André Luís da Silva Pessoa
alsppibr@gmail.com(e-mail)/alsp1991(skype)


Referências
[1] Bhag Guru , Huseyin R. Hiziroglu, Eletromagnetic: Field Theory
    Fundamentals, Cambridge, 2 ed.
[2] William H. Hayt Jr., John A. Buck, Eletromagnetismo, Livros
    Téc. e Cient. Editora, 6 ed., 2003.
[3] Sadiku, Matthew N. O., Elementos de Eletromagnetismo , Bo-
    okmann, 2004.
[4] D. J. Griffiths, Eletrodinâmica, Pearson..
[5] Kraus, J. D. e Carver, K. R, Eletromagnetismo, Guanabara Dois,
    6 ed.
[6] David K. Cheng Field and Wave Eletromagnetics, ADDISON-
    WESLEY PUBLISHING COMPANY, 2 ed.




                                    1
Sumário
1 Síntese das equações de Maxwell                                                3
  1.1 Equações na forma discreta: . . . . . . .      .   .   .   .   .   .   .   3
  1.2 Equações de Maxwell na forma fasorial: .       .   .   .   .   .   .   .   5
       1.2.1 A fórmula de Euler: . . . . . . . .     .   .   .   .   .   .   .   5
       1.2.2 conclusões finais para esta seção:       .   .   .   .   .   .   .   6

2 A condição de Lorentz para potenciais:                                         7
  2.1 Potenciais variantes no tempo e a obtenção da con-
      dição de Lorentz para potenciais:[3] e [5] . . . . . . .                   7
                                         2
  2.2 Resolvendo a equação 2 V − εµ ∂ 2V = − ρε e discu-
                                        ∂ t
                                                 V

      tindo o significado de seu resultado:[5] . . . . . . . .                    9

3 A onda eletromagnética :                                          10
  3.1 Exercício 01: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
  3.2 Considerações necessárias para cada meio:[3] . . . . . 12
  3.3 Equações da Onda para o vácuo: . . . . . . . . . . . 12
      3.3.1 Equações de Maxwell para o vácuo: . . . . . . 12
      3.3.2 Deduzindo as equações da onda eletromagné-
               tica no vácuo:[2] . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
  3.4 Equações da onda para um meio dielétrico(isolante)
      :[2] . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
  3.5 Equação da onda em meio condutor:[1] . . . . . . . . 15
  3.6 Exercício 02: [1], [2] e [3] . . . . . . . . . . . . . . . . 16
  3.7 Exemplo 03: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
  3.8 Estudo da potência de uma OPU: . . . . . . . . . . . 20
      3.8.1 Calculando a potência da onda[2] e [3]: . . . . 20
      3.8.2 Calculando a densidade de potência média em
               um dielétrico[2] e [3]: . . . . . . . . . . . . . . 21
      3.8.3 Cálculo Densidade de potência média em um
               meio bom condutor[2]: . . . . . . . . . . . . . 21
      3.8.4 Potência total [2] e [3]: . . . . . . . . . . . . . 22
      3.8.5 Ondas polarizadas linearmente: . . . . . . . . 22
  3.9 Exemplo 4 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22




                                  2
1       Síntese das equações de Maxwell
1.1      Equações na forma discreta:
1.1.1      .E= ρV
    •   Divergente do vetor intensidade de campo elétrico é igual à
        razão entre a densidade volumétrica pela permissividade do
        dielétrico;
    •   Justificativa:
Pela lei de Gauss:
                         ˆ                ˆ
                                 D.dS =        ρV .dV             (1)
                             S
                                          V

Pelo teorema de Gauss-Ostrovsky:
                   ˆ             ˆ
                        .D.dV = ρV .dV                            (2)
                         V
                                              V

Derivando ambos os lados e simplificando:

                                    .D = ρV                       (3)
    Substituindo D por E, fica:
                                              ρV
                                    .E =                          (4)

1.1.2      × E = −µ ∂H
                    ∂t

    •   O rotacional do vetor intensidade de campo elétrico é igual
        ao oposto do produto entre a permeabilidade magnética e a
        derivada parcial do vetor intensidade de campo magnético pelo
        tempo;
    •   Justificativa:
Analisando a Lei de Faraday-Neumann-Lenz:
                        ˆ
                                     dΦ
                            E.dl = −                              (5)
                          C          dt
Utilizando o teorema de Stokes ou teorema da divergência:

                                      3
ˆ                         ´
                                          d       S B.dS
                             × E.dS = −                      (6)
                     S                   dt
Colocando a derivada para o interior da integração:
                  ˆ                  ˆ
                                        ∂B
                       × E.dS = −           .dS              (7)
                   S                  S ∂t
Derivando ambos os lados,substituindo B por µ.H e simplificando:
                                          ∂H
                               × E = −µ                          (8)
                                          ∂t
1.1.3    .H=0
  •   O divergente do vertor densidade de fluxo magnético é 0(zero);
  •   Jsutificativa: Pois as linhas de força magnéticas são fechadas;
                    ∂E
1.1.4    ×H = J+    ∂t
                       [3]
  •   O rotacional do vetor intensidade de campo magnético é igual
      à soma da densidade de corrente elétrico pelo produto entre
      a permissividade do dielétrico pela derivada parcial do vetor
      intensidade campo elétrico em relação ao tempo;
  •   Justificativa:
      Analisando a lei de Ampère, temos:
       ˆ                      ´         ˆ           ˆ
                       dQ    d S D.dS      ∂D
           B.dl = I =      =          =       .dS =    J.dS   (9)
         C             dt       dt       S ∂t        S

 ´ I representa corrente elétrica e pode ser expressa como sendo
                         ´
d S D.dS
   dt
          ou como sendo S J.dS.
   Logo desenvolvendo, derivando e substituindo D por E, fica:

                                 ×H=J                           (10)

                                   ∂E
                                ×H=                       (11)
                                    ∂t
   Se aplicarmos a operação de divergência nos dois membros da
equação 10,fica:


                                   4
∂ρV
        .(    × H) =    .J ∧    .(   × H) = 0 ⇒        .J = −       =0    (12)
                                                                 ∂t
     .J = − ∂ρV é conhecida como a equação da continuidade.
             ∂t
   Como em situações variantes no tempo a equação 12 não ocorre,
pois ∂ρV é distinta de zero, então faz-se o seguinte ajuste:
      ∂t

                                     ×H=J+J                               (13)

   Executando a operação de divergência em ambos os membros da
equação 13, obtêm-se a seguinte situação:
                                                                    ∂ρV
         .(    × H) =    .J +      .J = 0 ⇒      .J = − .J = −(−        )
                                                                     ∂t
                               ∂ρV   ∂( .D)           ∂D
                           =       =        =     .                         (14)
                                ∂t     ∂t             ∂t
   Logo,
                                            ∂D
                                     J =                                  (15)
                                            ∂t
   Conclui-se então, que:
                                        ∂D     ∂E
                          ×H=J+            =J+                            (16)
                                        ∂t     ∂t
1.2      Equações de Maxwell na forma fasorial:
O campo elétrico por exemplo pode ser colocado na forma fasorial,
que é determinada analisando incialmente a sua forma variante no
tempo, que é:
                        −
                        →
                        Ex = E(x, y, z) cos(ωt + ψ)ˆx
                                                   a                      (17)

1.2.1        A fórmula de Euler:
                          eα+jβ = eα [cos(β) + jsen(β)]                     (18)

   • Justificativa: Usando as séries de potência, teremos as seguintes identida-
     des:




                                        5
x2   x3
                                 ex = 1 + x +           +    + ...            (19)
                                                     2!   3!

                                                    x2   x4  x6
                               cos(x) = 1 −            +    − ...             (20)
                                                    2!   4!  6!

                                    x3    x5   x7
                              sin(x) = x −
                                        +    −    + ...                       (21)
                                     3!   5!   7!
   Se atribuirmos a x o valor βj, fica:

                     (βj)2   (βj)3                  β2   jβ 3   β4   jβ 5
 eβj = 1 + βj +            +       + ... = 1 + βj −    −      +    +      + ... =
                       2!      3!                   2!    3!    4!    5!
            β2       β4                    β3       β5
   = (1 −   2!   +   4!   + ...) + j(β −   3!   +   5! )   = cosβ + jsenβ.

1.2.2   conclusões finais para esta seção:
    Ex = Re[E(x, y, z).ej(ωt+ψ) ] = Re[|E(x, y, z)|∠(ωt + ψ)]                (22)
   Onde fica claro que estamos considerando apenas a parte real
desta operação, que possui também uma parte imaginária; a equação
18 pode também ser expressada comos:

                              Ex = Re[E(x, y, z).ejψ ].ejwt                  (23)
                                                          →
                                                          −
   Na equação 23, Re[E(x, y, z).ejψ ] a forma fasorial de E x e será
representada por E S ; teremos agora que:
                                    −→
                                     −
                                    EXS = ES .ejwt ax
                                                   ˆ                         (24)
   Derivando E XS teremos que :
                      ∂EXS
                             = jwES ejwt                                     (25)
                        ∂t
   Em tempos instantâneos, a equação 21 fica:
                         ∂EXS
                              ≈ jwES                                         (26)
                          ∂t
   Assim, as equações de Maxwell serão reescritas assim:
       .EXS =        ρV
       .HXS =         0
      × EXS = −jwµHS
      × HXS = J + jw ES



                                                    6
2     A condição de Lorentz para potenciais:
2.1    Potenciais variantes no tempo e a obtenção da condi-
       ção de Lorentz para potenciais:[3] e [5]
O potencial elétrico escalar e o potencial magnético vetorial são modelados res-
pectivamente:
                                      ˆ
                                          ρV .dv
                                  V =                                      (27)
                                        V 4πεR
                                      ˆ
                                          µ.J.dv
                                  A=                                       (28)
                                       V 4πR
    Considerando a identidade:
                                     → →
                                     −  −
                                    ×A =B                                 (29)
                                                                         →
                                                                         −
    Podemos desenvolver a equação de Maxwell na forma discreta,         ×E =
   →
   −
   B
− ∂∂t e obter a seguinte igualdade:

                      →
                      −                    →
                                           −                   →
                                                               −
       →
       −    ∂       ×A        → ∂
                              −          ×A                → ∂A
                                                           −
      ×E =−             ⇒    ×E+             =0⇒        × (E +    ) = 0 (30)
                   ∂t                   ∂t                     ∂t
   Como o rotacional de um campo escalar é nulo, podemos inferir que a igual-
dade 30 poder ser reescrita da seginte forma:
                                    →
                                    −
                             → ∂A
                             −
                          × (E +      )=     × (− V )                      (31)
                                   ∂t
    que poderá ser simplificado para:
                                 →
                                 −
                              → ∂A
                              −
                              E+    =− V                                   (32)
                                 ∂t
             →
             −
    Isolando E :
                                        →
                                        −
                              →
                              −        ∂A
                              E =− V −                                     (33)
                                       ∂t
                                                                      →
                                                                      −
   Conforme as equações de Maxwell na forma discreta, sabe-se que × H =
→
−      →
       −                                 →−    →
                                               −        →
                                                        −          →
                                                                   −    →
                                                                        −
       E                                                E
 J +ε ∂∂t o que pode ser reescrito como × B = µ J +εµ ∂∂t , já que B = µ H ;
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                                                    →
                                                    −
                             →
                             −        →
                                      −    →
                                           −       ∂E
                       ×    ×A =    × B = µ J + εµ                         (34)
                                                   ∂t
    Aplicando a equação 33 na equação 34:




                                       7
→
                                                               −
                                                                A
                                                      ∂(− V − ∂∂t )
                         →
                         −               →
                                         −    →
                                              −
                  ×     ×A =           × B = µ J + εµ                          (35)
                                                           ∂t
 Como existe a identidade :
                                        →
                                        −            →
                                                     −          2→
                                                                 −
                              ×        ×A =       ( .A) −        A             (36)
 Então :

                                   →
                                   −                               →
                                                                   −
                                   A
                         ∂(− V − ∂∂t )            ∂(− V )           A
                                                               ∂( ∂∂t )
   →
   −         2→
              −   →
                  −                       →
                                          −
( .A) −    A = µ J + εµ                = µ J + εµ         − εµ
                                ∂t                   ∂t           ∂t
                                                                   (37)
 Reescrevendo a equação 37, fica:
                                                               −
                                                               →
                      →
                      −            2→
                                    −       →
                                            −       ∂(V )     ∂2A
                   ( .A) −             A = µ J − εµ       − εµ 2               (38)
                                                     ∂t       ∂ t
 ou
                                   −
                                   →
                        2→
                         −        ∂2A    →
                                         −              →
                                                        −       ∂(V )
               −        A + εµ        = µJ −         ( . A + εµ       )        (39)
                                  ∂2t                            ∂t
 ou
                                −
                                →
                   2→
                    −         ∂2A        →
                                         −              →
                                                        −       ∂(V )
                      A − εµ 2 = −µ J +              ( . A + εµ       )        (40)
                              ∂ t                                ∂t
                       →
                       −
 Considerando         . A + εµ ∂(V ) = 0 ⇒
                                ∂t

                             →
                             −        ∂(V )
                            . A = −εµ                                          (41)
                                        ∂t
 A equação 41 é chama de condição de Lorentz para potenciais.
 Aplicando a equação 41 na equação 40, obtem-se:
                                       −
                                       →
                                   2→
                                    −∂2A         →
                                                 −
                               A − εµ 2 = −µ J                                 (42)
                                      ∂ t
             →
             −            →
                          −          →
                                     −
 Como       .E =   ρV                 A
                        e E = − V − ∂∂t , então:
                    ε


                                          →
                                          −                      →
                                                                 −                         →
                                                                                           −
 →
 −       →
         −   ρV                          ∂A    ρV               ∂A             2        ∂ .A
.E =    .E ⇒    =            .(− V −        )⇒    = − .( V )− .    )=−             V−
              ε                          ∂t     ε               ∂t                       ∂t
                                                                               (43)
 Aplicando a equação 41 na equação 43:

              ρV                       ∂(−εµ ∂(V ) )                     ∂2V
                 =−          2
                                 V −          ∂t
                                                     =−     2
                                                                V + εµ         (44)
               ε                           ∂t                            ∂2t
 ou seja:


                                              8
∂2V       ρV
                                      2
                                       2t
                                          V − εµ
                                          =−                                (45)
                                     ∂         ε
   As equações 42 e 45 são as equações de onda!

                                                               2
2.2       Resolvendo a equação 2 V − εµ ∂ 2V = − ρε e discutindo
                                          ∂ t
                                                  V

          o significado de seu resultado:[5]
Como o operador laplaciano em coordenadas esféricas de V é definido por:


                1 ∂(R2 ∂V )        1   ∂(senθ ∂V )        1     ∂2V
      2
          V =     2
                       ∂R
                            aR + 2
                            ˆ                 ∂θ
                                                   aθ + 2
                                                   ˆ                a
                                                                    ˆ
                                                             2θ ∂2ϕ ϕ
                                                                            (46)
                R   ∂R          R senθ     ∂θ          R sen
   O laplaciano será analisado em coordenadas esféricas por que a melhor si-
metria para analisar a situação fica em simetria esférica.
   Como a única direção em que é relevante analisar o problema é na direção do
versor aR , então as demais componentes ai ,para i∈ {θ, ϕ},serão desconsideradas.
       ˆ                                ˆ
   então, se ρV = 0:

                       ∂2V         1 ∂(R2 ∂V )       ∂2V
                    2
                        V − εµ
                           =0⇒ 2            ∂R
                                                 − εµ 2 = 0                 (47)
                       ∂2t        R      ∂R          ∂ t
   onde V está dependendo de R e de t, ou seja, V∝ (R, t).
   Se chamar V(R,t) de (1/R)U(R,t), ficará:

                             ∂2U      ∂2U
                               2R
                                  − εµ 2 = 0                        (48)
                             ∂        ∂ t
                                                  √
   Resolvendo, ou a solução será em função de (t+R εµ) ou será em função
de (t-R εµ);mas seguindo uma modelagem mais fiel ao que ocorre na prática,
fica:
                                             √
                          U (R, t) = f (t − R εµ)                     (49)
                                  √
   Na equação 49 constata-se que εµ é a velocidade de propagação e pode-se
constatar que:
                                                                  √
                           U (R +         R, t +     t) = f (t − R εµ)      (50)
   e a equação 50 sendo reescrita em função de V(R,t) é:
                                                   1         √
                                  V (R, t) =         f (t − R εµ)           (51)
                                                   R
   A equação 27 diz que dV =              ρV .dv
                                           4πεR    , então:

                                                     ρ(t − R/c).dv
                                 df (t − R/c) =                             (52)
                                                          4πε



                                                    9
integrando, fica:
                                           ˆ
                                                 ρ(t − R/c).dv
                        f (t − R/c) =                                       (53)
                                            V         4πε
    logo,
                                       ˆ
                                               ρ(t − R/c).dv
                          V (R, t) =                                        (54)
                                        V           4πεR
   A equação 54 nos informa que para a onda, os valores futuros estão relacio-
nados com os valores pretéritos.


3     A onda eletromagnética :
Considerando que a onda eletromagnética é formada pelos campos elétrico e
magnético, que estão dispostos como segue:
    Segundo os esclarecimentos dados sobre a forma fasorial das funções varian-
tes no podemos escrever o campo elétrico e magnético, como sendo:

                                 Ex = ES ejωt                               (55)


                                 Hy = HS ejωt                               (56)
   Agora, cabe a nós demonstrarmos uma expressão mais expressiva para os
campos elétrico e magnético utilizando as equações de Maxwell na forma fasorial
como elementos de apoio; Mas antes vale ressaltar uma pequena observação
quanto às ondas:
    1. A velocidade angular(ω) = 2πf , onde f é a frequência e [w]=rad/s;
    2. A velocidade de fase(Vp )é dada como sendo         ∂t ;
                                                          ∂z




                                            10
3.1    Exercício 01:
                      −→
                       −                             −→
                                                     −
Considerando as ondas Ey1 = E01 cos(ωt + βz + θ)ˆy e Ex2 = E02 cos(ωt − βz +
                                                a
θ)ˆx , determine
  a
  1. As velocidade de fase em ambas as ondas;
  2. O versor que corresponde à propagação de ambas as ondas;
  3. o versor que corresponde ao crescimento de ambas as ondas;

  4. O versor correspondente ao vetor intensidade de campo magnético;
Solução:
    Se M = ωt ± βz + θ ⇒ z = ωt+θ−M e como Vp (velocidade de fase)= ∂z ,
                                     ±β                                       ∂t
então:             ωt+θ−M
                ∂(        )
    Vp = ∂z =
           ∂t
                      β
                     ∂t     = ±ω
                               β
    O sinal negativo ou positivo da velocidade está relacionado com o sentido de
propagação;
    Se fizermos um gráfico para ter uma idéia sobre a relação entre o sentido de
propagação e o sinal em ±βz, veja os seguintes gráficos:
    A)sen(t)
    B)sen(t + π)
    C)sen(t − π)
    Onde poderemos concluir que com +βz a onda se propaga no sentido de −ˆz    a
e que com −βz a onda se propaga no sentido de +ˆz .  a
    Uma constante na análise dos versores correspondentes à onda eletromagné-
tica é que:
    aE × aH = ak , onde ak é o versor que corresponde ao sentido de propagação
    ˆ    ˆ      ˆ         ˆ
da onda eletromagnética.
                    →
                    −
    Considerando E y1 para exemplificar:
    Se aE × aH = ak e
       ˆ      ˆ     ˆ
    aE = ay
    ˆ     ˆ
    ak = −ˆz
    ˆ       a
    então:
                                   →
                                   −
    ay × (−ˆz ) = ak =ˆx , ou seja H y varia sua amplitude segundo o versor ax .
    ˆ        a     ˆ    a                                                    ˆ




                                      11
3.2     Considerações necessárias para cada meio:[3]
   • No vácuo σ(condutividade) = 0,             =       0   e µ =µ0 ;
                               sem perdas : σ = 0;
   • Em meio dielétrico
                               com perdas : σ = 0;
   • Em bons condutores σ → ∞;

3.3     Equações da Onda para o vácuo:
3.3.1       Equações de Maxwell para o vácuo:
            →
            −     →
                  −
  1.       . E = .H = 0
              →
              −        →
                       −      −
                              →        −
                                       →
  2.                   H
            × E = −µ0 ∂∂t ⇒ × ES = −jω Hs

            →
            −        →
                     −           −→     −
                                        →
                   ∂E
  3.       ×H =   0 ∂t   ⇒     × HS = jwES

3.3.2  Deduzindo as equações da onda eletromagnética no vácuo:[2]
                               −→              −→
                         × × Es = −jωµ0 × HS                        (57)
                                      −→
   Substituindo na equação 57 em × HS pela sua respectiva identidade, se-
gundo a equações de Maxwell na forma fasorial:
                           −
                           →                −→              −
                                                            →
                     ×   × Es = −jωµ0 (jω 0 HS ) = ω 2 0 µ0 ES =                          (58)
    Onde ko é conhecido como o número de onda e segundo o exposto vale
  √
ω µ0 ε0 .
                                           →
                                           −         −→      →
                                                             −
    Sabendo a existência da identidade × × E S = ( .ES )− 2 E S , infe-
rimos que:

                        −
                        →                                    2−→                   2−→
       ×    × ES =   ( .ES ) −      2
                                        ES= −       2
                                                        ES= k0 ES ⇒     2
                                                                            ES= − k0 ES   (59)

    Na equação 59 existe uma operação vetorial que é conhecida como laplaciano
              −→
e é o termo ²ES ;

                         2−
                          →        ∂ 2 Es ˆ ∂ 2 Es ˆ ∂ 2 Es ˆ
                          ES   =          i+ 2 j+ 2 k                                     (60)
                                   ∂ 2x      ∂ y      ∂ z
   Como ES varia em funçao apenas de z, então :
    2−
     → ∂Ez    2
     ES = ∂ 2 z ;
   Com as informações acima podemos concluir que :

                                    ∂ 2 Es     2
                                           = −ko Es                                       (61)
                                     ∂2z



                                           12
Resolvendo a equação 61, que é uma equação diferencial de segunda ordem,
obtem-se que:

                                  Es = E0 e−jko z                                          (62)
   OBS:A resolução da equação 61 irá ofertar dois termos, porém apenas o
apresentado na equação 62 melhor modela a onda.
   Voltando para a equação 17, fica que Ex = Re[ES ]ejωt = Re[E0 e−jk0 z ejωt ] =
Re[E0 ej(ωt−k0 z) ] = E 0 cos(ωt − k0 z).

                              Ex = E0 cos(ωt − k0 z)                                       (63)
                                                                      e−jko z )
    Como xES = −jωµ0 HS ⇒ ∂ES . −jµ0 ω = HS ⇒ ∂(E0 ∂z
                                  ∂z
                                         1                            1
                                                                  . −jw = HS ⇒-
jk0 E0 e −jk0 z
                . −jµ0 ω ⇒
                    1

                                √                      √
    ⇒ HS = k0 ωµ0 E0 e−jk0 z = ω 0 µ0 ωµ0 E0 e−jk0 z =
                     1                 1                      1
                                                         0 µ0 µ0 E0 e
                                                                      −jk0 z
                                                                             = µ0 E0 e−jk0 z .
                                                                               ε
                                                                                 0

   Se multiplicarmos HS por ejωt e retirarmos a parte real, obteremos :
                                     E0
                              Hy =      cos(ωt − k0 z)                                     (64)
                                     η
   Onde η é a impedância intrínsica que é calculada pela expressão                    µ
                                                                                      ε   e tem
como unidade [η] = Ω.
  1. Se φ = ωt − k0 z, então ω =     ∂φ
                                     ∂t   = 2πf(f: frequência) e [ω] = 1rad/s;
  2. V p (velocidade de f ase) =ω/k0 =        √ω
                                             ω µ 0 ε0    =   √ 1
                                                              µ0 ε0      = c(velocidade da luz
     no vácuo)= 3 × 108 m/s;
  3. λ(comprimento de onda)= 2π =
                             k0
                                            √2π
                                           ω µ0 ε0   =   2πf
                                                               2π
                                                               √
                                                                 µ0 ε0
                                                                           c
                                                                         = f;

  4.   Ex
       Hy   =   ε0 ;
                µ0




3.4    Equações da onda para um meio dielétrico(isolante)
       :[2]
    Considerando um ambiente dielétrico que diferentemente de um ambiente
como o vácuo, possui perdas e essas perdas irão afetar visivelmente o compor-
tamento da onda no meio dielétrico em que se encontre.
   No meio dielétrico ε = − jε , ou seja, será detentor de uma parte real e
de uma parte imaginária.
   Se considerar-mos jk=α + jβ, teremos que :

            ES = Re[E0 e−jkz ] = Re[E0 e−z(α+jβ) ] = Re[E0 e−αz e−jβz ]                    (65)
   Multiplicando a equação 65 por ejωt ,fica :

            Ex = ES ejωt = Re[E0 e−αz ej(ωt−βz) ] = E0 e−αz cos(ωt − βz)                   (66)


                                           13
α > 0, ele ser´ chamado de coef iciente de atenua¸ ao
                                           a                                  c˜
    Na equação 38 quando
                               α < 0, ele ser´ chamado de coef iciente de ganho
                                             a
e
    β é chamado de constante de fase.
    Como k, no meio dielétrico é :

                    √                                              ε
               k = ω µε = ω      µ(ε − jε ) = ω         µε   1−j          (67)
                                                                   ε

Nota: raiz quadrada de um número complexo:


                                 α + jβ = a + jb                          (68)

Elevando ambos os membros ao quadrado:

                           α + jβ = a2 − b2 + 2abj                        (69)
    Logo: α = a2 − b2 eβ = 2abj;
                            √
    Se α = a2 −b2 , etão a = α + b2 ; susbsttuindo a igualdade obtida em β,fica:

                              β = 2 α + b2 × bj                           (70)
    Elevando os dois membros da equação 42 ao quadrado:

                       β 2 = −4(α + b2 )b2 = −4αb2 − 4b4                  (71)
    Organizando a equação 43, obtemos:

                             4b4 + 4αb2 + β 2 = 0                         (72)
    Se chamarmos b² de γ, teremos:

                                 4γ 2 + αγ + β 2                          (73)
    resolvendo essa equação do segundo grau, obtem-se:

                             γ = −α ±        α2 + β 2                     (74)
    Como γ = b², então:

                                   −α ± α2 + β 2
                            b=         √                                  (75)
                                         2
    e sabendo que α = a2 + b2 , obtem − seque :

                                   +α ± α2 + β 2
                            a=         √                                  (76)
                                         2



                                        14
Pela equação 67 temos o valor de k, ao multiplicar esta equação por j, tere-
mos:

                        √                                                               ε
        jk = α + jβ = jω µε = jω                 µ(ε − jε ) = jω            µε   1−j         (77)
                                                                                        ε
   desenvolvendo a raiz complexa:
              √                 √ √                                          √
   α + jβ = jω µε 1 − j ε = −1ω µε
                           ε                                      1 − j ε = ω µε
                                                                        ε              −1 + j ε =
                                                                                              ε

    √         −1+    1+( ε )2
                         ε
                                      1+   1+( ε )2
                                               ε
   ω µε (           √
                      2
                                +j         √
                                             2
                                                    ).
   Logo,

                                                −1 +          1 + ( ε )2
                                                                    ε
                           α=ω        µε                  √                                  (78)
                                                              2

                                                 1+        1 + ( ε )2
                                                                 ε
                             β=ω          µε              √                                  (79)
                                                            2
   • Se um material for dielétrico e sem perdas, subentende-se que
     ε = 0,e portanto:

                                                                0
                                               −1 +       1 + ( ε )2
                         α=ω         µε               √                =0                    (80)
                                                          2

                                1+           0
                                       1 + ( ε )2                     √
                                                                        2
              β=ω       µε            √           =ω               µε √ = ω      µε          (81)
                                        2                               2

3.5     Equação da onda em meio condutor:[1]
Em um meio condutor considera-se σ = 0, o que irá permitir uma remodelagem
das equações obtidas anteriormente considerando agora a condutividade como
termo útil para a análise da situação.
   Com σ = 0, pode-se reescrever a seguinte equação:
                                                    →
                                                    −
                                            →
                                            −      ∂H
                                          × E = −µ                                           (82)
                                                    ∂t
   ou


                         →
                         −                          →
                                                    −       →
                                                            −
            ∂          ×H                                   E
                                                 ∂(σ E + ε ∂∂t )
    →
    −                                 2→
                                       −                                         2−
                                                                                  →
 × × E = −µ                ⇒−             E = −µ                 ⇒                ES   = jωµσES +jωµε(jωES )
                      ∂t                               ∂t
                                                                                             (83)
   ou seja,


                                                15
2→
                             −
                             E = (jωµσ − ω 2 µε)ES                        (84)
   também é possível encontrar:
                            2→
                             −
                             H = (jωµσ − ω 2 µε)HS                        (85)
    Reajustando a expressão jωµσ − ω µε, fica:
                                       2

    jωµ(σ+jωε) = −ω 2 µε[1−j ωε ] = −ω 2 µˆ, onde ε = ε[1−j ωε ] = ε −jε ∧ ε =
                              σ
                                          ε       ˆ         σ

εR ε0 .
    Concluímos então que:
  1. ε =   ω;
           σ


  2. ω × ε = σ;
  3. tg(δ) = ωε é chamada de tangente de perdas e δ é o ângulo da tangente
             σ

     de perdas;
  4. ε = ε[1 − jtg(δ)]
     ˆ

A figura abaixo foi retirada de [1] é importante para a compreensão do proposto:

3.6    Exercício 02: [1], [2] e [3]
        a)Considerando que em um meio mau condutor tg(δ) << 1 e que em um
meio bom condutor tg(θ) >> 1, demonstrar expressões aproximadas para α, β
e η para cada um destes meios.
    b)Demonstre que o ângulo da impedância intrínsenca(θη ) é 2δ.
    c)Demonstrar uma expressão que coloque α e β em função de δ.
    Solução:
    a)
    1 - Propagação em um mau condutor:
    Tendo já conhecimento de que:
                     √                 √
    jk = α + jβ = jω µε 1 − j ε = jω µε 1 − j ωε ;
                                ε
                                                    σ

                                                                   2
   Poderemos usar a expansão binomial (1 + x)n = 1 + nx + n(n−1)x + ... , que
                                                             1!
é válida para x<‌<1, em 1 − j ωε = (1 − j ωε )1/2 ,onde n=1/2 e x=−j ωε ,
                               σ            σ                              σ

devido à tg(δ) = ωε << 1;
                  σ

   √ desenvolver a expansão binomial, multiplicar o resultado da mesma por
   Ao
jω µε e igualar a α + jβ, obtem-se:

                                       σ    µ
                                  α=                                      (86)
                                       2    ε
                                          1 σ
                           β=ω     µε [1 + (   )]                         (87)
                                          8 ωε
   Como,



                                       16
µ          µ            µ        1                    µ     ε             µ       σ −1/2
η=      =            =                              =         (1−j )−1/2 =        (1−j    )
      ε       ε − jε          ε    1−      jε               ε     ε             ε      ωε
                                            ε


poderemos fazer uso novamente da expansão binomial em (1 − j ωε )−1/2 , onde
                                                              σ

dessa vez será atribuído à x o valor de −j ωε e a n o valor de -1/2; após
                                             σ

multiplicar o resultado da expansão binomial por ε , obteremos:
                                                 µ


                                           µ         σ
                                  η=         [1 + j     ]                              (88)
                                           ε        2ωε
   2 - Propagação em Bom condutor:                          √
   Como em um bom condutor tg(δ) >> 1, a expressão jk=jω µε 1 − j ωεσ
                              √                              √ √
poderá ser simplificada para jω µε −j ωε = j ω 2 ε µ( −jσ ) = −1 −jσωµ =
                                      σ
                                                     ωε
√         √ √
  jσωµ = j σωµ;
   Como

                   j = 0 + 1j =        02 + 12 ∠tan−1 (0) = 1∠90◦

   , temos que
                        √                    1     1
                            1∠90◦ = 1∠45◦ = √ + j √
                                              2     2
   e que
                    1     1                            1     1   √
   jk = α + jβ = ( √ + j √ ) ×             2πf σµ = ( √ + j √ ) × 2 ×              πf σµ
                     2     2                            2     2
   ou seja:

                                       α=           πf σµ                              (89)

                                       β=           πf σµ                              (90)
   OBS: O inverso de α é conhecido como profundidade de penetração(∆) e
indica até que ponto a onda penetra em determinado meio.
   Para calcular a impedância intrínseca em um bom condutor vale analisar a
sua fórmula geral, onde ressaltaremos a presença da condutividade:

              µ         1                        µ                  µ           jωµ
       η=       ×            σ
                               =                     σ   =             σ
                                                                  ε −j ω   =   σ+jωε
              ε       1 − j ωε             ε (1 − j ωε )

   como tg(δ) >> 1 ⇒      σ
                         ωε     >> 1 ⇒ σ >> ωε , poderemos continuar a desen-
volver as igualdades:

                                                        ωµ           ωµ × σ
                                    σ =                    = ∠45◦
                      µ            jωµ
              η=    σ+jωε   =                   j                           =
                                                        σ            σ×σ

                                             17
√                 √
                                  ◦       ωµσ               2πf µσ
                          = ∠45               = ∠45◦
                                          σ                  σ
     continuando√ desenvolver, obteremos:
              √
                 a      √     ◦
     η = ∠45◦ 2 σ µσ = 2∠45 = ∆σ × ( √2 + j √2 ) =
                 πf
                          ∆σ
                                    1     1 1                         1
                                                                     ∆×σ   + j ∆×σ .
                                                                                1

     Logo,
                                    1         1
                                η=      +j                                  (91)
                                 ∆×σ        ∆×σ
    OBS: Alguns livros chamam a profundidade de penetração com o símbolo
”δ”, porém como esse símbolo já foi aqui usado em outro contexto será utilizada
a simbologia “∆” para o representar.
    b)Como η = σ+jωε , se colocarmos no denominador em evidência jωε e
                    jωµ

no numerador retirarmos j do radicando, teremos:
             √ √            √                                  √ √
              j× ωµ           µ                                 µ/ ε
    η = √j×√ωε ×√1−j σ = √ε × 4 √        σ  2
                                              1
                                               1  −1   σ  = 4√      σ  2
                                                                         ∠[− 2 tan−1 (− ωε )];
                                                                              1          σ
                         ωε
                                             1+( ωε ) ∠ 2 tan   (− ωε )        1+( ωε )
   Como a função tangente é função ímpar, temos que tan−1 (−x) = −tan−1 (x)
e que:
              √ √                            √ √
                µ/ ε       1    −1 σ           µ/ ε        1
                         ∠ tan (
            4 1 + ( σ )2 2
                                       )= 4          σ 2
                                                         ∠( θη )
                    ωε
                                    ωε        1 + ( ωε )   2

     Como tan−1 ( ωµ ) = δ e 2 tan−1 ( ωε ) = θη , então δ = 2 × θη !
                  σ          1          σ


                                          δ = 2 × θη                                           (92)
     c)Segundo a figura 1, temos as seguintes identidades:                         √
     sen(δ) = √σ2 +ω2 ε2 , cos(δ) = √σ2ωε 2 ε2 , tg(δ) = ωε e sec(δ) =
                  σ
                                       +ω
                                                         σ                            σ 2 +ω 2 ε2
                                                                                         ωε         =
√
    σ 2 /ω 2 +ε2
         ε     √ .
     Como jk=jω µˆ = α + jβ e ε = ε[1 − j ωε ], temos que:
                 ε            ˆ           σ

                                  σ                       j
     jk = α+jβ = jω      µε(1 − j ωε ) = ω         −µε(− ωε )(σ + jωε) =         jωµ(σ + jωε);
     Logo,

                              α + jβ =        jωµ(σ + jωε)                                     (93)
     Elevando ambos os membros de (93) ao quadrado, teremos:

                          jωµσ − ω 2 µε = α2 − β 2 + 2αβj                                      (94)
     Logo,

                                          α = −ω 2 µε                                          (95)

                                           β = ωµσ                                             (96)


                                              18
De (96):

                                   ωµσ        ω 2 µ2 σ 2
                              β=       ⇒ β2 =                                   (97)
                                    2α          4α2
   Aplicando (97) em (95):

                                      ω 2 µ2 σ 2
                               α2 −              = −ω 2 µε
                                        4α2


                             4α2 − ω 2 µ2 σ 2 = −4ω 2 µ2 εα2

   Atribuindo, α2 = X :

                              4X 2 + 4ω 2 µεX − ω 2 µ2 σ 2

   O discriminante da equaçao do segundo grau acima será:

                                          σ2
                            4ω 2 µ ε2 +      = 4ω 2 µεsec(δ)
                                          ω2
   Resolvendo a equação obtem-se:

      √        −4ω 2 µε ± 4ω 2 µεsec(δ)          −ω 2 µε ± ω 2 µsen(δ)      µεsec(δ)(1 − cos(δ))
α=        X=                            =                              =ω                        =
                          8                                2                         2

                                                   δ
                                =ω     µεsec(δ)sen( )
                                                   2

                                                    δ
                               α=ω      µεsec(δ)sen( )                          (98)
                                                    2
   Como α2 − β 2 = −ω 2 µε, ao substituirmos a equação (98) no respectivo valor
de α, teremos:
                                          δ
                       [ω     µεsec(δ)sen( )]2 − β 2 = ω 2 µε
                                          2
   Desenvolvendo esta equação, obtem-se:
                                                      δ
                               β=ω        µεsec(δ)cos( )                        (99)
                                                      2

3.7       Exemplo 03:
Leia o material presente em:
   http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=cientista-
desafia-matematica-microrrobo-medico&id=010180120223


                                            19
3.8        Estudo da potência de uma OPU:
3.8.1       Calculando a potência da onda[2] e [3]:
           Sabendo que
                             →
                             −                       →
                                                     −
                 → → ∂D
                 →
                 −
                 −     −           → → → → → → ∂D
                                   − − −     − − −
              ×H = J +          ⇒ E. × H = E.J + E.
                            ∂t                       ∂t
   Conhecendo as identidades vetoriais
                 → → →
                 − − −            →→ → →→ →
                                  − − − − − −
                    .( A × B ) = − A . × B + B . × A
   e
                                                     →
                                                     −
         →→ → → → −
         − − −       − −     →     → → →
                                   − − −     → → →∂D
                                             − − −
         A . × B = ( A × B) ⇒ .( E x H ) = E . J + E
                                                     ∂t
        → →
        − −        →
                   −
   Como            B
          × E = − ∂∂t , podemos inferir que:
    →
    −                          →
                               −                             →
                                                             −     →
                                                                   −
 →∂B → → →
 −      − − −        → → →∂D
                     − − −           → → →
                                     − − −         → → →∂D →∂B
                                                   − − −         −
−H    − .( E × H ) = J . E + E    ⇒ − .( E × H ) = J . E + E    +H
   ∂t                          ∂t                            ∂t    ∂t
  Logo,
                   → → →
                   − − −         → → ∂(εE 2 /2) ∂(µH 2 /2)
                                 − −
                  − .( E × H ) = J . E +       +           =
                                         ∂t        ∂t

                                → → ∂(εE 2 /2 + µH 2 /2)
                                − −
                              = J .E +
                                             ∂t
   Concluímos que:

                     → → →
                     − − −           → → ∂(εE 2 /2 + µH 2 /2)
                                     − −
                      .( E × H ) == − J . E −                                         (100)
                                                  ∂t
   Onde:
   → → →
   − − −
     .( E × H ) : representa a potencia total dissipada;
   →−
   − →
   J .E : representa a energia perdida pelo efeito joule;
   ∂(εE 2 /2+µH 2 /2)
           ∂t         : representa as perdas capacitivas e indutivas;
   O resultado (100) pode ser expresso como sendo:
   ˛                             ˛                   ˛
         →
         −      → → →
                − − −                   →→ →
                                        − − −              ∂(εE 2 /2 + µH 2 /2) →−
             × ( E × H ).d S =          J . E .d V +                           d. V
    V ol                           V ol               V ol          ∂t
   Fazendo teorema de Gauss de forma inversa, teremos:

       ˛                      ˛                     ˛
             → → →
             − − −                   →→ →
                                     − − −                 ∂(εE 2 /2 + µH 2 /2) →−
            ( E × H ).d S =          J . E .d V +                              d. V   (101)
        S                     V ol                  V ol            ∂t
   Ou seja,
                                         → → →
                                         −   − −
                                         P = E ×H                                     (102)


                                               20
3.8.2   Calculando a densidade de potência média em um dielétrico[2]
        e [3]:
Tendo cochecimento de que,

                                  Ex = Ex0 e−αz cos(ωt − βz)                                (103)
   e que
                                     Hy0 −αz
                          Hy =          e    cos(ωt − βz + θη )                             (104)
                                      η
   Então poderemos inferir que como a potência é calculado usando (100),
obteremos o resultado abaixo:
                                       2
                                      Ex0 −2αz 2
                              Pz =       e    cos (ωt − βz)                                 (105)
                                       η
   Em funções periódicos faz-se possível o cálculo de seu valor médio usando a
expressão abaixo:
                                                ˆ   T
                                            1
                                  RAV =                  R(x, y, z)dt                       (106)
                                            T   0
   onde T é o período.
   Utilizando a equação (106) em (105), obeteremos:
                          ˆ   T    2
                      1           Ex0 −2αz
            PAV,Z =                  e     cos(ωt − βz)cos(ωt − βz + θη )dt                 (107)
                      T   0        η
   Resolvendo essa integral fica fácil ver que,
                                              2
                                            Ex0 −2αz
                                  Pz,av =        e   cos(θη )                               (108)
                                            2|η|
   Observação:


           1              1                                         1   E 2 e−αz ejθη
Pz,AV =      Re[ES ×HS ] = Re[Ex0 e−αz e−jβz ×Ex0 e−αz ejβz ejθη ] = Re[ x0
                     ∗
                                                                                      ]
           2              2                                         2        |η|
                                                                         (109)

3.8.3   Cálculo Densidade de potência média em um meio bom con-
        dutor[2]:
Como ∆ = α , então α = ∆ ; utilizando estas identidas e utilizando a apróxi-
              1            1

mação de η para bons condutores teremos que a intensidade de campo magnético
será reescrito conforme abaixo:
                   Ex0 −αz                                 Ex0        z              z
            Hy =      e    cos(ωt − βz) =                 √        e− δ z cos(ωt −     z)
                    η                                      2∠45◦                     ∆
                                                            σ∆



                                                    21
e portanto a potência média, será reescrita como,

            2 σ∆     z         z          z  π     2 σ∆     z     π
  P z,av = Ex0 √ e−2 ∆ cos(ωt − )cos(ωt −   − ) = Ex0 √ e−2 ∆ cos( )
                2              ∆          ∆  4         2          4

                                            σ∆ −2 z
                                       2
                             P z,av = Ex0      e δ                        (110)
                                             4

   Observação:
   Quando z=∆, então apenas 13,5% da potência ainda permanece.

3.8.4  Potência total [2] e [3]:
                           →
                           −          →
                                      −        →
                                               −
                           P T otal = P AV,Z × S                          (111)
        →
        −
   onde S representa a área.

3.8.5   Ondas polarizadas linearmente:

3.9     Exemplo 4
Uma onda com frequência de 2GHz, propaga-se em meio não-magnético que
possui constante do dielétrico valendo 94. Sabendo que o campo elétrico da
mesma tem como lei de formação

        −→
         −                        4π                            94π
        Ez,t = −e5z sen(ωt + βz +     )ˆx − 50e5z cos(ωt + βz +
                                       a                            )ˆy
                                                                     a
                                  180                           180
    Determine:
    a)Tangente de perdas;
    b)Se o material é dielétrico, mau condutor ou bom condutor;
    c)ω
    d)β
    e)λ
    f)η
      →
      −
    g) E S
       →
       −
    h) H S
    i)Se é linearmente polarizada, elipticamente polarizada ou circularmente po-
larizada;
    j)A densidade de potência média;
    l)Considerando que a densidade de potência média passa por uma área de
50cm2 do plano z=2x, determite a potência total;




                                      22

Eletromag2

  • 1.
    André Luís daSilva Pessoa alsppibr@gmail.com(e-mail)/alsp1991(skype) Referências [1] Bhag Guru , Huseyin R. Hiziroglu, Eletromagnetic: Field Theory Fundamentals, Cambridge, 2 ed. [2] William H. Hayt Jr., John A. Buck, Eletromagnetismo, Livros Téc. e Cient. Editora, 6 ed., 2003. [3] Sadiku, Matthew N. O., Elementos de Eletromagnetismo , Bo- okmann, 2004. [4] D. J. Griffiths, Eletrodinâmica, Pearson.. [5] Kraus, J. D. e Carver, K. R, Eletromagnetismo, Guanabara Dois, 6 ed. [6] David K. Cheng Field and Wave Eletromagnetics, ADDISON- WESLEY PUBLISHING COMPANY, 2 ed. 1
  • 2.
    Sumário 1 Síntese dasequações de Maxwell 3 1.1 Equações na forma discreta: . . . . . . . . . . . . . . 3 1.2 Equações de Maxwell na forma fasorial: . . . . . . . . 5 1.2.1 A fórmula de Euler: . . . . . . . . . . . . . . . 5 1.2.2 conclusões finais para esta seção: . . . . . . . 6 2 A condição de Lorentz para potenciais: 7 2.1 Potenciais variantes no tempo e a obtenção da con- dição de Lorentz para potenciais:[3] e [5] . . . . . . . 7 2 2.2 Resolvendo a equação 2 V − εµ ∂ 2V = − ρε e discu- ∂ t V tindo o significado de seu resultado:[5] . . . . . . . . 9 3 A onda eletromagnética : 10 3.1 Exercício 01: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 3.2 Considerações necessárias para cada meio:[3] . . . . . 12 3.3 Equações da Onda para o vácuo: . . . . . . . . . . . 12 3.3.1 Equações de Maxwell para o vácuo: . . . . . . 12 3.3.2 Deduzindo as equações da onda eletromagné- tica no vácuo:[2] . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 3.4 Equações da onda para um meio dielétrico(isolante) :[2] . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 3.5 Equação da onda em meio condutor:[1] . . . . . . . . 15 3.6 Exercício 02: [1], [2] e [3] . . . . . . . . . . . . . . . . 16 3.7 Exemplo 03: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 3.8 Estudo da potência de uma OPU: . . . . . . . . . . . 20 3.8.1 Calculando a potência da onda[2] e [3]: . . . . 20 3.8.2 Calculando a densidade de potência média em um dielétrico[2] e [3]: . . . . . . . . . . . . . . 21 3.8.3 Cálculo Densidade de potência média em um meio bom condutor[2]: . . . . . . . . . . . . . 21 3.8.4 Potência total [2] e [3]: . . . . . . . . . . . . . 22 3.8.5 Ondas polarizadas linearmente: . . . . . . . . 22 3.9 Exemplo 4 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 2
  • 3.
    1 Síntese das equações de Maxwell 1.1 Equações na forma discreta: 1.1.1 .E= ρV • Divergente do vetor intensidade de campo elétrico é igual à razão entre a densidade volumétrica pela permissividade do dielétrico; • Justificativa: Pela lei de Gauss: ˆ ˆ D.dS = ρV .dV (1) S V Pelo teorema de Gauss-Ostrovsky: ˆ ˆ .D.dV = ρV .dV (2) V V Derivando ambos os lados e simplificando: .D = ρV (3) Substituindo D por E, fica: ρV .E = (4) 1.1.2 × E = −µ ∂H ∂t • O rotacional do vetor intensidade de campo elétrico é igual ao oposto do produto entre a permeabilidade magnética e a derivada parcial do vetor intensidade de campo magnético pelo tempo; • Justificativa: Analisando a Lei de Faraday-Neumann-Lenz: ˆ dΦ E.dl = − (5) C dt Utilizando o teorema de Stokes ou teorema da divergência: 3
  • 4.
    ˆ ´ d S B.dS × E.dS = − (6) S dt Colocando a derivada para o interior da integração: ˆ ˆ ∂B × E.dS = − .dS (7) S S ∂t Derivando ambos os lados,substituindo B por µ.H e simplificando: ∂H × E = −µ (8) ∂t 1.1.3 .H=0 • O divergente do vertor densidade de fluxo magnético é 0(zero); • Jsutificativa: Pois as linhas de força magnéticas são fechadas; ∂E 1.1.4 ×H = J+ ∂t [3] • O rotacional do vetor intensidade de campo magnético é igual à soma da densidade de corrente elétrico pelo produto entre a permissividade do dielétrico pela derivada parcial do vetor intensidade campo elétrico em relação ao tempo; • Justificativa: Analisando a lei de Ampère, temos: ˆ ´ ˆ ˆ dQ d S D.dS ∂D B.dl = I = = = .dS = J.dS (9) C dt dt S ∂t S ´ I representa corrente elétrica e pode ser expressa como sendo ´ d S D.dS dt ou como sendo S J.dS. Logo desenvolvendo, derivando e substituindo D por E, fica: ×H=J (10) ∂E ×H= (11) ∂t Se aplicarmos a operação de divergência nos dois membros da equação 10,fica: 4
  • 5.
    ∂ρV .( × H) = .J ∧ .( × H) = 0 ⇒ .J = − =0 (12) ∂t .J = − ∂ρV é conhecida como a equação da continuidade. ∂t Como em situações variantes no tempo a equação 12 não ocorre, pois ∂ρV é distinta de zero, então faz-se o seguinte ajuste: ∂t ×H=J+J (13) Executando a operação de divergência em ambos os membros da equação 13, obtêm-se a seguinte situação: ∂ρV .( × H) = .J + .J = 0 ⇒ .J = − .J = −(− ) ∂t ∂ρV ∂( .D) ∂D = = = . (14) ∂t ∂t ∂t Logo, ∂D J = (15) ∂t Conclui-se então, que: ∂D ∂E ×H=J+ =J+ (16) ∂t ∂t 1.2 Equações de Maxwell na forma fasorial: O campo elétrico por exemplo pode ser colocado na forma fasorial, que é determinada analisando incialmente a sua forma variante no tempo, que é: − → Ex = E(x, y, z) cos(ωt + ψ)ˆx a (17) 1.2.1 A fórmula de Euler: eα+jβ = eα [cos(β) + jsen(β)] (18) • Justificativa: Usando as séries de potência, teremos as seguintes identida- des: 5
  • 6.
    x2 x3 ex = 1 + x + + + ... (19) 2! 3! x2 x4 x6 cos(x) = 1 − + − ... (20) 2! 4! 6! x3 x5 x7 sin(x) = x − + − + ... (21) 3! 5! 7! Se atribuirmos a x o valor βj, fica: (βj)2 (βj)3 β2 jβ 3 β4 jβ 5 eβj = 1 + βj + + + ... = 1 + βj − − + + + ... = 2! 3! 2! 3! 4! 5! β2 β4 β3 β5 = (1 − 2! + 4! + ...) + j(β − 3! + 5! ) = cosβ + jsenβ. 1.2.2 conclusões finais para esta seção: Ex = Re[E(x, y, z).ej(ωt+ψ) ] = Re[|E(x, y, z)|∠(ωt + ψ)] (22) Onde fica claro que estamos considerando apenas a parte real desta operação, que possui também uma parte imaginária; a equação 18 pode também ser expressada comos: Ex = Re[E(x, y, z).ejψ ].ejwt (23) → − Na equação 23, Re[E(x, y, z).ejψ ] a forma fasorial de E x e será representada por E S ; teremos agora que: −→ − EXS = ES .ejwt ax ˆ (24) Derivando E XS teremos que : ∂EXS = jwES ejwt (25) ∂t Em tempos instantâneos, a equação 21 fica: ∂EXS ≈ jwES (26) ∂t Assim, as equações de Maxwell serão reescritas assim: .EXS = ρV .HXS = 0 × EXS = −jwµHS × HXS = J + jw ES 6
  • 7.
    2 A condição de Lorentz para potenciais: 2.1 Potenciais variantes no tempo e a obtenção da condi- ção de Lorentz para potenciais:[3] e [5] O potencial elétrico escalar e o potencial magnético vetorial são modelados res- pectivamente: ˆ ρV .dv V = (27) V 4πεR ˆ µ.J.dv A= (28) V 4πR Considerando a identidade: → → − − ×A =B (29) → − Podemos desenvolver a equação de Maxwell na forma discreta, ×E = → − B − ∂∂t e obter a seguinte igualdade: → − → − → − → − ∂ ×A → ∂ − ×A → ∂A − ×E =− ⇒ ×E+ =0⇒ × (E + ) = 0 (30) ∂t ∂t ∂t Como o rotacional de um campo escalar é nulo, podemos inferir que a igual- dade 30 poder ser reescrita da seginte forma: → − → ∂A − × (E + )= × (− V ) (31) ∂t que poderá ser simplificado para: → − → ∂A − E+ =− V (32) ∂t → − Isolando E : → − → − ∂A E =− V − (33) ∂t → − Conforme as equações de Maxwell na forma discreta, sabe-se que × H = → − → − →− → − → − → − → − E E J +ε ∂∂t o que pode ser reescrito como × B = µ J +εµ ∂∂t , já que B = µ H ; logo: → − → − → − → − ∂E × ×A = × B = µ J + εµ (34) ∂t Aplicando a equação 33 na equação 34: 7
  • 8.
    − A ∂(− V − ∂∂t ) → − → − → − × ×A = × B = µ J + εµ (35) ∂t Como existe a identidade : → − → − 2→ − × ×A = ( .A) − A (36) Então : → − → − A ∂(− V − ∂∂t ) ∂(− V ) A ∂( ∂∂t ) → − 2→ − → − → − ( .A) − A = µ J + εµ = µ J + εµ − εµ ∂t ∂t ∂t (37) Reescrevendo a equação 37, fica: − → → − 2→ − → − ∂(V ) ∂2A ( .A) − A = µ J − εµ − εµ 2 (38) ∂t ∂ t ou − → 2→ − ∂2A → − → − ∂(V ) − A + εµ = µJ − ( . A + εµ ) (39) ∂2t ∂t ou − → 2→ − ∂2A → − → − ∂(V ) A − εµ 2 = −µ J + ( . A + εµ ) (40) ∂ t ∂t → − Considerando . A + εµ ∂(V ) = 0 ⇒ ∂t → − ∂(V ) . A = −εµ (41) ∂t A equação 41 é chama de condição de Lorentz para potenciais. Aplicando a equação 41 na equação 40, obtem-se: − → 2→ −∂2A → − A − εµ 2 = −µ J (42) ∂ t → − → − → − Como .E = ρV A e E = − V − ∂∂t , então: ε → − → − → − → − → − ρV ∂A ρV ∂A 2 ∂ .A .E = .E ⇒ = .(− V − )⇒ = − .( V )− . )=− V− ε ∂t ε ∂t ∂t (43) Aplicando a equação 41 na equação 43: ρV ∂(−εµ ∂(V ) ) ∂2V =− 2 V − ∂t =− 2 V + εµ (44) ε ∂t ∂2t ou seja: 8
  • 9.
    ∂2V ρV 2 2t V − εµ =− (45) ∂ ε As equações 42 e 45 são as equações de onda! 2 2.2 Resolvendo a equação 2 V − εµ ∂ 2V = − ρε e discutindo ∂ t V o significado de seu resultado:[5] Como o operador laplaciano em coordenadas esféricas de V é definido por: 1 ∂(R2 ∂V ) 1 ∂(senθ ∂V ) 1 ∂2V 2 V = 2 ∂R aR + 2 ˆ ∂θ aθ + 2 ˆ a ˆ 2θ ∂2ϕ ϕ (46) R ∂R R senθ ∂θ R sen O laplaciano será analisado em coordenadas esféricas por que a melhor si- metria para analisar a situação fica em simetria esférica. Como a única direção em que é relevante analisar o problema é na direção do versor aR , então as demais componentes ai ,para i∈ {θ, ϕ},serão desconsideradas. ˆ ˆ então, se ρV = 0: ∂2V 1 ∂(R2 ∂V ) ∂2V 2 V − εµ =0⇒ 2 ∂R − εµ 2 = 0 (47) ∂2t R ∂R ∂ t onde V está dependendo de R e de t, ou seja, V∝ (R, t). Se chamar V(R,t) de (1/R)U(R,t), ficará: ∂2U ∂2U 2R − εµ 2 = 0 (48) ∂ ∂ t √ Resolvendo, ou a solução será em função de (t+R εµ) ou será em função de (t-R εµ);mas seguindo uma modelagem mais fiel ao que ocorre na prática, fica: √ U (R, t) = f (t − R εµ) (49) √ Na equação 49 constata-se que εµ é a velocidade de propagação e pode-se constatar que: √ U (R + R, t + t) = f (t − R εµ) (50) e a equação 50 sendo reescrita em função de V(R,t) é: 1 √ V (R, t) = f (t − R εµ) (51) R A equação 27 diz que dV = ρV .dv 4πεR , então: ρ(t − R/c).dv df (t − R/c) = (52) 4πε 9
  • 10.
    integrando, fica: ˆ ρ(t − R/c).dv f (t − R/c) = (53) V 4πε logo, ˆ ρ(t − R/c).dv V (R, t) = (54) V 4πεR A equação 54 nos informa que para a onda, os valores futuros estão relacio- nados com os valores pretéritos. 3 A onda eletromagnética : Considerando que a onda eletromagnética é formada pelos campos elétrico e magnético, que estão dispostos como segue: Segundo os esclarecimentos dados sobre a forma fasorial das funções varian- tes no podemos escrever o campo elétrico e magnético, como sendo: Ex = ES ejωt (55) Hy = HS ejωt (56) Agora, cabe a nós demonstrarmos uma expressão mais expressiva para os campos elétrico e magnético utilizando as equações de Maxwell na forma fasorial como elementos de apoio; Mas antes vale ressaltar uma pequena observação quanto às ondas: 1. A velocidade angular(ω) = 2πf , onde f é a frequência e [w]=rad/s; 2. A velocidade de fase(Vp )é dada como sendo ∂t ; ∂z 10
  • 11.
    3.1 Exercício 01: −→ − −→ − Considerando as ondas Ey1 = E01 cos(ωt + βz + θ)ˆy e Ex2 = E02 cos(ωt − βz + a θ)ˆx , determine a 1. As velocidade de fase em ambas as ondas; 2. O versor que corresponde à propagação de ambas as ondas; 3. o versor que corresponde ao crescimento de ambas as ondas; 4. O versor correspondente ao vetor intensidade de campo magnético; Solução: Se M = ωt ± βz + θ ⇒ z = ωt+θ−M e como Vp (velocidade de fase)= ∂z , ±β ∂t então: ωt+θ−M ∂( ) Vp = ∂z = ∂t β ∂t = ±ω β O sinal negativo ou positivo da velocidade está relacionado com o sentido de propagação; Se fizermos um gráfico para ter uma idéia sobre a relação entre o sentido de propagação e o sinal em ±βz, veja os seguintes gráficos: A)sen(t) B)sen(t + π) C)sen(t − π) Onde poderemos concluir que com +βz a onda se propaga no sentido de −ˆz a e que com −βz a onda se propaga no sentido de +ˆz . a Uma constante na análise dos versores correspondentes à onda eletromagné- tica é que: aE × aH = ak , onde ak é o versor que corresponde ao sentido de propagação ˆ ˆ ˆ ˆ da onda eletromagnética. → − Considerando E y1 para exemplificar: Se aE × aH = ak e ˆ ˆ ˆ aE = ay ˆ ˆ ak = −ˆz ˆ a então: → − ay × (−ˆz ) = ak =ˆx , ou seja H y varia sua amplitude segundo o versor ax . ˆ a ˆ a ˆ 11
  • 12.
    3.2 Considerações necessárias para cada meio:[3] • No vácuo σ(condutividade) = 0, = 0 e µ =µ0 ; sem perdas : σ = 0; • Em meio dielétrico com perdas : σ = 0; • Em bons condutores σ → ∞; 3.3 Equações da Onda para o vácuo: 3.3.1 Equações de Maxwell para o vácuo: → − → − 1. . E = .H = 0 → − → − − → − → 2. H × E = −µ0 ∂∂t ⇒ × ES = −jω Hs → − → − −→ − → ∂E 3. ×H = 0 ∂t ⇒ × HS = jwES 3.3.2 Deduzindo as equações da onda eletromagnética no vácuo:[2] −→ −→ × × Es = −jωµ0 × HS (57) −→ Substituindo na equação 57 em × HS pela sua respectiva identidade, se- gundo a equações de Maxwell na forma fasorial: − → −→ − → × × Es = −jωµ0 (jω 0 HS ) = ω 2 0 µ0 ES = (58) Onde ko é conhecido como o número de onda e segundo o exposto vale √ ω µ0 ε0 . → − −→ → − Sabendo a existência da identidade × × E S = ( .ES )− 2 E S , infe- rimos que: − → 2−→ 2−→ × × ES = ( .ES ) − 2 ES= − 2 ES= k0 ES ⇒ 2 ES= − k0 ES (59) Na equação 59 existe uma operação vetorial que é conhecida como laplaciano −→ e é o termo ²ES ; 2− → ∂ 2 Es ˆ ∂ 2 Es ˆ ∂ 2 Es ˆ ES = i+ 2 j+ 2 k (60) ∂ 2x ∂ y ∂ z Como ES varia em funçao apenas de z, então : 2− → ∂Ez 2 ES = ∂ 2 z ; Com as informações acima podemos concluir que : ∂ 2 Es 2 = −ko Es (61) ∂2z 12
  • 13.
    Resolvendo a equação61, que é uma equação diferencial de segunda ordem, obtem-se que: Es = E0 e−jko z (62) OBS:A resolução da equação 61 irá ofertar dois termos, porém apenas o apresentado na equação 62 melhor modela a onda. Voltando para a equação 17, fica que Ex = Re[ES ]ejωt = Re[E0 e−jk0 z ejωt ] = Re[E0 ej(ωt−k0 z) ] = E 0 cos(ωt − k0 z). Ex = E0 cos(ωt − k0 z) (63) e−jko z ) Como xES = −jωµ0 HS ⇒ ∂ES . −jµ0 ω = HS ⇒ ∂(E0 ∂z ∂z 1 1 . −jw = HS ⇒- jk0 E0 e −jk0 z . −jµ0 ω ⇒ 1 √ √ ⇒ HS = k0 ωµ0 E0 e−jk0 z = ω 0 µ0 ωµ0 E0 e−jk0 z = 1 1 1 0 µ0 µ0 E0 e −jk0 z = µ0 E0 e−jk0 z . ε 0 Se multiplicarmos HS por ejωt e retirarmos a parte real, obteremos : E0 Hy = cos(ωt − k0 z) (64) η Onde η é a impedância intrínsica que é calculada pela expressão µ ε e tem como unidade [η] = Ω. 1. Se φ = ωt − k0 z, então ω = ∂φ ∂t = 2πf(f: frequência) e [ω] = 1rad/s; 2. V p (velocidade de f ase) =ω/k0 = √ω ω µ 0 ε0 = √ 1 µ0 ε0 = c(velocidade da luz no vácuo)= 3 × 108 m/s; 3. λ(comprimento de onda)= 2π = k0 √2π ω µ0 ε0 = 2πf 2π √ µ0 ε0 c = f; 4. Ex Hy = ε0 ; µ0 3.4 Equações da onda para um meio dielétrico(isolante) :[2] Considerando um ambiente dielétrico que diferentemente de um ambiente como o vácuo, possui perdas e essas perdas irão afetar visivelmente o compor- tamento da onda no meio dielétrico em que se encontre. No meio dielétrico ε = − jε , ou seja, será detentor de uma parte real e de uma parte imaginária. Se considerar-mos jk=α + jβ, teremos que : ES = Re[E0 e−jkz ] = Re[E0 e−z(α+jβ) ] = Re[E0 e−αz e−jβz ] (65) Multiplicando a equação 65 por ejωt ,fica : Ex = ES ejωt = Re[E0 e−αz ej(ωt−βz) ] = E0 e−αz cos(ωt − βz) (66) 13
  • 14.
    α > 0,ele ser´ chamado de coef iciente de atenua¸ ao a c˜ Na equação 38 quando α < 0, ele ser´ chamado de coef iciente de ganho a e β é chamado de constante de fase. Como k, no meio dielétrico é : √ ε k = ω µε = ω µ(ε − jε ) = ω µε 1−j (67) ε Nota: raiz quadrada de um número complexo: α + jβ = a + jb (68) Elevando ambos os membros ao quadrado: α + jβ = a2 − b2 + 2abj (69) Logo: α = a2 − b2 eβ = 2abj; √ Se α = a2 −b2 , etão a = α + b2 ; susbsttuindo a igualdade obtida em β,fica: β = 2 α + b2 × bj (70) Elevando os dois membros da equação 42 ao quadrado: β 2 = −4(α + b2 )b2 = −4αb2 − 4b4 (71) Organizando a equação 43, obtemos: 4b4 + 4αb2 + β 2 = 0 (72) Se chamarmos b² de γ, teremos: 4γ 2 + αγ + β 2 (73) resolvendo essa equação do segundo grau, obtem-se: γ = −α ± α2 + β 2 (74) Como γ = b², então: −α ± α2 + β 2 b= √ (75) 2 e sabendo que α = a2 + b2 , obtem − seque : +α ± α2 + β 2 a= √ (76) 2 14
  • 15.
    Pela equação 67temos o valor de k, ao multiplicar esta equação por j, tere- mos: √ ε jk = α + jβ = jω µε = jω µ(ε − jε ) = jω µε 1−j (77) ε desenvolvendo a raiz complexa: √ √ √ √ α + jβ = jω µε 1 − j ε = −1ω µε ε 1 − j ε = ω µε ε −1 + j ε = ε √ −1+ 1+( ε )2 ε 1+ 1+( ε )2 ε ω µε ( √ 2 +j √ 2 ). Logo, −1 + 1 + ( ε )2 ε α=ω µε √ (78) 2 1+ 1 + ( ε )2 ε β=ω µε √ (79) 2 • Se um material for dielétrico e sem perdas, subentende-se que ε = 0,e portanto: 0 −1 + 1 + ( ε )2 α=ω µε √ =0 (80) 2 1+ 0 1 + ( ε )2 √ 2 β=ω µε √ =ω µε √ = ω µε (81) 2 2 3.5 Equação da onda em meio condutor:[1] Em um meio condutor considera-se σ = 0, o que irá permitir uma remodelagem das equações obtidas anteriormente considerando agora a condutividade como termo útil para a análise da situação. Com σ = 0, pode-se reescrever a seguinte equação: → − → − ∂H × E = −µ (82) ∂t ou → − → − → − ∂ ×H E ∂(σ E + ε ∂∂t ) → − 2→ − 2− → × × E = −µ ⇒− E = −µ ⇒ ES = jωµσES +jωµε(jωES ) ∂t ∂t (83) ou seja, 15
  • 16.
    2→ − E = (jωµσ − ω 2 µε)ES (84) também é possível encontrar: 2→ − H = (jωµσ − ω 2 µε)HS (85) Reajustando a expressão jωµσ − ω µε, fica: 2 jωµ(σ+jωε) = −ω 2 µε[1−j ωε ] = −ω 2 µˆ, onde ε = ε[1−j ωε ] = ε −jε ∧ ε = σ ε ˆ σ εR ε0 . Concluímos então que: 1. ε = ω; σ 2. ω × ε = σ; 3. tg(δ) = ωε é chamada de tangente de perdas e δ é o ângulo da tangente σ de perdas; 4. ε = ε[1 − jtg(δ)] ˆ A figura abaixo foi retirada de [1] é importante para a compreensão do proposto: 3.6 Exercício 02: [1], [2] e [3] a)Considerando que em um meio mau condutor tg(δ) << 1 e que em um meio bom condutor tg(θ) >> 1, demonstrar expressões aproximadas para α, β e η para cada um destes meios. b)Demonstre que o ângulo da impedância intrínsenca(θη ) é 2δ. c)Demonstrar uma expressão que coloque α e β em função de δ. Solução: a) 1 - Propagação em um mau condutor: Tendo já conhecimento de que: √ √ jk = α + jβ = jω µε 1 − j ε = jω µε 1 − j ωε ; ε σ 2 Poderemos usar a expansão binomial (1 + x)n = 1 + nx + n(n−1)x + ... , que 1! é válida para x<‌<1, em 1 − j ωε = (1 − j ωε )1/2 ,onde n=1/2 e x=−j ωε , σ σ σ devido à tg(δ) = ωε << 1; σ √ desenvolver a expansão binomial, multiplicar o resultado da mesma por Ao jω µε e igualar a α + jβ, obtem-se: σ µ α= (86) 2 ε 1 σ β=ω µε [1 + ( )] (87) 8 ωε Como, 16
  • 17.
    µ µ µ 1 µ ε µ σ −1/2 η= = = = (1−j )−1/2 = (1−j ) ε ε − jε ε 1− jε ε ε ε ωε ε poderemos fazer uso novamente da expansão binomial em (1 − j ωε )−1/2 , onde σ dessa vez será atribuído à x o valor de −j ωε e a n o valor de -1/2; após σ multiplicar o resultado da expansão binomial por ε , obteremos: µ µ σ η= [1 + j ] (88) ε 2ωε 2 - Propagação em Bom condutor: √ Como em um bom condutor tg(δ) >> 1, a expressão jk=jω µε 1 − j ωεσ √ √ √ poderá ser simplificada para jω µε −j ωε = j ω 2 ε µ( −jσ ) = −1 −jσωµ = σ ωε √ √ √ jσωµ = j σωµ; Como j = 0 + 1j = 02 + 12 ∠tan−1 (0) = 1∠90◦ , temos que √ 1 1 1∠90◦ = 1∠45◦ = √ + j √ 2 2 e que 1 1 1 1 √ jk = α + jβ = ( √ + j √ ) × 2πf σµ = ( √ + j √ ) × 2 × πf σµ 2 2 2 2 ou seja: α= πf σµ (89) β= πf σµ (90) OBS: O inverso de α é conhecido como profundidade de penetração(∆) e indica até que ponto a onda penetra em determinado meio. Para calcular a impedância intrínseca em um bom condutor vale analisar a sua fórmula geral, onde ressaltaremos a presença da condutividade: µ 1 µ µ jωµ η= × σ = σ = σ ε −j ω = σ+jωε ε 1 − j ωε ε (1 − j ωε ) como tg(δ) >> 1 ⇒ σ ωε >> 1 ⇒ σ >> ωε , poderemos continuar a desen- volver as igualdades: ωµ ωµ × σ σ = = ∠45◦ µ jωµ η= σ+jωε = j = σ σ×σ 17
  • 18.
    √ ◦ ωµσ 2πf µσ = ∠45 = ∠45◦ σ σ continuando√ desenvolver, obteremos: √ a √ ◦ η = ∠45◦ 2 σ µσ = 2∠45 = ∆σ × ( √2 + j √2 ) = πf ∆σ 1 1 1 1 ∆×σ + j ∆×σ . 1 Logo, 1 1 η= +j (91) ∆×σ ∆×σ OBS: Alguns livros chamam a profundidade de penetração com o símbolo ”δ”, porém como esse símbolo já foi aqui usado em outro contexto será utilizada a simbologia “∆” para o representar. b)Como η = σ+jωε , se colocarmos no denominador em evidência jωε e jωµ no numerador retirarmos j do radicando, teremos: √ √ √ √ √ j× ωµ µ µ/ ε η = √j×√ωε ×√1−j σ = √ε × 4 √ σ 2 1 1 −1 σ = 4√ σ 2 ∠[− 2 tan−1 (− ωε )]; 1 σ ωε 1+( ωε ) ∠ 2 tan (− ωε ) 1+( ωε ) Como a função tangente é função ímpar, temos que tan−1 (−x) = −tan−1 (x) e que: √ √ √ √ µ/ ε 1 −1 σ µ/ ε 1 ∠ tan ( 4 1 + ( σ )2 2 )= 4 σ 2 ∠( θη ) ωε ωε 1 + ( ωε ) 2 Como tan−1 ( ωµ ) = δ e 2 tan−1 ( ωε ) = θη , então δ = 2 × θη ! σ 1 σ δ = 2 × θη (92) c)Segundo a figura 1, temos as seguintes identidades: √ sen(δ) = √σ2 +ω2 ε2 , cos(δ) = √σ2ωε 2 ε2 , tg(δ) = ωε e sec(δ) = σ +ω σ σ 2 +ω 2 ε2 ωε = √ σ 2 /ω 2 +ε2 ε √ . Como jk=jω µˆ = α + jβ e ε = ε[1 − j ωε ], temos que: ε ˆ σ σ j jk = α+jβ = jω µε(1 − j ωε ) = ω −µε(− ωε )(σ + jωε) = jωµ(σ + jωε); Logo, α + jβ = jωµ(σ + jωε) (93) Elevando ambos os membros de (93) ao quadrado, teremos: jωµσ − ω 2 µε = α2 − β 2 + 2αβj (94) Logo, α = −ω 2 µε (95) β = ωµσ (96) 18
  • 19.
    De (96): ωµσ ω 2 µ2 σ 2 β= ⇒ β2 = (97) 2α 4α2 Aplicando (97) em (95): ω 2 µ2 σ 2 α2 − = −ω 2 µε 4α2 4α2 − ω 2 µ2 σ 2 = −4ω 2 µ2 εα2 Atribuindo, α2 = X : 4X 2 + 4ω 2 µεX − ω 2 µ2 σ 2 O discriminante da equaçao do segundo grau acima será: σ2 4ω 2 µ ε2 + = 4ω 2 µεsec(δ) ω2 Resolvendo a equação obtem-se: √ −4ω 2 µε ± 4ω 2 µεsec(δ) −ω 2 µε ± ω 2 µsen(δ) µεsec(δ)(1 − cos(δ)) α= X= = =ω = 8 2 2 δ =ω µεsec(δ)sen( ) 2 δ α=ω µεsec(δ)sen( ) (98) 2 Como α2 − β 2 = −ω 2 µε, ao substituirmos a equação (98) no respectivo valor de α, teremos: δ [ω µεsec(δ)sen( )]2 − β 2 = ω 2 µε 2 Desenvolvendo esta equação, obtem-se: δ β=ω µεsec(δ)cos( ) (99) 2 3.7 Exemplo 03: Leia o material presente em: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=cientista- desafia-matematica-microrrobo-medico&id=010180120223 19
  • 20.
    3.8 Estudo da potência de uma OPU: 3.8.1 Calculando a potência da onda[2] e [3]: Sabendo que → − → − → → ∂D → − − − → → → → → → ∂D − − − − − − ×H = J + ⇒ E. × H = E.J + E. ∂t ∂t Conhecendo as identidades vetoriais → → → − − − →→ → →→ → − − − − − − .( A × B ) = − A . × B + B . × A e → − →→ → → → − − − − − − → → → → − − − → → →∂D − − − A . × B = ( A × B) ⇒ .( E x H ) = E . J + E ∂t → → − − → − Como B × E = − ∂∂t , podemos inferir que: → − → − → − → − →∂B → → → − − − − → → →∂D − − − → → → − − − → → →∂D →∂B − − − − −H − .( E × H ) = J . E + E ⇒ − .( E × H ) = J . E + E +H ∂t ∂t ∂t ∂t Logo, → → → − − − → → ∂(εE 2 /2) ∂(µH 2 /2) − − − .( E × H ) = J . E + + = ∂t ∂t → → ∂(εE 2 /2 + µH 2 /2) − − = J .E + ∂t Concluímos que: → → → − − − → → ∂(εE 2 /2 + µH 2 /2) − − .( E × H ) == − J . E − (100) ∂t Onde: → → → − − − .( E × H ) : representa a potencia total dissipada; →− − → J .E : representa a energia perdida pelo efeito joule; ∂(εE 2 /2+µH 2 /2) ∂t : representa as perdas capacitivas e indutivas; O resultado (100) pode ser expresso como sendo: ˛ ˛ ˛ → − → → → − − − →→ → − − − ∂(εE 2 /2 + µH 2 /2) →− × ( E × H ).d S = J . E .d V + d. V V ol V ol V ol ∂t Fazendo teorema de Gauss de forma inversa, teremos: ˛ ˛ ˛ → → → − − − →→ → − − − ∂(εE 2 /2 + µH 2 /2) →− ( E × H ).d S = J . E .d V + d. V (101) S V ol V ol ∂t Ou seja, → → → − − − P = E ×H (102) 20
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    3.8.2 Calculando a densidade de potência média em um dielétrico[2] e [3]: Tendo cochecimento de que, Ex = Ex0 e−αz cos(ωt − βz) (103) e que Hy0 −αz Hy = e cos(ωt − βz + θη ) (104) η Então poderemos inferir que como a potência é calculado usando (100), obteremos o resultado abaixo: 2 Ex0 −2αz 2 Pz = e cos (ωt − βz) (105) η Em funções periódicos faz-se possível o cálculo de seu valor médio usando a expressão abaixo: ˆ T 1 RAV = R(x, y, z)dt (106) T 0 onde T é o período. Utilizando a equação (106) em (105), obeteremos: ˆ T 2 1 Ex0 −2αz PAV,Z = e cos(ωt − βz)cos(ωt − βz + θη )dt (107) T 0 η Resolvendo essa integral fica fácil ver que, 2 Ex0 −2αz Pz,av = e cos(θη ) (108) 2|η| Observação: 1 1 1 E 2 e−αz ejθη Pz,AV = Re[ES ×HS ] = Re[Ex0 e−αz e−jβz ×Ex0 e−αz ejβz ejθη ] = Re[ x0 ∗ ] 2 2 2 |η| (109) 3.8.3 Cálculo Densidade de potência média em um meio bom con- dutor[2]: Como ∆ = α , então α = ∆ ; utilizando estas identidas e utilizando a apróxi- 1 1 mação de η para bons condutores teremos que a intensidade de campo magnético será reescrito conforme abaixo: Ex0 −αz Ex0 z z Hy = e cos(ωt − βz) = √ e− δ z cos(ωt − z) η 2∠45◦ ∆ σ∆ 21
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    e portanto apotência média, será reescrita como, 2 σ∆ z z z π 2 σ∆ z π P z,av = Ex0 √ e−2 ∆ cos(ωt − )cos(ωt − − ) = Ex0 √ e−2 ∆ cos( ) 2 ∆ ∆ 4 2 4 σ∆ −2 z 2 P z,av = Ex0 e δ (110) 4 Observação: Quando z=∆, então apenas 13,5% da potência ainda permanece. 3.8.4 Potência total [2] e [3]: → − → − → − P T otal = P AV,Z × S (111) → − onde S representa a área. 3.8.5 Ondas polarizadas linearmente: 3.9 Exemplo 4 Uma onda com frequência de 2GHz, propaga-se em meio não-magnético que possui constante do dielétrico valendo 94. Sabendo que o campo elétrico da mesma tem como lei de formação −→ − 4π 94π Ez,t = −e5z sen(ωt + βz + )ˆx − 50e5z cos(ωt + βz + a )ˆy a 180 180 Determine: a)Tangente de perdas; b)Se o material é dielétrico, mau condutor ou bom condutor; c)ω d)β e)λ f)η → − g) E S → − h) H S i)Se é linearmente polarizada, elipticamente polarizada ou circularmente po- larizada; j)A densidade de potência média; l)Considerando que a densidade de potência média passa por uma área de 50cm2 do plano z=2x, determite a potência total; 22