Editorial


Desafios do século XXI: e-Learning e Web 2.0




        Pela primeira vez em Portugal, entre os dias 29 de Abril e 2 de Maio de
2010, na FIL, especialistas de renome internacional da cultura tecnológica e
digital, falam sobre a temática do momento, desafios do século XXI: e-
learning e Web2.0, mais concretamente sobre a implementação do e-learning,
na escola, e das ferramentas Web 2.0 no ensino, em especial na biblioteca
escolar.

       No primeiro dia de trabalhos os oradores procuram centrar a discussão
em torno destas questões estruturantes: Quais as diferenças substanciais
entre formação presencial e formação à distância? Quais as vantagens e
desvantagens de cada um? Toda a educação à distância é on-line? Que
Modelos de educação online existem? (e-learning; b-learning; ...?), Quais os
factores críticos a ter em conta quando se opta pelo e-learning? Em que
condições e em que situações será mais útil um ou outro tipo de formação?

       O e-learning foi apresentado como uma modalidade de ensino à
distância que facilita a auto-aprendizagem, recorrendo a recursos didácticos,
apresentados em diferentes suportes tecnológicos de informação, utilizados
isoladamente ou articulados entre si e difundidos através da internet. Aponta-se
como grandes objectivos desta modalidade de ensino a democratização do
acesso à educação; a redução de custos; o aumento da autonomia e
independência dos alunos; a contextualização do ensino e o incentivo à
educação permanente.

       Na sua essência, esta modalidade de ensino aparenta consistir na
aplicação de recursos tecnológicos e de multimédia para o enriquecimento da
aprendizagem. Fazendo prevalecer a qualidade dos conteúdos e o incentivo ao
desenvolvimento de uma cultura de aprendizagem permanente.

       Pela intervenção da Srª Ministra da Educação, este tipo de modalidade
de ensino é facilitadora de uma aprendizagem que se realiza de uma forma
mais rápida face aos programas tradicionais pelo facto do aluno poder avançar
nos conteúdos de acordo com o seu próprio ritmo. Além disso o aluno pode
estruturar o seu tempo e tirar maior aproveitamento do mesmo.

       Defendem também que a emergência vertiginosa das novas tecnologias
de informação e da comunicação, nomeadamente a Social Media Web 2.0, irão
revolucionar a gestão da informação e do conhecimento, obrigando os
diferentes actores e agentes educativos - alunos, professores e organizações a
repensar os processos, estratégias e metodologias de ensino. Reforça o
conceito de troca de informações e colaboração dos “internautas” com sites e
serviços virtuais. Destaca-se um conjunto de ferramentas de colaboração,
conteúdos de áudio e vídeo, uma mais valia para a partilha de conhecimento.
Assim sendo, o desafio que se coloca às bibliotecas escolares será o de
potenciar os novos recursos interactivos de informação e comunicação que
caracterizam a WEB 2.0, para produzir, difundir e partilhar informação e
conhecimentos, implicando professores e alunos num trabalho conjunto com a
BE: construção de portefólios, apresentações multimédias, webquests, wikis,
blogs, podcasts, entre outros.

       Pelo resumo das comunicações dos oradores, há um denominador
comum: todos defendem a perspectiva de que as novas tecnologias da
informação e da comunicação só fazem sentido se permitirem uma maior
democratização no acesso às fontes de informação e conhecimento,
contribuindo assim para o aumento das capacidades multiliterácicas dos
cidadãos e consequente desenvolvimento das sociedades.

       Curioso foi o resumo de um dos oradores que apontou a biblioteca
escolar como o centro nevrálgico para experimentar diferentes modos de
aprender e fazer, conferindo-lhe um papel de indutora da mudança para
integrar estas ferramentas no “abcedário” das escolas e da sociedade. Este
especialista atribui à BE o papel de plataforma de gestão da informação e do
conhecimento. Assim sendo, à escola e à biblioteca escolar em particular,
caberá o papel de recorrer às novas tecnologias, em especial à WWW (World
Wide Web), para quebrar as barreiras de espaço e tempo e ampliar o acesso à
informação, como caminho para a produção de conhecimento e ampliação das
suas oportunidades.

     Com a internet nas décadas de 70 a 80 do século passado, os nossos
comportamentos comunicacionais mudaram profundamente, com World Wide
Web na passagem para um novo milénio mudaram também os nossos
comportamentos educacionais e sociais.

Maria José Palmeira
Domingos Boieiro

Editorial ( versão final) A BE do Século XXI

  • 1.
    Editorial Desafios do séculoXXI: e-Learning e Web 2.0 Pela primeira vez em Portugal, entre os dias 29 de Abril e 2 de Maio de 2010, na FIL, especialistas de renome internacional da cultura tecnológica e digital, falam sobre a temática do momento, desafios do século XXI: e- learning e Web2.0, mais concretamente sobre a implementação do e-learning, na escola, e das ferramentas Web 2.0 no ensino, em especial na biblioteca escolar. No primeiro dia de trabalhos os oradores procuram centrar a discussão em torno destas questões estruturantes: Quais as diferenças substanciais entre formação presencial e formação à distância? Quais as vantagens e desvantagens de cada um? Toda a educação à distância é on-line? Que Modelos de educação online existem? (e-learning; b-learning; ...?), Quais os factores críticos a ter em conta quando se opta pelo e-learning? Em que condições e em que situações será mais útil um ou outro tipo de formação? O e-learning foi apresentado como uma modalidade de ensino à distância que facilita a auto-aprendizagem, recorrendo a recursos didácticos, apresentados em diferentes suportes tecnológicos de informação, utilizados isoladamente ou articulados entre si e difundidos através da internet. Aponta-se como grandes objectivos desta modalidade de ensino a democratização do acesso à educação; a redução de custos; o aumento da autonomia e independência dos alunos; a contextualização do ensino e o incentivo à educação permanente. Na sua essência, esta modalidade de ensino aparenta consistir na aplicação de recursos tecnológicos e de multimédia para o enriquecimento da aprendizagem. Fazendo prevalecer a qualidade dos conteúdos e o incentivo ao desenvolvimento de uma cultura de aprendizagem permanente. Pela intervenção da Srª Ministra da Educação, este tipo de modalidade de ensino é facilitadora de uma aprendizagem que se realiza de uma forma mais rápida face aos programas tradicionais pelo facto do aluno poder avançar nos conteúdos de acordo com o seu próprio ritmo. Além disso o aluno pode estruturar o seu tempo e tirar maior aproveitamento do mesmo. Defendem também que a emergência vertiginosa das novas tecnologias de informação e da comunicação, nomeadamente a Social Media Web 2.0, irão revolucionar a gestão da informação e do conhecimento, obrigando os diferentes actores e agentes educativos - alunos, professores e organizações a repensar os processos, estratégias e metodologias de ensino. Reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos “internautas” com sites e serviços virtuais. Destaca-se um conjunto de ferramentas de colaboração,
  • 2.
    conteúdos de áudioe vídeo, uma mais valia para a partilha de conhecimento. Assim sendo, o desafio que se coloca às bibliotecas escolares será o de potenciar os novos recursos interactivos de informação e comunicação que caracterizam a WEB 2.0, para produzir, difundir e partilhar informação e conhecimentos, implicando professores e alunos num trabalho conjunto com a BE: construção de portefólios, apresentações multimédias, webquests, wikis, blogs, podcasts, entre outros. Pelo resumo das comunicações dos oradores, há um denominador comum: todos defendem a perspectiva de que as novas tecnologias da informação e da comunicação só fazem sentido se permitirem uma maior democratização no acesso às fontes de informação e conhecimento, contribuindo assim para o aumento das capacidades multiliterácicas dos cidadãos e consequente desenvolvimento das sociedades. Curioso foi o resumo de um dos oradores que apontou a biblioteca escolar como o centro nevrálgico para experimentar diferentes modos de aprender e fazer, conferindo-lhe um papel de indutora da mudança para integrar estas ferramentas no “abcedário” das escolas e da sociedade. Este especialista atribui à BE o papel de plataforma de gestão da informação e do conhecimento. Assim sendo, à escola e à biblioteca escolar em particular, caberá o papel de recorrer às novas tecnologias, em especial à WWW (World Wide Web), para quebrar as barreiras de espaço e tempo e ampliar o acesso à informação, como caminho para a produção de conhecimento e ampliação das suas oportunidades. Com a internet nas décadas de 70 a 80 do século passado, os nossos comportamentos comunicacionais mudaram profundamente, com World Wide Web na passagem para um novo milénio mudaram também os nossos comportamentos educacionais e sociais. Maria José Palmeira Domingos Boieiro