Planejamento
de aulas
Liberty Ensino
Incluir criançascom deficiêncianas salas regulares dependede um trabalho diferenciadodo educador e de muitasferramentas de auxílio.
Fazer um planejamentopara classes com jovens com deficiênciaexigecuidadosespeciais.A primeiracoisa é conhecer a criança e a família.Esse contato, além de ajudar a
saber com quem você vai passaro ano, tambémorienta sobre os materiaisespecíficosde quepode precisar em aula. Outra forma de conseguir essas informaçõesé procurar
o profissionalque oferece atendimentoespecializado."Essa troca é importantepara o professor ter ideia dashabilidadese competênciascom as quaisestá lidando", explica
Daniela Alonso, consultora na área de inclusão e selecionadora do PrêmioVictor Civita - EducadorNota 10. "Com isso, ele pode pensar em propostas colaborativasdentro de
sala e aperfeiçoarseus métodospedagógicos. Cadaaluno tem necessidadespróprias.Nenhuma deficiênciaé igual", diz.
O planejamentodevelevar em conta que podem ser necessárias, por exemplo,transcrições parao braile, audiolivro ou interpretaçãoem libras. Esse apoio, garantidopor lei, é
feitopor especialistasem conjunto com a escola. As secretarias municipais,organizaçõesregionaise nacionaisde apoioaos deficientes,universidadesou o Ministério da
Educaçãooferecem orientações, materiaisdidáticose atémesmoprofissionaise estagiários."Com a escola, o educadorpode cobrar soluções para assegurar os direitos de seus
alunos", diz Daniela.
Mais do que os materiaisde acesso, planejar uma aula inclusiva implicaobservar a Educaçãode modo amplo.Em vez de aulasque privilegiem a informaçãoe sua reprodução,
o professor podebuscar a interaçãodos jovens. "A Educaçãopara a inclusão pedeuma mudança de concepçãodo ato de ensinar", dizMaria Teresa Mantoan, coordenadora do
Laboratóriode Estudose Pesquisasem Ensinoe Diversidadeda UniversidadeEstadualde Campinas(Unicamp)."O ensino focadona repetiçãode conceitoshá muitotempoé
ruim para qualquer estudante,com deficiênciaou sem", diz.
O caminhoé abordar os assuntos com base em aspectos variados, por meiode técnicasou recursos audiovisuais,considerandoossaberes prévios da garotada. A valorizaçãoda
experimentaçãoe da criaçãoem discussões, pesquisasou trabalhos em grupo, com materiaisque proporcionem diferentesníveisde compreensão, fazcom que todasas criançasse
sintamintegradase maismotivadasa aprender. E, quantomaisvariadosforem os instrumentos, melhor. "É bom ter em menteque, se o professor pensar só em imagenspara traduzir
os conceitos, ele não penalizaapenasquem é cego, mastambémquem senta no fundo da sala ou tem maisfacilidadeem compreender verbalmente",completa.
"A diversificaçãodastécnicasem sala de aula fez todos responderem positivamente",conta a professora Margarete de MenezesPrade, da EE Coronel Ciro Carvalho de Abreu, em Porto
Alegre (RS). Esse ano ela recebeu um jovem cego em sua turma do 3º ano e precisou reorganizar seus cursos. Colocou bonequinhos e miniaturasdebichos nas aulas de ciênciassobre
os animaise, com os estudantes, levou a apresentaçãodos trabalhosem grupo paraalém da cartolina e leitura, deixando-amaisdinâmica."Ele apenascolocou em evidência onde eu
precisava agir diferente.Na hora de planejar as aulas, comecei a variar meus materiaisdepesquisa e pensar em debatespolêmicos e questões de diversidade",diz.Ela tambémtem a
ajuda da máquinaem braile e, no ano que vem, terá um ábacopara o ensino da matemática."Quando ficoem dúvida,os alunos ajudam,dão ideiase trazem materialde casa", diz.
Cadaestudantetem seu caminhoe ritmopróprios de estudo, compreendendotemasde formasdiversas.Na hora de avaliar, o queestá em jogo é o progresso de cada um e seu
processo de aprendizagem."Quandooptamospor ver o que o jovem é capazde produzire suas respostasàs atividadespropostas,conseguimos acompanharseu percurso escolar e a
evolução das competências",explicaMara LúciaSartoretto, pedagoga e consultora da FederaçãoBrasileira dasAssociações de Síndromede Down. Em outras palavras,não é a reprodução
de informações,mas o que o aluno acrescentou ao seu conhecimentoprévio e a forma como fezisso que devem ganhar nota.
O que fazer, caso a caso
Deficiência auditiva
• A escola precisa providenciar um intérprete para os alunos que já
dominam a libras e um educador disponível a ensinar a linguagem a
professores e crianças
• Fale sempre de frente, os alunos precisam enxergarseus lábios
• Sempre que possível, utilize recursos visuais
• Use gestos, pois facilitam a compreensão
Deficiência visual
• Solicite os materiais específicos, como os utensílios para escrever em
braile e o soroban, audiolivros ou lupas e um profissional disposto a
ensinar a escola a ler e escrever em braile. Também é fundamental
garantir a acessibilidade em toda a escola, como sinalizações e
comunicados traduzidos
• Acrescente estímulos orais às explicações
• Não mude os móveis de lugar com frequência para preveniracidentes
O que fazer, caso a caso
Deficiência física
• Os materiaisespecíficospodem ser pranchasou presilhaspara prender o papel
na mesa, suportes para lápise canetase até computadores
• Alargamentode portas, instalaçãode rampase barras de apoiofacilitama
mobilidadedos alunos
Deficiência Mental
• Informe-secom a famíliae os profissionaisque acompanham oestudantesobre
as necessidadesdele e os instrumentosadequadospara a aprendizagem
• Estimulehabilidadessociaise interpessoais
• Faça avaliaçõescompatíveiscom o potencialde cada um. As comparaçõesentre
alunos são sempre prejudiciais
• Planeje metodologiasde ensino com recursos diversificadose dê aos conteúdos
um significadopráticoe instrumental
fonte:https://novaescola.org.br/conteudo/7393/cuidados-especiais-para-alunos-idem

Educação Inclusiva

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    Incluir criançascom deficiêncianassalas regulares dependede um trabalho diferenciadodo educador e de muitasferramentas de auxílio. Fazer um planejamentopara classes com jovens com deficiênciaexigecuidadosespeciais.A primeiracoisa é conhecer a criança e a família.Esse contato, além de ajudar a saber com quem você vai passaro ano, tambémorienta sobre os materiaisespecíficosde quepode precisar em aula. Outra forma de conseguir essas informaçõesé procurar o profissionalque oferece atendimentoespecializado."Essa troca é importantepara o professor ter ideia dashabilidadese competênciascom as quaisestá lidando", explica Daniela Alonso, consultora na área de inclusão e selecionadora do PrêmioVictor Civita - EducadorNota 10. "Com isso, ele pode pensar em propostas colaborativasdentro de sala e aperfeiçoarseus métodospedagógicos. Cadaaluno tem necessidadespróprias.Nenhuma deficiênciaé igual", diz. O planejamentodevelevar em conta que podem ser necessárias, por exemplo,transcrições parao braile, audiolivro ou interpretaçãoem libras. Esse apoio, garantidopor lei, é feitopor especialistasem conjunto com a escola. As secretarias municipais,organizaçõesregionaise nacionaisde apoioaos deficientes,universidadesou o Ministério da Educaçãooferecem orientações, materiaisdidáticose atémesmoprofissionaise estagiários."Com a escola, o educadorpode cobrar soluções para assegurar os direitos de seus alunos", diz Daniela. Mais do que os materiaisde acesso, planejar uma aula inclusiva implicaobservar a Educaçãode modo amplo.Em vez de aulasque privilegiem a informaçãoe sua reprodução, o professor podebuscar a interaçãodos jovens. "A Educaçãopara a inclusão pedeuma mudança de concepçãodo ato de ensinar", dizMaria Teresa Mantoan, coordenadora do Laboratóriode Estudose Pesquisasem Ensinoe Diversidadeda UniversidadeEstadualde Campinas(Unicamp)."O ensino focadona repetiçãode conceitoshá muitotempoé ruim para qualquer estudante,com deficiênciaou sem", diz.
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    O caminhoé abordaros assuntos com base em aspectos variados, por meiode técnicasou recursos audiovisuais,considerandoossaberes prévios da garotada. A valorizaçãoda experimentaçãoe da criaçãoem discussões, pesquisasou trabalhos em grupo, com materiaisque proporcionem diferentesníveisde compreensão, fazcom que todasas criançasse sintamintegradase maismotivadasa aprender. E, quantomaisvariadosforem os instrumentos, melhor. "É bom ter em menteque, se o professor pensar só em imagenspara traduzir os conceitos, ele não penalizaapenasquem é cego, mastambémquem senta no fundo da sala ou tem maisfacilidadeem compreender verbalmente",completa. "A diversificaçãodastécnicasem sala de aula fez todos responderem positivamente",conta a professora Margarete de MenezesPrade, da EE Coronel Ciro Carvalho de Abreu, em Porto Alegre (RS). Esse ano ela recebeu um jovem cego em sua turma do 3º ano e precisou reorganizar seus cursos. Colocou bonequinhos e miniaturasdebichos nas aulas de ciênciassobre os animaise, com os estudantes, levou a apresentaçãodos trabalhosem grupo paraalém da cartolina e leitura, deixando-amaisdinâmica."Ele apenascolocou em evidência onde eu precisava agir diferente.Na hora de planejar as aulas, comecei a variar meus materiaisdepesquisa e pensar em debatespolêmicos e questões de diversidade",diz.Ela tambémtem a ajuda da máquinaem braile e, no ano que vem, terá um ábacopara o ensino da matemática."Quando ficoem dúvida,os alunos ajudam,dão ideiase trazem materialde casa", diz. Cadaestudantetem seu caminhoe ritmopróprios de estudo, compreendendotemasde formasdiversas.Na hora de avaliar, o queestá em jogo é o progresso de cada um e seu processo de aprendizagem."Quandooptamospor ver o que o jovem é capazde produzire suas respostasàs atividadespropostas,conseguimos acompanharseu percurso escolar e a evolução das competências",explicaMara LúciaSartoretto, pedagoga e consultora da FederaçãoBrasileira dasAssociações de Síndromede Down. Em outras palavras,não é a reprodução de informações,mas o que o aluno acrescentou ao seu conhecimentoprévio e a forma como fezisso que devem ganhar nota.
  • 4.
    O que fazer,caso a caso Deficiência auditiva • A escola precisa providenciar um intérprete para os alunos que já dominam a libras e um educador disponível a ensinar a linguagem a professores e crianças • Fale sempre de frente, os alunos precisam enxergarseus lábios • Sempre que possível, utilize recursos visuais • Use gestos, pois facilitam a compreensão Deficiência visual • Solicite os materiais específicos, como os utensílios para escrever em braile e o soroban, audiolivros ou lupas e um profissional disposto a ensinar a escola a ler e escrever em braile. Também é fundamental garantir a acessibilidade em toda a escola, como sinalizações e comunicados traduzidos • Acrescente estímulos orais às explicações • Não mude os móveis de lugar com frequência para preveniracidentes
  • 5.
    O que fazer,caso a caso Deficiência física • Os materiaisespecíficospodem ser pranchasou presilhaspara prender o papel na mesa, suportes para lápise canetase até computadores • Alargamentode portas, instalaçãode rampase barras de apoiofacilitama mobilidadedos alunos Deficiência Mental • Informe-secom a famíliae os profissionaisque acompanham oestudantesobre as necessidadesdele e os instrumentosadequadospara a aprendizagem • Estimulehabilidadessociaise interpessoais • Faça avaliaçõescompatíveiscom o potencialde cada um. As comparaçõesentre alunos são sempre prejudiciais • Planeje metodologiasde ensino com recursos diversificadose dê aos conteúdos um significadopráticoe instrumental fonte:https://novaescola.org.br/conteudo/7393/cuidados-especiais-para-alunos-idem