Análise Dinâmica de uma Viga do tipo biapoiada utilizando o
           Método dos Elementos Finitos (Software ANSYS11)

                                              Vinicius Elias da Costa
                                     professorviniciuselias@hotmail.com
                                        Universidade de Brasília - UNB
                          Mestrado em Integridade de Materiais da Engenharia

                                                 Dezembro de 2011


                                                         Resumo

      A dinâmica relaciona as forças que atuam num corpo com seu movimento. E este movimento pode ser obtido
      através das equações de Lagrange. Um corpo rígido ou uma estutura nestas condições está sujeito à vibrações,
      onde o sistema oscila a partir de uma posição de equilíbrio. Este trabalho tem como objetivo explorar estes
      conceitos apresentando a formulação básica por elementos finitos e mostrar uma aplicação através do software
      ANSYS. Trata-se da análise dinâmica de um viga biapoiada buscando com isto verificar seu comportamento
      extraindo os modos de vibrar, frequências naturais e amplitude.



1 Introdução
A análise de estruturas é uma das aplicações mais comuns do método dos elementos finitos (MEF). O termo
”estrutura” não só diz respeito as estruturas de engenharia civil, mas também estruturas navais, aeronauticas,
mecânicas e etc.
Em geral, a análise de estruturas pode ser dividida em estática e dinâmica. E para realizar esta análise, faz-
se necessário na maioria das vezes o auxilio de ferramentas computacionais, onde neste caso, foi utilizado o
software ANSYS11. O ANSYS é software de elementos finitos que pode ser utilizado nas mais diversas classes
de problemas em engenharia. Este ainda apresenta sete tipos de análise de estruturas: Estática, modal, harmônica,
dinâmica transiente, espectral e dinâmica explicita.



2 Elementos Finitos em Dinâmica
Nesta seção apresentaremos a formulação para análise dinâmica em elementos finitos (EF) para o caso dinâmico
de uma estrutura. Este processo consiste basicamente na obtenção das equações de movimentos de Lagrange, onde
estas consitem apenas numa forma derivada dos principio dos trabalhos virtuais e o princípio de D’Alembert.



                                                             1
2.1      Método Geral

Seja l o comprimento de um elemento, e considere u(ξ, t) com ξ : 0 ≤ ξ ≤ l, a função deslocamento, escolhida
satisfazendo a continuidade apropriada. Se u1 , u2 , . . . , uk representam os graus de liberdade para o elemento,
então
                                                          k
                                              u(ξ, t) =         φi (ξ)ui (t).                                    (1)
                                                          i=1

onde φi (ξ) são chamadas funções de forma.
      A energia potencial do elemento é calculada usando a equação (6) para o deslocamento e tem a seguinte forma:

                                                           1 T
                                                    V =      u ku.                                               (2)
                                                           2

onde u = [u1 , . . . , uk ]T e k é a matriz de rigidez local ou matriz de rigidez do elemento considerado.
      A energia cinética para o elemento pode ser calculada também usando (6), e tem a seguinte forma

                                                          1 T
                                                    T =     u mu.
                                                            ˙  ˙                                                 (3)
                                                          2

onde m é a matriz de massa local ou matriz de massa do elemento.
   O número total de graus de liberdade no modelo de EF é n = αβ − η, onde α é o número de elementos, β é o
número de graus de liberdade por elemento e η é o número de condições de contorno geométricas.
   Considere o vetor deslocamento global dado por U = [U1 , . . . , Un ]T onde U1 , . . . , Un representam os des-
locamentos a serem encontrados (ou não determinados). Desta forma, a energia potencial total do sistema tem a
forma:
                                                          1 T
                                                   V =      U KU.                                                (4)
                                                          2
onde K é a matriz de rigidez global, obtida pelo cálculo das matrizes de rigidez locais. A energia cinética total do
sistema tem a forma
                                                          1 ˙T ˙
                                                   T =      U MU.                                                (5)
                                                          2
onde M é a matriz de massa global, obtida pelo cálculo das matrizes locais.


2.2      Equações de Movimento - Dinâmica

Humar (2002) afirma que em dinâmica problemas envolvendo deslocamento, velocidade, deformação, tensão e
carregamento são todos dependentes do tempo. O procedimento consiste em obter equações de elementos finitos
para um problemas dinâmico, e que basicamente pode ser descrito pelos seguintes passos:

   1. Idealize o corpo (objeto de estudo) num conjunto E de elementos finitos.

   2. Considere o modelo de deslocamento de elemento e como:
                                                             
                                               u(x, y, z, t) 
                                                             
                                              
                                                             
                                                              
                             U (x, y, z, t) =   v(x, y, z, t)   = [N (x, y, z)]Q(e) (t).                         (6)
                                              
                                                             
                                                              
                                              
                                               w(x, y, z, t) 
                                                              

        onde U é o vetor de deslocamento [N ] é a matriz de funções de forma e Q(e) é o vetor de deslocamentos
        nodais, que é assumido em função do tempo t.
                                                           2
3. Determine as matrizes de rigidez e massa (propriedades).
   De (6), a deformação pode ser expressa por:

                                                       = [B]Q(e) .                                           (7)

   E a tensão como:
                                              σ = [D] = [D][B]Q(e) .                                         (8)

   Derivando (6) em respeito ao tempo, a velocidade pode ser obtida por
                                       ˙                             ˙
                                       U (x, y, z, t) = [N (x, y, z)]Q(e) (t),                               (9)
        ˙
   onde Q(e) é o vetor de velocidade nodal.

   Para deduzir as equações de movimento dinâmico de uma estrutura, podemos usar as equações de Lagrange
   ou o princípio de Hamilton. Deste modo as equações de Lagrange são dadas por
                                      d    ∂L           ∂L            ∂R
                                                  −              +          = {0}                          (10)
                                      dt    ˙
                                           ∂Q           ∂Q             ˙
                                                                      ∂Q
   Onde
                                                      L = T − πp                                           (11)

   é a função Lagrangiana, T é a energia cinética do sistema, πp é a energia potencial, R é a função de dissipa-
                                   ˙
   ção, Q é o deslocamento nodal e Q a velocidade nodal.

4. Montar as matrizes e vetores do sistema, e obter as equações de movimento total do sistema. Deste modo
   ainda podemos obter,
                                                       1 ˙T      ˙
                                            T    =       Q [M ]Q                                           (12)
                                                       2
                                                       1 ˙T    ˙   ˙
                                           πp    =       Q [K]Q − QT P                                     (13)
                                                       2
                                                       1 ˙T    ˙
                                           R     =       Q [C]Q                                            (14)
                                                       2
   onde
                                                             E
                                                M      =         [M (e) ]
                                                           e=1
                                                             E
                                                 K     =         [K (e) ]
                                                           e=1
                                                             E
                                                 C     =         [C (e) ]
                                                           e=1

   M matriz de massa global da estrutura, K matriz de matriz de rigidez global da estrutura, M matriz de
   amortecimento global da estrutura, P (t) é o vetor de carga total.

   Deste modo, a partir de (10),(13) e (14) podemos deduzir as equações de movimento da estrutura ou corpo
   como:
                                           ¨       ˙         ˙
                                       [M ]Q + [C]Q(t) + [K]Q(t) = P (t)                                   (15)
        ¨
   onde Q é o vetor de aceleração nodal no sistema global. Se o amortecimento for desconsiderado, temos
                                                  ¨       ˙
                                              [M ]Q + [K]Q(t) = P (t)                                      (16)
                                                      3
5. Finalmente este passo consiste em resolver as equações de movimento, aplicando as condições iniciais e de
        contorno.

      Na análise dinâmica de uma estrutura além de obter as equações de movimento, efetua-se a análise modal
obtendo as frequências naturais e harmônica.


2.3     Análise de Vibrações Livres

Segundo Seto (1970), Vibração livre é um movimento periódico que se observa quando um sistema é deslocado da
sua posição de equilíbrio estático. Uma vez considerando o movimento harmônico como

                                                    Q = Qeiωt .                                              (17)

A equação de vibrações livres será dada por

                                               ([K] − w2 [M ])Q = 0.                                         (18)

onde Q representa a amplitude do deslocamento Q (Autovetor ou modo de vibração do sistema) e ω denotamos
por frequência natural de vibração (Autovalor). A frequência natural é a frequência do sistema que tem vibração
livre sem atrito.
      Como Q por se tratar de um autovetor deve ser não-nulo, então segue que a solução para a equação (18) é dada
pelo determinante dos coeficientes da matriz ([K] − w2 [M ]), isto é,

                                               ([K] − w2 [M ]) = 0.                                          (19)



3 Análise dinâmica via Software ANSYS
Considere uma viga bi-apoiada com as seguintes características: L = 1m, h = b = 5cm, A = 25cm2 , I =
5.21.10− 7, ρ = 7800kg/m3 , v = 0, 3, E = 21000N/m2 .
O modelo obtido no ANSYS pode ser visto na figura 1.




                                  Figura 1: Modelo da Viga bi-apoiada no ANSYS



                                                         4
3.1   Análise Modal

Uma vez feito a modelagem e aplicando as condições de contorno, foi feito a análise modal e obtido os seguintes
resultados para as frequências naturais




                                          Figura 2: Primeiro Modo de Vibrar.




                                          Figura 3: Segundo Modo de Vibrar.




                                          Figura 4: Terceiro Modo de Vibrar.



                                                          5
Modo de Vibração     Frequências Naturais (Hz)
                                           1                      0,3717
                                           2                     0,148238
                                           3                     0,331988


3.2     Análise Harmônica

Para esta análise consideramos uma carga de 10N aplicada no nó 7 da viga, assim como visto abaixo na figura 5.




                             Figura 5: Viga com a força peso de 10N aplicada no nó 7.


Nesta análise utilizou-se um domínio de 0 a 0,5HZ, tendo em vista as frequências obtidas pela análise anterior.
Após aplicado todas as condições iniciais foi obtido o gráfico de amplitude em função da frequência para o nó 7.




                        Figura 6: Gráfico de amplitude em função da frequência para o nó 7.


      É importante observar que os picos mais altos ocorrem próximo às frequências naturais.


3.3     Análise Transiente

Este tipo de análise, fornece o comportamento da estrutura a partir de uma força aplicada, em função do tempo.
Deste modo, foi aplicado uma força em função do tempo próximo ao ponto central da viga. A análise foi consi-
derada dentro de um intervalo de 50s, tempo suficiente para a observação de um período de oscilação da estrutura.

                                                         6
Para tanto, aplicando um impulso com largura de 1s e magnitude 10N, ao qual foi definido como uma função.
Assim foi possível observar o comportamento da estrutura nestas condições, uma vez que o ANSYS efetua uma
animação no formato .avi, facilitando a compreensão desta análise.




                                   Figura 7: Animação produzida pelo Ansys.




4 Conclusão
De acordo com os resultados obtidos observa-se que a análise dinâmica pelo método dos elementos finitos uti-
lizando uma ferramenta computacional que possibilite a obtenção de parâmetros como respostas com o tempo,
modo de vibrar da estrutura e suas frequências naturais de trabalho são de fundamental importância para obter um
projeto adequado. Verifica-se também em relação ao dados obtidos, que foram satisfatórios levando como parâ-
metro as referências consultadasm, mostrando a eficácia do MEF para este tipo de determinação. Em trabalhos
futuros, pretende-se fazer uma análise pelo MEF comparando a solução analítica com a obtida pela ferramenta
computacional.



5 Bibliografia
HUGHES, T.J.R., The Finite Element Method Linear Static and Dynamic Finite Element Analysis, Dover
Publications, 1987.
HUMAR, J.L. Dynamics od structures-2ed.Canadá - Balkema -2002.
PAZ, M.;LEIGH,W. Structural Dynamics: Theory and Computation. 5ed,USA,Springer,2003.
LIU, G.R.;QUEK,S.S. The Finite Element Method: A pratical Course.Butterworth-Heinemann,Oxford- 2003
RAO, S. S., The Finite Element Method in Engineering, Pergamon Press, Oxford, 1989.
SADD, Martin H. Elasticity: Theory, Applications, and Numerics. Academic Press, August 2004.
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SORTELO Jr, José . Introdução às Vibrações Mecânicas, 1ed-São Paulo: Edgar Blucher,2006.
ZIENKIEWICZ, O.C., TAYLOR, R.L. The finite element method - Basic formulation and linear problems,
Vol. 1, 4th.ed., McGraw-Hill Int. Ed., 1989.

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Análise Dinâmica de uma Viga do tipo biapoiada utilizando o Método dos Elementos Finitos (Software ANSYS11)

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    Análise Dinâmica deuma Viga do tipo biapoiada utilizando o Método dos Elementos Finitos (Software ANSYS11) Vinicius Elias da Costa professorviniciuselias@hotmail.com Universidade de Brasília - UNB Mestrado em Integridade de Materiais da Engenharia Dezembro de 2011 Resumo A dinâmica relaciona as forças que atuam num corpo com seu movimento. E este movimento pode ser obtido através das equações de Lagrange. Um corpo rígido ou uma estutura nestas condições está sujeito à vibrações, onde o sistema oscila a partir de uma posição de equilíbrio. Este trabalho tem como objetivo explorar estes conceitos apresentando a formulação básica por elementos finitos e mostrar uma aplicação através do software ANSYS. Trata-se da análise dinâmica de um viga biapoiada buscando com isto verificar seu comportamento extraindo os modos de vibrar, frequências naturais e amplitude. 1 Introdução A análise de estruturas é uma das aplicações mais comuns do método dos elementos finitos (MEF). O termo ”estrutura” não só diz respeito as estruturas de engenharia civil, mas também estruturas navais, aeronauticas, mecânicas e etc. Em geral, a análise de estruturas pode ser dividida em estática e dinâmica. E para realizar esta análise, faz- se necessário na maioria das vezes o auxilio de ferramentas computacionais, onde neste caso, foi utilizado o software ANSYS11. O ANSYS é software de elementos finitos que pode ser utilizado nas mais diversas classes de problemas em engenharia. Este ainda apresenta sete tipos de análise de estruturas: Estática, modal, harmônica, dinâmica transiente, espectral e dinâmica explicita. 2 Elementos Finitos em Dinâmica Nesta seção apresentaremos a formulação para análise dinâmica em elementos finitos (EF) para o caso dinâmico de uma estrutura. Este processo consiste basicamente na obtenção das equações de movimentos de Lagrange, onde estas consitem apenas numa forma derivada dos principio dos trabalhos virtuais e o princípio de D’Alembert. 1
  • 2.
    2.1 Método Geral Seja l o comprimento de um elemento, e considere u(ξ, t) com ξ : 0 ≤ ξ ≤ l, a função deslocamento, escolhida satisfazendo a continuidade apropriada. Se u1 , u2 , . . . , uk representam os graus de liberdade para o elemento, então k u(ξ, t) = φi (ξ)ui (t). (1) i=1 onde φi (ξ) são chamadas funções de forma. A energia potencial do elemento é calculada usando a equação (6) para o deslocamento e tem a seguinte forma: 1 T V = u ku. (2) 2 onde u = [u1 , . . . , uk ]T e k é a matriz de rigidez local ou matriz de rigidez do elemento considerado. A energia cinética para o elemento pode ser calculada também usando (6), e tem a seguinte forma 1 T T = u mu. ˙ ˙ (3) 2 onde m é a matriz de massa local ou matriz de massa do elemento. O número total de graus de liberdade no modelo de EF é n = αβ − η, onde α é o número de elementos, β é o número de graus de liberdade por elemento e η é o número de condições de contorno geométricas. Considere o vetor deslocamento global dado por U = [U1 , . . . , Un ]T onde U1 , . . . , Un representam os des- locamentos a serem encontrados (ou não determinados). Desta forma, a energia potencial total do sistema tem a forma: 1 T V = U KU. (4) 2 onde K é a matriz de rigidez global, obtida pelo cálculo das matrizes de rigidez locais. A energia cinética total do sistema tem a forma 1 ˙T ˙ T = U MU. (5) 2 onde M é a matriz de massa global, obtida pelo cálculo das matrizes locais. 2.2 Equações de Movimento - Dinâmica Humar (2002) afirma que em dinâmica problemas envolvendo deslocamento, velocidade, deformação, tensão e carregamento são todos dependentes do tempo. O procedimento consiste em obter equações de elementos finitos para um problemas dinâmico, e que basicamente pode ser descrito pelos seguintes passos: 1. Idealize o corpo (objeto de estudo) num conjunto E de elementos finitos. 2. Considere o modelo de deslocamento de elemento e como:    u(x, y, z, t)        U (x, y, z, t) = v(x, y, z, t) = [N (x, y, z)]Q(e) (t). (6)       w(x, y, z, t)   onde U é o vetor de deslocamento [N ] é a matriz de funções de forma e Q(e) é o vetor de deslocamentos nodais, que é assumido em função do tempo t. 2
  • 3.
    3. Determine asmatrizes de rigidez e massa (propriedades). De (6), a deformação pode ser expressa por: = [B]Q(e) . (7) E a tensão como: σ = [D] = [D][B]Q(e) . (8) Derivando (6) em respeito ao tempo, a velocidade pode ser obtida por ˙ ˙ U (x, y, z, t) = [N (x, y, z)]Q(e) (t), (9) ˙ onde Q(e) é o vetor de velocidade nodal. Para deduzir as equações de movimento dinâmico de uma estrutura, podemos usar as equações de Lagrange ou o princípio de Hamilton. Deste modo as equações de Lagrange são dadas por d ∂L ∂L ∂R − + = {0} (10) dt ˙ ∂Q ∂Q ˙ ∂Q Onde L = T − πp (11) é a função Lagrangiana, T é a energia cinética do sistema, πp é a energia potencial, R é a função de dissipa- ˙ ção, Q é o deslocamento nodal e Q a velocidade nodal. 4. Montar as matrizes e vetores do sistema, e obter as equações de movimento total do sistema. Deste modo ainda podemos obter, 1 ˙T ˙ T = Q [M ]Q (12) 2 1 ˙T ˙ ˙ πp = Q [K]Q − QT P (13) 2 1 ˙T ˙ R = Q [C]Q (14) 2 onde E M = [M (e) ] e=1 E K = [K (e) ] e=1 E C = [C (e) ] e=1 M matriz de massa global da estrutura, K matriz de matriz de rigidez global da estrutura, M matriz de amortecimento global da estrutura, P (t) é o vetor de carga total. Deste modo, a partir de (10),(13) e (14) podemos deduzir as equações de movimento da estrutura ou corpo como: ¨ ˙ ˙ [M ]Q + [C]Q(t) + [K]Q(t) = P (t) (15) ¨ onde Q é o vetor de aceleração nodal no sistema global. Se o amortecimento for desconsiderado, temos ¨ ˙ [M ]Q + [K]Q(t) = P (t) (16) 3
  • 4.
    5. Finalmente estepasso consiste em resolver as equações de movimento, aplicando as condições iniciais e de contorno. Na análise dinâmica de uma estrutura além de obter as equações de movimento, efetua-se a análise modal obtendo as frequências naturais e harmônica. 2.3 Análise de Vibrações Livres Segundo Seto (1970), Vibração livre é um movimento periódico que se observa quando um sistema é deslocado da sua posição de equilíbrio estático. Uma vez considerando o movimento harmônico como Q = Qeiωt . (17) A equação de vibrações livres será dada por ([K] − w2 [M ])Q = 0. (18) onde Q representa a amplitude do deslocamento Q (Autovetor ou modo de vibração do sistema) e ω denotamos por frequência natural de vibração (Autovalor). A frequência natural é a frequência do sistema que tem vibração livre sem atrito. Como Q por se tratar de um autovetor deve ser não-nulo, então segue que a solução para a equação (18) é dada pelo determinante dos coeficientes da matriz ([K] − w2 [M ]), isto é, ([K] − w2 [M ]) = 0. (19) 3 Análise dinâmica via Software ANSYS Considere uma viga bi-apoiada com as seguintes características: L = 1m, h = b = 5cm, A = 25cm2 , I = 5.21.10− 7, ρ = 7800kg/m3 , v = 0, 3, E = 21000N/m2 . O modelo obtido no ANSYS pode ser visto na figura 1. Figura 1: Modelo da Viga bi-apoiada no ANSYS 4
  • 5.
    3.1 Análise Modal Uma vez feito a modelagem e aplicando as condições de contorno, foi feito a análise modal e obtido os seguintes resultados para as frequências naturais Figura 2: Primeiro Modo de Vibrar. Figura 3: Segundo Modo de Vibrar. Figura 4: Terceiro Modo de Vibrar. 5
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    Modo de Vibração Frequências Naturais (Hz) 1 0,3717 2 0,148238 3 0,331988 3.2 Análise Harmônica Para esta análise consideramos uma carga de 10N aplicada no nó 7 da viga, assim como visto abaixo na figura 5. Figura 5: Viga com a força peso de 10N aplicada no nó 7. Nesta análise utilizou-se um domínio de 0 a 0,5HZ, tendo em vista as frequências obtidas pela análise anterior. Após aplicado todas as condições iniciais foi obtido o gráfico de amplitude em função da frequência para o nó 7. Figura 6: Gráfico de amplitude em função da frequência para o nó 7. É importante observar que os picos mais altos ocorrem próximo às frequências naturais. 3.3 Análise Transiente Este tipo de análise, fornece o comportamento da estrutura a partir de uma força aplicada, em função do tempo. Deste modo, foi aplicado uma força em função do tempo próximo ao ponto central da viga. A análise foi consi- derada dentro de um intervalo de 50s, tempo suficiente para a observação de um período de oscilação da estrutura. 6
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    Para tanto, aplicandoum impulso com largura de 1s e magnitude 10N, ao qual foi definido como uma função. Assim foi possível observar o comportamento da estrutura nestas condições, uma vez que o ANSYS efetua uma animação no formato .avi, facilitando a compreensão desta análise. Figura 7: Animação produzida pelo Ansys. 4 Conclusão De acordo com os resultados obtidos observa-se que a análise dinâmica pelo método dos elementos finitos uti- lizando uma ferramenta computacional que possibilite a obtenção de parâmetros como respostas com o tempo, modo de vibrar da estrutura e suas frequências naturais de trabalho são de fundamental importância para obter um projeto adequado. Verifica-se também em relação ao dados obtidos, que foram satisfatórios levando como parâ- metro as referências consultadasm, mostrando a eficácia do MEF para este tipo de determinação. Em trabalhos futuros, pretende-se fazer uma análise pelo MEF comparando a solução analítica com a obtida pela ferramenta computacional. 5 Bibliografia HUGHES, T.J.R., The Finite Element Method Linear Static and Dynamic Finite Element Analysis, Dover Publications, 1987. HUMAR, J.L. Dynamics od structures-2ed.Canadá - Balkema -2002. PAZ, M.;LEIGH,W. Structural Dynamics: Theory and Computation. 5ed,USA,Springer,2003. LIU, G.R.;QUEK,S.S. The Finite Element Method: A pratical Course.Butterworth-Heinemann,Oxford- 2003 RAO, S. S., The Finite Element Method in Engineering, Pergamon Press, Oxford, 1989. SADD, Martin H. Elasticity: Theory, Applications, and Numerics. Academic Press, August 2004. SETO, Willian W. Vibrações Mecânicas: Coleção Schaum, McGraw-Hill Int. Ed., 1970. SORTELO Jr, José . Introdução às Vibrações Mecânicas, 1ed-São Paulo: Edgar Blucher,2006. ZIENKIEWICZ, O.C., TAYLOR, R.L. The finite element method - Basic formulation and linear problems, Vol. 1, 4th.ed., McGraw-Hill Int. Ed., 1989. 7