TEORIA CRÍTICA
Denomina-se Teoria Crítica ao corpo teórico
dos filósofos e pensadores ligados à Escola
de Frankfurt, criada em 1923.
Seu objetivo é opor-se ao que é designado
pela expressão Teoria Tradicional, que
remonta ao Discurso do Método, de
Descartes. Para Horkheimer, a Teoria
Tradicional permanecia alheia à conexão
global dos setores da produção.
A Teoria Tradicional não se ocupa com as
origens sociais dos problemas e as situações
reais e acaba, portanto, por ser mais abstrata
e estranha à realidade. A fundamentação para
a distância da prática, na Teoria Tradicional, é
justificada pela proteção das tensões em
relação ao sábio, propiciando a ele uma
estrutura segura para sua atividade.
Procura descobrir o conteúdo cognoscitivo da
práxis histórica e pretende que os homens
protestem contra a aceitação resignada da
ordem totalitária.
A Teoria Crítica está focada em entender a
cultura como elemento de transformação da
sociedade e, assim, utiliza de pressupostos
do marxismo para explicar a sociedade e a
psicanálise para esclarecer a formação do
indivíduo.
Com o intuito de questionar o autoritarismo e
confrontá-lo, os pensadores ligados à Teoria
Crítica depreendiam a importância
fundamental no tema da emancipação
humana para superar o domínio e a repressão.
T. Adorno
Indústria cultural
Em um texto clássico escrito em 1947,
“Dialética do Iluminismo”, Adorno e
Horkheimer definiram indústria cultural como
um sistema político e econômico que tem por
finalidade produzir bens de cultura – filmes,
livros, música popular, programas de TV etc. –
como mercadorias e como estratégia de
controle social.
Horkheimer
Os meios de comunicação de massa, como
TV, rádio, jornais e portais da Internet, são
propriedades de empresas, que visam lucros e
manter o sistema econômico vigente. Vendem-
se filmes, seriados, músicas e novelas; mas
não como bens artísticos ou culturais ...
... mas como produtos de consumo que em
nada se diferenciariam de sapatos ou sabão
em pó. Com isso, ao invés de contribuírem
para formar cidadãos críticos, manteriam as
pessoas “alienadas” da realidade.
Filmes e rádio não têm mais necessidade de
serem empacotados como arte. A verdade,
cujo nome real é negócio, serve-lhes de
ideologia. Esta deverá legitimar os refugos que
de propósito produzem.
Para Adorno, os receptores das mensagens
dos meios de comunicação seriam vítimas
dessa indústria. Eles teriam o gosto
padronizado e seriam induzidos a consumir
produtos de baixa qualidade. Por essa razão,
indústria cultural substitui o termo cultura de
massa, pois não se trata de uma cultura
popular representada em novelas, mas de
uma ideologia imposta às pessoas.
Habermas
Debate profundamente a relação entre teoria
e prática e os desenvolvimentos da teoria da
"ação comunicativa".
Habermas
Habemas aborda a epistemologia e a crítica
social desde Kant até à atualidade, criticou a
"cientização da política", que permite que nas
sociedades modernas a racionalidade técnica
e científica funcione por vezes como ideologia.
Habermas identificou três formas de
conhecimento científico:
• "empírico-analítico", preocupado com o
estabelecimento de relações de causa e
efeito e procurando um controlo da
natureza;
• "hermenêutico", derivado da necessidade
humana de comunicação;
• "crítico e emancipatório", que ultrapassa os
limites dos dois anteriores.
Na sua perspectiva, a verdadeira
racionalidade só pode ser atingida em
situações ideais de discurso, onde todas as
partes têm igual oportunidade de se
envolverem no diálogo, sem restrições nem
distorções ideológicas.
Um conhecimento válido só pode emergir de
uma situação de diálogo livre, aberto e
ininterrupto. Só este modelo, difícil de realizar,
estabelece as condições para uma ciência
social crítica e verdadeiramente emancipada.
A tese básica da teoria da ação comunicativa
é que a sociedade moderna se encontra
dividida em duas esferas: o mundo da vida e
os sistemas. Enquanto o mundo da vida,
informado pelas convicções formadas
comunicativamente e compartilhadas
intersubjetivamente, obedece a uma
dinâmica consciente e normativa ...
... os sistemas, nomeadamente o sistema
econômico e o sistema político, obedecem a
uma dinâmica não-consciente e funcional.
Habermas alerta para a colonização do
mundo da vida pelos sistemas, que
submetem os consensos do mundo da vida
às suas exigências funcionais.
Assim, o papel de uma teoria crítica seria o
de denunciar e combater essa colonização,
mediante o esclarecimento do mundo da
vida.
Marcuser

Ecola de frankfurt

  • 1.
    TEORIA CRÍTICA Denomina-se TeoriaCrítica ao corpo teórico dos filósofos e pensadores ligados à Escola de Frankfurt, criada em 1923.
  • 2.
    Seu objetivo éopor-se ao que é designado pela expressão Teoria Tradicional, que remonta ao Discurso do Método, de Descartes. Para Horkheimer, a Teoria Tradicional permanecia alheia à conexão global dos setores da produção.
  • 3.
    A Teoria Tradicionalnão se ocupa com as origens sociais dos problemas e as situações reais e acaba, portanto, por ser mais abstrata e estranha à realidade. A fundamentação para a distância da prática, na Teoria Tradicional, é justificada pela proteção das tensões em relação ao sábio, propiciando a ele uma estrutura segura para sua atividade.
  • 4.
    Procura descobrir oconteúdo cognoscitivo da práxis histórica e pretende que os homens protestem contra a aceitação resignada da ordem totalitária.
  • 5.
    A Teoria Críticaestá focada em entender a cultura como elemento de transformação da sociedade e, assim, utiliza de pressupostos do marxismo para explicar a sociedade e a psicanálise para esclarecer a formação do indivíduo.
  • 6.
    Com o intuitode questionar o autoritarismo e confrontá-lo, os pensadores ligados à Teoria Crítica depreendiam a importância fundamental no tema da emancipação humana para superar o domínio e a repressão.
  • 7.
  • 8.
    Indústria cultural Em umtexto clássico escrito em 1947, “Dialética do Iluminismo”, Adorno e Horkheimer definiram indústria cultural como um sistema político e econômico que tem por finalidade produzir bens de cultura – filmes, livros, música popular, programas de TV etc. – como mercadorias e como estratégia de controle social.
  • 9.
  • 10.
    Os meios decomunicação de massa, como TV, rádio, jornais e portais da Internet, são propriedades de empresas, que visam lucros e manter o sistema econômico vigente. Vendem- se filmes, seriados, músicas e novelas; mas não como bens artísticos ou culturais ...
  • 11.
    ... mas comoprodutos de consumo que em nada se diferenciariam de sapatos ou sabão em pó. Com isso, ao invés de contribuírem para formar cidadãos críticos, manteriam as pessoas “alienadas” da realidade.
  • 12.
    Filmes e rádionão têm mais necessidade de serem empacotados como arte. A verdade, cujo nome real é negócio, serve-lhes de ideologia. Esta deverá legitimar os refugos que de propósito produzem.
  • 13.
    Para Adorno, osreceptores das mensagens dos meios de comunicação seriam vítimas dessa indústria. Eles teriam o gosto padronizado e seriam induzidos a consumir produtos de baixa qualidade. Por essa razão, indústria cultural substitui o termo cultura de massa, pois não se trata de uma cultura popular representada em novelas, mas de uma ideologia imposta às pessoas.
  • 14.
    Habermas Debate profundamente arelação entre teoria e prática e os desenvolvimentos da teoria da "ação comunicativa".
  • 15.
  • 16.
    Habemas aborda aepistemologia e a crítica social desde Kant até à atualidade, criticou a "cientização da política", que permite que nas sociedades modernas a racionalidade técnica e científica funcione por vezes como ideologia. Habermas identificou três formas de conhecimento científico:
  • 17.
    • "empírico-analítico", preocupadocom o estabelecimento de relações de causa e efeito e procurando um controlo da natureza; • "hermenêutico", derivado da necessidade humana de comunicação; • "crítico e emancipatório", que ultrapassa os limites dos dois anteriores.
  • 18.
    Na sua perspectiva,a verdadeira racionalidade só pode ser atingida em situações ideais de discurso, onde todas as partes têm igual oportunidade de se envolverem no diálogo, sem restrições nem distorções ideológicas.
  • 19.
    Um conhecimento válidosó pode emergir de uma situação de diálogo livre, aberto e ininterrupto. Só este modelo, difícil de realizar, estabelece as condições para uma ciência social crítica e verdadeiramente emancipada.
  • 20.
    A tese básicada teoria da ação comunicativa é que a sociedade moderna se encontra dividida em duas esferas: o mundo da vida e os sistemas. Enquanto o mundo da vida, informado pelas convicções formadas comunicativamente e compartilhadas intersubjetivamente, obedece a uma dinâmica consciente e normativa ...
  • 21.
    ... os sistemas,nomeadamente o sistema econômico e o sistema político, obedecem a uma dinâmica não-consciente e funcional. Habermas alerta para a colonização do mundo da vida pelos sistemas, que submetem os consensos do mundo da vida às suas exigências funcionais.
  • 22.
    Assim, o papelde uma teoria crítica seria o de denunciar e combater essa colonização, mediante o esclarecimento do mundo da vida.
  • 23.