunicava com os Espíritos através de batidas, nas famosas mesas girantes. Possivelmente os espíritos que manipulavam essas mesas pertenciam a essa classe, porém as informações colhidas eram ditadas ou instruídas pelos espíritos superiores. Então os espíritos dessa classe seriam o operador do telegrafo, a mesa o telegrafo e o espírito adiantado seria quem escreveu a mensagem. Essa facilidade que esses espíritos batedores possuem se dá pelo seu atraso e apego a material, logo pela questão vibratória estão mais afins com o fluído elétrico ou espiritual que encontramos próximos a crosta terrestre. 98
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    Kardec menciona quealguns desses espíritos atuam nos elementos, seriam os elementais, ou seja, espíritos que manipulam os elementos e acabam manipulando os eventos físicos também de grandes proporções, como: tempestades, terremotos, erupções vulcânicas, inundações, secas, etc, através interferência nos elementos: ar, água, fogo, corpos duros e entranhas da terra. Dessa forma, Kardec nos esclarece que os fenômenos naturais não são apenas resultado de leis físicas, mas também de ações espirituais. A Doutrina Espírita busca entender a relação entre o mundo material e o mundo espiritual. Essa frase se insere nesse contexto, destacando a influência dos Espíritos sobre os elementos da natureza. Hoje em dia é até menor a atuação desses Espíritos em nosso meio. Percebe-se que tem sido mais raro, uma vez que a mediunidade de efeitos físicos tem sido mais rara. Para esses Espíritos se manifestarem dessa forma é necessário a presença de um médium de efeitos físicos para efetuar a doação dos fluídos necessários para a realização da pancada, do movimento, ou seja, do efeito. Era muito usado para que os Espíritos chamassem a atenção para a sua existência. Hoje já não há mais necessidade desse tipo de manifestação. Com a codificação espírita, com as obras de Chico Xavier e de toda a gama da literatura espírita à nossa disposição, o momento é de estudar para termos uma compreensão melhor, sendo desnecessária essas manifestações para termos a certeza da existência do mundo espiritual. Embora a mediunidade de efeitos físicos tem outras utilidades que podem ser usadas, como a cura, por exemplo. - Livro dos Médiuns – Cap. VIII, item 129, pág. 119. Exemplo: Os hipnotizadores – Livro Libertação – Capítulo 10, pág 129. Os espíritos batedores e perturbadores permeiam as demais classes de Espíritos da 3ª ordem – Espíritos imperfeitos. Quando encarnados podem apresentar características, como: - Instabilidade emocional. - Tendência à violência ou agressividade. - Manipulação e controle sobre os outros. - Falta de empatia ou compaixão. - Busca de poder e domínio. 99
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    Consequentemente, apresentam comportamentosde agressividade, violência, desrespeito às leis e autoridades, falta de responsabilidade ou culpa, manipuladores e outras formas de se manifestar. Devido ao grande apego à matéria e um estágio ainda elevado de ignorância (moral), lidar com espíritos batedores e perturbadores reencarnados requer paciência, compaixão e sabedoria e, para isso serão necessárias algumas estratégias, como: - Não alimentar o ego ou o negativo evitando as provocações, não cedendo às chantagens, tendo cuidado para não ser manipulado; - Estabelecer limites firmes, claros e respeitosos; - Às vezes é necessário buscar ajuda profissional, através de terapias, para lidar com as emoções; - Conectar com pessoas que compartilham experiências semelhantes; - Emitir vibrações positivas imaginando luz e paz ao redor da pessoa; - Pedir ajuda e orientação dos mentores, de líderes espirituais ou dos Espíritos superiores; - Buscar orientação e proteção divina através da oração e da meditação; - Procurar agir com sabedoria, respeito, paciência, compaixão e muito amor. Lembrando que muitos não são malévolos, mas permeiam os caminhos da ignorância (moral) e não despertaram para aspirações mais sublimes. Esses Espíritos estão se movimentando em muitas classes, por estarem em transição. Agitam em várias frequências da vida e costumam perturbar até os animais. São parceiros inseparáveis dos escandalosos, gostam de barulho e estão sempre na folia onde a euforia descontrolada lidera. São caracterizados pela imprudência. Gostam de movimentos reivindicatórios, agitando o país, e não deixam de participar das revoluções, tem grande ânimo para mudanças de lideranças, não para que se beneficie a comunidade e, sim, pela confusão que isso é capaz de gerar. Esses Espíritos estão sempre intervindo nas convulsões da natureza, quais sejam; trovoadas, relâmpagos, tremores de terra e erupções dos vulcões; estão presentes nas queimadas e participam das enchentes, acidentes de carros, desmoronamentos de prédios e quedas de aviões. São usados pelos guias espirituais em seções de materializações, por serem mais hábeis nas coisas materiais do que nas espirituais. Costumam, por isso, afinizar-se muito com os médiuns de efeitos físicos que, aconselhamos, tenham guias encarnados bem conscientes dos seus deveres, para o orientarem no bom andamento da função mediúnica. (Miramez) 100
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    SEGUNDA ORDEM –BONS ESPÍRITOS Allan Kardec: 107. CARACTERES GERAIS Predominância do Espírito sobre a matéria; desejo do bem. Suas qualidades e poderes para o bem estão em relação com o grau de adiantamento que hajam alcançado; uns têm a ciência, outros a sabedoria e a bondade. Os mais avançados reúnem o saber às qualidades morais. Não estando ainda completamente desmaterializados, conservam mais ou menos, conforme a categoria que ocupem, os traços da existência corporal, assim na forma da linguagem, como nos hábitos, entre os quais se descobrem mesmo algumas de suas manias. De outro modo, seriam Espíritos perfeitos. Compreendem Deus e o infinito e já gozam da felicidade dos bons. São felizes pelo bem que fazem e pelo mal que impedem. O amor que os une lhes é fonte de inefável ventura, que não tem a perturbá-la nem a inveja, nem os remorsos, nem nenhuma das más paixões que constituem o tormento dos Espíritos imperfeitos. Todos, entretanto, ainda têm que passar por provas, até que atinjam a perfeição. Como Espíritos, suscitam bons pensamentos, desviam os homens da senda do mal, protegem na vida os que se lhes mostram dignos de proteção e neutralizam a influência dos Espíritos imperfeitos sobre aqueles a quem não é grato sofrê-la. Quando encarnados, são bondosos e benevolentes com os seus semelhantes. Não os movem o orgulho, nem o egoísmo, ou a ambição. Não experimentam ódio, rancor, inveja ou ciúme e fazem o bem pelo bem. A esta ordem pertence os Espíritos designados, nas crenças vulgares, pelos nomes de bons gênios, gênios protetores, Espíritos do bem. Em épocas de superstições e de ignorância, eles hão sido elevados à categoria de divindades benfazejas. Podem ser divididos em quatro grupos principais: COMENTÁRIOS: Aqui encontramos os espíritos que ainda não sobrepujaram todos os aspectos materiais, porém são considerados bons espíritos, pois sua inclinação é mais espiritual, do que material. 101 LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS Capítulo I: Dos Espíritos Tema: Escala Espírita
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    Alguns mais elevadosque os outros em suas buscas pela perfeição, mas ainda assim, não atingiram o grau de perfeição plena. Isso implica que mesmo com todo arcabouço de conhecimento que possuem, podem cometer erros. Porém seus erros nunca serão por leviandade ou proposital, podem errar tentando acertar da melhor forma possível. Os bons Espíritos são muito raro encarnados entre nós. Os bons Espíritos têm a realização do bem como ato constante em sua vida, agindo naturalmente, de forma tranquila, serena. Chico Xavier, Bezerra de Menezes, Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce, Allan Kardec, Francisco de Assis e outros, muitos anônimos. Temos que ter esses Espíritos como exemplo de conduta para nós. Normalmente esses Espíritos reencarnam entre nós para nos mostrar que é possível vivenciar tudo aquilo que Jesus nos ensinou mesmo diante das adversidades que o mundo nos proporciona em nossa existência. A vivência do amor se dá na prática da caridade. A caridade é a benevolência para com todos. Todos os dias, em todos os momentos. A prática da indulgência para com as imperfeições alheias e do perdão para com as ofensas. Se hoje falhamos, partimos para a reflexão e amanhã seremos um pouco melhor. Esses Espíritos fazem parte de uma categoria que mais se preocupa com o bem, usando de todas as forças e recursos para ajudar os outros; alimentam a ternura para com seus companheiros e não se esquecem de exercitar o perdão, ainda que encontrem, a princípio, dificuldades para praticá-lo nas faltas cometidas contra si. Quando animam um corpo físico, fazem todo o empenho em promover encontros, para que o bem se espalhe e os homens compreendam o valor da fraternidade. Em um confronto entre seus familiares e outros que não fazem parte de seu convívio familiar, muitas vezes a bondade os leva à convivência com os primeiros, embora sofram com a decisão. São altamente sensíveis, sofrendo com os sofredores, sentindo-se ainda incapazes de contrariar as pessoas que amam. Conforme o seu grau evolutivo, o Espírito bom conhece um pouco de ciência e entende da filosofia da vida imortal, abraçando a bondade como sendo a chave da sua libertação. Embora não consiga desprender definitivamente do objeto que ama, sente-se bem fazendo o bem e é consciente da necessidade de amar cada vez mais. Compreende a existência de Deus e conhece Suas leis poderosas e sábias; respeitam, de forma evidente, os direitos dos outros, embora ainda reaja quando os seus direitos sejam invadidos por eles. Arrependem sinceramente quando erra e reflete, por muito tempo, sobre as faltas por ele cometidas, esforçando-se para repará-las. (Miramez) 102
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    ALLAN KARDEC.: 108. Quintaclasse. ESPÍRITOS BENÉVOLOS. A bondade é neles a qualidade dominante. Apraz-lhes prestar serviço aos homens e protegê-los. Limitados, porém, são os seus conhecimentos. Hão progredido mais no sentido moral do que no sentido intelectual. COMENTÁRIOS: Aqui encontramos os mentores que tem o seu aspecto servil mais consolidado com as leis do Evangelho, mas que se mostram de formas simples e humilde. Por não possuírem uma evolução intelectual, ou uma formação intelectual, se apresentam de forma mais coloquial. São os espíritos que trazem na palavra o conforto de acordo com as máximas de Jesus. Amparam os irmãos a ele simpáticos, ou Espíritos afins, congregando também vários mentores das casas espíritas. Jamais se portarão como doutores ou conhecedores de algo que não o são. Apenas como abnegados trabalhadores de Jesus. De forma geral apresenta com as características voltadas para o amor, a bondade, a generosidade e o desejo de ajudar, possuindo um nível de consciência que começam a entender a importância do amor e da cooperação. Exemplos: pessoas que dedicam suas vidas a ajudar os outros. A evolução do ser se dá pelo elemento moral e elemento intelectual. As duas asas: o amor e o conhecimento. O conhecimento sem amor é capaz de alimentar o orgulho, o egoísmo. Aquele que apenas se intelectualiza, só estuda acaba criando dificuldades para si mesmo. O amor sem o conhecimento passa a ser ingênuo e deixa se levar por aqueles que nem o amor ainda conquistaram. A ciência sem a religião é manca; a religião sem a ciência é cega. (Albert Einstein) Espíritas, amai-vos, eis o primeiro ensinamento. Instruí-vos, eis o segundo. ESE - Capítulo VI, item 5 (Espírito da Verdade) 103
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    Os Espíritos benévolosalcançaram em profundidade o conhecimento moral e adquiriram a força de vivê-los em todos os momentos; não obstante, cultivaram com muito empenho a sabedoria, êmulo da vida da alma em ascensão. Na verdade, não podemos viver sem amor, no entanto, é indispensável que tenhamos sabedoria, para conhecer o próprio amor e seus fundamentos. Somos todos dotados de sentimentos que nos levam a tranquilidade da consciência, quando bem orientados, porém, a razão é de grande utilidade para nos mostrar até onde deveremos chegar, usando a bondade. Deus é equilíbrio universal. Se ele é amor, como afirma o apostolo João, é também saber. ALLAN KARDEC: 109. Quarta classe. ESPÍRITOS SÁBIOS. Distinguem-se pela amplitude de seus conhecimentos. Preocupam-se menos com as questões morais, do que com as de natureza científica, para as quais têm maior aptidão. Entretanto, só encaram a ciência do ponto de vista da sua utilidade e jamais dominados por quaisquer paixões próprias dos Espíritos imperfeitos. COMENTÁRIOS: Esses espíritos, nesta categoria, possuem grande inteligência e a utilizam para o bem. São médicos, engenheiros, cientistas e outras tantas profissões de cunho intelectual que doam seus momentos e suas capacidades intelectivas para o bem do próximo. Buscam no conhecimento científico a utilidade que eles possam ter para proporcionar o bem-estar para as pessoas, a melhoria da qualidade de vida para a humanidade. São espíritos que além de estarem nos laboratórios, confinados às pesquisas estão também entre as pessoas, no convívio diário, verificando as necessidades das pessoas para que através do seu conhecimento possam melhorar as condições de vida daqueles que estão ao seu redor. Encarnados e desencarnados atuam com essa prática. Buscam o conhecimento aplicado na vida. Não se preocupam tanto com as questões morais, mas possuem uma vida reta, digna, mantendo a ética profissional e humana em suas ações, cultivam a paciência e a simplicidade. Não dizemos aqui que eles não possuem moral algum, possuem sim, mas em um atendimento, por exemplo, vão se prestar mais a fazer uma cirurgia espiritual ou indicar um caminho de estudo, do que propriamente conversar sobre Jesus e o Evangelho. 104
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    Às vezes atuamcomo filósofos, cientistas, tecnólogos, inventores, artistas, escritores, líderes políticos (visionários e honestos). São espíritos a caminho da perfeição. Não são perfeitos. Os Espíritos sábios possuem amplos conhecimentos, entretanto, dedicam-se mais à ciência do que ao desenvolvimento moral, utilizando seus conhecimentos científicos sempre no sentido prático. São Espíritos já desligados da matéria que, quando encarnados, dão exemplo de serenidade em todos os aspectos da vida, amando as criaturas pelo prazer de amar. Estão completamente desligados da belicosidade, ao contrário de Espíritos malfeitores, que fazem das guerras o próprio alimento, e as têm em suas vidas como honra para a nação a que pertencem; o que para os Espíritos impuros, orgulhosos e egoístas, pode dar origem até a uma revolução, a eles não provoca reações de desatino. A sua maior grandeza é o desprendimento, por conhecer que tudo pertence a Deus e que tudo o que usamos é por empréstimo e misericórdia divina. São conscientes dessas verdades e vivem mais ou menos felizes, conhecendo que o saber é luz inextinguível na vida da alma. (Miramez) ALLAN KARDEC: 110. Terceira classe. ESPÍRITOS DE SABEDORIA. As qualidades morais da ordem mais elevada são o que os caracteriza. Sem possuírem ilimitados conhecimentos, são dotados de uma capacidade intelectual que lhes faculta juízo reto sobre os homens e as coisas. COMENTÁRIOS: Esses Espíritos de sabedoria buscam o aprimoramento de suas qualidades morais, sedimentando no conhecimento para a correta compreensão das questões da vida que interessem ao progresso do ser humano reencarnado aqui no planeta. São Espíritos que direcionam suas atenções para o aprendizado no campo da moral, mas que não descuidam totalmente do desenvolvimento do intelecto. Cuidam das duas asas para o seu crescimento, embora tenham uma atenção maior no campo da moral. Direcionam sua evolução moral sempre para o bem da comunidade e daqueles que o cercam. Possuem uma visão ampla da realidade e do propósito da vida, sua sabedoria é conduzida na prática, na vivência com grande capacidade de guiar. 105
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    São Espíritos bemmais próximos do caminho da perfeição, mas que ainda tem uma caminhada pela frente, ainda tem provas para passar e podem trazer equívocos em seu caminho. É o resultado da união da bondade com o saber. Geralmente encontramos nessa categoria os pensadores, filósofos, artistas, lideranças políticas, líderes espirituais, missionários, etc. Exemplo: Chico Xavier. Chico ainda tinha suas imperfeições, era simples, mas tinha uma moral extrema. Não era instruído formalmente (nesta última reencarnação), mas conhecia coisas demais e tinha raciocínio rápido e uma fantástica oratória. Os bons espíritos ainda precisam se aprimorar, caso contrário seriam espíritos perfeitos e não mais estariam encarnados. Como essa classificação não é rígida, podemos ter como exemplos os Espíritos da codificação, oscilando entre essa classe e a próxima – Espíritos superiores. Outros exemplos: Bezerra de Menezes, Divaldo Franco, Madre Teresa, Emmanuel, André Luiz, Allan Kardec, Joana D’arc, Benjamin Franklin, D. Pedro II, etc. Essa classe inclui Espíritos que: - Possuem conhecimento e sabedoria adquiridos em suas encarnações; - Desenvolveram virtudes como justiça, compaixão e amor; - Estão em processo de evolução espiritual, mas ainda não alcançaram o nível de "Espíritos Superiores"; Sabemos que há muitos Espíritos que se doam para o progresso da ciência e da humanidade, sendo modelos de justiça, amor e caridade. Basta abrirmos as portas do coração para perceber o legado desses seres que nos servem de estímulo e exemplo. Eles nos mostram que a verdadeira evolução espiritual se manifesta em ações de amor, justiça e caridade. A Doutrina Espírita é uma ferramenta para nos ajudar a crescer espiritualmente e a entender melhor o mundo e nós mesmos. 106
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    Os Espíritos desabedoria são dotados de alto conhecimento moral, e não ficam apenas na teoria, porém, vivem esse conhecimento que manifestam em suas atitudes. A evolução espiritual é engenhosa; ela cresce em todos os rumos e com o passar dos tempos se concentra em um só ponto na unidade universal: a Perfeição. A escala evolutiva da alma é enorme. O Espírito vai ascendendo em direção à luz e a sua filosofia maior é o trabalho, aquele que nunca esquece a honestidade, o amor e a caridade. O Espírito de sabedoria já não tem certas ligações no mundo físico, e já se livrou de paixões inferiores. Alimenta uma força poderosa no coração, o Amor, e sente fraternidade por todos os povos, como se saísse de dentro de si uma chuva de bênçãos sem nenhuma exigência, por não fazer trocas no mundo que vive. Além do desenvolvimento moral, eles têm muita capacidade intelectual e desejam que os homens avancem no conhecimento, no entanto, empenham-se para esse conhecimento seja usado a serviço da Caridade e do Amor. (Miramez) ALLAN KARDEC: 111. Segunda classe. ESPÍRITOS SUPERIORES. Esses em si reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade. Da linguagem que empregam se exala sempre a benevolência; é uma linguagem invariavelmente digna, elevada e, muitas vezes, sublime. Sua superioridade os torna mais aptos do que os outros a nos darem noções exatas sobre as coisas do mundo incorpóreo, dentro dos limites do que é permitido ao homem saber. Comunicam-se complacentemente com os que procuram de boa-fé a verdade e cuja alma já está bastante desprendida das ligações terrenas para compreendê-la. Afastam-se, porém, daqueles a quem só a curiosidade impele, ou que, por influência da matéria, fogem à prática do bem. Quando, por exceção, encarnam na Terra, é para cumprir missão de progresso e então nos oferecem o tipo da perfeição a que a Humanidade pode aspirar neste mundo. COMENTÁRIOS: Temos dificuldade em compreender esses Espíritos porque não conhecemos o íntimo deles, pois está muito aquém de nós. A classificação de um Espírito como "Superior" é reservada para aqueles que alcançaram um nível extremamente elevado de evolução espiritual. A evolução desses Espíritos praticamente já se efetivou. Já conquistaram as duas asas: a asa da moral e a asa da sabedoria intelectual. Esses Espíritos são aqueles que alcançaram um alto grau de evolução espiritual, caracterizado por: - Elevado conhecimento e sabedoria 107
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    - Amor ecompaixão universais - Desapego aos interesses pessoais - Dedicação ao bem-estar dos outros Eles auxiliam Jesus na condução do seu rebanho. Raramente se manifestam de forma incorporada ou psicofônica, pois sua vibração está muito distante da vibração das pessoas comuns. Geralmente eles utilizam-se de espíritos menos evoluídos para passar suas comunicações, mesmo que esses espíritos menos evoluídos carreguem o nome dos mais evoluídos. São raros entre nós em nosso planeta de provas e expiações. Quando encarnam é para cumprir missão. Quando se reencarnam entre nós servem de exemplo para nós em sua conduta. Trazem a certeza de que é possível vivenciar tudo o que Jesus nos ensinou, mesmo ante às adversidades que o nosso planeta oferece. Alcançar o grau evolutivo desses Espíritos é o primeiro objetivo de todos nós ou deveria ser o primeiro objetivo. Os Espíritos superiores reúnem em si qualidades incalculáveis, que passam despercebidas pelos homens. Eles são conhecedores de muita ciência, sabedoria e bondade, compreendem na profundidade as leis de Deus, e não somente compreendem, mas, vivem essas leis. - Obreiros da Vida Eterna – Capítulo 3 – O Sublime Visitante - Libertação – Capítulo 3, pág. 42 – Matilde (Espírito das esferas mais altas) - Santo Agostinho: Um dos principais teólogos cristãos, conhecido por sua sabedoria e profundidade espiritual. - São Vicente de Paulo: Um modelo de caridade e compaixão, fundador da Congregação da Missão. - São Tomás de Aquino: Um dos maiores teólogos e filósofos da história, conhecido por sua obra "Summa Theologica". - Maria, mãe de Jesus: Considerada uma das mais elevadas expressões de amor e dedicação, conhecida como a "Mãe do Mundo" na Doutrina Espírita. - Francisco de Assis / João Evangelista: Um modelo de amor e compaixão. - Enfim, os Espíritos que participaram da codificação da doutrina Espírita. - A Doutrina Espírita reconhece Krishna e Sidarta Gautama (Buda) Espíritos Superiores, que vieram ao mundo para ensinar e guiar a humanidade.  Sabedoria, compaixão e busca pela verdade. 108
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    Algumas pessoas ligadasà doutrina espírita ou à espiritualidade, alguns santos da igreja católica, algumas pessoas reconhecidas pelo prêmio Nobel e muitos no anonimato permeiam essa classe entre benévolos, sábios, de sabedoria e superiores pela contribuição significativa para progresso da ciência, para o progresso moral, para a melhoria da qualidade humana, do exemplo de vida dedicada à compaixão, à caridade e ao amor ao próximo. 109
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    PRIMEIRA ORDEM. -ESPÍRITOS PUROS ALLAN KARDEC: 112. CARACTERES GERAIS. Nenhuma influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absoluta, com relação aos Espíritos das outras ordens. COMENTÁRIOS: A Caminho da Luz – Cap. I – Comunidade dos Espíritos Puros Nós não os compreendemos. Vós sois deuses (Jo 10:34) (Salmos 82:6) São Espíritos que alcançaram a perfeição relativa, a pureza absoluta, o amor incondicional e a união com Deus (em comunhão permanente com Deus). Esses Espíritos são conhecidos como "Espíritos Modelo" ou "Espíritos Perfeitos" e são considerados como exemplos de perfeição e sabedoria, pois são a imagem de Deus, refletindo a sua sabedoria, justiça e amor, uma vez que estão em plena comunhão com Ele. (Eu estou no Pai e o Pai está em mim. João 14:12) A Doutrina Espírita nos esclarece que Jesus é o único Espírito puro e perfeito que veio ao planeta Terra. No entanto, a Doutrina Espírita também afirma que existem outros Espíritos elevados e perfeitos em outros orbes do Universo, cada um com uma missão específica. Aqui vamos falar da ordem dos Espíritos puros, almas que já passaram por todas as escalas, que já subiram a escada de Jacó e gozam da felicidade sem mácula, da tranquilidade de consciência imperturbável. Já reuniram toda as experiências e são dotados da mais pura moral, da mais profunda filosofia e da mais elevada ciência; têm domínio sobre todas as coisas e a natureza lhes obedece, por conhecerem todas as leis que governam e dirigem a criação. Não estão sujeitos mais a reencarnação na Terra; entretanto, se porventura, alguns deles tiver que vir animar um corpo físico por vontade do Criador, está sempre disposto a cumprir a vontade de Deus. Seu nascimento às vezes se reveste de condições especiais ou situações de paranormalidade, que o homem comum não pode entender, por lhe faltarem, ainda, sentidos e discernimento sobre esse campo elevado. (Miramez) Para tanto, devemos trabalhar todos os dias, movimentando todos os companheiros de boa vontade, esquecer melindres, perdoar a todos os momentos que forem preciso e orar constantemente, para não cairmos em faltas que possam nos desviar dos objetivos de Nosso Senhor Jesus Cristo; aquele de “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos’’. Os Espíritos puros gozam de inalterável felicidade, e a nossa maior alegria é de algum dia chegar lá e viver com eles”. 110 LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS Capítulo I: Dos Espíritos Tema: Escala Espírita
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    Allan Kardec: 113. Primeiraclasse. Classe única. Os Espíritos que a compõem percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Tendo alcançado a soma de perfeição de que é suscetível a criatura, não têm mais que sofrer provas, nem expiações. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, realizam a vida eterna no seio de Deus. Gozam de inalterável felicidade, porque não se acham submetidos às necessidades, nem às vicissitudes da vida material. Essa felicidade, porém, não é a ociosidade monótona, a transcorrer em perpétua contemplação. Eles são os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam para manutenção da harmonia universal. Comandam a todos os Espíritos que lhes são inferiores, auxiliam-nos na obra de seu aperfeiçoamento e lhes designam as suas missões. Assistir os homens nas suas aflições, concitá-los ao bem ou à expiação das faltas que os conservem distanciados da suprema felicidade, constitui para eles ocupação gratíssima. São designados às vezes pelos nomes de anjos, arcanjos ou serafins. Podem os homens pôr-se em comunicação com eles, mas extremamente presunçoso seria aquele que pretendesse tê-los constantemente às suas ordens. COMENTÁRIOS: Esses Espíritos, assim como Jesus foi criado simples e ignorante como nós e através do trabalho, do estudo, da dedicação, Ele foi crescendo, aprimorando, evoluindo e conquistou o lugar em que se encontra. Esses Espíritos gozam de felicidade que está em seus corações. Esse estado permanente de felicidade foi conquistado pelo trabalho realizado, pela caridade que ocupa os seus dias, os seus afazeres, os seus pensamentos. Sempre auxiliando o próximo. Os compromissos bem cumpridos, a inexistência de débitos a resgatar, a responsabilidade, a disciplina no cumprimento de suas tarefas. Não há ociosidade. Quanto mais se evolui, mais trabalho, mais responsabilidade para com as ações do Criador. A quem mais será dado, mais será cobrado. 111
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    Suas manifestações semprese dão através de outros Espíritos mais inferiores, que hierarquicamente vão comandando os que ainda estão abaixo de cada um. É a fase final e é onde Jesus se encontra atualmente: Divinizado. Jesus é o modelo supremo de perfeição moral e guia da humanidade. Sua missão enquanto encarnado foi revelar as Leis Divinas, promover a reforma íntima e preparar a humanidade para uma era de amor e fraternidade. Seus ensinamentos são eternos e aplicáveis a todos os tempos, e sua influência transcende as crenças religiosas, sendo um farol para o progresso espiritual coletivo e individual. Famílias consanguíneas e famílias espirituais – ainda são famílias cármicas, constituídas por seres que se atraem conforme as tendências, erros e acertos. Famílias cósmicas – constituída por Espíritos puros que se irmanam ao longo das eras planetárias. São a elite espiritual de um sistema, de uma galáxia.  Superconsciências (Cristos) – Administradores siderais e da evolução da vida.  Engenheiros siderais e seus agentes  Semeadores da vida  Guardiões siderais  Guardiões do tempo, etc. A gestação da Terra – Robson Pinheiro Evolução em dois mundos – Cap. 1, pág. 19 - Cocriação em plano Maior  Impérios estelares A Caminho da luz – Cap. 1, pág. 17 - A Gênese planetária  A comunidade dos espíritos puros Rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os fenômenos, do nosso sistema, existe uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias. 112
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    Essa Comunidade deseres angélicos e perfeitos, da qual é Jesus um dos membros divinos, ao que nos foi dado saber, apenas já se reuniu, nas proximidades da Terra, para a solução de problemas decisivos da organização e da direção do nosso planeta, por duas vezes no curso dos milênios conhecidos. A primeira, verificou-se quando o orbe terrestre se desprendia da nebulosa solar, a fim de que se lançassem, no Tempo e no Espaço, as balizas do nosso sistema cosmogônico e os pródromos da vida na matéria em ignição, do planeta, e a segunda, quando se decidia a vinda do Senhor à face da Terra, trazendo à família humana a lição imortal do seu Evangelho de amor e redenção. (A Caminho da Luz – Cap. 01) A conquista da condição de Espírito Puro cabe a cada um de nós. Não há privilégios na Lei Divina. Como atingir essa conquista?  Os Evangelhos nos mostram os meios para seguir Jesus.  O Evangelho Segundo o Espiritismo nos esclarece sobre esses meios para seguir Jesus.  O Livro dos Espíritos nos traz algumas questões que nos orienta. Eis o modelo Questão 625 Qual é o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem para lhe servir de guia e de modelo? Vede Jesus. Resposta curtíssima, porém, não haveria necessidade da Espiritualidade dizer mais nada. Jesus já era um Espírito puro quando se planejava e criava o nosso planeta. Ele já atingiu a perfeição relativa, pois absoluta só Deus. Ele é um dos Cristos, governador da Terra. O único Espírito perfeito que já esteve encarnado na Terra. Todos nós conhecemos a história de Jesus. Ele esteve aqui encarnado para nos ensinar a amar. Não apenas com palavras, mas principalmente, com atitudes, exemplificando cada palavra, nos mostrando que só através do amor seremos verdadeiramente felizes. Por isso Ele é o nosso modelo e o nosso guia. Guia – Nos mostra o caminho a seguir. Ele aponta o caminho Modelo – É o tipo a ser imitado. Copiarmos o seu comportamento, como 113
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    ele falava, comoele agia, como ele lidava com a humanidade Ele é o tipo de perfeição moral que podemos aspirar na Terra. Seguindo os seus passos chegaremos ao seu nível evolutivo. Precisamos vivenciar o evangelho, reparar os nossos erros, nos esforçar para melhorar. Buscar a reforma do nosso coração, dos nossos sentimentos. Modificar os nossos pensamentos e as nossas ações. É muito gratificante saber que a lei do progresso é a lei de Deus e saber que não ficaremos eternamente na condição que nos encontramos. Por isso precisamos sempre focar os nossos pensamentos e as nossas atitudes no Mestre querido. Quando estivermos a ponto de nos irritar, lembremos como Jesus agiria. Aliás, em todas as situações, qual seria a atitude de Jesus. Procuremos agir da mesma forma. Pelo menos um pouco podemos conseguir. Precisamos esforçar. E assim um dia chegaremos a ser modelo para outras criaturas, assim como Jesus é o nosso modelo. O esforço depende de cada um. Não deixemos para depois. Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida. (João, 8:12) Eu sou o caminho, a verdade e a vida. (João 14:6) Jesus é apresentado como o único mediador entre Deus e os homens. Eis a chave para percorrer o caminho. Questão 886 886 – Qual é o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus? Benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias, perdão das ofensas. Essa pergunta com sua respectiva resposta jamais deve ser esquecida. Deveríamos ler todos os dias das nossas vidas para que pudéssemos compreender o alcance dessas palavras e, principalmente, trabalhá-las em nosso coração. Benevolência para com todos – É a caridade pura e irrestrita com todas as pessoas. Não apenas a caridade material, não apenas a caridade moral, 114
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    mas a caridadecompleta, plena. A caridade material é mais fácil. A caridade moral é muito mais meritória. Na caridade material doamos o que nós temos, na moral doamos aquilo que nós somos. Benevolência no sentido de ajudar, de amparar todas as pessoas. Por isso precisamos continuamente crescermos, melhorarmos cada vez mais para podermos doar de nós mesmos para o outro. Usar a bondade em todas as situações, desde o olhar, o falar, o agir. Sempre a bondade. Ex: Fulano não gosta de mim. Ainda assim devo usar da bondade para com esse irmão. Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem. (Mt 5:44) Toda vez que faltamos com o amor, nós sofremos: vem o arrependimento, a inquietude, a culpa, o remorso, o desejo de refazer aquela situação e quando não percebemos no momento, adquirimos consequências desagradáveis que apenas lá adiante pode ser possível percebermos a nossa falta de amor, se deixamos o orgulho dissipar. Indulgência para com as imperfeições alheias – Como é difícil para nós! Não destacar os erros e as dificuldades do próximo, mas procurar ver aquilo que o outro tem de bom, mesmo porque todos nós somos imperfeitos. Nós também precisamos da indulgência, desse olhar caridoso do outro para conosco. Somos muitas vezes muito indulgentes com os nossos familiares. Mesmo conseguindo visualizar as suas dificuldades, os seus defeitos, as suas sombras, temos o olhar amoroso para ver aquilo que nossos familiares, filhos, parentes já têm de bom. E assim como fazemos com eles devemos fazer para com todos os nossos irmãos porque somos filhos de um mesmo pai. Não julgar, não destacar o erro do próximo, mas ver aquilo que ele já tem de bom. Procurar destacar as suas virtudes para que ele possa sempre encontrar ânimo para se corrigir e melhorar. Indulgência no sentido de não ver, não olhar os equívocos, as imperfeições do outro, mas procurar ver o que a pessoa tem de bom, lembrar que nós também somos imperfeitos e a todo momento estamos necessitando da indulgência do pai. Ex: Vou desmascarar fulano. Situação que muitas vezes envolve também a calúnia. Essa situação na atualidade é muito comum, principalmente, através dos compartilhamentos nas redes sociais. Perdão das ofensas – Nos liberta das amarras que nos prendem ainda à matéria e ao distanciamento de Deus. O perdão é aquele sentimento difícil, mas é uma decisão que nos faz caminhar. Enquanto estamos com essas 115
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    correntes que nosaprisionam à matéria, jamais conseguiremos nos elevar a Deus. Perdão das ofensas, onde nós conseguimos nos libertar de um peso gigantesco, através do auto perdão, do perdão do outro. Pedir perdão a Deus. O perdão nos aproxima da divindade. Jesus que não devia nada, não tinha imperfeições, não tinha resgates a fazer perdoou a todos nós, a toda a humanidade que o crucificou (um Espírito puro que veio nos ensinar o amor). “Pai, perdoas. Eles não sabem o que fazem.” Se Jesus conseguiu nos mostrar esse exemplo de perdão, nós também podemos desde que queiramos, que nos esforcemos para isso. Temos em Jesus o nosso exemplo. Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: "Senhor, quantas vezes deverei perdoar a meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?" Jesus respondeu: "Eu digo a você: Não até sete, mas até setenta vezes sete. (Mt 18:21- 22) Buscamos todos os dias sermos felizes. Onde estamos buscando essa felicidade? Será que estamos buscando em Jesus? Se assim fizermos conseguiremos exercitar a caridade na concepção e na amplitude que Jesus deu a essa palavra. Benevolência, indulgência e perdão retrata a verdadeira caridade. Eis a senha para se melhorar Questão 919 Qual é o meio prático e mais eficaz para se melhorar nesta vida, e resistir aos arrastamentos do mal? Um sábio da antiguidade vos disse: Conhece-te a ti mesmo. 919.a) Compreendemos toda a sabedoria dessa máxima, porém, a dificuldade está precisamente em se conhecer a si mesmo; qual é o meio de o conseguir? Fazei o que eu fazia de minha vida sobre a Terra... Seguir Jesus, na visão Espírita, vai além de palavras e rituais religiosos; trata-se de uma transformação profunda e contínua do coração e da conduta. 116
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    É um conviteà vivência prática dos seus ensinamentos no dia a dia, orientado pelos princípios do amor, da caridade e da fraternidade. - Clip da música “Caminho Azul”, com Célia Tomboly Algumas reflexões sobre como seguir Jesus, conforme a Doutrina Espírita nos ensina: 1. Conhecer os ensinamentos de Jesus "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8:32) O primeiro passo para seguir Jesus é estudar seus ensinamentos, entendendo suas palavras à luz do Evangelho e do Espiritismo.  O Espiritismo destaca o Evangelho Segundo o Espiritismo como uma ferramenta essencial para compreender as lições de Jesus de forma prática e adaptada às nossas capacidades atuais.  Buscar compreender as Leis Divinas que ele ensinou, como a Lei do Amor, a Justiça e a Caridade, e refletir sobre como aplicá-las nas situações cotidianas. 2. Praticar a Lei do Amor "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Amarás o teu próximo como a ti mesmo." (Mateus 22:37-39) O amor é a essência do ensino de Jesus, e segui-lo significa cultivar esse amor:  A Deus: Desenvolver a fé racional, a gratidão e o respeito pelas leis naturais que governam a vida.  Ao próximo: Agir com empatia, tolerância, perdão e auxílio ao semelhante, reconhecendo a fraternidade universal.  A si mesmo: Valorizar-se como um Espírito em evolução, praticando o autocuidado moral e físico, sem egoísmo. 3. Viver a Caridade em Ação "Fora da caridade não há salvação." (O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XV) Seguir Jesus implica transformar suas palavras em ações concretas:  Ajudar quem está em necessidade, seja material ou emocional. 117
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     Praticar acaridade moral, que inclui paciência, compreensão e perdão, especialmente em situações difíceis.  Estender o amor e a caridade sem distinção, lembrando que todos são filhos de Deus. 4. Trabalhar pela reforma íntima "Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me." (Mateus 16:24) – Renunciar as paixões, os vícios... Seguir Jesus requer o esforço de vencer nossas más inclinações, como o orgulho, o egoísmo e a vaidade. É uma jornada de autoconhecimento e melhoria contínua:  Reconhecer os próprios defeitos e buscar superá-los.  Desenvolver virtudes como humildade, paciência e resignação.  Enfrentar as provas da vida com coragem e confiança na justiça divina. 5. Ser um exemplo pelo comportamento "Brilhe a vossa luz diante dos homens." (Mateus 5:16) Seguir Jesus é ser um exemplo vivo de seus ensinamentos. Não basta pregar; é preciso demonstrar a força do bem em nossas atitudes diárias:  Ser honesto em todas as circunstâncias.  Manter a paz interior e agir com serenidade, mesmo em momentos de adversidade.  Inspirar os outros pelo exemplo de uma vida coerente com os valores do Evangelho. 6. Cultivar a fé e a confiança em Deus "Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim." (João 14:1) Seguir Jesus é desenvolver uma fé inabalável que nos sustenta nas dificuldades da vida:  Confiar na providência divina e na justiça das provas que enfrentamos.  Praticar a oração como um meio de fortalecer o Espírito e manter a conexão com Deus. 7. Servir com humildade "O maior dentre vós será vosso servo." (Mateus 23:11) 118
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    Jesus mostrou queo verdadeiro poder está no serviço ao próximo. Segui-lo é:  Agir com humildade, sem buscar reconhecimento ou recompensa.  Colocar-se à disposição para ajudar onde for necessário, com alegria e abnegação. Com desinteresse particular. 8. Aceitar as provas e desafios da vida "Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados." (Mateus 5:4) Jesus ensinou que as dificuldades da vida são oportunidades de aprendizado e crescimento espiritual. Segui-lo é:  Encarar os desafios com resignação, sem revolta.  Usar as dificuldades para desenvolver virtudes e fortalecer a fé. 9. Divulgar a mensagem de Jesus "Ide e fazei discípulos de todas as nações." (Mateus 28:19) Compartilhar sua mensagem de amor e caridade:  Ensinar pelo exemplo, mais do que pelas palavras.  Participar de iniciativas que promovam o bem e a moral cristã. Conclusão Seguir Jesus na visão espírita é uma jornada de autotransformação, amor ao próximo e alinhamento com as Leis Divinas. É um esforço diário de viver como ele viveu, com simplicidade, humildade e dedicação ao bem. Cada pequeno passo nessa direção nos aproxima de Deus e contribui para a construção de um mundo mais justo e fraterno. Sem nenhum carma para se esgotar, Espíritos que já passaram por todas as experiências, por todos os aprendizados, no tocante à compreensão, ao Amor e a Sabedoria. Eles não raciocinam, por não precisarem mais da razão; eles sabem - isso é o bastante para compreendermos a posição que ocupam na escala da vida. Ainda sabemos pouco da vida íntima desses Espíritos, por nos faltarem sentidos desenvolvidos no campo da nossa percepção. São os ministros de Deus; são os agentes da Luz, capazes de interpretar fielmente à vontade do Senhor e executá-la com a maior perfeição. Quando falamos de Espíritos puros, não cabe neste conceito fração alguma de erro que se possa imaginar; o amor nesses corações é sublimado e desconhecido na Terra. (Miramez) 119
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    1.7 – PROGRESSÃODOS ESPÍRITOS 114 – Os Espíritos são bons ou maus por natureza, ou são eles mesmos que se melhoram? São os próprios Espíritos que se melhoram e, melhorando-se, passam de uma ordem inferior para outra mais elevada. COMENTÁRIOS: Todos os Espíritos partem do mesmo ponto. Enquanto Espíritos nascemos simples e ignorantes, sem conhecimento, com aptidões tanto para o bem, quanto para o mal. Conforme o nosso livre- arbítrio vamos fazendo as nossas escolhas e, assim vamos progredindo até um dia tornarmos perfeitos. É através do trabalho e dos relacionamentos que vamos obtendo o aprendizado que vai nos proporcionando nossa evolução. Nessa caminhada vamos errando e acertando, adquirindo experiência que nos auxiliam em nosso crescimento. Nessa caminhada vamos passando pelas várias classes e ordens de Espíritos. Cada qual está na posição em que se encontra em razão do seu esforço, do seu trabalho. A busca da melhoria cabe ao esforço de cada um. Se tivéssemos sido criados uns com índole má e outros com índole boa, qual seria nossa responsabilidade em fazer o mal se já tivéssemos sido criados com a índole má por Deus, por outro lado, aquele que tivesse sido criado bom por Deus, qual seria o mérito em ser bom? Portanto, Deus criou todos iguais: Simples e ignorantes e cada um na sua caminhada vai adquirindo as suas virtudes por mérito próprio. Através do trabalho vamos melhorando e, principalmente, vamos aprendendo a adentrar na Lei universal que Jesus nos ensinou: a lei de amor. É difícil a gente aprender a amar, sendo um sentimento que a gente vai cultivando para crescer em nós. Allan Kardec nos dá a chave de como fazer crescer essa sementinha do amor em nós, dizendo: Fora da caridade não há salvação. Pela convivência com outro vamos estimulando em nós a compreensão, o afeto, a indulgência, o perdão, vamos auxiliando uns aos outros e aos poucos vai brotando. 121 LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS Capítulo I: Dos Espíritos
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    Aquela pessoa desconhecidaque está sofrendo, podemos auxiliar, ver quais são suas necessidades, o que podemos fazer por ela, vamos nos conhecendo, trocando experiências com a pessoa. E a sementinha do amor vai crescendo em nossos sentimentos, através da caridade. Esse é o caminho da transformação e da evolução de cada um de nós. Existe como que uma escada da Terra ao mundo espiritual, figurando uma subida, mas o verdadeiro instrumento de ascensão está dentro de cada um e o esforço para usá-lo é de cada Espírito. (Miramez) 115 – Entre os Espíritos, uns terão sido criados bons e outros maus? Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem saber. A cada um deu determinada missão, com o fim de esclarecê-los e de os fazer chegar progressivamente à perfeição, pelo conhecimento da verdade, para aproximá-los de si. Nesta perfeição é que eles encontram a pura e eterna felicidade. Passando pelas provas que Deus lhes impõe é que os Espíritos adquirem aquele conhecimento. Uns aceitam submissos essas provas e chegam mais depressa à meta que lhes foi assinada. Outros só a suportam murmurando e, pela falta em que desse modo incorrem, permanecem afastados da perfeição e da prometida felicidade. 115.a) - Segundo o que acabais de dizer, os Espíritos, em sua origem, seriam como as crianças, ignorantes e inexperientes, só adquirindo pouco a pouco os conhecimentos de que carecem com o percorrerem as diferentes fases da vida? Sim, a comparação é boa. A criança rebelde se conserva ignorante e imperfeita. Seu aproveitamento depende da sua maior ou menor docilidade. Mas, a vida do homem tem termo, ao passo que a dos Espíritos se prolonga ao infinito. COMENTÁRIOS: Kardec reforça o questionamento anterior. Se fomos criados uns bons e outros maus. A justiça de Deus está na igualdade da criação. Todos nós fomos criados igualmente: simples e ignorantes. Este esclarecimento pela espiritualidade ocorre exatamente nesta questão n.º 115. 122
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    Como compreender melhora expressão “simples e ignorante”? – Ingênuos Simplicidade = ausência de tendências para o Bem e o Mal. Pureza original, ausência de influências negativas ou positivas. – Neutro: nem bem, nem mal. Ignorante = desconhecedor das coisas e das leis naturais. Falta de conhecimento (ignorância), ausência de sabedoria, compreensão e experiência. Não é ignorante no sentido da brutalidade, que um viés da ignorância, mas no sentido de ingênuos. Simples e ignorantes, portanto incompletos, que devem adquirir por si mesmos, por sua atividade, a ciência, a experiência que naquele início não pode ter. A expressão “simples e ignorante” comporta em si a pluralidade das existências, uma vez que sendo a alma anterior ao corpo, a cada nova existência física exterioriza um potencial adquirido, conquistado aos poucos no decorrer de cada momento existencial. E, vai ser no choque traumático do ir e vir, dos reencarnes sucessivos que o Espírito perde a sua simplicidade e ignorância iniciais, começando o treinamento, a aprendizagem, para posteriormente assumir a razão, estabelecer o primado da vontade e por consequência, a responsabilidade moral. Se os Espíritos tivessem sido criados perfeitos, Deus os teria isentado do:  Trabalho intelectual;  De toda atividade;  Da ação da própria lei do progresso;  Da possibilidade de fazer o mal, impelidos ao bem, agiria mecanicamente, como se tivessem sido programados. Em função disso, não teriam:  Livre-arbítrio e por consequência, não mais independência de escolhas;  Não haveria conquistas a serem feitas e por decorrência, méritos.  Ausência total do direito a luta, trabalho, recompensas, jamais desfrutando de situações conquistadas pelas escolhas pessoais. Criados, porém, iguais, simples e ignorantes, sem vícios nem, virtudes, mas com liberdade de regular, escolher as próprias ações conforme a consciência dá a cada um em qualquer tempo evolutivo, o poder de distinguir o bem do mal. Todo Espírito tem como destinação, como objetivo de criação atingir a perfeição e por isso deve adquirir todo conhecimento pelo estudo de todas as ciências, iniciar-se em todas as verdades, depurar-se pela prática de as virtudes. Como tudo isso não pode ser adquirido em uma só existência física, 123
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    completa-se a justiçaatravés das várias experiências em que adquirirá os diversos graus do saber. Uma única experiência corpórea não dá para o Espírito adquirir tudo o que lhe falta de bem e se desfazer de tudo que em si ainda é mal. Eis porque são concedidas ao Espírito tantas existências quantas lhe forem necessárias para atingir seu objetivo que é a perfeição. Em cada nova existência traz o que adquiriu nas precedentes em aptidões, conhecimentos intuitivos, inteligência e moralidade. Cada novo reencarne é um passo à frente na via do progresso a menos que, pela preguiça, despreocupação ou obstinação ao mal, não aproveite o tempo que será sempre novo. Nesse sentido, terá que conviver com retomadas, recomeços. De cada um vai depender aumentar ou diminuir o número dos reencarnes mais ou menos laboriosos, penosos ou suaves, mais tranquilas. Dando a todos o mesmo ponto de partida, oferece sem preferências, as mesmas oportunidades, a mesma tarefa a desempenhar para atingir o fim; ninguém é privilegiado pela natureza. Dotados de livre-arbítrio, isto é, capacidade de escolher, uns optam por fazê- lo mais rapidamente - são os que escolhem o bem; outros preferem optar por decisões que os comprometem e retardam. Nessa questão a Espiritualidade destaca a nossa finalidade. Onde vamos chegar. Deus traçou o nosso objetivo de vida, o nosso caminho que é a busca da felicidade, o rumo da perfeição. Cada um vai percorrer o seu caminho conforme melhor convir, pois junto com a criação Deus nos concedeu o livre arbítrio que é a possibilidade de escolhermos o caminho pelo qual vamos percorrer. Errando, equivocando ou acertando todos nós mais cedo ou mais tarde iremos chegar à perfeição (relativa – absoluta só Deus). O Espírito é infinito, temos todo o tempo para aprimorar. Aqueles que estão no caminho da maldade, um dia ele cansa de fazer o mal e vai buscar a luz do Criador. Enquanto estamos no caminho todo o bem que plantamos, vamos receber algo de bom. E todo mal que plantamos, vamos estar colhendo dores, sofrimentos. Se a lei do livre-arbítrio nos autoriza fazer nossas próprias escolhas, há uma outra lei que é determinista que é a lei de causa e efeito. Por cada uma de nossas escolhas vamos receber o fruto daquilo que plantamos. Dessa forma vamos buscar os ensinamentos de Jesus: A lei do amor. Ir pelo caminho do bem para mais breve atingirmos o estado de felicidade dos Espíritos puros. 124
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    Deus cria osEspíritos simples e ignorantes, para que a perfeição venha pelo próprio esforço. O Senhor criou todos iguais, por ser um Pai amoroso e Santo, considerando todos como Seus filhos. Não existe imperfeição nas obras do Criador, por ser Ele perfeito. (Miramez) 116 – Haverá Espíritos que se conservem eternamente nas ordens inferiores? Não; todos se tornarão perfeitos. Mudam de ordem, mas demoradamente, porquanto, como já doutra vez dissemos, um pai justo e misericordioso não pode banir seus filhos para sempre. Pretenderias que Deus, tão grande, tão bom, tão justo, fosse pior do que vós mesmos? COMENTÁRIOS: Na criação tudo caminha para a perfeição. Não apenas nós seres humanos, mas a natureza de uma forma geral. Ex: A Terra antes do aparecimento do homem – A pré-história. Nas questões espirituais a mesma coisa. Sempre caminhamos para a frente, para a perfeição. Sempre há progresso. Não há retrocesso. Não ficaremos estacionados no mal para sempre. Mesmo aquele criminoso, por maior que seja o crime, ele está fadado a crescer. Chega um dia, um tempo que ele vai se redimir e vai avançar também em busca da perfeição. Aquele coração endurecido, imerso na ignorância, na brutalidade, um dia começa a perceber o calor do sentimento do amor, o despertar para a luz, pois mesmo naquele ser mergulhado no mal há o sentimento de amor por alguém ou por algo, sempre há alguém que o ama também. Nenhuma das ovelhas de meu Pai se perderá. Se houvesse Espíritos da criação dedicados, devotados ao mal, onde estaria a perfeição do Criador? Na caminhada da vida vamos aprendendo e crescendo. Essa questão nos ajuda na caminhada terrestre. Quando nos vemos tão imperfeitos, tão distantes do nosso guia e modelo: Jesus, achamos que nunca chegaremos a ser como ele. Agir como Ele, fazer o que Ele fez é para os santos e pensamos que nunca seremos capazes disso. 125
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    Mas a Espiritualidadesuperior vem nos dizer que todos nós nos tornaremos perfeitos, porque Deus que nos ama não baniria seus filhos para sempre dessa alegria, dessa felicidade. Como é bom sabermos que seremos como Jesus, próximo a Deus, com a perfeição relativa. Teremos tanto a inteligência, o saber, quanto a moralidade da forma mais elevada possível. Filhos de Deus, Espíritos eternos, felizes, perfeitos. Esse é o destino de todos nós. Qual de vocês, se seu filho pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se pedir peixe, lhe dará uma cobra? Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai de vocês, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem! (Mt 7:9-11) As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai. (Jo 10:27-30) – Nenhuma ovelha se perderá. - Aquele cruel com o povo – ditador – tirano – invenção destruidora... - Provocou guerras – o holocausto – causou extermínio – escravizou... Parábola da ovelha perdida – Lucas 15:1-7 e Mateus 18:12-14 Essa parábola conta a história de um pastor que deixa as noventa e nove ovelhas no pasto para buscar a única que se perdeu. Quando ele a encontra, fica muito feliz e celebra sua volta para o rebanho. Jesus previa certamente que seus ensinos e pensamentos íntimos seriam deturpados pelos homens constituídos em agremiações religiosas, e quis, de certa forma, deixar bem patente aos olhos de todos que ele não poderia ser representante de um Deus que, proclamando o amor e a necessidade indispensável do perdão para remissão dos pecados, impusesse aos filhos por Ele criados, castigos infindáveis, eternos. A parábola mostra bem claramente que as almas transviadas não ficarão 126
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    perdidas no labirintodas paixões, nem nos antros em que prosperam a dor. Como a ovelha desgarrada, elas serão procuradas, ainda mesmo que seja preciso deixar de cuidar daquelas que atingiram já uma altura considerável, ainda mesmo que as noventa e nove ovelhas fiquem estacionadas num local do monte, os encarregados do rebanho sairão ao campo à procura da que se perdeu. O Pai não quer a morte do ímpio; não quer a condenação do mau, do ingrato, do injusto, mas sim a sua regeneração, a sua salvação, a sua vida, a sua felicidade. Ainda que seja preciso, para a regeneração do Espírito nascer ele na Terra sem mão ou sem pé, entrar na vida manco ou aleijado; ainda que lhe seja preciso renascer no mundo sem os olhos, por causa dos "tropeços", por causa dos "escândalos", a sua salvação é tão certa como a da ovelha que se havia perdido e lembrada na parábola, porque todos esses pobres que arrastam o peso da dor, os seus guias e protetores os assistem para conduzi-los ao porto seguro da eterna bonança. Material do Estudante Espírita: PARÁBOLA DA OVELHA PERDIDA Assim, também, não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca. (Mt 18:14) O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Pelo contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento. (2 Pedro 3:9) Os caminhos de ascensão são muitos, mas todos nos levam ao Criador. Não há, mesmo que se queira, ninguém que estacione seu despertamento. A marcha pode ser lenta, entretanto, sempre estamos subindo e ganhando a libertação. Os próprios desvios que sofremos por ignorância, nos mostram que devemos modificar nossas atitudes e procurar compreender as leis do Senhor. O destino das almas é a luz, que se liberta de toda ignorância. (Miramez) 117 – Depende dos Espíritos o progredirem mais ou menos rapidamente para a perfeição? Certamente. Eles a alcançam mais ou menos rápido, conforme o desejo que têm de alcançá-la e a submissão que testemunham à vontade de Deus. Uma criança dócil não se instrui mais depressa do que outra recalcitrante? 127
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    COMENTÁRIOS: O Espírito deVerdade: Espíritas, amai-vos, eis o primeiro ensinamento. Instruí-vos, eis o segundo. É através do amor e da instrução é que conquistamos o nosso crescimento, enquanto Espíritos infinitos que somos. Lógico que em apenas uma única existência não temos capacidade para conquistar toda a escala evolutiva que o Espírito deve conquistar para chegar à perfeição. Por isso vem a lei da reencarnação, fornecendo as oportunidades para novos retornos na carne para ir aprimorando na escala evolutiva. Através do livre arbítrio escolhemos os nossos caminhos, sendo responsáveis pelos nossos erros e os nossos acertos, nos proporcionando a possibilidade de crescermos. A busca do progresso se dá pelo amor e pela dor. Jesus resumiu apenas no amor a lei do progresso espiritual. Mas e a dor? A dor é necessária, pois muitas vezes quando estamos endurecidos no caminho do mal, vem a dor como um instrumento da vida para nos recolocar no caminho certo, para que possamos aprender a amar. Nos encher desse sentimento que vai proporcionar o nosso progresso. Embora todos nós tenhamos como destino a perfeição e a felicidade, chegaremos lá mais ou menos rápido dependendo de nós, do nosso livre arbítrio, das nossas escolhas, daquilo que colocamos como prioridade em nossas vidas. Por exemplo: No nosso dia a dia facilmente nos aborrecemos com os pequenos acontecimentos. Perdemos a nossa paz por coisas tão pequenas e que muito pouco influenciam na nossa verdadeira felicidade, no nosso progresso espiritual. Perguntemos: Isso é tão importante para a minha vida para que me tire a paz? Para que nesse momento eu permita que tire o meu equilíbrio? Isso vai me ajudar a crescer, vai me ajudar enquanto Espírito eterno que somos? Precisamos trabalhar a nossa razão, a nossa capacidade de refletir sobre as atitudes do dia a dia para que não caiamos facilmente nos instintos, naquelas emoções que nos arrastam para a animalidade e nos distanciam da evolução espiritual. Deus não vai nos dar uma caixinha de sabedoria. Essa caixinha é construída no dia a dia. 128
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    Não é umtrabalho fácil, mas também não é impossível. Basta que coloquemos como meta de vida e tudo vai se tornando mais fácil para nós. Toda vez que agimos com aspereza, com indiferença, nós sofremos. Toda vez que faltamos com o amor, nós sofremos. Pedir a Deus paciência, compreensão e sabedoria. Eustáquio - Quinze Séculos de uma Trajetória Abel Glaser (médium), Cairbar Schutel (espírito) Eustáquio – 17 encarnações durante 1.500 anos para vencer um obstáculo: O Poder. Era fissurado no poder. 1500 anos para entender. 118 – Podem os Espíritos degenerar? Não; à medida que avançam, compreendem o que os distanciava da perfeição. Concluindo uma prova, o Espírito fica com a ciência que daí lhe veio e não a esquece. Pode permanecer estacionário, mas não retrograda. COMENTÁRIOS: Degenerar – mudar para um estado ou condição qualitativamente inferior; declinar, abaixar, degradar, depreciar. Retrogradar – marchar ou fazer marchar em sentido contrário ao progresso. Retroceder, recuar, andar para trás. Todos nós caminhamos para a evolução. À medida que o Espírito vai galgando degraus na evolução, vai adquirindo conhecimentos seja no saber, na bondade, naquilo que precisa para ser Espírito perfeito, ele não perde esse conhecimento. O fato de em uma reencarnação subsequente não lembrar de um determinado conhecimento adquirido em vidas passadas não significa que ele tenha perdido aquele conhecimento, o qual está arquivado no seu perispírito, nas suas memórias do inconsciente e por não ser necessário nessa encarnação, fica parcialmente adormecido. Mas quando retorna para o mundo espiritual ou mesmo durante o desdobramento do sono esses conhecimentos retornam. Conquistada a etapa evolutiva que estamos não mais retrogradaremos. Podemos até estacionar mas retroceder, recuar não. A gente caminha sempre para a frente. O progresso alcançado estará conosco sempre e 129
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    quando retomarmos amarcha, vamos retomar do ponto em que a deixamos, por isso que tudo que aprendemos é importante para nós enquanto Espíritos que somos. A gente desenvolve conhecimento. Informação significa dados processados sobre alguém ou alguma coisa, enquanto o conhecimento refere-se a informações úteis obtidas através da aprendizagem e da experiência. O conhecimento acontece, quando a informação é aplicada. O verdadeiro saber é a soma da informação, do conhecimento e das experiências aplicadas na prática (boas e ruins) Conhecimento é a informação contextualizada no ser. É a aquisição da informação para a vida. Se houvesse a degeneração do Espírito, haveria a “desaprendizagem” e isso não ocorre. Nós jamais perdemos os conhecimentos adquiridos nas várias reencarnações. Espíritos não retrogradam, não degeneram: a marcha é sempre ascendente. Podemos estacionar. Utilizando o nosso livre arbítrio, se nos revoltamos contra a justiça divina e optamos seguir pelo caminho do erro, permaneceremos por um longo tempo estacionados no nosso processo de evolução, mas não retrogradamos. Espírito estacionário – espírito preguiçoso que abdica do desempenho das provas. Não existe tempo limite para ficar estacionário. Mas um dia, geralmente, pelo aguilhão da dor, ele despertará para a necessidade de dar sequência ao aprendizado, para o seu crescimento. Preferem o conforto do não fazer nada. Aqueles que já possuem determinado conhecimento e não praticam o bem, tudo o que fazem é em benefício próprio, às vezes prejudicando o próximo, também ficam estacionários. Não estamos aqui de férias. A vida é trabalho. Transformação. Buscando a cada novo dia uma nova etapa evolutiva para crescermos e estarmos junto ao Pai criador. 119 – Não podia Deus isentar os Espíritos das provas que lhes cumpre sofrer para chegarem à primeira ordem? Se Deus os houvesse criado perfeitos, nenhum mérito teriam para gozar dos benefícios dessa perfeição. Onde estaria o merecimento sem a luta? 130
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    Demais, a desigualdadeentre eles existente é necessária às suas personalidades. Acresce ainda que as missões que desempenham nos diferentes graus da escala estão nos desígnios da Providência, para a harmonia do Universo. Allan Kardec: Pois que, na vida social, todos os homens podem chegar às mais altas funções, seria o caso de perguntar-se por que o soberano de um país não faz de cada um de seus soldados um general; por que todos os empregados subalternos não são funcionários superiores; por que todos os colegiais não são mestres. Ora, entre a vida social e a espiritual há esta diferença: enquanto que a primeira é limitada e nem sempre permite que o homem suba todos os seus degraus, a segunda é infinita e a todos oferece a possibilidade de se elevarem ao grau supremo. COMENTÁRIOS: A desigualdade (diversos níveis) é necessária para que haja a diversidade (personalidade, conhecimento, aptidões, etc), pois crescemos na interação de uns com os outros pelas diferenças. Todos nós somos criados de forma igual: simples e ignorantes A cada um de nós, nos é dada uma caminhada para que possamos aprender e evoluir rumo à felicidade. Encarnação após encarnação, caindo, levantando, equivocando, acertando vamos nos tornando cada vez melhores. No exemplo de Kardec, às vezes a pessoa não tem oportunidade de crescimento social dentro de uma empresa, chega no limite dele e outros podem ocupar cargos mais elevados, tendo a oportunidade de crescimento dentro dessa mesma empresa. – Há os critérios para escolha: simpatia, aptidão, influência, testes, votos, etc. Na espiritualidade é diferente, todos nós temos as mesmas oportunidades, com todas as possibilidades que a vida possa nos oferecer. Nosso objetivo é a felicidade através da perfeição. A evolução é conquista, não há privilégios na criação. Faz parte da justiça divina. Todos nós somos seus filhos, portanto, desde aquele que está ainda no início da sua evolução, na fase primitiva até o anjo, o arcanjo fomos criados da mesma forma, simples e ignorantes e a conquista vai sendo adquirida pelo esforço do próprio trabalho, da própria transformação moral, por mérito de cada um. 131
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    Aquilo que nãoé conquistado não tem valor. Aquilo que é conquistado com dor, com sofrimento, com luta, com lágrimas, com suor tem muito valor. Sabemos valorizar aquilo que foi difícil conquistar. Quando somos responsáveis pela nossa caminhada, valorizamos cada degrau alcançado. Conseguimos entender o quanto de esforço foi necessário para subir aquele degrau e o valorizamos como um tesouro. E assim a cada dia vamos lutando para que aquele degrau alcançado não se perca, que nada interfira na sua integridade. Vamos lutando para que outros venham na sequência. Esse é o grande mérito do progresso. Estamos cumprindo a Lei de Deus, a lei do progresso, mas também estamos fazendo a nossa parte na criação de Deus. Deus nos rege com meritocracia. Tudo o que conquistamos é por esforço próprio. Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras. (Mateus 16:27) 120 – Todos os Espíritos passam pela fieira do mal para chegar ao bem? Pela fieira do mal, não; pela fieira da ignorância. Fieira – Experiência Para eu ser bom, tenho que primeiro ser mau? Ser ignorante, não é ser mal, mas não ter conhecimento. Simplicidade = ausência de tendências para o Bem e o Mal. Ignorante = desconhecedor das coisas e das leis naturais. Ausência do saber. Simples e ignorantes, portanto incompletos, que devem adquirir por si mesmos, por sua atividade, a ciência, a experiência que naquele início não pode ter. Conforme o seu livre arbítrio passará pela fieira do mal se assim desejar. Uma coisa é passar por provas, situações difíceis que em algum momento seremos testados, mas isso não significa que tenhamos que praticar o mal. Podemos até não passar pelo caminho do mal, mas temos que passar pelas etapas para ir vencendo a ignorância. 132
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    Passar por dificuldadesé bem diferente de passar pela maldade. O importante não é passar ou deixar de passar pelo caminho do mal, o importante é a conquista que efetivamos, pois, todos nós haveremos de ser feliz um dia, chegaremos à perfeição relativa. Os erros que vemos e entendemos como erros, são meios de educação das criaturas na grande escola universal, pela qual todos passamos, A ignorância nos induz às coisas fáceis e as coisas fáceis são ilusórias, elas são necessárias para nos fortalecer no bem, nas diretrizes do Amor e da Caridade. Se fomos criados simples e ignorantes, foi por vontade do Criador, e a ignorância não tem outro caminho a não ser o que chamamos de erro, dando uma dimensão às faltas que, na verdade, nunca existiram. Francisco de Assis, por exemplo, não nasceu “Francisco de Assis’’ ele passou por todos caminhos de ascensão por que todos estamos passando, despertando entendimento e crescendo para a luz imortal”. (Miramez) 121 – Por que é que alguns Espíritos seguiram o caminho do bem e outros o do mal? Não têm eles o livre-arbítrio? Deus não os criou maus; criou-os simples e ignorantes, isto é, tendo tanto aptidão para o bem quanto para o mal. Os que são maus, assim se tornaram por vontade própria. COMENTÁRIOS: Para termos o mérito da conquista da felicidade, Deus nos deu o livre- arbítrio, a possibilidade de escolhermos os próprios caminhos a trilhar. O caminho da nossa conduta e do conhecimento. O livre-arbítrio é que nos conduz a caminhos diferentes, onde uns escolhem o caminho do bem e outros acabam muitas vezes desviando a sua trajetória, escolhendo o caminho do mal. Temos que passar pela fieira da ignorância, não do mal. A ignorância, significa que vamos passar por determinadas situações em nossas vidas onde seremos testados e vamos aprendendo com essas experiências, agregando conhecimentos e progredindo na escala evolutiva. Nenhum de nós traz em seu planejamento reencarnatório a destinação de ser ruim, de fazer o mal. Trazemos algumas dificuldades a superar, mas não o mal. – Desenvolver a paciência e a resignação. O mal sempre decorre das nossas escolhas equivocadas. Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; 133
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    E porque estreitaé a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem. (Mateus 7:13-14) Ainda que cometamos equívocos palmilhando o caminho do mal, ainda que adentremos pela porta larga, nós haveremos lá na frente retomarmos o caminho do bem, o caminho da redenção porque todos nós iremos crescer para estarmos um dia junto ao Pai. Há a Lei de causa e efeito. Haveremos nesse caminho colher o que plantamos. Se estamos diante da vida procurando nos espiritualizar, buscando ações nobres, auxiliando o próximo, fazendo o bem aos outros, obviamente encontraremos caminhos mais justos para trilhar, adentraremos pela porta estreita. Contudo se nas escolhas da vida trilhamos pelo caminho do mal, desejando o mal ao próximo, produzindo a infelicidade do próximo, prejudicando o outro, obviamente teremos que colher uma plantação que nós estaremos semeando e iremos passar por dor, por sofrimento, não como castigo, mas como uma forma de aprendizado para valorizar a vida, para valorizar o próprio bem. Mesmo que escolhemos a porta larga, um dia haveremos de chegar ao Pai. Claro que o erro nos serve de aprendizado, pois com o erro vem a dor que é um dos grandes e mais eficientes remédios corretivos para a nossa alma e para nosso Espírito. Então, muitas vezes passaremos pela dor em função dos erros cometidos, mas o erro não é necessário para o nosso aprendizado e sim as provas, as dificuldades, as situações que a vida nos coloca para o aprendizado. Da mesma forma, o vosso Pai, que está nos céus, não quer que nenhum destes pequeninos se perca. (Mateus 18:14) - Fomos criados iguais, mas a liberdade nos modifica. Justiça divina. Os caminhos dos Espíritos são diversos, como já dissemos, mas, em todos eles se irradiam a justiça e, se todos foram feitos iguais, por que a liberdade irá modificá-los nas atitudes? Os que não desejam mais errar os fazem por experiências que colheram nas ilusões, e os que permanecem de encontro às leis espirituais, é por faltar-lhes tempo na escola da educação. Espírito algum já nasceu das mãos do nosso Criador sábio e desperto. Nós todos recebemos o mesmo carinho, a mesma proteção, dentro da mesma justiça. (Miramez) 122 – Como podem os Espíritos, em sua origem, quando ainda não têm consciência de si mesmos, gozar da liberdade de escolha entre o bem e o mal? Há neles algum princípio, qualquer tendência que os encaminhe para uma senda de preferência a outra? 134
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    O livre-arbítrio sedesenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência de si mesmo. Já não haveria liberdade, desde que a escolha fosse determinada por uma causa independente da vontade do Espírito. A causa não está nele, está fora dele, nas influências a que cede em virtude da sua livre vontade. É o que se contém na grande figura emblemática da queda do homem e do pecado original: uns cederam à tentação, outros resistiram. 122.a) Donde vêm as influências que sobre ele se exercem? Dos Espíritos imperfeitos, que procuram apoderar-se dele, dominá-lo, e que rejubilam com o fazê-lo sucumbir. Foi isso o que se intentou simbolizar na figura de Satanás. 122.b) Tal influência só se exerce sobre o Espírito em sua origem? Acompanha-o na sua vida de Espírito, até que haja conseguido tanto império sobre si mesmo, que os maus desistem de obsediá-lo. COMENTÁRIOS: O ser humano, o Espírito enquanto ser eterno tem o seu livre-arbítrio fazendo as escolhas dos caminhos que deve tomar em sua vida. O Espírito quando ainda na fase primitiva, tem escolhas mais simples a realizar. Apenas cuidam da sobrevivência da espécie. Cada um de nós está apto a fazer nossas escolhas de acordo com o nosso nível de evolução. A imparcialidade de Deus está na situação em que todos nós passamos pelas mesmas condições: simples e ignorantes. Deus nos dá o livre arbítrio, as experiências para que possamos escolher. Se há alguma influência é a influência do meio onde nós estamos e que por ignorância ou por livre escolha nos deixamos influenciar e acabamos errando. Cada vez que galgamos um degrau a mais em nossa trajetória, mais seremos cobrados, daí a complexidade das nossas escolhas. - Uns desenvolvem a bondade, a fraternidade; outros passam primeiro pelo orgulho e pelo egoísmo. 122.a) – Recebemos influências negativas e influências positivas, seja de encarnados que convivem conosco no dia a dia, seja também de irmãozinhos espirituais que convivem conosco e se sintonizam conforme as 135
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    nossas escolhas. Somosnós que escolhemos os nossos amigos, tanto encarnados, quanto desencarnados. Isso faz parte do próprio livre-arbítrio. Assim há sempre Espíritos imperfeitos que nos influenciam, tanto encarnados, quanto desencarnados que querem nos levar para o mau caminho, as coisas equivocadas e nós podemos ou não ceder a essas influências. Não há arrastamento irresistível. Fazemos o mal se quisermos. Nem a nível material e nem a nível espiritual haverá arrastamento irresistível. 122.b) – Essa influência vai ocorrer sempre, mas à medida que tomamos consciência de nós mesmos, quanto mais conhecimento tivermos, menos estaremos passíveis de uma influência negativa, porque mudamos a sintonia e sabemos o que queremos. Eles podem tentar influenciar, mas não vão conseguir, uma vez que não abrimos brechas para que aquela influência tenha força sobre nós. Então quando atingirmos um grau mais elevado, estaremos em vibrações mais elevadas, os irmãos das áreas mais baixas, os irmãos necessitados de auxílio não mais nos influenciarão. A influência vai existir sempre, mas ela perde força em função do amadurecimento espiritual. Deus jamais irá interferir em nossas decisões. Temos a total liberdade de escolhas. Porém em qualquer situação que estejamos sempre estamos sob proteção divina que nos auxilia e nos acompanha. Bastará uma oração (sincera) para nos colocarmos no mesmo momento ao auxílio da Espiritualidade maior que poderá nos reencaminhar para os melhores caminhos da nossa existência. Vigiai e orai (Mt 26:41) O livre arbítrio surge de acordo com a evolução da alma, e cresce com ela. Se ela não tem, no princípio, uma consciência perfeita do que deve fazer, é ignorante daquilo que escolhe. Eis porque não deve ter culpa do que faz. Todos passam por essas diretrizes, são processos de aprendizado, indispensáveis ao despertamento da alma. O livre arbítrio total somente existe em Deus; os demais obedecem à faixa em que vive o Espírito. Somente escolhemos o que está ao nosso alcance para se escolher, o que o nosso despertamento permitir. O peixe não suporta viver fora da água, como o ser humano não pode viver sem o ar, de onde tira os elementos da vida. A escolha é compatível com a nossa evolução já alcançada. Quem escolhe só o bem, o faz pela maturidade que o tempo lhe conferiu em milênios incontáveis. O bem domina todas as consciências, por que fomos feitos pelo Amor, por Amor e para o Amor. (Miramez) 136
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    123 – Porque Deus tem permitido que os Espíritos possam seguir o caminho do mal? Como ousais pedir a Deus contas de Seus atos? Supondes poder penetrar-lhe os desígnios? Podeis, todavia, dizer o seguinte: A sabedoria de Deus está na liberdade que ele deixa a cada um de escolher, porque cada um tem o mérito de suas obras. COMENTÁRIOS: Nós nesse momento não temos condições de conhecer e questionar os desígnios de Deus, porque pela nossa inferioridade e pequenez espiritual e material temos dificuldade em compreender o que é melhor para nós. O Pai poderia ter criado todos nós perfeitos, ao invés de colocar-nos a trilhar caminhos para chegar à perfeição. Porém criados perfeitos, qual seria o mérito de cada um de nós diante dos saberes adquiridos ou dos valores morais conquistados? Nenhum. Seríamos apenas como máquinas, realizando apenas aquilo que tivesse sido programado e criado. Deus nos criou simples e ignorantes e nos deu o livre-arbítrio que é a liberdade de escolher os próprios caminhos. É como se Deus nos dissesse: Meu filho, você é livre, faça o que quiseres da sua vida, arcando com as consequências (positivas ou negativas), mas creia, estou ao seu lado, sempre te ajudando. Muitos de nós, acabamos escolhendo o caminho do mal. Adquirindo experiências, aprendizado, crescimento. Ele nos dando o livre-arbítrio, nos colocou também a Lei de causa e efeito. A escolha é livre porém há a colheita. A lei de causa e efeito é uma lei determinista, haveremos de responder por nossas escolhas. Colhemos os frutos das escolhas que fazemos. No caso das escolhas negativas passamos por dificuldades, por sofrimentos. Não como castigo, mas como um instrumento de aprendizagem para que possamos valorizar a lei divina e a convivência com o próximo. O Pai é todo sabedoria. O mal não existe por si mesmo. É apenas a ausência do bem. Os sentimentos negativos são apenas sentimentos de um coração enfermo. 137
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    “Amai vossos inimigos,bendizei os que vos maldizem, fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem.” (Mateus 5:44-48) “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:32) O caminho escolhido pela alma é, certamente, compatível com seu despertamento espiritual. Como saber escolher, sem entender os objetivos da própria vida? Se a alma é feita simples e ignorante, e no dizer de “O Livro dos Espíritos”, somente busca, a princípio, as coisas mais fáceis como ocorre com as crianças. Sendo as facilidades ilusórias, as estradas largas são cheias de contradições, de onde advêm as perturbações de toda ordem. Todo aprendizado surge de inumeráveis experiências em todos os campos de vida, na Terra e nos Céus. (Miramez) 124 – Uma vez que há Espíritos que, desde o princípio, seguem o caminho do bem absoluto e outros o do mal absoluto, deve haver, sem dúvida, degraus entre esses dois extremos? Sim, certamente, e os que se acham nos graus intermediários constituem a maioria. COMENTÁRIOS: Considerando que fomos criados simples e ignorantes e todos nós temos o livre arbítrio, da mesma forma que há aqueles que percorrem o caminho do mal, há aqueles que optam e seguem o caminho do bem. Entre esses dois extremos há inúmeras gradações. Esses que se encontram em graus intermediários constituem a maioria. Os caminhos e escolhas para o uso do livre arbítrio são muito grandes. Sempre há inúmeras oportunidades de escolhas. A maioria de nós vamos caminhando entre erros e acertos, sem compromisso definido nem com o mal, nem com o bem. Vamos levando a vida sem buscar de fato uma evolução. Na escala espírita, a maioria de nós nos encontramos como Espíritos Neutros. Entre aqueles que são honestos, mas não tem nenhum compromisso com o próximo. Os Espíritos não foram feitos de uma só vez e é neste ponto que as diferenças são enormes, na escala da evolução espiritual; no entanto o que está na frente já esteve atrás e o que está no meio se encontra mais perto da libertação. Confiemos e trabalhemos, procurando a melhoria espiritual. Toda subida exige sacrifícios, e que deseja melhorar-se moralmente deve fazer esforços em todos os sentidos para que possa receber as bênçãos do equilíbrio. Compreendemos que existem muitos caminhos da ascensão espiritual, porém, o peso é o mesmo para todos; uns, por vezes, demoram-se mais no mal, mas, menos em vivenciar experiências – como exemplo, podemos afirmar na personalidade de Paulo, o apóstolo. Quando se perde em um campo, a compensação se evidencia em outro; eis a justiça, como misericórdia, que surge para todas as criaturas. (Miramez) 138
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    125 – OsEspíritos que seguiram o caminho do mal poderão alcançar o mesmo grau de superioridade que os outros? Sim; porém, as eternidades serão para eles mais longas. Allan Kardec: Por essa expressão – as eternidades – se deve entender a ideia que os Espíritos inferiores fazem da perpetuidade dos seus sofrimentos, visto que não lhes é dado anteverem seu termo, e essa ideia se renova em todas as provas, nas quais eles sucumbem. COMENTÁRIOS: Quando os Espíritos inferiores estão em sofrimento parece que aquele sofrimento dura a eternidade, um tempo muito grande. Aqui entre nós, quando estamos passando por dificuldades enquanto encarnados parece que o tempo se estende, parece não ter fim, as situações parecem não ter solução. Quanto mais tempo prolongarmos no mal, mais longas parecem ser as eternidades de sofrimento e dor. Todos chegaremos ao aprisco do Pai. Os caminhos são escolhas de cada um. Uns chegam ao Pai mais rápido, outros prologam mais a sua jornada. Por mais que a gente se equivoca, se retém no caminho, sempre há as oportunidades concedidas pelo Pai. Cada nova reencarnação para o Espírito é uma nova oportunidade de trilhar novos caminhos, de fazer novas escolhas e ir melhorando. Chegar antes ou depois ao Pai é escolha de cada um. Certamente que existem Espíritos que se demoram mais no mal que engendraram nos seus caminhos, pela teimosia gerada pelo orgulho e o egoísmo. De certo modo, é independente para a co-criação; alimenta ideias, mas, responde por elas na lavoura que facultou a sua proliferação. Aquele que se demora mais no mal, demora mais no aprendizado, encontrando dificuldades para as devidas assimilações da verdade. Não obstante, quando, se conscientiza do bem, como sendo o fator principal de sua vida, ele gasta menos tempo no aprendizado, pelo fato de estar preparado pelo sofrimento, que lhe deixou um saldo de grandes experiências. (Miramez) 139
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    126 – Chegadosao grau supremo da perfeição, os Espíritos que andaram pelo caminho do mal têm, aos olhos de Deus, menos mérito do que os outros? Deus olha de igual maneira para os que se transviaram e para os outros e a todos ama com o mesmo coração. Aqueles são chamados maus, porque sucumbiram. Antes, não eram mais que simples Espíritos. COMENTÁRIOS: O mal não existe por si mesmo. O mal é a ausência do bem, assim como a treva é a ausência da luz. Todos nós fomos criados simples e ignorantes. Começamos nossa caminhada fazendo as nossas escolhas conforme o nosso livre-arbítrio, daí muitos de nós fizemos escolhas erradas, adentrando pelos caminhos do mal, prejudicando aqueles que nos cercam. Porém a maldade é filha da ignorância. Amar e instruir. Além do amor é necessário buscar a instrução que vai nos qualificar as escolhas no exercício do livre-arbítrio. Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. O conhecimento, vencendo a ignorância nos proporciona a possibilidade de evolução em busca do caminho da perfeição. Aqueles que atingiram a perfeição passando por caminhos turbulentos também possui os mesmos méritos, não havendo razão de serem diferenciados por parte do Pai. Nós, que somos imperfeitos, temos nossos filhos que são diferentes, pois são Espíritos diversos, amamos a todos com o mesmo amor. Como Deus que é perfeito, justo, onisciente, onipotente faria diferente? Deus é todo amor e bondade. Pai de justiça, amor e caridade. Ele ama igualmente a todos os seus filhos. Não é porque uns se transviaram, se sucumbiram no mal que deixam ser seus filhos muito amados. Todos somos luz e todos seremos felizes. Jesus é o nosso Guia e Modelo. Agindo como Jesus agiria é que vamos encontrar o caminho da perfeição. A chegada até Ele é a vivência do que ele nos ensinou. O amor ao próximo e a Deus. A prática da caridade. 140
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    127 – OsEspíritos são criados iguais quanto às faculdades intelectuais? São criados iguais, porém, não sabendo donde vêm, preciso é que o livre- arbítrio siga seu curso. Eles progridem mais ou menos rapidamente em inteligência como em moralidade. Allan Kardec: Os espíritos que desde o princípio seguem o caminho do bem nem por isso são Espíritos perfeitos. Não têm, é certo, maus pendores, mas precisam adquirir a experiência e os conhecimentos indispensáveis para alcançar a perfeição. Podemos compará-los a crianças que, seja qual for a bondade de seus instintos naturais, necessitam de se desenvolver e esclarecer e que não passam, sem transição, da infância à madureza. Simplesmente, assim como há homens que são bons e outros que são maus desde a infância, também há Espíritos que são bons ou maus desde a origem, com a diferença capital de que a criança tem instintos já inteiramente formados, enquanto que o Espírito, ao formar-se, não é nem bom, nem mau; tem todas as tendências e toma uma ou outra direção, por efeito do seu livre-arbítrio. COMENTÁRIOS: Somos criados iguais. Ninguém tem uma propensão melhor para a inteligência. A inteligência é uma conquista. É a herança de si mesmo. Em cada oportunidade (física e no plano astral) vai se dedicando à instrução ao estudo, acumulando conhecimento, obtendo um arquivo maior de conhecimentos no seu inconsciente. A evolução do ser é a soma das experiências de cada encarnação. Aqueles que aprofundaram em determinada área vai ter maior facilidade de compreensão das coisas naquela área. Somos herdeiros de nós mesmos. Na criação divina não há privilégios. Fomos todos criados simples e ignorantes Simplicidade = ausência de tendências para o Bem e o Mal. Ignorante = desconhecedor das coisas e das leis naturais. 141
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    Simples e ignorantes,portanto incompletos, que devem adquirir por si mesmos, por sua atividade, a ciência, a experiência que naquele início não pode ter. O progresso ocorre com o avanço intelectual e moral.  Entre o Céu e a Terra – pág. 141, 142, 143. O Evangelho Segundo o Espiritismo  Orgulho – Pág. 84 e 103  Egoísmo – Pág. 114 A doutrina espírita nos ensina que o egoísmo é a matriz de todos os males do homem. O ser egoísta coloca sempre seus interesses, opiniões, desejos em primeiro lugar, além de ser ciumento, invejoso e insatisfeito. Deus jamais irá interferir em nossas decisões. Temos a total liberdade de escolhas. Porém em qualquer situação que estejamos sempre estamos sob proteção divina que nos auxilia e nos acompanha. Bastará uma oração (sincera) para nos colocarmos no mesmo momento ao auxílio da espiritualidade maior que poderá nos reencaminhar para os melhores caminhos da nossa existência. O livre arbítrio, na alma iniciante quase não existe; ela está mais orientada pelo meio ambiente, onde forças de todos os tipos a induzem para todos os lados, e as experiências começam em todos os rumos. As responsabilidades são de acordo com o que aprendeu. Quem está em cima, deve ajudar quem está em baixo. Esta é uma lei da cooperação mútua, e quem está abaixo ajuda inconscientemente quem se encontra mais acima. Vivemos dentro da eternidade, onde Deus guia a todos com o mesmo amor. Os Espíritos são criados iguais quanto a tudo o que existe de atributos. O que ocorre é que uns despertam mais depressa os dons que podem escolher pelo seu livre pensar, mas, no fim, todas as qualidades têm de ser despertadas, tornando um todo de atributos espirituais. (Miramez) - Ciência – Parte intelectual - Revelações – Parte moral 1ª Revelação: Moisés  Fundamentos da moral e da justiça através das leis divinas – Dez mandamentos.  Princípios básicos de convivência.  Deus é único e justo – Obediência e temor a Deus. 2ª Revelação: Jesus  Complementa e eleva os ensinamentos de Moisés.  Introduz o amor, a caridade e o perdão como pilares da moral. 142
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     Ensina queDeus é amor e que os homens são irmãos. 3ª Revelação: Espiritismo  Aprofunda e explica os ensinamentos anteriores à luz do progresso espiritual e científico  Oferece respostas sobre a vida após a morte e o propósito da existência.  Oferece uma visão da fé racional e do papel do homem na evolução espiritual.  Revela:  A imortalidade da alma  A lei de causa e efeito  A reencarnação  A comunicação com os Espíritos  O progresso espiritual  Esclarece que “Fora da caridade não há salvação” e o caminho é Jesus, nosso guia e modelo. 143
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    1.8 – ANJOSE DEMÔNIOS 128 – Os seres a que chamamos anjos, arcanjos, serafins, formam uma categoria especial, de natureza diferente da dos outros Espíritos? Não; são Espíritos puros: os que se acham no mais alto grau da escala e reúnem todas as perfeições. Allan Kardec: A palavra anjo desperta geralmente a ideia de perfeição moral. Entretanto, ela se aplica muitas vezes à designação de todos os seres, bons e maus, que estão fora da Humanidade. Diz-se: o anjo bom e o anjo mau; o anjo de luz e o anjo das trevas. Neste caso, o termo é sinônimo de Espírito ou de gênio. Tomamo-lo aqui na sua melhor acepção. COMENTÁRIOS: Todos somos iguais, caso não fôssemos, Deus não seria justo. Aqueles que já se encontram na qualidade de anjos, como chamamos, pela perfeição que já adquiriram é porque já passaram por toda a trajetória que hoje estamos passando. De acordo com as escolhas que fazemos, seguindo o livre arbítrio, uns chegam mais rapidamente, outros demoram mais, mas todos chegaremos na condição dos Espíritos puros, independente do nome que se dê: anjo, arcanjo, serafim, querubim, etc. Para o Catolicismo, a crença nos anjos é parte essencial de seus dogmas que os define como Espíritos criados a parte, Puros Espíritos nos quais a natureza angélica subsiste por si mesma, não só sem mistura como também dissociada da matéria. No homem, a alma associa-se ao corpo, forma com ele uma só pessoa “... sendo tal e essencialmente seu destino”, isto é, acabada a união da alma com o corpo essa união se desfaz. A união da alma com esse corpo só se realiza uma vez. Com relação aos anjos, o conhecimento que desfrutam não é resultado da indução, do raciocínio da luta no contínuo vencer-se – têm tudo sem necessidade de aprendizados, pois que foram criados por Deus como detentores das perfeições. Os anjos são então as almas dos homens que chegaram no grau de perfeição que o espírito comporta, aproveitando da plenitude da felicidade prometida. Antes de atingirem 144 LIVRO SEGUNDO: MUNDO ESPÍRITA OU MUNDO DOS ESPÍRITOS Capítulo I: Dos Espíritos
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    esse grau supremo,aproveitam da felicidade relativa ao seu adiantamento espiritual, mas essa felicidade não é ociosidade é a das funções que faz Deus confiar no espírito e dar ocupações maiores para ainda progredir mais. Kardec faz essa orientação, pois muitas vezes costumamos ouvir a designação de anjo como se estivesse fora da humanidade, como se fosse uma categoria de Espíritos a parte e podendo ser bom ou mal. Quando a gente sai da 2ª ordem de Espíritos que são os bons Espíritos e adentramos a ordem dos Espíritos puros, nós já entramos no reino angélico. Todos nós estamos destinados para sermos um dia, anjos e adentrarmos no reino angélico. O primeiro nível na primeira ordem de Espíritos são os anjos e, a partir daí continuam no processo de evolução até se tornarem Espíritos crísticos que são os cristos, como Jesus. Anjos não estão a parte da humanidade, são Espíritos como nós que já evoluíram e se tornaram perfeitos. 129 – Os anjos hão percorridos todos os graus da escala? Percorreram todos os graus, mas do modo que havemos dito: uns, aceitando sem murmurar suas missões, chegaram depressa; outros, gastaram mais ou menos tempo para chegar à perfeição. COMENTÁRIOS: Não confundir “missão” com as grandes missões. O termo aqui retrata as obrigações pelas quais o Espírito tem que passar. O esforço no cumprimento das pequenas obrigações sem murmurar, sem reclamar. Um sinônimo de missão é a reencarnação. A missão começa dentro de casa, em família. A missão de ouvir, de orientar, de ser alegre, de amar. Abnegação não é aceitar tudo passivamente, sem reagir, sem contestar, mas aceitar aquilo que a gente não pode mudar. A própria situação de vida nos leva a exercitar o trabalho, a inteligência. Ex: se nasceu numa situação de miséria, há que aproveitar a saúde que se tem e procurar crescer, melhorar de vida e não se acomodar diante dessa situação. “Deus me colocou aqui para sofrer e estou aqui porque Deus quis.” “Nasci assim, cresci assim, serei sempre assim”. 145
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    As necessidades materiaissão oportunidades de aprendizagem, de melhoramento e de missão. É um direito e um dever de todo ser humano na Terra buscar a melhoria das condições de vida aqui, de forma honesta. O abuso disso é que compromete a evolução espiritual. Nessa questão Kardec e a Espiritualidade reforçam a resposta da questão anterior: anjos são Espíritos puros que passaram por toda a escala de evolução dos Espíritos, um dia foram imperfeitos, depois passaram para a ordem de bons Espíritos até chegar na 1ª ordem, dos Espíritos puros. Deus não dá experiência mas os meios de adquiri-la. Cada atitude maldosa é um atraso e sofre as consequências e aprende às suas custas o que deve evitar. É assim que pouco a pouco, se devolve as perfeições e avança na hierarquia espiritual até que tenha alcançado o estado de puro espírito ou anjo. Se pudéssemos submeter um desses Espíritos que chamamos de anjo, iríamos perceber que lá no passado remoto em algum lugar do Universo, ele estaria vivendo com uma vida parecida com as nossas hoje. Colecionando erros, equívocos e acertos, passando por dores, por sofrimentos. Através das experiências foi adquirindo conhecimento, foi crescendo, aprendendo a amar até adquirir muito tempo depois a condição de perfeição que possui hoje. Dois Espíritos criados ao mesmo tempo não significam que ambos chegarão à perfeição na mesma época. Cada um de nós têm o livre arbítrio, conforme as nossas escolhas, podemos caminhar mais ou menos rápido até a perfeição Aquele que está sempre reclamando da vida, sempre culpando Deus, Jesus ou as pessoas a sua volta, tentando justificar os seus erros e a sua preguiça vai demorar a se libertar. As dores são instrumentos a nos visitar para que possamos despertar desse torpor. Temos que lutar contra todos esses sentimentos contrários à Lei do amor que ainda persistem em nossos corações. Vamos vencendo, passo a passo, superando e se elevando para a condição de Espírito mais evoluído até atingir essa condição de anjo. Todos chegaremos nessa condição. Uns mais cedo, outros mais tarde, dependendo do caminho que trilhar, conforme o livre arbítrio de cada um. Nós somos herdeiros de nós mesmos. Eu quero ser anjo – trabalhe para ser anjo. Como? – Siga o Evangelho. Está em nós conseguir fazer tudo o que Jesus faz. Vamos ter que vencer a ignorância vida após vida, com muita paciência. 146
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    Os processos dedespertamento das criaturas de Deus são diversos, como já o dissemos em variadas oportunidades; não obstante, todos eles nos levam a perfeição. Ainda é preciso dizer mais: que o Espírito nasce das mãos do Criador com Seus atributos em estado latente, esperando golpes do tempo pelas mãos do espanco. Leis vigoram por todos os ângulos da grande vinha do Senhor, inspirando e movimentando, do protozoário aos maiores benfeitores que dirigem os mundos. (Miramez) 130 – Sendo errônea a opinião dos que admitem a existência de seres criados perfeitos e superiores a todas as outras criaturas, como se explica que essa crença esteja na tradição de quase todos os povos? Fica sabendo que o mundo onde te achas não existe de toda a eternidade e que, muito tempo antes que ele existisse, já havia Espíritos que tinham atingido o grau supremo. Acreditaram os homens que eles eram assim desde todos os tempos. COMENTÁRIOS: Considerando que os homens aqui na Terra quando adquirem a consciência de si mesmo, perceberam que havia seres perfeitos, imaginaram que esses Espíritos já tinham sido criados assim, perfeitos. Mas na realidade, sabemos que são Espíritos que adquiriram o progresso e a perfeição em outros sistemas planetários e quando foram conhecidos pelos habitantes da Terra já tinham atingido o grau de pureza e perfeição. Deus nunca parou de criar. Trabalha desde sempre. A Caminho da Luz 131 – Há demônios, no sentido que se dá a esta palavra? Se houvesse demônios, seriam obra de Deus. Mas, porventura, Deus seria justo e bom se houvera criado seres destinados eternamente ao mal e a permanecerem eternamente desgraçados? Se há demônios, eles se encontram no mundo inferior em que habitais e em outros semelhantes. São esses homens hipócritas que fazem de um Deus justo um Deus mau e vingativo e que julgam agradá-lo por meio das abominações que praticam em seu nome. Quanto à quantidade de demônios que existe, não te preocupes com isso; eles são teus irmãos, como o são, igualmente, nossos, e, no amanhã, serão anjos como os que existem nos céus; porém, deverão passar pelos mesmos caminhos dos que já evoluíram, como sendo o seio da conquista, dentro das bênçãos do Criador. Para tanto, o tempo é fator 147
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    principal das qualidadesdespertadas. Ninguém fica para a toda a eternidade no mal; isso é cegueira daqueles que não têm capacidade de ver. (MIramez) COMENTÁRIOS: Os demônios são Espíritos ainda atrasados, que estão há menos tempo como Espírito imortal, são mais recentes e, ainda estão adquirindo experiências para caminhar na estrada evolutiva. Não são Espíritos destinados desde sempre ao mal. São Espíritos momentaneamente no mal, mas que irão cedo ou tarde, seguir para a luz. Allan Kardec: A palavra demônio não implica a ideia de Espírito mau, senão na sua acepção moderna, porquanto o termo grego daïmon, donde ela derivou, significa gênio, inteligência e se aplica aos seres incorpóreos, bons ou maus, indistintamente. Por demônios, segundo a acepção vulgar da palavra, se entendem seres essencialmente malfazejos. Como todas as coisas, eles teriam sido criados por Deus. Ora, Deus, que é soberanamente justo e bom, não pode ter criado seres prepostos, por sua natureza, ao mal e condenados por toda a eternidade. Se não fossem obra de Deus, existiriam, como Ele, desde toda a eternidade, ou então haveria muitas potências soberanas. A primeira condição de toda doutrina é ser lógica. Ora, à dos demônios, no sentido absoluto, falta esta base essencial. Concebe-se que povos atrasados, os quais, por desconhecerem os atributos de Deus, admitem em suas crenças divindades maléficas, também admitam demônios; mas, é ilógico e contraditório que quem faz da bondade um dos atributos essenciais de Deus suponha haver Ele criado seres destinados ao mal e a praticá-lo perpetuamente, porque isso equivale a Lhe negar a bondade. Os partidários dos demônios se apoiam nas palavras do Cristo. Não seremos nós quem conteste a autoridade de seus ensinos, que desejáramos ver mais no coração do que na boca dos homens; porém, estarão aqueles partidários certos do sentido que ele dava a esse vocábulo? Não é sabido que a forma alegórica constitui um dos caracteres distintivos da sua linguagem? Dever-se-á tomar ao pé da letra tudo o que o Evangelho contém? Não precisamos de outra prova além da que nos fornece esta passagem: “Logo após esses dias de aflição, o Sol escurecerá e a Lua não mais dará sua luz, as estrelas cairão do céu e as potências do céu se abalarão. Em verdade vos digo que esta geração não passará, sem que todas estas coisas se tenham cumprido.” 148
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    Não temos vistoa Ciência contraditar a forma do texto bíblico, no tocante à Criação e ao movimento da Terra? Não se dará o mesmo com algumas figuras de que se serviu o Cristo, que tinha de falar de acordo com os tempos e os lugares? Não é possível que ele haja dito conscientemente uma falsidade. Assim, pois, se nas suas palavras há coisas que parecem chocar a razão, é que não as compreendemos bem, ou as interpretamos mal. Os homens fizeram com os demônios o que fizeram com os anjos. Como acreditaram na existência de seres perfeitos desde toda a eternidade, tomaram os Espíritos inferiores por seres perpetuamente maus. Por demônios se devem entender os Espíritos impuros, que muitas vezes não valem mais do que as entidades designadas por esse nome, mas com a diferença de ser transitório o estado deles. São Espíritos imperfeitos, que se rebelam contra as provas que lhes tocam e que, por isso, as sofrem mais longamente, porém que, a seu turno, chegarão a sair daquele estado, quando o quiserem. Poder-se-ia, pois, aceitar o termo demônio com esta restrição. Como o entendem atualmente, dando-se-lhe um sentido exclusivo, ele induziria em erro, com o fazer crer na existência de seres especiais criados para o mal. Satanás é evidentemente a personificação do mal sob forma alegórica, visto não se pode admitir que exista um ser mau a lutar, como de potência a potência, com a Divindade e cuja única preocupação consistisse em lhe contrariar os desígnios. Como precisa de figuras e imagens que lhe impressionem a imaginação, o homem pintou os seres incorpóreos sob uma forma material, com atributos que lembram as qualidades ou os defeitos humanos. É assim que os antigos, querendo personificar o Tempo, o pintaram com a figura de um velho munido de uma foice e uma ampulheta. Representá-lo pela figura de um mancebo fora contrassenso. O mesmo se verifica com as alegorias da fortuna, da verdade, etc. Os modernos representaram os anjos, os puros Espíritos, por uma figura radiosa, de asas brancas, emblema da pureza; e Satanás com chifres, garras e os atributos da animalidade, emblema das paixões vis. O vulgo, que toma as coisas ao pé da letra, viu nesses emblemas individualidades reais, como vira outrora Saturno na alegoria do Tempo. COMENTÁRIOS: Deus teria criado um ser exclusivamente para a prática do mal? E para toda a eternidade? Criar um ser para competir com Ele próprio, atormentando as outras criaturas, seduzindo-os para o mal. Não combina com Deus. 149
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    Lúcifer – anjoda luz – se revolta contra Deus. Também não combina com Deus. Na escala evolutiva o Espírito não retroage. Há Espíritos que ainda não aprenderam perdoar, não aprenderam crescer com seus próprios esforços, não aprenderam amar. Esses Espíritos nesse estado evolutivo, pode rebelar-se contra a vontade e as leis de Deus, tanto desencarnados, quanto encarnados. Espíritos rebeldes, revoltados, que muitas vezes desenvolveram o intelecto, mas não desenvolveram os sentimentos. Usam a inteligência para o mal. Nós inventamos coisas conforme as nossas imperfeições e atribuímos a Deus. Inventamos um Deus vingativo, punitivo, conforme as nossas imperfeições. Criamos a figura do demônio com os seus adereços (chifres, cauda, tridente) representando as imperfeições que há em nós. Tememos os demônios que há em nós. O Espírito em evolução necessita do aprimoramento intelectual para auxiliar melhor o desenvolvimento dos sentimentos, uma vez que se compreende melhor como as coisas ocorrem no plano espiritual e no plano material facilitando o entendimento da vida espiritual. Conhece-te a ti mesmo. (Sócrates) Deus nos criou simples e ignorantes, dando-nos o livre arbítrio, a responsabilidade ou o mérito é nosso. Estudamos a “Escala Espírita” demonstrando estágios, fases, degraus em que Espíritos galgam os determinados graus de adiantamento intelectual e moral conforme a posição em que se acham. No decorrer e em todos eles existem saber, ignorância, bondade e maldade. Nas classes inferiores destacam-se ou agrupam-se os profundamente arraigados ao mal se comprazendo inclusive, em e com sua ação. Nem por isso, o Espiritismo lhes dá o nome de demônios. Entende-os como companheiros imperfeitos, suscetíveis de regeneração. Para todos chegará o dia em que cansados dessa vida; comparando-se à situação de Espíritos melhores, bons, desejam algo diferente, melhorar, mudar e isso, por ato espontâneo da vontade sem que em nenhum momento tenha havido qualquer ato que seja que tenha podido constrangê-los. O oferecimento de auxílio e acolhimento para quem chega a esse ponto, seja encarnado ou desencarnado, é contínuo. A criatura está mergulhada em meio essas oportunidades, respeitadas, porém, a liberdade de querer, aceitar ou recusar. 150
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    Se mudanças fossemobrigatórias, não haveria valor, mérito de situações que impostas, não brotaram de dentro para fora, da alma desejosa de outros estágios que lhe levem a divisar outros horizontes. Não há privilégio e sim transposição de estágios conquistados a custa da decisão pessoal. A unidade da Criação, a ideia de origem comum em que todos partem de um mesmo princípio, mesmo ponto de partida e finalidade, objetivo a ser alcançado, elevando-se em conquistas por mérito, inclui-se na definição cristã da justiça soberana de Deus. A crença popular da criação de anjos e demônios como seres separados, fecha e anula a lei do progresso e consequentemente a progressão dos Espíritos. Não existe o eterno mal, existe o eterno bem, porque Deus, o nosso criador é só bondade. Ainda estamos no assunto dos chamados erroneamente de demônios, que algumas religiões afirmam serem maus desde o princípio, e que ficarão para sempre em lugares que também criaram, como sendo o inferno eterno. Um punhado de homens esquece que tudo sofre a influência do progresso, e esse progresso já se manifesta muito visível nas páginas do tempo, a nos convidar a retificar os velhos erros de uma filosofia não menos velha, carcomida pelas eras. Se foram criados demônios, carregando as nossas paixões inferiores e apresentando as nossas próprias feições, claro que os demônios fomos nós, antes de conhecermos a Verdade. As mudanças são leis de Deus que dominam e orientam a eternidade das coisas. Nada fica estático; tudo se modifica, e para melhor, desde as primeiras manifestações de vida, até as potencialidades espirituais. Cabe a nós outros procurarmos entender essas mutações ordenadas e induzidas pelo próprio Criador. (Miramez) 151
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    Conceito de Anjosna Igreja Católica 1. A crença nos anjos é fundamental na Igreja Católica. 2. Anjos são seres espirituais superiores à humanidade, intermediários entre Deus e os homens. 3. Foram criados por Deus para compor sua corte celestial e adorá-lo. Características dos Anjos 1. São puros Espíritos, sem corpo material. 2. Possuem conhecimentos intuitivos e profundos. 3. Podem agir em qualquer lugar, sem limitações espaciais. 4. Comunicam-se entre si de forma espiritual. Hierarquia Angélica Três grandes hierarquias: 1. Primeira hierarquia: Serafins, Querubins e Tronos 2. Segunda hierarquia: Dominações, Virtudes e Potências. 3. Terceira hierarquia: Principados, Arcanjos e Anjos da guarda. Outros Pontos 1. O número de anjos é desconhecido, mas considerável. 2. Anjos têm missões específicas, como proteger e guiar os fiéis. 3. A crença nos anjos é compartilhada por outras religiões. Hierarquia Angelical A tradição católica divide os anjos em nove ordens, agrupadas em três esferas: Primeira Esfera 1. Serafins: Mais próximos de Deus, representam o amor e a luz. 2. Querubins: Protegem o trono de Deus e simbolizam a sabedoria. 3. Tronos: Representam a justiça e a autoridade. Segunda Esfera 1. Dominações: Governam os anjos inferiores. 2. Virtudes: Concedem virtudes e dons aos homens. 3. Potestades: Protegem contra o mal. Terceira Esfera 1. Principados: Cuidam de países e instituições. 2. Arcanjos: Mensageiros divinos (Miguel, Gabriel, Rafael). 3. Anjos: Mensageiros e guardiões. Meta 152
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    REFUTAÇÃO Críticas à DoutrinaCatólica sobre Anjos 1. A doutrina apresenta os anjos como seres espirituais superiores, criados com todas as virtudes e conhecimentos. 2. A divisão em três categorias (espiritual, humana e material) é questionada, pois não reflete a harmonia e unidade observadas na Natureza. 3. A criação do Universo há 6.000 anos, segundo a Bíblia, contradiz o concílio de Latrão, que afirma que as criaturas espirituais e corporais foram formadas simultaneamente. 4. A união entre alma e corpo é considerada efêmera, levantando dúvidas sobre a destinação essencial da alma. Pontos de Tensão 1. Contradição entre a cronologia bíblica e o concílio de Latrão. 2. A natureza da vida puramente material. 3. A necessidade de reencarnação para a alma humana. 4. A incompletude da teoria dos três patamares. Conclusão A doutrina católica sobre anjos apresenta inconsistências e contradições, sugerindo a necessidade de reavaliação e aprofundamento teológico. Meta Pontos adicionais de crítica 1. A criação dos anjos antes da existência do mundo físico e da Humanidade levanta questões sobre sua ocupação eterna. 2. A união alma-corpo é questionada, destacando ideias inatas e faculdades transcendentes. 3. A alma pode adquirir conhecimentos após a morte? Se sim, há progresso espiritual. Implicações teológicas 1. A comparação da glória divina com fausto terreno é questionada. 2. O Espiritismo oferece uma visão mais espiritualista e menos materialista da união alma- corpo. 3. A vida espiritual é considerada infinita e independente do corpo. Conclusão A doutrina católica sobre anjos apresenta inconsistências e contradições. O Espiritismo oferece uma visão mais coerente e espiritualista da natureza da alma e sua relação com o corpo. Meta 153
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    Os anjos segundoo Espiritismo Os anjos, segundo a Doutrina Espírita, são Espíritos humanos que atingiram a perfeição após percorrerem um processo de aprendizado e evolução moral e intelectual. Todos os Espíritos são criados simples e ignorantes, mas com o potencial de se aperfeiçoarem por meio do trabalho, escolhas e experiências, sob o livre-arbítrio. Deus não cria o mal; este é fruto das escolhas contrárias às leis divinas. O progresso espiritual é resultado dos esforços de cada ser, sem privilégios ou preferências. Esses Espíritos, ao se tornarem puros, alcançam a plenitude da felicidade, mas continuam ativos, desempenhando funções designadas por Deus como meio de progresso e auxílio ao universo. A humanidade, por sua vez, não se restringe à Terra, habitando diversos mundos ao longo de um contínuo processo de criação divina. Desde tempos imemoriais, sempre existiram Espíritos puros, mas sua condição foi alcançada por mérito próprio em ciclos anteriores. Assim, Deus age com justiça e igualdade, garantindo que todos os seres avancem através de suas próprias obras. (Chat Gpt) Conceito de Anjos no Espiritismo 1. Os anjos são almas humanas que alcançaram a perfeição após um processo de evolução espiritual. 2. A alma é criada simples e ignorante, mas apta para aprender e crescer. 3. O progresso espiritual ocorre por meio do livre-arbítrio, esforço e experiência. 4. Deus não criou o mal; o homem o criou desviando-se das leis divinas. Evolução dos Anjos 1. As almas evoluem através de encarnações e experiências. 2. Cada passo em falso é uma oportunidade para aprender e melhorar. 3. Com o tempo, as almas alcançam a perfeição e se tornam anjos. Hierarquia Espiritual 1. Existem muitos mundos habitados por seres humanos em diferentes estágios de evolução. 2. Os anjos são responsáveis por transmitir ordens divinas e governar o universo. 3. Todos os seres alcançam suas posições por mérito próprio. Princípios Fundamentais 1. Unidade da Criação. 2. Justiça divina. 3. Igualdade entre todos os seres. 4. Progresso espiritual por meio do esforço e livre-arbítrio. Meta 154
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    Aparição de anjosna Bíblia Novo Testamento O Novo Testamento contém diversas passagens que narram o aparecimento de anjos, muitas vezes em momentos de grande significado espiritual. Aqui estão algumas das principais ocorrências: Nos Evangelhos 1. Anúncio do nascimento de João Batista o Lucas 1:11-20: O anjo Gabriel aparece a Zacarias, no templo, para anunciar que sua esposa, Isabel, dará à luz João Batista, apesar de serem avançados em idade. 2. Anúncio do nascimento de Jesus o Lucas 1:26-38: O anjo Gabriel visita Maria em Nazaré, anunciando que ela será a mãe de Jesus, o Filho de Deus. o Mateus 1:20-21: Um anjo aparece em sonho a José, explicando que Maria concebeu pelo Espírito Santo e instruindo-o a dar ao menino o nome de Jesus. 3. Anjos no nascimento de Jesus o Lucas 2:8-14: Um anjo anuncia aos pastores que o Salvador nasceu em Belém, e uma multidão do exército celestial aparece louvando a Deus. 4. Anjo orienta a fuga para o Egito o Mateus 2:13-15: Um anjo aparece a José em sonho, avisando para levar Maria e o menino Jesus ao Egito, protegendo-os de Herodes. 5. Anjo no túmulo vazio o Mateus 28:2-7: Um anjo desce do céu, remove a pedra do túmulo e anuncia às mulheres que Jesus ressuscitou. o Marcos 16:5-7 e Lucas 24:4-7: Homens vestidos de branco (interpretados como anjos) confirmam a ressurreição de Jesus. Nos Atos dos Apóstolos 6. Libertação de Pedro da prisão o Atos 12:6-11: Um anjo do Senhor liberta Pedro da prisão, guiando-o para fora da cidade. 7. Aparecimento a Cornélio o Atos 10:3-6: Um anjo aparece a Cornélio, um centurião romano, instruindo- o a enviar homens para buscar Pedro. 8. Anjo conforta Paulo o Atos 27:23-24: Durante uma tempestade no mar, Paulo relata que um anjo do Senhor lhe apareceu para assegurar que todos a bordo do navio sobreviveriam. Em Apocalipse 9. Visões de João o O livro de Apocalipse é repleto de interações com anjos. Alguns exemplos:  Apocalipse 1:1: João recebe a revelação através de um anjo.  Apocalipse 5:2: Um anjo poderoso proclama quem é digno de abrir o livro selado.  Apocalipse 7:1-3: Quatro anjos seguram os ventos da terra enquanto outro anjo ordena que aguardem o selo dos servos de Deus.  Apocalipse 22:8-9: João tenta adorar um anjo, mas é repreendido, sendo lembrado de que os anjos são companheiros de serviço. Essas aparições de anjos ressaltam sua função como mensageiros de Deus e protetores dos fiéis em momentos-chave do plano divino de salvação. Se quiser, posso explorar alguma dessas passagens com mais profundidade! 156
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    Novo Testamento 1. Lucas2:13-14: O evangelista Lucas descreve a cena do nascimento de Jesus, onde uma multidão de anjos aparece aos pastores, anunciando a boa notícia. 2. Hebreus 12:22: O autor da Epístola aos Hebreus descreve a cidade celestial, onde os crentes se reúnem com "milhares de anjos". 3. Apocalipse 5:11-14: O apóstolo João descreve uma visão de Deus sentado em um trono, rodeado por "milhares de milhares" de anjos, que adoram a Deus. 5.Por esses motivos, esforçai-vos quanto possível por unir à vossa fé a virtude, à virtude a ciência, 6.à ciência a temperança, à temperança a paciência, à paciência a piedade, 7.à piedade o amor fraterno e ao amor fraterno a caridade. (2 Pedro 1:5-7) 2 Pedro 1:5-7 Fé Virtude Ciência – Conhecimento Temperança Paciência Piedade Amor fraterno Caridade Esses versículos estabelecem um caminho de crescimento espiritual em que cada virtude complementa a outra. O progresso é apresentado em etapas: 1. Fé: Base da vida espiritual, a confiança em Deus. 2. Virtude: Prática do bem, conduta moral exemplar. 3. Ciência: Conhecimento, tanto espiritual quanto racional, que aprofunda a compreensão de Deus. 4. Temperança: Domínio sobre si mesmo, equilíbrio em emoções e desejos. 5. Paciência: Perseverança diante das dificuldades e adversidades. 6. Piedade: Devoção sincera a Deus e compaixão pelos outros. 7. Amor fraterno: Afeto e solidariedade com os semelhantes. 8. Caridade: Amor divino, incondicional, que é o ápice da virtude cristã. Pedro apresenta uma progressão espiritual que culmina na caridade, o amor maior que reflete a essência de Deus. 157
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    Hierarquia dos demônios Ahierarquia dos demônios varia conforme diferentes tradições e crenças. Aqui estão algumas das principais hierarquias mencionadas: Tradição Cristã 1. Lucifer (o líder dos anjos caídos) 2. Principados das Trevas (ou Príncipes das Potestades): incluem Belial, Leviatã e outros. 3. Poderes das Trevas: demônios responsáveis por influenciar líderes e governantes. 4. Virtudes do Mal: demônios que buscam corromper a moralidade. 5. Anjos Destruidores: responsáveis por causar destruição e caos. Hierarquia de Dionísio, o Areopagita (século V) 1. Querubins (ou Cherubins): liderados por Satanás. 2. Serafins da Queda: demônios que buscam destruir a humanidade. 3. Tronos da Iniquidade: responsáveis por julgar e punir. 4. Dominações das Trevas: controlam os governos e instituições. 5. Potestades do Mal: influenciam líderes e governantes. 6. Virtudes Destrutivas: corrompem a moralidade. 7. Anjos da Morte: responsáveis por levar as almas. Hierarquia de São Tomás de Aquino (século XIII) 1. Satanás (o líder) 2. Príncipes das Trevas: Belial, Leviatã e outros. 3. Poderes: demônios que influenciam líderes. 4. Inquisidores: responsáveis por julgar e punir. 5. Tentadores: demônios que tentam os humanos. Outras Tradições 1. Goécia (magia ocidental): 72 demônios, liderados por Lucifer. 2. Cabala (mística judaica): inclui várias hierarquias de demônios. 158
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    Principais demônios esuas funções: Na tradição cristã, judaica e outras crenças, existem vários demônios destacados com funções específicas. Aqui estão alguns dos principais: Demônios Principais 1. Lúcifer (Satanás): Líder dos demônios, símbolo da rebeldia e do mal. 2. Belzebu: Príncipe dos demônios, associado à idolatria e ao orgulho. 3. Leviatã: Símbolo da maldade e da destruição. 4. Asmodeu: Demônio da luxúria e da corrupção. 5. Beezlebub: Demônio das moscas e da pestilência. Demônios da Hierarquia Infernal 1. Mammon: Demônio da ganância e da avareza. 2. Belial: Demônio da maldade e da corrupção. 3. Belphegor: Demônio da preguiça e da indolência. 4. Astaroth: Demônio da magia negra e da astrologia. 5. Mephistófeles: Demônio da tentação e do pacto. Demônios dos Sete Pecados Capitais 1. Lúcifer (Orgulho): Líder dos demônios. 2. Mammon (Avareza): Demônio da ganância. 3. Asmodeu (Luxúria): Demônio da corrupção. 4. Satanás (Ira): Demônio da raiva. 5. Belphegor (Preguiça): Demônio da indolência. 6. Leviatã (Gula): Símbolo da excessividade. 7. Belial (Inveja): Demônio da maldade. Outros Demônios Notáveis 1. Azazel: Demônio da expiação e do sacrifício. 2. Ba'al: Demônio da idolatria e da fertilidade. 3. Lilith: Demônio da sedução e da morte. 4. Kokabiel: Demônio das estrelas e da astrologia. 159
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    Só para ler Adiferença na ênfase sobre demônios entre os evangélicos e os católicos pode ser compreendida a partir de suas abordagens teológicas, litúrgicas e históricas. Aqui estão alguns fatores que ajudam a explicar isso: 1. Ênfase na batalha espiritual (evangélicos) Os evangélicos, especialmente aqueles de vertentes pentecostais e neopentecostais, frequentemente destacam a ideia de uma "batalha espiritual" constante entre o bem e o mal. Eles veem o mundo como um campo onde forças demoníacas tentam influenciar os indivíduos, as sociedades e até as igrejas. Essa ênfase é baseada em passagens bíblicas como:  Efésios 6:12: "Pois não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas contra os principados, contra as potestades, contra os poderes deste mundo tenebroso e contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais."  1 Pedro 5:8: "O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge, buscando a quem possa devorar." Os evangélicos muitas vezes interpretam esses textos de forma literal e prática, aplicando-os em pregações, cultos e orações de libertação. 2. Influência do pentecostalismo O movimento pentecostal trouxe uma ênfase maior nas manifestações espirituais, incluindo experiências como expulsão de demônios. Os cultos pentecostais tendem a destacar o poder do Espírito Santo sobre forças malignas, o que leva a uma maior frequência de discursos sobre demônios e possessões. 3. A abordagem teológica católica A Igreja Católica também reconhece a existência de demônios, mas tradicionalmente adota uma abordagem mais reservada. Alguns pontos que explicam isso:  Ação pastoral controlada: A Igreja Católica tem rituais específicos, como o Ritual do Exorcismo, mas eles são realizados apenas sob a supervisão de especialistas designados (exorcistas autorizados) e após rigorosas avaliações.  Ênfase na graça e nos sacramentos: Os católicos tendem a colocar mais foco nos meios de fortalecimento espiritual, como a Eucaristia, a confissão e a oração, em vez de concentrar-se em combates diretos contra forças demoníacas.  Herdeiros da teologia agostiniana: Santo Agostinho e outros teólogos enfatizaram que o poder de Satanás é limitado pela soberania divina, o que reduz o temor sobre sua atuação. 4. Diferença cultural e litúrgica  Os evangélicos geralmente adotam uma liturgia mais espontânea e emocional, o que contribui para abordagens mais explícitas e diretas sobre o mal e o mundo espiritual.  Os católicos seguem uma liturgia formal e estruturada, que reserva pouco espaço para discursos espontâneos ou referências constantes ao demônio. 5. Elementos históricos e sociais  Evangélicos: Alguns ramos evangélicos cresceram em contextos de forte oposição ao catolicismo e a práticas que consideravam "idólatras". Isso os 160
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    levou a associarmuito do mal a influências demoníacas, incluindo religiões de matriz africana, espiritismo e outros sistemas de crença.  Católicos: Com raízes em culturas diversas e uma longa história de assimilação de práticas locais, a Igreja Católica tem uma relação mais contextual com crenças sobre o mal e geralmente incorpora elementos simbólicos (exemplo: bênçãos e sacramentais, como água benta). Visão equilibrada Enquanto os evangélicos falam mais sobre demônios em contextos práticos e emocionais, os católicos costumam tratá-los dentro de um contexto teológico mais controlado. Ambos, porém, reconhecem a existência dessas forças espirituais, mas diferem na maneira de abordá-las e enfrentá-las. Se você quiser, posso explorar como essa diferença impacta a espiritualidade ou como outras tradições lidam com a questão do mal. 😊 161
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    RESUMO DO CAPÍTULOI – LIVRO SEGUNDO CAPÍTULO I – DOS ESPÍRITOS QUESTÕES DE 76 A 131 I – Origem e Natureza dos Espíritos – 76 A 83 II – Mundo Normal e Primitivo – 84 A 87 III – Forma e Ubiquidade dos Espíritos – 88 A 92ª IV – Perispírito – 93 A 95 V – Diferentes ordens de Espíritos – 96 A 99 VI – Escala Espírita – 100 A 113 VII – Progressão dos Espíritos – 114 A 127 VIII - Anjos e Demônios – 128 A 131 Espíritos são os seres inteligentes da criação. Povoam o Universo, fora do mundo material. Povoam infinitamente os espaços infinitos. Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente, como os corpos são a individualização do princípio material. A criação dos Espíritos é permanente. Deus jamais deixou de criar. Os espíritos são incorpóreos, pois sendo uma criação, o Espírito há de ser alguma coisa. Deus é eterno, pois não teve princípio e não terá fim. Os Espíritos são infinitos, pois sua existência não tem fim. Os Espíritos constituem um mundo à parte, o mundo dos Espíritos ou das inteligências incorpóreas, sendo este mundo o principal, pois preexiste e sobrevive a tudo. O Espirito pode ser considerado uma chama, um clarão, ou uma centelha etérea que tem uma cor que vai do escuro ao brilho do rubi. Os Espíritos gastam algum tempo para percorrer o Espaço, mas fazem-no com a rapidez do pensamento. Os Espíritos passam através de tudo: o ar, a terra, as aguas e até o fogo. Não pode haver divisão de um mesmo Espirito, mas cada um é um centro que irradia para diversos lados, fazendo parecer estar em muitos lugares ao mesmo tempo. O períspirito é o invólucro semimaterial do Espírito. Esse material é extraído do fluído universal do globo no qual o Espírito está ou se manifestará. O invólucro semimaterial do Espírito tem a forma que o Espirito queira, podendo tomar forma visível, mesmo palpável. Os Espíritos são de diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que Tenham alcançado. Essas ordens são ilimitadas em número, porque entre elas não há linhas de demarcação traçadas, mas considerando-se os caracteres gerais dos Espíritos, elas podem reduzir-se a três principais: Primeira: puros Espíritos – atingiram a perfeição máxima. Classe única: Os Espíritos que a compõem percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. 162
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    Segunda: os quechegaram ao meio da escala – o desejo do bem e o que neles predomina. Distribuem-se da quinta à segunda classe: Espíritos benévolos, Espíritos sábios, Espíritos de sabedoria, Espíritos superiores. Terceira: os espíritos imperfeitos, caracterizados pela ignorância, o desejo do mal e todas as paixões. Ainda se acham na parte inferior da escala. Distribuem –se da décima à sexta classe: Espíritos impuros, Espíritos levianos, Espíritos pseudossábios, Espíritos neutros, Espíritos batedores e perturbadores. Deus criou todos os espíritos simples e ignorantes, isto e, sem saber. A cada um deu determinada missão, com o fim de esclarece-los e de os fazer chegar progressivamente a perfeição, pelo conhecimento da verdade, para aproxima-los de si. Nesta perfeição e que eles encontram a pura e eterna felicidade. Passando pelas provas que Deus lhes impõe e que os Espíritos adquirem aquele conhecimento. Uns aceitam submissos essas provas e chegam mais depressa a meta que lhes foi destinada. Outros só a suportam lamentando e, pela falta em que desse modo incorrem, permanecem afastados da perfeição e da prometida felicidade. O Espírito pode permanecer estacionário, mas não retrograda. Os Espíritos não passam pela fieira do mal, mas sim, pela fieira da ignorância. Deus criou os Espíritos simples e ignorantes, tendo tanta aptidão para o bem quanto para o mal, pois lhes deu o livre-arbítrio que se desenvolve à medida que o Espirito adquire a consciência de si mesmo. Os seres a que chamamos anjos, arcanjos, serafins, são os espíritos puros, que se acham no mais alto grau da escala e reúnem todas as perfeições. Quando a Terra foi criada já havia Espíritos que tinham atingido o grau supremo, por isso os homens acham que eles eram assim desde todos os tempos. Por demônios se devem entender os Espíritos impuros, que muitas vezes não valem mais do que as entidades designadas por esse nome, mas com a diferença de ser transitório o estado deles. São Espíritos imperfeitos, que se rebelam contra as provas que lhes tocam e que, por isso, as sofrem mais longamente, porém, que, a seu turno, chegarão a sair daquele estado, quando o quiserem. Os homens fizeram com os demônios o que fizeram com os anjos. Como acreditaram na existência de seres perfeitos desde toda a eternidade, tomaram os Espíritos inferiores por seres perpetuamente maus. Os modernos representaram os anjos, os puros Espíritos, por uma figura radiosa, de asas brancas, emblema da pureza; e Satanás com chifres, garras e os atributos da animalidade, emblema das paixões vis. 163
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    2 Pedro 1:5-7 5.Poresses motivos, esforçai-vos quanto possível por unir à vossa fé a virtude, à virtude a ciência, 6.à ciência a temperança, à temperança a paciência, à paciência a piedade, 7.à piedade o amor fraterno e ao amor fraterno a caridade. 2 Pedro 1:5-7  Fé  Virtude  Ciência – Conhecimento  Temperança  Paciência  Piedade  Amor fraterno  Caridade Esses versículos estabelecem um caminho de crescimento espiritual em que cada virtude complementa a outra. O progresso é apresentado em etapas: 1. Fé: Base da vida espiritual, a confiança em Deus. 2. Virtude: Prática do bem, conduta moral exemplar. 3. Ciência: Conhecimento, tanto espiritual quanto racional, que aprofunda a compreensão de Deus. 4. Temperança: Domínio sobre si mesmo, equilíbrio em emoções e desejos. 5. Paciência: Perseverança diante das dificuldades e adversidades. 6. Piedade: Devoção sincera a Deus e compaixão pelos outros. 7. Amor fraterno: Afeto e solidariedade com os semelhantes. 8. Caridade: Amor divino, incondicional, que é o ápice da virtude cristã. Pedro apresenta uma progressão espiritual que culmina na caridade, o amor maior que reflete a essência de Deus. 164
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    REFERÊNCIAS: GUSTUS, Sandie. Experiênciasfora do corpo ao alcance de todos. 1ª ed. São Paulo: Cultrix, 2015. PINHEIRO, Luiz Gonzaga. André Luiz e suas novas revelações.1ª ed. Capivari-SP: EME, 2018. PINHEIRO, Luiz Gonzaga. As contribuições de André Luiz.1ª ed. Capivari- SP: EME, 2019. PINHEIRO, Robson. Desdobramento astral. 1ª ed. Belo Horizonte: Casa dos Espíritos, 2021 PINHEIRO, Robson. Gestação da Terra: Da criação aos dias atuais: uma visão espiritual da história humana. 2ª ed. Belo Horizonte: Casa dos Espíritos, 2022. Pelo Espírito Alex Zarthú. KARDEC, Allan. A Gênese: Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. Tradução de Salvador Gentile. 52ª Ed. Araras – SP: IDE, 2018. KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Salvador Gentile. 365ª Ed. Araras – SP: IDE, 2009. KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Salvador Gentile. 182ª Ed. Araras – SP: IDE, 2009. KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Salvador Gentile. 85ª Ed. Araras – SP: IDE, 2008. XAVIER, Chico. A Caminho da Luz. 21ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995. Pelo Espírito Emmanuel. XAVIER, Chico. Libertação. 33ª ed. Brasília: FEB, 2017. Pelo Espírito André Luiz. XAVIER, Chico. Nosso Lar. 61ª ed. Brasília: FEB, 2010. Pelo Espírito André Luiz. XAVIER, Chico. Obreiros da Vida Eterna. 35ª ed. Brasília: FEB, 2017. Pelo Espírito André Luiz. XAVIER, Chico. Os Mensageiros. 47ª ed. Brasília: FEB, 2017. Pelo Espírito André Luiz. XAVIER, Chico & VIEIRA, Waldo. Evolução em dois mundos. 27ª ed. Brasília: FEB, 2017. Pelo Espírito André Luiz. 165
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    XAVIER, Chico. Entrea Terra e o Céu. 27ª ed. Brasília: FEB, 2018. Pelo Espírito André Luiz. ZIMMERMANN, Zalmino. Perispírito. Campinas: CEAK, 2000. https://www.bibliaonline.com.br/ http://cebatuira.org.br/estudos_capitulos.asp?estudo=O%20Livro%20dos %20Esp%EDritos http://www.olivrodosespiritoscomentado.com/questoes.html https://www.youtube.com/user/livrodosespiritos/videos https://www.youtube.com/watch?v=4xRhAKctMo8&list=PLI- OgasY7T5tz8FFyT2yr5aKTPbavF7by&index=111 https://paulodetarso.org.br/anjos-e-demonios/?form=MG0AV3 Fotos incríveis do embrião desde a fecundação: https://www.dicasonline.com/fotos-embriao/? epik=dj0yJnU9cWdvb3hyVFRyRnB6SXh1NDgwUkZsVjFPMzJyN3ExRFImcD0wJm49TUtj dUFmaFhuQTQwc0hwTzktS2dPZyZ0PUFBQUFBR2JvNENz 166