O homem, filho de Deus, criado em espírito à Sua imagem e semelhança,
diferencia-se dos animais chamados irracionais pela vontade própria, pela
inteligência, pelo livre-arbítrio, na escolha de seus caminhos. Cada um decide o
que deseja viver e como deseja viver e, portanto, tem total autonomia de curso.
Cabe-lhe buscar aquilo que deseja, esforçando-se, através do trabalho, na
construção de seu próprio destino. Evolui em espiritualidade, em função das
experiências vividas, das quais tira lições necessárias ao seu burilamento, ao seu
aperfeiçoamento, à aquisição da luz divina.
Quando encarnado, luta contra a herança milenar trazida de seu passado, que o
obriga conciliar a inteligência de que é dotado com o instinto, que faz parte
integrante da sua animalidade.
Quando atinge determinado grau de percepção, lida com a razão, que o faz
entender melhor a sua origem e a sua destinação. Aqueles que já entendem e
percebem a presença de Deus em suas vidas, já conseguem avaliar melhor sua
condição humana e sua evolução espiritual.
O Espiritismo, cristianismo redivivo, traz para aqueles que percebem a clareza
de sua doutrina um entusiasmo muito grande, levando-os ao desejo de
romperem com o passado delituoso e a buscarem um futuro mais promissor em
termos espirituais.
Kardec diz, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, que reconheceremos o
espírita pela luta que ele trava com suas próprias imperfeições e pela disposição
que, sinceramente, apresenta para vencer o mundo.
Mas é preciso entender que a Natureza não dá saltos, e que nossos
compromissos do pretérito são imensos. Assim, ninguém há de tornar-se santo
da noite para o dia porque já é capaz de questionar-se naquilo que faz. O
entusiasmo daquele que começa a praticar a doutrina, a acompanhar e assistir as
palestras, a habituar-se às leituras das obras trazidas pelos mensageiros divinos,
é sempre muito grande. A descoberta pela aplicação da fé raciocinada dos
princípios e das leis que regem a vida, faz com que o iniciante busque falar da
doutrina a todo instante, a todas as pessoas, e em todas as ocasiões. Alguns
tornam-se até inconvenientes quando desejam modificar as outras pessoas com
seus novos modelos de pensar, com seus novos paradigmas espirituais.
Para essas pessoas, tudo o que ocorre é prontamente explicado à luz da
reencarnação, à luz dos débitos do passado. Outros, depois de abraçarem a
causa espírita, preocupam-se em rebuscar o passado, para identificarem as vidas
anteriores, tornando-se, muitas vezes, presas fáceis do erro e da ilusão. Ora, se
Deus quisesse que soubéssemos o que fomos, não nos teria proporcionado a
misericórdia do esquecimento do pretérito. É claro que o entusiasmo é uma
premissa necessária ao trabalhador da seara do bem. Entusiasmo significa
alegria de sentir Deus em nós e, portanto, é a força propulsora de grandes ações.
Mas apenas o entusiasmo não constrói um mundo melhor.
O mundo é construído pelas ações, pelas obras, e estas requerem disposição
para o serviço e, sobretudo, responsabilidade pelos resultados. Lembrando a
Parábola do Semeador, é preciso perceber o terreno que preparamos dentro de
nós para receber a semente do amor e da fraternidade. Se prepararmos o terreno
com a terra rasa do entusiasmo inicial, a planta não vinga, e o aparecimento dos
primeiros obstáculos faz com que deixemos a desejar a responsabilidade pelo
serviço.
Tenho muita vontade de trabalhar pela causa espírita; tenho muita vontade de
ajudar ao necessitado; assim que puder, montarei um orfanato. Estas são frases
bastante comuns entre nós, que já recebemos do Criador a oportunidade de
discernir sobre nossa destinação.
O homem velho teima em se manter ligado aos compromissos do mundo
material, e inibe a ação do homem novo que deseja alçar voos mais elevados na
espiritualidade. Muitos de nós desistem e dizem ser difícil tornar-se espírita no
entendimento de que o espírita deve ser uma pessoa perfeita. Não digamos que
temos vontade. Sejamos espíritas, lutando a cada instante para vencer a
animalidade inferior que ainda mora conosco. A cada queda, a cada deslize, que
sejamos capazes de reconhecer as fraquezas existentes. Peçamos força e amparo
para vencermos a nós mesmos.
Sim, somos espíritas e nos dispomos a servir, a trabalhar pelo bem por um
mundo melhor, onde o amor se estabeleça em sua plenitude, e a misericórdia e o
perdão sejam parte integrante da vida.
Se somos pequenos pecadores, não importa. Que além do entusiasmo pela
Doutrina Espírita, saibamos aceitar a responsabilidade pelo serviço na seara do
amor e do bem.
Deus é nosso pai. Jesus é nosso mestre e nosso guia. E, nós, pecadores
contumazes, mas marchando incessantemente a caminho da luz.
Muita Paz!
Meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br
Com estudos semanais comentados de O Livro dos Espíritos e de O Evangelho
Segundo o Espiritismo. Nova página: Espiritismo com humor.

Entusiasmo e responsabilidade

  • 2.
    O homem, filhode Deus, criado em espírito à Sua imagem e semelhança, diferencia-se dos animais chamados irracionais pela vontade própria, pela inteligência, pelo livre-arbítrio, na escolha de seus caminhos. Cada um decide o que deseja viver e como deseja viver e, portanto, tem total autonomia de curso. Cabe-lhe buscar aquilo que deseja, esforçando-se, através do trabalho, na construção de seu próprio destino. Evolui em espiritualidade, em função das experiências vividas, das quais tira lições necessárias ao seu burilamento, ao seu aperfeiçoamento, à aquisição da luz divina. Quando encarnado, luta contra a herança milenar trazida de seu passado, que o obriga conciliar a inteligência de que é dotado com o instinto, que faz parte integrante da sua animalidade.
  • 3.
    Quando atinge determinadograu de percepção, lida com a razão, que o faz entender melhor a sua origem e a sua destinação. Aqueles que já entendem e percebem a presença de Deus em suas vidas, já conseguem avaliar melhor sua condição humana e sua evolução espiritual. O Espiritismo, cristianismo redivivo, traz para aqueles que percebem a clareza de sua doutrina um entusiasmo muito grande, levando-os ao desejo de romperem com o passado delituoso e a buscarem um futuro mais promissor em termos espirituais. Kardec diz, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, que reconheceremos o espírita pela luta que ele trava com suas próprias imperfeições e pela disposição que, sinceramente, apresenta para vencer o mundo.
  • 4.
    Mas é precisoentender que a Natureza não dá saltos, e que nossos compromissos do pretérito são imensos. Assim, ninguém há de tornar-se santo da noite para o dia porque já é capaz de questionar-se naquilo que faz. O entusiasmo daquele que começa a praticar a doutrina, a acompanhar e assistir as palestras, a habituar-se às leituras das obras trazidas pelos mensageiros divinos, é sempre muito grande. A descoberta pela aplicação da fé raciocinada dos princípios e das leis que regem a vida, faz com que o iniciante busque falar da doutrina a todo instante, a todas as pessoas, e em todas as ocasiões. Alguns tornam-se até inconvenientes quando desejam modificar as outras pessoas com seus novos modelos de pensar, com seus novos paradigmas espirituais.
  • 5.
    Para essas pessoas,tudo o que ocorre é prontamente explicado à luz da reencarnação, à luz dos débitos do passado. Outros, depois de abraçarem a causa espírita, preocupam-se em rebuscar o passado, para identificarem as vidas anteriores, tornando-se, muitas vezes, presas fáceis do erro e da ilusão. Ora, se Deus quisesse que soubéssemos o que fomos, não nos teria proporcionado a misericórdia do esquecimento do pretérito. É claro que o entusiasmo é uma premissa necessária ao trabalhador da seara do bem. Entusiasmo significa alegria de sentir Deus em nós e, portanto, é a força propulsora de grandes ações. Mas apenas o entusiasmo não constrói um mundo melhor.
  • 6.
    O mundo éconstruído pelas ações, pelas obras, e estas requerem disposição para o serviço e, sobretudo, responsabilidade pelos resultados. Lembrando a Parábola do Semeador, é preciso perceber o terreno que preparamos dentro de nós para receber a semente do amor e da fraternidade. Se prepararmos o terreno com a terra rasa do entusiasmo inicial, a planta não vinga, e o aparecimento dos primeiros obstáculos faz com que deixemos a desejar a responsabilidade pelo serviço. Tenho muita vontade de trabalhar pela causa espírita; tenho muita vontade de ajudar ao necessitado; assim que puder, montarei um orfanato. Estas são frases bastante comuns entre nós, que já recebemos do Criador a oportunidade de discernir sobre nossa destinação.
  • 7.
    O homem velhoteima em se manter ligado aos compromissos do mundo material, e inibe a ação do homem novo que deseja alçar voos mais elevados na espiritualidade. Muitos de nós desistem e dizem ser difícil tornar-se espírita no entendimento de que o espírita deve ser uma pessoa perfeita. Não digamos que temos vontade. Sejamos espíritas, lutando a cada instante para vencer a animalidade inferior que ainda mora conosco. A cada queda, a cada deslize, que sejamos capazes de reconhecer as fraquezas existentes. Peçamos força e amparo para vencermos a nós mesmos. Sim, somos espíritas e nos dispomos a servir, a trabalhar pelo bem por um mundo melhor, onde o amor se estabeleça em sua plenitude, e a misericórdia e o perdão sejam parte integrante da vida.
  • 8.
    Se somos pequenospecadores, não importa. Que além do entusiasmo pela Doutrina Espírita, saibamos aceitar a responsabilidade pelo serviço na seara do amor e do bem. Deus é nosso pai. Jesus é nosso mestre e nosso guia. E, nós, pecadores contumazes, mas marchando incessantemente a caminho da luz. Muita Paz! Meu Blog: http://espiritual-espiritual.blogspot.com.br Com estudos semanais comentados de O Livro dos Espíritos e de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Nova página: Espiritismo com humor.