Educação e Ruralidades Profª Klívia de Cássia Silva Nunes
A marcha pela terra e a marcha pela escola pública se percorrem pela mesma trilha. Formam parte da mesma luta contra a exclusão, da mesma pedagogia da esperança, assumindo assim o nosso direito inalienável à resistência, à indagação e à desobediência.(GENTILI, 1988, p.127)
Ruralidades: algumas reflexões Cidade Economia  Campo
1º MOVIMENTO Campo Modernizado Agroindústrias Eletrificação Rural Abertura de Estradas
2º MOVIMENTO População Rural Cidade Educação Comercialização  dos produtos Saúde
3º MOVIMENTO POPULAÇÃO RURAL / POPULAÇÃO DE PEQUENAS CIDADES CIDADE COMPONENTE CULTURAL VINCULAO AO CAMPO CIDADE ESTÁ NO CAMPO E O CAMPO ESTÁ NA CIDADE
RURALIDADES De acordo com Veiga (2002, p.32), para efeitos analíticos não se deveria considerar urbanos os habitantes de municípios pequenos demais, com menos de 20 mil habitantes. Com base nesta convenção, que vem sendo usada desde a década de 1950, segundo o IBGE, seria rural a população dos 4.024 municípios que possuíam menos de 20 mil habitantes em 2000, o que por si só seria suficiente para  derrubar o grau de urbanização do Brasil para 70%.
RURALIDADES Afirma Pessoa (2007, p. 16) que não é mais possível falar do campo e da cidade como realidades distintas, pois: O campo está na cidade e a cidade está no campo. Assim, é mais seguro falar do rural levando em conta três considerações: a) o rural não mais ou não apenas como categoria específica; b) o rural não mais ou não apenas como produção agrícola ou agropecuária; c) o rural como representação social e simbólica. Explicando um pouco melhor essa terceira dimensão, pode-se dizer que o rural, independemente de onde se mora ou do que se faz, é uma concepção de mundo, um modo como as pessoas e os grupos organizam suas relações sociais e produtivas.
Finalizando o pensamento Políticas Públicas Campo Cidade Processo de Desenvolvimento  Precário  Contraditório  Desigual Políticas Conjugadas Educação / Saúde/ Transporte / Moradia
SERTÃO É DENTRO DA GENTE Guimarães Rosa
Educação Seguindo este raciocínio: muitos adolescentes, jovens, crianças teriam que ser caracterizados como população estudantil rural. O modo de vida herdado do campo, problemas sociais, cultura – não podem ser desconsiderado na prática de ensinar e aprender. A escola que chega no meio rural é a mesma da cidade, em termos de conteúdo, preparação de professores, instalações físicas, material didático-pedagógico e descompasso entre as atividades escolares e o ciclo do trabalho agrícola.
Com relação a este descompasso entre as atividades escolares e o ciclo do trabalho agrícola, Martins (1975, p. 89) denuncia: “o desajustamento entre o ciclo da atividade escolar e o ciclo do trabalho agrícola é um dos indícios mais importantes da imposição da escola pelo Estado com base numa ordem de concepções que atende prioritariamente a burocracia escolar”.
Pensar a educação rural não é pensar o que fazer com poucas escolas isoladas; É pensar na realidade, com atendimento educacional gestado a partir dos anseios e necessidades; Uma educação que ajude os trabalhadores a  resgatar o saber social que lhes pertence e construir a formação / educação que convém a sua classe;  “ Saber social”: “conjunto de conhecimentos e habilidades, valores e atitudes produzidas pelas classes para dar conta de seus interesses. Trata-se do saber parcial que serve para identificar e unificar uma classe social, lhe dar elementos para se inserir numa estrutura de relações sociais de produção e para avaliar a qualidade de tais relações, e, enfim, trata-se de um saber que serve de instrumento de organização e de luta. Grybowski (1984, p. 50)
Libâneo (2001, p. 3) ao afirmar que não existe o aluno geral, mas um aluno vivendo numa sociedade determinada, fazendo parte de um grupo social e cultural determinado, circunstâncias estas que interferem na sua capacidade de aprender, na construção dos seus valores e atitudes, da sua linguagem e na orientação de suas motivações. Ou seja, a subjetividade e a experiência sociocultural concreta dos alunos são os pontos de partida para a orientação da aprendizagem.

Educação e ruralidades

  • 1.
    Educação e RuralidadesProfª Klívia de Cássia Silva Nunes
  • 2.
    A marcha pelaterra e a marcha pela escola pública se percorrem pela mesma trilha. Formam parte da mesma luta contra a exclusão, da mesma pedagogia da esperança, assumindo assim o nosso direito inalienável à resistência, à indagação e à desobediência.(GENTILI, 1988, p.127)
  • 3.
    Ruralidades: algumas reflexõesCidade Economia Campo
  • 4.
    1º MOVIMENTO CampoModernizado Agroindústrias Eletrificação Rural Abertura de Estradas
  • 5.
    2º MOVIMENTO PopulaçãoRural Cidade Educação Comercialização dos produtos Saúde
  • 6.
    3º MOVIMENTO POPULAÇÃORURAL / POPULAÇÃO DE PEQUENAS CIDADES CIDADE COMPONENTE CULTURAL VINCULAO AO CAMPO CIDADE ESTÁ NO CAMPO E O CAMPO ESTÁ NA CIDADE
  • 7.
    RURALIDADES De acordocom Veiga (2002, p.32), para efeitos analíticos não se deveria considerar urbanos os habitantes de municípios pequenos demais, com menos de 20 mil habitantes. Com base nesta convenção, que vem sendo usada desde a década de 1950, segundo o IBGE, seria rural a população dos 4.024 municípios que possuíam menos de 20 mil habitantes em 2000, o que por si só seria suficiente para derrubar o grau de urbanização do Brasil para 70%.
  • 8.
    RURALIDADES Afirma Pessoa(2007, p. 16) que não é mais possível falar do campo e da cidade como realidades distintas, pois: O campo está na cidade e a cidade está no campo. Assim, é mais seguro falar do rural levando em conta três considerações: a) o rural não mais ou não apenas como categoria específica; b) o rural não mais ou não apenas como produção agrícola ou agropecuária; c) o rural como representação social e simbólica. Explicando um pouco melhor essa terceira dimensão, pode-se dizer que o rural, independemente de onde se mora ou do que se faz, é uma concepção de mundo, um modo como as pessoas e os grupos organizam suas relações sociais e produtivas.
  • 9.
    Finalizando o pensamentoPolíticas Públicas Campo Cidade Processo de Desenvolvimento Precário Contraditório Desigual Políticas Conjugadas Educação / Saúde/ Transporte / Moradia
  • 10.
    SERTÃO É DENTRODA GENTE Guimarães Rosa
  • 11.
    Educação Seguindo esteraciocínio: muitos adolescentes, jovens, crianças teriam que ser caracterizados como população estudantil rural. O modo de vida herdado do campo, problemas sociais, cultura – não podem ser desconsiderado na prática de ensinar e aprender. A escola que chega no meio rural é a mesma da cidade, em termos de conteúdo, preparação de professores, instalações físicas, material didático-pedagógico e descompasso entre as atividades escolares e o ciclo do trabalho agrícola.
  • 12.
    Com relação aeste descompasso entre as atividades escolares e o ciclo do trabalho agrícola, Martins (1975, p. 89) denuncia: “o desajustamento entre o ciclo da atividade escolar e o ciclo do trabalho agrícola é um dos indícios mais importantes da imposição da escola pelo Estado com base numa ordem de concepções que atende prioritariamente a burocracia escolar”.
  • 13.
    Pensar a educaçãorural não é pensar o que fazer com poucas escolas isoladas; É pensar na realidade, com atendimento educacional gestado a partir dos anseios e necessidades; Uma educação que ajude os trabalhadores a resgatar o saber social que lhes pertence e construir a formação / educação que convém a sua classe; “ Saber social”: “conjunto de conhecimentos e habilidades, valores e atitudes produzidas pelas classes para dar conta de seus interesses. Trata-se do saber parcial que serve para identificar e unificar uma classe social, lhe dar elementos para se inserir numa estrutura de relações sociais de produção e para avaliar a qualidade de tais relações, e, enfim, trata-se de um saber que serve de instrumento de organização e de luta. Grybowski (1984, p. 50)
  • 14.
    Libâneo (2001, p.3) ao afirmar que não existe o aluno geral, mas um aluno vivendo numa sociedade determinada, fazendo parte de um grupo social e cultural determinado, circunstâncias estas que interferem na sua capacidade de aprender, na construção dos seus valores e atitudes, da sua linguagem e na orientação de suas motivações. Ou seja, a subjetividade e a experiência sociocultural concreta dos alunos são os pontos de partida para a orientação da aprendizagem.